Tuesday, July 14, 2009

Hábitos que a Gente Adquire (ou Perde) com o Tempo...

(Adendo: estou tentando mexer nessa coisa chamada twitter, por isso que só tem um teste.)

Estando aqui há mais de uma década, existem hábitos que outrora eu tinha, que acabei perdendo mas houve outros hábitos que acabei adquirindo. Que são bons ou não, vai de cada um. Não, eu não estou mais roendo as unhas, um dos (péssimos) hábitos que consegui tirar de vez. Se a unha quebra, vai na lixa mesmo.

Point-card: o primeiro a gente nunca esquece... Já falei, e quem anda comigo, sabe que, se o lugar aceita aqueles cartões de fidelidade de tal loja, ou da rede pertence a esse cartão, eu já faço uso, peço pra acumular ou usar os pontos. O primeiro que eu tive, era de uma rede de lojas somente na região de Kansai (leia-se Osaka, Hyogo...) pro sul abaixo. Sem saber, eu tinha acumulado o suficiente para uma boa compra de supermercado, se é que me entenderam. Daí pra ter esses point-cards foi um pulo só. Se abrir minha carteira, vai ter cartão de tudo o que é loja, supermercado... Numa dessas, um dos cartões que eu utilizo, eu costumo receber mala-direta deles via e-mail do celular e, um belo dia, numa promoção, eu ganhei - sem saber como é que eu consegui, nem lembro se eu tinha mandado um e-mail de volta - 10 mil pontos para serem utilizados em compras nas lojas da operadora do cartão...

Novela sem enrolação, lenga-lenga, curto e grosso: Nunca fui de assistir novelas enquanto eu estava no Brasil, mesmo porque desde meus quinze anos, sempre tinha o período da noite sempre ocupado. Calma, que eu explico: eu estudava o Magistério de manhã e o curso técnico em Administração à noite. Quando entrei na UNESP, meu curso também era a noite. Depois que me formei, enquanto não arranjava trabalho na minha área ( o que demorou três anos...), eu resolvi lecionar... numa escola noturna. Agora explicado porque novela brasileira eu nunca acompanhei nenhuma completa nem no período de férias (mas o programa do Jô Soares que era tarde da noite eu não perdia). Quando vim pra cá, dividi um apartamento com mais três mulheres, as quais não perdiam um dorama (novela japonesa). O bom das novelas japonesas é que o enredo dura três meses e em doze capítulos. Um por semana. O ruim era que dependendo da novela, eu tinha que esperar a semana toda para saber o que aconteceu. Só que, depois que mudei-me pra Yokohama, meu hábito de noveleira japa meio que estacionou, devido ao horário doido que eu tenho no meu trabalho: chego em casa quase onze da noite! O que me salvou desde novembro do ano retrasado, foi eu ter trocado meu aparelho celular (por livre e espontânea pressão acidental...) por um modelo que tem TV. Ao menos às segundas dá pra assistir o programa "SMAP X SMAP"...

Happy-hours: Eis um dos hábitos que eu tinha toda semana quando estava no Brasil. Toda quarta era de lei onde eu trabalhava: depois do trabalho, seis da tarde, todo mundo no bar para comer vários aperitivos e... cerveja. Além de jogar conversa fora. Depois que vim pra cá, os happy-hours ficaram cada vez mais esporádicos. A última vez acho que foi no aniversário da Dona Luria... depois de nem lembro quantos meses atrás!

Cinema: Também conta teatro. Aqui, dá pra contar nos dedos quantas vezes fui ao cinema daqui. O meu problema é falta de paciência, pois dependendo, às vezes consigo ingresso mais barato (comprando antecipado, pegando cinema às quartas...), e eu perdi o costume de ir ao cinema duas vezes por mês como eu fazia no Brasil. Nem que eu tivesse que ir até outra cidade pra assistir. Se perguntar se ando locando filmes aqui, bom, isso vira outra história...


