Thursday, July 30, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: Os três primeiros álbuns de Franz Ferdinand

Imaginem quatro rapazes vindo da Escócia, terra do uísque e da gaita de foles, tocando em bares, muquifos e pequenos teatros. Mas a música seria uma mistura de tudo um pouco: rock, post-punk, dance, e de forma mais independente possível, isto é, não encaixa numa coisa nem outra. Isso porque antes de formarem a banda com nome de arquiduque austríaco, eles tocaram em outras bandas aqui e acolá, sem muita expressividade.

O quarteto Franz Ferdinand surgiu em 2002, começando com Alex Kapranos (guitarra) e Paul Thomson (bateria) que tocavam em outra banda obscura em Glasgow. O baixista Robert Hardy entrou logo após a convite de Alex (ambos trabalhavam em um restaurante como chef e Robert era formado em Arte) e o guitarrista e tecladista Nicholas McCarthy, recém-chegado da Alemanha, veio logo depois de ter conhecido Alex numa destas festas pós-show por aí. Juntando tudo, deu no que deu.

O mais engraçado nessa história toda é que, apesar do grupo ser formado na Escócia, o único quem realmente nasceu lá foi o baterista Thomson. Os outros nasceram na Inglaterra (apesar de Alex possuir sobrenome paterno grego e McCarthy ter sido criado na Alemanha).

O álbum de estréia, em 2004, homônimo e sem foto na capa, somente o nome da banda, caiu no gosto da crítica, pois as músicas eram uma mistura de rock-post punk-dance e até meio anos 60. Se era pra agradar as meninas, como eles apregoam, não sei, mas as batidas fortes em "Take Me Out", "This Fire" e "The Dark of The Matinee", passando pela androginia em "Michael", e a pseudo-balada "Jacqueline", já dava pra sentir o estrago que ia ser.

Reconhecidos e requisitados nas ilhas britânicas, repercussão no exterior somente quem encarava a cena indie, que não precisava de produções milionárias, nem terem assinado contrato com uma gravadora enorme. Exemplo típico até hoje são os norte-americanos Sonic Youth, que, mesmo com mais de vinte anos de estrada, eles sempre serão referência em matéria de rock indie. E os PVs iniciais, inspirados na arte soviética pós 1917 (vide "Take Me Out", "This Fire").

No ano seguinte, com "You Could Have It So Much Better", a arte soviética na capa da foto de Lilya Brik (1924), as músicas ainda sem deixar cair a peteca, como "The Fallen", "Outsiders", "Do You Want To" (cujo PV eles avacalham sem dó nem piedade uma vernissage de uma exposição de arte); baladas como "Eleanor Put Your Boots On" (uns dizem que foi uma homenagem a namorada de Kapranos, Eleanor Friedberg, mas o próprio jura que foi inspirada em "Eleanor Rigby" dos Beatles) e "Walk Away" (a melodia é linda, mas a letra é deprimente)...

Foi a partir de 2005 que já começaram a serem mais conhecidos. Mundialmente. Quem manda eles abrirem shows pro U2? Depois o povo pediu show solo. Foi o que fizeram na América do Sul. Sem falar que depois já começaram a "bater ponto" nos shows como Glastonbury (Inglaterra), Coachella (EUA) e Fuji Rock (Japão). E ainda fazendo shows aqui e acolá em lugares de pequeno porte (pra menos de 5 mil pessoas).

Restava a pergunta: se eles sobreviveram a síndrome do segundo disco, será que o terceiro supera? Em janeiro de 2009 a surpresa: "Tonight: Franz Ferdinand" embora divulgado antes no My Space, já deu pra sentir a guinada de 180 graus que eles fizeram. Entre a música eletrônica, dub, e outros experimentalismos, ainda tem sinais do rock indie no qual eles ainda tiram de letra, como "Ulysses", "No You Girls" e "Bite Hard". Se o álbum dividiu opiniões, eu diria que seria um álbum acima da média. E pela primeira vez, os quatro aparecem na capa do álbum, parodiando as cenas de crime dos anos 40 (cortesia do fotógrafo dinamarquês Søren Solkær Starbird). Houve gente que pensou que nos singles teria a sequência (se no álbum, a vítima era Bob, nos singles "Ulysses" e "No You Girls", foram Alex e Nick, respectivamente), mas no terceiro single aparecem os quatro dentro de um vagão (ou ônibus, não prestei atenção).

Querem se divertir sem compromisso? Ouça os três álbuns. Tanto que o primeiro já entrou na lista de "1000 discos para ouvir antes de morrer".

A autora avisa: os quatro escoceses já passaram em Niigata no sábado passado, mas não deu pra ir, mas vai ter repeteco nos dias 10, 12 e 13 de novembro em Tóquio, Nagoya e Osaka respectivamente. Se algum louco quiser se habilitar a acompanhar a autora em Tóquio, avisa neste blog antes do dia 22 de agosto... Ela não se responsabiliza pelas consequências caso se aceitar...

Nota número 2: era para ter postado antes, mas devido a compromissos chamado trabalho, aniversário, trabalho e um sistema pifado (não, meu PC não foi a vítima), foi fazer só agora...

Wednesday, July 29, 2009

Around Forty (Years)

Não, não é nome de novela que passou no ano passado que depois virou verbete no dicionário japonês. A verdade é que a pessoa que vos posta quase diariamente no domingo que passou, ficou um ano mais velha. E mais um pouco chega na casa dos quarenta. Tragédia? Nãããããããão. Sinal de amadurecimento. Dizem que a vida começa aos quarenta.

Pára tudo! Ainda não entrei na casa dos quarenta!

Bom, apesar de tudo e um pouco, meus cabelos brancos e sei lá eu se vai começar as piadas infames, mais um ano que se faz, sinal que ainda a gente está vivo pra continuar a fazer anos.

Pela primeira vez, a autora revela ao mundo o famoso kinguio que atura ela todo dia....

Só que no meu caso, não tomo vergonha na cara: mesmo um ano mais velha, continuo a mesma pessoa econômica, colecionando pontos pra descontos, aproveitando liquidações, se esbaldando em buffets até estourar, esperando dia 9 de setembro pra comprar os CDs remasterizados com bônus dos Beatles, ir nos shows do Masaharu, do Franz Ferdinand, e pra isso tenho que fazer cada moeda ganha, moeda poupada...


A autora e o filhote, ops, cofre oinc-oinc que realmente faz oinc-oinc quando fica saciado com as moedinhas (presente de Dona Luria e Seo Diogo)


Obrigada a todos que mandaram as felicitações via e-mail, orkut, blog, telefone, pessoalmente... Espero ainda ter fôlego pra chegar aos quarenta, aí sim, o bicho pega ah, ah, ah...

Friday, July 24, 2009

Tentando entender alguns comerciais...

Dizem que a "propaganda é a alma do negócio", mas se for depender de muitos comerciais daqui do Japão, eu confesso: queria muito tentar entender o quê os publicitários querem transmitir aos consumidores, telespectadores, desavisados em geral, porque 90% dos comerciais que passam na TV aqui, eu não entendo. E se eu consigo entender, alguns eu considero o cúmulo do absurdo que não tem nada a ver com o produto a ser vendido. Talvez seja pra não entender mesmo.

Em particular, eu gosto de ver comerciais. De todas as partes do mundo. Tinha um programa que passava em canal aberto no Brasil chamado "Intervalo", no qual comentava-se de comerciais nacionais e internacionais, como foram feitos, para qual finalidade e de tudo um pouco. Dá-se a entender que, se eu não tivesse feito Processamento de Dados, eu deveria ter feito Propaganda e Marketing, mas tem que ter uma criatividade além da imaginação, o que me falta.

Comerciais de sabão em pó, amaciante de roupas, fraldas e produtos de higiene íntima, não precisa ter muito o que pensar. Basta alguma mensagem bonitinha, clima familiar e sucesso de vendas (o primeiro que falar que uso o sabão em pó da marca Ariel, o amaciante Renoir e detergente CuCute por causa dos comerciais, leva uma baciada na cabeça!). Agora, o resto...

Já comentei de comerciais nos artigos anteriores. Mas têm alguns que melhor eu (tentar) explicar senão é bem provável que o Tico e o Teco pirem de vez, antes mesmo de entrar no tranco...


