Saturday, October 31, 2009

Não Vale a Pena...


Dando prosseguimento a semana totalmente quebrada sobre as curiosidades (tá bom, tá bom, fofoquinhas) no mundo variado da j-pop, que aliás, as paradas de sucesso andam mornas ultimamente. Pra dizer a verdade, um dos poucos programas de TV que traz os cinquenta melhores da semana, passa num horário terrível (uma da matina de sábado pra domingo) e os programas semelhantes ao MTV são todos por assinatura.

Muita gente diz que vida de artista é linda, maravilhosa e tudo o que seria bom e do melhor, mas lembrando que eles são iguais a todo mundo, ter que trabalhar pois tem contas para pagar, família a alimentar, pagar pensão dos filhos, ex-conjuges; fazer compras, comer, beber, viver (mas se compram produtos de marca, possuem carro do ano, viajam aí são outros quinhentos)...

Ontem, lendo o blog da minha amiga MaiK, ela contou o "antes da fama" do finado grupo visual-kei Shazna, que tinha o vocalista Izam, que se apresentava vestido de mulher, como o Boy George nos aureos tempos do Culture Club, lembram? Mas o Izam enganava bem mais como mulher. Voltando: o grupo publicou um livro contando a vida dura que levaram antes da fama. Chegaram a morar na rua, tiveram que se virar com a grana dos temporários e fingirem ser casal de namorados pra entrar num motel pra tomar banho e lavar os cabelos. Pra ver que existem casos que pra chegar lá o caminho é tortuoso...

Sabe que o preço da fama é alto. Muito alto. Se não souber lidar, pode causar resultados do desastroso ao catastrófico. Eu cheguei a falar sobre os casos mal contados, como as mortes de causa mortis suspeitas, mas também além suicidios, teve tentativas, uso de substâncias ilícitas... Existem fatos que não vale a pena fazer ou ter feito, pois o resultado acaba sendo pior.

Noriyuki Makihara: Quem passou os anos 90 acompanhando as paradas de sucesso, ouviu muito "Donna Tokimo". Compositor, cantor e pianista, Makihara tinha muitas músicas animadas com conteúdo "pra cima". Só que, em 1999, foi pego com anfetaminas em sua casa e confessou que utilizava há mais de um ano. Resultado: a gravadora com quem tinha assinado contrato recentemente, rescindiu-o; pagou mais de 3 milhões de ienes de fiança, condenado a um ano de reclusão com três anos na condicional e demorou quase cinco anos pra voltar a credibilidade, com a já citada canção recordista de vendas "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana". Ainda aparece regularmente em alguns programas, mas não com o mesmo impacto nos anos 90. Porém ainda mantém sua marca registrada: o dente da frente encavalado.

Akina Nakamori: A aidoru dos anos 80, era a grande rival de Seiko Matsuda em matéria popularidade e sucesso. Enquanto Matsuda tinha especialidade em baladas, Nakamori era também baladas, mas de cunho mais forte, letras profundas e tinha visual mais, hã... sensual. Mas tinha fãs fiéis. Namorava firme o também cantor, o Masahiko Kondo (lembram?), mas quando soube que ele deu uma escapadela e ainda com a rival Matsuda, Nakamori não pensou duas vezes e cortou os pulsos no apartamento do Matchy. Resultado: relacionamento terminado, suas músicas passaram a ser mais melancólicas, mas Nakamori ainda mantém a carreira regularmente, às vezes atuando em novelas. Um de seus álbuns causou impacto visual ao aparecer totalmente careca ("Zero Album - Utahime 2, gravado em 2002). E parodiou Jessica Rabbit (lembram do desenho?) na coletânea "Utahime Double Decade". Mesmo não lançando material novo, Akina continua bem em popularidade: foi eleita a 5a. melhor vocalista (a rival Matsuda ficou em 7o. lugar) e em 4o. lugar em matéria de ter seus singles nas primeiras colocações nas paradas de sucesso (21 singles, no total).

Koji Tamaki: O líder do grupo Anzen Chitai por pouco não foi vítima de uma tragédia. Embora casado, tinha um relacionamento extraconjugal com a atriz Mariko Ishihara. Mas a base entre o amor e pancadaria, como revelaria Ishihara anos depois num livro em que lava totalmente a roupa suja. A quase tragédia se consumou num pacto suicida mas felizmente não deu certo. Mais de vinte anos depois, Tamaki e Ishihara se reencontraram, resolveram esquecer o passado e casaram-se em fevereiro deste ano. Só que em setembro, separaram. Pra ver como as coisas são...

Eu sei, eu sei. Pode ser que tenham mais casos semelhantes, mas o pessoal não divulga. Fica tudo na surdina. Ou pagam uma nota pros paparazzi - yes, aqui também tem - ficarem de matraca fechada....

Desnecessário falar sobre os casos de Manabu Oshio ( sim, ele era cantor também) e Noriko Sakai, pois por dois meses seguidos, eram notícia em todos os canais. Tinha hora que até na roda de conversa com minhas colegas japonesas já nem falava mais do assunto.

Tetsuya Komuro: Produtor, compositor e ex-tecladista dos grupos TM Network e Globe (talvez o mais conhecido), teve seu auge nos anos 90 até meio dos anos 2000. A carreira declinou, a ponto de vender os direitos autorais das músicas. Foi aí que entornou o caldo e a carreira: no início deste ano, Komuro foi acusado de fraude - recebeu dinheiro (mais de 500 milhões de ienes) sob promessa de venda de direitos autorais. Só que ele havia vendido antes para outra empresa. No julgamento, foi sentenciado a 3 anos de prisão, mas como Komuro confessou a pataquada que cometeu (justificando também que era para pagar a pensão da ex-mulher, o que não era pouco), cumpre a pena em liberdade, tanto que, em agosto de 2009, no evento da gravadora que pertence, apareceu de surpresa junto com os outros membros do Globe - a vocalista e atual esposa Keiko e o supporter Marc Panther.

Tomomi Kahala: Descoberta em 1995, através do citado Tetsuya Komuro, Kahala fazia o tipo kawaii de músicas meigas (porque ela falando, a casa cai). Enquanto estava com Komuro, seus singles era top one nas paradas. Isso porque os dois tinham um relacionamento dentro e fora da gravadora. Mas, quando o relacionamento desgastou, Kahala tentou suícidio várias vezes, mesmo ainda nos anos 2000 estar com outra produtora e com relevante sucesso. Porém, devido a problemas pessoais se misturarem com os compromissos que tinha, a agência que era contratada a demitiu. Sabe aquela história: "o primeiro amor é que marca"? Quando Komuro foi preso, Kahala começou a sofrer de insônia. E recentemente foi parar no hospital. Motivo: excesso de tranquilizantes. Pergunta: se ela voltará a cena artística novamente? Só o tempo vai dizer...

Claro que tem os casos das ex-Morning Musume, mais falado foi a de Ai Kago, que foi pega bebendo todas e fumando. Nada de mais, se ela não fosse menor de idade na época (é, aqui, beber e fumar só é permitido depois dos 20 anos). Foi demitida do grupo, tentou se matar, mas deu a volta meio por cima e publicou um livro contando tudo. Que dois membros do NEWS, na formação inicial também foram suspensos por terem sido flagrados bebendo antes da idade permitida...

Existem casos que "todo mundo erra" mas volta a normalidade, nem que for aos poucos, mas depois bem, cai no quase esquecimento. A não ser que reincide.

Créditos das fotos: pesquisa Google. Figura que inicia o post, pintura de Norman Rockwell.

Thursday, October 29, 2009

O Mundo Mágico dos Grupos do Johnny's Jimunsho - Complemento


Devido a minha postagem de ontem de manhã, fiquei devendo mais sobre os grupos da agência mais famosa do Japão, em matéria de rapazes ainda na flor da idade, pois todo mundo sabe que a maioria dos artistas são agenciadas ( se não sabiam, agora sabem). A Amuse, agencia o grupo Southern All Stars, o cantor (e faz-tudo) Masaharu Fukuyama e o ator Haruma Miura, só pra constar; a Stardust tinha a falecida Izumi Sakai nos tempos de modelo e Erika Sawajiri (que foi demitida); a Sun Music (que ficou muito mais conhecida devido ao incidente com Noriko Sakai) tem a tarento Becky...

Voltando a vaca congelada.

Respondendo a querida e dedicada Elisa: as fotos eu procuro no seo gugol, o lado ruim é que a maioria não credita, então vamos creditar de onde encontrei as fotos pra não dar pepino eheh. E quanto ao fato de eu saber tanto assunto, a verdade é que assisto muito a programação japonesa, leio revistas, acesso noticiários... e além de sites de fofocas, ops, assuntos aleatórios...

E atendendo a pedidos da Elisa ( e também de muitos leitores que já estão me olhando torto), vamos dar um complemento ao anterior. Senão fica muito comprido e sei que o pessoal não vai ler tudo.

V6 - Três grupos num só. O grupo V6, formado por seis rapazes ( Junichi Okada, Go Morita, Ken Miyake, Yoshihiko Inohara, Hiroshi Nagano e Masayuki Sakamoto) na verdade são dois trios (Coming Century e 20th Century) que se uniram para ser um só. Só voltam a serem dois trios quando tem algum evento ou algo especial (coisa confusa, não?). Apesar de que não aparecem tanto como grupo cantando, mais no programa de variedades que possui ( o VVV6 ), quem tem mais destaque é o Junichi Okada, que além de rapaz-propaganda das câmeras da série Cybershot da Sony, fotografa, escreve (tem uma página só dele na revista an-an; estavam pensando que era só o Goro Inagaki garante o espacinho dele a cada quatro semanas quando fala de cinema?), atua (quem puder assistir ao drama "SP - Special Police", e "Kisarazu Cats", vale muito a pena)...

O significado do nome do grupo - V6 - muitos dizem ser de "Voices of 6 boys" (vozes de 6 rapazes), mas dizem ser de "Victory", mas às vezes o próprio grupo diz ser de "Volleyball" (já que o grupo começou lançando o primeiro single como tema de campeonato de volei em 1995 - isso soa familiar - vide casos do Arashi e NEWS...), outras como "Versus" (Coming Century versus 20th Century), outras vezes como "Vegetable" (a família de Sakamoto tinha uma quitanda), ou "Vicycle" (corruptela de "bicycle", devido aos pais de Nagano terem uma loja deste tipo) ou "Veteran" (segundo Inohara) ou mais aceito "Volume" devido ao primeiro álbum que lançaram.

