Thursday, May 29, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: Southern All Stars - "Ballad 3 - the album of LOVE"



Pra muito leitor deste sítio, a maioria nunca ouviu falar deste grupo que está há trinta anos mais ou menos na ativa. E quem ouviu falar, uma parte gosta, outra mais ou menos. Quando a gente diz, pelo menos quem conhece, que o grupo Southern All Stars tem dois grupos divididos, não é exagero.

O grupo (eram seis, agora são cinco), formado no tempo de faculdade, entre shows em campus, cantando folk e blues, no meio dos anos 70, começou em 1978 com "Katte ni Sindbad", que seria a junção de duas músicas que faziam sucesso naquele ano - "Katte ni shiyagare" do Kenji Sawada e "Nagisa no Sindbad" do duo Pink Lady. Misturando inglês e japonês num sotaque que só o vocalista Keisuke Kuwata sabe fazer, o single foi direto para o número 3 das paradas da Oricon (a "Billboard" japonesa).

Entre ritmos que variam do pop ao romântico, o grupo se destaca pela versatilidade e pelo teor inusitado das músicas - desde temas de praia (lembrando que o vocalista nasceu em Chigasaki, bem proximo à praia de Enoshima), baladas românticas ("Itoshi no Eri" foi regravada até por Ray Charles como "Ellie My Love", mas na verdade seria uma homenagem do Keisuke Kuwata para a irmã dele, que hoje sofre de câncer) até insinuações sexuais (discretas, mas não deixa de sê-las, como "I Love You Hitorikoto"). Claro que muito tempo de estrada teria que ter alguns "Best of..." no meio.

Em 1982, eles lançaram "Ballad 1977-1982", um pouco depois do casamento do vocalista com a tecladista Yuko Hara (colega desde os tempos da Universidade Aoyama). Em 1987, a parte número dois - quem viu pela primeira vez a capa do álbum, percebe-se a irreverência do grupo (pra quem lançou um álbum tendo dois besouros em ato sugestivo, outro com um homem pelado entrando na maré, o "Ballad 2 - 1983-1986" trazia um velho índio na capa).

"Ballad 3", em 2000, saiu logo ao mega-ultra sucesso de "Tsunami" (preferido entre 11 dos 10 fãs do grupo ou quem conhece o grupo). A capa, com o sol - em forma de coração - se pondo, dá-se a entender a intenção do álbum. Sol, praia e amores de verão. Logo no primeiro CD a música "Manatsu no Kajitsu" - do filme "Inamura Jane", dirigido por Kuwata - fez mais sucesso que o filme em si. Mas depois que passamos pelos sucessos conhecidos "Namida no Kiss", "Sutekina Birdy" e "Christmas Eve" (cujo single era uma foto p/b com um disco voador em cima de uma casa), vão perguntar - "Cadê o sucesso Tsunami??" Calma que são dois CDs.

No segundo CD, com a abertura exótica de "Ai no Kotodama (Spiritual Message)" que traz entre metais, um rap falado em indonesiano, dá-se a entender que nem de música lenta se faz uma balada. Claro que tem "Blue Heaven" e uma música com título em português - "SAUDADE". E o número um do ano 2000 e preferido de muita gente - "Tsunami" (que foi tema de um programa de TV e logo o vídeo e a música cairam no gosto de muita gente).

Muita gente vai achar estranho, mas depois que "Tsunami" fez enorme sucesso, ganhou o "Nippon Record Taisho" em 2000, o grupo tornou-se um pouco mais discreto, mas continuando a lançar singles, mas não com tanta regularidade como antigamente.

Boatos que o grupo vai terminar de vez, isso vem desde 1982, quando demoravam muito para lançar um novo single ou álbum. Este ano seria o último show deles, justamente quando farão 30 anos de carreira? Ninguém sabe, pois o grupo também gosta de pregar surpresas.

Veja também do mesmo tema:
The Beatles Live at The BBC
Carpenters - From the Top

Saturday, May 17, 2008

Here We Come (Again)

No começo deste mês, quando acabei passando um sábado sozinha porque kinguio encantado também precisa se integrar à sociedade (leia-se: reunião com colegas e amigos do trabalho) e ele merece, pois um casamento que dá certo, é quando se permite liberdade de poder sair com os amigos e jogar conversa fora.

Tudo bem, não casamos ainda, mas depois de nove anos um agüentando as aloprações de outro, não tem como mais não dar certo.

Voltando, como estava com uma bela duma pregüiça de pegar o carro e dar umas voltas, ainda mais no meio de um Golden Week, onde tudo vive lotado, resolvi pegar a noite de sábado pra ficar em casa e descansar, pois eu estava precisando.

Eis que lembrei que trouxe na mala as séries gravadas em VHS alguns episódios dos... Monkees! Sim, como poderia esquecer disso? Qual a graça? Quando comprei alguns episódios, DVD era algo que só pra quem podia mesmo! A verdade é que, quando gravei em VHS, esqueci de deixar no modo "neutro", pois mesmo o meu videocassete sendo sistema NTSC, daria para assistir numa boa. Só que acabei por assistindo os episódios com a imagem tremida e as cores oscilando.

