Monday, June 19, 2006

Quando eu tiver 64 anos...

Retirado do site da UOL, via orkut, pois o acesso era pra assinantes. Como sei que muita gente não é assinante, vamos lá....

64 coisas que você deveria saber sobre Paul McCartney


Mas foi uma estrada longa e sinuosa desde que ele era um garoto em
Liverpool, e imaginamos que ainda há coisas que muita gente não sabe sobre sua carreira. Por isso aqui vão 64 coisas que você pode ou não saber sobre a lenda.

E, por falar nisso, Feliz Aniversário, Paul.

1. Antes de serem famosos, os Beatles apresentaram "When I'm Sixty-Four" em clubes durante brigas de freqüentadores e blecautes.
2. Para satisfazer o pedido de Paul de "soar mais jovem e ser um adolescente de novo", o produtor George Martin acelerou os vocais em "Sixty-Four" quando foi gravada.
3. Um dos mitos mais famosos do rock: que McCartney morreu em um acidente de carro em 1966 e foi substituído pelo sósia Billy Shears.
4. Com o nome de Paul Ramon, ele tocou bateria e cantou harmonias na faixa "My Dark Hour" do álbum "Brave New World" da Steve Miller Band em 1969.
5. Indiretamente, ele deu nome aos Ramones. Antes da fama dos Beatles, McCartney usou o nome de Paul Ramon -- uma brincadeira do rock que inspirou os Ramones a acrescentar um "e" e abandonar o quarto acorde.
6. Mais Ramones: "Haven't We Met Somewhere Before?", composta por Paul para o filme "Heaven Can Wait" mas rejeitada, foi usada como número de abertura de "Rock 'n' Roll High School" -- apresentado pelos Ramones.
7. Ele participou do single de lançamento mais rápido da história, quando sua apresentação em 2 de julho de 2005 de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" com o U2 no Live 8 foi lançada 45 minutos depois.
8. "Ebony and Ivory", cantada por Paul e Stevie Wonder, foi votada a décima pior canção de todos os tempos pela revista "Blender" alguns anos atrás. Bem, nem todas podem ser "Eleanor Rigby", certo?
9. Até seus sapatos velhos valem uma fortuna -- um par de mocassins usado por Paul alcançou recentemente mais de US$ 3,5 mil em um leilão.
10. Lê coisas sobre si mesmo e fica louco. Meia dúzia de mensagens recentes de Paul em seu site (paulmccartney.com) reclamam de matérias em tablóides sobre seu rompimento com Heather.
11. Contratou dois sujeitos com sobrenomes parecidos para diferentes formações dos Wings -- os guitarristas Henry McCullough e (o falecido) Jimmy McCulloch. Facilita muito a apresentação da banda no palco.
12. Já gostou tanto de maconha que passou dez dias preso no Japão em 1980 depois de ser pego com 250 gramas para uso pessoal em Tóquio, e depois foi deportado. Diz que a canção "Got to Get You Into My Life" fala diretamente sobre o assunto.
13. Fez um grande esforço para criar filhos normais. Ele e Linda criaram seus filhos - James, Stella, Mary e Heather (filha do primeiro casamento de Linda) - em casas isoladas no sul da Inglaterra e na Escócia.
14. Transformou o baixo elétrico Hofner em forma de violino num ícone do rock -- e tornou chique tocar com a mão esquerda. Mas ele quis tocar guitarra nos Beatles e teve de tocar guitarra solo na canção "Taxman" de George Harrison.
15. Tentou inverter a ordem dos créditos nas famosas canções de "Lennon/McCartney" alguns anos atrás, mas houve uma enorme revolta dos fãs dos Beatles.
16. Cantou "backup" em "Mellow Yellow", de Donovan.
17. Foi proibido pela BBC em 1972 pelo single político "Give Ireland Back to the Irish", depois parodiado pela National Lampoon.
18. É dono do baixo que pertenceu ao baixista de Elvis Presley, Bill Black.
19. Ajudou a financiar a livraria/galeria Indica em Londres, onde John e Yoko se conheceram em 1966.
20. Chamou a visita que fez a Elvis Presley em 1965, em que ele e seus
amigos tocaram canções de Chuck Berry com o Rei, "um dos maiores momentos de minha vida".
21. Originalmente compôs os primeiros dois versos de "I Saw Her Standing There" como "She was just 17 / Never been a beauty queen". Quando a cantou para John, ambos acharam o segundo verso "bobo". Finalmente chegaram a "you know what I mean" -- ousado, com insinuação sexual.
22. Quando toca alguns de seus antigos sucessos dos Beatles nos EUA, os royalties vão para Michael Jackson, que comprou os direitos de publicação por US$ 47,5 milhões em 1985.
23. O apelido de Paul é Macca.
24. Uma de suas piores canções resultou em uma das piores versões "cover" da história -- "Live and Let Die", massacrada pelos Guns N' Roses.
25. No final dos anos 60, Paul, Linda, os filhos e seu cão sheepdog, Martha, passeavam pelo Regents Park em Londres sem guarda-costas.
26. O cachorro da família foi a inspiração para "Martha, My Dear", do "Álbum Branco" dos Beatles.
27. É citado no Livro dos Recordes Guinness como o compositor de maior sucesso na história da música popular.
28. Tem o recorde de 29 singles em primeiro lugar nos EUA, 20 com os Beatles, o restante com os Wings e como artista solo.
29. Compôs ou participou da composição de mais de 50 sucessos entre os Top 10.
30. Na verdade Paul é seu nome do meio. Nasceu James Paul McCartney.
