Wednesday, May 30, 2007

Ah, se em certos países fosse assim....

... não ia sobrar um político vivo neste mundo.

Esta semana, assistindo ao noticiário, o ministro da Agricultura do Japão suicidou-se em sua própria casa, com uma correia de levar cães. Motivo? Acusações de suborno e propina.

Já não é o primeiro caso que alguém do alto escalão faz o que aqui se chamam de "lavar a alma", pois o suicídio, para eles, significa um ato digno de se deixar a vida envergonhada. Coisa dos tempos do xogunato, ou antes.

Claro, fez coisa errada, tem que pagar. Só que em certos países a coisa não funciona, parece que fazer coisa errada está certa e todos saem impunes e os inocentes é quem pagam.

No caso do ministro que foi desta pra melhor, ainda teve tempo de deixar oito cartinhas de despedida, e quando foi encontrado enforcado, ainda estava vivo. Tentaram salvá-lo pra ver se ainda daria tempo de ir ao tribunal para prestar depoimento e se justificar.

Parece que não deu tempo mesmo...

Saturday, May 26, 2007

Facilidade em Quatro Rodas.... Ou quase

Pra dizer a verdade, antes de completar dezoito anos, nunca tive aquela vontade de tirar logo a carteira de motorista, nem pegar escondida o carro dos pais. Nem dava, pois além de ser em sociedade, era uma camioneta que, se me pegassem guiando, iriam me parar talvez não pra passar uma bronca, mas para perguntar "como consegue??". Explico: a camioneta era enorme pra uma pessoa que tem um pouco mais que metro e meio. E pra guiar precisava era de uma almofada pra ver se alcançava os pedais.

Porém, por um bom tempo guiei a tal da mobilete (ou cinquentinha) até que um belo dia, não sei no que deu no meu pai naquela época, apareceu com uma moto Honda ML125 vermelha. Daí foi que meu irmão, dois anos mais velho que eu, resolveu tirar carta de moto também, pois se pegassem meu irmão sem carta, bronca do meu pai seria pouco.

Quando tirei minha habilitação (carro e moto), passei quase seis anos guiando moto e quase nunca pegando a camioneta da família. Mesmo com meu mais de metro e meio de altura, eu achava, perdão da palavra, um saco. A tal da camioneta quem mais guiava era minha prima que tinha a mesma idade que eu, mas não era por isso que eu não guiava tanto o que realmente precisava. A dita camioneta era direção hidraúlica, e pra virar, era preciso depositar tudo o que restava de sua força pra isso. Ou fazer musculação.

Após a aposentadoria da família, meu pai, na divisão dos bens da sociedade que tinha com os meus tios (ou irmãos dele, como queiram interpretar), resolveu comprar um carrinho popular, mais conhecido como Gol 1000. Branco, porque meu pai falou que era mais em conta e ainda por cima, se conheço bem ele, deve ter chorado pacas pro vendedor da concessionária fazer desconto porque meu pai iria pagar em dinheiro vivo e à vista, só pode.

O carro era uma maravilha, mas para subir as ladeiras das ruas da cidade onde morava, se não pegasse velocidade, o carro poderia morrer na subida. E olha que não estou exagerando - tem uma rua na minha cidade que até hoje, quem eu conheço, não sobe se não acelerar. Eis a desvantagem de um carro 1.0 - na cidade até que anda legal, mas na estrada...

Tudo bem que um carro 1.0 faz cerca de 10 a 12 quilômetros com um litro de gasolina, mas na estrada, se quisesse correr a 100 por hora, o carro tremia feito vara verde que teve vezes que eu achei que o carro ia desmontar naquela hora mesmo!

Sem falar que, cidade de interior, ter um Gol 1000 e branco, corria sério risco de ser confundido com um funcionário da prefeitura. A frota da prefeitura era feita de carros Gol 1000 e Saveiros todos brancos.

