Tuesday, December 29, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: A Salada Completa das Resenhas Que Fez Desde o Inicio da Seção Discoteca Básica

Quando eu disse que este mês teria duas resenhas, eu não quis dizer que a segunda adicional seria um recomendado pela autora aqui...

Ah... mais um ano se vai e uma década se acaba. Sim, ou ninguém aí sabia que a década de 2000 começou em 1o. de janeiro de 2000 e terminará no dia 31 de dezembro de 2009? Depois a gente toca no assunto antes que eu acabe perdendo o foco na postagem de hoje.

Desde fevereiro do ano passado, eu comentava sobre os álbuns que eu ouvi e resolvi passar adiante o que pensava, agora se recomendo vocês ouvirem, aí fica a vosso critério, não estou influenciando ninguém hohoho. Como sempre digo: gosto é que nem traseiro - cada um tem seu, certo? A não ser que queiram ouvir de curiosidade. Das duas uma: ou acaba gostando ou acaba repugnando de vez. Fazer o quê, né...

Na verdade, os mais de uma dúzia de albuns que resenhei, eu ouvi todos, inclusive a doida autora tem quase todos eles no lar apertado lar (exceto dois até o momento). Se alguém resolver vir me visitar no apertamento e quiser ver minha coleção de CDs e singles adquiridos em comunhão de bens com namorido kinguio (unimos tudo, desde procura até vexames homéricos diante do balconista - nem eu nem namorido sabíamos o nome da música e muito menos o interpréte, tivemos que tentar cantar um trecho da música. Resultado: eram "Saboten no Hana" de Kazuo Zaitsu e "Natsu no Tsuki" da Anri), vai encontrar j-pop, um pouco de enka, música "do estrangeiro"...

Pra encerrar o ano, um pequeno (grande) resumo das resenhas feitas:


The Beatles: Live at the BBC! (1994): O quarteto de Liverpool tinha um programa fixo na tradicional rádio britânica BBC, no qual entre uma música ou outra tinha conversas informais e algumas piadinhas. De 1963 a 1965 eles tiveram três programas fixos: o "From Us To You", "Pop Goes the Beatles" e "The Beatles invite you for a Ticket to Ride". O forte do programa eram as músicas que apresentavam ao vivo mas também de outros artistas que eles gostavam, como Carl Perkins, Buddy Holly, Chuck Berry, Little Richard e Elvis Presley. Também interpretaram de artistas desconhecidos como a atriz Ann-Margret e Little Eva. Os fanáticos conheciam dos bootlegs (eufemismo para gravações pirateadas), mas valeu a pena oficializar. Detalhe: num dos programas, os Beatles chegaram a apresentar em primeira mão algumas músicas antes de serem lançadas no mercado, como "Ticket to Ride". (Resenha feita no dia 28 de fevereiro de 2008, inaugurando o tópico "Discoteca Básica")

Carpenters: From The Top 1965-1982 (1994): A dupla de irmãos formado por Richard e Karen Carpenter, no final dos anos 60, conquistaram espaço nos loucos anos 70 porque tinha uma parcela de gente que queria algo mais calmo. Embora Carole King, Carly Simon e James Taylor tivessem a parcela de músicas pra acalmar os ânimos, a temática variava entre o amor e a depressão (o chamado "bittersweet"), a música dos Carpenters abordavam na maioria que o amor existe e acreditemos nele. Apesar de uma ou outra falar de desilusão amorosa, o que seria normal. O que muitos possam criticar por eles serem açucarados a ponto de matar diabético, muita gente ainda tem a dupla como referência - principalmente a forma que Karen cantava. Tanto que Kim Gordon, baixista do grupo Sonic Youth, a homenageou no álbum "Goo", com a música "Tunic" e a cita como inspiração por ter sido instrumentista. A revista japonesa "Rhythm and Drums" já publicou uma edição com Karen na capa - sim, ela era baterista no início de carreira. O box-set com quatro CDs, traz entre as conhecidas, uma parte inédita, nos tempos em que eles eram um trio, com direito até a uma cover que Karen canta dos Beatles para um programa de rádio - "Good Night" (cantada por Ringo Starr, no "Album Branco"). (Resenha feita no dia 27 de março de 2008)