31. Seu primeiro instrumento foi trompete, mas desistiu quando percebeu que não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo.
32. Conheceu John Lennon em um piquenique de igreja em 6 de julho de 1957.
33. O título provisório de uma de suas canções favoritas, "Yesterday", era "Scrambled Eggs". (Ele tinha escrito só a melodia, que lhe apareceu num sonho.)
34. "Yesterday" é uma das canções mais interpretadas de todos os tempos, com mais de 3 mil versões.
35. Foi o primeiro Beatle a gravar um projeto fora do grupo, compondo com George Martin uma trilha sonora para o longa-metragem de 1966 "The Family Way", estrelado por Hayley Mills.
36. No final dos anos 80, compôs com Elvis Costello; a mais conhecida é "Veronica".
37. Tornou-se vegetariano e ativista pelos direitos dos animais com a esposa Linda depois de ver carneiros saltando num campo enquanto eles comiam um prato de carneiro.
38. Foi ordenado cavaleiro em 1997 pela rainha Elizabeth II.
39. Fez sua primeira tentativa de música clássica em 1991, colaborando com Carl Davis para compor o quase autobiográfico "Liverpool Oratorio".
40. É pintor, e expôs pela primeira vez na Alemanha em 1997.
41. Publicou um livro para crianças em outubro de 2005, intitulado "High in the Clouds: An Urban Furry Tail".
42. Em 1967 produziu a canção "I'm the Urban Spaceman" da Bonzo Dog Doo-Dah Band, sob o crédito de "Apollo C. Vermouth".
43. Apresentou-se para a maior platéia em estádio da história, quando 184 mil pessoas pagaram para vê-lo no Rio de Janeiro em abril de 1990.
44. Até 2005-06, era considerado o astro do rock mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal estimada em mais de US$ 1 bilhão.
45. Foi indicado para prêmios Oscar pelas canções-título dos filmes "Vanilla Sky" e "Live and Let Die".
46. Diz que nunca leu partituras; compõe e toca de ouvido.
47. Nasceu uma estrela quando, por recomendação de Paul, Jimi Hendrix foi levado à Califórnia para uma participação que roubou o show no Festival Monterey Pop de 1967, transformando Hendrix numa sensação imediata. Jimi retribuiu o favor tocando "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" no
festival da ilha de Wight em 1970, a penúltima apresentação de Hendrix.
48. Compôs "Hey Jude" pensando no filho de Lennon, Julian. A frase original era "Hey Jules".
49. Foi a primeira pessoa a receber, em 1992, o Polar Music Award sueco, um prêmio Nobel da música.
50. Em 1995, Paul e Linda gravaram um episódio de "Os Simpsons", tocando enquanto ajudam Lisa Simpson a se converter ao vegetarianismo.
51. Tocou violão para acompanhar uma leitura de poesia do velho amigo Allen Ginsberg no Royal Albert Hall, em Londres.
52. Transmitiu o primeiro concerto ao espaço, quando a equipe da Estação Espacial Internacional, 350 quilômetros acima da Terra, escutou um despertar musical ao vivo de Paul em 12 de novembro passado.
53. Posou nu, mas na sombra, no banheiro de sua casa para um cartaz que acompanha a edição do "Álbum Branco".
54. O mais evocativo comentário pós-Beatles: a foto da capa na estréia de
Paul solo em 1970, "McCartney", mostra uma tigela vazia cercada de cerejas.
55. Contratou o legendário pianista r&b de Nova Orleans Professor Longhair para tocar em uma festa no navio Queen Mary em 1975, resultando em uma das melhores gravações ao vivo de Fess.
56. É dono de um dos discos mais caros do mundo, a primeira edição de "That'll Be the Day", de Buddy Holly, gravado em 1958 pelos Quarry Men, formados por McCartney, Lennon, Harrison, Colin Hanton e John Duff Lowe. Dizem que vale mais de US$ 180 mil.
57. Detém os direitos autorais da maioria das canções de Holly.
58. Sua companhia de publicação de música, a MPL Communications, também detém os direitos de outros importantes compositores, como Jerry Herman, Frank Loesser, Meredith Willson e Harold Arlen.
59. Às vezes janta no Good Earth em Studio City, possui uma mansão em Pasadena e gravou seu último disco, "Chaos and Creation in the Backyard", no Sunset Boulevard.
60. A estréia da coleção de moda de sua filha Stella ocorreu em Londres em 1995 com uma nova canção de Paul, "Stella May", como parte da trilha do desfile.
61. A canção "Silver Heels", de Fleetwood Mac, tem um verso sobre querer "cantar como Paul McCartney".
62. "Helter Skelter", do "Álbum Branco", foi a tentativa de Paul de superar Pete Townshend, do Who. A canção era na verdade sobre um passeio num parque de diversões no Reino Unido, um fato que enlouqueceu Charles Manson.
63. Inspirado pela glasnost em 1988, ele gravou um disco de velhos temas de rock para um selo soviético, traduzido mais ou menos como "Back in the USSR".
64. Ele era o Walrus (leão-marinho), segundo Lennon em "Glass Onion", e apesar de alguns acharem que (desculpe a brincadeira) está meio velhusco, Paul continua aí fazendo música. Portanto, sua vida não é só sobre "yesterday".

Parabéns, Sir James Paul McCartney.
Apesar de não ter mais alguém que poderia te alimentar nem pedir ajuda, afinal, pra quem está mais vivo e em boa forma, pra que arranjar mais sarna pra coçar, né?




Até que pra 64 anos, tu está em forma, hein, Macca?

