Saturday, November 25, 2006

Secretina Eletrônica

Quando você telefona para uma determinada pessoa e você escuta: "Você ligou para a caixa postal de XXXX..." com aquela voz feminina padronizada de toda companhia telefônica, e nem deixa recado, não se preocupe, porque você não está sozinho, pois eu, o vizinho e uma boa parcela da população mundial, nem se preocupa em deixar recado na caixa postal de telefone de alguém. Dependendo da situação e da necessidade, claro que temos que deixar. Por mais que o recado seja triste (doença ou morte de parente) ou constrangedor (cobrança). Mas também existem as mensagens tidas como "engraçadinhas", o que no meu entender seria de péssimo gosto, de gosto duvidoso ou falta de criatividade.
Todas as companhias telefônicas, já têm a mensagem padrão gravadas nos aparelhos telefônicos, bastaria deixar na função ativada. Como o mencionado no primeiro parágrafo. Mas como também tem a opção de deixar a sua mensagem personalizada, algumas, se não a grande maioria, deixam mensagens gravadas que nem dá vontade de deixar o recado.
Alguns exemplos que já tivemos que ouvir, e com certeza vocês também:

"No momento não posso atender, deixe seu recado após o sinal que depois retornarei a ligação": Essa é a mais comum. Geralmente costumamos deixar recado para a pessoa retornar a ligação depois. Só que resta saber se realmente a pessoa ligará de volta. Bom, dependendo da pessoa que ligou e/ou do assunto...

"Você ligou no número certo mas na hora errada. Deixei o seu recado após o sinal": Juro que para esse tipo de recado eu não deixo. Imagine se a pessoa está aguardando um retorno da ligação referente ao emprego. Só se ela se candidatou para alguma revista de humor, ser locutor de rádio de programa engraçadinho ou algo semelhante.

"Alô... alô... ahahahah, te peguei, ligue depois o sinal": Eu tenho vontade de destilar todo meu repertório de quando fico em TPM quando ouço esse tipo de mensagem. Se estava esperando uma multinacional chamar você para uma vaga no emprego, acabou de perder, isso sim. Falta do que fazer, vou te dizer...

"Depois eu retorno a ligação. Um beijo meu amor!!!": Sem comentários. Um colega meu escutou essa e desligou na hora. Eu também faria o mesmo. Mas se o autor dessa mensagem retornasse a ligação perguntando "vocês ligaram para mim? Por que não deixaram recado?", eu diria: "Se o senhor (ou senhora) mudar a mensagem, a gente até poderia deixar..."

Como diria muito de meus colegas, é por isso que tem gente que não cresce mesmo...
Digo, crescer de mentalidade, pois quando entramos no mercado de trabalho, quem possui telefone, seja fixo ou móvel, tenha bom senso e deixe numa mensagem simples que a pessoa do outro lado da linha poderá lhe deixar um recado. Seja boa ou não, mas ela deixou.

Ah, sim. Também temos os seguintes recados que ultimamente deixaram na secretária eletrônica do nosso departamento:

"Oi, liga pra mim. Estou esperando, tá?"
Uma boa parte das pessoas que deixam recado na secretária eletrônica não deixa nome, nem número de retorno da ligação. Desconfio que essas pessoas acham que trabalhamos com mesa-branca, temos poderes paranormais, coisa parecida. E detalhe, não temos identificadores de números, o que dificulta ainda mais nosso trabalho.

"Hã? Deixar recado? O que vou dizer?"
Possui telefone móvel mas não sabe deixar recado na secretária eletrônica. Ai, meu pai...

"Seus %$#"* da @%$#!!! Vou até aí e quebrar a cara de todo mundo! Esperem e verão! Vão todos ir para $#"& que %$#@@@ e vão &%$#"!!!@*"
Coragem pra falar tudo isso e um pouco mais, eles possuem, mas deixar o nome da autoria, tiram o seu da reta, né? Gente assim eu digo: é pobre de espírito e um verdadeiro covarde. E eles nunca retornam a ligação, imaginem ir ao escritório. (Se bem que teve um que tentou ir, mas quando falamos que "tudo bem, pode vir que estaremos esperando", ele nunca mais ligou. Achou que estávamos falando muito sério demais e com a polícia na espera...)

"PeloamordeDeus, liguem para mim! Preciso falar com vocês! Ligarei depois de tal hora! Obrigada!"
Agradecemos pela ligação, mas... e o nome e o telefone, senhora???

"Bom-dia! Liguei para avisar que mudei de endereço e fico aguardando o retorno da ligação em tal hora. Meu nome é fulano"
Quando a pessoa informa o nome completo, fica mais ou menos fácil de encontrar. Mas quando a pessoa só deixa o prenome ou o sobrenome (nunca os dois juntos!), o trabalho fica pior que procurar no gúgol da vida!

As coisas que a gente é obrigado a ouvir, vou te dizer, viu...



Aviso aos freqüentadores deste sítio: Por motivos particulares, informo-lhes que ficarei um tempinho ausente, mas que promete voltar no dia 28 de novembro com mais ou menos novidades. Para matar o tempo, divirtam-se lendo os artigos anteriores, acessando os outros links ou algo que valha a pena, como ler um livro, ouvir música, assistir bons filmes ou dar uma volta no parque. Nem tudo é internet meus caros!

