Friday, July 30, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: Southern All Stars

Da esquerda pra direita: Hideyuki "Nogami" Nozawa, Kazuyuki Sekiguchi, Keisuke Kuwata, Yuko Hara e Hiroshi Matsuda - Southern All Stars, primeiro grupo a ter sucesso nas quatro décadas que fizeram carreira...
Postagem especial de verão - Parte 3: Quando a Praia fica no Quintal de Casa...

Continuando com a série "músicas de verão que a autora lesada ouve até num frio de -10゚C", que volta e meia fica sendo interrompida por um assunto diferente ou outro. Mas até que nesse ponto fica melhor, senão cansa ler a mesma série quase todo dia (lembrando dos posts que fiz em junho do ano passado que quase fechei o blog, pois teve gente que me enviou e-mail perguntando se eu não tinha nada o que fazer e que eu deveria ter vergonha de ter nascido, coisas assim, mas como tenho ainda o suporte de meus poucos mas fiéis leitores e leitoras amados da blogsfera, vamos em frente).

Eu sei que os leitores e leitoras que moram no Brasil, muitos não vão conhecer, mas se ouvirem e entenderem (desde que tenha um dicionário japonês-português e/ou uma pessoa que entenda maiomenos japonês, ajuda), o grupo Southern All Stars (veja a resenha de "Ballad 3 - The Album of LOVE").

O agora quinteto, que está em férias permanentes e sabe lá quando eles vão voltar (mas também se voltarem, vou garantir meu ingresso no Nissan Stadium em Yokohama, isso se eles voltarem), mas em toda época de ano, especialmente no verão, o grupo estoura nas rádios. Especialmente aqui onde me escondo, pois a praia fica no quintal de casa. Também fica difícil não associar Enoshima e o grupo Southern All Stars, devido aos temas de suas músicas.

Tudo começa pelo fato do líder e carismático Keisuke Kuwata ter nascido na cidade onde a praia fica no quintal da casa dele (Chigasaki, Kanagawa. Fica a meia hora de carro de onde eu moro). Apesar dos primeiros álbuns serem uma mistureba (legal) de rock, pop, inglês e japonês, o tema "verão-praia-sol-mulher" faz parte em todos os álbuns.

Como o grupo tem 53 singles, 14 álbuns e 13 coletâneas e especiais, fica difícil de escolher um álbum ou outro, nem coletânea vai adiantar, pois modéstia à parte as músicas do Southern All Stars agradam a todas as faixas etárias: desde adolescentes na fase do afloramento até pessoas aposentadas. Mas como muita gente vai querer saber quais as músicas do grupo têm o tema de verão, etc., vamos lá, mas tentem ver se ainda no iuchubi ainda estão disponíveis, pois volta e meia retiram, que sacanagem!

1 - Tsunami: Se perguntarem para dez pessoas "qual a música do Southern All Stars você conhece", pelo menos cinco vão dizer esta música, lançada em pleno inverno de 2000. Lembro que esta música literalmente fez muita gente procurar saber mais sobre o grupo, apesar de na época já estava com mais de 20 anos de estrada! Fazia parte da música de abertura de um programa e... a música acabou caindo no gosto do público. Ganhou o "Record Taisho" em 2001, foi um dos singles mais vendidos do ano, ficou semanas na paradas de sucesso... E o PV, quem ver, o que tem a ver com a música? Bem, nem sempre o PV tem que ser ao pé da letra. "Tsunami", em japonês significa "Maremoto". Mas a música fala sobre a tristeza de um fim de amor e as lembranças que vem como a chuva e são devastados como um maremoto.

2 - Manatsu no Kajitsu (真夏の果実): Ou Fruta do Verão. Outra balada de verão, foi tema do filme "Inamura Jane", dirigido pelo próprio Kuwata. O filme não deu certo, mas a música,sim. Balada perfeita para amor de verão ao cair da tarde, vendo o pôr do sol e... deixa pra lá... Indispensável em todo verão que se preze em Enoshima, praia que fica no quintal de casa.

