Friday, October 31, 2008

Hoje, a noite da Grande Abóbora

Muito bem, leitores, sejam crianças boazinhas para que a Grande Abóbora traga doces e brinquedos para vocês!


Se você sofre de miopia, clique na figura pra ver em tamanho maior.

Divirtam-se na Noite das Bruxas!!

Thursday, October 30, 2008

[Discoteca Básica do Empório]: "The Rolling Stones - Singles Collection : The London Years 1963-1971"


Se os Beatles, nos anos 60, eram tidos como "o grupo que toda mãe queria ter como genro", os Rolling Stones eram - até injustamente - "o grupo que toda mãe queria que ficasse longe de sua filha". Tudo porque o quinteto não era aquele padrão de beleza, viviam em confusões e a música, bem, a música dos Rolling Stones, no início de carreira, vinha direto da raíz do rock - o blues.

Claro que se falar dos Rolling Stones, haja editor de texto, pois mesmo depois de quarenta e seis anos de estrada, o grupo (agora quarteto) continua na ativa (em todos os sentidos da palavra, digamos), apesar dos boatos que vão parar com shows (só pra lembrar: somando as idades dos quatro, chega a 300 anos, isso porque antes dos quarenta, Mick Jagger, o líder e frontman do grupo, disse que não teria sentido cantar "I Can't Get No Satisfaction". Bom, ele está com sessenta e cinco anos e continuava cantando...). E se fosse fazer uma biografia do grupo, talvez teria que ser em volumes, tal como a Enciclopédia Brittanica...

Voltando ao assunto: "Singles Collection..." nada mais, nada menos seria mais um "Best of...", porém o filé mignon está no conteúdo da caixa: três discos com quase sessenta músicas lançadas na maioria somente em compactos e lados B dos compactos que fizeram mais sucesso, no período de 1963 a 1970, quando os Rolling Stones estavam na gravadora Decca (a mesma que recusou os Beatles de início de carreira, mas reza a lenda que, quem indicou o quinteto a essa gravadora foi... George Harrison).

O título do box-set enganaria muito desavisado, achando que era o período que o grupo fazia sucesso em Londres, mas London era a subsidiária da gravadora Decca que fazia a distribuição dos singles nos Estados Unidos, era uma confusão nos anos 60 que até a discografia inglesa e americana saía totalmente diferente, fazendo com que muita gente comprasse o disco de ambas as discografias, mas com títulos diferentes e com quase o mesmo conteúdo (às vezes mudavam a ordem das músicas).

Lançado em 1989, o box-set logo se esgotou. Nem sei se chegou a vir ao Brasil, pois quando ouvi pela primeira vez, foi de um amigo meu, fã do quinteto, que conseguiu via outro amigo que foi "pro estrangeiro" e trouxe pra ele. As músicas mais óbvias como a citada "Satisfaction", "Lady Jane", Jumpin' Jack Flash" fazem parte da caixa, mas quem poderia imaginar que teriam os blues da raiz mesmo como "I Want to Be Loved", "Come On" ou "Little Red Rooster"? Ou "I Wanna Be Your Man", composta e dada de presente por John Lennon e Paul McCartney?

O primeiro disco traz o período de 1963 a 1965, com o blues e início da "pauleira" rock, como "The Last Time" (primeiro numero 1 do grupo) mas encerrando com a balada "As Tears Go By", gravada também pela Marianne Faithfull, na época namorada de Jagger.

Já o segundo disco, começa os anos da psicodelia, como "Paint it Black", "Mother's Little Helper" (aquela em que a dona-de-casa é viciada em calmantes), a infame "Let's Spend the Night Together", "We Love You" (que traz John Lennon e Paul McCartney nos backing vocals), "She's A Rainbow". Ah, sim. E as pauleiras "Jumpin' Jack Flash", "Have You Seen Your Mother Baby..." e "19th Nervous Breakdown".

O terceiro disco, já no final dos anos 60, o especial "Rock and Roll Circus" que ficou inédita até então, a saída e morte misteriosa de Brian Jones, a entrada de Mick Taylor, traz as inéditas "You Can't Always Get What You Want" (do especial, com direito a coral gospel), "Memo From Turner" (a primeira incursão solo de Jagger); as roqueiras "Honky Tonk Women", "Street Fighting Man" (é inesquecível o verso: "que um pobre cara pode fazer/ na monótona Londres/ a não ser tocar em uma banda de rock") e aquela que todo mundo jura que fizeram pacto com o "coiso", "Sympathy for the Devil" com direito a batucada e tudo o mais.