Tudo bem, ainda hei de comprar os dois box-sets com todos os 58 episódios. Claro que existem alguns que dá até raiva de assistir, sono e pular para o próximo episódio, pois nem tudo é perfeito. Mas eis os meus dez favoritos, mas não está em ordem de preferência, tá?

1 - "Monkee See, Monkee Die": Os Monkees recebem uma herança desde que a condição seja passarem uma noite numa casa mal-assombrada. Uma engraçada paródia com os filmes de terror com o combo "herança inesperada + casa mal-assombrada + gente suspeita", incluindo o pombo que não serve pra ser correio e o são-bernardo que não socorre ninguém; os quatro (tentando) dormir de camisolão e... botas (exceto Peter que usa um macacão laranja do Peter Rabbitt e de touca).




2 - "Your Friendly Neighborhood Kidnappers": os Monkees são envolvidos num falso seqüestro para que um inescrupuloso empresário consiga ser famoso ... com outra banda! Destaques para a cena em que Peter, Michael e Micky são amarrados e amordaçados junto com o boneco Mr. Schneider; quando Davy informa a "namorada" que está sendo seqüestrado e o pessoal todo da discoteca vai na casa deles; e as tentativas de fazer o grupo ser famoso, como a horda de fãs que vai no ídolo errado e a "Calçada da Fama" em Chinatown.



"Ei, esse segundo não é Davy Jones!"

3 - "Monkees a La Carte": para salvar um restaurante no qual trabalham, os Monkees se disfarçam de gangsters e desbaratinar uma quadrilha de mafiosos. O episódio musical "I'm Not A Steppin' Stone" em que os quatro causam pânico na cozinha (Davy tentando cortar uma cebola, Micky com um picador de gelo, Peter fazendo pizza e Mike cozinhando macarronada) e disfarçados como a "Gangue da Flor Púrpura" (com cravos brancos) valem o episódio.

4 - "I Was a Teenage Monster": de novo uma história com paródia de terror classe B - um cientista louco e seu assistente corcunda tentam transferir todo o talento musical dos Monkees para um monstro, com finalidade do mesmo ser astro de rock! E as paródias não param por aí: a forma que os quatro são raptados; alguém lembra do desenho do Pernalonga em que o coelho faz o penteado para aquele monstro cabeludo? E também menção ao filme "Cidadão Kane".
Ah, sim: o ator que faz o monstro, Richard Kiel, foi também o vilão "Dentes de Aço" nos dois filmes de James Bond nos anos 70.

5 - "Captain Crocodile": um apresentador de programas infantis sente sua popularidade ameaçada quando os Monkees [tentam] se apresentar no programa dele. Detalhes para o sonho dos quatro em atuarem em programas de tevê, como comentaristas políticos, previsão de tempo, "game show" e ... parodiando Batman com as onomatopéias que fizeram sucesso na série; disfarçados para convencer o presidente da emissora; sendo perseguidos pela trupe do Cap. Crocodile e os quatro contando fábulas infantis com a ajuda de um... dicionário!

6 - "Monkees at the Movies": um diretor de filmes para jovens contratam os Monkees para serem extras de um filme estilo "Turma da Praia" e são humilhados pelo astro principal do filme. Como os quatro não são de deixar barato, acabam por sabotar o filme. O diretor fica desesperado em busca de um substituto, pois o ator principal caiu fora. Eis que acaba escalando Davy para sê-lo.
Nota: Antes de entrar para o grupo, Davy realmente gravou um disco (vide a capa que Mike segura na cena que ele e Peter são negociantes de discos), daquele estilo "balada melosa a la Paul Anka ou Neil Sedaka"...

7 - "The Devil and Peter Tork": considerado um dos preferidos de Michael Nesmith e Peter Tork. Tudo começa quando Peter acaba comprando uma harpa em uma loja de usados e acaba vendendo sua alma ao demônio! Para reverter o estrago, os Monkees acabam indo ao purgatório para a defesa. O argumento de Mike e a cena final são os pontos altos do episódio.
Nota: no diálogo em que os quatro ficam sem saber o que fazer ao saberem que o prazo para Peter ficar na terra era até a meia-noite, percebe-se na versão original um som de cuco. Tudo porque - na época - falar a palavra "inferno" (hell, em inglês) era tido como uma ofensa:

Mike: "E é isso! Que *censurado* está sendo!"
Davy: "Sim, *censurado*! Muito terrível isso!"
Micky: "Vocês sabem o que é mais terrível ainda!"
Peter: "O quê?"
Micky: "Não poder dizer *censurado* na tevê!"