3 - No No Birdy:  Lançado em 1993, não estranhem que falta o baixista Kazuyuki Sekiguchi - foi o período que ele teve problemas de saúde. O vídeo promocional, se passa entre Fujisawa e Kamakura, trecho do Enoden - Enoshima Densetsu, linha de trem que passa perto da praia (inclusive o grupo gravou dentro do vagão do Enoden). O trem é uma história à parte: ainda ativo, ele chega até a cortar dentro da cidade, dividindo espaço com  o trânsito. Legal deste trecho é que ele passa bem ao lado da praia. Já percorri esse trecho e vale a pena - aconselho comprar o one-day pass que daí pode ir e sair em qualquer estação entre Fujisawa-Kamakura. Se alguém for para a praia, a estação de Inamuragasaki. Se quiserem ver o Daibutsu (Buda), em Hase.

4 - Namida no Umi de Dakaretai ~ Sea of Love (涙の海で抱かれたい): Single que marcou o retorno do grupo em 2003, mas aí como quinteto (Takeshi Omori saiu devido problemas pessoais). Foi tema de novela "Boku dake no Madonna ... and I Love Her", o que impulsionou as vendas e audiência da novela. Por causa do Tomohisa Yamashita? Também. O PV é de encher os olhos, com praia, mar, peixes coloridos - e pros marmanjos de plantão, participação da ex-gravia (modelo que só aparece em trajes sumários) Eiko Koike.

5 - Ai no Kotodama ~ Spiritual Message (愛の言霊): Mistura de dance, rock e até rap da Indonésia. Uma das músicas que ninguém consegue ficar parado. Lançado em 1996, ficou mais de seis semanas em primeiro lugar nas paradas da Oricon. Foi inclusa no álbum "Young Love" (1997, lembram da capa que eu disse que seria "o samba do criolo doido" em que parodiam nada mais nada menos que sete álbuns diferentes?).

6 - Blue Heaven: Balada de 1997, foi usada - acreditem!!! - no comercial de final de ano do KFC (o Kentucky Fried Chicken).

7 - Hotel Pacific: Com uso de metais (leia-se: conjunto formado de saxofone, trombone, trumpete, o que for instrumento de sopro mas com ritmo mais agitado), foi lançado após o grande sucesso de "Tsunami", single anterior. Se "Tsunami", lançado no inverno, era uma balada romântica, "Hotel Pacific" seria música de verão! Muita gente achou que o hotel existisse mesmo, como no PV, mas na verdade foi gravado em Yokosuka, e o hotel chamava-se Kannozaki Keikyu Hotel. No meio da música, referência a Enoshima e Chigasaki (tanto que no PV a figura legendada é a famosa ilha chamada Eboshi).

Eis algumas amostras dentre muitas que o grupo deixou para ouvir tanto no verão escaldante como no inverno.

Nota da autora: Na verdade este artigo era para ter sido publicado na semana passada, mas devido a artigos que surgiram em cima da hora, foi deixando, foi deixando... E quarta-feira (28), teve a notícia de que o líder e vocalista do grupo, Keisuke Kuwata, internou-se para tratamento médico, cancelando o lançamento do novo álbum solo, a turnê que ia até 31 de dezembro (e até o anual Act Against Aids, que ele faz na primeira semana de dezembro). Motivo: diagnóstico de câncer de esôfago em estágio inicial. Apesar do diagnóstico rápido, infelizmente vai ter que ficar meses sem poder aparecer em público, mas esperamos que ele saia dessa e volte como antes. Conforme a nota do site oficial do grupo Southern All Stars, o próprio Kuwata desculpa-se aos fãs e pede paciência para esperar que ele logo volta. (Aqui, em japonês)

Thursday, July 29, 2010

Obrigada, Thank You, Merci Beaucoup, Domo Arigatou...

