Friday, May 29, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: ZARD Best - The Single Collection (1999)



Dois anos depois da repentina (misteriosa?) partida de Izumi Sakai, a vocalista e compositora do grupo ZARD, ainda o mercado fonográfico continua a desenterrar (no sentido musical da coisa) músicas inéditas e póstumas. Bem, se no Brasil continuam desenterrando Legião Urbana, né...

Pra quem chegou agora: ZARD era um grupo formado pela vocalista Izumi Sakai e os músicos se revezavam a cada álbum. Mas a vocalista estava lá, firme e forte (até 2007) e suas músicas tocavam nas rádios direto, principalmente nos anos 1991-1995, período mais prolífico do grupo - que raramente aparecia em programas de TV e faziam shows. Eis a aura do mistério do grupo...

Conta-se a lenda de que 1) o grupo nunca existiu; 2) a vocalista era tão tímida, mas tão tímida, que tinha pavor de se apresentar na TV; 3) talvez a lenda mais aceita: a vocalista tinha um "passado negro", isto é, antes de ser cantora e compositora, Izumi Sakai, sob nome verdadeiro de Sachiko Kamachi, nos meados dos anos 80, foi modelo fotográfico [com direito a fotos nada comportadas...],
race queen e vencedora de concurso de karaoke, na qual levou a largar a "vida mundana" e ser o que foi até sua morte, mas para tentar esconder esse passado é que raramente ela se apresentava na TV. Se bem que, todas as capas dos álbuns têm a foto de Sakai. Vai entender...

Voltando às músicas: a grande maioria falava sobre desilusões amorosas, amor de juventude, amizade, conquistas. Daquelas historinhas meio água-com-açucar mas que todo mundo gostava, ainda mais que as letras casavam-se com a voz segura de Sakai. Como compositora, suas músicas foram regravadas pelos artistas - a maioria da mesma gravadora que ela - como Field of View, Wands e Teresa Teng. E posteriormente as mesmas músicas viraram self cover como "The Last Goodbye", "DAN DAN Kokoro hikareteku", "Totsuzen".

Sem falar que, algumas de suas músicas viraram tema de encerramento de alguns animes como de Slam Dunk e a série Meitantei Conan. O best of que é tema deste mês, foi feito em 1999, compreendendo as melhores músicas dos oito primeiros albuns gravados. Na época, veio até um cartão-postal para ser enviado e concorrer a um dos 600 lugares num show intimista em um navio (é, na época a lesada autora aqui de nada entendia e perdeu essa chance), o que rendeu no ano seguinte o álbum ao vivo "ZARD Cruising & Live".

O "best of" trazia a inédita "Yumei no Roulette", que era de encerramento do anime "Meitantei Conan", como faixa final da primeira coletânea (de varias posteriormente). Claro que teria que ter a música que gravou junto com o ex-técnico do Yomiuri Giants Hideo Nagashima, o sucesso "Eien" e claro, "Makenaide", tocada até hoje em muitos eventos devido a força de estímulo e conquistar a vitória.

Apesar de suas letras trazerem ora o otimismo, ora as desilusões amorosas, o grupo era tão fechado, mas tão fechado que os fãs nada sabiam sobre a vida íntima da vocalista. Não sabiam em termos... E tanto que, o tratamento que Sakai vinha fazendo contra o câncer, era segredo para muitos.

Que ela tinha esperança de melhorar e voltar a cantar, sem dúvida, foi o que deixou explícito em uma de suas notas para o fã-clube, mas que sua partida - meio mal contada por sinal - deixou muita gente com saudades até hoje.

Nota da autora: Este post era para ser no dia 27 de maio, dia em que faziam dois anos que Izumi Sakai partiu. Mas devido a alguns compromissos de última hora, só consegui hoje. E mais: foi com este álbum que dei de presente de aniversário pro marido kinguio antes de ele ser marido e kinguio, pois ele é fã dela não sei desde quando...

Continue Lendo Mais da Série:
- The Beatles - Live At The BBC
- The Monkees - Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd.
- Carpenters - From the Top 1965-1983
- The Police - Message in a Box
- Southern All Stars - Ballad 3 - the album of LOVE
- The Rolling Stones: Singles Collection - London Years 1963-1971
- Masaharu Fukuyama: Sobre os Três "Best Of..."
- Hikaru Utada: Single Collection Volume 1

Thursday, May 28, 2009

Semana Incompleta

Sei que temos sexta-feira e sábado pra terminar a semana (sei que uns vão me dizer que a semana começa no domingo e outros na segunda-feira, mas que fica a critério de cada um), mas não sei se até o final de semana estarei aqui, mas....

Será que teremos a Terceira Guerra?
Desde que as duas Coréias se dividiram em Norte e Sul, sabe que sempre um se sobressai mais - nem que seja por ter-se tornado um dos "tigres asiáticos" no sentido sócio-econômico, ou por possuir um ditador (sim, isso mesmo, leram certo) com mania de grandeza, talvez pra compensar o complexo de altura.

Pois sim, depois do acordo de cessar fogo desde 1953, o ditador que mais parece um porco-espinho Kim Jong-Il deve ter acordado de mau humor (no mínimo a companheira deve ter dito "hoje não, estou com dor de cabeça" na noite anterior) e resolveu chutar o pau da barraca com seus sapatos plataforma: testar as armas nucleares para conquistar o mundo. O que deixou o vizinho "rico" Coréia do Sul em estado de alerta. Tá bom. Os americanos também...

Mas, como diriam os foragidos, esse ditador é muito egoísta pra começar uma guerra. Como adora se idolatrar, prefere torrar milhões em desfiles militares em sua homenagem a explodir um míssil... Sei.

Só assim pra cancelarem shows:
Devido a esse novo tipo de influenza, três cantoras hipermegaultra famosas tiveram que cancelar e mudar as datas dos shows em Osaka e Hyogo, justamente as duas províncias cuja influenza já chegou ao estágio de calamidade pública. São elas: Kumi Koda, Ayumi Hamasaki e Ai Otsuka. Agora imaginem se as três resolvem remarcar no mesmo dia e no mesmo local devido a um erro na escala de shows da gravadora ( que seria a mesma das três )? Sei não se ia dar certo...



Ayumi Hamasaki, Ai Otsuka e Kumi Kouda - remarcando pra quando mesmo?
Os fãs pediram e ele voltou!!!
Depois de 35 dias de férias forçadas (preciso explicar de novo? Tá bom, quem chegou agora de Marte, explico...) devido aos efeitos colaterais de uma bebedeira noturna e querer se refrescar ao ar livre como veio ao mundo sem platéia alguma (se algum(a) fã estivesse naquela hora, ia pedir um autógrafo e levar pra casa), Tsuyoshi Kusanagi, do quinteto SMAP, hoje voltou às atividades normais, isto é, participar novamente de programas de TV, atuar em novelas, filmes, comerciais, desde que não exceda demais nas bebedeiras depois de inúmeros espetinhos de frango ou algo semelhante.
Ao aparecer hoje novamente na coletiva de imprensa, veio totalmente sorridente, respondeu as perguntas dos repórteres e disse que foi graças ao apoio dos fãs é que ele pode manter a calma e que, daqui pra frente "vida nova e que vou me esforçar cada vez mais". E nada de levantamento de copo. Seja como for, bem vindo de volta, Kusanagi (pois o comercial da campanha da TV Digital com os cervinhos, pra não dizer outra coisa, ficaram tão sem graça, mas tão sem graça, que nem passa todo dia) e que as noites de segunda com o programa SMAP X SMAP voltem com a mesma alegria de sempre (porque reprise cortado nunca deu certo, lembra da época que o Inagaki ficou quatro meses fora?).

