Wednesday, November 25, 2009

Os Sessenta Anos do Kouhaku Utagassen



Ultima chamada: ao fundo, da esquerda pra direita: flumpool e Funky Monkey Babys. Na fila da frente, da esquerda pra direita, Yuusuke, Kimura Kaela e Mizuki Nana.


Lembram do artigo que falei sobre o Kouhaku Utagassen? Pois é, segunda dia 23, feriado nacional, saiu a lista de quem vai participar no 60a. Edição. Alguns já eram esperados, mas alguns foram surpresa. Pra quem vos posta aqui, confesso: Masaharu Fukuyama era óbvio por causa da novela do ano que vem produzida pela NHK, Arashi eu não esperava (talvez devido ser os dez anos de carreira do quinteto), pensei que o SMAP não iria ser chamado (por motivos que já falei desde abril)... Mas que eu sei que muita gente já deve estar de pacová cheio do Shinichi Mori e a confusa "Ofukurosan", a "guerra carnavalesca" entre Ken'ichi Mikawa e Sachiko Kobayashi e Saburo Kitajima encerrar quase todo ano com "Matsuri"...

A lista de quem vai se apresentar este ano. Com devida tradução dos kanjis pro pessoal não se perder. Entre parenteses, a quantidade de participações, exceto (初) que significa que é a primeira vez...

◇白組 (Shirogumi ou Time Branco):

嵐 - Arashi (初)
アリス - Alice(3)
五木ひろし - Itsuki Hiroshi(39)
EXILE(5)
NYC boys(初)
北島三郎 - Kitajima Saburo(46)
北山たけし - Kitayama Takeshi (5)
コブクロ - Kobukuro(5)
ジェロ- Jero(2)
SMAP(17)
東方神起 - Tohoshinki(2)
TOKIO(16)
徳永英明 - Tokunaga Hideaki(4)
氷川きよし - Hikawa Kiyoshi (10)
FUNKY MONKEY BABYS(初)
福山雅治 - Fukuyama Masaharu(2)
布施明 - Fuse Akira(25)
flumpool(初)
細川たかし - Hosokawa Takashi (33)
ポルノグラフィティ - Pornografitti (8)
美川憲一 - Mikawa Ken'ichi(26)
森進一 - Mori Shinichi(42)
遊助 - Yuusuke(初)
ゆず - Yuzu (3)
レミオロメン- Remioromen(初) 

◆紅組 (Akagumi ou Time Vermelho):

aiko(8)
秋元順子- Akimoto Junko(2)
絢香 - Ayaka(4)
アンジェラ・アキ - Angela Aki(4)
いきものがかり - Ikimonogakari(2)
石川さゆり - Ishikawa Sayuri(32)
AKB48(2)
大塚愛 - Otsuka Ai(6)
GIRL NEXT DOOR(2)
川中美幸 - Kawanaka Miyuki(22)
木村カエラ- Kimura Kaela(初)
倖田來未 - Kouda Kumi(5)
伍代夏子 - Godai Natsuko(16)
小林幸子 - Kobayashi Sachiko(31)
坂本冬美 - Sakamoto Fuyumi(21)
天童よしみ - Tendou Yoshimi(14)
DREAMS COME TRUE(13)
中島美嘉 - Nakashima Mika(8)
中村美律子 - Nakamura Mitsuko(14)
浜崎あゆみ - Hamasaki Ayumi(11)
Perfume(2)
平原綾香 - Hirahara Ayaka(6)
水樹奈々- Mizuki Nana(初)
水森かおり - Mizumori Kaori(7)
和田アキ子 - Wada Akiko(33)



Os apresentadores neste ano: Sekine Mari e Terry Ito (alguém já o viu sem chapéu?)

Curiosidades sobre as últimas apresentações....

- No Kouhaku Utagassen de 1998, a cantora Wada Akiko encerrou a noite (no time vermelho) com "Ima anata ni Utaitai", cantando o refrão sem o microfone, pra verem o quão potente é a voz dela...
- No mesmo ano mencionado, o quarteto MAX, ao apresentar "Ride on Time", teve a performance de dançarinas de samba. Sabe como são os trajes das passistas... Resultado: choveram reclamações dos telespectadores sobre os fio-dentais das dançarinas...
- "Ofukurosan", interpretado por Mori Shinichi, virou tema de controvérsia desde ano retrasado. Motivo: modificou a letra sem consultar o compositor.
- Muitos esperam a volta triunfal de Yamaguchi Momoe na carreira musical. Como alguns sabem, ela encerrou a carreira em 1980 ao casar-se com o ator Miura Tomokazu. E leva uma vida normal, longe dos holofotes, pois os dois filhos se encarregaram de seguirem os passos dos pais: o mais velho é vocalista do grupo independente Peaky Salt.
- No final dos anos 60, Misora Hibari foi vetada pela NHK por supostamente ter a familia envolvida com a máfia. Mas durou pouco. Porém, Hosokawa Takashi ficou três anos sem participar recentemente pois fez uma apresentação privada em uma festa da máfia e ele jura que não sabia.
- O grupo Arashi, pela primeira vez este ano, levou dez anos para participarem do Kouhaku Utagassen. Motivo: eles participavam da festa do final de ano no Tokyo Dome junto com outros grupos da mesma agência, e não daria tempo para sairem de Shibuya (onde é transmitido o programa) e ir para Korakuen. Isso porque seria falta de ética se apresentar e sair correndo sem ficar pro final. Como agora ganharam status de veteranos, não são mais obrigados a participar no Tokyo Dome (assim como SMAP e Tokio).
- Ficou clássica a batalha de fantasias carnavalescas entre Mikawa Ken'ichi e Kobayashi Sachiko. As fantasias seriam dignas pra qualquer desfile de carnaval que fariam o falecido Clovis Bornay morrer de inveja. E quem pensou que os dois são inimigos, enganou-se. Os dois até trocam idéias do que vai vestir no dia.
De matar de inveja qualquer alegoria em escola de samba seja no baile do Copa...

- No ano que ocorreu o terremoto em Niigata, Kobayashi Sachiko, que é nascida na província, em respeito a tragédia (ocorrido um mês antes da apresentação no Kouhaku), apresentou-se com um sóbrio quimono preto. No ano seguinte, num show beneficente na província, apresentou-se com o traje que aparecia no Kouhaku do ano anterior.
- São raras as mulheres que se apresentam tocando piano (de cauda) em pleno Kouhaku. Somente três artistas fizeram essa proeza: Hara Yuko (Southern All Stars), Kiroro e Angela Aki.
- Devido as apresentações que faziam no final do ano, Southern All Stars e Fukuyama Masaharu dificilmente eram chamados pra participar no Kouhaku. O grupo de Kuwata Keisuke apresentou-se em 1979 com "Itoshi no Eri" e 1991 somente com Hara Yuko (esposa de Kuwata). Dizem que eles não eram chamados devido ao modo de como Kuwata se apresenta, mas na verdade, todo final de ano o grupo costumava fazer quatro dias de shows no Yokohama Arena. Fukuyama apareceu em 1992 com "Melody" e só foi chamado dezessete anos depois. Motivo: todo final de ano ele costuma se apresentar ou em Nagasaki ou no Pacifico Yokohama...
- Quando saiu a "bomba" de que Nakai Masahiro estava saindo com a Kouda Kumi, no ano em que ela se apresentou (2007) e ele foi o supporter do time branco, foram inevitáveis as piadinhas em pleno ar como "Nakai-kun, olha a sua namoradinha no palco..."
- Geralmente os cantores de enka é quem encerram o show. Em 1992, por ser a última apresentação do septeto Checkers, o público queria que queria que eles encerrassem o programa, mas a conservadora classe da emissora que organiza, achou que não seria viável. O protocolo foi quebrado em 2003 devido ao grande sucesso do SMAP com "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana".
- A dupla Yuzu, quando foram chamados pela primeira vez, resolveram retribuir com uma apresentação ao vivo, em pleno Isesaki Mall (Yokohama) diante do prédio da loja de departamentos Matsuzakaya (que fechou ano passado), local onde eles começaram a carreira.
- Falando em lugares inusitados, em 2002, quando a música "Chijyo no Hoshi" foi tema do programa "Project X" da NHK, e fez grande sucesso, não pensaram duas vezes em chamar Nakajima Miyuki para aparecer no programa. Ela apareceu cantando a música dentro da construção da famosa represa de Kurobe, em Toyama (a apresentação dela teve 52% de audiência naquele ano).



