Saturday, July 26, 2008

Como se faz uma festa

Festas, almoços, jantares com a turma toda sempre são bem-vindos, mesmo sabendo que dependendo do lugar, voltaremos todos com a comida até a garganta de tanto comer, ter tomado todas, e jurar que nunca mais vai comer até estourar. Isso até o próximo churrasco ou jantar que aparecer.



Acho que da próxima vez vou chamar esses meninos para organizar o local. Com direito a pretzels (preferencialmente inteiros, claro!).

Saturday, July 19, 2008

Como se dirige na "cidade grande"

Pra quem é do interior, como eu, dirigir um carro na "cidade grande" é um desafio a paciência e ter coragem. Tudo bem, que desde meus 18 anos, idade permitida legalmente para se obter a famigerada CNH , dirijo, mas fiquei quase cinco anos sem saber o que era guiar um carro. Bom, é que nestes cinco anos sem guiar carro, estava era pilotando moto. Estou falando sério, mas é outra história.

Voltando, mesmo quando precisei criar vergonha na cara e dirigir um carro, dá pra contar nos dedos quantas vezes encarei o centro de São Paulo. No máximo dirigi em Bauru que já é, pelo menos pra mim, "cidade grande". Imagine dizer de Sampa... Se foram duas vezes foi muito e ainda por cima me perdi.

Como disse marido kinguio: se você consegue encarar o trânsito caótico de Sampa, encara qualquer trânsito. Em tese, sim. Marido kinguio, nasceu, cresceu, se criou e tirou a CNH em Sampa. O que seria mais do que óbvio ele também dirigir cima e abaixo as ruas, marginais... E mesmo a gente morando na segunda maior cidade do Japão.

Confesso: até guiar em Yokohama, eu encaro numa boa. Ainda mais que volta e meia eu vejo - Deus que me perdoe dizer isso, sei que vou ficar um dia, mas não tenho como evitar - cada senhora de idade, pra lá dos setenta, guiando esses sedãs maiores do que o permitido para a idade delas. Olha, sei que não tem nada a ver, respeito gente mais velha que eu, mas...

Agora, perguntem pra mim se consigo enfrentar o trânsito de Tóquio. Já contei aqui a proeza (pra não dizer cara-de-pau, mesmo) de guiar na metrópole. E até hoje fico pensando se pego o carro ou não pra ir até lá. Isso porque só pra ir até o centro de Yokohama de carro fico na dúvida.

Estão pensando que é fácil achar estacionamento, é?!

E vocês pensam que a história de hoje termina aqui? Em alguns dias tem a continuação neste mesmo blog.

Tuesday, July 15, 2008

Dia de Transferência

Até hoje, nunca esqueço uma piada que saiu não me lembro qual programa de TV, muitos anos atrás, que dizia que "salário é que nem regra de mulher: demora trinta dias pra chegar e dura cinco dias".

Existem várias formas de se definir "dia de pagamento". A clássica, pelo menos para mim, é "o dia de transferência" - transfere seu suado salário para pagar as contas do mês e fazer o possível para sobrar até o próximo pagamento, a não ser que você seja uma pessoa pra lá de esforçada e seja que nem loja de conveniência - trabalha 24 horas por dia, sete dias na semana.

Eu digo isso porque todo mês para mim é a mesma ladainha - mal recebo o salário e 70% já está comprometido: apertamento, contas de telefone, provedora, celular e do cartão. Minha sorte é que marido kinguio recebe no final do mês e chega a ser a salvação da lavoura, digo, da geladeira. Imagine se eu fosse sozinha.

Bom, se fosse sozinha, com certeza valor do aluguel do apertamento seria menor. Não que o apertamento que moro seja ruim, mas é muito caro e a gente já cogitou várias vezes de procurar um menor pelo preço menor ainda. O lado pior de se procurar um apertamento aqui, é ter que pagar a entrada três vezes o valor do aluguel e fora a comissão da imobiliária, sem contar também ter um fiador, o que dá uma dor-de-cabeça.

As contas do telefone, não tenho como tentar cortar. O telefone residencial, precisamos, por causa da provedora da internet. Sei que hoje não precisa ter uma linha residencial a parte para instalar a internet, mas como marido kinguio não possui telefone celular (e não quer nem que fosse de graça)... O meu celular, nem pensar em cancelar - acreditem, tenho só pra caso de emergência mesmo. E muita gente continua me chamando de pão-dura e não sei porquê. Será por causa de eu pagar a taxa mensal de ligações e internet e ter cerca de dois mil contos de ligações gratuitas acumuláveis por dois meses (e que a autora aqui quase nem usa tudo isso)?

De qualquer forma, dia de recebimento de salário é dia de transferência... pros outros!

