Thursday, December 31, 2009

Festival de Fim de Ano - Mais Curiosidades do Kouhaku Utagassen

Os futuros apresentadores do Kouhaku Utagassen quando Yukie Nakama e Masahiro Nakai estiverem com agenda lotada: Nozomi Ohashi (será sempre lembrada pela música de "Ponyo") e Seishiro Kato(que vai ser sempre lembrado pelo comercial como "kodomo tencho"...)

Tinha falado anteriormente sobre o tradicional festival de fim de ano que a emissora estatal de TV, a NHK, transmite anualmente na véspera do ano Novo. Que a emissora está fazendo das tripas coração para levantar a audiência (que a cada ano cai devido a uma outra emissora estar transmitindo final de luta livre - o que, cá pra nós, eu particularmente não vejo graça alguma ver dois marmanjos se estapeando no meio de um ringue), tá muito na cara, pois pra chamarem até a "revelação do ano" Susan Boyle, não duvido de mais nada.

Sobre quem vai participar este ano ficou muito pouco especulado, se bem alguns nomes eram óbvios, outros foram surpresa.

Falei dos fatos curiosos deste festival, mas quem disse que acabou? Ano vai, ano vem, o festival costuma ter a famosa "caixinha de surpresas"...

- Este ano vai ser o último ano que a cantora Ayaka se apresenta. Ela, que casou-se no início do mês com o ator Hiro Mizushima (era o assistente do Kimura no dorama "Mr. Brain" e o aloprado policial em "Tokyo Dogs"), anunciou que iria parar de cantar até o próximo ano. Por causa do casamento? Não é bem isso: Ayaka tem problemas sérios de saúde (hipertiroidismo) e estaria afetando a audição e vocal, por isso vai dar um tempo para se tratar pra, quem sabe, voltar a cena musical novamente.

- Pela décima vez, o cantor Saburo Kitajima vai encerrar a noite. Como sempre, com "Matsuri", que reúne todos os artistas que apresentaram. No lado vermelho, quem encerrará será a hoje dupla Dreams Come True.

- Pouca gente sabia, mas Miwa Yoshida, a vocalista da dupla Dreams Come True era casada com o compositor Ken Sueta. Só souberam quando ele faleceu de câncer, em outubro de 2007, no final da produção do álbum "I Love You". Uma das músicas Yoshida dedicou ao marido falecido.

- Acharam estranho escalarem as megapop stars Ayumi Hamasaki e Kumi Koda e não chamaram Namie Amuro, já que ela quem apareceu mais no ano. Não sei se confere, mas dizem que Ayumi e Namie não podem se ver que logo sai troca de gentilizas, se me entenderam. Houve um Kouhaku que as duas foram chamadas e saíram comentários que Namie não iria se apresentar na mesma noite que "a Barbie fabricada" (Ayumi) e que Ayumi teria revidado com o comentário de que "não quero me encontrar com aquela macaca" (Namie). Melhor pra Koda, que nada tem a ver com isso e ela apresenta (quase) em paz...

- São raros irmãos que também cantam se apresentarem juntos ou no mesmo evento. A dupla Peanuts (formado pelas irmãs gêmeas idênticas Emi e Yumi Ito) se apresentaram 16 vezes no Kouhaku. As irmãs Saori Yuki e Yuko Yasuda, 10 vezes (como irmãs), mas a última apresentação delas foi em 2001. Este ano, as irmãs Kumi Koda e misono (ex-vocalista do Day After Tomorrow) se apresentarão juntas pela primeira vez no Kouhaku Utagassen deste ano (ah, ninguém sabia que Kumi e misono são irmãs?).

- Este ano, além das apresentações habituais, pra nunca ficar batido, sempre tem as atrações a parte. Além da Susan Boyle, o "Kodomo Kouhaku", versão mirim do Kouhaku com Nozomi Ohashi (lembram dela cantando a musiquinha do animê "Ponyo..."?) e Seishiro Kato (que faz sucesso como garoto propaganda da Toyota como "Kodomo Tencho"), o tema do ano "Uta no Chikara" e... homenagem ao Michael Jackson (como foi a personalidade mundial mais falada e especulada, bem...)

- Quem vai abrir o programa serão Ayumi Hamasaki e o grupo de 14 membros EXILE, que este ano ganhou o Nippon Record Taisho (pra quem não lembra do grupo, antes eles eram sete e resolveram incrementar o grupo contratando mais sete pra dar apoio. E na comemoração dos 20 anos do entronamento do Imperador Akihito, o grupo foi convidado para cantar ao vivo no evento noturno).

- No caso de grupos musicais mistos (que contém homens e mulheres como membros de banda), a escolha se vai ser do time vermelho (mulheres) ou branco (homens) prevalecerá quem é o vocalista principal. No caso dos grupos como Dreams Come True e Every Little Thing, como as mulheres (Miwa Yoshida e Kaori Mochida respectivamente dos dois grupos) são as vocalistas principais, ficaram no time vermelho. No caso do Southern All Stars, embora tivesse a Yuko Hara como membro da banda, acabou representando o time branco porque Keisuke Kuwata era o vocalista principal. Só no 19o. Kouhaku Utagassen (1968) que até em cima da hora ficaram na dúvida em qual time encaixar o grupo Pinky and the Killers, pois todos eles cantavam juntos (acabou ficando no time vermelho).

- O caso de encerramento da noite (o chamado "Ootori"), geralmente os homens quem encerram (ou o time branco). Mencionei várias vezes que dos sessenta eventos que tiveram, dá pra contar nos dedos quantos artistas não-cantores de enka encerraram: Kenji Sawada (1978) e SMAP (2003 e 2005). Das mulheres, foram Namie Amuro (1997) e Dreams Come True (2009), se bem que das mulheres deveriam ter deixado a Ayaka encerrar, pois seria a última apresentação dela. Falando em última apresentação, muita gente dos anos 80-90 não se conforma pelo fato de não terem deixado o septeto Checkers fazer o encerramento no mesmo ano que seria a última apresentação deles (1992).



"Love" (Dakishimetai), de Kenji Sawada, que encerrou a noite de 1978. (Para quem não sabe: Kenji Sawada era vocalista do grupo The Tigers, que nos anos 60 foi um dos grupos que popularizaram o famoso movimento "Group Sounds", seguindo a trilha dos Beatles. Era conhecido também com o nome artístico de Julie, fazendo o gênero andrógino. Foi casado com a ex-Peanuts Emi Ito por uma década.)




"Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", SMAP, em 2003. (Foi o segundo artista de música não-enka a encerrar a noite, quinze anos depois que Kenji Sawada. A música foi a mais tocada do ano - e ainda continua, tanto que este ano vão cantar novamente.)




"Matsuri", de Saburo Kitajima, em 2006 (Veterano do Kouhaku Utagassen, Kitajima - nascido em Hokkaido, tanto que o primeiro sucesso dele fala da cidade natal - quase sempre encerrava as apresentações do Kouhaku quando era chamado para o final com essa música que fica impossível o pessoal ficar parado, tanto que no meio da música quase todos os participantes do Kouhaku entram no meio da dança. Vide neste vídeo a animação maiores de Akiko Wada e Takuya Kimura, que puxam o pessoal pra acompanhar.)


- Incidentes acontecem :
1) Em 1982, uma paródia má interpretada dos Southern All Stars quase não deixaram o grupo participar mais algumas vezes (não entendo até hoje porque não escalaram o grupo quando "Tsunami" disparou nas paradas de sucesso, em 2000);
2) Em 1985, Koji Kikkawa, ao imitar a famosa performance de Jimi Hendrix tocando fogo na guitarra no final da apresentação, por pouco não terminou o programa por aí mesmo: a fumaceira foi tanta que Naoko Kawai, que cantaria logo depois, quase não conseguiu de tanto que tossia.
3) A dupla humorística Tunnels (Takaaki Ishibashi - que apresenta até hoje o programa "Utaban" com Nakai - e Noritake Kinashi) apareceram somente de cuecas branca e vermelha e no próprio corpo escrito "Compre Votos", no evento de 1991. Tem gente sem senso de humor nesse mundo, vou te falá...
4) No ano seguinte, o ex-Shibugakitai e hoje ator Masahiro Motoki (o ator principal de "Okuribito"), fez cair o queixo de muita gente ao se apresentar de colã branco paramentado com camisinhas infladas como balões. Houve quem dissesse que dentro das camisinhas não era só ar que tinha não...
5) O mais comentado até hoje foi a famosa performance do DJ OZMA ao se apresentar junto às dançarinas que, no meio da música ficam de peito aberto. Mas quem estava perto, como o apresentador Tamio Miyake, garantiu que elas estavam usando um maiô pintado. Mas quem via na TV parecia real. Resultado: muita gente não gostou e no ano seguinte DJ OZMA anunciou que iria se retirar da vida artística.

- Falei em lugares inusitados: Em 2002 (53a. Edição), Miyuki Nakajima se apresentou dentro da construção da represa de Kurobe (Toyama) e na mesma edição, Ken Hirai apresentou-se diretamente dos Estados Unidos ao cantar "Ookina Furui Tokei". No ano seguinte, em 2003, a dupla Yuzu, como era a primeira vez que se apresentaria, em agradecimento aos fãs que vinham ver a apresentação deles na época que cantavam nas ruas de Isesaki-cho, fizeram a apresentação em frente a (hoje extinta) loja de departamentos Matsuzakaya de Yokohama, onde eles começaram a carreira.

- Geralmente a apresentação (ou mediador ) é feita por um homem (representando o time branco) e uma mulher (time vermelho), fora os narradores da própria emissora. Só tiveram exceções em dois casos: em 2005 quando tiveram quatro apresentadores de uma vez só e ninguém representava ninguém e em 2007, devido a compromissos de última hora de Yukie Nakama, Masahiro Nakai teve que representar o time vermelho e o humorista Tsurube Shofukutei representou o time branco.

- Em quantidade de apresentações como mediadores, Yukie Nakama igualou a Junko Kubo, Tetsuko Kuroyanagi, Akiko Wada e Naomi Sagara (4 vezes). Mas Masahiro Nakai ainda está longe de igualar a Teru Miyata (13), Shizuo Yamanaka (9) e Keizo Takahashi (9). Ele está pela sexta vez...

Amigos leitores, que frequentam, lêem, comentam (ou não) este pobre mas limpinho e bem cuidado sítio, este é o último artigo do ano. Devido eu estar no meio das minhas merecidas férias (pra mim, passou de dois dias seguidos de folga, viram férias hahaha), retorno, se tudo der certo e eu não parar de cama devido aos excessos, entre os dias 3 ou 4 de janeiro. Portanto, comportem-se bem durante minha ausência, pois ano que vem poderá prometer muita coisa nova. Mas não prometo nada se farei alguma mudança no sítio, se vou postar diariamente (ah, quem me dera... ter tempo!)...

Calma que ainda vamos ter a retrospectiva dos seis últimos meses, a retrospectiva da década que passou, as seções quase fixas da Discoteca Básica, voltando a gastronomia, e continuando a mesma alopração que a autora sempre teve. Afinal, existem certas coisas que se a gente mudar, acaba ficando chato, por isso resoluções de ano Novo nunca deram certo pra mim mesmo...

Desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo, com a esperança que a nova década seja melhor que esta que passou. Importante termos saúde, tendo saúde, conseguimos alcançar nossos objetivos. E fé, sem ela não teremos a luz para iluminar a solução dos nossos problemas.

Tuesday, December 29, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: A Salada Completa das Resenhas Que Fez Desde o Inicio da Seção Discoteca Básica

Quando eu disse que este mês teria duas resenhas, eu não quis dizer que a segunda adicional seria um recomendado pela autora aqui...

Ah... mais um ano se vai e uma década se acaba. Sim, ou ninguém aí sabia que a década de 2000 começou em 1o. de janeiro de 2000 e terminará no dia 31 de dezembro de 2009? Depois a gente toca no assunto antes que eu acabe perdendo o foco na postagem de hoje.