Southern All Stars - "Ballad 3 - The Album of LOVE" (2000): O hoje quinteto japonês está com atividades temporariamente suspensas até próxima ordem, por isso Keisuke Kuwata, o líder fundador do grupo, faz mais sucesso em carreira solo. Se bem que, o estilo d'ele cantar nunca muda, portanto, muita gente vai achar que é o grupo mesmo. Formado em 1977, o grupo misturava rock, baladas, irreverência, sol, praia e amores de verão. Tudo porque Kuwata nasceu numa cidade onde o mar ficava no quintal da casa. O grupo ganhou notoriedade porque fazia algo diferente. A coletânea em questão veio na rabeira do megasucesso "Tsunami", o que fez o grupo ganhar vários prêmios e aparecer direto nos programas especializados. Apesar que o Southern All Stars nunca precisou de mídia pra cativar os ouvintes, que têm faixa etária variada e os shows que faziam era lotação garantida. Embora os PVs obrigatórios para aviso de lançamento de albuns se faziam necessário. Especula-se a volta do quinteto, mas nunca se sabe. (Resenha publicada dia 29 de maio de 2008.)

The Police - "Message In A Box" (1992): O pessoal de hoje conhece o Sting como o "politicamente chato" devido às posições ecopolíticas (tal como o Bono), mas pouca gente sabia que ele foi o baixista de um trio que no meio dos anos 70, quando o punk-rock comia solto, apareceu no mercado com um som ora agressivo, ora agitado, e misturando... reggae. Em meados de 1977, o "faça você mesmo" era o lema dos músicos de porões e casas de procedência suspeita. Uma parte foi para o punk rock que além do visual feito pra chocar, expressava a ordem de anarquia. Outra parte foi para a new wave, que era pra dançar e ao mesmo tempo pensar. O trio Police durou até 1983, mas os cinco albuns que deixaram foram o suficiente para marcarem história no rock. Quem mais em sã consciência cantaria uma música que fala de suicídio, gostar de uma prostituta e sobre solidão de uma forma mais irônica possível? (Resenha publicada dia 14 de agosto de 2008)

The Monkees - "Pisces, Aquarius, Capricorn and Jones Ltd." (1967): Outro quarteto, mas norte-americano (embora tivesse um inglês no meio), como resposta aos britânicos Beatles, mas foi criado de uma forma nada convencional: através de anúncio de jornal. Uma produtora de TV estava procurando alguns doidos para fazerem um seriado de TV. Eis que seleciona aqui e ali, juntam quatro rapazes com alguma experiência musical e teatral e com um empresário que poderia fazer o que quiser, estava criada uma banda. Só que de bobos eles não tinham nada e quando dispensaram o empresário, eis que surge um dos melhores álbuns nos anos 60. Entre músicas do estilo "Turma da Praia", projeto de bossa-nova, country, folk-rock, experimentos eletrônicos (sim, os Monkees foram os primeiros a usaram o famoso sintetizador Moog) e crítica social, o quarteto mostrou que poderiam andar com as próprias pernas. Uma pena que devido ao currículo manchado e falta de apoio o grupo acabou logo depois, bem com a série que deu origem ao grupo. (Resenha publicada em 29 de setembro de 2008)

The Rolling Stones: "The Rolling Stones Singles Collection: The London Years 1963-1971" (1989): A "maior banda de rock de todos os tempos" era a "rival" dos Beatles nos anos 60. Só entre os fãs, porque os dois grupos trocavam idéias e até avisavam um ao outro pra não lançar o single no mesmo dia. Enquanto os Beatles se inspiravam no rock americano, os Rolling Stones já iam direto na raiz do rock - o blues. Tanto que as primeiras músicas do grupo eram covers de músicos de blues negro como Bo Diddley, Muddy Waters (foi numa de suas músicas que saiu o nome do grupo), BB King e outros. Só mudaram pro rock que fazem até hoje quando o antigo empresário deu um ultimato: ou compõem suas próprias músicas ou o grupo acaba agora mesmo. O resto é história. O box-set com três CDs esgotou rapidinho, tanto que tem que procurar em lojas de segunda mão. Traz quase todos os singles que o grupo gravou, desde 1963 até 1971, quando eles criaram seu próprio selo. Ouve-se aí todas as fases do grupo: do blues ao rock, passando pelo psicodelismo, baladas mas nunca deixando a cair a peteca. Bem dito a música que originou seu nome: "pedra que rola não cria musgo".


