Sunday, December 30, 2007

Três, dois, um....

Pois é amigos da Rede Globo. Falta um dia para terminar 2007.

Vamos dizer que este ano que passa foi gerado por altos e baixos, como toda montanha-russa. Ano passa, ano chega, sempre com as mesmas promessas que raramente são cumpridas. Mas que a gente tenta, pra não dizer que não fez.

Mas como diremos que este ano passou muito rápido, pois nem mal abrimos a champanha, jogamos confete, demos e ganhamos chocolates para e do namorado, vimos as cerejeiras, desejamos feliz dia das Mães, esturricamos num calor de quase 40 graus, desejamos feliz dia dos Pais, as folhas das árvores ficaram marrons e para finalmente atacar o frango do Natal. Quando a gente percebe, o ano já acabou.

Portanto amigos e fiéis leitores, sem choro nem vela, a pessoa que vos posta vai tirar quatro dias de merecido descanso, mas que retorna as atividades [quase] normais deste sítio somente dia sete de janeiro, como novos assuntos.

Se sobreviver a tanta champanha, a tanta comida e as liquidações.

Um Feliz 2008 para todos!

Monday, December 24, 2007

Na falta de um panetone...

Todo ano, tenho o costume de comprar e comermos panetone no mês de Natal. Só que este ano, como não encontrei o dito cujo, fui em não sei quantas lojas e não encontrei um, nem uma passa pra contar a história!

(Tá, vocês vão me falar em loja de produtos brasileiros ou "compra via internet", mas se têm duas coisas que não consigo são: 1) em lojas de produtos brasileiros, tá que eles enfiam a faca no preço e torcem o cabo e 2) tenho pavor de comprar via internet - só do fato de usar cartão de crédito pra essas coisas, tenho medo de clonagem. Pode achar besteira, mas é verdade. Só se for pra pagar na hora da entrega, aí sim...)

Bom, já que ao menos tem que ter um docinho nesta residência, senão kinguio encantado e a Catarina (minha solitária, esqueci de apresentar) vão ficar reclamando até dizer chega, então ontem à tarde me veio uma bela duma idéia - por que não fazer um bolo? Eis que lembrei dos cursos de culinária da ABC Cooking, que volta e meia, bimestralmente, tem-se cursos de duas horas no máximo.

Eis que ontem mesmo liguei e marquei hora. Pensei que não tivessem vagas, pois até onde sei, todo mundo quer fazer um bolinho pra comer no dia ou na véspera de Natal.

Pois bem - de avental e cara-de-pau, fui eu novamente pra aula de culinária. Bom, é que das outras duas vezes aprendi a fazer rocambole (que volta e meia tento fazer, mas não sei porquê, na hora de enrolar, ele quebra!) e pão de frutas (e até hoje não tentei fazer de novo).

Acho que a instrutora deve ter ficado espantada, porque é difícil estrangeiro fazer curso de culinária. Muita gente pensa que sou japonesa, até abrir a boca... Seja como for, relembrei como se quebra um ovo (não que eu não saiba, mas dizem que o certo é quebrar um ovo batendo em outro), como bater a massa e como confeitar!

O resultado? Ei-lô!



Agora, estou na dúvida se em janeiro crio vergonha na cara e começo a fazer um curso de culinária, pois ficar no meu dia de folga quase sem fazer nada depois que faço a limpeza na casa, como diria o jornalista Boris Casoy - "é uma vergonha!!!!"

Nota: é muito difícil eu fazer dois posts no mesmo dia, mas acontece que hoje é especial e nem é sempre que costumo ir fazer um curso de culinária, né?

Corra, antes que acabe!

Toda véspera de feriado é assim: lojas lotadas, trens lotados e a rua meio que vazia.
Só pra ter uma idéia, nestes três dias que fiquei de folga, pudemos comprovar o quanto um feriado prolongado faz com as pessoas.

Tudo bem que sábado e domingo, para algumas pessoas, é sinônimo de folga e ir fazer compras. Ou levar a prole pra passear. Ou as duas coisas, pois toda vez que vamos ao supermercado, a gente tem que se desviar das mães, donas-de-casa e senhoras aposentadas, ou a gente acaba sendo - literalmente - atropelada por elas, guiando (?) os terríveis carrinhos-de-supermercado.

