Sunday, August 30, 2009

Homenageando os Beatles ( no estilo japonês de ser)

Sábado, pela manhã, antes de sair pro trabalho, o comercial da Shiseido da linha masculina UNO, chamou-me a atenção pelo fato do mesmo conter quatro rapazes parodiando os Beatles. O comercial seria a nova linha de sprays para cabelo (para assentar ou dar volume nas madeixas dos moçoilos), chamado "Fog Bar". Pra quem não fugiu das aulinhas de inglês, fog seria o nevoeiro típico londrinho. Entenderam o trocadilho do nome do produto com o comercial?

Depois que voltei do trabalho, fiquei curiosa: quem são os quatro atores que fazem o comercial? Eis que consulto o seo Gúgol e descubro:


Esquerda pra direita: Eita, Shun Ohguri, Satoshi Tsumabuki e Haruma Miura.

Saturday, August 29, 2009

Tendo que rir para desestressar

(*) Para esquecer um pouco do post-desabafo "Tendo que rir pra não chorar"

Lendo o post da minha amiga Rosinha, na "Era Digital", alguns ditados populares tiveram que ser modificados, conforme o artigo "Na Era da Informática". Querendo ou não, o mais engraçado é que é verdade. Alguns exemplos:

- Na terra de off-line, quem tem um 486 é rei. (486, pra quem não sabe, era um processador, hoje tatatataravô do Celeron ou Pentium atual).

- Quem semeia e-mails, colhe spams.

- Quem não tem banda larga, caça com modem.

Confesso que eu costumo vez em quando (pra não dizer toda noite antes de ir dormir) dar uma espiada no YouTube. Encontra-se vídeos interessantes. Depois que uma amiga minha falou do "Night Boys" (joga na procura mas é por sua conta e risco e me conte assim que cair na real), outro me passou do "Joseph Climber" no programa do Jô ("um exemplo de preserverança e motivação, dá uma espiadinha), ainda a gente encontra alguns vídeos engraçadinhos.

Essa vai em homenagem ao meu amigo Leosan. Eu falei pra ele da série dos comerciais que o grupo NEWS fez para a rede de lojas de conveniência Lawson e ele não viu. O enredo é o seguinte: o sexteto vai parar numa ilha deserta (não perguntem como) e descobrem que a comida que estava num saco sumiu. Sem saber o que fazerem, no final descobrem a loja de conveniência. Onde eles conseguiram dinheiro pra comprar onigiris, nuggets de frango e outras coisas? Comercial, né...



Esse, um deles não consegue dormir se não tiver alguma coisa da Miffy, a coelhinha holandesa criada por Dick Bruna.



Campanha "seis nuggets de frango com preço de cinco". Normalmente, esse petisco vem cinco numa embalagem. Por isso que um deles estava chateado porque na noite anterior os outros cinco jantando os nuggets e não deram um pra ele, justamente por causa da quantidade. Daí lembraram que no dia seguinte começava a campanha de seis por preço de cinco.



Fazendo de tudo pra conseguir comida. Cortaram a parte da cobra cor-de-rosa.

Também navegando no YouTube, eis que encontrei a paródia do Smap em cima do filme "Chicago" (com Richard Gere, Catherine Zeta-Jones e Renée Zelliwger). Só que eu achava que quem fazia a Roxie (a loira, interpretada por Renée) era o Shingo Katori. Mas devido a altura e na hora de contar a piada, a voz não engana: Masahiro Nakai. A Welma é o Tsuyoshi Kusanagi. O Richard Gere (no vídeo como "Ichard Gere"), dá muito na cara que é o Goro Inagaki.

Uma coisa: me contem como é dançar como dançam com salto alto, pois nem correr pra pegar o trem eu consigo.



Mas que ficou bem feito, isso ficou. O nome da esquete era "All That Gag". (Ainda procuro o vídeo que os cinco parodiam "Sex and The City". O Kimura está muito engraçado no papel da Carrie).

Pra encerrar, o tal vídeo que falei do grupo de comédia, os Melhores do Mundo, no programa do Jô Soares, sobre motivação, Joseph Climber:



Bom, desconsidere o último desabafo.

Thursday, August 27, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: Smap Vest (Best album 2001)


Agora sim, que das duas, uma : vou levar um monte de pancada pra ver se eu entro nos eixos (ou pioro mais ainda) ou ninguém mais visita/ comenta/ pesquisa este sítio, mas todo mundo, eu, você, o vizinho, sogra, sogro, cachorro, as formigas, etc., tem o seu guilt pleasure. Atire o primeiro CD, DVD, livro, o que for quem nunca teve isso.

Eu gosto de quase todos os tipos de música, até curto "Poker Face" da Lady GaGa (embora meus colegas gostem mais de "Just Dance"), pra quem garantiu ingresso pros shows do Masaharu (tá bom, Leosan, pode tirar uma da minha cara até o fim de ano) e do Franz Ferdinand, nada mais surpreenderia o pessoal que me conhece.

Mas... eu disser que gosto de alguns dos grupos do Johnny's Jimunsho, acho que desmontaria qualquer um. Exceto namorido kinguio, que ouviu o Shibugakutai, Shonentai e até Masahiro Kondo (aka Matchy) e o citado Leosan que, bem, fale mal dos grupos do "Janiisu" (principalmente o NEWS), e ganhe uma pedrada de brinde. Tá bom, a pedrada é exagero de minha parte.

Se eu falar do quinteto (outrora sexteto) SMAP, este post vai levar dez anos pra terminar. Considerado hoje um grupo que mais faz comerciais, novelas e tem um programa de variedades fixo, o "SMAP X SMAP" (alegrando lares desde 1996), quesito música, bem, é um caso à parte, pois quando o grupo começou em 1991, os chefões da agência na qual eles pertenciam já estavam dando como terminado antes de eles começarem, devido ao baixo público.
Mas, se não fosse o Masahiro Nakai implorar, insistir, torrar a paciência dos diretores, pra que então eles divulgassem as músicas em forma de programa de variedades, assim uniria o útil ao agradável: o público riria das performances e de quebra eles apresentariam o repertório musical. Deu certo.
Apesar do período de 1991 a 1996 eles terem aparecido em novelas, filmes, especiais para TV, alguns singles e até como trilha sonora de animê ("Hime-chan no Ribbon"), poderiam dizer que as músicas daquele período remetiam mais às melodias dançantes e baladas. Se bem que "Gambarimasho" é uma das músicas que têm que fazer parte do repertório de shows. Coincidência ou não: quando Katsuyuki Mori saiu do grupo para dedicar-se ao motociclismo, a popularidade do quinteto- agora formado pelo citado Nakai, Takuya Kimura, Tsuyoshi Kusanagi, Goro Inagaki e Shingo Katori - aumentou.
Mesmo com os foras que cometeram (precisa falar de novo?), o grupo ainda continua na ativa. Se não é cantando, é nos programas de variedades, novelinhas e comerciais, são populares. Mesmo com eles quase chegando na casa dos "enta"...
O "Best of" saiu no ano em que o grupo faria 10 anos de carreira (foi em abril de 2001, antes do incidente com Inagaki), e logo na primeira semana atingiu o top one na Oricon (revista especializada em música japonesa, o equivalente ao Billboard americana). Compreende, óbvio, os dez primeiros anos do grupo, mas no álbum (duplo), está em ordem de sucesso mais recente ao primeiro single. Lembrando que, na compilação eram 32 singles (este ano lançaram o 44o. single).
O disco 1 traz os sucessos do período 1995 a 2001, como "Lion Heart" (que abre o álbum, o ex-premiê Junichiro Koizumi gostou e o quinteto TOKIO fez cover), "Fly" (o PV integral vale a pena), os million sellers "Yozora no Mukou" (de Shikao Suga) e "Celery" (de Masayoshi Yamazaki), as dançantes "Dynamite" e "SHAKE" (obrigatórias nos shows do grupo), e as baladas "Asahi wo Mini ikuyou" e "Munasawagi wo Tanomuyo".
O disco 2, período 1991 a 1994, ainda com Mori no grupo, contém a citada "Gambarimasho", "Kimiiro Omoi" (do anime mencionado), "KANSHAshite", "Original Smile", "$10" e o primeiro single "Can't Stop!! - LOVING-", pra sentirem como o grupo tem evoluido (* cof cof *) até hoje. Muito embora o forte do hoje quinteto seriam as baladas.
O nome do álbum seria um trocadilho de "Vest" (vestimenta) com "Best" na hora de falar, mas a capa, traz o desenho de uma jaqueta, com a etiqueta em três cores (iguais a do álbum anterior, "S map - SMAP 014"), só que, não sei se era pra vender mais ou resolveram trabalhar com cromoterapia, mas lançaram o álbum com doze cores distintas. Como branco seria neutro, eu diria: não era mais fácil darem de brinde uma caixa de lápis pra colorir?!
Quer distração? Ouça o álbum sem compromisso, assista ao programa que passa toda segunda-feira na Fuji Television a partir das dez da noite. Só tomar cuidado pra não quebrar os objetos da casa tentando dançar como eles...
Adendo: bem que ano que vem - ou neste mesmo - poderiam lançar o "Best of" parte 2, pois de 2002 para cá, já enfileiraram mais uma renca de numeros um na Oricon, como o megassucesso "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", a subliminar "Smac", as baladas "Triangle" e "Sonomama", "Dear Woman", "Dangan Fighter", "Arigatou"...