Curto e grosso, ops, divertido: Envolvendo animações em flash e inocentes coelhinhos, a Volkswagen resolveu investir num comercial até que inusitado: pediu a companhia de animação Angry Alien Productions algumas vinhetas para a propaganda do VW Fox. Pra quem não sabe: essa companhia de animação faz paródias de 30 segundos de filmes clássicos com coelhinhos fofinhos (e sacanas). Daí o slogan "Short but Fun" para informar que o carro, apesar de pequeno, pode ser divertido. Bom, aqui, carro pequeno tem as suas vantagens... Esses comerciais eu vi - por acaso - nas minhas idas na Tower Records de Shibuya e vi um livro sobre comerciais e propagandas. E na TV passava o "Teatro dos 30 segundos" e no final... aparecia o carro! Se não conseguir ver este comercial, tente aqui. E aproveita pra conhecer o site de animação.

O lado ruim dos trocadilhos japoneses... Isso é pra quem entende mediamente a língua japonesa, assiste muito programa de TV e lê mangás toda hora, até mesmo dormindo. Que o comercial da Nissin, fabricante do Cup Noodle (sei lá eu se no Brasil ainda vende, mas o tal do "miojo" é sucesso nas melhores repúblicas estudantis da cidade), pode ter acertado em colocar o Takuya Kimura (lembra que eu falei que ele fazendo novela, a audiência sobe?) para fazer os comerciais, mas este comercial, para mostrar que o Cup Noodle contêm cubos de "carne", faz um trocadilho que, quem manja bem tudo isso que citei no início, vai entender. "Korocha" seria cubos de carne com tempero. Na hora que Kimura coloca a foto de Goro Inagaki, faz trocadilho com a forma que ele é conhecido (Goro-chan), bem como quando fala "gorugocha", o desenho de Golgo, do mangá "Golgo 13".

Se chocolate desse barato... Meus amigos e inclusive namorido kinguio iam me internar pra curar minha dependência de chocolate. Este comercial da Glico, dos palitos de chocolate Pocky dá a entender que, se comer, capaz de nadar com roupa e tudo. Embalado ao som de Orange Range ("Oshyare Bancho"). Vixe, será que dá barato mesmo?

Seguro cobre até fogão ligado! Este comercial recente da seguradora Secom (firma de segurança de prédios e residências) dá-se a entender que, se esquecer a chaleira no fogo, pode ficar tranquilo que o seguro cobre, e os seguranças vão avisar. Avisar que da próxima vez que esquecer a chaleira no fogo, vai deixar a casa em chamas pra aprender.

Não parece ser o que era... Este comercial de veículos, bem... quem pensar que seria uma coisa, no final parece outra...

Falando em veículos... Apesar de eu não gostar deste modelo, o comercial foi muito bem feitinho, pra demonstrar o quanto o carro é compacto e qualquer um pode guiar, manobrar e demonstrar o amor que tem pelo carro... O original é alemão, mas só vi aqui na versão japonesa. E bem como este também: mas não pra dizer que tem algum dispositivo que vê as coisas ao longe, mas para dizer o quanto o carro é tão fácil de manobrar que desvia de qualquer coisa. Até nozes.

Thursday, July 23, 2009

Eclipse Solar? Onde? Quando? Como?

Ontem, muitos habitantes desta ilha esperavam pelo fenômeno natural chamado eclipse solar. Isso porque fazem quase cinco décadas que o fenômeno não ocorria, quando a lua encontra-se com o sol e temporariamente fica um halo que não se deve olhar por muito tempo.

Desde que foi anunciado que haveria o eclipse solar, muita gente chegou até a montar acampamento em lugares que teria melhor visão. Ou quase.

Só que, ninguém esperava que o tempo não fosse colaborar. Ontem foi folga minha e em Yokohama eclipse que era bom, nada.

E ainda teve gente que garante que conseguiu ver. Então, tá. Mas quem não viu, espere mais quarenta e seis anos e depois a gente conversa.

(Parece aquela história do Cometa Halley, que passava de 76 em 76 anos. Em 1986, falaram tanto, tanto, tanto e no Brasil saiu até revista sobre a "Família Halley" e... ninguém viu o cometa passar...)

Wednesday, July 22, 2009

Histórias Meio Mal Contadas... (Parte 2)

Os leitores fiéis deste sítio espernearam, choraram, imploraram mas por pouco não jogaram pedras com bilhetinhos no meu apertamento e a autora prossegue: quem leu o artigo sobre "passada para o outro lado da vida de forma nada ortodoxa", fiquei devendo a sequência abordando o lado internacional. Não, chega de falar do Jacko, vai saber se ele foi enterrado mesmo...

Quarenta anos depois... O homem foi MESMO para a Lua? Na boa, gente, mamãe nem pensava sequer me pôr ao mundo quando o homem pisou no solo lunar, em 20 de julho de 1969, portanto não posso contestar a veracidade do fato. Sim, existem teorias da conspiração que a ida ao homem para a Lua não passa de uma montagem - muito bem feita por sinal - e filmada por... Stanley Kubrick (diretor de "2001, Uma Odisséia no Espaço", cujo filme meu irmão mais velho perdeu a conta de quantas vezes assistiu). Essa teoria da conspiração saiu até na revista Superinteressante. Juro. Querem saber mais? Acessa aqui, leiam e depois tirem suas conclusões. Ou não tirem coisa alguma.


Elvis não morreu? Jim Morrison também não. Pra quem não sabe: Jim Morrison era vocalista do grupo The Doors, que surgiu no meio dos anos 60. Depois de ter se envolvido numa encrenca feia que foi baixar as calças no meio do show e... bem, deixa pra lá, a popularidade do grupo caiu e ele se mandou de mala e cuia pra Paris, onde resolveu morrer por lá mesmo, de parada cardiaca dentro de uma banheira. Pensam que a história parou aqui? Dizem que na verdade Morrison morreu coisa nenhuma: está viajando por aí anonimamente e fontes nada seguras indicam que ele estaria morando com Elvis Presley. E o pessoal peregrinando ao túmulo dele em Paris achando que ele estaria enterrado. E quem só viu o corpo foram o médico que diz que assinou a autópsia (e cadê ele pra esclarecer tudo?) e a namorada que no ano seguinte foi desta pra melhor. E ninguém nunca pensou em fazer exumação e análise de DNA?

Se fizerem talvez o mito morra literalmente. Melhor deixar quieto mesmo.

Lee Oswald não agiu sozinho. Muito se especulou sobre o assassinato do presidente dos EUA, John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas. Já começa que, a troco de quê Lee Harvey Oswald mataria o presidente? Se é que agiu sozinho mesmo, pois exames da época, como é que a mesma bala que acertou Kennedy, foi transpassá-lo e atingir o governador do Texas, James Connaly? E de forma transversal? Pior que até hoje o assassinato de Kennedy fica muito ponto sem nó, pois um dos suspeitos foi morto antes de ser julgado, e virou um prato cheio para muita gente - principalmente agentes do FBI, CIA... - para levantarem as tais "teorias da conspiração". Há quem diga que até o vice-presidente da época, Lyndon Johnson mandou assassinar Kennedy para assumir logo o cargo... Eis um fato que ainda por muitos anos vai ter muito o quê falar...

Calling Occupants of Interplanetary Craft... Ou o caso Roswell, cujo lugar em Novo México, foi constatado a vinda e captura de um ser alienígena. Inclusive filmaram uma autópsia do alien para estudos. Eu cheguei a ver num programa dominical, mas nos anos 40, haja imaginação fértil, vou te falar... Mas foi amplamente comentado devido ao incidente em Varginha (Minas Gerais), com a vinda de um ser extraterrestre. Hoje a pacata cidade continua sendo conhecida como a cidade que acolheu um ser de outro planeta. Ao menos lembraram de servirem pão de queijo a ele?

Acerto de contas? Muita gente não sabe, mas durante a década de 60 inteirinha, os Rolling Stones eram cinco e antes de Mick Taylor e depois Ron Wood, o segundo guitarrista (depois do Keith "lesado" Richards) era Brian Jones, um dos criadores da banda. Se Mick Jagger era o crooner do blues, Jones era o multiinstrumentista. Tocava de tudo um pouco, mas o que fez ele ser convidado a se retirar do grupo, foram os excessos em tudo, se é que me entenderam. Em 3 de julho de 1969, Jones foi encontrado morto na piscina de sua própria casa. Uns dizem que ele cometeu suicídio, já que seus próprios amigos (Jagger e Richards) o dispensaram. Falando em amigos, a "teoria da conspiração" reza que Jones foi assassinado a mando da própria dupla, o que nunca foi verdade. Talvez a teoria mais aceita seria o fato que Jones estava com uma divida enorme com fornecedores e com o empreiteiro da obra que reformava constantemente sua casa e acabou sendo assassinado por um deles. Só sei que Brian Jones faz parte do "grupo dos 27" (artistas que, coincidência ou não, morreram aos 27 anos, algo que poderei comentar oportunamente).
(Na foto, Brian Jones é o loiro que está à direita.)