Agora, na verdade, os três que não canso de assistir e continuo rindo muito:

8 - "Monkee vs. Machine": sem dinheiro para pagarem o aluguel, os Monkees saem a procura de empregos via anúncio de jornal. Ao encontrarem um que não precisa de qualificação nem experiência, mandam Peter fazer a entrevista. Mas só que não esperava que fosse com um... computador! Ao falhar na entrevista, Peter conta a eles o que aconteceu e Mike resolve fazer a entrevista - fazendo as perguntas ao computador, que acaba fundindo e dando a resposta que Mike é um gênio com QI 184! Apesar de ter sido contratado numa fábrica de brinquedos feitos por computadores, Mike tenta recuperar o emprego de um funcionário veterano que criava brinquedos feitos manualmente. O plano: sabotarem os novos brinquedos feitos por computadores nos testes, tendo Davy, Micky e Peter disfarçados de crianças.
Cenas impagáveis: a entrevista de Peter com o computador DJ-61 e com Mike com o mesmo computador; Micky, disfarçado de criança, explodindo o brinquedo em forma de torta (no teste de durabilidade e no final ele diz: "Minha mãe não quer que eu brinque com brinquedos que queimam, quebram, machucam ou que explodam..."); os empregos que o computador indicam para os quatro.

9 - "The Monkees Christmas Show": os Monkees são chamados por uma família milionária achando que iriam tocar para alguma festa, mas são convocados para serem babás de um garoto de 12 anos que além de cínico, não acredita no Natal. Apesar dos esforços dos quatro em trazerem para Melvin (o garoto em questão) o espírito de Natal, o que eles conseguem é uma série de acidentes e prejuízos: Peter quase destrói uma loja inteira ao experimentar uma motoneta e sai todo quebrado; Micky fica com alergia ao confundir azevinho com uma urtiga ao procurarem uma árvore de Natal; Davy fica com um galo na cabeça ao cair da escada ao tentar colocar a estrela no topo da árvore.
Melvin só descobre o verdadeiro espírito do Natal quando, sozinho em sua mansão, começa a imaginar o quanto os rapazes se esforçaram para trazer a ele a alegria e porque a data é tão especial. A cena final, em que Micky e Davy encenam Papai Noel e seu ajudante (respectivamente), faz com que Melvin comece a sorrir e acreditar no Natal.
Notas: é o único episódio que traz um tema específico da época, e com a música a capella em espanhol. E também o único, cujos créditos finais, os Monkees chamam toda a equipe técnica para diante das câmeras. Pra quem lembra da série antiga "Os Monstros", o mesmo ator que faz o papel de Melvin, é o mesmo que fazia o Eddie Monstro.

10 - "Fairy Tale": Peter salva uma princesa num mundo de contos de fada. Um dos episódios preferidos também por Michael e Peter. E também feito no estilo "improviso", com poucos cenários. Num vilarejo chamado Avon-on-Calling (qualquer semelhança com o slogan "Avon chama" é mera paródia), moravam quatro rapazes - um sapateiro, um alfaiate, um taverneiro e um... desempregado, que não conseguia um emprego pois era apaixonado pela princesa, mesmo sabendo que as chances seriam nulas. Mas quando a carruagem da princesa encalha na lama, Peter (o desempregado) corre para salvá-la. Mesmo sabendo que apesar de bonita, ter costeletas, tem um gênio pra lá de ruim!
Notas: além do conto da princesa presa na torre, temos mais três histórias juntas - Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e Cachinhos Dourados. Este episódio traz pela primeira (e única) vez que Michael Nesmith aparece vestido de mulher (ele faz o papel da princesa). Davy aparece além de ser alfaiate, como Chapeuzinho Vermelho e a Maria (na versão original, Gretel) e Micky como o taverneiro, o João (Hansel) e Cachinhos Dourados. Peter é o único que faz o único papel - o do rapaz pobre que vira cavaleiro salvador (da história).



O pobre, porém corajoso cavaleiro que irá salvar a bela, indefesa e geniosa princesa...

Saturday, May 10, 2008

No Donut For You

Depois de ficar uma semana com o PC em manutenção, no que penso que terei boa coisa pra postar aqui, as idéias se foram como a chuva que lava a rua.

Thursday, May 01, 2008

Maio

Eis que chega um novo mês. Porém Golden Week somente para quem pode, mas ultimamente não dou a mínima, pois trabalhando, estou ganhando. Aí não chego no final do mês com a desculpa que minha grana está curta porque folguei demais.

Se bem que maio também é o mês que, quando é pra ser, vem tudo de uma vez só. No nosso caso seriam imposto anual do carro, imposto residencial, kozakai pra querida mamãe - no caso da minha, ela não gosta de ganhar flores, presentes, jóias, roupas, muito menos perfume, mas dinheiro é sempre bem-vindo. Faz sentido: tendo dinheiro, aí a gente acha que ela pode comprar o que ela quiser.

Caso do imposto anual do carro, aqui seria o equivalente ao IPVA da terrinha. A diferença é que, enquanto na terrinha o valor do IPVA varia entre tipo de carro, que combustível anda, e quantos anos de uso tem e inclusive pode-se parcelar em tantas suaves prestações mensais (incluso aqueles juros a perder de vista), aqui o valor do imposto varia conforme o tipo de motorização, não importa se o carro é novo ou caindo aos pedaços, se é nacional ou importado.

A verdade é que, quando maio chega, eu tenho a impressão que o ano já estaria no fim, mas o que dizer quando chega o mês de julho, o mês que a distinta aqui que vos posta fica um ano mais velha?