"Eu prometo, em respeito aos fãs que me deram apoio, que nunca mais vou misturar destilados com fermentados depois de ter comido uma dúzia de yakitoris com kimuchi.."

Detalhe: apesar que a foto não é da coletiva de hoje a tarde, o terno e a gravata (sem o detalhe no meio) eram quase iguais... Reaproveitou o mesmo terno do tempo que fez a novela em que ele ia desta pra melhor????

Monday, May 25, 2009

Quando a versão fica melhor que a original - Parte II

Quem leu a primeira parte eu juro que nem estava pensando em dar continuidade, mas devido a uma rápida conversa com o sr. Diogo no trem, voltando do trabalho, lembrei-me do grupo Weezer e a versão "dois em um" num show recente e que foi devidamente postado no site Move that Jukebox.

Como disse o autor do artigo, por mais que Rivers Cuomo tente (tentou usar um medonho bigodão no video "Pork and Beans"), uma vez nerd, sempre nerd. Pra conferir o quanto a versão dele para as músicas "Kids" do grupo MGMT e "Poker Face" da Lady GaGa ficou melhor que as duas originais...



Olha os óculos fashion do Cuomo...

Adendo 1: O quarteto norte-americano vai estar no dia 26 de julho como "atração especial" no Fuji Rock 2009, em Naeba, Niigata.

Adendo 2: No mesmo festival, que são três dias, colocaram no dia 24 de julho o grupo Oasis e no dia 25, Franz Ferdinand.

Nota: Por que, Senhor, não ganho na Loto6, Numbers, Takarakuji...

Saturday, May 23, 2009

Desenterrando da Massa Cinzenta Returns: O Rock Brasileiro dos anos 80

O primeiro que falar que este post vai ser coisa de velho, cubro de porrada!

Desta vez, desenterrando o tópico, vai uma pequena seleção de vídeos do rock brasileiro nos anos 80, no qual poderíamos realmente dizer "eu era feliz e não sabia"...

RPM - "Rádio Pirata": Formado no início dos anos 80, o quarteto formado por Paulo Ricardo (vocal), Fernando Deluqui (guitarra), Luis Schiavon (teclados) e Paulo "P.A." Pagni (bateria), liderou as paradas nas rádios brasileiras com "Loiras Geladas", mas a música que também fez muita gente usar o bordão "invadir, pilhar, tomar o que é nosso", leva o título do show que bateu recordes de vendagens. Infelizmente, divergências e diferenças entre os integrantes, o grupo terminou dois discos depois e só se reuniram em 2008 para um show comemorativo pelo jubileu de prata. Desculpem pela tosqueira do vídeo, mas...



Vocês sabiam? Antes de ser cantor, Paulo Ricardo morou um bom tempo em Londres e era crítico musical.

Paralamas do Sucesso - "Alagados": O trio formado por Herbert Vianna (guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo), misturava reggae e rock, fazendo que, no início de carreira, seriam chamados de "The Police brasileiro" tamanhas eram as semelhanças com o trio inglês (três componentes e tinham como base o reggae, ska e rock). Desnecessário falar sobre o trio que ainda faz muito sucesso, mesmo depois do gravíssimo acidente de Herbert e sua recuperação. A música do post, faz repertório do terceiro álbum "Selvagem?" (aquela que tem um menino na capa, que na verdade é o irmão de Bi Ribeiro).



Vocês sabiam? A música "Vovó Ondina é Gente Fina", do primeiro álbum ("Cinema Mudo", 1983) é uma homenagem a avó de Bi Ribeiro, que deixava o trio ensaiar na casa, mesmo com a reclamação e protesto dos vizinhos devido a barulheira que faziam. Ela chegava a ir nos shows do trio no Circo Voador sem que o neto soubesse...

Legião Urbana - "Angra dos Reis": Talvez um dos grupos que dividem opiniões diversas, mas aquele ditado "falem mal mas falem de mim" talvez valha ao grupo formado em Brasília por Renato Russo (vocal), Dado Villa-Lobos (guitarra), Marcelo Bonfá (bateria) e Renato Rocha (baixo - até "Dois"). Tido como ora controverso, ora militante demais, ora profundo, as vezes depressivo, o grupo ganhou a notoriedade nos anos 80 devido às letras serem subversivas para a época e a batida punk no início de carreira. A música do post seria sobre a usina nuclear que fica em Angra dos Reis (RJ), que está no terceiro álbum do grupo "Que País é Este - 1978/1987").



Vocês sabiam? Apesar do grupo ser considerado "banda de Brasília", nenhum deles nasceu na capital federal: Renato Russo era carioca; Dado nasceu em Bruxelas, Belgica (o pai era diplomata); Bonfá é paulista; Renato Rocha ("Negrete") também é carioca.

Ultraje a Rigor - "Inútil": O grupo paulista, liderado por Roger Moreira, começou no extinto programa "A Fábrica do Som", da Rede Cultura, com a música que - até hoje - retrata a imagem do brasileiro. Lamentavel, mas é a pura verdade. Misturando entre o rock, punk e até surf rock, apesar das inúmeras trocas de integrantes (exceto o líder), o grupo não perdeu foram as letras debochadas até hoje. A música deste tópico foi do programa mencionado, em 1983, legendado e com o João Barone (Paralamas) "quebrando o galho" pois o baterista original quebrou o pulso. Pra vocês verem a tosqueira da época.



Vocês sabiam? Edgard Scandurra, guitarrista do Ira!, fez parte da primeira formação do grupo. Foi ele também responsável - em partes - pelo nome da banda.

Titãs - "Marvin": Começam com oito integrantes e com o nome de "Titãs do Iê-Iê-Iê", com a música "Sonífera Ilha". Liderados por Arnaldo Antunes, o octeto misturava rock, punk e alguma coisa da new wave. Claro com letras recheadas de temática contra o sistema, o que a maioria dos grupos faziam no início dos anos 80 (lembrando que a maioria deles nasceu durante a ditadura militar). "Marvin" é uma versão em português de "Patches", e o que aparece aqui, foi no show de 1992, na Praça do Apoteose, durante o Hollywood Rock. O grupo - já sem Arnaldo Antunes - neste show está com o grupo Paralamas do Sucesso no show de encerramento.



Vocês sabiam? Na música "Televisão" (do album homônimo de 1985, a frase "ô cride" era um bordão usado pelo comediante Ronald Golias.

That's All Folks! Claro que faltou muita gente, mas se postar todos, haja texto. Se quiserem e minha paciência permitir, eu informo mais...

Júri Popular

Desde quinta-feira que passou (dia 21), no Japão iniciou-se o sistema de "júri popular", na qual seis cidadãos comuns selecionados aleatóriamente farão parte do júri que decidirá também a sentença a ser aplicada. O que daria a entender que, através deste sistema, os julgamentos seriam mais "humanos", que a população entenderia melhor (em termos) o sistema judiciário japonês.

As seis pessoas escolhidas que farão parte, poderão até rever casos de julgamentos de casos hediondos como estupro ou assassinato. E até ajudar na decisão de pena de condenação - desde reclusão, pagamento de multa até a pena capital (mais conhecida como pena de morte).