A verdade é que desde que o mundo é mundo, sempre existirão as "teorias da conspiração", os boatos que tanto aumentam, levam a crer que são reais e ainda muita gente tem a certeza de que Elvis Presley esteja passeando despercebido na Argentina junto com Jim Morrison (sim, teve gente que viu os dois juntos).

Saturday, July 18, 2009

O Primeiro "Dorama" Ninguém Esquece...

Com este ator, qualquer novela levanta a audiência.

Aqui no Japão não se fala novela, como no Brasil ou sitcom ou soap operas nos Estados Unidos. Aqui, se fala dorama, do inglês devidamente japoneizado de "drama". Se bem que a maioria dos dorama daqui vira meio que comédia, mas quando é pra chorar, prepara a caixa de lenços de papel ao lado da pipoca que lá vem choradeira.

Muita gente vai falar que "novela japonesa não tem graça nenhuma: passa um capítulo por semana, os atores são os mesmos, os temas são sem sal e não têm nem beijinho, imagina se leva alguém pra cama", mas aí que está a graça do negócio. Se novela do Brasil leva quase um ano pra terminar (em duzentos e vai saber quantos capítulos de segunda a sexta-feira), enfia 956 mil atores e figurantes, e os atores principais têm que ser unicos e exclusivos da emissora, senão necas de pitibiriba, as novelas daqui são do tipo "curto e grosso": doze a vinte e quatro capítulos semanais, que duram uma estação do ano, no máximo quinze atores que todos levam o crédito, enredo sem historinha paralela.

Desculpem as noveleiras e noveleiros, mas quem sou eu pra opinar de novela neste sítio.

Outra vantagem dos atores japoneses: eles não são artistas vinculados a uma emissora x ou y,
porque se fossem, ninguém poderia fazer uma temporada novela na TBS e na temporada seguinte fazer novela na FujiTV, só pra exemplificar.

Os enredos? Variam. Temos desde os dramas da época de samurais, até histórias tidas como polêmicas, de cunho autobiográfico... E nada de cenas calientes, podem tirar o cavalinho da chuva. Se nem beijinho direito sai... Mas pra quem quer algo diferente, pra descontrair e também criar vergonha na cara (como eu) e ver a quantos anda seu nível de compreensão em língua japonesa, as novelinhas japonesas tão aí todo dia em cada emissora em capítulos semanais.

O outro lado bom das novelas serem semanais, é que dá pra assistir as outras novelas de outras emissoras. Desde que, a novela favorita não seja no mesmo dia e horário que tal programa de variedades ou algum documentário de interesse.

Desde que estou aqui, raramente estou acompanhando as novelas. Já disse em um tópico passado o motivo. Mesmo tendo um aparelho celular com TV junto, quem disse que na volta pra casa, dentro do trem eu consigo assistir? Se a transmissão não cai, quem cai de sono sou eu. Eu cheguei a acompanhar algumas novelas até o fim, mas depois que mudei-me para Yokohama e trabalhando em Tóquio, com este meu horário desregulado, só assisto depois que sai em DVD pra alugar (é, eu não costumo baixar arquivos, mesmo porque eu não tenho lá aquela paciência em fazê-lo).

As novelas que eu assisti do começo ao fim (pra ter assunto com as colegas de trabalho e melhorar a conversação em japonês), que eu me lembre, foram:
  • Nemureru Mori (ou: A Floresta Adormecida): Passou no outono de 1998. Na época, eu ainda nem conhecia o futuro namorido kinguio, então dividia um apartamento com mais três meninas que eram noveleiras de plantão. Uma delas era tão fã do Takuya Kimura que, quando essa novela passou na TV, ela esquecia do mundo e ficava acompanhando a novela. Como naquela época à noite a gente não tinha muito o quê fazer, a gente assistia junto. Resultado: cheguei a comprar o single de Mariya Takeuchi ("Camouflage"), não consigo mais desassociar a música do U2 ("With or Without You") com as cenas do Kimura e chorei pra caramba no final.

  • Jimbee: Foi também em 1998, na mesma época que "Nemureru Mori" passou. Só que, se a novela do Kimura passava às quintas, esta novela com o Masakazu Tamura (já está na casa dos cinquenta e vive fazendo papel de pai de família ou o investigador Ninzamburo Furuhata) passava às segundas. Cheguei a comprar o mangá do mesmo nome, do autor Mitsuru Adachi e o single da música-tema que eu esqueci o nome.

  • Mahou no Joken: Foi no ano seguinte, também passava às quintas. Era com a Nanako Matsushima e Hideaki Takizawa (o Tackey da dupla Tackey e Tsubasa). O enredo era o romance proibido entre professora e aluno. Tipo "Lolita" às avessas. No antigo trabalho, essa novela era assunto obrigatório no horário de almoço. E a música "First Love", da Hikaru Utada, a gente vivia cantando nos karaokes...

  • Food Fight: Eu já tinha juntado a minha escova de dentes com namorido kinguio quando essa novela passou numa quinta (eu acho), não lembro a emissora, mas foi uma das novelas que peguei passando do meio pro final. Por causa desta novela, kinguio quem comprou o single do SMAP - "Lion Heart" (que era música de encerramento da novela).

  • Mukoudomo 2003: Novela que peguei para assistir DEPOIS que acabou e saiu em DVD. Era a época que eu já estava trabalhando em Tóquio. Só pra resumir, é a história de um cantor pop (interpretado por Tomoya Nagase) que, querendo uma vida normal, acaba conhecendo acidentalmente uma bibliotecária que se apaixona por ela e não pode saber que ele é famoso. "Mukoudomo" em japonês, significa que o cara acaba mais fazendo parte da família da mocinha. Vale a pena rir com Nagase, que, em "trajes civis" (leia-se moletom cor-de-rosa, faixa no cabelo e óculos estilo Lennon) vira um rapaz totalmente atrapalhado.

  • Koi ga shitai, Koi ga shitai, Koi ga shitai: Comprei o single antes de assistir a novela (cujo resto do enredo fui assistir em DVD), que era "gravações perdidas" dos Carpenters ("Leave Yesterday Behind" e "Rainbow Connection"). A novela é sobre seis pessoas que nunca se viram na vida e acabam se encontrando num restaurante de donburi de um senhor que acaba sendo a ligação entre os seis. Destaque para Miho Kanno, Michihiro Oikawa e George Tokoro.

  • Yoiko no Mikata - Shinmaihoikushi Monogatari: Acho que foi a última novela que acompanhei e tinha como protagonista o Sho Sakurai (do ARASHI) no papel de professor de jardim-da-infância, da época que ele nem vinte aninhos tinha, mas tinha era o cabelo pintado de marrom claro. Participações especiais no decorrer da trama, os companheiros de Sakurai: Satoshi Ohno, Masaki Aiba e Jun Matsumoto (Kazunari Ninomiya, devido na mesma época estar fazendo novela em outra emissora, estava com a agenda lotada).

Depois disso, não consegui acompanhar novela mercadoria nenhuma. Se eu conseguia, chegava no meio, por algum motivo, eu parava de acompanhar. Depois ficava sem saber o que aconteceu no final, quem ficou com quem... Depois corre pra locadora e vê se saiu em DVD. As novelas de três anos pra cá, se eu tiver paciência eu volto.

E, devido ao meu dia de folga ser numa quinta-feira, recentemente estou assistindo a "Ninkyo Helper". Imaginem um grupo de mafiosos de várias atividades serem destinados a mando do próprio líder do kumiai para trabalhar num... centro de atendimento para cuidarem de idosos!! Bom, como é novela, enredo aqui, enredo ali, ninguém precisa saber se foi caso verídico, mas existem novelas que a interpretação fica tão convincente que parece que a cena é real.


O que não dá pra engolir, mas como novela é novela, a gente tenta digerir: alguém imaginaria o Takuya Kimura como Premiê ("Change"), o Tsuyoshi Kusanagi como mafioso que vai trabalhar num asilo ("Ninkyo Helper") e Sho Sakurai como professor de jardim de infância ("Yoiko no Mikata")?!

Thursday, July 16, 2009

Quatrocentas Postagens...

