Wednesday, March 31, 2010

Demorarei, mas volto

Amigos leitores deste pobre mas limpinho sítio.


Terei que me ausentar deste sítio por alguns dias, pois onde irei não tenho nem acesso a internet e nem falem do meu celular, pois pra editar muita coisa haja paciência (mas dá pra ler os blogs de vocês, porém comentar...).


Mas guardem os fogos de artifício pra outra ocasião que semana que vem, estarei de volta.


Enquanto isso, vão relendo os artigos antigos, tentar ver os vídeos postados (é, porque volta e meia acabam tirando tudo), visitando os blogs dos outros que estão na barra de atualizações...



Agora, se eu ficasse três dias e quatro noites numa casa decorada com tomate, vivendo a base de tomates, acho que eu surtava. (Bom, se o Kimura não surtou, ou ele adora tomate mesmo ou pirou de vez...)

Sunday, March 28, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: Músicas Relacionadas com Flores e Cerejeiras



Ah... a primavera. Tudo bem que aqui muita gente sofre de kafunshoo, o tempo às vezes varia do calorzinho gostoso pro frio de gelar ossos, mas deixemos o pessimismo de lado porque é na primavera que tudo fica diferente. Os jardins cheio de flores, as cerejeiras com suas flores delicadas de pouca duração...

Sim. Cerejeiras. Os sakura. Muita gente espera o florescer delas para tirarem muitas fotos, fazer piqueniques (os hanami), andar, esquecer dos problemas... E também, nas paradas de sucesso, sempre têm cantores, cantoras e grupos lançando um single com o tema "sakura". Se não for cerejeira pode ser qualquer flor, afinal, primavera é primavera...

Eis alguns singles que saíram aqui na época da primavera, e qualquer semelhança com os títulos é mera coincidência...

Masaharu Fukuyama - Sakurazaka (2000): Na verdade existe uma rua com esse nome que fica em Tóquio (no distrito de Ota). Uma balada de amor e tristeza, e a música era de um quadro de variedades da dupla humorística Un-Nan (Teruyoshi Uchimura e Kiyoshi Nambara), o "Un-Nan Hontoko". Também foi primeiro single de Masaharu na nova gravadora (atualmente ele está na Universal/Victor, antes pertencia a BMG). O PV (promotion video) foi gravado na cidade de Tama, interior de Tóquio. Mas, acreditem: se Masaharu não cantar esta música no shows que vem fazendo, a mulherada cai em cima dele de tanto que a música fez e ainda faz sucesso. No ano que foi lançado, ficou em primeiro lugar por três semanas seguintes nas paradas da Oricon, vendeu 2 milhões de cópias...


Smap - "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana" (2002): Inicialmente, estava inclusa no álbum "Drink! Smap!", mas em outra versão. No fim, acabou sendo tema de encerramento da novela "Boku no Ikuru Michi" (em que Tsuyoshi Kusanagi faz o papel de um professor que tem uma doença terminal), no inverno de 2003, a canção composta por Noriyuki Makihara, fez tanto sucesso que até hoje o quinteto tem que incluir nas apresentações senão... Na verdade, Makihara compôs a música como agradecimento a Deus por ele ter se livrado da dependência de estimulantes, que levou-o a um ano de reclusão, rescisão imediata do contrato com a gravadora e quase a perda de credibilidade que tinha. Acabou virando, segundo o falecido apresentador da TBS, Tetsuya Chikushi, "uma canção de antiguerra". A versão que eles apresentam é a do single que ficou sete semanas nas paradas da Oricon (a Billboard daqui). Nota: até Chris Martin, do Coldplay, chegou a cantar a versão em inglês no Summer Sonic em 2008!

Naotaro Moriyama - Sakura (Dokushou) (2003): Podiam achar estranho o PV desta música: um senhor tocando piano e um rapaz vestido de forma bem simples possível cantando "Sakura", mas a voz chama a atenção, quase em falsete. Foi uma das formas que Naotaro Moriyama resolveu aparecer na divulgação do segundo single, já que a capa nem foto trazia, para que ele nunca fosse conhecido como "o filho da cantora Ryoko Moriyama". Sim, Naotaro é filho da famosa cantora folk. Para que ninguém fizesse comparação de estilos, se ele seria melhor que a mãe e por aí vai, nas entrevistas ele diz: "Ryoko é minha rival!". Mas não significa que ele não goste dela, muito pelo contrário... Muito embora Naotaro tenha é como referência o cantor americano Bob Dylan. O single, lançado em março de 2003, ficou em primeiro lugar na segunda semana ao lançamento.

Mika Nakashima - Sakurairo Maukoro (2005): A cantora favorita da Bah. Natural da província de Kagoshima, Nakashima começou a carreira como cantora e modelo antes dos 17 anos. Começou a carreira de atriz quando foi escolhida entre 3000 candidatas para a novela de outono da Fuji TV em 2001, foi aí que lançou seu primeiro single - "Stars". Seu estilo exótico e seu estilo de cantar diferente das demais, fez com que ela variasse de ritmos, desde blues e jazz até batidas de rock, como no filme "Nana". Uma de suas músicas - a balada "Sakurairo Maukoro" - ganhou o MTV Videos Awards Japan em 2005, e também foi que deu início à série "Sakura Songs", isto é, entrou primavera, algum artista acaba lançando uma música sobre as cerejeiras... O vídeo, tendo Nakashima ao piano, traz ao fundo uma animação sobre o amor contada de uma forma muito singela. Detalhe: foi a primeira música que ouvi da Mika Nakashima (depois foi "Yuki no Hana").

Kobukuro - Sakura (2005): Dupla formada em Osaka, quase fazendo o estilo do Yuzu, só que um canta e outro toca violão. O nome da dupla vem dos sobrenomes deles: do guitarrista Kentaro Kobuchi e do vocalista Shunsuke Kuroda. O que chama a atenção da dupla, além de Kuroda ser alto para os padrões japoneses de ser (ele tem 193 cm de altura) e usar sempre óculos escuros, as músicas com harmonia vocal perfeita. Embora a música faça parte do chamado "sakura songs", a mesma não foi lançada na primavera (e sim, quase no inverno), mas garantiu a "primeira vez" no famoso "Kouhaku Utagassen" de 2005 mesmo. Recentemente, a dupla aparece na campanha do refrigerante Pepsi Nex, e no comercial, uma versão em japonês da clássica de Eric Clapton - "Layla".


Masaharu Fukuyama - "Utsukushiki Hana" (2006): Eu sei que vocês vão me bater, mas não tenho culpa se seo Masaharu lançou o single "Milk Tea" na primavera e logo foi no primeiro lugar da Oricon. Mas a segunda música do single - "Utsukushiki Hana" - foi usada no comercial da filmadora portátil da Panasonic - e foi bem na primavera, época das cerejeiras e também do ano letivo que se inicia (quem viu o comercial na época, apareciam crianças uniformizadas indo para a escola sob uma chuva de pétalas de cerejeiras). Acreditem: Masaharu compôs a música em memória de um filho falecido de um amigo próximo.



Yuzu - "Sakurae" (2010): Outra dupla, mas de Yokohama, como uma vez já falei deles. Formada por Yuji Kitagawa e Koji Iwazawa, a dupla começou cantando e tocando violão em frente a extinta loja de departamentos Matsuzakaya, em Isesaki-cho (Yokohama). Hoje a dupla mantém fiel ao estilo que conhecemos: dupla de violões, músicas folk, ora animadas, bem humoradas, ora de apelo pra coragem. E o show deles lotam (um dia menos dia vou acabar indo). A música foi apresentada antes de lançarem o single durante a turnê "FURUSATO" , em janeiro deste ano. O PV, se perguntarem onde eles gravaram, foi no Japão mesmo, mas parecendo ambientar um país desconhecido. "My Life", a segunda música do single, foi usada para o comercial da empresa Duskin ( a mesma que fabrica espanadores, presta serviços de limpeza e fabrica as rosquinhas do Mister Donut...).

Se souberem mais alguma música de primavera, os comentários estão abertos...

Fotos: da cerejeira noturna e de todas as capas dos singles, salvação do seo Gugol, amigo para as horas necessárias.

Não, ainda não fotografei um sakura. Ainda estão em botão, quem sabe esta semana...

Saturday, March 27, 2010

Pra Tentar Assistir ( e depois Refletir)

Dando sequência sobre criação de filhos e os resultados.