Desde fevereiro do ano passado, eu comentava sobre os álbuns que eu ouvi e resolvi passar adiante o que pensava, agora se recomendo vocês ouvirem, aí fica a vosso critério, não estou influenciando ninguém hohoho. Como sempre digo: gosto é que nem traseiro - cada um tem seu, certo? A não ser que queiram ouvir de curiosidade. Das duas uma: ou acaba gostando ou acaba repugnando de vez. Fazer o quê, né...

Na verdade, os mais de uma dúzia de albuns que resenhei, eu ouvi todos, inclusive a doida autora tem quase todos eles no lar apertado lar (exceto dois até o momento). Se alguém resolver vir me visitar no apertamento e quiser ver minha coleção de CDs e singles adquiridos em comunhão de bens com namorido kinguio (unimos tudo, desde procura até vexames homéricos diante do balconista - nem eu nem namorido sabíamos o nome da música e muito menos o interpréte, tivemos que tentar cantar um trecho da música. Resultado: eram "Saboten no Hana" de Kazuo Zaitsu e "Natsu no Tsuki" da Anri), vai encontrar j-pop, um pouco de enka, música "do estrangeiro"...

Pra encerrar o ano, um pequeno (grande) resumo das resenhas feitas:


The Beatles: Live at the BBC! (1994): O quarteto de Liverpool tinha um programa fixo na tradicional rádio britânica BBC, no qual entre uma música ou outra tinha conversas informais e algumas piadinhas. De 1963 a 1965 eles tiveram três programas fixos: o "From Us To You", "Pop Goes the Beatles" e "The Beatles invite you for a Ticket to Ride". O forte do programa eram as músicas que apresentavam ao vivo mas também de outros artistas que eles gostavam, como Carl Perkins, Buddy Holly, Chuck Berry, Little Richard e Elvis Presley. Também interpretaram de artistas desconhecidos como a atriz Ann-Margret e Little Eva. Os fanáticos conheciam dos bootlegs (eufemismo para gravações pirateadas), mas valeu a pena oficializar. Detalhe: num dos programas, os Beatles chegaram a apresentar em primeira mão algumas músicas antes de serem lançadas no mercado, como "Ticket to Ride". (Resenha feita no dia 28 de fevereiro de 2008, inaugurando o tópico "Discoteca Básica")

Carpenters: From The Top 1965-1982 (1994): A dupla de irmãos formado por Richard e Karen Carpenter, no final dos anos 60, conquistaram espaço nos loucos anos 70 porque tinha uma parcela de gente que queria algo mais calmo. Embora Carole King, Carly Simon e James Taylor tivessem a parcela de músicas pra acalmar os ânimos, a temática variava entre o amor e a depressão (o chamado "bittersweet"), a música dos Carpenters abordavam na maioria que o amor existe e acreditemos nele. Apesar de uma ou outra falar de desilusão amorosa, o que seria normal. O que muitos possam criticar por eles serem açucarados a ponto de matar diabético, muita gente ainda tem a dupla como referência - principalmente a forma que Karen cantava. Tanto que Kim Gordon, baixista do grupo Sonic Youth, a homenageou no álbum "Goo", com a música "Tunic" e a cita como inspiração por ter sido instrumentista. A revista japonesa "Rhythm and Drums" já publicou uma edição com Karen na capa - sim, ela era baterista no início de carreira. O box-set com quatro CDs, traz entre as conhecidas, uma parte inédita, nos tempos em que eles eram um trio, com direito até a uma cover que Karen canta dos Beatles para um programa de rádio - "Good Night" (cantada por Ringo Starr, no "Album Branco"). (Resenha feita no dia 27 de março de 2008)

Southern All Stars - "Ballad 3 - The Album of LOVE" (2000): O hoje quinteto japonês está com atividades temporariamente suspensas até próxima ordem, por isso Keisuke Kuwata, o líder fundador do grupo, faz mais sucesso em carreira solo. Se bem que, o estilo d'ele cantar nunca muda, portanto, muita gente vai achar que é o grupo mesmo. Formado em 1977, o grupo misturava rock, baladas, irreverência, sol, praia e amores de verão. Tudo porque Kuwata nasceu numa cidade onde o mar ficava no quintal da casa. O grupo ganhou notoriedade porque fazia algo diferente. A coletânea em questão veio na rabeira do megasucesso "Tsunami", o que fez o grupo ganhar vários prêmios e aparecer direto nos programas especializados. Apesar que o Southern All Stars nunca precisou de mídia pra cativar os ouvintes, que têm faixa etária variada e os shows que faziam era lotação garantida. Embora os PVs obrigatórios para aviso de lançamento de albuns se faziam necessário. Especula-se a volta do quinteto, mas nunca se sabe. (Resenha publicada dia 29 de maio de 2008.)

The Police - "Message In A Box" (1992): O pessoal de hoje conhece o Sting como o "politicamente chato" devido às posições ecopolíticas (tal como o Bono), mas pouca gente sabia que ele foi o baixista de um trio que no meio dos anos 70, quando o punk-rock comia solto, apareceu no mercado com um som ora agressivo, ora agitado, e misturando... reggae. Em meados de 1977, o "faça você mesmo" era o lema dos músicos de porões e casas de procedência suspeita. Uma parte foi para o punk rock que além do visual feito pra chocar, expressava a ordem de anarquia. Outra parte foi para a new wave, que era pra dançar e ao mesmo tempo pensar. O trio Police durou até 1983, mas os cinco albuns que deixaram foram o suficiente para marcarem história no rock. Quem mais em sã consciência cantaria uma música que fala de suicídio, gostar de uma prostituta e sobre solidão de uma forma mais irônica possível? (Resenha publicada dia 14 de agosto de 2008)

The Monkees - "Pisces, Aquarius, Capricorn and Jones Ltd." (1967): Outro quarteto, mas norte-americano (embora tivesse um inglês no meio), como resposta aos britânicos Beatles, mas foi criado de uma forma nada convencional: através de anúncio de jornal. Uma produtora de TV estava procurando alguns doidos para fazerem um seriado de TV. Eis que seleciona aqui e ali, juntam quatro rapazes com alguma experiência musical e teatral e com um empresário que poderia fazer o que quiser, estava criada uma banda. Só que de bobos eles não tinham nada e quando dispensaram o empresário, eis que surge um dos melhores álbuns nos anos 60. Entre músicas do estilo "Turma da Praia", projeto de bossa-nova, country, folk-rock, experimentos eletrônicos (sim, os Monkees foram os primeiros a usaram o famoso sintetizador Moog) e crítica social, o quarteto mostrou que poderiam andar com as próprias pernas. Uma pena que devido ao currículo manchado e falta de apoio o grupo acabou logo depois, bem com a série que deu origem ao grupo. (Resenha publicada em 29 de setembro de 2008)

The Rolling Stones: "The Rolling Stones Singles Collection: The London Years 1963-1971" (1989): A "maior banda de rock de todos os tempos" era a "rival" dos Beatles nos anos 60. Só entre os fãs, porque os dois grupos trocavam idéias e até avisavam um ao outro pra não lançar o single no mesmo dia. Enquanto os Beatles se inspiravam no rock americano, os Rolling Stones já iam direto na raiz do rock - o blues. Tanto que as primeiras músicas do grupo eram covers de músicos de blues negro como Bo Diddley, Muddy Waters (foi numa de suas músicas que saiu o nome do grupo), BB King e outros. Só mudaram pro rock que fazem até hoje quando o antigo empresário deu um ultimato: ou compõem suas próprias músicas ou o grupo acaba agora mesmo. O resto é história. O box-set com três CDs esgotou rapidinho, tanto que tem que procurar em lojas de segunda mão. Traz quase todos os singles que o grupo gravou, desde 1963 até 1971, quando eles criaram seu próprio selo. Ouve-se aí todas as fases do grupo: do blues ao rock, passando pelo psicodelismo, baladas mas nunca deixando a cair a peteca. Bem dito a música que originou seu nome: "pedra que rola não cria musgo".


Masaharu Fukuyama: "M Collection - Kaze wo Sagashiteru" (1995), "Dear - Magnum Collection 1999" (1999), "SLOW" (2000) e "Single Collection 5 nen mono" (2006): Cantor, compositor, instrumentista, produtor, fotógrafo, ator, garoto-propaganda da Toshiba, maionese Kewpie e faz de tudo mais um pouco, Masaharu Fukuyama saiu de Nagasaki pra tentar a vida em Tóquio e hoje tem vinte anos de carreira nas costas e tido como uma das personalidades mais queridas do país. As quatro principais coletâneas abrangem todo o período e fases do cantor, desde o rock até baladas, para quase todos os gostos e público. O público - geralmente feminino - garante a audiência, mesmo quando canta o rock de início de carreira ("Tsuyoku Ame no Naka", primeiro single) até as baladas que o marcaram ("Sakurazaka"). Há quem torça o nariz só porque é bonitinho, mas quem puder vê-lo no papel de Ryoma Sakamoto na próxima novela das oito aos domingos pela NHK a partir de janeiro, ele agradece. (Resenha publicada em 8 de março de 2009)

Hikaru Utada: "The Singles Collection Vol. 1" (2003): Quando Utada surgiu em 1998 no mercado fonográfico japonês, foi quase um sucesso imediato de vendas com o primeiro single "Automatic", com mistura de hip-hop dançante e blues. E veio em boa hora, numa fase em que a diva-mor da época Namie Amuro estava afastada no meio artístico e Ayumi Hamasaki ainda estava nos primeiros passos. Embora hoje não faça aquele sucesso de antigamente, esta coletânea (incompleta) traz a primeira boa fase de Utada. Não que ela não tenha músicas boas recentemente, mas depois da separação e não tão boa recepção no exterior, parece que está dando um tempo. Esperamos que ela volte com a mesma boa forma do início de carreira.

ZARD: "Zard Best - The Single Collection" (1999): Quando o grupo surgiu nas rádios, pensavam que na verdade Zard fosse pseudônimo de uma cantora, pois quando apresentava-se (pouco) nos programas musicais, só vinha a cantora principal - Izumi Sakai. Entre especulações de que o grupo não existia, o passado nada convincente de Sakai, e sua morte misteriosa - o grupo cujos instrumentistas mudavam a cada album, trazia boas músicas, compostas por Sakai mesmo. Que falavam de amor adolescente, de vontade de viver, mas que agradavam a todos. "Makenaide" entrou no set list do "24 hour Television" devido a mensagem de apoio e força na maratona. O álbum em questão traz a fase de 1991 a 1999, e na época do lançamento, tinha um cartão postal para concorrer a dois ingressos para um show particular que o grupo fez em agosto de 1999 dentro de um navio, dando origem ao álbum ao vivo "Zard Cruising and Live" no ano seguinte. Agora, se quiserem um "Best of" completo do grupo, em 2006 (um ano antes de Sakai falecer), foi lançado o "Golden Best 15th Anniversary". (Resenha publicada em 29 de maio de 2009)


Paul McCartney: "All The Best!" (1987): O pessoal que me perdoe, mas dos Beatles, Macca (como é conhecido) foi o mais bem sucedido. Não que os outros três tivessem fracassado, mas quem mais dominou as paradas de sucesso pós-Beatles foi ele. Tudo bem que a especulação de que quem está fazendo os shows hoje seria um sósia (lembram do famoso boato nunca explicado de "Paul está morto"?), mas vai ser um sósia perfeito assim lá... Uma das poucas coletâneas que Paul lançou em todo esse tempo, na verdade a seleção foi feita através de uma enquete programada pela gravadora junto ao público. Assim não teria risco do Paul colocar o que ele bem entender ou a gravadora fazer a mesma coisa. Apesar de que sempre vai faltar isso ou aquilo, mas a vida é assim mesmo. O álbum em questão traz as "preferidas do público" e duas inéditas. A versão em vinil é a mais completa, pois o CD realmente falta música. Uma outra coletânea - que eu acharia mais completa na fase Wings, banda de Paul nos anos 70 - seria "Wingspan", lançado em 2004. (Resenha publicada em 19 de junho de 2009)

Franz Ferdinand: "Franz Ferdinand" (2004), "You Could Have It So Much Better" (2005) e "Tonight" (2009): Pouca gente conhece esse outro quarteto - mas vindo da Escócia. Quem pensou que eles se apresentam de saiote e gaita de foles, esqueçam: grupo independente que se preze, grava em lugares toscos, tem um selo obscuro, toca em lugares pequenos mas para um público fiel e usa roupas de brechó (isso se não repetirem a mesma roupa em quase todos os shows). Ah sim, as músicas são do variante entre o tradicional rock passando pelo punk e com pitadas da new wave atrasado. Show dos caras não tem como ficar parado, a autora aqui testemunhou ao vivo. Os dois primeiros álbuns traz o rock anos 60 em ritmo acelerado com dance e punk mas sem deixar cair a peteca, agradando até o público daqui ("Do You Want To" foi usado como música de comercial da Sony). Começaram a bater ponto em Glastonbury e Fuji Rock. O ápice dos caras foi tocar na mesma noite que Paul McCartney e Morrissey (ex-Smiths)no famoso festival de Coachella (EUA). "Tonight" traz experimentos eletrônicos, a divulgação do dub (ritmo caribenho eletrônico) mas sem perder a forma dos primeiros álbuns. Resta saber se o quarto álbum vai manter a mesma forma.