Essas são algumas das curiosidades mais ou menos recentes sobre as apresentações do Kouhaku Utagassen. Claro que têm muito mais, mas se for colocar todos, primeiro que vai ficar longo, segundo vai cansar de ler e terceiro, sei lá eu porque estou postando isso, pois muita gente nem assiste no dia 31 de dezembro...

Monday, November 23, 2009

Cartas e Estorinhas Infantis pela manhã


Acreditem se quiser, mas nem aos domingos eu tenho sossego. Quase todo domingo estou de folga, e ao invés de dormir mais do horário permitido para recarregar a bateria e encarar a semana novamente (e de hoje até sábado, estarei non-stop para folga), acabo acordando quase seis da matina e dificilmente volto a dormir. Uma vez que acordo, volto a dormir, exceto se eu estiver muito com sono mesmo.

Quando tinha que ir fazer plantão aos domingos, acordar por acordar cedo, eu acordava antes das seis. E como de costume, eu ligo a TV para ver a previsão do tempo e numa dessas minhas zapeadas, um programa chamou-me a atenção e, quando sempre consigo acordar cedo, agora acompanho.

O programa se chama "Wasurebumi" (忘文), que na tradução literal seria "palavras esquecidas", mas pelo teor do programa não é bem o significado. E está no ar todo domingo, das 5:45 as 6:00 desde 5 de outubro de 2003! E nunca havia prestado atenção, pois aos domingos quase nem fico em casa, e quando fico, acordo muito além deste horário. O programa de quinze minutos traz Goro Inagaki narrando histórias via carta de telespectadores para outros, geralmente de amigos de longa data que perderam contato ou de familiares que desejam ter seus sentimentos expressados em forma de narrativa para o ouvinte. Com a devida autorização de ambas as partes, digamos de passagem.

A segunda metade do programa, Inagaki conta histórias de livros (geralmente infantis) em cima do assunto do dia. Os chamados "ilustrative books" ou "e-hon" (絵本).

O título do programa baseia-se de uma história chinesa na qual as histórias são passadas de pessoa a pessoa com o intuito de não se perderem com o tempo. E de que também as pessoas queridas nunca pensem que foram esquecidas. Apesar do horário, vale a pena assistir. Como tem a parte em que os livros ilustrativos são lidos, também vale a pena ouvir e procurar o livro depois.
O site oficial do programa está desatualizado (última atualização feita em 14 de dezembro de 2008), mas tem desde o primeiro episódio, o resumo sobre o assunto do dia.




Uma amostra da primeira parte do programa. Neste episódio, o esposo envia uma carta de agradecimento a esposa, que ouve a narração da carta. A segunda parte seria a leitura de livros, mas não consta neste vídeo.
O livro que Inagaki-san leu no domingo que passou - "Tabi no Zakkaya" (ou "A Loja de Tabi").

Ideal pra aprender japonês e se divertir ao mesmo tempo.

Fotos do post de hoje: FujiTV (via blog) e Amazon Books.

Thursday, November 19, 2009

Como Presentear...

Chega mês do meu aniversário e final de ano, quem me conhece entra em pânico, namorido kinguio que me atura e eu também. Quem me conhece fica tentando pôr o Tico e o Teco pra entrar no tranco e quebrando a cabeça pra me presentear. Namorido kinguio é pior ainda: embora ele me ature por mais de uma década, chega nestas duas datas, ele fica quebrando a cabeça no que dar pra mim e no final ele acaba dando dinheiro para eu comprar o que eu quiser ou me levar pra loja o que eu quero. Assim não tem graça, presente pra mim tem que ter surpresa. Aí que mora o perigo, aí quem entra em pânico sou eu!

Explicando: fico com receio de ganhar e de repente o presente não servir, ser repetido... E depois ouvir do pessoal: "ah, a gente nunca sabe o que dar pra você!". Leonino é dose. Dizem que não gosta de qualquer coisa. Depende o que significa "qualquer coisa".

Bom, pra ninguém ficar perdido na hora de me presentear e também eu não passar por apuros, eis algumas dicas para os próximos anos...

Pode presentear sem medo:

1 - Agenda. De preferência do tamanho caderno pequeno, com bastante espaço pra escrever, anotar, e se for de personagens infantis (como Snoopy ou Hello Kitty) melhor ainda. Afinal, anoto tudo em agenda, desde minhas folgas até a contabilidade do mês, assim como endereços, telefones... E que caiba na bolsa, fica mais fácil de carregar.

2 - Vale-CD. Prático e fácil. Que muita gente sabe que eu tenho quase toda a CDgrafia do Masaharu Fukuyama, singles variados de j-pop (leia-se: TUBE, Southern All Stars, Smap, Zard...), alguns dos Beatles, isso é vero. Mas se de repente quiserem dar um CD pra mim e eu já tiver? Se derem um CD de algum ritmo que eu não goste? Vale CD é a solução. Você escolhe qual você quer. Já ganhei vários e foi um dos melhores presentes que tive. Claro que eu chegava na cara de pau para a balconista e pedia pra embrulhar pra presente...

3 - Perfume Eternity ou Tommy Girl. Só uso esses dois. E não é dificil de encontrar. Não tem problema dar repetido pois uso direto e não tem perigo do perfume virar alcool se deixar muito tempo estocado.

4 - Livros. De preferência crônicas. Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e Luis Fernando Veríssimo são referências pra mim e qualquer um deles ou os três serão bem vindos.

5 - Artefatos de papelaria (do Snoopy): post-its, canetas, o que for do cachorrinho mais amado do mundo, pode dar que eu aceito. Mesmo eu tenha dó de usar, mas alegra o ambiente da minha mesa onde fica o computador e do meu cubiculo onde trabalho.

6 - Cosméticos. Creme para mãos, sais de banho, brilho labial de cor discreta são bem vindos. Se tenho preferência por marca, costumo usar o creme para mãos da Body Shop e cosméticos Mary Quant (é que tudo é cambiavel, isto é, pode montar seu kit-maquiagem-pra-abafar do jeito que quiser). Mas se for de alguma loja natureba, tanto faz.

7 - Pulseiras, grampos decorados, presilhas e arquinhos pro cabelo. São itens que, apesar não utilizar tanto assim como deveria, fazem parte da minha caixa de acessórios. Pra quem não sabe, arquinho de cabelo no interiorês, seria a tal tiara que muita gente fala. O que pra mim seria o acessório que noivas usam pra prender o véu. Tanto faz, o importante é que o tal arquinho me salva na hora que estou cansada de prender o cabelo em forma de rabo de cavalo.

8 - Chocolates, doces, chás... Não importa se é um Godiva ou o simplesinho da Meiji, sendo chocolate, eu aceito de bom grado. Tive uma época que eu vivia ganhando chocolates de Mary Chocolates do pessoal do outro trabalho e acabei por aproveitar as caixas. Além do design ser bonito, estão sendo bem úteis no sentido de organizar e guardar a papelada. E também latas de biscoitos, de chás...

Agora, por favor, pelo amor da amizade e bom senso, não me presenteiem com...

1 - Flores. Exceto se for um vaso com tulipas, azalea até begônias. Agora, vir com um ramalhete lindo, maravilhoso, não que eu não goste, mas só de eu saber que elas vão durar menos que dois dias, me parte o coração.

2 - Roupa. Sempre disse que roupa é algo pessoal, exceto se a pessoa conheça a outra e saiba muito bem o gosto da mesma. No meu caso, devido a minha forma física não ser tão privilegiada, não é qualquer roupa que me veste bem. Nem namorido que me atura há mais de uma década, arrisca a comprar pra mim. No trabalho utilizo mais camisas ou blusas, mas off-work lanço mão de camisetas, vestidos, túnicas. Tudo bem que gosto das camisetas da Mary Quant ou da agnes b., mas por favor, se for me presentear com algo do tipo, por favor, melhor dar o dinheiro em um envelope ou caixinha com fitinha que eu compro.

3 - Sapatos. Vide problema no item anterior.

4 - Utensílios domésticos. Não que eu não goste, muito pelo contrário. Na Orange House e no IKEA, eu esqueço da hora de tanta tranqueirada em matéria de (in)utilidade doméstica. Mas dispenso presente desta categoria, pois tenho tanta coisa em casa que, se for trocar em miúdos, eu acabo usando a mesma coisa. E o resto dá vontade de fazer um flea market para despachar e garantir uns trocos mais.

