Monday, September 29, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: The Monkees - "Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd."



Quando o quarteto The Monkees resolveram dispensar (no sentido amplo da palavra) o produtor que só lhes explorava mas nunca deixava eles provarem ao mundo que "sim, sabemos tocar e somos músicos de verdade" (pra quem estava em Marte e chegou agora, o grupo The Monkees foi criado para fazer uma série de TV como "resposta" americana aos britânicos Beatles, e os dois primeiros álbuns, embora tivessem muitas músicas boas, infelizmente não eram os próprios que tocavam), das duas, uma: ou o grupo afundava ou ia sair uma grande surpresa.

Acertou quem disse a segunda alternativa. Em maio de 1967, o álbum "Headquarters" surpreendeu a todos, inclusive para aqueles que achavam que o quarteto americano não ia conseguir fazer nada (se quiserem depois eu faço a resenha deste álbum também). Se na metade dos anos 60, a psicodelia já tomava conta do mundo, então imaginem o resto. Podemos dizer que foi a época mais criativa para muita gente de grande quilate (traduzindo: Beatles, Rolling Stones, Beach Boys...), e foi a época que muitas bandas surgiram (e logo depois sumiram, sem antes deixar registro no arquivo musical).

Claro que para os Monkees também não ia ser diferente. Se em "Headquarters", os quatro tomaram conta da produção, dos instrumentos, das músicas e até quem poderia participar, o álbum seguinte também seguiu quase a mesma trilha. Digo quase, porque a maioria das músicas não eram compostas pelos quatro. Mas mesmo assim não tirou o mérito e esforço do grupo e hoje o álbum é tido como um dos melhores.

"Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.", de 1967 traz doze faixas (são treze, mas tem uma vinheta que não sei se eu conto como faixa ou não), com temas bem variados, inclusão de um sintetizador Moog (sim, os Monkees foram os primeiros a usar), e que poderia competir com os álbuns "Sgt. Pepper's..." dos Beatles, "Their Satanic Majesties Request" dos Rolling Stones e "Pet Sounds" dos Beach Boys. Digo poderia se não fosse o currículo anterior de terem sido chamados de "banda pré-fabricada".

Ah, sim. Pra quem não entendeu a capa, trazendo o desenho dos quatro (sem os rostos) no meio de flores coloridas, poderia dizer que os Monkees queriam ser conhecidos pelas músicas e não pelos rostos conhecidos na TV (mas dá pra reconhecer os quatro pelos pequenos detalhes - a fivela do cinto de Peter Tork à esquerda, os anéis de Micky Dolenz, o gorro de Michael Nesmith e a estatura de Davy Jones); as flores significando o movimento "paz e amor" e o colorido, bem, era 1967 e vocês esperavam o quê?

O título nada mais nada menos são os signos do zodíaco dos quatro: Peixes (Dolenz), Aquário (Tork), Capricórnio (Nesmith e Jones).

As músicas:

1 - Salesman: cantada por Michael Nesmith, a música quase foi censurada no episódio "The Devil and Peter Tork", por se tratar de substâncias ilícitas. Seria dizer que seria um cara que vende tudo o que a pessoa quiser.

2 - She Hangs Out: estilo início dos anos 60, com Davy Jones na voz principal, que fala para alguém ficar de olho na irmã que pode ser que esteja aprontando alguma...

3 - The Door Into Summer: inspirado em um livro do mesmo nome. Bem pra lembrar o entardecer em uma praia. No verão, claro.

4 - Love is Only Sleeping: tido como uma das melhores músicas do álbum e não soa datada apesar da instrumentação da época.

5 - Cuddly Toy: composta e tocada no piano por Harry Nilsson (que foi amigo dos Beatles também).

6 - Words: cantada por Dolenz, com backing vocal de Tork.

7 - Hard to Believe: tentativa (meio bizarra) de imitar o estilo de João Gilberto e Tom Jobim. Quem disse que é o Davy Jones tentando cantar em ritmo de bossa-nova, acertou.

