Sunday, January 31, 2010

Da série: novamente mais assuntos pra colocar na mesa do bar quando não tem mais o que falar...


Atrasada como sempre, mas vamolá...

A ex-Morning Musume Maki Goto (mas conhecida como "Gomaki"), que saiu de uma maré de azar: pai faleceu enquanto era criança, no auge da carreira, seu irmão também era cantor, continua preso por roubo de cabos elétricos (por isso Gomaki ficou um tempo afastada) - retornou aos poucos aos holofotes quando no final da semana passada sua mãe foi enccontrada morta na rua de sua casa. Especula-se suicídio, já que caiu (ou se jogou) do terceiro andar da casa onde moravam, em Tóquio. Não deixou nota de suícido, como usualmente fazem, mas no boteco onde estava, comentou com as amigas que queria morrer... Mas o que comentaram no velório, ocorrido dia 30 último, foi a visita das ex-colegas de trabalho, principalmente da Nozomi Tsuji, que apareceu de minissaia, laço maior que o da Lady Gaga na cabeça e ultramaquiadissima. Helloooooooooow: velório aqui, nem batom cor de boca se usa...


Adendo: pra não dizer que duas das ex-membros que estiveram no velório (junto com a citada Tsuji, estavam a ex-líder da primeira formação Yuko Nakazawa, Kei Yasuda, Kaori Iida e Natsumi Abe) também tiveram suas fatalidades: Kaori Iida (a mais alta do grupo) no ano passado seu filho de seis meses faleceu de doença súbita e Natsumi Abe, que já fez dupla com Goto, levou um processo por ter utilizado frases de outros autores para ilustrar seu livro assumindo sendo dela própria.


Nota: ainda bem que não tinha comentado antes aqui, mas conversando com algumas amigas minhas sobre o ocorrido, fiz confusão na hora de falar que, quem tinha sido pega fumando e bebendo antes dos 20 (idade legal aqui) e saindo com um cara com a idade que poderia ser seu pai, foi a Ai Kago. Eu tenho meus motivos pra fazer tamanha confusão: foram tantas as formações do Morning Musume que até hoje nem me interessa saber quem está atualmente (eu peguei a boa fase delas, com Nakazawa, Iida, Abe, Aya Ishiguro, quando elas faziam músicas boas como "Love Machine", e não tinha essa de ficar trocando a cada vez que um dos membros completava 20 anos).
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Pra concorrer com o Kindle (pequeno aparelho criado pela Amazon que tem como principal função a leitura de livros on line e também jornais), a Apple lançará no mercado o iPad, que tem o tamanho de um notebook e permite não só ler livros, jornais, mas também imprimir, assistir videos, acessar internet... só por enquanto não faz ligações telefônicas, mas dá pra se comunicar através de aplicativos que já viriam com o tablet ou através da Apple Store. Não tem teclado, é acessado através de toque de tela. Quem pensou um iPhone com mania de grandeza, acertou. Sai um pouco mais em conta que um notebook, se chegar aqui, deverá custar... ah, acho que só na hora mesmo. Pra começar, nem iPhone tenho, nem pensei em adquirir um e troquei meu aparelho SO903Tv por um HT-03. Que assemelha-se com o iPhone, acesso este sítio no caminho casa-trabalho-casa, vejo vídeos e ouço música. Mas minha fatura a pagar no final do mês sequer alterou pensando eu que iria aumentar. Ou diminuir.


O iFaz-quase-tudo da Apple. Quanto vai custar aqui, only God knows...

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Falando no iPad, "o iPod de Itu" como disse Satoman, tem um detalhe que ele menciona no artigo sobre o novo brinquedo criado por Steve Jobs. Se o iPad também servir como faca de pão em um churrasco improvisado e arma de autodefesa, então tamos aí! O que significa no meu caso que eu preciso voltar a me atualizar melhor na minha área o mais rápido possível.


Festa de aniversário surpresa? Legal!!! E a faca pra cortar o bolo? No problem, dudes: iMac Air is here...
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Quando a gente comenta que, o que era doce, era bom e acabou, lembram que eu tinha falado do humorista Atsushi Tamura (a outra metade da dupla "de dois" London Boots) e que estaria pensando até casar e ter filhos com a cantora Namie Amuro? Pois é, de tanto ele ficar "botando banca" nas entrevistas, o vinho virou vinagre: cada um foi pro seu canto porque ninguém, especialmente pelo lado da cantora, gostou da atitude. Que falasse que estava saindo, vai lá, negar só iria piorar. Mas do jeito que ele se expôs... Agora, ele nem pode nem comentar sobre o assunto. E eu até queria ter visto o programa SmaStation! do sábado que passou (a dupla participa do programa) pra ver se o Shingo Katori, sarrista do jeito que é, teria dado algumas indiretas no Tamura. E como amanhã (segunda) a dupla London Boots foi convidada no Bistro SMAP, eu queria era ver se os cinco (especialmente Masahiro Nakai) iriam dar as indiretas ahahahah...


Adendo: lembram que eu mencionei a esquete "Keisan Mako-chan", a OL estabanada mas faz tudo "friamente calculado", peituda e de maria-chiquinha interpretada por Masahiro Nakai há dez anos atrás? Encontrei um vídeo meio perdido (assistam enquanto não desabilitarem) em que Mako-chan contracena com a cantora Seiko Matsuda - na época do lançamento do single "Kanashimi no Boat", da novela "OUT" (1998). Cá entre nós, até que o Nakai de Mako-chan ficou uma gracinha...
Esquete antiga, mas bem engraçadinha: Keisan Mako-chan, com Megumi Yokoyama, Shingo Katori, Tsuyoshi Kusanagi e Masahiro Nakai.

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Falando de "de volta pro passado", a indústria de bebidas Suntory, apostou num comercial até inusitado para o café enlatado Boss. Pra quem não lembra, o produto já teve comerciais divulgados por Tomoyasu Hotei (na série de onze episódios incluindo spin offs com outros comerciais, como FujiFilm com a Kiki Kirin; Sky Perfect TV com Masahiro Nakai ), com Ayumi Hamasaki (esta numa cena impagável num ringue de boxe), Eikichi Yazawa e recentemente com o ator Tommy Lee Jones, como o "Jones o ser de outro planeta". Ao divulgar o novo produto, chamaram o ator Atsushi Ito (conhecido por fazer papéis de gente otaku ) e as onze ex-membros do grupo Onyanko Club (que seria hoje o grupo AKB 48, por sinal, o esposo de uma das ex-Onyanko é um dos responsáveis pelo grupo, e até Shizuka Kudo fez parte do Onyanko) para fazer o comercial, com a devida coreografia da famosa música "Sailor Fuku o Nugasanai de", dentro de um banco. Entre as ex-membros no comercial, estão Sayuri Kokusho, Marina Watanabe, Eri Nitta, Sanae Jounuchi e Akiko Ikuta, todas elas na casa dos quarenta...
Quarentonas e em boa forma. E o ator Atsushi Ito, que protagoniza a cena, nem era nascido quando elas faziam sucesso.


Fotos deste post: devidamente pesquisados no seogugol e iuchube da vida...

Reações Variadas

Haruma Miura, vejam ele no comercial da Shiseido ou no filme "Bloody Monday"....

Quem me acompanha neste sítio, sabe que uma de minhas revistas favoritas daqui do Japão, é a semanal "an-an", que fala de tudo um pouco e muito mais. Oras, qual o problema de eu ter um lado fútil de vez em quando, ao ler revista que fala de moda, beleza, culinária, relacionamentos, homens bonitos, música etc. ?! Afinal, eu também sou mulher, oras!

Eis uma das edições que me fez "acordar pra vida" e comecei a usar de vez mesmo maquiagem. Edição de número 1599, com a atriz Ai Kato na capa e as dicas de como se maquiar passo a passo sem precisar perder tanto tempo em casa a ponto de fazer dentro do trem, hábito que as mocinhas e mulheres estão perdendo. Além de atrapalhar, imagine passar delineador num trem em movimento e se der uma freada brusca... Imagine então naquele horário de pico, tudo lotado, um empurra-aqui-que-cabe-ali constante...

Detalhe: tenho a edição até hoje e virou minha leitura de cabeceira, ops, de penteadeira [improvisada] no meu lar apertado lar...

Voltando: desde que estou aqui no Japão, praticamente foi uma das primeiras revistas que comecei a ler. Digo, tentar a ler, pois eu não sabia quase nada de ler kanji e pra saber o significado eu corria pros dicionários que adquiri com o tempo.
Edição 1681, dezembro de 2009, especial de fim de ano, com o quinteto que toda enquete eles aparecem entre os trinta homens preferidos da mulherada. Ou a edição da "volta por cima"...

Bom, doze anos depois e continuo recorrendo ao dicionário de kanji que tenho em casa... A revista em questão seria uma salada das revistas ELLE, Capricho (na minha época), um pouco da Claudia... Não chega a ser a Cosmopolitan, pois a revista MORE é semelhante a ela.

Outra edição que mantenho até hoje, mesmo a edição sendo do ano de 2000: aulinhas básicas de inglês, na época que Shingo Katori estava aprendendo inglês por conta própria devido ao programa de variedades - que mantém até hoje na TV Asahi, quase todo sábado à noite, "SmaStation - conter público estrangeiro e também às incursões de teatro. Os dois "guide books" que publicou na época venderam bem ( o "Eigo Pera-Pera") e serve como guia rápido para quem quer falar inglês e falar bonito. Ano passado, Katori esteve nos Estados Unidos para uma curta temporada no teatro com a peça de Koki Mitani - "Talk Like Singing" - e o texto foi tudo em inglês mesmo. Agora está com uma temporada em Tóquio no Akasaka ACT Theater (que fica na saída da estação do metrô Akasaka da linha Chiyoda).


Como digo: compro a revista quando tem assunto que me interessa. O primeiro que falar só porque tem o vitaminado quarentão faz-tudo Masaharu, leva uns genkotsu no meio da testa... Como, por exemplo, aproveitamento de espaço, dieta, receitas culinárias, economia doméstica, dicas de beleza, moda, homens bonitos... Ops, eu disse homens bonitos? (Ai, se namorido lê isso...)

