Wednesday, December 31, 2008

Atualizando ...

A lesada autora deste sítio, informa que, no post do dia anterior, a série de quadrinhos argentina "Macanudo" não acabou, não. Li hoje há pouco no blog dos quadrinhos que se tratava de uma "piadinha de final de ano". Felizmente, ainda bem. Outra que também não tinha entendido a brincadeira.

Monday, December 29, 2008

... é o final de ano!

Bem, poucos mas fiéis leitores deste sítio que há três está no ar tomando espaço na blogosfera e por aí vai, mas finalmente 2008 se encerra.

Muito embora fosse o ano de mudanças, ninguém esperava que as mudanças fosse tão drásticas desta forma, desnecessário dizer, pois diariamente os noticiários citam ad infinitum. Esperemos dizer que 2009, ano do boi, seja um ano de esperança, pois temos que acreditar que milagres também podem existir (alguém assistiu a "Forrest Gump"? Vão entender depois a frase citada).

Mas também foi o fim de muita coisa boa. Não falo de falecimento de gente famosa e de gente desconhecida.

Primeiro, em outubro, meu sítio favorito anunciou o encerramento de suas atividades.

Agora, um desenhista que comecei a ler as tiras via sítio dele, também acabou de anunciar a despedida nos jornais. Espero que não encerre o outro sítio dele.



Como eu diria: o fim de tudo pode ser o começo de outra coisa. Para melhor.

A autora avisa: devido ao final do ano e do merecido descanso que inicia-se hoje, pode ser que este sítio vai ficar desatualizado. Quando ela retornar, esperem que vem tudo de uma pancada só! Feliz Natal muito atrasado e Feliz Ano do Boi adiantado...

Monday, December 22, 2008

... e chega o Inverno...

Dia 22 de dezembro, véspera de feriado aqui no Japão (aniversário do atual Imperador) e começa o inverno. Bem que achei que nos últimos dias as noites estavam entre o gelado e a geladeira. Mas tinham dias que a temperatura a noite chegou a dezoito graus, não estou brincando.

Agora, hoje, o dia todo foi gelado. Ao cair da noite (vocês sabiam que no inverno as noites são mais longas?), estava com um vento mais gelado ainda.

Sem falar das árvores - como eu disse uma certa vez para uma amiga minha que também mora "no estrangeiro" - que cometem atentado violento ao pudor, isto é, resolvem ficar peladas nesta época do ano. Salvam-se aquelas que resistem ao frio. Como os pinheirinhos, por exemplo.

E o clima fica mais seco, e estou vendo que se eu pegar um resfriado, vai ser daqueles fortes, portanto, dá-lhe suco de laranja! E se eu ficar sem voz (o que muita gente que eu conheço vai dar graças aos céus...), leite fervente com mel...

Agora estou chegando a conclusão que eu gosto da primavera e do outono - não muito quente e também não tanto frio assim...

Tuesday, December 16, 2008

Esquecer o ano? Então... é pra já!!!

Bounenkai ou festa de confraternização de final de ano, o ideograma, ao pé da letra seria "encontro de esquecer o ano". Geralmente, as empresas reservam um lugar em qualquer boteco ou restaurante e - às vezes, nééé... - bancado pelas empresas, os funcionários bebem e comem (vamos dizer, mais BEBEM do que comem...) até a hora permitida, pois a fila tem que andar.

Normalmente, os japoneses, principalmente os salarymen costumam parar em um boteco (izakaya) após o expediente para tomar algumas e comer alguns espetinhos de frango ou de porco antes de pegar o trem de volta pra casa (agora entendo porque toda santa noite, os trens que costumo pegar pra voltar pro meu lar doce lar ficam entupidos de tanta gente...). Mas o bounenkai é diferente. Pode soar estranho, mas o que é, é.

Acho que só trabalhando em uma firma japonesa (escritório, principalmente) para entender a diferença de um happy-hour com uma festa de fim-de-ano. Se bem que de três ou quatro anos para cá, a gente sempre siacaba num rodízio de carne. Com cerveja e um sem-número de coquetéis.

Só que este ano, não tomei cerveja, e sim, coquetel. Só que me deu uma baita dor-de-cabeça no dia seguinte que nem sei como consegui acordar cedo, mas a gente se recupera. E com direito a roda de samba.

Tudo bem, a gente reclama que todo ano é quase no mesmo lugar, mas o importante é a gente se divertir, esquecer os problemas, se empanturrar de comida e se embebedar, afinal, uma vez por ano a gente tem que fazer isso. Claro que a bebedeira é moderada, pois no dia seguinte 90% do pessoal tem que trabalhar.

Bom... existe aquele ditado: a bebida entra e a verdade sai...

Thursday, December 11, 2008

Adoro finais de ano...

... porque se temos o desconto do imposto de renda no salário, pode ser que ao invés de desconto, temos a restituição.

... porque faz tanto frio, mas tanto frio que ficar em casa e assistir àqueles filmes que você não assistiu durante o ano todo é uma boa pedida.

... porque o povo aqui é muito frio, mas a gente não pode generalizar.

... porque trabalhar até faltando dois dias pra acabar o ano e inclusive no Natal, temos a compensação de uma bela rodada de pizza e refrigerante cortesia da empresa.

... porque além do item citado anteriormente, desejar "Feliz Natal e Bom Ano" nestes tempos atuais, apesar de ter gente malcriada, sempre tem um que salva e deseja do fundo do fundo do coração que a gente também tenha um Feliz Natal e um Bom Ano.

... porque as lojas e supermercados ficam abarrotados de ofertas de final de ano e muita coisa boa mesmo. A gente consegue até 90% de desconto!

... porque mesmo se as festas de confraternização de empresa são sempre no mesmo lugar, a gente se diverte de qualquer jeito. Mesmo tendo tomado todas e dançado rumba em cima da mesa.

... porque, quem mora no estrangeiro, fica triste e deprimido por não estar com a família, mas a gente fica contente quando encontramos alguns poucos amigos perdidos por aí.

... porque, quem mora no estrangeiro, vai ligar para desejar boas festas e bom ano, mesmo as linhas ficando congestionadas, é uma alegria quando a gente consegue falar com nossos parentes e amigos.

... porque viajar fica um congestionamento que dá aquela raiva indescritível, podemos aproveitar para curtir a paisagem.

... porque ter que fazer aquela limpeza total de final de ano acaba te deixando é com dores nas costas e nos braços, mas pelo menos a casa está limpinha para receber o ano novo.

... porque sua caixa de correio física e virtual ficam lotadas de cartões de propagandas, mas sempre a gente encontra um cartão de amigo ou parente que você nem lembrava mais que ainda te lembra mesmo sendo somente nestas datas.

... porque aqui Natal não é considerado feriado, todo mundo trabalha e são poucos que sabem o real significado da data, mas não deixam escapar um "Feliz Natal".

... porque este ano, apesar da crise econômica, a gente tem que pensar no amanhã.

... porque, apesar de muita gente estar com a falta de esperança de que o próximo ano seja melhor, tem outra muita gente que tem a esperança de que o próximo ano seja melhor e estende a mão para ajudar a essa gente que já perdia a alegria de viver.

... porque mesmo diante de tudo isso que aconteceu durante o ano, a gente tem que enxergar o futuro com alegria.

*Escrito dia 4 de dezembro, no mesmo dia que o post-desabafo-quando-se-está-de-TPM "Detesto finais de ano"

Monday, December 08, 2008

Saturday, December 06, 2008

A Caixa de Pandora

Vocês, fiéis leitores deste sítio, já ouviram a história da Caixa de Pandora?

Sabem que no fundo resta a esperança, né?

Então, vamos tratar de mantê-la para o futuro.

Thursday, December 04, 2008

Detesto Finais de Ano!

... porque temos o desconto do imposto de renda no salário.

... porque faz tanto frio, mas tanto frio que o pinguim de geladeira quer ficar perto do aquecedor.

... porque o povo aqui é muito frio no duplo sentido da palavra.

... porque trabalhar até faltando dois dias pra acabar o ano e inclusive no Natal, é o fim da picada.

... porque além do item citado anteriormente, desejar "Feliz Natal e Bom Ano" nestes tempos atuais, a probabilidade de ter resposta malcriada é maior.

... porque as lojas e supermercados ficam abarrotados de gente apressada para conseguir as últimas ofertas do ano.

... porque as festas de confraternização de empresa são sempre no mesmo lugar.

... porque a gente acaba gastando mais do que precisa.

... porque, quem mora no estrangeiro, fica triste e deprimido por não estar com a família.

... porque, quem mora no estrangeiro, vai ligar para desejar boas festas e bom ano, as linhas ficam congestionadas.

... porque viajar fica um congestionamento que dá aquela raiva indescritível.

... porque além de viajar fica aquele congestionamento dos infernos, todos os lugares, mas todos mesmo, ficam congestionados. De gente.

... porque ter que fazer aquela limpeza total de final de ano acaba te deixando é com dores nas costas e nos braços.

... porque sua caixa de correio física e virtual ficam lotadas de cartões de propagandas.

... porque aqui Natal não é considerado feriado, todo mundo trabalha e são poucos que sabem o real significado da data.

... porque justamente este ano, a economia mundial entrou em colapso de uma pancada só, e com isso muita gente desconta a raiva em outra muita gente.

... porque de muita gente estar com raiva da situação mundial, perdem a esperança de que o próximo ano poderá ser melhor.

Tuesday, December 02, 2008

Final de Ano Trágico

Estamos em dezembro, mas este ano parece que não vai ser um final de ano tão feliz assim. Antes que me chamem de pessimista, já aviso que é a realidade que a gente presencia na tevê, jornal, internet, rodas de bate-papo e nas ruas.

Primeiro, já em outubro, as bolsas de valores despencam e junto vão os sonhos de muita gente. Nuvens negras da incerteza pairam em cima de muitas pessoas, o clima de pessimismo rodeia em todos os cantos do planeta, por mais que a gente possa ter a segurança de ainda ter um trabalho e uma reserva de fundos para emergência.

As chuvas em Santa Catarina fizeram muitos lembrarem a tragédia - sim, digo tragédia mesmo - de 1983, que Blumenau ficou debaixo d'água. A cidade e arredores se reergueram graças a uma brilhante e muito boa idéia de trazer uma festa tradicional alemã e junto os turistas. A Oktoberfest de Blumenau é considerada hoje uma das maiores festas fora do território alemão.

Já falei que mal entrou dezembro e muita gente já nem sabe se final de ano será tão bom como pensávamos?

Porém, por mais que o pessimismo e a incerteza venham bater à nossa porta, temos que ter fé e esperança de que o mundo melhore, pois se o pessimismo e a incerteza vierem apagar a luz dessa esperança, que seremos nós?

Thursday, November 27, 2008

Desenho de mulherzinha??? (ahahahah!)

Não sou feminista, mas sempre achei o fim da picada associarem o desenho (seja cartum, quadrinho, charge) feito por mulheres como "desenho de mulherzinha". Nair de Teffé assinava como "Rian" para que a sociedade machista não descesse o malho ao saber que, quem fazia os cartuns de época República Velha era uma mulher.

