Wednesday, January 31, 2007

Chá com Leite na Ladeira de Cerejeiras

Sábado, 20 de Janeiro de 2007.
Estava um frio de rachar e ainda achei que fosse chover. Nem levei guarda-chuva, pois nesses lugares, onde é que eu iria colocar? Depois do que ocorreu no dia 30 de novembro do ano passado, eu é que não iria arriscar desta vez! Mas ainda bem que é tudo coberto. Não choveu, eu acho, mas caiu algo que pareceu neve. Digo pareceu, porque para mim, neve tem que estar tudo branco, mas não... nem cosquinha fez!
Uma hora e tanto de trem de casa até a estação de Saitama Shintoshin. O trem não estava lotado, nem sei se era devido ao horário ou porque quem ia lá era o pessoal que morava nas redondezas mesmo. Ora, quem seria doido de sair da "cidade grande" como Yokohama pra ir em Saitama? Eu.
Eu e mais de dez mil pessoas, creio. Cheguei na estação e gente com cartaz em manuscrito "Quero ingresso, peloamordeDeus". Claro que não era bem isso que estava escrito, mas dava pra entender que era. E gente abordando os outros pedindo se tinha ingresso ou se queria comprar um. Tá vendo? Nem aqui a gente escapa de cambista!
A fila estava dando nem sei quantas voltas no pátio de entrada, depois fui ver na verdade era pros souvenirs. Se a fila estava comprida pra isso, nem queria ver pra entrar no estádio... Felizmente já tinha lugar marcado e não precisava disputar o melhor lugar. Mas como a gente compra via internet essas coisas, nem tem como escolher o lugar, vai onde sobrou mesmo.
Quatro e meia da tarde e eu na fila pra comprar ao menos um calendário. Tudo bem, janeiro estava acabando mesmo, e daí? Ainda tinham onze meses pra acabar o ano, viu? Bom, logo depois de ter comprado o que eu queria, fui para o portão e fiquei esperando abrir. Uma pena que lá dentro nem deixaram tirar uma foto, snif.
Lugarzinho encontrado, todo mundo sentado. Até na arena. Sério, tinha cadeira pra todo mundo. O bom nisso é que a organização estava invejável, mas foto que era bom...
Cinco horas e o público (90% de mulheres, os 10% restantes, eram os namorados, maridos, pais, irmãos, amigos das mulheres pra acompanhar no sentido de companhia mesmo, o meu nem pôde ir, snif) na ansiedade de começa logo. Quando o tudo escureceu e começaram os primeiros acordes de uma marcha escocesa, a gente já sabia - ia começar! E com "Niji", tema de filme. A arena explodiu em alegria e cantoria. Nas animadas, o povo cantava e acena. Nas baladas, escutava e chorava.
E eu lá, no meio, dando pra ver tudo, nem precisava tanto de ver no telão nem de binóculo. Eita pedaço de mau caminho é esse homem, minha nossa... Tudo bem, só perde pro maridon.
Chorei quando ele cantou "milk tea", música que por um tempo ouvi ad infinitum devido a um fato que tinha me acontecido, mas felizmente tudo deu certo. Mas quando cantava "aishitai, anata ni aitai..." as lágrimas cairam soltas de meus olhos.
Uma pena que não levei um copo d'água na cabeça no meio do show, mas mesmo assim estava feliz. "Peach!!" me fazia lembrar que foi a primeira música que ouvi dele quando cheguei aqui, quase nove anos atrás. Só não gostei da capa do single. Muito... sem-vergonha, eu hein!
Pra terminar, que ninguém é de ferro e somos filhos de Deus, "Sakurazaka". Sem banquinho mas com violão. E ninguém queria que o show terminasse. Mas um dia ele volta novamente.
Voltei pra casa com os braços doendo e quase sem voz. Mas feliz e realizada ao ver meu ídolo pela primeira vez ao vivo e a cores.
As cerejeiras ainda não floriram nas ladeiras da rua de casa, mas posso ao menos deliciar-me com um chá com leite.



Arigatou, Masaharu. Em março a gente se vê em Yokohama Arena.

As Rapidinhas....

Dietas Furadas
Todo mundo deseja ter o corpo perfeito e pra isso existem academias, esteticistas e dietas. Quem tem preguiça de puxar ferro, e não tem grana para bancar sessões de massagem linfática, o jeito era fechar a boca ou comer o que achava que daria pra perder os quilos extras.
Agora, pelo jeito o negócio é malhar mesmo. Depois que um programa conceituado de domingo sobre saúde e alimentação levou ao ar dizendo que natto (soja fermentada, eca!) emagrecia, o produto sumiu das prateleiras. E o programa também.
Era tudo mentira.

Será que agora vai?
Alguém lembrou de Leonardo DiCaprio? Pois é, depois de algum tempo sumido, alguns filmes meia-boca e depois do fim do namoro, parece que ele tomou tento e resolveu fazer coisa séria. Tão séria, que acabou fazendo dois filmes numa pancada só e até está concorrendo ao Oscar.
Pelo que dizem "Departed" e "Diamante de Sangue" prometem. Deixa garantir meu ingresso logo pra conferir.

E neca de neve!
Janeiro está no fim e aqui nem um floquinho de neve.
Isso no que dá morar perto de Enoshima. Aliás, a última vez que vi neve, foi exatamente um ano atrás. Se o inverno deste ano não está aquelas coisas, imagino como será o verão!
Espero que a primavera seja generosa e traga boas novas, menos o maldito kafunshoo!

O negócio é economizar!
Do jeito que a gasolina anda em alta, o melhor é comprar um carro que beba menos e renda mais. Do tipo o Gol 1000 que eu tive nos anos 90 e cheguei a fazer 15 quilômetros com um litro de gasolina.