Uma pena que faltou a mais infame ainda "Gimme Shelter", título que deu ao documentário do show ao vivo em Altamont (famoso por ter os (in)seguranças que mataram um espectador na frente do grupo).

E como já diziam eles próprios: "I know, it's only rock and roll and I like it".

Leiam também da mesma categoria:

The Beatles - Live at the BBC
The Monkees - Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
The Police - Message in a Box
Southern All Stars - Ballad 3: the album of LOVE
Carpenters- From the Top 1965-1983

Sunday, October 26, 2008

Chamam-me de esquisita...

... porque eu gosto dos Beatles, Rolling Stones, Carpenters, Monkees, Southern All Stars e Masaharu Fukuyama, músicos que pouca gente conhece e se conhece, bom, gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu.

... porque estou quase chegando na casa dos "enta" e mantenho na minha mesa de trabalho porta-lápis, mousepad, memorando e até minha xícara do Snoopy.

... porque não fico trocando de celular como se troca de roupa. E ainda argumento que, celular foi feito para fazer e receber ligações. Tá, receber e-mails também. E quando eu troco é pra durar mesmo.

... porque quase todo dia trago almoço de casa.

... porque meu marido não tem, não quer e odeia telefone celular. E quando digo que ele não tem, não quer e odeia, porque ele não quer ninguém torrando os pacovás, escuto o impropério de que meu marido não é romântico.

... porque de programas de TV do Brasil ainda gosto do Programa do Jô.

... porque agora virei quase ecologicamente correta: carrego minha própria sacola de compras e meu próprio copo para tomar café nas cafeterias. Além de contribuir - nem que seja um pouco - com a ecologia, economizo de 30 a 50 ienes no cafezinho.

... porque tenho marido muito bonzinho. E eu tenho a fama de ruim.

... porque eu prefiro um yakiniku tabehoudai (pague e coma o quanto quiser) a um restaurante "de nome" caro pra dedéu e a comida mal tapa buraco do dente.

... porque eu ainda gosto de desenho animado "das antigas" mesmo estando quase chegando nos enta.

... porque, enquanto muita gente já anda como o iPhone e só agora ouço minhas músicas prediletas no iPod. De segunda geração.

... porque eu prefiro alugar DVDs na minha locadora predileta, ganhar desconto, acumular pontos do que ficar "downloadando" na internet.

... porque eu tenho a cara-de-pau de ter e usar os "point-cards" para quase tudo.

... porque eu e meu marido kinguio temos o hábito (economico, por sinal) de ir ao mercado faltando uma hora para encerrar o expediente e conseguir quase tudo pela metade do preço. Ou até 90% de desconto. E isso não significa que o produto esteja vencido, e sim, pro consumidor levar mesmo pois seria o último.

... porque sei mais das notícias daqui do que na minha terra natal. Será que porque eu levo muito à sério um velho ditado "Em Roma, faça como os Romanos"?

E o creme de la creme: ninguém se conforma por eu ter uma BMW 525 de seis anos atrás no estacionamento de casa e não tenho bolsa de marca (tá, tenho da agnes b., mas alguém aí conhece?), não uso roupa de marca (MQ a gente encontra entre o barato e mais ou menos caro), ando com aquele mesmo relógio (também, só tenho esse), meu celular é de dois ou três modelos atrás, meu PC é semi usado mas (ainda) funciona, não tenho anel da Tiffany ou Cartier e meu óculos de sol é um simples e discreto modelo da agnes b. (olha ela de novo).

Caramba, será que nasci em Marte e eu não sei?

Saturday, October 25, 2008

Nossos Desastres Culinários

Não parece, mas sempre que possível passo um bom tempo na cozinha. Isso quando os fatores vontade + disposição + fome se unem e não tem jeito mesmo. Confesso que, tem dias que a preguiça bate e, no meu caso, ver se marido kinguio faz o jantar do dia e almoço do dia seguinte. Isso se a preguiça não bater nele também.

