Wednesday, January 03, 2007

"Causos" de Ano-Novo, ou "olha só o que tenho que ler, ouvir e/ou ver"



Desde que estou aqui, todo final e início de ano é a mesma coisa. Parece que essa gente nunca aprende mesmo, mas fazer o quê, ser humano também é provido de acertos e erros, senão esse mundo jamais teria graça.

E os índices de audiência vêm baixando....
Pra quem é leigo no assunto como eu (que teve que ficar navegando na net para entender melhor), de alguns pares de anos pra cá, o festival de 31 de dezembro, chamado "Kouhaku Utagassen" (Festival de música vermelho e branco) está cada vez mais perdendo audiência. Este festival, tradicional há mais de cinco décadas, já teve dias melhores. Explicando resumido: esse festival reúne os melhores cantores e cantoras do ano (se bem que não necessariamente) e são separados em dois grupos: os homens são o grupo branco e as mulheres, o vermelho. Apresentam as músicas que fizeram sucesso durante o ano todo, com performances e intercalados com alguma atração à parte.
Particularmente, só consegui assistir a dois anos, acho que 1998 e 1999. Os outros anos seguintes acho que andei passando a virada do ano na casa de parentes. Mas pelos noticiários, a audiência vem caindo cada vez mais. Será que o povo cansou de ver os mesmos artistas?(Tem cantor(a) que já faz mais de 30 apresentações.) Ou os artistas novos não estão dando conta do recado? E olha que tem artista que foi convidado mas recusou (caso mais conhecido: Hikaru Utada). E tem artista que a própria emissora implorou para que ele viesse participar (como Tsuyoshi Nagabushi e Miyuki Nakashima). Mas tem artista que faz de tudo pra participar. Pra ver se a vendagem de discos aumenta, bem como seu ibope.
O 57o. que passou na virada deste ano nem cheguei a ver. Mas pelos noticiários que andei lendo via Mainichi, só a performance deste cara, já deu pra entender porque a audiência vem de mal a pior.


PS: até o próprio apresentador JURA que ninguém estava pelado!

Perigo! Mantenha longe do alcance dos... idosos!
Sei que é até pecado falar uma coisa dessas, mas que posso fazer se todo ano é a mesma coisa? Todo mundo, até os ocidentais, sabe que comer moti (bolinho de arroz) no primeiro dia de ano é sorte para o ano todo. Pode-se comer de tudo o que é jeito: feito na hora, com shoyu e açúcar; assado na grelha; frito que nem batatinha (fica durinho por fora, mas molinho por dentro); junto com oozoni, sopa de algas e legumes, que além de curar ressaca, como diria o Marcelo Katsuki, neste artigo "A Sopa da Sorte".
Porém, tem gente que não chega nem a passar do primeiro ano, infelizmente.
Mal o ano começa e já vejo nos noticiários que tal pessoa morreu engasgada pelo moti ou tantas pessoas foram parar no hospital. Moti envenenado??? Não, explico melhor. Como a maioria gosta de comer o moti dentro da sopa fervente, o dito bolinho fica mole parecendo um puxa-puxa. Mas ao invés de comer aos pedacinhos, tem gente que é apressado e engole tudo de uma vez. Aí o bolinho endurece na garganta e dá no que dá!
Detalhe mais triste: as vítimas fatais são, na maioria, septuagenários pra cima. Tanto que uma das emissoras que vi o noticiário adverte: esteja sempre perto de mais pessoas quando for comer moti!


Oh, meu pai... e quando a gente era criança, mamãe sempre dizia que o apressado come cru...

Todo Mundo teve a mesma Idéia
Depois de um ano de muita labuta, é hora de descansar longe da cidade grande. Se bem que todo mundo pensou a mesma coisa no dia 29 de dezembro. Resultado: trens lotados, aviões lotados, estradas lotadas. Bem como no dia 31 de dezembro, todo mundo resolve ir aos templos, rezar e agradecer pelo ano que passou e pedir para um ano melhor.
Eu, nós, vocês também.

Sim, estive neste templo na virada do ano, o Zojoji, que fica perto da Torre de Tóquio.

Ah, sim. E existem aquelas velhas promessas que a gente faz no último dia do ano e que no ano seguinte a gente cumpre somente a metade.... E olha que não é só a gente que faz promessas e não cumpre, mas ao menos a gente faz para si mesmo e não divulga pela mídia, no caso de artistas, políticos (esses, sim, fazem promessas e nunca cumprem, pior que o povo tem memória curta e esquecem logo no primeiro trimestre...).

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