Saturday, August 30, 2008

Nem tudo está perdido

Nas últimas semanas de agosto, anualmente, na Nippon TV temos o famoso charity program "24 Hour Television", no qual no sábado e domingo uma personalidade (ou várias) participam de uma - literalmente - maratona com fins lucrativos, junto ao UNICEF. Seria ao equivalente no Brasil ao "Criança Esperança" e nos Estados Unidos o "Teleton", com enredos diferentes, mas com a mesma finalidade (no caso no Brasil, seria para o próprio país mesmo).

Muita gente diria que seria uma forma nada ortodoxa de se arrecadar fundos, melhor dizendo, usar a TV para "forçar" os telespectadores em geral para pôr a mão na consciência e doar alguma quantia para outros países menos favorecidos. Mas em cada loja de conveniência, supermercado, e outros lugares onde há demanda de pessoas, existe uma caixa de coleta. Doa-se qualquer quantia, não importa a nacionalidade (sim, cheguei a ver notas de dólares, libras, e até um real), mas a boa intenção.

Voltando ao programa que mencionei no primeiro parágrafo. O programa, criado em 1978, pela Nippon TV junto a UNICEF (na verdade, segundo o site oficial, era para comemorar os 25 anos da Nippon TV e suas filiais), começou modesto, mas com o mesmo tema "24 Hour Television Ai wa chikyuu wo sukuo" ou "TV 24 horas, o amor salva a Terra" mas cada ano o tema secundário muda mas com o mesmo propósito. Claro, os apresentadores quase são os mesmos, mas as personalidades principais, geralmente é alguém do meio artístico muito famoso (no Japão). Para levantar a audiência e a arrecadação, o programa dura quase que 24 horas sem sair do ar, com breves intervalos para o noticiário, e os programas regulares de sábado e domingo são inseridos de forma de interagir com o tema do programa anual.

Falando em personalidades famosas: no geral são aqueles que têm carisma e aceitação pelo público em geral. Há quem diga que os boy-bands japoneses são escolhidos porque "são mais uns rostos bonitinhos para vender discos" (confesso que eu, no início pensei assim). Meu pensamento foi por terra ao assistir melhor os programas de TV e ver que eles também pesquisam, estudam e convivem antes de colocarem no ar.

A maratona que dura 24 horas, foi criado em 1990. Geralmente a distância é de 100 quilômetros (vai dos estúdios da NTV até o Budokan, onde é transmitido - ao vivo - o programa). No ano que houve o terremoto de Hanshin-Awaji (o famoso "Terremoto de Kobe"), o humorista Kampei Hasama percorreu - em uma semana, excepecionalmente - 600 quilômetros, a distância entre Kobe e Tóquio (e também a arrecadação daquele ano foi destinada às vítimas do terremoto). E no ano passado, 2007, devido à idade do humorista e treinador de beisebol Tetsuichi Hagimoto, a distância foi menor.

Drama da vida real: na noite de sábado, é transmitido um filme baseado em fatos reais. Geralmente uma pessoa comum sofre de uma doença rara, acidenta-se e o enredo traz a lição de vida e que não se deve desistir diante de tanta adversidade. O deste ano, que consegui assistir, juro que me fez chorar (pra quem me conhece, sabe que eu choro por qualquer coisa), principalmente quando a filhinha, diante da doença do pai, diz para a mãe que "quero dar minha perna para o papai" (frase que dá ao título do livro que se baseou o filme). Um porém que não sei porque a NTV não lança os home video desses dramas para assistir, já que pode ter gente que não assistiu.

Um programa pode ser anual, mas fazer a caridade tem que ser a cada instante.

Home Page Oficial (em japonês)

Thursday, August 28, 2008

Mary Quant Addicta

Não era tão vaidosa assim até o dia que vim pra cá. Sabido dizer que aqui, mesmo se andar de cara lavada e de roupa básica, passa despercebido no meio do povo mesmo se estivesse usando uma fantasia de cenoura. Só que muita gente já tinha falado pra mim que a mulherada, no geral, leva cerca de meia hora para se produzir toda - desde lavar, tonificar, hidratar e se maquiar.