Já disseram que é fácil saber se alguém andou cozinhando: basta ver o fogão. Em casa, dá pra perceber mesmo, pois se tiver vestígios de gordura e algumas batatas perdidas, sinal que alguém andou cozinhando (no caso marido kinguio). Se estiver limpo e cheirando a essencia de laranja, fui eu quem acabou usando e limpando depois.

Agora, se estiver limpo demais, anota aí: sábado a noite, casal foi jantar fora.

Claro que ninguém é 100% expert na cozinha e a comida sai aquela maravilha. Já tive meus desastres culinários, assim como você, seu vizinho, o chef daquele restaurante caro e chique que você frequenta. Como eu sempre digo, se a gente fosse 100% perfeito, o mundo seria sem-graça.

Já li casos de que esturricaram pão de queijo congelado, assaram peru com os pertences ainda dentro do plastico, erraram tempo maximo permitido de estourar pipoca em microondas. Mas eu também já...

1) ... esqueci de cozinhar direito a massa de coxinha. Resultado, a iguaria ficou tão dura que se jogasse na parede, faria um buraco nela. Consequencia do fato: fico pensando dez vezes se volto a fazer a iguaria novamente.

2) ... errei no ponto de sal. Isso todo mundo já fez. Mas no meu caso foi pra menos. Estou tão habituada a usar pouco sal devido meu pai evitar o máximo possivel até hoje o uso do condimento. Resultado: carne saiu sem tempero. Porém, teve uma vez que o efeito foi contrário: minha estrogonofe saiu tão salgada que marido kinguio acabou com dois litros de água em uma hora. (Antes que me perguntem se eu não provo antes, a resposta é não.)

3) ... fiz ratatouille faltando ingrediente. Fui experimentar fazer essa iguaria francesa (não, não foi por causa do desenho!), por ter berinjela e abobrinha em casa dando sopa. E cadê que não tinha tomilho em casa? E tinha que ser fresco. E onde eu iria encontrar ainda mais aqui? Já não encontro nem mandioquinha... Resultado: foi sem tomilho mesmo e sei lá se ia alterar alguma coisa. Ao menos estava gostoso.

4) ... fiz estrogonofe com leite mesmo. Creme de leite é algo que eu não encontro em qualquer mercado. Exceto o "nama kurimu" que seria similar, mas tem consistencia tão aguada que viraria sopa. Usei leite no dia que fiz a iguaria. Resultado: esqueci que marido kinguio é intolerante a leite puro e a consequencia melhor nem comentar aqui.

5) ... meio que desisto de fazer bolo. Não sei porque, mas meus bolos desandam. A gente segue direitinho a receita, faz como ensinaram na aula de culinaria, na hora de desenformar... o negocio afunda no meio. Se tiver sorvete em casa, o jeito é cavocar o meio e fazer bolo de sorvete. Pega menos mal.

6) ... esqueci de peneirar a farinha. Isso quando fiz bolo mesmo. Dizem que farinha peneirada, alem de deixar a massa mais fofa, elimina certos vestígios que naturalmente podem haver. Resultado, a massa saiu com algumas pelotas de farinha crua...

7) ... cozinhei batata a ponto de quebrar dente. Ou de literalmente derreter na boca. Acho que depois dessa, não precisa dizer mais nada...

Que estão rindo? Atire a primeira panela quem nunca errou até fritando um simples ovo.



Eis um exemplo de como fazer macarrão, pizza, tentar cortar uma cebola...

Voltou!!!

O blog e o gadget da Midori-san voltaram.
Agora, contribuam com a ecologia e dê luz para ela.
Ah, e não esqueçam de passar no restaurante em Kamakura quando forem pra lá e visitá-la.
Ela vai agradecer muito.

Thursday, October 23, 2008

Em manutenção

O site da plantinha Midori-san está fora do ar.

Espero que seja temporariamente.

Portanto, hoje não dá pra dar luz para ela (o gadget que está no lado esquerdo deste sítio sumiu).

Sunday, October 19, 2008

Como ser um projeto de barista

Meu consumo compulsivo por café chegou ao ponto de querer saber como se faz de forma... como nas cafeterias. Sabe como é: café feito na cafeteria com café feito em casa, tem uma grande diferença. Podem achar que não, mas é verdade. Tive que confirmar isso com meus próprios olhos. Digo, olfato e paladar.

