Thursday, February 28, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: "The Beatles Live at The BBC"



Entre 1963 a 1965, os Beatles tinham passagem livre na rádio BBC de Londres, com entrevistas, bate-papo e claro, música. Entre seus próprios sucessos, eles tinham a plena liberdade de divulgarem a música alheia, na versão deles, sem perder o charme original.

Até 1994, essas gravações apareciam nos bootlegs a preço de ouro, só colecionador e cheio da grana conseguiam essas raridades. Na discografia oficial, estacionou no "Let It Be" e aí ficou, salvo as coletâneas "1962-1966" e "1967-1970", as chamadas "disco vermelho" e "disco azul", respectivamente.

Quando a gravadora resolveu de vez saciar a vontade dos poucos favorecidos (como eu), "The Beatles Live At The BBC" foi um estouro de vendas, pois trazia, além das músicas dos próprios, versões de outros músicos e entrevistas de pura descontração e improviso (vide a novelinha de rádio "Dear Wack", por Lennon). Apesar que algumas músicas já estavam nos álbuns oficiais, quando eles apresentaram na BBC, estavam pra sair do forno ou já estavam no número um nas paradas de sucesso.

Em três anos (de março de 1962 a junho de 1965), os Beatles se apresentaram cinqüenta e duas vezes na programação da BBC, cantando 88 músicas diferentes (mas uma pena que 36 nunca apareceram em um álbum). O álbum - duplo - vale pelo registro, pelo improviso e prova de que os Beatles, mesmo fazendo covers de seus artistas prediletos, eles são eternos. Os ouvintes e seus artistas agradecem.

Para quem já tinha ouvido antes nas fontes "alternativas", pode soar "isso já ouvi antes", mas quem nunca tinha ouvido, como eu, até 1994 quando comprei o CD duplo (a custo de muita economia, pois naquela época eu só lecionava e não era todo dia), a alegria e emoção floriram como se estivesse ouvindo REALMENTE em rádio.

Alguém iria imaginar os Beatles cantando músicas de Chuck Berry ("Carol", "Too Much Monkey Business", "Sweet Little Sixteen"), Ray Charles ("I Got a Woman"), Little Richard ("Lucille", "Long Tall Sally"), Carl Perkins ("Matchbox", "Sure to Fall"), Little Eva ("Keep Your Hands Off My Baby"), Buddy Holly ("Crying, Waiting, Hoping"), Elvis Presley ("That's All Right Mama"), Everly Brothers ("So How Come (No One Loves Me)" ), vários músicos obscuros e inclusive uma versão da atriz sueca Ann-Margret ("I Just Don't Understand")? Não? Nem eu.

Claro que, com o típico humor caústico e cínico de Liverpool, não poderiam faltar piadinhas no meio de uma ou outra música, mas aí é que estava a graça destes programas que animaram muitos ouvintes na década de 60, provando que além de bons músicos, bons intérpretes, os Beatles também sabiam ter horas de descontração e humor.

Coloque o CD no estéreo e vamos voltar aos bons tempos, pessoal!

As músicas :

Disco 1
"From Us To You"
"I Got A Woman"
"Too Much Monkey Business" (Chuck Berry)
"Keep Your Hands off my Baby" (Goffin-King)
"I'll Be On My Way" (John Lennon-Paul McCartney)
"Young Blood" (Leiber and Stoller-Doc Pomus)
"A Shot of Rhythm and Blues" (Thompson)
"Sure to Fall (In Love with You)" (Carl Perkins-Claunch-Cantrell)
"Some Other Guy" (Leiber-Stoller-Barrett)
"Thank You Girl" (John Lennon-Paul McCartney)
"Sha la la la la!" (diálogo)
"Baby It's You" (Mack David-Burt Bacharach-Barney Williams)
"That's all Right (Mama)" (Arthur Crudup)
"Carol" (Chuck Berry)
"Soldier of Love" (Cason-Moon)
"A Little Rhyme" (diálogo)
"Clarabella" (Pingatore)
"I'm Gonna Sit Right Down and Cry (Over You)" (Thomas-Biggs)
"Crying, Waiting, Hoping" (Buddy Holly)
"Dear Wack!" (diálogo)
"You Really Got a Hold on Me" (Smokey Robinson)
"To Know Her is to Love Her" (Phil Spector)
"A Taste of Honey" (Marlow-Scott)
"Long Tall Sally" (Johnson-Richard Penniman-Otis Blackwell)
"I Saw Her Standing There" (John Lennon-Paul McCartney)
"The Honeymoon Song" (Theodorakis-Sansom)
"Johnny B Goode" (Chuck Berry)
"Memphis, Tennessee" (Chuck Berry)
"Lucille" (Collins-Richard Penniman)
"Can't Buy Me Love" (John Lennon-Paul McCartney)
"From Fluff to You" (diálogo)
"Till There was You" (Wilson)

