Thursday, April 30, 2009

Memória Curta, ou quando um assunto termina em outra coisa nada a ver...

Quando eu falo que muita gente tem memória curta, eu não estou brincando. Acontece algo entre o banal e escandaloso, a semana toda fala, fala, fala e na semana seguinte, a poeira abaixa e fica por isso mesmo. Logo de cara cortam-se contratos, aparições na TV e por aí vai. Depois...

E esta semana a gripe suína que assola quase todo o mundo? Viajar pro México já ficou zona de risco e a pandemia pode surgir a qualquer instante. Agora estou com um olho no teclado e o ouvido na TV e parecia suspeita de surto de nova influenza aqui. Prevenção: lavar MUITO bem as mãos, usar máscara e carne de porco bem cozida ou frita. Se depender de mim, a carne frita vira carne esturricada.

Outro dia destes, não me lembro se foi numa mesa de algum pub, a gente conversava vários assuntos até que ...

- Fulano, você dirige?
- Não, mas no Brasil, meu pai usa meu carro pra ir na fazenda cuidar da horta...
- Realmente, a gente tem que pensar no que fazer quando voltarmos em definitivo. Dependendo
da idade ou no pé que estivermos, temos que ter negócio próprio.
- Um amigo meu entrou no programa de demissão voluntária no banco e está pensando em ir pro litoral. Em (cidade) dá muito camarão? Ele pensa em fazer viveiro de camarão.
- Vixe, meu filho. Lá é o que mais dá! Mas fazer criação de ostras. Olha, o negócio é bom e não agride a natureza...
- Eis que muita gente resolve unir o útil ao agradável. Onde eu moro, além da horta, vendemos palmas também.
- Mas isso é flor de enterro. A não ser que tenha sociedade com a agência funerária.
- Bom, a casa onde meus pais moram e tem a horta, fica no trecho que o cortejo funerário passa...
- Meu ex-colega de quarto nos tempos de tal lugar resolveu investir em vendas de caixões. Mas ultimamente no Brasil, o pessoal dificilmente está usando caixões. Estão cremando.
- E alguém já foi em algum velório aqui?
- Olha, eu cheguei a ir em uma cerimônia de cremação. Até então, eu pensava que era só o corpo ir ao forno crematório e voltava cinzas. Talvez alguns ossinhos que restaram. Mas sabe que depois deste dia, tudo que eu imaginava de uma cremação se dissipou no momento que pediram para a gente ficar em fila indiana e encarar a caveira do falecido e alguns ossos e ir pondo o que restou com uma pinça em uma caixa. Agora eu entendi porque muitos possuem uma baita caixa embrulhada em um pano branco e fica num altar. Se quiser que vire cinza mesmo, o processo
é beeeeeem mais caro, por isso que a grande maioria fica na primeira fase...

As identidades e locais foram omitidas pela autora para não comprometer ninguém, pois depois deste papo, todo mundo pediu pra fechar a conta e ir pra casa...

Wednesday, April 29, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: Hikaru Utada the Singles Collection Vol. 1


MaiK (do finado uwasa.br) e outras e outros que gostam de j-pop me perdoem, mas por mais que Hikaru Utada seja carinhosamente apelidada de "butada" (buta= porquinho), uma paródia com seu sobrenome, ela continua aparecendo nas paradas de sucesso. Não como no início de carreira, mas continua.

No início de 1999, enquanto Namie Amuro estava afastada por motivos pessoais, Ayumi Hamasaki ainda estava engatando nas paradas de sucesso, eis que nas rádios e PV (promotion video, os nossos "videoclipes") surge uma cantora, com a música "Automatic", entre o dance e o rhythm-n-blues. E aos dezesseis anos de idade.

Sábio que aqui artistas vem e vão, foi natural que logo de cara muita gente dizer que ela não iria durar nem no primeiro single. Assim como muitos artistas que se limitam a um single ou acabam ficando num clube restrito, se é que me entenderam.

Mas não foi o que aconteceu com Hikaru Utada.

No mesmo ano de 1999, três músicas dela foram direto ao top one da Oricon (tipo a Billboard): "Automatic", "Movin' On Without You" e "First Love" (esta, alavancada ã novela "Majo no Joken", a autora aqui já assistiu e chorou pacas! Estava mais que certo que logo a seguir um CD iria aparecer (foi o que aconteceu e ficou em primeiro lugar). Houve quem especulasse que Utada estaria "substituindo" a Namie Amuro, exageros a parte...

O que surpreendeu os críticos na época foi o fato de que ela tinha dezesseis anos, falava mais o inglês que o japonês (tanto que Utada confessou em uma revista que ela não sabe o keigo, o linguajar mais polido, pelo fato de ter nascido e estudado nos Estados Unidos). Por ser filha de Terazume Utada (produtor musical) e Keiko Fujii (ex-cantora de enka), isso era um mero detalhe que poucos comentavam.

A citada "Movin' On Without You", "Automatic" e "Time Will Tell" são de um pop e dance que agrada. "First Love" e "Final Distance" foram baladas que até hoje são tocadas nas rádios (só pra lembrar, "Final Distance" foi dedicada a uma das alunas que foi assassinada em Osaka, no massacre ocorrido em 2001). Sem falar nas batidas eletrônicas misturadas com o rhythm'n'blues que marcam Utada, como "Time Limit", "travelling", "for you". E, de praxe, as soundtrack doramas como "Can't You Keep a Secret" (da novela "Hero") e "Sakura Drops" (tema do game "Kingdom Hearts").

Apesar que durante o período de 2000 a 2007 Hikki (seu apelido) ter passado por problemas de saúde (teve problemas de cisto no ovário), problemas pessoais (o casamento e separação com o diretor de alguns de seus PV Kazuaki Kariya), e fraca recepção nos Estados Unidos e Europa com os álbuns gravados em inglês (na verdade sua língua-mãe), ela ainda continua sendo referência para vários artistas, mesmo não sendo tão popular como no início de carreira.