Pra dizer a verdade, já faz desde o ano passado que penso em aprender as técnicas de como se faz um bom café, mas sempre me faltava uma coisa ou outra: quando eu tinha tempo (leia-se dinheiro) o curso era no dia que eu tinha que ir trabalhar; e quando eu tinha tempo (no sentido de espaço ocioso), faltava uma semana para receber a cebola mensal e não tinha nem a casca pra se virar.

Mas no começo deste mês, dei um basta e disse comigo mesma: eu faço o curso nem que seja pra trocar folga com alguém (coisa meio difícil, mas...), nem que fosse em Hokkaido. Tá, não exageremos. Pesquisando em cafeterias conhecidas daqui, descobri que em Yokohama mesmo uma cafeteria de grande rede nacional (e internacional) promove cursos de "como se fazer um bom café".

Mandei o e-mail e recebi de volta confirmando. Domingo? Dia de minha merecida folga. Só o horário que, convenhamos, teria que acordar um pouco mais cedo que o de costume, mas se é pra passar duas horas agradáveis, vale a pena.

Existiam várias coisas que não sabia. Quem pensava que era apenas botar a quantidade "a olho" de café e jogar água fervente em cima e pronto, assim como eu fazia até então, está enganado.

- A água não deve ser fervida, e sim aquecida a 96 graus no máximo para não acabar com o oxigênio da mesma e alterar drasticamente o aroma e gosto do café. Pra não errar, quem tem aquele "pooto denki" ou aquela garrafa elétrica de esquentar água, ela já deixa na temperatura ideal. Agora, se mesmo assim não gosta de água esquentada com medo de ter vermes ou coisas parecidas, aconselham-se o uso de água mineral. Qualquer uma. Não precisa ser "de marca".
- A cada 200 ml de água, 10 gramas de pó de café. Na dúvida, compre aquela colher de medidas, não custa tão cara assim.
- Antes de colocar o coador de papel no lugar apropriado, coloca-se um pouco de água quente como se estivesse "filtrando" o café. Agite a jarra, como se fosse dar uma lavada e descarte a água.
- O coador de papel, dobram-se nos lugares apropriados mas nunca na mesma direção, e sim um contrário do outro.
- Depois de colocar o pó no coador, dê algumas batidinhas para não deixar o pó "empelotado".
- Coloque água quente o suficiente para cobrir rasamente o pó e deixe por um minuto.



- Coloque o restante da água de forma circular até dar a quantidade certa (se fizer 500 ml de café, são 25 gramas do pó e por aí vai).
- Não adoce ou incremente o café diretamente na jarra (eu tenho a mania de fazer isso).
- Antes de servir, dê uma misturada no café segurando pela própria jarra.



Como se faz "French Espresso"

Eu não sabia, mas para fazer aquele café expresso, o tipo da moagem do pó é bem mais... rústico. Como é feito sob pressão (literalmente), se o pó for de moagem mais fina, além de sobrar borra no final, fica terrivelmente amargo.

No final, além de degustar e saber como se faz café tradicional, café expresso e "one drip" (vai mais pó e menos água), a cafeteria te presenteia com produtos da própria loja - café moado, licor e biscoitinhos.



Ah, tá. Esqueci de mencionar a cafeteria, mas não ganho cachê por isso, mas visite aqui e vá em uma das lojas da rede tomar um expresso ou um honey milk latte (o favorito da autora que vos escreve).

Thursday, October 16, 2008

Todo mundo bloga. Até as plantas.

Eu tenho este sítio há quase dois anos (tive um outro, mas sumiu e perdi tudo), mas antes disso frequentava blogs de outras pessoas, lia, às vezes comentava, muitas vezes ficava só na leitura mesmo.

Gente famosa bloga. Gente anônima também. Plantas então...

Epa! Pára tudo! Eu disse plantas blogam?!

Navegando na internet, na página principal do Yahoo!, tinha um artigo chamado... "Salsinhas também blogam" e fiquei curiosa. Como uma planta pode ter um blog? Eu pensei que era uma pessoa que tinha uma plantinha de estimação e queria fazer um blog dedicado a ela, como muita gente faz de seu ídolo, de seu cachorrinho, de peixinho... Quando li o artigo, o negócio era sério.