5 - Copos de cristal, porcelana fina e afins. Como disse... meu lar já é apertado, sou meio estabanada, já quebrei um sem números de copos daqueles bem ordinários, imagine se me dão um presente destes! Além de ficar encaixotado, ocupando espaço, juntando poeira, perguntem quando vou usar isso... Se nem os brindes da padaria Andersen ou do Misdo nos aureos tempos que ganhava as raspadinhas eu estou usando direito...

6 - Jóias (de ouro, prata, coisas caras...). Quem me conhece e percebeu sabe: só tenho um anel, uso duas correntes e nem brinco uso. Ter, eu tenho, mas não uso por pura preguiça de ficar tira aqui e troca ali. Uma das correntes eu não tiro de jeito algum, que ganhei de minha mãe e é a medalha da Nossa Senhora do Sagrado Coração. Não sou católica tão praticante assim, mas traz uma sensação de paz. Portanto, amigos e amigas, nem pensem em gastar vosso suado dinheirinho com essas coisas.

7 - Bichinhos de pelúcia. Nem pensar!!! Já tenho o suficente para virar proteção do meu PC, meu aparelho de som, da TV e outras coisas que quebram em casa quando resolver mudar de apertamento. Além de ficar ocupando espaço em casa, virando lar de ácaros e causando-me uma crise de espirros toda vez que eu pego para limpar todos eles... Tudo bem que eu tive uma fase de comprar um bichinho ali, outro aqui. Ainda Snoopy, Hello Kitty e alguns diferentes que comprei na minha ida ao Zoorasia e no Sea Paradise, vai lá... Mas certa vez, o (lesado) amigo do namorido resolveu dar uma ninhada completa da Hello Kitty, do Mickey, urso Pooh... Resultado: toda vez que faço a faxina em casa, mesmo usando máscara cirúrgia a la Jacko eu espirro.

8 - Jogos de videogame. Lembra que eu contei o episódio do meu Nintendo DS? Depois disso eu nem pensei em comprar novo console. Pra falar a verdade, eu teria uma certa curiosidade no Nintendo Wii, mas se eu comprar, em duas semanas o console vai estar lá, encostado ao lado da TV. A não ser que convide uma galera pra lá de animada, mas sei lá se teria algo a ver, mas moro no segundo andar, e quem já ouviu falar do meu apertamento, podemos correr o risco de mudarmos de endereço de uma hora pra outra. Reclamação da vizinhança? Não: a gente passar a morar do segundo pro primeiro andar no primeiro embalo que a galera fizer...


A imagem saiu pequena, mas dia 16 de dezembro, single novo do cantor-ator-fotografo-produtor-faz-tudo-e-mais-um-pouco Masaharu Fukuyama. Se eu conseguir garantir o meu na fila, posso até conseguir uma camiseta comemorativa desenhada por Lily Franky (autor do livro que virou filme "Tokyo Tower - Okan to Boku tokidoki Oton").

Pessoal que costuma frequentar aqui, já deram uma espiadela no site VENDENDO COISINHAS? Ainda não??? Que estão esperando? Corram, que vai ser tempo limitado! Ainda tem tempo pra comprar o presente de amigo secreto da firma, da escola, da família... Depois deixa pra última hora, e aí sabem né?

Wednesday, November 18, 2009

Flores, Flores e mais Flores - Kanagawa Kenritsu Ofuna Flower Center

Depois que eu li o post do Alexandre Mauj - do "Lost in Japan " - sobre o Sacolão de Flores da J.A. (Japan Agricultures) que ele visitou recentemente, fico até sem graça de postar o meu...

Muita gente vai pensar que ir em um parque do tipo jardim botânico seria programação de pessoas que já estão chegando na casa da quarta idade, mas pra quem vos posta aqui, é um dos programas que fazem a gente desestressar e ter um tempinho pr'um piquenique. Ainda mais que o Kanagawa Kenritsu Ofuna Flower Center Shokubutsuen (神奈川県立大船フラワーセンター植物園) fica perto de nosso lar apertado lar, e levamos mais de cinco anos pra decidir que dia ir conhecer (lá vem as desculpinhas: quando a gente lembrava que o local existe, já estava fechado; quando resolvia ir, chovia; e só lembrava quando passava em frente e esquecia a câmera fotográfica e por aí vai).

Bonsai: a arte da paciência e deixar tudo reduzido. Era um azevinho...

Desde mês passado, eu e namorido kinguio já estávamos com a idéia de ir no Flower Center, restava saber o dia, pois com nossas folgas cada vez menos coincidindo, só faltava era estar fechado no dia que os dois folgariam. Felizmente folgamos nos dois dias e o local estaria aberto.

Nadesico: delicadas e parece que as flores tiveram as pétalas picotadas...

O parque fica na cidade de Kamakura, dá pra ir andando da estação de Ofuna, a não ser que queira emagrecer e manter a forma. Ou pegar ônibus sentido para a estação de Fujisawa. O local é interinho arborizado, com várias espécies de flores, folhagens, árvores, arbustos... Com direito a locais gramados para piqueniques, locais cobertos para descansar, uma estufa.


Inclusive, de tempos em tempos, o parque faz exposições de bonsais, flores da época... Quando fomos, estava tendo exposições de crisântemos, um maior que outro. O duro foi alguns arranjos que fizeram que ficaram parecendo arranjo de velório, já que o crisântemo é usado para velórios e nos cemitérios. Não sei, mas no Brasil, minha mãe comprava essas flores pra levar no cemitério...
Crisântemos tamanho litro. Namorido tem uma história tragicômica que envolveu uma tia dele japonesa de Kochi, mãe dele e uma visita na feira livre de Sampa. Pra quem não sabe, crisântemo em japonês lê-se "kiku" (菊), e tal qual foi a cena que a tal tia japonesa viu um desses e ficou admirada, mas tão admirada que misturou japonês com português ao dizer "que crisântemo bonito, que grande", mas recuso-me a dizer qual a palavra que ela disse em bom japonês...

Estou mentindo? O mapa logo na entrada dá pra perceber a noção do quanto verde há!

O espaço é grande, dá pra ser perder por aí. Então, se levar a prole, não desgrudem o olho um segundo, pois sabe como criança é... Um segundo e elas somem!!! Vai encontrar o rebento num espaço de 63 mil metros quadrados, depois me conta...
Relógio feito de cravo-de-defunto (marigold), logo na entrada do parque. Pra não perder a hora. Mas quem estaria preocupado com hora num lugar verde como esse?

Topiaria. Arte de esculpir em arbustos. Quem assistiu ao "Edward Mãos de Tesoura", vai lembrar. Ao menos nesta foto dá pra ver um golfinho, gaivota, pinguins (sem trema)...

Tem um parque estilo oriental logo na entrada do parque, virando à direita....

... com um lago com direito a "pequenas" carpas coloridas. Quem pensou que carpa só tinha cor laranja e olhe lá... (Detalhe para dedo do namorido kinguio brincando com as carpas. Por pouco não virou almoço delas! ahahah)

Lembram da estufa que falei? Plantas aquáticas...

Yes! We have bananas! Sim, dentro da estufa, junto com várias folhagens. Pena que ainda estavam verdes (mas, mesmo se não estivessem, claro que não era pra colher e comer!!!)

Orquídeas de vários tipos e cores. E pensar que algumas delas valem mais de dez mil ienes!

E ficam logo na entrada da estufa! Desde as mais simplesinhas as sofisticadas!!

Lugar perfeito pra piqueniques, fazer uma siesta, correr, brincar de esconde-esconde... E esses arbustos em forma de pedra são mesmo arbustos em forma de pedras...
Falando em siesta, lembra das pimentinhas para temperar o ambiente, acreditem ....


Baranai no Hanayasan? (Floricultura sem rosas) Aqui tem um lugar dedicado a elas!

Um arranjo em forma de árvore de Natal. Afinal dezembro está aí...

Tuesday, November 17, 2009

Um minuto pros comerciais...


Atenção, leitores!!
Interrompemos a programação habitual de postagens para um comunicado importante!

- Está procurando souverniers made in Japan e tem que comprar via internet somente via importação e aguardar loooooooooonga espera em chegar em sua casa? E ainda com essa taxa cambial variando, na hora é um preço mas na hora de pagar o valor muda?

- Ou então esperar alguém voltar do Japão com algum pedido na mala, isso se não correr o risco desse alguém ser parado na alfândega pelo excesso de peso e mais e ter que deixar a lembrancinha lá pra não ter que pagar nada?