Vacas produzem cerveja?
Hokkaido, província beeeeeeeeem ao norte do Japão, onde o inverno começa cedo e termina tarde. Província famosa pelas flores de lavanda, pelos hotéis com termas medicinais, por ter o grupo Glay, o melhor leite do país...
Agora, pra ser diferente mais ainda, uma cervejaria local resolveu aproveitar a grande quantidade de leite que esta província produz e criou... cerveja a base de leite! Sim, todo mundo leu certo: leite + cerveja = "Bilk", que é a junção das palavras inglesas "beer" e "milk".
O público alvo desta cervejaria seriam as mulheres, pelo fato de alegarem que a bebida seria um pouco mais doce que as cervejas tradicionais.
O porém não seria tanto o preço (uma garrafa de 330 ml custa 380 ienes), mas ser limitado em Hokkaido.
Se expandisse para outras províncias, quem sabe faria sucesso?
Mais informações, leiam aqui!

Friday, January 26, 2007

Na Tela, Telinha, Telona.... ( Parte 1)

AVISO MUITO IMPORTANTE:Esta série trata de artistas que fazem sucesso no Japão, talvez na China, Coréia, Taiwan... Portanto se alguém desconhecer, a partir de agora vai conhecer.

No meu post de outubro, mencionei sobre os 30 mais bonitos, vitaminados, talentosos artistas japoneses. Antes que muita gente queira meu fígado varado em algum espeto por aí, só quero lembrar que no parágrafo acima, eu já adverti. E claro que não custa nada a gente falar também de alguns artistas que para muitos pode soar pra lá de desconhecidos, mas quem é da colônia ou está muito tempo aqui, pode ser que já viu/ouviu dele antes. Pronto.
Voltando, quem assiste moderamente TV japonesa, vê de vez em nunca algumas revistas, têm muitos rostos novos e velhos que despontam em comerciais e novelinhas. Como aparência é tudo, primeiro aparecem em comerciais pra depois fazer algo mais extra, como uma ponta numa novela ou lançar um one-hit single e depois fazer sucesso ou sumir de vez.
Claro que felizmente, salvam-se os melhores e de grande carisma. Quando falo isso, é que o bonitão além de manter a beleza, tem que manter a postura, como não se envolver em escândalos, aparecer na imprensa marrom... Agora, nas revistas de fofoquinhas, aí não tem jeito mesmo, né?
Mas claro que essas revistas têm se virar pra ganhar o pão nosso de cada dia, mesmo sendo à custa de outros. Porém, nem tudo está perdido: com a grande variedade de revistas que aqui no Japão tem, fica impossível não encontrar algo de seu artista favorito. Têm artistas que já viraram figurinhas carimbadas da mesma revista, mas têm artistas que aparecem quando lançam single novo, livro novo, filme novo, novela nova...
Por enquanto, esta é uma prévia. Logo nos próximos posts, vou soltar a lista e o resuminho, porque senão, este site acaba sendo fechado por falta de audiência!

Thursday, January 25, 2007

Brinde extra

Muita gente, assim como eu, compra determinado produto para conseguir juntar selos, cupons e outras coisas parecidas para participar de concursos e promoções. Bem que eu tentei mas nunca levei nada, nem um prêmio de consolação. Mas se vem um presentinho dentro, estou nessa.
Comecei com esse costume meio besta quando morei em Hyogo. Desde os meus tempos de assistente de programação na cervejaria, todo café da manhã era consistido de cereal com leite. Flocos de milho sem açúcar. E quando cheguei aqui, fui logo correndo procurar os famosos Sucrilhos, mas como eram no preço da alma, procurei algo similar... os cerais da Calbee que tem (até hoje) o Snoopy e sua turma na embalagem. E dentro vinham algum tipo de brinde extra, como enfeites magnéticos de geladeira.
Tá bom, muitas vezes comprava determinado produto para ter o brinde, já que juntar código de barras para conseguir algum brinde via correio era caso de sorte, desde chaveiros até singles de 8 polegadas. Ou compre dois e leve um presentinho. Ou juntar selos nas embalagens de pães e conseguir trocar por um prato, copo, ou alguma (in)utilidade doméstica.
Só que recentemente não sabia que a doceria Fujiya (grande rede aqui, tendo uma bonequinha, a Peko-chan como mascote) usava leite vencido na fabricação de chou cream (bolinhos recheados com creme, diferente dos sonhos, pois a massa é hipermegaleve), o Mister Donut veio com uma pedra nos bolinhos de nozes e a margarina Rama, um araminho...
Só que o Mister Donut retirou o produto das lojas, a empresa que faz a margarina também. Porém, a fábrica, bem como as lojas da rede Fujiya, estão com todas as atividades suspensas. Pelo menos até última ordem.

Como desfazer de algo indesejado...