SMAP: "Smap Vest (Best Album 2001)": Esqueçam os incidentes e acidentes que o grupo - continuando firme e forte com Masahiro Nakai, Takuya Kimura, Goro Inagaki, Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori - sofreu nos dezoito anos de carreira. Poderia ser pior, lembrem-se muito disso. Por mais que até hoje o quinteto japonês "agenciado" (digo isso porque eles não precisam seguir a agenda da agência que eles pertencem) pela maior agência que cria boy bands no país seja rotulado de quinteto que "mais atua que canta e dança", pela idade que eles estão hoje, nem podem ser chamado de boy band. Desde que o grupo começou meio errado (primeiro single fracassado, primeiro show lotação pela metade, com direito a um dos integrantes se apresentar de muletas), a salvação veio através de um programa de TV pra eles entreterem o público e claro, divulgar as músicas. O mais engraçado é que deu certo e até hoje mantém a mesma receita de bolo. E eles têm que ser muito caras de pau mesmo para parodiarem quase todo mundo sem dó nem piedade no programa quase semanal que mantém. Quanto às músicas, o "Best of" traz do início de carreira quando eles eram um sexteto (1991 a 1996) até 2001. Depois deste ano, já enfileiraram um single atrás do outro. Quando vai ter um volume 2 tendo os sucessos "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", "Arigatou", "Sonomama"...? Será que ano que vem eles vão fazer algum show conforme disseram na entrevista?! (Resenha publicada em 27 de agosto de 2009)


The Checkers: "All Songs Request" (2003): O septeto vindo de Fukuoka (sul do arquipélago), fazia algo mais diferente nos anos 80, onde os aidorus dominavam o mercado com baladinhas meigas e visual bem... deixa prá lá. Imagine sete caras da mesma cidade, amigos de infância, colegas de escola e até dupla de irmãos cantando, dançando e tocando no meio do palco. Entre baladas e rock japonês meio new wave fora de data, os sete - formado pelos irmãos Fumiya e Naoyuki Fujii (seriam parentes da nossa amiga Elisa?) e também por Masaharu Tsuruku, Yoshihiro Takamoku, Toru Takeuchi, Yuji Odoi e Yoshiya Tokunaga - conquistaram o espaço com músicas como "Giza Giza Heart Komori no Uta", "Heartbreak Julia", "Namida no Request", "Nana" e também pelo visual. Ninguém, em tão sã consciência se apresentaria vestido de xadrez da cabeça aos pés (sim, o grupo popularizou o uso de chapéus), imaginem sete! O grupo terminou em 1992 devido a compromissos pessoais, a última apresentação dos sete juntos foi no 42o. Kouhaku Utagassen, no qual eles deveriam fazer o encerramento, já que seria a última apresentação juntos. Mas sabe como era o pessoal da comitê organizadora... Só não voltaram a reunir-se devido ao falecimento do baterista Tokunaga em 2004 (câncer). Este "Best Of" seguiu a mesma fórmula do album do Macca (vide um pouco acima): a gravadora tinha feito uma enquete via cartão postal para os fãs do grupo para escolherem os trinta melhores para entraram no álbum. E para quem não sabia (nem eu), o septeto se apresentou na parte japonesa do famoso show beneficente "Live Aid", em 1985... (Resenha publicada em 30 de setembro de 2009)

Legião Urbana: "Mais do Mesmo" (1998): O grupo brasileiro, formado por Renato Russo, Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, divide muita gente, devido às letras e melodias de cunho forte e político passando por baladas depressivas e reflexão. Primeiro, quem manda o grupo surgir em plena transição ditadura-democracia? Segundo, como é que muita gente ia saber das preferências de Renato Russo num país na época falar de homossexualismo já era motivo de levar pancada? E teve que ser muito macho pra dizer que gostava de meninos e meninas... Seja como for, o grupo marcou presença no rock brasileiro e dane-se que "Faroeste Caboclo" é quilométrico: era (e acho que continua sendo) a realidade brasileira. O grupo só não lançou mais material inédito depois da morte de Russo porque já cumpriram o que tinha que fazer. (Resenha publicada em 24 de outubro de 2009).


SMAP: "SMAP 011 - ス" (1997): Não adianta olharem pra mim de cara feia. Se eu tasquei quatro albuns do Masaharu Fukuyama numa resenha só, três do Franz Ferdinand e duas resenhas dos Beatles (e Paul McCartney pertencia a que grupo oras!), porque eu não posso fazer uma resenha ao menos de mais um álbum deste quinteto?! Tudo bem que muita gente fala que o quinteto "mais atua que canta", ou "tem certeza que eles cantam mesmo?" e "dois deles já tiveram problemas sérios com a lei", mas este álbum continua sendo um dos melhores que o grupo já gravou, que marcava a transição de sexteto para quinteto e músicas mais dançantes, mais animadas e mais irônicas. Se nem no programa semanal eles não perdoam nem eles mesmos, imagine se nos álbuns eles iam deixar passar batido. Pode ter uma ou outra que fica difícil digerir, mas o álbum "su" ficou em 3o. lugar na Oricon japonesa, foi incluido nos 100 melhores álbuns dos anos 90 na j-pop, pelo menos duas músicas são obrigatórias nos shows e foi a partir daí que eles raramente aparecem nas fotos das capas ( a última foi "Birdman", de 1999), mas dava para perceber melhor a característica do quinteto: Masahiro Nakai, o líder de voz de gralha mas quando quer dá pra encarar a cantoria; Takuya Kimura, o "galã" de visual mezzo rocker, mezzo surfista; Goro Inagaki, o vaidoso bobinho que depois do susto virou uma pessoa legal; Tsuyoshi Kusanagi, o eterno bonzinho e ingênuo, amigo de todos (desde que tirem o copo da frente dele, tranquem a adega e voltem acompanhados) e Shingo Katori, o caçula divertido que às vezes ninguém sabe se ele está brincando ou falando sério. Como no single "Dynamite", já podem ouvir esse album no som máximo. (Resenha publicada em 13 de Dezembro de 2009)


A seção Discoteca Básica volta no ano que vem.

Saturday, December 26, 2009

A Difícil Arte de Interpretar as Mulheres

"Sexy and The City" - Miranda, Carrie, Charlotte, Louise e Samantha às ordens...


Quando assisto a algum programa de variedades ou comerciais, é inevitável que o ator interprete uma mulher. Não vejo nada de errado nisso, não é por aí que depois acaba jogando pro outro time, se é que me entendeream. Na verdade, um homem tentar ser mulher por motivos de indefinição sexual, quer mudar a natureza (sempre falo que, se quer mudar o próprio corpo, o problema é dele, o nosso é que temos o péssimo hábito de julgar o que os outros fazem antes de nos olharmos), é uma situação difícil. Agora, um homem interpretar uma mulher seja numa festa a fantasia, seja em termos artísticos, a história muda.

Desde que o mundo é mundo, a arte de homens interpretar mulheres (o contrário é muito raro, conheço poucos, como o teatro Takarazuka) existe há muito tempo. Até o famoso Shakespeare chegou a fazer papéis femininos em peças de rua de suas próprias obras, numa época em que as mulheres eram má vistas fazendo pantomima pros outros. No Japão, o teatro kabuki impera até hoje os homens interpretando papéis femininos. E olha que vem de muito muito muito antigamente. No Brasil, tirando época de Carnaval, umas boas décadas atrás, ator que fosse interpretar uma mulher, já era tido como subversivo.

Nos tempos da Atlântida, Vera Cruz e outras produtoras, os atores encaravam o papel mais para disfarce em filmes de comédia. Quando o famoso ator Ziebinski apareceu em 1972 interpretando uma mulher na novela "O Bofe", ninguém acreditou. Da mesma forma que Ney Latorraca apareceu como uma dama na novela "Um Sonho a Mais" e na peça de teatro "O Mistério da Irma Vap" junto com Marco Nanini (quem viu a peça na época, como namorido kinguio viu, disse que assistiria quantas vezes fosse possível). Isso até onde lembro.

Mais "crássico" impossível ainda era a interpretação feita por Didi Mocó dos Trapalhões em cima da música "Teresinha", de Chico Buarque, cantada por Maria Bethânia. Imagine a cada verso sendo dramatizado (?) pelo Didi, parodiando a cantora, com direito a peruca, batom, vestido vermelho e salto alto (detalhe para as pernas peludas). Quem assistia ao programa nos anos 70 (como a escriba aqui), vai lembrar. Jô Soares antes de ter seu talk-show também já interpretou mulheres no programa que possuía. Chico Anysio antes da Zelia, também (quem lembra da Salomé, que gostava de dar conselhos ao então presidente Figueiredo, que gostava da personagem?).

Eis a lista de pelo menos alguns exemplos no cinema e TV (tanto aqui, como no Brasil, como no estrangeiro, sem ordem de preferência) que fizeram a difícil tarefa de encarnar uma mulher. Se bem que, usar vestido, peruca, batom e salto não é tão difícil assim. Queria ver eles terem TPM, colicas mensais, carregar dentro da barriga um bebê, sofrer dores de parto...

1) Geraldine e Daphne (do filme "Quanto Mais Quente Melhor"): Tony Curtis e Jack Lemmon encarnaram essas duas distintas damas para salvarem a própria pele dos mafiosos por terem testemunhado o "Massacre do Dia dos Namorados". Acabam disfarçados de mulher e participam de uma banda feminina liderada por Marylin Monroe. Um clássico da comédia por Billy Wilder. Impagável a cena em que Jerry/Daphne (interpretado por Lemmon) é pedido em casamento.

2) Teresinha (a música-título de Chico Buarque): Como mencionei há alguns parágrafos atrás, quem lembra dos bons tempos que os Trapalhões ainda era um quarteto, o politicamente correto não existia mas a censura corria solta (mas o programa nunca sofreu censura - até onde sei - mesmo subliminarmente ou na cara-de-pau mesmo tirava sarro dos militares), vai lembrar de alguns quadros que Didi Mocó e Mussum apareciam vestidos de mulher. Mas a imitação de Didi Mocó de Maria Bethania, com a música mencionada, continua sendo o "crássico" da TV brasileira. Querem relembrar do tempo em que a trupe era bom e ninguém sabia? Dá uma espiada aqui.

3) Ed Wood ( o próprio; e interpretado e Johnny Depp): Tive que incluir o diretor aloprado de filmes classe Z e o ator mais venerado pela revista "People". Mas o que eles têm em comum? Bom, Ed Wood era um diretor pra lá de aloprado que gostava de se vestir de mulher, tanto que aparecia nos sets de filmagem vestido como uma. A "obra prima" cult é o filme "Plano 9 do Outro Espaço", que trazia Boris Karloff (que faleceu no meio das filmagens e usaram um dublê). Já Johnny Depp... bem, todo mundo sabe que ele gosta de fazer papéis do tipo "quanto mais estranho melhor" e fica irreconhecivel. Principalmente quando ele trabalha junto com Tim Burton. Ao fazer um filme biográfico do cineasta já citado (o Ed Wood), Burton não pensou duas vezes e chamou Depp pra fazer o papel. Uma colega minha que ama Depp que me perdoe, mas não é que na cena em que ele aparece vestido de mulher ficou uma gracinha?

