Wednesday, May 31, 2006

Pão-Dura, Mão-Fechada, Unha-de-fome o...

Quem me conhece, sabe: se abrirem minha carteira, vai encontrar um monte de cartões para juntar pontos para trocar em desconto na compra de produtos ou algum brinde. Mania de oito entre dez pessoas aqui no Japão, cliente fiel ganha desconto nas lojas. Portanto, as lojas apelam pra oferecerem os "point-cards" para os clientes juntarem os pontos em cada compra que fazem para depois trocarem no desconto de uma nova compra. Esse pessoal de marketing pensou direitinho junto aos lojistas para atraírem mais clientes: tendo um cartão da loja + promoção = cliente fiel ou lucro nas vendas. Pois é, cai direitinho nessa, mas confesso que já consegui uma boa economia usando os "point-cards" nas lojas que costumo ir.
Oito entre dez lojas, fazem esse tipo de jogada de marketing e vendas. Compre nosso produto e tenha o cartão. Juntando tantos pontos, no fim terá o desconto de tantos ienes na próxima compra. Bom, pra isso, precisa ser uma loja ou estabelecimento que você frequenta sempre, pois fazer uma vez e ir uma vez a cada nunca ou nunca mais, não compensa. E de preferência, uma rede de lojas bem conhecida, que aceite em qualquer filial de esquina.
Comecei a ter esse (péssimo?) hábito de ter esses "point-cards" quando comecei a conhecer melhor aqui. Quando fui a primeira vez na Tower Records, em Umeda. Na época meu conhecimento sobre a língua japonesa era precária e muita coisa era na base de dicionário ou ir junto com uma colega que soubesse um pouco mais (pra pagarmos mico juntas). A única coisa que eu entendi quando comprei alguns CDs naquela loja era que eu poderia juntar 40 pontos e ter 3 mil ienes de desconto na compra! E pra juntar esses 40 pontos? A cada 500 ienes de compra, era um ponto. Pra ter 40 pontos, bastava fazer uma compra de 20 mil ienes. Bom, na Tower Records, se você não ligar em ter tudo novo, junta rapidinho. Porém era que valia por um ano a partir da primeira aquisição! Eita sacanagem, viu...
Pra juntar o que juntei até hoje, tenho mais de vinte "point-cards". E olha que eles me quebraram um galho danado! Desde desconto na compra até a mercadoria sair de graça! Juro! Recentemente, adquiri uma mini-impressora para fotos na faixa! Por quê? "Point-card", leitores.... E olha que a loja onde usei o cartão, ia só de vez em quando quase nunca, será que foi quando comprei o PC que uso hoje? E as lâmpadas circulares que custam uma nota aqui? "Point-card" nelas! Levei duas pelo preço de... zero!!!
Sem falar das vantagens de juntar selinhos de pão, donuts ... Já consegui fazer um kit de jantar e bandejas para servir comida em caso de visitas ( se bem que desde que mudamo-nos para Yokohama, visita em casa foram duas pessoas e olhe lá!). Que seja, mas já consegui bolsa, vasos, toalhas... Juntando os cupons a cada vez que ia comprar donuts para nosso café da manhã... Mas tem que saber aproveitar, senão ...

Uma listinha de lojas que você pode usar seus "point-cards" sem culpa de trocar os pontos depois:

1 - Book-Off: Rede de livrarias que trabalha com livros, revistas, CDs, DVDs, VHS e até games de segunda mão. Se gosta de mangás e CDs, vá em frente, consegue comprar por uma moeda de 100 ienes. Enjoou do DVD? Desgostou-se de seu artista favorito? Já leu sua coleção de mangás pela trocentésima vez? Você pode vender para essa livraria que eles te pagam. Não pagam aqueeeeeeela coisa, mas ao menos você não precisa pagar pra jogar fora. E não esqueça do seu "point-card"! Pode ganhar um cupom de desconto de 100 ienes pra sua próxima compra! Pode usar e trocar seus pontos em qualquer loja espalhada por todo o Japão! Prova disso que moro em Yokohama e meu cartão foi feito em Odawara e costumo usar em Harajuku (Tóquio)!!!

2 - Yodobashi Camera: Rede espalhada em todo o Japão, de eletro-eletrônicos. Aquisição de cartão gratuito, basta preencher uma ficha. E usar toda vez que comprar um CD-Rom até uma geladeira. Juntando os pontos ( bom, eles têm os critérios de pontuação, que até hoje nunca entendi ), pode trocá-los no desconto na compra e ainda continuar juntando. Juntei pontos na compra da nossa geladeira, troquei por um CD duplo novinho pro kinguio e ainda restaram o equivalente pra comprar um game do Super Mario pro Nintendo DS!!!

3 - Bic Camera: Outra rede de eletro-eletrônicos, também em todo o Japão. Esquema de pontuação também desconheço, pois quase nem compro lá. Fiz o cartão quando comprei um CD trocentos anos atrás. Mas a vantagem quando vou para Yokohama, em frente a uma filial desta loja, tem o First-Kitchen, o McDonald's japonês. Que uma coisa tem a ver? Tendo o cartão da Bic-Camera, dá pra comer com 10% de desconto...

4 - Cartões de supermercados: Daiei, Summit e Saty são um dos mercados que eu e meu kinguio costumamos fazer a festa. Gostamos de passear no supermercado para ver as novidades, experimentar os petiscos ( explico em outra ocasião )e... fazer compras da bissemana ( er... duas vezes por mês, vamos dizer).
No Daiei, tendo o "point-card", juntando 500 pontos, equivale a 500 ienes de cupom de desconto nas compras... do supermercado da rede, claro. Mas tendo o cartão de crédito da operadora deles, por exemplo em Higashi-Totsuka, cujo supermercado fica junto com uma loja de departamentos famosa, equivale a três horas de estacionamento de graça! E não precisa provar que você fez compras lá (como se fosse difícil pra gente...), basta apresentar o cartão...
No Summit ( rede que começou em Tóquio e agora invadindo Kanagawa), juntando os pontos a cada compra, pode trocar pelo desconto na compra. Sem cupom, nada, basta pedir na hora de pagar. E pensar que estes dias atrás, estava sem moedas de trocado e tive que pedir o desconto de... oitenta ienes para não ter que dar três mil de notas e voltar um monte de moedas. Ah, tudo bem, trocado é bom, mas...

5 - Tsutaya: Rede de locadoras. A sacanagem até um tempo atrás era que você não podia usar o cartão pra alugar vídeos e CDs em outra loja que não fosse onde você fez o cartão. Agora, que a rede ampliou e fez parceria com outras lojas, você pode juntar pontos em outras lojas da rede e também em lojas de conveniência, posto de gasolina, aluguel de carros...