Quando a gente leva um chute no traseiro por um amor nunca correspondido, o negócio seria chorar bastante, levantar a cabeça e seguir em frente, pois como dizem, a fila anda. Mas para alguns casos que recentemente andei vendo, lendo e ouvindo, parece que não é bom por aí...
A gente sabe que, se o amor desanda pior que bolo mal assado, pode descartar e partir pra outra, pois se insistir, pode ser que piore.
No final da primeira quinzena de dezembro passado, em Kabukicho, bairro de entretenimento (caham!) de Shinjuku, Tóquio, encontraram metade de um corpo sem cabeça, nem os antebraços. A polícia ficou desconcertada, pois quem iria fazer uma barbárie destas e ainda largar no meio desse bairro? Onde estaria o resto do corpo? E o que isso tem a ver com o post de hoje? Calma que chego lá...
Após o ano-Novo, cujo noticiários daqui abordaram a semana todo o caso do irmão que assassinou e mutilou a irmã mais nova devido a um comentário infeliz ( maiores detalhes no meu post sobre
Caim e Abel). Mas logo que a poeira meio que assentou, uma semana depois, os noticiários com as manchetes de uma mulher que foi presa por ter assassinado, esquartejado e abandonado as partes do marido. Daí a ligação com a parte que foi encontrada em Shinjuku.
Um casal jovem, aparentemente bem de vida, marido trabalhando numa multinacional de finanças, um apartamento em um dos bons bairros em Tóquio... mas infeliz, pois a mulher alegava que seis meses depois de casados, vivia sofrendo agressões físicas. Se fosse fato recente, sei lá eu se poderíamos levar em consideração, mas acontecer por três anos seguidos... Já estaria era dando entrada na papelada pra separação e seguir em frente, sozinha, leve livre e solta... Mas como essa gente queria era manter as aparências, isto é, o vil metal dominando a vida, a mulher agüentou isso até dezembro do ano passado, quando perdeu as estribeiras, golpeoou o marido com uma garrafa na cabeça e o matou.
Pra ter a certeza de que ele não voltaria mais, alguns dias depois comprou serrote, pá, sacos e até terra para consumar o fato. Uma maneira trágica e ... macabra de se livrar de alguém! Jogou os braços no lixo queimável (para dificultar a identificação, mas hoje existem os exames de DNA.), a cabeça enterrou em outra cidade e metade do corpo foi para Shinjuku. As partes baixas, desculpem, aí seria pedir muito pra mim também, mas deve estar perdida em alguma parte da região. E terra? Existe um tipo de terra aqui que absorve qualquer líquido sem deixar vestígios, nem cheiro. A mulher usou essa terra para fazer uma cobertura na casa para serrar o corpo. Depois de toda essa (argh) cirurgia, ela levou as partes para lugares diferentes. E ninguém desconfiou do conteúdo nas sacolas que levava para os locais dentro de trem ou táxi! Depois foi para a polícia fazer um boletim de ocorrência dizendo que o marido havia desaparecido.
Foi aí que a desconfiança caiu por cima da mulher: as câmaras internas do prédio viram a vítima entrando no dia que ela alegou ter desaparecido, mas não saindo depois. E no mesmo dia do crime, ligou no escritório onde ele trabalhava dizendo que ele não tinha voltado pra casa ainda. Sem falar de ter jogado os móveis fora e chamado uma empresa para reformar a casa. Porém eles apenas colocaram papel de parede e linóleo novo por cima daquele onde tinham vestígios de sangue.
Para a investigação ligar os fatos, foi um estalo.
A resposta da acusada quando perguntada porque ela tinha feito isso, disse: "Ele era muito pesado para ser carregado!".

