Saturday, March 28, 2009

Não Vejo Nada de Errado nisso Tudo...

Não mesmo!

Essa mania de gente o que não tem o que fazer e fica estressado a toa.

Veja isso e depois tirem suas conclusões: na minha opinião eu diria que é uma música velha de doer (e a coreografia só perde pra "Dança do Tamanduá Africano").

Ou então Hideki Saijo não poderia apresentar essa música com a devida coreografia no Brasil, bem como este comercial (que eu vi no blog da Nhá Luria e Nhô Diogo).

Vou te falá, viu...

Thursday, March 26, 2009

Pausa pros Comerciais

O pessoal que me perdoe, mas por mais que os comerciais daqui sejam bestas, sem-graça e sem-noção, eu gosto. Primeiro, que eles não são apelativos, não botam as mulheres-fruta com pouca roupa em qualquer comercial, e tampouco apelam pro grotesco. E também não tem aquela sacanagem de que "tal artista é exclusivo de tal produto e não pode fazer comercial do outro produto".

Costumava assistir a um programa de TV no Brasil chamado "Intervalo", que passava vários comerciais de países diferentes. Nada contra os publicitários do Brasil, muito pelo contrário, eles são bem criativos. Mas, pô, não precisa botar uma mulé de tanga fio-dental pra fazer comercial de dicionário, só pra exemplificar.

Os comerciais daqui, tá, podem ser meio sem-graça como já ouço por aí, mas não vou contestar e nem discutir porque 1) não me formei em publicidade ou marketing e 2) já estou ficando com os cabelos brancos de tanto falar que gosto é que nem traseiro. Porém, gostaria que notassem mais os comerciais de outros países ao invés de se deliciarem com os derrieres das mulheres-fruta que estão dando de abundancia no Brasil.

Os comerciais brasileiros antigos eram melhores, bom, na minha humilde opinião, pois eram muito mais criativos e divertidos, tal como deste carro e das mil-e-uma-utilidades. O difícil é que a gente associa o produto com o personagem que anuncia.

Só pra ter uma idéia, o Tomoya Nagase (TOKIO), Kirin Kiki (atriz de "Tokyo Tower") e Maki Horikita eu associo com o comercial da FujiFilm; o Takuya Kimura com os notebooks e celulares da Fujitsu, a Sayuri Yoshinaga com as tevês da Sharp (aqui com Shingo Katori), e mais recentemente o quinteto Arashi no comercial de celulares au-KDDI. E outros produtos que, se eu colocar haja texto.

Acho que estou prestando atenção demais nas propagandas que ficam dentro dos trens que costumo pegar para ir-e-voltar do trabalho, vou te falá...

Sunday, March 22, 2009

E a fila anda...

Sobre o auxílio de 12 mil ienes que o Primeiro-Ministro Taro Aso liberou para (quase) toda a população, virou realidade. Mas só vou acreditar mesmo quando eu receber a carta notificando que vou ter direito a este benefício, desde que eu preencha o formulário, anexe dados da minha documentação e cópia da minha caderneta bancária. E em Yokohama, só depois do feriado de maio (ou Golden Week).

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Não gosto de comentar, mas não teria como deixar passar batido. Algo relacionado com incesto-aborto-excomunhão. E no Brasil. Tá, sou católica não-praticante, mas o que aconteceu com uma menina - leiam bem: menina - de nove anos de idade, estuprada pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos. Gravidez de risco vinda de um estupro, isso a lei (antiquada) prevê e legaliza o aborto. Como diria minha companheira blogueira Naka que fala sobre o assunto, a Igreja ajudaria a alimentar e educar TRES crianças?! Cada vez acredito menos nesse mundo, vou te falar...

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Quando eu não tiro meus dias de folga as que tenho direito e as que preciso usar senão todo início do ano levo esporro do chefe porque eu esqueço e também eu e ele lembramos em cima da hora, me chamam de estressada, nervosa e chata porque trabalho além demais da conta e descanso menos. Agora, quando consigo tirar as minhas folgas habituais mais as que eu preciso usar depois de ter levado esporro do chefe, o mesmo pessoal que me chama de estressada, nervosa e chata, acrescenta que eu sou folgada. Vai entender...

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O inverno se vai, e pra mim, ainda bem que o kafunshoo e a coceira no corpo devido a alergia que tenho vão-se embora. Agora, aproveitar os dias que tirei de folga pra lavar e guardar os casacos pesados e tirar as roupas leves do armário...