A dupla que todo ano fica no topo dos preferidos da mulherada: o campeão Takuya Kimura e o (sempre) vice Masaharu Fukuyama. (Pronto, pessoal, agora podem rir a vontade)

Anualmente, desde 1993 por aí, a revista fazia a enquete entre as leitoras (ou leitores) sobre os trinta homens mais bonitos do Japão. Digo bonitos não apenas a aparência física, mas o conjunto todo, se é que me entenderam (tá bom: beleza, carisma, cavalherismo, elegância. E desde 1993 sabem quem acaba sendo o ichiban da enquete, né? Sim, o homem que quando aparece em novela, a audiência sobe e quando faz comercial, faz sucesso - Takuya Kimura. Bem, o niban todo mundo que me acompanha já está até o pescoço de saber quem é...


Dicas de como arrumar seu lar doce lar, economizar dinheiro, horoscopo pro ano que vem... Chega dezembro, sabe como é: as livrarias lotam as prateleiras de dicas (furadas pero no mucho) de economizar espaço, economizar dinheiro, economizar calorias...

Só que, de alguns tempinhos pra cá - até onde lembro - a revista começou a colocar na capa atores e/ou atrizes em poses bem... hã... mas depende do que seria o tema. Lembro que, em 1999, a revista publicou Shingo Katori como veio ao mundo, mas se aparecia alguma coisa, nem cheguei ver a revista (foi devido a uma novela em que ele fazia dupla personalidade: de dia era um salaryman comum e a noite era assassino de aluguel). Aí foi os atores aparecerem de peito aberto, ou sem camisa, mas até aí, bem, a gente até engole.

De alguns poucos anos pra cá, começaram a fazer ensaios sensuais com os moçoilos. Sim, leram bem. Claro que as mulheres também já apareceram nas matérias da revista em poses sensuais, mais para o artigo de sexualidade, beleza e dieta (onde eu lembro, quem apareceu na capa assim foi a modelo cujo conteúdo da massa cinzenta foi parar nos peitos Aki Hoshino). Depois que já vi (na capa e folheando as internas) o jogador de baseball da Nippon Ham, Yu Darvish, o ator Osamu Mukai (atenção, Gesiane: este ano ele estará na versão carne e osso do mangá BECK) e o Jin Akanishi (duas vezes) como vieram ao mundo e em poses nada convencionais, eu não duvidava de mais nada.

Osamu Mukai, Jin Akanishi e Yu Darvish - criaram coragem e resolveram fazer os ensaios conforme vieram ao mundo e mostrar quase tudo (se mostrar tudo aí vira revista nada aconselhável nem pra mulheres mais abusadinhas...)

Não mesmo. Até que semana passada, eis que a edição falava sobre os tipos de biótipos que os homens daqui possuem. E na capa, o quase líder do quinteto Arashi, Sho Sakurai... como veio ao mundo. Sério. Aquele rapaz, que aparece toda noite nos programas de TV de variedades com o grupo, como comentarista sério no telejornal NEWS Zero (lembrando que ele é formado em Economia), totalmente nu em pelo. Numa enquete pela J-Cast, o fato de Sakurai ter aparecido como veio ao mundo em uma revista feminina, tiveram várias reações, desde não terem comprado por pura vergonha, imaculou a imagem de rapaz sério de comentarista de TV, muito ousado demais, muito corajoso demais, e "comprei mas minha mãe quase teve um treco". Bem, não sei porque, mas em 2007, seu colega, Jun Matsumoto, também apareceu e acompanhado, ninguém falou nada, até onde sei.

Sho Sakurai (nota: a foto não é do ensaio que fez) e Jun Matsumoto (edição de 2007): eles também fazem parte do grupo seleto dos famosos que criaram coragem e deixaram (um pouco) a vergonha de lado e fizeram o ensaio... como vieram ao mundo.

Numa enquete feita pela revista, perguntaram "Qual rapaz que você gostaria que aparecesse sem roupa?" Colocaram cinco, mas lembro dos dois primeiros (lembrem-se: não comprei essa edição) - em primeiro lugar, o ator Shun Oguri (lembram dele em Tokyo Dogs e no comercial da Shiseido?) e, em segundo... sim, ele mesmo. O cantor, compositor, ator, fotografo, produtor, faz-tudo-e-até-o-Ryoma-Sakamoto-e-mais-um-pouco Masaharu Fukuyama (pô, mas até nisso ele fica em segundo?

Shun Oguri ( o investigador certinho) e Hiro Mizushima (o investigador aloprado) em cena do dorama de outono que passou "TOKYO DOGS".

O dia que Masaharu aparecer na revista como veio ao mundo (o que vai ser meio difícil acontecer - se não apareceu até agora, nem pensar quando estiver perto dos 50), pára tudo que eu quero descer...

Nota da autora: meninas e meninos, perdoem-me pelas fotos de teor nada convencional, mas estamos no século 21, e daí?

Fotos fonte via seogugol, exceto as capas das edições de Ai Kato, SMAP e Shingo Katori, que são do acervo da própria autora que vos posta.

Thursday, January 28, 2010

As coincidências acontecem - Parte 1

Na terça quase madrugada, estava assistindo ao noticiário como sempre, quando vi a entrevista sobre o novo comercial do produto da Shiseido - "Fog Bar" (acho que comentei em agosto) -, em que os atores Satoshi Tsumabuki, Shun Oguri, Haruma Miura e Eita, parodiando os Beatles na primeira campanha, do spray pra assentar as madeixas dos moçilos, voltaram com a carga toda.

Da esquerda pra direita: Eita, Satoshi Tsumabuki, Shun Oguri e Haruma Miura. Qualquer semelhança com a foto abaixo, é mera coincidência...
Junho de 1966: em pleno verão, os Beatles chegam na terra do sol nascente para esquentar mais ainda. (Nos tempos em que a Japan Air Lines era uma companhia que era o orgulho do país...)

Comparações Esdruxúlas

Que meus amigos leitores do Brasil vão me pôr num espeto e me assar na fogueira de São João antecipada e meus amigos leitores daqui vão fazer o mesmo mas naquela cerimônia de incineração de mamoris e kasaris, mas comparar nosso modo de vida aqui e ali, pode ter certeza, vai gerar muita discussão, mas só pra quem morou em um ou mais países fora do Brasil, sente e como essas diferenças.

Hoje não sei como está a situação do nosso Brasil sil sil, mas quando retornei em 2006 para minhas curtas férias, em três semanas que passei, imaginem as situações que vão desde as toupeiragens até constrangedoras para horror de quem esteve comigo (no caso minha mãe, meu pai, meu irmão caçula, minha sogra e meus cunhados, porque o tempo foi tão curto que nem deu para encontrar meus amigos, o que talvez evitou de eles passarem mais vergonha ainda)...

- Mania de ler revistas, livros, o que for para ser lido em livrarias e raramente comprar o dito cujo: aqui é (quase) normal essa prática e ninguém acha ruim. Se estiver lacrado, obviamente ninguém é louco de arriscar. De todas as vezes que vou em livrarias, passo metade do dia escarafunchando as novidades (vide: livros de música, de design, propagandas...) e na maioria acabo levando nem que for a TV Guide ou alguma revista (an-an, Nikkey Woman...). Vai eu fazer isso nas livrarias tupiniquins e sabem qual é a resposta... Talvez as grandes livrarias têm a liberdade de fazer isso, mas no meu caso, ia comprar revista na banca da esquina...


- Devorar sozinha uma pizza de frango com catupiry: adoro essa iguaria e fazia - na época - seis anos que não sabia o que era uma pizza de frango com catupiry. Acabei por devorar uma destas sozinha. Com meio pingo de culpa. Lição número um: quando se vai com muita sede ao pote, o mesmo quebra. Lição número dois: tenha certeza de que já tem uma certa liberdade na casa da sogra. Literalmente.

- "Aceita troco em balas?", foi o que eu ouvi num boteco quando fui comprar água mineral para ter trocado pro ônibus junto com minha mãe. Não sei se era o calor que estava ou TPM se aproximando, mas retruquei pro balconista que "se eu der esse trocado pro cobrador de ônibus, ele me explusa no primeiro ponto que houver!!!" Ainda se fosse aquela bala 7Belo, tudo bem, pois uma balinha dentro da bolsa, na hora da vontade se faz necessário, mas sabe aquelas de hortelã que já esfarela ao abrir a embalagem? Acho que minha mãe só faltou esconder atrás do saleiro...


- "A Sombra": mesmo quando estava no Brasil, eu detestava vendedora de loja de roupas, sapatos, o que fosse, pegando no meu pé perguntando se gostei, se quero experimentar, se vou ficar só olhando e não levar nada... Eu sei que é o trabalho delas, mas constrange, e acabo não comprando mesmo. Pior que acostumei aqui o fato das vendedoras só falarem uma vez e deixar você a la vonté e quando fui às compras com minha mãe (coitada, essa foi testemunha das minhas toupeirices), nas minhas férias, ao ver as roupas que estavam "na moda", fui constantemente cercada por elas. Detalhe: quem estava pensando em comprar algo era a senhora minha mãe...

- "Devolver o casco": de tanto que aqui, acostumada a comprar quase tudo em garrafas PET (o que fiquei sabendo que elas liberam um conservante, produto, sei lá e pode prejudicar o organismo humano, voltaremos ao uso de garrafas de vidro), quando passei minhas três semanas de (merecidas) férias, tal foi minha surpresa ver na casa de meus pais, um engradado de garrafas de Coca-Cola. Garrafas de vidro retornáveis. Meu pai explicou que, levando o casco vazio, ganha desconto na compra de um cheio. Bem, agora explicado a quem fui puxar em matéria de "gente econômica" (ou como diz namorido kinguio, "mão de vaquice pura mesmo" )...

Bom, pra lembrar de mais fatos, das duas uma: ou eu volto mais uma vez e tiro dois meses de férias (ou menos, se depender das toupeirices) ou o pessoal que voltou pro Brasil contem (nos comentários ou troquemos as idéias via posts) o que andaram fazendo que poderia ter gerado um leve constrangimento. Tá, a história do papel higiênico é antiga...

Sunday, January 24, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: "Arquivo" (o melhor dos Paralamas do Sucesso)


Tinha postado sobre o rock brasileiro nos anos 80 e alguns grupos que ganharam destaque na época. Alguns continuam em plena atividade, mas não em plena forma. Outros acabaram por desfazerem por motivos variados (envolvendo até falecimento). Outros foram os chamados "one-hit wonder", do tipo, sucesso de uma música só. Um dos grupos que surgiram na chamada "novo rock brasileiro", que ainda está em plena atividade e exemplo de superação, seria o trio Paralamas do Sucesso.