Mais resenhas da autora sobre álbuns selecionadas pela própria? Discoteca Básica!

Tuesday, August 25, 2009

Abrindo a mão (ou arrebentou o piggy-bank)

Lá vai meu velho bordão, mas quem me conhece sabe: eu sou daquelas que procura liquidações, roupas quando já estão pedindo pelamordeDeusmelevaembora, usa point cards para conseguir até na faixa. Mas existem certas coisas que não tenho como me conter, aí detono a carteira sem dó nem piedade. Compra no supermercado não conta.

Mangás: Raramente eu compro, mas quando compro é na rede Book-Off, onde quase tudo é por 100 ienes ou pela metade do preço original. Se eu comprei pelo preço original, foi porque queria que queria ler de qualquer jeito porque a história pode ser muito legal. Querem exemplos?

- Hachimitsu to Clover (de Umino Chica): Virou filme com Sho Sakurai (ARASHI), Ryo Kase e Yu Aoi, que por sinal assisti, novelinha em doze capítulos e até animê. Comprei o mangá quase no final e pra saber o desenrolar da história desde o começo, tive que procurar na supracitada loja mencionada. O lado ruim é que, quando é um mangá que estava em andamento, dificilmente têm nessas lojas de segunda mão, pois tem que depender de uma boa alma para repassar adiante. Portanto, a coleção completa a maioria comprei na livraria mesmo. Onde aceitava meu point card para acumular pontos. Quanto ao mangá, que é sobre cinco estudantes de uma mesma faculdade, com seus dramas particulares, eu costumo reler quando me dá vontade. Isto é, quase sempre.

- Aishiteru (de Ito Minoru): um exemplo de que li o mangá primeiro e depois assisti a novela. Isto é, estou tentando assistir a novela que passou na temporada passada. Eu comecei a ler o mangá devido ter sido em partes na revista "Be Love", da Kodansha. Quanto a novela, pra não variar, difere em muitas partes do mangá, mas até hoje não conheço nenhuma novela, seriado, filme que fosse 100% fiel a um livro. Desnecessário que a lesada comprou os dois volumes no preço original (e depois na Book Off estava pela metade do preço).

Revistas: Essas não têm jeito e têm que ser compradas logo que lançam. Mas eu compro - como disse meu amigo Leosan - quanto tem algo que me interesse (o primeiro que falar que é por causa do Fukuyama, apanha). As que geralmente compro são de economia (Nikkei Woman), generalidades (an-an), de vez em quando e quase nunca sobre futilidades mas acompanhar a moda (Domani ou Oggi ). Comprava a Real Simple mas desde dezembro do ano passado, a revista parou de circular. Bem como a Caz. Agora, a Chou-Chou mudou tanto o formato que nem sei como estaria agora.

CDs e DVDs: Compro de vez em quando na Book-Off ou no Tsutaya quando tem promoção de segunda mão. Mas quando se trata de lançamento, estou eu na porta da Tower Records de Shibuya pra garantir o meu. E aí não tem kinguio que me segure, pois quando comprei os álbuns dos Beatles ("Love", "Live at the BBC", "Wingspan"), comprei no preço original e edição especial. Também comprei quase todos os álbuns do Masaharu, os últimos do Southern All Stars, os últimos singles do SMAP no preço original. Muito porque nem nas lojas supracitadas que costumo comprar de segunda mão, não encontrei. Aconteceu a mesma coisa com os DVDs que comprei.

Comprei, sim. E ninguém reclame, pois afinal o dinheiro é meu....

Monday, August 24, 2009

Esporte Espetacular

Ok, ok, todo mundo que acompanha este sítio sabe muito bem que eu não comento quase nada de esporte porque eu não entendo nada, eu não acompanho nada, mesmo em época de Copa ou Olimpíadas. Mas teve alguns fatos que eu não podia deixar passar em branco.

Daqui a pouco vai perder a graça... Na Alemanha, está tendo o Mundial de Atletismo, para quem não sabe (eu só fiquei sabendo porque na estação, tem um baita dum outdoor com a propaganda tendo o ator-cantor Yuji Oda como apresentador). Um detalhe: o velocista Usain Bolt, da Jamaica, bateu recorde na prova de 100 metros rasos, e ainda de quebra deu a medalha de ouro no revezamento 4X100. E o Brasil? Depois da suspensão de alguns atletas, do técnico e do médico ao uso indevido de substâncias nada legais, desnecessário dizer que os nossos atletas infelizmente não estão tendo um desempenho favorável.

Por cima da carne seca: Apesar de ser são-paulina (pra uns, uma qualidade, pra outros, um defeito, que seja), eu não estou acompanhando tanto assim o Campeonato Brasileiro. Mas depois do molho que o goleiro-artilheiro-capitão-e-futuro-presidente Rogério Ceni sofreu depois de ter pisado num buraco e levado sei lá quantos pinos no tornozelo e voltado com a corda toda, e a demissão do Muricy como técnico, o Tricolor (aka São Paulo Futebol Clube) com Ricardo Gomes no comando, parece que acordou pra vida: oito jogos sem perder. Se ganhar também do Palmeiras na próxima semana, a Bah vai ficar oito dias e oito noites sem comer de tristeza.

Meninos e Meninas ... do voleibol brasileiro. Se os meninos foram octacampeões no Grand Prix do Volei (que foi na Europa), as meninas asseguraram noite passada o oitavo (leiam bem: oitavo...) título do Grand Prix que está tendo aqui no Japão. Infelizmente, devido ao horário desregado que levo, me contento com o noticiário via net mesmo. E foi transmitido pela Fuji TV, emissora oficial da Formula 1 e também do Voleibol. Como o Brasil jogou (e ganhou) contra o Japão, nem preciso falar que a noite teve transmissão...

Oito vezes Brasil: o poder feminino ataca novamente! Quem lembra delas em Pequim?

Claro que eles merecem. E muito. Imaginem, um esporte que é dificil patrocínio, sujeito a lesões, o importante é a agilidade do que ter altura (se bem que ter altura também ajuda), e as equipes comandadas por Bernardinho (masculino) e José Roberto (feminino) têm mais que mostrar ao país que eles conseguem ter destaque no esporte mesmo sem dinheiro, sem fama, e, graças aos céus, sem envolvimento com escândalos...

