Sunday, December 30, 2007

Três, dois, um....

Pois é amigos da Rede Globo. Falta um dia para terminar 2007.

Vamos dizer que este ano que passa foi gerado por altos e baixos, como toda montanha-russa. Ano passa, ano chega, sempre com as mesmas promessas que raramente são cumpridas. Mas que a gente tenta, pra não dizer que não fez.

Mas como diremos que este ano passou muito rápido, pois nem mal abrimos a champanha, jogamos confete, demos e ganhamos chocolates para e do namorado, vimos as cerejeiras, desejamos feliz dia das Mães, esturricamos num calor de quase 40 graus, desejamos feliz dia dos Pais, as folhas das árvores ficaram marrons e para finalmente atacar o frango do Natal. Quando a gente percebe, o ano já acabou.

Portanto amigos e fiéis leitores, sem choro nem vela, a pessoa que vos posta vai tirar quatro dias de merecido descanso, mas que retorna as atividades [quase] normais deste sítio somente dia sete de janeiro, como novos assuntos.

Se sobreviver a tanta champanha, a tanta comida e as liquidações.

Um Feliz 2008 para todos!

Monday, December 24, 2007

Na falta de um panetone...

Todo ano, tenho o costume de comprar e comermos panetone no mês de Natal. Só que este ano, como não encontrei o dito cujo, fui em não sei quantas lojas e não encontrei um, nem uma passa pra contar a história!

(Tá, vocês vão me falar em loja de produtos brasileiros ou "compra via internet", mas se têm duas coisas que não consigo são: 1) em lojas de produtos brasileiros, tá que eles enfiam a faca no preço e torcem o cabo e 2) tenho pavor de comprar via internet - só do fato de usar cartão de crédito pra essas coisas, tenho medo de clonagem. Pode achar besteira, mas é verdade. Só se for pra pagar na hora da entrega, aí sim...)

Bom, já que ao menos tem que ter um docinho nesta residência, senão kinguio encantado e a Catarina (minha solitária, esqueci de apresentar) vão ficar reclamando até dizer chega, então ontem à tarde me veio uma bela duma idéia - por que não fazer um bolo? Eis que lembrei dos cursos de culinária da ABC Cooking, que volta e meia, bimestralmente, tem-se cursos de duas horas no máximo.

Eis que ontem mesmo liguei e marquei hora. Pensei que não tivessem vagas, pois até onde sei, todo mundo quer fazer um bolinho pra comer no dia ou na véspera de Natal.

Pois bem - de avental e cara-de-pau, fui eu novamente pra aula de culinária. Bom, é que das outras duas vezes aprendi a fazer rocambole (que volta e meia tento fazer, mas não sei porquê, na hora de enrolar, ele quebra!) e pão de frutas (e até hoje não tentei fazer de novo).

Acho que a instrutora deve ter ficado espantada, porque é difícil estrangeiro fazer curso de culinária. Muita gente pensa que sou japonesa, até abrir a boca... Seja como for, relembrei como se quebra um ovo (não que eu não saiba, mas dizem que o certo é quebrar um ovo batendo em outro), como bater a massa e como confeitar!

O resultado? Ei-lô!



Agora, estou na dúvida se em janeiro crio vergonha na cara e começo a fazer um curso de culinária, pois ficar no meu dia de folga quase sem fazer nada depois que faço a limpeza na casa, como diria o jornalista Boris Casoy - "é uma vergonha!!!!"

Nota: é muito difícil eu fazer dois posts no mesmo dia, mas acontece que hoje é especial e nem é sempre que costumo ir fazer um curso de culinária, né?

Corra, antes que acabe!

Toda véspera de feriado é assim: lojas lotadas, trens lotados e a rua meio que vazia.
Só pra ter uma idéia, nestes três dias que fiquei de folga, pudemos comprovar o quanto um feriado prolongado faz com as pessoas.

Tudo bem que sábado e domingo, para algumas pessoas, é sinônimo de folga e ir fazer compras. Ou levar a prole pra passear. Ou as duas coisas, pois toda vez que vamos ao supermercado, a gente tem que se desviar das mães, donas-de-casa e senhoras aposentadas, ou a gente acaba sendo - literalmente - atropelada por elas, guiando (?) os terríveis carrinhos-de-supermercado.

Agora, só faltavam me dizer: "vai em outra hora". Mas justamente a hora que a gente costuma ir ao supermercado, é a boa hora em que muito produto está em promoção. E chega a ter desconto de 50% no valor da etiqueta. Oras, sempre a gente diz que "nunca se deve faltar comida na casa", então...

O duro é quando aparecem essas ofertas, essas senhoras aposentadas, de aparência frágil, vão por cima da gente e estapeiam pra pegar aquele frango assado que às três da tarde estava um preço e três horas depois está pela metade do preço. Certa feita, quase apanhei de uma porque eu peguei uma bandeja de "hors-de-ouvers" pela metade do preço. Só porque eu vi primeiro?

Falando em liquidações, sempre falo que "nunca mais vou a um", mas na hora H, quem me segura? Sempre a gente acaba encontrando uma peça básica que a gente sabe que vai usar por um bom tempo. Ou até a próxima liquidação.

Alguém conseguiu garantir seu jantar para a ceia de hoje? Eu, com muito custo e espera, sim.

Saturday, December 22, 2007

Menos de dez dias...

... pra chegar o final do ano. Pois é, fiéis leitores e bisbilhoteiros, ops, curiosos, ops, visitantes deste sítio. O ano de 2007 pelo menos foi um dos melhores que passei nos anos que estou aqui do outro lado do fuso horário.

Sei que é meio cedo ainda para fazer uma bela retrospectiva pelo ano que logo se encerra, ainda o Natal não chegou, se bem que onde tem graça num país que tudo se virou comércio e continua toda a mesma coisa? Se bem que a decoração que fazem nos monumentos e prédios comerciais, amolecem até um coração de granito.

Um pouco não gosto do dia 25 de dezembro. Antes que me joguem toda a parafernália de enfeites e árvores na minha cabeça, explico: aqui, é como se fosse um dia comum como todos os outros, não é feriado, não é celebrado. Pouco eles sabem do significado da data, o que seria normal, pois num país onde 99% da população é xintoísta, melhor a gente dar um desconto. Não gosto de trabalhar no dia 25, ter que atender o telefone e mesmo se a gente desejar "Feliz Natal" do outro da linha, o incauto (ou a incauta) capaz de mandar a gente pr'aquele lugar. Oras, que raios tem significado desejar Feliz Natal mesmo pra um desconhecido se a recíproca nunca vai ser a mesma?

Seja como for, apesar de tudo ter virado jogada de marketing, a data não ter sentido para uns e outros, só do fato de ter alguém do seu lado e poder segurar a mão e poder ir a qualquer lugar, tira qualquer tristeza que reina nesta data. Que muita gente deve ter perdido o significado e trata como se fosse um dia igual a outros.



Feliz Natal para todos!

Friday, December 14, 2007

Renovando o Dicionário

Ano vai, ano vem, e um dos mais conhecidos dicionários de expressões japonesas, o Gendai Yoogo no Kiso Chishiki traz nova edição com novas expressões e frases que marcaram o ano que passou. Seria do tipo "Dicionário de Gírias", mas sempre atualizado conforme novas expressões vão sendo difundidas.

Por um lado, para quem quer aprender mais sobre a língua japonesa ( que já é difícil falar pelo modo convencional, pelo modo polido e imagine com gíria...), o dicionário é prato cheio. O lado ruim é que todo ano tem que se manter atualizado e comprar a nova edição. Será que a loja aceita o dicionário do ano anterior como abatimento no preço de um novo? Oras, melhor do que jogar fora por aí, a onda não é reciclar?

Este ano que passou, eis as dez frases que marcaram o vocabulário entre a população e a mídia em geral. A premiação foi feita no dia 3 de dezembro, conforme o site oficial da singo jiyu:

Dogen ka sen to ikan "É preciso fazer algo (por Miyazaki)", Hideo Higashikokubaru (governador da província de Miyazaki). Para quem não sabe, Hideo Higashikokubaru era conhecido na mídia como o comediante "Sonomama Higashi". Sabe lá como ele conseguiu se candidatar a governador da província de Miyazaki (extremo sul do Japão), mas acreditamos que o pessoal tenha se cansado de inúmeros políticos corruptos (isso soa familiar) e resolveu eleger uma pessoa que nunca foi político em vida alguma. Seria mais ou menos São Paulo eleger o Sílvio Santos pra governador do Estado, mas isso seria outra história.
A frase (que ficou em primeiro lugar) foi e continua sendo dita pelo atual governador, em seu dialeto local. Ao menos parece que economicamente, a província vem crescendo, depois que Sonomama Higashi, ops, Higashikokubaru-san assumiu o posto.

Hanikami Ooji "O príncipe tímido e sorridente", por Ryo Ishikawa (jogador de golfe amador). A frase "hanikami" vem do inglês traduzido pro japonês "honey coming", que foi também um programa de variedades no ano passado, que acabou abreviado para "hanikami", que acabou sendo o apelido para o jogador de golfe Ryo Ishikawa, que aos 15 anos ganhou destaque por ser um dos mais novos jogadores de golfe na atualidade. Até aí, tudo bem, mas mais destaque ainda por ser sorridente, novinho e simpático. Será que o jogador Kaká se encaixa nesse adjetivo também?



Hideo Higashikokubaru (esq.) e Ryo Ishikawa, os primeiros lugares na premiação das "novas frases pro dicionário".


(Kieta) Nenkin "Pensões (que desapareceram)" Yoichi Masuzoe (Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar). Pra quem não acompanha noticiário japonês, mora aqui e nada quer saber, então vamos soltar esse petardo: durante o curto tempo de governo do premiê Shinzo Abe, descobriram-se que milhões de pensionistas tiveram as contribuições que pagaram no passado "apagadas" e estão dando no que falar até então. Antigamente, eram tudo feito à mão. E como os sobrenomes dos contribuintes podem ter sido alterados devido aos ideogramas serem muito mas muito antigos (segundo dizem), acabaram por constatar que desapareceram e quase não tem muito o que provar. E ainda por cima, de tempos em tempos mudam a papelada do lugar, guardam em lugar inapropriado, vira comida de traças e cupins... (está parecendo muito familiar...)

Sonnano kankee nee "Isso não tem nada a ver" Yoshio Kojima (comediante). Imagine você assistindo um programa de TV e de repente aparece um rapaz mais magro que um palito e mais branco que Wacko Jacko no alvejante, de sunga colorida e fazendo uma coreografia parecendo que está usando uma bomba de encher pneu falando o bordão supracitado. Daí você pára e pensa: "dá pra dar levar à sério um cara desses?". O pior que agora temos que levar: a frase do Kojima virou verbete de dicionário. Agora, a gente aqui não sabe se sentimos orgulhosos (o avô nasceu no Brasil, e Kojima nasceu em Okinawa, sem falar que é formado em Letras na Universidade de Waseda) ou a gente morre de vergonha mesmo (eu é não apareceria no meio de palco desse jeito, não. Aliás, nem posso...).



