Friday, June 04, 2010

A Esperança é a Ultima Que Não Vai Morrer

Pra ver como aqui estou indo mais em shows e cinema do que enquanto estava no Brasil. Primeiro, que pra ir ao cinema, onde eu morava, teria que pegar vinte minutos de estrada. Sério. Só pra verem o quão no meio do mato eu morava. Segundo, sempre que eu pensava em ir ao cinema, acontecia de algum imprevisto acontecer. Ou porque precisava ficar trabalhando até mais tarde.

Shows, então, só fui em um enquanto no Brasil. Sim, fui no show do Sir Paul McCartney quando o mesmo foi pela primeira vez no Maracanã, no dia em que foi batido o recorde de público pagante em shows. Quase fui espremida, mas valeu o sacrificio, afinal, sair do interiorzão paulista, encarar doze horas de onibus, numa estrada que era algo a pensar e arriscar na Cidade Maravilhosa, em 1990.

Poderia ter ido em 1993, quando Sir Macca foi fazer show em um lugar mais perto de casa (digamos no Estádio do Pacaembu, Sampa), mas não consegui ingresso nem por decreto ou em 2002 quando foi no Tokyo Dome (não sabia que os ingressos eram comprado por antecipação de um ano), justo no dia em que fui fazer entrevista de emprego.

Sir Paul McCartney, antes de ele receber o título de "Sir", mas quando os infames mullets eram moda, em ação na turnê mundial de 1989-1990. Sim, eu estive no Maracanã, o que valeu cada centavo investido.

Mas ainda tenho esperança que o Sir Macca ainda venha fazer shows no Japão e no Brasil (se bem que era para ter feito em abril deste ano em Brasília, mas sabe o que deu né?), espero que eu ainda esteja pra assistir, pois, como todo mundo sabe que ele está quase com setenta anos e, se fizer uma turnê mundial, aproveitem que vai ser a última.

Comecei a ir em shows em 2006, quando minhas colegas de trabalho compraram ingresso pro show do U2, que havia sido cancelado antes e, quando remarcaram, quase todo mundo comprou. Eu confesso: não estava com aqueeeeeeeele ânimo pra ir, mas acabei indo pra me distrair, pois estava numa fase meio ruim. Apesar de eu gostar da fase antiga do U2, o show foi bom: tirando empurra-empurra, gente te espremendo, e eu só ter visto o show via telão, pois como ficamos na arena (no Saitama Super Arena), imaginem o povo que estava na sua frente... (a maioria era estrangeiro, e com dois metros de altura)

Show do U2 - "Vertigo Tour 2006", no Saitama Super Arena. Acreditem: tive que ver o show todo via telão, porque haviam pessoas BEM mais altas do que eu e impediam de ver o Bono Vox e seus amigos. Ah, sim. A piada infame do biscoito Bono que foi oferecido a ele no meio do show, nem preciso dizer de que nacionalidade onde o(a) individuo(a) era.

Mal recuperei-me de todos os traumas quando, em questão de dois meses, fui eu de novo no Saitama Super Arena pro show do (quarentão mais vitaminado e faz quase tudo) Masaharu Fukuyama. Antes que vocês digam que eu virei masoquista, já não bastou o espreme-empurra-pisa-e-passa-por-cima no show do U2, eu explico: junto com o ingresso, veio o mapa onde ficam os lugares - pois aqui, quase tudo é numerado. E o lugar onde fiquei, era na arena, mas com cadeira e bem posicionado. O show, uma maravilha. Quem falar que japonês não se anima, depende da música e de quem.

Masaharu Fukuyama, durante o show no Yokohama Arena, março de 2007. O DVD dos 17 anos de carreira, foi gravado no show que eu estive. Se eu apareço no filme, sei lá, era tanta gente...

Tá, eu sei que vocês vão bater em mim, e botar pra assar num rolete embalado em papel alumínio, mas fui mais duas vezes no show do Masaharu (março de 2007, no Yokohama Arena e setembro de 2009 no Yoyogi Taishokan), o que valeu cada iene investido. Pelo menos para quem é fã...

Fui também no show do grupo escocês Franz Ferdinand, em novembro do ano passado. No Tokyo International Forum. Lá só faltou mesmo o pessoal subir no palco, mas tá que os seguranças deixaram. Tirando este inconveniente, valeu a pena. Isso porque o quarteto não costuma fazer shows em lugares enormes. Exceto os festivais de Coachella (EUA), Glastonbury (Inglaterra) e Fuji Rock (Niigata), que junta muita gente de tudo o que é estilo.

Achava até então que este ano eu não iria a show algum. Era para ter ido no do Ivan Lins, que geralmente em fevereiro ou março ele costuma fazer no Blue Note, ou do Bob Dylan, no famoso Budokan que foi em março. Motivo de não ter ido: esqueci das datas e quando lembrei os ingressos esgotaram. Isso no que dá não comprar a revista "Pia" (ぴあ) ou ir na loja de conveniência Lawson que tem a revista "Lawson Ticket" na faixa.

Pois é: eu sei que vai ter metade de meus conhecidos querer me internar e a outra metade que restar querer que eu queime no purgatório, mas dia 19 de setembro, se ainda estiver viva, estarei no Tokyo Dome devido motivo conforme foto abaixo:

Por livre e espontânea pressão de algumas conhecidas de uma comunidade, acabei-me por tornar membro do fã clube oficial do Smap - com dez anos de atraso. Mas pra conseguir ingresso num lugar bom, só desta forma. Antes tarde do que nunca mais, pois nunca se sabe...