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A temporada de inverno, eu perdi um monte de novelas nos canais japoneses. Desde que trabalho em Tóquio, meu horário é muito desregado. Nem com o celular com TV que comprei no ano retrasado [devido a um acidente que tive com o antigo] me salva, pois meu final de expediente coincide com o horário de novela. O jeito é esperar dois a três meses para sair em DVD e tentar alugar. Digo tentar, pois 1) ou eu tenho que ficar na espera 2) ou vou ter a velha preguiça de ir pra locadora, já que a que ficava no caminho de casa fechou.

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Ah, sim. A Apple liberou geral e iPhone pra todo mundo de graça.
Desde que fique com ele por dois anos. Cancelou ou trocou antes do prazo estipulado, tem que pagar as parcelas. Já estava prevendo isso mesmo, pois de graça, nem injeção na testa...

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E como a gente fala, a fila anda: quinta-feira passada, nos noticiários e tablóides (e inclusive fofoqueiros de plantão) só falavam de uma coisa: divórcio. Que artista, vizinho, e qualquer um casa-e-separa, não seria novidade. Mas quando se tratava de Tomonori Jinnai (comediante) e Norika Fujiwara (atriz), quando eles casaram eu e quase todo mundo achavam que não ia dar certo...

Friday, March 20, 2009

As Cinco Bandas Britânicas de que eu gosto

Já cansei de falar que gosto é que nem traseiro: cada um tem o seu. Seja com time de futebol, artista favorito, pizza... Senão o mundo seria cada vez mais sem graça. Do que seria o vermelho se todos gostassem de azul? (Lembrou-me aquela velha propaganda de uma marca de tintas) Então, pra gosto musical também vale a regra, oras.

Sem enrolações, lá vem a lesada toupeira em forma de leitoa rosada falar das cinco bandas da terra da rainha, do chá das cinco e James Bond. Por que da Grã-Bretanha? Já num acabei de falar que gosto é que nem traseiro? E além do mais fica difícil explicar, mas a maioria das músicas que ouço são de bandas/cantores(as) da Grã-Bretanha (tudo bem, eu ouço música japonesa, Carpenters e Monkees, mas isso é outra história).

Eis minhas cinco bandas (e uma que é hors concours, nem teria porque eu comentar, mas...) que eu posso ouvir e não enjoar:

1) Rolling Stones: Se eu tivesse vivido nos anos 60, eu seria vista como "esquisita", pois gostar de duas bandas tidas como "rivais", seria realmente algo muito estranho mesmo. Porém, já falei em vários posts que só fui ouvir de vez essa banda quando estava na faculdade, por intermédio de um amigo meu que era baterista e estudante de Psicologia (antes eu conhecia via programa de TV as músicas "Start Me Up", "Emotional Rescue" e "Miss You"). O problema é que eu gosto mais da fase antiga e alguma coisa dos anos 70, mas "it's only rock and roll and I like it".
Pra iniciantes: Aconselho de imediato ouvir "Forty Licks", que vem desde "I Can't Get No Satisfaction" até "Anybody Seen My Baby", passando pelas três músicas mencionadas na resenha acima.

2) The Police: Também comecei a ouvir aos poucos em meados dos anos 80 quando na Rede Cultura passava um programa de TV somente de videos promocionais (pré-MTV ainda), e meu irmão mais velho, nem sei como e porque, gravava via fita cassete mesmo, as músicas que ele gostava. Até hoje não consigo entender porque ele resolveu gravar "Don't Stand So Close To Me" do trio inglês (tá, o baterista era americano...) The Police, mas esta música e depois "Every Little Thing She Does is Magic" e "Synchronicity II" ficaram marcadas em minha massa encefálica, até que, depois que terminei a faculdade, comprei o tal box-set "Message in a Box". Agora, sobre o retorno deles no ano passado, não é a mesma coisa...
Pra iniciantes: Qualquer "Best of" do trio serve para esquentar seu MP3, iPod, CD Player, que seja. Tem as principais músicas que fizeram sucesso, tais como "Roxanne", "Message in a Bottle" e "Every Breath You Take".

