Tuesday, February 27, 2007

Personagens Reais de Desenho Animado

Onde eu trabalho, a gente tem que rir para não chorar, pois diariamente, sem exceção, temos pepinos e abacaxis para descascar e ter que engolir cada sapo. E olha que não trabalhamos em feira livre ou Ceasa ou num reinado onde vivia o Príncipe Sapo. Pois bem, nestas minhas divagações para não pirar de vez no serviço, descobri, através de meu colega de serviço que muitas das pessoas que trabalham lá, parecem personagens de desenho animado. Uma pena que os desenhos em si são bem mais divertidos que da vida real, mas tudo bem, tem gente que se salva.
Mas acredito que, em todo o lugar que estamos, sempre vai ter um ou outro que se parece com determinado personagem de desenho animado. Duvidam?

Hardy Har-Har: Lembram da hiena que acompanhava o leão Lippy nos desenhos de Hanna-Barbera? Pois é o tipo de pessoa que vive sendo pessimista até no dia que tudo deu certo. Sempre reclama e lamenta de tudo. Nem a nuvenzinha negra que vive chovendo no carro da família Addams bate este tipo de gente.

Mum-Rá: A gente pode dar este nome para aqueles (ou aquelas) que já tem uma ceeeeeeeeerta idade e pensa que sabe de tudo e quer conquistar o mundo. Não precisa ser ruim, já ser parecido com o vilão do Thundercats já basta.

Pateta: A pessoa atrapalhada, dá fora, mas sem intenção de maldade. Mas às vezes esses gafes geram grandes idéias, podem crer. Mas ainda levará até o túmulo essa alcunha.

McGyver: Tudo bem, não é desenho animado, mas sempre encontraremos com um McGyver no caminho, montando uma bomba com um clipe de papel, tubo de caneta vazia e elástico.

Doraemon: O simpático gato azul sem orelhas sempre tem alguma coisa dentro da bolsa que fica na barriga. Seria a mesma coisa que aquela colega ao seu lado que tem um canivete suíço, um grampo de cabelo e até açúcar de reserva pro café. Uma pena que não tenha a portinha mágica pra gente sair na hora que mais precisa!

Johnny Bravo: Sempre tem um que tem panca de bonitão, tem mais músculos que cérebro e acha que consegue todas na conversa. Só que sempre dá com os burros n'água.

As Garotas Superpoderosas: Em todo o lugar tem sempre a invocadinha, a boazinha e a que teria a cabeça no lugar. Só falta o professor Utônio.





Ter uma porta mágica, salvar o mundo ou lamentar pelo resto da vida?

Lembrando George

Se não tivesse ido para longe do mundo material, ele estaria fazendo 64 anos no dia 25 de fevereiro, que já passou. Mas se estaria em plena forma, quem sabe? Mesmo estando em outro universo, ele continua sendo lembrado. Seja pela sua timidez, seja pelo fato de ficar no cantinho dele, seja por ser quieto, seja pela sua capacidade tremenda de tocar guitarra. De quem eu falo? Ora, do George Harrison, claro.

Já postei sobre ele aqui e aqui, portanto falar do George seria meio que chover no molhado.

Tudo bem que sou fã confessa dos Beatles, isso nunca neguei. Mas toda vez que o George aparecia, ai, quanta diferença. Como diria uma amiga (já falecida) também fã, eita pedaço de mau caminho, sô!



Mas, onde você estiver, que esteja alegrando o universo. Por acaso conseguiu encontrar seu amigo John no meio pra completar o show?



Bom, se caso vocês voltarem, não EXATAMENTE desta forma...

Saturday, February 17, 2007

Novamente a vinda da.... alergia!!!

De uns três anos pra cá comecei a sofrer de um mal comum de final de inverno pra início de primavera, chamado kafunshoo. Já comecei a sentir esse drama no início desta semana, quando meus olhos começaram a coçar e o nariz a incomodar. Seria a hora que minha caixa de pronto-socorro teria que agir - enfiar o cotonete com pomada contra alergia no nariz e pingar colírio.

Não existe época mais terrível que esta que eu passo. Detesto quando fico neste estado. Parece que você está se afogando. Existe sensação pior do que esta?!

Resta novamente acordar mais cedo, passar aspirador na casa, tirar o pó e borrifar produtos que diminuem o pólen.

Pior das hipóteses: procurar morar em um lugar onde a incidência de pólen seria o menor possível.