Saturday, June 17, 2006

My Sweet Darling

Engraçado como as coisas são. Quando cheguei aqui, oito anos atrás, pensava em três coisas: conhecer o país, juntar dinheiro e aprender a língua japonesa, isso num prazo de dois anos. Conhecer o país onde meus avós (paternos e maternos) nasceram e passaram um bom tempo antes de pegar o navio e ir pra terrinha, seria conhecer os lugares inusitados e conhecidos, desde o Kinkakuji até o ramenya fuleiro mas limpinho da esquina. Juntar dinheiro era para garantir ao menos minha sobrevivência e minha passagem de volta, além de algumas lascas para segurança quando voltasse para meu lar doce lar. Falando em juntar, a última coisa que pensei foi juntar no sentido de conhecer alguém de preferências em comum e compartilhar o mesmo lar. Não, não estava desesperada em conhecer alguém e ir avançando, primeiro porque não sou dessas coisas e segundo, poderia assustar o pobre coitado.
Pois bem, até quase chegando um ano de estadia no país, e juntado algumas poucas lascas, pois pra quem veio com passagem financiada, seis meses fechando a mão e começando a conhecer as vantagens de cupons e point-cards, não dava pra juntar aqueeeeeeeela fortuna, mas dava para garantir o pão, leite e chocolate da semana, claro, eis uma surpresa que me acontece...
Imagine um vizinho legal que chega pra mim e fala de um rapaz na casa dos 30 assim, assim, assado e quer compromisso sério. Quando é compromisso sério, entende-se por ter uma vida a dois, como marido e mulher, dividindo casa, cama, mesa... Não o conhecia pessoalmente o candidato, mas falei ao meu vizinho, que trabalhava junto com ele, que poderia passar o recado que queria conhecê-lo sim, mas se me difamasse, diria que nunca mais teria feijão na faixa na janta de sábado ( oito anos atrás, a iguaria era raridade e muito cara aqui, se bem que hoje não é rara, mas continua cara!).
Duas semanas depois de muita enrolação, não podendo ver o candidato pois os nossos horários nunca coincidiam ( Do tipo, eu estava entrando pro serviço, ele já estava saindo e vice-versa. Acho que ele também não sabia como eu era, devido ao motivo citado ), finalmente o dia que ele resolve ir me visitar. Recado passado pelo meu vizinho. Oito e tanto da manhã de domingo, hora que ele sai do serviço e eu estaria quase acordando. Mas pedi que ligasse antes.
Domingo de março, um frio desgraçado de inverno terminando pra início de primavera.
Acordo cedo, e a campainha toca. Oito da manhã?! Estava tão sonolenta que não hesitei em atender de pijama mesmo. Um rapaz alto, magro... e achando que fosse um japonês! Eis que pergunta se era eu, sim era eu mesma... de pijama vermelho e tudo! Vermelho foi o que ficou meu rosto de tanta vergonha! Sorte que ele foi ao vizinho que me fez o dito "omiai" enrolar um pouco antes da gente sair...
Seis meses de encontros, desencontros, choradeiras compulsivas (de minha parte), noites bem passadas, resolvemos com cara e coragem... juntar as escovas de dente e partir para outra província e daí começar vida nova.
Eis que já estamos juntos há sete anos, apesar de algumas briginhas fúteis devido ao meu gênio explosivo por culpa da maledeta TPM que me assola todo mês, estamos em nosso novo lar apertado lar, perto (pero no mucho) da praia, da metrópole, das coisas mais boas ainda.
Se não fosse a força que meu kinguio encantado que me dá todo dia, acho que não estaria nem aqui, escrevendo este texto que pouca gente lê mas tenho certeza que tem que gente que acessa ( comentário que é bom, necas né?).
Devo muito a ele pelos seguintes impulsos que melhoraram e melhoram minha, a dele, a nossa vida:
- Saímos do meio do mato pra morar na província cuja capital é a segunda maior daqui;
- Fez-me escutar muita música japonesa, principalmente os dos anos 80 e 90;
- Incentivou-me a aprender a língua japonesa, pois eu estava muito crua em conversação (continuo meio titubeante, mas o suficiente pra conseguirmos alugar uma casa "por conta"), quase não escrevia, pouco lia...
- Graças a insistência diária, consegui obter minha carteira de habilitação japonesa e guiar nosso carrinho;
- (Ir)responsável por ter feito gostar de um cantor. Pior que a mesma pessoa que me fez gostar das músicas do moçoilo, tira sarro de mim toda vez que coloco o CD dele no carro;
- Devido ao fato de ter-me estimulado a estudar a língua japonesa, seja por curso, seja por conta, assistindo muita TV japonesa também, consegui o emprego onde estou hoje;
- Dá-me forças para continuar enfrentando as dificuldades do dia-a-dia de cabeça erguida, com o otimismo que depois da tempestade sempre vem a bonança.
Por isso, meu kinguio encantado, por mais que não goste de que lembre que faz mais um ano de vida, a gente acaba lembrando mesmo assim.
Ainda mais de uma pessoa especial também.
Feliz Aniversário, muitos anos de vida e que a gente continue juntos por muitos e muitos anos. Até a eternidade, se possível.
P.S.: Justo neste dia, teve um hiper-mega-evento em Sampa, né?