Thursday, November 23, 2006

Estudantes "kamikazes"

Lembram-se de quando éramos crianças e por algum defeito ou outro éramos rechaçados pelos "coleguinhas" de classe? E também nós dávamos o troco? E das gozações que recebíamos? E dos vexames nas aulas quando, na hora da chamada oral, dava aquel "branco" e não saía nada que prestasse, para alegria da classe? Da ida à diretoria por algo que não fez? E de ter seu lanche furtado, de pegarem seu caderno e devolverem todo estraçalhado? Quem nunca passou por isso, então está mentindo.
Como estudei o magistério e cheguei a lecionar, sei como são essas situações ( confesso que também fui vítima quando estudante, já começa pelas gozações raciais, com as típicas piadinhas, o mesmo quando contam piadas do português, falam que judeu é mão-fechada e acham que turco e árabe é a mesma coisa). Mas no Brasil, pelo menos, até onde eu sei, nunca ouvi falar de alguém que se matou por maus-tratos escolares (repetindo: escolares).
Por aí que cheguei ao ponto: aqui no Japão chamamos de ijime toda a forma de maus-tratos escolares: desde professores dando bronca em algum aluno que foi mal na escola, até os próprios "colegas" tentando extorquir dinheiro dos demais, seja ameaçando de morte seja judiando, do jeito que vocês pensarem como é a judiação propriamente dita. Só que diferente do Brasil, os casos de ijime chegam a fazer tanta vista grossa que, se fosse no Brasil, os pais já entram com mandado de prisão, se bem que não chega a esse ponto. Mas aqui, se os pais já fazem vista grossa, o que dizer dos diretores e professores (que por sinal todos eles já devem ter sofrido ou feito ijime)!
Desde que estou aqui, volta e meia os noticiários falavam que tal estudante se matou e deixou carta de suicídio. Ijime, estava escrito. Mas eram casos isolados, uma ou duas por ano e olhe lá. Mas recentemente, o ato consumado andou se proliferando, que em menos de um mês, mais de quinze casos de estudantes - de diversas idades, de 12 a 17 anos - se mataram por causa de ijime. Claro que esses quinze casos foram em províncias diferentes, porque se fossem em um mesmo lugar a gente chamaria de pacto suicida, mas mesmo assim já seria caso de calamidade pública.
O que está vindo a tona nos noticiários é que quase que diariamente está surgindo casos de cartas enviadas aos setores de educação informando de suicídio e denúncias de maus-tratos.
Só que nessa história toda, encontrar o culpado nunca é fácil. Fácil é pôr a culpa nos pais (pela educação pelos filhos), nos professores, nos diretores, no governo, na sociedade em geral.
Pôr a culpa nos pais por não conversarem com os filhos, não conviverem, somente pensando no trabalho e no bem-estar?
Pôr a culpa na entidade educacional que faz vista grossa e fingir que nada acontece?
Pôr a culpa no governo que pressiona a sociedade fazer o que precisa sem se importar com o bem-estar?
Ficam as respostas para cada um de nós. Fica difícil todo mundo pensar a mesma coisa, sempre terão pessoas que podem concordar ou discordar. Mas o ijime existe em qualquer lugar do mundo, por mais que neguem, existe sim.
Só fico pensando uma coisa: os estrangeiros que moram em outros países que não sejam a terra natal, como reagem perante ao ijime? Não cito exemplo dos brasileiros que moram aqui e dos japoneses que foram morar lá no Brasil, porque muita gente conhece a história e passarão diversas versões. Principalmente dizendo que o sistema educacional (tanto doméstica quanto escolar) são diferentes...
Um assunto para pensar por um ímpar de anos.

Um minutinho por favor...

Espere um minutinho por favor, wait a minute please, chotto omatte kudasai sempre ouvi isso quando eu ligo para algumas companhias prestadoras de serviço. Ao final desta frase, colocam você para ouvir algumas musiquinhas digitalizadas em computador ou no modo MIDI, pois cantada, por motivos de direitos autorais, não pode.
Bom, como muita gente que me conhece e costuma ler aqui, trabalho também em uma companhia prestadora de serviços, mas na outra seção. Mas acima de tudo também sou consumidora assim como você, a minha, a sua, as nossas mães, pais, irmãos...
Todo dia ligo e recebo ligações de tudo o que é tipo de pessoas e humores. Quando falo "aguarde um minutinho na linha por favor", sabe que um minutinho leva uma eternidade ainda mais quando você deixa o cliente na espera fazendo ele ouvir musiquinha (confesso que não sei qual é). Dependendo do humor, ou ele dorme ou ele já "detona" a gente de vez.
Estava conversando com alguns colegas de serviço a respeito disso. Das musiquinhas de espera no telefone. Perguntei porque não colocar a musiquinha dos Smurfs (lembra do "lalalalala, lalalala...") para o cliente ouvir enquanto a gente tenta solucionar o problema dele? Bom, como disseram, bem provavelmente mandaria a gente pra ( vocês sabem onde).
Claro que como consumidora, também já fiquei horas intermináveis na linha aguardando o resultado. Adoro Beatles, mas a versão de "Let It Be" já me dá sono e quando o atendente retornar a ligação pode correr o risco de ouvir o meu ressonar (vulgo ronco) do outro lado da linha. Claro, a música já é lenta, na versão "musiquinha de espera", isso ninguém merece.
Tem uma companhia de telefonia que, para solicitar o desbloqueio ou bloqueio do sistema, te faz esperar e ouvir musiquinha de jazz a la happy hour de final de tarde ou "Imagine" (coitado do Lennon, deve estar se revirando nas cinzas).
O pessoal bem que poderia ser criativo, né? Dependendo da situação e do estado emocional do cliente, poderíamos sugerir as seguintes melodias de espera:

Cliente apressado: Se aparece aquele cliente que quer tudo pra ontem, daquele que diz ter nascido de nove meses e está querendo tirar o pai da forca, eis a música ideal para esse tipo - qualquer um de new age, tipo enya, por exemplo. Vai deixar o cara calminho, calminho. Só ver se ele não está roncando do outro lado da linha, claro.

Cliente sossegado: Aqueles que ligam que não têm o quê fazer e aproveitam que a ligação é gratuita e ficam trocando dois dedos de prosa. Pra dar um caldo, nada melhor que a trilha sonora de "Rocky o Lutador" ou do Indiana Jones. O problema se o cara gostar de cinema, aí o feitiço se vira contra o feiticeiro...