Só pra constar: Hikki só "brigava" com Ayumi Hamasaki nas paradas de sucesso, pois pessoalmente as duas dificilmente se encontravam (mas a briga - literalmente falando - da Ayu era com a Namie Amuro, tanto que as duas travaram uma "troca de gentilezas", como "macaca de auditório", "Barbie fabricada" e por aí vai...). A mesma coisa entre os Beatles e Rolling Stones nos anos 60, já comentado.

Voltando ao álbum que está no título do post. Em 2003, a EMI-Toshiba (gravadora a qual Hikki pertence) acabou por lançar o "best of" dela, o qual ficou no top one da Oricon. Coincidentemente, no mesmo ano, Ayumi Hamasaki lançou o "Best Of..." dela também (o qual futuramente vai ter a resenha merecidamente feita neste mesmo sítio), o qual acabava-se fazendo um "revezamento" de top one naquele ano. Como eu disse, jogada de marquetingue funciona em qualquer lugar do mundo.

Mesmo ainda Hikki ainda insistir em conquistar o mercado americano e europeu, pode ser que dentro de alguns anos venha o "Singles Collection volume 2". Quem sabe...


Ver outras resenhas na procura "Discoteca Básica"...

Thursday, April 23, 2009

O Lado Ruim de ser Famoso e (Muito) Conhecido...

Aproveitando um pouco o post da Dona Luria...
Voltando hoje do curso de japonês que faço religiosamente toda quinta, ao passar na frente de um quiosque de estação, a primeira página dos jornais (se passou na TV, eu não passei em frente de uma loja de eletroeletronicos hoje): "Tsuyoshi Kusanagi [do SMAP] preso".

Pára tudo! Cuméquié?

Tudo porque ele estava andando pelado no meio do jardim nos arredores do Tokyo Midtown. De madrugada. Se bem que depois de um engradado de cerveja, no dia seguinte ninguém sabe o que aconteceu nesse tempo. Oras, artistas são humanos, de carne e osso, têm o direito de tomar todas e se extravasar, afinal, vida de artista também deve estressar (e muito).

O que abalou a mídia, as fãs e donas-de-casa em geral é que ele tem aquela fama (e jeito) de bom-mocinho, certinho, etc., e de repente - bum! - uma notícia bomba. Nem até pelo fato de andar pelado no meio da madrugada manguaçado, afinal, tem gente que deve ter feito pior mas ninguém fala nada (isso porque tiveram a sorte de não encontrar um cara/mocreia que acordou de mau-humor e só pra chatear resolve fazer uma dessas - chamar a polícia).

Lembrou-me de alguns anos atrás que o Goro Inagaki (também do mesmo grupo) ficou mais de seis meses na geladeira devido a uma infração de transito e resolveu escapar sem pegar a multa. Acabou é quase atropelando a policial e quase o grupo terminou. Por mim eu assinava a multa e falava pra policial guardar a segunda via assinada de lembrança do que ter a imagem manchada por isso.

Eis o lado ruim de quem é famoso: perde-se totalmente a privacidade e a liberdade de ir e vir.

- Se fulano sai com fulana, nem que seja pra tomar umas birinaites e jogar conversa fora, já acham que estão de namoro;
- Se fulano(a) enche demais a cara, falam que é mau-exemplo pros demais;
- Se fulana sem querer (sei...) mostra o cofrinho, falam que está apelando;
- Se fulano (a) compra um apertamento básico no bairro nobre, acham que está cheio de bufunfa...

E por aí vai né.

Agora, quando acontece um incidente destes, aqui, principalmente, começam a especular quantos contratos serão cancelados (o lado ruim é que Kusanagi fazia comerciais de aluguel de carros e da campanha da TV Digital que começará no ano que vem...), quantos discos vão deixar de vender, se os programas que ele faz serão cancelados...

Sem falar se ele vai aparecer na TV diante de centenas de milhares de repórteres para dar o tradicional pedido de desculpas... Bleeeeeeeeeeeh, se fosse ele eu falaria: "andei peladão mesmo, estava sozinho e ninguém tava vendo. E enchi a cara e misturei cerveja com vodca e saquê. Qual o problema? Saquê dá aquele calor, sabem? Por isso que fiquei peladão no parque de madrugada, pois tava a fim de pegar uma gripe e ficar um mês longe da TV porque ser famoso estressa, entenderam ou eu preciso desenhar também?"

Pra falar a verdade, ninguém precisa ficar posando de bom-moço a vida toda...

Sunday, April 19, 2009

A Origem de Nome de Bandas (ou: vai ter imaginação fértil lá na...)

Navegando na internet em algumas noites passadas (é porque de dia eu trabalho e navegar na net nem quando o sistema dá falha eu tenho essa brecha), eu estava lendo o artigo do Kid Vinil sobre música (lembro dele dos tempos que ele era vocalista do Magazine e quando apresentava o finado "Som Pop" na Rede Cultura) quando me deparei com o artigo "A Origem dos Nomes das Bandas".

Obviamente muita gente sabe de onde vieram os nomes de bandas mais óbvias (como os Beatles e Rolling Stones, por exemplo), mas muita gente acha que o nome da banda veio de um delírio a base de substâncias (i)licitas, sugestão de gravadora ou no jan-ken-po mesmo. Ah, duvidam? Então eis a origem (real ou não) dos nomes de bandas maiomeno conhecidas...

Não vou postar todas pois senão 1) haja paciência, senhor e 2) este post vai ficar muito longo e sei que ninguém vai ler mesmo... Portanto, se quiserem mais podem procurar no site Whiplash!, Rock Band Name Origins, Wikipedia da vida ou no seo Gugol (digita "origem de nome de bandas" que vai sair um monte de site falando quase a mesma coisa)...