Eu sei que muitos (se não todos) vão me dizer "ah, mas novela eles carregam demais nas tintas", "tudo fantasioso", "na vida real não é bem assim". Pode ser que sim. Algumas novelas que assisti até então, pelo menos não fantasiam tanto como muita gente pensa. Têm um pouco de exagero, é verdade. Mas se a gente parar pra pensar, pode ter acontecido em algum lugar do passado comigo, com você, com o vizinho...

Todo mundo que acompanha este sítio, sabe que desde que cheguei aqui, assisto - quando dá o horário - os doramas ou novelas daqui. No Brasil nunca tive paciência para assistir novela inteira, mesmo porque na adolescência estudava de manhã e a noite, fiz faculdade a noite, e até vir pra cá, levava dupla jornada (trabalhava como programadora de sistemas de dia e a noite eu lecionava) e nem chegava perto de novelas brasileiras, exceto os Casos Especiais que eram curtas e valiam a pena.

Na minha opinião, as novelas daqui não têm enrolação, são de dez a doze capítulos ( bem, têm exceções como os taiga doramas ou novelas ambientadas em outros séculos e algumas novelas que levam o ano todo) em doses semanais. De domingo a domingo tem novela em todas as emissoras e horários variados, mas os capítulos são semanais e duram por uma estação do ano. Os temas são diversos para quase todas as faixas etárias: comédias familiares, romances bem água com açúcar, aventuras, dramas (quase) da vida real... Quem pensar "têm cenas tórridas", podem esquecer pois estes passam bem depois da meia noite. E beijo de desentupidor de pia, então... Mas eu gosto destas novelas, sim.

Bom, voltando: alguns que eu consegui assistir (e depois via alugando na locadora), abordam sobre dramas familiares, pais com filhos problemáticos, pais solteiros, negligência familiar... Vocês devem estar pensando: "mas só assiste a novela assim???" Claro que não, mas alguns que gostaria de exemplificar para depois pensarem...

Miseinen (未成年) ou "Antes da Maioridade": Essa novela eu já fiz um artigo próprio devido ter coincidido com o "Seijin no Hi" ou "Dia da Maioridade" aqui. Só pra relembrar: conta a história de cinco jovens ainda antes de completarem 20 anos (a maioridade no Japão) e acabam por conhecer o lado sombrio da vida. Por trás disso tudo, eles carregam vários problemas: negligência familiar (do tipo: pais preferem o primogênito), superproteção demasiada, falta de orientação, dívidas e por aí vai. As consequências são desastrosas, a ponto dos pais realmente se perguntarem "onde foi que erramos". A novela passou em 1995, continua ainda sendo uma de discussões em programas de variedades, devido ao conteúdo ter sido muito forte na época que foi transmitida.

Happy Birthday! : Num especial de três partes que Fuji TV transmitiu em 21 de novembro de 2009, baseado numa enquete feita pela emissora, a segunda parte era uma novela que foi baseada em relatos reais de várias crianças e também num livro que compila vários relatos que os autores obtiveram em escolas. Mostra a negligência familiar. Um pai sempre ausente, uma mãe que se preocupa mais com a carreira do que com os filhos. No dia do décimo aniversário da filha, a mãe esquece devido ao excesso de trabalho. A filha, obviamente cobra, o que tem como resposta da mãe "seria melhor você nem ter nascido", o que causou a mudez temporária da filha que foi passar as férias de verão com os avós.
Confesso: este episódio - da série "Sagasou! Nipponjin no Wasuremono" - foi um dos que me fez assistir tendo uma caixa de lenços ao lado. O tema é forte demais. As interpretações de Yoshino Kimura (a mãe), Nozomi Ohashi (a filha) e Yuji Tanaka (o professor) foram muito bem feitas. Quem conseguir assistir, aconselho preparo psicológico antes e uma caixa de lenços ao lado.

Bara no nai Hanaya (薔薇のない花屋) ou "Uma Floricultura Sem Rosas": Passou na primavera de 2008, não fala de negligência familiar, mas os esforços de um pai solteiro para criar e educar a filha. Imaginem a situação: um rapaz ver a namorada morrer ao dar a luz a filha. Para não cair em desespero, a filha passa a ser sua razão de viver, então o rapaz trabalha e se esforça para criar a filha e abrir uma floricultura, para que passe a viver mais junto com a menina. Tudo muda quando repentinamente uma mulher cega aparece na floricultura para se proteger da chuva e a vida do rapaz se transforma.
Acabei por assistir bem depois que passou, pois a novela passava as segundas-feiras as nove da noite, horário que ainda estou tentando voltar pra casa. Uma das poucas novelas que Shingo Katori faz um papel sério, junto com os atores Yuko Takeuchi (que deu a volta por cima depois que separou-se de Shiido Nakamura), Shota Matsuda (filho do falecido ator Yusaku Matsuda) e Tomokazu Miura (ator veterano, esposo de Momoe Yamaguchi). Quem puder assistir, não façam de uma vez só.

Aishiteru~kaiyou (アイシテル~海容) ou "Amar / Perdoar": Foi transmitido pela Nippon TV as quartas da noite na primavera do ano passado. Baseado no mangá de Minoru Ito, a novela aborda o tema de infanticídio, suas causas e consequências. Três familias têm suas vidas transformadas e acabam tendo uma conexão entre elas devido ao assassinato de um de seus filhos.
Quem leu primeiro o mangá (como eu fiz, né...) e depois assistiu a novela, vai perceber muitas diferenças. Minha amiga que é noveleira japonesa e gosta de mangás, fez o inverso (emprestei os dois volumes do mangá pra ela). No mangá, o motivo de um dos meninos ter comportamento estranho é causado de forma cruel, mas na novela, amenizaram a causa, o que ficaria meio sem sentido. Mesmo assim, fala um pouco do "Shonen-in" que a Elisa mencionou em seu post.
Na página oficial da novela, a abertura do site diz : このドラマを全ての母に捧げる ou "Esta novela é um tributo para todas as mães".

Eu sei que devem ter muito mais, afinal todas as emissoras daqui passam novelas todos os dias, em horários diversos, a cada estação do ano. Posso ter esquecido de uma que aborda mais ao fundo, mas como disse, mais de quinhentas novelas fica difícil querer assistir todas numa sentada só.

Se quiserem que eu faça um resumo de cada uma delas, poderei fazer oportunamente. Só depois que eu (re)assistir, pois se fiz há muito muito tempo, existem detalhes importantes que posso esquecer na hora.

Friday, March 26, 2010

Abençoe as Feras e as Crianças (*)

(*) Não necessariamente imaginar seres cruéis e sanguinários. No caso de feras...


Chega março, e o ano letivo aqui encerra-se, bem como o ano fiscal. Sim, no Japão tanto o ano letivo e o fechamento do balanço fiscal, termina em março. Abril, ano novo, problemas velhos: escola, trabalho...

Recentemente, nos posts dos amigos Elisa e Alexandre (leiam sobre as crianças brasileiras no mundo aqui, e sobre crianças brasileiras no Japão aqui) eles mencionaram sobre o futuro das crianças estrangeiras que aqui residem. Que a maioria deixa de frequentar a escola por motivos diversos, como a constante mudança de trabalho, a não-adaptação na escola local, se for escola estrangeira, falta de fundos para levar adiante. E principalmente, na minha humilde opinião, a falta de participação da família no cotidiano dos filhos.

Que os pais precisam trabalhar para garantir o pão nosso de cada dia, eu sei, mas o que vejo (e ouço) são famílias que esquecem de garantir é a educação dos filhos dentro da casa. Sabemos que a escola também contribui para a formação do indivíduo, mas é dos pais é que a maioria das informações deveriam ser passadas. Não sei vocês, leitores, mas particularmente, antes de entrar na pré escola, minha mãe foi daquelas que sentava ao meu lado e explicava sobre historinhas em quadrinhos, placas de sinalização, desenho animado, sobre o que era certo e o que era errado (só uma coisa nem ela e nem eu conseguimos corrigir foi o bendito sotaque de interiorzão, daqueles que puxam o erre)... Sem contar inúmeros contos da carochinha (daí pra eu começar a ler desde o primário foi um pulo). Isso porque ela se desdobrava em manter a casa, cuidar do armazém com meu pai, educar três filhos...

Tudo bem, cada caso é um caso.

Como muita gente deve estar cansada de saber, moro aqui no arquipélago desde 1998. E já desde aquela época, eu já vi (e presenciei) casos de negligência familiar. Onde eu me escondia (coloco neste termo porque morar numa cidade onde um trem pra "cidade grande" passava de meia em meia hora e tinha hatake (plantação) de arroz a cada passo que eu dava...), haviam poucos brasileiros (uns trinta?), mas que trabalhavam todos na mesma empresa. Tive o desprazer de ter trabalhado com uma família cujos filhos tinham uma educação bem peculiar.