Você daria crédito numa persona dessas? Não? Nem eu.

Dondakee~ "que tanto.." ou "o quanto..." Ikko (artista de maquiagem). Ela (ou ele, sei lá) faz sucesso atualmente como artista de maquiagem e presença obrigatória no programa (agora às terças, na Nihon Television) "Ones Man", no qual muitas personalidades muito pra lá de alegres e que tem muita grana sobrando passam por situações muito cômicas. Ikko já publicou alguns livros sobre a arte da maquiagem e vai muito bem. O mais engraçado é que usa vestidos, pra lá de decotados e salto altíssimo e não botou enchimento nos peitos.

Donkanryoku Insensibilidade - Junichi Watanabe (escritor). Vem do livro no mesmo nome do escritor Junichi Watanabe, que trata sobre a indiferença até para as pequenas coisas. Para um país que é tido como personalidade indiferente, o uso desta palavra soa estranho para muita gente.

Shokuhin gisoo Falsificações de alimentos - Autor desconhecido. A palavra ficou na palavra da população depois do escândalo da confeitaria Fujiya, depois os croquetes da Meat Hope (que faliu), os chocolates da Shirokoibito (famosos em Hokkaido) e os manjyus da Akafuku. Tudo porque ambos tiveram algo em comum - data de validade de produtos adulterados na fabricação dos mesmos, bem como também casos que frigoríficos estavam vendendo frango brasileiro como se fossem daqui mesmo.

Sem contar também que quatro lojas da rede McDonald's foram acusadas de venderem salada vencida.

A repercurssão foi tanta que o kanji para representar o ano que passou se chama... Falsidade!!!

Netto cafe nanmin Refugiados nos internet cafés, por Shohei Kawasaki (autor do livro homônimo). Aqui em qualquer cantinho (geralmente próximas às estações ) têm-se as "internet cafes", no qual paga-se para ficar de uma até a madrugada toda para navegar na internet, tomar café na faixa e ler mangás. Ou até dormir. Uma boa pedida para aqueles que perdem o último trem e não quer ficar ao relento (confesso que fui uma dessas pessoas), então, por menos de dois mil ienes, pode ficar a madrugada toda na cabine da internet dormindo, se quiser.

Ultimamente, essas "net cafes" estão virando refúgio para aqueles que não tem residência fixa e fazem pequenos arubaitos na cidade, ganhando por dia o suficiente para comer um domburi (tigelona de arroz com carne, acompanhada de sopa e chá) em alguma rede 24 horas e pagar uma madrugada na internet cafe. Com direito a usar o chuveiro, somente pagando pela toalha, a parte.

Até que ponto esses estabelecimentos vão suportar isso, não sei, mas devem estar ganhando horrores na madrugada.

Oogui Comilão ou comilona , por Natsuko "Gal" Sone (talent - personagem da tevê japonesa). Quando vi essa menina pela primeira vez num programa de variedades, achei muito suspeita. Usando unhas postiças, jeito de gyaru de Shibuya, pensei: "que ela faz na vida?". Impressionou-me o quanto ela come. Ela chegou a comer quarenta pratos de yakiniku, certa vez, para pagar uma aposta com um comediante. E ainda por cima é magra de ruim. Dizem que ela tem o intestino pra lá de regulado. Ou tem um estômago muito grande. Ou o metabolismo dela queima o que come muito rápido demais. Seja como for, ela não pode ir de forma alguma para um lugar "tabehoudai" (pague tanto e coma à vontade), ou o local vai à falência, pois ela come o equivalente para quatro ou cinco pessoas...

Mooshobi Dias com temperatura acima de 35 graus, por Yasokazu Takizawa (presidente da associação de lojistas de Kumagaya, Saitama. A cidade mencionada ficou conhecida no ano passado por ter atingindo no pico do verão a temperatura de 39 graus. Tá, pra quem mora no sul do Equador, parece normal, mas aqui, já pode dizer que está no ponto de fritar um ovo no meio do asfalto. Este ano, a cidade de Kumagaya até colocou um termômetro tamanho gigante para indicar a temperatura da cidade no verão.
Conseguiu atingir 40,9 graus.

Thursday, December 13, 2007

Thursday, December 06, 2007

Com ou Sem Pipoca?

Depois de muito tempo, voltei a assistir filmes. Nem que seja emprestado de colegas, ou locados em lojas, mas estava sentindo falta no dia de minha sagrada folga, sentar diante de uma tela e assistir a um bom filme.

Na verdade, aqui a maioria dos filmes chegam com relativo atraso. Só pra ter uma idéia, o "Simpsons Movie" vai chegar aqui com quatro meses de atraso. Agora, quando se trata de um grande blockbuster, tais como "Piratas do Caribe" ou "Harry Potter", aí sim, o lançamento torna-se simultâneo em todos os países.

Bom, seja como for, esta semana meio que tirei o atraso. Dois colegas de trabalho emprestaram-me dois filmes para assistir. Assisti primeiro o muito falado, comentado e muita gente assistiu em DVD pirateado antes de ir ao cinema (e depois muita gente foi ao cinema ver) o dito "Tropa de Elite".

Confesso: li as resenhas antes, pois sei que por estas bandas a gente só consegue assistir a filmes nacionais quando alguma alma caridosa consegue fazer download na internet ou compra o DVD (não pergunte pra mim como). Realmente: o filme não é indicado para quem tem estômago muito fraco. As cenas chocam, mas convenhamos: é a realidade que a terrinha infelizmente se encontra. Pra quem está fora da terrinha muito tempo, quando fica sabendo da realidade, pensa vinte vezes se retorna de vez.

Claro que esse tipo de filme divide muita gente. Uns vão dizer que é um filme muito além do exagerado somente pra criar polêmica. Mas muitos também vão dizer que retrata muito bem, sem carregar nas tintas, a realidade do crime na terrinha. Infelizmente a verdade dói, mas tem que ser mostrada.

Outro filme que assisti, foi "Ratatouille", uma bela animação da Disney-Pixar, que conta a boa comida de uma das mais belas cidades do mundo, Paris. Mas por trás de uma boa comida, pra reerguer um restaurante que caiu em desgraça por um crítico pra lá de anêmico, tem um... rato!

Imagine freqüentar um restaurante que contém um rato! Claro que a primeira reação de muita gente (se não todas) é mandar fechar por ordem da Vigilância Sanitária... Mas e quando o rato tem olfato e dotes culinários? E ajuda um mero faxineiro a evitar um desastre gastronômico.

Além das dicas dos grandes chefs da cozinha, vale as ruelas de Paris e um passeio pelo rio Sena. A animação nos créditos finais, estilo anos 50/60 é o show!!!

Agora, se quiser assistir com pipoca ou sem, fica a critério de vocês.

Sunday, December 02, 2007

Facilidades para as minorias

Mesmo tendo a correria do dia-a-dia, sempre alguma coisa não escapa de meus olhos, principalmente quando vou e volto do serviço [quase] todo santo dia.

Quem me conhece e acompanha este sítio, sabe que dependo diariamente de transporte mais do que coletivo para ir ao trabalho e outros lugares. Certo que temos um carro, mas experimenta encarar aquele trânsito maluco de Tóquio e depois me conta. Se bem que, quem consegue guiar em São Paulo, tal como meu kinguio encantado, guia em qualquer lugar.

Voltando, referente ao transporte coletivo. Reparo que alguns ônibus não dispõem de escadas para facilitar os idosos. Porém, fico pensando no tocante daquelas pessoas que têm que utilizar cadeira de rodas. Mutirão de pessoas de boa vontade para erguer e descer o cadeirante? Bom, do jeito que a maioria é...

Nos trens, principalmente os da JR (Japan Railway), os funcionários das plataformas são avisados quando tem um cadeirante. Eles já ficam na plataforma e vagão certo com uma rampa portátil para o cadeirante descer. O detalhe fica no depois - estação sem elevador, não dá certo para eles.

Relembro-me de um jovem escritor japonês (e que está meio sumido), o Hirotada Otatake, que escreveu um livro contando sua saga e quebrando barreiras com sua deficiência - sim ele nasceu sem braços nem pernas e nem por isso deixa de levar uma vida normal como qualquer outro. Já se formou em Ciências Políticas e Econômicas na conceituada Universidade de Waseda, e seu livro "Gotaifu Manzoku" traduzido até para o inglês foi best seller uns pares de anos atrás.

Imagine ele andando para cima e para baixo e até viajando sozinho em uma cadeira de rodas robotizada, pois, como disse, ele não tem os membros superiores e inferiores. E nem por isso ele desistiu. Em alguns casos, é impressionante a preserverança dessas pessoas.

Recentemente, navegando pelo site Cartoon Brew, chamou-me a atenção de uma entidade britânica sobre as dificuldades que os deficientes físicos sofrem. A animação é da equipe Aardman Animation, o mesmo que criou as animações em massinha "A Fuga das Galinhas" e a série "Wallace & Gromitt".

Vale a pena dar uma olhada no site Creature Discomforts e ver as animações. Detalhe: os dubladores possum um tipo de deficiência.

Tuesday, November 27, 2007

Rápidas, Rasteiras e Curtas

Num programa que estava assistindo na hora do almoço, fizeram a seguinte pergunta aos convidados: de que é feito o corante vermelho utilizado em doces, cosméticos e roupas? Sim, pra quem não sabia, de um bichinho, mais parecido com um fungo de cacto, chamado conchinila. Portanto, quando verem na embalagem "vermelho conchinila", já sabem.

Quando eu disse para uma menina [fresca] que o batom Chanel que ela usa, contém esse corante. Ela morreu de nojo e eu morri de rir.

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Ainda na seção "o que eu vejo enquanto almoço", estamos quase no final do ano, portanto, época que a gente faz a grande limpeza do ano (daquelas que você desfaz de tudo o que não lhe serve mais mesmo pra começar o ano de casa limpa). Tem uma jovem senhora, a "guru" da limpeza doméstica, economica mas limpinha, chamada Kazuyo Matsui, simpática e divertida por sinal. Ela é daquelas que poderiam chamar de "maníaca por limpeza", mas os milagres que ela faz em limpeza doméstica são de cair o queixo.

Eis que ela foi numa casa e limpou o banheiro da convidada. Com hashi, gaze e uma mistura de bicarbonato de sódio e água. Transformou o recinto num lugar agradável de se ver. Claro, vem visita e aí? Sabia que a primeira coisa que eu, você e muita gente vê primeiro numa casa é o banheiro? Então...