Embora dois deles tivessem se conhecido em Brasília devido aos pais serem do governo, o trio carioca formado por Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro começaram em festas universitárias e clubes. O nome pode soar estranho (mas foi melhor do que pensaram inicialmente - "As Cadeirinhas da Vovó"), muito embora o cartaz que anunciava o primeiro show oficial da banda era: "Western Club vergonhosamente apresenta Os Paralamas do Sucesso. Rock".
O primeiro sucesso do grupo - "Vital e Sua Moto" - era uma historinha quase verídica. Vital realmente existiu, era o primeiro baterista, e no primeiro show universitário, faltou na apresentação e João Barone entrou em seu lugar. Aí ficou a formação que até hoje está, fazendo shows pelo Brasil afora e com novo album, mesmo depois do acidente que deixou Herbert paralítico, mas tamanha foi sua força de vontade em viver que ainda continua compondo e cantando (lembrando que por pouco não morreu, ficou em coma, e achavam que nunca mais seria o mesmo).

Devido ao estilo de música que faziam no início de carreira, alguns críticos de "revistas especializadas" rotularam o trio como "subprojeto do power trio inglês The Police". Não porque os Paralamas era um trio, mas por usarem ritmos caribenhos, como o ska, reggae junto com o rock, assim como trio inglês fazia. Não importa: o trio brasileiro chegou a ter repercurssão nacional - fazendo parte do "quarteto sagrado do rock brasileiro" (os outros três são Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana) e internacional (um dos poucos a irem no festival de jazz de Montreaux, na Suiça).

A coletânea "Arquvo", de 1990, compreende até a fase "Big Bang", mas o auge do sucesso do trio, incluindo as então inéditas "Caleidoscópio" (que muita gente conhecia na voz de Dulce Quental) e "Será que vai chover" (gravado ao vivo no festival de Montreaux), as românticas "Me Liga" e "Quase um Segundo", as quase verídicas "Vital e Sua Moto" (vide o segundo parágrafo), "Oculos" (no início de carreira, Herbert usava óculos, depois operou para corrigir a miopia e desde então meio que abandonou o acessório) e "Meu Erro" (na época que saiu com a vocalista do Kid Abelha, Paula Toller). Inclui também as "de protesto" como "O Beco", "Alagados" (o vídeoclipe mostra a realidade do nosso Brasil il il), "Selvagem".

Curiosidades:

- O trio acabou sendo "padrinhos" da banda Legião Urbana. Tudo porque o baixista Bi Ribeiro era aluno de Renato Russo nas aulas de inglês e acabou apresentando o quarteto para a mesma gravadora deles (a EMI-Odeon);

- No início de carreira, o trio ensaiava na casa da avó de Bi Ribeiro. Ela nem se importava com a barulheira que eles faziam mesmo a vizinhança reclamando a ponto de chamar a polícia. Ia escondida do neto assistir aos shows do trio no Circo Voador. Daí a música "Vovó Ondina é Gente Fina".

- O show de 1985, na edição do Rock in Rio, foi um dos melhores do trio, que no início ninguém acreditava ter escalado um grupo que nem estava vendendo tão bem assim...
Para relembrar :
"Novidade", do álbum "Selvagem?", tem co-autoria de Gilberto Gil.
"Oculos", do álbum "O Passo do Lui", é uma auto-ironia de Herbert Vianna, que realmente usava o acessório. Depois fez cirurgia pra corrigir a miopia.
"Melô do Marinheiro", video feito para o programa "Fantástico" nos tempos que o programa era bom e ninguém sabia.
"Você", roupagem nova para uma música antiga, do Tim Maia.
Na Rede Cultura, no programa "Arquivo - Trama/Radiola", uma apresentação dos Paralamas do Sucesso no extinto programa "A Fábrica do Som", gravado no SESC Pompéia, de onde também os grupos Titãs, Ultraje a Rigor e muitos outros. No show, apresentaram as músicas "Vital e Sua Moto" e "Química" (que também foi regravada pelo Legião Urbana).
Falha minha: o Festival de Jazz de Montreaux fica na Suiça e não na França. Já fiz a devida correção....

Friday, January 22, 2010

Reservoir Dogs ou Cães de Aluguel ou "uragirimono" (裏切り者)


A abertura clássica com a música "Green Bean Bag" de George Baker é indefectível!


Algum tempinho atrás lembrei de um filme muito velho (e põe velho nisso) chamado "Reservoir Dogs" ou "Cães de Aluguel". Era a história de um grupo de gangsters contratados para assaltar uma joalheria, mas um não conhecia o outro, só se identificavam por cores e quando o assalto dá errado, descobrem que há um traídor entre eles, mas como ninguém conhece ninguém, daí o desenrolar da história do estilo que Quentin Tarantino sabe muito bem.


Depois a paródia "Uragirimono" (裏切り者), que o quinteto SMAP fez (e quando o próprio Tarantino viu, em 2006, até fez uma participação especial), o traidor só era descoberto no final, mas pelos telespectadores e pelo garçon. Para isso, era servido algum acepipe e num deles continha quantidade de pimenta tabasco o suficiente pra chamar o corpo de bombeiros. Desde a abertura, a trilha sonora, as roupas, o ambiente e até as cores - se bem que as cores que eles se identificavam na paródia, são as mesmas que eles se identificam, exceto que depois de 2002, no Bistro, Inagaki usa cor azul e Nakai o rosa (quando precisa, em caso de extrema urgência), o que antes era o contrário.

Lembrei do filme e da esquete meio que por acaso esta semana. Não sei se é porque o ano começou e as coisas estão fervendo e eu ando meio atordoada que, em menos de duas semanas, aconteceram vários fatos que, chega na hora acabo postando um assunto que nada tem a ver com outro. De qualquer forma, se quiserem assistir ao filme, o risco são de vocês, pois, se alguém assistiu a outro filme de Tarantino depois de "Pulp Fiction", como eu, já sabem o resultado.

Thursday, January 21, 2010

A 60a. Edição do Kouhaku Utagassen - Resultado Final - Parte II

E espero ser a última parte.

Eu sei que era para ter terminado na semana passada o assunto, mas sabe quando o evento (na minha humilde opinião) foi bom e quer tentar passar a impressão, mas tem que contar por partes senão enjoa? Apesar que meus bons e fiéis leitores acrescentaram nos comentários o que irei contar nesta segunda parte, tem gente que quer mais, então aguentem que lá vem o resto.

Nova geração enka: Nem só de Kiyoshi Hikawa (que há alguns anos era tido como o "Príncipe do Enka") a nova geração da música mais tradicional do Japão vive. Recentemente, tivemos o norte americano neto de japoneses Jero, com seu visual hip-hop mas sem perder a classe na música tradicional. Se continuar desse jeito e investir no talento, ele vai longe. A citada Sakura Maya, que, se também souberem administrar a carreira dela, quem sabe pode se equivaler a Hibari Misora. Se bem que Misora continua sendo grande referência mesmo depois de vinte anos de sua partida, mas eu quis dizer no sentido que tanto Misora como Maya começaram a carreira ainda antes dos dez anos de idade...

E a geração veterana também... Depois de alguns eventos suspenso devido a uma apresentação para um grupo mafioso (e jurava que não sabia), a comissão organizadora resolveu dar uma chance pro Takashi Hosokawa e chamaram pro evento. Parece o repeteco da história da Hibari Misora, no final dos anos 60, cujo irmão se envolveu com a máfia e resolveram suspendê-la por algum tempo. Fuyumi Sakamoto, que sempre se apresentava de quimono, desta vez apareceu de terno.

Novamente a seção "apresentando-se em lugares inusitados": Na abertura do evento, quando os artistas dos respectivos times aparecem no palco, eu senti a ausência do (dignissimo, vitaminado e faz-tudo) Masaharu Fukuyama entre eles. Achei que ele tivesse "dado o cano" ou cancelado em cima da hora, mas na hora que Masahiro Nakai o chamou olhando pra câmera, explicado: Masaharu estava em Nagasaki (cidade natal), onde além de estar fazendo as filmagens da novela lá, ao menos passar o ano Novo com a família, já que todo ano ele fazia a apresentação do fim de ano no Pacifico Yokohama. Acabou se apresentando com a música nova "Hatsukoi" em frente ao Glover Garden, num frio de deixar até pinguim querer ficar em frente ao aquecedor. Sou suspeita demais para dizer meu parecer de sua performance mas achei muito linda (poderia ser melhor se ele estivesse no palco da NHK Hall, mas..)
Masaharu "Ryoma" Fukuyama, se apresentando ao vivo de Nagasaki com "hatsukoi"...

Carnaval antecipado: Sempre é esperado as apresentações de Ken'ichi Mikawa (que se diz precursor do glam pop japonês, pois anda sempre maquiado com direito a rímel e batom vermelho) e Sachiko Kobayashi. Explica-se: desde a década de 70 que os dois se apresentam como se fosse destaque de escola de samba e os adereços fariam inveja ao falecido Clovis Bornay. Com o tempo, os adereços ficaram mais sofisticados, a ponto de levarem quase um ano para ficar tudo pronto e ser um dos grandes destaques do evento. Quem pensa que os dois são rivais, engana-se: são tão amigos que até trocam idéias pro próximo evento... Exceção da apresentação carnavalesca de Kobayashi foi em 2005 quando houve o terremoto em Niigata (terra natal dela) e em respeito a tragédia, apresentou-se de quimono negro. Este ano, Mikawa usou o tema sobre os deuses tailandeses, com direito a apresentação da Ai Haruna (o travesti que ganhou o concurso na Tailândia) e Ikko (o maquiador de pernas de dar inveja a qualquer mulher). Destaque pro humorista Kasuga, da dupla Audrey. Quanto a Kobayashi, como disse Alexandre Mauj: se ela for com o monumento tamanho litro dela própria que se apresentou no evento no Carnaval de Olinda, fará sucesso (ficou parecendo a Cleopatra com o "MegaSachiko").
Alô, Mangueira! Alô Rosas de Ouro! Precisando de novas idéias pro Carnaval 2010, chamem a produção de Sachiko Kobayashi - a mulher arrasa!

As Garotas Super Poderosas: Ok, eu falei primeiro da Ayumi Hamasaki no post anterior sobre o evento, mas claro, na minha condição de mulher, também tenho que defender o meu lado, não esquecendo das outras artistas, com grande destaque para...

- AKB 48: trupe de 48 meninas que acabaram virando 72 no evento, com direito a muda de roupa com as cores predominantes do time que pertencem (o vermelho).