Leia o artigo e frequente o site da Dona Midori (ou seo Midori, já que "san" é usado tanto pra homens ou mulheres, vai depender de que estiver lendo, e não esqueça de clicar na coluna da direita para dar luz para ela. Mas se souber bem japonês, leia a página oficial, pois a tradução, bem, seô gugol fica a desejar.


O layout do local e como funciona o sistema de Midori-san.

A planta gentilmente agradece se dar uma luzinha pra ela.

Agora, se a planta (ah, esqueci de dizer, é uma espécie que parece que só tem aqui, com folhas em forma de coração) manifesta seu estado de humor através do sistema desenvolvido por Kuribayashi, só estando lá pra ver mesmo.

Ah, sim. A planta fica dentro de um "Donburi Cafe" (donburi é um prato típico daqui e muito fácil e simples de fazer: numa tigela funda, temos arroz e por cima verduras, legumes, carne... o que você quiser. Do tipo, comida bem rápida, mas chique!) e fica em Kamakura (Província de Kanagawa), cidade histórica e turística.

Como a cidade fica ao lado de onde eu moro, em um dia desses vou dar uma passada nesse café e visitar a Midori-san. Pra acreditar também o negócio funciona? Também, né.

Leia mais sobre Midori, neste site. Está em inglês, mas parece ser mais levado à sério.

Falando em blogs, blogueiros e blogados, eis alguns blogs que a autora aqui recomenda (mesmo tendo alguns ao lado), e se deixar algum comentário, eles atenciosamente agradecem e não esqueçam de dizer que encontraram aqui (ou se me encontraram, favor citar a fonte, pois eu mando um agradecimento de volta. Viu como eu sou boazinha?).

Cafe Tres: De minha amiga de longa data desde o Brasil, Kazue, e só descobri que ela está a uma hora e tanto de minha casa quando consegui contato com o irmão dela. Já fez de tudo um pouco e agora tem uma cafeteria no coração de Setagaya (Tóquio) com direito a feijoada e pão de queijo e passando por doces artesanais, sem conservantes. Já fui e estou devendo uma nova visita, mas frequento o site dela que encontrei na busca do seo gugol. Está em japonês, mas os bolos e doces que ela faz são de encher os olhos e atiçar a Catarina.

Leo, Luria e Karina: Leo me aguenta todo santo dia (exceto quintas, sábados e domingo de minha folga) no trabalho, mantém o sítio dele regularmente atualizado, quando tem algo surpreendente e esquisito que acontece com ele e que pode acontecer com você também. Ora, coincidências acontecem, oras. Para ler without prejudice, a não ser que não goste de que coisas estranhas podem acontecer...

Luria é prima de uma grande colega de trabalho. Veio pra conhecer o país e sabe lá quando ela volta. Depois de um ano jejuando e contando fatos inusitados com grande bom humor, ela está com o seu sítio em dose dupla. Não falei que um ano ela ficou de jejum? Desde julho deste ano, ela continua aprontando - no sentido saudável da palavra - das suas com o marido Diogo a tiracolo. Um ótimo guia para casais em terras estrangeiras e saber conviver - com bom humor - as gafes do dia-a-dia.

Karina era uma jornalista de Minas que resolveu de mala e cuia ficar dois anos no Japão para conhecer melhor o país. Sabe a mesma história que eu também contava que eu ia ficar dois anos? Pois bem, os dois anos da Karina viraram quatro anos, e através de dois blogs dela, conta o dia-a-dia no país e seus costumes, estranhos e surpreendentes para quem não é descendente, como ela. Até o final do ano, ela estará no site comemorativo do Centenário. Depois ela volta no Meu Japão é assim... Só que eu comento no blog dela e ela responde, mas eu encontrar com ela pra trocar umas idéias que é bom...

The Daily Panic: Webzine sobre tudo sobre cultura, conselhos e avisos. Minha coluna favorita é "Ask Peter Tork", onde o ex-Monkees responde e-mails de pessoas comuns sobre tudo o que é assunto, principalmente sobre conselhos e comportamento (acreditem, de música quase ninguém pergunta), pois para quem não sabe, Peter passou por um tratamento contra o alcoolismo e se orgulha de ter superado esse problema e passa a experiência para outras pessoas.
Ah sim, ele é bom músico também (quando ele vem ao Japão com a banda de blues fazer alguns shows?).