... e a lesada aqui acabou passando batido. Mas tudo bem, se fosse quinhentas postagens, eu teria que fazer alguma coisa especial, um texto especial, mas sabe lá eu se chegar nesse numero eu iria lembrar de fazer alguma coisa.

Bom, esta semana foi mais parada que trânsito pra descida pro litoral em feriado prolongado. Atualizar este sítio pra mim, na verdade tenho que ter muito assunto aleatório pra procurar nas minhas andadas Yokohama-Tóquio todo santo dia. Quem pensar que minha vida é monótona, enganou-se, mas estou pra conhecer gente que quer saber sobre coisas aleatórias.

Quem sai da terrinha natal pra tentar nova vida em outro país, a gente encontra vários desafios. Cultura diferente da que você estaria habituado. Na minha postagem anterior, perdi alguns hábitos mas ganhei outros. Porém, se eu voltar ao Brasil com os hábitos que adquiri, das duas, uma: ou me internam ou vão me chamar de alienígena.

Well, shake it up baby now... Antes eu ter acordado ao som dos Beatles (olha eles aí de novo), mas hoje acordei foi com um leve tremor. O que marido kinguio disse que "quase a casa cai" (exagero). Pensei que fossem os vizinhos chegando e saindo (de manhã parece que a casa vai cair de tanto que o pessoal sobe e desce as escadas do prédio ondemoro), mas depois que vi na TV... Isso porque faz algum tempo que não dava terremoto nesta região.

Dia do Rock: Ah, pra falar a verdade, nem lembrei. Isso porque pra lembrar que o rock existe precisa ter data? Nada contra, mas como eu ouço música todo dia, não tenho como esquecer. E se eu lembrasse, o pessoal que frequenta este sítio vai dizer que vou mencionar os mesmos grupos de sempre. Querem que a gente lembre o quê?

Os sete pecados capitais cometidos em uma hora e meia... Ontem fui num yakiniku tabehoudai e imediatamente lembrei-me de um post que a Bah havia feito em 2008. E se for analisar friamente (e meu intestino é quem sofre), é verdade...

"(...)Yakiniku é na verdade, a junção de todos os pecados capitais, pois...... a gula é o princípio básico. E, quando chegamos à esse recinto e damos de cara com a quantidade de pratos que têm que ser devorados em uma hora e meia, a soberba vem à tona e só pensamos na avareza que isso nos traz. Quando a grelha é ligada, você só consegue pensar na luxúria e comer até explodir, ficando assim, com uma ira tão grande por ter comido tanto e ficado tão triste que dá inveja das pessoas que conseguem se controlar melhor do que você à uma mesa farta e, no final das contas, a única coisa que sobra é a preguiça de fazer qualquer tipo de coisa depois de tal evento.(...)"


Só que aí juntam dois: a gula e a preguiça...

Tuesday, July 14, 2009

Hábitos que a Gente Adquire (ou Perde) com o Tempo...

(Adendo: estou tentando mexer nessa coisa chamada twitter, por isso que só tem um teste.)

Estando aqui há mais de uma década, existem hábitos que outrora eu tinha, que acabei perdendo mas houve outros hábitos que acabei adquirindo. Que são bons ou não, vai de cada um. Não, eu não estou mais roendo as unhas, um dos (péssimos) hábitos que consegui tirar de vez. Se a unha quebra, vai na lixa mesmo.

Point-card: o primeiro a gente nunca esquece... Já falei, e quem anda comigo, sabe que, se o lugar aceita aqueles cartões de fidelidade de tal loja, ou da rede pertence a esse cartão, eu já faço uso, peço pra acumular ou usar os pontos. O primeiro que eu tive, era de uma rede de lojas somente na região de Kansai (leia-se Osaka, Hyogo...) pro sul abaixo. Sem saber, eu tinha acumulado o suficiente para uma boa compra de supermercado, se é que me entenderam. Daí pra ter esses point-cards foi um pulo só. Se abrir minha carteira, vai ter cartão de tudo o que é loja, supermercado... Numa dessas, um dos cartões que eu utilizo, eu costumo receber mala-direta deles via e-mail do celular e, um belo dia, numa promoção, eu ganhei - sem saber como é que eu consegui, nem lembro se eu tinha mandado um e-mail de volta - 10 mil pontos para serem utilizados em compras nas lojas da operadora do cartão...

Novela sem enrolação, lenga-lenga, curto e grosso: Nunca fui de assistir novelas enquanto eu estava no Brasil, mesmo porque desde meus quinze anos, sempre tinha o período da noite sempre ocupado. Calma, que eu explico: eu estudava o Magistério de manhã e o curso técnico em Administração à noite. Quando entrei na UNESP, meu curso também era a noite. Depois que me formei, enquanto não arranjava trabalho na minha área ( o que demorou três anos...), eu resolvi lecionar... numa escola noturna. Agora explicado porque novela brasileira eu nunca acompanhei nenhuma completa nem no período de férias (mas o programa do Jô Soares que era tarde da noite eu não perdia). Quando vim pra cá, dividi um apartamento com mais três mulheres, as quais não perdiam um dorama (novela japonesa). O bom das novelas japonesas é que o enredo dura três meses e em doze capítulos. Um por semana. O ruim era que dependendo da novela, eu tinha que esperar a semana toda para saber o que aconteceu. Só que, depois que mudei-me pra Yokohama, meu hábito de noveleira japa meio que estacionou, devido ao horário doido que eu tenho no meu trabalho: chego em casa quase onze da noite! O que me salvou desde novembro do ano retrasado, foi eu ter trocado meu aparelho celular (por livre e espontânea pressão acidental...) por um modelo que tem TV. Ao menos às segundas dá pra assistir o programa "SMAP X SMAP"...

Happy-hours: Eis um dos hábitos que eu tinha toda semana quando estava no Brasil. Toda quarta era de lei onde eu trabalhava: depois do trabalho, seis da tarde, todo mundo no bar para comer vários aperitivos e... cerveja. Além de jogar conversa fora. Depois que vim pra cá, os happy-hours ficaram cada vez mais esporádicos. A última vez acho que foi no aniversário da Dona Luria... depois de nem lembro quantos meses atrás!

Cinema: Também conta teatro. Aqui, dá pra contar nos dedos quantas vezes fui ao cinema daqui. O meu problema é falta de paciência, pois dependendo, às vezes consigo ingresso mais barato (comprando antecipado, pegando cinema às quartas...), e eu perdi o costume de ir ao cinema duas vezes por mês como eu fazia no Brasil. Nem que eu tivesse que ir até outra cidade pra assistir. Se perguntar se ando locando filmes aqui, bom, isso vira outra história...


Coisas de "mulherzinha": Leia-se uso de saia, maquiagem e salto alto. Eram itens que no Brasil eu só usava em extrema necessidade. Depois que comecei a trabalhar em escritório, tive que rever todos os meus conceitos. Passei a usar saias, mesmo no inverno. Hoje, se eu uso sapato de salto baixo (ou sem salto), minhas pernas reclamam de dor. O que não ocorre quando uso salto alto. Maquiagem, então... Foi algo de dois anos pra cá, na qual criei vergonha na cara e resolvi ir num quiosque de cosméticos e pedir dicas. Resultado: de sete dias na semana, pelo menos dois dias eu ando de cara lavada, mas sem esquecer de tratar completamente o rosto (entende-se: lavar, tonificar e hidratar).


Lentes de Contato: Não usava até que conheci kinguio. Bem, pra quem me conheceu de cara lavada, pra ele era normal eu usar óculos, mas as lentes de contato (descartáveis) vieram a ser hábito pero no mucho quando comecei a trabalhar em escritório. Hoje, apesar de usar mais óculos devido um misto de preguiça e meus olhos não aguentarem doze horas com as lentes, de vez em quando eu as uso. Mesmo tendo meio grau de astigmatismo em cada olho.


Desencanada: Depois que muita gente disse-me que, no Japão (leia-se Shibuya...), pode andar do jeito que você quiser, que ninguém repara. Bom, depende da roupa. Se bem que eu, pra dizer a verdade, não acompanho moda, mesmo comprando de vez em nunca revistas daqui, mas nos meus dias de folga costumo usar calça jeans e camiseta. Ou aqueles vestidos com legging. Tá, eu sei que é um pecado mortal pra moda, mas aqui ninguém repara. Eu acho.


Ouvir música: Vai eu fazer isso no Brasil e fico sem meu iPod por mais velho que seja. Mas aqui, entro no trem, fico no trem, faço n baldeações e ando na rua ouvindo música. Só tenho que tomar cuidado pra não me empolgar, senão acabo cantando a música sem perceber. Meu velho mas inteiro iPod só tem descanso quando: 1) a bateria acaba; 2) quando estou no trabalho; 3) quando estou em casa...