AC/DC: Têm duas versões para a origem do nome da banda de heavy-metal australiana:1) a irmã de um deles viu a inscrição "AC/DC" em um aspirador de pó. A inscrição significa o tipo de corrente elétrica (alternada ou contínua), mas há que diga que 2) seria a mensagem subliminar para "Anti-Christ/Dead Christ". Porém "AC/DC" também seria gíria pra bissexual, mas aí já era tarde demais...


Alice Cooper: Vincent Damon Furnier, filho de um pastor, adotou o pseudônimo via uso da tábua de ouija (semelhante àquela brincadeira do "jogo do copo"). Dizem que Alice Cooper seria uma feiticeira e uma das vidas passadas do vocalista...

B52's: Nome de um tipo de penteado que Kate Pierson e Cindy Wilson (vocalistas da banda) usavam (que parecia um bolo de noiva). Mas também o nome de um bombardeiro dos anos 50.

Barão Vermelho: Tirado nas HQ de Charlie Brown.

Bay City Rollers: O quinteto dos anos 70 (conhecidos por usarem roupas com detalhes de estampas tartan) escolheu o nome via cravando um alfinete cegamente em um mapa. Caiu em Bay City, em Michigan, Estados Unidos.

Belle and Sebastian: O grupo escocês pegou o nome de um programa infantil da televisão francesa.

The Beatles: Quase todo mundo sabe a origem do nome que seria uma variante de "beetles" (besouros) e "beat" (batida, ritmo), inspirados no grupo do finado Buddy Holly, os Crickets (grilos) e também na gangue de motociclistas no filme de Marlon Brando (O Selvagem). Talvez a versão mais aceita seria de John Lennon que, segundo ele, uma pessoa veio numa torta flamejante e disse que o grupo se chamaria Beatles com "a".

Blur: Escolheram o nome através de uma lista oferecida pela gravadora, já que o nome anterior da banda "SEYMOUR" parecia não dar futuro.


Bob Dylan: Seu nome real é Robert Allen Zimmerman, mas para que ninguém soubesse de suas raízes fortmente judaicas, adotou o sobrenome Dylan via seu poeta favorito, Dylan Thomas.

Bon Jovi: Modificação do sobrenome do vocalista Jon Bongiovi, Jr.

Bono Vox: Em latim "boa voz". Paul Hewson (nome real do vocalista do U2) se inspirou de uma loja de equipamentos para audição.

The Byrds: Segundo Michael Clarke: "as bandas que estavam no topo das paradas começavam com a letra B como Beach Boys e Beatles. Então escolhemos Birds com'y'"

Capital Inicial: muita gente até hoje pensa que o nome do grupo tem relação à Brasilia, Capital Federal. Na verdade, seus integrantes, no início não tinham dinheiro para bancar a empreitada - o capital inicial.

The Clash: Paul Simonon, guitarrista, viu nos jornais a manchete "A Clash With Police", gostou do nome e deu no que deu.

The Cramberries: Antes da vocalista Dolores O'Riordan ingressou no grupo, o mesmo se chamava "Cramberries Saw Us" (corruptela na pronuncia de "Cramberry Sauce"). "Cramberry" é um tipo de fruta vermelha da família dos morangos (tentei encontrar a tradução e não encontro. Só sei que framboesa ou groselha não são...)

Coldplay: Nome "doado" por um outro grupo da mesma universidade em
que os membros da banda formada por Chris Martin estudavam.

David Bowie: Bowie é uma marca de uma faca. Seu nome verdadeiro é David Robert Jones. Quando começou a ingressar na música, trocou para Bowie para não ser confundido com Davy Jones, dos Monkees.

Dire Straits: Gíria de baixo calão para designar uma pessoa "pobre, sem dinheiro e sempre na pindaíba". Dizem também que era a situação que a banda passava antes de assinar o primeiro contrato.

The Doors: Vem do livro "As Portas da Percepção", de Adoulx Huxley (o mesmo escritor de "Admiravel Mundo Novo").


Duran Duran: Nome do vilão da HQ "Barbarella".

Elton John: Homenagem aos músicos Elton Dean e John Baldry. Seu nome verdadeiro é Reginald Dwight.

Engenheiros do Hawaii: Tirado de uma velha rixa entre os estudantes de arquitetura e engenharia em Porto Alegre (RS). Os primeiros chamavam os segundos - tido de baixa classe hierárquica na faculdade - de "engenheiros do hawaii" devido as roupas de surfistas que alguns usavam.

Everything but the Girl: Tirado de uma loja roupa inglesa cujo anúncio dizia que tudo estava a venda, exceto a vendedora.

Franz Ferdinand: Nome do arquiduque austriaco assassinado em 1914, dando início à Primeira Guerra Mundial.

Green Day: Gíria referente a maconha. Também pode ser relacionado ao filme "Soylent Green".

Iron Maiden: Donzela de ferro. Era um instrumento de tortura na era medieval. Também era o apelido da ex-premiê britanica Margareth Thatcher.

Jefferson Airplane: Dizem que seria a homenagem ao bluesman Blind Lemon Jefferson, mas outros dizem que seria uma gíria para um fosforo improvisado para acender baseados.

Kiss: Significa beijo, foi usado para designar algo perigoso e sexy. Dizem a lenda urbana que seria a sigla para "Knights in Satan's Service" (Cavaleiros a serviço de satã).

Legião Urbana: Vem do latim "legio urbana omnia vinci".


Mutantes: nome tirado de um livro lido por Ronnie Von - "O Império dos Mutantes".

Nirvana: Estado avançado de espirito na cultura hindu.