Depois de quatro meses apanhando com o carro, peguei o jeito. Isso depois de não sei quantas vezes o carro morria na esquina e das freadas bruscas que quase mataram meu pai de tanto me dar bronca. Caramba, me dêem um desconto, fiquei seis anos sem pegar direito um carro que têm certas coisas que a gente esquece! No quinto mês já estava levando minha mãe para passear em uma cidade duas horas longe da nossa. E na estrada de pista única, vê se pode!

Claro que não fiquei eternamente com o mesmo carro. Logo trocamos por uma Saveiro... branca! Depois não queria que eu fosse constantemente confundida como funcionária da prefeitura. Pra quem sempre guiou um carro popular, pra quem começa a guiar um carro com motorização maior, sente a diferença. Sem falar no tamanho, pois quando comecei a me familiarizar com o carro, na hora de estacionar ou guardar o carro ( de ré ) na garagem, sempre ficava com medo de ter acertado a traseira.

Resolvi vir pro Japão cerca de nove anos atrás e senti que iria ficar sem carro e depender de trem e bicicleta. Bom, menos mal, pois me avisaram que o transporte coletivo aqui funciona direitinho. Nunca neguei, mas na hora de carregar compras, de bicicleta, pra mim sempre foi uma prova de equilíbrio e paciência. E sempre tinha um ovo quebrado.

Quando conheci o kinguio e mudamos para Kanagawa, sentimos a necessidade de novamente de ter um carro. Não só para passear, mas para fazermos compras e ir para o serviço, pois morávamos em um lugar onde tudo era longe. Tudo bem, muita gente vai falar que "moro aqui há trocentos anos e não preciso de carro", mas cada um tem seu way of life e depois de alguns anos a gente achou melhor viver aqui. Um trabalho, uma casa, um carrinho.

Só que pra tirar carteira de motorista aqui, pensam que é fácil? Vou dizer: passei somente na quarta vez. Isso porque fiz uma aula pra ver se perdia o medo de guiar nesta cidade onde as ruas são estreitas e até hoje não sei como os carros passam.

Certo, ter um carro dá despesa? E no Brasil também não dá? Quebra uma peça, vai um precinho X. Vai fazer revisão, paga sei lá quanto. E sem falar do IPVA, que dependendo da combinação modelo-ano-combustível pode levar uma boa parte do seu décimo-terceiro e também do licenciamento anual conforme o último número da sua placa (agora entendi porque meu pai preferia o final zero. O licenciamento era pago entre outubro a dezembro e poderia usar o décimo-terceiro para pagar!).

Aqui também pagamos o imposto anual, revisão bianual e eventuais trocas de peças. Sem falar do seguro, que é importante. Ter carro também precisa ter uma boa dose de responsabilidade: qualquer coisa, pode lhe custar sua eternidade.

Nosso último carro, que ficou conosco por sete anos, infelizmente nem vai ter como fazer a revisão. Pelo tempo de uso e quilometragem, melhor passar para reciclagem, do que tentar vender para alguém e correr o risco de terceiros acabarem fazendo alguma besteira que possam nos prejudicar.

Só que pra desfazer de um carro, vai dinheiro. E a gente sabe disso. E vocês acham que é fácil ter carro aqui? Comprar, andar e acabou?

Primeiro, tenha carteira de motorista, pois a gente cansou de ver notícia de gente sendo detida por guiar sem habilitação e depois tem problemas bem mais graves.

Segundo, saiba economizar, não dedicar 100% do salário no carro e não ter nem pra gasolina. Sabe aqueles doidos que sabe lá eu porque resolvem gastar fortunas e fortunas em equipar um carro pra ficar parecido com a Ferrari do Felipe Massa? Pra mim o básico tá de bom tamanho. Pelo menos um som, com CD e rádio, pois guiar sem ouvir o Masaharu... ops, uma musiquinha, principalmente na hora do pico, ninguém merece, né?

Terceiro, muita responsabilidade. Carro foi feito pra levar você para seu destino são e salvo. Nunca abusar da velocidade, nunca beber e usar cinto de segurança. Melhor demorar pra chegar, mas vivo; deixar o carro em casa e ir ao izakaya de trem ou táxi; cinto de segurança pode amarrotar sua roupa, mas evitará que você seja amarrotado da pior forma possível.