Houve boatos mais ou menos confirmados que, logo após a cantora Namie Amuro ter divorciado do dançarino do TRF, Sam, Ken Miyake andou saindo com ela, inclusive ela quase morando no apartamento dele. Obviamente com a mídia caindo matando em cima da Amuro, o relacionamento parou por aí mesmo.

Por pouco o grupo não acabou de vez em 2000, devido a uma (falsa) acusação de estupro e atentado violento ao pudor em cima de Go Morita. Duas mulheres o acusaram de ter consumido o fato e depois que passaram por investigção, ambas confessaram a farsa.

Em kanji, o primeiro nome de Morita é fácil de confundir (剛) pois além de "Gou", lê-se Tsuyoshi (o mesmo nome de Kusanagi e Domoto). Tanto que num programa de variedades, Takuya Kimura confundiu tudo e achava que Morita também se chamava Tsuyoshi...

Quando um (ou dois) se destaca mais... Quem tem menos de trinta anos, nem sei se lembram de dois trios que surgiram nos anos 80 - o Shonentai e o Shibugakitai. Depois que resolveram encerrar as atividades como trio, cada um foi tentar prosseguir. Quem ainda aparece na mídia até hoje são Noriyuki Higashiyama (Shonentai), que atua em novelas e no teatro (nota: ano passado, Higashiyama apareceu nuzinho nuzinho na revista "Tarzan", e diz que seu corpo só tem 10% de gordura!!!), Hirohide Yakumaru (apresenta o programa diário "Hanamaru Market" e faz parte do programa de sábado "AdMatic Tengoku") e Masahiro Motoki (ator, mais conhecido hoje pelo filme vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro "Okuribito" e genro da atriz Kiki Kirin). Os demais integrantes, praticamente não se falam mais deles, exceto o fato do filho de Katsuhide Uekusa fazer parte hoje da mesma agência que o pai trabalhou...

Licença pra dirigir (em alta velocidade): Que Masahiro Kondo (aka Matchy) ficou famoso pela (novamente digo: infame digna de trocadilho) música "Gin Gira Gin ni sarigenaku" e "Yoisho", e várias outras, e também pelo incidente que envolveu Akina Nakamori (depois a gente fala sobre isso), todo mundo sabe. Mas muita gente não acreditava que ele pudesse dar um tempo como cantor e ator e ser piloto de carros, ter sua própria equipe e até ser comentarista de Formula-1. Dizem que ele conseguiu a equipe de automobilismo com a renda dos shows e singles vendidos, mas quando ele volta a cena artística, muita gente diz na brincadeira que "será que está precisando de renda pois o automobilismo não está dando dinheiro?"

Outro que parou com a vida artística (pero no mucho, pois eu juro que vi uma noite destas comercial sobre motociclismo) foi o Katsuyuki Mori. Lembram no post de segunda que de 1991 a 1996 o agora quinteto SMAP era um sexteto? Pois é: em 1996, Mori resolveu sair do grupo para ser motociclista profissional, com o apoio da família. Muito embora não esteje mais cantando, esporadicamente aparece como rapaz propaganda de campeonatos de motociclismo (o mais famoso fica em Motegi, província de Tochigi).

Mais fofoquinhas... digo, curiosidades...

- Lembram que na postagem de ontem mencionei que Tomohisa Yamashita e Jin Akanishi são muito amigos? Segundo meu amigo Leosan: houve um baita dum comentário que os dois deram um chá de sumiço e levaram foi uma baita bronca depois. Não vejo nada de errado nisso tudo. Será que ninguém pode ter alguns dias de folga pra viajar, colocar a fofoca em dia, visitar amigos que depois muita gente leva na maldade?!

- Por pouco o quinteto Arashi não terminou em 2005 devido a mudança de gravadora (da major Pony Canyon para a subsidiária da Johnny's J-Storm). Como eles já eram tidos como "veteranos", ficou difícil competir com os novatos da mesma gravadora. Só voltaram a tona quando uma de suas músicas foi tema de novela que um dos membros - Jun Matsumoto - protagonizava.

- O quinteto Arashi é o terceiro grupo da agência a conseguir fazer o famoso "Five-Dome Tour", que eram shows nos grandes estádios outrora construídos para a Copa do Mundo (Tokyo, Osaka, Nagoya, Fukuoka e Sapporo). Os outros dois grupos anteriores eram o Smap e Kinki Kids.

- No tradicionalissimo festival de final de ano, o Kouhaku Utagassen - a apresentação final, geralmente pelo time branco (Shirogumi), era sempre cantores de enka. Em 1978, foi quebrado o protocolo com a apresentação de Kenji Sawada (ex-Tigers). Em 1996, era para o septeto Checkers encerrarem, já que era o último show deles, mas não deixaram. Em 2003, devido ao grande sucesso (e as rádios não pararem de tocar a música) de "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", o grupo Smap foi quem encerrou a noite.

- Não sei se entendi ou se é pras lojas: a marca de roupas Russ-K, desde setembro, está com a campanha tendo o grupo NEWS como cabides das roupas a serem disponibilizadas nas lojas que vendem a roupa desta marca. Agora, se os cabides vêm de brinde quando se compra a roupa, eu não comprei uma peça pra saber...

- Significados de alguns grupos: KAT-TUN seriam as iniciais dos sobrenomes dos integrantes (Kazuya Kamenashi, Jin Akanishi, Junnosuke Taguchi, Koki Tanaka, Tatsuya Ueda e Yuichi Nakamaru); NEWS, quem pensou que significaria "Notícias" ou "Novidades", errou - seriam os quatro pontos cardeais, já que os membros vieram de cada direção; Tokio seria a forma "inglesada" para Tokyo, a fim de soar de forma internacional; V6 ( eu acabei de tentar explicar o significado logo no começo deste artigo) e SMAP (Sport and Music Assemble People).

Creditando: fontes Wikipedia. Fotos pesquisadas pelo Google.

Wednesday, October 28, 2009

O Mundo Mágico dos Grupos do Johnny's Jimunsho



Dando sequência a semana... eu sei que o pessoal que frequenta este sítio pode sentir sono ao ler meus post-biblia (como diz Bah...), mas quando a gente se empolga, o assunto pode levar dias. Acho que vou ser comentarista de j-pop faltando alguns anos pra me aposentar hohoho.

Se nos anos 80 o boom dos boy-bands a la Menudo tiveram os discípulos (ou genéricos, tanto faz) no Brasil ( Dominó, Polegar...), na Argentina (Tremendo), nos Estados Unidos (New Kids on the Block), por que não no Japão?

A Johnny's Jimunsho (ou "Janiisu") na verdade, já trabalha com grupos formado por jovens mancebos desde 1961. Na década de 70, descobriu artistas como Hiromi Go e Otokogumi, porém, quando o fenômeno Menudo estourou, fatalmente uniu o útil ao agradável e foram vários grupos um atrás do outro. Alguns ainda na ativa, outros com o one-hit wonder. Pra não encompridar mais do que já encomprido, vamos a algumas curiosidades dos grupos mais famosos da empresa que mais prolifera de artistas no Japão...

Kinki Kids - Já estaria na hora de trocar de nome...

- A dupla "de dois" Kinki Kids, formada por Koichi Domoto e Tsuyoshi Domoto, ao contrário que muita gente pensa, não são irmãos, não tem grau de parentesco algum, apesar de terem o mesmo sobrenome e serem da mesma região. Kinki, pra quem não sabe, é a região ao sudeste do Japão onde ficam as províncias de Shiga, Kyoto, Hyogo, Osaka, Nara, Mie e Wakayama. (Se esse nome vai pro estrangeiro, a pronúncia "kinki" nos Isteites ou qualquer país de lingua inglesa, tem conotação pra "pervertido")

- A dupla já está quase nos "enta", por mim, eles deveriam mudar de nome. Por que eles não usam então o nome que usam no programa de TV "Domoto Kyodai" ou "Domoto Brothers"? E daí que eles não são irmãos? Até hoje eu tenho minhas dúvidas sobre o White Stripes, se Jack White e Meg White eram irmãos ou ex-marido e ex-mulher...

- Ainda do Kinki Kids: eles entraram no livro Guiness de Recordes. Motivo: terem tido quase todos seus singles no top one das paradas de sucesso consecutivamente. Nada mau pra quem no início de carreira, em 1992, foram supporter do SMAP.

Arashi: Tempestade que dura uma década

- O quinteto Arashi este ano faz dez anos de carreira. Muita gente achou que esse grupo não iria vingar, pois começaram como grupo-símbolo no campeonato mundial de voleibol e com a música que leva o nome do grupo. O tempo passa, o tempo voa e o quinteto amadureceu, além de cantar, dançar, fazem novelas, filmes, tem alguns programinhas de variedades...

- Se o SMAP fez comercial vestidos como o Gatchamen (alguém aí lembra?), o grupo Arashi, pra divulgar o single "Believe", viraram desenho animado, cada um dos membros incorporando os personagens da série Time Bokan, da Tatsunoko Pro. (a mesma que criou os animes Gatchamen, Speed Racer, Guzulla, entre outros) e como naquela época, Sho Sakurai protagonizava o filme "Yattermen", ele aparece no anime como tal.

- Sho Sakurai era para ser o líder do quinteto, mas perdeu no jan-ken-po com o Satoshi Ohno.

- Jun Matsumoto, certa feita, por pouco não entrou no tapa com Jin Akanishi (do KAT-TUN) em um programa de variedades. Isso porque Akanishi começou a provocar o quinteto e Matsumoto não deixou barato e travou o maior bate-boca na frente das câmeras e a apresentadora teve que apartar a briga.

- Kazunari Ninomiya contracenou com Ken Watanabe no filme "Cartas para Iwo Jima", dirigido por... Clint Eastwood.

TOKIO - Cantam, tocam, dançam, atuam...

- O quinteto mantem um programa aos quase domingos na Nippon TV (quando não tem jogo de beisebol) chamado "Tetsuwan DASH!", no qual uma dupla percorre a costa do Japão em uma minivagon movido a energia solar. O problema quando anoitece, o carro pára onde estiver. E tem a fazendinha cujos produtos são feitos de forma rudimentar mas mais natural possível.

