Tuesday, November 27, 2007

Rápidas, Rasteiras e Curtas

Num programa que estava assistindo na hora do almoço, fizeram a seguinte pergunta aos convidados: de que é feito o corante vermelho utilizado em doces, cosméticos e roupas? Sim, pra quem não sabia, de um bichinho, mais parecido com um fungo de cacto, chamado conchinila. Portanto, quando verem na embalagem "vermelho conchinila", já sabem.

Quando eu disse para uma menina [fresca] que o batom Chanel que ela usa, contém esse corante. Ela morreu de nojo e eu morri de rir.

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Ainda na seção "o que eu vejo enquanto almoço", estamos quase no final do ano, portanto, época que a gente faz a grande limpeza do ano (daquelas que você desfaz de tudo o que não lhe serve mais mesmo pra começar o ano de casa limpa). Tem uma jovem senhora, a "guru" da limpeza doméstica, economica mas limpinha, chamada Kazuyo Matsui, simpática e divertida por sinal. Ela é daquelas que poderiam chamar de "maníaca por limpeza", mas os milagres que ela faz em limpeza doméstica são de cair o queixo.

Eis que ela foi numa casa e limpou o banheiro da convidada. Com hashi, gaze e uma mistura de bicarbonato de sódio e água. Transformou o recinto num lugar agradável de se ver. Claro, vem visita e aí? Sabia que a primeira coisa que eu, você e muita gente vê primeiro numa casa é o banheiro? Então...

O que chocou a menina [fresca] que estava na mesma hora que eu, foi o fato da Matsui-san enfiar a mão DENTRO da privada para limpar bem. E sem luvas. Será que eu não sou deste planeta e acho normal isso que a Matsui-san fez?



E ela põe - literalmente - a mão na massa!

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Quando teve aquela grande notícia que todas as operadoras de telefonia móvel poderia trocar o aparelho e operadora mas sem trocar o número (mediante pagamento de taxa de cancelamento de uma e adesão de outra, porque nada é de graça neste mundo), isso virou notícia o mês todinho. Agora...

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Tenho uma certa raiva de muita gente dizendo que consegue aparelho celular de graça. Se for pra ser novo cliente, até pode ser, mas que tem que pagar taxa de adesão e estar ciente de pagamento de taxa de cancelamento antes do prazo... Isso porque tem operadoras que parcelam seu aparelho em 24 suaves prestações mensais, mas quando pedir o cancelamento dos serviços antes do prazo, vem tudo de uma vez só. E sem parcelamento.

Isso porque quando fui trocar o meu, não importa se você possui cadastro há mais de cinco, dez, quinze anos. Paga o mesmo preço de quem tem mais de dois anos de uso, à vista e engole o choro.

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Esta semana vai ser chuva até sábado???

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Era pra ser um texto curto e rápido, mas pelo jeito tem hora que nunca dá certo.

Saturday, November 24, 2007

A gente lê e (mais uma vez) recomenda!

De tempos em tempos, esta que vos posta, tentará, na medida do possível (e da disponibilidade ou seja: paciência), postar alguns artigos do blogsfera que freqüenta, pois afinal, blog bom é blog que vale a pena botar nos favoritos e ler na hora que quiser.

As Garotas que Dizem Ni, a semana se alterna entre comida chinesa e os biscoitos da sorte (?) em "Da China Para Você", listinha de Natal em "Wishlist", ainda prolongando o tema natalino, algo que nem eu e nem a maioria sabia, sobre a campanha dos correios em "Por um Natal (de fato) feliz", o que não pode deixar pra amanhã o que pode ser feito Hoje e, pra quem quiser se aventurar em Sampa, a tragicomédia em "São Paulo é uma zona".

Nana Flash apresenta seu cotidiano que pode ser o meu, o seu, o nosso, sabendo que somos apenas seres humanos em freqüência mudança de humores e amores.

Pensar Enlouquece, Inagaki mais uma vez surpreende com as festas de casamento, o "vale a pena lembrar de novo", sobre cinema, do tempo que cinema de bairro podia ser fuleiro mas que era legal as matinês, eram sim! E a indignação perante a atual situação do país em "Um Breve Desabafo sobre os Noticiários".