Sunday, January 21, 2007

Sobrevivendo na Arena no dia 30 de Novembro de 2006

Já tinha me esquecido de como era ir a um show de música. A última vez que fui, que eu me lembre, foi em 22 de abril de 1990, no Maracanã, assistir ao show do Paul McCartney. Além de ter sido a primeira vez que ele vinha ao Brasil, depois de muita especulação e boatos, o show que fui entrou no livro Guiness de Recordes - show com maior público pagante depois de Frank Sinatra: cerca de 195 mil pessoas. E eu lá no meio, sendo espremida, mas que valeu a pena ter gasto uma fortuna na época.
Depois nunca mais consegui ir a show algum. Os motivos eram variados: desde o medo de ir sozinha para algum show em Sampa devido meu medo de ir para lá (e olha que pra ir pra Sampa na casa de meu irmão até que ia) até falta de tempo nos dois sentidos da palavra. Daí me contentava em assistir filmes no cinema e ir ao teatro, inclusive nessas idas ao teatro renderam ver muitas peças boas, como "Cenas de um Casamento" e a versão cômica de "Os Três Mosqueteiros" em inglês com três nativos da língua.
Já aqui no Japão, fui saber que poderia ter acesso a ir em shows depois que mudamos para Kanagawa, em idos de 1999. Certo, antes morava a duas horas (de trem expresso) de Osaka, também centro de diversões, mas naquela época era meio bobinha, meio tapada e quase não entendia de japonês, então não tinha ido a um show sequer. Uma vez em Kanagawa, a pouquissimas horas de Tóquio, seria prato cheio para conhecer melhor a gastronomia, compras e espetáculos.
Mas qual... Devido ao meu antigo trabalho, o máximo que a gente conseguia era comprar CDs, assistir aos dramas japoneses, quem estava no ranking da Oricon... Ir a algum show que era bom, nada, pois aí já me criou a barreira de "como é que se compra".
Sim, confesso que perdi o show do Macca pela segunda vez (a primeira foi quando ele fez novamente show em Sampa, no Pacaembu em 1993 e não pude ir por falta de fundos mesmo ) e o show foi no Tokyo Dome. Perdi por dois motivos: fiquei sabendo em cima da hora e já não tinha mais ingressos. Agora, quando ele virá novamente, nem John Lennon sabe. Os Rolling Stones vieram duas vezes e no início do ano passado tinha a chance de ir e acabei por esquecer. Show de Bossa-Nova acabo esquecendo também. Nessa altura do campeonato vai ter gente dizendo que estou precisando tomar remédio pra memória, mas na verdade meu esquecimento se deve muito a correria que levo devido ao meu trabalho. Tudo bem que tem gente que daria até a mãe para trabalhar em escritório no horário do meio-dia as nove ou dez da noite, mas vai pegar trem lotado pra ir e voltar, ter seu horário de almoço desregulado e não saber o que é folgar sábado e domingo...
Bom, quando o grupo irlandês U2 tinha anunciado dois shows no Yokohama Arena, em abril, boa parte do pessoal que trabalha comigo comprou ingresso com dois meses adiantado, mas depois, por motivos pessoais, o grupo cancelou vários shows, inclusive o de Yokohama. O pessoal teve o dinheiro ressarcido mas com a esperança de que um dia eles voltassem.
Em agosto, uma colega minha comprou o ingresso para mim... do show do U2 em novembro, mas desta vez seria no Saitama Super Arena. Bom, ela tinha me convidado a ir e topei. Disse que eu estava meio cansada e precisava me distrair. Então, tá... Só que metade do escritório teve a mesma idéia e compraram o ingresso para o mesmo dia que eu ( foi numa quinta e eu folgo neste dia ). Se o departamento iria ficar às moscas naquele dia, eu estava pouco ligando, o importante era eu me distrair. Ora se eles podem porque eu não?
Saitama Super Arena, dia 30 de novembro de 2006. Quase não ia, porque justo no dia anterior tinha acontecido uma coisa muito ruim em minha vida e quase entrei em parafuso, mas uma amiga minha, veterana de trabalho e de vida me ajudou muito. E disse que era melhor eu ir, não por causa do dinheiro gasto, mas que poderia esquecer, nem que fosse em três horas de show. Acabei indo para tentar esquecer, naquelas horas, tudo o que tinha acontecido no dia anterior.
Dia 30 era o dia do segundo show. Dizem que segundo dia de show costuma ser o melhor que o anterior. Bom, isso não nego, pois o show que tinha ido do Macca, tinha sido o segundo dia. O duro era saber se no caso de ter o terceiro dia, este seria melhor ainda, não sei porque não perguntei pra ninguém depois. Bom, voltando, segundo dia de show e o Saitama Super Arena, os portões de entrada lotados. Eu e minhas colegas de trabalho num frio ameno de outono, e ainda por cima choveu antes, na fila esperando entrar na arena. Coisa que detesto é fila, mas tinha que ficar pra tentar garantir o melhor lugar.
Os portões se abrem e o povo procurando através do ingresso onde ficava tal lugar. Como nossos ingressos eram na arena, ficamos bem no meio. Em pé e sendo espremidas igual (se não pior) a uma laranja, limão, que seja. Nessas horas eu jurava nunca mais reclamar do Tokaido cheio no horário de pico, pois naquele dia estava bem pior. Oras, que esperavam de show a nível internacional? Tinha que dar nisso: muita gente de tudo o que era lugar do Japão com direito a caravana (brasileira) vindo de lugares que só de ônibus levava cerca de doze a treze horas.
Antes das oito, o show começa! E Bono e seu grupo emocionando a platéia por duas horas com direito a várias voltas a pedido do público. Sorte que tinha telões, senão não poderia ver o show direito. O lado ruim de ter menos de um metro e sessenta: em shows em que se fica em pé, não dá pra ver absolutamente NADA por causa de alguns varapaus que tampam a sua frente. Claro que teve um trocadilho meio infame no meio do show, em que alguém da platéia dá um presente ao Bono... um pacote de biscoitos Bono sabor morango, ainda por cima!!! E minha amiga, ao meu lado, depois perguntou pra mim o que deram ao Bono. Quando falei o que era, a coitada jurava que era uma rosa! E eu esqueci que ela estava com lentes de contato e no meio do show ela perdeu uma delas...
Duas horas e tanto de show, deu para descarregar o estresse que todos estavam. E o público satisfeito em ter visto o grupo ao vivo e a cores. Claro que sempre falta uma música ou outra, mas já imaginaram quantas horas iria durar o show se eles tocassem TODAS as músicas em quase trinta anos de estrada?!



Domo Arigatou Bono, pelas duas horas e tantas de diversão!

Wednesday, January 17, 2007

Sopa de Quadrinhos

Confesso: sou leitora voraz de histórias em quadrinhos apesar de estar quase na casa dos "enta". Não existe livro de auto-ajuda melhor do que ler gibis e mangás. Vocês querem coisa melhor do que rir, chorar e tentar traduzir o que está escrito nas histórias mesmo sendo em língua-pátria? Nada contra esses livros, mas prefiro investir meu suado dinheirinho em algo que mesmo sendo histórias irreais, personagens irreais e surreais, mas que posso ao menos garantir meus minutos de distração e esquecer os problemas lá fora.
Tudo bem, tudo bem. Têm dias que fica praticamente impossível de se ler algo, seja por sono ou por ficar espremida na lata de sardinha, mais conhecida como linha Tokaido, Yokosuka ou Shonan-Shinjuku. Se bem que, como tem gente capaz de ler um jornal no meio do aperto, ler um mangá, cujo tamanho chega a ser até a de um Nintendo DS Lite fechado, chega a ser até fichinha.
Como certa vez comentei que gosto de ler gibis, não importando a minha idade, também entrego que gosto de ler mangás. Não aqueles almanacões grossos que depois são reciclados, mas os "tankohons", que junta as doze últimas histórias por aí de um mesmo personagem e vende num precinho meio... hã... razoável. Explicando melhor: seria um almanacão da Turma da Mônica semanal, com histórias individuais da turminha contada em capítulos e depois de um ou dois meses juntasse as histórias capituladas em um livro só daquele tema, entenderam? Fica difícil para nós, mortais que vieram de um país com doze horas (treze, se for horário de verão) de diferença, com alguns costumes diferentes com os daqui, mas a gente se esforça pra acostumar.
Eis os mangás que ficam na minha estante e quando dá na telha (insônia) volto a ler novamente, mas a gente não vende, não troca. Mas a maioria comprei na tal da Book-Off...