A filha mais velha, com quinze anos, não estudava, ficava à toa na rua. E o filho, com sete anos, a mesma coisa, mas era uma peste. Daqueles que se deixar, põe fogo na casa e os pais acharão lindo. E pra que fui eu perguntar "por que não coloca eles na escola?" A mãe, que já tinha um primor de educação, por pouco não me mandou passear, só pra não chocar os leitores aqui.

Fui saber mais sobre negligência familiar aos poucos, lendo jornais, depois através de conversas informais com mais pessoas que conheci, mas nesta altura eu já tinha conhecido namorido e juntado escovas de dente. Namorido tem mais tempo aqui, ele contava-me casos tristes de até amigos dele que não conseguiam educar os filhos porque pensavam no trabalho e ganhar dinheiro (pra logo irem embora). Mas nem tudo estava perdido porque ele também possui amigos com filhos que conseguem e conseguiram educar os filhos, não só pondo na escola mas passando mais tempo com eles.

Aí que chegou um ponto de pensarmos se ter filhos seria uma boa idéia. Muito embora não podermos tê-los por motivo de saúde de ambos, ter filhos exige uma responsabilidade muito, muito grande mesmo. Não que não tenhamos, mas não basta colocar um filho no mundo e não ter condições para educá-lo. Ainda mais nos dias de hoje.

Depois, acontecem um sem número de incidentes e depois os pais colocam as mãos na cabeça perguntando a si mesmos "onde foi que erramos?".

Tenho uma amiga que tem duas filhas, de casamentos diferentes. A mais velha, hoje quase chegando aos 20 anos, cinco anos atrás rebelou-se com a mãe, pegou as coisas e caiu no mundo. Diz que ela dá notícias para a mãe, mas não quer voltar pra casa. Quando encontrei-me com ela numa reunião de outras amigas no ano passado, ela mesma disse que "com a mais velha eu errei muito. Quando a tive, logo tive que trabalhar muito para poder dar condições para ela viver. Só que esqueci que também deveria ter acompanhado o crescimento dela. Quando ela fugiu, a mais nova tinha três anos e a partir daí não queria que a caçula tivesse o mesmo fim."

Hoje a mais nova está no segundo ano do shougakko (o ensino fundamental), minha amiga acompanha todas as atividades na formação da filha, que é hiperativa, por isso ela fala que às vezes fica difícil acompanhá-la.

Quem (consegue) assistir a alguns doramas abordando pais e filhos, citarei alguns no artigo seguinte que eu assisti e às vezes penso que, tudo bem, novela é uma coisa, pôr em prática é outra, mas quem sabe poderá dar certo. Ou também, alguns doramas mostram que, se puder contornar enquanto há tempo, evitará consequências desastrosas.

O título do post de hoje é a tradução literal de um filme bem antigo, de 1973, "Bless the Beasts and Children", do falecido diretor Stanley Kramer, que aborda sobre filhos "desajustados", consequências tidas com famílias destruturadas. Apesar do filme ser antigo, o tema continua sendo atual.

Thursday, March 25, 2010

Tulipas na Varanda

Continuação do post sobre a primavera...

Foto recente, isto é, tirada ontem de manhãzinha, e as flores estavam fechadas...

Quem lembra do artigo anterior sobre a saga das tulipas na varanda do nosso apertamento, deve estar pensando "será que realmente esse casal doido plantou tulipas de uma cor só???". Eu digo saga porque só o tempo de plantio e incubação debaixo da terra, que leva quase meio ano, poderia chamar assim. Passou disso, eu diria um épico...

Sim, a maioria das batatas que depois se transformam em flores, eram de uma côr só. Perguntei ao namorido na segunda-feira (daí vê-se a demora em ficar postando) se as batatas eram de uma cor só ou eram sortidas. Quando ele parou e pensou e disse "Bem...", pode ter certeza que não era aquilo que a gente esperava. Diz ele que no pacote continham as cores vermelhas, brancas e amarelas. Vermelhas e amarelas eu nem tive dúvida ontem, mas quanto as brancas...

Eu, particularmente, gosto de flores. Muito embora no ano passado plantamos amores-perfeitos e nadesico, eu gosto mais de tulipas mesmo. Mesmo sabendo que elas não vão durar tanto tempo assim, mas alegra nossa varanda meio sem vida.

O porém das tulipas é que se elas vão desta pra melhor, infelizmente a semente fica inutilizada, não brotará mais nada. Mas logo a gente estará plantando outras flores, podem ter certeza. E quando der, postarei aqui.

Falando em tulipas, lembrou-me do festival das flores em Holambra (interior de São Paulo), que tive o prazer de ir com uma amiga minha enquanto ainda estava na faculdade. Nunca vi tanta variedade de flores em toda a minha vida. Se minha mãe e minha sogra fossem para lá, teríamos certeza de uma coisa: que a casa iria estar cheia de verde, eu nem duvidaria de nada...

Wednesday, March 24, 2010

Assuntos aleatórios

Muita gente deve lembrar, mas quinze anos atrás, Tóquio foi abalada pelo maior atentado terrorista que já existiu. Mas não foi uma bomba ou tiroteio, e sim, arma química. Em 20 de março de 1995, em pleno horário de pico, de manhã, em cinco estações de metrô, mas a mais afetada foi a de Kasumigaseki (Hibiya Line), estação onde ficam vários ministérios, um dos alvos principais da então seita Aum Shinrikyo (hoje Aleph, e seus membros vivem em constante vigília pela polícia) e a de Akihabara (também da linha Hibiya)

Até hoje, o líder e fundador da seita ainda está no corredor da morte, os familiares das vítimas falecidas e seriamente feridas no atentado receberam indenização (com um certa demora, diga-se de passagem). Sábado que passou, dia 20, na Fuji TV, passou um especial sobre o caso. Para conhecer melhor o lado das vítimas (que foi menos abrangente na época), aconselharia ler o livro de Haruki Murakami - "Underground - The Tokyo Gas Attack and The Japanese Psyche" - que fez uma grande pesquisa entrevistando os parentes das vítimas.

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Chega primavera, aqui no hemisfério norte, ainda fica o resto do frio. As flores se abrem, começa-se a época de hanami, ou seja, fazer piquenique com a família, amigos, sua cara metade nos parques, debaixo das cerejeiras. O lado ruim é dependendo do parque, tudo congestiona a ponto de ter alguém pra passar a noite anterior "guardando o lugar"...

A programação de novas novelas na TV, encerramento de alguns programas, criação de outros... O fator audiência, economia e ver se atração nova melhora... Sobre novelas, eu já falo logo assim que eu comprar a TV Guide desta semana e faço um resumo. Pelo que vi da semana passada, o pessoal está apostando nas novelas da primavera!

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Cinema: algo que vou uma vez a cada eternidade. Quando quero ir, o fator monetário não ajuda. Poderia torrentar, mas eu adoro ir ver em uma tela grande, com um balde de pipoca com manteiga e um refrigerante zero (não estou de regime, é que desde que surgiram no mercado, eu bebo estes tipos... só uma vez por semana). E quando o fator monetário chega, tenho que trabalhar direto e perco a coragem até de pegar o late show, ou seja, a última sessão.

Um dos programas que costumo assistir (quando dá) é o "SmaStation!!", todo sábado, às 23 horas. Um programa que traz vinte a trinta dicas do "bom, gostoso e barato", tanto parte gastronômica, como no turismo, música... Semana passada, eram os vinte covers (assunto oportuno), com a presença da cantora Fuyumi Sakamoto (que está nas paradas de sucesso graças a um álbum de covers e olha que a mulher era bem conhecida - inclusive no Brasil, sim senhores e senhoras, ela já foi ao Brasil - como cantora de enka). A que passou, no dia 20, era sobre "as delícias de petiscos em paradas de rodovias expressas por 500 ienes", com a presença do peso-pesado (no sentido literal da palavra) Hidehiko Ishizuka, expert no assunto comida.

Todo mês, tem o quadro "Tsukiichi Goro", que fala sobre cinema. Este mês, eram sobre os filmes que concorreram ao prêmio da Academia de Cinema (ou o "Oscar"). E Goro Inagaki (alguém aí conseguiu ir ao teatro ver a nova peça "Zou", que fala sobre os efeitos de Hiroshima?) comentou sobre os cinco melhores e escolheu - na ordem de preferência:

1o. "Up In the Air"
2o. "I Love You Phillip Morris"
3o. "Nine"
4o. "The Princess and The Frog"
5o. "Hard Locker"

Curiosamente, Shingo Katori (que apresenta o programa) e Yoko Oshita (apresentadora da TV Asahi) também escolheram o filme em que George Clooney protagoniza em primeiro lugar.