- Ikimonogakari: apesar de ser um trio formado por dois homens e uma mulher, foi representar o time vermelho, pelo motivo que o vocalista principal é uma mulher. Muito bonita a apresentação junto ao coral de estudantes do ginasial das cidades de Matsudo (província de Chiba) e de Kasukabe (província de Saitama), cujas escolas, os membros foram visitar e ensaiaram nos locais.

- Angela Aki: daqui a pouco virará veterana do Kouhaku. Sempre apresentando-se de forma mais casual possível (jeans e camiseta), mas uma maravilha ao piano e suas músicas de otimismo, força, coragem e jovialidade. A música "Tegami - Haikei Jyugo no kimi e" foi acompanhada pelo coral formado por ex-formandos do colegial da cidade de Kobe, cidade atingida pelo famoso terremoto de Hanshin-Awaji. Detalhe: era a primeira turma do colegial que formou-se depois do terremoto, em 1995.

- Ah, sim: as irmãs Kumi Koda e misono: quem pensou que não ia falar delas, enganou-se. Koda, depois do dito fora que deu em 2008, voltou com tudo. Só que em 2009 não deu para completar a turnê "Trick" devido ao surto de influenza que assolou o sul do Japão na metade do ano. Este ano ela faz tudo de novo. Surpresa foi apresentar-se com a irmã caçula misono. Se bem que em 2009 elas já apareceram juntas no Tokyo Girls (evento de desfile de moda Shibuya style), mas no Kouhaku é a primeira vez. Koda, todo mundo sabe que suas apresentações arrasam, mas misono deu a volta por cima depois do fim do grupo Day After Tomorrow: engordou horrores, ficou com a auto estima em baixa, recuperou-se com uma dieta rigorosa, voltou a cantar e aparecer em programas de variedades. Na verdade, misono está com o cabelo preto, mas no Kouhaku apareceu-se loira.

- Nana Mizuki era a primeira vez que se apresentava. Fez uma apresentação totalmente emocionada, pois seu pai havia falecido logo que começou a carreira. Pra quem não sabe dos trabalhos de Mizuki, ela é bem popular entre os fanáticos por animês, pois ela fez muita trilha sonora para os mesmos e até foi dubladora. Para quem não sabe, ela é quem canta a música de abertura do animê "Naruto".

A primeira vez a gente nunca esquece... Kouhaku que é Kouhaku traz os novatos, quero dizer, que seria a primeira vez de apresentação no evento (dependendo de quem for pode ser a primeira e a última). Existem artistas que estão mais de anos fazendo sucesso e nunca é convidado (motivo de agenda lotada?), mas existem artistas que surgiu menos de um ano e estão tentando fazer bonito no palco da NHK... Como foi um evento que desta vez (parece) que nenhum incidente aconteceu, vamos lá...

- Funky Monkey Babys: trio que mistura visual hip-hop com música pop, é conhecido por colocarem artistas famosos (geralmente humoristas) nas capas dos singles (o de estréia, foi o hoje governador de Miyazaki, Hideo Higashikokubaru com fantasia de macaco), na apresentação no palco da NHK, ao fundo o promotion vídeo da música apresentada no telão com o apresentador da Nippon TV. (Se fosse no Brasil, o grupo nem seria convidado).

- Kaela Kimura: muita gente conhece a cantora no programa "saku saku" (que passa somente na região onde moro, Kanagawa), que apresentava junto com um boneco de cabeça de formato de cubo. E pelas músicas mais rocker (e seu visual idem). Surpreendeu-me a apresentação de Kaela - de vestido branco - cantando uma das músicas que fez sucesso em 2009, principalmente para jovens que estavam pra se casar - "Butterfly", que é música do comercial do catálogo Zexy (do grupo Recruit Japan, direcionado para quem quer casar e não sabe por onde começar).
Kaela Kimura, quem estava acostumado a vê-la como roqueira, "Butterfly" fez sucesso nas baladas pra jovens, mas muito jovens casais...

... e a última tem que fazer muito bonito... Alguns artistas costumam usar o evento para fazer a despedida da carreira artística, tal como fizeram o Checkers, Harumi Miyako, Momoe Yamaguchi (se bem que ela terminou mesmo em 17 de janeiro de 1980). No 60o. evento tivemos duas despedidas notórias...

- Akira Fuse anunciou a aposentadoria da vida artística, tanto que foi sua última apresentação no Kouhaku Utagassen. Fez a interpretação de "My Way", em japonês. Pra quem não sabe, a música teve interpretações de Frank Sinatra, Shirley Bassey e, acreditem, de Sid Vicious (do Sex Pistols). E pra quem não lembra de Fuse, ele era conhecido pela música "Ciclamen no Kaori". E também por ter sido casado com a atriz inglesa Olivia Hussey (que fez o papel da Julieta, no filme de Franco Zefirelli - "Romeo and Juliet", lembram?).

- Ayaka, como eu havia informado antes, também foi a última aparição na vida artística, não pelo fato de ter-se casado com Hiro Mizushima e decidido a levar a vida de casada tal como fez Momoe Yamaguchi (que casou-se com o ator Tomokazu Miura e até hoje vive reclusa da vida artística), mas pelo fato de estar com problemas de hipertireoidismo, o que estaria prejudicando a sua saúde, principalmente na parte de audição e fala. Emocionou a platéia ao falar abertamente da doença e agradeceu o apoio que seus fãs lhe deram.
A última apresentação de Ayaka no Kouhaku Utagassen 2009. Este ano ela encerra a carreira, pelo menos temporariamente. Saúde em primeiro lugar. Certa está ela...

Quando se é preciso estar em dois lugares no mesmo dia... Eu falei pra vocês que, devido ao show de fim de ano que acontece no Tokyo Dome que os rapazes do grupo Johnny's Jimunsho fazem pra público lotado, na contagem regressiva, no Kouhaku Utagassen a agência só permite no máximo três grupos. O quinteto Smap já eles nem contam mais por dois motivos: 1) quase todo ano a comissão colocam eles na metade pro final do evento e 2) Masahiro Nakai está pela sexta vez apresentando o evento, por parte do time branco. Portanto, se eles não ficarem pro final, como é que fica pra animar o público e os participantes se o Saburo Kitajima encerra com "Matsuri"? Só que desta vez, a agência mandou ver e liberaram o grupo NYC Boys, o elenco do "Snow Prince" e o quinteto Arashi para se apresentarem. Desde que depois estivessem antes da meia-noite no Tokyo Dome pro countdown...

Explicado agora porque os grupos Arashi e TOKIO aparecerem no Tokyo Dome com as mesmas roupas que se apresentaram no Kouhaku? Isso porque no Kouhaku o grupo TOKIO apresentou-se primeiro junto com a cantora Mitsuko Nakamura e eles apresentaram-se na segunda metade do evento. O outro quinteto, Arashi, foi logo depois da apresentação de Kumi Koda, com um medley especial pro evento, já que além de ser a "primeira vez" deles, era para comemorar os dez anos de carreira. Explicado também porque eles estão direeeeeeeeeto na mídia, fazendo de tudo um pouco. E já era pra lá das onze horas da noite. Imagine se daria pra ficarem pro final...

Unidos sempre venceremos. Ou quase. Falei do grupo EXILE que antes eram um sexteto (ou septeto, não me lembro) e agora são quatorze. Muita gente achou ruim na época, que iria virar bagunça e tudo o mais, o resultado foi que foi bicampeão do Record Taisho. E foi quem abriu o evento do dia 31 de dezembro e fielmente ficaram até o final. Agora, quanto aquela famosa frase de que "a união faz a força" pode não estar lá funcionando com o grupo coreano (que está virando japonês) Tohoshinki. Problemas com a produtora deles no país natal dividem o grupo em dois e corre boatos diversos de que eles nem estariam viajando juntos, nem ficando no mesmo hotel devido a essa pendenga... Vai entender...
Dedicado pro Leosan: o quinteto coreano mais japonês que já existiu: Tohoshinki.

Quase no "gran finale"... Quando mencionei anteriormente que a cantora Ayaka deveria ao menos encerrar a noite na ala feminina devido ser o último Kouhaku e uma das últimas aparições em palco, poderiam ter dado essa chance. Foi a penúltima a se apresentar com "Minna Sora no Shita" (Todos embaixo do céu). Emocionada, como mencionei anteriormente.

Quem eu pensei que a comissão não fosse escalar por motivos que já cansei de mencionar o ano todo, era o quinteto (que mais atua que canta) Smap. Em 2001 por falta de um membro do grupo, não se apresentaram pois "faltando um, nunca somos um grupo" e em 2004 por não terem tido uma música que pudessem ir ao evento. Como Masahiro Nakai, o líder, foi chamado para representar a ala branca, não teria sentido não chamar o grupo todo. Foram os penúltimos a se apresentarem com "Sotto Kyutto" e emendando com (a já manjada mas que ainda faz sucesso) "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana". Resultado: 49,1% de audiência.

Pra quem ninguém esperava, pois foi em cima da hora (pra dizer a verdade, um dia antes do evento), o veterano rocker, ídalo de muitos caminhoneiros (alguém aí reparou nas boléias a toalha com o logotipo dele?) e atualmente senhor-propaganda da TV Sony e da cerveja Malts Premium: Eikichi Yazawa. Sim, ele mesmo. Apresentou-se ao vivo no NHK Hall, em plena forma.
Eikichi Yazawa, mesmo com sessenta e alguns poucos nas costas, ele continua em boa forma. E o indefectível microfone branco (ou coberto com esparadrapo)...

A hoje dupla Dreams Come True encerrou a ala vermelha, com "Sono Saki e" (da novela Kyomei Byoin), com participação do guitarrista Newton Falkner. Foi o que deu a maior audiência no encerramento, com 51%. E pra finalizar mesmo o evento, o veteraníssimo Saburo Kitajima, com a famosa "Matsuri", incluindo entre os dançarinos, quase todos os participantes do Kouhaku do ano de 2009, acompanhando a música (e, como sempre, Takuya Kimura e Akiko Wada os mais exaltados na dança).
Grande vantagem de vitória pro Shirogumi. Mas 2010 quem sabe o Akagumi ganha...

Novamente, a vitória do time branco (o masculino). Por uma larga vantagem de votos, seja dos telespectadores via internet, público e jurados. Agora, veremos em 2010 como será, quem irá, se haverão surpresas...
A autora deste atrapalhado, mas limpinho sítio pede desculpas a todos por não ficar postando com aquela frequência que deveria, mas começa o ano novo e fica aquela correria...