Exorcizando demônios: agora vamos ver se vai... Lembram do post que falei sobre "a volta por cima" e inclui o piloto de Fórmula-1 Rubens Barrichello? Depois de quase ter ido desta pra melhor em 1994 (naquela fatídica corrida em San Marino), a confusão na Ferrari, quase ficou desempregado nesta temporada, e, pra completar, a peça que voou e acertou o compatriota Felipe Massa era do carro dele, a vitória de hoje em Valencia (Espanha), foi mais que merecida e seria o primeiro passo para Barrichello começar a exorcizar os demônios que estavam lhe acompanhando.


Ele merece. E vamos torcer também pro nosso compatriota Felipe Massa voltar logo, como está escrito no capacete de Barrichello: "Felipe, te vejo logo nas pistas".

Saturday, August 22, 2009

Tendo que rir pra não chorar


Tudo bem: tive folga no domingo e na segunda, mas mesmo tendo ido ao parque Sankei-en, me empanturrado pela enésima vez num yakiniku tabehoudai, dormido até um pouco mais tarde e me divertido com Kusanagi e Katori subindo as 33 escadarias da Muralha da China em três pernas (foi uma aposta em que 1) ninguém manda o Katori ser tão ruim e 2) Kusanagi perder no palitinho com o Nakai pra desempate).

Lembrando que a famosa Muralha da China tem 8 mil e oitocentos quilômetros de extensão. Eis um roteiro pra minhas próximas férias ( se é que elas vão existir ), mas não andando em três pernas com o namorido kinguio.

Volto do merecido descanso e o trabalho vira lei de Murphy: o que tem que dar errado vem tudo de uma vez só. Daí a paciência que tive no parque, se esvai de um segundo pra outro; o que eu ri muito no programa de segunda-feira, vira choradeira na terça; e minha digestão lenta do yakiniku virou congestão.

Daí chega meu merecido descanso de toda quinta. Quero esquecer tudo que passou nestes dois dias, pois só faltou jogar o computador do trabalho pela janela. Lavar e passar roupa e dar uma geral na casa. Doideira? Não. Terapia.

Depois de trabalho feito, começo a ler as manchetes dos jornais on line que costumo acessar. Pois jornal Folha e Estadão, além de demorar pra chegar, a notícia "já era". Nestas horas que ainda bem que a internet existe.

Não seria desculpa pra encher tanto a cara... Deu num artigo destinado à saúde feminina: pesquisadores da Universidade de Extremadura (Espanha) descobriram que a ingestão de cerveja por mulheres, fortalece os ossos e previne a osteoporose. Claro de forma moderada, não tomando até sair trançando as pernas. Portanto, vou ter que tomar half pint da Guinness (ou 375 ml) se eu ainda quiser ter meus ossos firmes e saudáveis. Passou disso já pode acarretar problemas futuros, e não digo quesito de ressaca.

As dez comidas mais caras: Sabiam que o tal bife da carne de vaca de Kobe é a comida mais cara do mundo? Por que tão especial? Além do animal ficar confinado no curral, tendo massagens diárias e bebendo cerveja, para deixar a carne mais macia e suculenta. Ah, a carne, tendo aqueles traços de gordura, é o melhor que há.

Sei lá eu: hoje pra dizer a verdade, postei isso só pra encher linguiça. E sem trema, devido a nova regra ortográfica, que terei que ler, entender, digerir, para que eu não cometa erros na hora de postar aqui.

Falei pra vocês que eu sou formada na área de exatas e não em humanas? Tá, mas isso não é desculpa para que eu esteja totalmente desinteressada em não escrever certo.

Mas que essa mudança deixou muita gente no parafuso, isso eu não nego.
PS: E eu ainda tentando ver as novelinhas, programas de TV e filmes que perdeu durante essa semana. Rir, chorar, whatever, faz bem pra tirar o estresse.

Monday, August 17, 2009

Momento Zen


"Zen" longe ah ah ah.

Brincadeiras à parte, quando li o post da Elisa (estou tentando lembrar como encontrei o blog dela, muito ótimo! Será que foi no da Luria? Do Leo? Da Bah?) sobre o parque Sankei-en, em Yokohama, fiquei curiosa e resolvi intimar a semana toda o namorido kinguio para irmos até lá, ao invés de toda nossa folga ir andar na praia (que fica a meia hora de casa, via carro) ou bater perna em alguma loja de departamento que já meio que decorei os dias que têm ofertas.

E outra: quase sete anos morando em Yokohama e nem só de Minato Mirai e o porto vivem de atrair gente. Estava na hora de conhecer outros pontos. Nem que seja através de indicações de outras pessoas que conhecem o que a gente não conhece. Entenderam?

Voltando ao parque: lendo e vendo as fotos do post, veio-me a idéia de um final de semana diferente. Tínhamos já ido numa quinta-feira a Odaiba (post futuro) e quase morremos de calor tamanha a temperatura que estava. Como eu iria folgar domingo e segunda (na verdade sábado estava incluso, mas de última hora tive que ir trabalhar), porque não ir no domingo ao parque? Era algo diferente e ficava, bem, perto de casa (não perto assim).

De casa, se não pegar trânsito pela rota 1 e parte do caminho indo pra estação de Isogo, leva mais ou menos uma hora. Lembrando que Yokohama é uma cidade grande de extensão também (de casa até Honmoku temos que passar por quatro distritos: Sakai, Konan, Isogo e Naka).

A vantagem de ter carro: facilita a ida e a volta. A vantagem maior ainda: tem navegador, basta inserir o endereço ou o nome do lugar (se for muito conhecido, melhor ainda) e seguir adiante. Se bem que até uma parte entre Isogo-Negishi, namorido conhecia e muito bem, pois um dos serviços dele foi além do Daikoku Futou e passava bem ao lado deste parque e ele nem sabia.


Este lago tem carpas (enormes), tartarugas (é, uma delas fugiu justo na hora de fotografá-la!!) e até patos, que não deu tempo de fotografar também...

Para quem quer se desestressar, curtir a natureza, conhecer as dezessete casas que Hara Sankei construiu ao longo do meio da mata, perder peso (sim, anda-se muito e muito neste local), eu aconselho fazer uma visita. Só que a maioria das casas ficam fechadas para a visitação pública, mas em agosto a administração deixa-as abertas para o público entrar e conhecer como era a vida dos japoneses no início do século 20.


Uma das casas construidas por Sankei Hara, início do século 20 (ou era Meiji ou Taisho). Notem o telhado feito de palha (tem um lado do telhado que até mato está nascendo!).


Pagode também é o tipo de construção de templo de três ou mais andares. Segundo consta, Sankei Hara trouxe este pagode direto de Kyoto! (Qualquer semelhança com a posição da foto no post da Elisa é mera coincidência, pois este pagode fica bem no alto de um morro!)

Perdido? Na entrada do parque tem vários mapas como este além da explicação de cada casa, como foi construída... Em japonês e inglês, pois turismo neste parque é grande!

Querem lugar melhor para descansar a mente e aprimorar a cultura? Sim, o lado tranquilo de Yokohama, e fica quase perto do porto!
Flor de lótus. Como a Elisa também mencionou na visita ao parque, ela se fecha às quatro horas da tarde. Mas o ciclo da vida continua...

Para chegar no Sankei-en, via trem: pela linha JR (Japan Railways), em Yokohama, pegar a linha Negishi sentido Isogo ou Ofuna. Descer na estação de Negishi e pegar um onibus sentido Honmoku Shimosha e descer no ponto Honmoku Sankei-en Iriguchi.

O Parque fica aberto quase todos os dias (exceto nos dias 29, 30 e 31 de dezembro), das 9 da manhã às 5 da tarde. Entrada: 500 ienes (adultos e alunos acima de ginasial) e 200 ienes (alunos do primário). Gratuito para visitantes acima de 65 anos (somente para quem mora na região) e deficientes.