Oasis: Nome de um centro esportivo em Swindon, Inglaterra.

Paralamas do Sucesso: Nome sugerido pelo baterista Bi Ribeiro para que soasse ridiculo e curioso o suficiente (isso porque as outras opções eram As Plantinhas de Mamãe e Cadeirinhas da Vovó...)

Pearl Jam: Nome de uma geléia alucionógena que a avó do vocalista Eddie Veeder fazia.

Pink Floyd: Homenagem a dois músicos de blues Pink Anderson e Floyd Council, que o primeiro vocalista Syd Barrett curtia.

The Police: Reza a lenda que foi devido ao pai do baterista Stewart Copeland pertencer a elite da CIA (Centro de Inteligência Americana).

Queen: Rainha, mas também giria para bissexual.

Ramones: Tomado emprestado do pseudonimo de Paul McCartney que assinava Paul Ramone nos hotéis para não ser reconhecido.

The Rolling Stones: Tirado da música "Rollin' Stone" de Muddy Waters, ídolo de Brian Jones. Acrescentaram o "g" por insistência do empresário, em prol de um inglês mais correto...

RPM: Revoluções Por Minuto, trocadilho sobre "rotações por minuto" que era a medida para o numero de rotações que um disco fazia. Dizem que seria as iniciais meio que invertidas do líder Paulo Ricardo (de Medeiros).

Smashing Pumpkins: Billy Corgan, vocalista, guitarrista e líder já deu várias explicações. O nome poderia ter vindo de uma piada sobre Halloween, que usa a abóbora (pumpkin) como símbolo. Em outra explicação, ele diz que Gene Simmons do Kiss apareceu em um sonho seu e disse "Joe Strummer is a pumpkin, drunken and smashed!"(Joe Stummer é uma abóbora bêbado e chapado). Mas o que ele mais afirma é que o termo smashing é usado no sentido de "arrasador", não como um verbo conjugado. O certo é que sua cidade natal é produtora de abóboras e há quem diga que o nome (Esmagando Abóboras) é uma vingança a um comentário de uma ex-namorada que teria lhe dito que ele não realizaria nada na vida e jamais conseguiria sair da cidade.
(retirado do Whiplash)

Talking Heads: Jargão em telejornalismo quando se fazem as tomadas acima dos ombros do narrador.

The Ting Tings: Era para ser homenagem a uma amiga chinesa, mas a surpresa maior foi quando vieram ao Japão e descobriram que o nome significa "pênis pequeno".

U2: Modelo de avião usado para espionagem desenvolvidos pelo governo americano. Bono declarou certa vez que o nome vem da idéia de interatividade com o publico, "You Too", Você Também.

UB40: O grupo foi formado reunindo vários desempregados. UB são as iniciais de Unemployment Benefit, ou seja, assistência ao desemprego, existente na Inglaterra. UB40 é o nome do formulário para solicitar o beneficio.

Ultraje à Rigor: Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”


Weezer: Apelido dos tempos de escola do vocalista/guitarrista Rivers Cuomo devido ao barulho que fazia em seus acessos de asma.

The Who: Antes eram conhecidos como "The High Numbers". Insatisfeitos com o nome, foram recebendo varias ideias a ponto de ficarem tão confusos e perguntarem "Os Quem?".

Portanto, aspirantes a montarem uma banda ou trocar de nome, pensem bem na desculpa que vão inventar quando perguntarem "de onde surgiu esse nome".

Saturday, April 18, 2009

Compacto em tudo (menos o preço)

Que aqui no Japão as ruas são estreitas, existem postes no meio da rua, o espaço pra ter que estacionar é disputado e garagem custa uma nota, eu já sabia muito antes de eu vir para cá. Digo a verdade: quando tirei a (não tão) sonhada CNH quando tornei-me maior de idade (só isso, porque de altura, deixa pra lá...), só tive carro de tamanho o suficiente para não me enrolar em baliza de estacionamento. Acho que o maior carro que eu já tive até enquanto estava no Brasil, foi uma Parati.

E olha que esse carro não é tido tããããão comprido como se imagina. Mas eu sofria muito para estacioná-lo....


Depois de um ano e pouco que cheguei aqui, por insistência do então futuro marido kinguio, transferi minha CHN azul-com-validade-quando-entrar-na-casa-dos-enta para o famigerado "menkyo torokosho" com foto-que-nunca-fica-bem-em-documento-algum-nem-com-photoshop. Por meio ano ficamos no revezamento de guiar (leia-se: mais o kinguio que eu) o primeiro carrinho que tivemos no primeiro ano de juntamento: um Honda Ascot ano 1989.


Não é a foto da autora, mesmo porque eu não tenho um pra contar a história.

Não parecia ser "carro de velho", mas depois de ter a ventoinha do motor quebrado (o que nos rendeu vexames homéricos no centro de Odawara) e o vidro traseiro estilhaçado de forma misteriosa, que até hoje a gente não sabe porque, passamos para um outro, digamos, menor mas que três vezes por mês - ou mais - tinhamos que bater ponto no posto de gasolina perto de casa.

Sim, tivemos um carro que muito boyzinho de nossa época queria ter, mas na versão GTR e turbinado: um Nissan Skyline GT 2.0. Só que nosso carro - que aguentou a gente por longos oito anos - era a versão mais "comportada": preto, não-turbo, mas impecavelmente parecendo zero-quilometro.


Quando, há dois anos atrás resolvemos trocar o carro (já contei neste sítio como foi), juro que eu pensei num carro menor, que fosse mais fácil de estacionar, de manobrar nessas ruas estreitas e com postes no meio. Mas não...

Bom, não posso reclamar, pois carro é bom, facilita em tudo e a gente pode sair sem se preocupar "ai, perdi meu último trem pra casa", mas se fosse depender de mim, eu compraria um VW Golf (meu sonho de consumo), ou um Smart, ou um Mini... mas o carro que foi lançado recentemente, o Tata Nano, bom...