Pega No Meu Blog, novamente Cloreto de Sódio, ops, Sal, apresenta sobre os "Virunduns", que nada mais, nada menos, aquelas músicas favoritas que a gente ouve no rádio, no estéreo ou no PC (ou Mac), que seja, a gente acaba cantando mas não da mesma forma que consta na letra. Do tipo "she's got a chicken to hide" ao invés da original "she's got a ticket to ride", por exemplo. Leiam e depois me contem se alguma vez vocês cantaram a música mais ou menos de acordo com o que você acha que é.

Thursday, November 22, 2007

Três Quartos Cumpridos

Lembra de um certo texto que eu precisava tomar vergonha na cara (e não tomar Guiness quase toda sexta, como diriam meus colegas de trabalho) e riscar algumas pendências antes que nunca mais cumprisse?

Pois sim. Logo depois que escrevi e publiquei o texto, em menos de quinze dias consegui...

1) Trocar de celular: Confesso que até o dito cujo cair no chão e vazar a tela, estava pensando se esperava baixar o preço pra trocar. Uma vez tela vazada, melhor trocar mesmo, pois o líquido do cristal da tela pode vazar para outros lugares e danificar de vez o aparelho e nunca mais funcionar, nem com reza brava iria trazê-lo de volta.

Sim. Troquei o aparelho celular, pelo modelo que postei no texto. Até a côr é igual. Agora, sim... Posso assistir minhas novelinhas na volta pra casa, se o sono não bater antes.

Adendo: ontem, quando cheguei em casa, eis que chega da operadora do celular a qual utilizo, um cupom de desconto na troca de um aparelho... O mesmo que acabei de trocar! Vai ser azarada assim...

2) Trocar de óculos: Aproveitando o que o dia de minha folga coincidiu com uma grande liquidação de outono, além de eu ter levado um monte de cotovelada, quase ser pisoteada e espremida, consegui foi comprar um óculos novo. Armação do jeito que eu queria, quadrada sem ser nerd.

Até agora, quem percebeu sem eu precisar falar nada, foi - claro - marido kinguio, pois quem eu conheço, só dando uma de cara-de-pau mesmo.

3) Marcar ida pra academia: sim, finalmente criei vergonha na cara e comecei a ir na academia, sim. Agora preciso levar à sério, pois pagar pra depois não ir...

Bom, o caso da mudança, vai ter que deixar muito mais pra frente, pois ter que pagar quase quatro meses de aluguel adiantado, ainda não temos essa condição toda.



Não precisa ser tão grande assim, dois quartos, sala, cozinha, banheiro e um cantinho pra assistir TV está de bom tamanho....

Saturday, November 17, 2007

Um vinho muito especial

Estou pra conhecer vinho mais "fresco" que o dito Beaujolais Nouveau. Não digo pelo tipo de uva e do preço no dia da venda ser daqueles que eu prefiro esperar passar a febre, mas pelo fato de ele ser lançado somente na terceira quinta-feira de novembro.

Essa data é tida como curiosa, mas já vem desde a década de 50, quando o vinho foi qualificado para comercialização e talvez seja devido à fermentação e marketing, pois os fabricantes desejavam que o mundo todo tivesse sua garrafa garantida no mesmo dia.

Porém, depois que me toquei e comentando com meu amigo mais ou menos fã de vinho é que no ano passado, falei desse vinho neste artigo aqui e pra completar, um spa em algum lugar de Kanagawa que o povo foi pra ficar literalmente de molho em vinho... safra 2007!!!



Estava exagerando? Eis a foto acima pra provar!!!

Thursday, November 15, 2007

Enjoy it!

Na verdade, este sítio era pra ser atualizado diariamente, mas como a pessoa aqui que posta, trabalha e volta muito tarde pra casa, a inspiração pra atualizar isto chega às quintas, sábados e de vez em quando, aos domingos. Bom, como pretendo criar mais do que vergonha na cara e ser cara-de-pau ocasionalmente, vamos ver se consigo fazer isso mais do que duas, três vezes por semana.

Os [poucos] leitores fiéis às vezes reclamam, sabe?