Pensei naquela época que comigo não ia dar certo. Se nem quando estava no Brasil eu perdia tempo de ficar passando cremes e maquiagem... tudo porque eu nunca acerto nas cores e nos produtos. E no tempo que estava lá, não tinha essa variedade como temos hoje.

Quero dizer melhor: como usar os produtos corretamente, pois cada mulher tem um tipo de pele diferente e qual côr de sombra, base, etc., combina melhor. Como eu pra esse tipo de coisa eu sou meio um zero à extrema esquerda, eu ficava - até um tempo atrás - na base de lavar o rosto com sabonete facial, um batom cor-de-boca e olhe lá.

Tentei usar os produtos, ao menos de lavar e hidratar a pele, da The Body Shop, mas mesmo usando continuadamente por um bom longo tempo, confesso: só os cremes pra quem está chegando nos "enta" parecem que pra mim estão dando resultado. Milagres não acontecem de um dia pra outro, claro. Ah, sim. O creme à base de leite para pele seca no inverno pra mim foi um alívio.

Comecei a usar os produtos da estilista inglesa Mary Quant quando uma ex-colega de trabalho com quem morei deu-me um esmalte dessa marca. Só comecei a comprar algumas peças de roupa ( com o indefectível logotipo da margarida estilizada de cinco pétalas) quando mudei-me pra Yokohama e comecei a trabalhar em escritório. Que isso tem a ver? Virei adepta do básico, e ao menos as camisetas que uso se não são brancas...

Da primeira camiseta mangas 7/8 branca com o logotipo quase no decote pra usar os produtos - leia-se cosméticos - foi um pulo. Estava meio cansada de ir trabalhar e ter que pegar condução todo santo dia e ver as moçoilas maquiadas e parecendo que mesmo com o calor esturricante, a maquiagem não derretia. Isso porque eu também já estava cansada da minha cara lavada.

Sabe quando você cria vergonha na cara e resolve dar uma olhada nos quiosques de cosméticos das lojas de departamentos e começa a estudar o que usar, como usar... Pois é, ano passado fiz isso. Só que a coragem de ir nos quiosques parou aí, pois tenho até hoje vergonha de ir num lugar desses, experimentar os produtos e está lá a consultora de beleza para lhe dar as dicas, que produto usar, essa côr ficou bem e... acabar não levando nada porque a lesada esqueceu de passar no banco e tirar uma reserva extra.

Afinal, produtos "de marca" baratos não são, mas conheço pessoas que se dividem em dois grupos: os que dizem que os produtos "de marca" são bons, por isso são caros e os que dizem que tanto faz, depois vai ter que tirar mesmo...

Num dia que parei pra pensar de que, como estou chegando na casa dos "enta", por que não investir um pouco na vaidade pessoal? Quando o inverno chegou, minha pele já pedia algo mais, pois só lavar, hidratar e aplicar creme já não estavam bastando nem pro meu ego. Parece soar muito vaidosa, mas é verdade. Fui na loja de departamentos e fui no quiosque da Mary Quant mesmo. Afinal, volta e meia eu comprava uma camiseta básica pra ir trabalhar (daí que mais da metade da gaveta do armário só se vê camisetas brancas).

Apesar do meu japonês meio tropegante, a mulher que me atendeu foi muito gentil, paciente e explicou-me como usar a maquiagem corretamente, que cores combinavam comigo, tipo de base (sim, o tal da foundation sempre foi uma verdadeira dor-de-cabeça pra mim: se fosse em pó, minha pele parecia que estava descascando, por isso que desanimei logo e nem experimentei a cremosa ou em gel), como espalhar adequadamente, o uso das sombras (nos olhos como os meus, quem nem a tal dobrinha tenho direito, por isso que, até então NUNCA usei sombra), batom...

Confesso: acabei por comprar quase a linha completa de maquiagem.

E os produtos para limpar e hidratar a pele? Como eu tinha os da outra marca, quem me conhece, sabe: enquanto eu não terminasse com aqueles, eu não iria comprar o novo, exceção feita para os cremes e máscara hidratante. Por isso demorei mais tempo para renovar a linha de limpeza.