Agora, só faltavam me dizer: "vai em outra hora". Mas justamente a hora que a gente costuma ir ao supermercado, é a boa hora em que muito produto está em promoção. E chega a ter desconto de 50% no valor da etiqueta. Oras, sempre a gente diz que "nunca se deve faltar comida na casa", então...

O duro é quando aparecem essas ofertas, essas senhoras aposentadas, de aparência frágil, vão por cima da gente e estapeiam pra pegar aquele frango assado que às três da tarde estava um preço e três horas depois está pela metade do preço. Certa feita, quase apanhei de uma porque eu peguei uma bandeja de "hors-de-ouvers" pela metade do preço. Só porque eu vi primeiro?

Falando em liquidações, sempre falo que "nunca mais vou a um", mas na hora H, quem me segura? Sempre a gente acaba encontrando uma peça básica que a gente sabe que vai usar por um bom tempo. Ou até a próxima liquidação.

Alguém conseguiu garantir seu jantar para a ceia de hoje? Eu, com muito custo e espera, sim.

Saturday, December 22, 2007

Menos de dez dias...

... pra chegar o final do ano. Pois é, fiéis leitores e bisbilhoteiros, ops, curiosos, ops, visitantes deste sítio. O ano de 2007 pelo menos foi um dos melhores que passei nos anos que estou aqui do outro lado do fuso horário.

Sei que é meio cedo ainda para fazer uma bela retrospectiva pelo ano que logo se encerra, ainda o Natal não chegou, se bem que onde tem graça num país que tudo se virou comércio e continua toda a mesma coisa? Se bem que a decoração que fazem nos monumentos e prédios comerciais, amolecem até um coração de granito.

Um pouco não gosto do dia 25 de dezembro. Antes que me joguem toda a parafernália de enfeites e árvores na minha cabeça, explico: aqui, é como se fosse um dia comum como todos os outros, não é feriado, não é celebrado. Pouco eles sabem do significado da data, o que seria normal, pois num país onde 99% da população é xintoísta, melhor a gente dar um desconto. Não gosto de trabalhar no dia 25, ter que atender o telefone e mesmo se a gente desejar "Feliz Natal" do outro da linha, o incauto (ou a incauta) capaz de mandar a gente pr'aquele lugar. Oras, que raios tem significado desejar Feliz Natal mesmo pra um desconhecido se a recíproca nunca vai ser a mesma?

Seja como for, apesar de tudo ter virado jogada de marketing, a data não ter sentido para uns e outros, só do fato de ter alguém do seu lado e poder segurar a mão e poder ir a qualquer lugar, tira qualquer tristeza que reina nesta data. Que muita gente deve ter perdido o significado e trata como se fosse um dia igual a outros.



Feliz Natal para todos!

Friday, December 14, 2007

Renovando o Dicionário

Ano vai, ano vem, e um dos mais conhecidos dicionários de expressões japonesas, o Gendai Yoogo no Kiso Chishiki traz nova edição com novas expressões e frases que marcaram o ano que passou. Seria do tipo "Dicionário de Gírias", mas sempre atualizado conforme novas expressões vão sendo difundidas.

Por um lado, para quem quer aprender mais sobre a língua japonesa ( que já é difícil falar pelo modo convencional, pelo modo polido e imagine com gíria...), o dicionário é prato cheio. O lado ruim é que todo ano tem que se manter atualizado e comprar a nova edição. Será que a loja aceita o dicionário do ano anterior como abatimento no preço de um novo? Oras, melhor do que jogar fora por aí, a onda não é reciclar?