Tuesday, October 14, 2008

As Notícias meio mal-contadas...

Semana passada a Bolsa de Valores mundial despencou horrores. Dólar aqui em baixa e no Brasil em alta. Pessoas acham que o mundo vai acabar, foi assunto a semana toda em todo o mundo, sem exceção.

Mas para quebrar o gelo e não ficar falando a mesma coisa a semana toda, aconteceram alguns fatos que ao menos os noticiários tiveram o que contar.

Dieta das bananas: Quem ultimamente estava indo ao mercado, quitanda comprar uma penquinha de bananas, teve uma bela surpresa: cadê as bananas? Sumiram de repente!! Crise no mercado por causa da queda da Bolsa? Estavam contaminadas por pesticida? Que nada. Depois que um senhor emagreceu 13 quilos em seis meses comendo banana com água toda manhã, e ainda mais uma cantora emagreceu em uma semana a base desta dieta, as bananas sumiram do mercado. E quando a gente encontra, o preço se encontra inflacionado.
Eu diria que, se essa dieta realmente funcionasse, o Vale do Ribeira ia ser o maior polo fornecedor de bananas do país.

Desde que estou aqui, quando divulgam que comer ou beber isso ou aquilo emagrece sem perder as vitaminas, o produto some do mercado por um bom tempo. Aconteceu com o leite em pó, soja fermentada...

A Erva que Passarinho Não Fuma: Um ator conhecido aqui, foi preso por posse de erva, pó e outras substâncias suspeitas. Só que o mais estranho é que a vizinhança não desconfiava que o morador do último andar de um prédio de apartamentos num bairro nobre de Tóquio, além de consumir, cultivava a erva como se fosse uma samambaia na varanda de casa. O cheiro não denunciava não?
Seja como for, uma das coisas é provada: vizinhos daqui não se metem na vida alheia. Exceto se forem pressionados a informar.

Isso sim, é história mal-contada: Um empresário daqui, de férias nos Isteites, tem a esposa baleada na cabeça e ele mesmo leva um tiro na perna. A mulher morre um ano depois e o viúvo desabafa na TV dizendo que Los Angeles é a cidade mais violenta do planeta. Vinte anos e mais um pouco depois, o tal viúvo é preso e mandado de volta a cidade onde ocorreu o incidente, envolvendo amante, seguro de vida milionário e algumas coisas a mais.
No dia seguinte à chegada na delegacia para interrogatório no dia seguinte, o acusado é encontrado morto, enforcado na cela.
Diria que a história está mal contada pois para quem chegou tranquilo na delegacia para interrogatório e depois se enforcar... Ou realmente o cara tinha mesmo culpa no cartório.

Monday, October 13, 2008

No céu circular com Diamantes?!

Quando ouvi pela primeira vez "Lucy In The Sky with Diamonds" dos Beatles via desenho "Yellow Submarine" na sessão da tarde por volta de 1983 ou 1984, nunca tinha passado na minha cabeça que por trás da melodia bonita e do vídeo colorido tinha muita história e lendas urbanas.

Eu não tinha ainda comprado o disco (sim, CD mesmo só fui saber o que era quando eu estava quase nos "inta") "Sgt. Pepper's..." para entender melhor a letra, pois minha paixão pelos Beatles estava no começo. Aí ficou por isso mesmo, até que comprei e felizmente a letra veio.

Até o primeiro verso - "Imagine um barco no rio..." tudo bem, mas depois de passar por árvores de tangerina e céus de geléia... A ficha não caía, até que um tempo depois e muito livro e revista dos Beatles fazendo parte na estante de casa, é que fui entender o que a letra significava. Aí que vem a dúvida entre a lenda urbana e verdade: as iniciais do título "Lucy in the Sky with Diamonds" seria a sigla para o ácido lisérgico, algo que muita gente andou tomando pra viajar (no sentido metafórico da palavra) e expandir as idéias... Mas John Lennon jurava até a morte que a música foi baseada num desenho que o filho dele fez de uma amiguinha que se chamava Lucy. Então tá, a gente finge que acredita.