Wednesday, June 14, 2006

Nostalgia dos Trintões (Ou:Nós éramos bregas e não sabíamos)

Quem está na casa dos trinta como eu, vai lembrar de muita coisa dos meados dos anos 70/80, mas quem tem menos disso, só acessando a internet ou escarafunchando nas revistas velhas que sua mãe ou tia guardava de relíquia.
Domingo, em pleno segundo tempo do jogo Japão e Austrália, estava relembrando ao kinguio encantado as "pérolas" dos anos 70. Sabe aquelas músicas do tipo "Aquela Nuvem", "Feiticeira", "Sandra Rosa Madalena" entre outras? Pois é, não sei que me fez lembrar disso, mas que posteriormente me renderam uns comentários de que andei tomando chá de orégano...
Cá pra nós, lembrar das pérolas (ahahah) musicais dos anos 70, não era tão ruim assim. Isso porque, no auge da breguice explicíta, éramos crianças, adolescentes sem nenhum senso de malícia ou gosto musical. Até hoje lembro daquela música de Jane e Herondy que meus coleguinhas do pré-primário ( eu chamava de "parquinho" devido ao nome da escolinha) tiveram a coragem de encenar ("Não se vá... não me abandone por favor..."). Talvez porque a menininha tinha a chance de usar o batom e salto alto da mamãe. Sem falar da Perla, aquela morena paraguaio de cabelão ultra-mega-longo parecendo que tinha passado a ferro, de tão liso que era : "Pequinina do meu coração...", Sidney Magal (dispensa comentários com aquele visual de cigano latino e rebolando à música de "Quero vê-la sorrir, quero vê-la cantar, quero ver o seu corpo, dançar sem parar..."), Gretchen ( conheci muita menina da minha infância tentando imitar o rebolado dela, anos depois imortalizada pelo Dinho dos Mamonas Assassinas nas apresentações ao vivo no meio de "Robocop Gay", lembram do "piripiripiri"?), e entre muitos que se colocar, ficarei até sábado.
E dos programas de auditório então? Chacrinha, Silvio Santos, Barros de Alencar. Sábado e domingo eram dias obrigatórios de sentar diante da TV e ver seu artista favorito nas paradas de sucesso. E no "Qual é a Música", muita gente torcia pelo Ronnie "Tranquei a Vida" Von, Angelo Máximo, Carlos Alexandre... Eita bons tempos aqueles...
Prova de que o que era brega virou cult, foi uns pares de anos atrás, a revista "Showbizz" fez uma matéria sobre "Brega, Kitsch, Boko-moko", tendo na primeira coluna os inesquecíveis Sidney Magal e Perla. E muito artista ressuscitando as músicas dos anos 70/80 em seu repertório ( falta de criatividade ou nostalgia mesmo?).
Ah, sim, recentemente lendo o noticiário via net, o ídolo-mor e terror das empregadas domésticas Odair José foi chamado para ser "garoto-propaganda" de uma conceituada empresa de cartões de crédito no Brasil. A música? "Eu vou tirar você desse lugar". Ai, se os publicitários entendessem MELHOR o teor da música...
Não acreditam ? Clique aqui e aqui se vocês acham que inventei a notícia...

E deu nos jornais, tv e internet....

Madrugada de quarta-feira, três e tanto da manhã.
Após um breve cochilo, lanchinho de madrugada providenciado pelo kinguio encantado e tentando se ajeitar no sofá (deitada), fomos assistir o jogo pela TV mesmo. Dane-se se a narração é em japonês mesmo, mas a emoção é universal. Confesso que passei a madrugada do dia 10 assistindo ao jogo Japão X Austrália ( e confesso que fiquei com dó dos "Samurais Azuis" pela virada de placar ), mas jogo da Seleção, vale ficar a madrugada assistindo, mesmo sabendo se teria reunião no dia seguinte (felizmente foi cancelado de cima de hora e acabei pegando folga ).
TV Tokyo, canal 12. E começa a partida!
Primeiro tempo. Jogo do Brasil é sempre assim, não consigo ficar com a boca fechada.
Sempre escapa uns "PQP, passou pra quem?", "Ah, que passe errado!!", "Vai, vai, vai" e por aí vai, pra desespero do kinguio encantado que estava de folga também. Minha Nossa Senhora, que jogo é esse? Só fica no toma lá da cá, passes errados e o Fenômeno nem tanto assim! E esses jogadores da Croacia, que o uniforme mais parece toalha de mesa de cantina italiana, como já andei lendo nos noticiários... Imagino a dor-de-cabeça de locutor esportivo pra pronunciar os nomes dos jogadores. De qualquer nacionalidade. Por isso acredito que eles devem passar meses e meses treinando só pra pronunciar os nomes, bom, locutor esportivo tem dessas agouras.
Mas voltando a peleja. Que estava mais pra pelada de campinho de fundo de quintal. Acho que até as peladas que a molecada do meu bairro disputava tinham mais emoção que o jogo que estava assistindo, porém como entendo necas de futebol, vamos continuar assistindo.
O quadrado mágico do Parreira, pra mim, nessas alturas do campeonato e minha insônia, já estava era virando poeira, isso sim! E nada de gol ao menos para garantir a alegria da torcida. Seja adversária ou não, mas um gol seria de bom tamanho. Isso porque já estava começando era ficar com sono!! Tentativa ao gol adversário? Ah, teve bastante, mas se fosse um pouquiiiiiiiinho mais pro lado...
Quarenta e três minutos. Com certeza ia terminar no placar zerado. E além de tempo a mais. O quê? Gol? Gol? Gooooooooool!!!! Finalmente, a Seleção abriu o placar!!!
Segundo tempo. Se não fosse marcar mais um, o negócio era segurar o jogo pra não TOMAR um! Goleiro em bom dia, seleção mais ou menos e um torcedor croata invade o campo no finalzinho pra garantir seus 15 segundos de fama.
E nenhuma alteração do placar e jogo termina. Imagine se não corri para ver a reação via internet...( E ainda o Parreira vem dizer que o jogo foi excepcional...)
Vamos ver dia 18 contra os cangurus... ops, Austrália!