3) Blur: Quando a MTV apareceu na minha cidade via improviso, foi uma festa. Peguei a explosão do Nirvana e do britpop. Foi aí que comecei a ouvir um outro quarteto inglês, chamado Blur. O vídeo "There's No Other Way" era meio grudento, mas ouvir mesmo foi a partir de "Parklife" (tenho o CD). Depois que o guitarrista Graham Coxon pediu afastamento, o grupo não foi a mesma coisa, mesmo o líder Damon Albarn ter feito uma banda virtual Gorillaz. Apesar do grupo ser "meio" alternativo, vale a pena dar uma escutada, mas comece pelo "The Best Of..." pra não assustar. (Veja "Coffee and TV")
Pra iniciantes: Já falei no final da resenha. Peça emprestado, alugue, que seja.

4) Oasis: Sabe a tal rivalidade Beatles e Rolling Stones nos anos 60? Pois é, com o Blur (citado anteriormente) e Oasis, é quase a mesma coisa. Digo quase, pois, se os dois primeiros era apenas golpe de publicidade, e na verdade um trocava idéia com outro, os dois últimos só faltou sair literalmente no tapa, pois se um encontrasse o outro... Mas, discórdias a parte, o grupo Oasis (formado pelos dois irmãos mais encrenqueiros e encrencados do planeta, Liam e Noel Gallagher) tem o som mais voltado entre o rock dos Beatles (Noel bem que tenta ser a encarnação do John Lennon, mas todo mundo diz que é bom ter estilo próprio que dá menos dor de cabeça) e The Who. E que vale a pena ter qualquer um dos álbuns da banda. Ah, eles estarão batendo ponto no Makuhari Messe em Chiba, no próximo final de semana e bem que eu queria conseguir ingresso (no mínimo esgotaram os ingressos seis meses antes).
Pra iniciantes: Sim, eu comecei com os dois primeiros álbuns do grupo "Definitely Maybe" e "What's The Story Morning Glory", mas pra não assustar com a resenha, ouçam "Stop The Clocks", coletânea que infelizmente faltou "Y'Know What I Mean", mas tem "Wonderwall", "Supersonic", "Don't Look Back in Anger" e "Lyla".

5) Franz Ferdinand: Tá, eles são da Escócia e o líder tem nome grego, mas nem por isso deixam de pertencer ao Reino Unido, Grã-Bretanha, que seja, não sei até hoje a diferença. O quarteto liderado por Alex Kapranos parece saído de uma reencarnação das bandas new wave dos anos 80, mas não soa datado. Pra mim, continuam sendo uma banda indie, mesmo fazendo shows em lugares minúsculos (exceto que já vieram pro Fuji Rock ano passado e este ano estarão no Festival de Coachella), mesmo o último álbum "Tonight" ter opinões divididas (devido ao se entregarem a música eletrônica, e daí?). Bom, pra quem abriu os shows do U2 no Brasil, já conta pontos.
Pra iniciantes: Qualquer um dos três álbuns deles já está de bom tamanho.

Hors Concours: Os imortais Beatles, será que eu preciso falar mais alguma coisa???



Eu sei que vou ter o meu pobre apertamento depredado novamente, mas entendo que falta um grupo ali e aqui, mas não acabei de dizer que gosto nunca se discutiu? Esta é minha lista. Se tiverem as suas, podem comentar que um dia menos dia eu publico proceis.

Tuesday, March 17, 2009

Yokohama, a Grande Cidade - Ou: Como é que Eu vim parar Aqui?

Falar da segunda maior cidade do Japão (a primeira, todo mundo sabe, é a capital Tóquio), chamada Yokohama, leva muito tempo e ainda fica com aquele gosto de "quero mais". Como disse anteriormente, quem descobre este humilde mas limpinho sítio, acha que está procurando algum assunto sobre a cidade e acaba lendo sobre "algo mais". Mas comentar que é bom...

Voltando, este ano comemoram-se 150 anos da abertura dos portos para o exterior, que na era anterior a Meiji, o Japão estava de portas (e portos) fechadas para o resto do mundo. Vendo a necessidade de que a coisa estava indo de mal a pior, a abertura dos portos, a começar talvez por Yokohama, contribuiu para que o comércio se expandisse para o resto do arquipélago, daí por diante muita influência "do estrangeiro" como diriam mamãe e minhas tias. Se antes Yokohama era conhecida somente pela pesca, hoje tornou-se uma das maiores cidades do Japão em todos os sentidos.

Basta falar o nome da cidade que nove entre dez pessoas conhecem, já ouviu falar, já "bateu perna" lá...

Quando mudamo-nos para esta cidade, cerca de seis anos e pouco atrás, marido kinguio costumava dizer (até hoje) que Yokohama é uma cidade que tem sua peculiaridade que fica difícil descrever. Apesar de trabalhar em Tóquio, eu gosto de morar aqui, em Yokohama (praticamente quase que estou adotando a cidade como meu segundo lar). Motivos? Se eu enumerar, o post fica mais longo que devia, mas a gente vai por partes.