4) Taro Yamada (do dorama "Yamada Taro no Monogatari"): Baseado num mangá do mesmo nome, o dorama tinha a seguinte história: o protagonista era o estudante de colegial mais querido da escola, mas ninguém sabia que o coitado era pobre de doer e tinha que dar um jeito de sustentar a mãe e sete irmãos. Quem dava uma "mãozinha" pro Yamada era um colega da mesma escola, que sabia da condição miserável do cara, mas ao mesmo tempo queria disputar o lugar do ichiban das menininhas. Protagonizado pelos dois Arashi - Kazunari Ninomiya e Sho Sakurai -, em uma das cenas, a fim de arrecadar fundos, Yamada (Ninomiya) teria que trabalhar numa mansão. Até aí tudo bem, a não pelo fato de ter que se disfarçar de empregada doméstica, com direito a aventalzinho de babados e o arquinho pra prender o cabelo (ops, peruca)...

5) A Velha Surda (da "A Praça é Nossa"): Nem sei se o programa existe, mas até onde eu pude assistir, a qualidade do programa ficava a desejar. Embora fosse o filho Carlos Alberto da Nóbrega o sucessor do programa humorístico criado por seu pai nos anos 50, de alguns anos pra cá ficou muito apelativo. O que salvava era a Velha Surda, criada por Ronnie Rios. O que poderia ser uma vovó igual a dos quadrinhos, rotunda, de coque, xale e chinelas, acaba virando um diálogo recheado de confusões. Que esperaria mais de uma pessoa com grave defeito auditivo?

6) Anabela Freire (Novela "Um Sonho a Mais"): Quem assistiu a novela, lembra do Ney Latorraca como Volpone, acusado injustamente de matar o pai da sua ex-noiva. Depois de muitas décadas desaparecido, reaparece como moribundo e anunciando seu sucessor. Mas para descobrir o verdadeiro assassino, assume várias identidades, a mais conhecida foi da secretária Anabela Freire, que acaba casando-se com Pedro Augusto, cujo beijo foi considerado o primeiro beijo homossexual da novela da Venus Platinada.

7) O Mistério da Irma Vap: uma peça de teatro norte-americano mas que fez sucesso enorme no Brasil, com Ney Latorraca e Marco Nanini, que se revezavam em 16 personagens. Obviamente também inclui os personagens femininos, interpretados com agilidade pelos dois veteranos atores. Quem assistiu a peça no teatro e depois viu em filme, muita gente que dá uma diferença enorme (encenar diante da câmera é uma coisa, mas diante de dez mil pessoas a coisa muda...)
Marco Nanini e Ney Latorraca em uma das cenas da famosa peça. Impressionante!

8) Mako-chan, Shinobu-chan, Gorokumi, Welma Tsuyolli e Shingo Mama (do programa Smap x Smap): Disse que japoneses dominam a arte de kabuki como ninguém, certo? Por isso ninguém fica de olho arregalado quando um ator resolve aparecer em cena vestido de mulher. De onde eu sei, desde que estou aqui, o programa semanal SMAP X SMAP de quase toda segunda a noite, é um dos poucos que o quinteto fazem as esquetes, e alguns até fixos. Talvez merecessem um capítulo à parte, pois como eu disse certa vez, eles não perdoam ninguém até eles mesmos. Os cinco personagens, interpretados respectivamente por Masahiro Nakai, Takuya Kimura, Goro Inagaki, Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori, pra não variar, ficaram tão cômicos que impossível não rir.

Mako-chan (da esquete "Keisan Mako-chan" (計算マコちゃん)), a OL (office lady) estabanada, peituda e de maria-chiquinha, interpretada por Nakai, faz de tudo para conquistar a atenção dos homens, "friamente calculado". A vítima é o próprio colega do escritório onde trabalha (interpretado por Tsuyoshi Kusanagi), sob o olhar cético de Shingo Katori e maravilhado de Megumi Yokoyama, que acha Mako muito meiguinha. No episódio final, Mako-chan tasca um beijo no colega. Na boca, mas não do estilo desentupidor de pia.

Shinobu-chan, a balconista estilo Shibuya Gyaru interpretada por Kimura, já teve um breve comentário em alguns posts atrás. Na onda das ageha girls, com dialeto próprio (que confesso não entender), elas seriam as descendentes das primórdias gyaru no início de 2000. Shinobu é a balconista da loja de roupas "Smaussy" (paródia com a brand "Moussy"), destinada para tais garotas. Só um detalhe: tem 46 anos e tenta a todo custo adaptar o vocabulário de obasan pro ageha mas só se enrola toda, pra espanto da gerente (interpretada pela comediante Kanako Yanagihara) e a subgerente (por Marie). Cá prá nós, até que o Kimura ficou bem de peruca comprida, shortinho, salto e unhas postiças.

Gorokumi (ou Goro Kumiko), começou como colegial e recentemente tenta ser modelo da "Ageha". Seria perfeito, se um detalhe não causasse tamanha comédia: está extremamente acima do peso normal. Bem que tenta perder os quilinhos extras, mas a toda hora pensa em comida. E toda vez que faz algo, acaba quebrando tudo pela frente (já quebrou a mesa de jantar, uma máquina de purikura, a esteira da academia e o banco do jardim). A personagem - interpretado por Goro Inagaki - leva quilos de maquiagem e enchimento extra. No especial de verão deste ano, sobre os personagens mais votados entre o grupo, a de Goro foi a escolhida, tentando emagrecer na academia, tendo Kumiko Mori como instrutora (nota: Kumiko Mori apresenta um programa de receitas culinárias na TV...).

Velma Tsuyolli, uma das atrizes de teatro de variedades "All That Gag", é uma paródia do filme "Chicago". Neste caso, ela, junto com Roxie Mart, dançam e contam piadas para a platéia. Uma pena que desabilitaram o vídeo, pois a esquete era bem engraçada. Muito embora Tsuyoshi Kusanagi vestido de mulher vira um desastre que não dá pra enganar, até que como Velma caiu bem - de peruca chanel, vestido anos 30 e bem maquiado (pra quem não lembra, a Roxie Mart, a loira, era o Masahiro Nakai). Não mencionei, mas a paródia que Kusanagi fez da Cutie Honey ficou divertida.

Shingo Mama, começou como uma esquete do programa "StaSuma", que Shingo Katori fazia com Masahiro Nakai aos sábados. O que era uma brincadeira (Shingo aparecia na casa dos telespectadores, que tivessem filhinhos pequeninos, de vestido rosa de bolinhas, peruca presa com arquinho, para cuidar deles, enquanto a mãe tinha algum compromisso que não pudesse levar o filho junto), acabou tendo sucesso até no especial "Gambarimasho", no início do ano. A música "Shingo Mama Oha no Rock", embora seja one-hit wonder, foi sucesso o ano de 2001 todo, inclusive na turnê do quinteto em 2001 teve até o genérico Takuya Mama (sim, no meio do show, Kimura aparece imitando o próprio colega).

Claro que o quinteto já parodiou "Sex and The City" (a quinta integrante seria a assistente da Carrie Bradshaw, Louise. Tentem descobrir quem faz quem, mas dá muito na cara), o trio Perfume (que, interpretado por Kusanagi, Inagaki e Katori, viraram o trio "Percume", dublando "Polyrhythm", o primeiro sucesso das três), o grupo das Doze Chinesas (lembram?)...
Novo trio nas paradas de sucesso: Percume, com Kusayuka, Gocchi e Shi-chan. (er... mamãe nunca lhes disseram que é pra fecharem as pernas quando se sentam?)

Voltando ao tópico, realmente, não vejo nada de errado nisso tudo. Artisticamente falando, não mesmo. Oras, se até John Lennon, nos aureos tempos dos Beatles, numa esquete de um programa de TV, interpretou uma mulher, com direito a vestido e peruca (na paródia de Willian Shakespeare para "Sonho de uma noite de Verão", fazendo o papel de Tisbee) e continuou sendo como ficou ate 1980, qual o problema?


Os saudosos George Harrison e John Lennon (dos Beatles), interpretando respectivamente a Lua e a "linda donzela" Thisbee na paródia que o quarteto de Liverpool aprontou no especial "Around The Beatles", em 1964, para a TV inglesa, de uma peça de Willian Shakespeare. Eu não sei se o vídeo que consegui aqui foi colorizado ou conseguiram uma cópia real, pois muita gente conhece a versão em preto e branco. Paul McCartney é Pyramus e Ringo Starr, o Leão. Como era ao vivo, fica impossível até eles mesmos ficarem sérios.


Update em 27 de dezembro: Por puro esquecimento (e olha que dependendo sou difícil de esquecer as coisas), mas graças a Bah (do Bah Blog e Vendendo Coisinhas), ela lembrou de um filme que por sinal me fez lembrar de outro - e ambos eu assisti e gostei muito: "Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar" e "Priscilla, a Rainha do Deserto". Em ambos os filmes, atores famosos tido como fazendo papéis de homens durões, resolveram ver o outro lado.

Imaginem um trio de atores que entre filmes de explosões, máfia e aventura; drama shakesperiano, humor inglês e tudo o mais, resolvem colocar no currículo um filme de comédia. Melhor ainda: como drag-queens num road-movie. Podem soar caricatos? Mas diversão é o que conta.

"Priscilla, a Rainha do Deserto" (1994), filmado no deserto da Austrália, é um road-movie que traz três atores consagrados do cinema britânico - Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce - devidamente de drag-queens que viajam pelo deserto num ônibus ("Priscilla") para irem fazer um show. O que acaba mudando totalmente a vida de cada um que encontram. Uma das cenas em que "há de endurecer mas sem perder a ternura jamais" é a cena em que a transexual Bernadette (interpretada por Stamp) dá uma lição que mesmo tendo mudado de lado, ainda dá uma lição física num cara que pensa que ainda é macho. Tem outra cena famosa que muita gente comenta, mas como aqui é um sítio família, melhor assistir ao filme. Quem puder alugar, pedir emprestado, torrentar, vale a pena. E a trilha sonora, tendo Gloria Gaynor, ABBA, Charlene e Village People, continuam tocando em qualquer casa noturna por aí.

"Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar" (1995), segue a mesma trilha de "Priscilla...", mas em solo americano. Impressionante aí como três atores que a gente costumava ver em filmes de ação, violência e aventura, ver como três simpáticas e divertidas drag-queens que transformam uma cidadezinha pacata e reprimida num lugar alegre e sem preconceitos. O trio formado por Patrick Swayze (a elegante Vida Boheme), Wesley Snipes (Noxeema Jackson) e John Leguizamo (Chi-Chi Rodriguez), ficaram quase irreconhecíveis no filme, no qual viajam num Cadillac conversível de Nova York para Los Angeles participaram da final da "Drag Queen do Ano". Pra quem quer diversão, os dois filmes valem a assistida.

Noxeema Jackson (Wesley Snipes), Chi Chi Rodriguez (John Leguizamo) e Vida Boheme (Patrick Swayze) em suas roupas normais surpreendendo e mudando a vida - principalmente das reprimidas mulheres - da cidade de Snydersville, no meio do deserto americano.

-Fotos do post de hoje: encontrados com a graça do são gúgol em vários sites que nem colocam de onde conseguiram...

Friday, December 25, 2009

Dia Vinte e Cinco....


Desculpem-me pela correria e atraso em colocar este sítio em dia. Final de ano é aquela correria mesmo, colocar o trabalho em ordem, a casa em ordem...