Vou parando por aí, senão vai ter gente me chamando de porta-cartões ambulante!
Mas que vale a pena a gente fazer o esforço pra ganhar desconto, isso vale!

Thursday, May 25, 2006

Hoooooooooorray!

Quando tinha nove pra dez anos, um surto de hepatite correu minha cidade e região, através da água, segundo disseram. Como se era de esperar, metade da cidade passou um bom tempo em casa, de cama, isolado de todos, pois é altamente contagiosa. Agora imagine uma criança de nove pra dez anos, trancafiada em casa, deitada o dia todo na cama, só tomando chá com bolacha, nem podendo sair nem pra ver o sol, pois qualquer movimento brusco, força o fígado e você vai desta pra melhor, só pra dizer pouco. Pois é, essa criança fui eu.
No início dos anos 80, em plenas férias escolares, passei 40 dias em casa, dormindo em uma cama de armar, na sala, pois hepatite, como disse, é contagiosa. Imagine a cena: icterícia e passando mal direto. Imagine que não fui levada ao primeiro médico que minha mãe conhecia. Batata: hepatite, quarenta dias de cama, inúmeras idas ao laboratório colher amostras de sangue e fezes, e um dieta rigorosa que nem mãe furiosa submeteria ao seu filho. Além de lavar as roupas com lysoform e ter talheres separados da família, não poder sair nem pra brincar.
A dieta rigorosa consistia e sopa de arroz com caldo de frango com o mínimo possível de gordura; maçã; bolacha cream-cracker com chá, suco de laranja e só. Chocolate? Era estritamente proíbido! Bom, manga e abacate nunca fui de comer mesmo, pra mim não fazia falta, mas... chocolate???
Quanto a não sair de casa e ficar deitada o dia todo, rendeu-me duas coisas: ler bastante gibi ( sim, toda semana meu pai ia na banca da pracinha e comprava pra nós, prole de dois naquela época ) como Pato Donald, Zé Carioca ( esses dois eram naquele papel baratinho mas as histórias eram bem mais legais!), Mônica e Cebolinha (quando eram da Editora Abril), Luluzinha e Bolinha, e outros que nem me lembro mais, além de livros que meu irmão mais velho trazia da biblioteca como a Série Vaga-lume e de Monteiro Lobato. E a segunda coisa era... assistir TV!
Sim, passei quarenta dias assistindo TV, dou graças aos céus que naquela época se passavam desenhos animados nas tardes do canal 4 e 7 ( Tupi e Record). Foi a época que assisti muito a Pantera-Cor-de-Rosa, Tom e Jerry, Pepe Legal, Dom Pixote... Ah, sim. E também no finzinho da tarde, era a hora do Pica-Pau! Era de praxe a família toda sentar pra rir muito com as estripulias e trapalhadas desse topetudo muito doido.
Conheci todas as fases do Pica-Pau, desde a época de olhos estrábicos e pernas gordas, parecendo que estava usando polainas (de ginástica) até a fase com o cavalo Pé-de-Pano. Claro que tinha um ou outro desenho dele que não gostava, claro, não dava pra agradar a todos, mas citarei meus dez favoritos, na ordem decrescente. Lembrando ao leitor que se trata de uma ordem pessoal, se vocês têm a sua, comentem, se der. Se não der...
Lá vai, mas tem uns que não lembro o título ( foram muitos os desenhos que assisti, por isso só lembro mais do enredo que do nome do episódio )!

10 - Os cupins marcianos: Teve tradução que assisti que eram "formigas", mas na verdade eram cupins. Imagine uma horda de cupins marcianos invadindo a Terra e qualquer canal de TV que o Pica-Pau assistia, estava o mesmo locutor em "caráter extraordinário" avisando que uma invasão de marcianos estaria invadindo a Terra... mas cupins? Só de imaginar as cenas finais, as utilidades dos cupins para o dia-a-dia é de rir! Desde apontador de lápis até agulha de vitrola!



9 - Conversando com a Fome: Dos antigos, quando o Pica-pau era mais gordinho e doidinho. O inverno chegando e necas do topetudo ir pro sul. O vento leva toda a comida embora e recebe a visita de um gato também mais faminto que ele, e é um verdadeiro pânico, pois um quer jantar o outro mesmo depois ter comido um alce inteiro. A cena que o Pica-Pau conversa com a Fome é impagável!



8 - A fase com o Pé-de-Pano: Pé-de-Pano era um cavalo branco, covarde e chorão, mas na hora do aperto... Foi companheiro do Pica-Pau nos anos 60, quando eles percorriam o velho Oeste.

7 - O Barbeiro de Sevilha: Da 2a. fase do Pica-Pau. Ele cantando a música de Rossini, "O Barbeiro de Sevilha" enquanto quase "pela" o cliente é demais! Quase não tem diálogos, mas.. precisa?

6 - Com o Zeca Urubu (ou Buzz Buzzard): Pra quem não lembra, o Zeca Urubu era o malandro que tentava passar a perna no Pica-Pau. Desde vendedor de seguros até cachorro falante. Mas um dos mais engraçados era aquele que ele e o Pica-Pau disputam a mesma garota em uma festa colegial e no final os dois ficam na sarjeta entoando uma música maior dor-de-cotovelo ("quando você vai embora, eu fico, e choro, choro, choro... *sigh*")!


5 - A Auto Estrada: Esse desenho virou até tese de estudo em psicologia infantil, tema de polêmica até que ponto o desenho do Pica-Pau faz bem ou mal para as crianças. Tudo começa com uma simples construção de uma auto-estrada e a árvore do Pica-Pau estava no meio do caminho. Na teoria, seria somente contornar a árvore, mas como se trata de desenho animado... Bom, depois de tanta briga, culminando com um rolo compressor, no final, a auto estrada passa... por cima da árvore do Pica-Pau!!!

4 - O Afinador de Pianos: Clássico! O Pica-Pau era um afinador de pianos e um assaltante de bancos ( mais parecendo um gangster ) se esconde dentro do piano que o Pica-Pau está afinando. "E não pare de tocar, senão..." (a marcha fúnebre). Fora o guarda muito tapado...

3 - Vodu é pra Jacu! O Zé Jacaré mora no pântano da Flórida ( os Everglades) e sonha em um assado de Pica-Pau. Para conseguir tamanho feito, apela pra tudo, desde viagem espacial até Spa pra passarinhos. Tirando o episódio que ele não hiberna e confude "comida" com "dormida" ao acordar depois do Pica-Pau cantando uma canção de ninar... Tem aquela que o Pica-Pau diz o bordão: "Vudu é pra Jacu!". Impagável!