Bom, como hoje é quinta-feira aqui, dia de minha folga (caham!), além de ter que fazer o que tem que ser feito no lar apertado lar (digamos, pôr a roupa pra lavar na máquina, passar aspirador na casa, passar roupa e assistir algum filme ao mesmo tempo, coisa que eu tento, mas não consigo...), tenho que dar uma volta pra não ficar sem inspiração pros novos textos depois.

Pra não perder o hábito, então desta vez não tem historinha, mas alguns vídeos de algumas bandas que andei ouvindo e achei interessante. Oras, também a gente precisa variar, certo?

Franz Ferdinand - "Do You Want To?" Esse quarteto que veio da Escócia, começou como todo mundo - em botecos e muquifos underground até chegarem a abrir o show do U2 no Rio de Janeiro e uma apresentação extra em Sampa City. Sem antes duas vindas na capital japonesa (alguém aí percebeu as jaquetas que os quatro usam no vídeo? São "made in Yokosuka"!). O vídeo desta música, do segundo álbum da banda, tem clima de paródia, tiração de sarro e muita cara-de-pau, mas música boa taí. Sem contar que, a música foi usada nos créditos finais do anime "Paradise Kiss".



Ah, sim. Conheci a música do grupo no Fórum dos Beatles e foi "The Dark of Matinee".

The Killers - "Read My Mind" Esse vídeo vi no saudoso blog do Gustavo no artigo "Vamos Virar Japonês - Parte 2", nos quais ele contava dos artistas estrangeiros em terras nipônicas. Quando vi o comentario do vídeo de outro quarteto - mas este veio de Las Vegas -, achei que fosse "ah, mais outro estereotipando o Japão", mas ao ver o vídeo, gostei e achei o maior barato. A começar que o grupo interage com crianças do primário, um Elvis cover e o boneco Gachapin, monstrego verde famoso nos programas infantis, passando pelo vídeo em pleno centro de Shinjuku (Kabukicho, pra ser mais exato), numa casa de jogos eletrônicos, bicicletas e um hotel-capsula, que parece não ser tão apertado como dizem por aí...



... Será que é só eu que acha, ou o vocalista Brandon Flowers é uma nova encarnação do Freddie Mercury?

Oasis - "Lyla" Falem mal, mas falem deles. Os irmãos mais encrenqueiros e encrencados da música atual, Liam e Noel Gallagher, quando fazem música, acertam na mosca. Tirando as declarações polêmicas, sem pé nem cabeça, compre um "Best of" deles, bote no som e divirta-se, pois além das melodias legais, as letras idem. Certo que eles andam meio sumidos, mas aqui eles continuam atuais. Alguém aí chegou a ver o comercial da Sony que tocava "Lyla" (este clipe a seguir, parece misto de Cinderela, Alice no País das Maravilhas...) e dos veículos Toyota, do modelo Mark X?



Não sei no vídeo, mas no single "Lyla", quem toca bateria é Zak Starkey, filho mais velho do Beatle Ringo Starr.

Saturday, November 10, 2007

Liquidações

Estação entra, estação sai, e as lojas de departamentos daqui do Japão fazem a maior festa. Literalmente, quando se trata de liquidações, bazares, bargain sales, todos eles sinônimos para mim e muita mulherada para "roupas e acessórios ultra-mega-hiper-abaixo do preço normal". Sabe aquele escarpim vermelho que no início da temporarada custava doze mil? Pode conseguir até por milão! Bem por aí que volta e meia, quando sei de uma liquidação ou quando uma das redes de lojas que costumo comprar algo me envia um cartão-postal-convite para um bazar, acabo por ir. Mesmo sabendo do que me espera.

Quase todo ano acabo por ir num desses. Num espaço amplo de dois, três andares cheinhos de cabides e prateleiras aboletadas de roupas, sapatos, bolsas, acessórios e até (in)utilidades domésticas, tudo bem abaixo do preço mesmo. Certo que eles organizam por seções e acessórios e separam a ala masculina da feminina, mas quando abrem as portas, convites e cartão de fidelidade da loja em mãos e seja lá o que Deus quiser.