A primeira novela a gente nunca esquece: "Nemureru Mori", 1998, com Miho Nakayama, Tooru Nakamura, Takuya Kimura e Yusuke Santamaria.

Sunday, July 12, 2009

Como Fazer um Bom PV sem torrar Milhões


Ou: Como economizar nos tempos de recessão.

Só pra explicar os mais desavisados, quando cito "PV" neste pobre mas humilde sítio, não é sigla de Partido Verde, nem Partido Vermelho, nem outros genéricos. Apenas para não ter que ficar escrevendo "Promotion Video" toda hora. "Promotion Video", aqui no Japão, seriam os famosos videoclipes para divulgar a música de muita gente por aí. Mesmo sendo tosco, acabam ficando na memória de muita gente.

Tem muito artista por aí que torra milhões pra fazer um PV de no máximo cinco minutos, pois envolve desde o cachê do artista até transporte para o local de onde vai ser feito o video, incluindo no meio os efeitos especiais a la Spielberg.

Querem saber? Video bom, é video que não precisa dessas "frescurites" todas. Nada contra os PV que trazem efeitos especiais, dependendo de quem faz, até que fica bonito. Mas em excesso acaba estragando tanto a música que poderia ser boa e o artista que poderia ser bem criticado.

Eis alguns exemplos em que basta uma câmera, um bom editor de vídeo e muita cara de pau...

Matt & Kim: "Lessons Learned" - Esta dupla norte-americana fez o inusitado: enquanto andam em plena Times Square de Nova Iorque, interpretam e... tiram a roupa!!! Só o que precisaria era avisar aos transeuntes desavisados que se trata apenas de uma performance para divulgar um CD, nada mais. Só que, quem não gostou muito foi a polícia...

The Beatles: "Rain" - Já citei em algum artigo perdido neste sítio, mas vale a pena ver de novo. Antes que vocês falem que, "mas é 1966, queria o quê? Sai tosco deste jeito mesmo!", este PV, precursor da MTV, deveria servir de exemplo pra muita gente. No auge da fama e milionários, os Beatles, pra divulgar o PV de um novo single, não precisaram gastar muito: bastava ter autorização no parque para filmar. Bom, resta saber se precisaram desembolsar muita grana para fazer tal proeza.
Hã... eu cheguei a falar do dente quebrado do Paul nos 0:49 do vídeo?

SMAP: "Dynamite" - Ok, ok. Novamente o PV já mencionado. Talvez tirando o custo do salário de todo mundo e dos extras, outro exemplo que pro PV ficar bom não precisa de efeitos mirabolantes. Bastam uma câmera, uma camioneta, dois pallets e um tambor de óleo vazio e rodar pelas ruas de Shibuya. Só que teria que tomar cuidado se houvesse alguma freada brusca, alguém cair de cima (mais provável seria o Shingo Katori, que fica em cima da cabine do veículo, dentro do tambor, carregando o mesmo...), mas se as prestações do seguro estiverem rigorosamente pagas em dia, tudo bem.

Franz Ferdinand: "Can't Stop Feeling" - Outro exemplo (atual) de que video bom é video sem precisar de efeitos especiais, taí este do grupo escocês mais indie do pedaço. Incrível que eles conseguiram na montagem feita por eles mesmos interagirem com as cenas, apesar que eu não entendi o que a gelatina tem a ver com a história. Afinal, até que as aulas de educação artística na Universidade foram de grande valia. Pra comprovar o quanto o grupo quis fazer um PV legal sem ter que gastar muito (outro exemplo foi a versão número dois de "No You Girls", que já mostrei), sim, eles repetem as roupas que já usaram em PVs anteriores. Só que alguém compre urgente um novo colete pro Kapranos, porque o do PV parece que as traças tomaram conta (ou é mostrar que eles realmente estão com a verba tão curta mas tão curta que só compram roupas no brechó mais próximo da casa deles?).

Saturday, July 11, 2009

It's Summer Time! Festivais, Fogos de Artificio e Gastronomia de Rua

Semana especial de verão japonês - 4

Logo no início da semana tinha falado do tradicional festival japonês, o Tanabata. Mas quando o verão chega aqui, as lojas começam a vender yukata, aqueles quimonos próprios para ir em festivais, leques, ventiladores, ar-condicionado... E também começam as vendas de ochuugen, as crianças entrando de férias...

Ah, sim. Os tradicionais matsuri que cada cidade e até bairro tem o seu. Um tempo atrás, eu costumava ir na cidade de Hadano (Kanagawa) no final de setembro para o "Tabaco Matsuri". Nome estranho, mas os mais interessantes eram os fogos de artificio (hanabi) e a gastronomia. Tanto que as ruas próximas onde o evento ocorreria chegam a fechar para que os pedestres possam caminhar em segurança.

Mesmo porque as ruas daqui são estreitas, a ponto de até poste de iluminação ficar no meio delas.

Awa-odori, a dança típica de Tokushima, divulgada para o resto do país. Eu já fiz parte...

A parte de matsuri, além de carregar uma espécie de andor contendo a réplica de algum templo (chamados mikoshi, nos quais tem gente que até fica em cima, já que é carregado por muita gente), tem-se as danças típicas. Mas a maioria pratica o awa-odori, originária da província de Tokushima, o qual fica muito bonito de se ver. Legal é participar, experiência própria (isso vai ter explicação mais adiante...).

Carregando o mikoshi, para pedir aos kamisama proteção e saúde pra todos....

Quem costuma frequentar os matsuri de verão ou de final de ano ou os sazonais de cada região, obviamente acaba caindo no pecado capital que todo mundo comete, que seria a gula. Depois de andar, participar do carrega-o-templo-nas-costas-com-gente-junto, dançar, bate aquela fome fenomenal. E as barraquinhas de feira como no Brasil, vêm a calhar. Só que ao invés de termos pastel de feira, caldo de cana e cachorro-quente, nos matsuri temos takoyaki, yakisoba, banana no palito...

Takoyaki ou bolinho de polvo. Iguaria made in Osaka, mas todo matsuri tem. Vale a pena comer de novo.

Se o tempo melhorar e criar vergonha na cara de comprar um yukata, estarei indo ver alguns matsuri nem que for no quarteirão de casa.

Pra finalizar, temos entre julho e agosto (em alguns lugares até setembro) o festival de fogos de artifício, os hanabi. Muito embora tenha pouca duração, fica um espetáculo bonito de se ver. O mais famoso é o de Sumidagawa ( Toquio), geralmente no último sábado de julho. Recentemente, devido a recessão e falta de patrocínio, alguns matsuri vão ficar sem os hanabi este ano.

Uma pena, pois como disse, a apoteose tem que ter algo que não dissipe da memória da gente e que não fique com gosto de "só isso?".

Festival de Sumidagawa, Tóquio. Bonito de se ver. Desde que consiga chegar até a ponte...

Friday, July 10, 2009

It's Summer Time! Sing a Summer Song...

Semana especial de verão - 3

Claro que nesta semana meio quebrada (de novo), não ia deixar escapar o assunto música.

Todas as estações do ano a música é presente em todas elas. Mas no verão, parece que a maioria dos artistas têm mais inspiração. Ingredientes mais do que básicos para uma música típica de verão: sol, praia, romances e mulheres. E tudo isso junto.

Eis alguns exemplos de músicos que falam de verão e seus elementos, se quiserem ver os vídeos, só clicar no nome da música (antes que retirem).

Beach Boys: "Surfin' USA" - Falou em verão, lembrou do grupo norte-americano Beach Boys. Um dos poucos que enfrentaram a concorrência britânica dos Beatles, no qual posteriormente tornaram-se amigos. Formado pelos irmãos Wilson (Brian, Carl e Dennis), mais o primo deles Mike Love e o vizinho Al Jardine, o grupo foi o mais quem musicou sobre os elementos de verão: sol, praia, carros e mulheres (na verdade, somente Dennis era surfista). Isso foi até 1966, quando Brian Wilson, o líder do quinteto, teve um de seus (vários) surtos e depois de "Pet Sounds" (um dos preferidos de Paul McCartney), o grupo nunca foi mais o mesmo, devido ao fato de Brian ter sido diagnosticado como esquizofrenico. Embora posteriormente voltaram ao sucesso devido ao filme "Cocktail" (aquele, com o Tom Cruise, quando ele não era tão famoso assim), o grupo sofreu duas baixas: em 1983, quando Dennis Wilson morreu afogado e em 1998 quando Carl Wilson faleceu de câncer no pulmão. Brian está ainda em recuperação, e está bem sucedido em carreira solo. Ainda fala sobre o verão, mesmo nunca ter subido em uma prancha de surfe.