- Acreditem: o único do quinteto que casou e tem filhos é o baixista Tatsuya Yamaguchi. E enquanto isso, Tomoya Nagase (sim, o ex da Ayumi Hamasaki) continua enrolando a Saki Aibu pra casar...

- Masahiro Matsuoka, o baterista, é responsável pela direção dos promovideos do grupo. Se no final estiver o nome Mabo creditado como diretor, é ele (Mabo é apelido dele).

- Em 2004, para comemorar os 10 anos do grupo, lançaram o álbum "TOK10", contendo covers dos vários artistas da Johnny's, incluindo aí a infame "Gin Gira Gin ni sarigenaku" (do Matchy, quem era da época vai entender o trocadilho), "Ginga no Paradise" (do Hikari Genji, grupo que o Tokio fazia suporte), e até a self-cover "Love You Only".

... e os novos (pero no mucho):

- O sexteto NEWS dependendo do evento viram sete ou oito, eu nunca entendi essa confusão (Leosan, socorro, me ajuda nesta!), tem os principais artistas Tomohisa Yamashita e Ryo Nishikido.

- Yamashita ou Yamapii, é formado em comércio exterior especializado em marketing pela Universidade Meiji. Apesar do jeito calado, é o mais modesto do grupo. E que põe ordem na casa também. Dizem, mas se foi verdade, melhor perguntar pra ele: nos bastidores da novela "Nobuta no Produce", que contracenou com Kazuya Kamenashi (do KAT-TUN) os dois sairam no tapa. Mais estranho é que Yamapii é muito amigo do Akanishi (que muita gente não gosta)...

- Hideaki Takizawa, o Tackey, faz mais sucesso como ator do que como cantor com dupla com Tsubasa Imai. Recentemente ele é o Knight Seimin, da companhia de seguros Daichi Seimin.

Pode ser que tenha mais curiosidades sobre os inúmeros grupos que essa companhia mantém (qualquer coisa, comprem a revista mensal "Myojo", que fala tudo sobre esses grupos. Não, não é marca de lámen!). O problema aqui no Japão, até onde sei, porque não sei mesmo como está fora daqui, é que diariamente aparecem candidatos a tarento (nome designado para artistas que além de cantar, dançam, atuam, fazem comerciais...) e dá certo de aparecer uma ou duas vezes na TV e se tiver sorte, a carreira deslancha. Senão volta aquela vidinha ordinária que levava...


Novo cavaleiro-propaganda de companhia de seguros tradicional daqui.

Monday, October 26, 2009

De Cinco em Cinco anos... e estamos aí!


Semana Cultura Inútil, mas que vale a pena rir ou desacreditar de novo sobre J-Pop

Antes que muita gente vá reclamar na caixa de comentários de que "pô, só fala mais de música", vou logo avisando: não sou crítica musical, mas eu gosto e queria ver se conseguia dividir com os leitores. Se bem que existem fatos que todo mundo sabe, uai...

No mundo da j-pop (fazer o quê, se muita gente ouve inclusive eu) existem fatos e fatos que muita gente esconde, mas que muita gente escarafuncha e descobre. E existem fatos que se for pensar bem, acaba ficando entre o cômico e "coincidências acontecem".

Pra começar a semana da "Cultura-inútil-pra-quem-não-conhece-nada-ou-muito-pouco-do-mundo-doido-da-j-pop", já que muita gente conhece música americana, britânica, até mesmo dos outros países da Europa, brasileira, latina, vamos por partes como diz o esquartejador...

De cinco em cinco anos, a Lei de Murphy ataca (ou azar muito é bobagem): Por mais que estejam agora "por cima da carne seca", o quinteto SMAP parece que carrega uma sensação de que "a cada cinco anos acontece algo de errado porque não era pra dar certo no começo". Já começou que levaram dois anos para aparecerem ao público isso porque os chefes da Johnny's Jimunsho não levavam fé no grupo...

- Logo que resolveram aparecer, em 1991, Shingo Katori apresentou de perna quebrada, muletas e tudo devido a uma queda durante os ensaios. Segundo relatado pelos proprios no especial "Gambarimasu", em janeiro deste ano, foi na hora de ensaiar de como se faz uma cambalhota com a ajuda de duas pessoas. Não lembro quem foram as duas pessoas...
- Em 1996, o sexto membro, Katsuyuki Mori deixou o grupo logo antes da turnê de verão, o que gerou boatos de que o grupo ia acabar, pois saiu para dedicar-se ao motociclismo.
-Em 2001, devido a uma infração de trânsito antes de irem pra Nagoya, Goro Inagaki ficou quase meio ano afastado, o que levou o grupo fazer o resto das apresentações como quarteto (o/a primeiro/a que pensou também que com a notícia do Takuya Kimura dando adeus ao celibato fosse uma tragédia, bem...).
- Em 2006, o show em Niigata (durante a turnê Pop Up!) quase foi cancelado devido ao terremoto no ano anterior. Mas devido a uma distensão muscular na perna esquerda, Masahiro Nakai passou o resto da turnê a base de gelo, emplastros e nem poder se mexer direito nas apresentações (está no backstage video "Pop Up").
- Só que como em 2009 aconteceu esse mal entendido com Tsuyoshi Kusanagi, diremos que se a teoria de "algo dá errado a cada cinco anos" voltar, vai ser em 2014 e não em 2011 (ano que o grupo completa a maioridade)...

Mais detalhes (ou fofoquinhas ou troca de informações, que seja):
- Que Masahiro Nakai (o líder) dança bem, bom mestre de cerimônias (tanto que por muitos anos era o supporter do time Shirogumi no Kouhaku Utagassen) e apresenta bem, já comentei neste sítio... Mas os dotes culinários são da mesma proporção do talento (aham!) como cantor. Prova disso são os fatos de que 1) ele é o maître do Bistro desde que existe e 2) quando teve que substituir Inagaki em 2001 durante aquele incidente, o grupo Morning Musume, que era convidado do bistro, dispensaram o recheio dos cachorros quentes que fez para elas...

- Mais Nakai: sua coleção de bonés, chapéus e gorros chega a mais de 60 unidades. O que foi bem útil pra ele quando, no ano passado, precisou raspar a cabeça para viver o protagonista no filme "Watashi wa Kai ni Naritai". No Bistro, como ele é o maître, precisou por um bom tempo usar peruca, pois não pegaria muito bem usar chapéu (ou aqueles gorros beanies, como ele costuma usar).

- No comecinho de carreira, Goro Inagaki e Masahiro Nakai literalmente sairam no tapa. Coisa de adolescencia: Inagaki era o mais sossegado e Nakai o mais agressivo. Numa briga que o grupo teve com um grupo de arruaceiros, Inagaki ficou dentro do carro escrevendo na agenda (no programa semanal, no "julgamento", exageram na acusação de que estaria arrumando o cabelo). Resultado: numa discussão, Inagaki jogou o espelho na direção de Nakai, que deu o troco com uma bofetada (fato confirmado anos depois em ambas as partes).

- Inagaki é canhoto, apesar de algumas esquetes aparecer usando mais a mão direita (na paródia de "Galileo", ele escreve com a direita). Adora gatos, tem um que não fala o nome de jeito nenhum (nem sob tortura do Kimura na esquete "Identity"), sommelier estudado diretamente na França, cozinha bem. Defeitos: rói unhas e vive arrumando o cabelo a toda hora.

- Takuya Kimura estudou com Masahiro Nakai no ultimo ano do colegial em Tóquio. Devido ambos terem entrado no Johnny's no segundo ano do colegial, ambos tiveram que pedir transferência (Kimura morava em Chiba e Nakai em Kanagawa).

- O nome do cachorro labrador retriever de Kimura se chama Bonita, em homenagem a uma música de Madonna ("La Isla Bonita"). Quando a mesma foi no Bistro, Kimura mencionou, mas se ela gostou...

- Mais Kimura: além de recordista de ser o preferido na enquete anual da revista an-an, ganhou quatro vezes seguidas o prêmio de Best Jeanist, este ano foi a pessoa quem tem mais empresas que o contratam: 11 ao todo (só pra citar: Tama Home, Toyota, SoftBank, Mandon, Samantha Thavasa...)

- Se Kimura e Nakai estudaram no mesmo colégio, em Tóquio (Yoyogi), Inagaki e Tsuyoshi Kusanagi também, mas em Horikoshi, no distrito de Nakano, em Tóquio.

- A maioria das biografias relacionadas a Kusanagi, consta que ele nasceu em Kasukabe (Saitama), mas algumas constam que ele nasceu na cidade de Seiyo, na província de Ehime, e a família mudou para Saitama quando nem tinha dois anos de idade. Acabou sendo registrado também em Saitama, o que muitas vezes causa confusão.

- Mais Kusanagi: nos batsu game dos programas especiais desde 1998, já teve que cumprir a prova seis vezes - em 1998 e 1999, escalou o Monte Fuji (com Nakai e Kimura, respectivamente), passou 27 horas limpando a praia (com Shingo Katori, outro que vive cumprindo essas tarefas), teve que fazer trekking e escalar montanha (com Inagaki), triatleta por um dia (com Kimura) e percorrer a muralha da China inteira com a perna amarrada com a do Katori. No programa de julho deste ano quando foi transmitido, ele já avisou que da próxima vez, fazer rodízio, pois setima vez não dá...

- Shingo Katori, todo mundo sabe que ele é o mais novo do quinteto. Adora maionese (não é a toa que a empresa alimentícia Aji-no-Moto o contratou como rapaz propaganda da maionese), dizem que toma cerveja como se fosse água mineral, e come demais. Tanto que fez dieta, publicou o livro como conseguiu, mas voltou a engordar (o temido rebound), agora mantem a forma (embora ainda acho que ele está entre o malhado e fofo).

- Mais sobre Katori: sem falar que ele muda de penteado como se muda de roupa (já deixou na cor natural, descoloriu, deixou comprido (mas não igual ao Kimura no final dos anos 90), raspou, cortou estilo moicano...). Até então estava mantendo curto e na cor natural (cof cof) devido ao personagem Ryu-san do Kochikame, agora descoloriu de novo. Das duas uma: ou ele deve torrar uma nota pra fazer tratamento pra não estragar o cabelo ou o cabelo deve ser muito resistente pra aguentar tanta tintura assim...