Como ficaria meio difícil de ficar respondendo os comentários da postagem anterior, que seria a celebração do meu 40o. ano de vida (sim, assumindo que agora cheguei aos quarenta), então resolvi fazer uma postagem de agradecimento aos leitores, frequentadores, parentes que desejaram feliz aniversário por telefone, por e-mail e através de outras redes sociais. Bem, por carta, por enquanto as lojas onde mantenho meus cartões de fidelidade, o qual obrigatoriamente tem que colocar a data de seu aniversário... ahahah

Afinal, fazer mais um ano de vida, não é o fim do mundo.Conheço pessoas que, quando completam mais um ano de vida, queixam-se de cabelos brancos, engorda aqui, uma ruga ali... Agora, foi a primeira vez que eu ouvi de gente ter ficado com uma baita duma depressão depois que completou 40 primaveras...

Bem, como teve gente que acabou dando os parabéns antecipado mesmo, pois eu não tinha falado a data do meu aniversário...

Elisa (Elisa no Blog): O importante é mantermos o espírito e a mente sempre renovados, procurando aprender algo de novo e aproveitar a vida. Junto com as nossas responsabilidades do dia-a-dia como trabalho, casa e contas a pagar. Mas a gente vai batalhando, aprendendo e aproveitando o que a vida nos oferece. Admiro sim, a sua criatividade, sua dedicação e carinho que tem pela sua família e de e para todos. Fico mesmo feliz em tê-la conhecido e trocarmos sempre novas dicas (ainda vou procurar aquele livro das "50 coisas para se jogar fora")!
Bah (a.k.a. Romina, Bah Blog): Chegar aos quarenta foi uma proeza mas também foi um piscar de olhos. Se até dia 25 eu ainda estava na casa dos 30, hoje estou nos 40. Mas não esquento: o importante é o espírito, como disse. Se já sobrevivi a tanta coisa, ainda tenho fôlego pra encarar mais ainda. Mas corajosa foi você de ter retornado e estar conseguindo terminar sua pós graduação, ter um emprego e ainda ter aquela energia pra assistir as sitcoms! Exemplo a ser seguido!!

Desabafando (Desabafando e Sonhando): Eu nem comentei seus últimos posts sobre o amor (mas eu li, viu?). Eu fiquei muito muito muito feliz mesmo em você ter encontrado alguém que possa compartilhar mais do que um trocar de olhares. O importante ser feliz, o que cura qualquer depressão que se preze. Espero que essa felicidade perdure, sim.

MaiK (cawaii) : Ter ganho as amostras de um produto recém chegado no mercado aqui próximo ao meu aniversário foi mesmo coincidência. Não lembro se eu informei a minha data, não... Geralmente, um mês antes do meu aniversário costumo receber cartões e cupons de desconto das lojas onde tenho os (abençoados) point cards, aí pra receber é um pulo. O que mais uso são do yakiniku onde costumamos ir (ganho ¥1000 de desconto), da Body Shop e da Mary Quant, que ganho 10% de desconto além de aumentar os pontos na compra feita.

Lolipop (Banzai): Eu tenho que tentar lembrar agora onde foi que eu encontrei o seu blog (muito interessante e bem feitinho por sinal! Acho que foi através do Alexandre ou da Bah.), mas pode deixar: ainda vou continuar mantendo o mesmo espírito e continuar procurando novas coisas seja aqui ou acolá! Afinal, se ficar parada, tudo estagna e aí vira uma chatice (monotonia) só! Claro que ainda vou continuar ouvindo Beatles, meus ídolos da j-pop, meus ídolos do rock Brasil anos 80 (ô tempo que não volta...), indo ao cinema, voltar a ir ao teatro (é, novembro se eu conseguir, eu vou!), me acabar em shows hahaha.

