Tuesday, October 30, 2007

O Dia da Grande Abóbora

Dia 31 de outubro é o Dia das Bruxas, certo?
Mas para nosso amigo Linus, seria o Dia da Grande Abóbora...



Fonte: http://www.snoopy.com/

Saturday, October 27, 2007

Frescurites Alheias (ou: eu que sou muito chata mesmo?)

As coisas que tenho que ouvir:

Assento de trem: "Chego em casa, a primeira coisa é tirar a roupa. Ninguém senta no sofá de casa depois que sentou naquele banco [nojento] de trem/ônibus cheio de germes...." Imagine se a gente vier fazer visita na casa dela! Será que a gente terá que tirar a calça pra sentar no sofá?!

Uniforme: "Marido meu não deita na cama nem senta no sofá de uniforme sujo do trabalho!" Então ele que troque de roupa no serviço! Até onde sei, têm empresas que NAO deixam os funcionários sairem do trabalho de uniforme... (se fosse meu marido kinguio, o máximo que ia acontecer, é nosso sofá ficar cheio de farinha...)

Marido-filho: "Tenho que falar tudo pro meu marido o que tem que fazer, fazer comida pra ele que não sabe cozinhar..." Já experimentaram ficar um mês fora? Talvez eles peçam comida por telefone, peçam as "merry-maids" da Duskin... Mas como dinheiro não dá em horta, chega um ponto que a necessidade será maior do que pedir as facilidades que a gente mesmo consegue fazer de graça...

Marido é quem banca tudo: Sem comentários. Nessa situação que a gente está, temos que dividir tudo, desde aluguel da casa até o sorvete...

Como assim não tenho vaidade? "Não vivo sem meus cremes, sem minha bolsa [de marca], meus mil pares de sapatos..." Quanto aos cremes, bom, quando dá na telha até eu uso, mas ultimamente, lavando e hidratando é o que está mais me importando (se bem que daqui a pouco alguns cremes anti-idade não fazem mal a ninguém...), mas bolsa e sapato...

E quando perguntam pra mim porque sou estranha, querem que eu responda o quê depois de meus ouvidos encararem caaaaaaaaaada barbaridade...

Thursday, October 25, 2007

Vergonha, vergonha, vergonha

Todo dia, ao ler os noticiários na TV ou via internet mesmo (porque os meus jornais favoritos do Brasil levam tempo pra chegar), fico indignada com a lamaceira que está na terrinha onde nasci. Claro que a gente não pode fechar os olhos e virar a cara e ficar alheio a tudo isso, mas tem horas que a gente fica se perguntando: "será que terá solução?" por mais que existem pessoas bem-intencionadas que estão dispostas a enfrentar tudo isso, mas acabam pagando com a vida. Literalmente.

Li vagamente uma manchete num jornal que acesso via internet sobre "apresentador e relógio", não entendi, aliás, passei meio batido, como mencionei, depois que comprei minha revista quinzenal (na verdade é semanal, mas como demoooooooora pra chegar aqui e via net só por assinatura), li a seção de cartas e logo acessei a home page da revista para ler a entrevista. Quem ler a entrevista do Luciano Huck vai entender o porquê.

Tem gente que vai dizer que só porque faz parte dos famosos, tinha mais que ficar calado. Mas a lei é para todos. Em resumo: a situação anda tão feia que ser honesto é crime.

O que também deixa a gente aqui envergonhada, é a crescente onda de criminalidade envolvendo nossos patrícios. Cada dia que acesso os jornais on line, mais dá vergonha de dizer que nasci no Brasil. Se a gente fala que é estrangeiro (sem ser americano ou europeu), muita gente fecha as portas, cria um monte de obstáculos e outros empecilhos mais. Agora, com muitos brasileiros aqui, roubando e matando, não tiro muito a razão dos japoneses ficarem com um pé atrás.

Uma das coisas que mais me deixam literalmente queimada de raiva é: 1) os japoneses generalizam muito: quando um faz, todos "pagam o pato"; 2) quando eles cometem algum crime envolvendo estrangeiros, parece que não acontece nada; 3) os brasileiros que cometem os crimes, parece que não têm o quê fazer na vida. Daí pra virarem notícia é um pulo.

Estava conversando com o primo do meu kinguio encantado recentemente, ele estava contando que, quando fazia treinamento para os recém-chegados do Brasil, explicava milhares de vezes que "o Japão é outro tipo de cultura, outro tipo de comportamento, existem regras a serem seguidas, e que somos estrangeiros na terra deles, portanto, devemos respeitar este país que lhe deram a chance de ter uma vida melhor". O resultado? Muita gente chamava ele de chato, careta e quadrado.

Existe um ditado que deveríamos levar à sério: "em Roma, faça como os romanos". Isto é, se estamos num lugar estranho, temos mais que nos habituar aos costumes locais. Respeitar as leis, pois existem países que até mascar um chiclete é motivo de cadeia. Pode achar estranho, mas é verdade. Ora, se até nossos antepassados que vieram com cara e coragem para o Brasil sem saber um "a" de português, mas que no final conseguiram ter sucesso na vida, e criar filhos e dar-lhes uma vida decente...