Tuesday, January 19, 2010

Quinze Anos Depois...



Uma bomba atômica? Bombardeiro aéreo? Guerra civil? Não, o famoso terremoto Hanshin-Awaji que quase acabou com as cidades de Kobe e Nishinomiya (província de Hyogo).


Em 17 de janeiro de 1995, quando soube do terremoto que quase acabou com as cidades de Kobe, Nishinomiya e Awaji, ainda estava no Brasil e a TV habitualmente mostrava as cenas que parecia cenário de uma guerra. O que muita gente pensaria que as cidades afetadas não iriam ser recuperadas, tal minha surpresa que, três anos depois, estava aqui, e fui no Kobe Luminarie que a cidade de Kobe faz anualmente.

Iluminação nas ruas de Kobe - o Kobe Luminarie - realizado desde dezembro de 1995.

Embora fui morar numa cidade que ficasse a duas horas da capital, Kobe, eu tinha um certo receio no assunto "terremoto". E se houvesse um no meio da noite e não conseguisse sair a tempo? Foi essa a pergunta que pairava em mim quando era recém chegada na província. Do tipo: tanto lugar para me mandarem trabalhar, fui parar justo na província onde houve o terremoto.

Em dezembro de 1998, sete meses de estadia aqui, fui com alguns colegas de trabalho pra Kobe. No Kobe Luminarie, onde a rua principal fica iluminada com figuras feitas com lâmpadas. Pintadas individualmente e manualmente. Como chegamos ao entardecer, dava para ver a cidade. Nem parecia que outrora houve um terremoto. Impressionante que, em quase quatro anos, a cidade parecia ter renascido das ruínas. Uma pena que não deu para tirar mais fotos, pois viajar com gente que tinha pouco tempo de trabalho, era meio complicado.

Só que no ano seguinte conheci o namorido kinguio e mudamo-nos para a província que até hoje estamos. E pensar que em 1 de setembro de 1923, a capital Yokohama também sofreu um dos maiores tremores que o Japão teve.

Sobre Kobe, seria um exemplo de como os habitantes conseguiram - em anos - recuperar a cidade. Tal como Hiroshima e Nagasaki. O que muita gente falará pra mim que, o Japão, tido como atualmente país desenvolvido, pôde recuperar rápido dos traumas que tiveram (é, mas no tempo em que houve o terremoto de 1923 e as duas bombas que cairam num intervalo de dois ou três dias em lugares distintos, o país estava em petição de miséria), o que infelizmente no Haiti, com o recente tremor que dizimou dezenas de milhares de habitantes e inclusive compatriotas (como Zilda Arns), vai levar muitos anos para se recuperarem. Já não bastava a guerra civil, país em estado de calamidade pública, e agora um tremor que melhor dizendo acabou com uma nação?

Friday, January 15, 2010

Miseinei (未成年) ou Antes da Maioridade


Eu sei que deveria ter escrito isso no dia 11 de janeiro, mas não foi possível, mas fica valendo o artigo.

Não sei nos outros lugares do mundo, mas se no Brasil só é tido "de maior" aos 21 anos (se bem que, aos 16 anos pode ter direito a voto, trabalhar como aprendiz e aos 18 anos prestar serviço militar (homens), tirar carteira de motorista...), aqui a maioridade é aos 20 anos. O que significa não somente poder beber e fumar legalmente, mas ter um sem-número de responsabilidades, como assumir os próprios delitos, cumprir os direitos e deveres, e tudo o mais. Existe a cerimônia do Seijin no Hi (成人の日) que é feito na segunda segunda-feira do mês de janeiro, na qual comparecem rapazes e moças que no ano da cerimônia completam 20 anos nos templos. O que seria um rito de transição da adolescência para a fase adulta.

Recentemente, assisti a um dorama (eu sei, caros leitores, que novela japonesa não tem graça por ser muito curta, ser semanal, não ter cenas calientes e beijos de desentupidor de pia, mas já cansei de falar que gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu, então...) chamado "Miseinen" (未成年) que ao pé da letra seria "antes da maioridade". A novela é meio velhinha (1995), mas o tema continua sendo atual: conta a história de cinco adolescentes, e seus problemas individuais e acabam se conhecendo acidentalmente (embora dois deles sejam colegas de mesma classe). Lembra um pouco o filme "Stand By Me", mas "Miseinen" aborda problemas familiares, escolares, conflitos emocionais, gravidez na adolescência, o florescer da sexualidade (tardia), prostituição e outros assuntos (acho que por isso na época passou às sextas quase de madrugada).

Descobri este dorama ao assistir certa noite o programa "Utaban" (e olha que é difícil assistir, mas até ano passado coincidia com o dia que eu folgo, agora passa toda terça), num especial sobre as novelas da rede TBS. Foi no meio da conversa que Masahiro Nakai (que apresenta o programa junto com Takaaki Ishibashi) mencionou o dorama "Miseinen", que foi um dos doramas que gostou, devido ao tema abordado.

O enredo passa-se entre cinco rapazes da mesma faixa etária (entre 18 a 19 anos), que enfrentam as adversidades, conflitos e problemas antes da fase adulta. Quem assistir os onze capítulos, vão dizer que seriam cinco desajustados, mas não seria bem isso. Seria, na verdade, a omissão familiar (sempre favorecendo o filho mais velho), amor doentio, problemas financeiros, contra o sistema imposto, descontrole emocional. O que os pais não percebiam que os filhos desajustados tinham o de mais importante: a amizade, coleguismo e a vontade de viver. Perigosamente, mas eles eram jovens e queriam aproveitar a vida.

Assistindo os onze capítulos quase de uma vez só (é que a lesada aqui alugou os quatro DVDs de uma vez e esqueceu que a semana que passou estaria fazendo plantão direto), o dorama mais lembrou-me um filme (bem velho, diga-se de passagem) cujos protagonistas tinham seus problemas individuais, gerando o isolamento do grupo perante aos colegas num acampamento, com requintes de crueldade. O filme se chamava "Bless The Beast and The Children", do cineasta norte-americano Stanley Kramer. Tal como no filme, em "Miseinen" os protagonistas sofrem maus-tratos, seja por parte dos pais como dos colegas de classe. E acabam por pagar um preço alto por isso.

O dorama trouxe os atores Issei Ishida, Takashi Sorimachi, Shingo Katori, Sosuke Tanihara, Masaki Kitahara e Gamon Kai ainda em início de carreira. Foi também a primeira novela de Ayumi Hamasaki (irreconhecível no papel da colegial grávida). No final de 1995, a novela ganhou quatro prêmios no 7o. The Television Drama Acadamy (melhor ator para Ishida; coadjuvante para Katori; direção, para Shinji Nojima; e melhor canção - "Top of The World"). Quem puder torrentar, alugar, pedir emprestado, assistam.
Foto que ilustra o post de hoje: a capa do dorama que saiu em DVD em 2006 (by seo gugol)
Atualização em 21 de janeiro: Devido aos e-mails que recebi, perguntando que fim deram os atores principais deste dorama, vamos lá...
- Issei Ishida (o protagonista Hiro), filho do ator Junichi Ishida (aquele que está pra casar mas o pai da noiva é contra), ainda teve papel de destaque na continuação de "Hitotsu Yane no Shita", como o irmão encrencado da família Katsuragi, mas não aguentou a pressão, chegou a ser detido por posse de substâncias ilícitas, ter tido um filho extraconjugalmente, mas agora está tentando retomar a carreira no teatro.
- Takashi Sorimachi (Goro, o projeto de yakuza de bom coração) ainda continua na TV, mas não com tanta frequência como nos anos 90 e 2000, depois que casou-se com a atriz Nanako Matsushima (que se conheceram nos bastidores da novela GTO - Great Teacher Onizuka), tem duas filhas e recentemente fez comercial da Kirin Fire.
- Masaki Kitahara (Ibbo, o amigo pervertido de Hiro) pode ser visto no especial feito pra TV contando a vida do lutador Daisuke Naito, em 2008.
- Gamon Kaai (Kamiya, cuja mãe o superprotegia), acabou sendo dublador (do animê Naruto) e esporadicamente aparece como convidado especial em novelas.
- Shingo Katori (Jin, aka "Deku", de idade mental de 7 anos), ah, por favor, todo mundo sabe o que ele ainda faz até hoje: canta, dança, atua, faz novelas ( a última foi como Ryu-san em "Kochikame"), apresenta o "SmaStation"...
- Sachiko Sakurai (Moka, o amor platônico de Hiro), continua a atuar em novelas. A última aparição foi em "Konkatsu Rikatsu", ano passado.
- Sosuke Tanihara (o irmão mais velho de Hiro), aparece em comerciais, aos sábados no matutino "King's Brunch" e esta temporada em "Magerarenai Onna", junto com Miho Kanno.
- Ayumi Hamasaki (a colegial Hitomi), acabou por ser cantora e hoje ainda continua sendo a "top one" da Avex Trax.

Monday, January 11, 2010

Frases da Nossa Infância

Ou: mesmo depois de adultos, ainda elas são válidas...

Quando eu era criança, meus pais lançavam mão de frases que, se bobear, ainda a gente acaba ouvindo mesmo depois de adulto. Sim, mesmo quase chegando na casa dos "enta", já com relacionamento mais do que firme mais de uma década, ainda ouço frases, seja da cara-metade que me aguenta, seja de terceiros, como...

Estão pensando que dinheiro dá em árvore? Era frase típica do meu pai até quando ainda morava com eles. Mesmo eu trabalhando, ganhando meu suado salário em dupla jornada que fazia, às vezes tinha que recorrer ao auxílio-paterno para pagar algumas contas, geralmente envolvendo meu velho mas forte Gol milho, ops, mil: conserto, imposto e duas multas que levei por excesso. Mas antes pedir este auxílio do que ficar devendo.

Eu não sou sócia da CPFL!!! Ou a companhia de energia elétrica de sua época. Na minha, não era a Light, mas eu ouvi de muitos amigos cujos pais falavam pra generalizar. Sabe como criança (jovem, adulto...) é: liga todas as luzes, deixa o televisor, qualquer coisa que envolva eletricidade ligado e esquece de desligar quando sai do recinto. E como energia elétrica tem que pagar... Pelo menos até hoje a frase é utilizado em casa quando esquecem a luz acesa na hora de dormir. Eu, por exemplo...