Guerreiras Mágicas de Rayearth: Esse foi muito fácil de encontrar os SEIS volumes lançados pela Kodansha em uma loja de livros de segunda, mas não foi o Book-Off na época que morava no interior de Kanagawa. Nem me perguntem o precinho que paguei pelos seis, mas eles continuam na minha estante, junto com a versão traduzida que meu irmão mais novo comprou e trouxe pra cá. Sabe que teve o animê, mas as versões diferem pra caramba. Portanto, quem assistiu o animê e depois leu o mangá, teve um choque tão grande que até hoje tem gente que nem sabe se assiste de novo o desenho ou lê novamente o mangá.



A história das três estudantes do ginásio que nunca se viram na vida, durante um passeio das escolas na Torre de Tóquio, elas são levadas para um outro mundo. Ganham poderes mágicos, armas mágicas e um bichinho esquisito e fofinho que as acompanham durante a viagem para derrotar o vilão e salvar a princesa que era o pilar que sustentava o mundo. Mas o desfecho...
Será que só eu que notei ou a maioria dos personagens foram batizados com os nomes de carros aqui no Japão? E as protagonistas tinham nomes de acordo com os elementos naturais (bom, ficou faltando a terra)? Um dia menos dia, resolvo explicar melhor esse fato...

Suki, dakara suki: Das mesmas autoras do mangá citado acima, essa história comprava bisemanalmente nas bancas e depois comprava o tankohon. História de amor impossível entre uma estudante de ginásio com o professor, que coincidentemente era seu vizinho de casa. Mas muita coisa misteriosa pairava no ar e somente nos finais saberemos da verdadeira história. E quem pensa que nesse amor impossível tem alguma cena picante, esqueçam, viu?



Antes que me esqueça: as autoras dos dois mangás citados, são quatro mulheres que formam o grupo CLAMP. Só que tem um mangá que estava lendo e colecionando mas parou no meio... isso já fazem uns quatro anos!!!!
E ainda fui na exposição que elas fizeram o ano retrasado em Kawasaki. O museu era longe pra caramba da estação, mas valeu a caminhada e ter pago 700 pilas pelo ingresso - as meninas merecem!

Piku Piku Sentaro: O dia-a-dia de um rapaz ilustrador e desenhista freelancer e seu coelhinho de estimação chamado Sentaro. Pode parecer besta, mas as histórias desenhadas por Tsubasa Nunoura cativam qualquer um. Tem horas que esse coelho enche o saco, mas de tão fofinho que ele é, amolece até o coração do dono. Os melhores amigos do coelho são uma gata que adora brincar e brigar com ele, um coelho de tamanho gigante e um coelho com cara de invocado...



E os mangás deste coelho ainda não terminaram! Bisemanalmente na revista feminina "Be Love", as histórias dele continuam...

Isso é uma pequena amostra do que costumo ler, mas nos próximos posts terão mais!

Saturday, January 13, 2007

Desenterrando da Massa Cinzenta - Da série: "Não acredito que já gostei disso!" - Episódio 2

A memória da gente nos dá cada estalo que às vezes dá uma baita duma vontade de passar uma borracha e esquecer o passado. Tudo bem, existem coisas do passado que a gente não quer esquecer, como a primeira palavra, o primeiro dia de escola, o dia da formatura... Mas existem coisas que a gente quer esquecer mas fica difícil, pois como já disse da outra vez, sempre tem alguém para fazer o servicinho.

SMAP - "Dynamite": Sim, confesso. Gosto do grupo e não perdia o programa semanal de toda segunda "SMAP X SMAP". Porém, como atualmente saio muito tarde do serviço, raramente consigo assistir ao programa. Mas quando assistia, gostava do Bistro Smap, o qual era um duelo em duplas em agradar o convidado com comida, mas feito de acordo o que o convidado pedir. Sem falar dos quadros humorísticos e o bloco final com os cinco cantando (caham!) a música do sucesso deles ou um pot-pourri ou com algum convidado especial...
Mas como tem os PV (promotion videos), eis dois que me marcaram.
"Dynamite", de 1997, do album "Su", era o carro-chefe do álbum. E olha que até que a mulherada é meio contida com seus ídolos. No meio da rua? Eita...



"Yozora No Mukou": Essa música, na verdade, foi uma das primeiras que ouvi quando cheguei aqui. Gostei tanto que acabei traduzindo pra versão romanizada somente para fazer bonito em karaokê. Porém: é uma das poucas músicas que consigo cantar sem precisar da versão romanizada...



Bônus: Takuya Kimura e Goro Inagaki dançando "Dragostea Din Tei": Era um quadro do programa Smap X Smap, do ano passado ou retrasado, não lembro, mas foi na carona do sucesso dos romenos O-Zone com a música "Dragostea Din Tei". O quadro se tratava de um host club (onde as mulheres vão se divertir bebendo com os acompanhantes da casa) e no meio de tudo isso, a coreografia que já virou comédia e o refrão virou "noma-noma-hey" (noma vem do verbo nomu, beber).
Ao menos é bem melhor que a versão infame do Latino chamado "Festa no Apê", que nunca ouvi e nem tenho curiosidade em saber...



Pois é, gente. Existem coisas que realmente a nossa memória resolve nos pregar peças....

Thursday, January 11, 2007

Resoluções de Ano-Novo, se é que serão pra este ano...

Toda vez que chega final de ano, em meio a muita champanha, muito lombo, muita uva e romãs, a gente fala que "ano que vem será diferente". Claro que a gente quer que o ano seguinte seja melhor que o ano que passou, vai fazer mil planos e a gente acaba somente cumprindo meia dúzia, como cuidar da saúde, juntar dinheiro e fazer alguma viagem nem que seja para a cidade mais próxima. Mas, como a gente acaba fazendo uma listinha maior do que se imagina, por isso que a gente nunca consegue cumprir nem um oitavo do previsto. Ora, a gente deixa pro próximo ano, quem sabe...
As mais comuns, principalmente desta que vos posta neste sítio, são:

1 - Vou entrar numa academia de ginástica: Esta resolução, no departamento onde trabalho, já virou lenda. Todo mês eu falo a mesma coisa: vou me inscrever em tal academia de ginástica e dedicar-me uma hora e meia por dia para manter minha saúde e perder alguns quilos. Bem que tentei o ano passado, indo numa academia onde é exclusivo para mulheres, em sistema de rodízio: cada oito minutos fazendo um exercício diferente em um equipamento diferente, intercalado com pranchas de step. Bom, dá um suador danado, agora perguntem pra mim se voltei.