- Tem um PSP ou Nintendo DS, pagou maior fortuna e tem medo de quebrar caso for guardar longe de mãos perigosas (por exemplo, seu irmãozinho caçula, seu priminho de quinto grau ou o peste do filho da vizinha)?

- Quer presentear alguém com um perfume conhecidissimo, mas seu orçamento não comporta?

- Quer presentear seu colega geek que mesmo tendo o San Goku em várias versões e quer mais?


SEUS PROBLEMAS ACABARAM !!!


Visitando o site VENDENDO COISINHAS (http://estouvendendocoisinhas.blogspot.com/) além de resolver seus problemas, fará uma garota feliz.

Além disso poderá conhecer a grande e boa pessoa que ela é!

Mesmo se não comprar nada, por favor divulgue o site para que outros interessados possam se interessar e acessar.

Foto meramente ilustrativa de Alexander Rodchenko, da cineasta Lily Brik, de 1924. Quem disser que é semelhante à capa do álbum do Franz Ferdinand "You Just Could Make It Better", acertaram.

Monday, November 16, 2009

Respondendo tudo Atrasado - O Ping-Pong


Recebi um meme da Mari (mais uma nova leitora que teve a coragem de ler os assuntos aleatórios desta autora maluca aqui rs), que consiste em responder da maneira mais honesta possível as perguntas do jogo... lá vai, respondendo tudo atrasado...

1 - Há dez anos... Estava recém juntada com o namorido que me atura até hoje e recém mudados para a cidade de Minamiashigara (Kanagawa), trabalhando com cartuchos de máquinas fotocopiadoras (traduzindo: cartuchos de toner, aquele pó preto que seria a "tinta" das nossas impressoras). A quantidade de brasileiros que ali trabalhavam dava na proporção de um para cem, só pra terem uma idéia. Ainda por cima tinha muito desavisado que achava que eu fosse japonesa. Só se fosse japonesa made in interiorrrrrr de São Paulo com direito a sotaque e tudo.

2- Há cinco anos... Completamos dois anos de casa nova em Yokohama (Kanagawa) e trabalho novo (escritório em Tóquio, onde eu tenho que gastar o precário japonês que tenho, pois a firma é 100% japonesa). E estudando língua japonesa pra prova anual do famigerado (pra alguns) e temido (para outros) Teste de Proeficiência em Língua Japonesa que ocorre anualmente em dezembro. Desde este ano que estamos, passou a ser duas vezes por ano.

3 - Há dois anos... Venda do carro antigo e compra de um outro de segunda mão. Claro, comprar um 525 zerinho, só se eu ganhasse na Loto Six ou o Takarakuji sozinha (e mesmo assim nem seria o 525, talvez um Honda Fit ou o Smart vermelho pra eu poder customizar com bolinhas pretas). Ainda em Yokohama, no mesmo lugar e trabalhando no mesmo lugar.

4 - Há um ano... Reviravolta no mundo devido a quebra da Lehman Brothers e o caos que está tentando se organizar até hoje. Envolveu também despedidas de amigos com quem eu mantinha contato e meu antigo computador ainda funcionando aos trancos e barrancos. Prometi que quando entrasse ano novo seria computador novo.

5 - Ontem... Tempo nublado, embora seja outono, o tempo estava agradável, saí pra passear com namorido-de-dez-anos-que-ele-me-aguenta indo pra Hiratsuka via praia (rota 134 de Enoshima) para comprar trigo pra quibe que não sei no que deu na Catarina (nome carinhoso das nossas solitárias) pois namorido acordou com vontade de comer quibe. Atualizei antes o sítio, li e comentei alguns blogs, lavei roupa, limpei casa, deixei computador torrentando os doramas que não assisti por falta de tempo... E a noite assisti "Yonimo Kimyouna Monogatari" (tipo "Além da Imaginação") devidamente torrentado.

6 - Amanhã? Trabalharei, depois de dois dias de merecido descanso...

7 - Cinco coisas sem as quais não posso viver:

- Namorido;
- Amigos, incluindo os virtuais;
- Computador;
- Revistas;
- Música.

8 - Cinco coisas que eu compraria com cinquenta mil ienes (ou 1000 reais):

- Um HD externo pra guardar todas os doramas que estou torrentando;
- Um sapato novo pra mim;
- Um sapato novo pro namorido kinguio;
- Um novo iPod que dê pra assistir vídeos;
- CDs dos meus artistas prediletos.

9 - Cinco mau hábitos:


- Falar demais da conta;
- Quer explicar tudo nos mííííínimos detalhes;
- Reclamar que está gorda e continua comendo sorvete;
- Humor inconstante com TPM;
- Ficar até tarde acordada assistindo dorama, navegando na internet...

10 - Três coisas que me assustam:

- Acontecer algo de ruim na minha família;
- Alguma doença que não possa ter cura;
- Perder namorido (não importa de que forma).

11 - Três coisas que estou vestindo neste momento:

- Camiseta listrada;
- Calça comprida de malha;
- Calcinha...

12 - Quatro das minhas bandas/cantores(as) favoritos(as):

- Beatles (êêêê novidade...)
- Franz Ferdinand
- Masaharu Fukuyama
- SMAP (ok, podem tacar pedras no meu pobre apertamento)

13 - Três coisas que eu realmente quero agora:

- Um pote de sorvete de morango (da Lady Borden);
- Uma garrafa de água bem gelada;
- Perder os quilos extras depois de ter-me empanturrado de kaiten sushi.


14 - Três lugares aonde quero ir nas férias:


- São Paulo, para encontrar minha família, família do namorido e amigos que moram lá;
- Hokkaido;
- Hakone.

Foto ilustrativa do post de hoje: retirado da net via programa semanal SMAP X SMAP, que era um desafio em que os cinco teriam que jogar tênis de mesa com Ai Fukuhara e Hirano, mas em vários tipos de mesa. Só não me perguntem onde Inagaki estava justamente na cena que foi tirada a foto...

Saturday, November 14, 2009

Pra jogar conversa fora


Ontem foi sexta-feira 13, não foi? Eu, particularmente, não acredito tanto que o número treze possa trazer azar. Se acreditasse nunca teria tido emplacado dois carros com esse número. Talvez eu por ser descendente de japoneses (sou neta, pra quem não sabe), desde criancinha minha mãe sempre falava que o número que era de mau presságio era o número quatro, que em japonês lê-se "shi", que também lembra o verbo "shinu", de morrer.

Acho que por isso alguns estacionamentos não têm o número quatro.

O assunto sobre o blecaute no Brasil ainda paira por aqui. O que me surpreende é sabe o quanto os brasileiros realmente são criativos e não perdem o bom humor mesmo em quatro horas em que durou a escuridão. Se bem que pela hora que ocorreu, o pessoal já estava indo dormir. Entre aspas... Como disse num post dois dias atrás, o pessoal não perdeu tempo e mandou ver nas piadas, tais como...

- Estagiário em Itaipu: "Se eu apertar este botão, acontece o quê?"
- Madonna says: "JESUS TURN OFF THE LIGHT!"
- A população brasileira aumentará inesperadamente daqui a nove meses"
- Apagão nada. Viral do filme "2012" que vai estrear na sexta".
(Piadas via twitter, compiladas no site Diario do Rio. Até camiseta do evento, teve!)
Acham ainda que é piada? Compra via internet aqui, mas eu não twittei.

Todo novembro, nova safra do Beaujoulais Nouveau chegando em todo o mundo. Gosto de vinho mas pero no mucho, apesar de muitas vezes em livrarias eu dar uma bisbilhotada sobre vinhos e cafés. Acho que não teria vocação pra sommelier em vinhos, mas se for café ou chocolates, a gente pode sentar e conversar. Voltando ao tal vinho que só é vendido na terceira quinta-feira de novembro. Cá entre nós: eu não vi muita graça nesse vinho, mas se bem que depois da terceira taça ou metade da garrafa, sei que riria muito (ok, gente. Essa foi muito infame).


”解禁”ou "kaikinshi" entende-se como "não permitido antes da data ou prazo estipulado". Elisa, corrija-me se estiver errada. Meu japonês ainda capenga... Quem sabe, este ano dê a louca em mim e resolvo comprar uma garrafa pra ver se a safra deste ano foi boa. Ainda dá tempo de reservar e garantir a sua.