Não se esquecendo de Tarsila do Amaral e seus quadros do Modernismo brasileiro nos anos 20 ( o famoso Movimento Cultural de 1922 em São Paulo, lembram? Se não, estude mais História Moderna e Contemporânea do Brasil.).

Mesmo ao passar da décadas, a tal emancipação feminina a ponto de queimar sutiã em praça pública, as mulheres cartunistas/desenhistas eram muito poucas, e se tivessem algum destaque - mesmo que mínimo - eram "massacradas" pela sociedade machista que insistia em desenhar e ver o mundo feminino pelos olhos deles (uma das exceções a regra seria a Mafalda, do argentino Quino).

De alguns anos para cá, as mulheres estão ganhando espaço próprio no cartum, quadrinhos, o que for relacionado a desenho para o público em geral. E não seriam cartazes fofinhos em tom pastel como muita gente pensa hoje.

Mesmo eu estando do "outro lado do fuso horário" ou "aqui é noite enquanto no Brasil ainda é dia" (daí a piada pronta "deve ser ruim dormir com o sol na cara"), eu acompanho o que temos de novo nos quadrinhos atuais, seja no Brasil, seja no mundo, apesar que o quadrinho brasileiro aqui não ganha espaço, exceto nas revistas e jornais da comunidade.

Aqui, mesmo a sociedade ser extremamente machista, existem sim mulheres que trabalham com a arte do mangá. Um pouco me dói em saber que a maioria faz aqueles traços delicados demais, cara de coitadinha demais (que até seduz para outras coisas, se é que me entendem), muito infantis demais, muito açúcar demais. Mas claro que existem exceções como Ai Yazawa com "Nana", Moyoco Anno com "Hatarakiman" e Chica Umino com "Hachimitsu to Clover" (um dia desses comento sobre esses mangás e porquê).

Eu conheci - via internet mesmo - dois quadrinhos que me surpreendem não só pelo fato de serem desenhados por mulheres, mas pelo conteúdo que é apresentado. Desenho de mulherzinha? ah-ah-ah...


Leia as histórias de Amely, a mulher de verdade no: http://pryscila-freeakomics.blogspot.com/

1) Amely, a mulher de verdade: Pryscila Vieira, designer de Curitiba, além de desenhar para livros, fazer vinhetas, cartazes de publicidade, faz também quadrinhos das aventuras da boneca Amely, a mulher de verdade. Só que diferente da música "Amélia", Amely já vê o mundo pelos seus próprios olhos mas de forma totalmente crítica e como a própria autora já disse que "Amely é o porta-voz de todas as mulheres que se sentem traídas pelas próprias conquistas".

Seus quadrinhos também são publicados no jornal Metro Magazine de São Paulo, que faz parte da rede internacional que leva o mesmo nome.

Leia a entrevista que ela (Pryscila) concedeu a UOL aqui e conhecerão melhor a criadora e criatura.


O sonho a ser realizado (Caramelo), o mau-humor (Maria Joaninha), o silêncio (Meleca) e a inocência infantil (Mauro). Só faltou a Brigitte purpurinada. Acesse: http://www.bichinhosdejardim.com/

<2) Bichinhos de Jardim: Descobri os quadrinhos da designer Clara Gomes, de Petrópolis, através de um meio nada convencional - a postagem deles (era a série "Horóscopo dos Bichinhos")num album de fotos de uma amiga minha no... Orkut! Já vi que o humor crítico, ácido e debochado era realmente o que eu gostava e fui visitar o site, já que nos quadrinhos vinha o endereço eletrônico.



E não é que realmente valeu a visita? Os desenhos, redondinhos, simples e cativantes dos bichinhos também trazem por trás dessa fofice toda, a visão do cotidiano - variando entre o inocente ao mais debochado possível, mas sempre com um fundo de verdade mesmo.

O grupo principal, formado por Caramelo (um caramujo otimista mergulhado na filosofia da vida, apaixonado por uma borboleta e que um dia sonha voar, por isso quer ser astronauta. Seu melhor amigo é o Mauro Minhoca), Brigitte (a borboleta patricinha e esperta, por quem Caramelo era apaixonado, no início das historinhas. Não, a autora já explicou que Brigitte não é caolha), Mauro (uma minhoca - ou minhoco, como queiram - inocente a ponto de acreditar em todas as lorotas do amigo Caramelo. Uma minhoca de bem com a vida, gosta das coisas mais simples, se trata com homeopatia e tem orgulho de suas origens - seus pais eram de cores diferentes, de famílias rivais, por isso nasceu listradinho de verde e amarelo), Maria Joaninha (uma joaninha "cascuda", de personalidade forte, sempre mal-humorada, constante vítima de malas-diretas, e-mails de propaganda e atura amigos sem-noção, mas é realista, talentosa e pensa em se apaixonar. Uma representante direta de todos nós que temos que encarar a parte mais irritante do nosso dia-a-dia) e Meleca (uma lagartixa minúscula e muda, tal como Carlitos, o silêncio seria a melhor forma de enxergar o mundo sem pronunciar uma palavra sequer. Seu olhar cativante e seu silêncio, traz o equilibrio no mundo caótico e transtornado que nós vivemos).

Recentemente, Clara e seus bichinhos foram indicados pela revista Epoca na reportagem "Os 80 Blogs que você não pode perder". Quem tiver a revista, dá uma olhada!!

Wednesday, November 26, 2008

O que é tragédia vira notícia

(Mas o que aconteceu, isso sim tem que ser comentado)

Para quem acompanha as notícias do Brasil (seja por internet, tv a cabo, parabólica, jornal, sinal de fumaça), recentemente, devido às chuvas que continuam a cair no Sul do País, a situação já chegou a calamidade pública. A ponto a sair na tevê japonesa? Até a ponto até ser manchete principal da BBC, CNN e outras emissoras mundiais.

Na verdade, para não cair na redundância, melhor acompanhar os jornais via internet e também de pessoas que lá moram:

Pega No Meu Blog, os autores são de Santa Catarina.
O da Rosinha, paulistana que mora em Camboriú já faz tempo.

E quer saber sobre doações? Acesse o site do Inagaki que ele passa as dicas.

Pausa pro comercial...

Um dos comerciais mais legais que vi há dois anos atrás e só saiu na tevê japonesa.



(PS: gostei do comercial apesar de não ter gostado do modelo do carro...)


Ah, sim! A autora deste sítio volta logo, loguinho.

Sunday, November 23, 2008

... e também o final de ano



Quando chega junho, eu diria "nossa, já estamos no meio do ano".

Quando chega julho, quando eu fico mais velha, "carai, o ano está acabando!!"

Agora, quando estamos no final de novembro, o ano finda, e passa mais rápido ainda.

Pra dizer a verdade, não gosto quando chega o final do ano. Ainda mais que a gente está em um país estrangeiro, com outros costumes e afins. Certo que eu já disse que "em Roma faça como os romanos", mas passar o dia 25 de dezembro enfurnada no cubículo do escritório, aí ninguém merece. E a probabilidade de a gente desejar um "Feliz Natal" pra fulano do outro lado, e a resposta vir "Feliz Natal o..." é a mesma do que o seu pão com manteiga (ou algo similar) cair sempre com o lado da manteiga (ou algo similar) pra baixo.

E também quando chega dezembro onde trabalho fica a maior correria, não é bom deixar pendências pro ano que vem, reuniões... e a tal festa do final do ano da empresa, que muita gente sugere um lugar assim ou assado mas ninguém decide nada e acaba sempre no mesmo lugar dos anos anteriores. Dá vontade de sugerir encomendar pizza de variados tipos e a gente comer no escritório mesmo. Ao menos sai mais barato, ainda mais no dia de hoje...

Sim, as bolsas de valores despencaram, o dólar despencou e o trabalho idem. Agora, seria a melhor hora de pensar dez vezes antes de pensar em comprar algum mimo caro e ir fazer algum curso de atualização. O mercado vai começar a ser concorrido.

Já estou providenciando os meus. Cursos de atualização, claro.

Saturday, November 22, 2008

This is the end

O que é bom dura pouco: assim como uma caixa de chocolates, quando chega ao fim, bate aquela tristeza.

Quando aquele filme legal acaba, você queria que não acabasse.

Quando seus amigos têm que partir (em todos os sentidos possíveis da palavra), a saudade bate.

Quando um site muito bom chega ao fim, você dificilmente vai encontrar outro.

Quando recentemente comprei uma de minhas revistas favoritas, no editorial já informa que "após dois anos e três meses de edições, encerraremos nossas atividades..."

Dizem que o fim de algo pode ser o começo de uma coisa nova.

Esperemos.

Thursday, November 20, 2008

Sem novidades (ou: ô semana...)

Depois que você volta de dois dias de (merecida) folga, parece que a semana passa e você não fez nada. Para dizer a verdade, foi isso que me aconteceu.

Um final de semana de folga, o que você resolve fazer?

Dormir até sabe lá que horas permitir. Do jeito que eu estava, dormir até sabe lá que horas ia me fazer bem. Eu digo "ia" porque depois meu relógio biológico (que já não anda tão certo quanto eu) fica mais desajustado do que já está, ou, em outras palavras, vou acabar dormindo às cinco da manhã no dia seguinte.

Dar uma geral na casa. De fato eu faço quando folgo, pois "dar uma geral na casa" não se restringe a passar o aspirador na casa e tirar o pó em cima dos objetos, mas vai para lavar o banheiro, a banheira, lavar roupa, fazer a contabilidade da casa...

Fazer alguma receita inédita. Bem que eu tento, mas sabe quando a semana toda você fica na cozinha e chega no dia da sua folga você quer mais é ficar longe dela. Exceto para ir à geladeira e ver o que sobrou do dia anterior. Resultado: acho que depois que mudamo-nos pra Yokohama, raras foram as vezes que fiz uma receita mirabolante. Bom, o ratatouille sem o tomilho e o doce de abóbora que virou pasta de abóbora com açúcar foram as últimas aventuras na cozinha...

Assistir a algum filme. Já falei que a locadora mais próxima de casa fechou e fico com preguiça de pegar o carro e ir na locadora que fica a dez quilômetros daqui? E o primeiro que falar "aluga na net", ou "baixa da net", apanha.

Incrementar meu iPod. Em julho, antes do meu aniversário, a empresa onde trabalho presenteou, não só a mim, mas todos os funcionários, um iPod nano color da segunda geração. Ora, pra quem estava com um MP3 que começou a desandar, pra mim foi ótimo! Só que desde outubro, se não me falha a memória, não inseri mais nada nele e conto com quase trezentas músicas pra ouvir no trem.

Mandar tudo às favas e bater perna por aí. Bom, quase toda folga a gente faz isso mesmo...

Sunday, November 16, 2008

Colocando a casa em ordem

Literalmente.

Quando a gente fala que vai tirar dois (ou mais) dias de folga, muita gente entende como "ah, vai viajar", "vai passear", "tu andas muito folgada, hein?". Mas até hoje nunca ouvi alguém dizer: "vai tentar pôr a casa em ordem?".