O próprio atual ministro da justiça Eisaku Mori confessou certa vez que "é muito difícil ter que assinar uma sentença permitindo a execução de uma pessoa", pois, para que um condenado seja executado, depende da assinatura do ministro da justiça. O ministro anterior, por ser budista, não aceitava esse tipo de sentença, mas foi o período na qual o número de execuções foi mínimo (segundo dizem, pois não era divulgado na imprensa se houve ou não execuções). Mas ser ministro desta pasta não é facil aqui - tanto que muitos renunciavam antes de terminar o mandato, tamanha era a pressão neste âmbito.

Agora fica a questão: se as seis pessoas, que fazem parte da sociedade (desde um recém-contratado até aposentado), se são escolhidas aleatóriamente, de repente pode coincidir ser uma vítima ou família da vitima de um criminoso que está sendo julgado? Não poderá acontecer de "uma vingança perante aos tribunais"? Fica uma grande dúvida a que ponto cidadãos comuns poderem fazer parte de um julgamento, se acontecer uma situação destas.

Thursday, May 21, 2009

Mais motivos pra arrebentar o seu piggy-bank...

Na verdade, eu já arrebentei em partes. Tudo bem, todos vão me dizer "com essa crise que está, você ainda tem coragem de gastar blablablabla"... Mas quem me conhece, sabe (ô, bordão repetitivo, sô!): por que vocês acham que minha carteira tem point card de lojas de CDs, livrarias e outras coisas mais? Na compra de algo, junta-se pontos e depois troca tudo. Sei que seria trocar seis por meia-duzia, mas na hora do aperto né...

Vamos lá: eis que em questão de um mês (entre meio de abril até hoje), tive a coragem de comprar...


... o álbum "Heroes", da entidade War Child: pra que eu fui incluir o site do grupo Franz Ferdinand nos meus favoritos junto aos Beatles e Masaharu, pra quêêê??? Pra descobrir uma coletânea muito mais que ótima de uma entidade britânica que se preocupa com as vítimas de guerra: as crianças. Eis que pra arrecadar fundos, a entidade War Child se encarregou de solicitar aos veteranos do rock-pop para escolher uma música do próprio repertório e um artista novo pra interpretá-lo. O resultado? Uma bela coletânea de covers que não vira presente de grego como alguns por aí. Além de conhecer o trabalho de veteranos ( Bob Dylan, The Clash, Roxy Music, David Bowie) e dos "novatos" (Beck, Scissor Sisters, Lily Allen, Duffy). Maiores detalhes, leia aqui.
Só um detalhe: nada contra o trabalho da galesa Duffy, mas "Live and Let Die" do Sir Macca... ops, Sir Paul McCartney, talvez ficaria melhor na voz da bebadaça-barraqueira-mas-que-canta Amy Winehouse... (mas como foi ele quem escolheu, shoganai.)


... o livro "Sound Bites", por Alex Kapranos: uma interessante história sobre as aventuras do autor e seus amigos durante as viagens e degustações em lugares conhecidos, estranhos e inusitados. Antes de ser o que é hoje, Kapranos foi de tudo um pouco: garçon, cozinheiro, maitrê de vinhos, recepcionista... A pedido do jornal The Guardian, relatou sobre as aventuras gastronômicas pelo mundo, como um rodízio de churrasco no Rio, de que comer fugu não seria tão arriscado quanto pedir uma pizza em Amsterdam, descobrir que era alérgico a certo alimento de forma mais dolorosa possível, sobre os hábitos de cada um dos membros da banda. No apêndice, a lista dos endereços dos restaurantes onde frequentaram, com o aviso que "podem ter mudado de nome ou fechado enquanto o livro estava sendo impresso"...


... novo single de Masaharu Fukuyama: claro que eu não ia deixar de falar sobre o homem mais sexy depois do marido kinguio. Tudo bem que ele esta parecendo aquela velha propaganda de xampu ("minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos... quanta diferença!!!", ou o meu cabelo quando o tempo fica árido), mas Masaharu continua firme, forte e pronto pra encarar meio ano de shows em todo o Japão a partir de 20 de junho, portanto, novamente estarei - se Deus quiser e meu shift de trabalho também - no dia 12 de julho no Yokohama Arena. Voltando ao novo single, recém saído do forno, é tema de encerramento do noticiario da NTV "News Zero", portanto, quem acompanha este noticiário noturno (como eu), ouviu a música antes.

Maaaaaaaaaaas, como a vida continua e nada fica parado, nos próximos meses lá estarei eu pondo meu porquinho à falência e nem vai ser com produtos da Mary Quant pra levantar o que ainda não está caindo, nem liquidação no Sunshine Ikebukuro em junho, e nem os três dias do Fuji Rock em julho (bem que eu queria ir, mas meu bolso não vai dar). Vai ser com...

... o (já citado) show do Masaharu Fukuyama no Yokohama Arena: Dia 12 de julho vai ser o último dia de quatro de shows do Masaharu em Yokohama. Se faz parte das comemorações dos 150 anos do porto, desconheço, mas por que ir no último dia? Vai estar hipermegaultra lotado. No show passado, foi assim e fui mesmo. O show demora mais pra acabar e sempre tem alguma surpresa, tal um kinder ovo. Dia 7 de junho, terei que correr na loja de conveniência e garantir o meu logo cedo, mesmo se eu tiver que ficar em pé como aconteceu no show de 2007, mas como AGORA eu sei como é a Arena por dentro, fico mais despreocupada. Mas que eu queria ficar bem na frente do palco, ah, eu queria...

... todos, mas todos, os CDs dos Beatles remasterizados: e com bonus. Nove de setembro logo estará aí e a gravadora que detem todos os direitos da discografia do eterno quarteto de Liverpool vai lançar (ou relançar, pois na década de 90 foram lançados em formato digital) todos os CDs dos Beatles, devidamente remasterizados digitalmente, com direito a bonus e booklet com detalhes do disco, e muito mais.

The Beatles: mesmo quase quarenta anos após o encerramento de suas atividades, eles continuam eternos.

Nessas horas que eu queria ganhar no Takarakuji, Loto 6 ou algo semelhante...

Monday, May 18, 2009

Pílulas de Papo-Furado (ou: Como fazer bonito numa roda de amigos num bar)

E a gripe suína... ops, um novo tipo de influenza que está assolando o mundo todo, já passou de uma centena de casos aqui no Japão. A maioria na região Kansai (leia-se Osaka, Hyogo, Nara...). Suspeitas da proliferação devido a um inocente jogo de voleibol em uma escola...

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Aqui também há as devidas confusões sobre escolha de um novo premiê. Se o atual o ibope anda ruim (as gafes de ler as coisas erradas, por exemplo), imagine o sucessor. Pior do que está, não pode ficar. Apesar das pesquisas apontarem Yukio Hatoyama, do Partido Democratico ser o ideal... (Há quem prefira Junichiro Koizumi de volta, mas como ele aposentou-se, seja lá que os deuses quiserem...)

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Foi-se o tempo que eu achava que cerveja era tudo igual: clara e escura. Se juntassemos a clara e a escura em proporções iguais (ou no olhômetro mesmo), tínhamos a tal "carioca". Hoje tem tanta variedade e marcas de cerveja que, até hoje eu fico mais perdida que cego em tiroteio. Que cada país tem a sua variedade, isso é inegável. Mas, aqui, por exemplo, tem tanta variedade que até suco de capim, ops, suco de cevada tomei e desnecessário dizer minha opinião. Isso porque trabalhei três anos em uma cervejaria (não, não fui degustadora!!).