O que chocou a menina [fresca] que estava na mesma hora que eu, foi o fato da Matsui-san enfiar a mão DENTRO da privada para limpar bem. E sem luvas. Será que eu não sou deste planeta e acho normal isso que a Matsui-san fez?



E ela põe - literalmente - a mão na massa!

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Quando teve aquela grande notícia que todas as operadoras de telefonia móvel poderia trocar o aparelho e operadora mas sem trocar o número (mediante pagamento de taxa de cancelamento de uma e adesão de outra, porque nada é de graça neste mundo), isso virou notícia o mês todinho. Agora...

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Tenho uma certa raiva de muita gente dizendo que consegue aparelho celular de graça. Se for pra ser novo cliente, até pode ser, mas que tem que pagar taxa de adesão e estar ciente de pagamento de taxa de cancelamento antes do prazo... Isso porque tem operadoras que parcelam seu aparelho em 24 suaves prestações mensais, mas quando pedir o cancelamento dos serviços antes do prazo, vem tudo de uma vez só. E sem parcelamento.

Isso porque quando fui trocar o meu, não importa se você possui cadastro há mais de cinco, dez, quinze anos. Paga o mesmo preço de quem tem mais de dois anos de uso, à vista e engole o choro.

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Esta semana vai ser chuva até sábado???

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Era pra ser um texto curto e rápido, mas pelo jeito tem hora que nunca dá certo.

Saturday, November 24, 2007

A gente lê e (mais uma vez) recomenda!

De tempos em tempos, esta que vos posta, tentará, na medida do possível (e da disponibilidade ou seja: paciência), postar alguns artigos do blogsfera que freqüenta, pois afinal, blog bom é blog que vale a pena botar nos favoritos e ler na hora que quiser.

As Garotas que Dizem Ni, a semana se alterna entre comida chinesa e os biscoitos da sorte (?) em "Da China Para Você", listinha de Natal em "Wishlist", ainda prolongando o tema natalino, algo que nem eu e nem a maioria sabia, sobre a campanha dos correios em "Por um Natal (de fato) feliz", o que não pode deixar pra amanhã o que pode ser feito Hoje e, pra quem quiser se aventurar em Sampa, a tragicomédia em "São Paulo é uma zona".

Nana Flash apresenta seu cotidiano que pode ser o meu, o seu, o nosso, sabendo que somos apenas seres humanos em freqüência mudança de humores e amores.

Pensar Enlouquece, Inagaki mais uma vez surpreende com as festas de casamento, o "vale a pena lembrar de novo", sobre cinema, do tempo que cinema de bairro podia ser fuleiro mas que era legal as matinês, eram sim! E a indignação perante a atual situação do país em "Um Breve Desabafo sobre os Noticiários".

Pega No Meu Blog, novamente Cloreto de Sódio, ops, Sal, apresenta sobre os "Virunduns", que nada mais, nada menos, aquelas músicas favoritas que a gente ouve no rádio, no estéreo ou no PC (ou Mac), que seja, a gente acaba cantando mas não da mesma forma que consta na letra. Do tipo "she's got a chicken to hide" ao invés da original "she's got a ticket to ride", por exemplo. Leiam e depois me contem se alguma vez vocês cantaram a música mais ou menos de acordo com o que você acha que é.

Thursday, November 22, 2007

Três Quartos Cumpridos

Lembra de um certo texto que eu precisava tomar vergonha na cara (e não tomar Guiness quase toda sexta, como diriam meus colegas de trabalho) e riscar algumas pendências antes que nunca mais cumprisse?

Pois sim. Logo depois que escrevi e publiquei o texto, em menos de quinze dias consegui...

1) Trocar de celular: Confesso que até o dito cujo cair no chão e vazar a tela, estava pensando se esperava baixar o preço pra trocar. Uma vez tela vazada, melhor trocar mesmo, pois o líquido do cristal da tela pode vazar para outros lugares e danificar de vez o aparelho e nunca mais funcionar, nem com reza brava iria trazê-lo de volta.

Sim. Troquei o aparelho celular, pelo modelo que postei no texto. Até a côr é igual. Agora, sim... Posso assistir minhas novelinhas na volta pra casa, se o sono não bater antes.

Adendo: ontem, quando cheguei em casa, eis que chega da operadora do celular a qual utilizo, um cupom de desconto na troca de um aparelho... O mesmo que acabei de trocar! Vai ser azarada assim...

2) Trocar de óculos: Aproveitando o que o dia de minha folga coincidiu com uma grande liquidação de outono, além de eu ter levado um monte de cotovelada, quase ser pisoteada e espremida, consegui foi comprar um óculos novo. Armação do jeito que eu queria, quadrada sem ser nerd.

Até agora, quem percebeu sem eu precisar falar nada, foi - claro - marido kinguio, pois quem eu conheço, só dando uma de cara-de-pau mesmo.

3) Marcar ida pra academia: sim, finalmente criei vergonha na cara e comecei a ir na academia, sim. Agora preciso levar à sério, pois pagar pra depois não ir...

Bom, o caso da mudança, vai ter que deixar muito mais pra frente, pois ter que pagar quase quatro meses de aluguel adiantado, ainda não temos essa condição toda.



Não precisa ser tão grande assim, dois quartos, sala, cozinha, banheiro e um cantinho pra assistir TV está de bom tamanho....

Saturday, November 17, 2007

Um vinho muito especial

Estou pra conhecer vinho mais "fresco" que o dito Beaujolais Nouveau. Não digo pelo tipo de uva e do preço no dia da venda ser daqueles que eu prefiro esperar passar a febre, mas pelo fato de ele ser lançado somente na terceira quinta-feira de novembro.

Essa data é tida como curiosa, mas já vem desde a década de 50, quando o vinho foi qualificado para comercialização e talvez seja devido à fermentação e marketing, pois os fabricantes desejavam que o mundo todo tivesse sua garrafa garantida no mesmo dia.

Porém, depois que me toquei e comentando com meu amigo mais ou menos fã de vinho é que no ano passado, falei desse vinho neste artigo aqui e pra completar, um spa em algum lugar de Kanagawa que o povo foi pra ficar literalmente de molho em vinho... safra 2007!!!



Estava exagerando? Eis a foto acima pra provar!!!

Thursday, November 15, 2007

Enjoy it!

Na verdade, este sítio era pra ser atualizado diariamente, mas como a pessoa aqui que posta, trabalha e volta muito tarde pra casa, a inspiração pra atualizar isto chega às quintas, sábados e de vez em quando, aos domingos. Bom, como pretendo criar mais do que vergonha na cara e ser cara-de-pau ocasionalmente, vamos ver se consigo fazer isso mais do que duas, três vezes por semana.

Os [poucos] leitores fiéis às vezes reclamam, sabe?

Bom, como hoje é quinta-feira aqui, dia de minha folga (caham!), além de ter que fazer o que tem que ser feito no lar apertado lar (digamos, pôr a roupa pra lavar na máquina, passar aspirador na casa, passar roupa e assistir algum filme ao mesmo tempo, coisa que eu tento, mas não consigo...), tenho que dar uma volta pra não ficar sem inspiração pros novos textos depois.

Pra não perder o hábito, então desta vez não tem historinha, mas alguns vídeos de algumas bandas que andei ouvindo e achei interessante. Oras, também a gente precisa variar, certo?

Franz Ferdinand - "Do You Want To?" Esse quarteto que veio da Escócia, começou como todo mundo - em botecos e muquifos underground até chegarem a abrir o show do U2 no Rio de Janeiro e uma apresentação extra em Sampa City. Sem antes duas vindas na capital japonesa (alguém aí percebeu as jaquetas que os quatro usam no vídeo? São "made in Yokosuka"!). O vídeo desta música, do segundo álbum da banda, tem clima de paródia, tiração de sarro e muita cara-de-pau, mas música boa taí. Sem contar que, a música foi usada nos créditos finais do anime "Paradise Kiss".



Ah, sim. Conheci a música do grupo no Fórum dos Beatles e foi "The Dark of Matinee".

The Killers - "Read My Mind" Esse vídeo vi no saudoso blog do Gustavo no artigo "Vamos Virar Japonês - Parte 2", nos quais ele contava dos artistas estrangeiros em terras nipônicas. Quando vi o comentario do vídeo de outro quarteto - mas este veio de Las Vegas -, achei que fosse "ah, mais outro estereotipando o Japão", mas ao ver o vídeo, gostei e achei o maior barato. A começar que o grupo interage com crianças do primário, um Elvis cover e o boneco Gachapin, monstrego verde famoso nos programas infantis, passando pelo vídeo em pleno centro de Shinjuku (Kabukicho, pra ser mais exato), numa casa de jogos eletrônicos, bicicletas e um hotel-capsula, que parece não ser tão apertado como dizem por aí...



... Será que é só eu que acha, ou o vocalista Brandon Flowers é uma nova encarnação do Freddie Mercury?

Oasis - "Lyla" Falem mal, mas falem deles. Os irmãos mais encrenqueiros e encrencados da música atual, Liam e Noel Gallagher, quando fazem música, acertam na mosca. Tirando as declarações polêmicas, sem pé nem cabeça, compre um "Best of" deles, bote no som e divirta-se, pois além das melodias legais, as letras idem. Certo que eles andam meio sumidos, mas aqui eles continuam atuais. Alguém aí chegou a ver o comercial da Sony que tocava "Lyla" (este clipe a seguir, parece misto de Cinderela, Alice no País das Maravilhas...) e dos veículos Toyota, do modelo Mark X?



Não sei no vídeo, mas no single "Lyla", quem toca bateria é Zak Starkey, filho mais velho do Beatle Ringo Starr.

Saturday, November 10, 2007

Liquidações

Estação entra, estação sai, e as lojas de departamentos daqui do Japão fazem a maior festa. Literalmente, quando se trata de liquidações, bazares, bargain sales, todos eles sinônimos para mim e muita mulherada para "roupas e acessórios ultra-mega-hiper-abaixo do preço normal". Sabe aquele escarpim vermelho que no início da temporarada custava doze mil? Pode conseguir até por milão! Bem por aí que volta e meia, quando sei de uma liquidação ou quando uma das redes de lojas que costumo comprar algo me envia um cartão-postal-convite para um bazar, acabo por ir. Mesmo sabendo do que me espera.

Quase todo ano acabo por ir num desses. Num espaço amplo de dois, três andares cheinhos de cabides e prateleiras aboletadas de roupas, sapatos, bolsas, acessórios e até (in)utilidades domésticas, tudo bem abaixo do preço mesmo. Certo que eles organizam por seções e acessórios e separam a ala masculina da feminina, mas quando abrem as portas, convites e cartão de fidelidade da loja em mãos e seja lá o que Deus quiser.