E pensar que um milhão dessas árvores criam pânico na região de Tóquio, mais do que Godzilla e os vilões do Ultraman juntos!

Wednesday, February 14, 2007

Já ganhou seu chocolate hoje?

Dia 14 de fevereiro, no Japão, Estados Unidos e alguns outros países, é "comemorado" o dia de São Valentim, o padre que celebrava casamentos proíbidos, como dizem a lenda, já disse isso no ano passado...
Só que aqui, as meninas presenteam os candidatos a namorado com chocolates, sejam comprados nas lojas de conveniência ou grandes lojas de departamentos, sejam feitos em casa. Seja como for, alguns enchem a sacolinha outros nem tanto.
Isso me fez lembrar de um desenho muito antigo, do Charlie Brown e sua turma, sobre o dia dos Namorados, em que ele, na esperança de ganhar um monte de cartões das colegas na escola, vai com uma maleta mas...
Aliás, rapazes, ganharam seu chocolate hoje?

Monday, February 12, 2007

Gosto, Adoro Muito Muito Muito Disso Tudo

Meu marido kinguio encantado. Bolo de chocolate. Pão-de-ló da minha mãe. Beatles. Bolacha cream-cracker com manteiga. Chá preto. Cheiro de café feito na hora. Revista de variedades. Passear em lojas de inutilidades domésticas. Dia de folga. Programa de TV sobre curiosidades. Tulipas.

Deitar em lençol limpo. Perfume Eternity Calvin Klein. Perfume do kinguio CK be. Roupa lavada com cheiro de amaciante. Morango. Gibis da Turma da Mônica. Agua Contrex. Chocolate. Passear de braço dado com kinguio. Jardins. Sol de primavera.
Beliscão de goiaba. Carpenters.

Amendoim tipo japonês. Snoopy e Peanuts. Ficar no PC lendo noticiário. Previsão de tempo com tempo bom. Cheiro de terra molhada de chuva. Brisa do mar. Vinho. Passear de trem. Ler mangás. Beatles encenando Shakespeare. Desenho de porquinhos. Cozinhar. Atualizar o blog. Enfeites de Natal.

Desenho animado antigo. Escrever na agenda. Falar sobre assuntos aleatórios. Cantar música brega quando ninguém está olhando. Estudar outra língua. Boa-educação. Frappucino do Starbucks no verão. Saias. Colecionar figurinhas. Tricotar.

Batata frita do Mac. Bolsa que cabe tudo. Protetor labial de manteiga de cacau da Body Shop. Cheiro de lavanda na casa. Leite. Masaharu Fukuyama. Hello Kitty. Creme de amendoim da saudosa Campineira. Cerejeiras florindo.

Sair com os melhores amigos pra um café. As Pontes de Madison. Cor-de-rosa. Bolinho de chuva. Gatos. São Paulo F.C..Juntar pontos pra desconto. Ler Real Simple Japan. Sorvete. Bordar em ponto cruz. Liquidação de roupas legais. Book-Off. Lasanha.

Pastel de feira. Camiseta branca. Ler "Hachimitsu to Clover". Southern All Stars cantando "Tsunami". Despertador Norakuro. Strogonoff feito por kinguio encantado. Bater perna com kinguio encantado no supermercado. Comentar da roupa ridícula de tal pessoa.

Experimentar óculos para ver como fica. Cheiro de carro novo. Tentar entender conversa alheia no ônibus. Brigadeiro. Folhagens. Pão assado na hora. Piqueniques. Pôr-do-sol. Alugar DVDs pra matar a saudade. Blusa de lã feita por mim. Karaokês. Tirinhas em quadrinhos no jornal.

Comentar com kinguio encantado sobre tal coisa. Mister Donut. Enoshima. Livro de culinária. Batata frita da Calbee. Canetas coloridas. Site das Garotas Que Dizem Ni. Ofurô depois de um dia terrível. Cabelo lavado. Paisagem de outono. Pizza de frango com catupiry.

Sopa bem quente no inverno. Ficar de pijama o dia todo no dia de folga. Contribuir com a reciclagem. Agradecer ao Senhor pelo dia de hoje. Doce de boteco. Tomar capuccino na caneca do Snoopy. Ter montado sozinha um quebra-cabeça de 900 peças do 101 Dálmatas.

Filmes com finais felizes. Brincos pequeninos. Gelatina colorida. Lojas de bairro. Pão de queijo. Ler revistas de fofocas na livraria. "João e Maria" de Chico e Nara. Contos de fada. Pudim de leite condensado feito em casa. Fotos.