Pra falar a verdade, resolvemos mudar para Yokohama não só pelo fato de ser uma grande cidade (senão vai todo mundo dizer que "a caipira de interior de Sampa quis morar na cidade grande" a la sotaque de caipira mesmo), mas devido a distância casa-trabalho que faço essa "viagem" há seis anos e pouco, e também pelo fato de estar em uma cidade que oferece variedades de passeio-compras-cultura. Tá bom, também pra todo mundo que conheço disser "eu conheço a cidade".

Seja como for, eu recomendo, sim, passar uns dias em Yokohama, seja na área chamado Minato Mirai (onde tem o Landmark Tower, o Cosmo Clock, vulgo "roda gigante", as lojas de Departamentos...), seja no Chuukagai (Chinatown, pra quem não sabe), seja no Parque Yamashita... Faz bem pra distrair e esquecer um pouco a vida estressante que todos nós levamos.

Ah, vão falar "mas existem muuuuuuuuuuuuitos lugares interessantes neste Japão todo". Tudo bem, concordo, até eu quero ir no Festival de Gelo em Hokkaido ou conhecer Nagasaki e suas vilas em estilo ocidental, mas por que a gente não começa em Yokohama, então? Vale a pena? Pra quem mora aqui, vale, sim.



Tanemaru-kun, a figura símbolo de Yokohama - uma semente (tane) em um navio (maru) - em homenagem aos 150 anos da abertura do Porto. Leia mais sobre as comemorações aqui (em inglês).

Sunday, March 15, 2009

Entrando nos Eixos

Quando eu folgo mais do que dois dias seguidos, o que seria a coisa mais rara desde que eu me conheço por gente - tanto que dois dias seguidos choveu e ventou ao mesmo tempo -, eu perco a noção do tempo e acabo trocando o dia pela noite e no terceiro dia tem que tentar ajustar o fuso horário pois a semana promete.

Que eu fiz nestes dias que fiquei longe de trabalho? Vou falar a verdade: quase nada. Exceto lavar e passar roupa e limpar a casa (cozinha-banheiro-toalete), o resto é um caso a parte que minha mãe diria: "toma vergonha na cara!". No que eu pensei ao menos no fim-de-semana arrumar a sala e quarto e ver o que teria que separar para tentar criar vergonha na cara e fazer um flea market no Aurora Mall de Higashi Totsuka ou auctions na Yahoo!, foi tudo por sono abaixo.

Explicando: sexta-feira dormi até sabe eu que horas também pois como iria passar a noite em claro, devido a uma festa de aniversário e já que do local não teria mais trem pra voltar pra casa, só no dia seguinte, e marido kinguio deu carta branca para me divertir e me desestressar... A festa foi boa, tirando alguns gringos manguaçados tentando pagar de gostosão do pedaço e a chuva que não parava de cair e na hora de voltar aquela ventania...

Sábado dormi até sabe lá que horas, mas claro que na sexta eu fiz parte da faxina e toda a lavanderia. Pensei que no sábado a tarde, com aquela chuva toda eu iria ficar em casa para dar uma geral na parte da escrivaninha cujo PC descansa, regravar meu iPod devido ao desastre que fiz (lembram?), já que eu consegui re-alugar os CDs do Oasis (Beatles e Franz Ferdinand já estão no iTunes da vida).

Acabei no final da tarde saindo com marido kinguio para jantar fora, já que ao cair da tarde o tempo melhorou. Bom, tudo bem que a semana toda a gente cozinha, leva comida feita de casa pro serviço, mas final de semana ninguém chega perto do fogão, visto que o mesmo fica brilhando de limpeza...

Domingo, ainda que tentei dar uma geral na bendita escrivaninha, mas o tempo estava tããããão lindo (ai meu kafunshoo!!), só passei aspirador na casa, tirei o pó e nós fomos para Shin-Yokohama numa loja de Departamentos Tressa Yokohama com a finalidade de bater perna mesmo. Vale a pena conhecer, mesmo se impressionando com o fato de que, apesar da crise ter batido em todo o mundo, o local estava cheio, lotado e muita gente com sacolas e sacolas de compras. Vai entender...