Sim, todo bazar que se preze, cada um por si. Bastou entrar no recinto e pegar a sacola, para começar a luta para conseguir uma blusa, uma bolsa, um sapato - "de marca" - com até 70% de desconto na etiqueta. Luta, no sentido literal da palavra, pois aquelas menininhas quietinhas que a gente acostuma a ver todo santo dia nas ruas, em dia de bazar se transformam em verdadeiras lutadoras de luta-livre que nunca vi igual.

Têm horas que me divirto, sabe, quando vejo a mulherada disputar por um sapato que talvez nem seja do tamanho do pé de ambas. Sei que aqui o materialismo come solto, não importa se vai servir ou não, semana que vem lá estará a peça num mercado de pulgas no Meiji-Koen para ser vendido ou escambado. Desta vez já fui preparada, sabendo que só fui no bazar pra comprar a peça mais-ou-menos básica que necessito.

Só que como tudo é separado por marcas e não por tipo de peça e tamanho (exceção feita para sapatos, separados por marcas e tamanhos), tem que ter perna e disposição para percorrer os vários andares e seções. Depois é só festa, esquecendo dos problemas que você deixou do lado de fora do prédio, enchendo a sacola e esvaziando a carteira.

Como diria Vivi, das Garotas, siga os conselhos dela aqui e vá à luta. Eis algumas coisas que aprendi nos meus anos de bazares...

1) Vá com bolsa a tiracolo e só: Aqui não tem lugar onde você possa deixar a bolsa (exceção feita certa vez que fui num bazar de grandíssimas marcas, a convite de um colega meu), portanto, se for num desses bazares, vá de bolsa a tiracolo, na qual deixa suas mãos livres para pegar, experimentar e carregar. Nada de ir nos bazares já com compras feitas com um monte de sacolas. Só servem pra estorvar e irritar as outras que já estão se estapeando nas prateleiras. Deixe pra fazer compras no supermercado no outro dia.

2) Vá de roupa justa e sapatos fáceis de tirar: Assim como nossa amiga Vivi disse, geralmente bazar dificilmente tem provador. E quando tem, você vai ter é que ter muita paciência pra esperar um provador vazio pra provar calça ou saia. Portanto, pra não perder tempo, vá de saia, camiseta justa e como agora aqui é moda, aquelas meia-calças que no meu tempo era chamado de legging e aqui se chamam spats. Facilita na hora de provar também, nem que seja no meio do povo. E nada de ir de tênis, sapatos que dificultam a retirada dos mesmos para provar um. E como também aquelas sapatilhas que parecem àquelas de balé também estão na moda...

3) Vá sem vergonha alguma: Vide item 2, como dificilmente tem provador, o jeito é provar na hora e ali mesmo em cima da roupa ou se esconder por trás de um balcão (se possível) caso você esqueceu de cumprir o item anterior ou não sabia. Assim como todo bazar, não tem devolução. E pra não ficar no prejuízo depois, tentar repassar a peça num mercado de pulgas quando tiver.

4) Não vá em seções de muita gente: Num que fui recentemente, acreditem: o local mais disputado era os da meia-calça. Seja aquelas tradicionais, seja aquelas bordadas, cheias de brocado que mesmo em plena luz do dia elas usam sem pudor algum. Acabei nem passando, pois toda vez que resolvo ir, acabo desistindo. Melhor esperar diminuir a multidão e ir em outra seção.

5) Pegue o que escolheu, segure e depois selecione: Assim como eu, você e muita gente que vai nesses lugares, é normal mesmo a gente abarrotar a sacola. Mas melhor depois separar o que vai realmente usar, pois a maioria das peças em liquidação são aquelas que forarm febre na estação e depois encalharam. Melhor selecionar sempre aquelas que você pode usar o ano todo sem ser tachada de demodé depois, se bem que aqui mesmo se usar uma calça cor-de-cenoura ninguém liga. Ah, e pra depois na hora de pagar, não cair fulminada ao saber da conta.

6) Vá com dinheiro: Sim, a maioria desses bazares não aceita cartão de crédito a não ser que seja da operadora a qual a loja faz parte. Por isso, vá preparada, que nem com cupom de desconto eles aceitam. Se for com o cartão de crédito da loja a qual faz o bazar, dá pra parcelar, mas tente ser racional nessas horas de parcelamento pra depois não estourar na fatura.

7) Freqüente outras vezes: Uma vez bazar, sempre bazar. Não tem jeito mesmo, uma vez que você experimenta da fruta, mesmo sabendo que vai sair esfolada, descabelada, cheirando a mofo, acaba querendo mais. Ainda mais que quando há mudança de estação, as grandes lojas botam tudo pra liquidar. E olha lá nós de novo nessa maratona. Principalmente quando se trata de final de ano e muita loja liquida mesmo. E todo final de bazar a gente promete que nunca mais.

Nunca mais a gente vai deixar de ir novamente...

Thursday, November 08, 2007

Tomando Vergonha na Cara

Muito, mas muito tempo atrás (e quem me conhece mesmo, muito tempo a perder de vista) sempre falava que "desta vez, vai" para muitas coisas, como trocar de celular (de fato, o meu daqui a alguns meses o sistema sai de linha mesmo), trocar de óculos, mudar de casa, ir pra academia, mas nunca saía do projeto mesmo. Falta de patrocínio e capital, vamos dizer. E o primeiro que disser que foi por causa de um 525, vai ter!

1) O caso do celular: Sou que nem marido kinguio, quando tem uma coisa, paga-se caro, mas usa até não poder mais. Roupas e sapatos duram comigo até quando ver um furo ou não servir mais. Ou as duas coisas juntas. Bolsa só tenho quatro e olhe lá. Agora, tirando uma amiga minha do "Surrrrrr", eu tive a proeza de ficar com o mesmo aparelho de telefone celular por mais de cinco anos. Troquei porque não compensava comprar a bateria. Como sei que aqui, tudo tem vida curta, em questão de dois anos, a bateria do meu novo (?) acaba muito rápido, as teclas não me obedecem, a câmera embutida pifou... Agora, trocar que é bom, só quando baixar o preço do modelo que eu quero, pois mesmo sendo cliente fiel há mais de trocentos anos, a troca sai cara. E engole o choro que o preço somente pagamento à vista e sem parcelamento. Ah, sim. Aceitam os pontos acumulados.



Também nas cores preto e branco.

2) O caso dos óculos: Sou míope pra caramba, ainda não cheguei ao nível "Mr. Magoo" mas sem eles nada enxergo, pra complicar tenho um pouquinho insignificante - mas que enche o saco - de astigmatismo. Troquei de óculos há quase quatro anos atrás, mas sabe quando têm horas que você cansa de usar a mesma armação e quer variar? Tudo bem, antes que me chamem de Elton John (cantor, cuja extravagância era ter óculos a perder de vista), ao menos queria mais uma armação pra variar essa minha cara lavada. Só que meu defeito é escolher, escolher, escolher e nunca levar. E pra complicar, tenho rosto redondo, o que mais dificulta minha escolha.

3) O caso da mudança de casa: Ano vai, ano vem, sempre falo que penso em mudar de casa. Não que a nossa seja ruim, mas o que mata é ter que depender SEMPRE de transporte pra ir pra qualquer lugar que não seja a esquina. Tudo bem, ônibus funciona, mas sempre atrasa e nunca sabemos se vai ter trânsito ou não. Pensei em mudar próximo da estação de metrô, mas sabe como é a lei da oferta e da procura: quanto mais próximo de uma estação, maior o valor do aluguel. E do estacionamento também. Sem falar que precisa pagar um monte de coisas antes de mudar. Portanto, vamos fechar ainda mais a mão e agüentar mais um pouco.

4) O caso da academia: Todo mundo conhece essa velha história, que no meu departamento já virou lenda. Toda vez penso em me inscrever numa academia, mas concretizar que é bom, nada. Agora, tomei muito mais que vergonha na cara e me inscrevi numa academia, que você não precisa ficar se matando tanto. Daquelas rápidas, meia hora por dia já está de bom tamanho. Fiz um test-drive no domingo passado e semana que vem já estarei começando lá!

Thursday, November 01, 2007

Coisas que só Kinguio sabe

Meu marido que costumo de atendê-lo pela alcunha carinhosa de Kinguio (não vou responder porquê), tem algumas particularidades que só eu, por mais de oito anos, sabe. Talvez algumas coisas a família dele, mas isso seria outra história...

1) Vocabulário peculiar: Apesar de ter-se formado advogado mas pouco ter exercido, marido tem horas que escorrega no português. O que tem a ver uma coisa com outra? O curso de Direito não exige conhecimento profundo em língua portuguesa? Então... Voltando, existem palavras que só ele mesmo fala e pouca gente entende, como "está esclarecendo" (pra dizer que está amanhecendo) e troca as palavras em helicóptero (pra ele é "helipopótero" ou "helipocótero").

2) Inverte as refeições: Sempre aprendi que primeiro faz a refeição e depois come a sobremesa. Ou comer doces depois de salgados. Mas marido inverte tudo e, em casa, come o sorvete e depois se empanturra no jantar. Engraçado que quando a gente vai comer em restaurante, ele deixa a sobremesa pra depois.

3) Movido a café: Pra ele, nunca pode faltar café em casa. Fumante inveterado (dez cigarros por dia), seria mais que (quase) óbvio viciar em café. Mesmo quando a gente dá uma saída, mesmo andando pra ir até o discount store que fica perto de casa, tem que parar na maquininha de bebidas e comprar uma lata de café. De preferência o "Georgia Original".

4) Hibernação: Quando no domingo eu tenho que encarar o tronco, ele está de folga. Dependendo do dia, marido pode ficar o dia todo no ronco e acordar quando eu telefono avisando que vou chegar tarde. Isso quando acorda.

5) Craque em Criptogramas: Antigamente, eu gostava das "Cruzadas Diretas" e quanto mais difícil, melhor. Hoje nem chego perto. Mas marido pede toda vez pra mim, se caso passar em Gotanda, comprar duas revistas de "Criptograma", cruzadas em forma de figurinhas. Chega a acabar as duas em questão de dois dias ou menos.

6) Odeia marcas, mas... Sim, assim como eu, não faz questão de ter roupa de marca famosa. No guarda-roupa, minhas roupas disputam espaço para quase uma centena de camisas (ele não suporta camiseta, diz que sufoca), a maioria da Uniqlo (uma marca bem popular aqui). Porém compensa nisso nos perfumes que usa e num 525 no estacionamento do nosso apertamento.

7) Pão-duro, não... Se marido economiza nas roupas, do tipo, usa até elas criarem buraco ou quando não tem mais jeito mesmo, o mesmo ele não faz (e nem eu) em comida. Bom, melhor gastar em comida do que em hospital depois.