No programa semanal "SMAP X SMAP" (alegrando lares de 1996), a parte das paródias, como disse anteriormente, eles não perdoam nada. Já imitaram Ayumi Hamasaki (Inagaki, como RoboAyu); parodiaram Kumi Koda (Kusanagi, na interpretação de "Cutie Honey" que virou "Cutie Tsuyoney"); novelas ("Galileo" - lembram?); filmes ("Spiderman" e "Titanic", com Kimura como Leonardo Tacaprio); séries ("Sex and The City", os cinco devidamente de vestidos, batom e salto alto) e até comerciais deles mesmos (a autoparódia do Kimura do comercial de produtos da Gatsby).

- Paródia com "Resevoir Dogs" (ou "Cães de Aluguel", de Tarantino): parte 1, parte 2 e parte 3 . Só não encontrei o vídeo que Quentin Tarantino aparece como convidado especial nesta paródia. (Detalhe: as cores são quase as mesmas que eles usam no uniforme do Bistro, só que atualmente Nakai usa uniforme rosa - quando precisa - e Inagaki usa o azul).

- Kimura como o poodle cor de rosa de estimação da família formada pelo pai (Inagaki) e o dono (Katori), chamado P-chan. Nesta esquete, contracena com Aya Ueto, Dante Carver e Otosan (personagens do comercial da SoftBank).

- Lembram do mangá, anime e filme "Death Note", no qual um estudante encontra um caderno estranho e ao descobrir pelo Shinigami que, se escrever o nome da pessoa ou descrever a mesma, a mesma vai desta pra melhor? Imaginem se o SMAP não ia deixar passar batido e fazer a paródia "Debu Note". "Debu" significa pessoa (muito) gorda. Nesta paródia, Inagaki é o estudante entediado que encontra o tal caderno. Efeitos colaterais na atriz Karina (que atualmente está na novela "Real Clothes").

Por enquanto é só, qualquer informação adicional, escrevam pra autora...

Sunday, October 25, 2009

Semanada

Como esse ano passou rápido. Daqui a dois meses estaremos no inverno, comemorando timidamente o Natal, o Ano Novo e começa tudo de novo...

Mas, a autora responsável deste sítio continua na ativa, mesmo postando nem todo dia, mas pelo menos regularmente pra alegria (ou tristeza) dos fiéis leitores ou leitores fiéis, tanto faz.

Como posto de quase tudo um pouco, esta semana será mais ou menos dedicado às curiosidades (e barbaridades) no mundo da música pop japonesa. Por quê??? Quem mora aqui, sabe superficialmente sobre a música daqui, inclusive eu. Quem já morou aqui, quem sabe relembra (ou esquece de vez, depende). Quem nunca ouviu falar, vai saber pra depois nunca mais querer saber de novo.

Muita gente conhece a música brasileira, americana, européia, um pouco de outros países menos cotados. Mas a música japonesa - sem ser o enka e outras tradicionais, que infelizmente conheço muito pouco - tem também o lado "sinistro" da coisa.

Pra quem pensa que os cantores e cantoras daqui são comportados, é que eles tentam disfarçar, mas todo mundo sabe, que enquanto o mundo for mundo, sempre aparecerá o "outro lado da vida" ( e não estou falando do filme "Ghost").

Se preparem que a partir de segunda feira a autora vai surtar e passará o lado curioso, sinistro, divertido, e algo mais dos artistas da música japonesa (ou j-pop como queiram, acho mais fácil de escarafunchar, ops, procurar sobre isso).

E com direito a alguns videozinhos (isso se não desabilitarem de vez).

Nota: agora que este sítio fecha de vez...

Saturday, October 24, 2009

Plantão Piggy Sakura: Promessa Cumprida!


Desde que estou aqui no arquipélago, dá pra contar nos dedos quantas vezes pedi ou comprei pizza nas redes daqui, como Pizza Hut, Pizza-La e Domino Pizza. Quando morava em Minamiashigara (quase perto de Odawara, Kanagawa), a Pizza-La ficava perto de casa, mas quem pensou que eu e namorido kinguio passávamos lá todo sábado ou domingo porque a preguiça de cozinhar batia, errou feio.

Quem mora aqui sabe como são as pizzas daqui: massa fina feito papel, cobertura exótica como frutos do mar, teriyaki, berinjela... Mas temos as tradicionais de queijo por exemplo. Mas eu sinto falta mesmo da famigerada pizza de frango com catupiry. Nas minhas férias (curtas) no Brasil, quase matei minha futura sogra de susto ao pedir duas pizzas de frango com catupiry e mais uma que eles preferiam.

Quando mudamo-nos para Yokohama, sete anos atrás, ao descobrir que tinha além da Pizza-La, tinha a Pizza Hut e Domino Pizza. Sempre falava pro namorido kinguio toda vez que deixavam o folheto das pizzas pra entregar em casa que um dia iria comprar uma pra gente.

E toda vez que a gente recebia a cebola... ops, o salário, eu pensava em comprar uma pizza com bordas recheadas, sei lá.

Depois de sete anos, cumpri a promessa: passamos hoje na pizzaria e comprei uma pizza meio queijo e meio bacon com borda recheada. E com queijo frito como complemento. Nem precisa dizer que tudo acabou-se em menos de duas horas...


Tudo devidamente devorado em questão de duas horinhas....

[Discoteca Básica do Empório]: Legião Urbana - Mais do Mesmo


Início dos anos 80 no Brasil. A ditadura ainda existia, embora muitos presos políticos anistiados, mas o voto direto era sonho distante. Censura então, corria solta. Criticasse a política, falasse sobre a real situação do país, mensagens subliminares então... já era motivo de ir preso era pouco.

Brasília, capital federal, foi um dos palcos de muitas bandas de rock brasileiro nos anos 80. Influenciados pela cena punk vinda do exterior (com um certo atraso), a música, letra e atitude combinavam perfeitamente para os jovens vindo da pesada mão da ditadura militar.

Um dos grupos vindo da safra "bandas de Brasília", foi o grupo Legião Urbana. Formado inicialmente em 1982 com Renato Russo, Marcelo Bonfá, Paulo Paulista e Eduardo Paraná, apresentaram-se com esta formação em Minas Gerais, mas logo depois os dois últimos integrants sairam e cederam lugar para Dado Villa-Lobos e Renato Rocha.

Logo após gravarem uma fita demo durante o show em 1983 no (famoso) Circo Voador, no Rio de Janeiro, a gravadora EMI interessou-se pelo som do grupo - que misturava entre o punk, letras de protesto e crítica e canções de amor (sem soar "brega") - e os contratou.

Por treze anos (1983 a 1996), o grupo manteve a linha entre o rock de protesto e canções sensíveis, misturando alegria e depressão, vida e morte. Muita gente que viveu os anos 80 e 90, quando o rock brasileiro teve seu auge e boas bandas que surgiram, sabe disso. Embora no final dos anos 80, quando o vocalista e compositor Renato Russo entrou em depressão (e quase se matou), as músicas do Legião tivessem ficado mais "pesadas" para o tipo de som que faziam no início, o grupo manteve (e mantém) fãs fiéis.

A discografia do grupo é pouca pelo tempo que durou, mas as músicas cujo conteúdo é o que ficam. Ficaria difícil fazer um "best of" do grupo, pois cada disco era uma fase totalmente distinta da outra. E escolher o melhor pra este artigo mensal que a autora faz, fica pior ainda (vivi essa época e sei como é), se bem que, na minha opinião, ainda fico com "As Quatro Estações" (1989).

"Mais do Mesmo", lançado em 1998, na verdade nem era para ter saído, pois os dois membros remanescentes - o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá - não queriam. Mas acabaram cedendo sob uma condição: que ficasse apenas um ano no mercado. Mas sabe como é: empresta aqui, baixa acolá, a pirataria correu solta depois que acabou o prazo. Acabaram por deixar voltar distribuir o album novamente no mercado.

São dezesseis faixas que foram compiladas dos oito álbuns (não significa que foram duas músicas de cada), mas fica aquele gosto "faltou isso" ou "faltou aquilo", mas quando se trata de uma coletânea, nada é 100% perfeito.

Os politizados "Geração Coca-Cola", "Indios", "Que País é Este" (o verso final "o país vai ficar rico/ vamos ganhar um milhão/ quando vendermos todas as almas/ dos nossos índios no leilão" fica claro o quanto já desde aquela época estava a situação do país), "Perfeição" (um verdadeiro contraste entre as tragédias e o final de esperança); as de cunho amoroso "Será", "Ainda é Cedo", "Tempo Perdido", "Giz"; envolvendo crise emocional "Há Tempos", "Pais e Filhos" (a preferida de muitos jovens, muito embora Renato dissesse várias vezes - inclusive lembro no programa extinto "Matéria Prima" - que "não entendo como vocês gostam tanto de uma música que fala de suicídio!"); a adolescência "Dezesseis" (descreve claramente as consequências de um racha); novelinhas "Eduardo e Monica" (os opostos se atraem de uma forma muito divertida); "Faroeste Caboclo" (cento e cinquenta e quatro versos que não se repetem, com direito na época a um sonoro piiiiiii em um deles); a depressiva "Vento no Litoral"; a confessional "Meninos e Meninas" (foi quando Renato assumiu sua preferência sexual); a calmaria "Antes das Seis". Sim, faltaram "Angra dos Reis", "Metal entre as Nuvens", "Teatro dos Vampiros"...

Mesmo treze anos após sua morte, as músicas de Renato Russo ainda acabam sendo influência de muita gente. Embora não tenha sido o melhor, mas até agora não se ouvia tamanha veracidade nas letras cantadas com sentimento. Por mais que o grupo se divida entre "eu gosto" e "eu odeio".

Não estou conseguindo disponibilizar os videos, então, antes que retirem de vez, vale a pena (re)lembrar algumas músicas:


- Perfeição (do álbum "O Descobrimento do Brasil").

- Angra dos Reis (do álbum "Que País é Este - 1978/1984").

- Pais e Filhos (do álbum "As Quatro Estações").

- Faroeste Caboclo (do álbum "Que País é Este - 1978/1984").

- Eduardo e Monica (do álbum "Dois").

Friday, October 23, 2009

O que a gente acaba lendo na internet...



Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil: Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale, estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e cruzou os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram a luz e confirmou que mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.

(Nota da Autora: se for assim, eu teria então a grande probabilidade de deixar muitos herdeiros, pois pra quem tem um metro e cinquenta e tantos, alguns (muitos) quilos acima do ideal, ter pressão despencando a ponto do médico perguntar como é que ainda estou viva e colesterol baixo graças a Deus... Isso porque o pesquisador é um homem, queria ver ele estar na nossa pele pra saber se ia falar isso ou não...)