Pena que tudo o que é bom dura pouco. Agora que estou com a bateria recarregada, iPod quase como era antes (ainda faltam Hikaru Utada, Masaharu Fukuyama e Blur, mas vamos por partes, como diria o esquartejador), vamos lá encarar a semana que parece que o bicho vai pegar!

Saturday, March 14, 2009

Trocando os horários

Isso no que dá ter conseguido uns dias a mais de folga.

Sabe aquelas em que você resolve passar a noite em claro?

Depois vocês me contam.

Obs.: A autora só volta a entrar nos eixos só no próximo post...

Wednesday, March 11, 2009

Quando o Cabelereiro erra na tesoura...

Não resta dúvida: quando a gente resolve mudar o visual, a gente vai é no salão, pega conselhos com o responsável, que seja, fica folheando as revistas e resolve ter um corte - quase - igual a do(a) modelo. Eu disse QUASE...

Minhas pobres madeixas já sofreram de tudo um pouco - desde cortes "joãozinho", permanente que os cachos ficaram como molas, liso feito quiabo (que era o natural antes de fazer esses estragos todos), quase fiquei loira devido a uma combinação tinta errada e tempo demais. Acho que por isso agora meus cabelos estão rebeldes.

Quando eu falo que, quando se faz um corte pra mudar o visual, eu entenderia que seria pra melhor, mas não pra chamar tanta assim a atenção. Ou pra cair no top 10 dos cortes mais ridiculos da história.

Coincidentemente, ontem, estava comentando com marido kinguio que, depois que vi o comercial do Masaharu na TV, agora que ele - sei lá, quesito talento vai ter que contar este ano - não ganha o top one da revista an-an que todo santo ano faz.

Daí hoje, há pouco navegando na internet, eis que encontro um artigo que um outro blogueiro "mata a cobra e mostra o pau" em dez artistas que, digamos, tiveram aquele dia de "bad hair day"... Leia aqui, vejam as fotos e depois me contem...



Dá pra acreditar que o ex-premiê Koizumi é fã desse grupo (X-Japan, do tempo que o hide ainda estava vivo)? Falando nisso, o penteado dele, bem... Deixa pra lá...

Sunday, March 08, 2009

Dia Internacional da Mulher



E que esta data tem que ser lembrada todos os dias, carambolas! Afinal, nós, mulheres, temos que aguentar cada situação e segurar cada barra...

... e o primeiro que falar que a gente está com frescura, leva a frigideira na cara!

[Discoteca Básica do Empório]: "Os Best Of " de Masaharu Fukuyama

Agora que vou ter o apertamento depredado logo depois que eu terminar essa resenha, mas depois de dois meses sem ter postado nada da "famosa" série "Piggy Sakura Ouve", tirar o atraso vai ser um pulo. Ainda mais que vai ser quatro álbuns de uma vez só. Se desta vez vai ser do cantor-compositor-produtor-ator-fotógrafo-apresentador-de-rádio-faz-tudo Masaharu Fukuyama? Vai, sim senhores e senhoras.

Os quatro álbuns que farei a resenha de hoje são quatro coletâneas dos melhores sucessos dele desde 1990 até 2006. Porque também fica dificil escolher um álbum que tenha feito sucesso e vendido muito. Vai o "Best Of" de uma vez que aí não tem briga.


"M Collection - Kaze wo Sagashiteru" de 1995, traz o início de carreira, contendo os sucessos "Tsuyoku no Ame no Naka" (hoje obrigatória nos shows), as baladas "Koibito" e "Good Night", as animadas "Access" e "Melody" (esta foi sucesso de vendas e passagem unica no Kouhaku Utagassen). Era a fase "fazer um pouco de tudo" pra fazer um certo sucesso, já que nos anos 90 foi o boom de muita gente fazendo sucesso e depois sumia, antes passando para programas de TV (Music Station), comerciais de TV e turnês locais, em pequenos salões e teatros. O encarte traz fotos tiradas por Hideo Oida durante uma viagem feita no meio-oeste dos EUA, com direito a paisagem desertica, cactos e violeiros mexicanos de cantina.



"DEAR ~Magnum Collection 1999~" de 1999, traz um pouco do "M Collection" e mais um pouco do período 1996-98. Marca na verdade, o fim do contrato da BMG (antiga gravadora) com Fukuyama (que mudou-se para agora Universal Music). Além dos citados "Tsuyoku...", "Melody", "Good Night", traz os hits "Hello", Message", "Heart" (preferida de muita gente), e as que sairam em singles como "PEACH!!" e "SQUALL" (cover dele mesmo de uma composição para Yuko Matsumoto). A partir desta fase, percebe-se que deixa um pouco a vertente de rock e parte para baladas e canções mais melódicas.