Este ano que passou, eis as dez frases que marcaram o vocabulário entre a população e a mídia em geral. A premiação foi feita no dia 3 de dezembro, conforme o site oficial da singo jiyu:

Dogen ka sen to ikan "É preciso fazer algo (por Miyazaki)", Hideo Higashikokubaru (governador da província de Miyazaki). Para quem não sabe, Hideo Higashikokubaru era conhecido na mídia como o comediante "Sonomama Higashi". Sabe lá como ele conseguiu se candidatar a governador da província de Miyazaki (extremo sul do Japão), mas acreditamos que o pessoal tenha se cansado de inúmeros políticos corruptos (isso soa familiar) e resolveu eleger uma pessoa que nunca foi político em vida alguma. Seria mais ou menos São Paulo eleger o Sílvio Santos pra governador do Estado, mas isso seria outra história.
A frase (que ficou em primeiro lugar) foi e continua sendo dita pelo atual governador, em seu dialeto local. Ao menos parece que economicamente, a província vem crescendo, depois que Sonomama Higashi, ops, Higashikokubaru-san assumiu o posto.

Hanikami Ooji "O príncipe tímido e sorridente", por Ryo Ishikawa (jogador de golfe amador). A frase "hanikami" vem do inglês traduzido pro japonês "honey coming", que foi também um programa de variedades no ano passado, que acabou abreviado para "hanikami", que acabou sendo o apelido para o jogador de golfe Ryo Ishikawa, que aos 15 anos ganhou destaque por ser um dos mais novos jogadores de golfe na atualidade. Até aí, tudo bem, mas mais destaque ainda por ser sorridente, novinho e simpático. Será que o jogador Kaká se encaixa nesse adjetivo também?



Hideo Higashikokubaru (esq.) e Ryo Ishikawa, os primeiros lugares na premiação das "novas frases pro dicionário".


(Kieta) Nenkin "Pensões (que desapareceram)" Yoichi Masuzoe (Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar). Pra quem não acompanha noticiário japonês, mora aqui e nada quer saber, então vamos soltar esse petardo: durante o curto tempo de governo do premiê Shinzo Abe, descobriram-se que milhões de pensionistas tiveram as contribuições que pagaram no passado "apagadas" e estão dando no que falar até então. Antigamente, eram tudo feito à mão. E como os sobrenomes dos contribuintes podem ter sido alterados devido aos ideogramas serem muito mas muito antigos (segundo dizem), acabaram por constatar que desapareceram e quase não tem muito o que provar. E ainda por cima, de tempos em tempos mudam a papelada do lugar, guardam em lugar inapropriado, vira comida de traças e cupins... (está parecendo muito familiar...)

Sonnano kankee nee "Isso não tem nada a ver" Yoshio Kojima (comediante). Imagine você assistindo um programa de TV e de repente aparece um rapaz mais magro que um palito e mais branco que Wacko Jacko no alvejante, de sunga colorida e fazendo uma coreografia parecendo que está usando uma bomba de encher pneu falando o bordão supracitado. Daí você pára e pensa: "dá pra dar levar à sério um cara desses?". O pior que agora temos que levar: a frase do Kojima virou verbete de dicionário. Agora, a gente aqui não sabe se sentimos orgulhosos (o avô nasceu no Brasil, e Kojima nasceu em Okinawa, sem falar que é formado em Letras na Universidade de Waseda) ou a gente morre de vergonha mesmo (eu é não apareceria no meio de palco desse jeito, não. Aliás, nem posso...).



Você daria crédito numa persona dessas? Não? Nem eu.

Dondakee~ "que tanto.." ou "o quanto..." Ikko (artista de maquiagem). Ela (ou ele, sei lá) faz sucesso atualmente como artista de maquiagem e presença obrigatória no programa (agora às terças, na Nihon Television) "Ones Man", no qual muitas personalidades muito pra lá de alegres e que tem muita grana sobrando passam por situações muito cômicas. Ikko já publicou alguns livros sobre a arte da maquiagem e vai muito bem. O mais engraçado é que usa vestidos, pra lá de decotados e salto altíssimo e não botou enchimento nos peitos.

Donkanryoku Insensibilidade - Junichi Watanabe (escritor). Vem do livro no mesmo nome do escritor Junichi Watanabe, que trata sobre a indiferença até para as pequenas coisas. Para um país que é tido como personalidade indiferente, o uso desta palavra soa estranho para muita gente.