Para quem for de carro, o estacionamento é 500 ienes o dia todo, independente da hora que entrar e quanto tempo ficar.

Mais sobre o parque (em japonês): http://www.sankeien.or.jp/

Sunday, August 16, 2009

Eita semana...

Amigos (as) leitores (as) deste pobre mas limpinho sítio, esta semana que passou foi literalmente de agitar. Como eu sempre digo e muita gente há de concordar: quando um assunto é de grande valia, o mesmo fica a semana toda...

Duvidam? Então vamolá...

Agitando total e não estou falando de baladas, shows, carnaval e similares. Na semana que passou, três dias foram de tremedeira total. Começou no domingo, o ápice foi na terça, onde tudo em Shizuoka caiu, ruiu, despencou. Sem mortos, mas muita gente ferida, sem água, luz, telefone, estradas congestionadas, desmoronamentos... E quinta novo tremor, mas em Kanagawa, sem maiores danos.

Bom, danos para nosso sono, pois acordar com tremedeira e risco de tudo cair na cabeça, ninguém merece. Como disse: será que o tão falado "O Grande Terremoto de Tokai" estará vindo? Se vier, com certeza o Monte Fuji vai acordar. Ou não sabiam que o Monte Fuji é um vulcão adormecido?!
Se o Monte Fuji resolver acordar mesmo, melhor empacotar as coisas e dizer adeus.

Muito pano pra manga: Eu diria que vai chegar dezembro e a história da morte nada explicada do Michael Jackson vai dar um best seller típico de "E o Vento Levou", pois o indivíduo deixou este mundo em junho (bom, se é que deixou mesmo), velório de corpo não presente, ainda não foi enterrado, ninguém sabe a causa mortis (pra mim foi excesso de tudo: plásticas, remédios, balinhas...), agora supostos pais das crianças aparecem dizendo que "deu os espermatozóides de presente"... Se ele não teve a devida atenção enquanto estava vivo, agora depois que morreu ( se é que morreu mesmo) vira notícia todo dia.

E depois, deram a idéia de indicar ele pro prêmio Nobel da Paz...
Semana que vem eu volto, só preciso fazer um check-up com meu médico particular para voltar inteiro pros shows e...

Basta uma bomba... para abafar outros casos. Desnecessário dizer as dores de cabeça que Goro Inagaki e Tsuyoshi Kusanagi tiveram com alguns incidentes que hoje eu diria que "todo mundo erra, atire a primeira pedra quem nunca cometeu uma infração de trânsito ou excedeu-se nos destilados e fermentados" e foram notícia por algumas semanas, custando além de ressaca, consciência pesada e inúmeras desculpas e assumindo o fato, um tempo na geladeira. Depois volta como quase era antes, o assunto volta à tona se acontece algo semelhante.


Assim como no Brasil, o pessoal aqui também acaba tendo memória curta. Basta uma outra bomba pra esquecer a anterior. Desde semana passada, os noticiários não falam de outra coisa a não ser o sumiço e aparição da cantora-atriz Noriko Sakai (a "Noripii"), mas de forma bem constrangedora possível: entregou-se à polícia depois que a notícia de que, após averiguação na própria residência, encontraram substâncias extremamente suspeitas, mais conhecidas como cristal para fumar. Se encontraram até canudinhos de papel alumínio...

Antes ela ter ido fazer o exame no mesmo dia que o marido foi detido. Ou ficava na surdina, o que seria difícil, ou a bomba estourava de uma vez mesmo. Agora, sabem das consequências: como ela era tido como mocinha inocente, mãe exemplar, tanto que fez comerciais - ironia do destino - para a campanha antidrogas e sobre o novo sistema de juri popular...

Como diria: aqui, o pessoal tem aquela fama de "certinho, boa índole, e tudo o mais", e quando acontece esses deslizes, tudo cai por terra e sabe o resultado, né. Será que melhor antes ter fama de ruim, convencido e metido e quando acontece essas coisas, fala uma vez do tipo "era de se esperar por parte dele (a)" e o caso é arquivado?!

Pensando melhor, o que aconteceu com Inagaki e Kusanagi, perto do que aconteceu com Manabu Oshio (além de ter ingerido balinha que passarinho não chupa, uma mulher foi encontrada no apartamento que pertencia a ele) e com Noriko e seu esposo, não seria nem caso de tamanho alarde assim...

Thursday, August 13, 2009

Produtos Típicos da Região... Melancias???

Antes, um pequeno reclame da autora deste sítio.

Eu, Elisa, Leosan e talvez mais escritores de blogs aqui no Japão, recebemos um e-mail da jornalista Erica Chaves solicitando fotos e material informativo sobre os recentes terremotos que ocorreram nesta semana no Japão, especialmente o que teve na provínica de Shizuoka no último dia 11. Quem puder ajudá-la, principalmente quem mora em Shizuoka, por favor, encaminhar através do e-mail :

erica.chaves@tvglobo.com.br
55-11-7711-5328

(Hoje, oito da matina, novo tremor em Kanagawa. Desta vez foi no mar. Se continuar desse jeito, dia sim, dia não, eu não vou é mais me abalar com mais nada!)

Voltando a nossa programação normal.

Estamos no verão e todo mundo sabe, melancia é a fruta mais consumida da estação. Apesar de eu não morrer de amores pela fruta (que além de cara, conseguiram fazê-la quadrada, piramidal, de forma de coração...), recentemente navegando na internet, principalmente no YouTube da vida, acabei encontrando uma esquete do programa semanal SMAP X SMAP (é meu programa favorito, e daí?) na qual Goro Inagaki, Masahiro Nakai e Shingo Katori aparecem vestidos de macacão e chapéu com as listrinhas da casca de melancia, dançando e cantando "Suica no Meisanchi" (すいかの名産地).

A musiquinha é bem facinha, facinha ("Tomodachi ga dekita / suica no meisanchi / Nakayoshi/ Konoshi/ Suica no Meisanchi..."), mas o que não dá pra segurar o riso é a forma que eles aparecem.


Esta esquete é a do trem. Na ordem, na hora que aparecem cantando e dançando a musiquinha: Goro Inagaki, Masahiro Nakai e Shingo Katori.


Esta é uma amostra de que gravar uma simples esquete não é fácil. Uma e meia da manhã e eles ainda não acertam o passo (uma hora o Nakai começa a rir, outra é o Katori, depois o Inagaki que erra...). Bom, sabemos que quase toda esquete é de comédia, mas nem eles próprios se aguentam e se matam de rir...

Eis as melancias de formatos nada convencionais e vendidos a preço de ouro aqui. Ideal para presente, mas e na hora de comer, bate aquela pena de cortar...

Melancias de formatos ao gosto do freguês: coração, pirâmide, cubo filhinho, cubo pai...

Wednesday, August 12, 2009

Filatelia da Blogosfera

Bom, na verdade nunca entendi direito de "pega-aqui-e-passe-ali" porque eu sou péssima pra essas coisas, mas whatever (preciso parar com essa mania de falar como a Sally Brown, que coisa!), vamos que vamos que esta semana foi literalmente de sacudir ossos, miolos e muito mais.
Recebi três selos via Leosan (versão 2.9) que recebeu do blog Desabafando e Sonhando. O primeiro demorei uma eternidade, porque, bem, eu não consigo seguir tão bem os memes que passam, mas eu já colei e linquei.

Agora os dois selos, vamolá tentar responder o meme...




Objetivo deste selo: mostrar reconhecimento aos valores dos blogueiros, que a cada dia demonstram empenho por transmitir valores sejam eles, culturais, sociais, éticos, pessoais, literários, entre tantos outros valores que cada um possui. É também uma forma de interação entre nós, blogueiros!

Perguntas...