Um dia eu volto, não deixei vocês abandonados.

2 - Vou parar, ou ao menos diminuir, o consumo de café: Ano retrasado, em um dos meus exames anuais de saúde, tive o péssimo resultado em saber que estou com falta de ferro no organismo e uma das conversas com a médica, resultou em que deveria reduzir meu consumo de cafeína e aumentar meu consumo de espinafre e fígado. Olha, até espinafre, ainda passa, mas fígado... Nem hipermegaultra bem passado. Até um certo ponto, realmente, diminuí meu consumo de café no serviço (em casa, confesso - nem chego perto), de cinco xícaras diárias para duas. Porém, quem me conhece, sabe: tem dia que cheguei a tomar sete xícaras em um dia só, tamanho o nervoso que a gente passa no cubículo. Moral da história: este ano se em um dia todo tomei três xícaras foi muito. Isso porque fora do trabalho nem tomo mais como fazia antes (passava no Mister Donut e pedia café com leite quente e com direito a repeteco de graça). Será que até final de janeiro consigo tomar uma xícara por dia?



Bom, se for café desta rede, aceito de bom grado...

3 - Vou tirar uma semana de férias: Isso todo mês também falo a mesma coisa. Mas na hora, acabo esquecendo. Ou acabo falando e eles acabam esquecendo de me darem esta semana sagrada. Para eles, claro. Como tenho direito a dez dias de férias remuneradas, tenho que tirá-las antes que eu perca em abril. Portanto, tenho três meses para correr atrás disso. Que farei com meus sete dias de liberade quando conseguí-las? Descansar, cuidar das minhas coisas, levar kinguio encantado para passear...



4 - Irei fazer dieta: Vide mesmo caso da academia de ginástica. Mas comigo, nunca deu certo. Bem que tentei, mas perdi quatro quilos, minha saúde ficou abalada, e voltei comendo o dobro do que eu já comia. Só que quem me vê almoçando, não acredita: como pouco e ainda por cima continuo um pouco acima do meu peso ideal. Se bem que atualmente o ponteiro da balança marca abaixo dos 60 quilos que eu tinha na semana do ano novo...
Não, definitivamente, pra mim fazer dieta nunca dará certo! Com um monte de restaurantes de pague tanto e coma a vontade...

5 - Mudaremos de apartamento: Gostamos do nosso apartamento, minúsculo apartamento, mas o que sempre faz a gente querer mudar de casa, é o fato da gente morar um tanto longe da estação de trem e ficar dependendo de ônibus para ir em vários lugares, limitando-nos a ter que voltar mais cedo pra casa por falta de condução. Tudo bem, temos carro, mas para ir para Tóquio, só o precinho do pedágio e do estacionamento, melhor ir de trem mesmo. Só tiro essa idéia da cabeça quando chega início do ano - época que inicia o ano fiscal e o precinho dos aluguéis vai lá nas alturas. Mas um dia...

E sem falar, em juntar dinheiro, ser mais econômico, cuidado com a saúde...

Tuesday, January 09, 2007

História Moderna de Caim e Abel

Quase todo mundo conhece a história biblíca dos filhos de Adão e Eva, os irmãos Caim e Abel... Pra quem não sabe ou não lembra, no livro de Gênesis, houve a criação do mundo, do homem e da mulher, da maçã e da serpente. Pra chegar até história de Caim e Abel, tem muito versículo pela frente, mas vamos encurtar: Abel era o pastor de ovelhas e Caim era agricultor. Mas como Abel era o preferido por todos, gerou uma ponta de inveja em Caim, que, resolveu tirar o irmão do meio de uma forma nada agradavel, se é que me entenderam. Eis a primeira história de fraticídio mais conhecida de todos os tempos.
Pois é, na primeira semana do ano, os noticiários japoneses, além de falarem do incidente no Kouhaku Utagassen, deram enfoque a um caso de fraticídio ocorrido em
Shibuya, Tóquio. Imagine uma família de férias descobrirem após a volta que o filho esquartejou a irmã mais nova! Não estou brincando: na semana do ano-novo, enquanto os pais estavam viajando, o filho do meio, que já não se dava bem com a irmã mais nova, perdeu a paciência com ela devido a um infeliz comentário e resolveu, depois de afogá-la, estrangulá-la, fazê-la em pedacinhos para ter a certeza de que ela não estaria viva pra ficar torrando os pacovás dele novamente. E para não deixar vestígios, escondeu uma parte no quarto e o restante jogou fora em diversos lugares. Para os pais sentirem a falta da filha mais nova até que demorou: o pai sentiu um cheiro de algo podre no quarto do filho e o mesmo deu a desculpa que "matou um tubarão empalhado de um amigo" coisa parecida... O pai, na pressa de viajar para outra província, pois final de ano, o tempo era curto, engoliu. Mas depois não colou, pois depois os próprios pais denunciaram o próprio filho.
O menino, que estava para ingressar em uma universidade particular de odontologia (só pra citar: os avós paternos, maternos, os pais e o irmão mais velho eram dentistas), disse que matou a irmã mais nova, estudante de escola técnica em computação e aspirante a atriz, porque ela disse que ele não tinha ambição na vida, coisa parecida. O que para nós seria algo meio normal, porque quem tem irmãos sabe como é essas brigas - discute, leva alguns tabefes, mas tudo volta ao normal. Mas parece que com essa família a coisa foi até as últimas conseqüências...
Segundo o Mainichi On Line, parece que o buraco é mais embaixo...