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Agradeço aos leitores que postaram nos comentários do post anterior. Não se preocupem que namorido kinguio está bem, trabalhando muito, comendo muito (doces, por sinal), e pesquisando muito um outro apertamento onde futuramente será o novo QG deste sítio. Mas como pra sair de um apertamento e alugar outro vai uma grana violentíssima, entrando o mês de abril, vai ser tchau de mão fechada, diminuir café fora de casa, levar bebida de casa ( só não digo levar o almoço de casa porque isso faço quase todo dia. Quando não levo, podem ter certeza: preguicite aguda ou esquecimento mesmo)... E nosso relacionamento vai muitíssimo bem, obrigada!

Sunday, March 21, 2010

Aniversário de Juntamento (ou nosso amor vira uma trilha sonora)

Quem me acompanha, quem teve o (des)prazer de me conhecer, sabe que há onze anos vivo em pecado com o namorido kinguio. Daí todo mundo, mas todo mundo mesmo vem com a mesma pergunta: por que não casaram no papel ainda? Por que não tiveram filhos? Como é que ele te aguenta? Bem, uma pergunta por vez...


Por que não colocamos nosso juntamento formalizado no papel? Podem achar que é comodismo, mas se há onze anos a gente se aguenta, então a gente não separa mais. Exceto recentemente, por motivo de local de trabalho e horário ingrato, só estamos nos encontrando uma vez por semana. Mas esperem aí, a gente não separou porque ninguém aguentava mais não!! Se tudo der certo, agosto (não de Deus, como tem aquele trocadalho infame) em diante, estarei mudando de residência. Ah sim. Bem que tentamos formalizar no papel há oito anos atrás, mas na época o Consulado exigia tanta coisa que desistimos. E também o ideal nosso seria formalizar diante de nossa família, pois namorido não conhece as feras... ops, meus pais pessoalmente...


Por que não tivemos filhos? Por falta de tentar é o que não foi. Só que descobrimos que 1) eu tenho problemas de natureza interna e falta de ferro no organismo, por mais que estou em tratamento a base de suplementos, agora é que não vou querer mais ter filhos mesmo. E 2) nunca falei, mas namorido tem problema de saúde, a ponto de que, se operarem, os médicos não vão garantir que ele volte inteiro ou nunca mais. Mas sendo medicado corretamente, ele leva uma vida normal até mais do que eu. Achamos que, devido pelo tanto tempo que ele toma os remédios para controlar sua disrritmia cerebral, deve ter afetado a parte reprodutiva. E o primeiro que falar "por que não adotam", eu digo: temos que pensar no futuro da nova vida, e do jeito que as coisas estão, socioeconomicamente falando, o receio de não superarmos as expectativas são altamente desastrosas.


Como ele me aguenta? Fácil. Eu também tenho que aguentar ele, oras! Pra isso nunca teve segredo. No momento que duas pessoas respeitam a individualidade e a liberdade, o relacionamento dura. Claro que existem algumas pedras no meio do caminho, senão que graça teria? Mas acho que só mesmo namorido pra me aturar certas coisas...

Desde que, como disse, por motivos de trabalho + localização geográfica + distância (ah, vá, Edogawa não fica tão longe, mas só o tempo de casa - trabalho dele), fizemos as contas, resolvemos por enquanto fazer desta forma: se tudo der certo, espero que agosto em diante eu já esteja novamente compartilhando tudo. Quando li os blogs da Bah (Romina) e da Luria (ainda quando ela estava no primeiro ano no Japão), eu entendia o fato de separação temporária por motivo trabalho e distância. Agora eu entendo vocês melhor do que nunca.

Uma das coisas que eu e namorido kinguio (a.k.a. Roberto) temos em comum é ouvir música. Principalmente quando saimos de carro. Só que ele tem o hábito de repetir a mesma música sei lá quantas vezes. Tá, eu faço, mas quando estou sozinha. Dentre muitas que a gente ouve, pelo menos quatro a gente faz questão de até cantar junto com a música (só faltam dizer que a gente acaba imaginando que as viagens acabam virando um karaokê ambulante)...

1) Koi ni Ochite ~ Fall in Love (Akiko Kobayashi): Foi o primeiro sucesso de Kobayashi, que foi utilizada como trilha sonora da novela "Kin youbi no Tsumatachi - Koi ni Ochite", em 1985. O estilo de cantar impressionou nada mais que Richard Carpenter, tanto que compôs algumas músicas para Kobayashi e a indicou para incluir na trilha sonora do filme "City of Angels". Namorido faz questão de incluir é na disqueteira do carro (e ouvir direto)...
Trecho que a gente (tenta) cantar junto: "Darling, I need you / doushite mo / Kuchi ni dasenai/ Negai ga aru no yo / Douyouno yoru to Nichiyou no / Anata ga itsumo hoshiikara..." ("Querido, eu preciso de você/ de todo jeito / as palavras não saem / Tenho um pedido a fazer / nas noites de sábado e domingo/ quero ter sempre você...")

2) Good Night (Masaharu Fukuyama): Eu sei que não ia deixar passar batido, mas acreditem - foi uma das primeiras músicas que ouvimos logo que resolvemos juntar as escovas de dente. Culpa de quem? Eu contei a história de como foi que consegui o álbum "Dear" do dignissímo Fukuyama. Só que, quem me fez ir até Tóquio atrás deste álbum foi o namorido e eu quem levo a fama de "fanática pelo Masaharu"?!
Trecho que a gente (tenta) cantar junto: "Kaeri no michi kuruma no joshuseki / mado no soto miteru kimi ni / tsutaekirenaimama / shingou wa mata ao ni kawaru..." ("No caminho de volta no banco ao lado / sua imagem do outro lado da janela/ continua a não dizer nada/até o sinal abrir...")

3) Arigatou (Smap): Além de ter usado como tema de encerramento do (belo) dorama "Boku no Aruku Michi", foi no ano que passamos por um período em que inclui aí noites sem dormir direito, emagreci cinco quilos de uma vez só, choradeira equivalente a um litro por dia. Felizmente superamos tudo o que foi de ruim e estamos o que somos hoje. Tenho que agradecer também às pessoas que me ajudaram a superar esse período que foi o mais penoso em nossas vidas, acho que só não entrei em depressão porque acreditei n'Ele.
Trecho que a gente (tenta) cantar junto: "Ano hibi ga (kowagarasu ni ima wo tsuyoku ikite ikou) / Ano ai ga (tasukerareta kotoba ima mo zutto mune ni)/ Ano hito ga (kowagarasu ni ima wo)/ Kuretamono (tsuyoku ikite ikou) / Wasurenai (tasukerareta kotoba ima mo zutto mune ni )/ Ookina, ookina aijou dakede / bokura wa kitto tsuyoku kunarerunda / Ai suru hito he arigatou" (Nós temos o dia (seja forte, não tenha medo)/ Nós temos amor (a palavra que ajuda que está dentro do coração)/ Aquela pessoa (vá sem medo)/ que faz (seja corajoso)/ nunca esquecerá (a palavra que ajuda está dentro do coração)/ aquele grande amor/ certamente dará uma grande força / que nos fará sentir-nos mais forte / Obrigado a todos aqueles que amamos")

4) Sonomama (Smap): Esta quem costuma ficar dando repeteco na disqueteira do carro é o namorido. Quando lançou, foi na época do White Day de 2008. Composta pelo quarteto nipo-canadense Monkey Magik, foi usada no tema de encerramento da novela "Sasaki Fusai Tatakai...". O PV era bem simples, com a presença do ator Ryo Kase, exceto os efeitos feitos por computação gráfica quando a cada frase cantada era mostrada no fundo do cenário, os corações flutuando ora como simbolos gráficos ora como balões. E o quinteto todo de preto para contraste do fundo azul (não reparem na aparência de Masahiro Nakai neste PV - foi na época que ele precisou emagrecer horrores e ter a cabeleira raspada devido ao filme "Watashi wa kai ni naritai").
Trecho que a gente (tenta) cantar (mas na verdade é quase a letra toda mas...): "Itsuka kimi ga hanashitetane konna koto "futari no kyori ga chikazuku hodo kowai no"/ wakarenonai deai datte yakusoku suruyo/kurikaeshi kuru asu mo/ korokurini nareta yorumo/ futari kitto deautame / shiawase na kono toki mo /Sonomama anata ga/ soba ni itekuretanara / bokurano ashita ha itsumademo kitto give you my heart / I love you (shinjite)/ sono subete wo (itsumademo) /tsuyoku sasaeruyo kimi wa beautiful..."( "Uma vez eu lhe disse que "tenho medo que a distância seje grande /prometi sempre que nossos encontros nunca fossem de despedida/a solidão repete-se dia e noite/ mas um dia ficaremos felizes em nos encontrar/ Se ainda continuar a ficar comigo/amanhã certamente terá sempre meu amor / eu te amo (acredite!)/ completamente (para sempre)/ sempre me fortalecerei pois você é linda")

Saturday, March 20, 2010

Inicia-se a Primavera...