8 - What Am I Doing Hangin' Round: Michael Nesmith não nega as raízes (é de Texas) e traz uma música no estilo country misturado com ritmo mexicano contando uma história de amor de um cara que vai até o México atrás da amada mesmo não sabendo falar nada de espanhol.

9 - Peter Percival Patterson's Pet Pig Porky: segundo Peter Tork, esse trava-línguas (que omite a letra "p") é de domínio público. Sabe aquela "she sells shells in shellshore"?

10 - Pleasent Valley Sunday: a mais conhecida do álbum, composta pela dupla Carole King e Gerry Goffin e cantada por Dolenz. Notem o final instrumental.

11 - Daily Nightly: mais conhecida por ser a primeira música na história a usar um sintetizador Moog (e depois usada ad infinitum por bandas de rock progressivo), a música fala sobre o incidente ocorrido na época, então famosa, discoteca "Pandora's Box".

12 - Don't Call On Me: cai muito bem como fundo musical de cafeterias do estilo Starbucks, no cair da noite. Ok, não exageremos, mas bom pra relaxar.

13 - Star Collector: Também composta por Carole King e Gerry Goffin, mas cantada por Jones. Uma grande ironia sobre fãs. Também usa o sintetizador, muito bem feito para encerrar o álbum.

Saturday, September 27, 2008

Sim, aqui também tudo é diferente

Na minha infância, adolescência e até uma década atrás, ouvia direto que "ah, mas japonês é tudo igual". Só fui me convencer de que japonês não é tudo igual quando vim morar aqui.

Certo que eu fui morar primeiro numa cidade que tinha mais hatake (plantação de arroz) do que gente, mas quando fui passear em Osaka, minha nossa, quanta diferença. E quando assistia aos programas de TV para me acostumar? Os artistas com aqueles cabelos de cores diferentes, sotaques diferentes... E teve gente meio desavisada que disse-me que "ah, mas artista é assim mesmo, faz moda".

De fato eles fazem mesmo, tanto que muita gente quer ser como seu ídolo e por aí vai, por isso que hoje eu falo e até tenho como provar que japonês não quer ser igual a todo mundo. Quer ser diferente, se destacar, nem que seja pintando o cabelo de rosa ou andar com uma jaca pendurada no pescoço.

Mas também quando falo de ser diferente, também me refiro aos costumes e culinária. Tem um programa que passa às quintas, sobre personalidades que nasceram em tal província e seus costumes. Sim, cada província tem sua peculiaridade, mas o desta semana me surpreendeu um fato que eu, você e seu vizinho conhecemos: o costume de colocar pilha dentro da geladeira para aumentar a durabilidade da mesma.

Quem for para Osaka e perguntar o que tem dentro de sua geladeira, dez entre dez vão responder "pilha" e o motivo "para aumentar a durabilidade".

Só que na entrevista com um dos responsáveis de fabricação de pilhas de uma marca, já foi taxativo: não tem sentido fazer esse tipo de coisa. Portanto...

Thursday, September 25, 2008

Os Top-Top dos Mais Adorados no Japão - Versão 2008

Já comentei aqui que a dita revista feminina "an-an" (que compro pelos motivos de maquiagem, dieta e Masaharu) ano vai e ano vem, faz uma lista dos 30 homens mais queridos no Japão. No âmbito de artista, esporte, cultura. Só que todo ano eu falo que um dia vou mandar um monte de hagaki (cartão postal), congestionar a net, mas nunca consigo porque, como disse, só compro essa revista de vez em nunca.

Pois bem, a lista deste ano (não lembro se ano passado eu postei, mas se não, desculpem-me mas também não mudou quase nada), quase nenhuma novidade mesmo. Só um ou outro que não estava na lista do ano passado entrou este ano.