Eis o salvador do jogo. Gambare Kaká!

E foi dada a partida!

Quinto dia da Copa!
Daqui a alguns instantes começará a disputa!
Repetiremos o feito de 4 anos atrás!
Emoção sem palavras...

Thursday, June 08, 2006

Noite sozinha, TV ligada e um copo de Coca-Cola

Uma das coisas que às vezes me dá tédio é quando fico sozinha em casa em pleno dia de folga, enquanto o kinguio encantado está passando a noite no trabalho. Pra muitos trabalhar a noite proporciona mais lucro em casa, mas para outros, só quem está a fim de se candidatar a coruja ou vampiro em outra encarnação.
O porém de eu ficar sozinha em casa, é o fato de que eu aproveito muito pouco o tempo sozinha. Ao invés de pegar e assistir aos filmes que há muito tempo fico de assistir ( explico melhor: meu kinguio detesta cinema. E quando a gente pega pra assistir um filme em casa, o coitado dorme no meio.), acabo saindo e voltando tarde pra casa. Como foi hoje.
Sim, acordei dez da manhã, fiz tudo o que precisava fazer no lar apertado lar, como jogar as latas e vidros para reciclagem semanal, lavar a banheira, o toalete, o lavabo, limpar a cozinha, lavar a roupa e passar aspirador na sala. E ainda sobrou tempo para escrever o artigo anterior, fazer a comida, assistir ao noticiário. E pra arrematar, acordar o kinguio, tomar café da tarde com ele, ir até Haneda e ainda de quebra, dar uma batida de perna em Kawasaki, pra dizer pouco.
Volto pra casa e o que eu resolvo fazer?
A contabilidade do mês que entrou. Já me dá arrepios. Certo que em maio quase me acabei de tanto trabalhar e custou-me muita dor-de-cabeça, mas sabendo que, se Deus quiser e tudo der certo, após julho as coisas vão melhorar, pois pior do que está não fica. Só se eu pedisse as contas (toc-toc-toc).
Depois resolvo imprimir as fotos que estão encalhadas nos meus CDs que pedi para a loja de revelações de fotos fazer pra mim, já que meu PC não tem drive de DVD-R/W se é que entenderam. Faltará dentro de instantes comprar mais álbuns pra guardar e na ordem, pois só tenho o que ganho das lojas e olhe lá. Isso se eu lembrar da ordem de data, pois dependendo,acho que andei tirando fotos com máquina descartável, só pode, pois não têm data!!!
E ainda por cima tenho o péssimo costume de ficar no PC com a TV ligada. Não sei porquê. Deve ser o fato de ficar sozinha a noite e precisa ter alguma coisa fazendo algum barulho para não dar na vista que estou sozinha. Bom, se bem que onde moro, não oferece algum perigo, assim espero...
TV ligada, mas como não tenho TV a cabo, por enquanto, fico só nos canais normais mesmo.

NHK geral, canal 1: Canal de esportes. Onze da noite, queria o quê? Os melhores momentos do beisebol japonês. Taí um esporte que não entendo bem, e se entendesse, até hoje não sei como ninguém desistiu mesmo depois de levar trocentas boladas na cabeça. Só doido mesmo. Acho que as boladas abalaram as idéias desses jovens. Bom, ao menos dá futuro, vide Ichiro Suzuki e Hideki "Godzilla" Matsui...

Canal 2: Pô! Muda logo, esqueço sempre que é o maldito canal do ShopTime. Até aqui tem essa praga! Não, não quero chá emagrecedor nem colar de pérolas made in fundo de quintal e tascam o preço nas alturas.

NHK Educativa, canal 3: Aula de espanhol. Tá bom, mas peguei pela metade. Esquece, por enquanto. Um dia vou aprender.

Nippon TV, canal 4: Propaganda de inseticida! Também, com essa chuva, temos que matar a praga chamada pernilogo. Mudou pra cinema e agora é um programa de restaurantes. Ah, dá licença...

TV Kanagawa, canal 5: Channel Avex. Somente promotional videos da gravadora Avex. Ai Otsuka cantando "Frenshaa". Hum, problema maior meu é que não gosto muito da voz dela. Ah, era amostra dos vídeos da semana. Agora é a mink ( sim, em minúscula mesmo) cantando "Eternal Love". Ao menos a baladinha é agradável...

TBS, canal 6: Esporte de novo? Agora sobre a Copa! Uma pena que todos os jogos somente no canal pago. E justo no dia do jogo Brasil X Japão marido estará no serviço! Ah, propaganda de pilha com música do Yes, "Owner of a Lonely Heart". Agora passou pra loja de ternos. Propaganda japonesa é trinta segundos e olhe lá!

Fuji TV, canal 8: Noticiário. Sobre a Coréia do Norte. Ainda resolvendo que fim deu na Megumi Yokota, japonesa sequestrada em 1978 por norte-coreanos e dada como morta. Claro que os pais da menina não acreditam. Ah, propaganda de novo. Carro novo da Nissan? Ah, não. Modelo reformulado do Wingroad... E agora o Joe Odagiri com bobs no cabelo fazendo propaganda de cartão de empréstimos? Affffffffffe! Oba, o Taichi Kokubun do Tokyo fazendo propaganda de cerveja! Voltou ao noticiário, ah, chega!

Asahi TV, canal 10: Dupla de humoristas de Hiroshima, o Ungirls ( dupla feia que dói mas faz sucesso!) em um desafio? Arre, não tem coisa melhor? Passa proutro canal.