Pessoas feias ganham menos: Nos teste realizados, a produtividade das pessoas consideradas bonitas foi a mesma que as “comuns”, mas elas mostraram muito mais confiança, característica atraente para os empregadores, informa a pesquisa da Why Beauty Matters, publicada pelos economistas norte-americanos Markus M. Mobius e Tanya S. Rosenblat na revista American Economic Review.A avaliação final mostra que de 15% a 20% da vantagem da beleza provém da autoconfiança. A comunicação oral contribui com 40%, e a visual com outros 40%.
(Nota da autora: a pesquisa só pode ter sido feita numa agência de modelos que precisam de gente muito mais do que bonitas, só pode!)

Malabarismo aumenta o poder do cérebro: Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisaram 24 adultos que não sabiam fazer malabarismo durante um período de seis semanas.Os participantes foram divididos em dois grupos - o primeiro recebeu seis semanas de treinamento de malabarismo e praticaram a atividade 30 minutos por dia. O segundo grupo permaneceu sem a atividade.Os resultados indicam que os adultos que praticaram malabarismo apresentaram um aumento de 5% na chamada massa branca. O aumento foi identificado na parte posterior do cérebro chamada de sulco intraparietal, que contém nervos que reagem quando tentamos alcançar objetos incluídos na visão periférica.

(Nota da Autora: Então, se mais dia menos dia eu aparecer no Teste Anual de Proeficiência Japonesa andando de monociclo e fazendo malabarismos com objetos, posso dizer que estou exercitando meu cérebro, pra ver se entra no tranco na hora de fazer a prova?)

Ser malvado ajuda você a ganhar mais: Pesquisadores da Universidade de Essex, Inglaterra, estudaram a personalidade de 3 mil homens e descobriram que os que tinha comportamento mais agressivo e predatório, ganhava em média 6% a mais do que os colegas considerados legais.
(Nota da Autora: Se o seu, meu, nosso chefe disser que ganhou promoção, desconfie: no mínimo deve ter posto limonada purgativa no suco/café/chá/qualquer bebida do superior dele...)

Fontes: G1, Unesp, Superinteressante, Folha de São Paulo e vistos aqui.

Brincando no serviço? Não, exercitando o cérebro....

Thursday, October 22, 2009

Se Vaidade Matasse...


... eu já tinha ido desta pra melhor faz muito tempo.

De um ou dois anos pra cá, do nada, ou talvez numa revista da an-an sobre maquiagem, acabei munindo uma necessaire com 90% da linha da Mary Quant - desde limpeza facial a maquiagem quase completa (digo quase pois eu quase nem uso lápis pra contorno de olhos, rímel e lápis de sobrancelha). E quase todo dia (exceto meu dia de folga, a não ser quando vou levar kinguio pra passear) eu "reboco a cara".

Na verdade é um rosa bem mais forte, mas claridade + posição da câmera do celular = rosa claro cintilante (esmalte da marca OPI, não sei que cor era realmente, gomen Gesiane - que adora uma unha bem pintada)


Isso sem falar que, outra coisa que dificilmente eu faço, mas quando dá aquele estalo de que "de vez em quando faz bem", é ir em manicure ou eu mesma (arriscar) a fazer as unhas. Pelo menos as pouquíssimas vezes que fui, nunca arrancaram a carne junto.


Mas o que não dispenso é perfume. Nisso podem dizer que sou mão de vaca ou não sei variar, mas como dizem que perfume é a personalidade da pessoa... Sim, há mais de sete ou oito anos uso o mesmo perfume: Eternity, do estilista americano Calvin Klein. O tradicional de caixa branca. Se bem que eu já usei a edição limitada "Eternity Moment", de caixa rosa, o que estou penando até hoje pra encontrar aqui no Japão (muito embora eu já usei alternadamente "Tommy Girl", do Tommy Hilfiger e "True Love", da Elizabeth Arden, outro que pra encontrar terei que andar Harajuku inteira, pois na loja que costumo comprar - mais barato - já não tinha mais).

Eternity by Calvin Klein, perfume que a autora usa fielmente por sete (ou oito?) anos... Se quiserem presentear a autora no próximo (des)aniversário, eis uma dica...

Quanto a quesito de roupas... Isso ficaria pr'uma outra história.


(*) Este post foi somente encheção de linguiça (ai, que vontade de colocar o trema...), pois hoje estou sem nada pra postar mesmo. Isso também porque fiquei dois dias com a mão esquerda inchada, não me perguntem como aconteceu, mas fui ao médico e estou melhor - a custa de três comprimidos por dia e emplastros na mão...

Monday, October 19, 2009

Café na Faixa e Acompanhamentos pela Manhã


Bem, eu falei que voltava, mas todo mundo sabe que a semana começa no domingo. Ou na segunda? Bem, pra quem trabalha até no domingo sim, domingo não, a semana pra mim começa no domingo. Deixemos o trava linguas de lado, vamos lá...

O motivo da semana passada ter postado muito pouco do que eu costumo fazer, é que felizmente continuo trabalhando. Mas sabe quando até na minha quinta de folga eu tenho compromisso e fico literalmente o dia todo fora de casa mesmo... Trabalho, sono atrasado, ida pra Tóquio com namorido e com direito a seis mil contos e um ponto a menos nas carteiras (tudo por conta de navegador defasado, dirige muito pouco e faz contorno onde não se deve), conversa com primo até duas da manhã a base de café de graça no McDonald's...

Pára tudo!!! Cuméquié?!


Sim, quem costuma passar em frente ao McDonald's, tem promoção quase sempre. Quem possui celular, pode-se conseguir cupons de desconto através do site. Cadastro gratuito, mas paga-se os packets, portanto, quem não possui plano de internet - paga-se tanto e use a vontade - façam o favor de solicitar na sua operadora mais próxima de você pra não reclamar e chorar depois. Bom, sobre o café "de grátis"...

Do dia 2 a 22 de outubro (portanto gente, corram!), todas as lojas do McDonald's dão café de graça para as cem primeiras pessoas que forem no horário da promoção. Esta semana, está sendo das oito às nove da matina, horário que o povo está se estapeando pra pegar o trem pro trabalho. Quem adora café como eu, aproveitem senão sabe lá quando vai ter nova promoção destas. Detalhe: só um por pessoa, mas na noite que eu, namorido e primo dele fomos lá, o terceiro conseguiu três porque ele falou que o casal que estava do lado de fora esperando estava junto, entendem?

Pra quem me conhece, e sempre falei, a minha promessa de diminuir o consumo de café vai sempre pras cucuias quando promoções e alguém me convida pra isso. Ainda mais que aqui já está esfriando um pouquinho.

Falando em café de manhã, eu tenho o costume de toda santa manhã, a primeira coisa depois que acordo é ligar a TV e deixar no noticiário (costumo ouvir/ver o "Mezamashi Seven" e "Tokudane Times", ambos da FujiTV) enquanto estou fazendo as coisas que precisam ser feitas pela matina. Uma das notícias até achei entre o interessante e o divertido. Vamos em frente...

Lembram do ex-premiê Junichiro Koizumi? O "Richard Gere" japonês? Que gosta do X-Japan e Elvis Presley? Depois de dois mandatos, resolveu se aposentar da vida política. Se bem que conseguiu transmitir a herança política pro filho mais novo, o Shinjiro, que tentou ser candidato a uma vaga no parlamento, mas fica pra próxima (pois o mais velho, o Kotaro, o negócio dele é o show business). Bem, voltando ao ex-premiê.

Como agora ele está aposentado, livre da política, nada mais que aproveitar a folga e ser dublador pro próximo filme da safra, ops, saga do Ultraman (lembram?). Isso porque ele não queria, mas por insistência do filho caçula, aceitou o convite da produtora pra dublar a voz do patriarca do clã Ultraman, cujo filme sairá no final do ano. Por que Junichiro Koizumi? Segundo a produtora, ele tem uma voz marcante, bom de discurso, ideal para o personagem. Sei...

Pra quem durante o mandato lançou um álbum de músicas "Junichiro Koizumi presents My Favorite Elvis Songs" em 2002... Calma, o ex-premiê não canta, no livreto ele comenta cada música do álbum...

Falando em gente que foi pra não voltar mais, exceto nos noticiários de tudo quanto é lugar, ainda a novela do Michael Jackson. Eu sei que muita gente vai falar: "caramba, o homem já faleceu, finalmente foi enterrado e ainda estão falando dele?" mas não sei se vocês lembram que ele gravou os ensaios pro show que iria marcar sua volta triunfal? Pois bem: dia 28 de outubro estreará nos cinemas o documentário "This Is It". Até aí, vamos dizer "vamos engordar o cofrinho pra poder pagar a pensão dos filhos, despesas funerárias, do show cancelado, e tudo o mais", mas que o nome da música que leva o título do filme, inédita não era, e o coautor Paul Anka levou parte do dinheiro... ops, direitos autorais.

E na premiere que haverá dia 27 de outubro, em Los Angeles, entre os artistas convidados (como de costume) Mariah Carey, Diana Ross, Madonna, Beyoncè e Elton John, estará também - acreditem, pois nem eu acreditei - Masahiro Nakai. Sim, ele mesmo. O líder do quinteto SMAP (que dança muito bem, excelente apresentador, fanático torcedor do Yomiuri Giants (tanto que, chegou a atrasar um ensaio no programa pra assistir ao jogo ahahah), foi dispensado, ou dispensou, pensem como quiser, da Kumi Koda, mas canta mal pra caramba) foi convidado a ir na premiere nos Isteites.

Tudo porque Nakai confessou ser fã do astro falecido, tanto que em junho de 2006, durante uma ida ao Japão pro evento do MTV Awards daquele ano, Michael Jackson apareceu de surpresa no estúdio onde o grupo ensaiava. E o quinteto de nada sabia, não foi nada combinado. Tanto que no especial reprisado no dia 29 de junho, o grupo estava tão impressionado com a visita surpresa que ninguém conseguia falar. Cá pra nós, se o Sir Macca aparecesse na minha frente eu também ficaria sem saber o que falar na hora.

Saturday, October 17, 2009

Vou mais volto logo

Amigos e amigas leitores fiéis deste amado sítio, eu sei que estou devendo posts para atualizar, mas como esta semana está sendo "aquela semana", eu volto, se tudo der certo, na próxima semana.