Denise e Carlos (Tabeteimasu): Claro que ainda vou continuar assistindo muito desenho animado (das antigas, reprisadas, mas e daí), lendo muito gibi e de quebra, vibrando como nunca nos shows aqui (tá bom, tá bom: do quarentão mais fofo, vitaminado, faz-tudo-e-um-pouco Masaharu Fukuyama e do quinteto que ainda continua firme e forte Smap). Quanto a alimentação, eu me controlo devido ao histórico familiar (leia-se meu pai e meu irmão mais velho, que têm tendência de engordar, colesterol e hipertensão, e diabetes), mas eu saí tudo ao contrário: consigo emagrecer mesmo tendo engordado, minha pressão é baixa a ponto do médico ficar perguntando "como ainda está em pé", minha taxa glicêmica é baixa, meu colesterol está com taxa baixa também... Mas eu não abuso, senão onde vou parar? haha Mas como vocês disseram, o importante é sentir-se bem fazendo o que gosta. E vou manter assim.

Felipe (Meio Cozido): Não fique preocupado e desanimado perante a situação, senão o desânimo toma conta do seu espírito e aí tudo desanda de vez. E também não esquentar a moringa com isso ou aquilo. Se você está feliz por aquilo que você faz, não ligue para chacotas de terceiros, que provavelmente fazem isso porque eles nunca tiveram a coragem de tentar fazer uma vez para entender "por que gosta disso ou daquilo". Da mesma forma que teve gente que não me entendiam porque eu gosto de doramas a novelas brasileiras (muitos tentaram e falaram: "realmente, os doramas aqui ficam sem enrola-enrola de 94590 capítulos), mas gosto é que nem traseiro: cada um tem o seu. Ou como diz o Alexandre: cada um em seu quadrado. O importante é ser feliz naquilo que mais gosta!

Alexandre (Lost in Japan): Obrigada pela ovada virtual dupla (é, recebi via e-mail também)! Concordo que tudo mudou, ninguém precisa tomar atitudes só porque a idade chegou, mas o bom senso também tem que prevalecer. Não é porque chegou aos 40 anos é que vai significar : deixar de ir assistir "Toy Story 3" no cinema,  deixar de ir a shows dançantes, deixar de ir em algum barzinho da moda pra ouvir música lounge, deixar de bater pernas em lugares inusitados e começar a usar vestido de cortina com permanente de mafioso. Confesso: nem sinto o peso dos quarenta anos, pois ainda continuo mantendo a mente ligada, o espírito vivo e fazendo as mesmas coisas que eu fazia nos meus 30 anos. A responsabilidade aumenta, eu sei...

Nozomi (Yuntaku Tiampuru): Um dia, menos dia, a gente chega na turma dos "enta"! O importante também é saúde mesmo, o resto a gente corre atrás rs. O livro que mencionei em algum post sobre as "pílulas de conversa fiada", o filme sairá final deste ano aqui. "Norwegian Wood" eu tenho em inglês. Aliás, qualquer livro de Haruki Murakami vale a pena ler, sim.

Fabiana (Yoko e Seu Mundo Multicolor): Emocionei-me pelo seu artigo pré aniversário. Perante às dificuldades que você passa (no sentido de saúde, eu entendo), eu fico admirada o quanto você consegue, sim, levar uma vida normal: trabalhando, indo ver "a maior banda de todos os tempos", viajando, cuidando de seus amigos de quatro patas e ter alguém que possa estar ao seu lado. A frase que você cita no final, foi quando minha mãe disse-me uma semana antes do meu aniversário quando telefonei para ela. E ela estava certa. E sabe que leonino que é leonino, sempre acaba brigando para obter o que quer. E vamos continuar batalhando para isso!
Andreia Inoue (Papiando): Claro que ainda vou manter esse humor pra cima como tenho nos posts, na minha vida cotidiana. Ficar sempre deprimida, mal humorada e chorando pelos cantos, aí que nada dá certo mesmo. Eu sei que às vezes bate aquela choradeira, mas eu e muitas de nós, mulheres, podemos pôr a culpa na temida, detestada, perigosa TPM. Ou assistir pela enésima vez "As Pontes de Madison" com uma caixa de lencinhos ao lado.