Não culpo ninguém em não me dizer isso, mesmo porque eu moro na mesma casa há quase seis anos e entende-se que "a casa já está arrumada". Mas pra quem nunca veio me visitar, não sabe o quanto minha casa precisa ser arrumada. E tem que ser aos poucos. Só de pouco em pouco, vai chegar ao ponto de que, quando você achou que a casa já está arrumada, vai ter que se mudar. Espero que não seja pra ontem.

Muitas vezes, quando eu e marido kinguio saimos por aí, eu comento com ele quando vejo um sobrado (eu adoro!) ou um prédio novo de apartamentos: "quem me dera morar aí..." Mas só não concretizamos por vários motivos, mas o maior deles seria que eu não tenho coragem de pagar três a quatro meses de aluguel adiantado.

Nosso apertamento fica um tanto longe da estação, portanto, muita gente que eu conheço já perde a coragem de vir de tão longe pra ir mais longe ainda. Mas um dos motivos porque dificilmente convido alguém prum cafezinho com biscoitos é que se entrar mais do que três pessoas na casa, alguém ficará de fora.

Sem falar que a casa, bom, sempre precisa acertar ali e aqui.

E por acaso alguém já viu casa com cozinha encarpetada? (Eu estou louca para arrancar o carpete da minha e tacar um linóleo ou aquelas placas quadradas pois não suporto mais passar aspirador na cozinha!)

Como ser Famoso(a)



Tem muito mais aqui!

Saturday, November 15, 2008

Eu e os Quadrinhos - Descobrindo coisa nova

(Para quem não lembra, leia aqui e também aqui)

Sim, mesmo chegando aos "enta" eu gosto muito de histórias em quadrinhos. Desde antes de começar a ler (segundo minha mãe). Mesmo estando aqui há uma década, eu continuo lendo, seja os mangás, seja via internet. Sim, porque encontrar livros com "as melhores tiras" só em livrarias que trabalham com importação e olhe lá (como a Tower Records , Kinokuniya...). E tem que saber bem ler inglês, pois a maioria dos quadrinhos que costumo ler, são "do estrangeiro".

Agora vem a pergunta: e nas lojas de produtos brasileiros você não encontra? Resposta: depende muito do que eu quero. Por exemplo, se eu quero as reedições do Snoopy, não vou encontrar. Se eu quero os livros de Calvin e Haroldo, não vou encontrar. Se eu quero os da Turma da Mônica, talvez encontre. Agora, se eu não quero os livros de auto-ajuda (perdoem-me quem goste), aí isso a gente encontra de monte!

Já falei que pra mim, livro de auto-ajuda é um bom livro que contenha as melhores tiras de tal personagem. Tenho as dominicais do Charlie Brown e cia., parei no sétimo livro (de dez). Deixei no Brasil os três livros do argentino Quino. Sim, da personagem "Mafalda". Deixei também minha coleção da "Vertigo", aquela coleção que continha histórias do John Constantine. E muito mais, que agora, para encontrar só nas duas lojas que mencionei. E o preço é literalmente de matar.



Existe livro de auto-ajuda melhor que as tiras de Liniers?

Acompanho dois sites especializados em quadrinhos e muitas vezes lendo o que está chegando agora ao Brasil, eu digo que lá, em matéria de quadrinhos, a coisa evoluiu muito. E pra melhor.

Nunca tinha visto tanta loja trazendo artistas para divulgar livros contendo seus desenhos. Enquanto eu estava lá, raramente tinham esses eventos. Agora é nessas horas que eu gostaria de estar lá para participar. E quem sabe ganhar um autógrafo.

Eu não entendo porque aqui, em matéria de quadrinhos "do estrangeiro", se restringe muito ao super heróis da DC e Marvel. Se procurar muito, encontre algumas obras primas, mas como disse, o preço é de matar. Agora, se vai numa loja de produtos brasileiros, não encontra nada. Uma vez, perguntei por que não se vendem livros do Snoopy ou do Calvin, por exemplo. A resposta: "o pessoal aqui não lê 'essas coisas'".

Senti-me ofendida e decepcionada. Muita gente que está aqui, desconhece até os quadrinhos que talvez tenha lido na infância. Ou se eu falar de quadrinhos atuais, a probabilidade de eu apanhar em praça pública é muito grande. Exceto se eu falar com gente que entenda muito do assunto.

Estou lendo (via internet mesmo):

Macanudo, por Ricardo Liniers. O autor, argentino, é um dos melhores da atualidade. Suas histórias, com um misto de Peanuts, Calvin e Haroldo e Krazy Kat, são de uma qualidade impressionante. Recentemente, esteve no Brasil para divulgar o primeiro álbum lançado lá. Hoje, mantém o site e as tiras diárias no jornal argentino "La Nación", e também pôr à venda a quantidade de 5000 livros com as capas desenhadas à mão, uma a uma pelo próprio.



(Pra quem não sabe, Liniers (o coelho) é casado com uma brasileira. E essa tira, conta como surgiu um dos personagens...)

Detalhe: nas histórias em que ele próprio conta seu cotidiano, ele aparece em forma de um coelho. Vale a pena perder tempo para ler tudo sim. Afinal, a Argentina não vive só de Maradona, Boca Juniores e economia vacilante.

Bichinhos de Jardim, da brasileira Clara Gomes. Descobri através de uma amiga minha via orkut mesmo. Ela postou algumas tirinhas dessa série e resolvi ir a fundo. Eis que encontro tiras quase diárias de insetos nada comuns com situações divertidas, como o caramujo sonhador, a joaninha cínica, a minhoca (ou minhoco) inocente, a borboleta vaidosa e o lagarto charmoso. Se ela publicar um livro com as melhores tiras (ou todas elas), quero garantir o meu!



Caramelo, o caramujo e Mauro Minhoca.

Claro que se eu descobrir mais, eu vou comentando neste sítio.

Monday, November 10, 2008

A Folga dos que não Folgaram

Muita gente diz que três dias de folga dá pra fazer muita coisa: viajar, bater perna por aí... Isso pra quem está com tempo sobrando (nos dois sentidos da palavra), pois no meu caso, não tinha uma coisa nem outra.

Tirei três merecidos dias de folga mas como foi antes de receber a cebola, devo considerar que por um lado é bom: não gasto. Mas por outro lado é ruim, acabo ficando em casa (que também tem um lado bom: resolve pôr ordem na bagunça).

Nestes três dias que folguei...

Sábado: logo cedo ir para a casa de uma amiga minha buscar uma cama. Sim. Comprei a cama e um armário de cozinha. Certo que meu apertamento é um apertamento, mas já estávamos cansados de dormir no chão. Ortopedicamente falando, hoje já está me deixando toda torta. E alergicamente falando, por mais que eu passe o aspirador quase todo dia, eu continuo com esse problema de nariz coçando.

Voltando, eu e marido kinguio fomos até o outro lado de Yokohama buscar uma cama e um armário de cozinha. Um breve bate-papo com minha colega de seis anos trabalhando no mesmo escritório e ela vai de vez (ela jura que sim) para começar nova vida na terrinha. Boa sorte pra ti! De volta pra casa, até três da manhã montando a cama e ajeitando o que precisa ajeitar.

Ah sim, a cômoda que ganhei de outra ex-colega de trabalho nos tempos em que eu mais comia pó, vai virar lenha. Literalmente.

Domingo: segundo tempo para ajeitar nosso lar apertado lar. Enquanto marido kinguio acertava as coisas dele, eu ajeitava a cozinha. Não falei do armário? Nada se perde, tudo se aproveita. O armário novo sobrou espaço para a despensa. Estou até pensando em otimizar mais o espaço, mas justo neste dia marcamos uma festa de misto de chá-do-bebê e despedida temporária de outra amiga e eu teria que levar doce de abóbora. Eis que as abóboras daqui, quando cozinham, viram pasta.

A festa? Foi muito divertida. Já faziam seis anos que eu não ia mais a um chá-do-bebê. O último foi da minha prima, que por sinal, preciso criar vergonha na cara e ir visitá-la. Daqui a pouco a filha dela já está pegando o carro da família e necas de eu ir vê-la. Voltando a festa, nunca comi tanta pizza, minha amiga diz que a torta de frango é receita feita "à olho" e o doce de abóbora ao menos não matou ninguém.

Fui dormir tarde, quem manda ficar até sabe lá que horas no PC?

Segunda-feira: Marido kinguio foi trabalhar e eu acordei pra lá das nove e meia. Esqueci de jogar o lixo, agora só sexta-feira e ficou o saco lotado na varanda. Terceiro tempo na limpeza doméstica: como arrumar o canto da Dona Piggy Sakura. Isso no que dá ficar tanto tempo aqui: a gente acaba juntando tanta coisa que depois fica pensando se joga fora. Bom, a tal cômoda já não penso mais.

Minha nossa, quanto CD que eu e marido kinguio juntamos em comunhão de bens. E livros? A maioria para aprender a falar japonês. Eu juro que esta semana eu volto a estudar, nem que seja para começar do zero. Não custa nada. Literalmente. E minhas revistas que comprei para saber como otimizar espaços na casa ( ahahahah ), culinária (ahahahah), finanças (hummmmm...), maquiagem (eu, um dia vou falar sobre isso) e Masaharu...

Dicionário, mangás (hoje só estou com "Mahookishi no Rayearth", "Hachimitsu and Clover" e "Piku-Piku Sentarou"), Seleções do Reader's Digest... Aí vocês vão me dizer: pô, não dá pra se livrar deles não? Meus caros, mesmo estando no Japão, ler a língua mãe pra não esquecer e acabar cometendo erros gravíssimos na língua portuguesa, ainda mais num sítio de respeito, pra mim seria imperdoável.

Se saí de casa depois disso? Primeiro, ficou muito tarde. Segundo, tenho quinta-feira, ainda dá pra dar uma olhada nos home-centers da vida procurar um fundo novo pro gaveteiro da cama nova (bem, minha amiga já avisou que estava torto), lençol para uma cama e uma gaveta para guardar as coisas que a gente não vai usar e não sabe se joga fora e esconder debaixo da cama.

E terceiro: às vezes, ficar em casa num dia de folga faz bem. Afinal, folga também foi feito para tirar um dia e ficar em casa quase sem fazer nada.



Tem mais aqui, dá uma olhada!

Thursday, November 06, 2008

Quando a autora surta de vez

... e acaba escutando música estranha de músicos mais estranhos ainda.

Quem me conhece pessoalmente, acompanha este sítio, está até o topete de saber que gosto de Beatles, Rolling Stones, Carpenters, Monkees, Masaharu Fukuyama e Southern All Stars. Mas quem não conhece muito bem o meu "lado B" (exceto marido kinguio, mas às vezes ele finge que não sabe de nada), quando dá na telha, acabo escutando e se deixar, comprar o CD da música do tal músico.

(E pra quem não me conhece, eu costumo comprar o CD a fazer download. Primeiro que posso ouvir quando quiser, até no carro; segundo, já falei que meu PC é de segunda mão e já foi pro conserto duas vezes porque a mula empacou?)