Cliente que chora: Sim, e no sentido literal. Principalmente mulheres, chegam a chorar baldes e baldes de lágrimas (de crocodilo). Nada melhor que um sambinha agitado ou um rock pauleira mesmo. Quem sabe acorda pra vida.

Cliente cínico: Aquele que liga e te debocha até a última encarnação do planeta. Tira sarro de tudo, até do seu "Bom dia". Quem sabe a marcha fúnebre ou alguma trilha sonora de terror macabro das antigas?

Cliente que xinga: Todo dia a gente nunca escapa dessa espécie que o pai de todos os males. Já liga gritando, destilando todo o repertório de palavrões nem dando a chance de você falar algo. Pra esses, já bota eles pra ouvirem a musiquinha dos Smurfs, alguma de circo... pra ver se acalma ou continua. Se acalmar, tudo bem, podemos conversar civilizadamente, mas se a gritaria persistir, bota ele pra ouvir de novo. Ou ele baixa a guarda ou desliga de vez.

Cliente bonzinho: Pode ser "Aleluia", "All You Need Is Love". Cliente que liga, fala o necessário e agradece, é coisa rara hoje em dia. Só tomar cuidado pois tanta bondade pode se tornar o...

Cliente conquistador barato: liga sempre dizendo "meu amor", "meu bem", "minha deusa" e outras cantadas que embrulham nossos estômagos de forma drástica. Sabe aquele cara que quer conquistar todas na conversa? Bem por aí. Pra cortar o barato, quem sabe botar uma marcha fúnebre ou o tema de "Psicose"? Se ele depois disso agradecer a ligação e disser "um beijo minha flor", pode pensar em outra música pior.

E vocês, alguma sugestão? Aguardo respostas!

Sunday, November 19, 2006

Como conseguir assunto por meio de papo-furado

Quando fiquei sabendo na semana que passou que o ex-Boy George japonês, o tal do IZAM (quem chegou aqui mais de dez anos atrás, já ouviu falar dele) vai casar de novo, pensei se agora dá certo. Pra quem não sabe, o IZAM se vestia tão bem de mulher que eu pensei que ele fosse ela mesmo, até quando vi a figura sendo entrevistada e ela tem vozeirão de homem mesmo!!! Bom, em 1999 quando ele casou-se com a projeto de modelo Hinano Yoshikawa, eu nem ia dar seis meses pra durar.
Durou sete.
E a mulher (Hinano) tem fama de afundar carreira de gente no auge. Lembra do Takafumi Horie, do Livedoor, que foi preso? E da namorada que ele ostentava na época, hein?
Voltando, o IZAM tirou aquela parafernália de dar inveja a qualquer drag-queen e voltou ao cenário como homem mesmo. Ainda bem, pois pra depois explicar pro filho ou filha (sim, a Miho Yoshioka - futura sra. IZAM - está de três meses) que "papai se veste assim por causa das aguras da profissão"...

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Gosto não se discute, se lamenta. Já ouvi isso de muita gente, inclusive eu mesma pronunciando isso. Mas nesta mesma semana, além do casamento do IZAM, outra personalidade também resolver juntar os trapinhos. Quem acompanha novela, comercial do Leopalace, e tablóides de fofoquinhas, a tarento-san (no Japão, pra dizer que a pessoa, além de atuar, participar de comerciais e propagandas e tudo o mais, se diz desta forma) Norika Fujiwara vai casar. Até aí nada demais, até porque estaria "passando da idade" (ela tem 35 anos), se não fosse o futuro marido, o comediante Tomonori Jinnai. Até que ele não é de se jogar fora, mas quem chegou a ver a atuação de Norika-chan, como diria um colega meu, "ela é muita areia pro caminhão dele"... Fazer o quê, se eles se amam, vão fundo (mas nem tanto assim!).

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Essa é velha e soa meio mórbida, mas saiu na revista "Reader's Digest" deste mês:

"Qual a definição para globalização?
A morte da princesa Diana. Uma princesa inglesa com um namorado egípcio sofre um acidente dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês conduzido por um belga (bêbado porque bebeu uísque escocês), que era seguido por paparazzi italianos e motos japonesas."

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Li também no "Reader's Digest" que é normal uma pessoa falar sozinha. Dizem que estimula o cerébro e a pessoa tem maior capacidade de concentração e facilidade em lembrar das coisas. Anormal seria a pessoa ouvir vozes do além e começar a falar que vai matar alguém. Se isso acontecer com seu colega ao lado, largue tudo, amarre a pessoa e leve-a para o hospital mais próximo que houver!

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Desde que me conheço por gente, sempre que eu ia na locadora de vídeos, sempre me aconselhavam a não alugar filmes na sexta-feira, pois muita gente que não tem o quê fazer na sexta à noite até domingo à noite já aluga os melhores filmes.
Pior que sempre continuo a fazer a mesma coisa (ir na sexta-feira alugar filmes) e acabo quebrando a cara.

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Falando em filmes, alguém aí foi no Festival do Cinema Brasileiro em Tóquio, que teve em setembro passado?

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Muita gente fala pra mim que, se vier algum artista de nível internacional aqui no Japão, não economize e nem pense duas vezes: compra o ingresso e vai! Vai saber quando eles virão novamente...
Ah, quando eu digo de nível internacional, entenda-se por U2, Rolling Stones...