Disco 2
"Crinsk Dee Night" (diálogo)
"A Hard Day's Night" (John Lennon-Paul McCartney)
"Have a Banana!" (diálogo)
"I Wanna Be Your Man" (John Lennon-Paul McCartney)
"Just a Rumour" (diálogo)
"Roll Over Beethoven" (Chuck Berry)
"All My Loving" (John Lennon-Paul McCartney)
"Things We Said Today" (John Lennon-Paul McCartney)
"She's a Woman" (John Lennon-Paul McCartney)
"Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry)
"1822!" (diálogo)
"Lonesome Tears In my Eyes" (Johnny Burnette-Dorsey Burnette-Paul Burlison-Mortimer)
"Nothin' Shakin'" (Fontaine-Calacrai-Lampert-Gluck)
"The Hippy Hippy Shake" (Romero)
"Glad All Over" (Bennett-Tepper-Aaron Schroeder)
"I Just Don't Understand" (Wilkin-Westberry)
"So How Come (No One Loves Me)" (Boudleaux Bryant)
"I Feel Fine" (John Lennon-Paul McCartney)
"I'm a Loser" (John Lennon-Paul McCartney)
"Everybody's Trying to be my Baby" (Carl Perkins)
"Rock and Roll Music" (Chuck Berry)
"Ticket to Ride" (John Lennon-Paul McCartney)
"Dizzy Miss Lizzy" (Larry Williams)
"Medley: Kansas City/Hey! Hey! Hey! Hey!" (Leiber and Stoller)/(Richard Penniman)
"Set Fire to That Lot!" (diálogo)
"Matchbox" (Carl Perkins)
"I Forgot to Remember to Forget" (Kelser-Feathers)
"Love These Goon Shows!" (diálogo)
"I Got to Find my Baby" (Chuck Berry)
"Ooh! My Soul" (Richard Penniman)
"Ooh! My Arms" (diálogo)
"Don't Ever Change" (Goffin-King)
"Slow Down" (Larry Williams)
"Honey Don't" (Carl Perkins)
"Love Me Do" (John Lennon-Paul McCartney)

Adendo: por achar que iria ficar aqui por dois anos, não trouxe este CD na minha mala. Quando vi que os dois anos poderiam se transformar em quatro, acabei comprando de novo o CD, só que na versão japonesa, vem um encarte com as letras e bem mais explicado. Agora resta aprender mais um pouco de japonês para tentar entender sobre este fato histórico para a música.

Monday, February 25, 2008

Sessenta e cinco



Se estivesse entre nós, estaria fazendo 65 anos hoje... Mas continua vivo em nossas memórias onde ele estiver.

Saturday, February 23, 2008

As Aparências Enganam

Uma das coisas que preciso aprender é nunca julgar um livro pela capa, pois o resultado pode ser totalmente diferente do que se parece. Da mesma coisa que as outras pessoas podem pensar de mim e vice-versa.

Também pra confundir as coisas, pra mim é um pulo só. Mas depois não confundo mais. Principalmente artistas no geral (se bem que até pessoas comuns, eu já confundi).

Semana retrasada, das curtas férias, jurava que era uma colega minha que estava em Shinjuku e coincidentemente era a folga dela. Eu estava dentro do trem e a suposta colega minha passando ao lado, na plataforma. Quando voltei da folga, perguntei a ela se no dia tal hora tal ela estava na estação de Shinjuku, na plataforma do Yamanote com a Chuo (Nota: Yamanote e Chuo são linhas da Japan Railroad). Ela jura que não, apesar que realmente era o dia da folga dela, mas que o cabelo era parecido...

Voltando confusão de artista: na minha pré-adolescência, já fiz confusão - podem me bater - com o George Harrison e Keith Richards, ambos em início de carreira. Sério, por um pares de anos fazia confusão e levei bronca de um amigo meu que é fã dos Beatles e dos Rolling Stones devido a um vídeo das antigas...




Ah, gente, dêem-me um desconto, afinal eu tinha uns doze anos na época! Mas se bem que se passarem as imagens muito rápidas demais, confunde mesmo. E tenho culpa também se os dois eram (ou são, que seja) guitarristas? Claro que o ano passa, o ano voa, vocês reparam nas diferenças...

Já deixei de ouvir muita música quando ouvi a primeira vez e não gostei. Depois que você cria coragem e muita vergonha na cara, ouve de novo e gosta. Sabe aquela história "a primeira impressão é que fica"? Acho que vou ter que rever meus conceitos em certos aspectos.

No início deste milênio, eis que aparece um rapaz, com este visual:



Vão pensar: que raios este rapaz faz? Pertence àquela agência de artistas iniciantes para adolescentes o Johnny's? Visual-kei de terno? Aí eu respondo: pensei a mesma coisa quando vi a foto, mas quando esse menino abriu a boca, olha a surpresa....

Sim, é o cantor de enka mais popular e querido pelos jovens, senhoras e causando espanto até pros mais tradicionais (por causa das roupas que se apresenta, mas afinal, quem disse que cantor de enka tem que ser de idade e usar terno ou aqueles trajes típicos? Se bem que em algumas músicas ele canta à caráter, se é que me entendem): Kiyoshi Hikawa. O menino faz tanto sucesso que até tem um programa de TV só dele - o "Kiyoshi to Konoya", que é um misto de culinária, retrospectiva e musical com ele e convidados especiais. Com a devida ajuda da divertida Becky e do comediante (e cozinheiro) Gucchi Yuzo. No canal 1, ops, NHK, toda quinta as dez da noite.

Falando em enka, mais do que causar espanto que quando Kiyoshi Hikawa apareceu no cenário artístico (até minha mãe e mãe do kinguio ficaram espantadas - até jovem ser cantor de enka, nada contra, claro, não vejo nada de errado nisso tudo. Mas, de cabelo pintado, "comprido", e parecendo cantor de música pop pra adolescentes, bom... Também não vejo nada de errado nisso tudo, Deusmelivre), é esse indivíduo aqui abaixo:



A primeira coisa que vêm na cabeça de dez entre dez pessoas é que: mais um cantor de hip-hop (americano) divulgar seu sucesso também do outro lado do mundo. Eis o que prova que as aparências muito mais que enganam...