Pois é, um desses meus surtos deu-se na semana passada, quando criei mais do que vergonha na cara e resolvi ir à minha rede de locadoras predileta e de uma vez só acabei passando pro meu iPod...

1 - The Best of Blur, do grupo britânico Blur. A primeira vez que eu ouvi algo desses caras, foi quando a MTV pegava firme e forte na minha cidade por meios... hã... nada convencionais. "There's No Other Way" tocava direto nas rádios e passava o vídeo no top 20. Acompanhei mais ou menos até "Parklife", nos quais a faixa-título, "The End of The Century" e "Girls and Boys" faziam sucesso. Depois, não consegui mais acompanhar o grupo.

2 - Stop The Clocks, do também britânico Oasis. Se perguntarem pra mim quem veio primeiro nos anos 90, o chamado "britpop", se foi o Blur ou o Oasis, seria a mesma coisa do ovo e a galinha, pois os dois grupos (rivais) apareceram na mesma época. Só que o Oasis continua firme e forte apesar dos irmãos Liam e Noel Gallagher sairem toda vez no tapa (literalmente) e mudarem constantemente de músicos, o último álbum que saiu "Dig Out the Soul" promete. Valeu a pena ouvir novamente "Lyla", "Morning Glory", "Wonderwall". Uma pena que na coletânea não tinha UMA música do famoso "Be Here Now".

3 - The Single Collection Vol. 1, da Hikaru Utada. Quando ela surgiu, em 1998 com o single "Automatic", foi sucesso enorme. Primeiro, ela nem tinha dezesseis anos. Segundo, ela nasceu nos Estados Unidos, de pais japoneses, famosos musicalmente, portanto, Utada é fluente na língua inglesa. O ano seguinte, com "Movin'On Without you" garantia a Utada caminho para recorde de permanência nas paradas. "First Love", impulsionado devido a uma novela de grande audiência, foi o single mais vendido. Mesmo hoje Utada não tendo aquele impulso de antes, ela continua tendo fãs fiéis, e suas músicas mesmo ora com batidas eletrônicas, ora com raízes no R&B. Apesar desta colêtanea ir até 2003, vale a pena tê-lo.

4 - Forty Licks, dos Rolling Stones. Esse grupo dispensa qualquer comentários. O CD duplo traz o melhor do melhor do grupo desde 1963 até 2003. Só de ter "Gimme Shelter", "Miss You" e "It's Only Rock and Roll" já tá valendo a locação.

Mas também quando se está fazendo limpeza na casa, tentando organizar mais de cento e vinte cds (incluindo os maxi-singles) que comprou em comunhão de bens com o marido kinguio, se prepara: eu acabo ouvindo:

1 - Quase tudo o que tem a praia como tema: pra quem tem a praia de Enoshima como quintal de casa (tá, não exageremos), não seria difícil a gente ter no meio da cdgrafia algum CD de algum cantor ou grupo cujo repertório tem sol-praia-mar-amor-de-verão. Southern All Stars, TUBE e até Yuzo Kayama fazem parte do nosso CD-player, mas quem pensou Beach Boys, acertou. Oras, qual é o problema?! A gente não pode ouvir "Tsunami", "Shonan My Love", "Black Sand Beach" e a música toda "Surfin' USA"?!

2 - SMAP, TOKIO ou alguma coisa do Johnny's do passado: só pra resumir, os dois grupos citados, fazem parte da agência de entretenimento Johnny's Jimunsho, que descobre artistas antes da adolescência e depois que passa da idade, pode tratando de fazer algo diferente que só de música não vai pra frente não. O quinteto SMAP começou como grupo tal como o Menudo nos anos 80, hoje eles possuem seu próprio programa de TV (que faz mais sucesso que eles cantando), os cinco individualmente participam em novelas, filmes, comerciais (principalmente: vide o Kimura na Fujitsu; Kusanagi na Toyota Rent-a-Car; Nakai na Dunlop; Inagaki na Glico e Katori na Ajinomoto; e os cinco quando a NTT faz divulgação de provedora de internet). A última do SMAP, que eu ouvi, foi "Dear Woman". Depois disso, esquece.
Já o outro quinteto TOKIO, segue quase o estilo SMAP, mas com o adicional de que eles tocam também. Pelo menos ao vivo. Eles também tem programa próprio de TV (o "Mentore G" e "Tetsuan DASH!", este é o mais legal - as aventuras num carro movido a energia solar é o quadro mais engraçado), mas quesito música, eles só lançam quando um deles faz alguma novela ou quando tem que renovar a música de encerramento dos programas deles. Ah, sim. Comerciais. Eles mais aparecem em comercial de TV/revistas do que divulgando música. Os mais populares hoje são o Tomoya Nagase na propaganda da FujiFilm (junto com a veterana atriz Kiki Kirin) e Taichi Kokubun no comercial de café enlatado "Wonda".



TOKIO - "Love You Only", versão 2004 quando eles fizeram 10 anos de carreira.

Sunday, November 02, 2008

Marunouchi virou um curral



Ou: quando as vacas novamente vieram pastar em Tóquio.

Dois anos atrás, postei aqui sobre a Cow Parade (em português, quando teve em Sampa, aqui), uma exposição na rua, de caráter itinerante e filantrópico que acontece o ano todo em vários lugares no mundo, inclusive no Brasil, claro.

O festival, vamos dizer assim, é feito simultaneamente em várias partes de uma cidade, em qualquer lugar do mundo. As estátuas das vacas em três posições (em pé, sentada e comendo capim) são distribuidas em várias partes da cidade escolhida, de preferência em lugares de grande movimento. Só que o critério para as vacas pintadas (literalmente) é que os artistas sejam do país onde está tendo a exposição.

E também elas são escolhidas pelo comitê organizador. Pra quem não sabe, a Cow Parade é um dos poucos eventos que consegue, ao mesmo tempo, interagir com o povo, ter patrocínio das empresas e expôr novos artistas.

Muita gente pode achar entre o divertido e o absurdo, mas a Cow Parade faz com que a rotina visual da cidade mude e esquecemos da mesmice do dia a dia.

A exposição já foi, mas quem quiser ver as vacas que estiveram em Tóquio entre setembro e outubro, aqui entrada é franca.



A autora deste sítio quem tirou as fotos do texto, mas se quiserem ver mais, ela depois passa o sítio onde ela tenta postar as fotos. Aliás, não tem todas as vacas, pois tirar um rebanho de setenta e três cabeças, nem nos dias de folga que ela teve não dá pé.

Friday, October 31, 2008

Hoje, a noite da Grande Abóbora

Muito bem, leitores, sejam crianças boazinhas para que a Grande Abóbora traga doces e brinquedos para vocês!


Se você sofre de miopia, clique na figura pra ver em tamanho maior.

Divirtam-se na Noite das Bruxas!!

Thursday, October 30, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: "The Rolling Stones - Singles Collection : The London Years 1963-1971"


Se os Beatles, nos anos 60, eram tidos como "o grupo que toda mãe queria ter como genro", os Rolling Stones eram - até injustamente - "o grupo que toda mãe queria que ficasse longe de sua filha". Tudo porque o quinteto não era aquele padrão de beleza, viviam em confusões e a música, bem, a música dos Rolling Stones, no início de carreira, vinha direto da raíz do rock - o blues.

Claro que se falar dos Rolling Stones, haja editor de texto, pois mesmo depois de quarenta e seis anos de estrada, o grupo (agora quarteto) continua na ativa (em todos os sentidos da palavra, digamos), apesar dos boatos que vão parar com shows (só pra lembrar: somando as idades dos quatro, chega a 300 anos, isso porque antes dos quarenta, Mick Jagger, o líder e frontman do grupo, disse que não teria sentido cantar "I Can't Get No Satisfaction". Bom, ele está com sessenta e cinco anos e continuava cantando...). E se fosse fazer uma biografia do grupo, talvez teria que ser em volumes, tal como a Enciclopédia Brittanica...

Voltando ao assunto: "Singles Collection..." nada mais, nada menos seria mais um "Best of...", porém o filé mignon está no conteúdo da caixa: três discos com quase sessenta músicas lançadas na maioria somente em compactos e lados B dos compactos que fizeram mais sucesso, no período de 1963 a 1970, quando os Rolling Stones estavam na gravadora Decca (a mesma que recusou os Beatles de início de carreira, mas reza a lenda que, quem indicou o quinteto a essa gravadora foi... George Harrison).

O título do box-set enganaria muito desavisado, achando que era o período que o grupo fazia sucesso em Londres, mas London era a subsidiária da gravadora Decca que fazia a distribuição dos singles nos Estados Unidos, era uma confusão nos anos 60 que até a discografia inglesa e americana saía totalmente diferente, fazendo com que muita gente comprasse o disco de ambas as discografias, mas com títulos diferentes e com quase o mesmo conteúdo (às vezes mudavam a ordem das músicas).

Lançado em 1989, o box-set logo se esgotou. Nem sei se chegou a vir ao Brasil, pois quando ouvi pela primeira vez, foi de um amigo meu, fã do quinteto, que conseguiu via outro amigo que foi "pro estrangeiro" e trouxe pra ele. As músicas mais óbvias como a citada "Satisfaction", "Lady Jane", Jumpin' Jack Flash" fazem parte da caixa, mas quem poderia imaginar que teriam os blues da raiz mesmo como "I Want to Be Loved", "Come On" ou "Little Red Rooster"? Ou "I Wanna Be Your Man", composta e dada de presente por John Lennon e Paul McCartney?

O primeiro disco traz o período de 1963 a 1965, com o blues e início da "pauleira" rock, como "The Last Time" (primeiro numero 1 do grupo) mas encerrando com a balada "As Tears Go By", gravada também pela Marianne Faithfull, na época namorada de Jagger.

Já o segundo disco, começa os anos da psicodelia, como "Paint it Black", "Mother's Little Helper" (aquela em que a dona-de-casa é viciada em calmantes), a infame "Let's Spend the Night Together", "We Love You" (que traz John Lennon e Paul McCartney nos backing vocals), "She's A Rainbow". Ah, sim. E as pauleiras "Jumpin' Jack Flash", "Have You Seen Your Mother Baby..." e "19th Nervous Breakdown".

O terceiro disco, já no final dos anos 60, o especial "Rock and Roll Circus" que ficou inédita até então, a saída e morte misteriosa de Brian Jones, a entrada de Mick Taylor, traz as inéditas "You Can't Always Get What You Want" (do especial, com direito a coral gospel), "Memo From Turner" (a primeira incursão solo de Jagger); as roqueiras "Honky Tonk Women", "Street Fighting Man" (é inesquecível o verso: "que um pobre cara pode fazer/ na monótona Londres/ a não ser tocar em uma banda de rock") e aquela que todo mundo jura que fizeram pacto com o "coiso", "Sympathy for the Devil" com direito a batucada e tudo o mais.

Uma pena que faltou a mais infame ainda "Gimme Shelter", título que deu ao documentário do show ao vivo em Altamont (famoso por ter os (in)seguranças que mataram um espectador na frente do grupo).

E como já diziam eles próprios: "I know, it's only rock and roll and I like it".