8) Tetrismaníaco: Além do "Criptograma", marido é viciado num jogo só: o Tetris. Quando ele tinha um dos primeiros console da Nintendo, o Game Boy, o troço parecia um tijolo de tão pesado. Quando eu comprei o meu, o Game Boy Color, mais leve, ele pediu emprestado porque o dele pifou e até agora continua jogando o dito jogo no meu ex-Game Boy Color. Comprei o Nintendo DS pra eu ficar jogando o Mario. Ainda bem que o Tetris que ele tem não funciona no meu...

9) Adora cozinhar, mas... Sim, meu marido adora cozinhar, até melhor do que eu. Só que nunca faz doces. Quem faz sou eu.

10) Quem mexeu? Por mais que eu tente, não tem jeito: marido sabe quando eu usei o carro por último. Quando ele vai usar, tem que acertar o banco, o espelho retrovisor e sabe que o CD-Player está ou no CD do Masaharu ( nosso ídalo) ou dos Beatles.

Mas Kinguio sabe também que tem um coração muito grande, por isso estamos juntos até então!

ADENDO: Já estava quase esquecendo: marido também é torcedor do Tricolor, com direito a morar perto do estádio e ter a camisa do time que tornou-se Pentacampeão Brasileiro. Tá, há muito não assisto a jogos a não ser da Seleção em época de Copa e olhe lá, mas deveriam ter transmitido o jogo do Tricolor, né?

Tuesday, October 30, 2007

O Dia da Grande Abóbora

Dia 31 de outubro é o Dia das Bruxas, certo?
Mas para nosso amigo Linus, seria o Dia da Grande Abóbora...



Fonte: http://www.snoopy.com/

Saturday, October 27, 2007

Frescurites Alheias (ou: eu que sou muito chata mesmo?)

As coisas que tenho que ouvir:

Assento de trem: "Chego em casa, a primeira coisa é tirar a roupa. Ninguém senta no sofá de casa depois que sentou naquele banco [nojento] de trem/ônibus cheio de germes...." Imagine se a gente vier fazer visita na casa dela! Será que a gente terá que tirar a calça pra sentar no sofá?!

Uniforme: "Marido meu não deita na cama nem senta no sofá de uniforme sujo do trabalho!" Então ele que troque de roupa no serviço! Até onde sei, têm empresas que NAO deixam os funcionários sairem do trabalho de uniforme... (se fosse meu marido kinguio, o máximo que ia acontecer, é nosso sofá ficar cheio de farinha...)

Marido-filho: "Tenho que falar tudo pro meu marido o que tem que fazer, fazer comida pra ele que não sabe cozinhar..." Já experimentaram ficar um mês fora? Talvez eles peçam comida por telefone, peçam as "merry-maids" da Duskin... Mas como dinheiro não dá em horta, chega um ponto que a necessidade será maior do que pedir as facilidades que a gente mesmo consegue fazer de graça...

Marido é quem banca tudo: Sem comentários. Nessa situação que a gente está, temos que dividir tudo, desde aluguel da casa até o sorvete...

Como assim não tenho vaidade? "Não vivo sem meus cremes, sem minha bolsa [de marca], meus mil pares de sapatos..." Quanto aos cremes, bom, quando dá na telha até eu uso, mas ultimamente, lavando e hidratando é o que está mais me importando (se bem que daqui a pouco alguns cremes anti-idade não fazem mal a ninguém...), mas bolsa e sapato...

E quando perguntam pra mim porque sou estranha, querem que eu responda o quê depois de meus ouvidos encararem caaaaaaaaaada barbaridade...

Thursday, October 25, 2007

Vergonha, vergonha, vergonha

Todo dia, ao ler os noticiários na TV ou via internet mesmo (porque os meus jornais favoritos do Brasil levam tempo pra chegar), fico indignada com a lamaceira que está na terrinha onde nasci. Claro que a gente não pode fechar os olhos e virar a cara e ficar alheio a tudo isso, mas tem horas que a gente fica se perguntando: "será que terá solução?" por mais que existem pessoas bem-intencionadas que estão dispostas a enfrentar tudo isso, mas acabam pagando com a vida. Literalmente.

Li vagamente uma manchete num jornal que acesso via internet sobre "apresentador e relógio", não entendi, aliás, passei meio batido, como mencionei, depois que comprei minha revista quinzenal (na verdade é semanal, mas como demoooooooora pra chegar aqui e via net só por assinatura), li a seção de cartas e logo acessei a home page da revista para ler a entrevista. Quem ler a entrevista do Luciano Huck vai entender o porquê.

Tem gente que vai dizer que só porque faz parte dos famosos, tinha mais que ficar calado. Mas a lei é para todos. Em resumo: a situação anda tão feia que ser honesto é crime.

O que também deixa a gente aqui envergonhada, é a crescente onda de criminalidade envolvendo nossos patrícios. Cada dia que acesso os jornais on line, mais dá vergonha de dizer que nasci no Brasil. Se a gente fala que é estrangeiro (sem ser americano ou europeu), muita gente fecha as portas, cria um monte de obstáculos e outros empecilhos mais. Agora, com muitos brasileiros aqui, roubando e matando, não tiro muito a razão dos japoneses ficarem com um pé atrás.

Uma das coisas que mais me deixam literalmente queimada de raiva é: 1) os japoneses generalizam muito: quando um faz, todos "pagam o pato"; 2) quando eles cometem algum crime envolvendo estrangeiros, parece que não acontece nada; 3) os brasileiros que cometem os crimes, parece que não têm o quê fazer na vida. Daí pra virarem notícia é um pulo.

Estava conversando com o primo do meu kinguio encantado recentemente, ele estava contando que, quando fazia treinamento para os recém-chegados do Brasil, explicava milhares de vezes que "o Japão é outro tipo de cultura, outro tipo de comportamento, existem regras a serem seguidas, e que somos estrangeiros na terra deles, portanto, devemos respeitar este país que lhe deram a chance de ter uma vida melhor". O resultado? Muita gente chamava ele de chato, careta e quadrado.

Existe um ditado que deveríamos levar à sério: "em Roma, faça como os romanos". Isto é, se estamos num lugar estranho, temos mais que nos habituar aos costumes locais. Respeitar as leis, pois existem países que até mascar um chiclete é motivo de cadeia. Pode achar estranho, mas é verdade. Ora, se até nossos antepassados que vieram com cara e coragem para o Brasil sem saber um "a" de português, mas que no final conseguiram ter sucesso na vida, e criar filhos e dar-lhes uma vida decente...

A verdade é uma só: a maioria que está aqui, vem pra ficar temporariamente, um ou dois anos. Mas acaba prolongando, prolongando, prolongando... Ou acabam se acostumando aqui ou acabam se desgostando. E quando se desgostam, acabam por voltar ou acabam por passar uma temporada na geladeira e depois voltar pra casa, de forma nada orgulhosa, digamos de passagem.

Cada vez que leio notícias da comunidade, me dá um sentimento de vergonha.

Porém não seria motivo da gente se acomodar e dizer pra muita gente que nem todos são iguais àqueles que aparecem no jornal por causa de um delito muito grave.

Monday, October 22, 2007

Os Melhores Anos de Nossas Vidas

Digam que sou saudosista, nostalgica, e que é pior que Indiana Jones - desenterra tudo o que estaria escondido no fundo do baú -, mas uma coisa muita gente terá que concordar comigo: muita coisa do passado era bom, a gente era feliz e não sabia.

Posso dizer que sinto-me privilegiada em ter vivido muito e muito bem nos anos 80 e 90, décadas em que estava no florescer da adolescência, queimando pestanas no Magistério e escola de Comércio e depois nas cadeiras da Unesp. Mas passei esses anos ouvindo além dos Beatles, o novo rock brasileiro, a vinda da MTV e lendo muito gibi. Claro que também lia Capricho, oras, eu tinha uns quinze, dezesseis anos, me dêem um desconto, né?

Não, não tenho vergonha de admitir que estou na casa dos "enta" e ainda gosto de ler gibi, tenho saudade do bendito creme de amendoim da Campineira, ficar na pracinha da igreja com o pessoal somente pra ver o mancebo do outro lado do quarteirão e dizer "eita, que pedaço de mau caminho, sô!", tomando cuba-libre naquelas noites em que a gente podia sair de casa e os nossos pais poderem dormir sossegados que no dia seguinte seu filho volta, mesmo cheirando a cigarro e ter tomado aquele porre pra esquecer os foras que levou madrugada adentro, mas que voltou feliz e inteiro.

Anos felizes aqueles, que dificilmente voltarão.

Saturday, October 20, 2007

Um vídeo pra distrair...



Spitz - "Gunjou" (群青) Este quarteto, que saiu de Shizuoka (mas o vocalista é de Fukuoka e o baterista, de Tochigi), lembra os Beatles circa 65-66. Pode achar estranho um grupo ter um guitarrista de visual meio esquisito e vocalista de visual muito simples, mas as músicas são um primor.

Este PV (promotion video) lançado em agosto deste ano, parece meio "Alice no País das Maravilhas", com direito a dupla humoristica Ungirls (pra quem acompanha mais ou menos os programas japoneses, esta dupla participou no "24 Hour Television" do ano passado percorrendo a maratona) de coelhos vestidos de azul e branco e o grupo como reis coroados.

Pra quem sempre achou que o grupo se limitava a "Cherry" e "Robinson", o novo álbum "Sazanami CD" traz muita música de qualidade. Recomendado para ouvintes mais sensíveis.

Semana nada produtiva

Diria que esta semana foi uma das piores que a gente faria questão de esquecer, mas por mais que a gente tente forçar, seja a base de contar piadas da situação passada ou numa mesa de um pub num happy-hour, acabamos por ter seqüelas dos inúmeros impropérios que nossos ouvidos foram obrigados a ouvir... Mas não retrucamos a maioria deles por pura educação e ética profissional.

Porém, o que dá vontade, ah isso dá...

Vocês pensam que meu dinheiro é capim? Meu caro amigo, se pensássemos que dinheiro alheio ganho é capim, estaríamos atendendo a vossa senhoria com um sono muuuuuuuuuuuuuuuu e mastigando.

Disseram que o escritório de tal local mudou-se porque está fugindo da polícia! Sério? Como eu não fiquei sabendo? Conte-me mais! Aliás, quero saber que fonte a vossa senhoria obteve essa informação porque aqui, lemos jornal, assistimos à TV, acompanhamos sites de fofocas, trabalhamos com contato do outro lado da vida e ninguém contou isso...

... e tu cala a boca que a voz do povo é a voz de Deus! Não vou, não, pois também faço parte do povo. E aí, como ficamos?