TV Tokyo, canal 12: Noticiário de novo? Ah, tópico de hoje, sobre ecologia. Como ser politicamente ecológico no mundo de modernidades. Construção de casas com material que faz deixar a casa aquecida ou refrescante sem precisar de ar condicionado??? Hum....

MXTV, canal 14: Falando sobre monumentos históricos. Desconheço a catedral. Peguei no meio do programa, nem legenda tem!
Ah, saco, quer saber? Volta pro noticiário em qualquer canal que é melhor, ou continuar na net mesmo e imprimindo as fotos...

... com direito a um copo de Coca-Cola com limão e lima, afinal, isso eu faço somente na quinta-feira, pois afinal, desde que me conheço por gente, Coca-Cola, guaraná e outros derivados carbonatados, só no dia de folga. O resto dos dias, água, chá, suco, café....

Falta de Vontade ou Acomodado Mesmo?

Não sei se é porque como fui criada em ambiente mais japonês que brasileiro em minha família, do tipo falar com a família misturando mais japonês que português (prova disso é que tem muitas palavras do cotidiano que acabo falando em japonês mesmo quando ainda morava na terrinha ), comer arroz sem tempero, comer salada com shoyu, e por aí vai, ou se é porque segui ao pé da letra aquele velho ditado: "Em Roma, faça igual aos romanos", mas a verdade é que, depois de oito anos aqui, quando tirei um mês de merecidas férias (acho que precisava de dois ), voltei a terrinha e não me acostumei mesmo lá!
Por mais que adoro feijoada e beliscões de goiabada, o que realmente não me acostumei ( bom, um mês queriam o quê!) foram os fatos de andar de coletivo com catraca (passei vergonha com minha mãe quando minha bolsa entalou nela ), ir numa loja de roupas e não se sentir à vontade pra escolher, entre outras coisas mais. Tudo bem, se ficasse três meses lá, já estaria me sentindo melhor, apesar dos apesares. Antes que me joguem um barril com um monte de pedras dentro, deixo claro que gosto da terra onde nasci, onde meus avós fincaram raízes, onde meus pais foram criados, mas quando você passa muito tempo fora da sua terra natal, a coisa muda de figura.
Quando cheguei aqui, oito anos atrás, eu era mais uma nas estatísticas da lista dos "brasileiros que saíram de sua terra pra encarar o estrangeiro". Cheguei mais crua que cenoura na terra, feito estagiário em seu primeiro dia de batalha. Para mim, tudo era novo, desde andar de avião até pegar um trem. Ver a cidade de Tóquio e Osaka não contam logo de cara, porque primeiro, o aeroporto de Narita fica na província de Chiba e nem pude sair do aeroporto. Segundo, quando cheguei em Osaka, destino final, era pra lá de oito da noite e estava mais dormindo que acordada depois que cometi a besteira de tomar remédio contra enjôo no vôo de conexão que durou 45 minutos e eu achando que levaria duas horas...
Bom, quando morei no interior de Hyogo, estávamos eu e eu, teria que me virar. Com o meu parco conhecimento de língua japonesa, limitado a escrita de katakana e hiragana e "malemar" sabia kanji, imagine conversar e ler! Pra isso, custou-me muitas broncas e erros, como comprar banha achando que era um novo tipo de fermento, maizena achando que era farinha e aí vai. Não, não confundi açucar com sal nem iogurte líquido com leite porque ao menos noção de culinária - felizmente - tinha e tenho até hoje. Mas sobre a banha e maizena, tenho culpa se na embalagem da banha tinha as fotos de pães e a maizena tinha desenho de uma rama de trigo? Errar também é humano, pôxa vida!
Que o pessoal que morava comigo me ajudava, isso não nego, mas também não poderia ficar dependendo deles para tudo. Eu também teria que seguir com minhas próprias pernas. Ora, quando a gente chega a uma certa idade, a gente não quer sair da casa dos pais para não ficar dependendo eternamente deles e conseguir seu espaço ( se bem que conheço gente que volta depois ... )? Pois aqui é a mesma coisa.
Que eu fiz? Comecei a comprar dicionários e acompanhar mais a progamação japonesa na TV; comprava mangás e tentava traduzir; saía e conversava com minhas colegas de trabalho japonesas. Aos poucos fui me virando aqui. E olha que onde morava no interiozão de Hyogo, não tinham tantos conterrâneos, não!
Quando conheci meu kinguio encantado, foi um pulo para a gente conhecer outros lugares. Foi quando resolvemos mudar para Kanagawa, mudar de vida e de trabalho. Novamente tive que saber me virar com a vida de ... hã... casada, pois dividir uma casa com três pessoas diferentes era uma coisa, e quando passa dividir a mesma casa, cama e mesa com uma pessoa que você vai ter a certeza que viveremos até a morte, a história muda.
Muita gente diria: "adeus a idas em livrarias, lojas de CDs, diversão". Mas no meu caso, a coisa não foi bem assim.
Foi a fase em que comecei a estudar cada vez mais a língua japonesa, a frequentar outros lugares diferentes, a conhecer a província toda e ir para Tóquio toda semana. Foi a fase também em que - por necessidade e insistência do kinguio - resolvi tirar carta de motorista aqui. Depois de três tentativas frustradas, na quarta vez depois de ter desembolsado algumas lascas pra uma aula particular, consegui. Quem pensou que meu kinguio era daqueles em que não deixaria a mulher fazer o que necessita fazer, enganou-se. Pelo contrário - ele me dá apoio para estudar, para procurar as coisas, para isso e aquilo.
Adoro feijoada, mas também sushi e sashimi.
Adoro churrasco, mas de uns tempos pra cá vivemos indo em yakinikus.
Adoro doces do Brasil, mas os doces daqui não "pesam".
Para isso tive que levantar a cabeça e ir em frente. Até a mudança de emprego onde estou hoje, encarei as dificuldades e fui em frente. Sabendo que teria no início muita dor-de-cabeça devido a repentina mudança de casa até as broncas de início, meio e fim.
Ouço diariamente gente que comenta que "odeio aqui porque aqui é assim, assim e assado". Têm horas que dá vontade de dizer "por que está aqui, então?" Mas a gente não o faz por educação. Gente assim é gente que só pensa em uma coisa só e não sabe aproveitar a vida. Por mais que aqui seja um custo de vida alto, se a gente não provar nunca saberemos se a fruta é boa ou não.
Seria o mesmo que um turista ir a Alemanha e pedir um McDonald's ao invés de encarar um chucrute autêntico mesmo sabendo da indigestão. Ao menos pode dizer aos quatro ventos que "comi um chucrute, fiquei constipado mas estou feliz".
Ou ir para o Egito e não ver as pirâmides.
Ou ir para a França e não ver a Torre Eiffel.
Ou ir para a India e não comer curry e nem ter visto o Taj Mahal.