Masaharu Fukuyama: "M Collection - Kaze wo Sagashiteru" (1995), "Dear - Magnum Collection 1999" (1999), "SLOW" (2000) e "Single Collection 5 nen mono" (2006): Cantor, compositor, instrumentista, produtor, fotógrafo, ator, garoto-propaganda da Toshiba, maionese Kewpie e faz de tudo mais um pouco, Masaharu Fukuyama saiu de Nagasaki pra tentar a vida em Tóquio e hoje tem vinte anos de carreira nas costas e tido como uma das personalidades mais queridas do país. As quatro principais coletâneas abrangem todo o período e fases do cantor, desde o rock até baladas, para quase todos os gostos e público. O público - geralmente feminino - garante a audiência, mesmo quando canta o rock de início de carreira ("Tsuyoku Ame no Naka", primeiro single) até as baladas que o marcaram ("Sakurazaka"). Há quem torça o nariz só porque é bonitinho, mas quem puder vê-lo no papel de Ryoma Sakamoto na próxima novela das oito aos domingos pela NHK a partir de janeiro, ele agradece. (Resenha publicada em 8 de março de 2009)

Hikaru Utada: "The Singles Collection Vol. 1" (2003): Quando Utada surgiu em 1998 no mercado fonográfico japonês, foi quase um sucesso imediato de vendas com o primeiro single "Automatic", com mistura de hip-hop dançante e blues. E veio em boa hora, numa fase em que a diva-mor da época Namie Amuro estava afastada no meio artístico e Ayumi Hamasaki ainda estava nos primeiros passos. Embora hoje não faça aquele sucesso de antigamente, esta coletânea (incompleta) traz a primeira boa fase de Utada. Não que ela não tenha músicas boas recentemente, mas depois da separação e não tão boa recepção no exterior, parece que está dando um tempo. Esperamos que ela volte com a mesma boa forma do início de carreira.

ZARD: "Zard Best - The Single Collection" (1999): Quando o grupo surgiu nas rádios, pensavam que na verdade Zard fosse pseudônimo de uma cantora, pois quando apresentava-se (pouco) nos programas musicais, só vinha a cantora principal - Izumi Sakai. Entre especulações de que o grupo não existia, o passado nada convincente de Sakai, e sua morte misteriosa - o grupo cujos instrumentistas mudavam a cada album, trazia boas músicas, compostas por Sakai mesmo. Que falavam de amor adolescente, de vontade de viver, mas que agradavam a todos. "Makenaide" entrou no set list do "24 hour Television" devido a mensagem de apoio e força na maratona. O álbum em questão traz a fase de 1991 a 1999, e na época do lançamento, tinha um cartão postal para concorrer a dois ingressos para um show particular que o grupo fez em agosto de 1999 dentro de um navio, dando origem ao álbum ao vivo "Zard Cruising and Live" no ano seguinte. Agora, se quiserem um "Best of" completo do grupo, em 2006 (um ano antes de Sakai falecer), foi lançado o "Golden Best 15th Anniversary". (Resenha publicada em 29 de maio de 2009)