The Ventures :"Hawaii Five-0" - Eu não sabia, mas esse grupo norte-americano (de Seattle), especializado em rock instrumental, foi um dos autores do tema do seriado do mesmo nome. The Ventures, formado em 1959, faz mais sucesso no Japão que na terra natal deles. Mesmo eles terem influenciado muita gente outrora famosa com o surf rock instrumental, como Dick Dale (quem assistiu ao "Pulp Fiction", a música de abertura, "Misrilou", é dele), os britânicos The Shadows, só pra citar, pois rock instrumental continua sendo meio que marginalizado. Anualmente, o grupo faz alguns shows por aqui, com versões de "Walk Don't Run", "Perfidia", "Kyoto Doll". E tem plateia garantida. A diferença da música apresentada neste post com a ouvida na abertura do seriado é que a original o que parece ter a parte de metais, mas na verdade são os efeitos das guitarras (da marca Mosrite, a preferida do grupo).

Yuzo Kayama : "Yozora no Hoshi", "Aoi Hoshikuzu", "Kimi to Itsumademo" - Um dos primeiros a incorporar a guitarra elétrica em música japonesa, no início dos anos 60, devido ao sucesso dos Ventures, Yuzo Kayama já tinha o mar como tema de suas músicas. Juntando com a série de filmes que fez - a série "Wakadaisho", sempre no papel de "bom-moço-que-mamãe-queria-como-genro" - seus álbuns falavam de mar, praia, romances de verão... Para ter tanta inspiração, ter passado a infância e adolescência em Chigasaki (Kanagawa), perto da praia, já contava pontos. Apesar de ser mais conhecido como ator (fez dois filmes com Akira Kurosawa - "Tsubaki Sanjiro" e "Akahige"), Kayama também fazia sucesso como cantor e guitarrista, acompanhado ou pelos Launchers ou pelo quarteto The Wild Ones (grupos que, futuramente inspirariam a explosão das GS Band japonesas, como The Tigers, The Spiders, entre outros), com as músicas mencionadas no tópico, bem como a instrumental "Black Sand Beach" (referência a Enoshima, cuja areia é escura?). Aos 73 anos, ele continua em boa forma, continua tendo como hobbies a pintura e navegação (tanto que a música "Kojin Maru" é o nome do primeiro barco que adquiriu assim que conseguiu a licenciação) e esporadicamente aparece em programas de TV, com as músicas que fez sucesso com sua guitarra... Mosrite. E ai dele se não incluir a famosa "Kimi to Itsumademo"...

Southern All Stars: "Ai No Kotodama ~ Spiritual Message" e "Hotel Pacific": Uma das melhores bandas de rock-pop-e-tudo-um-pouco que o Japão já teve, o grupo Southern All Stars agrada o público de todas as idades, até fazendo certo sucesso no exterior (Ray Charles regravou "Itoshi no Ellie" como "Ellie my Love"). O líder e fundador do grupo, Keisuke Kuwata, inspirou-se a princípio em paródias musicais com "Katte ni Simbad", mas o forte do grupo acabou sendo as músicas de verão, como "Manatsu no Kajitsu", "Chako no Monogatari", "No No Birdy" e as baladas de inverno, a citada "Itoshi no Ellie", "Ya Ya", "Tsunami". Embora desde 2008 o grupo resolveu tirar férias por tempo indeterminado, os seus integrantes fazem projetos solo. O mais bem sucedido, seria Kuwata, que já mantinha projeto solo paralelo ao Southern All Stars muito antes. "Hotel Pacific", sucesso pós-"Tsunami", os dois lugares mencionados, Enoshima é a praia famosa de Kanagawa (perto do lar de quem vos posta) e Chigasaki é a cidade natal de Kuwata.

Bônus: Num especial antigo (quando Kuwata nem casado com Yuko Hara era), o grupo Southern All Stars aparece junto a Yuzo Kayama, com a balada "Tabitoyo". Vinte e seis anos depois, os dois dividiram o palco num show que reuniu vários músicos da Amuse Enterprise, incluindo Mr. Children, Pornografitti, Masaharu Fukuyama...

TUBE: Medley of the Summer Songs - Terceiro representante do j-pop que tem como tema o verão (os outros dois são Yuzo Kayama e Southern All Stars), o quarteto TUBE, embora não tivessem nascido numa cidade próximo a Enoshima (eles são da cidade de Sagamihara), nos fins dos anos 80 para fins dos anos 90, eles dominaram as paradas de sucesso com as músicas cujo tema, claro, era praia, sol, romance de verão... Apesar do quarteto estar lançando esporadicamente singles, foi nos anos 90 que eles praticamente falaram de verão a década toda (exceto que no inverno eles lançavam somente baladas). Há algum desavisado (como marido kinguio por exemplo) que tem a capacidade de confundir o Nobuteru Maeda (o gordinho vocalista do TUBE) com o Keisuke Kuwata (o gordinho líder do Southern All Stars). Tudo bem que os dois são vocalistas principais, falam de verão, de Enoshima, mas as coincidências param por aí. Desculpem, pessoal, justo neste medley faltou justamente o hit que explicitamente fala da praia que mais os inspiraram que é "Shonan My Love"...

Nota da autora: Devido a alguns problemas envolvendo falta de tempo, estudando, perdeu metade do post, era para ter subido na quinta-feira. Desculpe a minha falha.

Thursday, July 09, 2009

It's Summer Time! Comer bem pra ficar bem.

Semana especial de verão japonês - 2

Junho chega e junto o calor, os dias ficam mais longos e tempo inconstante (chove, pára, garoa...). Sem falar que o ar fica com aspecto de "pesado", causando indisposição. Quem já encarou vários verões aqui, como eu, sabe do que falo. Ainda mais que meu apertamento fica a meia hora (de carro) da praia de Enoshima (costumo dizer que, a praia fica no quintal de casa. Mas quando houver um tsunami, nem vai dar tempo de dizer adeus), imaginem a situação.

O calor fica insuportável, se fica em casa, a conta da luz devido ao uso do ar condicionado vai nas alturas. Se dá uma volta no quarteirão, tem que voltar logo pra casa pois a pele fica grudenta e a primeira coisa que quer fazer é entrar no chuveiro. Sem falar que o consumo de líquidos e sorvetes aumentam vertiginosamente.

Agora vamolá: e comer? Eu, particularmente, verão é a época que eu me alimento mal pra caramba. Não sei como não fui parar no hospital e até hoje ninguém entende como eu como muito pouco e engordo. Talvez culpa de tanto eu tomar sorvete. Aliás, eu sou viciada ao infinito em sorvete. Se deixar, até no inverno e com a garganta ardendo.

Mas para combater o natsubate ou a indisposição no verão, além de alimentos leves, como salada, soba (lamen feito de trigo sarraceno), kirisame (lamen quase que transparente), sanma (um tipo de peixe, comprido e fino), unagi (enguia) e... curry. Sim, o que seria o "estrogonofe indiano". Aquele guisado que dependendo que faz, literalmente sai quente. No sentido de pedido de acarajé, se é que me entenderam.

Acreditem se quiser, comer curry ou "karee" no verão escaldante, mesmo quente (nos dois sentidos da palavra) junto com arroz, é um dos melhores alimentos para combater a indisposição. Tem o unagi mas comer enguia nunca foi o meu forte. Bem, voltando ao karee, dizem que quanto mais quente, melhor. O mais picante. Pode dar um belo dum suador, mas que dizem que depois a pessoa fica com aquela disposição...


Não é minha foto, mas se este curry não for o de grau 5 (extra-hiper-mega picante), eu como.

Tuesday, July 07, 2009

It's Summer Time! O Festival das Estrelas ( Tanabata)

Semana especial de verão japonês - 1

(Todo ano eu penso em ir até Hiratsuka para curtir o festival, pois fica mais perto de casa e fica sendo o segundo maior depois de Sendai, mas nunca minha folga coincide. E quando coincidiu, despenca a maior chuva!)

Bom, o Tanabata Matsuri ou "Festival das Estrelas", celebrado geralmente todo dia 7 de julho, se baseia numa lenda japonesa sobre dois amantes que, por não cumprirem suas obrigações, como punição, foram separados e só se poderiam encontrar uma vez ao ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar.