O fraticídio mais conhecido de todos os tempos...

Monday, January 08, 2007

Três Palavrinhas Mágicas



Sempre digo que atualmente parece-me que as pessoas esquecem - e muito! - das boas maneiras. Quando falo de boas maneiras, incluem-se, além de não apoiar os cotovelos na mesa, mastigar de boca fechada e dar passagem aos mais idosos, o jeito de se pedir alguma coisa. Não sei se a impassibilidade e a frieza tomam conta das pessoas, mas percebo mesmo que a falta de educação vem aumentado cada vez mais.
Sabe quando a gente pede "por favor...", não estamos nos rebaixando, estamos pedindo algo sem implorar. Por mais que seja algo que possa ser meio constrangedor, o "por favor" diminui todas os sentimentos de culpa e de que acabou de levar bronca.
Pedir desculpas pelo erro é uma forma de se expressar o arrependimento, mas nunca virar um capacho. Saber se desculpar, indica que reconhece que errou e que espera não repetí-lo. E saber aceitar as desculpas também é uma forma que entende e compreende a pessoa.
Agradecer pela ajuda, com o "muito obrigado (a)", alivia a alma e a mente de ambas as partes: a pessoa que pediu a ajuda sabe que têm pessoas prontas a dar uma mãozinha e pessoas que reconhecem o trabalho.
Sabe que dizer essas três palavrinhas nunca matou ninguém, faz um bem para a alma e para a saúde, tanto a minha, a nossa e a de vocês.

Sunday, January 07, 2007

Os melhores livros de auto-ajuda ( segundo a autora)

Há muito ando meio desatualizada em matéria de literatura. Pra dizer a verdade, desde que vim parar aqui. Na época, internet era meio inviável, necas de revistas made in Brazil, e também informações sobre o Brasil, só via carta ou quando alguém era recém-chegado de lá. O que tinha a fazer então? Ler mangás. Sim, aquelas historinhas em quadrinhos em forma de livros mais grossos que os da coleção "Vaga-lume" (ô, saudade...), só assim pra aprender ao menos a ler japonês.
Como meus irmãos gostavam e ainda gostam de ler mangás, eu tive a oportunidade de ler alguns exemplares enquanto estava no Brasil. Pra dizer a verdade... desde que me conheço por gente, minha mãe sempre dizia que comecei a (tentar) ler aos quatro anos. Mas eram gibis da Turma da Mônica, do tempo que eles eram de outra editora e tinham visual mais... pontudos, como diriam aqueles que acompanharam nos anos 70. Pensam que meus pais falavam que "ler gibi desaprende"? Certo que a gente tinha hora pra ler ( leia-se depois de ter feito a lição de casa ), mas gibi nunca faltou em nosso lar. Meu pai comprava quase de tudo: Mônica, Cebolinha, Pato Donald, Zé Carioca, Tio Patinhas, Almanaque Disney, Luluzinha, Heróis da TV (os do Hanna-Barbera), entre muitos que levaria o dia todo citando. Claro que o politicamente correto não existia na minha infância e toca minha mãe explicando o certo e o errado nas historinhas. Oras, a gente queria mais era rir.
Mesmo entrando na adolescência, ainda continuava indo na banca de revistas e comprava as minhas favoritas. Tudo bem que a Capricho e a Bizz estavam no meio, queriam o quê de uma garota de 15 anos? Mas os quadrinhos... tinha que levar pra casa e ler, ler, ler.
O tempo passa, entro na faculdade, estágio em banco mas continuo a ler os gibis. Os de sempre. Mesmo a turma da Mônica ter ido para outra editora. Descubro a série que saiu no "Caderno 2" do Estadão sobre "A História da História em Quadrinhos", de Alvaro de Moya e também descubro outras historinhas variando dos legais aos sinistros.
Formatura e emprego novo, e eu continuo a ler quadrinhos. Redescubro os mangás, pois os mesmos somente quando ia na casa de parentes isseis. Irmão formado e trabalhando na "capitar", primeiros salários, mangás das Guerreiras Mágicas, Sailor Moon e Dragon Ball. Mesmo na língua nativa, a gente entendia "malomeno" só de ver as figuras...
Mesmo longe de casa, da prateleira que deixei com os gibis (espero que eles estejam inteiros), na região onde hoje moro, a gente consegue adquirir alguns exemplares da turminha, apesar do precinho salgado que cobram, mas nada melhor que tomar um guaraná, comer pipoca e curtir um gibizinho pra lembrar dos tempos que éramos felizes e não sabíamos.
Livro de auto-ajuda? Vá a banca mais próxima e compra um gibi. Se é dos antigos, vá a um sebo, mesmo saindo de lá com o nariz coçando de tanto o cheiro de mofo, vale a pena sair de lá com uma raridade em mãos.

Saturday, January 06, 2007

Número 100!

Aos trancos e barrancos, cheguei a postagem de número cem. Um ano e um mês tentando entreter os poucos freqüentadores deste sítio, mas os assuntos pendentes, farei o máximo possível para pôr em ordem.
Assim que me recuperar da ressaca de cinco dias de folga e tentando me situar na realidade do tronco, ops, do cubículo do meu trabalho...

Wednesday, January 03, 2007

Desenterrando da Massa Cinzenta - Da série: "Não acredito que já gostei disso!" - Episódio 1

Chega o final do ano, as emissoras fazem uma vasculhada nos arquivos e do baú empoeirado, surgem pérolas que nos fazem lembrar que éramos felizes e não sabíamos, mas também fazem brotar lá do fundo da massa cinzenta as coisas que a gente faria questão de esquecer mas não tem jeito, sempre tem alguém para fazer o servicinho (inclusive eu).
Tudo bem, mas olha o que fizeram questão que eu lembrasse!!