Sim, Jerome ( ou Jero, seu nome artístico) é cantor de... enka! Vocês leram bem, ele é cantor de enka. Mas com esse visual de hip-hop? Como eu disse a respeito de Kiyoshi Hikawa, não vejo nada de errado nisso tudo. Jero é americano, neto de japoneses. Começou a gostar de enka por causa de sua avó materna. Mesmo na adolescência, sendo líder de dançarinos no colégio, fez faculdade de computação, não perdeu o gosto pelas raízes maternas e de mala e cuia veio pro Japão se aprofundar mais na cultura de seus avós. Dois anos de estudo e uma passada pelo "show de calouros" japonês, o "Nodojiman" depois, uma gravadora se interessou por ele e o contratou.

A música que faz sucesso hoje - "Umiyuki" - toca em todas as rádios e nos programas de TV de grande audiência. E Jero surpreende: aparece nas coletivas vestido de dançarino de hip-hop, justificando que, quem sabe os jovens comecem a gostar mais de música enka. Isso porque, beeeem no início, apareceu num show ao ar livre no Yoyogi Koen, debaixo de chuva, de boné, correntes e roupas largadonas e deixou o povo - literalmente - de boca aberta quando começou a cantar uma música enka das antigas!

Num acreditam? Olha o vídeo do single que está fazendo sucesso e depois me contem.




Nessas horas é que muita gente tem que se esforçar e garantir seu lugar ao sol.

Tuesday, February 19, 2008

Coisas que a gente detesta

Tudo bem, é horrível e falta de bom-senso ter que descrever as coisas que eu, você, muita gente, inclusive a formiga que quer atacar seu bolo, detestam. Mas temos que reconhecer que nem só das coisas boas vivemos, precisa ter o outro lado para sabermos que a vida é assim mesmo e só não fazendo as coisas erradas para a nossa dar certo.

Eis de algumas coisas que eu, particularmente, detesto. Mas sempre depois pensando que tenho que tomar cuidado para não ficar assim também...

Gente que emperra em fila: Pode ser a do ônibus que pego todo santo dia, do supermercado, da fila única do banco. Já não gosto de ficar em filas, mas não tem jeito. Mas pior ainda é quando na hora de pagar a passagem a fila empaca porque SEMPRE tem uma pessoa que enrola com o cobrador para saber quanto custa (isso porque o painel já mostra o valor), como se coloca o cartão de passe ou fica contando moeda por moeda pra pôr na caixinha.

Fila de banco, por mais que seja única, nos ATMs da vida, sempre tem uma pessoa que fica fazendo trocentas transações financeiras. Certo que os ATMs facilitam - e muito - nossa vida, mas ainda se fosse uma pessoa enrolando, vá lá, mas na mesma hora, TODOS os cinco ATMs que têm no banco onde possuo conta ficam lotados de gente assim...

Sem falar de fila no supermercado. Tudo bem, eu e kinguio cometemos sempre o mesmo erro de ir ao supermercado faltando duas horas pra fechar, mas é justamente esta hora a melhor hora pra fazer compras e pegar boas ofertas. Claro que um milhão de pessoas também tiveram a mesma idéia. Daí pra emperrar os caixas disponíveis é um pulo só. Quando fazemos a compra do bissemana (fazemos compras duas vezes por mês), ainda tudo bem, a gente espera. Agora, quando a gente só resolve comprar meia dúzia de itens porque a gente esqueceu na compra anterior...

Usarem seu ombro como travesseiro: Kinguio pode. Mas o que eu não tolero é gente estranha no trem ficar usando seu ombro como travesseiro e ir caindo, caindo, caindo... até que no momento de raiva você sai do lugar e deixa a pessoa acordar no susto. Sei que não deveria fazer isso, vai que a pessoa é cardíaca, mas convenhamos que ombro da gente não foi feito pra ser travesseiro dos outros. Já começa que essa parte já é dura...

Ser estapeada em lojas em dia de liquidação: Sempre falo que "liquidações nunca mais" mas no dia seguinte lá estou eu novamente. Pode ser de roupas ou alguma loja que vai fechar. Mas logo que se vê em letras grandes "70% off"... E depois volto reclamando que levei tapa de uma senhora desesperada, fui pisoteada pelas garotas mais doidas ainda... Deveria pôr outro ítem "detesto reclamar depois que vou em pela enésima vez numa liquidação" mas deixa pra lá...

Alergias: Isso muita gente detesta. Entre o inverno e a primavera fico acometida de duas grandes pragas que até então eu não tinha: alegria atópica e kafunshoo. A alergia atópica me acomete todo inverno devido ao meu abuso em tomar banho com a água pelando. E depois tenho que me besuntar de creme para não passar a noite em claro coçando o corpo todo. E as marcas que ficam são prova disso. E o maldito kafunshoo que me faz ficar até maio de olhos ardendo e nariz coçando, mas como vacina parece que piora, o jeito é fazer a prevenção tomando um tipo de leite mais forte que o yakult (e mais caro também) e passando quase todo dia aspirador na casa toda.

Existem mais coisas, porém não vou dizer pro texto não ficar carregado. Literalmente.

Thursday, February 14, 2008

Love and Chocolates

Novamente chega o dia 14 de fevereiro e chega também a época do São Valentim, padre que virou santo na época da Idade Média ao celebrar casamentos escondidos. Mas também em várias partes do mundo se celebra o que para os brasileiros seria no dia 12 de junho - o dia dos Namorados.

E aqui, manda a tradição (comercial) de presentear os amados e nem tanto assim com chocolates. Se bem que ultimamente, a mulherada anda comprando os mais caros para puro deleite delas mesmo.