Por 15 anos consecutivos, esta revista mencionada faz a seleção via opinião das leitoras (bom, leitores também), e por 15 anos consecutivos, o primeiro lugar sempre vai para...



Sim, ele mesmo. Takuya Kimura, do grupo SMAP. Daí todo mundo vai me perguntar (o que não é raro, eu mesma também fiz a mesma pergunta): "O que ele tem de especial?!" Bom, o danado tem carisma, faz sucesso, qualquer novela que ele faz a audiência levanta, mesmo vestido de mulher na paródia do filme "Sex and The City" no semanário SMAP X SMAP, mesmo casado com a Shizuka Kudo e com duas filhas a tiracolo. Acho que mesmo se por quarenta anos ainda tiver essa enquete, ele vai continuar no topo.

Não digo se é por 15 anos consecutivos também, mas de muito tempo pra cá, o vice-campeão de audiência feminina, também não é novidade (mas eu juro que este ano eu pensei que ele fosse tirar o Kimura do trono): Masaharu Fukuyama. E olha que ele já está chegando na casa dos "enta" e continua firme e forte (e bonito).



O genro que toda mãe queria ter. Isso consta na sub-pesquisa: "Que homem você quer pra casar?" Taí a resposta...

O terceiro lugar, pra mim, isso sim, foi surpresa: Jin Akanishi (do grupo KAT-TUN), e eu pensava que era o Junichi Okada (do V6, agora faz comercial de câmeras da Sony).



E eu confundo - juro! - com o Kazuya Kamenashi.

Bom, amigos deste sítio, vamos lá que a fila tem que andar. Eis a lista geral deste ano. E entre parênteses, a posição que ficaram no ano passado (exceto se tiver um "-" significa que é a primeira vez), cuja lista eu não publiquei.

1 - Takuya Kimura (1)
2 - Masaharu Fukuyama (2)
3 - Jin Akanishi (8)
4 - Jun Matsumoto (5)
5 - Masahiro Nakai (3)
6 - Tomohisa Yamashita (14)
7 - Shingo Katori (6)
8 - Junichi Okada (4)
9 - Jun Oguri (19)
10 - Tsuyoshi Kusanagi (11)
11 - Kazuya Kamenashi (10)
12 - Goro Inagaki (9)
13 - Satoshi Tsumabuki (7)
14 - Sho Sakurai (21)
15 - Koiichi Domoto (15)
16 - Kazunari Ninomiya (18)
17 - Eita (26)
18 - Tomoya Nagase (16)
19 - Hiroshi Tamaki (24)
20 - Ryu Nishikido (22)
21 - Touma Ikuta (-)
22 - Kenichi Matsuyama (-)
23 - Hideaki Takizawa (12)
24 - Tadayoshi Ogura (27)
25 - Mokomichi Hayami (17)
26 - Teppei Koike (23)
27 - Hayato Ichihara (-)
28 - Hiroki Narumiya (28)
29 - Keisuke Koide (30)
30 - Haruma Miura (-)

Agradecimentos ao Wikipedia Japan pelo menos pra traduzir em hiragana os nomes em kanji, ufa!

Tuesday, September 23, 2008

Nada de novo, mas...

Bom, só pra não deixar este sítio ficar às moscas, porque eu sei que tenho fãs assíduos que freqüentam esta casa de pobre mas limpinha, estou somente avisando que, se caso não quiserem ficar clicando mês-a-mês e saber o conteúdo (vide a coluna "Pra Relembrar (ou Não)"), pode acessar a coluna ao lado esquerdo chamado: "Procura Rápida pra Caracóis", que cada item contém textos relacionados ao tema.

Ainda estou atualizando pois ter quase trezentos posts (ou mais) dá trabalho...

Saturday, September 20, 2008

A Semana que Passou

A semana passou, e eu achei que demorou pra chegar ao sábado: tudo porque não costumo ter folga na segunda-feira e trabalhar na quinta-feira, dia da minha real folga.