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Melhor falar de coisas mais amenas. Pra quem lê quadrinhos, no Brasil, "Macanudo", do argentino Ricardo Liniers vai ser publicado no jornal Folha de São Paulo. Bem que os livros da série deveriam vir aqui. Aliás, bem que a importadora daqui deveria criar vergonha na cara e ao invés de trazerem livros de "auto ajuda" (perdoem-me quem gosta, mas tudo que é em excesso enjoa. Até água.), tragam Calvin e Haroldo. Tragam Macanudo. Tragam Will Eisner...

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Casa-separa... A gente fala que o amor é lindo, maravilhoso... Isso acontece aqui, lá, entre as minhocas dos jardim... Se a gente enumerar os casa-separa-volta-junta-separa-manda-o-parceiro-ou-amada-pra-p.q.p. neste sítio, vai ficar longo demais e sei que os (poucos) leitores não vão ler, mas só pra citar alguns ( daqui do Japão mesmo) pra ter assunto pra contar:

- Koji Tamaki (Anzenchitai) e Mariko Ishihara: nos anos 80, ficou notório o affair do líder do grupo Anzenchitai (pergunte pro pessoal da época quem foi) com a atriz. Com ingredientes de pulada de cerca, violência doméstica, pacto fracassado de suicídio e um livro com revelações bombásticas, eis que no início do ano, o casal resolveu esquecer o passado e finalmente juntaram os trapinhos. Só pra constar, seria o quarto casamento de Tamaki...

- Tomoya Nagase (TOKIO) e Ayumi Hamasaki: é. Eles não aguentaram a "crise dos sete anos". Depois de tanto mas tanto tempo mesmo de chove-não-molha, o casal mais badalado (e falado) no showbiz, ano passado separou-se. Pulada de cerca? Tem outro(a) na parada? Nada disso. Ayu, de pacová cheio do Nagase enrolar ela tanto tempo e neca de formalizar logo o casório e ter uma Ayumizinha e um Nagasezinho antes que a idade avance, mandou ele passear. Segundo ela, disse que já estava no ponto em que "ao invés de sermos amantes, viramos... irmãos". Como a fila anda...

- Taichi Kokubun (TOKIO) e aiko: o namoro dos dois era tão discreto, mas tão discreto, que, quando no ano passado (logo depois da separação de Nagase-Ayu) nos jornais saiu que Kokubun (pra quem não sabe, o tecladista e "parece-que-mesmo-nos-trinta-tem-cara-de-vinte do quinteto TOKIO) e aiko (cantora) separaram-se depois de muitos anos de namoro, devido "incompatibilidade de agendas", muita gente jurava que nem sabia que eles estavam juntos...

- Goro Inagaki (SMAP) e Miho Kanno: outro casal que estava quase completando uma década de namoro quando no início do ano cada um foi pro seu canto. A mesma desculpa: incompatibilidade de encaixar compromisso pessoal com compromisso profissional. E pensar que eles se conheceram no meio de uma novela. Pra quem não consegue lembrar de Miho Kanno: ela é garota-propaganda dos relógios da linha Lukia (Seiko) e fez a protagonista de "Hatarakiman" e "Kiina".

- Satoshi Tsumabuki e Koh Shibasaki: dizem, mas não sei dizer ainda se é verdade: depois de alguns anos juntos (eles se conheceram na novela "Orange Days"), depois do ano-Novo deste ano, eles resolveram um ir pra cada canto? Se isso for verdade, minha amiga conhecida como Miss Doraemon vai soltar inúmeros hanabis fora de época (é que ela adora o Tsumabuki).

Isso porque eu nem tinha assunto direito pra colocar neste post, mas se os leitores souberem, comentem que antecipadamente a autora agradece...

Saturday, May 16, 2009

Gastronomia: Nem só McDonald's tem Hamburgueres...


Lembrei-me do post do Mister Diogo (esposo da digníssima Luria) sobre os hamburgueres do Japão e de uma edição da revista Metropolis, a qual recentemente toda sexta-feira religiosamente passo nas lojas credenciadas para pegar alguns exemplares (sim, o pessoal do escritório onde trabalho pede pra que eu consiga alguns...), que falava sobre os... hamburgueres. Sim, aquele sanduíche com um bife de carne moída no meio e devidamente recheado com tomate, cebola, alface, queijo e tudo o que a imaginação do chef permitir.

Enquanto era estudante de computação, meus lanches se limitavam às cópias infiéis do tradicional "Bauru" na hora em que a Catarina resolvia acordar e irritada de tanta fome. Afinal, vida de estudante universitário e estagiário nunca foi fácil. Quando dava, às vezes, era um sanduíche feito nas melhores casas de procedência suspeita (se estou viva, sinal que os produtos não eram tão perigosos assim). Fast food? Nem quando eu ia pra capital visitar meu irmão, que raramente me levava a um McDonald's ou o finado Arby's, que ficava na Avenida Paulista.

Quando vim pra cá, o primeiro McDonald's que comi, foi um Teriyaki. Carne com molho agridoce. Achei estranho, mas o gosto era bom. Depois foi no Mos Burger. Em relação ao Mac, essa rede tem um precinho um pouquinho mais salgado, mas que vale a pena. Dizem que tudo é natural. Não posso negar, mas acho os lanches desta rede mais saborosos. Só que toda, mas toda vez que eu peço o Southern Yasai Burger (hamburguer tradicional com molho rosè), o molho fica no fundo do saquinho no qual o lanche vem embalado.

Daí experimentei de outras redes. Pra falar a verdade, eu não sou fã de fast-food, porque sei que no dia seguinte eu acabo tendo a impressão de que eu comi um boi inteiro. Quando resolvo não trazer o almoço (geralmente ocorre quando eu trabalho nos domingos ou nos dias que eu entro mais cedo e esqueço de deixar pronto na véspera), costumo ir no Freshness Burger (recomendado por Paul Thomson, que tem a paciência de catalogar tudo o que é hamburguer que almoça durante as turnês. O danado só é magro de ruim porque as calorias são devidamente queimadas nos shows. Será que ser baterista é melhor exercício pra queimar calorias do que uma hora de academia?), pois sei que os lanches de lá não me dão a sensação de que comi demais por pouco.

No início de abril fui na Hard Rock Cafe, num aniversário. Fazia muito tempo que eu não ia neste local. (E olha que tem um em Yokohama e só fui resolver ir no domingo passado.) Pra vocês sentirem o drama de quem faz muito tempo mesmo que não vai nestes lugares, pra fazer o pedido de um hamburguer, levei mais tempo que devia.

Esqueci o nome do "pequeno" sanduíche que comi naquele dia, mas podem ter certeza de uma coisa: repeteco só daqui a alguns pares de meses e preferencialmente ir de estômago bem vazio, pois em menos de um mês acabei indo em outro restaurante american style e no dia seguinte nem podia ver comida na minha frente. Resumindo: comi novamente um hamburguer, mas de frango com molho de mostarda.

Da próxima vez, não peço mais quesadilla como apertivo. Vai o prato principal e olhe lá.