"SLOW" de 2000, seria mais as músicas selecionadas pelo próprio e com nova remixagem, como "Girl" e "Hold On Me". Detalhe para a capa e a terceira capa do encarte: embora tiradas em épocas diferentes e de fotógrafos idem, a pose é a mesma (a da terceira capa foi aproveitada para o single lançado quase na mesma época - "Niji" / "Himawari"/ "Sore ga subetesa").


"Single Collection 5 nen mono" de 2006, foi dito "o best of mais esperado do Fukuyama". Como o nome diz, foram os singles lançados durante 2000 a 2005 e quase todos eles (exceto "Freedom" foram divulgados em forma de música de comerciais, novelas, aberturas de programas de variedades... As rápidas "The Edge of Chaos" (CM da Suzuki SX4), "Red X Blue" (CM Pocari Sweat), "Love Train" e "Beautiful Day" (ambos da goma de mascar Xylish), as baladas "Milk Tea" (abertura do programa de TV "Koisuru hanicami" de 2006), "Tokyo" (novela "Slow Dance"), "Utsukushii Hana" (CM da Panasonic)... só pra citar.

Em 2006-2007, para a divulgação do álbum, bastou uma turnê nacional em todo o Japão, intitulado "17 nen mono Arena", que pelo nome diz, os 17 anos de carreira (e eu fui, no Saitama Super Arena e no Yokohama Arena).

Falem mal, mas falem dele, as músicas do Fukuyama são boas de se ouvir em qualquer ocasião. Afinal, agora são de 19 anos de carreira.

E pensar que ele saiu de Nagasaki, com 200 mil no bolso e o primeiro show que fez só tinha... nada!!!

Leia Mais da Série:
- The Beatles - Live At The BBC
- The Monkees - Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
- Carpenters - From the Top 1965-1983
- The Police - Message in a Box
- Southern All Stars - Ballad 3 - the album of LOVE
- The Rolling Stones: Singles Collection - London Years 1963-1971

Saturday, March 07, 2009

Lista das Coisas Recentes

Têm dias que a autora aqui surta de vez mesmo e acaba se surpreendendo a ela mesma. Aquela história, de que "quem me conhece, sabe...", quando eu acabo tendo aqueles lapsos de sanidade, na semana seguinte fico me perguntando como tive coragem mesmo de comprar/fazer/ouvir isso?

Só pra ter uma amostra dos cinco minutos de "falta de sanidade" ou "se cara de pau desse cupim...":

1) Computador novo: No final de janeiro o meu velho PC foi desta pra melhor. Como a gente não fica sem computador pois a gente usa pra muita coisa (desde acessar noticiários até procurar algo interessante e útil), levei duas semanas pra pesquisar e encontrar algum PC novo e preço bom e barato. Resultado, um novo Sony Vaio que até hoje estou apanhando no teclado devido as acentuações que tenho que usar as funções em colorido, fui usar o messenger e esqueci que tinha microfone embutido...

2) Franz Ferdinand: Esse quarteto escocês vem do tempo que eu ainda frequentava o Forum Beatles Brasil (que nem sei se está ativado ou não), postaram alguns vídeos deles ("The Dark Of Matinee" e "Take Me Out"), mas fui começar a ouví-los mesmo quando "Do You Want To" estourou nas paradas daqui quando foi música de comercial da Sony e tema de encerramento de "Paradise Kiss". E pra encontrar os CDs, já que eu pra fazer download das coisas eu sou um zero a esquerda...

Semana retrasada fui na loja de CDs, detonei meu point-card e levei os três CDs do grupo ("Franz Ferdinand", "You Could Have It So Much Better" e "Tonight"), coloquei no meu iPod (velho) e todo dia vou e volto ouvindo. Uma pena que eu não sabia que eles vinham "de surpresa" em Tóquio e fizeram um show rápido pra divulgar o novo álbum. Agora pr'eles virem de novo pra cá...

3) Apaguei as outras músicas no iPod: O desastre foi no mesmo dia em que comprei os três CDs do Franz Ferdinand (item anterior). Fui usar o iTunes pra inserir os três CDs e por toupeirice minha mesmo, apaguei tudo e só ficaram os três CDs e um dos Beatles. Tudo bem, Oasis e Blur ainda eu consigo recuperar, mas o pior vai ser encontrar de novo o show ao vivo do Michael Nesmith, em Londres, que consegui num site que fechou...