Mas sempre haverá em todo o mundo um insatisfeito que sempre reclamará que nada presta.

Sunday, June 04, 2006

Top-Top

Calma, gente, não é a onomatopéia pra coisa feia, como os Fradinhos do Henfil ou a música dos Mutantes.

Apenas os 5 ou 10 favoritos da quem vos posta regularmente!
Lembrando que isso pode variar conforme o humor ou o dia.

Top 10 dos gibis favoritos:

10 - Almanaque Disney
9 - Mickey
8 - Qualquer um que era do Hanna-Barbera... Heróis da TV?
7 - Zé Carioca
6 - Luluzinha
5 - Pato Donald
4 - Magali
3 - Turma do Pererê
2 - Cebolinha
1 - Mônica ( sim, aprendi a ler graças aos gibis que meu pai comprava!)

Top 10 dos assuntos inesquecíveis de Peanuts:
10- Snoopy nos devaneios como Flying Ace
9 - Qualquer uma com Snoopy e Woodstock
8 - As "pescadas" em sala de aula com Patty Pimentinha
7 - Charlie Brown que nunca conseguia chutar a bola
6 - O Cobertor de segurança de Linus
5 - A árvore comedora de pipas
4 - A Garotinha Ruiva
3 - Charlie Brown e Linus no muro trocando idéias filosóficas
2 - A Lucy e seu consultório de psicanalista
1 - Linus e a crença na "Grande Abóbora"

Top 10 das cantoras japonesas prediletas:

10 - Hitomi Yaida ( ou Yaiko )
9 - Miyuki Nakajima
8 - Akiko Wada
7 - Momoe Yamaguchi
6 - Aiko
5 - Mika Nakashima
4 - Hibari Misora
3 - Mayo Okamoto
2 - Hikaru Utada
1 - Izumi Sakai ( ZARD)

Top 8 dos cantores japoneses prediletos:

8 - Ken Hirai
7 - Hiroshi Itsuki
6 - Kyu Sakamoto
5 - Fumiya Fujii
4 - Keisuke Kuwata
3 - Yuzo Kayama
2 - Hideaki Tokunaga
1 - Masaharu Fukuyama

Top 5 dos grupos de rock/pop prediletos:

5 - Franz Ferdinand
4 - U2
3 - Rolling Stones
2 - The Police
1 - The Beatles ( claro, né....)

Top 10 dos cantores e cantoras mais bregas-cult:

10 - Gilliard
9 - Marcio Greick
8 - Gretchen
7 - Perla
6 - Nahin
5 - Fábio Jr.
4 - Maria Alcina
3 - Rádio Táxi
2 - Odair José
1 - Sidney Magal

Top 10 das músicas que podem estar como fundo musical no meu casamento (cerimônia e festa e isso se houver um milagre e acontecer ):

10 - My Love ( Paul McCartney)
9 - (They Long to be) Close To You ( Carpenters )
8 - Hidamari no uta ( Le Couple)
7 - In My Life ( The Beatles )
6 - She's a Rainbow ( The Rolling Stones )
5 - Manatsu no Kajitsu ( Southern All Stars )
4 - True Love ( Fumiya Fujii )
3 - Here, There and Everywhere ( The Beatles )
2 - Can You Celebrate? ( Namie Amuro )
1 - Sakurazaka ( Masaharu Fukuyama )

Top 10 dos doces que dá vontade de nunca parar de comer:

10 - Confeti (o original, M&M não vale )
9 - Amendoim confeitado feito em casa
8 - Brigadeiro
7 - Paçoquita (a da Campineira era melhor )
6 - Pudim de leite condensado
5 - Sonho de goiabada
4 - Biscoito Passatempo recheado
3 - Chocolate, qualquer um
2 - Beliscão de goiabada
1 - Sorvete, qualquer marca, menos os de sabores "exóticos".

Sugestões pro meu top top? Mande e-mail pra mim!