Yakiniku. Loja de brinquedos. Salgadinhos de bar. Cinema. Yokohama. Loja de comida internacional Kaldi. Conhecer outra cidade. Ficar na Tower Records vendo livros novos. Chou-Cream. Teatro.

Nosso lar doce lar.

Sunday, February 11, 2007

Yesterday Once More

Why do birds suddenly appear? Everytime you are near... Just like me, they long to be, close to you....

Este verso, volta e meia aparece em algum filme ou algum programa de TV. Pra quem não lembra ou não sabe (acho que a maioria vai pela segunda opção) a música se chama "(They Long to Be) Close to You", pelos irmãos Carpenters.

Ah, tudo bem que muita gente não conhece. Ou se conhece vai pela comparação com aquela dupla de irmãos que eu já esqueci o nome (tudo bem, existem coisas que a minha memória não capta nem comendo toneladas de peixe), ou quando sai alguma notícia de tal pessoa morreu de algo conseqüente de anorexia nervosa. Desculpem leitores e leitoras deste sítio, mas lembrar dos Carpenters desta forma, seria coisa muito mórbida e de mau gosto não acham?

Por acaso alguém diz que a vocalista Karen era baterista? Sim, ela tocava bateria (claro que comparar ela com o Ringo eu iria acabar sendo apedrejada, mas vamos dizer o que eles tinham em comum era a mesma marca da bateria que usavam) e começou, vamos dizer, de brincadeira. Quem ouvir os primeiros álbuns, vai perceber.
E também ela tinha uma voz celestial que, na minha opinião, vai ser difícil encontrar igual. Parecido, pode até ser... Ora, quem ouvir as versões da música citada no primeiro parágrafo, "We've Only Just Begun" (que foi tirada de um comercial de TV), "Please Mister Postman" e "Superstar" podem ter certeza que elas são mais conhecidas pela voz da Karen do que pelos artistas originais (só pra ver como eu era meio lesada na época, nunca imaginei que os Beatles tinham gravado "Please Mister Postman" também).

Comecei a ouví-los por intermédio de meu irmão mais velho, no início de 1980. Graças aos bons tempos dos programas de TV pré-MTV chamados "Som Pop" (da Rede Cultura) e "Super Special" (da Rede Bandeirantes), conheci muito vídeo (tosquinho) de muita gente boa. E que fizeram história e hoje a gente encontra no YouTube, se alguma boa alma caridosa e de bom gosto coloca lá. Munido de gravador de fita, porque video-cassete era algo que, se existisse nos anos 80, era artigo de luxo, meu irmão plugava o fio no lugar onde seria o auxiliar e gravava as músicas direto da TV. Depois era só ouvir o resultado apesar da chiadeira e o narrador falando no início da música.

As músicas prediletas dos telespectadores destes programas eram "Please Mister Postman", "Only Yesterday", "Rainy Days and Mondays" (quem traduzir "rainy days and mondays always get me down", vai achar que o Jim Davis inspirou o Garfield através desta música, sei não) e "Beechwood 4-5789". Aos meus onze, doze anos nunca imaginei que por trás daquela voz angelical, escondia uma tragédia.

Foi o que aconteceu na manhã de 4 de fevereiro de 1983.

Pela manhã daquele sábado ao ligar a TV para assisir aos programas musicais (o Super Special era nas manhãs de sábado), o narrador informando do falecimento dela. E logo depois os jornais e revistas.

Trinta e dois anos.

E hoje, vinte e quatro anos depois, ela deixa saudades. Mas muita gente ainda faz questão de lembrar dela e de suas músicas.
Tenho um grande (nos dois sentidos, de tamanho e sabedoria) amigo que ajudou a produzir um programa especial dela. Incluvise presenteou-me com o "Live in Japan". Sim, os japoneses a admiram. Tanto que em algumas novelas, fazem questão de incluir uma música da dupla, como a mais recente (quatro anos atrás, vai) "Rainbow Connection" (original, do Caco, o Sapo) e "Leave Yesterday Behind".

Karen, pra mim e muita gente que te lembra, sempre será lembrada pelo seu talento e sua voz, não importando pelo resto que aconteceu.



"Superstar", por Sonic Youth - Este grupo americano, liderado por Thurston Moore, fez uma pequena homenagem a Karen no álbum-tributo "If I Were a Carpenter" com esta versão (sombria) do original de Leon Russell. O vídeo é inspirado no original de 1971. Kim Gordon (baixista e mulher de Moore) homenageou-a na música "Tunic", do álbum "Goo", considerado o melhor do grupo.