A autora, pensando por onde começa a sessão corta-daqui-que-eu-pego-dali... e o sanduíche olhando pra ela e ela olhando pro sanduíche (Hard Rock Cafe Ueno)

Presentes Indesejáveis

Que o grupo britânico Oasis fez uma pequena turnê brasileira, muita gente sabe, mas um fato chamou-me a atenção e nem foi sobre a antipatia dos irmãos Gallagher no palco (Liam e Noel não se entendem, típico entre irmãos, vocês sabem, a não ser que o(a) leitor(a) seja filho(a) único(a)) e nem pelo fato dos shows ficarem bem acima do esperado, mas foi sobre o fato de algum(a) engraçadinho(a) ter jogado alguma coisa (até o momento não souberam dizer o que foi) na cara do Liam no meio do show, em São Paulo.

Quem conhece a fama dos dois, quando houve esse incidente, poderia acontecer do show parar naquela hora mesmo, mandar todo mundo pra casa e o grupo ficar na "lista de persona non grata" na tabela de shows no Brasil. Se até uma empresa aérea proibiu em definitivo do grupo viajar em seus aviões... Mas Noel, pra defender (ou fazer papel de bom-irmão....) pediu ao público para que não jogassem mais nada no palco. Se fosse dinheiro, vocês aceitariam?

Acho que por isso tem muito artista conhecido (ou não) que prefere fazer shows aqui no Japão. Ao menos se o público se comporta até demais, o público não fica jogando objetos no palco. Pode até matar, se é que me entenderam, até tirar a concentração do artista na hora do show e o mesmo terminar numa performance abaixo da média e nem ter repeteco no dia seguinte.

Desde que um artista se apresenta no palco, além de encarar para dezenas de milhares de rostos desconhecidos, tem que ver se o show corresponderá as expectativas dessas dezenas de milhares de pessoas que só não vendeu a mãe porque não pode para ir assistir seu artista favorito ao vivo e a cores. Daí vem um ou muitos engraçadinhos e resolve jogar alguma coisa no palco a troco de não sei pra quê...

Conhecemos os casos que a mulherada mais exaltada jogava até peças intimas no palco, caso do cantor mela-cueca Wando. Mas o que ele iria fazer com tanta calcinha e sutiã que ele recebia durante os shows? Só se ele fosse fetichista, bleargh! Flores ainda vai...

Os Beatles, no início de carreira, viram-se bombardeados por jujubas (ou aquelas balas de goma que no Brasil se chamam "delicados", que disso só tinha o nome) no meio das apresentações, tudo porque George Harrison declarou-se fanático por doces. Poderia ser pior, se alguém arremessasse uma rapadura, por exemplo. Mas Paul McCartney disse, na época, que às vezes tinha medo que no meio dessa troca de "presentes" nessas apresentações alguém poderia acabar se machucando, pois em no meio de um deles, jogaram um animal empalhado no meio do palco e em outro, um objeto não identificado por pouco não acertou o rosto dele.

Falando em objetos e alguém acabar se machucando, lembram-se no primeiro Rock'n'Rio que o Lobão - no auge da doideira - acabou saindo do palco sob uma chuva de latas só porque ele foi se apresentar no mesmo dia que os astros maiores do heavy metal? Culpa de quem fez o isquedule dos shows. E no Rock'n'Rio 3, Carlinhos Brown levou uma chuva de garrafas plásticas...

Claro que muitos artistas já levaram coisas piores, principalmente em festivais em que vira o samba do crioulo doido. Geralmente quem faz a escalação dos artistas nesses festivais deve ter fumado, inalado, picado, ingerido, tomado todas as combinações possíveis, porque pra colocar no mesmo dia um cantor de música de elevador com um grupo de rock pauleira, só pode estar muito chapado mesmo.

Sem falar que alguém jogou um morcego no palco e Ozzy Osbourne, enquanto ele era o Ozzy Osbourne, resolveu fazer um lanchinho dele. Sem catchup.

A idéia deste post de hoje saiu de uma conversa rápida entre eu e Leosan sobre o show do Oasis em terras brasilis, mas como saiu a notícia de que Liam Gallagher recebeu um presente voador não identificado, eis que lembrei de outros casos...

Thursday, May 14, 2009

Milagres Acontecem....

Uma prova de que mesmo com a pé torcido antes de encarar uma turnê esse indivíduo (*)ainda tem a grande força de vontade, mesmo apelando para métodos nada ortodoxos...

(* Que se atende como Nicholas McCarthy...)

Wednesday, May 13, 2009

De Armazem de Porto a Local Fashion-Gastronômico

Armazém Numero 2 - Onde ficam os restaurantes, lojas, balcões para ver tudo do alto, namorar...

Quem costuma ir ao centrão de Yokohama (eu falo isso porque falar cidade de Yokohama, tem que ficar explicando), logo já se veem as placas informando dos pontos turísticos da cidade, como o Yokohama Arena, o estádio Nissan, Landmark Tower, Akarenga Soko, Zoorasia...

Pra conhecer todos os pontos turísticos da cidade, teria que ficar uma semana de férias e ainda vai ficar achando que faltou um lugar ou outro. Exageros à parte, o ponto de referência pra muita gente que conheço é que "Yokohama é famosa pelo porto". Não vou negar que isso é uma verdade. Mas enfim, pra quem está há seis anos e meio morando na mesma cidade, eu não conheço tanto a cidade como deveria, mas se eu ficar indo pra lá e pra cá em todo dia de minha folga...

O Akarenga Soko (literalmente: armazém de tijolos vermelhos), situado entre as estações de Nihondoori, Bashamichi e Kannai e do Landmark Tower dá pra ir andando (se estiver disposto a queimar calorias de forma mais divertida possível, estou dando a dica) e conhecer o CosmoLand (parquinho de diversões que tem a Roda Gigante Cosmo Clock que a noite fica uma beleza com suas luzes pirotécnicas que minha pobre câmera não consegue captar uma imagem decente disso tudo.... E passar também no Yokohama World Porters e dar um pulinho no JICA (onde fica o museu da Imigração, mas isso será assunto futuro)...


A aranha gigante, construída pelos franceses com o patrocínio da Nissan...

Voltando ao assunto do post de hoje: o Akarenga Soko são dois armazéns de tijolos vermelhos (dãããã...) que ficam bem próximo ao mar. Antigamente, eram armazéns de porto, onde cumpriam a tarefa do que o nome denomina, até que ficaram desativados e, a prefeitura, para atrair mais turistas e aproveitar que além do Landmark Tower, do World Porters, JICA e outros prédios mais, resolveu reformar os dois prédios (que já foram abalados pelo Terremoto de Kanto de 1922, tomados por americanos durante a Segunda Guerra, recuperados de volta pelo governo japonês, caídos no esquecimento nos anos 80 devido ao uso de conteiners e a prefeitura de Yokohama pediu a aquisição) e em 2002 foi inaugurado como um complexo de lojas, restaurantes, museu, local de exposições e eventos.


Além disso, tem um (grande) espaço para os visitantes andarem, fazer piqueniques e festas, tal como está acontecendo desde 28 de abril com a comemoração do Sesquicentenário da Abertura do Porto de Yokohama e vai até o dia 27 de setembro, portanto, quem ainda estiver por aqui, aproveita senão acaba. Mas o Akarenga, o Porto, e outros locais ainda ficarão em pé com outros eventos, podem ter certeza.

Central Park de New York? Hyde Park de Londres? O Ibirapuera de Sampa? Não... Os jardins ao redor do Akarenga, Yokohama!

Sunday, May 10, 2009

Vocês Sabiam? Não? Nem eu...