Uma coisa eu digo: carro por mais compacto que seja, barato nunca foi. O Mini, por exemplo, ninguém dava um centavo, até que Paul McCartney apareceu com um. Daí pro pessoal querer ter um foi um pulo. E o preço...

E o Smart, aquele carrinho da Mercedes-Benz que, toda vez que vejo um na concessionária perto de minha casa, acho que vai desmontar todo quando anda a 50 km/hora? No Brasil, o carro seria ideal se não fosse o preço.

Como eu diria: carro compacto, preço expandido...


Tata Nano, Smart ForTwo, Toyota Ractis e Mini (só que o motorista infelizmente não vem incluido).

Thursday, April 16, 2009

A Semana que passou (e a que estamos também)

Quando a Esmola é Muita... No post deste mês eu fiz uma curtinha sobre o programa do governo financiar a passagem pros latino-americanos. Bom, como as coisas mudam pior que cabelo de celebridade, alguns dias depois que postei as curtinhas, veio a retificação: o governo dá a passagem e você devolve o visto. Eu ainda continuo achando que é uma proposta optativa e a pessoa vai se quiser. Ninguém estaria obrigando você a sair sendo que você embarcou nessa porque quis.

Como disse kurati, a verdade é que os brasileiros têm o (péssimo) hábito de reclamar e encontrar alguém para pôr a culpa.

A comparação que ele fez da mocinha que põe a culpa na doceria foi a melhor.

Cadê a cerejeira que estava aqui? Todo mundo sabe que abril aqui além da primavera chegar, as cerejeiras florescem e fica algo belo de se ver. Só que como nada é pra semente, uma semana depois, as flores despencam de uma vez só, formando um tapete para o corredor das ruas e calçadas. Sem falar dos hanami, piqueniques debaixo das cerejeiras, sejam com a família, sejam com os colegas de trabalho. No último caso, a bebedeira e os vexames correm solto...

Quando a lebre vira tartaruga... Semanas atrás, uma provedora brasileira teve problemas no tocante em que se trata de internet. Resultado: reclamações a mil por hora, ainda mais que no Brasil tem as regras para o atendimento ao consumidor. Se ainda resolveram, não sei, mas eu sei que meu irmão faz três semanas (ou mais ) que não atualiza o próprio sítio. Falta de tempo ou serviço de mais. Ou as duas coisas juntas.

Salve o Tricolor Paulista... Pouca gente sabe, mas sou torcedora (não tão fanática assim) do São Paulo. Torcemos para que o goleiro-artilheiro-recordista-patrimônio-do-Morumbi Rogério Ceni volte a ativa melhor do que antes. Nem que tenhamos que esperar seis meses.

Só que com isso ficaremos sem ele na Libertadores....

Beatles Forever! Lembram que eu comentei que vão relançar em setembro todos, mas todos os álbuns do maior e melhor grupo musical de todos os tempos (tá, exagerei)? Melhor ainda que terão edição especial: encarte com fotos raras e até um "make of" das principais músicas. Opinião daquela que posta aqui: meu cofrinho vai ser detonado.

Mais Beatles.... Além de Paul McCartney e Ringo Starr (desnecessário dizer que são os Beatles remanescentes) terem aparecido juntos em um show beneficente, George Harrison (falecido em 2002), ganhou uma estrela na famosa Walking of Fame em Los Angeles. Vem minha pergunta: a maioria dos artistas, quando passam para o outro plano, acabam tendo reconhecimento, mas enquanto vivos eles são ignorados? Existem coisas que nem Ele explica...

Entre a tragédia e as gafes... Semana passada, Itália sofreu um dos piores terremotos em todos os tempos e justo na semana em que estava tendo a reunião do G20 . Eis que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, desfilou as gafes que nem nosso presidente faria e nem o primeiro-ministro daqui fariam. Além de falar alto, resolveu atender ao telefone celular a cumprimentar a chanceler alemã Angela Merkel e ainda falou que as vítimas do terremoto italiano "estavam praticando camping no final de semana". E ainda reclamam que o abraço que a Michelle Obama deu na Rainha Elizabeth II foi uma gafe. Oras...

Reforma Ortográfica. Eu digo e assino: ainda não acostumei a nova regra ortográfica e volta e meia acabo escrevendo linguiça com trema. Isso quando eu escrevo. Provavelmente quando eu acostumar, as regras vão mudar.

Sunday, April 12, 2009

Feliz Pascoa!


Cartum que vi em vários blogs, inclusive no "Pensar Enlouquece"

Tudo bem, aqui (quase) ninguém sabe ou já ouviu sobre a origem da Pascoa. Mas eu juro que não poderia passar essa em branco... Apesar de quase todo ano esqueço da Sexta-Feira Santa, Sábado de Aleluia e Domingo de Pascoa...

Saturday, April 11, 2009

"Dupla de Dois" de Yokohama

Quase toda noite, quando volto do trabalho, passo pelo corredor de uma loja de departamentos e vejo uma dupla de violão e gaita (ou pandeiro) cantando para uma pouca mas fiel platéia que enfrenta frio e chuva para ver se ganha alguns trocados ou fica famoso.

Quem começou cantando nas ruas e ficou famoso (mas que infelizmente morreu muito jovem) foi Yutaka Ozaki. Tanto que a ponte em que ele começou a carreira, é frequentado por muita gente. Só eu que não sei, afinal Tóquio não se conhece em um dia.

Mas, entre muitas e muitas duplas que começaram cantando nas ruas e foram parar no estrelato, a que mais está na ativa e continua fazendo sucesso é a dupla Yuzu.