2 - O Puxa-Frango: Este é o desenho mais lembrado de nove entre dez espectadores da época e ainda tem gente mais nova que lembra! Um dia de chuva, um Pica-Pau perdido e um castelo contendo um cientista doido, já é o suficiente para rolar de rir. Ainda mais que o cientista doido constrói um robô destinado a ... puxar penas de frango! E o pobre Pica-Pau tem as penas arrancadas... Mas o ponto forte era o barulho que o Frank faz.. Como era mesmo? Mas era engraçado!


1 - As Cataratas do Niágara: Top one entre dez de onze espectadores! Fica de igual pra igual com o "Puxa-Frango". Imagine pular nas cataratas em um barril e quem sempre acaba pulando é o guarda que tenta impedir! Melhor ainda os espectadores de capas amarelas, erguendo os braços e gritando: "Hooooooooorray!".
Não dá pra descrever, tem que assistir pra poder rir melhor!


Hooooooooooooooorray!!!

Fonte dos episódios e fotos: http://lantz.goldenagecartoons.com/

Saturday, May 20, 2006

A Dolorida mas Compensadora Vaidade Feminina ( Para algumas...)

Não sei até hoje a que ponto posso dizer que sou vaidosa. Não sou de usar maquiagem, passar batom e ficar tirando sobrancelha toda semana, mas não saio de casa sem passar creme no rosto, passar perfume e olhar dez vezes para ver se a barriga teima em não saltar da calça, se o soutien não está aparecendo da camisa, se a camisa não está saindo do cós.
Sobre vaidades e vaidades, acho que pra mim varia o humor. Se estou com preguiça, daquelas matadoras mesmo, nem passar esmalte nas unhas tenho a paciência. Quem me conhece, sabe: não ligo pra ficar dez horas na frente do espelho pra ficar arrancando sobrancelha, não fico retocando maquiagem de minuto a minuto. Mas quando se trata de espinha que aparece antes "daqueles dias", nariz arrebentado de tanto assoá-lo depois de um resfriado que te pega de jeito...
E depilação? Perna, nem ligo, aliás, quase nem tenho pêlos mesmo. Debaixo do braço, tasca a gilete mesmo, como não uso camiseta cavada devido ao meu (tolo) complexo de ombro largo, então não preciso ficar me importando com depilação a cera, essas coisas, sabem? Mas que iria cair bem, acho que sim...
Agora, se tem uma coisa que não consigo ficar tanto tempo sem, é retocar a côr do meu cabelo. Quando a idade chega e os cabelos brancos aparecem de uma vez só, resta o consolo de passar a tarde toda no salão, retocando a pintura. Pra falar a verdade, já fazem sete anos que pinto o cabelo e já fazem sete anos que não lembro mais qual era a côr natural dele! Bom, agora está com as raízes pretas e as pontas castanho-médio com mechas [naturais] brancas...
Outra coisa também sobre meu cabelo: por eu ter muito cabelo ( meu kinguio morre de inveja por isso ), o dia que acordo com ele mais amarfanhado que nem mousse resolve, a única saída é se enfiar debaixo do chuveiro sete da matina. Não usava secador, mas depois que saí de casa com o cabelo molhado e cheguei no escritório com as pontas viradas... A alternativa é mandar ver nos arquinhos, elásticos e ramonas. Isso porque já faz um bom tempo que não sei o que é ter cabelo longo no meio das costas...
Cremes pro rosto - bom, quando trabalhava na cervejaria, levava meia hora pra lavar, tonificar e hidratar a pele, pois trabalhava em uma sala que o ar condicionado estava tinindo de gelado no verão e estafante no inverno. Aqui, ainda mantenho o mesmo hábito, mas acrescido de creme para a área dos olhos e creme para a noite. Afinal, prevenir é melhor do que entrar na faca, se é que vocês me entendem...
Mas depois que fui em uma esteticista, quase caí pra trás quando soube que teria que fazer trocentas sessões e pagar mais de vinte mil cada uma delas...
Agora, uma coisa que sempre prometo e nunca cumpro, e se consigo, é de curto prazo: academia. Não consigo passar de três meses se matando na esteira e puxando ferro. Quando estava na casa dos vinte, consegui ficar um ano direto, mas custou-me um corpo pra lá de dolorido e não perdi um grama sequer! E olha que, quando cheguei aqui, estava pesando pra lá de sessenta e seis quilos. Consegui perder dez quilos, mas depois que comecei a trabalhar no escritório, ganhei cinco. E agora a briga constante para voltar aos cinquenta e seis habituais...
Mas fico pensando: até que ponto valeria a pena investir na vaidade?
Depende da situação, do serviço, da profissão.
Obviamente nenhuma modelo ou atriz apareceria diante das câmeras com um matagal nas pernas ou um carpete debaixo do braço ( como a Julia Roberts, lembram?).



Cleópatra também usava mel e limão pra tirar o que não precisava...

Thursday, May 18, 2006

Desenhos da Nossa Infância que dificilmente voltarão

Sou fã de desenhos animados até hoje. Dane-se se eu estou chegando na casa dos "enta" e ainda morrer de rir quando se assiste um desenho animado, de preferência "das antigas". Sim, das antigas, pois como toda criança saudável e feliz como eu fui, tive o privilégio de chegar da escola, depois de tarefa feita, sentar diante da TV e assistir a inúmeros desenhos animados. Isso quando existia a TV Tupi e a Rede Bandeirantes ( "canal 4" e "canal 13" como dizíamos, naquela época). Era o tempo que assistíamos todos os desenhos do Hanna-Barbera, Pica-Pau... Era tanto desenho que levaria a vida toda para descrever, principalmente aqueles que eram dos anos 60-70, melhor safra de desenhos animados.
Vou descrever alguns que muita gente lembra mas não tem vergonha de assumir "Lembro sim, e daí?":

Pluto dublando Frank Sinatra: Clássico da Disney, passava no saudoso "Disneylândia" meio-dia de domingo (quando Simpsons e Familia Dinossauro nem pensavam em surgir na Globo). Sim, tinham muitos desenhos clássicos da Disney, mas esse do Pluto dava de lavada. Imagine ele tentando imitar o canto dos passarinhos e acabar dublando Frank Sinatra - "You Belong to my Heart"- graças a cauda servindo de agulha para uma vitrola e levando as cachorrinhas ao delírio. Um show!

Donald depois de ter um vaso na cabeça: Outro clássico. Quem se lembra da Margarida ter ido a um psicanalista depois de quase perder Donald pelas fãs, depois de um vaso ter caído na cabeça do coitado e o mesmo achar que é Frank Sinatra? A solução: jogar novamente o vaso na cabeça do pato para ele voltar o que ele era! Esperava sempre este desenho aparecer na "Disneylândia"!

As bocas reais em "O Anjo do Espaço": Scott McCloud era mais que um astronauta, era um aventureiro espacial! Quem era mais velho do que eu, lembra do protagonista que além de usar um tapa-olho, tinha um detalhe a mais - as bocas eram de verdade!!! Ah, ninguém lembra? Refresque a memória curta aqui, em inglês.