Mas eu não falei que era pra trazer o troco? Aqui, não funciona exceto se tiver filho em fase de crescimento que, ao invés de trazer o troco, acaba comprando um petisco aqui ou ali ou aqueles cards de RPG que os meninos gostam. Mas no tempo em que eu estava no ginasial, os vendedores nunca hesitaram em dar troco para mim em balas. Pior que eu caía em todas. Mesmo na faculdade, eles insistiam em dar troco da média (tradução: café com leite e pão com manteiga) em balas. Se fosse a 7Belo, tudo bem, mas eram aquelas bem ordinárias, com vestígios de sabor artificial de hortelã.

Não me envergonhe diante das visitas... Quando as visitas vinham em casa, o ambiente parecia como se estivesse recebendo uma autoridade importante, ou um artista megafamoso: a melhor louça, as melhores guloseimas, até refrigerante (eu falei que refrigerante em casa era só aos domingos ou quando viessem visitas?). Eram pras visitas. A casa tinha que ficar impecável. Pras visitas. E usar a melhor roupa também. E ficar muda até as visitas irem embora. Sim, ficar caladinha, quietinha na cadeira e responder "sim" ou "não" balançando com a cabeça.

... E quando eu voltar, quero tudo no lugar! A casa onde morei até meus quase trinta anos não era muito grande, imagine morar com os pais e mais dois irmãos. Por falta de espaço e muita coisa guardada (leia-se gibis, brinquedos e tudo o mais), meus pais - principalmente minha mãe - tinham o seguinte lema em casa: tirou, usou, coloca de volta no lugar se não for usar, ler ou brincar mais. Porque depois vinha de minha mãe a famosa frase...

Eu não sou sua escrava! Que desarmava qualquer argumento vindo de nós. Como sou filha única mulher na família, cabia a mim ter que ajudar minha mãe nos afazeres domésticos. Na minha adolescência retruquei dizendo que meus irmãos também deveriam aprender a lavar, passar e cozinhar. Eis que depois que saímos da faculdade e conseguimos trabalho fora da cidade natal, meus irmãos até hoje vivem perguntando pra minha mãe qual o tempo certo de cozinhar feijão na panela de pressão ou se pode juntar as roupas de côr com as brancas na máquina de lavar...

Não mexe aí senão quebra! Criança sabe como é: gosta de "ver com a mão" como diziam As Garotas que Dizem Ni. E como ainda estávamos na idade em que a coordenação motora ainda está em fase de adaptação, nem precisa dizer que o prejuízo depois era grande. Pai do namorido kinguio nem levava ele e os irmãos para uma loja de louças quando eram crianças pois já sabia do efeito catastrófico. Ainda mais que eram em quatro rapazes com diferença pouca de idade entre eles.

E engole o choro! Depois de levar essas e outras mais broncas, a vontade de chorar era inevitável, mas vinha minha mãe lançar mão desta frase e ficar com o choro reprimido, senão as consequências seriam piores. Quando era criança, não via a hora de ser adulta, casar e ter que passar as frases para as próximas gerações, mas pela situação atual que nos encontramos, pelo jeito vamos ter que passar pros sobrinhos, isso se é que obedecem aos tios...

Nota: as maioria das frases citadas, constam também no site "Garotas que Dizem Ni", no artigo "Vou Contar Até Três!". Afinal, quem nunca, na infância-adolescência já ouviu pelo menos uma destas frases mencionadas?

Sunday, January 10, 2010

(Mais Novas) Pílulas de Papo Furado ou Como Ter Conversa Fiada numa Roda Quadrada de Amigos

Estava lendo um artigo no site da Veja On Line sobre a Holanda: devido a proporção de contingente humano ser maior que a área territorial, o governo está querendo cobrar - para quem tem carro - por quilômetro rodado. Item obrigatório senão é multa, é o aparelho GPS. Quem tiver carro híbrido pagará menos. Desculpa para encher os cofres públicos, seria diminuir a emissão de gás carbônico. Fizeram uma simulação se na cidade São Paulo a prefeitura resolvesse aderir o sistema holandês: se o paulistano percorre em média 30 quilômetros por dia, convertendo de euros para o real, em um mês o motorista paulistano teria que pagar ao governo 72 reais só pelo fato de usar o carro para sair (trabalho, lazer, etc.). Há algo errado na história holandesa: mas lá a maioria da população não usa a bicicleta como meio de transporte?

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Fofoca no mundo j-pop apesar que já está meio batido: a cantora Namie Amuro (que voltou às paradas de sucesso depois de algum tempo entre altos e baixos) está namorando a outra metade da dupla humorítica London Boots, Atsushi Tamura. Tudo começou no final do ano em que o casal viajou de férias. O boato foi confirmado pelo próprio Tamura que não hesitou em responder as perguntas dos repórteres. Até intenção de casamento já está sendo cogitado. Isso porque nem faz uma semana que estão juntinhos... Adendo: Amuro foi casada com o dançarino e coreógrafo SAM (do grupo TRF), teve um filho e separou-se sem antes brigar a guarda do mesmo na justiça. Depois Amuro teve um caso com Ken Miyake (do V6, que uma amiga minha costuma dizer que ele é o mais fofinho do sexteto). Será que agora vai? Foto by seo gugol: Atsushi Tamura na divulgação da animação The Simpsons. O pessoal mais realista dizem que Amuro costuma escolher rapazes nem tão bonitos assim, mas se a gente fala o que importa é o recheio, então tá...

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Mais casório vindo por aí no mundo do entretenimento japonês: no ano passado, a atriz Ryoko Hirosue (que agora está no dorama da NHK "Ryomaden") está com relacionamento sério com o ator Masaru Nagai (está no dorama da Asahi "Salaryman Kintarou"). Isso porque Hirosue tinha casado-se com o designer Takahiro Okazawa (em 2003), teve um filho, separou-se em 2008. Sim, ela e Nagai confirmam os boatos do relacionamento sério.

A top model Yuri Ebihara (a Ebi-chan, onipresente na capa da revista AneCam) já estava saindo com o vocalista do grupo Rip Slyme, o Ilmari. No final do ano, sairam de férias juntos e retornaram com planos de casamento. Em breve. Pra quem não sabia: Ilmari é filho de japonês com finlandesa e nasceu em Helsinque.

O ator Junichi Ishida (pai do ator Issei Ishida) o chamado "bon vivant" japonês com seu hábito excentrico de usar sapatos sem meias, ainda está meio enrolado para casar-se com a golfista Riko Higashio. Por eles, já estariam casados, mas o pai da noiva não vê o relacionamento dos dois com bons olhos devido ao currículo de Ishida (dois casamentos anteriores, filho meio encrencado, a maioria do público feminino não gosta dele, inclusive eu e a grande diferença de idade entre eles, do tipo que Ishida daria para ser pai de Riko, que tem quase a mesma idade de Issei). Mas dizem que o amor supera tudo, na primavera deste ano já assinarão os papéis.

Será que nesta década que se inicia vai ter mais casório ou separação? Será que o Tomoya Nagase (o ex da Ayumi Hamasaki) vai casar mesmo com a Saki Aibu ou vai enrolar ela como fez com a Ayumi? Será que a Kumi Koda também vai pro altar e ter filhos antes do 35 anos, com receio de que nunca mais terá filhos (vide o fora que ela deu em 2008 na All Night Nippon quando disse que mulheres depois dos 35 anos não servem pra ter filhos, pois algo nelas apodrecem)? Isso se Nakai criar coragem, ou melhor: se realmente os dois estão juntos...

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Quando um certo post eu disse que o quinteto SMAP parece carregar um tipo de "maldição" desde que eles começaram, em 1991, ninguém acredita. Do tipo: não era para dar certo (mas eles insistem e eles continuam juntos, entre trancos e barrancos eheh). Apesar da apresentação deles no Kouhaku Utagassen ter tido 49,1% de audiência (só perderam para Dreams Come True, que teve 51%) , o programa semanal que eles fazem, o de ano-Novo que seria ao vivo, tiveram que apresentar em quatro de novo. Motivo: Shingo Katori acabou ficando de molho em casa devido a influenza que contraiu justo nas vésperas do programa. No final do programa, ele telefonou dizendo que viu todo o programa na casa. Retornou ontem (sabado) no programa semanal "SmaStation", agradecendo aos e-mails e telefonemas de boa recuperação. Será que este ano eles farão show? (no ema (絵馬) que escreveu de ano-Novo, era: "Quero concerto este ano!!" )

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Eu sei, leitores, que estou muito atrasada em relação aos demais assuntos. Ou acharam que não soube sobre a tragédia do ano Novo na Pousada Sankay, cuja chuva de verão acabou com a felicidade de muita gente? Eu sei que vão dizer que se é fenômeno da natureza, não tem jeito, mas ouviram a história de que "o que é da natureza, se modifica, ela pede de volta"? Vão dizer que eu não me sensibilizo com isso? Claro que sim. Quem não se sensibiliza são as ditas autoridades que não fiscalizam direito o local, o que seria um alvo fácil para deslizamentos. Preferiram fazer vista grossa. Será que os filhos ou parentes próximos destas autoridades estavam na tragédia? Deus que me perdoe eu falar uma coisa dessas, mas seria bom para que tenham remorso pelo resto da vida. Isso se essas autoridades corruptas souberem o que é remorso...
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Por enquanto é só pessoal. Só postei pra ver as conversas em rodinha quadrada de amigos em uma mesa de bar não ficam na mesmice de sempre. Se bem que, tirando o bounenkai, não saí com o pessoal do trabalho, que a gente costuma falar do passado, economia, cotidiano...

A autora pede desculpas por este post escrito "nas coxas", mas começo de ano é essa desgraça: tentando entrar nos eixos pra encarar o resto do ano...

PS: Desculpa a hora em postar. Tive trabalho hoje.

Saturday, January 09, 2010

A 60a. Edição do Kouhaku Utagassen - Resultado Final

Quando eu digo que esta dupla quando apresenta dá certo, ninguém acredita...

Are you ready party people?

Brincadeiras à parte porque eu sei que muita gente que frequenta este sítio não frequenta direito baladas. Se for um barzinho com direito a amendoim, já é lucro. Vamos lá que este ano promete. O quê, eu não sei.

Pra (tentar) encerrar ao menos o assunto de Kouhaku Utagassen porque em meus quatro anos de sítio, se falei com tanta dedicação como agora, uma vez foi muito. Motivos porque desta vez este Kouhaku acabou sendo especial é o que não faltam. Um deles seria o fato de o 60a. edição do programa que na verdade começou na rádio e logo depois com a vinda da televisão, deu no que deu. E sessenta edições depois, embora a audiência do Kouhaku ainda esteja morna, ao menos garante a mola mestra para impulsionar a carreira.