Leiam também da mesma categoria:

The Beatles - Live at the BBC
The Monkees - Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
The Police - Message in a Box
Southern All Stars - Ballad 3: the album of LOVE
Carpenters- From the Top 1965-1983

Sunday, October 26, 2008

Chamam-me de esquisita...

... porque eu gosto dos Beatles, Rolling Stones, Carpenters, Monkees, Southern All Stars e Masaharu Fukuyama, músicos que pouca gente conhece e se conhece, bom, gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu.

... porque estou quase chegando na casa dos "enta" e mantenho na minha mesa de trabalho porta-lápis, mousepad, memorando e até minha xícara do Snoopy.

... porque não fico trocando de celular como se troca de roupa. E ainda argumento que, celular foi feito para fazer e receber ligações. Tá, receber e-mails também. E quando eu troco é pra durar mesmo.

... porque quase todo dia trago almoço de casa.

... porque meu marido não tem, não quer e odeia telefone celular. E quando digo que ele não tem, não quer e odeia, porque ele não quer ninguém torrando os pacovás, escuto o impropério de que meu marido não é romântico.

... porque de programas de TV do Brasil ainda gosto do Programa do Jô.

... porque agora virei quase ecologicamente correta: carrego minha própria sacola de compras e meu próprio copo para tomar café nas cafeterias. Além de contribuir - nem que seja um pouco - com a ecologia, economizo de 30 a 50 ienes no cafezinho.

... porque tenho marido muito bonzinho. E eu tenho a fama de ruim.

... porque eu prefiro um yakiniku tabehoudai (pague e coma o quanto quiser) a um restaurante "de nome" caro pra dedéu e a comida mal tapa buraco do dente.

... porque eu ainda gosto de desenho animado "das antigas" mesmo estando quase chegando nos enta.

... porque, enquanto muita gente já anda como o iPhone e só agora ouço minhas músicas prediletas no iPod. De segunda geração.

... porque eu prefiro alugar DVDs na minha locadora predileta, ganhar desconto, acumular pontos do que ficar "downloadando" na internet.

... porque eu tenho a cara-de-pau de ter e usar os "point-cards" para quase tudo.

... porque eu e meu marido kinguio temos o hábito (economico, por sinal) de ir ao mercado faltando uma hora para encerrar o expediente e conseguir quase tudo pela metade do preço. Ou até 90% de desconto. E isso não significa que o produto esteja vencido, e sim, pro consumidor levar mesmo pois seria o último.

... porque sei mais das notícias daqui do que na minha terra natal. Será que porque eu levo muito à sério um velho ditado "Em Roma, faça como os Romanos"?

E o creme de la creme: ninguém se conforma por eu ter uma BMW 525 de seis anos atrás no estacionamento de casa e não tenho bolsa de marca (tá, tenho da agnes b., mas alguém aí conhece?), não uso roupa de marca (MQ a gente encontra entre o barato e mais ou menos caro), ando com aquele mesmo relógio (também, só tenho esse), meu celular é de dois ou três modelos atrás, meu PC é semi usado mas (ainda) funciona, não tenho anel da Tiffany ou Cartier e meu óculos de sol é um simples e discreto modelo da agnes b. (olha ela de novo).

Caramba, será que nasci em Marte e eu não sei?

Saturday, October 25, 2008

Nossos Desastres Culinários

Não parece, mas sempre que possível passo um bom tempo na cozinha. Isso quando os fatores vontade + disposição + fome se unem e não tem jeito mesmo. Confesso que, tem dias que a preguiça bate e, no meu caso, ver se marido kinguio faz o jantar do dia e almoço do dia seguinte. Isso se a preguiça não bater nele também.

Já disseram que é fácil saber se alguém andou cozinhando: basta ver o fogão. Em casa, dá pra perceber mesmo, pois se tiver vestígios de gordura e algumas batatas perdidas, sinal que alguém andou cozinhando (no caso marido kinguio). Se estiver limpo e cheirando a essencia de laranja, fui eu quem acabou usando e limpando depois.

Agora, se estiver limpo demais, anota aí: sábado a noite, casal foi jantar fora.

Claro que ninguém é 100% expert na cozinha e a comida sai aquela maravilha. Já tive meus desastres culinários, assim como você, seu vizinho, o chef daquele restaurante caro e chique que você frequenta. Como eu sempre digo, se a gente fosse 100% perfeito, o mundo seria sem-graça.

Já li casos de que esturricaram pão de queijo congelado, assaram peru com os pertences ainda dentro do plastico, erraram tempo maximo permitido de estourar pipoca em microondas. Mas eu também já...

1) ... esqueci de cozinhar direito a massa de coxinha. Resultado, a iguaria ficou tão dura que se jogasse na parede, faria um buraco nela. Consequencia do fato: fico pensando dez vezes se volto a fazer a iguaria novamente.

2) ... errei no ponto de sal. Isso todo mundo já fez. Mas no meu caso foi pra menos. Estou tão habituada a usar pouco sal devido meu pai evitar o máximo possivel até hoje o uso do condimento. Resultado: carne saiu sem tempero. Porém, teve uma vez que o efeito foi contrário: minha estrogonofe saiu tão salgada que marido kinguio acabou com dois litros de água em uma hora. (Antes que me perguntem se eu não provo antes, a resposta é não.)

3) ... fiz ratatouille faltando ingrediente. Fui experimentar fazer essa iguaria francesa (não, não foi por causa do desenho!), por ter berinjela e abobrinha em casa dando sopa. E cadê que não tinha tomilho em casa? E tinha que ser fresco. E onde eu iria encontrar ainda mais aqui? Já não encontro nem mandioquinha... Resultado: foi sem tomilho mesmo e sei lá se ia alterar alguma coisa. Ao menos estava gostoso.

4) ... fiz estrogonofe com leite mesmo. Creme de leite é algo que eu não encontro em qualquer mercado. Exceto o "nama kurimu" que seria similar, mas tem consistencia tão aguada que viraria sopa. Usei leite no dia que fiz a iguaria. Resultado: esqueci que marido kinguio é intolerante a leite puro e a consequencia melhor nem comentar aqui.

5) ... meio que desisto de fazer bolo. Não sei porque, mas meus bolos desandam. A gente segue direitinho a receita, faz como ensinaram na aula de culinaria, na hora de desenformar... o negocio afunda no meio. Se tiver sorvete em casa, o jeito é cavocar o meio e fazer bolo de sorvete. Pega menos mal.

6) ... esqueci de peneirar a farinha. Isso quando fiz bolo mesmo. Dizem que farinha peneirada, alem de deixar a massa mais fofa, elimina certos vestígios que naturalmente podem haver. Resultado, a massa saiu com algumas pelotas de farinha crua...

7) ... cozinhei batata a ponto de quebrar dente. Ou de literalmente derreter na boca. Acho que depois dessa, não precisa dizer mais nada...

Que estão rindo? Atire a primeira panela quem nunca errou até fritando um simples ovo.



Eis um exemplo de como fazer macarrão, pizza, tentar cortar uma cebola...

Voltou!!!

O blog e o gadget da Midori-san voltaram.
Agora, contribuam com a ecologia e dê luz para ela.
Ah, e não esqueçam de passar no restaurante em Kamakura quando forem pra lá e visitá-la.
Ela vai agradecer muito.

Thursday, October 23, 2008

Em manutenção

O site da plantinha Midori-san está fora do ar.

Espero que seja temporariamente.

Portanto, hoje não dá pra dar luz para ela (o gadget que está no lado esquerdo deste sítio sumiu).

Sunday, October 19, 2008

Como ser um projeto de barista

Meu consumo compulsivo por café chegou ao ponto de querer saber como se faz de forma... como nas cafeterias. Sabe como é: café feito na cafeteria com café feito em casa, tem uma grande diferença. Podem achar que não, mas é verdade. Tive que confirmar isso com meus próprios olhos. Digo, olfato e paladar.

Pra dizer a verdade, já faz desde o ano passado que penso em aprender as técnicas de como se faz um bom café, mas sempre me faltava uma coisa ou outra: quando eu tinha tempo (leia-se dinheiro) o curso era no dia que eu tinha que ir trabalhar; e quando eu tinha tempo (no sentido de espaço ocioso), faltava uma semana para receber a cebola mensal e não tinha nem a casca pra se virar.

Mas no começo deste mês, dei um basta e disse comigo mesma: eu faço o curso nem que seja pra trocar folga com alguém (coisa meio difícil, mas...), nem que fosse em Hokkaido. Tá, não exageremos. Pesquisando em cafeterias conhecidas daqui, descobri que em Yokohama mesmo uma cafeteria de grande rede nacional (e internacional) promove cursos de "como se fazer um bom café".

Mandei o e-mail e recebi de volta confirmando. Domingo? Dia de minha merecida folga. Só o horário que, convenhamos, teria que acordar um pouco mais cedo que o de costume, mas se é pra passar duas horas agradáveis, vale a pena.

Existiam várias coisas que não sabia. Quem pensava que era apenas botar a quantidade "a olho" de café e jogar água fervente em cima e pronto, assim como eu fazia até então, está enganado.

- A água não deve ser fervida, e sim aquecida a 96 graus no máximo para não acabar com o oxigênio da mesma e alterar drasticamente o aroma e gosto do café. Pra não errar, quem tem aquele "pooto denki" ou aquela garrafa elétrica de esquentar água, ela já deixa na temperatura ideal. Agora, se mesmo assim não gosta de água esquentada com medo de ter vermes ou coisas parecidas, aconselham-se o uso de água mineral. Qualquer uma. Não precisa ser "de marca".
- A cada 200 ml de água, 10 gramas de pó de café. Na dúvida, compre aquela colher de medidas, não custa tão cara assim.
- Antes de colocar o coador de papel no lugar apropriado, coloca-se um pouco de água quente como se estivesse "filtrando" o café. Agite a jarra, como se fosse dar uma lavada e descarte a água.
- O coador de papel, dobram-se nos lugares apropriados mas nunca na mesma direção, e sim um contrário do outro.
- Depois de colocar o pó no coador, dê algumas batidinhas para não deixar o pó "empelotado".
- Coloque água quente o suficiente para cobrir rasamente o pó e deixe por um minuto.



- Coloque o restante da água de forma circular até dar a quantidade certa (se fizer 500 ml de café, são 25 gramas do pó e por aí vai).
- Não adoce ou incremente o café diretamente na jarra (eu tenho a mania de fazer isso).
- Antes de servir, dê uma misturada no café segurando pela própria jarra.



Como se faz "French Espresso"

Eu não sabia, mas para fazer aquele café expresso, o tipo da moagem do pó é bem mais... rústico. Como é feito sob pressão (literalmente), se o pó for de moagem mais fina, além de sobrar borra no final, fica terrivelmente amargo.

No final, além de degustar e saber como se faz café tradicional, café expresso e "one drip" (vai mais pó e menos água), a cafeteria te presenteia com produtos da própria loja - café moado, licor e biscoitinhos.



Ah, tá. Esqueci de mencionar a cafeteria, mas não ganho cachê por isso, mas visite aqui e vá em uma das lojas da rede tomar um expresso ou um honey milk latte (o favorito da autora que vos escreve).