Morning Musume "Love Machine" (versão completa): Era meados de 1998 e mal sabia algo de j-pop. Onde eu morava não tinha muito o quê fazer, o negócio era ficar assistindo a programação local para se familiarizar com a coisa. E era uma época até que boa, tinha bastante programas musicais na TV. E num programa desses apareceu esse grupo de oito? nove? mocinhas dançando e cantando. Sim, o Morning Musume teve boas músicas, até que, o produtor deu de ficar mudando as integrantes tal como na época do Menudo: completou 20 anos, troca por outra. Mas a fase da Kaori Iida e Yuko Nakagawa foi essa mesmo no PV (promotion video) que vos apresento.
(Pior que toda vez que toca o refrão da música, não resisto e acabo imitando o gesto, aiaiai...)
Nota: como é que naquela época elas conseguiam dançar com essas plataformas?!

"Causos" de Ano-Novo, ou "olha só o que tenho que ler, ouvir e/ou ver"



Desde que estou aqui, todo final e início de ano é a mesma coisa. Parece que essa gente nunca aprende mesmo, mas fazer o quê, ser humano também é provido de acertos e erros, senão esse mundo jamais teria graça.

E os índices de audiência vêm baixando....
Pra quem é leigo no assunto como eu (que teve que ficar navegando na net para entender melhor), de alguns pares de anos pra cá, o festival de 31 de dezembro, chamado "Kouhaku Utagassen" (Festival de música vermelho e branco) está cada vez mais perdendo audiência. Este festival, tradicional há mais de cinco décadas, já teve dias melhores. Explicando resumido: esse festival reúne os melhores cantores e cantoras do ano (se bem que não necessariamente) e são separados em dois grupos: os homens são o grupo branco e as mulheres, o vermelho. Apresentam as músicas que fizeram sucesso durante o ano todo, com performances e intercalados com alguma atração à parte.
Particularmente, só consegui assistir a dois anos, acho que 1998 e 1999. Os outros anos seguintes acho que andei passando a virada do ano na casa de parentes. Mas pelos noticiários, a audiência vem caindo cada vez mais. Será que o povo cansou de ver os mesmos artistas?(Tem cantor(a) que já faz mais de 30 apresentações.) Ou os artistas novos não estão dando conta do recado? E olha que tem artista que foi convidado mas recusou (caso mais conhecido: Hikaru Utada). E tem artista que a própria emissora implorou para que ele viesse participar (como Tsuyoshi Nagabushi e Miyuki Nakashima). Mas tem artista que faz de tudo pra participar. Pra ver se a vendagem de discos aumenta, bem como seu ibope.
O 57o. que passou na virada deste ano nem cheguei a ver. Mas pelos noticiários que andei lendo via Mainichi, só a performance deste cara, já deu pra entender porque a audiência vem de mal a pior.


PS: até o próprio apresentador JURA que ninguém estava pelado!

Perigo! Mantenha longe do alcance dos... idosos!
Sei que é até pecado falar uma coisa dessas, mas que posso fazer se todo ano é a mesma coisa? Todo mundo, até os ocidentais, sabe que comer moti (bolinho de arroz) no primeiro dia de ano é sorte para o ano todo. Pode-se comer de tudo o que é jeito: feito na hora, com shoyu e açúcar; assado na grelha; frito que nem batatinha (fica durinho por fora, mas molinho por dentro); junto com oozoni, sopa de algas e legumes, que além de curar ressaca, como diria o Marcelo Katsuki, neste artigo "A Sopa da Sorte".
Porém, tem gente que não chega nem a passar do primeiro ano, infelizmente.
Mal o ano começa e já vejo nos noticiários que tal pessoa morreu engasgada pelo moti ou tantas pessoas foram parar no hospital. Moti envenenado??? Não, explico melhor. Como a maioria gosta de comer o moti dentro da sopa fervente, o dito bolinho fica mole parecendo um puxa-puxa. Mas ao invés de comer aos pedacinhos, tem gente que é apressado e engole tudo de uma vez. Aí o bolinho endurece na garganta e dá no que dá!
Detalhe mais triste: as vítimas fatais são, na maioria, septuagenários pra cima. Tanto que uma das emissoras que vi o noticiário adverte: esteja sempre perto de mais pessoas quando for comer moti!


Oh, meu pai... e quando a gente era criança, mamãe sempre dizia que o apressado come cru...

Todo Mundo teve a mesma Idéia
Depois de um ano de muita labuta, é hora de descansar longe da cidade grande. Se bem que todo mundo pensou a mesma coisa no dia 29 de dezembro. Resultado: trens lotados, aviões lotados, estradas lotadas. Bem como no dia 31 de dezembro, todo mundo resolve ir aos templos, rezar e agradecer pelo ano que passou e pedir para um ano melhor.
Eu, nós, vocês também.

Sim, estive neste templo na virada do ano, o Zojoji, que fica perto da Torre de Tóquio.

Ah, sim. E existem aquelas velhas promessas que a gente faz no último dia do ano e que no ano seguinte a gente cumpre somente a metade.... E olha que não é só a gente que faz promessas e não cumpre, mas ao menos a gente faz para si mesmo e não divulga pela mídia, no caso de artistas, políticos (esses, sim, fazem promessas e nunca cumprem, pior que o povo tem memória curta e esquecem logo no primeiro trimestre...).

Monday, January 01, 2007

Feliz Ano Novo!!!



Para todos os leitores, familiares, amigos que participam de nossas vidas, desejo a todos um Feliz Ano Novo e que tudo de bom se realize!!!
E este ano, é o ano de javali ( e não porquinho!).