A 60a. edição eu confesso: assisti até o fim (para depois sair com namorido kinguio), e não vi problema ou incidente que pudesse constranger ou ficar para a posterioridade, de forma mais estranha possível. Para alguns vão dizer que foi corriqueiro. Outros ficariam maravilhados. E vai ter diversas formas de reação. Apesar da audiência no geral ter ficado nos 40%, pelo menos bateu a audiência de alguns programas concorrentes. Como luta livre, por exemplo.

Novidades, bem, todo ano sempre tem os novos (velhos) artistas. Digo assim pois a primeira vez de Remiomen, Funky Monkey Babys, Nana Mizuki, Kaela Kimura na verdade eles já estão na estrada há anos. A primeira vez no Kouhaku não significa necessariamente que seriam artistas que iniciaram há meio ano atrás. Se fosse assim, muita gente novata hoje seria veterana no festival. Exceção talvez para Maya Sakura e NYC Boys.

Vamos lá...

Os mesmos apresentadores (ou que representam os dois times) mas que a fórmula funciona: Pode ter gente que discorde, mas desde que mais ou menos acompanho os últimos Kouhaku, a dupla Naka-Naka funciona. Para quem não sabe: a atriz (que sempre vai ser lembrada pelo papel de Yan-chan em "Gokuzen") Yukie Nakama e o líder do SMAP e apresentador do "Utaban" Masahiro Nakai, ficaram conhecidos com esse apelido devido aos sobrenomes. Deu tão certo que já é o terceiro Kouhaku que apresentam juntos e em 2008 fizeram o casal no filme "Watashi wa Kai ni Naritai". Tudo bem que Yukie tem aquele cabelo que eu daria tudo para ter igual (liso feito quiabo) e Nakai tem aquela voz de taquara rachada, mas quando não foram eles que apresentaram, o programa desandou.

Porém, se num futuro próximo a dupla Yukie-Masahiro não puder vir mais, eis a nova geração... Tinha comentado sobre o "algo mais" que o festival proporciona. Durante as quatro horas e meia que dura o programa, obviamente que não vai ficar um cantor atrás do outro, senão o programa termina em duas horas e aí a audiência despenca. Por isso que resolveram de muitos anos pra cá, colocarem atrações extras. Por que não Kodomo Kouhaku, para as crianças? Os apresentadores mirins Nozomi Ohashi e Seishiro Kato poderão ser - quem sabe - os próximos apresentadores do Kouhaku quando Yukie Nakama e Masahiro Nakai se aposentarem (Yukie talvez demore, pois ela nem na casa dos 30 está; mas o Nakai...). Pra quem não sabe (ou lembra) Nozomi Ohashi apresentou-se no ano anterior com a música do desenho animado "Ponyo", e fez a novela "Shiroi Natsu" (com Hiroshi Abe) e o especial "Happy Birthday". Seishiro Kato começou como o "kodomo tencho" no comercial da Toyota (parte de vendas), atuou na novela "Ninkyo Helper", fez ponta em "Tenchijin" e até single gravou. O último comercial recente de Nozomi é da Nintendo, do game Super Mario para Wii (é ela quem aparece ora com Katsuhisa Namase ora com ele e Kazunari Ninomiya (Arashi) e Naomi Matsushima (Othello)), mas Seishiro seria a versão mirim do Ryu Ishikawa: agora aparece em tudo o que é comercial...

Abertura do evento - a poderosa Ayumi e o bicampeão EXILE: Ayumi resolveu ser a primeira a se apresentar pois teria que fazer o countdown que faz anualmente pela gravadora a que pertence. Poderosa como sempre, com figurino e coreografia que só ela sabe fazer e o visual com grande produção. Mas segundo contaram-me, em uma das apresentações que ela fez em dezembro, ela errou duas vezes a música e parece que ela não está tããão em cima como antes. Também, top one da Avex, a responsabilidade é maior. Mas no Kouhaku ela não fica pro final devido motivo citado. Quanto ao grupo de quatorze rapazes (como se diz "grupo de quatorze pessoas"? Até oito eu sei que é octeto, depois...) que forma o EXILE, 2009 foi bom demais pra eles: apesar da formação ter aumentado (de sexteto para quatorze pessoas), ganharam pela segunda vez o Record Taisho, apresentaram-se para o Imperador... Se conta pontos, eu não sei, mas a apresentação foi bem feita, para começar o programa.
Unidos venceremos: EXILE, sob o comando de Atsushi, Hiro, Akira, Makidai & cia.

Momento "A vida é uma caixinha de surpresas": Nunca sabe o que pode acontecer. Eu falei das atrações especiais, apesar de antemão muita gente já estar sabendo, através dos programas de TV, no site oficial...

- Teve o Kodomo Kouhaku, com as atrações musicais da Maya Sakura (a prodígio do enka, leia mais no artigo do nosso amigo Alexandre Mauj), o elenco do musical "Snow Prince" e, claro, Nozomi Ohashi com a música da animação "Ponyo" e Seishiro Kato com os trajes de matsuri.

- O tema da 60a. Edição do Kouhaku era "Uta no chikara" ou "A força da canção", cuja música foi composta através da enquete que os internautas, espectadores e quem mais interessasse enviaram para a emissora. O que fosse mais adequado ao tema iria na música, que foi adaptada e cantada por vários participantes do Kouhaku.

- Atração internacional, o Kouhaku vez ou outra tem. Não quero dizer os participantes do Kouhaku que são descendentes de japoneses com outra nacionalidade, como Angela Aki (pai é americano), Kaela Kimura (o pai é britânico) e Jero (a avó materna é que era japonesa). Tohoshinki, embora seja grupo coreano, estão quase tendo a nacionalidade japonesa (se já não adquiriram). Menos de uma semana antes do programa, a produção chamou a atual sensação mundial Susan Boyle. Sim, a britânica simples e simplória que apareceu num programa de calouros e ao cantar "I Dreamed a Dream" (do musical "Les Miserables"), virou um fenômeno. E encantou a platéia do NHK Hall e os telespectadores. Ah, de quebra Susan achou Takuya Kimura (que a trouxe para o palco) muito bonito.





Perdoem-me a qualidade da imagem, mas não encontrei outra melhor...

- Falando em atração internacional, sempre no final do ano aquela retrospectiva de talentos que se foram. Esqueci de falar antes: como a maioria dos artistas eram de preferência mais jovem, obviamente mais da metade do NHK Hall estava repleto de jovens ( o que o pessoal "around 40" também estava lá, o que não significa necessariamente que não gostem da música pop, muito pelo contrário...). Aí vão dizer: por que ao invés de prestar homenagem póstuma a um daqui, fizeram do... Michael Jackson? E os eventos anteriores não contam? E lembrem-se que o "King of Pop" foi notícia o ano todo, seja pela morte suspeita, seja pelas lendas urbanas, seja pelo filme que deixou. Ah, tudo bem, todo mundo sabe do comportamento nada ortodoxo enquanto vivo, mas melhor também lembrar do tempo em que ele foi bom e ele mesmo nem se lembrava disso. O anúncio de quem faria a performance foi também meio em cima da hora: quem mais a não ser o quinteto SMAP fazer a parte deles e tendo menos de uma semana pra ensaiar, principalmente na parte do moonwalk (indispensável), o qual Kimura passou três dias ensaiando. Tirando o porém na coreografia de "Bad" ter incluido a de "Beat It" (e Nakai deve ter usado uma corda para a parte de "Smooth Criminal"), valeu a pena, conforme confere-se aqui (não achei no youtube, achei no similar coreano).

A autora lesada deste sítio pede desculpas, mas o post ficou longo demais e pra não cansar os leitores, e atiçar mais a curiosidade, terei que fazer isso em mais partes, senão nem eu vou conseguir postar as piadas prontas... ops, sobre mais curiosidades, performances, etc., parte do file mignon será na próxima semana.

Friday, January 08, 2010

Lembranças de um passado que nunca mais voltará

Lendo um post recente da (sempre presente nos comentários) Bah, sobre lembranças do nosso passado. Existem fatos que vivemos que por mais que tentamos reviver nunca mais será a mesma coisa. Perde-se aquele encanto que só quem viveu sabe dizer, pois cada um tem um tipo de lembrança a ser rememoriada. Lembrar sim, mas reviver, na minha opinião é difícil (não digo impossível, pois senão vai ter muita gente reclamando).

Nas minhas férias escolares de verão, o mais inesquecível foi aos nove anos que amarguei janeiro inteirinho de cama devido a uma hepatite que contraí. Por um lado bom, foi a época que mais pedi pro meu irmão trazer livros da biblioteca. Acho que li quase toda a série do "Sítio do Pica Pau Amarelo". Li muito gibi e assisti muito desenho animado, quando não tinha o pessoal do policitamente correto e me matava de rir com os desenhos do Pica Pau. O lado ruim era que passei trinta dias tomando sopa sem sal, chá com bolacha e neca de chocolate.


Sabe aquela conhecida frase "éramos felizes e não sabíamos"? Minha infância foi a mais normal possível. Certo que muitas décadas atrás internet só em sonho, brincar na rua era seguro, os programas infantis educavam, brincar de casinha (no meu caso) era normal. Comparado com a das atuais crianças que ouço falar, confesso que a minha poderia chamar não de normal, mas de ingenuamente normal.

Domingo, depois da missa, era normal eu e meus colegas irem na matinê e depois tomar sorvete na pracinha. Matinê eu quero dizer, cinema. Pra assistir aos desenhos da Disney. A gente só podia fazer isso se nos comportamos durante a semana toda, tiramos notas boas na escola...

Lembrando também das viagens que fazíamos mensalmente para a casa de meus avós, que moravam a duas horas de casa. Reuníamos os primos e passava o final de semana lá, já que a maioria dos meus primos moravam na mesma cidade que meus avós. Com direito a comida feita em fogão a lenha. Ah, é: meus avós moravam em um sítio...

O passado não volta e revival nunca é e será a mesma coisa.