Thursday, October 16, 2008

Todo mundo bloga. Até as plantas.

Eu tenho este sítio há quase dois anos (tive um outro, mas sumiu e perdi tudo), mas antes disso frequentava blogs de outras pessoas, lia, às vezes comentava, muitas vezes ficava só na leitura mesmo.

Gente famosa bloga. Gente anônima também. Plantas então...

Epa! Pára tudo! Eu disse plantas blogam?!

Navegando na internet, na página principal do Yahoo!, tinha um artigo chamado... "Salsinhas também blogam" e fiquei curiosa. Como uma planta pode ter um blog? Eu pensei que era uma pessoa que tinha uma plantinha de estimação e queria fazer um blog dedicado a ela, como muita gente faz de seu ídolo, de seu cachorrinho, de peixinho... Quando li o artigo, o negócio era sério.

Leia o artigo e frequente o site da Dona Midori (ou seo Midori, já que "san" é usado tanto pra homens ou mulheres, vai depender de que estiver lendo, e não esqueça de clicar na coluna da direita para dar luz para ela. Mas se souber bem japonês, leia a página oficial, pois a tradução, bem, seô gugol fica a desejar.


O layout do local e como funciona o sistema de Midori-san.

A planta gentilmente agradece se dar uma luzinha pra ela.

Agora, se a planta (ah, esqueci de dizer, é uma espécie que parece que só tem aqui, com folhas em forma de coração) manifesta seu estado de humor através do sistema desenvolvido por Kuribayashi, só estando lá pra ver mesmo.

Ah, sim. A planta fica dentro de um "Donburi Cafe" (donburi é um prato típico daqui e muito fácil e simples de fazer: numa tigela funda, temos arroz e por cima verduras, legumes, carne... o que você quiser. Do tipo, comida bem rápida, mas chique!) e fica em Kamakura (Província de Kanagawa), cidade histórica e turística.

Como a cidade fica ao lado de onde eu moro, em um dia desses vou dar uma passada nesse café e visitar a Midori-san. Pra acreditar também o negócio funciona? Também, né.

Leia mais sobre Midori, neste site. Está em inglês, mas parece ser mais levado à sério.

Falando em blogs, blogueiros e blogados, eis alguns blogs que a autora aqui recomenda (mesmo tendo alguns ao lado), e se deixar algum comentário, eles atenciosamente agradecem e não esqueçam de dizer que encontraram aqui (ou se me encontraram, favor citar a fonte, pois eu mando um agradecimento de volta. Viu como eu sou boazinha?).

Cafe Tres: De minha amiga de longa data desde o Brasil, Kazue, e só descobri que ela está a uma hora e tanto de minha casa quando consegui contato com o irmão dela. Já fez de tudo um pouco e agora tem uma cafeteria no coração de Setagaya (Tóquio) com direito a feijoada e pão de queijo e passando por doces artesanais, sem conservantes. Já fui e estou devendo uma nova visita, mas frequento o site dela que encontrei na busca do seo gugol. Está em japonês, mas os bolos e doces que ela faz são de encher os olhos e atiçar a Catarina.

Leo, Luria e Karina: Leo me aguenta todo santo dia (exceto quintas, sábados e domingo de minha folga) no trabalho, mantém o sítio dele regularmente atualizado, quando tem algo surpreendente e esquisito que acontece com ele e que pode acontecer com você também. Ora, coincidências acontecem, oras. Para ler without prejudice, a não ser que não goste de que coisas estranhas podem acontecer...

Luria é prima de uma grande colega de trabalho. Veio pra conhecer o país e sabe lá quando ela volta. Depois de um ano jejuando e contando fatos inusitados com grande bom humor, ela está com o seu sítio em dose dupla. Não falei que um ano ela ficou de jejum? Desde julho deste ano, ela continua aprontando - no sentido saudável da palavra - das suas com o marido Diogo a tiracolo. Um ótimo guia para casais em terras estrangeiras e saber conviver - com bom humor - as gafes do dia-a-dia.

Karina era uma jornalista de Minas que resolveu de mala e cuia ficar dois anos no Japão para conhecer melhor o país. Sabe a mesma história que eu também contava que eu ia ficar dois anos? Pois bem, os dois anos da Karina viraram quatro anos, e através de dois blogs dela, conta o dia-a-dia no país e seus costumes, estranhos e surpreendentes para quem não é descendente, como ela. Até o final do ano, ela estará no site comemorativo do Centenário. Depois ela volta no Meu Japão é assim... Só que eu comento no blog dela e ela responde, mas eu encontrar com ela pra trocar umas idéias que é bom...

The Daily Panic: Webzine sobre tudo sobre cultura, conselhos e avisos. Minha coluna favorita é "Ask Peter Tork", onde o ex-Monkees responde e-mails de pessoas comuns sobre tudo o que é assunto, principalmente sobre conselhos e comportamento (acreditem, de música quase ninguém pergunta), pois para quem não sabe, Peter passou por um tratamento contra o alcoolismo e se orgulha de ter superado esse problema e passa a experiência para outras pessoas.
Ah sim, ele é bom músico também (quando ele vem ao Japão com a banda de blues fazer alguns shows?).

Tuesday, October 14, 2008

As Notícias meio mal-contadas...

Semana passada a Bolsa de Valores mundial despencou horrores. Dólar aqui em baixa e no Brasil em alta. Pessoas acham que o mundo vai acabar, foi assunto a semana toda em todo o mundo, sem exceção.

Mas para quebrar o gelo e não ficar falando a mesma coisa a semana toda, aconteceram alguns fatos que ao menos os noticiários tiveram o que contar.

Dieta das bananas: Quem ultimamente estava indo ao mercado, quitanda comprar uma penquinha de bananas, teve uma bela surpresa: cadê as bananas? Sumiram de repente!! Crise no mercado por causa da queda da Bolsa? Estavam contaminadas por pesticida? Que nada. Depois que um senhor emagreceu 13 quilos em seis meses comendo banana com água toda manhã, e ainda mais uma cantora emagreceu em uma semana a base desta dieta, as bananas sumiram do mercado. E quando a gente encontra, o preço se encontra inflacionado.
Eu diria que, se essa dieta realmente funcionasse, o Vale do Ribeira ia ser o maior polo fornecedor de bananas do país.

Desde que estou aqui, quando divulgam que comer ou beber isso ou aquilo emagrece sem perder as vitaminas, o produto some do mercado por um bom tempo. Aconteceu com o leite em pó, soja fermentada...

A Erva que Passarinho Não Fuma: Um ator conhecido aqui, foi preso por posse de erva, pó e outras substâncias suspeitas. Só que o mais estranho é que a vizinhança não desconfiava que o morador do último andar de um prédio de apartamentos num bairro nobre de Tóquio, além de consumir, cultivava a erva como se fosse uma samambaia na varanda de casa. O cheiro não denunciava não?
Seja como for, uma das coisas é provada: vizinhos daqui não se metem na vida alheia. Exceto se forem pressionados a informar.

Isso sim, é história mal-contada: Um empresário daqui, de férias nos Isteites, tem a esposa baleada na cabeça e ele mesmo leva um tiro na perna. A mulher morre um ano depois e o viúvo desabafa na TV dizendo que Los Angeles é a cidade mais violenta do planeta. Vinte anos e mais um pouco depois, o tal viúvo é preso e mandado de volta a cidade onde ocorreu o incidente, envolvendo amante, seguro de vida milionário e algumas coisas a mais.
No dia seguinte à chegada na delegacia para interrogatório no dia seguinte, o acusado é encontrado morto, enforcado na cela.
Diria que a história está mal contada pois para quem chegou tranquilo na delegacia para interrogatório e depois se enforcar... Ou realmente o cara tinha mesmo culpa no cartório.

Monday, October 13, 2008

No céu circular com Diamantes?!

Quando ouvi pela primeira vez "Lucy In The Sky with Diamonds" dos Beatles via desenho "Yellow Submarine" na sessão da tarde por volta de 1983 ou 1984, nunca tinha passado na minha cabeça que por trás da melodia bonita e do vídeo colorido tinha muita história e lendas urbanas.

Eu não tinha ainda comprado o disco (sim, CD mesmo só fui saber o que era quando eu estava quase nos "inta") "Sgt. Pepper's..." para entender melhor a letra, pois minha paixão pelos Beatles estava no começo. Aí ficou por isso mesmo, até que comprei e felizmente a letra veio.

Até o primeiro verso - "Imagine um barco no rio..." tudo bem, mas depois de passar por árvores de tangerina e céus de geléia... A ficha não caía, até que um tempo depois e muito livro e revista dos Beatles fazendo parte na estante de casa, é que fui entender o que a letra significava. Aí que vem a dúvida entre a lenda urbana e verdade: as iniciais do título "Lucy in the Sky with Diamonds" seria a sigla para o ácido lisérgico, algo que muita gente andou tomando pra viajar (no sentido metafórico da palavra) e expandir as idéias... Mas John Lennon jurava até a morte que a música foi baseada num desenho que o filho dele fez de uma amiguinha que se chamava Lucy. Então tá, a gente finge que acredita.

Mas que a letra foi baseada nos delírios de uma viagem após tomar ácido, ah isso foi.



Um dos melhores momentos da animação "Yellow Submarine".

Falando em céu: Jimi Hendrix, aquele guitarrista que botou fogo literalmente na guitarra, já pedia licença pra beijar o céu. Mas quem iria imaginar que existiria um céu circular?!



"Circle Sky", a música mais "pesada" dos Monkees, extraída do filme "Head" e inclusa cenas da Guerra do Vietnã. Querem algo mais forte do que isso?

Wednesday, October 08, 2008

Curiosidade inúteis, pílulas de papo-furado ou como ter assunto num dia monótono

Ou melhor ainda: assuntos aleatórios dentro e/ou fora da mesa do bar

Por trás das vaquinhas decoradas da "Cow Parade" que acontece no ano todo em vários países, existe um sem-número de patrocinadores e entidades filantrópicas. Além de novos artistas, e deixar a sisuda e movimentada Tóquio mais colorida e alegre.

****************************************

O bom de outono é que o tempo fica mais agradável. Mas detesto dia de chuva. As tais galochas fashion? Não, obrigada.

****************************************

Falando de música: preciso fazer um upgrade urgente. Deve ter muito artista bom com músicas agradáveis e eu devo estar perdendo. Quem mandou a locadora que ficava na saída da estação de casa fechar? Ah, maldita preguiça que vou falar viu...

****************************************

E falando em upgrade, preciso criar vergonha na cara e trocar meu PC. Com pouca memória e às vezes travando, significa que está na hora de comprar um novo. E quem me conhece, sabe: se é pra comprar um novo, que seja bom pra durar por um bom longo tempo (odeio coisas que duram pouco. Como meu MP3 que durou comigo apenas seis meses e terei que dar um jeito de me livrar dele. Detalhe: comprei zerado.).