4) Mangá do Speed Racer em inglês: Ah, nunca contei que desde que eu estava no primário eu não perdia um episódio do desenho (que depois fui saber que era japonês) "Speed Racer". Tanto que quando reprisou na Cartoon Network, versão em inglês, meu irmão mais velho gravou pra mim (mas pra eu editar depois, nada). Vim pra cá e pra encontrar os originais, nem em loja de usados. No ano passado, devido ao lançamento do filme (que não assisti, prefiro o desenho mesmo, o antigo), uma editora americana restaurou o mangá original e lançou um box-set de dois livros completos.

Fui comprar só agora na Tower Records.

5) Atashin'chi: Mangá de tiras de 28 quadrinhos dominicais de Eiko Kera, que sai todo domingo no jornal Yomiuri. O dia-a-dia de uma família classe média de Tóquio, cujos pais eram de Kyushu (sul do Japão) e tem dois filhos adolescentes, com direito a foras, situações constrangedoras em tom de comédia. Comecei a ler quando assinávamos a Yomiuri Shimbum e pra comprar alguns volumes foi um pulo.

Tem a versão de desenho animado também, que passa todo sábado na TV Asahi.

Só espero que eu não tenha esses surtos. Do jeito que a coisa está, mais um estrago desses, vou a falência em uma queda só...



A prova da falta da insanidade que a gente bem que tenta esconder...

Thursday, March 05, 2009

What Hell Is It??

A história surgiu num comentário de um post sobre moda mais fashion possivel e acabou na mesa do bar sobre...

- Iwasaki, que diacho é esse de tremoço?

Pra quem é do interior e na época de faculdade, o boteco que ficava no campus servia essa iguaria de graça pro pessoal que esperava o coletivo pra casa. Claro que acompanhado de cerveja.

E pra explicar como era esse aperitivo? Salame, calabreza, azeitona todo mundo conhece. Mas o tal do tremoço, de dez pessoas, meia pessoa sabia/ouviu falar/já comeu.

Pra acabar a dúvida, graças ao são gugol que nos ajuda nas horas mais dificeis na vida, encontrei o site do Instituto de Agricultura de São Paulo o que é, como é e como se cultiva.

Senhoras e senhores, gostaria de apresentar... Tremoço!!!



Encontrado nos melhores botecos e lanchonetes do bairro!

Das Coisas mais Simples

Até hoje muita gente não se conforma o fato de termos um 525 (ano 2002, vale lembrar) no estacionamento de casa e eu e meu marido kinguio frequentarmos liquidações e ofertas, morarmos num apertamento modesto e levar almoço de casa. Bom, daí se explica o fato de termos adquirido um veículo destes. Convenhamos: temos que aproveitar enquanto podemos ter, podemos andar com segurança, pois depois...

Mesmo assim tem gente que não acredita/não se conforma do fato de eu...

1) Ter um carro e frequentar lugares baratos... Não vejo nada de errado de ir ao supermercado. Aqui não tem essa de ter um carro x e ter que frequentar lugar y. E vamos mesmo, no horário e dia que muitos produtos chegam a 50% de desconto. Teve uma vez que nossa compra saiu MUUUUUUUUUUUITO bem abaixo do valor original...

2) Eu não me importar com marcas: Compro roupas que me caem bem, compro produtos de beleza que não me deem alergia, e chocolate pra mim não ligo pra marca. Desde que seja chocolate, eu aceito. No meu armário e gavetas, quem olhar, vai encontrar peças brancas e algumas coloridas (claro, variar um pouco nunca matou ninguém), e se encontrar marca, escreve embaixo: comprei porque a) foi devido que me caiu muito bem, ainda mais que engordei um pouco e quase tudo não me serve, e quando serve e cai bem, tenho que aproveitar; b) quando a matemática liquidação + serviu bem = leva que depois não encontra mais funciona.

Sim, a maioria das minhas camisas que uso pra trabalhar são da Uniqlo e daí?

Quesito produtos de beleza, já disse que os da Mary Quant foram os únicos que não me deram reação alergica. O preço é razoavel e as atendentes da loja de Yokohama são muito bem atenciosas. Mensalmente vou para ter dicas de como usar isso ou aquilo (e sempre acabo levando alguma coisa de lá). Point card serve pra quê?

