Monday, February 15, 2010

Quem disse que comercial tem que ser sério?

Já comentei em algum post meio perdido, mas rir um pouco não custa nada.

Eu sei, eu sei e não tem jeito: eu assisto muito noticiário, programas de variedade e quando dá acompanho novela. Na TV japonesa (pois no prédio onde moro não sintoniza a tal Grobo se instalar a antena e se for pra ver notícia do Brasil, vai via blog dos amigos, jornal, sites...), eu assisto sim. Mais pra ver se crio vergonha na cara e tento apurar a audição pro próximo exame de proeficiência japonesa em julho.

Eu gosto também de comerciais. Acreditem, mas desde o Brasil, eu assistia a um programa na rede Cultura chamado "Intervalo" que mostrava os comerciais do Brasil e do mundo, o making of e pesquisa de mercado. Aqui também tem um semelhante e passa aos domingos de manhã pela independente Tokyo MX (restrito na área de Tóquio e norte de Kanagawa, mas se chegar até o sul...). Oras, pra quem tem coragem (e vergonha na cara) de acordar cedo e assiste ao "Wasurebumi", porque não logo depois pegar o programa "CM Collection"?

Tá, vão me dizer: comercial japonês não tem graça, não tem sentido, não entendo nada. Depende do comercial, do produto, de que agência de publicidade faz a criação. Eu não estudei propaganda e marketing (algo que eu deveria ter feito depois que me formei, pois foi depois disso que passei a assistir mais ao programa da Rede Cultura), mas eu gosto dos comerciais, da forma que eles foram concebidos...

Um dos comerciais que achei divertido ( e já postei aqui ) foi a campanha do ano de 2008-2009 da rede de lojas de conveniência (ou "combini") Lawson. Escolheram o sexteto NEWS para fazer uma série de seis comerciais para a campanha de karagee (pedaços de frango frito), da coelhinha Miffy e de cobertores. Eles acabam parando numa ilha deserta, sem comida (o que Koyama tinha trazido num saco, perdeu-se no mar), procurando alternativas para comer (desde fazer uma fogueira pra cozinhar arroz que encontraram, caçar, pescar, catar coquinhos) até sair da ilha (via jangada meio feita "nas coxas"), quando descobrem que existe uma loja de conviência. Eu sei que como pode ter um Lawson numa ilha deserta, como arranjaram dinheiro pra comprar e porque ninguém ligou da loja pra resgatarem eles - o segredo do comercial seria "o absurdo acontece"...

Seis pelo preço de cinco: Campanha promocional em que o karagee que normalmente vende-se cinco unidades, poderia comprar seis unidades pelo preço normal de cinco mesmo. No vídeo abaixo, Ryo Nishikido estava muito chateado com os outros porque na noite anterior eles comeram o karagee e nem o convidaram...


Ryo: - Estou indo embora!
Massu: - Por quê?
Ryo: - Ontem a noite vocês comeram karagee e nem me chamaram!
Tegoshi: - Mas é que tinha só cinco...
Ryo: - AAAAAAAAAAA!!!
Koyama: - Esperaaaaaaa!!!
(Os seis caem um em cima do outro, efeito dominó)
Yamashita: - Por que não voltamos pro Lawson?

Promoção "Junte selos e ganhe um toto-bag da Miffy": Koyama não consegue dormir se não tiver alguma coisa da Miffy (a coelhinha criada pelo holandês Dick Bruna), tentaram de tudo mas nem pensar. Resta uma alternativa...


Koyama: - Eu quero a Miffy!!!!
Yamashita: - Que aconteceu?
Ryo: - Bom, é que se não tiver nada da Miffy, ele não consegue dormir.
(Massu aparece no meio das moitas pulando como coelho, com orelhas feito de folhas de coqueiro): - Pyon, pyon, pyon...
........
Koyama: - Não dá certooooooooo!!!!
Yamashita: - Por quê não irmos ao Lawson?
Koyama consegue uma sacolinha (toto-bag) da Miffy e ficam todos felizes...

Alguém aí já ouviu falar de algum seguro de vida que cubra tudo? 100% de tudo, inclusive de flechadas, foguetes e até da ilusionista Princess Tenko? A campanha da Tokyo Marine de 2004, poderia até cobrir, inclusive até acidentes com um disco-voador (algo muito impossível de acontecer, mas já que a seguradora prometia...).

Uma coisa eu teria certeza: se este comercial de veículos compactos (ou kei jidousha) Daihatsu fosse veiculado no Brasil, seria alvo de muita piada que conheço por aí. Para quem não entendeu direito o trocadilho - shikaku (四角) significa quadrado. Shika (鹿) significa cervo. Daí o motivo do simpático desenho animado e a forma do carro (modelo Daihatsu Move Conte)...


Esse de janelas, eu gostei dos protagonistas, muito fofos!


Computação gráfica ajuda em comerciais. Do ano passado, para divulgação do Mark X Zio, como conseguiriam fazer os cavaleiros alados junto com o veículo em si? E a música utilizada caiu bem.

10 comments:

  1. A graça do comercial japonês é justamente o fato de alguns terem um pé (e em alguns casos, os dois pés) no total nonsense.

    O legal é que às vezes eu vejo uns programas dos anos 80 (de 82 até 89) e o pessoal bota com comerciais e tudo... E aí já viu né... Comerciais de carros quadradões, microondas prehistóricos, computadores com uma "vaga lembrança" ao invés de memória.... tudo isso anunciados por artistas da época, incluindo a Kawai Naoko fazendo comercial de aspirador de pó para a Hitachi.