E se eu morrer, vão me cobrar como? Bom, saiba que contamos com nossos serviços de mesa-branca com diploma reconhecido e tudo. E não aceitamos reclamações pós-mortem.

Tentei todos os ramais e só consegui no departamento de vocês... Tem certeza mesmo que você queria falar com o (a) atendente para saber como se configura um e-mail sendo que você ligou para o departamento de despachos (em ambos os sentidos...)!

O serviço de vocês é uma... Se você acha, por que gasta horrores por mês?!

Agora, as pérolas da semana que tivemos que ouvir e não tivemos medo de responder:

Vocês são um bando de folgados, sentados na cadeira, debaixo do ar condicionado... Graças a Deus, pois pra chegar onde chegamos, tivemos que comer muito pó, carregar muita caixa, passar inúmeras horas num forno, na geladeira, em pé, apertando muito parafuso, engolindo inúmeros sapos...

E quer saber mais? Vá pro inferno! Não posso, primeiro preciso explicar tudo pra você, passar para o departamento responsável, aprovarem e só depois posso ir pra lá. Se não fizer isso, acabo ficando no purgatório.

Vá pra a m....! Não vou, não, porque você não entendeu nada do que expliquei!

E depois dizem que trabalhar num escritório é o paraíso....

Monday, October 08, 2007

No Mundo das Marcas....

Quem me conhece, sabe que não sou de comprar TANTAS roupas nem bolsas de marcas famosas. Aliás, se tenho alguma peça de marca, pode contar que foi em liquidação ou foi porque a roupa me caiu bem mesmo. Na maioria, é a primeira opção mesmo, afinal, pra que servem point-cards ou cupons de descontos?

A maioria das peças que compõem meu pequeno guarda-roupa, foram compradas nas últimas liquidações que andei freqüentando. Ainda bem que tamanho 42 (ou médio) é um dos mais ou menos vendidos nas lojas que freqüento ( leia-se Benetton, Mary Quant e Uniqlo). Se estiver fora da liquidação, mas infelizmente acaba tendo um bom caimento, acabo comprando porque sei que depois não encontrarei mais (caso foram duas camisas de mesmo corte, mas de padronagens diferentes compradas na primeira loja citada).

Certo, certo. As lojas citadas podem ser mais ou menos acessíveis para muita gente, mas como sei da qualidade das peças, sei que se eu comprar, a peça dura por um bom tempo - não desbotam, não encolhem, não esticam. E posso lavar quantas vezes quiser que ainda sai como nova.

Sapatos, bom, como tenho pé parecido com pão recém-saído de um forno, eu procuro feito Indiana Jones nas lojas e liquidações da vida. Mesmo quando morava na terrinha, o sapato que eu achava que ficaria bem, no pé aperta... E quando a matemática modelo que eu gostei + número ideal + ficou bem no meu pé = está fora da liquidação, dói no minha carteira ter que pagar caro por isso. Porém, vide parágrafo anterior: sei da qualidade e que vai durar por um par de anos.

Não tenho tanto fetiche por sapatos. Se bem que dá vontade de ter um salto agulha só pra fazer pressão, mas ainda fico nos meus tradicionais sapatos preto pra trabalhar, o clássico baixinho pra sair... Acho que de côr meio extravagante seria um rosa... Isso porque vivo escutando do kinguio encantado: "tem dois pés e duzentos pares de sapatos? Tá pensando que é centopéia???"

Sem falar da nossa sapateira que tenho que dividir com o kinguio, claro.

Agora, nunca entendi mesmo porque tem gente que está disposta a pagar metade do salário (se não todo) por uma bolsa de marca. Quando digo "de marca" leia-se Chanel, Louis Vuitton, Christian Dior e por aí vai. Fico impressionada como aqui a facilidade de se comprar bolsas destas marcas é tão grande, que conheço gente que parcela em vinte meses. Ou mais. Sei lá eu se não pagaram à vista.

Quando comprei a minha (confesso: tenho duas bolsas da agnes b. cujo preço das duas nem chega a um quinto de uma Louis Vuitton), paguei quinze mil com dor na carteira, mas afinal, a outra que possuo já estava quase dando no que já tinha que dar, mas ainda continuo usando a mesma pra ir trabalhar, quase todo santo dia.

E quando perguntam pra mim porque não compro uma bolsa "de marca" já tenho a resposta: pra quê, se estou com um 525 (leia-se um carro BMW série 5) na garagem de minha casa?

Thursday, October 04, 2007

A Paciência de quem está do Outro Lado

Calma, a gente não está falando de contatos do além, mesas-brancas e coisas semelhantes. O assunto de hoje trata-se de algo mais terrível que uma broca de dentista, pior que injeção em dia de coleta de sangue. Sim, hoje falarei de "como existem pessoas capazes de agüentar a mensagem eletrônica de uma central de atendimento-de-qualquer-coisa".

Eu sei como é o drama de passarmos por essa situação quase que diariamente, apesar de trabalhar numa firma que possui vários ramais para qualquer coisa (menos "outras coisas" e departamento funerário), isso porque também quando preciso ligar para alguma prestadora de serviço, tenho que ficar pensando o que é pior - ficar ouvindo a musiquinha insuportável ou ter que ficar ouvindo as instruções de "digite um para tal coisa, digite dois para outra coisa"...

Pra dizer a verdade, até que tenho um pouco de paciência, mas já ouvi gente dizendo, depois de muitos palavrões depois, que era o único ramal livre que estava e ainda o assunto não era nada a ver com o departamento que ligou. E pra transferir a ligação pro departamento responsável, como ficamos?

No mínimo, sugiro trocarem a musiquinha...

Saturday, September 29, 2007

A gente lê e recomenda

Quem disse que blog não traz informação? Blog que é blog informativo traz muito mais além de "hoje vi um passarinho verde" ou "fulano me tascou um desentupidor na balada". Eis o que a autora deste sítio lê e recomenda:

1. No Pega no Meu Blog, recomendamos a leitura de Alguém pode explicar isso?, uma divertida história sobre as teorias da conspiração, com direito a citações do nosso eterno Lennon. Se gosta de cinema, leia a resenha do filme "O Homem que Desafiou o Diabo". E lembre-se pessoal, que MPB não se limita aos pagodes baratos de hoje, portanto não percam os vídeos desenterrados pelo Sal, pois dia 27 foi dia de MPB e muita gente não sabia.

2. Nas Garotas que Dizem Ni!, uma semana divertida, desde o drama em ficar em filas (leiam "Fila de gente"
e depois digam se isso não acontece com vocês mesmo em fila única!), passando pelo show do Morrissey ("Eu e ele"), o brado feminista em "Mulherzinha" e leitura recomendada para quem tem senso de humor e pra quem tem cara-de-pau, "O bambi e a pizza", mas nada contra os fiéis torcedores do time do poderoso Ceni, porque também sou uma deles.

3. No Pensar Enlouquece, Inagaki conta sobre a criatividade das crianças, no artigo "Criança tem cada uma.... Pra todo adulto lembrar que um dia já foi criança e lia a coluna do Pedro Bloch na finada revista Manchete.

4. Meu amigo Leo, em seu blog "Room 103", além de contar as tragicomédias de um cotidiano neste arquipélago, traz nesta semana o interessante artigo "Internet e Calorias" que envolvem um computador, um usuário faminto e uma tigela de petiscos. Mas ainda bem que não cheguei ao último estágio citado, ainda leio jornal impresso e de vez em quando assisto tevê. Só que assistir filme que é bom...

5. Falando em comida, Marcelo Katsuki, em seu blog "Comes e Bebes", uma visão sobre "A Nova Comida Judaica". Aliás, o blog é recheado de iguarias além do arroz-feijão-bife-salada.

Sem contra-indicações, mas se houver reação adversa, procure o parque mais próximo de sua casa.

Mudanças "meio" radicais

1. O verão terminou e começou o outono.
2. As folhas das plantas, mudaram de côr.
3. As lojas começaram com coleções novas.
4. Guardemos as camisetas leves e tiremos as blusas.
5. A autora que mantém este sítio, além de ter mudado a côr do cabelo, mudou o visual deste sítio também.

Thursday, September 27, 2007

Se você está querendo vender alguma coisa....

Aqui, a facilidade de se vender alguma coisa é tão grande, que até no Yahoo! Auctions tem o espaço pro pessoal se desfazer daquela mala que não sabe porque comprou até aquele CD de uma-música-só que já deu no saco. Quem não gosta muito de publicar seu espaço na mídia impressa nem pra vender uma caneta usada, tem a alternativa dos "free markets", ou "venda de garagem" ou na pronúncia do inglês correndo "mercado de pulgas".



Esses mercados ao ar livre são feitos por pessoas comuns para pessoas comuns, que podem estar a procura de alguma coisa útil. Aqui no Japão tem data e local certo e tem que garantir seu cantinho com antecedência, pagando uma taxa simbólica, mas depois que limpar seu cantinho, o que vier é lucro. Nem que for pra comprar uns cinco cafés no Starbucks (ou Dean and Deluca) como minha amiga me sugeriu certa vez. Ah, ia esquecendo: além de disponibilidade de tempo e dinheiro, tem que ter muita cara-de-pau (o que eu não tenho).



A outra alternativa seria (tentar) vender nas lojas de usados, ops, de segunda mão, quero dizer, "recicle shops". Marido kinguio encantado sabe muito bem o que já andei fazendo logo que mudamos pra Yokohama: vendi na Book-Off muitos mangás encalhados, dois computadores estourados e fora-de-linha... e outras miudezas que agora me fugiu à memória.

Roupa, eu já aconselho: faça uma boa ação e faça a doação em entidades não-político-governamentais daqui. Exemplo, a rede de lojas UNIQLO solicita todo ano, nos meses de março e setembro, aos clientes que têm roupas da marca da loja mencionada, que não servem mais, acha que o destino seria ser pano-de-chão, a UNIQLO agradece.

Dia 27 e 28 de Outubro, a loja Marui de Ikebukuro (Tóquio) também fará a campanha. Aí pode ser roupa de qualquer marca, desde que em condições de uso.

Se não dá pra ganhar alguns trocados, ao menos sua vaga no Paraíso poderá estar garantida!

Thursday, September 20, 2007

Alguns motivos pra quebrar seu piggy-bank

"17 Nen Mono - Live DVD" Contendo o show ao vivo da turnê nacional do (hipermegaultraextra vitaminado) Masaharu Fukuyama. Tudo bem que já fui e duas vezes pra vê-lo e ouví-lo ao vivo, mas não custa ter uma lembrança eterna do ocorrido.

Er... Custa sim, oito mil ienes. Lançamento dia 24 de outubro.