"I Need To Be In Love", por Keisuke Kuwata - Gravado no show beneficente de dezembro de 2006, o "Act Against Aids", Keisuke Kuwata, líder do grupo japonês Southern All Stars, interpreta esta música que foi sucesso em 1976. Tudo bem que seu inglês não é tão impecável assim, mas ele não faz feio. Umas das poucas raridades de Kuwata com baladas.



"I Won't Last A Day Without You", por Hikaru Utada e Ringö Shiina - A cantora e guitarrista Ringö Shiina tinha lançado um álbum duplo de suas músicas. Em uma delas, traz esta versão de 1973, tendo Hikaru "Hikki" Utada como colaboradora vocal. O vídeo foi somente montagem da Sailor Moon, nada a ver, mas vale pela música, que seria um fato raro da Ringö interpretar baladas (ela é mais conhecida com músicas e vídeos tido como underground).

(Nota: alguém aí conseguiria o vídeo das Shonen Knife com a "cover" de "Top of The World"?)



"(They Long To Be) Close To You", por cubic U - O grupo, tendo Hikaru Utada nos vocais, lançou um álbum antes mesmo dela sair em carreira solo. Tendo remixes e batida de r&s, a música só teve relativo sucesso no Japão. Vale como registro.



"Please Mister Postman", (preciso dizer quem são????) Apesar de dublado para um programa de TV inglesa, os quatro de Liverpool fizeram esta versão das Marvelettes primeiro, no álbum "With The Beatles", de 1963. Só que cortaram no meio, que droga!



"Dancing In The Street" Este raríssimo vídeo, gravado para um programa de TV, em 1966, é uma das primeiras apresentações dos Carpenters no início quando eram um trio. E apresentaram o sucesso de Martha and the Vandellas, com a Karen tocando bateria e cantando, ao mesmo tempo. Tem-se a versão completa, mas de qualidade um tanto inferior.



"Rainbow Connection", por Kermit the Frog - Originalmente escrita para o filme "The Muppet Movie", esta música foi interpretada por Kermit, o Sapo. A versão dos Carpenters estava em uma fita guardada pela gravadora, até que foi lançada em 2003 no álbum "A Time Goes By" e especialmente em single para promoção da novela "Koi ga shitai, koi ga shitai, koi ga shitai".

Saturday, February 10, 2007

Nóis nos Isteites

Ou: Como é que nós viemos parar aqui!

Janeiro de 1964, no hotel de Paris. Um frio de rachar pedra e nada de um solzinho. Imagine quatro rapazes vindo da fria Inglaterra pararem no país vizinho, onde parece que o povo raramente toma banho e disfarça a catinga com litros de perfume. O sonho deles verem a Brigitte foi neblina abaixo e ninguém veio torrar a paciência deles. Melhor, daria pra tomar uma coca-cola tranquilamente e escolher cartões postais para eventuais emergências.
Pois é, John, Paul, George e Ringo resolveram fazer alguns shows no Olympia de Paris, sem antes tentar ver a ídala de adolescência e objeto constante nos sonhos de muito marmanjo da época, a Brigitte Bardot. O que foi uma decepção pra eles. O show, não, a Brigitte, que não estava em Paris.
O show, convenhamos, foi normal. Só que o som falhou trocentas vezes e cogitou-se até em sabotagem, já que os habitantes locais não gostavam muito de estrangeiros, imagine dos ingleses, devido a desavenças no passado, como a tal Guerra de Cem Anos que durou muito mais e fizeram churrasco da ídola-maior Joana.
No hotel, onde pediram pra instalar um piano, era o local onde poderiam pensar melhor para um novo disco. Já tinham conquistado a Inglaterra, malemal França e qual seria o próximo passo?
A América.
Foi sugestão do americano Roy Orbison, que foi pra Londres fazer alguns shows e encontrou-se com os quatro de Liverpool. Os quatro ficaram meio receosos, porque Cliff Richard foi pra lá e deu-se mal, vamos dizer, nunca mais fez sucesso como antes de ir pra América. Orbison ainda deu uma força, dizendo que não é bem por aí e que se forem, eles teriam a chance de dar certo. Ou errado.
Os quatro eram desconhecidos na América. Antes disso, George foi pra lá visitar a irmã e nem foi reconhecido. Imagine, ir pra América, onde Elvis faz sucesso, o povo em luto devido a morte de Kennedy e ainda por coincidência os quatro lançaram seu segundo álbum no mesmo dia que o Presidente morreu, aí que as chances de dar errado eram grandes. E no show do Ed Sullivan, que cortou a imagem do Elvis da cintura pra baixo? Imagine o que faria com quatro rapazes, de sotaque de Liverpool e cabelo cuia!
Seja lá o que Deus quiser, a bordo da British Airways, com malas, guitarras, bateria e muita coragem.
A recepção foi calorosa, pero no mucho, afinal como dissemos, o povo ainda está abalado com a morte trágica do Presidente. Mas na sala de imprensa do aeroporto... o nervosismo era tanto que só contando piadas pra tirar essa tensão. Com essas piadas, viraram notícia de costa a costa. Ora, o povo precisava um pouco de alegria, depois de tudo o que aconteceu e ainda num inverno de rachar pedra.
Os passeios no Central Park foram tranquilos. Até demais. Uma pena que o George não pode passear por causa de uma gripe e se saísse, nem ele saberia se estaria com forças pra tocar guitarra. Haja aspirina!
Estudio CBS pro show do Ed Sullivan. Público lotado e algumas apresentações depois, de outros artistas. E os quatro de Liverpool pra lá de nervosos. Tudo bem, já se apresentaram pra tevê inglesa, mas não era a mesma coisa. Imagine, rede nacional de ponta-a-ponta.
Final do saldo: todo mundo grudado na TV, índice de criminalidade zero. E os quatro de Liverpool cumpriram sua parte: apresentaram-se na TV americana, ganharam a simpatia deles, e depois nunca mais tiveram sossego: por onde andavam, o povo queria uma lembrancinha deles, seja um autógrafo até pedaço de roupas...
Lógico que a historinha foi inventada, mas a parte do show do Ed Sullivan foi verdade, conforme a seguir.