MP Kouhaku (infelizmente, ele não possui blog...): Apesar dos problemas cotidianos, do trabalho que às vezes chega a ser estressante, eu tento no máximo manter o humor e alegria no alto. Dia de TPM ninguém merece, mas tento do mesmo jeito. Não é porque ter um ano a mais é que vou começar a esmorecer, não... Bem, pra começar, se setembro eu sobreviver no show no Tokyo Dome, então nada mais me abalará ahahah... Mas este sítio vai continuar ativo enquanto a autora ainda estiver com aquela energia. Isso se não sumirem com nada antes...

Fabiana (Sonho Doce, Sonho): Eu não posso ler seu blog antes das refeições, pois tudo que você faz é tentador (pessoal, visitem o site dela: é de encher a boca de água de tanta comida gostosa....). Entendo o quanto você passou ao retornar ao Brasil e ter um segundo filho. Somos três irmãos, sou a única mulher e a do meio. Imagina o que eu passei, né? Pra completar, meu irmão mais novo, é onze anos mais novo do que eu. Mas o importante é que você é feliz com seus dois filhos, fazendo o que mais gosta, e vivendo o dia a dia com eles, acompanhando o crescimento e educação deles.

Eu sei, eu sei que devo ter esquecido uma ou uma dúzia de pessoas, mas pacientemente agradeci a todos que enviaram mensagens via sites de comunidades, pessoalmente e alguns por telefone. Agora, vamos trabalhando, vivendo, curtindo a vida...

Muito obrigada mesmo.

A autora lesada e agora um ano mais lesada ainda pede também desculpas em responder aos comentários e desta forma. No dia seguinte ao aniversário, teve uma segunda comemoração com o pessoal mais lesado do trabalho e acabou voltando pra casa muito tarde. Pro desespero do namorido, o qual já tinha comemorado no dia mesmo. Quarta-feira foi dia de trabalho e mais fofoquinhas e, só a essas horas da noite é que conseguiu postar...

Foto: Do Hanabi do dia 18 de Julho deste ano, em Osambashi Pier, Yokohama. Uma das poucas fotos que se salvaram, pois a combinação câmera lenta e fotógrafa ruim, deu no que deu...

Monday, July 26, 2010

Quatro Décadas de Vida

Postagem relâmpago somente pra nem passar a data em branco, pois já bastam os meus cabelos....

Não sei porquê, mas sempre mais ou menos nessa época, fico lembrando da música dos Beatles - "When I'm Sixty-Four" -, mas não perderei os cabelos a não ser que eu sofra de algum mal repentino (isola!!!). Mas fazer mais um ano de vida não significa o fim do mundo. Como disse minha mãe na semana passada ao telefone (sim, todo mês telefono à ela, mas se eu ligar duas vezes no mês ou esquecer, ela já fica assustada): "fazer mais um ano de vida não quer dizer que está ficando velha. Se ainda está fazendo aniversário, quer dizer que ainda está viva para fazer aniversário".

Seja como for, sim, completo hoje quarenta primaveras. Ou verões, aqui no Japão. Ou invernos, se estivesse no Brasil. Dizem também que "a vida começa aos quarenta", então os outros 39 anos o que foram então???

Apesar de começar mais uma década, não vejo problema em chegar aos quarenta anos. Se for questão "nossa, quarenta anos, onde vai conseguir outro emprego?" ou "quarenta anos e vai querer fazer outro curso?" ou mais "quarenta anos e neca de pitibiribas de ter filhos?", eu preferiria que derrubassem esses mitos tolos e deixassem a gente, que tem quarenta anos ou mais, ter ainda mais chances de aprimorar mais o que temos a oferecer, puxa vida!