Paul McCartney: "All The Best!" (1987): O pessoal que me perdoe, mas dos Beatles, Macca (como é conhecido) foi o mais bem sucedido. Não que os outros três tivessem fracassado, mas quem mais dominou as paradas de sucesso pós-Beatles foi ele. Tudo bem que a especulação de que quem está fazendo os shows hoje seria um sósia (lembram do famoso boato nunca explicado de "Paul está morto"?), mas vai ser um sósia perfeito assim lá... Uma das poucas coletâneas que Paul lançou em todo esse tempo, na verdade a seleção foi feita através de uma enquete programada pela gravadora junto ao público. Assim não teria risco do Paul colocar o que ele bem entender ou a gravadora fazer a mesma coisa. Apesar de que sempre vai faltar isso ou aquilo, mas a vida é assim mesmo. O álbum em questão traz as "preferidas do público" e duas inéditas. A versão em vinil é a mais completa, pois o CD realmente falta música. Uma outra coletânea - que eu acharia mais completa na fase Wings, banda de Paul nos anos 70 - seria "Wingspan", lançado em 2004. (Resenha publicada em 19 de junho de 2009)

Franz Ferdinand: "Franz Ferdinand" (2004), "You Could Have It So Much Better" (2005) e "Tonight" (2009): Pouca gente conhece esse outro quarteto - mas vindo da Escócia. Quem pensou que eles se apresentam de saiote e gaita de foles, esqueçam: grupo independente que se preze, grava em lugares toscos, tem um selo obscuro, toca em lugares pequenos mas para um público fiel e usa roupas de brechó (isso se não repetirem a mesma roupa em quase todos os shows). Ah sim, as músicas são do variante entre o tradicional rock passando pelo punk e com pitadas da new wave atrasado. Show dos caras não tem como ficar parado, a autora aqui testemunhou ao vivo. Os dois primeiros álbuns traz o rock anos 60 em ritmo acelerado com dance e punk mas sem deixar cair a peteca, agradando até o público daqui ("Do You Want To" foi usado como música de comercial da Sony). Começaram a bater ponto em Glastonbury e Fuji Rock. O ápice dos caras foi tocar na mesma noite que Paul McCartney e Morrissey (ex-Smiths)no famoso festival de Coachella (EUA). "Tonight" traz experimentos eletrônicos, a divulgação do dub (ritmo caribenho eletrônico) mas sem perder a forma dos primeiros álbuns. Resta saber se o quarto álbum vai manter a mesma forma.


SMAP: "Smap Vest (Best Album 2001)": Esqueçam os incidentes e acidentes que o grupo - continuando firme e forte com Masahiro Nakai, Takuya Kimura, Goro Inagaki, Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori - sofreu nos dezoito anos de carreira. Poderia ser pior, lembrem-se muito disso. Por mais que até hoje o quinteto japonês "agenciado" (digo isso porque eles não precisam seguir a agenda da agência que eles pertencem) pela maior agência que cria boy bands no país seja rotulado de quinteto que "mais atua que canta e dança", pela idade que eles estão hoje, nem podem ser chamado de boy band. Desde que o grupo começou meio errado (primeiro single fracassado, primeiro show lotação pela metade, com direito a um dos integrantes se apresentar de muletas), a salvação veio através de um programa de TV pra eles entreterem o público e claro, divulgar as músicas. O mais engraçado é que deu certo e até hoje mantém a mesma receita de bolo. E eles têm que ser muito caras de pau mesmo para parodiarem quase todo mundo sem dó nem piedade no programa quase semanal que mantém. Quanto às músicas, o "Best of" traz do início de carreira quando eles eram um sexteto (1991 a 1996) até 2001. Depois deste ano, já enfileiraram um single atrás do outro. Quando vai ter um volume 2 tendo os sucessos "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", "Arigatou", "Sonomama"...? Será que ano que vem eles vão fazer algum show conforme disseram na entrevista?! (Resenha publicada em 27 de agosto de 2009)