Tulipas plantadas pelo namorido kinguio em outubro do ano passado - Hoje floresceram!

Para quem no sabe, enquanto no Hemisfério Sul começa o outono, aqui, no Hemisfério Norte hoje é o equinócio da primavera. Aqui é tido como feriado, mas como cai num sábado, eles passaram para segunda-feira, o que acabou ficando uma folga de três dias (para poucos).

Podem me chamar de insensível, mas quando primavera chega, eu entro em pânico. Sim, eu tenho crises de espirro, coceira nos olhos, acabo com o estoque de lenços de papel em casa... O famoso, temido, e só ameniza a base de aromaterapia, kafunshoo.

Quem leu meus artigos sobre o tema, deve imaginar duas coisas: ou estou exagerando demais ou aliviam-se por nunca ter tido na vida. Quem morou pelo menos mais do que três anos aqui, sabe o drama que passo. Existem exceções, claro, prova disso é namorido kinguio, que tem dezenove anos de moradia permanente aqui, sendo onze me aguentando, e nunca teve esse problema de kafunshoo. E olha que ele sofre de sinusite... Sorte de quem morou ou mora muito tempo aqui e nem passa na cabeça o que seria kafunshoo.

Tirando esse inconveniente (se bem que este ano estou menos atacada, ainda bem, não estou precisando, por ora, andar de máscara e ficar passando pomada dentro das narinas, mas estou espirrando horrores, mas só no trabalho), o bom da primavera é que eu já não preciso tanto ficar usando casacos pesados (embora a noite faça aquele friozinho), não é tão quente quanto o verão.

Sem falar das flores. Sim, adoro flores. Tanto que na varanda do nosso apertamento, namorido kinguio caprichou no outono passado: comprou mais de trinta batatas de tulipas. Sim. Tulipas. Pra quem não sabe, a semente da tulipa parece uma minibatata. E a época de plantio, tem que ser logo que outono começa, pois acreditem, leva um outono inteiro e um inverno idem para florescerem. Trauma das vezes anteriores que teve um ano que plantamos e não deu nada e outro ano de vinte, sairam dez. Menos mal.

Foto do nosso tulipário-de-varanda no dia que nevou, dia 2 de fevereiro. Olha a neve acumulada nos vasos...

O nosso receio desta vez foi quando nevou, em fevereiro. Sabe como é planta: frio demais, pode queimar. E não sei como elas resistiram a tudo: neve, chuva, pessoal pintando o prédio...

Foto em 25 de fevereiro, três semanas depois da dita neve. Elas sobreviveram!

Em 15 de março, elas já estavam dando sinal de que uma flor vai sair em breve....
Dia 18 de março, querendo aparecer, mas ainda não chegou a hora... Ei! Será que compramos mais de trinta batatas de tulipas... todas elas vermelhas??? Na embalagem dizia que eram de cores sortidas! Quero meu dinheiro de volta!!!

Ontem, dia 19 de março, quase no fim do inverno. As tulipas tomando forma do que elas são o que elas têm de melhor! Será que compramos mesmo tudo de uma côr só???


Tchrans!!! Uma amostra do tulipário - ao menos três já floresceram. Faltam outras quase trinta e poucas... Mas ainda vou postar mais, aguardem!

Friday, March 19, 2010

Mais homenagens (ou paródias?)

No momento em que muita gente achou que "finalmente, a Kiyomi parou de escarafunchar o baú e fazer essas comparações meio esquisitas", eis que encontrei mais algumas pérolas do mundo musical. Pelo jeito, muita gente vai é me matar: este sítio falo mais de musica do que a vida no Japão e outras coisas mais... Vou explicando de novo: tudo bem que minha intenção seria de informação, e tudo o mais, mas diversão faz bem, afinal, notícia ruim já bastam os jornais...

E sabe aquela sensação de dejà vu ou "acho que já vi isso antes"? Pra mim acontece muito quando vou em livrarias ou em lojas de CDs (Tower Records ou HMV), acabo vendo uma capa de CD ou álbum e dá aquela impressão de que "eu vi algo parecido antes mas não lembro quando"?

Continuação dos posts de janeiro e fevereiro. Calma pessoal, não vou fazer isso uma coisa mensal, foi coincidência...


11) Howlin' Wolf ("The London Howlin' Wolf Sessions")→ Tak Matsumoto ("The Hit Parade"): Eu sei que vai ter muita mas muita gente lendo aqui e não vai conhecer um dos lendários guitarristas de blues americano que teve nos ano 1950. Um dos "ídalos" dos Rolling Stones, Eric Clapton e muitos outros, Howlin' Wolf, quase no final da vida, foi convidado a participar de uma jam session em Londres, com dois dos Rolling Stones (o ex-baixista Bill Wyman e o baterista Charlie Watts), o "god" guitarrista Eric Clapton e o tecladista Steve Winwood (ex-Traffic). O resultado, foi o álbum "The London Howlin' Wolf Sessions", em 1971. Mesmo com a saúde debilitada, Wolf continou fazendo o que sabe de melhor. Só constando: em algumas músicas, o ex-Beatle Ringo Starr tocou bateria no dia em que Watts faltou. Mas foi creditado como "Ritchie" para não causarem problemas na época (o grupo estava em vias de separação).

O álbum de Tak Matsumoto ( guitarrista da dupla B'z) "The Hit Parade", é um album de covers da música pop japonesa dos anos 70. Diga-se de passagem que todos os artistas que participaram do projeto, em 2003, são da mesma gravadora que o dele - a GIZA Studios, subsidiária da Being Records. Só pra constar: Izumi Sakai (ZARD), Mai Kuraki, Kiyoshi Inaba (a outra metade da dupla B'z), Rina Aiuchi e entres outros. E os covers vão desde Carmen Maki, passando pela (eterna) Momoe Yamaguchi, Kenji Sawada e até Akina Nakamori. Quanto a capa...



12) Paul McCartney & The Wings ("Band on the Run")→ Speed ("Breakin' out the Morning"): Eu sei que muita gente mas MUITA GENTE mesmo vai querer me pegar na saída. Mas eu não tive como evitar de lembrar as semelhanças das capas dos dois álbuns. Paul McCartney, após o fim do "famoso quarteto de Liverpool", não ficou parado e resolveu montar outra banda, depois de dois álbuns solo de recepção fraca. Começou do zero: colocou a esposa Linda e chamou o guitarrista Denny Laine para fazerem parte da banda fixa (o segundo guitarrista e o baterista mudaram nem sei quantas vezes), fizeram um show numa faculdade com o nome de Wings. O grupo acertou a mão com "Band on the Run", com um McCartney inspirado pra rocks e baladas na dosagem certa. A capa, fotografada pela esposa, trazia além do trio, os atores James Coburn e Christopher Lee (sim, o Conde Dracula...).
O quarteto SPEED, vindo de Okinawa, começou em 1996 como vocalistas e dançarinas, da mesma escola de música de onde Namie Amuro e MAX começaram. E apesar de terem começado muito jovens (Hiroko Shimabukuro era a mais nova - começou no grupo aos 12 anos), o quarteto fez um bom sucesso, pelo fato de misturarem hip-hop, dance e baladas. Muita gente lembra das quatro devido ao megassucesso "White Love" (que acabou ficando obrigatório nos shows que fizeram). O grupo terminou em 2000, mas ocasionalmente se reuniam para eventos de caridade. Em 2008, o grupo se reuniu para uma série de shows e também fizeram parte do evento anual "24 Hour Television" - foi quando Eriko Imai tinha contado que seu filho era deficiente auditivo e os esforços que ela vem fazendo para que seu filho tenha uma vida normal.