A dupla formada por Yujin Kitagawa (o mais alto) e Koji Iwazawa, começou em 1996 cantando nas ruas de Yokohama, mais precisamente, em Isesaki-cho, em frente ao (já extinto) departamento Matsuzakaya, onde varavam noites e noites cantando para os transeuntes que iam e voltavam da estação de Kannai e tinham que passar no calçadão desta rua.

O estilo da música deles? O folk, e letras que falavam sobre juventude, como eles, recém-saídos do colegial. Para serem descobertos e gravarem um mini-album só bastaram alguns meses, apesar de ser uma gravadora de não muito conhecida, mas eles possuiam (e possuem) um bom grupo de fãs.

Mesmo eles terem atingido o pico do sucesso, indo parar no programa de final de ano - o Kouhaku Utagassen - eles não esqueceram de suas origens e em 2003, a contagem regressiva foi ao vivo no Isesaki Mall, em frente ao Matsuzakaya, onde tudo começou e com um público bem fiel, afinal dezembro aqui é frio de rachar pedra.

Se a cidade de Chigasaki (Kanagawa) se associa ao Southern All Stars, a praia de Enoshima ao grupo TUBE, por que Yokohama não associar ao Yuzu? Apesar de eles não falaram diretamente da cidade, com certeza o Isesaki Mall vai continuar sendo o lugar de onde tudo começou.

Isso porque a linha Keikyu de trens, cada estação toca uma musiquinha para avisar que "entra logo ou saia logo do trem que as portas vão fechar" e, na estação de Kamiooka (Yokohama) toca... "Natsuiro" da dupla.



Os atuais símbolos da cidade de Yokohama - ao fundo, Landmark Tower, Akarenga Soko, Osanbashi Pier. No primeiro plano, a dupla Yuzu (Yujin Kitagawa e Koji Iwazawa) e a mascote Tanemaru.

Friday, April 10, 2009

Quando a versão fica melhor que a original

Um dos exemplos em que se consegue fazer uma música ruim ficar menos pior ou mais hilária:



Existem casos que certas versões de músicas ficam entre o menos pior para o melhor que a original. Um dos exemplos mais clássicos desde que o mundo é mundo, é a versão dos Beatles para "Twist and Shout" dos Isley Brothers, que muito desavisado jurava que o original era mesmo dos Beatles, de tão boa que ficou.



A voz rouca de Lennon deveu-se a 48 horas ininterruptas de sessões de gravações para o primeiro LP "Please Please Me". E como faltava uma música pra tapar buraco... ops, para completar o álbum, não pensaram duas vezes e deu no que deu - a música era obrigatória em quase todos os shows. Se não tivesse essa música no repertório, não teria uma segunda volta.

Mais Beatles: depois que os quatro resolveram cada um seguir seu caminho, surgiram muita gente famosa (ou não) fazer suas versões das músicas mais conhecidas do grupo. Casos que o cover de um era na verdade cover de outro, confundia muita gente. Caso de "Please Mister Postman", cuja versão dos Carpenters superou a versão dos Beatles (com todo o respeito...) que fizeram a versão da original das Marvelettes:

Versão original, de 1961, das Marvelettes.

Versão dos Beatles, de 1963.

Versão dos Carpenters, de 1974.

No meio dos anos 90, foi lançado um album-tributo aos Carpenters - "If I Were a Carpenter", no qual vários artistas fizeram suas versões (que a maioria já era versão) para os maiores sucessos. O álbum não é de todo ruim (nem tudo é 100% perfeito), mas três interpretações merecem ser ouvidas (muito embora eu já citei um).

A versão de "Superstar", de 1972, original de Leon Russell, ganhou uma versão muito bem mais sombria do quarteto americano Sonic Youth. Pensei que, antes de ouvir, a música fosse interpretada pela baixista Kim Gordon (fã confessa da dupla), mas quem canta é o vocalista e líder Thurston Moore.

"Top of The World", de 1972, original dos próprios Carpenters, teve a versão quase semelhante das japonesas (sim, leram muito bem) Shonen Knife - quando eram as irmãs Naoko e Atsuko Yamano e Michie Nakatani. Pra quem estava em Marte e voltou agora, esse grupo (agora uma dupla "de dois", como diriam) segue o estilo Ramones de ser: três acordes e de duração curta. Se no início elas tinham o inglês tropegante, nesta versão, feio não fizeram!

"(They Long To Be) Close To You", teve várias versões que fica difícil saber qual seria de destaque, inclusive de Hikaru Utada antes de fazer sucesso. Mas a versão dos irlandeses Cramberries é bem mais sensível e tocante, na voz de Dolores O'Riordan.

Agora, quando a versão era morna e puseram pra entornar o caldo, nem vale a pena escutar, nem por curiosidade (se quiserem, procurem nao site goear). As (a)versões para as músicas "Hey Jude" de Kiko Zambianchi (perdoem-me os fãs, mas quando fui no show do Paul, teve gente do meu lado que cantou a versão piorada ao invés da original), "Eu Não Acredito", de Lulu Santos e "Astronauta de Mármore" do Nenhum de Nós, se não beiram a cortar os pulsos de raiva, ao menos os dois últimos você fica entre "como foi possível inventar tanta besteira junta???".

Primeiro, que a versão original de "Eu Não Acredito" era dos Monkees e se chamava "I'm a Believer" e falava de um cara que antes não acreditava no amor e só acreditou quando encontrou a sua alma gêmea. Só que o seô Lulu errou na interpretação e bem, deu no que deu. Só queria saber o que o requeijão tem a ver com o amor...