Não, não vou viajar, antes fosse.

Justamente esta semana tenho trabalho, por isso só passando aqui pra deixar um recado.

Calma que semana que vem voltaremos a programação (quase) normal...

Enquanto isso, vão relembrando as matérias anteriores...

Tuesday, October 13, 2009

Vale a Pena Ler de Novo Ou: As Dez Postagens mais comentadas, o retorno) - Parte Final


Amigos e amigas leitores deste amado sítio que, bem, fala-se de tudo um pouco mas de Yokohama que é bom, nada. Dando a sequência final da série que iniciei em setembro e ao invés de acabar antes, vai terminar agora. Mas também como ninguém pediu, mas a autora insiste, vamos lá pros três mais comentados até hoje...

3) Guia (furado) de como aproveitar um show e os comentários dos mais comentados (vê se pode!): Como todo mundo já está esgotado de saber, sou fã assumida do Masaharu Fukuyama, e daí? Bem, depois que eu vim pra cá, eu fui quatro vezes em show (sendo três vezes do Fukuyama, o que eu posso fazer?), e mesmo assim eu nunca aprendo. Dei as dicas, mas se eu vou segui-las no próximo show que irei em novembro, do grupo escocês Franz Ferdinand, eu conto depois. E ainda por cima, o pessoal não me perdoou e mandou ver nos comentários no tópico dos mais comentados, o que acabou entrando no top 3 deste artigo...

2) Falou em comida, o pessoal comenta mesmo! Eu percebi uma coisa: se eu falar de comida, pode ter certeza que a caixa de comentários fica lotada. Falei dos salgadinhos de boteco - coxinhas, risoles, empadinhas -, e das guloseimas que marcaram nossa infância. Isso no que dá eu ficar muito tempo aqui, que, apesar de encontrar outras guloseimas e variedade de pratos, encontrar salgadinhos de boteco como falei, é mais difícil que encontrar feijoada. E eu adoro feijoada...

1) O top one: Melancias!!! Embora eu não seja tão fã de melancia como a Magali, namorido kinguio, Bah, Diogo e companhia ilimitada, no verão a fruta é mais frequente como os pessegos e melões. Mas parece que os agricultores daqui, não sei se é porque cansados de ver o mesmo formato todo ano, resolveram inovar: aí resolvem criar melancias quadradas, piramidais, em forma de coração... Não duvido muito se resolveram criar melancias em forma de Pikachu, Dragon Ball (sugestão da Bah, se os agricultores lerem isso, a patente é dela ahahahah) ou de forma invertida, como o Leosan disse (por dentro listradinho e por fora vermelha)...

Eu pensei que o pessoal fosse comentar mais sobre os dois vídeos que postei - duas esquetes do programa semanal "SMAP X SMAP" que passaram em 2000 ou 2002, não lembro, nas quais 3/5 do grupo (Goro Inagaki, Masahiro Nakai e Shingo Katori) apareciam vestidos de melancia, cantando e dançando a musiquinha "Suica no Meisanchi" em lugares inusitados, como dentro do trem e num escritório (este, foram as cenas que não deram certo). Ledo engano: 90% foram sobre as melancias em si, pois 10% foram do vídeo (que a Elisa e a Andrea Inoue morreram de rir).

Um dia, namorido me interna se eu cantar "Suica no Meisanchi" pela enésima vez só pra torrar a paciência dele ahahahah.

Não se assuste se um dia menos dia encontrar alguém vestido de melancia...

Sunday, October 11, 2009

Galileo ou Goroleo?!


"Galileo", novela japonesa que passou na FujiTV nas noites de segunda, entre o fim de outono pra começo de inverno de 2007, trazia um enredo policial, com mistério e uso de conhecimentos científicos, tanto que ganhou um especial de TV ("Galileo 0" (zero)) e até filme.

Eu assisti a alguns episódios, mas como passava às nove da noite, era difícil acompanhar, pois saio do serviço neste horário e nem com o meu "moderno" celular com TV embutida dava certo. Restou esperar sair em DVD (ou alguma boa alma caridosa disponibilizar nos torrents da vida) para poder assistir. Mas agora falta um pouco de tempo, isso porque eu tenho ainda três novelas pra assistir e devidamente torrentados...

Pra quem não lembra ou não sabe (fica valendo mais a última alternativa...), a novela, baseada em um livro de Keigo Higashino, tratava de casos misteriosos de crimes e uma investigadora da polícia pede ajuda a um renomado e inteligente professor de uma universidade para resolver os mistérios. A novela teve nove episódios, protagonizados por Masaharu Fukuyama (o professor Manabu Yukawa) e Koh Shibasaki (a investigadora Kaoru Utiumi). Cada episódio era um caso a ser resolvido com direito a convidados especiais.

Bem, pra não variar, obviamente teria alguém pra fazer a devida paródia, pois o cacoete do professor Yukawa era ficar com a mão no rosto, como se estivesse empurrando os óculos. E não é que fizeram mesmo?

"Goroleo", uma das esquetes no programa semanal "SMAP X SMAP", parodiava na cara de pau mesmo uma das cenas. Primeiro, o grupo parodia várias novelas, séries, programas e até eles mesmos da mesma emissora se possível, sem dó nem piedade (nem "Sex and the City" escapou). Segundo, a novela "Galileo" passava no mesmo dia que o programa deles, claro que antes. Sem falar que no quarto episódio, Shingo Katori faz uma aparição especial. Não me pergunte se foi antes ou depois da paródia.

Adivinhem quem fez o quê nesta paródia... (se eu falar, vai dar muito na cara)
Qualquer semelhança com a novela original é mera paródia. Kaoru Utiumi (Shingo Katori , dá muito na cara, literalmente) e Manabu Yukawa (Goro Inagaki, se não fosse o fato de ser canhoto - vide a hora que ele coloca café - passaria despercebido e muita gente pensaria que era mesmo o Masaharu Fukuyama). Só postei isso porque achei até a paródia muito bem-feitinha...

Saturday, October 10, 2009

Os Programas Infantis que Educavam

Semana Especial do Dia das Crianças

Quando tinha meus quatro, cinco anos, eram poucos os programas infantis. Sabe como hoje, ter um(a) apresentador(a) num auditório lotado de crianças pra entreter com jogos... Era raro ter apresentadores como hoje, mas desenho animado tinha à beça. Mas como já faz muito (e bota muito nisso) tempo que eu nem pego uma vinheta desses programas, fica difícil comparar quando eu assistia e os de agora.

Globo Cor Especial (1973, por aí...) Estava na fase que era divertido ver do que entender, quando a Rede Globo passava os desenhos animados, à tarde, antes da novelinha das seis (o que geralmente eram obras adaptadas da literatura brasileira, ô, tempo bom esse!). E na vinheta de abertura, uma verdadeira paródia com os desenhos em si. A musiquinha de Marcos Valle e Nelson Motta :"Não existe nada mais antigo / de que caubói dar cem tiros de uma vez/ a vó da gente deve estar com saudades do zing-pow / e do cinto de inutilidades..." ficou na cabeça de muita gente quem viveu aqueles tempos. Inclusive da pessoa que vos escreve...

Vila Sésamo (1972): Não assisti mas meu irmão mais velho, sim. Ainda do tempo que TV era preto e branco, e a Rede Globo estava engatinhando. Foi boa a idéia da produção daquela época adaptar um programa infantil dos Isteites - o "Sesame Street". E aqui tornou-se o "Vila Sésamo", trazendo os atores Paulo José, Armando Bogus, Aracy Balabanian e Sônia Braga (sim, antes de ela ser "Gabriela"). Pra quem não sabia ou lembra, o Garibaldo (interpretado por Laerte Morrone) era... azul! No tempo da TV preto e branco, se fosse na cor original (amarelo), ninguém ia perceber. Embora tivesse passado na época mais pesada da infame ditadura militar, certamente passavam muitas mensagens subliminares, mas como se tratava de um programa infantil, passaram batido. Ainda bem. Além do Garibaldo (Big Bird), trouxeram Enio e Beto (Arnie e Bert) e o Come Come. Em 2007 fizeram na forma original americana, mas a versão dos anos 70 muita gente acha o melhor.


Os Programas Educativos da Rede Cultura: Bambalalão, Glub Glub, Ra-Tim-Bum e Cocoricó; X-Tudo, No Mundo da Lua, Castelo Ra-Tim-Bum, Anos Incriveis; Doug, o Mundo de Beakman... Eu confesso: assisti a todos eles. E não tenho vergonha em assumir que eu assistia aos programas junto com meu irmão mais novo e não era desculpa de estudo de magistério, pois quando a maioria dos programas apareceram na Rede Cultura (uma das melhores emissoras educacionais que já vi, mas uma pena que necessita de patrocínio público, sabe como é...). Quem não se lembra da Gigi, dos dois peixinhos Glub Glub, o Castelo Ra-Tim-Bum (lembram do Nino, uma criança de mil anos de idade?), Lucas Silva e Silva e seu gravador que registrava suas histórias, o cientista Beakman e a forma mais simples e descomplicada de entender Física, Matemática e Química, Kevin e seus problemas pré adolescente nos anos 60, Doug Funny e Costelinha... Atire o controle remoto quem nunca assistiu e gostou dos programas desta emissora...


TV ColOsso (1993, por aí...) Imagine uma emissora de TV comandada por... cães! Foi isso que os redatores - incluem aí a trupe do Casseta e Planeta, os cartunistas Adão, Glauco, Laerte, Angeli - pensaram em fazer. Com a apresentadora Priscila (uma sheepdog), o faz-tudo-e-quebra-galho Gilmar; Walter Gate; o puxa-saco Capachildo Capachão; Castilho, o namorado brega da Priscila; Jaca Palladium, o chef da cozinha de sotaque francês que encerrava o programa sempre atropelado pelos funcionários mortos de fome, afinal, o programa realmente terminava antes do meio-dia. Muito embora os trocadilhos não fossem entendidos por crianças, o fato do programa utilizar bonecos em forma de cães para agradar a elas. Afinal, elas já estavam cansadas de ver uma certa apresentadora entrando e saindo de uma nave espacial de segunda a sexta-feira.

Acho que foi assistindo esse programa com meu irmão é que minha mãe, quem diria, assistiu a "Caverna do Dragão" do início ao fim.