13) Bruce Springsteen ("Born to Run") → Mai Kuraki ("Stand Up"): Pra quem conheceu o cantor e guitarrista Bruce Springsteen nos anos 80 com a patriótrica "Born in the USA" e na participação no USA for Africa (ou mais além: ter ganho o Oscar de melhor canção por "Streets of Philadelphia"), pouca gente sabe que "The Boss" está na estrada desde o início dos anos 70, entre o rock passando pelo folk-rock e música comercial. "Born to Run", de 1975, foi o ápice da carreira de Springsteen antes de deixar de fazer turnês por nove anos. E seu estilo de músicas e canções falando de american way of life mas de forma mais crua possível, influenciou o grupo U2, Arcade Fire e Bon Jovi (que coincidentemente, nasceu também em New Jersey, onde Springstreen é desta cidade).
Mai Kuraki surgiu no mercado nipônico quase na mesma época que Hikaru Utada, em 1999. Com letras misturando o inglês e japonês, Kuraki começou primeiro nos EUA, mas como não deu certo, resolveu tentar no Japão mesmo, na mesma gravadora que tinha inicialmente tentado nos EUA (Giza Records, a subsidiária da Being Records). Houve quem dissesse que seria concorrente da Utada (exagero!) devido mesclar pop com R&B e batida eletrônica, ou que seria sucessora de Izumi Sakai (que também fazia parte da gravadora Being) pelo modo de cantar. Depois de um tempo longe do mercado fonográfico (algumas de suas músicas foram usadas como tema de abertura ou encerramento do anime "Meitantei Conan"), em 2009 Kuraki apareceu novamente divulgando o novo single "Beautiful" junto com o CM da linha Salon Style (Kose) - e ela como novo rosto propaganda da linha Esprique Precious (e olha que ela raramente fez comerciais).


14) The Beatles ("Let It Be")→ Gorillaz ("Demon Days"): Esta saiu da sugestão nos comentários por MP Kouhaku, que lembrou da semelhança do formato da capa do que seria o penúltimo álbum de estúdio dos Beatles (o último foi "Abbey Road", sabiam?) e o segundo da banda em forma de animação Gorillaz. (Bom, falar dos Beatles, é meio que chover no molhado) A banda Gorillaz foi criada a partir das idéias do ex-Blur Damon Albarn e do desenhista James Hewllet, ao ver que a programação da MTV estava muito sem-graça. Eis que surge um quarteto formado por gente mais bizarra possível, inclui-se aí um zumbi e uma andróide, mais música de mais variada possível por artistas conceituados (como Bobby Womack, Lou Reed, Mick Jones e Paul Simonon) e foi feita uma boa salada. Só que descobriram que por trás disso tudo era Albarn (que não queria que ninguém soubesse quem cantava o quê), mas mesmo assim o quarteto virtual continua. O último álbum - "Plastic Beach" - foi lançado no início deste mês (o PV "Stylo" é muito bem feito, inclui participação especial do Bruce "Die Hard" Willis).


Quem pensava que parou por aqui, vão preparando que lá vem mais... em breve...

Thursday, March 18, 2010

O Lado Cultural de Um Café da Manhã


Desde que mudamos (eu e namorido kinguio) para a província de Kanagawa, há uma década atrás, quando resolvemos juntar as nossas escovas de dente e tentar uma nova vida (o que significa que, há uma década que ele me aguenta), comecei a frequentar mais eventos culturais da região. A começar pelo curso de língua japonesa, pois como eu já devo ter mencionado, cheguei aqui sabendo o básico do mais básico, mas hiragana e katakana ao menos eu tinha aprendido.

Fui descobrir o curso quando me escondia... ops, morava em Minamiashigara (*). Quem indiciou foi um grupo de meia dúzia de brasileiras que falaram de um curso para quem nada sabe ou tem noções básicas, mas era duas vezes por semana, às sextas-feiras à noite. Só que ficava numa cidade vizinha, o que não era problema: morávamos bem na divisa de duas cidades e o local das aulas era perto de casa. Frequentei o curso por três anos, conheci pessoas de outras nacionalidades (Peru, Coréia do Sul, Vietnan...), mas o mais engraçado é que as pessoas que me indicaram o curso resolveram não fazê-lo. Motivos, eu desconheço.

O curso foi bem proveitoso, muito embora fossemos em cinco pessoas mais a professora. O que pra mim já estava bom, pois dava para trocarmos idéias sobre o modo de vida de cada país. Ao término do ano de 2002, tive que mudar de cidade devido a mudança de trabalho. Acabamos por fixar residência permanente em Yokohama, o que nos animou muito. No quesito de diversidade cultural e de passeios. Muito embora estar sete anos aqui, eu conhecer mais o centro de Yokohama do que onde moro, acostumei-me com o way of life daqui.

Costumo ocasionalmente frequentar a Associação Feminina de Yokohama (ou Dansho Kyodo Sanga Center) e o YOKE - Associação de Yokohama para Intercâmbio e Comunicação Internacional. Numa destas minhas idas para o YOKE (que fica ao lado do Hotel Intercontinental, no Pacifico Yokohama) para encontrar um curso de língua japonesa pra quem está em nível intermediário, acabei por conhecer o evento "Morning Coffee".

O "Morning Coffee" seria literalmente um café da manhã como outros, com chá, café, sucos e aperitivos. O diferencial seria que nesta reunião, além de conhecerem outras pessoas de diferentes nacionalidades, tem eventos culturais. No que fui da semana passada, teve uma apresentação de música clássica de uma família de três pessoas (pai, mãe e filho) que estudaram na Universidade de Berlim (Alemanha). E essa família costuma fazer apresentações mensais em um local que fica na estação de Naruse.

Muito embora a maioria dos frequentadores sejam japoneses, eles têm convivência com estrangeiros, portanto, eles conversam em inglês também. Tento ao máximo comunicar-me em japonês mesmo, mas meu sotaque denuncia e como. Só que muita gente nunca imaginou que eu sou... brasileira! Bem, se partindo do que mostram nas TVs, eu não tiro a razão, mas não 100%.

Imaginem a cena: uma nikkei, made in interior de São Paulo, mais branca que boneco de neve em Hokkaido (quem manda a família ser de lá?), usando roupas discretas, já me confundiram com coreana, chinesa, até japonesa. Mas quando falo que sou brasileira, todo mundo sabe quais são as primeiras coisas que eles lembram né? (Sim, futebol, carnaval e Amazônia...) E acham estranho, pois o estereótipo dos brasileiros que estão acostumados a ver na TV, sabem como é...

Tirando esse fato, a ida ao evento foi proveitosa: após o desjejum, teve uma reunião com outros estrangeiros para discussão de temas variados. Tudo falado em inglês, para melhor compreensão entre todos, pois a maioria são de países da Asia do Oriente Médio. Principalmente mulheres. Daí imagina-se sobre o assunto em pauta: a vida no Japão.

Seria interessante ir nesses locais de Intercâmbio Internacional da cidade ou proximidades de onde moramos. Só pra constar, em Yokohama, onde moro, possui sete, tirando a sede do YOKE: em Kounan, em Kanazawa, em Aoba , Kohoku, Naka, Tsuzuki e em Hodogaya. Existem eventos e cursos para os interessados. No meu caso, o que peca é o tempo. Eu sei que vão dizer que "tempo a gente não tem, a gente arranja", mas pra quem trabalha direto e raramente está folgando aos finais de semana, eu teria que ser duas...

Antes que me esqueça: o evento "Morning Coffee" em Yokohama, é realizado no primeiro domingo do mês no Aoba International Lounge, ao lado da estação de Tana, linha Den-en Toshi, das 10:30 ao meio-dia.
(*) A cidade de Minamiashigara, ao sul da província de Kanagawa, é conhecida pelo fato de ser a cidade de Kintarou, que ganhou de um urso lutando sumô (tanto que o símbolo da prefeitura é o Kintarou estilizado), do templo Daiyuzan, uma das sedes do grupo FujiFilm e Fuji Xerox (trabalhei três na última), das montanhas... Apesar que a foto não tem NADA a ver com o post de hoje né...

Monday, March 15, 2010

Passeios Aleatórios ou a Vantagem de um Aparelho Celular com Câmera Fotográfica (1)

Hall de Entrada do Hyghea Building, Shinjuku, Tóquio, janeiro de 2010.

Recentemente, tenho mais feito caminhadas nos pequenos parques que ficam perto de casa, pois a idade chega, tudo fica fora de forma (nunca neguei minha idade apesar de não aparentar a que tenho). Certo que de casa pra estação de trem, se eu pegar pra andar mesmo, tenho que sair de casa UMA HORA mais cedo. Comparando o tempo que eu levo de ônibus em dias de horário de pico, andando eu já cheguei lá.