A verdade é uma só: a maioria que está aqui, vem pra ficar temporariamente, um ou dois anos. Mas acaba prolongando, prolongando, prolongando... Ou acabam se acostumando aqui ou acabam se desgostando. E quando se desgostam, acabam por voltar ou acabam por passar uma temporada na geladeira e depois voltar pra casa, de forma nada orgulhosa, digamos de passagem.

Cada vez que leio notícias da comunidade, me dá um sentimento de vergonha.

Porém não seria motivo da gente se acomodar e dizer pra muita gente que nem todos são iguais àqueles que aparecem no jornal por causa de um delito muito grave.

Monday, October 22, 2007

Os Melhores Anos de Nossas Vidas

Digam que sou saudosista, nostalgica, e que é pior que Indiana Jones - desenterra tudo o que estaria escondido no fundo do baú -, mas uma coisa muita gente terá que concordar comigo: muita coisa do passado era bom, a gente era feliz e não sabia.

Posso dizer que sinto-me privilegiada em ter vivido muito e muito bem nos anos 80 e 90, décadas em que estava no florescer da adolescência, queimando pestanas no Magistério e escola de Comércio e depois nas cadeiras da Unesp. Mas passei esses anos ouvindo além dos Beatles, o novo rock brasileiro, a vinda da MTV e lendo muito gibi. Claro que também lia Capricho, oras, eu tinha uns quinze, dezesseis anos, me dêem um desconto, né?

Não, não tenho vergonha de admitir que estou na casa dos "enta" e ainda gosto de ler gibi, tenho saudade do bendito creme de amendoim da Campineira, ficar na pracinha da igreja com o pessoal somente pra ver o mancebo do outro lado do quarteirão e dizer "eita, que pedaço de mau caminho, sô!", tomando cuba-libre naquelas noites em que a gente podia sair de casa e os nossos pais poderem dormir sossegados que no dia seguinte seu filho volta, mesmo cheirando a cigarro e ter tomado aquele porre pra esquecer os foras que levou madrugada adentro, mas que voltou feliz e inteiro.

Anos felizes aqueles, que dificilmente voltarão.

Saturday, October 20, 2007

Um vídeo pra distrair...



Spitz - "Gunjou" (群青) Este quarteto, que saiu de Shizuoka (mas o vocalista é de Fukuoka e o baterista, de Tochigi), lembra os Beatles circa 65-66. Pode achar estranho um grupo ter um guitarrista de visual meio esquisito e vocalista de visual muito simples, mas as músicas são um primor.

Este PV (promotion video) lançado em agosto deste ano, parece meio "Alice no País das Maravilhas", com direito a dupla humoristica Ungirls (pra quem acompanha mais ou menos os programas japoneses, esta dupla participou no "24 Hour Television" do ano passado percorrendo a maratona) de coelhos vestidos de azul e branco e o grupo como reis coroados.

Pra quem sempre achou que o grupo se limitava a "Cherry" e "Robinson", o novo álbum "Sazanami CD" traz muita música de qualidade. Recomendado para ouvintes mais sensíveis.

Semana nada produtiva

Diria que esta semana foi uma das piores que a gente faria questão de esquecer, mas por mais que a gente tente forçar, seja a base de contar piadas da situação passada ou numa mesa de um pub num happy-hour, acabamos por ter seqüelas dos inúmeros impropérios que nossos ouvidos foram obrigados a ouvir... Mas não retrucamos a maioria deles por pura educação e ética profissional.

Porém, o que dá vontade, ah isso dá...

Vocês pensam que meu dinheiro é capim? Meu caro amigo, se pensássemos que dinheiro alheio ganho é capim, estaríamos atendendo a vossa senhoria com um sono muuuuuuuuuuuuuuuu e mastigando.

Disseram que o escritório de tal local mudou-se porque está fugindo da polícia! Sério? Como eu não fiquei sabendo? Conte-me mais! Aliás, quero saber que fonte a vossa senhoria obteve essa informação porque aqui, lemos jornal, assistimos à TV, acompanhamos sites de fofocas, trabalhamos com contato do outro lado da vida e ninguém contou isso...

... e tu cala a boca que a voz do povo é a voz de Deus! Não vou, não, pois também faço parte do povo. E aí, como ficamos?

E se eu morrer, vão me cobrar como? Bom, saiba que contamos com nossos serviços de mesa-branca com diploma reconhecido e tudo. E não aceitamos reclamações pós-mortem.

Tentei todos os ramais e só consegui no departamento de vocês... Tem certeza mesmo que você queria falar com o (a) atendente para saber como se configura um e-mail sendo que você ligou para o departamento de despachos (em ambos os sentidos...)!

O serviço de vocês é uma... Se você acha, por que gasta horrores por mês?!