1) Por que resolveu criar o blog? Na verdade, foi logo depois de eu ler vários post no (finado) blog "Garotas Que Dizem Ni". Tive o primeiro que cheguei fazer um post quilométrico sobre as "tribos" japonesas, no sentido fashion de ser. Não sei o que aconteceu, o primeiro blog sumiu. Depois acabei fazendo este na intenção de, bem, conseguir mais amigos e trocar mais idéias, seja no Japão, Brasil, Europa, Isteites... E tentar passar informações sejam inúteis mas que poderiam render belas risadas. Ou chorar de desgosto, que seja.

2) Que te dá mais prazer em blogar? Saber que não é só eu a única doida do local que costuma postar sobre assuntos aleatórios, curiosidades do fundo do baú, informações que possam ser úteis, até, acabar tendo um ponto de vista diferente do que se imagina. O meu lado ruim é que dependendo do assunto não dou o braço a torcer mesmo, mas como ninguém nasceu com a mesma opinião, críticas construtivas são bem vindas e elogios idem.

3) Qual o assunto que você mais gosta de postar? Geralmente sobre curiosidades em geral, do tipo "desenterrando do baú". Mais sobre música e algumas fofoquinhas no mundo artístico. Não gosto muito de discutir sobre um assunto ou outro pois pode-se tornar mais polêmico do que já é. Certo que às vezes tenho minha opinião formada sobre isso ou aquilo, mas como disse anteriormente, ninguém nasceu com a mesma opinião...

4) Por que escolheu este nome para o blog? Moro em Yokohama desde 2002. A intenção original era falar mais sobre esta cidade que adotei provisoriamente, pois ela é considerada a segunda maior cidade do Japão, a cidade que iniciou a vinda dos estrangeiros... Só que falar da cidade que é bom...

5) Você costuma visitar outros blogs? Com certeza. Os blogs hoje deixaram de ser somente um diário pessoal. Eles viraram um diário pessoal que tem que ser compartilhado e discutido os pontos de vista de cada visitante. Pode causar celeuma, aquecer o ânimo dos mais exaltados, compartilhar o post e indicar para alguém e assim por diante. Conheci muita gente legal, de vários pontos do mundo, trocando idéias e indicando o blog para que outros conheçam devido a diversificação dos assuntos trocados.


Bom, pro segundo, seria: responder oito características minhas...

1) Rata de Livraria: Isso vai ser realmente característica de muito escritor de blog. Pra poder passar as devidas informações e algo mais sem passar vergonha. Desde que comecei a ler (segundo minha mãe, foi aos quatro anos...), frequento livrarias e bibliotecas até hoje. Querem me encontrar quando a gente sair e se perder em Shibuya (Tóquio)? No sétimo andar na Tower Records, seção música, quadrinhos, propaganda e marketing...

2) Gosto musical variado até demais: Adoro música. Quem ouvir meu iPod, varia desde Beatles (o number one da autora aqui), passa por "BritPop" (Oasis e Blur), indie (leia-se Franz Ferdinand), folk (Yuzu), j-pop (Masaharu Fukuyama, Hitomi Yaida, Hikaru Utada e até SMAP. Ok, ok, nem tudo é perfeito...)

3) Detesta pagode e sertanejo: Podem tacar pedras e latas no meu apertamento, mas ninguém merece. Música caipira eu gosto, confesso, como Tonico e Tinoco, Cascatinha e Inhana, as modinhas da Inezita Barroso e os causos de Rolando Boldrin. Mas aquelas sertanejas de "amansar corno" como diriam por aí, desculpem, não engulo nem com maionese.

4) Viciada em café e sorvete: Pode estar fazendo o frio de rachar pedra, mas quem me conhece muito bem sabe: lá estou eu, tomando meu sorvetinho em paz. Tirando de chá verde, feijão azuki e de gergelim, o resto eu tomo todos. Inclusive de melancia, fruta que eu não consigo comer. Quanto ao café, eu cheguei ao cúmulo de tomar quase oito (leram bem?), isso mesmo! Oito xícaras de café o dia todo. E minha xícara, o pessoal do trabalho diz que parece um balde. Só que em casa eu quase não tomo, pois de viciado em café já basta o namorido kinguio.

5) Morre de vergonha de falar em público: Não parece, mas isso é trauma de infância. Odiava chamada oral na escola e no pânico de errar a pergunta e levar esporro da professora, eu desatava a chorar, pra pura vergonha de minha mãe em dia de reunião de pais e mestres. Ainda por cima, cursei magistério, lecionei por três anos para ganhar uma grana extra, trabalho com público mas ainda continuo morrendo de vergonha quando vou discursar. Se é que eu consigo.

6) Chora por qualquer coisa: Sou sensível demais. Até em noticiário muito triste, principalmente aqueles sobre "drama da vida real" eu choro.

7) Econômica: E mão de vaca, pão dura e Tio Patinhas de saias leva uns genkotsu na cabeça. Nos dias de hoje, comprar com desconto, fazer uso dos point-cards e pesquisa de mercado nunca fizeram mal a ninguém mesmo... E compra ainda CDs e livros nas lojas de segunda mão, dependendo ainda revende o livro... E ainda apanha, é estapeada, estapeia, pisoteia em liquidações sazonais, quando tudo fica até 70% de desconto.

8) Contraditória: Gosta de comida japonesa, mas também aceita uma feijoada; tem vergonha de falar na frente dos outros, mas na hora do happy hour se descontrai; economiza até onde pode, mas bem que gastou o dobro nos ingressos de shows...

PS: Leosan, eu adoro pipoca.

Tuesday, August 11, 2009

Verão, chuva, terremoto... E muito mais!

Acho que neste verão de rachar asfalto, e fritar ovos nele, não faltará mais nada...

Tirando os escândalos de artistas daqui (pô, eu preciso falar de novo?!), o verão aqui em todos os sentidos está fervendo: festivais de música pra todos os gostos, afinal, nem de Fuji Rock e Summer Sonic vivem os festivais aqui. Temos os festivais locais, os tradicionais, os de bairro...

Sem falar do calor. Verão aqui é de derreter. Parece que não aprendo: uma década e pouco aqui neste arquipélago e sofro com o calor. Ainda mais que tenho pressão baixa pra caramba. Exagero? Minha pressão chega a 8 por 4 e ainda fico como se nada acontecesse comigo...

Ah, sim... Este ano, as chuvas estão vindo como se quisessem "lavar a alma". Eu sei que esta semana é a semana do obon, o equivalente ao Finados no Brasil, época que muita gente resolve ir visitar o último lar dos antepassados... E é costume as pessoas lavaram, limparem os túmulos, mas chover da forma como chove, por favor...

Com o tufão número nove (é, no Japão eles numeram, enquanto nos Isteites batizam de nomes bem carinhosos e fofos ) que veio mais no sul do arquipélago, fez-me lembrar no primeiro ano que estava morando na região Kansai (mais precisamente na província de Hyogo) e ainda não estava pensando em juntar as escovas de dente com o então enrolado kinguio: um dia destes a noite, madrugada até o amanhecer despencou uma chuva torrencial, daqueles que muitos falam "jogando água de balde (ou de bacia)".

Resultado: onde eu morava, na parte alto da cidade, nada aconteceu, mas o ainda-não-namorido kinguio teve a casa inundada. Estive lá pra ver e ajudar na mudança. Onde ele e alguns amigos nossos moravam, ficava perto de um parque e um rio, que transbordou com chuva torrencial de madrugada inteira e a água invadiu as casas. Quem morava no térreo...

Era ironia, pois namorido kinguio é da capital paulista e, como sabem, quando chove os rios Tietê e Pinheiros inundam as marginais e o caos fica instalado. E ele nunca teve a casa inundada, ainda bem. Mas aqui, infelizmente, teve a triste experiência.

Falando em triste experiência, o que eu já estava mais ou menos preparada, mas nem tanto psicologicamente, era a sensação nada agradável de sentir um terremoto. Isso porque, vim ao Japão quatro anos depois do Grande Terremoto de Hanshin-Awaji e fui morar a mais de cem quilômetros da capital, Kobe. Só fui realmente saber o que era um terremoto quando mudamo-nos de mala, cuia e cara-de-pau mesmo em Kanagawa, o que ocasionalmente sinto um tremor ou outro.