Coisas de "mulherzinha": Leia-se uso de saia, maquiagem e salto alto. Eram itens que no Brasil eu só usava em extrema necessidade. Depois que comecei a trabalhar em escritório, tive que rever todos os meus conceitos. Passei a usar saias, mesmo no inverno. Hoje, se eu uso sapato de salto baixo (ou sem salto), minhas pernas reclamam de dor. O que não ocorre quando uso salto alto. Maquiagem, então... Foi algo de dois anos pra cá, na qual criei vergonha na cara e resolvi ir num quiosque de cosméticos e pedir dicas. Resultado: de sete dias na semana, pelo menos dois dias eu ando de cara lavada, mas sem esquecer de tratar completamente o rosto (entende-se: lavar, tonificar e hidratar).


Lentes de Contato: Não usava até que conheci kinguio. Bem, pra quem me conheceu de cara lavada, pra ele era normal eu usar óculos, mas as lentes de contato (descartáveis) vieram a ser hábito pero no mucho quando comecei a trabalhar em escritório. Hoje, apesar de usar mais óculos devido um misto de preguiça e meus olhos não aguentarem doze horas com as lentes, de vez em quando eu as uso. Mesmo tendo meio grau de astigmatismo em cada olho.


Desencanada: Depois que muita gente disse-me que, no Japão (leia-se Shibuya...), pode andar do jeito que você quiser, que ninguém repara. Bom, depende da roupa. Se bem que eu, pra dizer a verdade, não acompanho moda, mesmo comprando de vez em nunca revistas daqui, mas nos meus dias de folga costumo usar calça jeans e camiseta. Ou aqueles vestidos com legging. Tá, eu sei que é um pecado mortal pra moda, mas aqui ninguém repara. Eu acho.


Ouvir música: Vai eu fazer isso no Brasil e fico sem meu iPod por mais velho que seja. Mas aqui, entro no trem, fico no trem, faço n baldeações e ando na rua ouvindo música. Só tenho que tomar cuidado pra não me empolgar, senão acabo cantando a música sem perceber. Meu velho mas inteiro iPod só tem descanso quando: 1) a bateria acaba; 2) quando estou no trabalho; 3) quando estou em casa...

A primeira novela a gente nunca esquece: "Nemureru Mori", 1998, com Miho Nakayama, Tooru Nakamura, Takuya Kimura e Yusuke Santamaria.

2 comments:

  1. Nem me fale em point card... aqui não tem então fico juntando as notas paulistas rs...novela sou suspeita pra falar, sempre fui noveleira. Nunca gostei da hora feliz pq não bebia então não via graça... agora cinema foi uma coisa que fazia muuuita falta, pq eu ia todos os fds. Mas depois de um tempo de Japão, comecei a frequentar, pq qdo o filme era em inglês não precisava da legenda pra entender, qdo em em nihongo, eu esperava pra sair a legenda e baixava mesmo, fazer o q? rs Coisas de mulherzinha no começo de JP eu comprei uma pá de creme, de batom etc, nunca usei, ficava com preguiça, mas a única coisa q eu abusava era no creme hidratante, eu parecia aquele comercial da Xuxa da Davene ahahaha...Lentes de contato não vivo sem, passo o dia inteirinho, contando o zangyo com ele rs... passava! Mas quero fazer operação nos olhos, pq tenho -3.5 de cada lado (cegueta!). Nem me fale em desencanada, depois de uns 3 meses de Japão, só andava de pijama ou qq roupa na rua rs. Música eu escutava no último trampo q eu tinha... era sussa.
    Ufa, falei um monte rs!

    Kisu!

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  2. Pois é, nao sabia que tinha essa historia de juntar nota fiscal pra ter o retorno!!! Se conheço meus pais, eles devem estar fazendo a festa ahahahah Mas aí point card nem pensar?!
    Falando em novela, acabei de assistir ao "Ninkyo Helper". Por enquanto a unica novela que da pra assistir na minha folga sem problemas... Senao, o resto eu tenho que correr na locadora (baixar eu nao tenho paciencia). E pra completar: acabei de assistir a um outro filme. Japones. "Yama no Anata - Tokuichi no Koi", engraçadinho, mas muito triste snif. E ainda ate final desta semana vou ver se assisto ao "Warai no Daigaku".
    Adendo: por que quase todo nikkei é meio cegueta? Eu tambem estou com 3.5 em cada olho. Miopia.
    Ah, essa do pijama eu conheço essa história de tanta gente... rs

    Beijins!

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