Mas bem que no vôo de volta pra Londres, teria saído o seguinte....

John: - Tava um frio de rachar, isso sim! Ainda bem o estúdio estava quentinho.
Paul: - Será que o pessoal percebeu a nossa desafinação?
George: - Não sei... Ainda bem que você cobriu minha voz gripada no backing vocal... atchiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!
Ringo: - Saúde, mas da próxima vez, além de marcar show pro verão, vamos renovar nosso repertório de piadas! A da galinha que atravessa a rua já está muito batida.

Escrita originalmente em 9 de fevereiro, data em que os Beatles apareceram pela segunda vez em um programa de TV americano. Dizem que a primeira vez, foi em videotape no Jack Parr Show...

Thursday, February 08, 2007

Coisas que nunca deveríamos esquecer

Claro que a gente fala que nunca devemos esquecer de pagar as contas, fazer os deveres de casa, a chave da casa e o dinheiro pra emergência, mas existem certas coisas que a gente também nunca deveria esquecer, ainda mais que isso é passado para gerações e gerações.
Quando a gente menciona educação, o significado seria as boas maneiras, o modo de agir, pensar e falar. O bom senso. Só que tem muita gente por aí que confunde educação como grau de escolaridade com as boas maneiras.
Pra quem não sabe, fiz o curso do magistério ao invés do colegial "normal" como diziam na minha época (eita, dicionário de velho, viu...). E em muitos anos que lecionei e trabalhei, conheci tudo o que era tipo de pessoas. E comportamentos. Certo que o tempo se encarrega de mudar, mas nunca imaginei que fosse pra pior.
Claro que, quando cheguei aqui, quase uma década atrás, fui advertida que algumas pessoas realmente querem te ajudar e a grande maioria quer lhe enfiar uma faca nas costas. Em português bem claro: se vira porque você não é quadrado (a). Dependendo de alguns aspectos sou daquela que confia com um pé atrás, até que se prove o contrário. Nesse ponto, até que eu levei sorte.
Assim como em todo o lugar do mundo, a gente encontra tudo o que é tipo de pessoa e passa em cada situação que varia do cômico ao constrangedor. Confesso: de alguns anos pra cá, o nível de boa educação caiu muito.
Trabalho em um escritório há quatro anos e ouço quase que diariamente (exceto nos meus dias de sagrada folga) despautérios e desaforos, de gente de tudo o que é idade. Acham que gente de idade que variam de ser quase meu filho até meu avô (que Deus o tenha) tem educação e bons modos?! No meu tempo (olha essa expressão de velho de novo!!) se a gente falasse mais alto pros nossos pais, no mínimo era um genkotsu e sermão pra dizer pouco. Hoje, nos tempos do "politicamente correto", dar uns "croques" na cabeça de alguém pode render processo e alguns anos de terapia. Se isso fosse verdade, todo mundo da minha geração tinha virado terrorista de primeira classe...
Hoje, parece que tudo perdeu o sentido. E parece que, quanto mais grosso falar, mais poder tem. Fico decepcionada com tudo isso que convivo. Sim, teve uma vez que uma menina, quase a metade da minha idade desfilou um sem-número de palavrões pra mim e acabei perdendo a paciência: disse que se eu fosse a mãe dela, eu teria muita vergonha de chamar de filha, ia deserdar sem o menor pingo de culpa, e que nunca daria esse tipo de educação a ela. E ainda mais: que homem iria querer uma menina com esse linguajar? Só se fosse da mesma espécime. Se depois se emendou, não sei, mas gente assim não desentorta nem com martelada.
Ter curso superior aqui, não eleva status de ninguém. Estamos tudo no mesmo barco: ter que trabalhar pra pagar as contas do mês e guardar o que sobrar pra uma aposentadoria decente. Não é porque tem uma formação superior (leia-se: estudou e formou-se em uma faculdade) é que vai pisando em alguém. Devido a incompatibilidade de carga curricular e ter que estudar a língua local, quem tem curso superior não tem como exercer a profissão aqui. Exemplos, medicina, odontologia e advocacia. Pra mim, ter ou não um diploma e vir trabalhar aqui, não muda em nada. Marido é formado em Direito com especialização, mas trabalha em uma empresa. Eu sou graduada em programação de sistemas, mas estou em um escritório. E nem por isso fico pisando em alguém. Quem me conhece, sabe: trabalho pra pagar as contas do mês e ter que sobrar algo pro resto. Se tenho um diploma da Unesp engavetado, ele vai continuar lá, apesar de ter exercido a profissão por três anos e tanto.
Eu diria que tem gente que precisaria tomar um chá de simancol e acordar pra vida, pois ultimamente ela não anda tão fácil como muitas décadas atrás.
Ou acreditar que ainda existe o castigo divino e quando vem, vem em dobro.
Ou acreditar piamente que nem tudo está perdido e sempre existirão pessoas que são ainda capazes de cativar pela sinceridade e boa-educação, virtudes em extinção mas que poderão ainda durar por muitas e muitas gerações.
Isso vai depender da consciência de cada um de nós.

Tuesday, February 06, 2007

Feliz Aniversário



Trinta e nove anos no dia seis de fevereiro!
Precisamos dizer mais?
Omedetou Gozaimasu!!

Trinta e nove coisas sobre Masaharu Fukuyama
Tá, essa eu inspirei no artigo do Macca, mas também pode servir pra ele também....