Segundo, que a versão de "Astrounata de Mármore" feita pelo grupo Nenhum de Nós, eles pegaram a música "Starman" de David Bowie, nos aureos tempos em que ele dizia que cortava dos dois lados, e por aí vai. Se o original já era uma música porra-louca, a versão ficou uma coisa sem pé nem cabeça, só pra sentirem o drama, o refrão original de "this is a starman..." ficou "sempre estar lá"... (segundo dizem que, quem foi no show do David Bowie não me lembro o ano, quando ele cantou "Starman", a platéia cantou a versão do Nenhum de Nós e ninguém entendeu mais nada).

Na verdade, existirão versões e (a)versões. Se vai ser boa ou não, vai depender da aceitação de quem ouve. A última mais conhecida foi da Britney Spears, da música "maiomeno" de "Womanizer", que ganhou ao menos cinco versões diferentes, uma mais diferente que a outra (a primeira está no início do post), mas vale ouvir as duas que encontrei:

- Versão da inglesa Lily Allen
- Versão de Ladyhawke.

Músicas postadas via site goear: http://www.goear.com/index.php

Thursday, April 09, 2009

Eles são eternos

Já contei várias vezes neste sítio que eu sou fã dos Beatles desde meus doze anos e sempre que podia (ou quando o fator dinheiro sobrando e sem contas pra pagar se juntam), eu comprava livros, revistas, o que fosse desse quarteto de Liverpool.

Só que depois que vim parar aqui, do outro lado do fuso horário, eu meio que sosseguei, mas volta e meia comprava uma coisa aqui e ali. Minha última aquisição, ainda que eu me lembre, foi um livro que contem as fotos tiradas no show no Japão em 1966.

Por mais que eu ouça outros artistas, os Beatles continuam no top-top no quesito lista de músicas que eu vou lotar meu iPod.

Quanto ao videogame, vou pensar mesmo se compro, pois eu pra isso, sou um zero a esquerda. Matéria de games, vamos dizer.

Agora, os quatorze discos remasterizados digitalmente que vai sair em setembro, ah, isso eu vou. Com certeza. Nem que seja como fazia antigamente com os vinis - comprava quando recebia os trocados de meu pai quando eu ajudava no comercio.

O lado ruim é que tenho que esperar setembro...



Estamos contando com vocês!!

Wednesday, April 08, 2009

Nossos Desastres Culinários. Ou: O que os Olhos não veem, o Estomago não sente...

Quem leu (ou lembra) do meu post de outubro do ano passado, sobre o que acontece quando eu ou o marido kinguio resolve fazer uma receita diferente, prepara o estomago que lá vem mais.

Por que o bolo/doce/torta (ou coloque o prato de sua preferencia aqui)nunca sai igual a da receita / curso de culinaria? A Luria já fez a mesma pergunta e eu sei o drama: a gente fica sem resposta. Juro. Eu já fiz curso de rocambole, de pão e de bolo de Natal. Na hora fica aquela coisa linda, maravilhosa, digna de foto. Quando a gente tenta fazer de novo...



O rocambole quebra na hora de enrolar, o pão fica mais duro que pedra e o bolo afunda. Por isso que por mais que o pessoal do cubiculo me cobrem por um rocambole made in casa, eu pensa vinte vezes em repetir a dose.

A não ser que eu compre algumas cartelas de purgante, ou eles tenham pago as parcelas do seguro de vida rigorosamente em dia e que eu seja a beneficiária. Tá, não chega a esse extremo...

Seguir fielmente a receita: Atire a primeira colher de pau quem nunca fez a iguaria seguindo fielmente a receita, sem acrescentar ou diminuir um grama e a iguaria que seria deliciosa, quase vai pro lixo. Uma das poucas receitas que eu sigo a risca são as receitas de bolo (e mesmo assim, de dez que já fiz, só os bolos formigueiro e gelado não afundaram ou desandaram). Porque, o resto, eu acabo fazendo "a olho" como diz minha mãe.

Quer exemplos? Quibe (detalhes desastrosos a seguir), a "torta de qualquer coisa" e estrogonofe são receitas que eu faço sem medida alguma e seja lá o que o estomago quiser. Mas nunca causaram desarranjos para a cobaia... ops, pro marido kinguio (exceto o dia que eu substitui o creme de leite por leite puro no estrogonofe).

Nunca o improviso dá certo: Tirando o ratatouille que fiz sem o tomilho, a maioria dos pratos que já fiz no improviso, não foi aqueeeeeeeeela maravilha, mas ao menos deu pra comer. Mesmo demorando uma semana para acabar tudo, pois desperdício de comida é um pecado mortal nesta casa.

Ontem, marido kinguio resolveu fazer quibe. Aquela iguaria arabe, siria, sei lá raios a origem, mas é facil de se fazer. Não sei porque cargas d'água ele resolveu inventar. Ou pegar receita via internet. Confesso que desde que me conheço, NUNCA mas NUUUUUUUUUUNCA mesmo, vi/ouvi dizer que colocava o trigo pra quibe de molho em agua quente!!!

Não sei se foi por isso, mas o quibe desmontou - literalmente - na hora de fritar. O que marido kinguio fez? O restante da massa que fez, acabou virando quibe assado e recheado com queijo e presunto. Menos mal.

E ainda por cima queria saber se fritasse quibe recheado com queijo iria acontecer algo...

Nada se perde, tudo se aproveita: Sabe pão frances ou "bengala"? Quando sobra e fica duro, que vocês fazem? Eu, particularmente, torro, e tento moer até virar farinha de rosca. Pra empanar carnes e outros salgadinhos vai bem. Se eu tivesse aquele processador de alimentos que faz carne moída, mistura massa e tritura tudo, eu ficaria feliz. Mas não: certa feita, fiz farinha de rosca na base do ralador de queijo mesmo.

Meus braços necessitaram de doses cavalares de gelol (ou algo similar a) por uma semana.

E ainda depois dessas aventuras culinárias, a gente teima, mas bem que tenta.