Globinho (1980, eu acho) Era um dos programas que eu assistia antes de ir pra escola. Passava de manhã e eu estudava à tarde, então dava tempo pra assistir. Era um formato de telejornal voltado ao público infanto-juvenil, com dicas de ecologia, literatura e também desenhos animados, como a família Barbapapa e as animações em massinha, vindas da Escandinávia. A apresentadora que mais marcou a época da "Globinho" foi Paula Saldanha.

Hoje em dia, não encontro mais programas como esse. Que instrui e diverte ao mesmo tempo. Bem, aqui no Japão, a rede estatal NHK tem um canal somente dedicado a parte educacional. Como se fosse a Rede Cultura. Um dos programas que eu costumava assistir quando dava tempo era ao "Pitagoras Switch", que faziam várias engenhocas com sucata. E pra quem tem filhos beeeeeeeem pequenos, o "Okaasan to Ishoo". Se souberem o que passa de novo na TV tanto aqui, como no Brasil, ou fora de ambos, informe a autora lesada na caixa de mensagens...

Thursday, October 08, 2009

Plantão Piggy Sakura 2: Tufão No. 18 ou Melor

O tufão número 18 (mais conhecido como Melor, que significa "jasmim", em malaio - fonte via Folha de São Paulo...) já passou por aqui, o que deixou muitos lugares alagados, muitas casas destelhadas, muita terra nos quintais, e o caquizeiro do quintal do vizinho com as frutas intactas. Do tipo: o tufão tem força pra derrubar até caminhão de 5 toneladas, mas não tem força pra derrubar os caquis da árvore vizinha de casa...

Depois do meio-dia, como eu e namorido kinguio estávamos de folga, resolvemos dar uma ida pra Enoshima, só pra dar uma espiada na praia e o resultado do tufão. Como já fazem dez anos que moramos em Kanagawa, sendo sete em Yokohama, sabemos o que as ondas deixaram na praia...

Uma pena que não deu pra eu tirar as fotos da praia, pois as ondas estavam muito fortes, nem dava para sair da calçada que separa a rua da praia em si. Portanto, algumas fotos que tirei, ficaram meio distantes porque 1) as ondas estavam fortes, nem dava pra chegar mais perto e 2) não levei a câmera e tirei tudo pela do celular, portanto, ninguém reclame que a qualidade está "maiomeno" e muito distante, afinal, qual a real função de um telefone celular?


Sério: o tufão foi tão forte que por pouco não vira um tsunami. Tem aquela ilhota onde fica o farol de Enoshima, onde tem o comércio, restaurante, e alguns moradoes, o pessoal ficou literalmente ilhado. Imagino se as casas não foram invadidas pelo mar devido a força do vento. Só pra ter uma idéia: na praia tinha tanta tralha, que vem desde bolas até mesa de ginástica. Nem deu pra tirar algumas fotos pra registro...


Pelo menos à tarde, quando passamos pela praia, as ondas estavam fortes. Nem surfista teria coragem de "entubar" as ondas. Mesmo porque seria muito perigoso. Além disso, ainda o mar estava levando e trazendo tanta coisa que realmente ficaria difícil os surfistas encarar as ondas e o lixo...

Isso sem falar que os trens todos pararam/ atrasaram, causando transtorno para a maioria que saiu de casa pra ir trabalhar. Por um lado, ainda bem que hoje estávamos de folga. Por outro, nem queremos ver o dia seguinte...

Plantão Piggy Sakura: Tufão No. 18


Está previsto a chegada do tufão número 18 (sim, no Japão, diferente dos outros países, eles "batizam" os tufões com números) na região Tokai (Aichi, Shizuoka) e Kanto (Kanagawa, Tóquio, Chiba).

Como disse Elisa (do Elisa no Blog), tufão dá pra gente saber com antecedência, dando tempo pra voltar logo pra casa, proteger-se, fazer barricadas pra não entrar água, mas terremoto não, pois pode acontecer mais cedo ou mais tarde.

Portanto, amigos leitores deste blog, não fiquem assustados com o exagero dos noticiários, principalmente do exterior, que só falta exibir um vídeo ilustrativo com casas e até vaquinhas voando (alguém aí assistiu ao filme "Twister"?).

Dependendo do tufão, como vêm do sul pro norte, quando chegar próximo ao Monte Fuji, pode virar uma brisa com garoa.

Agora, neste exato momento, em Yokohama, está chovendo muito e ventando. Esperemos que passe logo. E esperemos que não seja igual ao tufão que assolou a região Tokai ( o famoso Isewan-taifu, provocado pelo tufão Vera, em 1959), que pereceram cerca de 4 mil vidas.


Se nos noticiários fora do Japão exibirem estas imagens, não se iludam: qualquer semelhança, é 100% de puro exagero.

Wednesday, October 07, 2009

Rata (o) de Livraria ou Traça de Biblioteca


Semana Especial do Dia das Crianças

Desde que aprendi a ler (embora sejam os gibis da Turma da Mônica), minha mãe me estimulou a ler e ler mais. Desde os gibis que meu pai semanalmente comprava pra nós até placa de trânsito eu tentava decifrar. Agradeço a eles por eles terem deixado a ler (e muito) gibis, pois quando entrei no primário, comecei a ler aqueles livrinhos da Ediouro, que meus professores traziam para a gente ler.

Daí pra frente, o estrago estava feito: toda semana, um livro pra casa. Com figurinhas, como toda criança gosta. Meu irmão mais velho (tudo bem, dois anos, vai) trazia os livros da biblioteca da cidade pra ler. E eram os livros do Monteiro Lobato, de capa dura, tamanho A4, ilustrados por Manoel Victor Filho (a primeira edição foram ilustrados por Belmonte). Não lembro qual foi o primeiro que li da série "O Sítio do Pica Pau Amarelo", mas foi a partir disso que comecei a frequentar a biblioteca da cidade e da escola.

Daí vieram os livros da série "Vaga Lume", pra quem já estava entrando na fase "não-sou-mais-criança-mas-também-não-sou-adulto". Eram histórias de aventuras, suspense, mistério, romance escritos pelos melhores autores da literatura brasileira, como Marcos Rey, Origines Lessa, Maria José Dupré, Francisco Marins... Só pra constar, o pessoal da minha faixa etária cansou de ler "O Escaravelho do Diabo", "O Mistério da Borboleta Atíria", "A Ilha Perdida", "Eramos Seis" (virou até novela), "O Feijão e o Sonho"... até as páginas cairem de tanto serem manuseadas.

E pensam que eu parei por aí? Li sim, os livros de Ziraldo. "O Menino Maluquinho" fez parte da minha leitura não-obrigatória no magistério (existe uma coisa que eu detesto é ler por obrigação). Outro do Ziraldo que gostei foi "Meu Amigo, o Canguru". Pelas histórias e pelos desenhos. Gosto de livro infanto-juvenis, e quando cursei o magistério, eu emprestava livros assim na biblioteca com o pretexto de que eu iria usar na aula, mas como as bibliotecárias me conheciam muito bem, elas sabiam que não era bem pra isso.

Eu gostava, sabem. Assim como até vir pra cá, tinha meu hábito de emprestar na biblioteca. Depois, eu leio quase que regularmente. Os livros infantis do Japão têm muito o lado educativo e o lado histórico. Claro que eu conheço bem as histórias de Momotaro, Kintaro, Kaguyahime e Urashima Taro, minha mãe contava. Tinha outras que eu desconhecia, graças ao curso que faço...

Sinceramente: desconheço hoje o que estaria tendo de novo em matéria de livros infanto-juvenis. Mas aposto que uma parte fala sobre ecologia, meio ambiente, cidadania. Se bem que, os livros que eu lia tinham esses assuntos de forma muito subliminar, talvez devido à época que foram lançados (na pós guerra e durante a ditadura militar, quem abordasse determinados temas, no mínimo era preso).

Uma coisa é certa: ler, estimula a imaginação e incentiva a cultura.

Um dos primeiros livros que comecei a ler ainda mal ter entrado no primeiro ano primário.

Tuesday, October 06, 2009

Desenhos Animados Antes do Politicamente Correto

Semana Especial do Dia das Crianças

Dando sequência a semana das crianças (no Brasil, não sei no resto, mas aqui já passou...), vamos assistir a um desenho animado. Coisa de criança? Claro que não. Quem tem filho, sobrinho, irmão bem menor que você, sabe: não tem como não resistir e sentar ao lado deles pra assistir. Certo que quando meu irmão era muito novo, eu não gostava tanto assim dos Cavaleiros do Zodíaco, mas ele gostava da "TV Colosso", por isso que eu assistia. E acreditem: minha mãe adorava era "A Caverna do Dragão".

Já falei em alguns posts anteriores, que eu adorava, e ainda adoro desenho animado. Das antigas, preferencialmente. Se tivéssemos um kinguiozinho ou uma leitoazinha, ops, filhinhos, com certeza a gente ia assistir muito desenho animado. Desde os educativos até os antigos, como o Pica Pau, por exemplo. Nessa altura do campeonato, o pessoal do politicamente (chato) correto irá me internar se lerem isso, mas os desenhos que hoje chamam de "um malefício pras crianças" é que eram os melhores.

Eu já contei que, quando tive que ficar quarenta dias de molho em casa, de cama, devido a uma hepatite, passei minhas férias de verão assistindo desenho animado, nos bons tempos que a Rede Tupi estava no auge (pronto, agora entreguei de vez minha idade). Assisti muito ao Pica Pau, Pernalonga, Tom e Jerry, praticamente quase todos os desenhos do Hanna-Barbera. Na minha infância-adolescência assistia também ao "TV Globinho" (quem aí lembra da Paula Saldanha?), educativos da Rede Cultura...

Mesmo na adolescência, assistia ainda programa infantil (em partes devido ao fato de ter cursado o Magistério: pra discussão em classe, olha a desculpa), mais pelos desenhos do que o programa em si. Já tinha um irmão caçula e ele gostava dos desenhos animados (do que as apresentadoras, mas vai saber). Se a gente se importava com os desenhos do Pica Pau que hoje seriam politicamente incorretos?! Desde que os pais expliquem que isso não passa de diversão, tudo bem.

Se desenho animado dos anos 40 a 70 fossem influenciar as crianças daquelas eras com explosões, piadas de humor negro, pancadaria, então hoje eu seria uma terrorista de primeira classe. E como eu não vivo colocando bombas nem enchendo de pancada, eu continuo assistindo aos desenhos daquelas eras. Não que eu não goste dos atuais, mas alguns são tão cheios de moral, de isso e aquilo que ao invés de ser algo divertido, torna-se chato.