*****************************************

Falar em seriados antigos ou desenhos antigos. Confesso que pra mim, dependendo, não dá certo. A maioria do pessoal que eu conheço tem 2/3 da minha idade e já estão me chamando de velha na cara-dura quando eu falo que miacabo de rir com o episódio das Cataratas do Pica-Pau.

******************************************

Sabe o lado bom das novelas japonesas? Dura uma temporada, tem doze ou treze capítulos, é semanal e não fica enrolando o enredo e enchendo linguiça. O lado ruim: a audiência levanta só quando o Takuya Kimura protagoniza alguma novela mesmo sendo um enredo duvidoso (eu disse que nesse ponto é ruim, porque as outras novelas ficam sem audiência alguma).

*******************************************

Caros leitores, como faço pra divulgar este sítio? Colocar nos classificados? Ser cara-de-pau e me inscrever no Yahoo! Posts? Frequentar blog de um ou outro e colocar meu link? No Pega no Meu estou lá, podem conferir!

*******************************************

Sim, fui ver e tirei algumas fotos da Cow Parade em Marunouchi. Duvidam? Queriam que eu montasse em cima delas e parar nas primeiras páginas dos jornais como "nikkei doida pensa que as vacas são de verdade"? Bom, aí a audiência deste sítio subiria. Ou não...

Saturday, October 04, 2008

Como se dirige na "cidade grande" - Final (?)

Quem acompanha regularmente este sítio (nota: preciso urgentemente divulgá-lo pra ver se ganho mais fãs ou desafetos, que seja, e parar na blogsfera ou no Yahoo! Posts, quem sabe virou blogueira famosa, mas aí já estou apelando muito demais, quem puder me dar uma idéia legal, exceto aqueles apelativos: frequenta o meu blog ou te mato, eu agradeço), sabe que tenho carro mas dirigir todo dia que seria bom, não o faço. Primeiro não tenho condições tão boas assim de ir Yokohama-Toquio de carro todo santo dia, a começar, vocês sabem o quanto está o preço da gasolina hoje? E depois pagar uma passagem de ida-e-volta pra dez horas de estacionamento, fora o pedágio... Não, não dá mesmo. Segundo, já contei o drama que passei quando resolvi - do nada - ir de casa em Yokohama até meu trabalho em Tóquio em pleno dia de folga.

Olha, pra quem na terrinha a "cidade grande" que já peguei pra guiar foi meio-dia em Sampa e ainda tive a coragem de me perder no Butantã, dirigir em Yokohama até que a gente acostuma, mas quando vai pra área metropolitana de Tóquio, a história é bem outra.

Dizem que o trânsito em Tóquio é tranquilo, basta ter paciência pois os japoneses são oito ou oitenta - ou eles são calmos demais ou eles resolvem literalmente passar por cima. Eu digo isso porque um dia dirigindo em Tóquio já senti o drama. O medo de errar e parar numa rua sem saída, ou numa contra-mão e levar uma multa (isso sim, dói o bolso) era maior do que dirigir no sentido literal da palavra.

Que nosso carro bem, chama a atenção, nunca neguei. Uma vez, fui para o centro de Yokohama de carro. Na rota principal, batida policial. E olha que não estava correndo. Rotina, claro. Só o guarda me olhava de um jeito como... "não acredito que você dirige um carro desses". Isso no que dá ter metro e meio de altura e o carro, bem, quem viu a foto dá pra se ter uma idéia do que estou falando.

Era a mesma coisa que no tempo que era recém-habilitada e pegava a Rondon pra ir a Bauru e toda vez que passava na guarita da Polícia Rodoviária, a maioria eu era parada. Achavam que não tinha carteira. Bom, com vinte e poucos anos que tinha quando tive meu primeiro carro, ninguém me dava mais que dezoito anos (hoje eu dispenso comentários).

Querem saber a verdade por que às vezes não pego o carro no dia de minha folga? Eu não tenho paciência de ficar procurando lugar pra estacionar e ter que pagar só pra beter perna numa loja de departamentos e quase não levar nada. E olha que são poucos os lugares que você não precisa pagar para estacionar.

Se bem que ir ao supermercado a história é outra.

Thursday, October 02, 2008

No Food, No Drink, No Life



Todo ano, quem está inscrito no Seguro-Saúde da empresa onde trabalha, é intimado a comparecer na clínica para um check-up geral. Claro que como a gente está pagando, ops, tendo o valor do seguro descontado mensalmente no salário, tem que ter algum benefício. Como pagar mais barato pra se divertir na Tokyo Disney, pagar metade do preço em onsens e até mil ienes por vez que vai dar uma malhada na academia.

Isso inclui exame médico anual. O que eu detesto.

Calma que eu explico melhor: sei que a gente precisa cuidar da saúde, não cometer excessos e toda aquela história que eu, você, seu vizinho sabe. Mas o meu motivo de eu detestar tanto esse exame médico anual (Kenko Shindan), é a hora de tirar raio-x do estômago. Algum leitor já fez esse exame em sua vida? Se já, contem suas experiências no post que a gente divide o drama também. Só se o exame que vocês fazem não seja o mesmo que eu faço, mas imagine tomar um granulado feito soda e depois um líquido branco que lembra mistura de cal com leite de magnésia (atenção: não pode nem pensar em arrotar)e ficar deitado numa mesa que o médico vira e você vai junto.

E pra tirar tudo aquilo de dentro? Quem disse purgante, acertou.

Ah, o outro lado ruim de fazer exame médico e ficar mais de doze horas sem comer nem beber. Só um golinho d'água pra não ficar no seco. Tudo bem, tudo bem, até pra doar sangue, fazer exame de qualquer coisa, não se pode se empanturrar de macarronada nem alface, mas se a clínica ficasse a alguns passos de casa, era uma coisa, mas quando se fica a uma hora de casa via trem...

Depois de passar uma bateria quase completa de exames (digo quase porque não fiz o exame que a mulherada diz "abre as pernas, fechem os olhos e seja lá o que Deus quiser", mas eu não precisava porque este ano tive que fazer duas vezes por fora!), o lanchinho foi fundamental (café, banana e pão com manteiga e/ou geléia), mas lembra do raio-x do estômago que falei há pouco?

Mal cheguei na estação e eu tive que ir correndo ao primeiro banheiro que tivesse dentro da loja de departamentos que tinha lá. E pior que hoje foi assim até eu chegar em casa.

Ainda bem que eu estou de folga. E que esse exame é anual, mas dependendo do trauma pode se tornar bianual.

Monday, September 29, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: The Monkees - "Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd."



Quando o quarteto The Monkees resolveram dispensar (no sentido amplo da palavra) o produtor que só lhes explorava mas nunca deixava eles provarem ao mundo que "sim, sabemos tocar e somos músicos de verdade" (pra quem estava em Marte e chegou agora, o grupo The Monkees foi criado para fazer uma série de TV como "resposta" americana aos britânicos Beatles, e os dois primeiros álbuns, embora tivessem muitas músicas boas, infelizmente não eram os próprios que tocavam), das duas, uma: ou o grupo afundava ou ia sair uma grande surpresa.

Acertou quem disse a segunda alternativa. Em maio de 1967, o álbum "Headquarters" surpreendeu a todos, inclusive para aqueles que achavam que o quarteto americano não ia conseguir fazer nada (se quiserem depois eu faço a resenha deste álbum também). Se na metade dos anos 60, a psicodelia já tomava conta do mundo, então imaginem o resto. Podemos dizer que foi a época mais criativa para muita gente de grande quilate (traduzindo: Beatles, Rolling Stones, Beach Boys...), e foi a época que muitas bandas surgiram (e logo depois sumiram, sem antes deixar registro no arquivo musical).

Claro que para os Monkees também não ia ser diferente. Se em "Headquarters", os quatro tomaram conta da produção, dos instrumentos, das músicas e até quem poderia participar, o álbum seguinte também seguiu quase a mesma trilha. Digo quase, porque a maioria das músicas não eram compostas pelos quatro. Mas mesmo assim não tirou o mérito e esforço do grupo e hoje o álbum é tido como um dos melhores.

"Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.", de 1967 traz doze faixas (são treze, mas tem uma vinheta que não sei se eu conto como faixa ou não), com temas bem variados, inclusão de um sintetizador Moog (sim, os Monkees foram os primeiros a usar), e que poderia competir com os álbuns "Sgt. Pepper's..." dos Beatles, "Their Satanic Majesties Request" dos Rolling Stones e "Pet Sounds" dos Beach Boys. Digo poderia se não fosse o currículo anterior de terem sido chamados de "banda pré-fabricada".

Ah, sim. Pra quem não entendeu a capa, trazendo o desenho dos quatro (sem os rostos) no meio de flores coloridas, poderia dizer que os Monkees queriam ser conhecidos pelas músicas e não pelos rostos conhecidos na TV (mas dá pra reconhecer os quatro pelos pequenos detalhes - a fivela do cinto de Peter Tork à esquerda, os anéis de Micky Dolenz, o gorro de Michael Nesmith e a estatura de Davy Jones); as flores significando o movimento "paz e amor" e o colorido, bem, era 1967 e vocês esperavam o quê?

O título nada mais nada menos são os signos do zodíaco dos quatro: Peixes (Dolenz), Aquário (Tork), Capricórnio (Nesmith e Jones).

As músicas:

1 - Salesman: cantada por Michael Nesmith, a música quase foi censurada no episódio "The Devil and Peter Tork", por se tratar de substâncias ilícitas. Seria dizer que seria um cara que vende tudo o que a pessoa quiser.

2 - She Hangs Out: estilo início dos anos 60, com Davy Jones na voz principal, que fala para alguém ficar de olho na irmã que pode ser que esteja aprontando alguma...

3 - The Door Into Summer: inspirado em um livro do mesmo nome. Bem pra lembrar o entardecer em uma praia. No verão, claro.

4 - Love is Only Sleeping: tido como uma das melhores músicas do álbum e não soa datada apesar da instrumentação da época.

5 - Cuddly Toy: composta e tocada no piano por Harry Nilsson (que foi amigo dos Beatles também).

6 - Words: cantada por Dolenz, com backing vocal de Tork.

7 - Hard to Believe: tentativa (meio bizarra) de imitar o estilo de João Gilberto e Tom Jobim. Quem disse que é o Davy Jones tentando cantar em ritmo de bossa-nova, acertou.

8 - What Am I Doing Hangin' Round: Michael Nesmith não nega as raízes (é de Texas) e traz uma música no estilo country misturado com ritmo mexicano contando uma história de amor de um cara que vai até o México atrás da amada mesmo não sabendo falar nada de espanhol.

9 - Peter Percival Patterson's Pet Pig Porky: segundo Peter Tork, esse trava-línguas (que omite a letra "p") é de domínio público. Sabe aquela "she sells shells in shellshore"?

10 - Pleasent Valley Sunday: a mais conhecida do álbum, composta pela dupla Carole King e Gerry Goffin e cantada por Dolenz. Notem o final instrumental.

11 - Daily Nightly: mais conhecida por ser a primeira música na história a usar um sintetizador Moog (e depois usada ad infinitum por bandas de rock progressivo), a música fala sobre o incidente ocorrido na época, então famosa, discoteca "Pandora's Box".