Sim, todo bazar que se preze, cada um por si. Bastou entrar no recinto e pegar a sacola, para começar a luta para conseguir uma blusa, uma bolsa, um sapato - "de marca" - com até 70% de desconto na etiqueta. Luta, no sentido literal da palavra, pois aquelas menininhas quietinhas que a gente acostuma a ver todo santo dia nas ruas, em dia de bazar se transformam em verdadeiras lutadoras de luta-livre que nunca vi igual.

Têm horas que me divirto, sabe, quando vejo a mulherada disputar por um sapato que talvez nem seja do tamanho do pé de ambas. Sei que aqui o materialismo come solto, não importa se vai servir ou não, semana que vem lá estará a peça num mercado de pulgas no Meiji-Koen para ser vendido ou escambado. Desta vez já fui preparada, sabendo que só fui no bazar pra comprar a peça mais-ou-menos básica que necessito.

Só que como tudo é separado por marcas e não por tipo de peça e tamanho (exceção feita para sapatos, separados por marcas e tamanhos), tem que ter perna e disposição para percorrer os vários andares e seções. Depois é só festa, esquecendo dos problemas que você deixou do lado de fora do prédio, enchendo a sacola e esvaziando a carteira.

Como diria Vivi, das Garotas, siga os conselhos dela aqui e vá à luta. Eis algumas coisas que aprendi nos meus anos de bazares...

1) Vá com bolsa a tiracolo e só: Aqui não tem lugar onde você possa deixar a bolsa (exceção feita certa vez que fui num bazar de grandíssimas marcas, a convite de um colega meu), portanto, se for num desses bazares, vá de bolsa a tiracolo, na qual deixa suas mãos livres para pegar, experimentar e carregar. Nada de ir nos bazares já com compras feitas com um monte de sacolas. Só servem pra estorvar e irritar as outras que já estão se estapeando nas prateleiras. Deixe pra fazer compras no supermercado no outro dia.

2) Vá de roupa justa e sapatos fáceis de tirar: Assim como nossa amiga Vivi disse, geralmente bazar dificilmente tem provador. E quando tem, você vai ter é que ter muita paciência pra esperar um provador vazio pra provar calça ou saia. Portanto, pra não perder tempo, vá de saia, camiseta justa e como agora aqui é moda, aquelas meia-calças que no meu tempo era chamado de legging e aqui se chamam spats. Facilita na hora de provar também, nem que seja no meio do povo. E nada de ir de tênis, sapatos que dificultam a retirada dos mesmos para provar um. E como também aquelas sapatilhas que parecem àquelas de balé também estão na moda...

3) Vá sem vergonha alguma: Vide item 2, como dificilmente tem provador, o jeito é provar na hora e ali mesmo em cima da roupa ou se esconder por trás de um balcão (se possível) caso você esqueceu de cumprir o item anterior ou não sabia. Assim como todo bazar, não tem devolução. E pra não ficar no prejuízo depois, tentar repassar a peça num mercado de pulgas quando tiver.

4) Não vá em seções de muita gente: Num que fui recentemente, acreditem: o local mais disputado era os da meia-calça. Seja aquelas tradicionais, seja aquelas bordadas, cheias de brocado que mesmo em plena luz do dia elas usam sem pudor algum. Acabei nem passando, pois toda vez que resolvo ir, acabo desistindo. Melhor esperar diminuir a multidão e ir em outra seção.

5) Pegue o que escolheu, segure e depois selecione: Assim como eu, você e muita gente que vai nesses lugares, é normal mesmo a gente abarrotar a sacola. Mas melhor depois separar o que vai realmente usar, pois a maioria das peças em liquidação são aquelas que forarm febre na estação e depois encalharam. Melhor selecionar sempre aquelas que você pode usar o ano todo sem ser tachada de demodé depois, se bem que aqui mesmo se usar uma calça cor-de-cenoura ninguém liga. Ah, e pra depois na hora de pagar, não cair fulminada ao saber da conta.