Na música, cinema, fofoquinhas, e coisas parecidas, sempre aparecem algumas curiosidades, que nem eu, você, seu colega de cubículo, seu vizinho, e as formigas que atacam seu doce predileto sabiam. Isso no que dá pegar noite de véspera de sua folga e resolver descontar o atraso navegando na internet. Depois vai dormir quando o sol está raiando e perde a manhã toda e olhe se não acorda na hora da janta.

Voltando ao assunto: eu gosto de coisas curiosas, daquelas "eu não sabia/ eu não acredito/ páratudoqueeuquerodescer". Tanto que eu tenho até hoje a primeira edição do "Guia dos Curiosos", mas como a cada minuto algo de novo acontece, melhor acessar ao site que fica melhor acompanhar (desde que seu computador não entre em pane e/ou a conexão da internet cair no melhor da história).

A verdade é uma só: o interesse pelo lado curioso e inexplicável já vem desde que o mundo é mundo e por mais que o maior turrão da face da Terra diga que "eu não sou curioso mercadoria nenhuma", vai ter aquela pontada em querer saber sobre os fatos curiosos da vida, mundo, gente, whatever.

O que estou querendo dizer é que, por total falta de assunto mesmo pro post de hoje, vou soltar alguns fatos curiosos (ou nem tanto assim) no mundo artístico (do Japão, Inglaterra, Isteites, Brasil...), que andei lembrando durante minhas viagens na internet. Só não me perguntem em que blog ou site eu encontrei isso ou aquilo, melhor procurar no são gúgol que ele talvez tenha a metade do que precisa.



- Essa eu acho que meio mundo sabe, mas no início dos Beatles, John Lennon odiava ter que usar óculos, tanto que são raras as fotos d'ele com o acessório. Não sei dizer se naquela época existiam as lentes de contato, mas ele era tão míope que, diziam os mais exagerados que, pra ir ao cinema tinha que ir acompanhado - pra que a companhia pudesse falar o que estava passando na tela. Mas a pose d'ele cantando e tocando com as pernas abertas, não seria de arrogância, mas é pra não perder o microfone de vista... E depois eu reclamo dos meus três graus de miopia...

- E vocês pensam que o início de carreira de muito artista que ficou/continua famoso foi de moleza ou nasceram de berço esplêndido (salvo algumas exceções...)? Tiveram que pegar - literalmente - no pesado. Que Julia Roberts foi garçonete e Brad Pitt teve que se vestir de galinha para promover uma lanchonete (El Pollo Loco), todo mundo sabe... Depois que eu listar alguns exemplos, quem sabe futuramente muita gente que conheço talvez pare de reclamar do serviço que tem...

Elvis Presley - Motorista de caminhão
George Harrison - Eletricista
Johnny Depp - Vendedor de canetas por telefone
Jack White (White Stripes) - Tapeceiro
Harumi Edo (humorista) - Monitora de cursos da Microsoft
Izumi Sakai (ex-ZARD) - Secretária e depois modelo
Masaharu Fukuyama - Funcionário de imobiliária
Mick Jagger - professor de educação física
Sean Connery - Lustrador de caixões
Paulo Autran - Advogado
Renato Russo - Professor de inglês
Roberto Carlos - auxiliar administrativo

- Existem várias formas de se escolher um líder de grupo: seja pela inteligência (ou ter cinismo, cara-de-pau e língua afiada, como John Lennon), pela forma de se apresentar (Mick Jagger e Bono Vox)... Mas no jan-ken-pô (aquela da pedra-papel-tesoura) é a primeira vez que ouço falar: na hora de definir quem seria o "líder" do grupo japonês Arashi, Satoshi Ohno e Sho Sakurai disputaram dessa forma. Ganhou o Ohno (muito embora quem se destaque mais é o Sakurai).


...e nunca foi fácil ser líder sendo escolhido desta forma nada convencional... (na foto, Satoshi Ohno (esquerda) e Sho Sakurai)

- Pode até soar estranha para alguns, mas muita gente nem duvida: Masahiro Nakai (líder do quinteto SMAP) canta tão mal, que, nos shows ao vivo o microfone dele só é ligado quando ele tem que cantar. Nota da Autora: ele pode ser bom apresentador, mesmo com aquela voz de taquara rachada, mas como ator... só se salvam Kai ni Naritai e no remake Suna no Utsuwa, que ele faz o papel de um pianista.


- Mais do mundo j-pop: a falecida vocalista e compositora do grupo ZARD, Izumi Sakai, antes de ser o que foi, já foi secretária, race queen (aquelas modelos que ficam de trajes sumários nas provas automobilísticas) e modelo. Pra "garantir uns trocos a mais", fez alguns filmes suspeitos e um livro de fotos quase in natura. E foi vencedora de concurso de karaokê, foi daí que resolveu largar a vida mundana e "se esconder" com um nome artístico e com um grupo que mal aparecia na TV, mas as músicas até hoje fazem sucesso. O livro com as tais fotos hoje valem alguns milhares de ienes no mercado negro...

- Já falei em um post passado, mas vale lembrar (eu acho), que a dupla Yuzu começou a carreira cantando em frente a uma loja de departamentos em Yokohama, e mesmo depois de ficarem famosos, como agradecimento, no Kouhaku Utagassen de 2002, eles se apresentaram "ao vivo" no mesmo local onde tudo começou. Hoje a loja não existe mais, mas o prédio ainda está lá.


- Quem achava que dos Beatles, somente Paul McCartney era canhoto, podem anotar: Ringo Starr, o baterista mais simpático do grupo, também é. Quem é músico, pode diferenciar um baterista destro de um canhoto, devido à técnica de como se toca.

- Em dezembro de 1965, no meio de um show nos Estados Unidos, devido a um microfone não aterrado em um local precaríssimo, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, levou um choque elétrico ao encostar a guitarra no dito, de tal forma que os médicos davam 50% de chance de ele voltar ao normal. Alguns minutos depois ele estava vivo, em plena forma e disse que só não foi pior devido aos sapatos que usava. Será que depois disso ele ficou como está hoje???

- Censura é dose: eis alguns fatos em que a censura atacou os artistas...

Ed Sullivan, o "Silvio Santos" americano, mostrou Elvis da cintura pra cima (alegando que seu rebolado poderia chocar a conservadora familia americana), mandou os Rolling Stones alterarem uma palavra em "Let's Spend The Night Together" (e deu no que deu) e pediu a Jim Morrison (The Doors) alterar a palavra "higher" em "Light My Fire" (o que não cumpriram e foram gentilmente mandados para a porta dos fundos, com perdão do trocadilho da palavra com no nome do grupo...).

A música "The Boxer", da dupla Simon & Garfunkel, teve uma palavra coberta por um "biiiip" ao ser tocada nas rádios, em 1970: devido ao trecho "asking only workmans wages/I come looking for a job /but I get no offers just a come on from the whores on 7th avenue/I do declare there where times when I was so lonesome/ I took some comfort there". Desnecessário eu mencionar aqui qual palavra foi censurada...
Update: Melhor ouvir a música inteira, mas confesso que a primeira vez que eu a ouvi, passou batido pra mim...

Mais censura musical: "A Day In The Life", dos Beatles, foi proibida de ser tocada na BBC em 1967 devido às referências sob uso de drogas - nos trechos "Found my way upstairs and had a smoke, /and Somebody spoke and I went into a dream" e "Four thousand holes in Blackburn, Lancashire /And though the holes were rather small".