1. Começou a carreira em 1990, mas o primeiro show não tinha uma alma viva pra presenciar o evento.
2. "Tsuyuoku no Ame no Naka", o primeiro single, é a música que faz parte dos shows até hoje.
3. Nasceu em na cidade de Nagasaki, em 6 de fevereiro de 1969.
4. O apelido "Masha" deve-se ao pai, que tinha problema de dicção em pronunciar o nome do filho. Até hoje ele é conhecido assim, tanto pelos fãs como pela mídia.
5. Foi a partir do segundo single "Access" que ganhou notoriedade... pra comerciais! A música foi inclusa num comercial de filmadoras Victor.
6. Fez poucas novelas, mas muita gente lembra dele como um dos irmãos em "Hitotsu Yane no Shita".
7. Pouco se sabe da vida amorosa dele. Tanto que uma delas acabou casando com outro ator, digamos de passagem. (Quem souber, me avisem.)
8. Era fumante inverterado. Foi diminuindo gradativamente (numa revista especial sobre a turnê "Eggs", em 2001, tinha passado a fumar cigarros de teor médio de nicotina) até parar de vez. Dá pra perceber que teve uma mudança de entonação nas músicas mais recentes.
9. Duas músicas de composição dele foram escritas especialmente para outros artistas e só depois foram lançadas como "lado B" de seus singles, como "self-cover": "Squall", para Eiko Matsumoto, em 1999. E "Himawari", de 2003 para o cantor de enka (coincidência: também de Nagasaki!) Kiyoshi Maekawa.
10. Gosta de curry do tipo mais ou menos ardido.
11. Dizem que ele faz tudo em sua casa: lava, passa, cozinha, paga as contas... (Não quer pagar as minhas também?)
12. Começou a se interessar por fotografia nos meados dos anos 90. Gostou tanto que em 2000 foi convidado a participar na TV Asahi como fotógrafo nos jogos olímpicos; em 2003 fez papel de fotógrafo e jornalista num filme-baseado-na-vida-real de um corredor universitário; e em 2006 lançou um livro com as melhores fotos que tirou durante suas viagens ao exterior (EUA, Cuba, Europa).
13. Quem indicou pra que viesse a fazer parte do escritório que o empresaria - a Amuse - foi Keisuke Kuwata, do Southern All Stars. Dizem que mesmo com um incidente na casa de Kuwata (devido a alguns saquês a mais ), eles continuam sendo como se fossem irmãos. Tanto que, no show da companhia, o Yumejinshima em 2006, Kuwata o chamou no palco como "meu irmão mais novo".
14. Ainda com Kuwata, participa regularmente do evento "Act Against Aids", show de final de ano.
15. Só participou uma vez do tradicional "Kouhaku Utagassen" da NHK em 1993, com a música "Melody".
16. Desde 1996 possui um programa de rádio na Tokyo FM - "Fukuyama Masaharu SUZUKI Talking FM", aos domingos, das 16 as 16:55 horas. Nem precisa dizer quem patrocina.
Mas desde 2000, na Nippon Housou (AM 1242) possui o programa de sábado a noite o "All Night Nippon Saturday Special", das 23:30 a 1 da manhã.
17. "HEY!", 16o. single, foi lançado como música-tema das Olimpíadas de Sydney, no programa que cobria o evento pela... TV Asahi (veja item 12).
18. Em 2002, lançou um álbum de covers, baseado em um programa de TV que possuiu de janeiro a setembro, o "Fukuyama Engineering". Destaque para "Seishun no Kage", do Tulip (com direito a introdução de "White Shade of Pale", do Procol Harum)e "Cosmos", de Masashi Sada (mas a versão mais conhecida foi da Momoe Yamaguchi).
19. Participou da campanha da FujiFilm, "Photo is...", com fotografias tiradas por ele mesmo e tendo a música de fundo... "Imagine", de John Lennon, em 2006.
20. Diz que quer casar e ter dois filhos quando chegar aos 40 anos.