Nas estações de Tóquio, policiamento ostensivo. Nas ruas, parando os suspeitos. Outro doido sendo procurado? Não. Visita do presidente norte-americano Barack Obama no arquipélago. Além de conversas político-economicos, não vai me surpreender se Obama ir pra Ishikawa conhecer a cidade que leva o sobrenome, se engasgar com sushi e perguntar pro premiê Yukio Hatoyama como seria a vida em outros planetas, pois já que a esposa Miyuki diz ter sido abduzida por seres de outra galáxia...

Ilustração do gato preto por Ceo Pontual, do Frases Ilustradas.
Foto da camiseta do apagão 2009, do site Cafepress.
Foto da propaganda do vinho Beaujolais Nouveau safra 2009, da rede Ito Yokado.

Update importante as 9:51: Elisa, nossa amiga do Elisa no Blog, ajudou-me: leia-se "kaikin" e não kaikinshi" como coloquei no kanji. Obrigada, Elisa, dia 19 faremos plantão na casa de bebidas para garantir a nossa garrafa?!

Friday, November 13, 2009

Vermelho e Branco


Não estamos falando de enologia(*)...


Chega final do ano aqui, a gente sabe que é quase a mesma coisa: Natal não é feriado, folga de final ano dura uma semana, esfria até gelar os ossos, pessoas se engasgando com o mochi, enfrentando fila pra agradecer nos templos, quem sair assistir show de final de ano no Tokyo Dome, quem ficar em casa, assistir ao Kouhaku Utagassen...

... que por sinal, ano passa, ano chega, a audiência despenca. Falta de novos talentos? Sempre a mesma coisa? Ter que brigar na audiência com luta livre? (Cá pra nós, entre ver dois marmanjos se pegando, estapeando no meio do ringue, prefiro ver dois times cantando) Pra falar a verdade, faz anos que não assisto ao Kouhaku Utagassen no final do ano, pois chega no dia 31 de dezembro, eu e namorido kinguio resolvemos procurar um templo pra agradecer ao ano que passou.

Kouhaku Utagassen (紅白歌合戦), tradução literal de "batalha musical entre vermelhos e brancos", é um evento criado pela estatal NHK para o final do ano, e lá se vão 60 anos. São dois grupos simbolizando as cores da bandeira japonesa. O grupo vermelho - ou "Akagumi" - é formado por cantoras ou grupo formado por mulheres. O grupo branco - ou "Shirogumi" - é formado por cantores ou grupo formado por homens. Além das apresentações dos grupos, intercalando um e outro, ganha aquele que tiver mais votos. Conta aí: música, performance, visual, torcida, um pouco de tudo e mais um pouco.

Ultimamente o Kouhaku vem perdendo audiência, como disse. Muita gente já deve ter cansado de todo ano quase as mesmas pessoas, mas também, pros artistas participarem, só via convite ou se teve grande destaque meeeeeeeeeeesmo no ano. Mas cantor de enka dificilmente lança material novo, mas tem que precisa bater ponto no programa, senão não vai agradar quem gosta. E apresentadores, quem dá o suporte aos grupos, bem...

Como disse em alguns posts atrás, pela terceira vez, a dupla Yukie Nakama e Masahiro Nakai vão ser os supporters dos grupos vermelho e branco respectivamente. Nakama já disse na entrevista que "este ano as mulheres vão ter que ganhar", já que ultimamente o time branco é quem está ganhando nos votos. Tudo bem que Nakai tem uma voz que dói até no tímpano (sem falar no sotaque de Shonan - sim, ele nasceu aqui perto donde eu moro, que termina tudo em "be"), maaaaaaaas, que compensa em ser mestre de cerimônias.

Eu não sei como, mas uma das comentaristas do sítio, a Gabriela (não informou o blog), passou a lista deste ano (vide nos comentários, pois não estou com paciência de colocar aqui).

Eba!!! Masaharu vai se apresentar? Pela segunda vez depois de quase quinze anos??? Tudo pela novela. E porque cargas d'água não consegui o ingresso pra assistir ao vivo?! Tá bom, eu já fui ver ao vivo no Yoyogi Gymnasium...

Eu sei que deveria torcer pelo time feminino já que gosto de algumas (aiko, Angela Aki, Akina Nakamori, por exemplo), mas pela lista, os homens parece que prometem. Tá bom, tá bom, podem pensar o que quiserem, mas colocar o AKB48 num palco... bleargh!

Se tiver mais tempo (e minha paciência permitir), oportunamente falarei dos casos curiosos, inusitados e divertidos nos 60 eventos do Kouhaku Utagassen. Sei que muita gente deve já saber, mas vale a pena rever de novo.

(*) Enologia: estudo dos vinhos. Eu sei que seria tinto e branco, mas vermelho é quase a mesma coisa, dêem um descontinho pra mim, oras!
Foto que ilustra o post de hoje: cartão comemorativo do 59a. apresentação do Kouhaku Utagassem, em 31 de Dezembro de 2008, tendo como supporters a atriz Yukie Nakama e o líder do Smap, Masahiro Nakai. Naquele ano, eles foram os protagonistas na refilmagem de "Kai ni Naritai", na qual Nakai era o barbeiro prisioneiro de guerra e Nakama era sua esposa (daí o motivo de Nakai ter aparecido o ano de 2008 inteiro mais magro que já era, usar chapéus direto e até peruca no Bistro).

Thursday, November 12, 2009

Calada noite preta...

O caso da estudante brasileira de ter ido de microvestido na universidade, gerou tanta celeuma, mas tanta, que, por brincadeira hoje de manhã, ao comentar com namorido kinguio, disse que "não dou dois dias pra chamarem a moça pra posar pelada na Playboy".

Não precisou uma tarde toda pra ver na notícia via Folha de São Paulo que a dita revista chamou a aluna pra posar em trajes ainda menores (tá bom, sem nada) do que o microvestido que causou opiniões divididas em todo o país (e no exterior também).

Brasil nas escuras. Por um problema na transmissão de linhas de energia, a hidrelétrica de Itaipu parou. Pânico? Medo? E a novelinha das oito? Que nada: teve alguns desocupados que, pra aproveitar o blecaute, não poderiam perder a chance das piadinhas (se bem que a de "Daqui a nove meses, o país terá um inesperado aumento populacional", era previsível)...

Pra quem achava que o caso do japonês que enterrou viva uma professora britânica há quase três anos atrás tinha ido pro esquecimento, fiquei sabendo pela manhã de quarta que foi preso. As suspeitas se confirmaram logo que ele fez cirurgia plástica, usou nome falso pra trabalhar e estava querendo ir pra Okinawa. Logo foi assunto o dia todo na TV.

Por esta madrugada é só. Estou meio sem assunto e tinha alguns que nem pensar em passar em branco.

Wednesday, November 11, 2009

The Dark of The Matineé


Ou: alguns shows depois e nunca segue as próprias dicas...

Já comentei várias vezes neste sítio que este ano acabei comprando ingresso para dois shows em Tóquio e as dicas (furadas) que eu passei de como sobreviver a um show - aqui no Japão. E pra não variar, vou acabar sendo conhecida como "a mulher do faça que eu falo, mas não faça o que eu faço", pois algumas das dicas acabei não seguindo ao ir anteontem (segunda) no show do grupo indie da Escócia - Franz Ferdinand.

Foi no Tokyo International Forum, em Tóquio mesmo, que fica na saída da estação de Yurakucho (Linha JR). São cinco salas, o show foi na sala A, a maior do complexo. Maior, modo de dizer, pois se cabiam oito mil pessoas era muito. O grupo não costuma fazer shows em lugar grandes, como Nissan Stadium ou Yokohama Arena. Exceto festivais como Fuji Rock e Coachella, aí não tem jeito mesmo ao saber que nestes lugares tem mais atrações (só pra constar: este ano, no festival de Coachella, escalaram o grupo no mesmo dia que, nada mais, nada menos Paul McCartney e Morrissey).

Outra coisa: nem todo mundo conhece/gosta/ouviu o grupo. Também nem teria lá sentido colocar os quatro para tentar lotar o Yokohama Arena que ia ficar metade do lugar vazio. Pra não passar vergonha, então coloca lá no International Forum que aí dá. Nessas horas que o ditado "antes sobrar do que faltar" não se aplica às cadeiras...

Embora o show teve uma apresentação extra de um grupo alemão chamado Kissogram, que abriu a noite. Sete horas em ponto. Meia hora depois da abertura, mais outra meia hora de preparar novamente o palco pra atração principal. Pra ver como os caras não precisam de tanta coisa: quatro amplificadores grandes, dois teclados eletrônicos (incluindo um sampler), uma bateria, um baixo e duas guitarras. Simples, assim.