Marquei hora no mesmo lugar onde "fiz o estrago financeiro" com a maquiagem e acabei por "fazer um estrago maior ainda" com os produtos de limpeza facial. Com a devida paciência da mulher que me atendeu ( e não foi a mesma quem me ensinou a como se maquiar adequadamente), a compra valeu a pena.

Agora, todo dia, ao acordar e antes de dormir, pelo menos meia hora levo para me preparar facialmente, pois se o dia todo a gente fica estressada, nervosa, com sono e cansada pelo dia-a-dia, ao menos nossa auto-estima fica em dia.

O único senão é que toda vez que vou na loja só pra ver as novidades, acabo levando alguma coisa de lá, se bem que as camisetas básicas da Mary Quant - mesmo sendo a estilista criadora da minissaia e referência dos anos sessenta - me salvam no dia que vou trabalhar e não sei que parte-de-cima usar.



Meu perfume predileto - Eternity - é mero detalhe.

Sunday, August 24, 2008

Respostas as "previsões furadas"...

Lembram-se do meu artigo sobre os jogos Olímpicos em Pequim e dei as minhas previsões furadas? Pois é, algumas das previsões eram mais do que esperadas, mas quem lembra do que eu havia informado, eis os resultados, pois hoje encerram-se os Jogos (que pra muita gente diria "ainda bem"):

1) Algum país do antigo bloco comunista vai ficar entre os três primeiros no quadro de medalhas. Estados Unidos é hors-concours. Os anfitriões, digo, os chineses ficaram, claro, no topo do quadro. Queriam o quê? Ou a maioria se esforça e traz alguma medalha ou acaba na lista negra pro paredão. Só que os outros dois, mais claro ainda, os EUA e... Rússia! Bom, ao menos não errei por tanto assim.

2) Cuba vai ganhar alguma medalha nem que tenha que ser - literalmente - no tapa. Não errei por muito também. Juro que no início eu pensei nas cubanas do vôlei feminino, mas acabou sendo um lutador de tae-kwon-do que não se conformou com o prata e tascou um golpe no próprio técnico...

3) Phelps, aquele nadador americano, vai querer bater recorde de tempo e de medalhas, igual ao australiano Ian Thorpe (quero ver ele conseguir repetir o feito com um peso amarrado na perna). Eita boca santa! Por que fui dizer isso? E o pior que ele vive a base de junk food como pizza. Ah, como se isso funcionasse mesmo. E não contente em bater o recorde e levar uma ou duas medalhas, levou OITO de ouro. Ainda sou a favor de fazer ele nadar da próxima vez com um peso de dez quilos na perna.

4) Nossos atletas brasileiros se darão melhor em esportes coletivos (leia-se vôlei, futebol...). Bom, a gente não pode acertar todas mesmo. Futebol? Eu torci pelo feminino. Voleibol? Também pro feminino (mais do que o masculino, mas vamos lá, eles também fizeram boa campanha, trouxeram alegria na tristeza). Mas outros esportes - sinceramente - eu não esperava mesmo. Bronze em vela (as mulheres novamente), bronze no tae-kwon-do (também uma mulher ), ouro no atletismo (mais uma vez uma mulher), sem falar na natação e judô (precisa mencionar que o segundo bronze foi uma mulher, primeira vez que acontece numa equipe brasileira?).

5) Não vai ser desta vez que os ginastas brasileiros vão conseguir levar alguma medalha, mas só do fato de terem ido a uma Olimpíada vale a pena. Também, com tanta falta de patrocínio e incentivo, força de vontade conta muito nessas horas. Sim, vide o que aconteceu com Diego Hypolito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa. Agora, o povo tem mais é que dar apoio moral (e financeiro, pois um esporte desses, sai muito caro) do que criticar porque não fez isso ou porque falhou naquilo.

6) Vai ter muito caso de atleta ter ingerido substância mais forte que manga com leite. Como se fosse novidade... E sabia que na China, cujo forte seria o uso de produtos a base de ervas milagrosas, 10% têm produtos proibidos pelo COI?!

7) Algum atleta africano vai ganhar em alguma modalidade que exija velocidade. Bom, maratona é uma delas...