12 - Don't Call On Me: cai muito bem como fundo musical de cafeterias do estilo Starbucks, no cair da noite. Ok, não exageremos, mas bom pra relaxar.

13 - Star Collector: Também composta por Carole King e Gerry Goffin, mas cantada por Jones. Uma grande ironia sobre fãs. Também usa o sintetizador, muito bem feito para encerrar o álbum.

Saturday, September 27, 2008

Sim, aqui também tudo é diferente

Na minha infância, adolescência e até uma década atrás, ouvia direto que "ah, mas japonês é tudo igual". Só fui me convencer de que japonês não é tudo igual quando vim morar aqui.

Certo que eu fui morar primeiro numa cidade que tinha mais hatake (plantação de arroz) do que gente, mas quando fui passear em Osaka, minha nossa, quanta diferença. E quando assistia aos programas de TV para me acostumar? Os artistas com aqueles cabelos de cores diferentes, sotaques diferentes... E teve gente meio desavisada que disse-me que "ah, mas artista é assim mesmo, faz moda".

De fato eles fazem mesmo, tanto que muita gente quer ser como seu ídolo e por aí vai, por isso que hoje eu falo e até tenho como provar que japonês não quer ser igual a todo mundo. Quer ser diferente, se destacar, nem que seja pintando o cabelo de rosa ou andar com uma jaca pendurada no pescoço.

Mas também quando falo de ser diferente, também me refiro aos costumes e culinária. Tem um programa que passa às quintas, sobre personalidades que nasceram em tal província e seus costumes. Sim, cada província tem sua peculiaridade, mas o desta semana me surpreendeu um fato que eu, você e seu vizinho conhecemos: o costume de colocar pilha dentro da geladeira para aumentar a durabilidade da mesma.

Quem for para Osaka e perguntar o que tem dentro de sua geladeira, dez entre dez vão responder "pilha" e o motivo "para aumentar a durabilidade".

Só que na entrevista com um dos responsáveis de fabricação de pilhas de uma marca, já foi taxativo: não tem sentido fazer esse tipo de coisa. Portanto...

Thursday, September 25, 2008

Os Top-Top dos Mais Adorados no Japão - Versão 2008

Já comentei aqui que a dita revista feminina "an-an" (que compro pelos motivos de maquiagem, dieta e Masaharu) ano vai e ano vem, faz uma lista dos 30 homens mais queridos no Japão. No âmbito de artista, esporte, cultura. Só que todo ano eu falo que um dia vou mandar um monte de hagaki (cartão postal), congestionar a net, mas nunca consigo porque, como disse, só compro essa revista de vez em nunca.

Pois bem, a lista deste ano (não lembro se ano passado eu postei, mas se não, desculpem-me mas também não mudou quase nada), quase nenhuma novidade mesmo. Só um ou outro que não estava na lista do ano passado entrou este ano.

Por 15 anos consecutivos, esta revista mencionada faz a seleção via opinião das leitoras (bom, leitores também), e por 15 anos consecutivos, o primeiro lugar sempre vai para...



Sim, ele mesmo. Takuya Kimura, do grupo SMAP. Daí todo mundo vai me perguntar (o que não é raro, eu mesma também fiz a mesma pergunta): "O que ele tem de especial?!" Bom, o danado tem carisma, faz sucesso, qualquer novela que ele faz a audiência levanta, mesmo vestido de mulher na paródia do filme "Sex and The City" no semanário SMAP X SMAP, mesmo casado com a Shizuka Kudo e com duas filhas a tiracolo. Acho que mesmo se por quarenta anos ainda tiver essa enquete, ele vai continuar no topo.

Não digo se é por 15 anos consecutivos também, mas de muito tempo pra cá, o vice-campeão de audiência feminina, também não é novidade (mas eu juro que este ano eu pensei que ele fosse tirar o Kimura do trono): Masaharu Fukuyama. E olha que ele já está chegando na casa dos "enta" e continua firme e forte (e bonito).



O genro que toda mãe queria ter. Isso consta na sub-pesquisa: "Que homem você quer pra casar?" Taí a resposta...

O terceiro lugar, pra mim, isso sim, foi surpresa: Jin Akanishi (do grupo KAT-TUN), e eu pensava que era o Junichi Okada (do V6, agora faz comercial de câmeras da Sony).



E eu confundo - juro! - com o Kazuya Kamenashi.

Bom, amigos deste sítio, vamos lá que a fila tem que andar. Eis a lista geral deste ano. E entre parênteses, a posição que ficaram no ano passado (exceto se tiver um "-" significa que é a primeira vez), cuja lista eu não publiquei.

1 - Takuya Kimura (1)
2 - Masaharu Fukuyama (2)
3 - Jin Akanishi (8)
4 - Jun Matsumoto (5)
5 - Masahiro Nakai (3)
6 - Tomohisa Yamashita (14)
7 - Shingo Katori (6)
8 - Junichi Okada (4)
9 - Jun Oguri (19)
10 - Tsuyoshi Kusanagi (11)
11 - Kazuya Kamenashi (10)
12 - Goro Inagaki (9)
13 - Satoshi Tsumabuki (7)
14 - Sho Sakurai (21)
15 - Koiichi Domoto (15)
16 - Kazunari Ninomiya (18)
17 - Eita (26)
18 - Tomoya Nagase (16)
19 - Hiroshi Tamaki (24)
20 - Ryu Nishikido (22)
21 - Touma Ikuta (-)
22 - Kenichi Matsuyama (-)
23 - Hideaki Takizawa (12)
24 - Tadayoshi Ogura (27)
25 - Mokomichi Hayami (17)
26 - Teppei Koike (23)
27 - Hayato Ichihara (-)
28 - Hiroki Narumiya (28)
29 - Keisuke Koide (30)
30 - Haruma Miura (-)

Agradecimentos ao Wikipedia Japan pelo menos pra traduzir em hiragana os nomes em kanji, ufa!

Tuesday, September 23, 2008

Nada de novo, mas...

Bom, só pra não deixar este sítio ficar às moscas, porque eu sei que tenho fãs assíduos que freqüentam esta casa de pobre mas limpinha, estou somente avisando que, se caso não quiserem ficar clicando mês-a-mês e saber o conteúdo (vide a coluna "Pra Relembrar (ou Não)"), pode acessar a coluna ao lado esquerdo chamado: "Procura Rápida pra Caracóis", que cada item contém textos relacionados ao tema.

Ainda estou atualizando pois ter quase trezentos posts (ou mais) dá trabalho...

Saturday, September 20, 2008

A Semana que Passou

A semana passou, e eu achei que demorou pra chegar ao sábado: tudo porque não costumo ter folga na segunda-feira e trabalhar na quinta-feira, dia da minha real folga.

Não fui ao Yokohama Akarenga ver Gilberto Gil e Kazufumi Miyazawa (The Boom) na faixa porque passei mal. Tive três dias para passar mal e tinha que ser na segunda-feira da minha folga.

Vendo noticiário daqui: se já tivemos a onda do leite adulterado, dos doces com validade expirada, do frango com gripe, da carne embargada, das verduras superfaturadas, não faltava mais nada - arroz empesticiado!

Os quatro dias que trabalhei, voltei tão tarde pra casa que nem pra atualizar este sítio prestei. E olha que uma das coisas da minha lista a fazer no começo do ano era tentar postar diariamente aqui. Agora perguntem se dá.

E agora que percebi, o verão se finda, o mês de setembro também e com isso o final do ano se aproxima. E daí? Chego a conclusão que este ano meio que sinto que não fiz nada de novo. Eu acho.

Friday, September 19, 2008

Frases Ilustradas




Encontrei essa e muito mais no Pega no Meu Blog.

São frases e ditados populares ilustrados por um outro blogueiro e artista plástico Ceó Pontual, que possui um blog também, o Frases Ilustradas.

Dá uma olhadinha nos dois sítios que valem muito a pena!

Sunday, September 14, 2008

Tentando pôr a casa em ordem

Nos dois sentidos. Este sítio e meu apertamento. Já é difícil eu conseguir três dias seguidos de folga (por isso que hoje, só pra constar, fez um tempo ruim de doer), imagine quando o primeiro dia, você dorme até tarde e só lembra de tentar arrumar o apertamento pra lá de quatro da tarde.

Começou na quinta-feira (curiosamente, postei sobre sumô e a renúncia do Yasuo Fukuda mas não falei das Torres Gemeas pois isso já é dito e noticiado ad nauseaum nos jornais de todo o canto do mundo), quando fui na liquidação no Pacifico Yokohama. Tá, vocês hão de me dizer que "reclama que apanha lá mas bem que você vai" ou "você é masoquista mesmo", mas desta vez foi diferente.

Não fui na seção de roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios porque isso eu tenho do ano passado e quem me conhece sabe que em liquidação nunca encontro o sapato que eu quero e quando encontro nunca é do número que calço; roupa tem que ficar experimentando, e calças só encontro pra quem tem 20 quilos a menos do que estou hoje; bolsas então... preço por preço, eu prefiro comprar no preço normal mesmo, sem ter que ser estapeada (isso porque bolsa pra mim, uso até quando durar mesmo - tenho uma preta que uso pra ir trabalhar que já dura pra mim três ou quatro anos, não me lembro).

Fui na seção de... utilidades domésticas. Sim, sabe seção de toalhas, acessórios pra cama, mesa e banho? Então, fui direto pra essa seção sem pestanejar. E olha que encontrei cada coisa maravilhosa... Mas pratos e copos não comprei porque primeiro não preciso, segundo mesmo se precisasse, pra levar de volta pra casa seria um martírio (fui de trem e não de carro) com medo de quebrar.

A vantagem dessas liquidações que desta vez não levei tanta cotovelada e empurra-empurra pois na seção da Tokyu Hands (onde se vende de tudo para quem é "do it yourself") quase a mulherada não ia passar por lá. Só na hora de pagar (fila única) e ir pegar o trem de volta é que levei sacolada na cara...

Agora, falando em pôr ordem nesta casa, eu vos digo: ontem já comecei a destruir as faturas de telefone pagas de dez anos atrás. Sim, eu confesso: mudei-me três vezes de casa e as contas de ligações para o Brasil, tv a cabo que possuia (e já cancelei devido meu decodificador ter pifado), do celular cujo número também já cancelei, da provedora de internet foram comigo. Tudo bem se fosse de cinco anos atrás (dizem que é o prazo máximo de armazenamento), mas sabe quando é de EXATAMENTE DEZ ANOS atrás?

Então, resolvi criar vergonha na cara e picar tudo mesmo. Via picador de papel que comprei na Tokyu Hands, pra não deixar vestígios de identidade, endereço, números ligados... Isso porque marido kinguio já me disse: se você tivesse conta atrasada, já teria vindo uma carta avisando!

Bom, então como até agora nunca recebi, mesmo tendo-me mudado três vezes de casa (e quando mudei-me, logo no mesmo dia já avisei a provedora de internet, do telefone residencial, do celular que o novo endereço é esse)...

Depois é ver como os móveis ficariam posicionados, mas aí é outra história...