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Quando li o site de Inagaki sobre Charlie Brown e sua turma, uma passagem de um post a respeito realmente lembra o poema "Quadrilha", do saudoso Carlos Drummond de Andrade. "(...) Tal como na Quadrilha de Drummond, os personagens de Schulz sofrem com amores não-correspondidos. Sally ama Linus que ama sua professora; Lucy ama Schroeder que ama Beethoven; Patty Pimentinha ama Charlie Brown que ama a garotinha ruiva. E, assim como Linus aguarda em vão pela chegada da Grande Abóbora (nos mesmos moldes da espera de Estragon e Wladimir por Godot), a turma do Snoopy ama infrutiferamente (...)"

Ah, por favor, vão dizer pra mim que não faz sentido ou ninguém leu Drummond em sua vida?!

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Hoje não tem matéria especial. Apenas essas curtinhas pra garantir assunto pra semana toda. Ou mais.

Wednesday, November 15, 2006

Monocromática ( mas com algumas cores...)

Sim, como todo mundo, já tive a fase de usar roupas espalhafatosas, da moda do momento. Cheguei a usar camisetas herdadas dos primos mais velhos, roupas feitas em casa através das revistas de corte-e-costura. Já usei os fru-frus da Pakalolo (aqueles elásticos de malha coloridos, quem tem mais ou menos minha idade, lembra), os arquinhos (pra muita gente, tiara) dessa marca, usei calça "santo-peito", tive tênis All-Star e usava camisetas ou da TKTS ou da BR-111 (confesso que tenho as camisetas até hoje, brancas e imaculadas, graças ao poder do sabão em pó...).
O tempo passa e comecei a pensar um pouco melhor no que usava. Principalmente quando você sai da faculdade e começa a procurar um emprego melhor. Apesar de eu ter trabalhado três anos como programadora de sistemas e dando suporte aos usuários em uma empresa, ir vestida de tailleur não era obrigatório, somente quando eu fosse para a capital fazer os cursos que precisasse.
Quando vim para cá, mais bem que passei usar mais os jeans, e fazer bom proveito das minhas inúmeras camisetas, pois o uso do uniforme fazia mais presença. Isso era bem mais do que óbvio. Por baixo do jaleco, usava minhas camisetas e calça jeans. Tive uma que até rasgou de tanto que eu usava para trabalhar. Uma pena, pois a única marca que me servia era também uma das mais caras. Hoje a dita marca não me entra mais, sabe quando a idade chega e algumas partes do seu corpo começam a aumentar? Pois bem...
Depois de quatro anos entre circuitos integrados e pó de toner de copiadoras, mudei radicalmente de emprego. Aqui, estrangeiro para trabalhar em um escritório, só se tiver um bom Q.I. (quem indica) e um bom domínio de língua estrangeira. Experiência anterior, fica meio difícil, pois 90% do pessoal estrangeiro aqui, chega para trabalhar em fábricas ou indústrias. A não ser que você veio com bolsa de estudos e consegue depois um emprego melhor.
Convidada por um conhecido meu a vir trabalhar em um escritório, confesso que gelei na hora das entrevistas e testes. Como teria chance se faziam quatro anos que estava longe de qualquer rotina de escritório? Minha conversação em língua japonesa ainda até hoje capenga por mais que eu me esforce estudando (mas eu não desisto), e sou tímida demais. Não parece mas eu sou, depois explico.
Foi daí que meu guarda-roupa acabou por ganhar camisas sociais, calças e alguns paletós (custam caro pacas!). Saias e blusas também começaram a fazer parte no espaço (diminuto) do local. Resumindo: quem me conhece há mais de quatro anos, só me vêem de calça jeans e camiseta só nos dias de folga. Mesmo assim, é muito raro.
Por trabalhar na área metropolitana de Tóquio, passei a usar calça social, sapato de salto e camisa branca ( tá, algumas rosas, azuis e listradinhas) para ir trabalhar. De vez em quando alguma camiseta branca com quase nada de estampa.
Confesso: sou mão-fechada, mas quando se trata de alguma roupa tem horas que a tentação é maior que a vontade de economizar. E pior: acabo comprando roupas "de marca", mas que duram, duram. Não adianta comprar "de baciada" se na primeira lavada, a roupa esgarça. Até então, costumava comprar as roupas da Benetton (a marca mais polêmica que conheci), mas comprava as mais discretas, como as camisas listradinhas que uso pra trabalhar.
Depois descobri a Mary Quant, a estilista inglesa, criadora da mini-saia. Só que como essa marca só trabalha com três ou quatro cores (branco, preto, cinza e rosa, muito raro), o negócio foi comprar algumas camisetas brancas com o símbolo da florzinha de cinco pétalas, trademark da loja.
Só pra esclarecer: quem abrir minha gaveta de camisetas, só vão encontrar camisetas... brancas! Ora, quer côr mais fácil de se combinar? Não fico quebrando a cabeça para decidir que vou usar hoje. Tudo bem, tenho algumas coloridas, mas as brancas dominam a área. O ruim é que só uso uma vez e vai pro cesto da lavanderia.
Minhas colegas comentam: "ô Iwa, você só usa camisa branca? Vamos pôr uma côr nisso!" Bem que tento, tenho algumas peças rosa, azul, até vermelho e laranja! Mas parece que o branco me atrai!!!
Recentemente, fui em uma outra loja em Yokohama. Acabei por levar duas camisetas pro outono, só pra garantir. Uma preta e uma branca.
Depois também descobri que loja - agnès b. - também tem o mesmo padrão da Mary - preto, branco e cinza...



Não preciso pensar duas vezes pra tirar uma peça dessas da gaveta...

Mais curtinhas....

Estava mesmo achando que os "seis meses de férias" pro Jun Akanishi do KAT-TUN era golpe de publicidade. O menino continua fazendo propaganda na DoCoMo. Alguém que costuma ver os cartazes, deu uma olhada que ainda estão em seis?