Para os meninos, feliz dia do São Valentim, e comam seus chocolates ganhos sem pressa ( para não sofrerem de dor-de-barriga depois...).

Wednesday, February 13, 2008

Desenterrando da Massa Cinzenta - As Tosqueiras que já ouvi e gostei (e ainda gosto)

Voltando à saga das tosqueirices e da expressão "não acredito que já gostei disso", eis alguns vídeos de músicas que vi na minha pré-adolescência, chegamos a gravar via gravador de fita e memória cerebral nos finados mas bons programas de vídeoclipes (naquela época MTV no Brasil só em sonho mesmo) chamados "SuperSpecial" e "SomPop". Mas não reparem na tosqueira dos vídeos, dos visuais que hoje soariam meio cafonas, mas naquela época era a cereja do topo do bolo.

Paul McCartney - "Coming Up" - Tá, eu sei, tinha que ter Beatles no meio sejam juntos ou em carreira solo, ainda mais no sítio desta autora, mas esse vídeo não podia passar em branco: a música, do álbum "McCartney II", lançado em 1980, depois da dissolução do seu grupo paralelo Wings devido a um incidente em Tóquio, devido a erva que passarinho não fuma, nove dias na geladeira e um prejuízo danado aos shows cancelados, traz Macca antes da casa dos "enta", em dose multiplicada (tirando a saudosa Linda) graças a tosqueira do cromaqui, podemos vê-lo na bateria, no tempo do cabelo tigela e seu inseparável baixo Hofner, como Buddy Holly (seu ídalo-mor), e até de chapinha que qualquer muié queria ter.



Se um Macca já é ótimo, imagine dez!

J. Geils Band - "Freeze Frame" - Muita gente não conhece essa banda de seis músicos, mas no início dos anos 80, o grupo fez sucesso - ao menos em programas de vídeoclipes - com "Centerfold" e "Freeze Frame", um pop-rock com cenas de filmes antigos e no final a guerra de tintas. Apesar da banda levar o nome do fundador, quem fazia sucesso era o vocalista Peter Wolf.



Ignore o erro da grafia no título da música, curta o som e a imagem!

Blondie - "Heart of Glass" - No meio dos anos 70, esse grupo americano, aparecia no cenário punk nos clubes como a finada CBGB (o mesmo que os Ramones, Clash e outros mais começam lá), mas era meio esquisito um grupo que tivesse uma loirona que foi coelhinha da Playboy, a Debbie Harry, como vocalista. Mesmo assim o grupo estourou mas no quesito da "new wave". "Heart of Glass", de 1978, segundo John Lennon, era a música que ele gostaria de ter escrito/gravado. Prova disso, consta num postal que mandou pro Ringo Starr, que devidamente publicou no seu livro "Postcards from The Boys".



De lôra burra, a Debbie não tem nada!

Talking Heads - "Psycho Killer" - Um dos primeiros grupos a aparecer no cenário da "new wave" (uma vertente do punk, mas mais moderado), o quarteto liderado por David Bryne ( que depois saiu em carreira solo, como diretor e também como músico, claro, mas fazendo uma bela salada musical, literalmente), trazia pérolas como "Wild Wild Life", "Burning Down The House", mas a música a seguir, foi a que levou o grupo a ser reconhecido (apesar do título da música, mas...). Gravado em 1978 para um programa de TV inglesa - "Old Whistle Grey Test", que o Police (do Sting) também deu uma passada por lá.



Nerds fazem música? E das boas! Detalhe para Tina Weymouth, uma das poucas mulheres baixistas nos anos 70 - coisa rara!

David Bowie - "Ashes To Ashes" - Nos anos 70, era o Ziggy Stardust, andrógino que veio do espaço, e depois refugiou-se em Berlim e apareceu no início dos anos 80 para "enterrar" o Major Tom que "suicidou-se" ao se lançar no vazio do espaço em "Space Oddity". Sim, David Bowie já fez de tudo um pouco, desde aparecer no final dos loucos anos 60 dizendo sobre espaço sideral, discos voadores e seres extraterrestres, atravessou os anos 70 sob visual andrógino (foi o precursor do chamado "Glam Rock", diz que ele se declarou bi, dizem a boca pequena que dividiu a cama com Mick Jagger...), refugiou-se em Berlim, na antiga Alemanha Oriental, foi o ídolo da infame Christiane F. (alguém leu o livro?), e em 1981, no álbum "Scary Monsters" traz o hit "Ashes to Ashes", o qual enterra de vez sua criação Major Tom como "louco varrido e drogado".



Sempre me confundo qual dos olhos David Bowie tem o de vidro...

Tuesday, February 12, 2008

Do It Yourself!

Ou: "faça você mesmo". Vejo esta frase bilingual em muitos locais que conheço. Principalmente em lojas de artesanato e construções. Como diria, "como fazer uma estante você mesmo" ou "faça você mesmo sua fonte de renda" e por aí vai.

Confesso: até um bom tempo atrás, eu tricotava. Vamos falar no passado mesmo, pois depois que eu mudei-me pra Yokohama, as agulhas ficaram encostadas. Preciso criar mais do que vergonha na cara para voltar a tricotar, nem que seja para fazer um cachecol novo pro próximo inverno. O que eu fiz, deixei na casa dos meus pais e esqueci de trazer nesta última viagem.

Agora pergunta pra mim se dentro de um trem lotado até o teto eu vou conseguir fazer isso. Tem gente que consegue, eu sei.

Eu também fazia bordados em ponto cruz e toalhinhas de crochê (isso se deveu à minha mãe, que até hoje faz toalhas e caminhos de mesa para uma entidade fazer o bazar depois ou para presentear alguém na falta de imaginação de comprar alguma coisa). Também foram encostados. Mas um dia eu volto, podem crer.