Tudo bem que existem certas coisas que pra quem "está na casa dos 'enta'" nem teria sentido. Eu, por exemplo, não iria usar roupas que servem pra uma menina de vinte anos, mas também não uso roupas pra quem já chegou no fim da vida. Quem (teve a infelicidade e a coragem de) me conhece, sabe: no trabalho, calça social preta e camisas (bem, camisetas também) de cores neutras, exceto quando dá na telha e acabo usando um rosa ou azul ou listadinho mesmo. Off-work aí é que ninguém me conhece mesmo - dá-lhe calça jeans, camiseta, vestidos... mas tudo discreto. Já bastam meus cabelos brancos chamando atenção.

Continuo lendo gibis, quadrinhos, assistindo desenho animado e indo em mais shows aqui do que de costume. E sem vergonha de acompanhar a música também (se alguém fosse comigo nos três shows do Masaharu, ia entender porquê). O importante não é a idade que temos e sim o espírito e a força que temos em cada um de nós. Existem pessoas com mais idade do que eu com uma saúde e disposição que vou te falar...

Voltando, completo mais um ano de vida. O importante é que tenho família que mesmo longe reza por nós para termos saúde e harmonia (eu também faço o mesmo para ela); tenho um namorido que me atura por onze anos e tanto, mas uma pessoa muito boa e compreensiva - e haja paciência; tenho amigos com quem eu posso contar, posso conversar, posso ouvir; tenho ainda saúde para que eu possa continuar trabalhando, viver a vida como sempre, e poder fazer as coisas que eu gosto.

Isso sim, são presentes que eu desejo não somente na data de hoje, mas que seja a todo instante, para que eu possa contribuir para que o mundo melhore. Se cada um de nós poder contribuir com alguma ação humanitária - por mais simples que seja, quem sabe vira um lugar melhor para vivermos.

Feliz aniversário.

Friday, July 23, 2010

Explicando...

Dando um tempinho nas minhas postagens de verão (eu pensei em fazer uma semana inteira de artigos sobre os cantores e grupos que falam sobre o combo sol-praia-mulher, mas como volta e meia aparece alguma coisa nova, bem...), vamolá explicar...

Mudei o título do blog, projeto da leitoa rosada aqui que pensa em mudar o template do mesmo, mas está difícil. Como dizem os esquartejadores, vamos por partes. Então mudei o título do blog. Não foi bem mudar, mas acrescentar "um plus a mais". A idéia do empório, veio pelo fato que meus pais possuiam um armazém, típicos daquelas do interior de São Paulo (ou como diz a Makika do Arroz Diário, a vila perdida no meio da cana), onde se vendia de tudo um pouco: desde gêneros de primeira necessidade até doces. Já que muita gente "reclama" de que falo de tudo, menos Yokohama, então resolvi fazer um upgrade no título.

Não ia pegar bem colocar "Miss Piggy Sakura", senão 1) "Miss" é pra quem é solteira e menos de trinta anos de idade e Ms vem de "Mistress", sem necessidade de revelar a idade e nem estado civil. Algumas correspondências ando recebendo assim mesmo. 2) Posso ser processada pelo Henson & Cia devido a semelhança da adoravel Miss Piggy dos Muppets, personagem que eu amo.

Agora só me faltam dizer pra mim "então,encontrei seu blog porque digitei emporio no gugol pra ver se encontrava o Emporio Armani e..."