8) O Japão vai levar medalha no judô, nem que seja de bronze mesmo. Foi mais do que óbvio. Ao menos bronze teriam que levar. Mas levaram medalhas em esportes, bem, nada populares como ginástica masculina, esgrima, softbol, keirin (ciclismo). Tá bom, o Kosuke Kitajima, nadador mais popular daqui levou três medalhas (sendo duas de ouro), bateu recorde e já anunciou aposentadoria.

9) Espera aí: peteca também virou modalidade olímpica? Ops, corrigindo - é badminton. E muita gente que foi ver os jogos, enfrentaram 40 minutos num ônibus de banco duro e chacoalhante pra assistir um jogo que dá mais sono que ópera sem sal. E muita gente queria que as partidas terminassem logo pra voltar pra casa - naquele mesmo ônibus, que ao menos parecia que era mais emocionante.

10) Vai ter um monte de protestos, ataques, boicotes... Se teve durante os jogos, os chineses fizeram um trabalho perfeito, pois tirando um atentado, nada foi falado...

As Brasileiras em Pequim

Thursday, August 21, 2008

O Dia que Tóquio parou

Ontem, dia normal para qualquer um, mesmo um calor de trinta a sombra, algo fez parar a estação de Shibuya (centro fashion de Tóquio). Ao sair da catraca para fazer a baldeação pro meu trabalho, não-sei-quantos (depois falaram de cem) policiais, câmeras de TV, filmadoras e os funcionários da estação avisando para tomar cuidado, etc e tal. Sem falar um sem-número-maior-ainda de traseuntes (pra não dizer "gente curiosa") com seus celulares-câmeras, câmeras e até filmadoras.

Seria uma pessoa tentando se matar? Uma celebridade trêbada? Quando vi alguns policiais com rede parecida com aquelas de caçar borboleta, já imaginei tentando resgatar algum animal silvestre que não fosse cão ou gato. Um guaximim ou um gambá, porque isso seria quase que normal aqui, mas a ponto de mobilizar mais de não-sei-quantos policiais...

Como tinha muita gente curiosa, bom, seria mais que natural de minha parte, principalmente, dar uma espiada. Como enxergar era meio difícil, perguntei a um senhor que estava lá o que estava acontecendo.

Eis o motivo abaixo(do Mainichi, jornal on-line em inglês que costumo ler todo dia):




Mais notícias do ocorrido:

Mainichi Shimbun (em inglês).
Até no Estadão!

Agora vão me perguntar: e você não tirou uma foto? Bem que tentei, mas sabem como é câmera de celular: uma definição excelente que quando mostrei ao pessoal, disseram que "bom, tem algo em cima da placa"...

Thursday, August 14, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: The Police - "Message In A Box"



Pra muita gente que eu conheço, o cantor Sting era "aquele cara doido que andou com o Raoni pra cima e pra baixo" quando foi ao Brasil. Mas muita gente não sabe que Sting era 1/3 do trio britânico-americano "The Police".

O "power-trio" era formado pelo baixista já citado Sting, pelo baterista americano Stewart Copeland e pelo guitarrista Andy Summers. Formado em 1977 em Londres em plena época do movimento punk e new-wave, onde o "faça-você-mesmo" era o lema das bandas. Três acordes e pronto, estilo de grupos tais como Sex Pistols, Clash, Ramones.

O nome do grupo veio por parte de Copeland - o pai pertencia ao CIA. E começaram como toda banda iniciante que se preze - em lugares de procedência suspeita, abrindo shows para gente mais suspeita ainda. Eram os anos 70 e tudo valia - desde o rock pesado, passando por baladas, discoteca, glam rock (que seria hoje o "visual-kei" aqui no Japão).

Como conseguir contrato com uma grande gravadora: uma fita demo, visual nada convencional (os três tiveram que tingir o cabelo de loiro) e... um certo "Q.I." por parte do irmão de Copeland, que coordenou o grupo até o fim, em 1983. A gravadora A&M Records (a mesma que rescindiu o contrato dos Sex Pistols) aceitou o trio. Mesmo que um dos primeiros sucessos do trio falava de um rapaz que amava uma prostituta e queria tirá-la dessa vida (qualquer semelhança com o sucesso do Odair José - "Eu Vou Tirar Você Desse Lugar", é mera coincidência).