Sim, carro facilita, desde que saiba usar.

Thursday, May 24, 2007

O Mistério das caixas brancas de pintas verdes

De alguns meses para cá, quando eu descia na estação de Shinjuku para dar uma ida nas livrarias ou pausa para um chá (café, não, estou tentando cortar), via algumas dezenas de pessoas carregando uma sacola contendo duas, três caixas brancas com pintinhas verdes. Nunca parei pra reparar de onde era, o que continha. Bom o que continha nem daria para ver pois o conteúdo estava dentro da caixa, claro.

Mas realmente, também não ia ficar reparando.

Um dia, estava no Starbucks de Shinjuku tomando um chai latte fervendo pra ver se meu resfriado melhorava quando duas moças sentaram à uma mesa ao lado da minha e carregando aquela mesma sacola com as caixas brancas de pintinhas verdes. Aí sim, consegui ler o que era - "Krispy Kreme - Doughnuts". Sim. Rosquinhas!




E nem sabia de onde elas compraram essas rosquinhas. Até que semana passada, assistindo a um programa de TV [japonesa, claro...], vi a reportagem sobre a tal loja da Krispy Kreme. Em Shinjuku mesmo, no Southern Terrace, mas não lembrava onde ficava. Só sei que me lembro da fila enooooooooooooooooooooorme.

Até que um dia, de tanto que falava com um colega de trabalho a respeito das tais rosquinhas, ele disse-me que num final-de-semana anterior ficou mais de duas horas e meia na fila, que estava dando sabe lá quantas voltas. Perguntei por que uma fila daquele comprimento.

Leia-se: essa loja só tem em Shinjuku. Aliás, a única loja em todo o Japão!!! Quando fomos na quarta-feira para comprar e comprovar o porque de tanta popularidade, entendi o motivo: além de ser a única no Japão inteiro, enquanto você está na fila, eles dão uma rosquinha recém-saída do forno como amostra grátis. E olha que a rosquinha simples era uma delícia!! Massa levinha...

Sem falar que dá pra ver como as rosquinhas são feitas e fritas na hora. Tá, tudo tem um maquinário próprio, mas ao menos passa o tempo. Conselho: se for enfrentar fila, vá com um(a) amigo(a). Ao menos contando piadas e conversando, o tempo passa muito rápido.

Saí de lá com uma caixa com uma dúzia dessas delícias. Sortidas para experimentar.




Acho que, se der, no meu dia de folga irei novamente. Mas verei se a fila está muito longa demais ou posso encarar uma hora em pé.



Duas já foram...

Os Entregadores de Sofá

Uma coisa eu digo: mudança de casa dá trabalho.

Não, não mudamos de casa, ainda estamos no mesmo lugar, no nosso lar apertado lar. O que aconteceu foi que fui ajudar a minha amiga a fazer a mudança dela para outra casa que ela alugou recentemente. Ir ajudar, claro, nunca neguei. Além disso a gente poderia contar altas fofocas, ops, trocar idéias e pôr as novidades em dia.

Até chegar à casa dela, foram umas boas pernadas. Sabe daquele desenho dos Smurfs em que eles têm que ir resgatar um deles na casa do Gargamel e toda hora um deles perguntava "Falta muito?"? Só faltava alguém responder "Não, falta pouco". Sei...

Andar não era nada. O pior estava por vir. Apesar da minha amiga morar sozinha e em um apartamento de um quarto-cozinha-banheiro, vou dizer a verdade: como mulher junta coisa (olha o roto falando do esfarrapado...). Nunca vi uma mulher juntar tanta coisa sozinha! Só pra ter uma idéia: o sofá-cama teve que ser carregado em três pessoas, senão nem entrava numa vagon (cuja mudança foi feita em duas viagens!).

Como não se bastasse, minha amiga morava no terceiro andar. E sem elevador! Imagine o trabalho que nós tivemos para descer toda a mudança dela. Fora o escorregão que levei e até agora estou que não consigo sentar direito.