Por isso que os ideogramas de Tanabata - 七夕 - significaria "sétima noite", justamente porque as estrelas que representam os amantes se encontrariam no dia sete à noite.

O Festival em si, para comemorar a data em que as estrelas se encontram, o mais tradicional seria o da cidade de Sendai, província de Miyagi. Tem vários, sua cidade tem a sua, mas destacam-se o da citada Sendai e Hiratsuka ( Kanagawa).

Além das ruas enfeitadas simbolizando a ida para as estrelas, tem-se as danças, comidas... Bom, qual matsuri que não tem as ruas enfeitadas, as comidas (yakitori, takoyaki, yakisoba...), o pessoal de yukata... e os fogos de artifício, no final de tudo?

Verão chega, e com isso os matsuri conhecidos e desconhecidos. Quem nunca foi, esta época promete ter bem mais.



Só não esquecer de fazer o pedido e amarrar a tira de papel no bambu. No festival eles são queimados com a crença de que as estrelas farão cumprir os pedidos...

Monday, July 06, 2009

Levanta, Sacode a Poeira e Dá a Volta por Cima...

(*Não, o assunto não aborda samba!)

Existem casos e casos de muita gente famosa ou não que uma vez no auge, caiu na pindaíba e quase no esquecimento. Eis que repentinamente, aparece e volta a fazer sucesso. Ou estar bem-sucedido, apesar que volta e meia acabam lembrando do incidente que gerou a queda. Desde que o mundo é mundo, todos nós, seres humanos, temos os altos e baixos. Justamente quando parece que tudo está perdido, uma luz de esperança surge e faz com que voltemos a realidade, que temos a capacidade de se reerguer.

Quando se fala de queda e ascenção de pessoas famosas, primeiro fala-se "fulano fez sucesso com tal coisa e logo depois disso, afundou e agora ressurgiu fazendo outra coisa". Quando falo "afundar", entende-se como "escândalos escabrosos, sexo, mentiras, desculpinhas furadas que não colam nem com durepoxi, bebidas, drogas, puladas de cerca de arame farpado com jacarés e tudo isso mencionado de uma vez só".

Nessas alturas do campeonato vocês, prezados leitores e frequentadores deste sítio, vão tacar pedras no meu (pequeno) apertamento com bilhetinhos, lotar minha caixa de e-mails, entupir a caixa de comentários dizeres como:

"Vai falar do Ronaldo Fofomeno, ops, Fenômeno?! Mas você gosta mais de música e torce pro Tricolor, que eu sei!!"

"Nem venha falar dos atores da Grobo que nem na terra brasilis você nem de férias (quando você tira) vai!!"

"Eu te conheço: vai ser alguém muuuuuito famoso na terra local ahahahahahah...."

"Mas tinha que ter <nome de alguém famoso e popular no sítio> no meio, tinha que ter..."

Desculpem-me se estraguei a piada pronta de muita gente, mas lá vai eu com o meu velho e batido bordão deste sítio.... quem me conhece, sabe: se eu falar de futebol, esporte, whatever, eu não entendo mercadoria alguma, mesmo porque eu vos digo, nem quando a Seleção joga, eu consigo assistir pois não tenho TV a cabo (entre aspas: tenho, mas preciso urgente pedir na imobiliária do prédio onde eu moro, um adaptador que possa usar o decodificador da TV e ter a provedora da internet ao mesmo tempo). Fórmula Um, depois que o Ayrton Senna resolveu disputar uma corrida celestial, perdeu a graça.

Mesma coisa se eu falar de atores da terra brasilis: a maioria (se não todos) são da Grobo. Se um deles pisa no tomate, nem pensar em fazer marquetingue em outra emissora, ou mesmo fazer comercial de outro produto devido ao contrato de exclusividade. Não sei como está hoje, pois não acompanho mesmo a mídia brasileira, gostaria de saber como são em outros países, porque aqui no Japão, até onde sei, os atores/atrizes têm passe livre em fazer novela em quase todas as emissoras, fazer comerciais de inúmeros produtos (depois em algum post oportuno eu falo sobre isso)...

Bom, voltando ao assunto do post, senão eu perco o fio da meada. Só pra citar alguns exemplos de gente famosa que chegou ao fundo do poço e com uma grande ajudinha de amigos (leia-se gente que resolveu apostar pra ver no que dá....), deram a grande volta por cima.

Ringo Starr: Desde que nasceu, o baterista da banda mais famosa de todos os tempos, já viveu seus baixos e altos. O pai abandonou a família quando tinha três anos, teve apendicite aos sete, ficou internado num sanatório por pleurisia dos 13 aos 15 anos, poderia dizer que Ringo vivia numa maré de azar. Nem durante os áureos tempos como baterista dos Beatles, ele teve sorte: durante a turnê européia de 1964, teve que ser operado de amidalite e ficou de fora nos shows de Holanda e Hong Kong. Após o fim do grupo, tentou carreira solo, tentou cinema, tentou fazer shows de TV e nada. Resultado: encontrou o alívio na bebida, junto com a atual esposa. Depois de inúmeras garrafas, um acidente quase fatal de carro, ter metade do intestino retirado numa cirurgia de emergência, Ringo e sua esposa Barbara deram um basta: se internaram numa clinica de reabilitação e hoje não pode nem ver um copo de alcool pela frente. Hoje, "por cima da carne seca", Ringo excursiona com sua banda, a All-Starr Band, embora não seja lugares gigantescos, mas atrai fãs fiéis. Recentemente apareceu com seu colega e amigo Paul McCartney para divulgar o game "The Beatles RockBand". E no ano que vem - sem trocadilhos - terá uma estrela na Walk Of Fame, em Hollywood. Pra quem achou que Ringo seria o primeiro a ir desta pra melhor...

Sean Penn, Robert Downey Jr. e Mickey Rourke: Outrora ídolos dos anos 80, viram suas carreiras quase naufragarem devido aos problemas pessoais, substâncias ílicitas, problemas com a lei... Mas no início dos anos 2000, as coisas começaram a melhorar para esses atores, inclusive culminando com premiações e aclamações favoráveis. Resta saber se eles ainda continuarão a segurar a peteca por um bom tempão....


Sean Penn anteriormente era conhecido como "o marido de Madonna", famoso por suas brigas no tapa (literalmente) com os papparazzi, com os fotógrafos, com a própria mulher, por um pouco, a carreira de ator não foi pro ralo abaixo. Ao darem "mais uma chance", eis que ganhou destaque no filme "Dead Man Walking" ("Os Ultimos Passos de um Homem", 1995), no papel de um condenado no corredor da morte. A partir daí, veio a volta por cima: um pai atormentado pelo homicídio de sua filha em "Mystic River"("Sobre Meninos e Lobos", 2003, o qual ganhou o Oscar de Melhor Ator), o pai que luta pela guarda da filha em "I Am Sam" ("Uma Lição de Amor", 2001) e a autobiografia de Harvey Milk em "Milk" (2008, o qual ganhou seu segundo Oscar como Melhor Ator). Nota: dos filmes que citei, assisti aos dois primeiros.

Robert Downey Jr., depois de ter sido indicado na Academia de Artes pela sua atuação em "Chaplin", a carreira de ator desgringolou: envolvimento sério com drogas, culminaram em rescições contratuais, um bom tempo entre a prisão e clínicas de reabilitação, casamentos e separações, tentou voltar numa série de TV, "Ally McBeal", apesar do grande sucesso, teve a chamada recaída e Robert ficou mais um bom tempo longe da TV e cinema (mas ganhando as páginas da imprensa marrom). Retornou de vez em 2005 ao atuar no filme de George Clooney "Good Night and Good Luck" (2005) e a recuperação veio nos filmes "Tropical Thunder" ("Trovão Tropical", 2008, quem não reconhecer Downey, ele é o "ator branco que se transforma em negro") e no blockbuster "Iron Man" ("Homem de Ferro", 2008, ele faz o papel do empresário-sempre-bebadaço-e-herói Tony Stark).

Mickey Rourke até então era o ator do filme "Nine 1/2 Weeks" ("Nove Semanas e Meia de Amor", a cena gastronômica sempre imitada e parodiada), apesar de ser conhecido como o "Selvagem da Motocicleta" (1983) e o marginal em "Barfly" (1987). Depois disso, resolveu ser lutador profissional, mas só perdeu muito com isso. Numa adaptação dos quadrinhos de "Sin City" (2005), no qual fazia o papel de Marv (aquele de rosto todo retalhado), Rourke parecia dar sinal de vida diante do cinema. No qual culminou com "The Wrestler" ("O Lutador", 2008), o qual parecia ser sua própria vida retratada. Só não ganhou o Oscar de Melhor Ator deste ano porque Sean Penn superou-se com "Milk".