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Sobre ensaio conciso, essa deu na Universidade de Harvard, que os estudantes desta universidade tiveram a seguinte lição de casa, no curso de inglês básico: que fizessem um ensaio conciso contendo esses elementos: religião, realeza, sexo e mistério.
O único 10 da turma foi o que apresentou o seguinte:
"Meu Deus!!", exclamou a Rainha. "Estou grávida! Quem será o pai?"

*Extraído de uma edição da revista Reader's Digest

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Quando a gente fala que salário é que nem regra de mulher, muita gente ou morre de rir ou acha que a comparação é meia ... ahn... constrangedora. Mas se pensarmos bem, é verdade: demora um mês pra chegar e dura menos que cinco dias.

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Muita gente que conheço fala que deu uma lidinha aqui, mas comentar que é bom...
Pediram pra eu pôr um contador de frequências. Falei que não vai dar certo. Só eu, pra ter que lembrar o que postei anteriormente, terei que frequentar o meu próprio blog.

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Ainda sobre MNP aqui no Japão (Mobile Number Portability): parece que a poeira assentou, pois de uns tempinhos pra cá, não ouvi mais nada. Será que não deu certo?

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Falando em DoCoMo e MNP... Pensei em trocar meu aparelho celular por um que já vem a TV junto. Mas como parece que toda volta de serviço pra casa parece uma eternidade, se me conheço, capaz de eu dormir no meio da novela.

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Ontem despencou a maior chuva. Na hora que entrei no trem em Tóquio, estava tudo seco. Quarenta minutos depois, quando desci em Yokohama, vi tudo molhado. E estamos em outono, viu?

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Perdão a todos os frequentadores assíduos e devotados deste blog, mas como excepcionalmente tive que mudar minha folga, hoje é quarta-feira, e a preguiça de postar algo que preste está dominando meus neurônios. A autora que está em jejum pois à noite terá o privilégio de acompanhar kinguio encantado para um jantar onde come-se de tudo um pouco, voltará o mais rápido possível para novas quentinhas, ops novas notícias.
O que poderá ser abordado nos próximos posts:
- O desespero de pais e educadores em relação aos alunos e professores suicidas;
- Mães infanticidas;
- Breve resumo biográfico dos artistas que foram listados aqui, isso se alguém estiver interessado....
Aceitamos sugestões. Qualquer sugestão ou crítica, ou desabafo, por favor, postem, isso não dói nada e sai de grátis.

Saturday, November 11, 2006

Watashi no Takaramono

"Takaramono" em japonês significa tesouro. Coisas valiosas. Claro que pra mim e muita gente que conheço, tesouro pessoal não precisa ser necessariamente ouro e pedras preciosas (ah, mas se caísse um baú cheio disso, ficaria eternamente agradecida...), mas as coisas que você não se desfaz nem que estivesse passando fome.
Todo mundo tem o seu bem precioso, assim como eu também tenho ( kinguio não conta, esse não tem preço!), então lá vai uma amostra, do que ganhei e do que comprei. E olha que deu um baita dum trabalho pra encontrar...

Bonecos dos Beatles: Se eu conseguisse os três DVDs da série animada dos anos 60 "The Beatles Cartoons", ficaria eternamente agradecida... Quando vi no fórum dos Beatles que a McFarlane Toys estava lançando esses bonecos, fui correndo no Gúgol japonês para saber onde estavam vendendo. Encontrei os quatro vendendo em separado em uma loja longe de Yokohama, uma cidade chamada Atsugi e paguei sei lá quanto por eles. Montando, ficam em um palco. O porém é que não sei se foi defeito de fabricação ou não encaixa mesmo, o chimbau da bateria não encaixou.
Depois de algum tempo, descobri que a "Get Back", a loja oficial do quarteto aqui no Japão, vendia os quatro numa caixa e de brinde o jacaré! E a tal loja fica bem no meio do caminho casa-trabalho...

Os quatro estão dispostos na minha mesa, dividindo o espaço com meus perfumes, cremes e meu despertador...

...chamado Norakuro: Lembro de ter visto este despertador de um gato (ou cachorro, segundo outros) preto na casa de uma prima minha no Brasil, quando ela voltou depois de um ano aqui. Ao despertar, toca uma cornetinha e a voz estridente do bicho "Ohayo! Boku wa Norakuro! ...nandayo? Okiruuuuuuuuuu!" E toca de novo a corneta até você desligar o botão que fica acima da cabeça do bicho.
Eis que cismei com esse despertador mesmo depois de ter mudado para Kanagawa. Marido kinguio também tinha, mas ficou na casa dos pais dele (e recentemente meu querido sobrinho fez ele em pedacinhos. O despertador, não o marido, claro!). Antes do Norakuro (o nome do bicho), veio o Snoopy, meu personagem favorito. Marido comprou numa ida a uma loja de departamentos, achou lindo e trouxe de presente pra mim. Possui quatro músicas diferentes, entre eles a música "Gambarimasho", do grupo SMAP.
Esteve funcionando até alguns meses atrás. Acabaram as pilhas e até hoje esqueço de passar numa loja de eletro-eletrônicos e comprar. As pilhas, claro!
A história do Norakuro vem do tempo que morava em outra cidade e vi em uma relojoaria antiga. Como estava próximo de receber a cebola...ops, salário, disse a mim mesma que no próximo salário iria lá e comprar.
O despertador até hoje acorda kinguio, eu e a vizinhança toda...



Não, os dois não ficam juntos na mesma mesa.

Os CDs que me deram trabalho: Muitas vezes já comentei que sou fã assumida dos quatro de Liverpool e do Masaharu Fukuyama. Mas pouquíssima gente sabe que também gosto dos Carpenters. Pois bem, a grande maioria dos CDs que estão na nossa prateleira, a gente foi comprando a cada vez que íamos em lojas de segunda mão. Ou de primeira mesmo, dependendo da vontade e da disponibilidade (subentenda dinheiro). Só pra citar, mas não coloquei junto na foto, o da ZARD, acabei comprando para dar de presente ao kinguio antes da gente oficializar a união. Mas foi difícil encontrar, pois morávamos em uma cidade que só tinha uma loja de CDs, acreditem!