21. Pouco se fala da família do Masha, mas sabe-se que tem um irmão mais velho.
22. "Sakurazaka", seu 15o. single de 2000, além de marcar a transição de gravadora ( mudou de BMG para Universal), foi o mais vendido daquele ano. Além de ter sido lançado na época do florescimento das cerejeiras, lhe rendeu o primeiro lugar na Oricon e dois milhões de cópias.
23. Pelo menos três anos seguidos, é eleito o segundo homem mais preferido pelas leitoras, no enquete feito na revista feminina "an-an". Perde pro Takuya Kimura (SMAP).
24. Em 2006, a revista feminina "Domani" e a especializada em música "Oricon Style", o elegeram o primeiro homem mais preferido pelos leitores.
25. "5 nen mono" reúne todas as músicas que saíram em singles. Exceto "Beautiful Day", que saiu em comercial da goma de mascar Xylish; "The Edge of Chaos", do comercial de veículos Suzuki; e a faixa-bônus (edição vermelha) "Sandy", que segundo seu produtor, Goofy Mori, não significa nada, apenas uma estorinha.
26. Falando mais em comerciais... Participou regularmente nos comerciais da Xylish, sendo o último, contracenando com narizes dançantes em pleno ônibus londrino; e pelas bebidas Pocari Sweat, a companhia até patrocinou um show especial para 10 mil felizardos que concorreram um ingresso grátis (a base de sorteio via cartão-postal), em 2003, no Makurahi Messe, em Chiba.
27. No comercial da cerveja "Diet Nama", da Suntory, a campanha do verão de 2006, além de concorrer a um yukata (quimono de verão), o comercial contava com a presença de dois sumotoris - Chiyokotai e Tochiazuma.
28. Gosta de guiar motos.
29. Pra ver o quanto o rapaz é discreto na vida pessoal: raramente se vê alguma fofoca nas revistas especializadas. Alguém aí sabe de algo? Não? Nem eu.
30. O site oficial http://www.amuse.co.jp/fukuyama/mashamaro-shuppan/ traz informações do próprio, bem como recentemente mantém um diário sobre sua recente turnê.
31. "Ano Natsu mo umi mo sora mo", terceira faixa do single "milk tea", de 2006, e música do comercial da cerveja citada no item 27, o final é uma "pequena homenagem" aos Beatles. Quem ouviu, lembra um pouco a parte da orquestra em "A Day In the Life".
32. Uma de suas revistas preferidas é "Muu", que fala sobre paranormalismos, objetos voadores não-identificados...
33. Quando criança, costumava caçar besouros e insetos (como toda criança aqui, né...) com pasta de farinha e água na ponta de uma vareta. No programa "Domoto Kyodai", de 2006, ele mostrou a foto posando com isso ao lado do irmão mais velho. Como ele disse, "lembranças do tempo de interior em Nagasaki"...
34. "Peach!!", single de 1999, foi tema de novela "Itabashi Madames". Mas só se encontra na coletânea "Dear - The Magnun Collection", ao invés de algum álbum.
35. Dois de seus covers "Cosmos" e "Oyome ni Oide" podem ser encontrados em dois álbuns-tributos "Yamaguchi Momoe tribute Thank You For..." e "HORIZON Kayama Yuko Cover Songs", respectivamente.
36. Usa óculos, sim senhores. E faz questão de ser fotografado com eles.
37. Seus ídolos são Robert Cappa e Robert Frank. Fotógrafos, claro!
38. Possui uma variedade de violões e guitarras. Pra alegria de beatlemaníacos (como eu), tem a Gretsch Country Gentleman igualzinha a de George Harrison (a que tem a assinatura de Chet Atkins).
39. Na turnê mais recente, os fãs puderam ouvir em primeira mão a música-tema do filme baseado no romance de Lily Frankly, "Tokyo Tower Okan to boku to, toki doki, oton". A música se chama "Tokyo ni mo attanda".