Amigos e amigas leitores e leitoras deste sítio, por mais que a situação ainda esteja estável, não percamos as esperanças e lembrar que ao menos dia de Natal é um dia para começar a refletir sobre tudo que fizemos ou deixamos de fazer o ano todo.

Que Ele abençoe a todos nós e que traga paz e felicidade.

Feliz Natal.

Ilustração: via Google.

Thursday, December 24, 2009

Contradições de finais de ano


Eu detesto finais de ano...


... porque temos o desconto do imposto de renda no salário.

... porque faz tanto frio, mas tanto frio que o pinguim de geladeira quer ficar perto do aquecedor.

... porque o povo aqui é muito frio no duplo sentido da palavra.

... porque trabalhar até faltando dois dias pra acabar o ano e inclusive no Natal, é o fim da picada.
... porque além do item citado anteriormente, desejar "Feliz Natal e Bom Ano" nestes tempos atuais, a probabilidade de ter resposta malcriada é maior.

... porque as lojas e supermercados ficam abarrotados de gente apressada para conseguir as últimas ofertas do ano.

... porque as festas de confraternização de empresa são sempre no mesmo lugar.

... porque a gente acaba gastando mais do que precisa.

... porque, quem mora no estrangeiro, fica triste e deprimido por não estar com a família.

... porque, quem mora no estrangeiro, vai ligar para desejar boas festas e bom ano, as linhas ficam congestionadas.

... porque viajar fica um congestionamento que dá aquela raiva indescritível.

... porque além de viajar fica aquele congestionamento dos infernos, todos os lugares, mas todos mesmo, ficam congestionados. De gente.

... porque ter que fazer aquela limpeza total de final de ano acaba te deixando é com dores nas costas e nos braços.

... porque sua caixa de correio física e virtual ficam lotadas de cartões de propagandas.

... porque aqui Natal não é considerado feriado, todo mundo trabalha e são poucos que sabem o real significado da data.

... porque desde ano passado, a economia mundial entrou em colapso de uma pancada só, e com isso muita gente desconta a raiva em outra muita gente.

... porque de muita gente estar com raiva da situação mundial, perdem a esperança de que o próximo ano poderá ser melhor.

Maaaaaaaaas, eu adoro finais de ano....

... porque se temos o desconto do imposto de renda no salário, pode ser que ao invés de desconto, temos a restituição.

... porque faz tanto frio, mas tanto frio que ficar em casa e assistir àqueles filmes que você não assistiu durante o ano todo é uma boa pedida.

... porque o povo aqui é muito frio, mas a gente não pode generalizar.

... porque trabalhar até faltando dois dias pra acabar o ano e inclusive no Natal, temos a compensação de uma bela rodada de pizza e refrigerante cortesia da empresa.

... porque além do item citado anteriormente, desejar "Feliz Natal e Bom Ano" nestes tempos atuais, apesar de ter gente malcriada, sempre tem um que salva e deseja do fundo do fundo do coração que a gente também tenha um Feliz Natal e um Bom Ano.

... porque as lojas e supermercados ficam abarrotados de ofertas de final de ano e muita coisa boa mesmo. A gente consegue até 90% de desconto!

... porque mesmo se as festas de confraternização de empresa são sempre no mesmo lugar, a gente se diverte de qualquer jeito. Mesmo tendo tomado todas e dançado rumba em cima da mesa.

... porque, quem mora no estrangeiro, fica triste e deprimido por não estar com a família, mas a gente fica contente quando encontramos alguns poucos amigos perdidos por aí.

... porque, quem mora no estrangeiro, vai ligar para desejar boas festas e bom ano, mesmo as linhas ficando congestionadas, é uma alegria quando a gente consegue falar com nossos parentes e amigos.

... porque viajar fica um congestionamento que dá aquela raiva indescritível, podemos aproveitar para curtir a paisagem.

... porque ter que fazer aquela limpeza total de final de ano acaba te deixando é com dores nas costas e nos braços, mas pelo menos a casa está limpinha para receber o ano novo.

... porque sua caixa de correio física e virtual ficam lotadas de cartões de propagandas, mas sempre a gente encontra um cartão de amigo ou parente que você nem lembrava mais que ainda te lembra mesmo sendo somente nestas datas.

... porque aqui Natal não é considerado feriado, todo mundo trabalha e são poucos que sabem o real significado da data, mas não deixam escapar um "Feliz Natal".

... porque este ano, apesar da crise econômica, a gente tem que pensar no amanhã.

... porque, apesar de muita gente estar com a falta de esperança de que o próximo ano seja melhor, tem outra muita gente que tem a esperança de que o próximo ano seja melhor e estende a mão para ajudar a essa gente que já perdia a alegria de viver.

... porque mesmo diante de tudo isso que aconteceu durante o ano, a gente tem que enxergar o futuro com alegria.




Este texto de hoje é uma reedição. Originalmente, tinha sido publicado em duas partes. Mas o tema ainda continua sendo atual. Apesar de tudo, vamos dar as mãos, ser felizes e esquecermos as coisas ruins, não somente no final do ano, mas todos os dias, afinal, felicidade não tem data pra comemorar.

Monday, December 21, 2009

A Incrível Criatividade das Pessoas


Principalmente na parte de dar nome aos filhos, grupos musicais, apelidos. Até nome de cidade. Eu sei que em todo o lugar do mundo o pessoal tem que ter uma criatividade daquelas, seja pra batizar o rebento ou pra investir em carreira artística. Só que, no caso no Brasil, o que poderia ser algo diferente, acaba sendo constrangedor. Principalmente quem recebe o nome.

Eu, particularmente, acho o fim da picada os pais quererem inventar nome pra batizar o filho só pra ser diferente. Depois quando o filho volta pra casa chorando que os coleguinhas começaram a tirar sarro do nome dele, os pais tiram da reta, né? E depois quando entra na fase adulta, fica na peleja no cartório pra mudar de nome. Se eu tivesse um nome como Um Dois Tres de [sobrenome] Quatro; Maria das Dores do Parto ou Cafiaspirina Sódica da Cruz, deserdava a família e iria brigar no cartório até o fim.

Confesso que meu primeiro nome, minha mãe jura que foi de uma atriz dos tempos da Vera Cruz, muito famosa e que ela gostava. Quando entrei no colegial, encontrei mais três homônimas com a mesma história (mãe noveleira). Mas tem horas que não sai da minha cabeça que deve ter sido aquela firma que fabrica azulejos, caso foi da filha da minha vizinha no Brasil, cujo pai trabalhava como empreiteiro de obras residenciais.

Voltando quesito de nomes: na hora de dar nome ao rebento, uma nova vida se traz à família, toda aquela alegria... Chegam os pais cheios de criatividade para dar e resolvem chamar o filho (ou filha) com um nome que seria a junção de nomes dos pais para não sair briga. Ou inventam e acaba ficando com uma sonoridade terrível, escrita de levantar os olhos e sem significado algum. Ou ninguém aí sabia que os nomes têm significado?

Lembrou-me de uma crônica de Ivan Angelo sobre os nomes, significados e porque hoje já perde-se o sentido devido as invencionices que os pais fazem. Quando eu lecionava, eu já peguei classes com nomes bem simples como Lúcia, Bruno, Bruna, Clarissa, Patrícia, Fabiana, Gabriel, Thiago, Marco Aurélio, Pedro... Mas eu também já deparei com nomes como Greicequelli, Leidedai, Valdisnei, Claudismar...

Bem fez meus pais colocarem nomes simples para nós três, mas o porém é que meu irmão mais velho nunca é chamado pelo primeiro nome, depois que descobriu o significado (na verdade, como minha avó paterna ainda morava conosco, ela chamava o meu irmão pelo nome japonês mesmo) e eu sempre fui conhecida por apelido e no Japão muitos me chamam ou pelo nome do meio ou pelo sobrenome, se bem que aqui é normal ser chamado pelo sobrenome. O significado de nossos nomes seriam "andar claudicando", "meu Senhor guia a luz" e "agricultor". Confesso que, pro meu irmão mais novo, como ele nasceu de um parto complicado, por pouco não morreu, foi reanimado a tempo, queria que se chamasse Renato (nascido duas vezes), mas meu pai não quis, dizendo que "nome repetido na família não é bom"...

Existem também aqueles que gostam de nomes estrangeiros para ficar diferente. Traduzindo o significado não perde, exceto se ficar variando e mudando. Tal como Charles, é Carlos; Paul é Paulo; Willian é Guilherme. Tenho uma história meio curiosa sobre este nome - Willian. Um conhecido meu estava para ser pai e a mãe era meio sem-noção e queria que queria porque queria que, se nascesse menino, colocar o nome de "Willian Guilherme". Eis que ele perguntou pra mim o que eu achava. Eu disse que "ou escolhe um ou outro, pois Willian, no alemão é o mesmo que Guilherme". Tá que ele conseguiu convencer a esposa pra dissuadir da idéia e ainda fiquei com a pecha de chata, convencida e sem graça...

E vocês pensam que nome japonês é fácil? Como aqui o pessoal tem aquela tradição de que nome bom tem que ter significado bom para dar sorte e o sentido varia conforme o ideograma, dificilmente o pessoal aqui fica inventando moda. Existem os nomes mais populares do ano que passa, mas geralmente são nomes que trazem boa sorte. Claro que ninguém quer dar nome que dê azar...

Agora, só porque uma personalidade aí deu o nome pro filho algo impronunciável, mas porque é celebridade, podem tirar a idéia da cabeça, pois, como disse, depois se seu filho ou filha voltar pra casa chorando porque os coleguinhas deram um apelido infame ou tiraram sarro da cara devido ao nome, terão que aturar isso pelo resto de suas vidas (ou até o filho ou filha se emancipar e trocar o nome a todo custo no cartório).

Exceto se o rebento quiser se arriscar na carreira artística, pelo menos o nome original já garante a meia entrada.

Sunday, December 20, 2009

Por Que Meu Copo Nunca Fica Vazio?

Ou: todo final de ano acaba sendo a mesma coisa.

Só pelo relapso de dias que estou escrevendo isso, percebe-se que 1) a autora acabou de acordar do cochilo que deu depois que levou namorido kinguio pra estação e 2) a autora ainda está tentando se recuperar da festa de ontem.

Festa?

Como muita gente que está aqui no Japão, sabe que todo final de ano, os funcionários de empresas, escritórios, que seja, se reunem pra confratenização de final de ano ou bounenkai (忘年会) cujo significado, literalmente seria "encontro de esquecer o ano". Desde que trabalho em escritório, todo final de ano o pessoal se reúne pra comer e beber em algum lugar, uma forma gastronômica de esquecer o ano terrível que passou. Se bem que, até alguns meses atrás, o pessoal do meu departamento costumava ir comer e beber (se bem que era mais beber...) todo mês, especialmente depois que recebíamos o cebolão... ops, o pagamento.

Só que, devido a falta de criatividade de muita gente, por quatro anos (leiam bem: quatro anos...) consecutivos, o pessoal do outro departamento sempre marcava a festa de final de ano no mesmo lugar. Ainda se fossem dois anos seguidos, tudo bem, mas... quatro ??? Nada contra churrascarias mas todo ano indo na mesma, olha, até o mais assíduo frequentador enjoa. Mas quando pedem sugestões, ninguém se manifesta, e quando se manifesta a gente acaba é sendo defenestrado.

Este ano, não sei porque se é que o pessoal ficou meio desanimado com a situação atual, mas até duas semanas atrás ninguém estava falando nada de bounenkai. Eu estava era achando que o pessoal iria telefonar na pizzaria e mandar entregar algumas com aperitivos e comprar a bebida na loja que fica na rua paralela do escritório. Eis que resolveram em cima da hora e sabe como chega final de ano: liga para trocentos lugares e nada. Eu quis dizer resolveram fazer o bounenkai mas faltava o lugar.

Liga pra um lugar, obviamente pela época do ano, já estava lotado; liga pra outro, o horário não ajuda; liga para outro, o horário ajuda, mas falta capacidade; liga pra outro, ninguém gostou do preço e por aí vai. Acho que até se pedissem as pizzas, do jeito que a gente estava com sorte, era bem provável que o tencho (gerente) dissesse "desculpe, mas acabaram os ingredientes".