"The Beatles Live at the BBC!", na verdade eu já possuía no Brasil, mas quando vim para cá, acabei por esquecer de pôr na mala, que por sinal estava abarrotada. A solução foi comprar quando recebesse meu primeiro salário, mas como disse, a primeira cidade onde morei, só tinha uma loja de CD e acabei por comprar quando mudei para Kanagawa. E paguei caro, mas esse veio com o booklet original em inglês e o encarte das letras, que não tinha no meu que ficou no Brasil.
Sem falar que Beatles não precisa dizer mais nada!

"Carpenters From The Top", foi outro que comprei no Brasil (importado, na Planet Music em Sampa, nem sei se ainda tem, na Consolação), mas acabou ficando com meu irmão mais velho. Quando fui dar um passeio na cidade de Osaka, passei na Tower Records de Umeda e não pensei duas vezes quando vi o box-set branco: comprei na hora e desembolsei uma boa grana e ganhei pontos no point-card (que depois foram usados quando marido deu-me dinheiro no meu aniversário e comprei o "Anthology"). Quatro CDs que contém além de músicas conhecidas, muitas inéditas! Mas não vieram as letras, pois era também importado...

"Masaharu Fukuyama Magnum Collection Dear", esse também foi outro CD (duplo) que me deu trabalho de encontrar! Já contei a história aqui, e até hoje o responsável pela idéia e influência me tira uma da minha cara...



Tem mais, mas se colocar tudo, haja espaço!

Relógio Baby-G da Casio: e de quebra meu anel de duas luas e dois corações. O anel carrego comigo desde que descolava alguns trocados dando aulas. Não lembro se comprei ou ganhei, acho que comprei, senão nem estaria usando, pois se tivesse ganho de algum fã indesejado né... O anel já está meio torto e preciso mandar arrumar, pois quebrei uma tira que sustentava, mas como tem outra, está firme.
O relógio comprei numa liquidação de uma loja de departamentos que estava fechando, uns seis anos atrás. O fundo é rosa, e os ponteiros brilham no escuro, mas nada que chame a atenção. Apesar de ele ser pesadinho e estar deveras folgado no pulso, esse relógio me acompanha todo dia. Só ficou um mês guardado quando viajei de férias.



(Ahn... sim, eu estava vestindo o pijama da Hello Kitty ao tirar esta foto...)

Aya e Umekishi: Um casal de cachorrinhos de pelúcia que faz parte da nosso zoológico de pelúcia. Dentre ursos, guaximins, lontras, esse casal faz parte de nossas vidas: Umekishi (o marronzinho cinza, como queiram) comprei para o marido, que logo pôs dentro do carro (quem ver de perto, o bumbum está meio achatado, pois ficava entre o painel e o vidro da frente). Quando ele me deu a Aya (branco de lacinho na orelha), pusemos os dois no painel traseiro, mas como fiquei com pena de pegar muita poeira, acabamos por deixar em casa mesmo.



The sweet couple, o amor é lindo, não?

"The Beatles in Japan 1966": Ao lado do "Anthology", esse merece lugar na estante quando conseguir comprar ou ganhar uma (na atual situação, está mais fácil a primeira opção). Esse livro, quando vi o cartaz na livraria em Ikebukuro, fui correndo fazer a minha reserva na Get Back. Quando chegou, foi um peso danado pra trazer, mas valeu muito, muito a pena. Além das fotos pra lá de inéditas, é numerado e de brinde uma foto original de Robert Whitaker dentro de um envelope!
Não é a toa que o livro está guardado em um estojo próprio, e ainda envolto em uma cobertura de papelão para preservar essa raridade!



Isso é uma pequenina amostra, se fazer uma lista de tudo vai até amanhã e olhe lá...

Thursday, November 09, 2006

Tirando o atraso ou notícias (pra lá de) atrasadas - Parte 2

Estou de volta com as notícias que tenho que condensar no parco tempo que tenho para assistir TV. Pra quem mora em Yokohama e trabalha em Tóquio, estou mais pra trocar meu aparelho celular que dificilmente uso pra ligar, mas também não recebo ligações, por um modelo que me permite assistir a TV onde eu estiver. Trocar para SoftBank? Não, a DoCoMo (a operadora a qual utilizo há sete? oito? nove? anos) disponibilizou três modelos com TV!
Agora resta saber se terei disponibilidade de grana, se é que me entenderam....

Falando em aparelhos de telefonia móvel....

Virou festa! A dança das operadoras! Calma que não estou falando das funcionárias de telemarketing ou aquelas que trabalham em hospitais. Estou falando em telefonia móvel. Mais conhecido pelo pessoal de telefone celular, celular ou aqui no Japão de "keitai denwa". Antigamente, muito tempo atrás, se quisesse mudar de operadora (exemplo: de DoCoMo para au ), tinha que cancelar o seu número da antiga operadora, pagar as taxas e pagar novamente nova inscrição na outra operadora. Com o número diferente. E quem queria manter o mesmo número?? Ah, meu filho, o jeito era ficar na mesma operadora ou se não tivesse jeito mesmo, pedir uma mensagem temporária informando aos outros que: "este número mudou. Agora é...."
Outubro deste ano em diante, tudo mudou: agora basta pagar a taxa de transferência ( que já não é baratinha, também, de graça só injeção na testa, se bem que nem isso é de graça mais) e o valor do aparelho ( tava bom demais pra ser verdade...) e terás um aparelho da SoftBank com o número que você possuía da DoCoMo, ou um aparelho da au com o número da SoftBank... Virge, vai dar confusão...
( Resta saber se o pessoal está trocando o aparelho por causa dos cogumelos, da Cameron Diaz ou do Hayami Mokomichi...)