Mas que a letra foi baseada nos delírios de uma viagem após tomar ácido, ah isso foi.



Um dos melhores momentos da animação "Yellow Submarine".

Falando em céu: Jimi Hendrix, aquele guitarrista que botou fogo literalmente na guitarra, já pedia licença pra beijar o céu. Mas quem iria imaginar que existiria um céu circular?!



"Circle Sky", a música mais "pesada" dos Monkees, extraída do filme "Head" e inclusa cenas da Guerra do Vietnã. Querem algo mais forte do que isso?

Wednesday, October 08, 2008

Curiosidade inúteis, pílulas de papo-furado ou como ter assunto num dia monótono

Ou melhor ainda: assuntos aleatórios dentro e/ou fora da mesa do bar

Por trás das vaquinhas decoradas da "Cow Parade" que acontece no ano todo em vários países, existe um sem-número de patrocinadores e entidades filantrópicas. Além de novos artistas, e deixar a sisuda e movimentada Tóquio mais colorida e alegre.

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O bom de outono é que o tempo fica mais agradável. Mas detesto dia de chuva. As tais galochas fashion? Não, obrigada.

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Falando de música: preciso fazer um upgrade urgente. Deve ter muito artista bom com músicas agradáveis e eu devo estar perdendo. Quem mandou a locadora que ficava na saída da estação de casa fechar? Ah, maldita preguiça que vou falar viu...

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E falando em upgrade, preciso criar vergonha na cara e trocar meu PC. Com pouca memória e às vezes travando, significa que está na hora de comprar um novo. E quem me conhece, sabe: se é pra comprar um novo, que seja bom pra durar por um bom longo tempo (odeio coisas que duram pouco. Como meu MP3 que durou comigo apenas seis meses e terei que dar um jeito de me livrar dele. Detalhe: comprei zerado.).

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Falar em seriados antigos ou desenhos antigos. Confesso que pra mim, dependendo, não dá certo. A maioria do pessoal que eu conheço tem 2/3 da minha idade e já estão me chamando de velha na cara-dura quando eu falo que miacabo de rir com o episódio das Cataratas do Pica-Pau.

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Sabe o lado bom das novelas japonesas? Dura uma temporada, tem doze ou treze capítulos, é semanal e não fica enrolando o enredo e enchendo linguiça. O lado ruim: a audiência levanta só quando o Takuya Kimura protagoniza alguma novela mesmo sendo um enredo duvidoso (eu disse que nesse ponto é ruim, porque as outras novelas ficam sem audiência alguma).

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Caros leitores, como faço pra divulgar este sítio? Colocar nos classificados? Ser cara-de-pau e me inscrever no Yahoo! Posts? Frequentar blog de um ou outro e colocar meu link? No Pega no Meu estou lá, podem conferir!

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Sim, fui ver e tirei algumas fotos da Cow Parade em Marunouchi. Duvidam? Queriam que eu montasse em cima delas e parar nas primeiras páginas dos jornais como "nikkei doida pensa que as vacas são de verdade"? Bom, aí a audiência deste sítio subiria. Ou não...

Saturday, October 04, 2008

Como se dirige na "cidade grande" - Final (?)

Quem acompanha regularmente este sítio (nota: preciso urgentemente divulgá-lo pra ver se ganho mais fãs ou desafetos, que seja, e parar na blogsfera ou no Yahoo! Posts, quem sabe virou blogueira famosa, mas aí já estou apelando muito demais, quem puder me dar uma idéia legal, exceto aqueles apelativos: frequenta o meu blog ou te mato, eu agradeço), sabe que tenho carro mas dirigir todo dia que seria bom, não o faço. Primeiro não tenho condições tão boas assim de ir Yokohama-Toquio de carro todo santo dia, a começar, vocês sabem o quanto está o preço da gasolina hoje? E depois pagar uma passagem de ida-e-volta pra dez horas de estacionamento, fora o pedágio... Não, não dá mesmo. Segundo, já contei o drama que passei quando resolvi - do nada - ir de casa em Yokohama até meu trabalho em Tóquio em pleno dia de folga.