Pronto, agora que vou ser espancada em praça pública (se bem que quando postei no Facebook, teve amigo meu que perguntou o que andei tomando), muita gente vai dizer que eu pirei, que estou trabalhando demais, preciso de férias, mas como sempre digo: gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu. Se eu nunca reclamei de ninguém que quase morreu espremido em show até de feira de domingo...

7 comments:

  1. Eu quase nunca fui em shows na vida. Primeiro porque, antes de conhecer o j-pop (e os temas de tokusatsu e anime), eu não era muito chegado em música... então nenhum grupo me dava vontade de ir a um show.

    Adquiri gosto por canções mesmo quando conheci o universo da música japonesa, ali encontrei meu lugar. Mas na época shows dos artistas que eu curtia eram como sonho para mim.

    Eis que na 1ª edição da Anime Friends (que eu perdi) trouxeram os tiozões que cantam músicas de tokusatsu e animes dos anos 80 / 90. Pirei! Fiz questão de ir nos anos posteriores e adorei!

    Fora isso eu adquiri um gosto (não tão grande) por algumas bandas metal melódico, como Angra, Avantasia e Nightwish. Dessa última sou especialmente apaixonado pela voz da Tarja Turunen, tanto que quando ela saiu da banda eu parei de escturar Nightwish.

    Então em 2008 ela se apresentou no Credicard Hall e foi o primeiro show "de verdade" que eu fui. Experiência única, grande voz dessa soprano finlandesa, valeu cada centavo!

    Assim que surgir um show que eu ache que vale à pena ir, estarei lá. Espero que se um dia conhecer a Terra do Sol Nascente consiga assistir um showzinho que seja! ^^

    ReplyDelete
  2. aahahahaha AHhhh eu achei muito fofo o que vc faz pra assistir um show rs. Eu lembro dos poucos shows que eu fui aqui no Br pq tb é bem caro pra ir. No Japão não tive oportunidade de ir em nenhum pq sempre era no meio da semana. Nem dava pra sair do trampo e ir para um show... rs... Adorei enrolar vc num papel alumínio rs....

    Kisu!

    ReplyDelete
  3. Boa sorte no show do SMAP. Se eu estivesse no Japão um show que eu não iria perder por nada era o show do Anzen Chitai, já que Tamaki Koji resolveu reunir seus velhos amigos de Asahikawa. Mas nem que eu precisasse raspar até o último centavo das minhas economias!

    E ir a show aqui onde eu moro (Fortaleza-CE) é sem condição: Aqui quase não aparece nenhum show decente e os ingressos são muito caros.

    E aqui onde eu moro os "tiozões que cantam músicas de tokusatsu e animes" vem todo ano. Não sou muito chegado no estilo, mas vou no evento todo ano única e exclusivamente para trabalhar ajudando nas atividades envolvendo o curso de nihongo que eu faço parte.

    ReplyDelete
  4. Como eu adoro ir a shows.
    Fui no primeiro Rock in Rio, sem meu pai saber, nem podia ir (era menor de idade).
    Sempre gostei de ir em shows. Mas faz tempo q não vou. O ultimo q fui ... Marisa Monte aqui no Jp!
    Agora vc é fanzoca oficial do SMAP hein? E do Masaharu Fukuyama, vc tb tá no fã clube oficial, não tá?

    Vai sim, qdo puder, nos shows. Bobagem deixar passar momentos tão divertidos, emocionantes. (estou falando isso pra mim, antes de tudo...)

    bjs bom fim de semana

    ReplyDelete
  5. kkkk....nunca fui em shows assim porque tenho pânico de multidão...kkkk...mas vc está certa, tem que aproveitar e fazer o que gosta!

    ReplyDelete
  6. Felipe, o bom daqui é que a maioria dos shows é bem organizado, ninguém bebe, artista não leva garrafada... O ruim é que dependendo do show, o ingresso acaba logo e vai pra sorteio. Não vou negar, mas aqui existe cambista, sim. Mas se o pessoal compra, sei lá...

    Bah, até 2002 eu sofria deste mal, pois a maioria dos shows era de semana e na cidade grande. Quando mudamo-nos para Yokohama, ficou mais fácil. Só pra constar: o Nissan Stadium e o Yokohama Arena, de carro levo meia hora...
    Muita gente falou mesmo que o ingresso pr'um show no Brasil custa caro pra caramba. No que paguei o equivalente a 150 reais pro show do Franz Ferdinand aqui, o pessoal pagou de 400 pra cima...
    PS: você gostou do meu bordao de ser assada em rolete embalada em papel aluminio né? :)

    MP Kouhaku, vou ter que ter sorte mesmo, pois Tokyo Dome vai lotar - sao quatro dias, sendo que ou eu vou no sabado ou no domingo. Mas não se preocupe, que voce um dia vira ao Japao - e espero que o Anzenchitai ainda esteja com o grupo completo até la...

    Alexandre, agora pro fã clube do seo Masaharu, só preciso ter outra verba extra rs. Se bem que anuidade nao é tãããão cara assim... Eu tenho que aproveitar, pois no Brasil todo mundo fala que ingresso sai caro pra dedeu... (Nem quando estava na Universidade cheguei a ir a show algum, acredite).

    Desabafando, pra dizer a verdade, lugar muito lotado, minha pressão cai. O bom daqui é que os lugares são contadinhos. Exceção feita no show do U2, cuja arena ficou alem da lotação esperada...

    ReplyDelete
  7. Ah! Acho que também fui uma das pessoas que fez parte da campanha "Kiyomi,´faça parte do fã-clube!". Estou muito feliz por você. Curta muito o show do SMAP! E conte TUDO pra gente! Queria tanto....
    Beijos

    ReplyDelete