A Corrida Alpina: Até hoje conheço gente que sonha em ter um carro igualzinho ao que Speed Racer possuia, o Mach 5 (imagine se livrar de um trânsito caótico e dos alagamentos de São Paulo, sem falar do vidro a prova de balas!). E até hoje muita gente como eu, largava tudo para assistir as aventuras deste jovem piloto que além de competir (esse botava o Schumacher comendo pó!), se envolvia em grandes aventuras. Os mais puristas me perdoem, mas "A Corrida Alpina" era um dos meus top-top se perguntarem os três mais deste desenho (os outros dois eram "O Carro Mamute" e do Malange, que esqueci o nome do bendito episódio). Além de disputar no palitinho (sim, parece piada, mas era coisa séria!), a cena do pesadelo de Trixie/Michi era de arrepiar! Brrrrrrrr!

Scooby-Doo, cadê você? Os desenhos de Hanna-Barbera, eram inúmeros, que nem dá pra pôr em poucas linhas, mas sempre tem um que marca a vida da gente. Os desenhos do Scooby-Doo e sua turma, principalmente nos anos 60 para início de 70, eram os clássicos. Além dessa turma resolver casos sobre fantasmas, tinham os "convidados especiais", como Globetrotters, Batman e... Davy Jones! "Scooby Doo, cadê você" era marca registrada do riponga medroso Salsicha.

Corrida Maluca, pra quem você torcia? Entre os dez carros, muita gente que conhecia, ou era para o Peter Perfeito ou Professor Aéreo. Penélope Charmosa era a favorita das meninas e havia um que ao menos torcia pro Dick Vigarista ganhar ao menos uma. Com tanto tempo pra armar as artimanhas pra barrar os competidores, já que ele estava na frente, por que nunca ganhava? Oras, senão depois o desenho já perdia a graça!

Vovozinhooooooooo.... "Pinóquio", não a versão Disney, mas a versão japonesa para o velho conto italiano de Carlo Collodi, era mais cruel que a gente já tinha assistido. O boneco de pau que queria ser gente, come o pão que o diabo amassou e a violência era tanta (desde ser queimado até dilacerado por balas), que se minha mãe soubesse, tiraria a gente da sala sem pestanejar. Cá pra nós, eu chorava horrores quando assistia esse desenho. Hoje vai ter muito psicólogo dizendo que não recomendaria esse desenho pra crianças...

E fora muitos outros que assisti quase 24 horas por dia devido a 40 dias de molho devido a um surto de hepatite que alastrou na minha cidade quando tinha 10 anos. Férias em casa, sem poder se mexer ( senão "força o fígado"), sem pode comer chocolate, sem tomar leite. Mas em compensação virei uma viciada em chá com bolachas e assistia direto Jambo e Ruivão, Jonny Quest, A Pantera Cor-de-Rosa, Banana Split...


Senta que vai começar a saudade!

Saturday, May 13, 2006

Sonhos, carolinas e beliscões de padaria

Não sou de ficar postando cerca de dois a três artigos seguidos, mas quando se está de folga e despenca aquela chuva e tudo isso somado a véspera de pagamento e "aqueles dias", o negócio é : ou ficar na frente do PC ou fazer alguma coisa. Ou as duas coisas.

Lendo o blog das Garotas que dizem ni, muita coisa me vem à tona, tais como lembranças de um passado legal e das comidas que dificilmente veremos na padaria da esquina. Opa, falei padaria? Pois é sobre isso que o texto se trara.

Sou verdadeira formiga, por isso que nunca consigo emagrecer além do esperado. Mas também passar do que já estou isso nunca, jamais! Não resisto a um docinho, seja um caramelo vagaba seja um bolo extremamente confeitado com quilos e quilos de chantili por cima. Só que engraçado que nunca adoço café, leite nem chá. Mas quando se está aqui há quase uma década, fica difícil resistir, pois os doces daqui você come à vontade que não enjoa. Já falei das cafeterias e do Mister Donut, mas o que realmente sinto falta é de pegar a carteira e dar uns passos no quarteirão pra comprar um petisco de padaria.
Primeiro, que a padaria mais perto de casa, só indo de carro. Ou ônibus. Aí bate a maldita preguiça. Se desse pra ir andando, tudo bem, mas entre a padaria e nossa casa, tem uma baita ladeira que desanima na volta. Na descida, todo santo ajuda, né?
Segundo, toda padaria que eu já fui, não encontro os sonhos recheados de creme ou goiabada. Sim, goiabada, será que só eu que comi?
Não encontro as carolinas cobertas de açúcar ou chocolate. Se caísse um pacote destes no meu colo, dentro de dois minutos, só verão o pacote vazio. Pior que quando voltei de férias, não encontrei uma padaria que vendesse a iguaria. Malditos!
Não encontro os beliscões de goiabada. Daqueles de padaria. Quando trabalhava como programadora, diariamente comprava um quilo desses petiscos e eu e meu ex-colega de serviço passávamos a manhã comendo e tentando arrumar os PCs que vinham bichados. Quando voltei, ah sim, cheguei na padaria da esquina da casa de meus pais e soltei uma: "Me vê um quilo de beliscão". Sim, no interior, a gente conhece por beliscão, muitos por goiabinhas, mas que importa, sendo daquelas de padaria, a gente mata a acompanhada e dane-se as calorias.
Se aqui tem? Ter, tem, mas não é a mesma coisa de você ir à padaria e pedir um quilo da iguaria.

Aceito uma cesta destas, mas com um quilo de beliscão de goiabada, please!