Olha, pra quem na terrinha a "cidade grande" que já peguei pra guiar foi meio-dia em Sampa e ainda tive a coragem de me perder no Butantã, dirigir em Yokohama até que a gente acostuma, mas quando vai pra área metropolitana de Tóquio, a história é bem outra.

Dizem que o trânsito em Tóquio é tranquilo, basta ter paciência pois os japoneses são oito ou oitenta - ou eles são calmos demais ou eles resolvem literalmente passar por cima. Eu digo isso porque um dia dirigindo em Tóquio já senti o drama. O medo de errar e parar numa rua sem saída, ou numa contra-mão e levar uma multa (isso sim, dói o bolso) era maior do que dirigir no sentido literal da palavra.

Que nosso carro bem, chama a atenção, nunca neguei. Uma vez, fui para o centro de Yokohama de carro. Na rota principal, batida policial. E olha que não estava correndo. Rotina, claro. Só o guarda me olhava de um jeito como... "não acredito que você dirige um carro desses". Isso no que dá ter metro e meio de altura e o carro, bem, quem viu a foto dá pra se ter uma idéia do que estou falando.

Era a mesma coisa que no tempo que era recém-habilitada e pegava a Rondon pra ir a Bauru e toda vez que passava na guarita da Polícia Rodoviária, a maioria eu era parada. Achavam que não tinha carteira. Bom, com vinte e poucos anos que tinha quando tive meu primeiro carro, ninguém me dava mais que dezoito anos (hoje eu dispenso comentários).

Querem saber a verdade por que às vezes não pego o carro no dia de minha folga? Eu não tenho paciência de ficar procurando lugar pra estacionar e ter que pagar só pra beter perna numa loja de departamentos e quase não levar nada. E olha que são poucos os lugares que você não precisa pagar para estacionar.

Se bem que ir ao supermercado a história é outra.

Thursday, October 02, 2008

No Food, No Drink, No Life



Todo ano, quem está inscrito no Seguro-Saúde da empresa onde trabalha, é intimado a comparecer na clínica para um check-up geral. Claro que como a gente está pagando, ops, tendo o valor do seguro descontado mensalmente no salário, tem que ter algum benefício. Como pagar mais barato pra se divertir na Tokyo Disney, pagar metade do preço em onsens e até mil ienes por vez que vai dar uma malhada na academia.

Isso inclui exame médico anual. O que eu detesto.

Calma que eu explico melhor: sei que a gente precisa cuidar da saúde, não cometer excessos e toda aquela história que eu, você, seu vizinho sabe. Mas o meu motivo de eu detestar tanto esse exame médico anual (Kenko Shindan), é a hora de tirar raio-x do estômago. Algum leitor já fez esse exame em sua vida? Se já, contem suas experiências no post que a gente divide o drama também. Só se o exame que vocês fazem não seja o mesmo que eu faço, mas imagine tomar um granulado feito soda e depois um líquido branco que lembra mistura de cal com leite de magnésia (atenção: não pode nem pensar em arrotar)e ficar deitado numa mesa que o médico vira e você vai junto.

E pra tirar tudo aquilo de dentro? Quem disse purgante, acertou.

Ah, o outro lado ruim de fazer exame médico e ficar mais de doze horas sem comer nem beber. Só um golinho d'água pra não ficar no seco. Tudo bem, tudo bem, até pra doar sangue, fazer exame de qualquer coisa, não se pode se empanturrar de macarronada nem alface, mas se a clínica ficasse a alguns passos de casa, era uma coisa, mas quando se fica a uma hora de casa via trem...

Depois de passar uma bateria quase completa de exames (digo quase porque não fiz o exame que a mulherada diz "abre as pernas, fechem os olhos e seja lá o que Deus quiser", mas eu não precisava porque este ano tive que fazer duas vezes por fora!), o lanchinho foi fundamental (café, banana e pão com manteiga e/ou geléia), mas lembra do raio-x do estômago que falei há pouco?

Mal cheguei na estação e eu tive que ir correndo ao primeiro banheiro que tivesse dentro da loja de departamentos que tinha lá. E pior que hoje foi assim até eu chegar em casa.

Ainda bem que eu estou de folga. E que esse exame é anual, mas dependendo do trauma pode se tornar bianual.