Claro que o "D.I.Y." não se aplica somente a parte artesanal, claro. A culinária é uma delas. Claro que já queimei muito bolo e errei a mão em fazer alguns pratos, mas uma das coisas que a gente faz questão neste lar apertado lar é cozinhar. Exceção feita aos finais de semana, pois pelo menos um dia a gente tem direito a experimentar a gastronomia local, certo?

Mas também uma das coisas que eu estou fazendo eu mesma em casa seria... pintar as madeixas. Sim, pintar o cabelo, mudar de côr, que seja. Vou falar a verdade: meu cabelo, a côr original dele era preto. Quem nem pena de corvo. Digo era pois a idade chega e dificilmente alguém consegue manter a côr original devido a novos fios de tonalidade mais neutra que dia de votação. Para não ficar parecendo muito mais velha do que já sou, restou-me mudar a côr do meu cabelo.

O porém maior é que, meu cabelo, além de preto é farto. Para pintá-lo, já teria que apelar para aquelas tinturas para quem passou dos "enta", então aquelas tinturas pra gente mais jovem não funcionam pra mim. E ir num bom salão. Mas por mais bom que eu já tenha ido, não tem jeito: em questão de semanas, meu cabelo volta a aparecer os terríveis fios brancos. E uma boa grana foi investida.

Por conselho de uma colega minha, resolvi pintar em casa mesmo. Desde que eu comprasse dois tubos para isso e deixar mais tempo do que o indicado na caixa.

Funcionar, funciona... Tanto que em casa, kinguio é quem pinta o cabelo dele. Ele mesmo, tirando que eu tenho que ajudá-lo na parte de trás do cabelo, onde dificilmente ele alcança (e onde os cabelos estão mais brancos). No meu caso, bem...

Digo que dá um certo trabalho, mas funciona. Tanto que desta última vez acho que passei muito mais do tempo permitido e tolerado e meu cabelo, que era para ter uma tonalidade de acaju, acabou ficando meio... avermelhado!!!

Sunday, February 10, 2008

Roteiro Gastronômico: Shakey's Pizza

Voltando ao tema "bom, gostoso e barato" por parte de um certo casal formado por um kinguio e uma leitoa, eis um local que a gente recomenda aos finais de semana ou naqueles dias que você está com vontade de comer alguma coisa, mas está com preguiça de encarar a cozinha mas também a grana anda curta: pizzaria.

Aí vocês, [poucos] fiéis leitores, vão me dizer - "pô, mas pizza sai caro!". Não no caso desta pizzaria-rodízio que marido kinguio foi e me indicou: Shakey's Pizza.

Os segredos dessa rede de pizzaria-rodízio que veio dos Isteites, estão: na própria massa da pizza, que é leve e crocante; das coberturas, devidamente muito bem generosas e variadas; do sistema de self-service - pegue seu prato e mande ver. E o melhor que não tem limite de horário, fica até agüentar.

O bom dessa rede é que o preço que você paga, vale pelo almoço e jantar juntos. Tá, exageros à parte, quero dizer que o preço do rodízio e mais a bebida (cobrada à parte e não dá pra fazer repeteco, portanto, peça o large size que equivale a quase um litro de bebida, e isso não estou exagerando) vale o investimento, pois com uma nota de mil e alguns trocados dá pra fazer uma boa refeição.

Funciona assim: paga-se na entrada e já escolha o tamanho do seu copo de bebida. A balconista já entrega o prato, garfo, oshibori (toalhinha úmida descartável ou não para limpar as mãos antes de fazer a refeição) e a ficha da bebida. Devidamente em sua mesa, pegue o tal prato e encare a fila que fica no balcão das pizzas, devidamente fatiadas e pegue a vontade. Depois pegue a bebida, claro.

Sente-se à mesa e coma bem devagar, para dar espaço para mais pizza. De repente na hora que encarou a fila, a pizza que você queria o fulano da sua frente pegou a última fatia, você pode ir novamente e tentar pegar. Digo tentar, porque dependendo da hora e do dia, as pizzas acabam rápido demais.

As pizzas: além das tradicionais de queijo, margarita, com salame, salsicha, presunto, encontramos também de legumes, de batata, de camarão, pimentão e até pizza doce. Sim, leram muito bem: pizza doce! Para os puristas, soa ridículo, mas é uma delícia. Recomendo, quando tem, o de banana com chocolate, de morango e de abacaxi.

Bom, à parte, pode-se comer arroz, curry e salada. Sinceramente, quando vou num lugar desses, tirando a salada, eu não como o resto. Eu vim na pizzaria pra comer o quê, afinal, não é?

Depois que você se empanturra depois de tantas idas e voltas ao balcão das pizzas, você jura que não volta mais lá tão cedo. Uma das desvantagens desta rede, ao menos onde costumamos ir, em Yokohama, é que fica bem no subsolo, e a escadaria é meio estreita. Se for no sábado, é pior ainda: a escadaria fica lotada em fila que fica meio difícil o pessoal sair. Teve uma vez que ficamos DUAS HORAS na fila esperando para conseguir um lugarzinho. E olha que o local é grande por dentro, viu? Tem um anexo que o pessoal aluga pra fazer festas. Sujeito a reserva antecipada, claro.

Bom, você jura que não volta mais depois de ter ido umas dez vezes no balcão das pizzas e ter comido por um ano inteiro.

Daí semana que vem você volta com os amigos pra mostrar-lhes o lugar...