Não, não ganhei o Sony Vaio num sorteio ao comprar um CD..., quem lembrar meu post de fevereiro do ano passado (dêem uma lida pa-pum no "Voltando a Rotina"), comprei um Sony Vaio Type L numa oferta pra lá de relâmpago no Yodobashi Camera, em Akihabara. O meu antigo Hitachi Flora deu o último suspiro e nem com reza forte e ida em sessão de mesa branca (tá, estou exagerando, pois não fiz nada disso), e como uso muito o computador para muita coisa em casa, passei duas semanas percorrendo as lojas para encontrar um que supra as necessidades de dois usuários em casa (leia-se: torrentar novela antiga, assistir videos, ouvir música, entre outras). Eis que numa ida em Akihabara, encontrei justamente o que eu queria: um PC que não ocupasse espaço, fosse fácil de carregar, de instalar, de manter, até com TV digital (o qual nem instalei ainda direito por falta de vergonha na cara  tempo mesmo). E um preço tentador. Resultado:


A foto do post de quarta: meu instrumento de trabalho e diversão, meus CDs (a esquerda), o telefone fica ao lado direito da foto, que cortei sim, o brinde que ganhei na terça - um tumbler cor-de-rosa. Antes que me perguntem, o screen saver eu consegui no site da SoftBank, algum dúvida?

... mas ganhei sim, um carro num sorteio! Quem perguntou nos comentários, sim, eu ganhei um carro zero quilômetro no Brasil, quase vinte anos atrás. Pior que nem eu sabia que meu nome tinha sido colocado por meu pai num cupom, na época em que se sorteavam em bingos via TV patrocinado por clubes de futebol do interior paulista. Final de ano de 1990 e alguma coisa, na semana em que meu irmão mais velho finalmente se graduaria em Engenharia, houve o bendito do sorteio e nós em outra cidade. Só ficamos sabendo quando recebemos uma carta dessa entidade.

Na verdade, achei que fosse piada de mau gosto. Mas quando meu pai confirmou a veracidade do negócio, alguns dias depois estava eu, depois de cinco anos depois de ter adquirido minha habilitação, subindo e descendo as ladeiras da cidade com um Gol 1000 verde. Detalhe: era aquele modelo antigo, antes de ser todo arredondado, o que aguentou comigo bravamente por dois anos, quando troquei por um outro carro. Motivo: começou a me deixar na mão no meio da rua, gerando alguns constrangimentos que viraram comédia na roda de amigos por um mês todo. Ou quando me encontravam.

Thursday, July 22, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: Beach Boys - Sounds of Summer

Postagem especial de verão - Parte 2: O Verão Sem Fim dos Garotos da Praia

Se no artigo de segunda falei mais de surf music, os precursores e seu representante maior no Japão, vamos que a fila anda. Ainda mais que julho esquenta pra caramba nesta parte do mundo.

Tá, eu sei que vão falar pra mim que "pô, mas verão procê significa música pauleira???" ou "tu não escuta coisa mais calma, não?" e outros elogios mais, estou fazendo essa seleção aos poucos. Também sei que vão falar que "verão não é só música, não". Ué, vou falar de praia? Dicas de como aproveitar o verão? Sendo que tudo o que é site e blog já falam disso tudo ainda mais nesta época do ano?

Voltando a vaca congelada.

Se existe um grupo que seria concorrente direto dos Beatles nos anos 60, esse grupo atende pelo nome de Beach Boys. Como é que é? Não errou de grupo, não? Não seriam os Rolling Stones? Explico melhor: este quinteto norte-americano, formado pelos irmãos Brian, Carl e Dennis Wilson, o primo Mike Love e o vizinho Al Jardine, conseguiu, no meio dos anos 60, passar à frente do quarteto de Liverpool, nas paradas de sucesso.

Formado em 1961, o quinteto californiano surgiu no cenário musical com músicas sobre sol, praia, mar e amores de verão. Até 1965, suas músicas tinham que ter esses ingredientes. Uma de suas mais conhecidas, chegou a dar problema devido a semelhança com uma de Chuck Berry - "Surfin' USA", que Berry alegou ser um plágio descarado com "Sweet Little Sixteen". Plágio ou não, a pendenga só foi resolvida quando Brian Wilson resolveu creditar Berry só pra não dar mais dor de cabeça, o que já tinha devido aos problemas internos dele próprio.