Shokuhin gisoo Falsificações de alimentos - Autor desconhecido. A palavra ficou na palavra da população depois do escândalo da confeitaria Fujiya, depois os croquetes da Meat Hope (que faliu), os chocolates da Shirokoibito (famosos em Hokkaido) e os manjyus da Akafuku. Tudo porque ambos tiveram algo em comum - data de validade de produtos adulterados na fabricação dos mesmos, bem como também casos que frigoríficos estavam vendendo frango brasileiro como se fossem daqui mesmo.

Sem contar também que quatro lojas da rede McDonald's foram acusadas de venderem salada vencida.

A repercurssão foi tanta que o kanji para representar o ano que passou se chama... Falsidade!!!

Netto cafe nanmin Refugiados nos internet cafés, por Shohei Kawasaki (autor do livro homônimo). Aqui em qualquer cantinho (geralmente próximas às estações ) têm-se as "internet cafes", no qual paga-se para ficar de uma até a madrugada toda para navegar na internet, tomar café na faixa e ler mangás. Ou até dormir. Uma boa pedida para aqueles que perdem o último trem e não quer ficar ao relento (confesso que fui uma dessas pessoas), então, por menos de dois mil ienes, pode ficar a madrugada toda na cabine da internet dormindo, se quiser.

Ultimamente, essas "net cafes" estão virando refúgio para aqueles que não tem residência fixa e fazem pequenos arubaitos na cidade, ganhando por dia o suficiente para comer um domburi (tigelona de arroz com carne, acompanhada de sopa e chá) em alguma rede 24 horas e pagar uma madrugada na internet cafe. Com direito a usar o chuveiro, somente pagando pela toalha, a parte.

Até que ponto esses estabelecimentos vão suportar isso, não sei, mas devem estar ganhando horrores na madrugada.

Oogui Comilão ou comilona , por Natsuko "Gal" Sone (talent - personagem da tevê japonesa). Quando vi essa menina pela primeira vez num programa de variedades, achei muito suspeita. Usando unhas postiças, jeito de gyaru de Shibuya, pensei: "que ela faz na vida?". Impressionou-me o quanto ela come. Ela chegou a comer quarenta pratos de yakiniku, certa vez, para pagar uma aposta com um comediante. E ainda por cima é magra de ruim. Dizem que ela tem o intestino pra lá de regulado. Ou tem um estômago muito grande. Ou o metabolismo dela queima o que come muito rápido demais. Seja como for, ela não pode ir de forma alguma para um lugar "tabehoudai" (pague tanto e coma à vontade), ou o local vai à falência, pois ela come o equivalente para quatro ou cinco pessoas...

Mooshobi Dias com temperatura acima de 35 graus, por Yasokazu Takizawa (presidente da associação de lojistas de Kumagaya, Saitama. A cidade mencionada ficou conhecida no ano passado por ter atingindo no pico do verão a temperatura de 39 graus. Tá, pra quem mora no sul do Equador, parece normal, mas aqui, já pode dizer que está no ponto de fritar um ovo no meio do asfalto. Este ano, a cidade de Kumagaya até colocou um termômetro tamanho gigante para indicar a temperatura da cidade no verão.
Conseguiu atingir 40,9 graus.

Thursday, December 13, 2007

Thursday, December 06, 2007

Com ou Sem Pipoca?

Depois de muito tempo, voltei a assistir filmes. Nem que seja emprestado de colegas, ou locados em lojas, mas estava sentindo falta no dia de minha sagrada folga, sentar diante de uma tela e assistir a um bom filme.

Na verdade, aqui a maioria dos filmes chegam com relativo atraso. Só pra ter uma idéia, o "Simpsons Movie" vai chegar aqui com quatro meses de atraso. Agora, quando se trata de um grande blockbuster, tais como "Piratas do Caribe" ou "Harry Potter", aí sim, o lançamento torna-se simultâneo em todos os países.

Bom, seja como for, esta semana meio que tirei o atraso. Dois colegas de trabalho emprestaram-me dois filmes para assistir. Assisti primeiro o muito falado, comentado e muita gente assistiu em DVD pirateado antes de ir ao cinema (e depois muita gente foi ao cinema ver) o dito "Tropa de Elite".