Como eles estavam vestidos? Quem pensou roupa de grife, danou-se. O quarteto compra tudo em brechó. Pode ser de marca, mas tudo no brechó mesmo. E do básico: camiseta, calça jeans e tênis ou sapatos. Isso porque se marcar bobeira, eles repetem roupa entre um show e outro. O baixista Bob Hardy (o gordinho) parece que só tem uma camiseta: preta, listradinha e de manga comprida. Cansei de ver fotos dele em shows com a mesma camiseta. Se o líder Alex Kapranos estivesse usando o mesmo tênis que aparece na capa do single "No You Girls", pode ter certeza que estão fazendo shows pra ver se arrecadam fundos pra eles mesmos comprarem roupas novas.


O show? Começou com "Michael" e as quase oito mil pessoas (eu acho que tinha tudo isso) não pararam um segundo de dançar, (tentar) cantar... Obviamente os quatro incluiram no repertório as mais óbvias ("The Dark of the Matineé", "Do You Want To", "Walk Away"), do último álbum ("Ulysses", "No You Girls", "Can't Stop Feeling", "Bite Hard", "What She Came From") e pra literalmente o pessoal quase invadir o palco (a pedido de McCarthy) em "Outsiders", apresentação em que no final os quatro fazem uma tremenda batucada e "This Fire".

O final (sim, o show terminou as dez da noite) com a viajante "Lucid Dreams". Duas horas de show muito bem aproveitadas, todo mundo saiu de alma lavada.

Detalhe: por mais que o lugar não era lá muito grande, eu não consegui tirar uma foto sequer. Primeiro que não deixaram fotografar (mas tinha um ou outro que conseguiu, mas...), segundo, devido à iluminação, quem conseguiu tirar comentaram na saída que as fotos que conseguiram tirar sairam embaçadas, vermelhas, tremidas. Terceiro, bem que tentei, mas estava justo num lugar que a segurança estava muito perto...

Ah sim... Mais algumas coisas que a gente aprende (mas nunca põe na prática) quando se vai em qualquer show (seja numa Arena ou em lugares pequenos)...

1) Não precisa chegar cedo: Eu mesma dei a dica e perguntem pra mim se eu faço isso. A desculpa que eu cheguei uma hora antes do horário de abertura dos portões é que o International Forum fica uma quadra depois (ou antes, depende de que lado a pessoa vem) de uma grande loja de eletroeletrônicos e atravessando a estação, algumas lojas de departamentos. Aproveitei pra ver o que tinha de novo (e fútil) enquando matava o tempo.

2) Melhor trazer outra peça de roupa: Geralmente o pessoal vem de bolsa grande, mochila ou ecobag. Eu estava com uma bolsa a tiracolo, o que deu espaço pra guardar era minha blusa. Deveria ter levado outra camiseta, pois esqueci do resultado que obtive ao ir no show do Masaharu...

3) Vá com roupa confortável: Isso eu falei da outra vez. Não que eu não tenha ido, muito pelo contrário (calça jeans e camiseta fazem parte do meu guarda roupa off work). Mas a menina que estava ao meu lado parecia que estava indo pra uma festa: vestido e salto alto. E nem sequer acompanhava direito o show, dando a impressão de que "que estou fazendo aqui?".

4) Não traga as compras: Lembra quando fui no show do Masaharu no Yoyogi Gymnasium? Na fileira da minha frente, tinha um trio que parecia ter feito a limpa no Omotesando Hills. E olha que o lugar tinha cadeira para colocar as sacolas. Sorte que no International Forum também tinha espaço de sobra embaixo da cadeira, senão as mocréias que estavam atrás de mim, onde iriam colocar as vinte caixas de rosquinhas que compraram na loja do outro lado da rua?

5) Desta vez poderia comprar alguma coisa antes do show: Diferente dos outros shows, o produto que mais vendia dentro do International Forum era camisetas. Deveria ter comprado uma antes de entrar, pois, quando deixei pra comprar na saída, metade do pessoal pensou a mesma coisa. Do males o menor: do jeito que eu estava, foi a salvação na hora de voltar pra casa. Claro: duas horas de show, dançando e pulando como se não houvesse amanhã, nem precisa dizer o resultado. Vide o item 2...

Este ano minha cota de shows acabaram. Se ano que vem terá algum interessante, quem sabe? Mas podem ter certeza que os itens que citei hoje, mais o de setembro, a maioria nem consigo cumprir...
Foto: da net, por Shoko Ishikawa.
P.S.: Desculpem a demora em postar. Estou literalmente com o corpo quebrado depois de tanto pular, cantar e dançar o show todo. Esta semana vou ter que me recompor de qualquer jeito, pois tem trabalho me esperando...

Sunday, November 08, 2009

Entre Tapas e Beijos


Não. O assunto não é sobre música sertaneja!

Existia um velho ditado, que deveria cair por terra: "Em briga de marido e mulher não se mete a colher", mas isso dependendo de cada caso. Se uma das partes estiver já em caso de quase-morte, vamos dizer assim, já pode chamar o esquadrão de segurança máxima, digna dos filmes de ação. O problema seria: se algum transeunte ou até mesmo a família tentasse apartar a peleja, sobraria pra eles que nada teriam a ver com a briga.

A violência doméstica existe em qualquer lugar do mundo. Neste exato minuto pode ter uma mulher ou marido sendo maltratado. Violência doméstica não significa somente a agressão física. A agressão psicológica também conta. Muitas pessoas acham que agressão física caracteriza a violência doméstica. E a agressão psicológica, que seria as ameaças? Existem outras formas de violência doméstica, mas as mais comuns são as duas que mencionei.

Sabemos que todos nós (tanto homens, como mulheres) estão sujeitos a isso. Casos anônimos, casos famosos. A maioria não denuncia por medo de represálias. Outras, mais corajosas, no Brasil virou lei (a famosa Lei Maria da Penha). Aqui no Japão, sei que existe sim, a maioria entre mulheres, mas estas a grande maioria acaba se reprimindo. Sob o medo da recusa perante a sociedade.

As que conseguem denunciar, mesmo com os conselhos nada adequados da polícia (no caso de uma mulher, que era constantemente espancada pelo marido e temia pela sua vida e dos filhos, denunciou à polícia e a mesma disse que "era melhor ficar com ele e conversar"), elas seguiram adiante, algumas procuraram abrigo para mulheres e filhos vítimas de violência doméstica.

Domingo que passou, em Omotesando, bairro de Tóquio, houve uma passeata deveras diferente, apoiada pela empresa inglesa de cosméticos - The Body Shop - de "Não à Violência Doméstica", onde as manifestantes trajavam como odaliscas, com véus a esconder/descobrir a verdade e com máscaras ora para esconder a identidade (a maioria não quer que saibam de seu paradeiro) ora para mostrar que por trás das máscaras, existe um rosto humano. Foi a primeira passeata que mostra abertamente que existe a violência doméstica numa sociedade conservadora e fechada.

A empresa The Body Shop, desde 1994, apoia a campanha "Quebre o Silêncio, Fale com um Amigo", para que vítimas de violência doméstica percam a vergonha e denuncie. Nem que seja para desabafar com um amigo, que pode ajudar. Muitas vezes, desabafar com alguém, pode ser a mão que conduz para a salvação.
Post feito depois de ler o texto de hoje da Elisa, sobre "Homens que Traem", lido a matéria do Japan Times e estar meio cheia de tanto que a cantora Rihanna fala do espancamento que sofreu do namorado. Se ele já está pagando pelo que fez, o negócio era seguir em frente e investir mais na carreira de cantora, e não ficar ainda batendo na mesma tecla...
A figura que ilustra este post, é da campanha da matriz da The Body Shop de Londres. No Japão é mesma campanha, bem como no mundo todo.

Saturday, November 07, 2009

Visitas e Outros Assuntos Aleatórios


Costumava dizer que, amizade virtual é uma coisa. A real acaba virando melhor ainda, quando se mantém contato, descobrem muitas coisas em comum e resolve conhecer pra conversar. Já conhecia pessoalmente Leosan, Luria, Diogo e MaiK. Não sei como eles ainda mantém contato comigo, pois pra me aguentar, tem que ter muita força de vontade ou ser doido mesmo ahahahah
Tenho um gravíssimo defeito: eu falo na mesma proporção que posto aqui e nos comentários até do meu próprio sítio! Quem me conhece ou conheceu, sabe do perigo que correram. Não tive culpa se cursei magistério - curso que exigiu de mim ficar na frente de público e descrever o produto, se me entenderam.