Não citei John Travolta que teve seu ápice em "Pulp Fiction" como o matador Vincent Vega porque depois disso, sua carreira novamente desgringolou, algo envolvendo a cientologia, coisas assim, mas retornou aos poucos com "Hairspray", refilmagem do homônimo de John Waters, no qual Travolta é a mãe rotunda que dança (algo que ele ainda continua fazendo e bem).

Rubens Barrichello: "Ué, mas você não acabou de dizer que de esporte você entende coisa alguma???" Tá bom, gente, mas não tive como evitar. Eu mesma admito que, depois de primeiro de maio de 1994, nunca mais consegui acompanhar as corridas. Mesmo morando mais ou menos próximo ao novo autodromo do Monte Fuji, esqueçam: perdi a paciência todo ano nos jornais noticiando que Michael Schumacher era campeão pela enésima vez. Até que nos ultimos anos quem foram campeões foram Juan Pablo Montoya e Lewis Hamilton, mas o que seria o provável sucessor de Senna, nosso patrício Rubinho, passou mais como sendo coadjuvante do Schumacher na Ferrari, mudou para a Honda que no ano passado o dispensou...

Quem pensou que nesta temporada Rubinho seria caso perdido no circo da Formula Um, enganaram-se: como a Honda pediu as contas no circo, surge uma nova equipe, a inglesa Brawn-Mercedes-Benz. Tá, apesar de Rubinho ter voltado a ser o coadjuvante do inglês Jenson Button (outro ex-Honda. Update: pra quem gosta de uma fofoquinha, a atual namorada dele é a modelo nipo-argentina Jessica Michibata), com essa nova equipe, ele está em segundo na pontuação geral. Vamos ver se até o final da temporada haverá uma virada e o Brasil terá um novo campeão (é, porque o Felipe Massa, no ano passado, chegou quase lá....).

Na foto, os três vencedores do GP da Austrália: Sebastian Vettel (Red Bull, 3o. lugar), Jenson Button (Brawn, campeão) e Rubens Barrichello (Brawn, vice-campeão). Até o presente momento, esses três (além do companheiro de equipe de Vettel, Mark Webber) estão dando a maior dor-de-cabeça para as grandes Ferrari, McLaren, Renault...

Eis um cartum que possa representar melhor a volta de Barrichello (fonte: Blog do Capelli, um dos mais engraçados sobre a Formula-Um e desenho por Bruno Mantovani)...


Sunday, July 05, 2009

Os "Dez Mais" versão atualizada - Música

Dez álbuns dos Beatles e carreira solo indispensáveis:

Ok, ok, de uma vasta herança que os quatro de Liverpool deixou, fica difícil mesmo a gente escolher somente dez. Ainda incluir a carreira solo no meio. Mas vamolá:

1. "Revolver" (1966)
2. "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967)
3. "All The Best" (Paul McCartney, 1986)
4. "The Best of Dark Horse 1976-1991" (George Harrison, 1998)
5. "With The Beatles" (1963)
6. "The Beatles Live At The BBC!" (1996)
7. "The John Lennon Collection" (John Lennon, 1983)
8. "The Beatles" (a.k.a. "White Album") (1968)
9. "The Beatles/1962-1966 e 1967-1970" (a.k.a. "Album Vermelho e Album Azul") (1973)
10. "Ringo Rama" (Ringo Starr, 2005)


O "álbum vermelho" e o "álbum azul" - umas das melhores coletâneas dos Beatles nos anos 70


Dez músicas do Oasis que não saem do meu iPod:

1. "Lyla" ("Don't Believe The Truth", 2005)
2. "Supersonic" (Definitely Maybe, 1994)
3. "Live Forever" (Definitely Maybe, 1994)
4. "D'you know what I mean" (Be Here Now, 1997)
5. "Don't Look Back in Anger" (What's the Story Morning Glory, 1995)
6. "Wonderwall" (What's the Story Morning Glory, 1995)
7. "Stand by Me" (Be Here Now, 1997)
8. "Champagne Supernova" (What's the Story Morning Glory, 1995)
9. "Go Let It Out"(Standing on the Shoulder of Giants, 2000)
10. "Rock and Roll Star" (Definitely Maybe, 1994)

Dez covers que os Beatles fizeram e que saíram melhores que as originais:

1. "Twist and Shout" (do Isley Brothers)
2. "You Really Got a Hold on Me" (de Smokey Robinson and The Miracles)
3. "Please Mister Postman" (das Marvelettes)
4. "Matchbox" (de Carl Perkins)
5. "Boys" (das Shirelles)
6. "Long Tall Sally" (Little Richard)
7. "Roll Over Beethoven" (Chuck Berry)
8. "Dizzy Miss Lizzy" (Larry Williams)
9. "Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry)
10. "Baby It's You" (Burt Bacharach)

Foto: Pra quem não sabe, no meio dos Beatles, eis o ídolo deles, Little Richard, depois que se "converteu para se livrar dos pecados"...
Dez covers de outros artistas que saíram melhores que as originais:

1. "I Wanna Be Your Man" (Original: The Beatles. Versão: Rolling Stones)
2. "Please Mister Postman" (Original: The Marvelettes. Versão: Carpenters)
3. "Womanizer" (Original: Britney Spears. Versão: Franz Ferdinand)
4. "Mr. Tambourine Man" (Original: Bob Dylan. Versão: The Byrds)
5. "Superstar" (Original: Carpenters. Versão: Sonic Youth)
6. "Stand By Me" (Original: Ben E. King. Versão: John Lennon)
7. "Always On My Mind" (Original: Elvis Presley. Versão: Pet Shop Boys)
8. "Tainted Love" (Original: Gloria Jones. Versão: Soft Cell)
9. "With A Little Help From My Friends" (Original: The Beatles. Versão: Joe Cocker)
10. "You Got a Friend" (Original: Carole King. Versão: James Taylor)

Sonic Youth: Lee Ranaldo, Thurston Moore, Kim Gordon e Steve Shelley - eles estarão no Summer Sonic em agosto deste ano, em Makuhari Messe, Chiba. Se eles vão interpretar a cover sombria de "Superstar", quem for, me conte depois...

Dez covers de artistas do J-Pop que saíram melhores que as originais:

1. "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana" (Original: Noriyuki Makihara. Versão: SMAP)
2. "Dan Dan Kokoro Hikarete" (Original: ZARD. Versão: Field of View) 3. "Cosmos" (Original: Masashi Sada. Versão: Momoe Yamaguchi)
4. "Squall" (Original: Masaharu Fukuyama. Versão: Yoko Matsumoto) 5. "Sekaichuu no Dare Yori Kitto" (Original: WANDS. Versão: Miho Nakayama)
6. " Ookina Furutokei" (Original: Henry Clay Work. Versão: Ken Hirai)
7. "Natsu wo Akiramete" (Original: Southern All Stars. Versão: Naoko Ken)
8. "Seishun no Kage" (Original: Tulip. Versão: Masaharu Fukuyama)
9. "Kazari janai noyo namida wa" (Original: Yosei Inoue. Versão: Akina Nakamori)
10. "Sorafune" (Original: Miyuki Nakashima. Versão: TOKIO)

Foto: Momoe Yamaguchi, grande "aidoru" dos anos 70, famosa pela sua interpretação de "Cosmos". Deixou tudo para trás ao casar-se com o ator Tomokazu Miura, em 1980. Muita gente espera sua volta aos palcos.

Dez músicas do Franz Ferdinand que, se iPod furasse, era de tanto ouvir:

1. "Ulysses" (Tonight, 2009)
2. "This Fire" (Franz Ferdinand, 2004)
3. "Do You Want To" (You Could Have it so Much Better, 2005)
4. "Outsiders" (You Could Have it so Much Better, 2005)
5. "Walk Away" (You Could Have it so Much Better, 2005)
6. "The Dark of The Matinee" (Franz Ferdinand, 2004)
7. "No You Girls" (Tonight, 2009)
8. "Lucid Dreams" (Tonight, 2009)
9. "Eleanor Put Your Boots On" (You Could Have it so Much Better, 2005)
10. "Take Me Out" (Franz Ferdinand, 2004)

... e não adianta fazerem esta cara. Só dez selecionadas e acabou. Mais do que isto, terei que mudar o título do post. Antes esta quantia do que nada...