Se é pra aprontar...... então faça direito!
Dez entre onze homens obviamente já devem ter dado uma escapadela, mas se a mulher sabe ou não, provavelmente eles devem fazer a coisa direito, os safados!
Mas como dizem, o diabo se veste bem, mas esquece de esconder o rabo...
Muita gente não sabe, nunca ouviu falar (nem eu) de um ator de teatro kabuki chamado Shido Nakamura e de uma atriz chamada Yuko Takeuchi. Ano passado, casamento nas pressas, um filho a caminho. Até aí tudo bem, coisa corriqueira, até que em julho deste ano, Nakamura teve que cometer quatro besteiras de uma vez só: dirigindo em alta velocidade, tomado todas, passado na frente de uma delegacia e acompanhado de outra mulher!!! Daí para a esposa ficar com um pé atrás foi um pulo. Como parece que o cara num se emenda, em outubro, ele foi flagrado jantando e saindo com outra mulher sem falar que uma atriz diz estar envolvida amorosamente (caham) com ele.
Depois quando recebeu o formulário de divórcio pra ele assinar, ainda vai chiar??


Shido Nakamura e Yuko Takeuchi - e muita gente achava que ia dar certo...

Todo ano a mesma coisa: Quem me conhece sabe que eu aprecio vinho. Mas pra mim, vinho é vinho, as coisas que diferem são a encorpação, côr e se é amargo demais ou doce de menos. E olha que não sou de olhar safra nem país, se bem que gosto é que nem traseiro, todo mundo tem o seu.
Sobre o Beaujolais Nouveau, tive ler aqui para entender porque esse vinho é tido como tããããããããããããããããããããão especial.
E olha que conheço gente que não gostou, não...



Dia 16 de novembro, à meia noite, começarão as vendas desse famigerado vinho...

A hora da coceira

Quem nunca morou num país que o inverno é de rachar pedra, não sabe o quanto a pele fica ressecada, e se não tomar cuidado, os resultados são catastróficos.
Digo por experiência própria. Quase uma década aqui, e todo inverno é a mesma coisa, começa a esfriar, bota o ar condicionado no quente e toma banho com água escaldante. Aí que o bicho pega na hora de tomar banho. Tomando banho com água na temperatura no ponto de fazer cozido, o resultado, ao menos comigo, é desastroso - começo a ficar com coceira no corpo todo, parece que jogaram pó-de-mico em cima de mim. E finaliza com as costas e pernas com um monte de vergões parecendo que me beliscaram ou bateram em mim com ferro quente, pois fico toda vermelha.
Depois de muito tempo, descobri que realmente, tomar banho com água fervente dá nisso. Mas como sou friorenta pacas, não aprendo mesmo. Mesmo quando marido kinguio vai tomar banho logo depois de mim e deixo o chuveiro ligado e só ouço o berro: "Kikiiiiiiiiiiiii! Tá querendo me fritar, tá?", bem por aí. Descobri também que o sabonete líquido que usamos, para mim, no inverno dá uma coceira dos diabos, acabei trocando por um mais caro, mas para minha pele foi a salvação. Sem falar no creme pós-banho que tive que comprar na minha loja predileta (pra quem não sabe, não lembra ou chegou agora, a "The Body Shop") e que infelizmente saiu de linha, um creme a base de leite.
Bom, com todo esse arsenal, pode vir o frio. Apesar que acabei de tomar banho e minha perna coça. Ei! Mas eu já disse que acabei de tomar banho, ouviram?