Não fui ao Yokohama Akarenga ver Gilberto Gil e Kazufumi Miyazawa (The Boom) na faixa porque passei mal. Tive três dias para passar mal e tinha que ser na segunda-feira da minha folga.

Vendo noticiário daqui: se já tivemos a onda do leite adulterado, dos doces com validade expirada, do frango com gripe, da carne embargada, das verduras superfaturadas, não faltava mais nada - arroz empesticiado!

Os quatro dias que trabalhei, voltei tão tarde pra casa que nem pra atualizar este sítio prestei. E olha que uma das coisas da minha lista a fazer no começo do ano era tentar postar diariamente aqui. Agora perguntem se dá.

E agora que percebi, o verão se finda, o mês de setembro também e com isso o final do ano se aproxima. E daí? Chego a conclusão que este ano meio que sinto que não fiz nada de novo. Eu acho.

Friday, September 19, 2008

Frases Ilustradas




Encontrei essa e muito mais no Pega no Meu Blog.

São frases e ditados populares ilustrados por um outro blogueiro e artista plástico Ceó Pontual, que possui um blog também, o Frases Ilustradas.

Dá uma olhadinha nos dois sítios que valem muito a pena!

Sunday, September 14, 2008

Tentando pôr a casa em ordem

Nos dois sentidos. Este sítio e meu apertamento. Já é difícil eu conseguir três dias seguidos de folga (por isso que hoje, só pra constar, fez um tempo ruim de doer), imagine quando o primeiro dia, você dorme até tarde e só lembra de tentar arrumar o apertamento pra lá de quatro da tarde.

Começou na quinta-feira (curiosamente, postei sobre sumô e a renúncia do Yasuo Fukuda mas não falei das Torres Gemeas pois isso já é dito e noticiado ad nauseaum nos jornais de todo o canto do mundo), quando fui na liquidação no Pacifico Yokohama. Tá, vocês hão de me dizer que "reclama que apanha lá mas bem que você vai" ou "você é masoquista mesmo", mas desta vez foi diferente.

Não fui na seção de roupas, sapatos, bolsas e outros acessórios porque isso eu tenho do ano passado e quem me conhece sabe que em liquidação nunca encontro o sapato que eu quero e quando encontro nunca é do número que calço; roupa tem que ficar experimentando, e calças só encontro pra quem tem 20 quilos a menos do que estou hoje; bolsas então... preço por preço, eu prefiro comprar no preço normal mesmo, sem ter que ser estapeada (isso porque bolsa pra mim, uso até quando durar mesmo - tenho uma preta que uso pra ir trabalhar que já dura pra mim três ou quatro anos, não me lembro).

Fui na seção de... utilidades domésticas. Sim, sabe seção de toalhas, acessórios pra cama, mesa e banho? Então, fui direto pra essa seção sem pestanejar. E olha que encontrei cada coisa maravilhosa... Mas pratos e copos não comprei porque primeiro não preciso, segundo mesmo se precisasse, pra levar de volta pra casa seria um martírio (fui de trem e não de carro) com medo de quebrar.

A vantagem dessas liquidações que desta vez não levei tanta cotovelada e empurra-empurra pois na seção da Tokyu Hands (onde se vende de tudo para quem é "do it yourself") quase a mulherada não ia passar por lá. Só na hora de pagar (fila única) e ir pegar o trem de volta é que levei sacolada na cara...

Agora, falando em pôr ordem nesta casa, eu vos digo: ontem já comecei a destruir as faturas de telefone pagas de dez anos atrás. Sim, eu confesso: mudei-me três vezes de casa e as contas de ligações para o Brasil, tv a cabo que possuia (e já cancelei devido meu decodificador ter pifado), do celular cujo número também já cancelei, da provedora de internet foram comigo. Tudo bem se fosse de cinco anos atrás (dizem que é o prazo máximo de armazenamento), mas sabe quando é de EXATAMENTE DEZ ANOS atrás?