Se no domingo passado, eu, dentro de uma loja de Departamentos em Tóquio já senti "um leve tremor mas o suficiente pra sair correndo", hoje (terça), maiomeno cinco da matina acordei foi com aquela chacoalhada que só faltou pegar o kinguio pela barbatana... ops, pelo braço e de pijama e tudo correr pro parque. Debaixo de chuva.

Sei não, mas será que o famoso "Grande Terremoto de Tokai" se aproxima? Isso porque o tremor de hoje foi na província de Shizuoka, apesar o epicentro ter sido no mar, e fez um baita estrago nas cidades próximas a Izu, imaginem se fosse em terra (nada) firme...

O que acontece quando a natureza resolve acordar de péssimo humor: estradas interrompidas em pleno feriado de Finados (Obon).

Atualizando: esqueci de informar que o mês de agosto, mais para os japoneses, além de ser o mês de Finados, não costuma ser um bom mês para ficar lembrando mas não tem como não lembrar que foi justamente neste mês que....

- No dia 6 de agosto de 1945, a explosão da bomba na cidade de Hiroshima;

- No dia 9 de agosto de 1945, a explosão da bomba na cidade de Nagasaki;

- No dia 11 de agosto de 1985, a queda do avião da Japan Airlines, no monte Osutaka (província de Gunma), provocando a morte de 520 passageiros, tido até hoje como o pior acidente aéreo de um único avião de rota comercial (para quem não sabe, o cantor Kyu Sakamoto faleceu neste acidente).

Saturday, August 08, 2009

Samukawa Jinja

Já falei que geralmente toda quinta-feira é folga minha e do digníssimo e amado namorido kinguio, né?

Como até a primeira semana de setembro estarei de férias no meu curso de conversação que faço religiosamente toda quinta-feira, então a gente aproveita e vai passear para não criar bolor. Bem, eu só fico em casa o dia todo na minha folga quando chove a cântaros ou quando estou muito doente mesmo. Pra falar a verdade, mesmo chovendo sapos a gente acaba saindo assim mesmo...

Quinta-feira passada, depois do pequeno incidente envolvendo um celular travado e uma pessoa lesada, resolvemos dar uma saída. Certo que existem prós e contras possírmos um carro, mas que facilita, é vero.

Quatro da tarde e resolvemos ir para Samukawa-machi, que fica bem no interior de Kanagawa, entre as cidades de Chigasaki, Ebina e Atsugi. Já fazia quase uma década que a gente não ia para aqueles lados, pois a cidade fica tão escondida, que pra encontrar o Samukawa Jinja foi através de placa mesmo. A última vez que fomos para lá, foi no final do ano de 2000, se não me falha a memória, para o Hatsumode, já que meus primos estavam por aqueles lados mesmo e na época, morávamos mais ou menos perto.

A entrada dá pra sentir o quanto o lugar é tranquilo. Exceto a cantoria de cigarras...




Entrada do templo. Isso no que dá tirar foto dentro do carro...

Encontrado um estacionamento (na faixa, claro), fomos andando para reconhecer o local. Depois de quase uma década, eu nem lembrava mais como era. Imagine namorido kinguio, que tem horas que o Tico e o Teco não entram no tranco.

A entrada do templo, pelo lado de dentro do mesmo. Desculpem pela foto desfocada...


Já eram cinco e tanto quando chegamos. Que horas iria fechar, eu não sabia, pois não encontrei uma placa informando horário de visitas. Como nesta época do ano os dias são mais longos, então anoitece mais tarde que o de costume. Andando nem tanto assim, o templo já estava logo ali, e fomos logo fotografando antes que resolvam é fechar tudo com a gente lá dentro (sim, essas coisas acontecem...).

A entrada principal do Samukawa Jinja. Pequeno, não?

O templo propriamente dito. Bem ao fundo, os monges rezam, limpam, conservam e coletam as oferendas que os visitantes deixam na enorme caixa logo na frente...

Esses, todo mundo sabe: no dia do Hatsumode (primeira reza do ano), os visitantes compram um tipo de um papel , o omikuji, como se fosse o oraculo. Se o que tiver escrito for algo bom, eles guardam. Se for mau presságio, eles amarram no local apropriado que será devidamente queimado na data que os organizadores do templo definem. Dizem que as coisas ruins serão purificadas ao serem queimadas (foto à esquerda). Agora, se o visitante está querendo que seja um ano bom para negócios, ter muita grana, saúde, estudantes desesperados para passarem no vestibular (especialmente o Todai e Waseda), mocréias e mocréios desesperados mais ainda para desencalharem logo, eles escrevem seus pedidos nos ema (e=desenho e ma= cavalo) e penduram no local apropriado também para que sejam atendidos.

Lembram que eu falei anteriormente que eu não sabia que horas fechava o local? Fiquei sabendo no momento em que os monges já estavam fechando os portões principais e eram seis horas da tarde!

Da próxima vez, a gente vai mais cedo, mais para aproveitar o local, que é cheio de jardins, lugares para caminhar e bem calmo.

Exceto a cantoria das (maledetas) cigarras.

Semana que vem: se o tempo ajudar, vou convencer namorido a irmos no Parque Sanken-en, indicado, recomendado e visitado pela Elisa (que por sinal mora maiomeno perto de mim e ambas não sabiam !!!)

Thursday, August 06, 2009

Quando entro de folga...

... eu esqueço de tudo e mais um pouco.


Na véspera de minha folga, ao chegar em casa, coloco a roupa acumulada pra lavar na máquina e programo para ligar logo pela manhã, pois nossa máquina de lavar infelizmente não é daqueles modelos que a gente pode ligar de madrugada que nem pernilongo acorda.


Janta, como sempre, sopa ou algo leve. Imagine se consigo comer como almoço. Se bem que eu almoço feito passarinho e sei lá como eu engordo. Culpa do sorvete noturno quando estou assistindo ao noticiário da NTV ou da Fuji.


Tento quando posso atualizar este sítio, mas eu fico é assistindo aos doramas que não assisti durante a semana. Ou youtubeando. Ou lendo os jornais on line que eu costumo ler, afinal, estou do outro lado do mundo, mas preciso acompanhar as notícias do nosso Brasil-il-il, já que o Estadão e Folha não chegam até aqui na forma impressa. Revista Veja, bem... devido preço e demora pra chegar...


Apesar que mesmo no dia de minha folga eu costumava acordar mais cedo porque eu estava frequentando as aulas de conversação, eu continuava a acordar cedo. Exceto quando eu vou dormir muito tarde, e sei que no dia seguinte não tem essa necessidade de acordar tão cedo assim, já acordei pra lá de meidia.


Só que a lesada autora deste sítio esquece de duas coisas quando entra de folga:


1) Recarregar o iPod. Ouço direto quando pego trem ida e volta e quando chega no dia de minha folga, eu acabo esquecendo de recarregar. Chega no dia seguinte e a bateria está quase no vermelho e não foram raras as vezes que no meio de uma música legal a mesma é interrompida. Resultado: deixar recarregando durante o meu trabalho.


2) Deixar o celular destravado na função manner mode. Eu deixo o celular no manner mode (ou no modo silencioso) o dia todo, para que se eu recebo e-mail ou alguém telefone enquanto estiver no trem ou no trabalho, não disparar a versão de "Melody" e "Red X Blue" do digníssimo Masaharu e todo mundo olhar pra mim com cara torta. Só que, quando eu chego em casa, ao invés de destravar a função, pois às vezes acontece de algum colega meu ligar na hora de emergência...


Só que a lesada aqui sempre esquece e vai ver que recebeu ligação de três a seis horas depois.