The Checkers: "All Songs Request" (2003): O septeto vindo de Fukuoka (sul do arquipélago), fazia algo mais diferente nos anos 80, onde os aidorus dominavam o mercado com baladinhas meigas e visual bem... deixa prá lá. Imagine sete caras da mesma cidade, amigos de infância, colegas de escola e até dupla de irmãos cantando, dançando e tocando no meio do palco. Entre baladas e rock japonês meio new wave fora de data, os sete - formado pelos irmãos Fumiya e Naoyuki Fujii (seriam parentes da nossa amiga Elisa?) e também por Masaharu Tsuruku, Yoshihiro Takamoku, Toru Takeuchi, Yuji Odoi e Yoshiya Tokunaga - conquistaram o espaço com músicas como "Giza Giza Heart Komori no Uta", "Heartbreak Julia", "Namida no Request", "Nana" e também pelo visual. Ninguém, em tão sã consciência se apresentaria vestido de xadrez da cabeça aos pés (sim, o grupo popularizou o uso de chapéus), imaginem sete! O grupo terminou em 1992 devido a compromissos pessoais, a última apresentação dos sete juntos foi no 42o. Kouhaku Utagassen, no qual eles deveriam fazer o encerramento, já que seria a última apresentação juntos. Mas sabe como era o pessoal da comitê organizadora... Só não voltaram a reunir-se devido ao falecimento do baterista Tokunaga em 2004 (câncer). Este "Best Of" seguiu a mesma fórmula do album do Macca (vide um pouco acima): a gravadora tinha feito uma enquete via cartão postal para os fãs do grupo para escolherem os trinta melhores para entraram no álbum. E para quem não sabia (nem eu), o septeto se apresentou na parte japonesa do famoso show beneficente "Live Aid", em 1985... (Resenha publicada em 30 de setembro de 2009)

Legião Urbana: "Mais do Mesmo" (1998): O grupo brasileiro, formado por Renato Russo, Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, divide muita gente, devido às letras e melodias de cunho forte e político passando por baladas depressivas e reflexão. Primeiro, quem manda o grupo surgir em plena transição ditadura-democracia? Segundo, como é que muita gente ia saber das preferências de Renato Russo num país na época falar de homossexualismo já era motivo de levar pancada? E teve que ser muito macho pra dizer que gostava de meninos e meninas... Seja como for, o grupo marcou presença no rock brasileiro e dane-se que "Faroeste Caboclo" é quilométrico: era (e acho que continua sendo) a realidade brasileira. O grupo só não lançou mais material inédito depois da morte de Russo porque já cumpriram o que tinha que fazer. (Resenha publicada em 24 de outubro de 2009).


SMAP: "SMAP 011 - ス" (1997): Não adianta olharem pra mim de cara feia. Se eu tasquei quatro albuns do Masaharu Fukuyama numa resenha só, três do Franz Ferdinand e duas resenhas dos Beatles (e Paul McCartney pertencia a que grupo oras!), porque eu não posso fazer uma resenha ao menos de mais um álbum deste quinteto?! Tudo bem que muita gente fala que o quinteto "mais atua que canta", ou "tem certeza que eles cantam mesmo?" e "dois deles já tiveram problemas sérios com a lei", mas este álbum continua sendo um dos melhores que o grupo já gravou, que marcava a transição de sexteto para quinteto e músicas mais dançantes, mais animadas e mais irônicas. Se nem no programa semanal eles não perdoam nem eles mesmos, imagine se nos álbuns eles iam deixar passar batido. Pode ter uma ou outra que fica difícil digerir, mas o álbum "su" ficou em 3o. lugar na Oricon japonesa, foi incluido nos 100 melhores álbuns dos anos 90 na j-pop, pelo menos duas músicas são obrigatórias nos shows e foi a partir daí que eles raramente aparecem nas fotos das capas ( a última foi "Birdman", de 1999), mas dava para perceber melhor a característica do quinteto: Masahiro Nakai, o líder de voz de gralha mas quando quer dá pra encarar a cantoria; Takuya Kimura, o "galã" de visual mezzo rocker, mezzo surfista; Goro Inagaki, o vaidoso bobinho que depois do susto virou uma pessoa legal; Tsuyoshi Kusanagi, o eterno bonzinho e ingênuo, amigo de todos (desde que tirem o copo da frente dele, tranquem a adega e voltem acompanhados) e Shingo Katori, o caçula divertido que às vezes ninguém sabe se ele está brincando ou falando sério. Como no single "Dynamite", já podem ouvir esse album no som máximo. (Resenha publicada em 13 de Dezembro de 2009)


A seção Discoteca Básica volta no ano que vem.