Editado devido a insistência de algumas leitoras que sutilmente disseram "só isso???" na primeira postagem.

Saturday, February 03, 2007

Desenterrando da Massa Cinzenta - Da série: "Não acredito que já gostei disso!" - Episódio 3

Dando prosseguimento às coisas toscas, bregas, ridículas, mas que a gente já gostou no passado e se bobear ainda gosta até nos dias de hoje, num artigo recente do site que mais freqüento, eis que conseguiram desenterrar os 100 "one-hit wonders", ou "sucesso-de-uma-música-só", que a grande maioria da lista que encontraram neste site, me fizeram voltar ao passado.
E o pior: a maioria eu gosto!

Aleluia! Tá chovendo homem. Quando vi este clipe pela primeira vez na finada "Super Special" da antiga Rede Bandeirantes, eu deveria ter uns doze ou treze anos mais ou menos. Na época nem tinha notado os - caham - trajes dos rapazes, mas depois de muito, mas muito tempo depois, fui entender o sentido deste vídeo, que hoje soa tosco e, convenhamos, muito sugestivo, se é que me entenderam. Aliás, por onde andam as duas fortinhas do The Weather Girls? Afinal, este one-hit wonder faz sucesso em qualquer evento de alegria que há em todo o mundo...



The Cardigans,"Lovefool": Esse grupo sueco fez enorme sucesso com esta música no meio dos anos 90, graças à trilha sonora do filme "Romeu e Julieta", versão moderninha. Claro que tendo o DiCaprio no meio, pudera! Uma pena que esse grupo ficou estigmatizado com essa música, mas convenhamos, ela é legal!



Van Halen, "Pretty Woman": Muita gente que conheço só lembra desta música por causa do filme de mesmo nome. O original era do saudoso Roy Orbison, mas pouca gente chegou a ouvir e ver o clipe com essa banda de rock, da época que Dave Lee Roth era o vocalista. O vídeo está meio mal-gravado, mas vale a paródia que a banda faz em cima de personagens históricos como Napoleão e Tarzã. Uma surpresa aguarda o final!



Right Said Fred, "I'm Too Sexy": Esta eu vi nos tempos aúreos da MTV brasileira, quando pra pegar na cidade onde eu morava, só na base do milagre e rezar para que o vento não virasse a bendita da antena. Diverti-me a beça com este clipe, formado por dois irmãos fortões e carecas e um guitarrista cabeludo. O clipe parodia as modelos e a música, grudenta que só, simplesmente eles se diziam sexies para tudo. Tá, confesso, eu gostava da música, vai! Vão dizer que vocês já não tiveram seus minutos de bobeira e que depois ficaram pelo resto de suas memórias?!