Confesso: li as resenhas antes, pois sei que por estas bandas a gente só consegue assistir a filmes nacionais quando alguma alma caridosa consegue fazer download na internet ou compra o DVD (não pergunte pra mim como). Realmente: o filme não é indicado para quem tem estômago muito fraco. As cenas chocam, mas convenhamos: é a realidade que a terrinha infelizmente se encontra. Pra quem está fora da terrinha muito tempo, quando fica sabendo da realidade, pensa vinte vezes se retorna de vez.

Claro que esse tipo de filme divide muita gente. Uns vão dizer que é um filme muito além do exagerado somente pra criar polêmica. Mas muitos também vão dizer que retrata muito bem, sem carregar nas tintas, a realidade do crime na terrinha. Infelizmente a verdade dói, mas tem que ser mostrada.

Outro filme que assisti, foi "Ratatouille", uma bela animação da Disney-Pixar, que conta a boa comida de uma das mais belas cidades do mundo, Paris. Mas por trás de uma boa comida, pra reerguer um restaurante que caiu em desgraça por um crítico pra lá de anêmico, tem um... rato!

Imagine freqüentar um restaurante que contém um rato! Claro que a primeira reação de muita gente (se não todas) é mandar fechar por ordem da Vigilância Sanitária... Mas e quando o rato tem olfato e dotes culinários? E ajuda um mero faxineiro a evitar um desastre gastronômico.

Além das dicas dos grandes chefs da cozinha, vale as ruelas de Paris e um passeio pelo rio Sena. A animação nos créditos finais, estilo anos 50/60 é o show!!!

Agora, se quiser assistir com pipoca ou sem, fica a critério de vocês.

Sunday, December 02, 2007

Facilidades para as minorias

Mesmo tendo a correria do dia-a-dia, sempre alguma coisa não escapa de meus olhos, principalmente quando vou e volto do serviço [quase] todo santo dia.

Quem me conhece e acompanha este sítio, sabe que dependo diariamente de transporte mais do que coletivo para ir ao trabalho e outros lugares. Certo que temos um carro, mas experimenta encarar aquele trânsito maluco de Tóquio e depois me conta. Se bem que, quem consegue guiar em São Paulo, tal como meu kinguio encantado, guia em qualquer lugar.

Voltando, referente ao transporte coletivo. Reparo que alguns ônibus não dispõem de escadas para facilitar os idosos. Porém, fico pensando no tocante daquelas pessoas que têm que utilizar cadeira de rodas. Mutirão de pessoas de boa vontade para erguer e descer o cadeirante? Bom, do jeito que a maioria é...

Nos trens, principalmente os da JR (Japan Railway), os funcionários das plataformas são avisados quando tem um cadeirante. Eles já ficam na plataforma e vagão certo com uma rampa portátil para o cadeirante descer. O detalhe fica no depois - estação sem elevador, não dá certo para eles.

Relembro-me de um jovem escritor japonês (e que está meio sumido), o Hirotada Otatake, que escreveu um livro contando sua saga e quebrando barreiras com sua deficiência - sim ele nasceu sem braços nem pernas e nem por isso deixa de levar uma vida normal como qualquer outro. Já se formou em Ciências Políticas e Econômicas na conceituada Universidade de Waseda, e seu livro "Gotaifu Manzoku" traduzido até para o inglês foi best seller uns pares de anos atrás.

Imagine ele andando para cima e para baixo e até viajando sozinho em uma cadeira de rodas robotizada, pois, como disse, ele não tem os membros superiores e inferiores. E nem por isso ele desistiu. Em alguns casos, é impressionante a preserverança dessas pessoas.

Recentemente, navegando pelo site Cartoon Brew, chamou-me a atenção de uma entidade britânica sobre as dificuldades que os deficientes físicos sofrem. A animação é da equipe Aardman Animation, o mesmo que criou as animações em massinha "A Fuga das Galinhas" e a série "Wallace & Gromitt".

Vale a pena dar uma olhada no site Creature Discomforts e ver as animações. Detalhe: os dubladores possum um tipo de deficiência.