Como disse: se os pais souberem explicar aos filhos que, por exemplo, o desenho do Pica Pau e a auto estrada é somente diversão e que na vida real isso nunca deve ser feito, claro que depois os filhos vão saber que desenho animado foi feito pra divertir. Alguns pra instruir, pra ficar mais fácil de entender (vide os desenhos que passam na Rede Cultura no Brasil), não sei se lembram também daquele desenho da Disney, no qual o Pateta faz um personagem de dupla personalidade (em que ele era o pedestre certinho e o motorista monstro) para explicar sobre como uma pessoa se transforma quando se entra num carro.

Tem os programas infantis, mas isso ficaria pra um post oportuno...

Querem saber mais? Por quê não alugar um desenho "das antigas", ver se está reprisando... Na minha humilde opinião: se desenho animado fizesse mal às crianças, então teríamos um monte de terroristas mirins no mundo. E como não temos...

Se fossem seguir o "politicamente correto", nem poderiam exibir "The Simpsons", mas como já vai quase vinte anos de audiência, vamolá...

Monday, October 05, 2009

Roteiro Gastronômico: As Guloseimas que faziam a nossa Infância...

Bala de goma "jujuba", "feijãozinho" ou "delicado". Mas pro ex-Beatle George Harrison não era tanto assim (ele recebia uma chuva dessas balas nos shows nos aureos tempos dos Beatles...)

Semana especial do dia das Crianças

... ou que faziam eram nossos pais ficarem desesperados depois com a conta do supermercado, do médico, do dentista...

Não sei vocês leitores fiéis deste sítio, mas quando eu era criança (o primeiro que falar "faz tempo, hein?", vai levar uma paçocada na cabeça), meus pais regulavam os doces e outras "besteiras de botequim e cantina". Diziam que estragavam os dentes, estragava o estômago, estragava tudo. Bem, comer em excesso até verdura faz mal.

Quando meus pais liberavam uma "pequena verba" pra comprar doces e outras guloseimas, eu particularmente gostava daqueles de botequim. Como se já não bastavam os salgadinhos. Sabem aqueles doces de batata doce e abóbora em forma de coração, cocada d'água (que era mais açucar que coco ralado), guarda chuvinhas, creme de amendoim da Campineira (a maioria do pessoal que eu conheço, falam "Paçoca Amor", mas eu comi também e pra mim a Campineira era a melhor), balas Sete Belo (no meu tempo de faculdade, a cantina dava pra mim em forma de troco, tudo bem, melhor do que aquelas balas de hortelã que de hortelã não tinha nada)...

Mas também era só de vez em quando. E olha que meus pais tinham um empório e de doces o que tinha muito eram bala de goma, delicado (aquela bala de goma dura, forma de feijãozinho), biscoitos maizena e de leite. Bala própriamente dita, eu gostava as de morango. Pra desespero da minha mãe, porque eu tinha (tenho) a mania de escolher as que eu gosto e deixar o resto pros outros. Ah, o tal dadinho Dizioli a gente vendia a quilo.

Chocolates, a gente comia quando minha mãe resolvia comprar. E era dividido entre eu e dois irmãos em partes iguais. Pra não brigar. Somente na Páscoa que a gente se esbaldava no ovo de chocolate tamanho grande e os bombons eram contados.

Se eu falar que eu era do tempo que o chocolate Crunch era o Kri, os cigarrinhos de chocolate eram o máximo antes do (chato) politicamente correto, fazia coleção de cartões pro meu irmão mais novo com o chocolate Surpresa, Sensação era em barra, o tal do Toblerone não custava aquela fortuna, chocolate Bis só tinha a de cor azul. Sem falar dos doces de batata doce e de abóbora que vendiam nos botequim de procedência suspeita. Ora, e nos anos 70 a gente lá ligava pra essas coisas?!

Hoje, eu sinto falta dessas guloseimas. Não que aqui os doces sejam ruins, muito pelo contrário. Mas muitos dos doces que eu gostava quando eu era criança, já sairam do mercado. E se alguns ainda existem, mudaram o sabor (a Elisa disse que o chocolate Bis mudou o sabor. Por mais que tenham de outros sabores, o tradicional is the best !!), mudaram a embalagem (sabe aqueles cigarrinhos de chocolate? Agora viraram canudinhos de chocolate e perdeu a graça!)...

Antes do politicamente chato: os saudosos Cigarrinhos de Chocolate ao Leite e a gente fazendo pose como o da embalagem. Se isso levasse a gente a fumar, então todo mundo no Brasil seria fumante até hoje...

Sunday, October 04, 2009

Ecologicamente Econômica

Meu copinho do Snoopy que no inverno vive com quase meio litro de café, cappuccino, leite...

Nos dias de hoje, reciclagem, reutilizagem e separação de materiais fazem parte do nosso cotidiano. Desde que estou aqui no Japão (e já vão onze anos), aprendi a separar tudo que precisa ser reciclado. E nas datas certas.

Na primeira cidade que morei, no meio das montanhas da província de Hyogo, era tão pequena a ponto da piada pronta "cidade de primeira, engatou a segunda marcha, já saiu da cidade" ser levada a sério. Embora tivesse lojas de conveniência, supermercado, correio, a estação de trem (a malfadada Fukuchiyama Line, lembram?) era perto de onde eu morava, a cidade era mais uma vila. Porém, a prefeitura leva a separação do lixo à sério. Como o arquipélago inteiro: de Hokkaido a Okinawa, de Fukui a Osaka.

A partir daí, tento separar todo o lixo para ser jogado, muito embora, às vezes, acabo jogando o saco da batata frita no lixo comum ao invés do plástico. Namorido kinguio fala que sou muito majime na hora de jogar o lixo, mas em Yokohama, no bairro onde moro, apesar de que não necessita ter o saco de lixo da própria cidade (como em Hyogo, precisava), mas que não seja de cor preta, o sistema de reciclagem eles são bem rigorosos. Tanto que o sistema de coleta de lixo e reciclagem foi artigo na revista Seleções Reader's Digest.

Levando em consideração que aqui, espaço é o que falta.

De alguns anos pra cá, o que virou moda e muita gente aderiu, foram as sacolas reutilizáveis. Sabe aquela sacola de pano que a gente leva dentro da bolsa pra caso da sacola de plástico de supermercado arrebentar e as compras rolarem ladeira abaixo (qualquer semelhança com o incidente não é mera coincidência, pois a autora aqui passou por isso, mas foi uma sacola de maçãs que ganhei e tive que descer morro abaixo atrás delas) e ter uma pra reforço, né...

Eis que nos Isteites (ou na Inglaterra?) lançaram uma sacola de lona com os dizeres: "I'M NOT A PLASTIC BAG" (Eu não sou uma sacola de plástico) e virou algo fashion, as celebridades e mulheres comuns (sim, 90% das compradoras da sacola eram mulheres) andando aqui e ali com a dita sacola.

Aqui, não lembro como foi que o boom de "carregue sua própria sacola" chegou. Se bem que, uma ou outra pessoa carregava sua própria sacola pra compras ou pra carregar mais coisas que a bolsa comum não permite, o que aumenta a nossa fama, de nós, mulheres, o que tanto carregamos na bolsa... Mas quem pensou que seria modismo (como sempre acontece aqui), virou hábito. Hoje, homens, mulheres e crianças, carregam pelo menos, uma sacola reserva dentro da bolsa. A sacola que começou com boas intenções eco-econômicas e virou eco-econômica-fashion, mas a autora aqui não tem esta sacola (tenho outras...)

Uma das coisas que também está virando hábito, pelo menos aqui, é "traga seu próprio talher" ou "traga seu próprio copo". Que muita gente costuma carregar uma garrafa térmica na bolsa, isso é verdade. Aqui, pelo menos, muita gente tem uma garrafa térmica com a finalidade de 1) economizar um pouco trazendo suco, chá, água de casa e 2) na hora da sede, dentro do trem, não tem como sair do mesmo e ir comprar um suco na maquininha e correr risco do trem ir embora e você ficar plantado na plataforma.

Em alguns restaurantes, devido a preservação de árvores e bambuzais que são matéria prima dos tradicionais hashi, estimulam os visitantes a trazerem seus próprios hashi, o que dará desconto na hora de pagar a conta. Confesso que, em Yokohama não encontrei algum restaurante que dê desconto na refeição se trouxer seu próprio hashi mas o "traga seu próprio copo" (ou tumbler), eu já. E no inverno a minha prática aumenta.

As redes de cafeterias Starbucks e Tully's têm a prática de "traga seu copo" e ganhe desconto na bebida. Pouco, mas pra quem costuma bater ponto diariamente, economiza. Sem falar que contribui para a natureza: os copos de papel são recicláveis, mas imagine quantas árvores sendo poupadas. E sabiam que os guardanapos são de bambu reciclado?

Eu sei que muita gente pode achar estranho ir num lugar destes com o copo na bolsa e pedir "um cappuccino quente tamanho médio pra viagem" e colocar o copo no balcão. Mas nos lugares que mencionei, ganho desconto de até 50 ienes! Ah, tudo bem, é pouco, mas com o inverno chegando, pelo menos duas a três vezes por semana que entro mais cedo pro trabalho e pra aguentar o tranco até nove da noite, só cafeína. E parece que o café do escritório perdeu o efeito pra mim...

[Mode off-topic on:] Sexta-feira pro sábado, ficamos sabendo que Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O que eu acho disso tudo? Pensar que investirão 28 bilhões de reais para construir o sede olímpico. Vou apanhar, mas meu mal é a sinceridade: certo que, em 2014 o Brasil será sede da Copa do Mundo, aproveitariam os estádios para os Jogos, ou estaria falando besteira? E que poderá gerar um monte de empregos para muita gente, certo? Só que eis o outro lado da moeda, e que pra mim é de partir o coração: num País em que o esporte amador necessita de patrocínio privado e até precisar ir ao exterior pra ganhar estrutura, como ficarão os atletas? Como ficaria o quesito segurança? Valerá mesmo a pena investir tanto num País que necessita maior investimento em educação, moradia, saúde, segurança, emprego? Opiniões serão bem vindas (e acho que agora acabei de criar um off-topic de debates)...[mode off-topic off]