Sunday, January 07, 2007

Os melhores livros de auto-ajuda ( segundo a autora)

Há muito ando meio desatualizada em matéria de literatura. Pra dizer a verdade, desde que vim parar aqui. Na época, internet era meio inviável, necas de revistas made in Brazil, e também informações sobre o Brasil, só via carta ou quando alguém era recém-chegado de lá. O que tinha a fazer então? Ler mangás. Sim, aquelas historinhas em quadrinhos em forma de livros mais grossos que os da coleção "Vaga-lume" (ô, saudade...), só assim pra aprender ao menos a ler japonês.
Como meus irmãos gostavam e ainda gostam de ler mangás, eu tive a oportunidade de ler alguns exemplares enquanto estava no Brasil. Pra dizer a verdade... desde que me conheço por gente, minha mãe sempre dizia que comecei a (tentar) ler aos quatro anos. Mas eram gibis da Turma da Mônica, do tempo que eles eram de outra editora e tinham visual mais... pontudos, como diriam aqueles que acompanharam nos anos 70. Pensam que meus pais falavam que "ler gibi desaprende"? Certo que a gente tinha hora pra ler ( leia-se depois de ter feito a lição de casa ), mas gibi nunca faltou em nosso lar. Meu pai comprava quase de tudo: Mônica, Cebolinha, Pato Donald, Zé Carioca, Tio Patinhas, Almanaque Disney, Luluzinha, Heróis da TV (os do Hanna-Barbera), entre muitos que levaria o dia todo citando. Claro que o politicamente correto não existia na minha infância e toca minha mãe explicando o certo e o errado nas historinhas. Oras, a gente queria mais era rir.
Mesmo entrando na adolescência, ainda continuava indo na banca de revistas e comprava as minhas favoritas. Tudo bem que a Capricho e a Bizz estavam no meio, queriam o quê de uma garota de 15 anos? Mas os quadrinhos... tinha que levar pra casa e ler, ler, ler.
O tempo passa, entro na faculdade, estágio em banco mas continuo a ler os gibis. Os de sempre. Mesmo a turma da Mônica ter ido para outra editora. Descubro a série que saiu no "Caderno 2" do Estadão sobre "A História da História em Quadrinhos", de Alvaro de Moya e também descubro outras historinhas variando dos legais aos sinistros.
Formatura e emprego novo, e eu continuo a ler quadrinhos. Redescubro os mangás, pois os mesmos somente quando ia na casa de parentes isseis. Irmão formado e trabalhando na "capitar", primeiros salários, mangás das Guerreiras Mágicas, Sailor Moon e Dragon Ball. Mesmo na língua nativa, a gente entendia "malomeno" só de ver as figuras...
Mesmo longe de casa, da prateleira que deixei com os gibis (espero que eles estejam inteiros), na região onde hoje moro, a gente consegue adquirir alguns exemplares da turminha, apesar do precinho salgado que cobram, mas nada melhor que tomar um guaraná, comer pipoca e curtir um gibizinho pra lembrar dos tempos que éramos felizes e não sabíamos.
Livro de auto-ajuda? Vá a banca mais próxima e compra um gibi. Se é dos antigos, vá a um sebo, mesmo saindo de lá com o nariz coçando de tanto o cheiro de mofo, vale a pena sair de lá com uma raridade em mãos.

1 comment:

  1. Eu adoro gibis :D comecei com os da monica tb (e ate hj, as vezes compro uns e me divirto muito), passei pra os da Marvel e acabei de lembrar que emprestei pro meu namorado, ele precisa devolver minha serie especial do Gambit :D
    Adorei o post. Eh verdade, nada melhor q um bom gibi, um pouco de fantasia e umas risadas em boa hora :)
    Xero!

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