No Brasil, a coisa não foi diferente nos tempos da ditadura militar. Mesmo nos anos 80, Rita Lee teve seu album "Bombom" mutilado em duas músicas (a faixa-título e "Arrombou o Cofre"), com vários cortes - literalmente - no disco, feitos grosseiramente com estilete. Mesma coisa foi com o primeiro álbum da Blitz, também em duas faixas - "Ela quer morar comigo na Lua" e "Esquizofrenico Blues"-, cuja censura alegava "incentivo a uso de entorpencentes".

Mais ainda: o grupo paulistano Ultraje a Rigor teve uma das faixas proibida nas rádios logo no album de estréia; RPM também teve logo na estréia com a faixa-título "Revoluções Por Minuto", devido ao trecho "Agora a China bebe Coca-Cola/ Aqui na esquina cheiram cola".

- Mortes mal explicadas: isso eu vou abordar num tópico oportuno, senão este post vai ficar muito longo.

Saturday, May 09, 2009

Vaidade (bem) Dolorida

Existem pelo menos duas coisas que não tenho paciência e até pago pra fazer são: depilação de sobrancelhas e arrancar pelinhos do lábio superior. O primeiro que falar "usa gilete", "tem um creme que elimina os pelinhos na hora", "já experimentou você mesma usar cera", cubro de pancada, pois já experimentei tudo isso e já estraguei a sobrancelha, tive reação alérgica e cera do it yourself nem que me pagassem.

Eis que na quinta-feira, depois da aula e almoço, resolvi ir encarar uma sessão de depilação a cera nas sobrancelhas e nos lábios. Depois que vi o anúncio na revista, lá fui eu, sem marcar hora, na maior cara de pau mesmo (pra quem não me conhece: eu sou péssima em fazer reservas, e quando faço, esqueço...). O local, bem, fica num prédio maiomeno, só de elevador, até que é limpinho, claro. Apesar do diminuto espaço.

Coloquei meu nome na lista e fui eu, pra ver como é a dita depilação. Fui deitada na cadeira reclinável, fechei os olhos e seja lá o que Deus quiser, pois dizem que o que os olhos não vêem, a dor não sente...

A cada puxada, me fez lembrar de uma historinha que li em algum lugar... Foi no finado blog da dona Luria, mas depois encontrei em outro site . Pra quem está acostumado a ler coisas mais amenas neste sítio, segue aqui a versão original sem cortes.

TORTURA MODERNA ou Métodos de Depilação

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.

Menos namorar.

Thursday, May 07, 2009

De Volta a Rotina

Depois de um longo feriado (pros outros, porque eu não tive. Tá bom, terça-feira conta?), o Japão volta ao normal. Os trabalhadores indo ao trabalho, devidamente empacotados, ops, de terno e gravata, uniforme, que seja, esperando o ônibus, trem, metrô... Para voltarem a mesma rotina de sempre até o próximo feriado prolongado.

Tudo bem que agora (graças aos céus) toda quinta-feira voltou a ser minha folga fixa, devido ao fato de ter criado vergonha na cara e voltado a estudar conversação japonesa, pois chega de cometer vexames homéricos. O único porém é que tanto lugar pra estudar, fui encontrar em... Shinjuku, Tóquio!!! Fazer o quê, era o único lugar que os fatores data de folga e horário coincidiram...

Só que hoje, pela manhã, ao pegar o trem para ir ao curso, eis que cheguei na estação e uma multidão parada em frente das catracas. Sabe aquela história "ninguém entra mas também ninguém sai"? E quando consegui ver nos letreiros sobre avisos das linhas de trens... tudo parado. E quando as linhas da JR (Japan Railway, a estatal principal das linhas japonesas) param, é batata: o restante das outras linhas ficam todas atrasadas.

A minha sorte é que hoje estava de folga. Mas tinha aula. Depois de muito empurra-empurra para conseguir pegar o dito papel para fazer baldeação em outra linha que não é a mesma que pago mensalmente, consegui pegar um metrô e dois trens para chegar no local da aula.

O motivo dos trens parados? Falha nos freios. E muita gente achava que foi outro infeliz que resolveu praticar bungee-jump sem elástico em alguma estação e já sabem o resultado...

E por duas horas e meia, as linhas atrasadas e até passageiro andando no meio das linhas para chegar na estação e pegar outra linha que esteja funcionando. Ou quase. Eis uma bela hora para começar o trabalho depois que volta de um feriado prolongado...

"Diretamente da estação xxx, informamos que todas as linhas da East Japan Railway continuam em estado nada animadores, mas a garoa fina que cai ao menos poderá esfriar a cabeça dos mais exaltados... Dentro de alguns instantes, voltaremos para maiores informações e aviso também que tão cedo não voltarei ao estúdio da emissora..."

Fotos que ilustram o texto de hoje, vindo via Mainichi (em japones: http://jp.msn.com/).

Wednesday, May 06, 2009

Uma Semana (nada) Dourada...

Quem não sabe, aqui no Japão, entre final de abril e na primeira semana de maio, tem-se o chamado e esperado (pra uma boa parcela de gente) "Golden Week". Mas por quê? Tirando o do ano Novo, das férias de verão e de finados (que estes dois últimos não oficiais, mas facultativos de firma pra firma), o Golden Week é o mais esperado, pois dependendo do ano, pode durar até sete dias!

Este ano, muita gente tirou folga desde o dia 2 de maio, mas com a atual situação, começaram desde o dia 29 de abril. E termina hoje. Mas... que significado tem os "dias vermelhos" no calendário, na parte que se menciona o Golden Week? Lá vai eu tentar explicar, mesmo estando aqui há mais de uma década (sendo que 1/4 disso eu soube o que era ficar uma semana de folga merecida).

Dia 29 de abril, Showa no hi ou dia do aniversário do Imperador Hiroito, o Imperador da Era Showa (1926 a 1989). Por ele ter sido muito influente e ter o maior tempo no trono do Crisântemo (apesar das guerras sofridas e ter presenciado um dos maiores terremotos que o Japão já teve), mesmo depois de sua morte, o dia 29 de abril continua sendo feriado oficial. Mas também pode ser chamado de Midori no hi devido ao fato do Imperador apreciar muito a natureza...

Dia 3 de maio, Kinen de Kempo no Hi, ou dia da Constituição.

Dia 4 de maio, Kokumin no Kyujitsu, feito para "emendar" o feriado, pois dia 5 de maio é o Kodomo no Hi, ou dia das crianças.

Como dia 3 de maio deste ano caiu num domingo, seria natural que o feriado passasse para o próximo dia útil ou furikae kyujitsu, mas como os dois dias seguintes eram também feriados, portanto, dia 6 de maio, hoje, também virou feriado.

Daí entende-se que encontramos durante estes dias as ruas vazias, os trens lotados e as expressas congestionadas. Ainda mais que nos sábados, domingos e feriados, quem possui nos carros o aparelhinho ETC (Electronic Toll Collection Service) com o devido cartão dentro, mais do que óbvio né... o valor do pedágio fica em mil ienes (isso pra quem viaja pra mais de 100 quilômetros entre um pedágio e outro, senão tem desconto de 40 a 50%).

Tudo bem que eu não sei o que é pegar uma semana de folga na semana que é feriado, mas eu odeio pegar tudo lotado - desde trens até uma simples compra no supermercado...

Tuesday, May 05, 2009

Gastronomia: Kirin Free - A Cerveja sem Alcool

Quem me conhece bem, sabe que fim de semana sim, três não, costumo sair com o pessoal do escritório para uma saideira, desde que os fatores após recebimento da cebola, ops, do pagamento e véspera de folga combinem. No meu caso, claro...