6) Vá com dinheiro: Sim, a maioria desses bazares não aceita cartão de crédito a não ser que seja da operadora a qual a loja faz parte. Por isso, vá preparada, que nem com cupom de desconto eles aceitam. Se for com o cartão de crédito da loja a qual faz o bazar, dá pra parcelar, mas tente ser racional nessas horas de parcelamento pra depois não estourar na fatura.

7) Freqüente outras vezes: Uma vez bazar, sempre bazar. Não tem jeito mesmo, uma vez que você experimenta da fruta, mesmo sabendo que vai sair esfolada, descabelada, cheirando a mofo, acaba querendo mais. Ainda mais que quando há mudança de estação, as grandes lojas botam tudo pra liquidar. E olha lá nós de novo nessa maratona. Principalmente quando se trata de final de ano e muita loja liquida mesmo. E todo final de bazar a gente promete que nunca mais.

Nunca mais a gente vai deixar de ir novamente...

Thursday, November 08, 2007

Tomando Vergonha na Cara

Muito, mas muito tempo atrás (e quem me conhece mesmo, muito tempo a perder de vista) sempre falava que "desta vez, vai" para muitas coisas, como trocar de celular (de fato, o meu daqui a alguns meses o sistema sai de linha mesmo), trocar de óculos, mudar de casa, ir pra academia, mas nunca saía do projeto mesmo. Falta de patrocínio e capital, vamos dizer. E o primeiro que disser que foi por causa de um 525, vai ter!

1) O caso do celular: Sou que nem marido kinguio, quando tem uma coisa, paga-se caro, mas usa até não poder mais. Roupas e sapatos duram comigo até quando ver um furo ou não servir mais. Ou as duas coisas juntas. Bolsa só tenho quatro e olhe lá. Agora, tirando uma amiga minha do "Surrrrrr", eu tive a proeza de ficar com o mesmo aparelho de telefone celular por mais de cinco anos. Troquei porque não compensava comprar a bateria. Como sei que aqui, tudo tem vida curta, em questão de dois anos, a bateria do meu novo (?) acaba muito rápido, as teclas não me obedecem, a câmera embutida pifou... Agora, trocar que é bom, só quando baixar o preço do modelo que eu quero, pois mesmo sendo cliente fiel há mais de trocentos anos, a troca sai cara. E engole o choro que o preço somente pagamento à vista e sem parcelamento. Ah, sim. Aceitam os pontos acumulados.



Também nas cores preto e branco.

2) O caso dos óculos: Sou míope pra caramba, ainda não cheguei ao nível "Mr. Magoo" mas sem eles nada enxergo, pra complicar tenho um pouquinho insignificante - mas que enche o saco - de astigmatismo. Troquei de óculos há quase quatro anos atrás, mas sabe quando têm horas que você cansa de usar a mesma armação e quer variar? Tudo bem, antes que me chamem de Elton John (cantor, cuja extravagância era ter óculos a perder de vista), ao menos queria mais uma armação pra variar essa minha cara lavada. Só que meu defeito é escolher, escolher, escolher e nunca levar. E pra complicar, tenho rosto redondo, o que mais dificulta minha escolha.

3) O caso da mudança de casa: Ano vai, ano vem, sempre falo que penso em mudar de casa. Não que a nossa seja ruim, mas o que mata é ter que depender SEMPRE de transporte pra ir pra qualquer lugar que não seja a esquina. Tudo bem, ônibus funciona, mas sempre atrasa e nunca sabemos se vai ter trânsito ou não. Pensei em mudar próximo da estação de metrô, mas sabe como é a lei da oferta e da procura: quanto mais próximo de uma estação, maior o valor do aluguel. E do estacionamento também. Sem falar que precisa pagar um monte de coisas antes de mudar. Portanto, vamos fechar ainda mais a mão e agüentar mais um pouco.

4) O caso da academia: Todo mundo conhece essa velha história, que no meu departamento já virou lenda. Toda vez penso em me inscrever numa academia, mas concretizar que é bom, nada. Agora, tomei muito mais que vergonha na cara e me inscrevi numa academia, que você não precisa ficar se matando tanto. Daquelas rápidas, meia hora por dia já está de bom tamanho. Fiz um test-drive no domingo passado e semana que vem já estarei começando lá!