Depois eu retorno a ligação, e pra explicar que eu esqueci pela enésima vez de deixar o celular na mesa e o manner mode desativado, até lá a pessoa já me amaldiçoou até minha última geração...





Eis o que acontece todo vez que eu folgo. Só não esqueço a cabeça porque ela está grudada.

Nota: Dificilmente eu costumo postar duas vezes no mesmo dia, mas mesmo sendo dia de minha folga, já fiz o que tinha que fazer, esqueci pela enésima vez de destravar o manner mode do meu celular, já ouvi meu colega reclamar com razão de não tê-lo atendido, fui dar uma voltinha pra espairecer e assisti minha novelinha. Depois de ter jantado macarronada...

Mais pílulas de conversa fiada ou falta de assunto mesmo...

A gripe suína (ou: Gripe A, ou H1N1), hein? Aqui no Japão, parece que ao menos pararam de falar de casos aqui e acolá, mas se teve mais casos além da região Kansai (Osaka e Hyogo), esconderam bem escondido mesmo. Mas no Brasil, melhor a população tomar cuidado, pois até obitos estão ocorrendo. Inclusive no interior paulista, onde meus pais residem...

Aqui é normal usar máscaras. Sim, aquelas cirúrgicas, semelhantes ao que o MJ usava em vida. Poderia até meio que ser frescurite por parte dele, mas se pensarmos bem, ele estava no caminho certo. Afinal, ninguém está a fim de ser contaminado quando vamos aqui e acolá em coletivos feito lata de sardinhas.

Agora, fico imaginando no Brasil, com a quantidade de casos e óbitos por causa desta gripe, se o pessoal vai usar as tais máscaras para evitar a proliferação de vírus - não só a gripe suína, mas todos que envolvem contágio no ar e pra quem sofre de alergia de polen.

Vão dizer que é frescura, e outros adjetivos que não posso mencionar porque se trata de um sitio família.

Contra gripe - seja suína ou não - o acessório é indispensável o ano todo (também altamente recomendado para pessoas que sofrem de alergia ao pó, pólen e similares).

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No Japão, como nos Isteites, Europa, e sabe eu no Brasil, notícia sensacionalista, perdura por dias, meses, anos ou séculos, dependendo do combo tema-pessoa-escândalo. Mas também dependendo, passa a semana e o povo esquece tudo. Ou às vezes a notícia volta quando se relaciona o combo com outro opcional.

Desde segunda (e hoje é quinta) a noite, não se falam de dois assuntos: detenção de um ator/projeto de cantor e esposo de uma conhecida (pero no mucho) atriz/projeto de cantora.

Bom, eu não lembro se eu cheguei a comentar num post perdido neste sítio, mas uns dois ou três anos atrás, a atriz Akiko Yaida era a favorita nos comerciais de seguradoras (a Aflac, quem presta atenção em comerciais de TV daqui, é a do pato branco), até que, a um passeio pro Hawaii com o então namorado Manabu Oshio, os papparazzi de plantão flagraram o casal e a imagem de boa mocinha de Yaida foi por água abaixo, devido ao mau comportamento que teve com a imprensa. Contrato rescindido, o casal juntou as escovas de dente por motivos de força maior e estava tudo bem...

Uma outra mulher morta num apartamento que estaria em nome de Manabu Oshio e na hora do interrogatório, resolveram fazer exame de urina nele. Resultado: positivo. Confessou que tinha tomado ecstasy mas não sabia o que era realmente. Sei. Depois disso, a gravadora que tinha contrato, rescindiu-o, Yaida pediu divórcio (parece que a tal mulher morta era hostess de um clube que o Oshio conheceu) e vai saber como será daqui pra frente.

Manabu Oshio e Akiko Yaida tentando disfarçar, mas os papparazzi precisam também sustentar a prole.

O segundo caso, é o marido da atriz e cantora Noriko Sakai (os mais noveleiros de plantão lembrarão dela como uma das irmãs da série "Hitotsu Yane No Shita") que no mesmo dia que Oshio foi detido, foi parar na delegacia portando também o ecstasy. O diferencial entre Oshio e ele é que o marido de Sakai admitiu o uso. Só que, com a repercurssão do fato, Sakai foi para Yamanashi (onde a família de seu pai mora) e de lá continua desaparecida. A agência dela está atrás dela para saber detalhes maiores sobre o caso. (Seria até maldade, mas se ela sumiu ou quer esquecer o fato ou tem culpa no cartório.)

Noriko Sakai, nos tempos em que era a "boa moça" em novelas e nos palcos...

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Escrevam embaixo: até o final desta semana os noticiários não vão falar de outra coisa. Ou até sair a sentença pro Oshio ou encontrarem o paradeiro de Noriko Sakai.

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Lembram também que comentei sobre o júri popular aqui no Japão? Começou nesta semana e com o caso do septuagenário que assassinou o vizinho. Será que vai dar certo?

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Mais sobre aqui: começaram as férias de verão e com elas chegam os temidos taifus ou tipo de tornados. Em Okinawa, não sei se é por causa da localização geográfica, mas esta época do ano, o taifu vem com força total.

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Tá, eu sei que muitos vão dizer "mas... encher linguiça??" Bom, é que na verdade existem assuntos que não dá pra evitar, pois comentam-se diariamente né.


Não vamos acusar essa leitoa uma das responsáveis pela gripe. Ela bate!!!

Tuesday, August 04, 2009

Quando o Cotidiano vira Quadrinho (e vice versa)


O cotidiano, por Ricardo Liniers (Argentina)

Isso acontece comigo toda vez que compro um CD novinho e pra não estragar a caixa, a gente acaba é estragando as unhas, a faca e a paciência...

Lembrou-me também do dia em que meu último PC foi desta pra melhor. Bem, tirando o Commodore 64, que nem sei raios foi isso, e o iPod, o resto foi parar no paraíso. Ou inferno, que seja...



Logo, logo vou ficar assim, se o ar-condicionado do escritório não for regulado (às vezes está gelado de trincar dente ou abafado parecendo sauna).

Monday, August 03, 2009

Enoshima


Eu já fui naquela pequena ilha ao fundo. Haja perna, pois nem na descida todo santo ajuda...

Segunda-feira de folga, e resolvi dar uma ida para a praia. Não pra me esturricar, porque, bem, como estou mais branca que a Branca de Neve, melhor eu não arriscar no momento. Nem que for protetor solar 200. Mas final de tarde a gente perdoa, o sol não fica tão forte assim.

Enoshima é a famosa praia que fica na cidade de Fujisawa, Kanagawa. Há quem torça o nariz para essa praia, pois, como as praias daqui, a areia varia de cor: desde a mais branquinha até preta. Sério. Em Oiso (Kanagawa), a areia é preta. Será que por isso Yuzo Kayama compôs a instrumental "Black Sand Beach"? Sem falar que as praias não são como as do Brasil. Oras, da Austrália, Hawaii e Guam também não são. E bem que muita gente vai pra lá.


O pessoal de "Lost" também resolveu se procurar em Enoshima...

Voltando. Para chegar até lá, da estação de Fujisawa (seja pela JR ou Odakyu Railway), pode-se pegar ônibus e descer em Katase-Enoshima; ou o bondinho que vai até Enoshima; ou pela Odakyu Line, na estação final, Katase-Enoshima. Vai depender da pressa ou disponibilidade do indivíduo.

Chegando à Katase-Enoshima, a praia principal fica lotada, entupida, congestionada de banhistas, camelôs, barracas, barraquinhas e até palco. Teve ano que até a Kumi Koda apareceu de surpresa lá, promovendo algum evento. Sério. Entrou verão, o pessoal parece paulista e paulistano que nunca viu praia e pega congestionamento no final de semana para um lugarzinho na areia.


Isso porque esta foto tirei na quinta-feira passada... Imaginem no final de semana o congestionamento que fica...