Sorte que conseguimos em um restaurante estilo americano, com duas horas de comida e bebida a vontade (desde que pagando, claro...) Local marcado, hora combinada e quantidade de pessoas o suficiente para não dar problema na hora de pagar depois (sim, todo ano acaba faltando dinheiro na hora de pagar a conta, bem que deveriam cobrar na entrada, já que o valor já está fixo mesmo).

Duas horas depois de muita comida, muita bebida, mais um ano que se vai. Desta vez, pra não me dar problemas na hora de voltar (sim, do local do evento até onde moro, de trem podem contar uma hora), acabei por beber o que muitos falam "bebidas de mulherzinha", pois minha favorita, a famosa irlandesa Guinness não servia naquele local. "Bebidas de mulher" leia-se como coquetéis leves (mas que sobem e pra mim dá um sono daqueles), exemplo como cassis soda, orange, cramberry soda, screw driver, gim tonica e por aí vai. Não estava a fim de passar mal.

A história de consequências desastrosas pós-bounenkai ou pós-nomikai tenho uma que eu faria questão de tentar esquecer, mas fica difícil. Três anos e tantos atrás, na despedida de uma de minhas colegas de trabalho, foi o pessoal todo (conta-se aí uma dúzia) num pub que ficava perto de uma estação. Eis que, eu meio lesada, depois de dois half pint da Guinness, aceitei tomar um coquetel de metro. Não que eu tomei um metro disso, mas é que a iguaria é servida num recipiente milimetricamente contado.

Resultado: a bebida era tão ruim, que aquilo me revirou toda. Saí em disparada pro banheiro, se é que me entenderam. Ainda bem que estava vazio, pois banheiro feminino nesses lugares geralmente está livre. Mesmo tendo me aliviado, um lesado me fez tomar mais dois desse maldito coquetel molotov. Sim, porque depois disso fui eu correndo novamente pro recinto. E ainda por cima o lesado queria que eu virasse o copo. Foi nessa que eu virei pra ele e disse que, se me fizer virar essa porcaria, eu vou é revirar o estômago em cima da mesa mesmo, o que ele preferia?

Na hora de ir embora, acabei por descer numa estação que não era o que costumo fazer baldeação pra casa para mais uma aliviada no banheiro. Antes perder o trem do que perder a dignidade, que nessas alturas do campeonato nem sei onde foi parar. Consegui chegar no meu apertamento inteira (naquela época, namorido kinguio trabalhava à noite, por isso não dava pra ir me buscar na estação, mas pelo poupei-o de me ver no estado lastimável que estava: pálida feito gesso e passando mal), mas só de lembrar que no dia seguinte eu ia ter que fazer plantão, já estava me preparando pro pior.

Não posso reclamar, porque, perante muita gente que está meio com a corda no pescoço e uma outra parcela nunca ter tido alguma confratenização de empresa qualquer, até que neste ponto posso dar graças aos céus e agradecer por ainda ter um trabalho, poder pagar as contas e ainda poder garantir minha aposentadoria, o que falta poucos anos para isso.

Friday, December 18, 2009

Plantão Piggy Sakura: Três ou Quatro Tremores no Mesmo Dia

Prezados Leitores que acompanham (ou tentam) este sítio.

Desde antes da meia-noite de ontem, pelo menos aqui em Kanagawa já senti três tremores - um as onze e quarenta e cinco da noite, no meio da madrugada (cinco e quarenta) e agora há pouco.

Só avisando que aqui está tudo bem. Confesso que o tremor que teve as oito e quarenta e cinco de hoje confundi com as obras que estão tendo de demolição que está ao lado de casa.

Thursday, December 17, 2009

Gente que Faz...

... tudo errado. Lembrei-me de certo artigo no finado blog "Garotas Que Dizem Ni" (meu favorito e talvez minha fonte de inspiração por ter criado o meu) sobre "Gente que Irrita". Lendo e relendo (sim, tenho o livro, que ganhei de minha mãe quando tirei meu um mês de férias merecidas), não é o que Vivi escreveu acontece em qualquer lugar do mundo? Ah, vocês duvidam (exceto o pessoal que já mora aqui há muito muito muito tempo)? Então vamolá...

Quando você já sai de casa, pra ir ao trabalho, e precisa pegar o coletivo, já encaramos a Gente que Empaca na Fila. Os ônibus daqui de Yokohama, pelo menos no bairro onde moro, logo que começa até dez da matina, paga-se a passagem na entrada. Depois, tem que pegar um bilhetinho na porta de entrada ou passar o cartão pra catraca eletrônica saber de que ponto você pegou o ônibus pra na hora da saída pagar o trecho. Confesso que no começo me atrapalhava toda, mas hoje dificilmente eu erro (ninguém é perfeito, oras!). O problema é que tem gente que até hoje empaca na fila de entrada perguntando pro motorista se é pra pagar na entrada ou na saída! Isso porque na frente do ônibus já está escrito "前払" (paga-se na entrada) ou "後払" (paga-se na saída). E quando é pra pagar, o(a) indivíduo(a) ao invés de deixar o dinheiro contado na hora de pagar, tem que parar na entrada, obstruindo a passagem do resto do pessoal pra colocar trocado por trocado na caixinha da catraca...

Mesmo dentro do ônibus (ou trem também serve) tem a Gente que Usa o Banco pra Colocar as Compras. Se estivesse vazio, vazio, ainda vai lá, mas o problema acontece sempre que o coletivo está abarrotado e o cidadão nem se toca em desocupar o lugar para aliviar um pouco a lotação. Mas pior que isso, tem a Gente que Fica com o Celular na Mão no Coletivo Lotado. O ônibus (ou trem) já está feito lata de sardinha e tem gente que fica com o celular na mão sei lá fazendo o quê, e fica incomodando quando se está em pé no recinto abarrotado. Sei lá se a Gente que Fica Lendo Jornal (ou revista) em Coletivo Lotado é pior. Acho que sim. Eu fico impressionada até hoje, no trem lotado que pego toda santa manhã pro meu trabalho, com esse tipo de gente. Sete anos depois e não consigo acostumar. Se bem que Gente que Fica Na Porta do Trem e Atrapalha na Saída esse sim, eu considero pior ainda. Chega na estação e essa gente fica na porta do trem atrapalhando quem vai sair e quem vai entrar. Sabendo que quando a musiquinha pára de tocar, a porta logo fecha.

Situação que comecei a presenciar com mais frequência depois que passei a levar namorido pra estação de carro, é com Gente que Dirige Devagar e Gente que Não Dá Sinal de Virar a Direita ou Esquerda. Ah, e com Gente que Dirige Cinquentinha e Corta na Sua Frente Sem Dar Sinal. Não acreditam? Experimentem pegar a Rota Um a partir das seis da matina e depois me contem. Se quiserem andar comigo, primeiro providenciem um seguro de vida sendo eu a beneficiária e depois me comuniquem....

Nem no seu dia de passeio, escapamos da espécime Gente que Empaca na Rua. Aqui as calçadas quase nem existem, se existem somente nos grandes centros. O que acaba fazendo surgir esse tipo de gente que falei. Além de párar no meio da calçada pra ver o e-mail que chegou no celular, ultimamente surgiram a Gente que Anda de Mala de Rodinhas no Meio da Rua. Esse tipo de gente, geralmente as meninas, ficam com essa maldita maleta no meio da rua, e do nada param pra fazer nem sei o quê e a gente acaba é tropeçando nelas. E essa gente acaba se tornando Gente que Nem pra Pedir Desculpa Serve.

No supermercado eu e namorido costumamos ir quase uma hora antes de fechar justamente para aproveitar as ofertas. Mas eis que acabamos por deparar com a Gente que Ocupa o Corredor com o Carrinho de Compras, Gente que Estapeia Outra na Liquidação e Gente que Coloca A Prole de Meia Duzia de Filhos nos Caixas. E o dia que fui pra comprar um ítem e deparo com Gente Sem Noção que Está com o Carrinho Lotado e Não dá Passagem pra Outra que tem Um Item Apenas?

E também encontramos com Gente Que Fala no Celular Dentro do Coletivo, Gente Que Dorme no Seu Ombro na Ida e Volta pra Casa no Coletivo, Gente Que se Maquia Dentro do Coletivo, Gente Que Pisa no Pé da Gente e Nem Pede Desculpa, Gente Que na Fila do Caixa Eletrônico faz Tanta Transação Monetária que Parece Que Está Fazendo pra [Qualquer Multinacional Aqui], Gente Que Escolhe Demais no Restaurante, Gente Que Pergunta Mais o Que Deve Sobre um Item... Mas é melhor eu ir parando por aqui, antes que muita gente acabe me enquadrando no tipo que a Viviana mencionou que seria Gente Que Reclama Demais Por Qualquer Motivo Besta.

Wednesday, December 16, 2009

Quanto mais tenta se explicar...

... mais se enrola. Geralmente são os casos de escapadelas conjugais: sabe lá o que passa na cabeça de cada um que resolve se aventurar perigosamente sabendo dos riscos que pode correr.

Em algum post perdido, eu havia comentado sobre um famoso ator de kabuki que estava casado com uma atriz bem conceituada (era o casal Shido Nakamura e Yuko Takeuchi). Um belo dia, melhor dizendo, noite, Nakamura foi pego dirigindo em alta velocidade na rua de Roppongi. Obviamente que a polícia parou, pois mais de cem por hora na avenida, sabe né? Poderia ser uma multa mais ou menos se não fosse o fator que tinha tomado umas e tantas - e aqui, desde o ano passado, se pegarem dirigindo com graduação alcóolica acima de 0,08 mg, pode dar adeus a sua carteira, sua conta bancária, e até alguns anos detido. Só que no ano que aconteceu (2007), teria que pagar pelo menos 500 mil.

O pior ainda é que Nakamura além de estar dirigindo em alta velocidade, alcoolizado, estava acompanhado de uma hostess que saía há algum tempo mesmo casado e com um filho com Takeuchi. Bem que tentou se justificar, mas Takeuchi encerrou o casamento por aí mesmo e cada um foi seguir o caminho que bem entender. Hoje, Nakamura ainda continua fazendo teatro, fez comerciais (o mais famoso era o deste ano, era do comercial da Suntory - "Protein Water" - que contracenou com Shota Matsuda) e diziam que estaria saindo com Meisa Kuroki, mas era boato. Takeuchi voltou a fazer novelas, o mais recente foi a da jovem cega com quem Shingo Katori se apaixona no dorama "Bara Nai no Hanayasan". E continua sendo a garota-propaganda da rede de combustíveis Jomo.

Quando a gente ouve na TV ou lê nas revistas (de fofoca, melhor dizendo) ou até no bate papo entre as amigas durante o chazinho (ou no salão de cabelereiro, o que pra mim é difícil de acontecer) que fulano(a) se separou de fulana(o), a probabilidade de ter pulado a cerca é grande. Exceção meio que "cola mas não gruda, mas vai assim mesmo" é Tomoya Nagase e Ayumi Hamasaki, que depois de sete anos em vida em comum, cada um foi pro seu canto, com a alegação - segundo Hamasaki - de que "deixamos de ser amantes para serem mais amigos". Então, tá. Se bem que Nagase também iniciativa alguma tomava, senão este ano talvez saísse casório.

O que recentemente se comentou na mídia em geral foi o caso do golfista profissional (e famoso) Tiger Woods. O que poderia ter resolvido dentro de casa, entre quatro paredes com a esposa, talvez evitaria - em partes - a celeuma que causou. Mas não - já começa que a história do acidente e tentativa de socorro ficou mal contada - se era para tirar o motorista do carro quebrando o vidro, poderia ser até o do lado contrário do motorista, mas não o do traseiro.