Nessas minhas caminhadas, eu carrego meu aparelho celular pelo seguinte motivo: como o modelo que eu comprei posso ouvir música (via SD card), caminhar com fundo musical dá pra animar um pouco mais, certo? Tudo bem, tenho um iPod segunda geração, mas o aparelho celular tem outra vantagem: a câmera fotográfica.

Flores de ameixeira (ume), no quintal que fica próximo do apertamento onde moro.

Eu sei que a câmera do meu atual celular não tem tantas funções como de uma convencional, mas a verdade é que, acreditem, fotos noturnas saem até melhor da câmera do meu celular do que da minha própriamente dita (ou também podem dizer que seria falta de saber regular a dita cuja). Agora, sempre que dá, eu costumo tirar algumas fotos para ver se ilustro as matérias que faço, pois têm horas que nem o seo Gugol ajuda.

Onde moro, no distrito de Totsuka (um dos distritos que compõem a cidade de Yokohama), andando, muitas vezes encontro alguns lugares interessantes, que se eu estiver fazendo as caminhadas e estiver com o celular em punho (tá, confesso que a maioria das vezes eu esquecia o aparelho em casa), conseguia tirar algumas fotos. Poderia montar um álbum virtual, mas o que eu tenho é limitado até 200 fotos recentes à mostra. Voltando.

O bairro onde moro é terrível congestionado, por ter a principal rota que vai de Tóquio até Aichi, sei lá onde termina, mas mesmo altas horas da noite, sempre o trânsito é intenso. Sem falar das constantes obras que estão fazendo no cruzamento a duas quadras e tantas de casa. Desde que estamos nesse bairro, não terminaram ainda o ampliamento da pista. Se vai facilitar, nem Ele sabe.

Entrada do parque Seibo no Sono, perto de casa. Aqui, uma árvore devidamente podada.

Igreja Católica da Nossa Senhora Imaculada Conceição, fica a uma quadra de casa. O lugar, chamado de "Seibo no Sono" (聖母 の園 ) é bem amplo. O parque fica bem ao fundo. Logo na entrada do parque tem uma creche também.

Portão da entrada do templo Dai-Un-Ji, na avenida que vai pra casa. Gostei do desenho.

Templo Dai-Un-Ji (大運寺), em Harajuku, Yokohama. Bem, ao lado esquerdo da foto, fica um pequeno cemitério. O local é usado para funerais, hatsumode, eventos do shichi-go-san...

Escultura que fica no parque de entrada do "Dansho Kyodo Sanga Center" ou mais conhecido aqui como "Yokohama Women's Association for Communication and Networking". Local voltado para assuntos que tratam à mulher (desde trabalho, violência doméstica e educação). Costumo frequentar o local devido à biblioteca e eventos ocasionais. Esqueci de anotar quem fez a escultura, eu procuro e depois atualizo.

Sunday, March 14, 2010

Como pagar uma promessa...

"Estou vendo que vão caprichar desta vez", deve ter pensado Shingo Katori (esq.)
"Nãoooooooooo! Eu de novo, não!!! Já é a sexta vez!!!", foi o que realmente o inconformado Tsuyoshi Kusanagi (dir.) disse no programa em 8 de janeiro de 2008...

Quando a querida Elisa (da "Elisa no Blog") contou sobre a viagem para a China, logo lembrei do episódio que passou no programa semanal (favorito por sinal da autora aqui) "SMAP X SMAP" no ano passado.

O programa, apresentado pelo quinteto desde abril de 1996, além da parte musical, eles mantém o Bistro, cujo local não tem menu - o visitante escolhe o que quer comer e a iguaria é feito em duas duplas. O melhor prato a dupla vencedora ganha uma prenda (no caso do visitante homem) ou um beijo da visitante mulher. E também a parte de esquetes, onde eles parodiam todo mundo, sem perdão nem dó (nem o Masaharu Fukuyama escapou), inclusive eles mesmos.

Vez ou outra, geralmente ou no ano-Novo ou na primavera, eles costumam fazer um programa especial ao vivo com duas a quatro horas de duração. Inclui aí provas do estilo de undokai, ou uma retrospectiva deles mesmos com cenas que deram errado (o "Love Awards" ). No caso das provas estilo undokai, o "S-1 Grand Prix", os cinco literalmente têm que se ralar todos para escaparem do castigo final. Sim, os dois piores terão que cumprir uma tarefa e a dita cuja não chega a ser fácil não.

Para fazer jus ao nome da banda (que, traduzindo as iniciais, significaria "O Esporte e a Música Constroem Pessoas"), a partir de 1998, resolveram introduzir esse quadro o "S-1 Grand Prix", o que seriam provas de conhecimentos gerais, musicais, resistência e jogos, também incluindo o melhor resultado no Bistro. E os resultados sempre foram pra lá de inusitados e os castigos idem. O resultado é transmitido alguns meses depois, dependendo da agenda do grupo.

De onze provas, a maior parte delas, o [coitado] do Tsuyoshi Kusanagi teve que cumprir (seis vezes), seguido de Shingo Katori (cinco vezes), Goro Inagaki (quatro vezes, mas na verdade eram cinco vezes, mas devido ao famoso incidente em 2001, ficou de fora), Masahiro Nakai (quatro vezes) e Takuya Kimura (duas vezes). Em 2008, quando teve o especial "S-1 Dangan Fighter", no final, Nakai e Kusanagi empataram no quesito da "segunda vítima" (porque o primeiro foi o Katori) e tiveram que tirar no palitinho, pra desespero dos dois, pois em 2002 também empataram e tiveram que decidir no "cracker" (aquele brinquedo que solta serpentina). Se saísse serpentinas e confetes, era a vítima. Mas devido a um incidente em 2003, decidiram ser no palitinho que tivesse a bolinha ou o xis. Se pegasse o xis ("batsu") era a vítima. Adivinhem quem foi...
Kusanagi e Katori nas ruas de Pequim em treinamento. Sim, entre um passeio e outro, eles tiveram que andar com a perna amarrada... Deu pra entender o que Katori quis dizer que "essa prova o Nakai-kun não ia poder fazer nem pedindo"...

O castigo que foi desta prova era percorrer dez quilômetros da famosa Muralha da China, mas pelo trecho mais díficil e acidentado (Desculpa, Elisa, eu tinha falado a você que eles percorreram os oito mil quilômetros, mas eu é que não prestei atenção no dia que assisti ao programa). O primeiro que falar "moleza, até eu faço", então experimenta fazer isso com sua perna amarrada com a de seu amigo/parente/namorado(a). Sim, isso mesmo: Kusanagi e Katori tiveram que percorrer dez quilômetros da Muralha em três pernas e o trecho era bem acidentado (e põe acidentado nisso!). Além de ter que cumprir esse castigo desta forma, o que meio que atrapalhava era o fator altura e peso dos dois (poderia ser pior: se fosse o Masahiro Nakai, aí sim ia ser problema).
Quem disse que era fácil? Pra descer essa escadaria, a largura era de 60 cm. Do tipo: passar dois de uma vez só, tem que estar em forma. Neste caso, por pouco que não entalaram na descida por motivos óbvios (ou seja: tá na hora do Katori fazer dieta novamente).

Bem disse a Elisa: alguns trechos da Muralha estão em situação precária. Já imaginou se os dois escorregam?

Pra deixar a prova mais difícil - presentinho do líder Masahiro Nakai: uma camiseta tamanho sumotori com a inscrição "yuujou" ("amizade"). Nas costas, a foto dos dois quando bem no início de carreira com o devido curriculum vitae. Detalhe: quando teve o "S-1 Grand Prix" foi um ano antes do incidente. E coincidentemente, Kusanagi e Katori são amigos bem próximos desde que o grupo existe, tanto que, no dia que aconteceu o incidente, Katori foi o primeiro que ficou sabendo e no sábado seguinte, no programa SmaStation fez um discurso emocionado de apoio ao colega.
E ainda descer essa escadaria cujos tijolos estavam soltos. Imagine descer isso, em três pernas e usando aquela camiseta (num calor de 40 graus!).

Os bastões (semelhantes ao que Katori usou na série e filme "Saiyuuki") foram cortesia do Takuya Kimura, em uma parte da prova. Goro Inagaki deixou de presente pros dois uma grande jarra de suco de frutas COM pedaços de frutas. Afinal, ninguém é de ferro (ainda bem, pois no meio da travessia, despencou uma chuva...)

Mais uma escadaria, mas desta vez feita de ferro para que possam atravessar uma ponte que tem mais abaixo. Já seria a parte final da etapa. Mas quem disse que essa escadaria de ferro seria fácil de andar nela?