Tuesday, November 07, 2006

Por enquanto, pausa para o café

Estou pra conhecer gente que é mais viciada em café do que eu. Não parece, mas por dia, se contar em xícaras, tomo de três a quatro. Pelo menos a maioria eu vivo tomando no horário do meu serviço. Fora disso ou em é casa, ou em cafeteria. Quando me sobra alguns trocados, claro.
Não lembro de onde veio meu vício de café. Acho que no tempo que cursava o Magistério de dia e escola de Comércio a noite. Pra agüentar o tranco de levar dois cursos a nível colegial naquela época, era a base de... café! Extra-forte e com açúcar, do jeito que até hoje minha mãe faz. Dependendo da situação ia sem açúcar mesmo, na fase que estava tentando perder alguns quilos extras.
Quando entrei na Universidade, a coisa não mudou muito. Principalmente para encarar a aula de sábado de manhã. Ter aula no sábado já era um porre, imagine ter aula de... "Estudo dos Problemas Brasileiros", e tinha a parte I e a parte II. E dá-lhe um monte de pingado, que era mais café do que leite.
Na etapa final, passava noites e noites em claro, a base de café, para manter-me acordada e terminar o bendito do projeto de conclusão de curso, o que me custou noites mal-dormidas, meio ano sem trabalhar, consegui a média, mas quase tive uma gastrite. E perdi sei lá eu quantos quilos.
Aí fiquei algum tempo sem poder ver café na minha frente. E olha que na minha cidade natal, cafezal era o que não faltava. Isso porque nos áureos tempos em que o café era o que dava lucro, o que tinha de fazendas de cultivo cafeeiro não estava escrito. Devido à profissão de meu pai (comerciante), vivia indo para essas fazendas, entregar encomendas para os colonos. Se algumas casas de colônia eram grandes, para abrigar uma família de não sei quantas pessoas, a casa-grande (onde era a casa do dono da fazenda e administração) era de se perder lá dentro.
Tinha (e tenho, consegui voltar a ter contato com ela) uma amiga nikkei como eu que os pais moravam em uma fazenda. A se perder de vista. Quando eu ia passar minhas férias ou feriado prolongado lá, dormia na casa-grande. E era grande mesmo, dava para se perder lá dentro, sem falar na fazenda em si, conhecida pelos agrônomos, uma verdadeira fonte de pesquisa agrícola.
Há quase uma década que não volto pra lá, aliás, quando tirei meu um mês de férias, nem deu tempo pra fazer tudo o que precisava. Mas meu vício pela bendita fruta que torrado e moído o cheiro já hipnotiza, voltou.
Quando vim para o Japão, nunca tinha visto café gelado, quanto mais enlatado. Cheguei antes do início do verão, mas já estava abafado e quente. E ofereceram-me uma lata de café enlatado e gelado. Achei estranho, mas quando conhece e gosta, depois agüenta! Meu vício por café voltou, apesar que naquela época, café 100% brasileiro era o preço d'alma, como diria uma amiga minha do Sul. Café feito no Japão, com grãos de outros países ( principalmente Africa ), parece que tem mais água que café. Não chega a ser "água de batata", mas também não chega a ser aquele café pra lá de forte, daqueles que cura até ressaca. Com o tempo, fui acostumando a tomar café enlatado. E gelado.
O voltei ao dito vício quando resolvi "juntar os trapos" e mudar para Kanagawa. Meu kinguio, além de gostar (demais da conta) de Coca-Cola, tem que tomar café todo dia. Não importa se é feito na hora ou enlatado, tem que ser café! Com isso, voltei a tomar café, ao menos uma lata tomava diariamente. E olha que eu não fumo, mas também não sei a relação café-cigarro, alguém aí poderia me explicar?
Bom, muito tempo depois, mesmo com várias advertências do médico (todo ano faço exame anual e sempre acusa falta de ferro no sangue. Uma das conversas com a médica, ela me advertiu sobre a influência de cafeína na minha saúde), continuei a tomar café, dentro e fora do serviço. Mas não tenho jeito, parece que sou movida a cafeína. Diz uma piadinha que "você só percebe que está tão viciado em café que se ligar um rádio em você, funciona no modo AM", se é que entenderam.
Engraçado que uma bebida possuí cafeína mas nem ligo em beber é Coca-Cola e seus derivados. Será por causa do fato de elas serem cheias de gases e deixa seu estômago estufado? Bom, gasoso por gasoso, tomo quase todo dia água com gás e os efeitos colaterais mais drásticos são inúmeras visitas ao banheiro. Mas nada é mais poderoso que café mesmo. Sem açúcar e com leite.
Confesso que, teve uma época que resolvi fazer 15 dias de regime drástico ( mas depois recuperei quase tudo, adiantou?), e incluia... café preto sem açúcar nos intervalos das refeições. Imagine depois no ano seguinte o exame médico...
Bom, toda essa conversa de café, me deu vontade de tomar um capuccino. Daqueles de caixinha, em embalagens individuais...



Me vê um com muito creme! Mas não precisa de açúcar, não...

Thursday, November 02, 2006

Eles sabem

People come and people go/ Moving fast and moving slow/ I'm in a crowd, and yet I'm all alone/ The road is long, the road is rough/I do believe I've had enough/ I'm gonna turn around and head for home/ And I hope you're there/ And you still care/ And if you do, I'll spend my life with you
- The Monkees, "I'll Spend My Life With You".

Existem coisas e fatos que a gente tem que passar em nossa vida. Como muita gente diz, nada é para sempre. Tudo na vida passa, pessoas chegam, pessoas vão. Alguns ficam por muito tempo, outros não.
"A vida é como uma caixa de chocolates, a gente nunca sabe o que vai encontrar", dizia Forrest Gump, personagem vivido por Tom Hanks no filme homônimo. Por mais tola que seja a frase, a verdade é que faz sentido. Faz sentido é tem um fundo de realidade. A gente nunca espera o que acontece. Pode ser uma nova pessoa ou um novo acontecimento. Afinal, nunca sabemos o dia de amanhã.

All these places had their moments/ With lovers and friends I still can recall/ some are dead and some are living/ in my life I've loved them all
- The Beatles, "In My Life".

Sim, o amanhã é incerto, poderemos acordar e o dia estar nublado assim como poderá estar ensolarado. Pode receber uma carta ou um telefonema inesperado. Notícias boas? Notícias ruins? Não sabemos. Afinal de contas, nunca poderemos prever o dia de amanhã, senão a vida jamais teria graça.
Assim como hoje o dia foi péssimo para uns, o dia foi maravilhoso para outros, amanhã a situação pode reverter. Ou piorar ou melhorar. Claro que certas coisas a gente prevê - se come demais da conta, obviamente no dia seguinte acordará com uma dor de estômago lascinante; se bebe um pouco a mais, logo terá sinais de embriaguez... Coisas óbvias de acontecer, isso ninguém escapa.

Unlock your mind/ unwind and follow me/ come let me help you see/ how to find a way to leave / yesterday behind
- Carpenters, "Leave Yesterday Behind".

Por mais que queiramos, nunca podemos esquecer do passado. Das coisas boas que merecem ser lembradas, das coisas ruins que servirão de lição para o futuro. Por mais que as lembranças sejam péssimas, elas servem como um aviso de como não fazer os mesmos erros. E as boas lembranças trazem a felicidade durante um período de tristeza.

Who said that wishes would be heard and answered when wished on the morning star?/Someone thought of that and someone believed it./ Look what it's done so far(...) Someday we'll find it/ the rainbow connection/ the lovers, the dreamers, and me
- The Muppets, "The Rainbow Connection"

Mas com certeza a gente pode encontrar a felicidade no fim de um arco-íris, desde que você acredite piamente nisso. E com força de vontade.

Dedicado para as pessoas legais e inesquecíveis que conheci em minha vida pessoal e profissional. Não citarei nomes, por motivo que elas pediram para não serem mencionadas, por isso em respeito a elas, ficarão somente na minha lembrança.