The Quiet One

John Lennon era o gênio rebelde, Paul McCartney era o bonitinho e Ringo Starr era o piadista. E George Harrison?
Volta e meia, sempre encontro um artigo que sempre tem essa ladainha. Chega na hora de descrever o George, cadê definição? Seria ele um ponto de interrogação? Um rapaz magrelo e dentuço que ficava no seu cantinho? Que dedilhava maravilhas naquela Gretsch preta e dourada sua trademark desde os tempos de Hamburgo? Que mal abria a boca, mas quando falava era daqueles do tipo... "Pergunta o que quer ouve o que não quer", no mais típico humor inglês ( taí entendido porque produziu alguns filmes do Monty Phyton)?
Simpatizei-me com esse rapaz magricela com cara de sério quando comecei a conhecer mais sobre os quatro de Liverpool. Tudo bem que o pobre coitado não tinha muito o que mostrar cantando, mas quando tocando.... quanta diferença! Imagine, pôr mais pimenta em "Roll Over Beethoven", solando em "All My Loving" sem falar que quando cantava, encantava. Tá bom, Macca era perfeito pras baladas, mas "I Need You" é linda de doer. Pega mais fundo que "Yesterday". A amada dizer que já lhe ama mais? Ai, essa dói mais que topada do dedinho do pé na mesinha de centro!
Confesso que a parte indiana passei batido, os puritanos de plantão me perdoem, mas no "Sgt Pepper's" pulo a primeira música do lado B do disco. Sério. Nem "Love You To" de "Revolver" tenho paciência de ouvir. Pô, George, faz falta quando você cantava covers de Carl Perkins. Ou quando interpretou "Glad All Over" no "Live at The BBC", essa você arrasava! Tudo bem que você se afundou na cultura hindu pra ver se encontrava, pois estava mais perdido que cego em tiroteio, mas se fosse japonesa, não ligaria se você aparecesse na TV cantando "While My Guitar Gently Weeps" tocando shamisen. Ou pondo o Ringo pra tocar taiko em "What You're Doing".
Sim, sei que você já fez trocentas besteiras na vida, mas que se safou de todas elas.
Perdeu a mulher pro melhor amigo? Gravou uma música pra lá de humor negro sobre isso.
Teve que pagar uma grana preta por plágio? Alguém aí já ouviu o "This Song"?
Ficou de mal com o melhor amigo? O melhor amigo foi homenageado em "All Those Years Ago".
Quase foi desta pra melhor quando um doido entrou em sua casa? Se não fosse sua esposa, não teríamos "Brainwashed".
Mas do quê não pôde escapar, foi desse maldito mal que entra silenciosamente e do nada em nossas vidas e te acaba aos poucos. Mas que foram 58 anos bem-vividos, isso posso te garantir.
Será que lá no Paraíso o George encontrou o John ou será que nova reunião somente à base de mesa-branca com Paul e Ringo? Bom, isso se eles toparem, claro.


O quietinho? Pra nós ele ainda arrasa na guitarra. Nem que esteja do outro lado!

Thursday, May 11, 2006

Macca e Masha

Sou fã dos Beatles assumida desde meus doze anos. Até vir pra cá, ainda mantinha minhas aquisições diárias via jornais, revistas e acesso na pré-internet-acesso-discado. Quando cheguei aqui, a aquisição meio que amornou, pois onde morei, tinha pouco acesso aos livros de fotos, pois tudo teria que ver em Osaka, duas horas de trem. Expresso, vamos dizer. Mas em parte, meus CDs dos Beatles recentemente se resumem em Rubber Soul, The Beatles/1962-1966 (o de capa vermelha, a azul, não sei porque até hoje não comprei), Live at The BBC. Isso aqui no meu apertamento. E meus livros, tenho o Anthology e The Beatles in Japan 1966 ( que me custou 10 mil e uma espera ansiosa). E algumas revistas, como a Mojo e NME.
Ainda continuo frequentando os fóruns e vez em quando colaborando com o pessoal, mas não sei porque, não com tanta frequencia como toda fã dos Beatles deveria ser. Mas que toda vez que vou na Tower Records de Shibuya, passo boa parte do tempo olhando os livros dos Beatles disponíveis no mercado. Olhando, porque money disponível na hora, só quando meu salário chega. E já está comprometido.
Com o passar do tempo comecei a escutar muito j-pop. Força total veio quando juntei-me com o kinguio encantado e nunca mais larguei. E o gosto por j-pop se equilibra ao mesmo que tenho com os Beatles. Ainda fico ouvindo Beatles a todo som, no meu MD Player (ainda não tive money suficiente pra ver se compro um MP3), na ida e volta do serviço. Porém, Lennon, McCartney, Harrison e Starr tiveram um concorrente a altura.
Sim, ele atende pelo nome de Masaharu Fukuyama (pô, de novo?).
Como comentei em certa vez, o meio-culpado pela proeza, foi o meu kinguio encantado, porque a outra metade foi via TV mesmo. Não tem jeito, minha estante de CDs e meu MD Player tem que disputar espaço com os dois. Mas tá, comparar Paul McCartney com Masaharu Fukuyama não tem cabimento, isso porque enquanto o primeiro já estava com fama e fortuna, o segundo mal tinha nascido. Porém os dois conseguiram chegar onde chegaram com grande esforço e cara-de-pau mesmo. Após os Beatles terem seguido cada um seu caminho, Paul começou do zero - imagine fazer um show em uma platéia universitária pra meia-duzia de gatos-pingados. Masha encarou o primeiro show pras moscas. Isso se houvesse, pois reza a lenda que o primeiro show só tinha ele, o microfone e um silêncio aterrador.
Não são brasileiros, mas ele não desistiram. Foram em frente, nem que tivesse que aparecer em jornal local, nem que fosse pra fazer comercial de alguma coisa. Tudo bem, se precisasse apelar, não sei, mas Macca acabou cantando músicas dos Beatles para ver se levantava a platéia e Masha teve que fazer novelas e usar suas músicas pra comerciais. Nada natural, mas funcionou.
Falem mal que o Macca é vegetariano, ataca o Kentucky, e protege os animais, mas falem dele. Pra mim, ele continua o mesmo, mesmo tendo 63 anos e em plena forma.
Falem mal que o Masha era fumante inveterado, sempre faz os mesmos personagens nas novelas, mas falem dele. Canta que é uma beleza e dane-se a voz que é meio rouca, quem já ouviu os programas de rádio que ele mantém, não deixa negar!
Querem saber mais? Eles ainda vão disputar espaço no meu som, na minha estante e no meu grau de preferência...


Você está roubando minhas fãs!!!


Eu? Sou totalmente inocente, colega!