Então, resolvi criar vergonha na cara e picar tudo mesmo. Via picador de papel que comprei na Tokyu Hands, pra não deixar vestígios de identidade, endereço, números ligados... Isso porque marido kinguio já me disse: se você tivesse conta atrasada, já teria vindo uma carta avisando!

Bom, então como até agora nunca recebi, mesmo tendo-me mudado três vezes de casa (e quando mudei-me, logo no mesmo dia já avisei a provedora de internet, do telefone residencial, do celular que o novo endereço é esse)...

Depois é ver como os móveis ficariam posicionados, mas aí é outra história...

Saturday, September 13, 2008

Listas

Desde que o mundo é mundo, as listas sobre qualquer coisa nunca vão acabar. Temos listas pra tudo: desde vestibular até supermercado. Até esse sítio volta-e-meia aparecia com uma listinha dos "n" mais favoritos de quem vos posta, depois parei não lembro porque, acho que foi preguiça ou esquecimento mesmo, ou porque como eu faço parte do time de que opinião muda a cada dia, esse negócio de lista nunca dá certo mesmo.

Costumo sim, ler artigos sobre listas feitas por tal revista baseada na pesquisa de leitores, ouvintes, consumidores. Se às vezes sou influenciada por isso, confesso que às vezes sim. Se for por base de que se nove entre dez pessoas disserem que um restaurante é bom, o preço compensa, vou lá e vejo se é verdade. Agora se for por base de que se nove entre dez pessoas disserem que sorvete de gergelim preto faz bem pra pele, estou fora, porque como gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu...

Sobre música, leio sim. Certo que na Rolling Stone, NME, Mojo Magazine e outras semelhantes, costumam pôr os (eternos) Beatles ao menos no top cinco de alguma coisa, mas leio pra ver se tem algum outro artista que eu possa ao menos ter a curiosidade de ouvir.

Bom, eu não tinha visto até então, um top 100 de álbuns mais arco-íris em toda a história da música pop (opiniões variadas desde a música em si, até pela atitude de quem canta...).

A notícia aqui e o site aqui. Aconselhado para quem quer ouvir sem preconceito(*), pois está tudo em inglês. Então, se não entender, pegue o dicionário, use o tradutor, peça pro seu amigo que fez aula de inglês...

Ah, sim. Vai clicando em "Next" no site para ver os cem álbuns pois não cabem tudo numa página só, né? Tem que ter as fotos, comentários...




(*) Nome do álbum que também está nesta lista, do George Michael.
(**)Tá, eu sei que David Bowie teve uma época de que ele disse numa revista que era bi, se maquiava, usava vestido e salto alto, mas até hoje não sei se era pra aparecer mais, se era pra vender mais ou se estava tão doidão que nem ele sabia mais o que estava fazendo. Mas eu gosto das músicas dele.

Thursday, September 11, 2008

Uma Caixa de Surpresas

Os leitores assíduos que lêem (mas comentar que é bom, só quando me encontram) este sítio que só não cria teia de aranha porque aqui a gente é pobre mas é limpinho, pediram e estou de volta. Sabe como é vida de quem mora em Yokohama e tem que trabalhar quase uma hora (de trem). Chega na véspera de folga - cataplof! - quer roncar até sabe lá que horas.

Só que no meu caso, mesmo no dia de folga, o mais tarde que consegui dormir foi até uma hora. Da tarde, claro.

Bom, vamos lá que a fila tem que andar.

Como disse o personagem Forrest Gump, do filme homônimo, "a vida é uma caixa de bombons, você nunca sabe o que têm dentro", essa frase pra muita coisa que aconteceu encaixa muito bem. Pelo perdão do trocadalho.