Tirando que erraram o caminho duas vezes, se o pior tinha passado, que era descer a mudança, tudo que desce, tem que subir, se bem que contrario a lei da gravidade de Isaac Newton, mas minha amiga acabou por mudar para o quarto andar. Além de não ter elevador (inaceitável para um prédio pra mais de dois andares), a escada era estreita. A hora que a gente achava que estávamos chegando, ainda faltava escada...

Depois de muito subida e descida, após esse trabalhão, merecemos uma pizza com refrigerante hiper-mega-ultra geladissíma.

Cá prá nós: o dia que eu e meu kinguio encantado mudarmos de casa, chamarei um serviço de mudanças. Isso porque moro no segundo andar, tem um lance de escadas apenas.

Mas quero ver quem consegue descer uma geladeira de 350 litros escada abaixo (isso porque na hora que pedi para entregarem a dita cuja, foram três homens para carregá-la).

Ah! E o novo lugar, quando encontrarmos, que seja no segundo andar ou que tenha elevador, senão até os entregadores desistem!



Da próxima vez, a gente chama os rapazes pra fazer mudança!

Saturday, May 12, 2007

Curiosidades bem (In)úteis em Quadrinhos e Animação

1. William Hanna e Joseph Barbera, antes de criarem o próprio estúdio de animação, tentaram a sorte nos estúdios de Walt Disney. Ficaram de dar a resposta até hoje.
2. Quem é a mãe de Huguinho, Zezinho e Luisinho, os sobrinhos do Pato Donald? Resposta: Dumbella, a irmã do Donald. Ela nunca apareceu, só é mencionada na carta enviada a Donald no desenho em que os três patinhos aparecem. O pai é ignorado, na árvore genealógica da Família Pato, a foto aparece coberta pela folha da árvore.
3. Em um estudo meio inútil sobre os Smurfs, os mais radicalistas dizem que existe uma conspiração comunista. Oras, só porque os azuizinhos se vestiam iguais, viviam em uma comunidade, tinha um líder barbudo (lembra quem?) e além disso, o Gargamel vivia desejando dinheiro? Isso é um tipo de coisa que gente desocupada não tem o que fazer mesmo...
4. Afinal, Walt Disney está congelado em alguma clínica criogênica? Uma parcela diz que sim, outra parcela diz que não. Como até mesmo fontes sérias passam versões diferentes, prefiro acreditar que ele foi e pronto. Ou pode ser que esteja tocando algum negócio às escondidas com o Rei Elvis. Ué, vocês também não ficam dizendo que Elvis não morreu?
5. Falando no Elvis, encontraram uma foto ( as tais mug shots) em que ele foi fichado pela polícia. Por se apresentar rebolando com aquela gordura toda? Entalado numa porta giratória do banco em horário de pico? Furto de donuts? Nada disso: precisou pra visitar o Presidente Nixon, em 1973.
6. Maurício de Sousa, antes de criar Bidu, Mônica, Cebolinha e todos aqueles montes de personagens, foi repórter policial pela antiga "Folha da Noite". Ele ilustrava os fatos onde nem se dava para fotografar.
7. Mais Maurício: alguém se lembra do Nico Demo, aquele menininho sardento que se vestia de preto e tinha um cabelo um tanto... hã... esquisito? E que as tirinhas além de humor negro eram mudas?
8. O estereótipo de quase todos os personagens de mangás terem olhos maiores que o resto veio de Osamu Tezuka (o criador do Astro Boy e entre outros) nos anos 50.
9. E sabiam que Tezuka era colecionador de insetos? Sim, escreveu e desenhou vários livros a respeito de insetos e outros bichos.
10. Ninguém reparou que os filmes "Rei Leão" e "Mulan" eram beeeeeeeeeeeem semelhantes com "Jungle Tatei" (Simba, o Leão Branco") e "Ribon no Kishi" ("A Princesa e o Cavaleiro")? Então assistam esses desenhos animados e depois me contem.
11. Lima Duarte dublou: Wally Gator, a Tartaruga Touché, mas é mais conhecido pela dublagem do Manda-Chuva. E Orlando Drummond (o Seu Peru da "Escolinha do Professor Raimundo") foi o dublador de Scooby-Doo, Alf, Bionicão.
12. Jô Soares, nos anos 60, traduziu o clássico francês de quadrinhos "Barbarella" para o português.