Sites Relacionados:

Shakey's Pizza (site oficial)
Shakey's Pizza (em japonês)
Wikipedia: Shakey's Pizza

Saturday, February 09, 2008

The Snowflake falls from the Sky...

Sempre vivo dizendo que onde moro, neve quando cai, é pra compensar os anos que nunca se viram, né? Lembro-me do ano passado, não vi nadica de nada de neve. Se caiu alguma coisa, a gente diz que deve ter garoado.

Reza uma lenda, e agora acredito em partes ser verdade, é que, no ano que não neva ou não faz muito calor, pode esperar que no ano seguinte, neva até dizer chega ou faz aquele calor pra lá de abafado e melado.

Pois é, na semana passada, justamente da minha folga, olha no que aconteceu...



Esta foto foi no dia 23 de janeiro, mas não foi tanto assim.

Sim, nevou. A ponto de congestionar as expressas e muita gente chegar atrasado.



Dia 3 de fevereiro, dia da maior nevasca em Yokohama!

E depois o pessoal reclama que nevou demais, o medo de levar tombo, e tudo o mais. Bom, não poderia reclamar, pois na semana que nevou, estava de folga. O lado bom é que pude fazer alguma coisa em casa, mas o lado ruim é ter que sair debaixo da neve mesmo sabendo que é sua folga, afinal, não iria ficar quatro dias enfurnado em casa, né?



Estava brincando? Isso é atrás do prédio onde moro. Foto tirada as seis da matina do dia 3 de fevereiro. Só faltou o boneco de neve.

Thursday, February 07, 2008

Minhas [ curtas ] férias

Depois de anos e anos, a gente espera por este dia.

Na verdade, esqueci-me de que eu tinha direito a alguns dias de folga e fui lembrar por causa de várias vezes meu chefe ficar falando. Nesse ponto, acho que justo nesta parte estava em outra dimensão. Nunca mais abuso do grande eme amarelo antes de dormir. Acaba dando nisso.

1o. Dia: Quando o despertador toca, não é pra eu acordar, mas pro kinguio encantado que, coitado, teria que encarar a semana. Só que a gente não esperava que tivesse tanto trânsito assim. Tudo porque no dia anterior nevou (coisa que não acontecia em dois anos) e as pistas congestionaram. Pra piorar, tive que ficar "naqueles-dias-que-toda-mulher-normal-tem-vontade-de-nunca-ter". Lavei e passei a roupa acumulada de semana retrasada e limpei a casa, claro. Não pus os pés pra fora de casa por dois motivos: 1) estava muito frio e 2) quando resolvi sair depois de ter feito todo o dever de casa, já estava quase escurecendo.

2o. Dia: Sete da manhã e o Norakuro acorda o prédio todo, menos os donos (isto é, eu e kinguio). Pra não variar, aproveitando a semana que passaria meio quase sem fazer nada, vou com o kinguio pro serviço dele de carro e volto pra casa. Tudo porque ele perdeu o ônibus pra estação e estava o maior congestionamento. Efeitos da neve do domingo que passou. Termino de passar a roupa acumulada que deixei uma parte de ontem, dou uma olhada no noticiário e faço a faxina na casa.

Resolvo dar uma saída, pra compensar o primeiro dia. Mesmo estando literalmente no vermelho, fui até Yurakucho (Tóquio) pra dar uma espiadela nas lojas e promoções. Cinco idas ao banheiro depois, volto pra casa com quatro camisas novas com 70% de desconto na etiqueta. Remarcada. Moral da história: liquidações são um perigo pra mim mesmo.

3o. Dia: Novamente acordo na mesma hora que acordo quando vou trabalhar. Desta vez trânsito normal e kinguio foi trabalhar, afinal, alguém tem que trazer fundos nesta casa tembém. Minhas folgas são remuneradas, claro. No dia anterior foi aniversário de um colega meu e no dia de hoje era da minha colega também. Desejei feliz aniversário por internet mesmo, pois ambos trabalham em lugares diferentes que o meu e nem sei se ia conseguir encontrá-los. Mas oportunidades nunca faltarão.

Ah, também do vitaminado Masaharu. Pena que até então nada de novo em lançamento de música nova. Eu acho. Mas o calendário vou comprar assim que receber a cebola semana que vem. He, he.

Decidi ir ao cinema. Quarta-feira pra nós, mulheres, sai mais barato. O que economizo no ingresso, compenso na pipoca. Que coisa! No dia anterior, acessei os sites dos cinemas daqui perto (leia-se: Yokohama e Kawasaki) para saber se o filme que eu queria assistir já estava em cartaz. Estava. E fui no Cinecittá de Kawasaki, num lugar chamado Citadella, com inúmeras lojas e ruazinhas que você entra num lugar e sai do outro, mas nunca no mesmo lugar que entrou, entenderam? Não? Nem eu.

O filme? "American Gangster", de Ridley Scott. O cinema lotado, mesmo sendo quarta-feira uma da tarde. Ou o pessoal tira folga no mesmo dia, ou bando de desocupados ou férias das escolas. Ainda?! Bom, o filme é longo, mas valeu o ingresso investido. E a pipoca também. Porém eu tenho um grave defeito: dependendo do filme, assisto uma vez e olhe lá. Exceções feitas para "Filadélfia", "As Pontes de Madison" e a série do Indiana Jones. E alguns outros que agora a memória falhou. Lembrem-se, estou de folga. Ainda.

Volto pra casa e começa a nevar. E a lesada aqui, pensou que estava chovendo. Até a hora que fui no estacionamento pegar o carro, era chuva. Isso porque ao sair do cinema tinha chovido. Ou caiu aquele "perigo de neve". Kinguio disse que estava nevando razoavelmente bem. Já disse que no dia seguinte ele teria que sair mais cedo, vai que o transporte atrasa.