Costumo tomar a famosa e tradicional Guiness, aquela cerveja escura made in Irlanda, amarga pacas e tem um modo correto de ser colocada no copo. Mas alguns half pints já seriam o suficiente para que meu sistema urinário comece a ter funcionamento 24 horas ininterruptas, se é que me entenderam.

Muito antes de eu vir parar neste lado do mundo, trabalhei três anos como programadora de sistemas de uma cervejaria. Mais ou menos eu ainda lembro o processo de fabricação de uma. Confesso que, por um ano eu nem queria saber de cerveja devido ao cheiro agradabilissimo que emanava na hora do cozimento do lúpulo e cevada. Como dizem, depois acostuma.

Aqui, já experimentei algumas das cervejas de marcas conceituadas, nacionais e importadas. Inclusive as diet nama, que sei lá, de dietético nada tem (se fosse diurético ainda eu entenderia...).

Inclusive as de baixíssimo teor alcoolico. Baixo mas tem. Mas, uma que fosse totalmente livre de alcool para que aqueles que não podem tomar ou não gostam de algo alcoolico, era a primeira vez. Recentemente, a Kirin Beer (uma das fábricas fica perto de casa, o dia que eu resolver ir, eu conto neste sítio) lançou uma bebida a base de cerveja que é 100% livre de alcool. Como eu não teria nada a perder, fui no mercado e comprei duas latas - uma pra mim e outra pro dignissimo marido kinguio.

Por mais que eu vi nos cartazes do trem que costumo pegar todo santo dia e noite, tendo a tenista quarentona Kimiko Tate-Krumm e o ator Eita como personalidades-propaganda, achei que seria uma boa idéia uma cerveja, ops, bebida a base de cerveja, sem álcool. Mas, no dia que resolvemos tirar a prova dos nove...

Juro mesmo, nunca, mas nunca tomei uma bebida tão ... estranha em toda a minha vida!! Parecia que eu estava tomando suco de capim! Meu Deeeeeeeeeeeeeeeeeus, preferia ter comprado uma cerveja das mais vagabas que até era melhor que isso.

Realmente, Kirin, você me decepcionou nessa...

O garoto propaganda pode ser até um colírio pros olhos ao pegar o trem todo santo dia, mas o produto...

Saturday, May 02, 2009

Quinze anos que fazem falta

Sei que toda temporada de Formula-1 vem a mesma história: "Nunca houve um piloto como Senna", mas por mais que a gente negue até a última gota de gasolina que saudosismo seria cair no lugar-comum, Ayrton Senna faz falta no "circo" da Formula-1.

Quinze anos depois de sua partida, Senna deixou, além de saudades, o exemplo e preserverança e uma legião de fãs. Uma pena que não deixou sucessores. Antes que joguem mais pedras ainda no meu pobre mas limpinho apertamento, não quero dizer que Rubens Barrichello e Felipe Massa não estão fazendo bom trabalho, muito pelo contrário... Mas é que eles não têm aquela carisma que o Senna tinha, a ponto de comover o mundo todo.

Eu vos digo: depois daquele trágico primeiro de maio de 1994 os almoços de domingo nunca mais foram a mesma coisa. Perdeu aquela emoção de ver as corridas e torcer pro Senna ganhar nem que seja pontuando, pois ver Schumacher ser heptacampeão não vi mais graça alguma. Se hoje as escuderias inventam de acrescentar um ponto aqui e ali e o pobre do piloto depender mais de equipamentos, antigamente dependia era da capacidade física e lógica do piloto. Um errinho ali...

Fica a eterna pergunta: se Senna tivesse escapado daquela curva em San Marino, qual seria a trajetória da carreira dele? Teria sido heptacampeão? Estaria na Ferrari? Teria uma aposentadoria digna e estaria tocando os negócios e entidades que deixou? Estaria ainda no automobilismo mas na Formula-Indy? Todas as respostas se dissiparam naquele dia de maio que parecia ser o pior dia para se ter uma corrida.


Donnington Park, 11 de Abril de 1993 - Ayrton Senna provando que até o Sonic, o porco-espinho da Sega, perde dele... Foto de Mike Hewitt, dos arquivos Life

Friday, May 01, 2009

Gripe Zoológica

Bom, quando no post passado eu disse sobre a gripe suína, achei por bem tentar explicar melhor do que está acontecendo neste lado do mundo, afinal meu sítio não se resume a (in)utilidades públicas, assuntos aleatórios, música antiga e alternativa, troca de idéias (ou mais conhecida como fofoquinha) e pouca coisa de Yokohama.

Estando há mais de uma década aqui, o máximo de doença que fiquei sabendo foi o kafunshoo e olhe lá, mas em 2000 ou 2001, já nem lembro, houve os surtos da vaca louca e da gripe aviária. Da vaca louca, eu lembro mais devido a carne embargada, aqui o pessoal dificilmente come carne bovina como os brasileiros, mas não deixamos de ir mensalmente bater ponto no yakiniku que fica a uma hora de casa.

Em 2002(eu acho...) foi a gripe aviária. Aí pro KFC virar alvo de muita gente abdicar ao consumo de carne de frango, foi um pulo só. Apesar que o surto maior foi na China, aqui, sabe como é: o pessoal fica tão assustado, mas tão assustado, que o consumo de karage e espetinhos de frango despencou. Só não lembro se foi nessa época que eu me acabei de rir assistindo a animação Chicken Run, aquela animação feita de massinha que só o estúdio Aardman da Inglaterra soube fazer.

Pra provar que os frangos de Miyasaki (principal criador de aves no Japão) são saudáveis e de qualidade excelente, quando tomou posse, o ex-humorista e atual governador da província mencionada, Hideo Higashikokubaru (aka Sonomama Higashi) fez questão de almoçar frango assado na frente das câmeras. Pode soar demagogia, mas se até hoje ele está vivo e até participando de maratonas, sinal que os frangos passaram no controle de qualidade.

Até fazia piada com meu marido kinguio que, se tiver algum surto de gripe mais nome de animal, isso viraria jardim zoológico. Isso porque aqui dengue e febre amarela são doenças que são desconhecidas aqui. Vocês poderão dizer: "Desde quando mosquito é animal?" Ué. Se o ser humano também é tido como animal (racional), então um mosquito, que tem vida até que leve a primeira bofetada, é um animal...

Isso no que dá fazer piada de desgraça: neste final de semana, eis que surge um novo tipo de gripe - a gripe suína. Os sintomas são parecidos com uma gripe muito forte ou influenza ou até dengue - febre alta, dor no corpo, moleza e diarréia. Prevenção: lavar muito bem as mãos e desinfetar com alcool. E usar máscara. Agora, se tiver os sintomas citados, ir urgente ao médico, que ele poderá receitar o tamiflu, remédio que paliativa a doença, pois ainda não tem vacina para prevenção.

Aqui, em Yokohama, teve um caso confirmado. Ontem, era um suspeito. E ambos os casos, os passageiros - japoneses - vieram dos Estados Unidos.

Bom, agora pra completar o mundo animal, só me faltava vir a "gripe do peixe"...


Desculpem-me, mas eu não pude resistir...


Updatando em 2 de maio: A gripe suína não é transmitida através da ingestão da carne de porco, mas sim, pelo contato direto com uma pessoa já infectada. Mas, se quiserem garantir, cozinhe, asse, frite bem a carne antes de comê-la...