8 comments:

  1. Adorei essa retrospectiva, apesar de vc sempre postar Beatles e Masaharu ahahaha q sempre é atual no seu blog rsss... Obrigada pelos parabéns. Muito bom essa amizade virtual seguir, espero que mais décadas a frente...

    Vou deixando meus desejos de Feliz Ano novo pra vc e o namorido. Que o próximo ano seja de muita luz pra vcs ai e pra nós aqui... que perdure por muito tempo a nossa amizade e que possamos nos encontrar pessoalmente um dia.

    Kisu!

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  2. Obrigada pelos comentários lá no meu blog. Adorei essa resenha. Vc escreve muito bem sobre música e músicos. vc deveria pensar em escrever para revistas, publicar. Já pensou nisso?

    Desejo a vc e seu marido um Feliz Ano Novo.
    Vamos ver se sai o nosso passeio ao Café de Tokyo em 2010!
    Obrigada por tudo, adorei conhecer vc esse ano.

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  3. Incrível. Tirando os artistas japoneses que não conheço tão bem e o Legião Urbana que eu não gosto mesmo, nosso gosto musical é super parecido!!!
    Inclusive, esse disco dos beatles live at BBC, uma vez eu encontrei vendendo pertinho da minha casa pela bagatela de 30 reais. Mas eu era duranga e não tinha...TT_TT
    De qq forma, achei muito boa a sua resenha...

    Bom 2010 pra vc, e que seja um ano melhor que os outros.

    Beijocas.

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  4. ah, e esqueci de dizer que eu adorei conhecer o seu blog, e que vou por nos meus favoritos do meu blog...
    Me divirto muito com as suas histórias...

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  5. hohohoho Respondendo tudo atrasado e o resto pro ano que vem rs

    Bah, pode ter certeza que nossa amizade virtual poderá ser de carne e osso quando eu tirar minhas férias. Quando, só o tempo vai dizer... Bem, se quiser me conhecer pessoalmente, o risco é seu ahahahahah
    Eu achei que você ainda tivesse na casa dos vinte e poucos! Juro!
    Eu agradeço mesmo os votos de felicidade. Espero que ano que vem seja melhor que este. E que comemore (mesmo com atraso) com seu marido.
    Quanto aos Beatles e Masaharu, bem, pra quem foi no show do quarenton mais vitaminado 3 vezes... 'xa pra la rs

    Beijos!

    Elisa, acho que nunca contei, mas falarei num artigo depois: de 1995 a 1998 escrevia sobre música no jornal da cidade. Eu tinha que fazer pesquisa via livros, revistas e jornais arquivados na biblioteca (internet era sonho distante). Pensei futuramente escrever em alguma revista ou jornal da comunidade, mas não daria certo...
    Obrigada pelos votos de ano Novo, a gente vai sim na cafeteria em Sakurashinmachi....
    Feliz ano Novo pra você, marido, filho e toda sua família e boa viagem e bom retorno!

    Fernanda, sobre os músicos japoneses, eu posto justamente pro pessoal que nunca ouviu falar, ficar curioso e tentar ouvir, pois pra entender japones, nem eu que estudo, continuo apanhando ahahahah
    Quanto ao Legiao... na verdade, foi uma das bandas que ouvi na minha adolescencia e tempo de faculdade rs
    Feliz Ano Novo pra você e sua família e quem sabe 2010 venha melhor!
    ps: obrigada, eu vou linkar o seu sítio ahahah

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  6. Se puxou no tamanho do post rsss... Capaz que o teu quiridinho Masaharu Fukuyama não iria parecer... e o SMAP, eles podem atuar mais que cantar mas gosto deles tb ^.^

    Um amigo me mostrou Mr. Children (vc deve conhecer) viciei guria!

    Beijos

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  7. Gesiane, pra ver que meus resumos acabam virando livro ahahahahahah
    Sobre Mr Children, eu conheço algumas músicas deles, mas realmente preciso criar vergonha na cara e ouvir. Uma amiga minha japonesa-que-fala-portugues foi no show deles no Tokyo Dome e disse que foi muito bom.

    Ah, sim: Feliz 2010!!!

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