Depois, mandar mensagens de texto via celular, se quer fazer na surdina, que faça bem feito. Quer marcar encontro, marca num bar muquifento mas decente, numa locadora de DVDs, num restaurante de quinta categoria, mas nunca num lugar acima de qualquer suspeita. Como boates, motéis ou lugares de hostess por exemplo. Aí a bomba estoura e aparecem não só uma mas doze (leram bem?) amantes querendo o quinhão monetário. Mas vai saber se as doze só estão falando que saíram com ele (nem que fosse pra comprar uma cerveja na esquina) pra garantir a aposentadoria antecipada.

Pra falar a verdade, problemas conjugais, lavagem de roupa suja, se resolve entre quatro paredes longe da mídia, parentes nem pensar em dar conselhos furados, pois em parte nem resolve. Terapeuta? Bem, eles estudaram pra isso, mas é difícil ter uma terceira pessoa que nem parte da família faz tentar resolver a situação. A não ser que faça um feedback para tentar ver onde o casal errou. Tenho uma prima psicóloga e ela disse-me certa vez que não é fácil.

(Alexandre Mauj, você que é psicólogo, pode dar a sua opinião na caixa de comentários caso tenha algo a completar, afinal, o que escrevi acima é o que penso...)

E querem saber mais? Pior que infidelidade conjugal, é o caso do Mensalão no Brasil. A famosa dita injustiça social, a volta da censura, desvio de verba pública com direito a propina enviada na cueca. Sim, leram certo. Isso sim, que quanto mais eles explicam, mais se complicam. Seria fácil assumirem que aceitou a grana para fins de "quanto mais grana mais posso torrar", "o povo que se lasque, quero garantir o meu", pegava menos mal e se a justiça não fosse tão falha assim, não ia sobrar um político na rua. E se fosse que nem aqui, que se fez besteira, é descoberto, não pensa duas vezes e pede demissão. Ou se mata, como aconteceu em 2007, com o ex-ministro da Agricultura.

Bem que em alguns julgamentos, o castigo pro culpado deveria ser desta forma, mas ao invés de um balão com almofadas, deveria ser alguns cactos.
Update pra quem não entendeu este vídeo (se não desabilitarem antes): "SumaSuma Saiban" foi transmitido dia 30 de dezembro de 2002, programa especial do grupo Smap de fim de ano. O chamado "lavagem de roupa suja" entre os cinco. Não consegui o programa todo, pois já fazem duas semanas que tento torrentar e nada! Voltando: o especial, traz sete acusações entre os membros do grupo, como esquecer de compromissos, de devolverem coisas, sumir no meio de uma peleja, até ijime. Mas a situação fica tão hilária que, tanto mais tentam se justificar, mais se enrolam. No vídeo, o líder Masahiro Nakai é acusado de "sumir" durante o ensaio de uma esquete, pra assistir a final de um jogo de beisebol. Em uma determinada parte, ele mesmo confessou que tinha que assistir pela TV, pois "como celebridade e fã declarado [do Yomiuri Giants], certamente a imprensa iria me perguntar sobre a final do campeonato. Se eu não assistisse, então vocês queriam que eu desse comentários falsos?". Quem conseguir na íntegra, passa pra mim, por favor...

Sunday, December 13, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: SMAP - "SMAP 011 ス"


Pra compensar novembro que esqueci da coluna mensal "Discoteca Básica", este mês vou tirar o atraso e vai ser duas (leiam bem: duas...) resenhas. E pra detonar de vez esse tópico, agora que o pessoal me interna num casa de repouso sem data pra ter alta, pois se não bastasse a autora aqui ter toda a discografia dos Beatles, ter ido no show do Masaharu três vezes, agora faz resenha de um grupo que hoje mais atua que canta...

Mas a resenha de hoje, o álbum do quinteto (nem dá mais pra falar hoje que seria "boy band" com a idade que eles estão) SMAP - "SMAP 011 ス" (leia-se o ideograma "su"), lançado em 6 de agosto de 1997, foi tido com um dos 100 melhores álbuns da j-pop dos anos 90-00 segundo a Oricon e a What's In?, duas boas revistas que abordam de tudo um pouco da música japonesa.

Por quê? Quem ouviu os dez álbuns anteriores, as músicas eram bem estilo pra desenho animado, lembrando também a época do Menudo e genéricos. Mesmo conforme a idade chegando e acompanhando o que tem de novo no estrangeiro, a música deles foi diferenciando. Um pouco, mas dava pra sentir a mudança. Um dos exemplos era "Oretachi ni ashita ga aru", de 1995, antes da saída de Katsuyuki Mori (sim, de 1991 a 1996 o grupo era um sexteto).

O nome do álbum "ス" dá várias interpretações: de "subarashii" (legal), "suteki" (maravilhoso),
"sugoi" (incrível), até do nome do grupo. E mantendo a numeração dos álbuns (a partir daí passaram a manter um subtítulo, tais como fizeram com os anteriores - "SMAP 006 - Sexy Six", "SMAP 007 - Goldsinger", "SMAP 008 TACOMAX"), muito embora o décimo álbum na verdade seria a coletânea de singles, inéditas e remixes "Wool".

O álbum - contendo 13 músicas - traz músicos convidados como Nile Rodgers (produtor de David Bowie), Masayoshi Yamasaki e Kiyoshiro Imawano, então vão imaginando como é que ficou. Pra surpresa de muita gente, o álbum agradou até a crítica e ficou em 3o. lugar na Oricon. Entre o dance bate-estaca, baladas dançantes, hip-hop, rap com merchã, acústicas e rock, o álbum fica como referência de que o grupo era bom e ninguém sabia.

A capa não traz a foto do grupo (somente no poster que contém as letras e créditos), e na parte interna do CD original o grupo caricaturado por Shingo Katori numa brincadeira com a febre do tamagochi. De brinde vinha um adesivo com o símbolo do álbum, que vinha num encarte de papel cartão.

Como tradição que mantêm até hoje, o álbum abre com "Theme of 011 - ス", instrumental produzido por Nile Rodgers, usando sintetizadores, metais, e samplers, dando clima meio dance eletrônico.

"Everything is Cool", também de Nile Rodgers, é bem do estilo do grupo - dançante e alegre ao mesmo tempo, como nos primeiros álbuns.

"Dynamite", o carro-chefe e lançado primeiro como single para divulgar o álbum, é o famoso dance bate-estaca que a autora costuma falar. Impossível ouvir e ficar parado. Isso porque o single já avisava: "toque bem alto". Começa com Goro Inagaki e Masahiro Nakai na primeira estrofe, passando por Takuya Kimura e Tsuyoshi Kusanagi e a parte antes do refrão com Shingo Katori. O PV já falei várias vezes que seria um exemplo de como economizar na produção: só eles mesmos terem coragem de ficarem dançando em cima da caçamba de um caminhão em movimento em plena Tóquio e a mulherada correndo atrás pra acompanhar. Acabou ficando depois como sendo música obrigatória nos shows e ai se não cantarem...

"Ai ga nai to tsukareru", baladinha dançante com Kusanagi em vocal solo. Bom pra ouvir num lounge com a companhia de alguém e... ok, não exageremos, mas é uma das poucas baladas que Kusanagi se dá melhor. O solo de saxofone é de embalar.

"Koko ni Iru Koto", composta pelo Shikao Suga, é Kimura quem canta em dupla com Katori. Outra balada mas acústica, estilo do Suga, quem já ouviu algumas músicas dele, vai entender (pra quem não sabe, Shikao Suga é quem compôs também "Yozora no Mukou", que no ano seguinte foi million seller). Só não sei dizer se Kimura também toca violão nesta música (mas nas apresentações ao vivo de músicas acústicas, ele faz questão).

"Butterfly", entre o rock e dance poderia ter saído facinho, facinho num single também, mas acabou sendo música de divulgação do álbum no programa "Music Station", que ainda está no ar toda sexta as oito da noite pela TV Asahi. Quem mais cantam nesta música são Inagaki, Kimura e Katori. Com direito a solos de guitarra com distorção, que não distorce a música.

"Oresama Crazy Man", composta por Shingo Katori (sob alcunha de "oresama"), é uma mistura de hip-hop com rap, que só mesmo Katori consegue cantar, pois é muito rápido demais, bem estilo dele mesmo. O coro é pelos outros quatro. Quem ouver um "piiiiii" no meio de uma frase, não tinha nada de obsceno. Era apenas uma piada estilo Katori que colocou o sinal em cima da palavra "Hawaii".

"Minna Hitori Janai noda?!", composta por Masahiro Nakai (aka N.Mappi), é um rap de auto-piada de si mesmo misturando merchandising. Explicando: a narradora do início da música, imita aqueles avisos da prefeitura sobre vinda de tsunamis, taifus e outros assuntos, avisando que o tufão Nakai estaria vindo, com grande potência e risco de causar danos aos ouvidos. Quando digo que Nakai faz piada de si mesmo (é ruim de voz, senso fashion duvidoso e até pedem pra diminuir o volume), usa de merchã (na época, Nakai fazia comerciais da NTT-ISDN, Mitsubishi, Lotte (o chocolate Crunky) e Daikin ("12 jo koetara - Daikin Waido Ribing Eacon" era o slogan) e até usa personagens do programa - "Maabou", era o personagem lesado que Nakai fazia no programa semanal, - ele não tem nem como achar ruim. Outro exemplo seria "FIVE PERFECT" (do album "SMAP 015 - Drink! Smap!", de 2003). Quem acompanha Nakai na música, é Kusanagi (creditado como Tsuyoshi).

"Celery", de Masatoshi Yamasaki, foi tema da novela "Ii hito". Com ritmo dançante, estilo mezzo bossa-nova mezzo cubano, a música saiu em single antes do álbum, mas já era possível ser ouvida na novela "Ii hito", que tinha começado em abril de 1997 (protagonizado por Tsuyoshi Kusanagi). O PV traz o quinteto junto com outros músicos e Kimura no violão. Tanto que, no 56o. Kouhaku Utagassen, durante uma enquete, a música ficou em 42o. lugar das preferidas.

"Sore wa tada no kibun sa", solo de Inagaki, é bem lenta. Pra contraste do álbum, o que diria que seria uma das mais ou menos (além de lenta, pra não dizer que dá um sonífero da hora, atípico de Inagaki, que é o que canta mais ou menos melhor do grupo).

"Yowai Boku Dakara", solo de Kimura com Kiyoshiro Imawano. O falecido guitarrista do grupo RC Succession é ídolo de Kimura, tanto que nem pensou duas vezes em chamá-lo pra contribuir no álbum. Resultado: uma amostra do rock japones que tinha nos anos 70. Kimura homenageou Imawano na apresentação do grupo na divulgação do single "Superstar" usando uma T-Shirt com a foto do guitarrista.

"The Road" e "Hi-Fi", pra encerrarem o álbum, trazem um rock melódico estilo anos 60 com direito a guitarra distorcida (se eu falar que lembra um pouco os Beatles entre o rock e o psicodélico, vou apanhar aqui) e a segunda música pra descontrair e encerrar o álbum.

Quem puder dar uma ouvida, tente alugar, torrentar, ou ir no You Tube (só dá pra encontrar as citadas "Dynamite" e "Celery". Quem encontrar "Butterfly", faz parte do encerramento do programa, que eles costumam fazer).

Thursday, December 10, 2009

Acordando com as Galinhas


Ou: asa seikatsu (朝生活). Alguns pares de dias atrás, tinha mencionado essa frase (o asa seikatsu e não acordar com as galinhas, frase típica do interiorzão) devido ao fato de ultimamente estar postando com um horário cedo demais. O mais cedo que eu postava era oito da matina e olhe lá. Pra dizer a verdade, desde o começo deste mês estou acordando mais cedo que o costume (e dormindo, bem, mais ou menos a mesma hora que costumo dormir).

Motivo: namorido kinguio foi transferido de trabalho. E para chegar lá, até quinze pra oito da matina, teoricamente teria que sair de casa seis e meia. Isso se morássemos perto da estação, o que sempre mencionei, não é o caso por enquanto.