Oculos de Vivid Moon ou agnes b. Duas marcas que pouca gente conhece, mas confesso: gosto do estilo das armações destas marcas. Leveza e criatividade. Tudo bem, evito ao máximo ser fotografada de óculos, mas devido aos meus três graus e tantos de miopia, sem eles, fico pior que o Mr. Magoo.



O meu problema financeiro não seria nas armações, mas nas lentes....

DVD "Help!" Special Edition Achavam que não ia incluir os quatro de Liverpool aqui, hein? E achavam que estava por fora de tudo! Pois bem, em 30 de outubro, eis que a pessoa que vos escreve aqui vai ter que desembolsar 18 mil ienes para a edição especial, contendo dois DVDs, um booklet com 60 páginas e outras coisas mais. Mas que vale muito a pena, pois tenho muito pouco dos Beatles em casa (o resto ficou na minha outra casa, no Brasil).



Ida de Yokohama a Tower Records Shibuya ..... 280 ienes
Almoço em um restaurante família com drink bar .. mil ienes
Ter os Beatles em DVD em sua casa ............... Não tem preço!

Monday, September 17, 2007

Esclarecendo o tópico anterior....

No tópico anterior, tinha falado muito pouco do sucesso do mosquitinho que traz a felicidade, o "oshirikajiri mushi". Sim, quando saiu na rede nacional NHK, no programa "Minna no Uta" (onde tem animação + música de três minutos), repentinamente a emissora recebeu cartas e e-mails pedindo a repetição do desenho.

O sucesso foi tanto que, ao invés de deixar somente para agosto (sim, os desenhos do "Minna no Uta" são transmitidos somente um mês), deixaram o desenho "Oshirikajiri Mushi" para o mês de setembro todo. Sem falar no boom da venda do DVD com várias versões do desenho. E da música também (um pouco mais longa).

No Mainichi, explicaram o porquê do sucesso. Muito simples: desenho simples, música fácil de assimilar e historinha engraçadinha. Maldosos somos nós ao pensar que o insetinho é tarado, só morde (uai, inseto tem dente?) bumbuns dos outros, sem distinção de idade e sexo. Só ele acha que na cidade grande, o gosto é azedo.

Sim, já tem o DVD do inseto à venda aqui, mas a tal paródia do Billy BootCamp, vide no link citado, na segunda figura.

E já começa a capa do DVD, a mosquinha com pose a la John Travolta.

Tuesday, September 04, 2007

Mosquitinho Tarado!



"Oshiri kajiri mushi", ou "mosca que morde bumbuns". Mosquinha safada essa hein? E pensar que passa na rede pública de tv daqui e para público infantil...

Se bem que tem uma paródia do comercial daquele Billy e sua ginástica emagrecedora.

Thursday, August 30, 2007

Das coisas pequenas

A gente pensa das coisas que fazemos diariamente, desde escovar os dentes até sentar à beira da praia para ver o mar, são coisas banais, mas depois a gente acaba por dar valor para elas.

Acabamos por dar valor para tudo o que achávamos sem importância alguma.

Porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. De repente, a gente pode nunca mais acordar e poder admirar o doce cotidiano que com criatividade, podemos fazer a vida cada vez mais bela.

Sunday, August 26, 2007

Navegando sem bússola, mas com dicionário

Uma das vantagens que tivemos ao adquirir nosso 525, além das quatro portas, porta-malas enorme (que digo na brincadeira que dá pra colocar dois presuntos de bom tamanho lá, se é que entenderam), temos um navegador, o que facilita muito nossa vida em quatro rodas. Claro que se a gente vai viajar para algum lugar desconhecido, bastaria colocar na programação alguma estação de trem e pronto!

Tudo bem que os mais puristas e mão-fechadas (como eu) vão bater o pé e protestar dizendo que "compensa ir de trem", mas acontece que temos dois poréns: moramos longe da estação e dependemos de ônibus pra ir até à estação. Se perder o último ônibus, eu é que não vou pagar mais táxi pra voltar pra casa! Sem falar que se formos de trem, dependendo pra onde, temos que pagar tudo dobrado e depender da hora da volta pra não perder o ônibus citado.

Tá, vamos dizer que ir de trem, pode aproveitar mais andando no local, sem precisar pagar estacionamento, não gasta gasolina, essas coisas. Concordo, principalmente quando se vai para Tóquio. Se a gente vai pra um lugar e decide na hora pra ir em duzentos lugares, claro que de trem compensaria, basta a gente comprar o "one-day pass" e a gente desce tudo o que é estação da linha do passe e visita lugares inusitados. Mas se a gente já decide ir para aquele lugar e nada mais, a gente acaba indo de carro mesmo.

Ontem tivemos que pôr em prova se o navegador funcionava mesmo. Antes a gente usava bússola, depois mapa. Até ano passado, a gente tinha que se virar na base do mapa e da cara-de-pau, isto é, parar algum transeunte e perguntar se conhece tal local, porque aqui no Japão, como rua não tem nome, a gente tem que pôr em prática o ditado "quem tem boca vai a Roma".

Fomos para o nordeste da área Metropolitana de Tóquio visitar o primo do kinguio encantado que estava imobilizado num leito de hospital. Acidente e a perna engessada. Como eu peguei o endereço do dito hospital, telefone e estação de trem mais próxima, bastaria inserir um destes dados no navegador e ir embora.

Só que aviso aos apressadinhos: os navegadores estão tudo em japonês, e como parece que precisaria atualizar o CD-Rom, existem estabelecimentos que não existem mais (como o tal do Banco Mitsubishi que ficava no cruzamento no navegador e deparamos com um Banco Sumitomo), novas rotas e tudo o mais.

Da próxima vez, vou ter que carregar um dicionário de kanji-hiragana, pois a gente pensa que é aquilo que você aprendeu mas depois lê-se outra coisa...

Ed Sullivan Show

Pra quem não sabe, mas também não deve ser da época de (quase) todos os leitores deste sítio, inclusive da escriba que tecla aqui, o "Ed Sullivan Show" foi um patrimônio da TV americana. Semelhante ao nosso Sílvio Santos. Sullivan trazia "ao vivo", atrações musicais, teatrais, senão atores de cinema e se apresentavam para todos os telespectadores de todo o continente americano.

Claro que houveram algumas controvérsias, tais como mostrar Elvis Presley cantando da cintura pra cima, pois "naquela época", o requebrado do Rei do Rock era tido como "indecente", "imoral" e que "não condizia com a conduta familiar" (bom, é que naquela época não tinha a dança da garrafa...). Uma pena que ainda não encontrei o vídeo, mas quem encontrar, me avisem e passem o link pelo post mesmo, a autora agradece e publica o (a) autor(a) do feito.




The Beatles - "All My Loving": Apesar de eu ja ter postado anterioremente a vinda dos Beatles na América, vale a pena ver os quatro de Liverpool pela primeira vez no solo americano e morrendo de medo das coisas não derem certo. Não prestei atenção na minha primeira postagem, mas quando a câmera focaliza o John, tem uma legenda - "Desculpem, garotas, mas ele é casado", mas nesta que posto agora, nada tem. Pra quem não é muito fã dos quatro, vale uma outra curiosidade extra: George Harrison estava gripado, mas tão gripado, que não foi aos ensaios e na apresentação estava a base de remédios pra ver se não tossia ou espirasse no meio da cantoria....




The Blue Comets - "Blue Chateau": Um dos primeiros grupos de rock japonês (nos anos 60 chamavam de "Group Sounds") a se apresentar no Ed Sullivan Show, em 1968. A versão original é toda em japonês, claro, mas na apresentação cantaram a primeira parte em inglês. Detalhe para o uso do o-koto no início da música, que na original não tem. Em tempo: o grupo Blue Comets era considerado um dos grupos de rock japonês mais "família" que a TV japonesa comentou, fizeram o show de apresentação quando os Beatles foram no Budokan e tocaram na música "Makkana Taiyou", interpretada por Hibari Misora, a diva da música enka da era Showa!



The Rolling Stones - "Let's Spend Some Time Together"???? Pois é. Quem conhece bem as músicas dos Rolling Stones, sabe que a música apresentada se chama "Let's Spend The Night Together", mas como "naquela época", pegava muito mal (bando de pervertidos, passar a noite juntos pode significar ver a lua, escalar o monte Fuji, entre outras coisas!), o grupo foi obrigado a mudar o refrão, a contragosto, como pode se ver no jeito que Mick Jagger interpretava, mas em contra-partida, a vingança é doce e se come cru, a dança e os trejeitos, passaram batido...
(Desculpe pela qualidade, mas não encontrei outra melhor!!!)



The Doors - "Light My Fire": Tudo por causa da palavra "higher", que significa - para muita mente perversa - estar num estado de euforia sob efeito de alguma substância alucinógena. Mas pode ser excitação, alegria, que seja. Mas essa apresentação do grupo rendeu muita dor-de-cabeça naquela época, e diz a lenda que o tecladista, Ray Manzerek só soube que o grupo ia apresentar no programa por acaso, assistindo à TV e ninguém avisou antes!

Thursday, August 16, 2007

Membros perdidos, relatos amorosos e outras coisas mais

Mais atrasada que trem da central e querer sentar na janelinha. Eis que esta autora volta depois de alguns pares de dias sem atualizar este sítio. Pensam que tá fácil pensar num calor beirando o mesmo que o Deserto do Saara nos seus melhores dias?

Bom, sabe que desde que o mundo é mundo e o Senhor criou o primeiro homem, o ser humano adora uma fofoquinha. Confesso que também não resisto a uma, por isso tenho o prazer (eh, eh, eh) de compartilhar essas pérolas do showbiz daqui. Oras, aqui também temos os Nelsons Rubens de plantão bem como as revistas de fofocas, como em qualquer lugar do mundo.

A Crise dos Sete Anos: Julho foi mês quente no sentido literal da palavra. Bem no finalzinho do mês, eis a bomba que cai no meio artístico. O "casal mais enrolado dos últimos tempos", Ayumi Hamasaki e Tomoya Nagase (do grupo TOKIO) separou. Segundo conversa de salão, dizem que foi ela quem tomou a iniciativa de acabar de uma vez por todas. Disse inclusive no site oficial dela, que, já estavam mais pra irmãos do que amantes. Como dizem, a fila annnnnnnnnnda....



Rapazes e Garotas, agora o passe está livre (eh, eh, eh)!

E no auge da fama...: Dificilmente acompanho jogo de baseball,mas como aqui é o segundo (se não o primeiro) esporte mais popular daqui, fica difícil é não ver os lances na hora do noticiário. Claro que também, com tanto jogador e muitos times, a gente também não decora os nomes. Só se o cara for muito famoso, seja como performer (como o Tsuyoshi Shinjo, ex-jogador da Nippon Ham), seja como recordista de home runs (como o Hideki "Godzilla" Matsui e Ichiro Suzuki, que agora fazem o recorde pros americanos). Mas na semana passada, o que a imprensa ficou em cima (e depois passou) foi no outro jogador da Nippon Ham, o pitcher Yu Darvish, de apenas 20 aninhos. Que ele e junto com o time todo levou o clube à vitória, isso pode não ser novidade, mas que vai casar com uma atriz da mesma idade porque na hora do pega-aqui-que-eu-pego-ali esqueceram do principal...