4o. Dia: Seria o dia da minha folga mesmo, se tivesse ido trabalhar. Porém nada de bom fiz. Maldita cólica. E minha amiga mandou-me o aparelho de ginástica. Resta saber até quando vou agüentar. Não quis dizer a cólica. A ginástica, que justo na semana que folguei, queria ir na academia e não deu. Se fosse somente cólica, dá-se um jeito, mas quando se está no vermelho, desculpem-me, mas não dá, não dá, não dá.

Acabei ficando em casa mesmo. Só dei uma ida no discount store perto de casa pra comprar o que faltava em casa - açúcar e bebida. Ah sim, toalha e papel e saco de lixo, pois a semana toda deixei o carro no estacionamento de um supermercado e fui passear e esqueci de comprar esses ítens. Isso no que dá folgar tanto assim.

Em resumo, saí mesmo, porque não agüentava mais os noticiários pela manhã falando a mesma coisa: gyoza (aqueles pastéizinhos cozidos ou grelhados na frigideira e recheados de repolho com carne moída) envenenado, morte de sumotori e o fora que a Kumi Koda deu na rádio semana passada, dizendo que "mulher depois dos 35 anos fica ruim de ter filhos", mas alega que foi uma indireta pro empresário dela pra terem filhos logo. Imagina a enxurrada de reclamações depois. E claro, o pedido de desculpas, culminando com o cancelamento de divulgações de propagandas e do novo single. Bom, certo que opinião é opinião, mas desde que falado e explicado do modo correto, né...

Wednesday, February 06, 2008

It's Only Love



Feliz aniversário, Masha. Mais um ano chega e mais um ano que se vai...

Tuesday, February 05, 2008

Merecidas folgas.

Finalmente, depois de algum tempo e ter esquecido meus dias de folga a serem tirados no ano passado, consegui quatro dias de merecidas folgas.

Claro que a gente esquece o trabalho. Mas em casa sempre tem algo a fazer.

E nem sempre folga é sinônimo de viajar. Como eu, talvez o mais longe que irei seria... Tóquio mesmo.

Mas me fará bem, ao menos descanso minha cabeça (e o corpo idem).

Monday, February 04, 2008

Yesterday Once More

Why do birds suddenly appear? Everytime you are near... Just like me, they long to be, close to you....

Este verso, volta e meia aparece em algum filme ou algum programa de TV. Pra quem não lembra ou não sabe (acho que a maioria vai pela segunda opção) a música se chama "(They Long to Be) Close to You", pelos irmãos Carpenters.

Ah, tudo bem que muita gente não conhece. Ou se conhece vai pela comparação com aquela dupla de irmãos que eu já esqueci o nome (tudo bem, existem coisas que a minha memória não capta nem comendo toneladas de peixe), ou quando sai alguma notícia de tal pessoa morreu de algo conseqüente de anorexia nervosa. Desculpem leitores e leitoras deste sítio, mas lembrar dos Carpenters desta forma, seria coisa muito mórbida e de mau gosto não acham?

Por acaso alguém diz que a vocalista Karen era baterista? Sim, ela tocava bateria (claro que comparar ela com o Ringo eu iria acabar sendo apedrejada, mas vamos dizer o que eles tinham em comum era a mesma marca da bateria que usavam) e começou, vamos dizer, de brincadeira. Quem ouvir os primeiros álbuns, vai perceber.
E também ela tinha uma voz celestial que, na minha opinião, vai ser difícil encontrar igual. Parecido, pode até ser... Ora, quem ouvir as versões da música citada no primeiro parágrafo, "We've Only Just Begun" (que foi tirada de um comercial de TV), "Please Mister Postman" e "Superstar" podem ter certeza que elas são mais conhecidas pela voz da Karen do que pelos artistas originais (só pra ver como eu era meio lesada na época, nunca imaginei que os Beatles tinham gravado "Please Mister Postman" também).

Comecei a ouví-los por intermédio de meu irmão mais velho, no início de 1980. Graças aos bons tempos dos programas de TV pré-MTV chamados "Som Pop" (da Rede Cultura) e "Super Special" (da Rede Bandeirantes), conheci muito vídeo (tosquinho) de muita gente boa. E que fizeram história e hoje a gente encontra no YouTube, se alguma boa alma caridosa e de bom gosto coloca lá. Munido de gravador de fita, porque video-cassete era algo que, se existisse nos anos 80, era artigo de luxo, meu irmão plugava o fio no lugar onde seria o auxiliar e gravava as músicas direto da TV. Depois era só ouvir o resultado apesar da chiadeira e o narrador falando no início da música.

As músicas prediletas dos telespectadores destes programas eram "Please Mister Postman", "Only Yesterday", "Rainy Days and Mondays" (quem traduzir "rainy days and mondays always get me down", vai achar que o Jim Davis inspirou o Garfield através desta música, sei não) e "Beechwood 4-5789". Aos meus onze, doze anos nunca imaginei que por trás daquela voz angelical, escondia uma tragédia.

Foi o que aconteceu na manhã de 4 de fevereiro de 1983.

Pela manhã daquele sábado ao ligar a TV para assisir aos programas musicais (o Super Special era nas manhãs de sábado), o narrador informando do falecimento dela. E logo depois os jornais e revistas.

Trinta e dois anos.