Aí sabem, né? Os preços dobram. Estou falando sério. Do tipo: uma garrafa PET de Coca-Cola de meio litro, por aí, nas jidouhanbaiki (maquininhas que vendem bebidas, sorvetes, petiscos, camisinhas...) custa 150 ienes. Mas em Enoshima custa... 200 ienes! Uma pena que hoje nem deu para tirar foto de uma pra provar. Sem falar no estacionamento. Se de outubro a junho a cada 20 minutos cobra-se 200 ienes, julho a setembro eles enfiam a faca sem dó nem piedade: a cada 20 minutos cobra-se de 500 a 800 ienes!

Por isso eu falo por experiência própria: melhor ir de trem. Agora, se ir de carro for inevitável, ou vai com mais gente pra dividir o estacionamento ou encontrar estacionamentos que pode-se deixar oito a doze horas por preço único (em Atami, Shizuoka, das seis da manhã a oito da noite, paga-se preço único de 1500 ienes).

Ah, sim. Tirando o congestionamento na praia, o sol esturricante e vez ou outra a maré está alta, andar pela calçada que contorna a rota 134 e a praia, nunca mataram ninguém.

Mas não esqueça do protetor solar, chapéu, roupa confortável e levar sua própria bebida. Lembra que falei que nas jidouhanbaiki da praia custa caro?


Eu prometo que da próxima vez eu tento tirar um pôr-do-sol decente...

Sunday, August 02, 2009

Pérolas da Nossa Lingua Portuguesa...

Lembrei-me de um post que Leosan (versão 2.8 dentro de algumas semanas, aguardem!) escreveu no sítio dele sobre os erros de português e até mesmo o "ingreis japoneizado" (leiam a parte 1 e a parte 2). Têm horas que eu fico me perguntando se isso é falta de leitura ou falta de aprender mesmo (no caso dos erros de português). Se bem que depois da nova regra ortográfica que pinguim, cinquenta, linguiça e preguiça, trema não existe mais, pra escrever ficou uma confusão só. Certo que o Brasil precisa de mudanças, mas não na lingua portuguesa, ora pois!

Este livro - já esgotado - dez entre onze alunos entre colegial e universidade era obrigatório mesmo não fazendo parte da lista obrigatória.

Voltando: eu entendo em partes que, devido a muito tempo que muita gente está aqui, pode acontecer de vez em outra esquecer certas palavras da nossa lingua portuguesa. Não só no Japão, mas qualquer um que more muito tempo "no estrangeiro" e que não seja em um país onde se fala o português. Bom, se bem que o português de Portugal existem palavras que no Brasil é um significado e lá vira outro. Exemplo é a tal da bicha, que no Brasil, todo-mundo-sabe-o-que-significa e em Portugal é uma inocente fila. Fila de banco, de carros, de cinema...

Confesso que até então eu sempre ficava na dúvida em escrever berinjela. Se era com "jota de janela" ou "gê de gato". Depois de inúmeras broncas do namorido kinguio, minhas dúvidas foram sanadas...

Porém, um dia ocioso destes, estava acessando ao YouTube da vida e lembrei-me dos tempos que eu assistia ao Jô Soares quando voltava do trabalho. Levava dupla jornada, como disse antes, chegava em casa, tomava aquele banho e sentava em frente à TV para ver o programa do Jô antes de ir dormir. Só que no tempo que ainda estava no Brasil, morando com meus pais, não tinham "as pérolas dos nossos vestibulandos".



Imaginem a cara do pessoal que fazia a correção destas provas...



Sem falar na publicidade nas ruas. Se era para ganhar freguesia, pode ter certeza que sim. Pra corrigir os erros "crassos" de português.

Até hoje eu vejo gente escrevendo errado. Eu não sei se seria culpa da informatização, que na hora de escrever uma mensagem, antigamente tinha que se resumir e abreviar para que não ficasse caro para acesso a internet, se seria preguiça de escrever mesmo. Confesso que existem palavras que quando vou enviar um e-mail para algum amigo ou pros meus irmãos eu abrevio algumas palavras, mas a palavra conserto de um aparelho escrito "concerto", eu fico me perguntando se o aparelho vai tocar Mozart, Beethoven ou Lizst.

Sem falar que alguns amigos meus apresentaram-me certas "pérolas" via carta que eles recebem no trabalho:

"(...)gostaria de que desbroqueaçem (sic) meu apareio (sic) pois eu paguei a fartura (sic)...": Realmente, deve ter sido uma fartura ... de erros de grafia mesmo.

"(...) poderiam me enviar-me uma sigunda via da carta pois eu não recebi": e junto vai um livro de ortografia. Tem pronome possessivo em excesso na frase. Se é que a pessoa sabe se o que seria um pronome, pois possessivo eu tenho quase certeza que muita gente sabe.

(As palavras em itálico foram mantidas suas formas originais. Nomes, locais e ambientes de trabalho foram omitidas a pedido das pessoas sob grande receio de sofrerem atentados violentos, não de pudor, mas no sentido literal da palavra mesmo; represálias, cartas-bomba, até de apedrejamento em praça pública.)

Um dos erros mais clássicos e que marcou história (com "agá" mesmo), foi num programa da Carla Perez em que ela diz ao vivo e cores "i" de "iscola" sob a devida correção ao vivo do telespectador. Se o telespectador chegou a espinafrar a "apresentadora" e aconselhá-la a voltar à escola e escrever duzentas vezes no quadro negro, como Bart Simpson na abertura do desenho animado, que "prometo investir em mim mesma em aprender a escrever e falar certo a inserir 300 mililitros de silicone".

Pensando melhor, até que minha dúvida da berinjela não seria nada comparada à muitas que ando ouvindo, vendo e lendo por aí...

Saturday, August 01, 2009

O Problema do Dia Seguinte

Quem me acompanha aqui, e ainda teve a (in)felicidade de me conhecer pessoalmente, sabe que sexta sim, muitas não, costumo sair com o pessoal do trabalho pra um happy-hour meio fora de hora, pois, happy-hour ao pé da letra, teria que começar às cinco da tarde e ir até sete ou oito da noite. Só que a gente trabalha até nove da noite, portanto, nunca que vamos pegar um preço mais barato na cervejada. Se bem que o mote da cervejada na sexta seria mais esquecer a semana mais do que árdua que passamos.
Guinness, a preferida da autora. Encontrado nos melhores pubs de Tóquio.

Tirando as constantes idas ao banheiro para alivio imediato, os problemas que eu enfrento quando saio com pessoal são: 1) quando inventam que inventam de tomar outra coisa além da cerveja. Uma vez foi o coquetel de metro que me causou consequências desastrosas. Ontem foi a tequila que ainda estou sentindo os efeitos até o momento que estou escrevendo aqui. Mesmo tomando café, dois comprimidos para dor de cabeça e agora tomando leite. E 2) tomar cuidado com o horário, pois se eu perder o último trem que vai até Yokohama, terei que pedir ao marido kinguio vir me buscar em Shibuya, um dos poucos lugares que ele consegue chegar sem se perder. Sim, o carro tem navegador, mas não adianta nada se não sabe programar.

Outra coisa que no dia seguinte a consequência fica meio desastrosa, é comer demais. Principalmente lugares que têm o chamariz tabehoudai, buffet, e similares, ou seja: pague tanto, fique até duas horas e se acabe de tanto comer e beber. Leia-se yakiniku, restaurant buffet e até pizzarias. Nem family restaurants escapam, pois pagando-se tanto, pode-se beber chá, café, refrigerantes e sucos a vontade. Desde que tenha algo pra comer também. Inclui-se aí, gente pão-dura, ops, econômica como a autora e marido dela.

As consequências, é no dia seguinte acordar com a impressão de que engoliu uma melancia inteira, comeu um boi inteiro e mesmo assim, na semana seguinte você está lá, novamente, porque teve alguma despedida, aniversário ou promoção imperdível.

Ou porque a Catarina fica com uma baita duma lombriga e fica atacada.