Wednesday, September 23, 2009

Sobre perdas irreparáveis


Confesso: quando o filme "Ghost" (com o devido completo no Brasil, "Do Outro Lado da Vida") entrou em cartaz por volta de 1989, eu acho, não fui assistir de imediato; não assisti nem nas reprises da "Tela Quente", nem aluguei em fita cassete ou DVD. Só fui assistir mesmo uns cinco ou seis anos depois numa reunião de primas e primos. Com direito a choradeira explicita.

Não assisti ao "Dirty Dancing", que era assunto obrigatório na minha adolescência. Mas bem que ouvi a música-tema direto nas rádios...

Mas eu assisti a comédia "Para Wong Foo, Obrigada por tudo, Julie Newmar". Mesmo não ter sido tão falado tal como a comédia "Priscilla" que saiu na mesma época, o primeiro foi mais divertido.

Quando fiquei sabendo da morte do ator dos filmes citados acima, Patrick Swayze, é que agora eu vou chorar litros e litros de lágrimas quando assistir ao filme "Ghost" de novo, caso namorido kinguio lembrar de passar na locadora. Só de saber que o ator foi para "o outro lado da vida" na vida real, o impacto será maior. Talvez nem o filme "Para Wong Foo..." no qual ele aparece travestido como Vida Bohemè, de fino trato e elegância, vai me fazer rir um pouco se eu assistir.

Sabia que ele já estava bem enfermo, mas quando o próprio tinha vontade de continuar vivendo e teria a certeza de que iria escapar dessa e de repente acaba indo de vez. Podem me chamar de insensível, mas no estado em que ele se encontrava, seria melhor descansar para não ter mais sofrimento. Em ambos os lados.

Lembrou-me também que um dia antes do Michael Jackson ter ido também, a atriz Farrah Fawcett (quem for mais ou menos da minha faixa etária, vai lembrar do seriado "As Panteras". Sim, eu assisti ao seriado quando passava, qual o problema?), que, da mesma forma que Swayze se encontrava, ela também travava uma batalha contra o câncer. O mais tocante na história toda é que seu ex-companheiro Ryan O'Neal ficou com ela até o fim.

Existem fases na vida que têm que serem vividas. Por mais que muita gente alegue "falta de tempo", ou "não tenho tempo para as outras coisas", lembrei-me também do que o professor, interpretado por Robin Williams no filme "Sociedade dos Poetas Mortos", diziam sempre aos alunos "carpem diem" ou, "aproveite a vida".

Não sabemos o que o destino nos espera. Hoje estamos aqui, trabalhando, vivendo, fazendo alguma coisa (dormir também é um ato, não esquecemos disso), mas e amanhã? Será que estaremos ainda aqui fazendo as mesmas coisas (e mais um pouco)?

Não é fácil aceitar a perda de alguém querido. Já presenciei vários. Na hora é muito difícil. A aceitação acontece aos poucos, e leva anos. Isso se aceitar. Conheci pessoas - inclusive no meu meio familiar - que até hoje não aceita a perda. Talvez dependa muito da situação.

Pra dizer a verdade: nem eu gostaria de pensar se um dia eu perdesse alguém da minha família, por mais que a gente saiba que ninguém fica pra semente. Se um dia acontecer, espero que meus conceitos sobre perda estejam errados.

5 comments:

  1. O pior não é saber que o percurso da vida cai na morte. É ver pessoas que não conheciam as pessoas que fizeram nossa adolescência... tem gente que nem sabia quem era a Emilia antiga... Ainda não morreu nenhuma pessoa da minha família a qual seja muito ligada, mas acredito que a dor seja tão grande que só quem sente sabe.

    Kisu!

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  2. Muito bonito o seu post de hoje.
    Tem um selinho para vc no meu blog. Passe lá para pegar se quiser. Se puder escreva algo sincero.

    Sobre um post anterior, vão descobrir nossa idade se souberem quando passou a Ilha da Fantasia!! hehe
    bj

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  3. Pois eh pra morrer basta estar vivo, mas não sei vc, pra mim é apenas um recomeço...nada morre de verdade, apenas a carne...

    Boa quintaaaa
    Miquilis
    Bru

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  4. adorei o post e a homenagem ao patrick,eu estava pensando em fazer algo do genero,amei o filme Dirty Dancing e me imaginei mil vezes na pele da baby na hora da danca,hahahah...

    e sobre o produto vale muito a pena mesmo,o meu cabelo ficou com cara de bom(e nao aquela coisa artificial).

    e nem quero pensar sobre perder uma pessoa querida,por mais inevitavel que seja,para mim seria sofrer duplamente,e por isso temos mesmo que aproveitar a vida hj,pq a gente nao tem certeza que amanha existira para nos ne?
    beijao.

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  5. Bah, eu passei por essa situação durante o tempo que estou aqui, apesar que conformei um pouco mais rápido, mas aquela saudade fica...
    PS: a Emilia antiga eu lembro...

    Elisa, obrigada pelo selo, eu pegarei assim que der tempinho.

    Ilha da Fantasia? Eu lembro, sim... Mas se eu começar a falar que eu assistia ao Vila Sésamo quando a transmissão era em PB, aí vão descobrir nossa idade mesmo.

    Bru e Qui, sabem que vocês falaram a verdade sobre "pra morrer basta estar vivo"? Bem, quando eu era criança, meus pais falavam também que a vida de alguém termina na terra, mas continua em outro lado.

    Andreia, temos que aproveitar a vida enquanto a temos. E com saude!
    (E acreditem: não consigo assistir pela segunda vez o filme. Vou começar a chorar....)

    Beijos a todas!!

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