Agora, as pérolas da semana que tivemos que ouvir e não tivemos medo de responder:

Vocês são um bando de folgados, sentados na cadeira, debaixo do ar condicionado... Graças a Deus, pois pra chegar onde chegamos, tivemos que comer muito pó, carregar muita caixa, passar inúmeras horas num forno, na geladeira, em pé, apertando muito parafuso, engolindo inúmeros sapos...

E quer saber mais? Vá pro inferno! Não posso, primeiro preciso explicar tudo pra você, passar para o departamento responsável, aprovarem e só depois posso ir pra lá. Se não fizer isso, acabo ficando no purgatório.

Vá pra a m....! Não vou, não, porque você não entendeu nada do que expliquei!

E depois dizem que trabalhar num escritório é o paraíso....

Monday, October 08, 2007

No Mundo das Marcas....

Quem me conhece, sabe que não sou de comprar TANTAS roupas nem bolsas de marcas famosas. Aliás, se tenho alguma peça de marca, pode contar que foi em liquidação ou foi porque a roupa me caiu bem mesmo. Na maioria, é a primeira opção mesmo, afinal, pra que servem point-cards ou cupons de descontos?

A maioria das peças que compõem meu pequeno guarda-roupa, foram compradas nas últimas liquidações que andei freqüentando. Ainda bem que tamanho 42 (ou médio) é um dos mais ou menos vendidos nas lojas que freqüento ( leia-se Benetton, Mary Quant e Uniqlo). Se estiver fora da liquidação, mas infelizmente acaba tendo um bom caimento, acabo comprando porque sei que depois não encontrarei mais (caso foram duas camisas de mesmo corte, mas de padronagens diferentes compradas na primeira loja citada).

Certo, certo. As lojas citadas podem ser mais ou menos acessíveis para muita gente, mas como sei da qualidade das peças, sei que se eu comprar, a peça dura por um bom tempo - não desbotam, não encolhem, não esticam. E posso lavar quantas vezes quiser que ainda sai como nova.

Sapatos, bom, como tenho pé parecido com pão recém-saído de um forno, eu procuro feito Indiana Jones nas lojas e liquidações da vida. Mesmo quando morava na terrinha, o sapato que eu achava que ficaria bem, no pé aperta... E quando a matemática modelo que eu gostei + número ideal + ficou bem no meu pé = está fora da liquidação, dói no minha carteira ter que pagar caro por isso. Porém, vide parágrafo anterior: sei da qualidade e que vai durar por um par de anos.

Não tenho tanto fetiche por sapatos. Se bem que dá vontade de ter um salto agulha só pra fazer pressão, mas ainda fico nos meus tradicionais sapatos preto pra trabalhar, o clássico baixinho pra sair... Acho que de côr meio extravagante seria um rosa... Isso porque vivo escutando do kinguio encantado: "tem dois pés e duzentos pares de sapatos? Tá pensando que é centopéia???"

Sem falar da nossa sapateira que tenho que dividir com o kinguio, claro.

Agora, nunca entendi mesmo porque tem gente que está disposta a pagar metade do salário (se não todo) por uma bolsa de marca. Quando digo "de marca" leia-se Chanel, Louis Vuitton, Christian Dior e por aí vai. Fico impressionada como aqui a facilidade de se comprar bolsas destas marcas é tão grande, que conheço gente que parcela em vinte meses. Ou mais. Sei lá eu se não pagaram à vista.

Quando comprei a minha (confesso: tenho duas bolsas da agnes b. cujo preço das duas nem chega a um quinto de uma Louis Vuitton), paguei quinze mil com dor na carteira, mas afinal, a outra que possuo já estava quase dando no que já tinha que dar, mas ainda continuo usando a mesma pra ir trabalhar, quase todo santo dia.

E quando perguntam pra mim porque não compro uma bolsa "de marca" já tenho a resposta: pra quê, se estou com um 525 (leia-se um carro BMW série 5) na garagem de minha casa?

Thursday, October 04, 2007

A Paciência de quem está do Outro Lado

Calma, a gente não está falando de contatos do além, mesas-brancas e coisas semelhantes. O assunto de hoje trata-se de algo mais terrível que uma broca de dentista, pior que injeção em dia de coleta de sangue. Sim, hoje falarei de "como existem pessoas capazes de agüentar a mensagem eletrônica de uma central de atendimento-de-qualquer-coisa".

Eu sei como é o drama de passarmos por essa situação quase que diariamente, apesar de trabalhar numa firma que possui vários ramais para qualquer coisa (menos "outras coisas" e departamento funerário), isso porque também quando preciso ligar para alguma prestadora de serviço, tenho que ficar pensando o que é pior - ficar ouvindo a musiquinha insuportável ou ter que ficar ouvindo as instruções de "digite um para tal coisa, digite dois para outra coisa"...

Pra dizer a verdade, até que tenho um pouco de paciência, mas já ouvi gente dizendo, depois de muitos palavrões depois, que era o único ramal livre que estava e ainda o assunto não era nada a ver com o departamento que ligou. E pra transferir a ligação pro departamento responsável, como ficamos?

No mínimo, sugiro trocarem a musiquinha...