Conheci recentemente a Elisa, do blog "Elisa no blog - uma brasileira no Japão". Não lembro como a conheci, acho que foi nos comentários de agora fugiu-me de quem foi (não lembro se foi no da Luria, no do Leosan, da Bah ou...). E desde aquele dia, começamos a trocar comentários. Pra quem riu muito do famoso post das melancias, com direito ao "Suica no Meisanchi"...

Encontramo-nos onde ela mora, pois moramos na mesmo cidade, mas já falei que Yokohama é dividido por distritos? Participei de uma festa de Halloween, jantamos (ainda vou querer saber o segredo da feijoada, estava muito gostoso!), conversamos muito. Como nos comentários anteriores, vale mesmo a pena conhecer outros blogueiros. Apesar de uns morarem aqui no arquipélago mas em outras provínicia, e outros no Brasil, mas um dia a gente encontra.

Ah sim. Ganhei um presentinho feito pela Elisa. Eu adorei!!! Só que dá pena usar embaixo das folhas da aula (e aí fica na pasta, como se fosse a capa rs).

Desculpe a foto torta, mas Masha rules! Elisa-san, domo arigatou! Kampeki desu!


Mudando de assunto porque lá vem os assuntos aleatórios...

- Chega final de ano, começam a especular quem vai apresentar, quem vai ser "líder de torcida", quem vai aparecer no mais tradicional, porém com a audiência na berlinda, Kouhaku Utagassen. Como serão 60 anos do evento, já em outubro, a NHK já montou o site oficial do programa. Os apresentadores serão Terry Ito e Mari Sekine. Agora, os supporters dos times Vermelho (Akagumi) e Branco (Shirogumi) serão respectivamente Yukie Nakama (a Yamaguchi, da série Gokuzen) e Masahiro Nakai (todo mundo sabe quem é...), pela quarta vez os dois juntos (só que Nakai já é sexta vez, depois eu faço um post só disso). Agora, quem vai se apresentar, a lista não saiu.

- Julgamento: segunda feira que passou, o ex-ator e ex-cantor (e ex-esposo da atriz Akiko Yaida), Manabu Oshio, foi julgado e condenado a um ano e meio de prisão com direito a cinco anos de sursis. Pra quem chegou agora: em agosto, Oshio foi pego com ecstasy no organismo e uma mulher (supostamente amante) morta no apartamento que pertencia a ele. O julgamento teve direito a concorrida vaga no juri popular. Pior que vestibular pra Medicina na Unesp de Botucatu...

- USB Card ou "Pen Drive" dos Beatles em forma de maçã: aproveitando o relançamento de toda a discografia dos Beatles e mais um pouquinho, a empresa que detêm toda a marca do grupo lançará em dezembro um USB card ou "pen drive" contendo toda a discografia do grupo, mais os minidocumentários. O interessante: vem em forma da maçã verde, símbolo da Apple (a gravadora, não o computador...). Agora, a parte que degola: custará "apenas" duzentas libras...
( Essa eu vi no Move That Jukebox e podem encomendar aqui o presentinho de Natal pra autora, ahahahahah - brincadeira...)

- Teve gente (que me conhece bem) que perguntou pra mim "que o [Masaharu] Fukuyama fez no cabelo que além de deixar comprido, fez permanente, dando aquele jeito que, acordou agora e esqueceu o que é pente". Explicando (de novo) pra depois conferir a veracidade: devido a ele ter sido convidado (ou intimado, vai saber) a fazer uma novela "de época" (quando falo assim, entende-se da época da era Kamakura, Edo, e por aí vai), ele teve que ficar quase fiel ao protagonista. Ah, a novela? Baseado na vida real do progressita Ryoma Sakamoto, boa parte da história se passa na província de Kochi (na ilha Shikoku), sobre a curta vida política dele, vai ao ar pela emissora NHK ano que vem, substituindo a anterior (de grande sucesso) "Tenchijin", com o Satoshi Tsumabuki. Esta semana, nos estúdios da NHK em Tóquio, Fukuyama e Tsumabuki se encontraram devido a novela de um suceder a do outro.


E troca de presentes, ops, comida típica de cada região da novela (Tenchijin foi ambientado em Niigata e Ryomaten será em Kochi. Agora, não me lembro se grapefruit era fruta de Kochi, namorido nunca me disse...).


- Associando visual novo e Satoshi Tsumabuki, ontem a noite, lendo o noticiário via internet (porque a hora que eu chego em casa, a maioria dos noticiários já acabaram), todo mundo levou um susto, ao verem ele com cara de mau e de cabelo pintado de loiro-gema! Até eu quando vi a foto eu não acreditei, até mesmo lendo a notícia de que ele estará protagonizando um assassino num filme baseado em um livro escrito por Shuichi Yoshida - "Akunin" (悪人 - pessoa má). O filme só entrará em circuito nacional só meados o outono do ano que vem, afinal, fazer um filme leva um certo tempo. Pra mim, sinceramente, foi um choque: pra quem estava acostumada a ver Tsumabuki protagonizar sempre personagens de boa índole, mudar totalmente o visual e virar assassino num filme, vai ser difícil engolir essa ( da mesma forma que, apesar da novela ter tido uma boa audiência, ter ganho dois prêmios no Television Awards deste ano (melhor ator e melhor atriz coadjuvante), Tsuyoshi Kusanagi fazendo papel de um yakuza frio e impiedoso, sinceramente, pra mim não foi fácil digerir. Pra quem ele fazia papéis de iihito...).

- Pra terminar o post quilométrico mas compensando a falta de atualização por relapso da autora aqui ( ou leia-se: falta de tempo ou como queiram interpretar), a figura que inicia o post de hoje, quem acessar o Google em japonês, hoje, verão duas figuras simpáticas do Vila Sésamo - o Beto (Bert) e o Enio (Ernie), em comemoração aos quarenta anos da criação do programa.

Wednesday, November 04, 2009

Quando Ela é Ele!


No domingo que passou, após voltar do trabalho (sim, tem domingo que eu preciso fazer plantão), debaixo de chuva, com vontade de comer polenta frita feito pelo namorido, como de costume, ligo a TV para assistir aos noticiários e navego na internet para... bem... torrentar as novelinhas que perdi e enquanto torrenta, vejo também noticiários.

Quando eu, navegando pelo Mainichi em japonês, logo na parte de entretenimento (é um dos poucos assuntos que me interessa, vai), constava a notícia do concurso que tem na Tailândia - o Miss International Queen - que elege o mais bonito travesti (ou transsexual, ou transformista, ah, nunca sei a diferença entre um ou outro, muito embora pesquisadores franceses já tentaram explicar) do mundo. Veja bem: do mundo...

Qual foi minha surpresa ao ler a notícia que o travesti cantor/ator/e mais um pouco Ai Haruna ganhou o concurso e o equivalente a 900 mil ienes em dinheiro (ou 10 mil dólares). Se Haruna não se empolgasse ao falar, passaria batido como mulher, pois engana e muito bem. Lembrando que, neste concurso a maioria são das Filipinas, Tailândia, Cingapura... (se pensaram se o Brasil não tivesse um ou uma representante, estão enganados, pois teve um (ou uma, ah, sei lá) que ganhou o terceiro lugar.)

Falando em mulheres que antes de entrar na mesa de operação eram homens, no programa matinal do Tamori - o "Waratte iitomo", tem um dia da semana que traziam os new-half - que seria o equivalente ao travesti - para os convidados do dia descobrirem quem é ou não mulher. Bem como no programa do grupo Arashi (o da noite, pois de sábado de manhã é mais família) que vinham dez new-half e tinham que descobrir quem investiu mais pra turbinar, cortar, ajeitar e tudo o mais pra virar a top star nos host clubs de Tóquio e outros lugares. Se o indivíduo gastou mais de um milhão, pode ter certeza que foi pra tirar o que incomodava.

Se no Brasil temos a Roberta Close e a Rogéria (e se tiverem mais, me falem, pois minha memória está fraca, fraca), no Japão tem muito travesti que engana e muito de tão perfeito que fica, até conversando. E ganham bem, trabalhando nos host clubs que tem nos grandes centros. Claro, esses clubes além de chiquérrimos, são caríssimos! (E o primeiro que falar que sei disso porque andei muito vendo a esquete "Hikaru Host Club", paródia do Kimura e Inagaki, vai ter)

E pensar que a mulher mais bonita do Brasil nos anos 80 era um homem...