3) Sou a rainha dos point cards: E ainda de quebra tenho os sites dos fast-foods devidamente nos favoritos no meu celular. Saibam que estes cartões de fidelidade de lojas já me fizeram economizar uma boa grana e me salvaram na hora do aperto (leia-se: vontade de tomar um café, sem trocados e usou todos os pontos do cartão). Leva a mão na cara quem achar que é besteira.

4) Compra CDs em loja ao inves de downloadar por aí: Bem que tentei mas o resultado foram três idas na manutenção para destravar o computador. Não teve uma quarta vez e acabei comprando um novo de uma vez. Voltando, eu prefiro comprar o CD pois vem os encartes, letras e você pode ouvir várias vezes seja em casa ou no carro. Pra horror de muita gente que me conhece, a maioria dos CDs que tenho na estante de casa foram comprados em lojas de segunda mão com o devido acumulo de pontos nos famigerados point cards mencionados. Exceções feitas para alguns CDs recentes do Masaharu, os três do Franz Ferdinand, dos Beatles (estes tive que comprar pelo precinho original).

5) Traz comida de casa: Volto a dizer: quando duas pessoas sabem cozinhar, tenho mais que trazer comida de casa para o almoço. Quando não trago, digamos que foi preguiça extrema, pois ninguém é de ferro. Mas de cinco dias que trabalho, quatro eu trago comida de casa. O quinto dia seria na véspera de minha folga que aí eu costumo ir comer fora.

6) Não frequenta cafeterias todo dia: Confesso que gosto dos cafés do Starbucks, do Tully's e do Dean&Deluca, mas quando só de vez em nunca, pois todo dia, haja dinheiro. E quando vou, costumo levar meu próprio copo: ganho até 50 ienes de desconto na bebida.

Eu tinha dito certa vez que eu precisaria cortar o café da minha dieta??

Sim, eu tenho carro e perdi o medo de dirigir nas ruas com postes no meio, apesar de pensar dez vezes se vou pra Tóquio dirigindo (marido kinguio consegue, pois quem dirigia no caos de Sampa, dirige em qualquer lugar). Ando de ônibus e fico espremida nos trens, pois eu é que não pago mais caro só pra ir sentada no reservado sendo que o trecho é o mesmo. Vou continuar usando meus point cards e comer chocolates de 98 ienes da Meiji ou Morinaga, são baratos, eu sei, mas o chocolate é o mesmo.

Talvez seja por isso que eu seja vista a olhos tortos...

Wednesday, March 04, 2009

A Noite em que o Copo NUNCA fica vazio...

Detesto farewell parties de alguém que se vai. Sei que nada dura pra semente, mas ir fazer festas em algum pub, izakaya, quintal de casa, bem, pra mim é de doer a alma e partir o coração, portanto, o dia que eu tiver que fazer a minha, eu preferia em dinheiro.

Quando digo que esse tipo de despedidas me fazem doer a alma e partir o coração, eu digo por experiência própria: quantas vezes não fui em festas assim? Por mais que a gente se descontraia e ria muito, confesso que eu volto pra casa pior do que antes. Efeito etílico, pra dizer a verdade.

Teve uma vez (talvez a primeira e última) que eu abusei demais. Quem me conhece sabe: eu não passo do terceiro half-pint da Guiness, mas ano retrasado passei de três one-pint da mesma, intercalando com um coquetel de metro repartido pra nem-lembro-mais-quantas-pessoas-naquele-dia, e um peixe com fritas.

Resultado: saída pela direita em Shinagawa e perdi o último trem direto pra casa.

Desta vez, sexta passada, mais uma colega se vai.

Copo vazio? Desta vez tive que controlar com duas half-pint de sempre, um suco de morango e uma Coca-Cola. No dia seguinte, tinha trabalho, né.

Talvez as toupeirices minhas naquele dia (é, sempre acabo dando algum fora) foram mais amenas que as de antes, tais como...

- Ninguém, ou quase, saber o que seria tremoço.

- Ter ido com uma blusa roxa e ter sido chamada de Fanta Uva a noite toda.

- Ter comido um pistache com casca e tudo.

E depois dizem que eu bebi demais...

Updatando em 5 de março: eis a foto da autora com a blusa da cor que gerou a carinhosa alcunha a semana toda de "Fanta Uva de Dois Litros". Isso porque - ainda bem - que não tiraram minha foto de corpo todo (a saia tinha detalhes em roxo uva fosforescente... Arigatou, Ca!



A autora junto com o casal de blogueiros que mais fazem rir na blogosfera.