Yu Darvish e Saeko, o mais novo casal nas páginas dos jornais (que novidade!)

Era só o que faltava.... No começo falei da Ayumi, né? Quem acompanha o showbiz daqui, sabe que falou nela, lembram da outra hipermegaultra peruaça Kumi Koda (sim, aquela que cunhou a palavra "erokawaii" no vocabulário local). Tá, a mulher pode ser bonita, posar de mulher sexy e tudo o mais, mas resta saber quem é que teve o "bom gosto" nessa história toda. Tudo bem também que o Masahiro Nakai (líder do grupo SMAP) tem carisma pra apresentador, garoto-propaganda, mas como cantor, sinceramente, não dá mesmo! Mas imagine juntar a Koda com o Nakai: esqueçam a diferença de idade entre eles, esqueçam o mesmo gosto pelo beisebol... Definitivamente, é nessas horas que acredito mesmo que o amor é mesmo cego, mas se gostam, fazer o quê?




Imagine se perdesse a cabeça.... Perdão pelo humor negro, porém o que aconteceu foi verdade: um motociclista percebeu que perdeu a perna depois de dois quilômetros quando parou num cruzamento. Isso foi verdade e a história completa (em inglês) está aqui, mas só pra resumir: um cara anda de moto numa via expressa, bate a perna no canteiro central e não sente nada?

Thursday, August 09, 2007

Sintomas da Idade....

"...é uma desgraça envelhecer..."

Na música "Mother's Little Helper" dos Rolling Stones, circa 1965, já no início já solta esse lamento que narra a história de uma dona-de-casa entediada viciada em calmantes. Tirando o vicío de calmantes, envelhecer, para muitos pode ser uma verdadeira desgraça. Dependendo do ponto de vista, claro.

O lado ruim de envelhecer, seria quesito saúde: começam as tais dores estranhas e exames médicos mais complexos, tais como o do estômago, ir ao ginecologista a cada seis meses (pra mim, a cada dois anos, dependendo da sensação pós-consulta), eletrocardiograma e se deixar, eletroencefalograma (ou como diria um amigo meu, exame pra ver se não falta ou sobra parafuso na minha cabeça).

Depois, o quesito aparência: os cabelos brancos que começam a aparecer. Dependendo de cada um, prefere deixá-los do jeito que está, pois significaria "amadurecimento". Mas no meu caso (e do meu kinguio encantado), a cada dois meses (ou dependendo da situação) tenho que gastar quase dez mil (ienes) pra cobrir os cãs que me aparecem. E tem horas que fico pensando se compensa, pois a tintura custa a pegar no meu cabelo.

Rugas não me preocupo, acho que tá pra existir mulher mais desleixada no quesito tratamento facial: lavo o rosto pela manhã e só uso sabonete facial. E do mais simples (o da Shiseido). Vez em quando uso tônico (da minha marca predileta, a "The Body Shop") pra limpar a pele, e neste calor dos infernos que assola a região, tenho que usar um protetor solar. Fator 25. Para a noite, a mesma coisa, tirando o protetor solar. Detalhe: não tenho nem um vinco no rosto dedurando a minha real idade...

Agora, o que estou cismada, é que engordei mesmo. Em questão de cinco anos, engordei cinco quilos, o que seria um quilo por ano. Se eu não tomar providências drásticas, daqui a dez anos vou parar com quantos quilos??? Sem falar que não é qualquer roupa que está me servindo, apesar que não saio do meu básico calça e camiseta ou camisa, quando vou trabalhar.

Se bem que, todo dia, ao me olhar no espelho, não aparento ter 37 anos (a não ser que muito amigo meu candidato ao engraçadinho do ano dizer que aparento 38 ). Vamos dizer: mesmo se eu usar um vestido simples, ou jeans e camiseta, tão cedo não aparentarei tão velha assim.

Depois que eu retocar as madeixas que teimam em clarear para quase-transparente.

Hiroshima e Nagasaki

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

(Rosa de Hiroshima, por Vinícius de Moraes)



Sessenta e dois anos depois, um símbolo para não esquecer.

Saturday, August 04, 2007

Já li isso antes...

Estava acessando a net, eis que me deparei com um site chamado "Pagina da karin", sobre cinema, e tudo o mais (pena que está desatualizado) e encontrei esse texto, que eu também já me passaram, mas não lembro onde e quando foi. Mas vale a risada, pois depois que eu soube que vou ter que fazer exame de sangue novamente, somente rindo pra não chorar...


Dieta

[Encontrei esse texto, da Patricia Daltro de autoria - ainda - desconhecida, no blog da Carol. Muito educativo.]


Querido Diário,

Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito. Sinto-me de volta a adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.

Primeiro dia de dieta. Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça talvez.

Segundo dia de dieta. Uma saladinha básica. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça doi um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.

Terceiro dia de dieta. Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito... Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.

Anotação: Nunca mais tomo chá de camomila.

Quarto dia de dieta. Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada. Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor.
A Diana comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti.
Anotação: Odeio a Diana.

Quinta dia de dieta. Juro por Deus que se eu vir mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E com a Jane. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.

Sexto dia de dieta. Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria hoje por um pedaço de brigadeiro...

Sétimo dia de dieta. Fui ao médico. Emagreci 250 gramas. Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250 gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais a emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha!

Anotação: Procurar outro médico.

Oitavo dia de dieta. Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.

Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, Jane diz que é porque estou parecendo o Jack do Iluminado...

Nono dia de dieta. Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando dança-do-ventre dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer Torta de morangos, salpicão e sanduiche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta. Eu odeio Gisele B.

Décimo primeiro dia de dieta. Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.

Décimo segundo dia de dieta. Sopa.

Anotação: Nunca mais jogo poquer com o frango assado. Ele rouba.

Décimo terceiro dia de dieta. A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. Assustado o médico sugeriu um psicologo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será porque eu o ameacei com um bisturi?

Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.

Décimo quarto dia de dieta. O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.

Décimo quinto dia de dieta. Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.

Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.

Décimo sexto dia. Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão. E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce.

rascunhado por Paula Foschia. | Comentários (2)

Agüentando a barra com o bico calado

Desde que eu me conheço por gente, estava quase recebendo o apelido de "seven-eleven" por eu trabalhar neste horário. Leia-se que onze eram onze da noite, quando ainda na minha cidade natal, trabalhava como programadora de CPD numa empresa das sete às cinco e lecionava das sete às onze a noite. E sem reclamar, apesar de alguns protestos por parte familiar por motivos de que eu não dormia direito e pegava meia hora de estrada para lecionar.

E olha que ainda sobrava um tempinho para escrever num jornal e dar aulas de informática aos sábados.

Quando cheguei aqui há nove anos, fui direto pra fazer verificações de celulares. Serviço leve, tudo bem. Nos dias de folga eu aproveitava para conhecer a minúscula cidade e aprender a me virar sozinha. Como saber ler, tentar falar a língua dos meus antepassados e reaprender a viver, de forma mais tranqüila possível.

Leia-se: ir a livrarias e lojas de CDs. Já lia muito manga quando estava na terrinha e meu vício virou hábito. Confesso: não consigo deixar de passar em uma livraria para folhear as novidades. Ainda bem que aqui ninguém fala "vai comprar ou vai ficar ensebando".

Na mudança pra estes lados de Kanto (i.e., Kanagawa), com mala, cuia e kinguio, nova aprendizagem: como viver a dois, saber se virar em conduções como trens e ônibus e criar vergonha na cara e procurar um curso de língua japonesa, pois como Hikami, Minamiashigara tinha brasileiro a contar nos dedos. Portanto, pra pedir ajuda, quem tem boca vai à Roma, então tive que me virar com o pouco que sabia de japonês e aperfeiçoá-lo.

Mesmo tendo que encarar um serviço empoeirado das oito às oito, sexta-feira tinha carta branca para poder sair mais cedo e ir para o curso de japonês que fazia na prefeitura das seis às oito da noite, com direito a uma passada na livraria ao lado pra alimentar meu hábito de "rata de livraria". Aliás, se não fosse por isso, nunca teria encarado tirar carteira de motorista aqui. Claro que depois de três tentativas furadas, na quarta tinha que dar certo.

O maior desafio foi quando decidi largar tudo (menos o kinguio, claro!), e encarar um novo trabalho. Em Tóquio, escritório. Entrevista, testes e conversa frente a frente com a diretoria. E procurar nova casa, pois a relação distância-tempo era meio trabalhosa.

Eis que hoje, quatro anos e meio depois, ainda estou no mesmo serviço, mesma casa e mesmo kinguio. E dia-a-dia aprendendo novas coisas, mesmo tendo que levar muito tombo e engolindo muito sapo (argh!). Mas estou feliz com a vida que temos - um apertamento alugado por nossa conta (compra de casa aqui, só se depois pagar via mesa-branca, e aí?), um 525 no nosso estacionamento, nossa TV de terceira mão mas com jeito de nova bem-conservada, nossa coleção de mais de uma centena de CDs (Beatles e Masha inclusos), nosso PC simples mas que nos traz as novidades via on-line...

Ah, sim. Encaro uma hora de trem ( ou mais, se ninguém resolver ter um passeio só de ida do lado de fora do vagão) e quinze minutos (ou mais, depende do trânsito da rota um ) de ônibus todo dia e noite. E não reclamo, pois dentro da minha agnes (minha bolsa preta do dia-a-dia) carrego meu MD-Player com vários MDs (varia: Beatles, Stones e até Legião. Passando por Masha, ZARD e diversos j-singers) e um livro pra aperfeiçoar mais um pouco de língua japonesa.

E nesta semana tive que ficar ouvindo de uma fulana que mora longe pra caramba, que era bom se pudesse vir de carro (tá, eu também queria, mas eu é que não vou pagar quarenta milhas por mês fora o pedágio pra um estacionamento no centro de Tóquio!), que não agüenta... Oras, se aceitou o trabalho, é que estava ciente dos riscos que teria... Ou achavam que tudo na vida vem de bandeja???

Fortes emoções na blogsfera!

Acessando o site das três garotas geniais, eis um site que me chamou a atenção. Acessei e estou doida pra saber o final!! Quer suspense? Fortes emoções? Conhecer num site uma festa estranha com gente esquisita e muitos suspeitos com experiências nunca dantes vistas?
Eis o local ideal: "Austregésilo Foi para o Céu?

Novas emoções a cada visita.