E hoje, vinte e quatro anos depois, ela deixa saudades. Mas muita gente ainda faz questão de lembrar dela e de suas músicas.
Tenho um grande (nos dois sentidos, de tamanho e sabedoria) amigo que ajudou a produzir um programa especial dela. Incluvise presenteou-me com o "Live in Japan". Sim, os japoneses a admiram. Tanto que em algumas novelas, fazem questão de incluir uma música da dupla, como a mais recente (quatro anos atrás, vai) "Rainbow Connection" (original, do Caco, o Sapo) e "Leave Yesterday Behind".

Karen, pra mim e muita gente que te lembra, sempre será lembrada pelo seu talento e sua voz, não importando pelo resto que aconteceu.



"Superstar", por Sonic Youth - Este grupo americano, liderado por Thurston Moore, fez uma pequena homenagem a Karen no álbum-tributo "If I Were a Carpenter" com esta versão (sombria) do original de Leon Russell. O vídeo é inspirado no original de 1971. Kim Gordon (baixista e mulher de Moore) homenageou-a na música "Tunic", do álbum "Goo", considerado o melhor do grupo.



"I Need To Be In Love", por Keisuke Kuwata - Gravado no show beneficente de dezembro de 2006, o "Act Against Aids", Keisuke Kuwata, líder do grupo japonês Southern All Stars, interpreta esta música que foi sucesso em 1976. Tudo bem que seu inglês não é tão impecável assim, mas ele não faz feio. Umas das poucas raridades de Kuwata com baladas.



"I Won't Last A Day Without You", por Hikaru Utada e Ringö Shiina - A cantora e guitarrista Ringö Shiina tinha lançado um álbum duplo de suas músicas. Em uma delas, traz esta versão de 1973, tendo Hikaru "Hikki" Utada como colaboradora vocal. O vídeo foi somente montagem da Sailor Moon, nada a ver, mas vale pela música, que seria um fato raro da Ringö interpretar baladas (ela é mais conhecida com músicas e vídeos tido como underground).

(Nota: alguém aí conseguiria o vídeo das Shonen Knife com a "cover" de "Top of The World"?)



"(They Long To Be) Close To You", por cubic U - O grupo, tendo Hikaru Utada nos vocais, lançou um álbum antes mesmo dela sair em carreira solo. Tendo remixes e batida de r&s, a música só teve relativo sucesso no Japão. Vale como registro.



"Please Mister Postman", (preciso dizer quem são????) Apesar de dublado para um programa de TV inglesa, os quatro de Liverpool fizeram esta versão das Marvelettes primeiro, no álbum "With The Beatles", de 1963. Só que cortaram no meio, que droga!



"Dancing In The Street" Este raríssimo vídeo, gravado para um programa de TV, em 1966, é uma das primeiras apresentações dos Carpenters no início quando eram um trio. E apresentaram o sucesso de Martha and the Vandellas, com a Karen tocando bateria e cantando, ao mesmo tempo. Tem-se a versão completa, mas de qualidade um tanto inferior.



"Rainbow Connection", por Kermit the Frog - Originalmente escrita para o filme "The Muppet Movie", esta música foi interpretada por Kermit, o Sapo. A versão dos Carpenters estava em uma fita guardada pela gravadora, até que foi lançada em 2003 no álbum "A Time Goes By" e especialmente em single para promoção da novela "Koi ga shitai, koi ga shitai, koi ga shitai".

Este texto é uma reedição. Hoje, fazem vinte e cinco anos que ela nos deixou saudades, mas eternizou o mundo da música pop com sua voz nas músicas que ficaram na memória de muita gente. Infelizmente, a autora não encontra palavras para descrever a saudade que também sente. Fica hoje o texto que a autora escreveu no ano passado.

Saturday, February 02, 2008

Novo Ciclo da Vida

Janeiro passou como se fosse um raio - a gente nem chega a ver direito. Fico pensando como é que passei aquele mês, se foi bom, ruim ou a mesma coisa. Tirando o fato em que um sem-vergonha desconhecido acertou nosso carro estacionado, o mês ter sido mais curto por causa de quatro dias de folga, diria que janeiro passou e nem vi mesmo.

Isso porque também a meteorologia disse que ia nevar. De fato, nevou mas muito pouco, o suficiente pra derreter muito rápido. Queria o quê? Onde moro, fica a meia hora da praia (de carro), e tem a fama de "é difícil nevar, mas quando neva compensa os anos que nunca nevou". Concordo, pois há dois anos atrás, antes de voltar das minhas merecidas férias com a família, despencou tanta neve a ponto do meu vôo ter sido cancelado.

E meio que passei - literalmente - batida. Depois do feriado, voltei a minha rotina normal - acordar na mesma hora de sempre, fazer comida, fazer dever de casa, ir trabalhar e dormir na mesma hora de sempre. Mas se bem que em janeiro, fiz a atualização deste sítio quase que diariamente. Quase, pois tinha dias que estava tão cansada que nem idéia nova direito surgia.

O máximo que a gente tem feito fora do nosso dia-a-dia foi dar uma volta na cidade e ver a praia de Enoshima, que mesmo com um frio a zero grau, sempre os surfistas aproveitam as marolas. Ou ondas, se forem um pouco mais adiante.

Vamos ver este mês. Além de ser curto, é bissexto. Sim, a cada quatro anos, aumenta-se um dia em fevereiro. Eu lembro que tal ano será bissexto por causa que neste ano é o ano das Olimpíadas.

Fico pensando: como ficam as pessoas que nascem no dia 29 de fevereiro? Fazem aniversário no dia 28 de fevereiro ou dia primeiro de março nos anos que não são bissextos? Ou falam que "faço aniversário a cada quatro anos"?