Thursday, June 01, 2006

Nem tudo está perdido

Ontem estava conversando com meu kinguio, ops, marido sobre "que fez de bom hoje".
Tirando serviço, disse-me que, quando estava voltando pra casa, não deixou de notar uma coisa no ponto de ônibus que fica no quarteirão do bairro: o motorista e os passageiros ajudando uma pessoa paraplégica, de cadeira de rodas, a descer do coletivo! No braço mesmo, pois o veículo não estava ainda adaptado para deficientes físicos. Antes que muita gente fale que "realmente, os japoneses não têm um pingo de solidariedade", a cena que meu marido viu era de admirar. Quatro pessoas ajudando uma pessoa especial seria falta de solidariedade? E os outros passageiros esperando pacientemente, sem reclamar? Se me lembro bem, se fosse no Brasil, muita gente ia mandar o motorista e o coitado do passageiro para a ponte que partiu. Tudo bem que, aqui no Japão é país de primeiro mundo, o povo é mais frio que geleira e materialista ao extremo, mas existem muitas coisas que muitos governantes deveriam fazer um passeio turístico para ver e aplicar na prática.
Exemplos:

- Semáforo (na minha cidade é farol) que toca musiquinha avisando que os pedestres podem atravessar a rua em segurança. Desde pio de passarinho até musiquinha parecendo de enterro, o importante é ouvir. Pra quê? Para os deficientes visuais, claro!
- Placas amarelas com saliências: nas plataformas e nas ruas quase perto ao meio-fio, tem uma trilha amarela com saliências. O menos avisado vai pensar que é decoração ou avisando que logo ali não pode passar de qualquer jeito senão é atropelado. Mas é a segunda opção é o que vale: nas plataformas de trem para avisar os distraídos e deficientes visuais que se passar dali, pode cair e ser atropelado, pra dizer pouco. O mesmo vale nas calçadas.
- Assento especial para deficientes, grávidas, idosos: se entrar num trem ou ônibus, podem reparar na côr dos bancos. Se for de côr diferente, pode ceder o lugar para essas pessoas. Mas também não precisa ser especialmente nesses lugares, basta ter bom senso quando andar de trem ou ônibus. Conselho para essas pessoas especiais: por mais que queiram ir no horário de pico, se não tiver realmente NADA para fazer, melhor ir num horário mais calmo. Mas só se não tiver jeito mesmo. Conselho daquela que pega condução todo santo dia e sempre no horário mais congestionado ( se for mais tarde, sempre chegarei atrasada, oras!).
- Banheiros: já tive oportunidade de ver um sanitário para pessoas especiais, quando realmente precisei de usar um banheiro e os convencionais estavam lotados. Desculpem, mas naquela hora minha situação era muito crítica e se esperasse poderia ser muito tarde demais. Bom, o sanitário em questão, além da porta ser deslizante, é espaçoso e com barras para apoio. Não somente para essas pessoas especiais mas para idosos também. E assento do estilo ocidental, diga-se de passagem... Sem falar que quase todos os convencionais, vêm acompanhados de cadeirinha especial para bebês e até fraldário! Isso é que é preocupação! Sabia que em algumas muitas lojas de departamentos, os banheiros femininos têm uma privada igual a de homens, mas de tamanho menor? São para os filhinhos que não conseguem ir ao banheiro masculino sozinhos e a mamãe precisa ajudar. Só espero que quando crescerem não confudam os sinais....
- Escadas com elevador especial para cadeira-de-rodas: já vi em algumas estações, apesar que as pessoas paraplégicas utilizam elevadores, mas quando na falta de um, ao lado do corrimão, tem uma mini-plataforma para a pessoa subir nela e subir ou descer as escadas. Lembram-se da cena de "Gremlins" que uma velha tem um elevador na escada da casa? Bem por aí, mas a cadeira não sairá voando como no filme...
- Rampas: tudo o que é local, tem rampas para usuários de cadeira-de-rodas. Para facilitar o usuário, óbvio...
- Letreiros com leitura braile: obrigatório em estações de trens e lugares de serviço público. Para os deficientes visuais a se localizarem. Bem como os caixas eletrônicos de bancos.
- Passeio com o totó: ultimamente, os japoneses (e estrangeiros também) estão mais tendo animais de estimação que crianças ( por isso que a população está ficando mais velha!). Você não vê cachorro solto por aí e dificilmente vê gatos soltos ( tá, tem os tomba-latas mas...). Os totózinhos sempre andam na coleira, ou dentro da bolsa ou dentro da gaiolinha especial, mas saibam que a caquinha o dono recolhe com saquinho plástico nos passeios matinais, vespertinais, noturnos com seu animalzinho. Aliás, desde que estou aqui, nunca vi uma caquinha de cachorro na rua...
- Separação de lixo: sim, aqui tudo se separa. Tem um ou outro que erra (de propósito ou não) mas com a coleta seletiva com desenho, fica difícil de errar por não entender o que está escrito ( em japonês e inglês ). Jogar latas, garrafas, jornais e outros lixos, têm lugar certo. Bem como no dia-a-dia, a prefeitura envia o calendário anual das datas de coleta de lixo. Onde moro, toda semana é dia de jogar latas, toda semana é dia de jogar plásticos, três vezes por semana o lixo queimável ( leia-se restos de comida, lixo doméstico, se é que me entendem )... Só não gostei muito que jogar jornais e revistas velhas ficou uma vez por mês ( antes era no mesmo dia que se jogava o lixo queimável, mas deixado em separado ).

Se alguém lembrar de mais alguma coisa, avisem-me.
Tudo bem, tem gente que não respeita, não colabora, mas nem tudo está perdido.
Dizem que jovens de hoje nem estão aí pra coisa, mas se vocês vissem, nem eu acreditei quando estava dentro do trem pra lá de lotado, um "center guy" daqueles pra lá de escrachado, cedeu lugar a uma senhora de bengala!!! Acham que esse tipo de gente não tem coração só pela aparência?
Ah, se todo mundo tivesse consciência, o mundo talvez fosse um pouco melhor. Ou "mais melhor" como dizem.