Certo post, no blog da Dona Luria e Seo Diogo, eles falaram sobre os travestis japoneses famosos. Até onde conheço, os já ojisan ou obasan, como queiram, Akishino Miwa e Peter. E os atuais, o maquiador Ikko e a citada Ai Haruna. Se tiverem mais, eu não sei, pois os new-half preferem o anonimato e trabalhar com entretenimento noturno, se me entenderam.

Akihiro Miwa, nos anos 50-60 já se apresentava como mulher, cantando chansons no estilo francês. Embora em sua forma normal fosse bem apanhado, inclusive já apareceu in natura em um ensaio fotográfico nos anos 60, no underground nipônico. Conta que ele foi amante do escritor Yukio Mishima. Hoje aparece em programas de variedades, vestido como aquelas matronas européias, mas aquela peruca (ou cabelo proprio, vai saber) da cor de fio de ovos, por favor... Apesar das aparências, Miwa é ferrenho crítico em parte política, principalmente na parte pós-guerra. Motivo: tinha dez anos quando a bomba caiu em Nagasaki, sua cidade natal. Ele também fez a dublagem no desenho animado "Howl's Moving Castle", de Hayao Miyazaki.

Peter, ou Shinnosuke Ikehata, hoje faz mais teatro. Nos anos 60, meio que chocou os conservadores ao aparecer na mídia fazendo o estilo andrógino, mas ganhou o Record Taisho em 1969, com a música "Yoru to Asa no Aidani". Filho de ator de teatro kabuki (sim, aquele tradicionalíssimo onde os homens fazem papéis femininos), Ikehata logo enveredou pela arte, mas não como o pai pensou... Muito embora use seu nome verdadeiro "de homem" no teatro e cinema (ele trabalhou no filme "Ran", de Akira Kurosawa, versão samurai de "Rei Lear". Peter usa seu nome verdadeiro nos créditos do filme. Quem assistiu, ele representa o bobo da corte), Peter costuma aparecer nos programas e entrevistas totalmente vestido de mulher mesmo. E não colocou nada a mais. Mantém a forma e o bronzeado surfando, pescando de barco, tanto que possui duas casas de praia (uma em Hayama e outra em Atami). E outra: conta a lenda que muitas mulheres pensaram que ele fosse homossexual, então não teriam problema de trocarem de roupa na frente dele entre um show e outro, mas parece que não é bem isso não... Recentemente, desligou-se da agência que fazia parte há anos e faz mais teatro musical (usando o nome verdadeiro). O último, foi a vida da cantora Fubiki Koshige.



Ikko, ou Kazuyuki Toyoda, é conhecido nos programas de tv com a frase "Dondakee", tanto que virou verbete. Seu nome artístico provém de seu próprio nome em kanji que pode ler de várias formas (一幸). Maquiador formado em Fukuoka, abriu seu próprio salão em 1992, depois de anos trabalhando com outros. Costuma aparecer nos programas de variedades sempre de vestidos de decotes profundos e curtos, para mostrar as pernas torneadas, paramentadas sobre saltos plataformas altíssimos, que matam muitas mulheres de inveja. Inclui-se aí os produtos importados e muita caminhada. Embora no seu site oficial e no blog que possui, Ikko se identifica como mulher, apesar de não ter turbinado os peitos (algo que poderia ser possível, já que usa roupas decotadas) e pra provar, certo desfile, mostrou o peito sarado ( e não dois enormes melões como a maioria dos new half costumam fazer).

Pelo visto, se Ai Haruna se der melhor (pois ela/ele vive aparecendo nos programas de variedades, mas, como disse, o problema é quando se extrapola e a voz engrossa mais do que já é, pois ela/ele falando parece que sofre de constante rouquidão), poderá garantir a aposentadoria, e manter as trocentas plásticas que teve que fazer, pois, afinal, mudar de sexo, dependendo da pessoa, vai muito dinheiro em cima (ou dentro) nisso.
Mas existem casos que eu vi no programa do grupo Arashi, que um new-half não gastou nadica de nada para fazer sucesso nos host clubs pois quando a genética ajuda, a natureza não precisa ser mexida, mas também quando se mexe, das duas uma: ou o resultado fica quase perfeito ou fica entre o trágico e o catastrófico...

Sunday, November 01, 2009

Quem disse que morte tem que ser triste?


Antes que muita gente já lotem minha caixa de comentários dizendo que eu pirei de vez, que sou insensível, que nem respeito pessoas falecidas, vou logo explicando: já que 90% de meus, nossos, vossos amigos blogueiros falaram sobre o Halloween ("Dia das Bruxas"), por que não posso mencionar sobre o Dia dos Muertos, que seria o Finados do México?

Data celebrada nos dias 1 e 2 de novembro, o dia dos Muertos tem origem asteca. Segundo consta na "Folha de São Paulo":

(...)"diz que a crença popular que os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos uma vez por ano. Na época de Finados, as pessoas dão boas-vindas às almas que já partiram oferecendo-lhe flores, incensos, alimentos especialmente preparados, velas. Considerado um dia de paz e contentamento e não de morbidez (...) Bonecos de açucar, pães e guloseimas são decorados com caveirinhas, acreditando que os mortos absorvam seu aroma e essencia, mas quem come tudo são os vivos(...)"

Quando eu era mais nova, ainda no Brasil, muita gente achava estranho missa de japonês: rezava-se, acendiam-se os incensos e depois todo mundo (geralmente os parentes) sentava à mesa para comer, geralmente temakizushi, onigiri, inarizushi, manjyu e se tivesse, youkan (lembrando que, vinte e tantos anos atrás, pra minha mãe conseguir o tal do feijão azuki e arroz mochi tinha que : ou alguém ir pra São Paulo, na Liberdade, ou algum parente que está de passeio no Japão e trazer na mala). Quem não fosse descendente ou não entendesse direito o que se passava, achava muito estranho mesmo.

Imagine: reza a missa pro falecido e depois todo mundo fica comendo? Não sei vocês, mas como minha família é católica, mas mantém as raízes do xintoísmo, é estranho. Mas a gente respeita as raízes, acreditando que nem toda morte significa "acabou por aí". Acreditamos que, a pessoa foi para descansar e que ela continua sempre presente entre nós, por isso lembramos todos os dias rezando no hotokosan (réplica de um altar xintoísta), oferecendo algum alimento.

Muita gente acha estranho também velório de japoneses: ao final da cerimônia, tem-se alguma coisa para comer e beber. A família do falecido entende que, como muita gente veio de longe para dar "o último adeus", fica de péssimo grado não oferecer algum alimento e bebida.

Sim. Em meus onze anos aqui, fui uma vez num velório daqui. Triste, com certeza, não dá pra negar...

No dia de Finados, se no Brasil é tido como data triste, cuja visita aos cemitérios aumenta mais do que no dia normal, no Japão faz-se em agosto e uma semana ( facultativa) para irem ao furusato (terra natal) rever parentes e visitar os antepassados, no México vira carnaval. Acaba virando uma festa alegre, com direito a comida, bebida, doces e fantasias, como disse, os mexicanos ( também ) acreditam que os mortos estão vivos em um segundo plano, e em novembro, segundo a crença, os mortos vêm visitar o mundo dos vivos. Mas uma vez por ano.

Se tem uma das coisas que eu gostaria de conhecer, seria as culturas de outros países. Enquanto estivermos aqui, dá pra aproveitar e bem, sim. Basta dar um pulinho em Chukagai (Chinatown) e Yamate (Yokohama); ir em restaurantes e procurar eventos de outras nacionalidades (sabe a revista Metropolis? Sempre tem um guia de eventos, vale a pena dar uma conferida)...


Ontem, fui em Honmoku (bairro onde fica o lar doce lar da Elisa) conhecer a
festa do "All Hallows Eve", muito bem divertida, lugar bem diversificado e com grande miscigenação cultural. E claro, principalmente conhecer pessoalmente a Elisa, muitíssimo simpática, culta, esposa e mãe dedicada. Não temos foto porque a privacidade é nosso forte. Ah sim, cozinheira de mão cheia. Claro que também quero conhecer todos que frequentam este lugar, quando retornar ao Brasil, coloquem água no feijão que quero visitar todos, na medida do possível e se o tempo der...
Fontes de pesquisa: Folha de São Paulo, Wikipedia. Foto: Giancarlo Calabrese.