O trabalho do namorido fica em Tóquio, o que por enquanto mudar está fora de cogitação. Como o trabalho dele fica perto da estação, não teria tanto problema quesito estação-trabalho. O problema nosso, desde que moramos aqui, sempre foi casa-estação, que dependemos de coletivo pra chegar até lá. Não que o sistema de transporte coletivo seja ruim, muito pelo contrário... O que mata a gente é que o ônibus que costumamos pegar pra estação, além de vir atrasado, o trecho que ele pega até lá vive congestionado de manhã.

Como de manhã tem poucos ônibus disponíveis, embora o trânsito não esteja tão intenso, pra não arriscar e namorido perder hora, estou acordando mais cedo que o costumeiro e levando ele até a estação de carro. Sem correr, sem trânsito, cheguei a fazer o percurso ida e volta em vinte minutos. E eu tenho um porém: uma vez que eu acordo, eu não volto a dormir. Seis e meia da matina e já estou eu limpando a casa, estendendo roupas, deixando torrentar os programas que perdi, cozinhando... Bem, eu entro pro trabalho meidia...

Lembrando um tópico que mencionei sobre como aproveitar suas manhãs... Pra falar a verdade, dependendo do dia e da situação, eu gostaria mais de dormir até mais tarde. O problema é que com isso, acabo acordando tarde e já sinto que o dia foi embora. Mas também fico no dilema que, se acordo muito cedo, dependendo do que farei depois, fico morrendo de sono (exceto no trabalho, obvio).

Eu diria que daqui por diante, estarei postando cedo e dependendo do dia e da paciência. Hoje, por exemplo, é meu dia de folga, mas mesmo assim acordei cedo pra ir na aula de conversação e encontrar com uma antiga colega de trabalho que próxima semana estará de malas prontas pra voltar pra terrinha.

Agora, quanto ao asa seikatsu, na revista Nikkei Woman que li (e tenho), existem pessoas que acordam seis e tanto da matina e conseguem limpar a casa, lavar a roupa, preparar o almoço e ainda dar uma navegada na internet. Isso porque devem morar próximo ao trabalho, trabalhar das nove as cinco, e ainda a noite ter tempinho, porque eu moro longe do trabalho, trabalho do meidia as nove da noite e perco toda temporada os doramas que me interessariam. Depois tenho que ficar torrentando por aí...

De qualquer forma, estou tentando me adaptar a nova vida.

Tuesday, December 08, 2009

Mais um Oito de Dezembro...

Vinte e nove anos se passaram mas ainda continua eterno na música, nas frases, nos atos.

(Foto tirada em 1965 por Robert Freeman, que foi fotográfo dos Beatles de 1963 a 1966.)

Monday, December 07, 2009

Relembrando a Lista do Ano 2008 - Os Dez Primeiros

Montagem feita pela dignissima e divertidíssima Luria, do Luria e Diogo no Japão, que agora estão no Brasil, quando ela postou sobre os "handsome man" logo depois que ela leu o meu artigo do ano passado. Sim, fazemos troca de assuntos, receitas de bolo, dicas pr'uma vida melhor, escondendo os micos que pagamos...

No tópico de alguns dias atrás , disse que a revista an-an resolveu inovar e não fez enquete pros homens famosos mais bonitos do Japão. Bem, quero dizer, pros mancebos acima dos 21 anos. Motivo, nem a revista quis esclarecer, mas eu tenho meus palpites como 1) tem gente que já cansou de ver o Takuya Kimura em primeiro todo santo ano; 2) essa mesma gente que já deve estar cansado de ver o Kimura ser o primeiro, está cansado de ver o Masaharu Fukuyama sempre ser o vice; 3) como tem carne nova... ops, gente nova no mercado, resolveram dar chance a eles.

Como tenho leitores fiéis e adquiri novos recentemente, vamos ao menos relembrar a enquete do ano passado que saiu desta forma (o que estão entre parenteses, foi a colocação no ano de 2007) com detalhes adicionais de quem vos posta (aceito complementos nos comentários...).Pra não cansar os leitores, este post resolvi comentar os dez primeiros. Terei problemas gravissimos depois disso tudo: 1) é que vai ter muito marmanjo chiando porque eu posto todo ano só dos homens. Oras, se eu postar sobre as mulheres mais bonitas do Japão, escrevam embaixo: vou acabar é esculhambando, algo que oportunamente eu explico o porquê. 2) Terei leitoras (e leitores) que vão reclamar muuuuuuuuuuuuito que não comentei de um ou outro e que a lista já fizeram errado...

1 - Takuya Kimura (1) - Todo ano ele leva(va). Fica impossível novela não dar audiência, produto que faz nos comerciais não vender e ainda mesmo casado (com a feiosa Shizuka Kudo), continua sendo sonho de consumo da mulherada. Tá bom, dos homens também. Mesmo vestido como o poodle rosa P-chan e vestido de gyaru quarentona, com direito a shortinho, salto alto e unhas postiças na paródia de "Gyaru Ten'in Shinobu". Alguém aí viu a paródia que fizeram de "Sex and The City"? Kimura interpreta a Carrie Bradshaw, com direito a perucona loira e vestido sexy! Uia!

2 - Masaharu Fukuyama (2) - Sou suspeita pra falar dele, mas show do quarenton mais fofo na modesta opinião de quem vos posta, é garantia de público, album novo vende rapidinho e apesar do visual "meldeus Masaharu, o que fizeram com seu cabelo", a novela do ano que vem "Ryomaden" vai ser garantia de audiência. O enredo? A vida do político reformista Ryoma Sakamoto (procura no seo gúgol que vocês acham). E aproveitem e comprem o novo single "Hatsukoi" que sairá dia 16 de dezembro...

3 - Jin Akanishi (8) - Leosan me perdoe, mas eu não gosto dele. Só porque foi pro estrangeiro e ficou meio ano tentando aprender inglês, é muito amigo do Yamapi (o sempai da safra nova do janiizu), ele tem pinta de ser convencido. Se a mulherada gosta, que posso fazer? Agora está como protagonista de um grupo de rock ficticio chamado Bandage, num filme do mesmo nome. E parece que a bilheteria está boa.

4 - Jun Matsumoto (5) - Na novela "Kimi no Petto" ele era desengonçadinho, feinho, mas deve ter tomado algum produto, feito alguma coisa, pois depois de "Hanayori Dango" ficou com aquela pele de pêssego (uso do Adobe acho que não foi, pois em fotos dá pra ver os furinhos de cravinhos no nariz)... Mas convenhamos, na época ele ainda era um adolescente e problemas de acne (que deve ter resolvido a laser, só pode!). Mas uma das novelas que gostei dele foi "Bambino" (muito embora tenho uma amiga que gostou dele na última novela "Smile"). Torrente ou alugue, vale a pena.

5 - Masahiro Nakai (3) - Se foi escolhido no ano de 2008 devido ao papel dramático (e põe dramático nisso) em "Watashi wa Kai ni Naritai", todo o esforço valeu a pena. Para viver o papel do barbeiro que acaba sendo prisioneiro em plena guerra, Nakai teve que se submeter a um regime forçado e raspar o cabelo (algo que ele não fazia desde o colegial). Apesar de ter aquela voz digna d'ele mesmo tirar barato de si próprio e dialeto de Fujisawa que dispensa comentários, compensa pelo ser bom apresentador. Será que só eu que acho que Nakai fica bem de chapéu, boné, beanies ou qualquer acessório pra disfarçar as constantes besteiragens que ele faz no cabelo?

6 - Tomohisa Yamashita (14) - O líder do NEWS e um dos poucos da agência que tem formação universitária (tem especialização em marketing, uia!). Faz sucesso frente ao sexteto, carreira solo (recentemente fez três dias de show no Yokohama Arena), tanto cantando como atuando (a última novela foi "Buzzer Beat", o qual fazia um jogador de basquete que gostava da cheerleader que o traia com o pior inimigo). E garoto-propaganda dos notebooks da Toshiba. Lembra que eu falei que ele é amigo do Jin Akanishi? Pois é, mas quase saiu no tapa com o Kazuya Kamenashi...

7 - Shingo Katori (6) - Já com trinta e pouquinhos e continua com jeito de moleque travesso. Ele pode fazer papel sério como o pai viúvo em "Baranai no Hanaya" ou o líder de operários no remake "Taiyo no Kurobe", mas não tem jeito: vai ser sempre lembrado como o mais divertido do quinteto Smap com sua mais conhecida marca registrada no Bistro Smap: as paródias que faz dos convidados. E tem que ser muito macho mesmo pra aparecer de vestido rosa de bolinhas brancas como Shingo Mama e continuar lindão como é. Só perguntem pra ele que produto que ele usa nos cabelos pra não estragar, pois é tanta tintura que ele usa, que toda semana no programa semanal de sábado - "SmaStation" - fico me perguntando de que côr estará hoje.

8 - Junichi Okada (4) - O mais conhecido (e prolífero) do grupo V6, faz de tudo um pouquinho: comerciais (da câmera digital CyberShot), escreve artigos, fotografa, atua... pra compensar um pouquinho que o grupo este ano só lançou um single. Quem puder ver o último trabalho de Okada nas telinhas, assistam "SP - Special Police" que as cenas de ação que ele faz não tem dublê!

9 - Jun Oguri (19) - Atualmente faz sucesso como o investigador "certinho" na novela "TOKYO DOGS", o contraponto do estabanado companheiro, papel de Hiro Mizushima (que casou recentemente com a cantora Ayaka, que resolveu se afastar da carreira de cantora). Oguri faz o gênero "selvagem mas bonito", tanto que os últimos papéis eram essa característica. Teve gente (inclusive a escriba que vos posta) que odiou o papel que fez no dorama "Smile", que trazia Jun Matsumoto como protagonista (é que Oguri fez o papel de um rapaz ruim como o cão). E é também um dos quatro que faz comercial do "Fog Bar", lembram?

10 - Tsuyoshi Kusanagi (11) - Esqueçam o incidente de 23 de abril deste ano, pois errar é humano e teve gente que fez pior ainda. Isso se alguém viu (ver o quê???). O queridinho das jovens e donas-de-casa agora deu a volta por cima e continua sendo o rapaz bonzinho que qualquer mãe ainda quer pra genro (quase o Masaharu, manja? No bistro, ele é o que cozinha melhor, muito embora não ganha tanto presentinho quanto o que Kimura ganha, snif). Apesar da novela "Ninkyo Helper" ter feito um personagem frio sem piedade, pra mim Kusanagi continua sendo o "bom menino" (muito embora ele seja meio dasai ("do interior". Lembra que eu falei que ele nasceu em Ehime e foi criado em Saitama?). Seja como for, ano que vem já está com outro filme pela frente (este ano fez o samurai em "Ballad").

E a seguir, os outros vinte escolhidos pelas(os) leitoras(es), sob critério de beleza, carisma, simpatia, versatilidade, cara-de-pau...

11 - Kazuya Kamenashi (10)
12 - Goro Inagaki (9)
13 - Satoshi Tsumabuki (7)
14 - Sho Sakurai (21)
15 - Koiichi Domoto (15)
16 - Kazunari Ninomiya (18)
17 - Eita (26)
18 - Tomoya Nagase (16)
19 - Hiroshi Tamaki (24)
20 - Ryo Nishikido (22)
21 - Touma Ikuta (-)
22 - Kenichi Matsuyama (-)
23 - Hideaki Takizawa (12)
24 - Tadayoshi Ogura (27)
25 - Mokomichi Hayami (17)
26 - Teppei Koike (23)
27 - Hayato Ichihara (-)
28 - Hiroki Narumiya (28)
29 - Keisuke Koide (30)
30 - Haruma Miura (-)

Veremos se no próximo ano como será - ou não - a enquete da revista...

P.S.: A autora pede desculpas por demorar em postar, mas semana passada envolveu correrias, final de mês e uma viagem bate e volta pra Tokai, que nem deu tempo pra avisar pois sabe aquelas coisas em cima da hora? E também pelo fato de ficar postando muito cedo, mas agora namorido dela tem que acordar mais cedo e ela está aderindo aos poucos o "Asa Seikatsu", algo que depois ela explica...