Primeiro, eu até então achava que o sumô fosse esporte muito sério. Apesar que desde que estou aqui, a maioria dos yokozuna são estrangeiros. Há de convir que hoje só vira sumotori por amor ao esporte mesmo (quem seria capaz de passar a adolescência ganhando peso e usar o mawashi?), mas a grande maioria são estrangeiros. Lembram do Akebono e do Musashimaru, que eram de Samoa e Hawaii? E agora, temos o Kotoshuu (Bulgária), Hakusho (Mongólia) e Asashoryu (idem).

No ano passado, Asashoryu fez a maior confusão de ter pedido dispensa dos campeonatos (os mais importantes) alegando problema de saúde. Bom, pra ter mais de cem quilos, o colesterol deve estar gritando bem como as juntas pra agüentar tanto peso, mas ir à terra natal e participar de um jogo de futebol... Ao menos deveria ter dito que "me dispensa por duas semanas que preciso ajudar meu povo". Acho que pegaria menos mal.

E também o caso de espancamento e morte de um dos iniciantes do esporte. Mal o jovem resolve ingressar, é espancado até a morte e o pai só descobriu porque achou estranho o filho morrer de repente e quererem cremar logo.

Agora, três lutadores (russos) terem sido pegos com a erva que passarinho não fuma, aí a situação ficou mais queimada do que negativo mal revelado. E também muito história ficou mal-contada. Logo que pegaram um, por descuido de ter perdido a carteira com os documentos e inclusive um pacotinho suspeito, resolveram fazer como nas Olimpíadas: exame antidoping pra todo mundo.

E mesmo assim dois irmãos foram pegos com vestígios da erva em dois exames de urina. Em laboratórios diferentes, já que no primeiro exame, quando deu positivo, acharam que tinha complô...

Depois deram a desculpa de que não conhece, nunca ouviu falar, "fumei mas não traguei"...



Para entender melhor:

Exame antidoping dá positivo (Uma amostra, maiores detalhes vão acessando os links conforme após a notícia).

Adendo: mal começou setembro e era uma vez um Primeiro-Ministro. Em menos de um ano, Yasuo Fukuda, agora ex-Premiê, pediu demissão. E em plena noite do dia Nacional de Prevenção de Desastres Naturais.

Sabe o mais engraçado? Neste mesmo dia, a gente estava comentando sobre mudança de governo e o futuro que poderia nos reservar, mas confesso que na hora que a gente comentou, estávamos voltando pra casa e nem sabíamos que na mesma hora, Fukuda já estava pronunciando a própria demissão...

Yasuo Fukuda renuncia.

Thursday, September 04, 2008

...e o verão se finda

Quem me conhece, sabe: eu não sou tão fã de verão assim, não. Explico melhor: para pessoas que têm problema de pressão baixa, verão é uma das piores estações do ano. Muito embora verão significa sol escaldante, tomar o dobro da quantidade de líquidos, consumo de sorvete aumenta, eu detesto calor. Não dá pra ir trabalhar de camiseta de alcinha (mesmo se pudesse, eu morro de vergonha), pois no trabalho, bem, não é lugar pra isso nem mesmo no casual day; transpiro pior que um leitão, e mesmo usando camiseta branca, daquelas básicas, eu continuo passando calor.

No verão, em casa, o consumo de sorvete triplica (e depois eu vivo reclamando que engordei), o consumo de água e chá gelado idem (aí vou ao banheiro de hora em hora). O pior é que não durmo direito mesmo com o ar condicionado ligado full time (eis as vantagens de se morar pelo sistema pague tanto e use quanto quiser), o corpo fica grudento (as desvantagens de se morar a meia hora de Enoshima) e vivo de cabelo preso (ninguém manda querer deixar o cabelo crescer, agora toma).

As músicas de verão, pelo menos por aqui, falam de sol e praia. Amores de verão que duram até a última ressaca e noites estreladas com luar. Se bem que existem amores de verão que duram por muitas e muitas ressacas e ultimamente as noites estavam nubladas com direito a festival de relâmpagos ocasionais.