Alguém possui a versão traduzida para o português por Jô Soares?

Saturday, May 05, 2007

Koinobori (ou o Dia dos Meninos)



Dia dos meninos, o dia que a grande maioria das casas ficam cheias de carpas como se estivessem voando...

Maiores informações, acessar o site da Cultura Japonesa.

Thursday, May 03, 2007

E depois?

Alguém vai me dizer que estive em Marte nos últimos meses, mas confesso que não tinha prestado atenção no assunto tocante a um urso polar branquinho e fofinho, parecendo ser de pelúcia. Só me toquei da existência do ursinho Knut de tanto que li notícias dele. Até canção fizeram pra ele, vê se pode!

A celeuma em cima deste ursinho branquinho, parecendo aquele personagem Rupert, vem desde que ele foi rejeitado pela mãe, uma ursa de circo, e o tratador, um humano de bom coração, resolveu cuidá-lo, dando leite na mamadeira e dormindo no mesmo quarto.
Certo que, quando é filhotinho, é lindo, fofinho e maravilhoso.

Tanto que Knut virou atração no zoológico de Berlim. Até música fizeram pra ele, bem como apareceu ao lado de Leonardo di Caprio na "Vanity Fair". Se fosse em versão humana, a mãe desnaturada de Knut iria aparecer em alguma revista sensacionalista e com lágrimas de crocodilo, mostrando arrependimento, toda aquela história que todo mundo sabe (quem lê revistas sensacionalistas, sabe do que estou querendo dizer).

Mas sabe que, como todo artista-mirim, quando cresce começam os problemas: a fama decai, perde a cara e a inocência de quando se era criança. Com o Knut não vai ser diferente: aos quase seis meses, dizem que ele já nem pula mais e só quer ficar sentado. E urso polar sabe o tamanho que fica quando chega a idade adulta.

Por isso que alguns ambientalistas mais xiitas (justamente eles, que defendem a vida animal, das plantas, etcetera e tal) queriam que Knut fosse sacrificado antes que crescesse. Uma vez criado fora da vida selvagem, longe da mãe biológica, a adaptação poderia ser muito difícil. Mas quem resistiria a um animal branco, peludinho e fofinho?

Então, agora que Knut aos poucos está crescendo, a fase da mamadeira já passou há tempo. O dia que ele resolver fazer do tratador o almoço do dia, virará a versão alemã de Maria de Fátima. Sem falar que aos poucos também, as luzes dos holofotes estão diminuindo.

Ao ponto que poderá cair no esquecimento. Portanto, Knut, aproveite enquanto dá.

Tuesday, May 01, 2007

Primeiro de Maio

Em muitas partes do mundo é feriado nacional, com direito a folga (de novo?) e manifestações. Acreditem se quiser, mas aqui, no dia primeiro teve uma manifestação dos sindicatos reinvindicando melhores condições de trabalho. Bom, está parecendo um país que bem conheço, mas aqui, por mais que seja um país de primeiro mundo, tem gente que sabe muito bem o que quer.

Também, não é fácil trabalhar a vida toda e acabar perdendo tudo ao se jogar na frente do primeiro trem que passar.

Para muitos, um dia a mais de descanso. Para outros, um dia normal. Mas para uma grande maioria, dia de manifestações e de... saudade.

Saudade, porque já fazem treze anos que Ayrton Senna nos deixou. Pode ser que a Fórmula-Um perdeu a graça, mas uma coisa é inegável: Senna ainda faz falta nas corridas, isso a gente tem certeza.

Perguntas: será que se ele não tivesse mudado de escuderia, será que ele ainda estaria disputando as provas? Será que ele é quem seria o heptacampeão? Será que o circo da F-1 seriam muito mais emocionantes?

Perguntas que ficarão no ar depois daquele choque no muro da curva Tamburello...