Sunday, April 05, 2009

Mais pílulas de papo-furado, ou, assuntos para fazer "bonito" em uma roda de amigos...

Atrasado, mas vamos lá: o Japão conquista o bicampeonato do WBC (World Baseball Classic) que ocorre todos os anos. Equipes de países que têm tradição no esporte, como o Japão, Coreia do Sul, Venezuela, Cuba e Estados Unidos. Pode soar banal, sem graça, principalmente pra quem não entende do traçado, mas para o baseball para os japoneses seria o equivalente ao futebol para os brasileiros. Mas a diferença é que ninguém larga os estudos e (dificilmente) alguém se encrenca com genéricos, excessos e ataques de estrelismos que a gente ouve por aí.

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Mais baseball: parece que, quando se escolhe o técnico para o time do Japão, acontece alguma coisa. Doença, pra ser mais exato. Primeiro, o Shigeo Nagashima sofreu AVC (ou derrame cerebral, pra quem não sabe) e agora está tentando se recuperar; seu sucessor, Sadaharu Oe, teve uma úlcera antes dos jogos Olímpicos de 2004; Senichi Hoshino, ex-técnico do Hanshin Tigers, assumiu somente para os jogos de Pequim no ano passado e só (talvez receio de acabar tendo um infarto ou algo pior). O atual técnico - Tatsunori Hara (atual técnico do Yomiuri Giants) ao menos não aconteceu nada. Mas em compensação, o batedor Ichiro Suzuki teve uma úlcera estomacal depois deste campeonato e vai ficar um bom tempo de molho...

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Falando no Ichiro, apesar de ele ser a estrela do time americano Seattle Marines, ele sempre representa a seleção Japão quando tem jogo e ninguém acha ruim? E apesar de muita gente ter apostado que o Yu Darvish (do Hokkaido Nippon Ham) iria ser o destaque nos jogos, adivinhem quem foi o "salvador do time" (não desmerecendo os demais, claro). Sim, foi o Ichiro...

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Se eu não postar mais nada a partir dos próximos dias, é que uma bomba caiu na cidade onde moro. O que? Não sabiam que o doido do ditador vitalicio da Coréia do Norte resolveu lançar um míssil pra cá? Tomara que o tiro saia pela culatra.

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Pra quem tem carro e viaja muito nos finais de semana: o pedágio ficou mais barato - quem vai para uma cidade pra mais de 100 quilômetros de distância, aos finais de semana fica em 1000 ienes. Detalhe: só paga este valor quem possui o aparelho ETC, que é pagamento eletrônico via desconto na fatura do cartão de crédito. Desnecessário dizer que o aparelhinho está em falta e tem que ficar na fila de espera. Sim, nosso carro tem o tal aparelhinho, mas não criei ainda coragem e cara-de-pau para ir na operadora do meu cartão e fazer a inscrição para ter o pedágio cobrado na próxima fatura.

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Fico pensando no programa do governo daqui ter disponibilizado uma senhora grana para os estrangeiros (leia-se brasileiros e peruanos) voltarem para seus países de origem devido ao desemprego. Tudo bem, mas, será que esse pessoal vai ter como pagar esse dinheiro em "suaves prestações mensais"? E se quiserem voltar novamente, terão que esperar cinco anos, quando terminarem de quitar a divida? Seria um eufemismo para "deportação"? Cá pra nós - eu entendo que ninguém estava preparado a essa Crise Economica Mundial, mas deveriam ter estudado MUITO mas MUITO antes de receberem estrangeiros sem preparo nem qualificação... (Pronto, agora que ninguém visita mais este site, e se visitar, vai jogar pedra!)

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Falando em carro, este mês, quem possui carro, vai ter que pagar o imposto anual. Já estou preparando financeiramente falando...

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Quando for em uma roda de amigos, regada a conversa fiada e cerveja quente, aproveita que já está pra lá do terceiro copo tamanho litro e já desopila esses assuntos. Com certeza, das duas uma: ou acaba pedindo a saideira ou pedindo a caideira...

Friday, April 03, 2009

No Florescer das Cerejeiras...

Não sei se é impressão minha, mas as cerejeiras estão florescendo mais rápido que de costume. Lembro-me quando cheguei em Kanagawa (isso final de 1999) e na primeira primavera do ano seguinte, eu e marido kinguio fomos até Ueno (Tóquio) para ver as cerejeiras florescidas. Se não falha minha memória, fomos no Golden Week (final de abril pra inicio de maio) quando eu folgava naquela época.

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Corta pra 2002 em diante, quando vim parar em Yokohama.

Estamos na metade do mês de abril e as cerejeiras florindo na Rota Um, rodovia que passa quase frente de casa.

Agora passando para 2007...

Eu lembro que foi no dia que eu cai na maior pegadinha do primeiro de abril via internet (o caso do rapto de Hachiko). E neste mesmo dia fomos eu, marido kinguio e amigo do marido kinguio até o Meiji Koen ver as... cerejeiras.

Estamos em 2009 e as cerejeiras já estão com as flores em profusão. Este ano, nem que seja no quintal de casa, mas vou ver e tentar tirar algumas fotos, pois, como todo mundo sabe, as flores têm vida muito curta.

Thursday, April 02, 2009

Feliz Ano Novo (Fiscal)

Pois é amigos deste sítio pequeno mas limpinho, abril chegou e aqui se inicia o novo ano fiscal. Vamos ver no que vai dar daqui pra frente, já que as coisas continuam as mesmas.

Mas este sítio vai continuar com as atualizações de sempre assim que possível, pois abril o bicho vai pegar e sei lá eu se vou conseguir postar quase diariamente aqui, mas as matérias "Discoteca Básica" e sessão naftalina vão continuar.

Quanto ao roteiro de gastronomia...