Starbucks Cafe, Mister Donut e outras delícias

Em oito anos aqui, muito admiro a variedade gastronômica que este país proporciona. Na mesma rua pode ter um izakaya (equivalente aos nossos botecos fuleiros mas limpinhos do interior), um casa de lámen, um McDonald's e uma cafeteria chique que sempre eles vão ter sua clientela e casa cheia. Comprovei isso durante meus passeios com o kinguio encantado e minhas idas e voltas do serviço.
Do terminal de ônibus até a estação onde tomo o trem pro serviço, o shotengai (nome carinhoso para a rua das lojas) está repleto de pequenas lojinhas, casas de petiscos, bancos, convenience stores, McDonald's, padaria, farmácias, sapateiros, Mister Donut... tudo um ao lado do outro! E sempre cheios, seja de donas-de-casas madrugadoras, seja por estudantes, salarymen e office-ladies. Normalmente passo reto e direto nessas lojas, mas vez por outra, acabo por ir ao sapateiro para novamente arrumar os saltos dos sapatos que uso pro trabalho ( piso torto pacas, o salto sempre gasta de um lado), na padaria pra comprar o lanchinho expresso, na farmácia, no banco, pagar as malditas contas do final do mês...
Confesso que, depois que mudei-me para Kanagawa, de mala, cuia e kinguio a tiracolo, viciei-me em Mister Donut. Já comia vez por outra em outra província, na ânsia de juntar os pontos e conseguir alguns brindes. E olha que o Mister Donut oferece brindes bons, viu! Já consegui um jogo de pratos, copos, balança, jogo de salada... Até bolsa já consegui, mas essa acabei dando para minha mãe. Sem falar que além dessas deliciosas e calóricas rosquinhas recheadas ou não me saciam. O bom disso, é que se vai na hora do café, toma-se café com leite à vontade com uma rosquinha de sua preferência. E só paga-se pelo café que você pode passar um bom tempo tomando até quando seu nível de cafeína dizer chega. Melhor quando tem aquelas promoções, dez donuts pelo preço de sete, donuts pelo preço de 100 ienes...
Vez por outra, passo na Mister Donut de Shinjuku, um dos meus pontos preferidos para bater perna antes de encarar dez horas de trabalho.
O bom é aquele que fica em Takadanobaba, estação em que os estudantes embarcam-e-desembarcam para irem na Universidade de Waseda, uma das mais conceituadas do Japão, a qual saíram muito artista famoso e gente comum pero no mucho como o Hirotada Otodake, o qual um dia falo melhor desse rapaz. Voltando ao Mister Donut (mania que tenho de começar uma coisa, meto outra nada a ver no meio, e depois tem que voltar do ponto de partida...), o de Takadanobaba é um lugar calmo e tranquilo, pode-se tomar café com bolinho a vontade e estudar, não exatamente nesta ordem. O que estraga um pouco naquele lugar é a bendita escada que, além de estreita, possui degraus um pouco altos e tem que tomar muito cuidado ao subir, principalmente se você carrega a bandeja com café com leite e uma centena de donuts em uma mão e sua bolsa na outra.
De vez em pouco, vou no de Shinjuku. Próximo à estação de Seibu-Shinjuku, tem um que fica bem na avenida Yasukuni-doori, quase em frente à prefeitura do distrito de Shinjuku. Lá servem uns lanchinhos deliciosos, onde só encontrei lá, como pãozinho branco com manteiga ou geléia, cachorro-quente de linguiça ( esquisito, né? Mas traduzindo ao pé da letra é isso mesmo ), sanduíche picante e por aí vai. Assim como no de Takadanobaba, o de Yasukuni-doori tem uma escadaria de doer. Pior ainda que tem uma curva que, se não tomar cuidado, um rapaz ou uma mocinha apressada pode te atropelar sem prévio aviso.
Mas querem saber mais? Vou pôr aqui as características desses petiscos que doem o bolso mas matam as acompanhadas do seu estômago (estou pensando em batizar a minha, sugiro nomes ).

Starbucks Cafe
Tipo: Cafeteria, começou nos EUA e tem em quase todo o mundo. Quase, porque no Brasil ainda nem chegou, e sabe lá se chegará, pois os botequins que servem pingado no copo americano são contra a idéia de servir café gelado com caramelo e outras iguarias.
Onde encontrar: Em quase todo o Japão. O logotipo redondo, verde, branco e preto, com o desenho de uma sereia estilizada é inimitável e reconhecido a milhas de distância.
Por que é bom: Servem cafés de tudo o que é tipo, seja quente ou gelado, com creme, sem creme, com leite de soja, gelado, frapê...
O lado ruim: Um pouco caro pra quem está acostumado a tomar café todo dia. Em dias de verão, fica impossível encontrar um lugar vazio para sentar, tamanho é a disputa por um cantinho refrescante tomando Frapuccino de chocolate.

Mister Donut
Tipo: Doceria, também importada dos EUA e só tem a filial no Japão, o qual tem mais força do que na Califórnia. No Brasil, tinha o Dunkin Donuts, mas nem sei se ainda existe. Se ainda existe, me avisem, pois comi lá há mais de dez anos atrás!!!
Onde encontrar: Também em quase todo o Japão. A fachada laranja e amarela, escrito "Mister Donut" em vermelho é visto a longa distância. Sem falar que na entrada, sempre tem os brindes.
Por que é bom: Você pode tomar café com leite ou só café a vontade, junto com um donut. Além de poder fazer uma refeição quase completa com comida chinesa. Ou sanduíches, com pãozinho branco. Além das promoções que citei anteriormente.
O lado ruim: As escadas. Todo Mister Donut que fui, tirando aqueles que ficam dentro de lojas de departamentos, a escadaria é de meter medo. Na hora de subir, carregando a dita bandeja, corre o risco de tropeçar e ir pro chão com café, donut e tudo. Sem falar do povo que desce correndo...
( Sem citar que o Mister Donut, dentro do Studio Alta de Shinjuku, odiei o ambiente.)
Ah, nem todo Mister Donut é "escolha-pegue-e-pague". A maioria que conheço você tem que escolher no balcão. Pra quem sabe ler japonês, mesmo com legendas, fácil, o duro é quando não sabe nem ler inglês...

Excelsior Cafe
Tipo: Cafeteria. Sério concorrente do Starbucks Cafe.
Onde encontrar: Em Tóquio. Ao menos só encontrei lá. Logotipo redondo com uma xícara de café no meio, rodeado de azul e branco. E geralmente as paredes são de um amarelo meio... hã... mostarda.
Por que é bom: Os cafés são bons, os lanches idem. Pode-se fazer uma refeição completa dependendo da sua fome. Além de tocar muita música de bossa-nova.
O lado ruim: Assim como o Starbucks, também não dá pra ir tomar todo dia. Sem falar que dependendo do horário, também vive lotado. A maioria, salarymen, office-ladies e estudantes universitários. Sem falar dos americanos, australianos, ah, sei lá, quase todo loiro pra mim é quase tudo igual ( ué, não tem gente que fala que japonês é tudo igual? Então, toma!), que ficam dando uns de esnobes. Esnobe bom e legal são os ingleses, tá?

Tully's Cafe
Tipo: Cafeteria. ( Se eu mencionar mais uma cafeteria neste post, o povo me trucida ou me chama de coffee addict com razão)
Onde encontrar: Por enquanto só vi em Kanagawa e Tóquio.
Por que é bom: Quer lugar tranquilo pra tomar seu café e ler um livro? Eis um lugar perfeito. O Irish Coffee é recomendado para aqueles que tem que encarar dez horas num escritório, como eu. Já vai preparado e dopado.
O lado ruim: Assim como o Starbucks e Excelsior, não dá pra ir todo dia...