A dupla com a missão do dever cumprido: levaram quase DEZ horas para atravessarem os dez quilômetros (ou 33 pontos onde ficam ou ficavam as torres sentinelas da muralha). Resta saber se este ano eles farão outro "S-1 Grand Prix" e descobrir quem serão as próximas vítimas e para onde vão despachar...


Se não desabilitarem os vídeos, assistam a saga em seis partes:


- Parte 1: Apresentação, retrospectiva dos castigos anteriores, treinamento da prova indo ao Zoológico, fazendo compras e assistindo a um espetáculo de malabarismo.

- Parte 2: Um pouco da história da Muralha, o mapa do trecho a ser percorrido, início da prova e o presentinho de Masahiro Nakai.

- Parte 3: Um terço da prova. Trecho mais acidentado no meio da chuva. Presentinho do Takuya Kimura com direito a fundo musical para animar ("Around The World", do Monkey Magik e "Walk This Way" do Run-DMC).

- Parte 4: Metade da prova feita em quatro horas. Trecho mais acidentado da prova. Pausa pra descansar e repôr as energias com direito a presentinho de Goro Inagaki. Mais chuva e mais forte. Pausa novamente...

- Parte 5: Já estão na parte final. Escada natural, sem corrimão nem muralha. Conversando sobre amizade, shows e com direito ao background music de "Best Friend", a escada de 90 graus e cumpriram a prova em nove horas e meia!!!

- Parte 6: No estúdio, os cinco reunidos falando sobre os resultados da prova, entrega dos presentes que a dupla comprou para os demais membros do grupo. Música de encerramento, na época do single "Sotto Kyutto".



Para Elisa Fujii: quando você foi à China, que trecho da Muralha você e seu filho resolveram se aventurar? Lembrei deste programa quando vocês foram para lá, e o programa foi ao ar no mesmo dia que vocês viajaram para Cingapura!! Espero que você e os demais frequentadores deste sítio gostem do artigo de hoje... Mas não percorram a Muralha desta forma que os dois lesados fizeram...



Fotos: retiradas do programa SMAP X SMAP do dia 18 de agosto de 2009.

Saturday, March 13, 2010

Ah não!

Mais outra notícia extraordinária neste meu sítio, daqui a pouco podem me internar.

Lendo as notícias on line e com o ouvido na TV aguardando ao programa "SmaStation" e eis que sinto sacudida na casa. E olha que a reforma aqui acabou.

E no plantão - tremor na província de Fukushima, ao norte daqui. Mas que deu pra sentir bem em Yokohama.

E não sei porque posto isto: aqui ao menos o pessoal tomou as lições de casa de 1923 (o Grande Terremoto de Kanto) e 1994 (o Grande Terremoto de Hanshin-Awaji), por isso muita gente nem se abala, perdoem-me o trocadilho.

Sem motivo para rir

Ontem (sexta-feira) ao chegar em casa e acessar aos jornais on line que costumo fazer, eis que deparo com as notícias via...

Folha on line: aqui.

Blog dos Quadrinhos: aqui.

E entre muitos sites relacionados a quadrinhos e cartuns.

Nunca vamos entender porque tamanha violência. Ninguém está incólume. Os bons têm que viver enjaulados em suas próprias casas enquanto os maus podam aos poucos os galhos da liberdade.

Sei que vão me espancar viva e me pendurar no poste, mas até hoje não entra na minha cabeça o fato do Brasil sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada se ainda não resolveram a questão de segurança. Imagine a repercurssão nos quatro cantos do mundo se acontecer algum incidente durante os eventos ( incidente, entende-se no caso de arrastão, assalto, sequestros relâmpagos)...

E enquanto isso, o país perde bons cidadãos... como disse um leitor do Estadão ao comentar sobre a notícia da morte do cartunista Glauco: "...só que não podemos nos esquecer que todos estamos na linha de tiro desses bandidos e infelizmente os maiores culpados somos nós mesmos que não saiamos as ruas e exigimos o que e de direito nosso, saúde, educação e segurança..."

Thursday, March 11, 2010

Sexo Frágil é a...

Relembrando o tema do ano passado e de março de 2008 em que abordei sobre o Dia Internacional da Mulher. E ainda reforço: todo dia é dia da mulher, oras! E o primeiro que falar que entrei pro time feminista leva uns genkotsu no meio das idéias. Sim, lá mesmo, pra aprender.

Assim como Alexandre postou um artigo sobre as (duras) conquistas e (árduas) trajetórias que as mulheres vêm tendo a cada segundo. Em qualquer lugar do mundo. Por mais que nós, mulheres, sejamos tratadas como "meros brinquedos para o mundo machista", brigamos pelo fim do estereótipo criado pelos homens. Principalmente os machistas.

Como disse Che Guevara: "há de endurecer, mas perder a ternura jamais".

Nota: perdão pela demora em ficar postando, mas esta semana foi uma semana corrida, para não variar, envolvendo mudanças no trabalho do namorido kinguio, que por motivos realmente de trabalho e localização geográfica, por alguns dias, namorido deixará de ser a cobaia dos experimentos culinários da autora aqui, mas assim que as coisas se ajeitarem voltaremos a vida normal de sempre...

Agora, um vídeo cuja música fala sobre luta e perseverância - "Fight! " - da cantora Miyuki Nakajima, uma de outras ídalas da autora e inclusive teve interpretação do sempre presente nos posts da autora, Masaharu Fukuyama, em 2001.


Interpretação da própria Miyuki Nakajima, em show não identificado (sorry!).


Interpretação do Masaharu Fukuyama, em 2001, na época do lançamento do álbum de covers que fez - "The Golden Oldies".

Wednesday, March 10, 2010

Segundas-Feiras Chuvosas


Uma das coisas que eu e o gato (gordo) Garfield temos em comum além de adorar lasanha, é uma birra com segundas-feiras. Não que eu tenha ojeriza a este dia da semana, pois até o ano passado folgar aos domingos era algo que nem passava pela minha cabeça, mas parece que segunda-feira, para mim, vira a lei de Murphy: o que é pra dar errado, dá mesmo.

Muito embora para mim o domingo era como se fosse um dia normal como qualquer outro da semana (sim, tem mês que eu tenho que trabalhar de um a dois domingos, mas que posso fazer? Afinal tenho contas a pagar...), o síndrome da segunda-feira me ataca. Parece que é um complô: quase toda segunda tenho que entrar no trabalho mais cedo que de costume, daí pra chegar até a estação do trem que vai até meu trabalho vira um via-crucis - por morar (por enquanto) um pouco longe da estação, tenho que ir de ônibus.


Só que, apesar do transporte coletivo aqui funcionar quase perfeitamente, quase ninguém fica depedrando a propriedade pública (ou privada), o que mais me incomoda (e talvez a maioria dos usuários também) é o ônibus atrasar demais, congestionamento devido obras e trem lotado a ponto de alguém correr o risco de ficar com o braço ou perna pra fora. Eu sei que horário de pico ninguém merece, mas numa segunda-feira, passa dos limites... Isso quando as linhas não param devido a um infeliz deprimido e resolve se jogar na frente de um trem. Numa segunda-feira.

Outra coisa que quase tudo de ruim e pior acontece numa segunda-feira: no trabalho. Tanto dia da semana para acontecer, o pior acontece na segunda-feira. Talvez por ser início de semana, o pessoal volta amargurado depois de sábado e domingo de folga merecida, aí pra colocar você num espeto e te botarem num rolete pra assar falta pouco. Depois quando nós, mulheres, temos a temida e malfadada TPM, ficam achando que é exagero...

E pra completar, existem segundas-feiras que costumam chover. Ou esfriar. Ou fazer um calor de fritar ovo no asfalto. Eu sei que outros dias da semana podem ser a mesma coisa, mas não existe poder depressivo numa segunda-feira. Se bem que domingo à noite tem o mesmo poder, mas nem tanto no dia seguinte.

Antes que vocês, caros leitores deste pobre mas limpinho sítio me joguem pedras no meu apertamento (que está sendo reformado) achando que eu detesto, tenho ojeriza às segundas-feiras, vou logo dizendo: é que muitas coisas estranhas acontecem neste dia. Por exemplo, segunda que passou, fez um frio de rachar pedra...

Só que uma de minhas músicas favoritas dos Carpenters fala sobre os efeitos de uma segunda-feira chuvosa, pra quem não lembra, em "Rainy Days and Mondays" os versos "hanging around/ nothing to do but frown / rainy days and mondays always get me down" caem perfeitamente para esse temido dia.




Tirinha do Garfield: no site oficial do autor Jim Davis: http://www.garfield.com/