Apesar da conservadora rádio BBC não quis pôr a música no ar, o single vendeu bem. E o segundo single - "I Can't Stand Losing You" - falava de suicídio, já começando pela capa - um cara enforcado devido ao cubo de gelo ao qual estava em pé ter derretido com o calor de um aquecedor elétrico. Pra aparecerem em programas musicais de TV, foi um pulo só. Na metade dos anos 70, com o movimento punk que surgiu o "faça você mesmo", surgiram bandas que tinham lá influências do punk mas não agressivo que poderia ser, como Talking Heads, Blondie, e os já citados The Clash e Ramones.

Voltando ao Police: se o primeiro álbum "Outlandos D'Amour" vendeu bem, o segundo álbum "Reggatta De Blanc" dá pra se notar para que rumo o grupo acabou indo - entre a "new wave" com ritmo de ... reggae. Dúvidas? Ouçam a faixa-título, "Message in a Bottle" e "So Lonely". E pensam que a história acabou por aí?

Os shows, acreditem, eram feitos em lugares que (quase) nenhuma banda de rock que se preze iria, como Tailândia, Cingapura, Hong Kong. Pois o trio foi. Gravar um PV (promotion video) dentro de um metrô lotado em Tóquio? Fizeram, sim. E promoviam o maior arranca-rabo entre uma turnê e outra? Sim, os três - por trás dos bastidores - chegavam a sair no tapa mesmo. Mas isso não impediu de fazerem cinco álbuns de excelente qualidade.

O box-set "Message in A Box" traz, além dos cinco álbuns na íntegra ("Outlandos D'Amour", "Reggatta de Blanc", "Zenyatta Mondatta", "Ghost In The Machine" e "Synchronicity"), algumas faixas inéditas e o booklet contendo a história do grupo. Uma pena que não traz as letras.



Do tempo que o Sting era legal e ninguém sabia.

Friday, August 08, 2008

Dia de sorte

Dizem os chineses que o número 8 dá sorte. Na grafia arábica ( o que usamos hoje) significa o infinito. Não é à toa que os chineses escolheram o dia 8 de agosto de 2008 para ser a data de abertura das Olimpíadas da Era Moderna.

Assisti a abertura via celular mesmo, ainda bem que troquei o meu. Até chegar em Yokohama, consegui ver as delegações do Japão (com a mesa-tenista do momento Ai Fukuhara ) e do Brasil (o grande Robert Scheidt, da vela ) entrarem no Ninho de Pássaro.

Só que devido ao meu horário desregado, mal dá pr'eu acompanhar pela TV. Tem que ser pela internet via noticiário mesmo.

Mas lá vai minhas previsões (meio furadas) desta Olimpíada:

1) Algum país do antigo bloco comunista vai ficar entre os três primeiros no quadro de medalhas. Estados Unidos é hors-concours.
2) Cuba vai ganhar alguma medalha nem que tenha que ser - literalmente - no tapa.
3) Phelps, aquele nadador americano, vai querer bater recorde de tempo e de medalhas, igual ao australiano Ian Thorpe (quero ver ele conseguir repetir o feito com um peso amarrado na perna).
4) Nossos atletas brasileiros se darão melhor em esportes coletivos (leia-se vôlei, futebol...).
5) Não vai ser desta vez que os ginastas brasileiros vão conseguir levar alguma medalha, mas só do fato de terem ido a uma Olimpíada vale a pena. Também, com tanta falta de patrocínio e incentivo, força de vontade conta muito nessas horas.
6) Vai ter muito caso de atleta ter ingerido substância mais forte que manga com leite.
7) Algum atleta africano vai ganhar em alguma modalidade que exija velocidade.
8) O Japão vai levar medalha no judô, nem que seja de bronze mesmo.
9) Espera aí: peteca também virou modalidade olímpica? Ops, corrigindo - é badminton.
10) Vai ter um monte de protestos, ataques, boicotes...

Quem conseguir assistir, bom divertimento.