Saizeriya
Tipo: Family restaurant. Local onde é bom, gostoso e barato. Comida italiana com tempero japonês, mas quem se importa?
Onde encontrar: Em todo o Japão. A construção externa varia, mas a interna é igual - afrescos de Michalangelo com anjinhos e santos.
Por que é bom: Drink bar a vontade. Pode ficar mais de três horas bebendo suco, refrigerante e café sem ninguém reclamar, eu acho. Sem falar que o precinho é acessível, a comida é boa.
O lado ruim: O que fica perto do escritório onde trabalho, não recomendo. Metade do Departamento Financeiro foi parar no pronto-socorro depois de comerem macarronada com queijo estragado. E eu passei mal três vezes depois de ter comido um prato com carne de carneiro (duas vezes passa, né, mas na terceira...).


Tá bom o bolinho, Tamaki-kun?


PS: No meu post anterior esqueci de mencionar que o Hiroshi Tamaki é o garoto-propaganda do Mister Donut, na cena em que ele fica em cima do letreiro, tomando café com leite...

Os Top Top dos Mais Adorados no Japão

Anualmente, a revista an-an lança os homens mais bonitos do Japão. Eu sabia desta lista, mas como esta revista só compro de vez em nunca, a de janeiro deste ano, comprei meio nas pressas antes de embarcar pra um mês de férias, em pleno aeroporto de Narita.
Entre tentar dormir e curtir os mesmos filmes durante quase um dia dentro do avião ( maldito fuso horário) fui tentar ler. Não é que é a revista que comprei falava sobre os homens adorados e os homens detestáveis da mídia japonesa? E o Takuya Kimura na capa ainda por cima??? Como já era de esperar, Kimura já detem este título de "number one" dos homens lindos do Japão, no top 30 da revista há não sei quantos anos. Tudo bem, a gente gosta do Kimura, acha o Kimura lindo, maravilhoso, mas trocentos anos sendo número um, dá uma chance pros outros, pôxa vida! Masaharu Fukuyama já deve estar de pacová cheio de ser sempre o vice nessa história toda.
Vou tentar disponibilizar as fotos dos três primeiros, pois haja paciência pra encontrar todos. Mas os 30 mais estou postando aqui.

Os Top 30 dos homens adorados pela mulherada!

1 - Takuya Kimura ( ah novidade....)
2 - Masaharu Fukuyama ( sem comentários por parte de quem vos posta aqui)
3 - Junichi Okada ( do grupo V6 e garoto-propaganda da Vodafone)
4 - Tsuyoshi Kusanagi ( colega do Kimura, fala bem a lingua coreana sem pensar)
5 - Shingo Katori ( pra mim, esse sempre vai ter cara de moleque travesso)
6 - Satoshi Tsumabuki ( alegria de uma amiga minha ...)
7 - Masahiro Nakai ( tudo bem, mas o que estraga é a voz de taquara rachada)
8 - Kenji Sakaguchi ( e pensar que o pai dele queria que ele fosse lutador!!)
9 - Hideaki Takizawa ( cresceu no meu conceito depois de ter feito "Yoshigumi")
10- Joe Odagiri ( esse troca de visual, como troca de mulher, ops, roupa )
11- Goro Inagaki ( pronto, agora o SMAP está completo, como esse sommelier)
12- Koichi Domoto ( não, não é irmão do Tsuyoshi Domoto dos Kinki Kids)
13- Naohito Fujiki ( pra mim, ele ainda vai ser o médico de "Nurse no Shigoto")
14- Tsuyoshi Domoto ( não, não é irmão do Koichi Domoto dos Kinki Kids)
15- Tomoya Nagase ( se tirar essa permanente do cabelo, fica melhor!)
16- Kazuya Ninomiya ( oh, memória, de onde ele era mesmo?)
17- Masaichi Sakai ( primeira vez na lista, até onde sei )
18- Yuji Oda ( quase quarentão mas tá inteiraço! Lembram dele em "Odoru Daisousassen"?)
19- Toshiaki Karasawa ( quem viu ele como o "mocinho" em "Shiroi Kyoto"...)
20- Takeshi Kaneshiro ( e ele é de Taiwan, apesar do nome!!!)
21- Jun Matsumoto ( do Arashi, o magricelo do "Kimi no Petto")
22- Yusuke Eguchi ( outro chegando aos quarenta em grande forma! Lembram-se?)
23- Kazuhisa Yamashita ( do finado NEWS, tão sem-sal na propaganda da TBC...)
24- Yutaka Takenouchi ( oooooooh, esse é colírio pros olhos quando faz novela!)
25- Ken Watanabe ( tá, poderia ser pras senhoras, mas tem talento e tanto!)
26- Ryuta Sato ( ator iniciante, recente fez propaganda pra Toyota!)
27- Ken Matsudaira ( sim, ator de filmes de samurai e "Matsuken Samba"!!!)
28- Hiroshi Tamaki ( lembram-se dele de "Water Boys"?)
29- Hiroki Narumiya ( memorável em "NANA")
30- Ken Hirai ( ah, que desperdício de homem....)

Lá vem as fotos dos três favoritos e votados pela mulherada!


Takuya Kimura, esse garante audiência em tv e lucro pra Fujitsu, Weider...


Masaharu Fukuyama, não precisamos dizer nada, o homem é lindo mesmo assim ( pro próximo ano, vamos ver se conseguimos pôr ele no topo!)


Detalhe: O Junichi Okada é o da esquerda. O da direita é o Tomoya Nagase. Atuaram juntos em um drama mais do que comédia "Tiger and Dragon", em que o Okada é um aspirante a ator e o Nagase é um "yakuza" atrapalhado.