Monday, January 04, 2010

Retrospectiva (Outra) Metade do Ano de 2009 - Parte 2


Ou: Ninguém pediu, mas a autora publica pois fica sem sentido um ano ter seis meses apenas... (Ou ainda: a outra metade que ficou faltando)

Julho: Mês que eu completo mais uma primavera no meio do verão japonês (se estivesse no Brasil seria inverno). Falando na estação do ano, pra não variar, literalmente de abafar. Matsuris, karee pra combater a indisposição, e no dia do Tanabata em Hiratsuka tive que trabalhar. Voltei a ser noveleira japa e torrentei os doramas que perdi. Inclusive quase metade do "Ninkyo Helper" (Tsuyopon não convence como mafioso frio e impiedoso, mas compensou: boa audiência e premiado mesmo depois do incidente). O homem fez 40 anos que pousou na Lua, mas dizem que São Jorge e os coelhinhos fazendo mochi já estavam antes. E quem viu a eclipse solar? Eu é que não vi...

Agosto: As meninas do volei do nosso Brasil-sil-sil ganharam pela oitava vez o Grand Prix que teve aqui. Não deu pra ir ver, mesmo se desse, ingresso esgotado. Felipe Massa foi parar no hospital devido a uma peça que voou do carro do compatriota Rubens Barrichello, que ganhou na Espanha. Se ele ficar entre os três primeiros na final já é lucro. Mas quando falo que agosto é mês de desgosto ninguém acredita. Noriko Sakai e Manabu Oshio detidos por posse de estimulantes, evasão, negligência e homicídio culposo. O caso da Noripii pareceu coisa de novela. Pena que foi real. O do Oshio foi pior: envolveu morte seguida de divórcio. Lembrei: a semana foi agitada, mas também com vários terremotos, queriam o quê...

Setembro: Depois de dois meses, finalmente Michael Jackson conseguiu descansar em lugar apropriado. Sim, naquela megacerimônia de julho (esqueci de falar), o caixão estava vazio! Fiz exame médico anual, como sempre até quando eu continuar no mesmo trabalho. Ou no mesmo plano de saúde o que vier primeiro. Game + Box Set Completo dos Beatles = Economizar uns bons meses. Gripe suína, eleições pro premiê, vitória de Yukio Hatoyama, do partido independente, cuja esposa cisma que Tom Cruise foi japonês em vida passada e "meu marido é um alien". Show do Masaharu no Yoyogi Gymnasium. Patrick Swayze, o eterno "Ghost" perde a batalha contra o câncer. O circo pega fogo na Formula-1 com revelações bombásticas. Criador do Shin-chan encerra fatalmente sua carreira.

Outubro: Tokyo Tower cor de rosa pro combate contra o câncer de mama. Tufão e quase não fico pra contar a história, mas como entre minha casa e a praia de Enoshima tem a estrada, pelo menos não vi vacas voando como em "Twister". Rio de Janeiro sede dos jogos olímpicos de 2016. Isso porque já sediará a copa de 2014. Meus melhores amigos se vão mas a vida continua. Conheci pessoalmente a Elisa (da Elisa no Blog) que somos vizinhas e nunca soubemos. Foi a melhor coisa que aconteceu em outubro.

Novembro: Show dos escoceses Franz Ferdinand no International Forum e quase fui perto do palco quando eles pediram pro povo ir pra acompanhar a música. Vestido curto na faculdade foi caso de polícia. No Brasil. E olha que a menina não era aqueeeeeeele monumento todo. Ainda Brasil: apagão e o pessoal não perde o bom humor. Pegaram o rapaz japonês que assassinou uma inglesa e estava sumido por dois anos. Kouhaku Utagassen 60a. edição. Ultima apresentação da Ayaka. Do Akira Fuse. Masaharu convocado depois de dezesseis anos. Tudo pela novela. A dupla Naka-Naka (Yukie Nakama e Masahiro Nakai, este por sinal foi convidado na premiere do filme do Michael Jackson. Nos Isteites.) apresentará o evento. Mês do vinho Beaujolais Nouveau mas nem comprei.

Dezembro: Não fizeram a lista dos homens bonitos do Japão pela minha revista favorita, não sei porquê. Final de ano a mesma coisa: indecisão onde comer, onde beber, onde afogar as mágoas. Correria no trabalho. Comecei a acordar antes do sol raiar. Adeus Lombardi, e agora seo Silvio? Tiger Woods, o ídolo do Ryo Ishikawa, afastou-se dos gramados e dos tacos devido a um problema envolvendo doze ou mais pessoas do sexo oposto... E Ishikawa em cima da carne seca. Três ou quatro (ou mais) sacudidas no mesmo dia ninguém merece. O 60o. Kouhaku Utagassen, o mais falado, o mais comentado, bateu aqueles programas de luta livre que outra emissora cismou de fazer. Correu tudo bem, sem incidentes. Vitória do time branco. Não que as mulheres não se esforçaram mas os homens...


Se faltou alguma coisa, depois a gente completa. Afinal, acontecem tanta coisa ao mesmo tempo que fica difícil guardar tudo na memória. Ah, não falei da política? Cá entre nós: por acaso existe algum país em que os políticos fazem tudo certo?!
Foto do post de hoje (via seo gugol): A Torre de Tóquio (Tokyo Tower) iluminada de rosa simbolizando o dia de combate ao câncer de mama, cuja data é todo dia 1o. de Outubro. Feliz 2010, nova década, pessoal. Vamos em frente que a vida continua!

Sunday, January 03, 2010

Feliz Ano Novo ! Postagem de Número 500!


Primeiro, antes que me esqueça, Feliz Ano Novo para todos os leitores que acompanham, comentam (ou não), visitam este pobre mas limpinho sítio. Que 2010, o ano do Tigre, venha com força toda para (tentar) derrotar as amarguras da vida e batalhar para um lugar ao sol. Uai, qual o problema de ser otimista?!

Segundo, agradeço as mensagens de feliz novo ano que recebi via e-mail, via comentários, de qualquer forma. Infelizmente nas minhas (curtas) férias não pudemos viajar porque 1) detestamos pegar congestionamento; 2) namorido kinguio só teve dois dias de folga (na vespera e no dia do ano Novo); 3) sabe quando a verba anda meio curta e a preguiça maior ainda? Mas quem pensou que fiquei plantada em casa, erraram.

Terceiro, este é o meu post de número 500! Sabe o que são quinhentas postagens, incluindo aí rapidinhas e repetecos em quatro anos e dois meses de blog ativo neste mundo maluco mas convencional que é a internet? São quinhentas postagens que com o tempo este sítio foi ganhando público e leitores - anônimos ou não - e com isso acabei por criar a responsabilidade de continuar mantendo do mesmo jeito que ainda está, muito embora não criei ainda a vergonha na cara de:

- Mudar o nome do blog. O conteúdo nunca seguiu o título. Se bem que muita gente falou para mim que desta forma acabo ganhando leitores. Ou perdendo. Poderia até mudar e ter o nome como subtítulo, sei lá.

- Trocar o template. Bem que tentei, mas como há muito tempo não trabalho com programação (o que agora me faz uma falta tremenda), existem programas que eu teria que perder metade do ano para tentar entender.

- Fazer uma postagem por dia. O que pra mim seria quase impossível, pois já comecei o primeiro post do ano no dia 3 de janeiro. E outra: onde eu trabalho nem pensar em ficar atualizando o sítio mesmo quando se está no seu horário de almoço. Por isso que desde dezembro minhas postagens ou estão sendo esporádicas ou em horários meio estranhos. Falei que estou acordando com as galinhas? Mas antes assim do que postar todo dia sem conteúdo algum.

Muita gente pensa que blog seria apenas um diário mas a diferença que seria aberto para quem quiser ver. Hoje, felizmente tudo muda e os blogs passaram a ser de utilidade pública, troca de informações, experiências passadas, desabafos, cultura, receitas de bolo e tudo o mais. Se até as plantas blogam né...

Existem pessoas que começam um blog mas depois deixam pairando no limbo dos blogs. Outras que começam, ganham popularidade, ganham leitores mas acabam por fechar por inúmeros motivos. O meu favorito (e como disse, meu ponto de estímulo quando comecei o meu), "Garotas que Dizem Ni" acabou em dezembro de 2007 não porque elas quiseram por falta de público. Mas foi por falta de tempo, pois as três autoras, jornalistas (inclusive uma delas mora nos Isteites), teriam que conciliar o blog mais trabalho mais vida familiar, esta elas nunca abriram mão.

Mas existem blogs que o autor de virtual passa a ser real (se bem que Leosan, Luria e Diogo conheci antes de eles possuirem blogs, mas Elisa e MaiK conheci depois que elas já mantinham os delas). Quero conhecer ainda mais pessoas que frequentam e comentam aqui. Metade está aqui no Japão e metade está no Brasil. Como disse, se tiverem coragem de me conhecer pessoalmente...

Quando comecei o meu blog, pensei em transmitir um pouco do que vivi e ainda vivo neste arquipélago. Muita gente pensa que morar no estrangeiro é uma maravilha, ainda mais no Japão, terra em que o antigo e o moderno convivem juntos pero no mucho. Ver depoimento de quem mora no estrangeiro, pode ser fácil, mas aconselho ver os dois lados: o lado de quem veio a pedido da firma e o lado de quem veio pra batalhar e juntar uma graninha. Assim não se ilude tão fácil.

Só que com o tempo acabei fazendo uma salada completa: abordando temas como cinema, cotidiano no país, flashbacks, cultura, música, alopragens... Acho que não postei receita de bolo porque os meus saem que é uma beleza só (ironicamente falando). Mesmo assim ainda tenho leitores que têm a coragem, lêem e comentam. Já recebi esporros (construtivos) entre elogios mas mesmo assim não me abalo. Afinal, nem tudo são flores né? Como eu sempre falo: gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu, então da mesma forma que um artigo pode me desagradar, alguém pode gostar.

Comentários e esporros são bem vindos, desde que sejam com classe, construtivos, sem baixarias, nem palavras de cunho de baixo calão, pois tenho frequentadores de faixa etária que variam de 15 a 75 anos, portanto, antes de postar um palavrão, pense vinte vezes. Este sítio é um sítio família, acho que se coloquei algo forte foi no post sobre depilação e o texto original nem meu era (mas foi dado os devidos créditos).

By the way como diria Sally Brown, iniciamos o ano de 2010, uma nova década, com otimismo porque a década passada vai ser difícil eu, você, nós, os vizinhos, as formigas que atacam o seu doce, esquecermos. Mas vai ser bom porque daí a gente não comete a mesma besteira pela segunda vez.

Porque se for a terceira eu chamaria de alopragem crônica mesmo.
Foto que inicia o ano: um nengajou (hagaki ou cartão postal que muita gente envia no final do ano) com o animal do ano do horóscopo chinês: um tigre, para dar força, vitalidade e coragem pra encarar o ano que entrou... (via seo gugol)