    Mas tem um comercial que simplesmente não me sai da cabeça. É de um remédio para dor de estômago, e o símbolo do remédio é uma corneta.

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  2. Para ser sincera,tem um monte de comercial daqui do japao,que me faz morrer de sorrir,esse do veado mesmo,acho uma onda,e com certeza no brasil nenhum homem compraria,pq seria motivo de piada.
    :D
    mais que eh engracado,é.
    beijaooo.
    Um que adoro é de uma marca de chiclete,comprei so por conta do comercial,adoro a musica,e a gordinha dancando no fundo,vc sabe qual eh ne?

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  3. MP Kouhaku, às vezes dou uma recapitulada no YouTube e encontro cada comercial... Bem como nos livros especializados em design e propaganda que encontro na livraria do Tsutaya em Roppongi (onde pode-se pegar a amostra, comprar um cafezinho, sentar e ler a vontade...), cada raridade...!!!
    Ah, o Serogan? Aquele remédio que tem um cheiro "agradavel" mas que funciona, isso é vero!
    Beijao!

    Andréia, essa do Move Conte (Daihatsu), não lembro quem foi que postou (nao foi nenhum conhecido nosso) e que site foi, mas foi motivo de piada do proprio autor.
    Agora, a do chiclete é da Lotte, o Fits. Tanto que no site da Lotte tinha (ou ainda tem, nao olhei) um espaço pro pessoal quem quiser com cara de pau e coragem enviar um video com a dança (começou com naquela época do cachorro).

    Beijao!

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  4. Gostei de todos, principalmente o do News da bolsa da Miffy...por acaso eu tenho um estojo da Miffy...
    O dos gatinhos é uma fofura e o do carro do cervo eu tb gostei e quero um desses!
    Mas me diga, a música do comercial da Toyota é do Franz???
    Beijocas

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  5. Fernanda, a musica do comercial da Toyota Mark Zio é sim, do Franz Ferdinand - "Ulysses" - na época que "Tonight" estourou aqui rs (e eu fui no show em novembro que passou, valeu a pena e o aperto)

    Beijao^^

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  6. Eu adoro comercial japonês, até quando não entendo acho divertido... e acho que é por isto que chamam a atenção!!!

    ^^

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  7. Eu fui com a concepção dos comerciais brasileiros na cabeça quando assistia aos comerciais japoneses. Digo que como publicitária, pelo método nonsense da coisa, pode até ser. Mas os comerciais japas ganham no quesito repetição. São tão chatos e tão curtos que ainda são repetitivos, por 3x. Ao que parece eles estipulam uma verba para aparição, mas com certeza é problema da grade da emissora que não sabe preencher como deveria. Apesar de achar alguns interessantes, prefiro os comerciais do bananão que são cheios de criatividade e quando muito bem elaborados, caem no gosto do público, em todas as conversas pela rua afora.

    Kisu!

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  8. Pra variar um tanto offtopic.
    Acostumei com a velocidade de edição da tv japonesa. Os quadros rapidos, cortes ágeis. Qdo assisto tv brasileira acho tudo muito lento. Novela então, já não gostava. E depois do dorama, ficou impossível ver novela brasileira.

    Os comerciais eu gosto. Acho bem produzidos, são bem curtinhos. Tem os toscos, principalmente os regionais e de tvs menores. Mas ainda bem que não tem aquele festival de "testemunhos" como nos programas das Redes Bandeirantes pra baixo.

    Gosto da tv japonesa, acho q tem mta coisa legal e bem produzida. A brasileira só salva alguma coisa na atualidade. Bjos

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  9. Gesiane, aqui tambem depende do comercial e de quem faz, porque tem uns que vou te falá... Principalmente quando tem alguns owarai apelativo, sinceramente não gosto. Quando o comercial é simples mas traz alguma informação, ainda vai...
    Beijos!

    Bah, eu entendo. No Brasil tem alguns comerciais otimos, muitos inesquecíveis. Eu gosto de comerciais bem humorados, fofinhos, porque com teor de depoimento ficaria ao cargo de comerciais de entidades. Como eu disse: não fiz propaganda e publicidade, sou uma mera expectadora, mas bem que eu morro de vontade de fazer publicidade, antes tarde do que nunca rs
    PS: pelo jeito suas férias foram otimas! Sem chuva, sem estresse rs
    Beijao!

    Alexandre, como eu disse, comercial com depoimento, só se for de entidades, ou de farmacia.
    Acho que, pelo fato de eu estar tanto tempo aqui, só pego programação daqui (não tenho como instalar antena pra Sky aqui devido a posição nada favoravel de antena) e mesmo se falarem "baixa tal programa" ou "assina via net", o que meio me falta mesmo é paciência. Por isso no Brasil preferia as minisseries (inesqueciveis da autora: As Noivas de Copacabana, Ana de Assis, Rabo de Saia...) e casos especiais. Novela mas desde o Brasil nao acompanhava por causa da minha dupla jornada. Se bem que aqui nao mudou quase nada...rs
    Beijos!

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  10. Eu sei q esses nuggets nao e nada saudavel e meu marido vive brigando comigo. Mas, confesso que todas a vezs q eu vejo um Lawson eu compro o de queijo p mim. Amo quando chega o verao que tem aquele de lemon. Amo!!!

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