Monday, May 08, 2006

Propagandas, anúncios e testes de memória

Pra quem pega trem todo santo dia (até dia de folga não tem perdão ), não deixo de reparar nos anúncios pendurados nos corredores e nas paredes dos vagões dos trens. Dependendo do horário, ficar em pé pode render uma olhadela nos anúncios e notícias, bem como lançamentos de revistas e semanários.
O que acontece várias vezes comigo. Comecei a comprar a CAZ devido a um cartaz dentro do Tokaido; volta e meia compro a Chou Chou pois também vejo o dito anúncio dentro do trem da mesma linha citada. Isso sem falar nas outras revistas que se tiver algo de interessante, acabo por comprar de curiosa. E também sobre eventos, descontos e promoções de alguma loja ou departamento que valha a pena. Desde que seja no eixo Yokohama-Kawasaki-Tóquio, claro.
Também já fui meio consumista em se tratando de comida e bebida. Já dei prejuízo no meu estômago ao experimentar algo... hã... diferente! Isso eu parei.
Dentro do Yamanote, a "linha circular", tem tevêzinhas que além de dar notícias curtas ( mesmo em off ). Geralmente propagandas e testes pra memória. Um dos meus favoritos é o quiz-one, disponível só pra quem possui telefone celular, de preferência que acesse a internet. O quiz-one, que troca de questão toda segunda-feira, é um teste de conhecimentos gerais e quebra-cabeças, bom pra quem entende japonês e péssimo pra quem não entende lhufas.
Os cartazes laterais dentro dos vagões servem pra - além de informar - decorar o ambiente. Imagine vocês pegarem um trem e a viagem durar de cinco minutos a cinco horas sem ver algo interessante. Além dos patrocinadores arrecadarem algumas lascas, o fabricantes dos produtos antecipadamente agradecem os leitores que futuramente irão encher os cofrinhos por irem adquirir o produto. Ah, e lembrando que já vi muito artista famoso estampar o rosto ( e o corpo) nas propagandas, como a Ayumi Hamasaki nas propagandas da Panasonic, divulgando o novo MP3 e a nova câmera digital. Ou os simpáticos cogumelos da DoCoMo. Também o Takuya Kimura no comercial de notebooks da Fujitsu. Engraçado que poucas vezes vi o Masaharu Fukuyama, mas só quando a Meiji solta alguma propaganda e olhe lá ( o coitado ganha um adesivo tão diminuto perto da porta do trem que só quando o recinto está lotado que a gente repara. Inclusive eu, porque não gosto de goma de mascar (tenho problemas no maxilar).
Forte mesmo quando aparecem no meio dos corredores, os cartazes de lançamentos de semanários. Principalmente de mulher peituda. Vocês leram bem, não é mulher pelada, e sim peituda. No Japão, as revistas ... hã... pra adultos, as modelos aparecem de biquini mas que ressaltem bem a comissão de frente. E ficam lá no meio dos corredores a vista de todas as faixas etárias. Se não, alguma revista de fofocas. Geralmente passo longe.
Falando em mulher peituda, lembrei-me em que ontem, voltando pra casa, não pude de deixar em reparar em uma propaganda de cosméticos e suplementos alimentícios ( o qual mensalmente compro pra regular meu intestino e meu humor ), no qual a garota(?) propaganda nada mais nada menos é a ultra-mega-hiper vitaminada (no sentido exagerado da palavra ) Mika Kanou ( das Kanou Shimai, que se são irmãs só Deus sabe, mas que tem um exagero de comissão de frente...), fazendo propaganda de água, suco e protetor solar. Nesta propaganda não aparece muito, mas esta daqui nem te conto.
Volta e meia, um catálogo de roupas íntimas femininas costuma aparecer nos trens. Esse catálogo cheguei a ver, e cheguei a dar uma passada na loja deles, em Ofuna. Vivo reclamando que "falto em cima e sobro embaixo", pois soutien pra mim tem ser o menor que tiver se não pra adolescentes que tem projeto de peito. Quando fui nessa loja, nem a parte de baixo se salvava. Como eu diria, paraíso para as estrangeiras que sofrem em comprar roupa íntima aqui no Japão, mas desde que tendo muita grana, pode ir em frente.
Aliás, as modelos que aparecem no catálogo, nem japonesas elas são mesmo...

Alguém aí teria coragem financeira?

Thursday, May 04, 2006

Golden Week ???

Desde que voltei a trabalhar em escritório ( depois de passar quatro anos trabalhando em fábricas ), já fazem quatro anos que não sei o que é um feriado prolongado.
Tirando um mês que me ausentei (e merecidamente) para ver a família e usar minhas férias remuneradas antes que expirassem, feriado prolongado, daqueles de tirar uma semana, pegar a mala, kinguio e ir viajar pra casa de parentes ou algum amigo que morasse longe, está fora de meus planos há quatro anos.
O engraçado que tinha gente dizendo que "ah, filha, trabalhar em escritório é tudo que pediu a Deus, santa!". Não nego. Pra quem estava disposta a sair de serviço monótono e repetitivo e que nada acrescentava no meu currículo, caso se eu quisesse mudar de emprego, essa mudança repentina, graças ao primo do kinguio, veio de bom tamanho. Só que diferente de muito escritório que a gente conhece por aí, esse já é diferente. Bom, se alguém souber de algum escritório cujo serviço comece das dez as dez, trabalha de domingo e folga de semana conforme sua escala, me avisem. A não ser que seja um escritório de um jornal, TV, site de entretenimento, que aí a gente dá um desconto.
Bom, até folgar de semana e trabalhar de domingo, dependendo, tem suas vantagens - de semana a gente pode pegar mais ofertas de compras e passear tranquiiiiiiiiilo, pois durante a semana pouca gente resolve passear, né? Até pra ir pagar as contas no banco ( bom, só quando tenho que pagar o maldito imposto residencial e o imposto anual do nosso Skyline 94) fica mais tranquilo. Domingo, aqui, é dia oficial de todo mundo resolver sair de casa e fazer compras, bater perna nas lojas de departamentos, levar a prole pros parques e zoológicos... Quem conhece bem Tóquio e Yokohama, sabe muito bem do que falo. Alguém aí que já esteve no Japão, sabe que atravessar a bendita Meiji Doori, onde recentemente inaugurou o hipermegaultra caríssimo Omotesando Hills é maratona para poucos. Até eu, que gosto de andar praqueles lados, uma vez perdi a paciência e dei meia-volta. Encarar aquela avenida com um monte de gente, entre madames e gyarus, isso ninguém merece!
Bom, voltando a questão dos feriados prolongados.
Quem sabe, aqui no Japão, 90% do povo não tira férias de um mês. Acaba tirando isso em "suaves prestações". Ninguém perdoa quando se tem um feriado emendado e um feriado prolongado. Já começa na virada do ano, que na verdade já é certeza. Finzinho de dezembro pra primeiros dias de janeiro, a galera já fecha tudo, limpa a casa, reza pro ano novo que chega e viaja.
Aí o dito Golden Week, que muita gente começa dia 29 de abril, dia do Verde (aliás, nunca entendi porque é feriado). Pra emendar com dias 3, 4 e 5 de maio, ninguém precisa pensar muito não. Já emenda de uma vez mesmo. Agora perguntem pra mim: e você vai folgar no Golden Week? Não sabia se na hora eu ria ou chorava, pois há tempos que não sei o que é isso. O lado ruim é que enquanto muita gente viaja e se diverte, eu tenho que trabalhar, assim como muita gente que conheço. Mas o lado bom, é que enquanto o povo gasta e no final do mês o salário vem aquela míngua, eu economizo ( tento, né?) e meu salário virá... integral como nos outros 11 meses do ano restantes. Tá, final de ano, dezembro e janeiro a gente acaba abrindo mão das nossas folgas habituais para não desequilibrar depois.
Pensando melhor, foi boa idéia ter pego três dias de folga no final do mês para não ter que pegar trânsito, lojas lotadas, restaurantes mais lotados ainda...