Como se dirige na "cidade grande" - Parte 2

Quem consegue (ter a paciência de) acompanhar este sítio, sabe que eu pra guiar aqui no Japão, não basta ter a carteira e o carro, tem que ter mais do que vergonha na cara e paciência oriental (só tenho o oriental nesse caso): tem que ter nervos de aço. Como diria marido kinguio, estaria exagerando, mas se um dia quiser dar umas voltas comigo, providencie seguro de vida ou deixe o mesmo com os pagamentos em dia.

Exageros à parte, têm dias mesmo que tenho uma baita duma preguiça de pegar o carro e sair, com motivos já citados ad nauseaum, mas na hora que precisa mesmo, não tenho como dizer não. Engraçado que quando estava na terrinha eu pegava todo dia o carro pra subir e descer as ladeiras da cidade onde morava e não reclamava. Mamãe agradecia quando eu a levava para o mercado, para o clube...

Sabe o que é? Na verdade, se eu tivesse um carro compacto, até que não ia ter tanta preguiça assim, mas ter um 525, fico com medo de acertar a retaguarda na hora de estacionar. Tá, espelho retrovisor tem pra ver o que tem atrás, mas do lado esquerdo do motorista, o espelho lateral automaticamente abaixa e não tem como desativar. Quem andar comigo um dia, vai entender o mecanismo dessa lancha, digo, carro.

Quem já viu o carro, sabe o quanto uma pessoa de metro e meio como eu às vezes apanha ao guiar um carro destes. Parece que fica desproporcional, mas depois que volta e meia vejo cada catatau dirigindo aquelas vans maiores do que o normal, e minha ex-professora de língua japonesa nos tempos de Kaisei, também da mesma altura que eu, dirigia um Land Cruiser, não digo mais nada.

Mas depois de um ano e pouco com o carro, aos poucos a gente se acostuma, mas ainda continuo com receio de errar a entrada de uma rua e não conseguir manobrar depois. Por causa da retaguarda do carro que é maior que minha tanajura. E o medo de acertar o carro e doer o bolso depois. Prova de que eu vivo errando caminho, foi hoje ao ir para o centro de Yokohama (sim, moro em Yokohama, mas é afastado do centrão, que tem o Minato Mirai, Landmark Tower e outras atrações) e errei pela terceira vez o caminho pra ir a loja de departamentos. E pra ir embora estava quase indo pra Kawasaki.

Navegador de bordo tem pra quê??? Se estivesse atualizado, a gente conversa depois.

A história ainda não terminou, pessoal. Ainda neste blog, o talvez desfecho emocionante desta odisséia.

Friday, August 01, 2008

Agosto, mês de Desgosto?!

Sempre assim: começa o ano e eu sempre prometo que vou fazer isso assim ou assado mas chega em agosto, acabo é fazendo esturricado. Prova maior disso é o meu sítio: em janeiro vou com a corda toda, postagem quase que diária. Daí março entra, o tal do ano fiscal japonês, meu trabalho aumenta e o sítio desanda e só não fica com teias de aranha porque, bom...

Faço o possível para ter tempo disponível para manter este sítio vivo, se tem gente que visita, nunca parei pra pensar em pôr um contador. Melhor não. Como divulgar um blog? O meu está em dois sites até onde sei, mas comentário que seria bom pro ego, nicas de pitibiriba.

Agosto chegou e estamos no ano olímpico. Esperamos que nossa Pátria traga ao menos alguma medalha e mais do que isso, que nossa Pátria não se resume ao futebol. Apesar que desde que me conheço, toda Olimpíada, nosssa Pátria se dá bem em esporte coletivo, mas vai me surpreender se ganhar medalha (seja de bronze, até) em esportes que não temos tradição alguma, como ginástica ou esgrima.

E falando em ginástica, vou duas vezes por semana na academia e só. O que me mata ultimamente está sendo coincidir tempo e trabalho. Depois de março, volto a dizer: meu ritmo de trabalho-casa-offtime desandou de uma forma que nem agendando funciona direito mais.



O Ninho do Pássaro, onde será palco dos Jogos Olímpicos da Era Moderna