Saturday, July 12, 2008

I Want My iPhone

No dia 11 de julho, o Meiji-Doori, próximo ao Omotesando Hills, a fila era quilométrica. Tinha gente que ficou acampando por dois dias. O que seria essa tal fila? Liquidação de roupas da Chanel? Bolsas Louis Vuitton a 99% de desconto?

Na-na-ni-na-nããããão!

Simplesmente o pessoal estava esperando na avenida, seja debaixo de chuva ou de sol, DOIS DIAS antes para garantir o novo aparelho-faz-tudo-inclusive-ser-um-celular da iPhone, da Maçã, vendido pela SoftBank.

Por mais que muita gente me diga que o aparelho faz-tudo e mais um pouco, eu ainda prefiro o meu Bravia modelo 2007 que troquei no ano passado (devido a um pequeno acidente com o NEC modelo 503 que me suportou por três fiéis anos)...

Thursday, July 10, 2008

Perigo: Liquidação à vista

Se existe uma coisa que antes eu nem dava bola e agora quase não perco uma (nem que seja só pra ver mesmo), é liquidação sazonal. Explicando: geralmente quase nas viradas das estações primavera/verão e outono/inverno e final de ano, todas - eu disse bem sim, todas - as lojas de departamento daqui botam tudo pra liquidar sem dó nem piedade... dos nossos cartões, calos e vida.

Já falei muitas vezes nos meus artigos que por mais que falo que "depois desta liquidação, a próxima never more", na liquidação seguinte, lá estou eu sendo estapeada, cotovelada, pisoteada pelas pessoas que resolveram tirar o dia pra fazer a mesma coisa. Até ir na liquidação que geralmente dura o mês todo, tudo bem, mas "vareia" os dias, puxa vida!

Seja como for, julho chegou e nos trens, estações, jornais e revistas, tevê e internet, as lojas chamam os fiéis consumidores a saber aplicar seu dinheiro ou seu cartão de crédito... nas liquidações, que dependendo da loja, pode conseguir até 90% de desconto. Sim, leram certo - 90% de desconto.



... e eu fui pra comprar um par de meias, juro!

Thursday, July 03, 2008

Estamos no verão... (mas que verão?)

Quando vim para cá, há uma década atrás, percebi que as estações do ano aqui são bem definidas. Quando entra o verão, logo o tempo fica quente com direito a pancadas esporádicas de chuva. Quando o outono chegava, logo o tempo ficava meio seco, as folhas ficavam marrons e já não dá pra sair de casa sem ao menos uma blusa de manga comprida a tiracolo ou já cobrindo o colo mesmo. E o inverno, então...

(Só pra avisar: eu cheguei aqui, entre o final da primavera pro verão.)

Meu primeiro verão em Hyogo, foi quente, mas não abafado como é na minha cidade natal. O verão lá, desculpem-me, mas não dá nem pra ficar em casa mesmo com o ventilador ligado. Ainda existe o horário de verão? Se é pra economizar energia, num baita calorzão desses, não tem como deixar o ventilador (ou ar-condicionado) desligado.

Voltando, o primeiro verão passei tão batido, que nem calor direito senti. Mas se estava fazendo calor, era aquele clima quente mas tolerável. Que não deixava a gente com a pele "melada", mas que precisava mais que dois banhos por dia, isso era certeza. Também... a gente aproveitava o dia bonito para andar de bicicleta por aí, pois onde eu morava, era quase tudo plano. Digo quase, pois nem tudo é perfeito.

Quando conheci marido kinguio no final do inverno pra primavera, mudamo-nos quase no final de outono para Kanagawa. De tanto que ele falava que Kanagawa era uma província próspera e com muitas novidades, acabei acreditando. De fato, ele estava certo, mas não sei se ele omitiu de medo ou esqueceu mesmo, ele não falou que o verão em Kanagawa - por ficar bem no mar - era um calor daqueles bem melequentos mesmo, que se ficar em casa e sair na rua diferença não fazia!

O primeiro verão em Kanagawa, eu quase tive um treco. Primeiro, que não gosto de calor em excesso e segundo, o calor em excesso me dá problemas de pressão. Baixa. Daqueles que eu fico mais mole que gelatina e fico parecendo uma lesma. Se quiserem me exterminar num dia destes, basta eu ficar no sol e alguém jogar sal.

Só que, de uns tempos pra cá, pouco vi o sol. O inverno durou até depois de março, a primavera tive de novo aquele kafunshoo maldito e chega em meados maio-junho minhas roupas tiveram que serem secadas dentro de casa, pois era só pôr pra secar na varanda e logo chovia.

Querem saber a verdade? Eu agora acredito no Efeito Estufa.