Thursday, November 01, 2007

Coisas que só Kinguio sabe

Meu marido que costumo de atendê-lo pela alcunha carinhosa de Kinguio (não vou responder porquê), tem algumas particularidades que só eu, por mais de oito anos, sabe. Talvez algumas coisas a família dele, mas isso seria outra história...

1) Vocabulário peculiar: Apesar de ter-se formado advogado mas pouco ter exercido, marido tem horas que escorrega no português. O que tem a ver uma coisa com outra? O curso de Direito não exige conhecimento profundo em língua portuguesa? Então... Voltando, existem palavras que só ele mesmo fala e pouca gente entende, como "está esclarecendo" (pra dizer que está amanhecendo) e troca as palavras em helicóptero (pra ele é "helipopótero" ou "helipocótero").

2) Inverte as refeições: Sempre aprendi que primeiro faz a refeição e depois come a sobremesa. Ou comer doces depois de salgados. Mas marido inverte tudo e, em casa, come o sorvete e depois se empanturra no jantar. Engraçado que quando a gente vai comer em restaurante, ele deixa a sobremesa pra depois.

3) Movido a café: Pra ele, nunca pode faltar café em casa. Fumante inveterado (dez cigarros por dia), seria mais que (quase) óbvio viciar em café. Mesmo quando a gente dá uma saída, mesmo andando pra ir até o discount store que fica perto de casa, tem que parar na maquininha de bebidas e comprar uma lata de café. De preferência o "Georgia Original".

4) Hibernação: Quando no domingo eu tenho que encarar o tronco, ele está de folga. Dependendo do dia, marido pode ficar o dia todo no ronco e acordar quando eu telefono avisando que vou chegar tarde. Isso quando acorda.

5) Craque em Criptogramas: Antigamente, eu gostava das "Cruzadas Diretas" e quanto mais difícil, melhor. Hoje nem chego perto. Mas marido pede toda vez pra mim, se caso passar em Gotanda, comprar duas revistas de "Criptograma", cruzadas em forma de figurinhas. Chega a acabar as duas em questão de dois dias ou menos.

6) Odeia marcas, mas... Sim, assim como eu, não faz questão de ter roupa de marca famosa. No guarda-roupa, minhas roupas disputam espaço para quase uma centena de camisas (ele não suporta camiseta, diz que sufoca), a maioria da Uniqlo (uma marca bem popular aqui). Porém compensa nisso nos perfumes que usa e num 525 no estacionamento do nosso apertamento.

7) Pão-duro, não... Se marido economiza nas roupas, do tipo, usa até elas criarem buraco ou quando não tem mais jeito mesmo, o mesmo ele não faz (e nem eu) em comida. Bom, melhor gastar em comida do que em hospital depois.

8) Tetrismaníaco: Além do "Criptograma", marido é viciado num jogo só: o Tetris. Quando ele tinha um dos primeiros console da Nintendo, o Game Boy, o troço parecia um tijolo de tão pesado. Quando eu comprei o meu, o Game Boy Color, mais leve, ele pediu emprestado porque o dele pifou e até agora continua jogando o dito jogo no meu ex-Game Boy Color. Comprei o Nintendo DS pra eu ficar jogando o Mario. Ainda bem que o Tetris que ele tem não funciona no meu...

9) Adora cozinhar, mas... Sim, meu marido adora cozinhar, até melhor do que eu. Só que nunca faz doces. Quem faz sou eu.

10) Quem mexeu? Por mais que eu tente, não tem jeito: marido sabe quando eu usei o carro por último. Quando ele vai usar, tem que acertar o banco, o espelho retrovisor e sabe que o CD-Player está ou no CD do Masaharu ( nosso ídalo) ou dos Beatles.

Mas Kinguio sabe também que tem um coração muito grande, por isso estamos juntos até então!

ADENDO: Já estava quase esquecendo: marido também é torcedor do Tricolor, com direito a morar perto do estádio e ter a camisa do time que tornou-se Pentacampeão Brasileiro. Tá, há muito não assisto a jogos a não ser da Seleção em época de Copa e olhe lá, mas deveriam ter transmitido o jogo do Tricolor, né?