Quando os Beatles trouxeram "Rubber Soul" ao mercado, foi a partir daí que Brian começou a investir pesado no experimentalismo - "Pet Sounds" acabou sendo um dos álbuns que mudou o estilo do grupo: canções que falam da vida pessoal, problemas emocionais, introspecção, tudo isso diluído em sons experimentais, uso de outros instrumentos musicais, até sons de animais ("Pet Sounds" soa como duplo sentido de "Sons de animais" e "Sons Favoritos", será assunto de alguma Discoteca Básica aqui).

Depois de 1967, o grupo meio que desgringolou - o líder Brian Wilson teve que se afastar do grupo devido a um surto por não ter conseguido terminar o álbum "Smile" (pra concorrer com "Sgt. Pepper's..." dos Beatles) - pra não dizer que quase enlouqueceu de vez mesmo, Dennis Wilson envolveu-se com outras substâncias ilícitas e gente pior ainda, Mike Love tentou o misticismo, e o grupo teve que seguir adiante sem Brian, até em meio dos anos 70, com álbuns irregulares, apesar que "Smiley Smile" e "Holland" serem ótimos álbuns, aflorando a genialidade dos demais membros (estes álbuns foram gravados sem Brian).

Atualmente, o grupo está literalmente desmembrado (por motivos de batalha judicial pelo uso do nome, falecimento de dois membros originais - Dennis Wilson, em 1983 por afogamento acidental e Carl Wilson em 1998 devido a um câncer nos pulmões-, sequelas de saúde mental de Brian Wilson), mas a maioria de suas músicas continuam tocando em todo verão que se preze.


O álbum que faz parte da resenha de hoje, "The Very Best of The Beach Boys Sounds of Summer" já o título diz tudo. Lançado em 2003, como uma coletânea dos melhores sucessos de verão do grupo. As conhecidíssimas (e indispensáveis) "Surfin' USA", "Help Me Rhonda", "Good Vibrations" (quem lembra em 2003 ou 2004 foi música incidental do comercial da NTT), "Barbara Ann" , "California Girls" (que o ex-Van Halen David Lee Roth regravou), "Fun Fun Fun" (regravada pelos Carpenters, em 1973), "God Only Knows" (a favorita do Sir Paul McCartney), "Sloop John B" (quem assistiu aí "Forrest Gump"? Em uma das cenas, durante a Guerra do Vietnan, toca em uma rádio), "Kokomo" (do filme "Cocktail") estão todas neste album.

Um dos álbuns que merece estar na disqueteira do carro ouvir viajando. Nem que seja no inverno ou verão, tanto faz, mas no verão não pode faltar.

P.S.: Não me sai da cabeça que Southern All Stars e TUBE andaram ouvindo (e muito) a música dos Beach Boys. Só o fato também de todos eles serem da praia, já conta.

Wednesday, July 21, 2010

Presentes de Aniversário Adiantados

Cartaz publicitário do lançamento do novo álbum que fotografei em Shibuya: Queria o telefone do cabelereiro onde Shingo Katori retoca as madeixas (pois de tanto corta-tinge-faz sei lá o quê, o cabelo ainda fica sedoso); Masahiro Nakai com essa cara parecendo um baiacu inchado; é muito raro ver Goro Inagaki sorrindo - sempre aparece com aquela cara de quem viu, comeu e não gostou - e gostei foi da camiseta dele ("Eu tenho a côr de seus olhos - não os mude!"); Takuya Kimura, bem, ele sempre vai ser o Takuya Kimura; e Tsuyoshi Kusanagi sempre o bom rapaz... desde que não dêem nada de fermentado e destilado pra ele...

Como muitos dos meus poucos leitores sabem, este mês é o mês que a leitoa rosada aqui completa mais um ano de vida. Quanto a idade, bem, deixa pra lá.

Na estação de Shinagawa (Tóquio), tem uma parte em que vez ou outra fazem algum evento. E nos finais de semana. Lembro-me no final do ano, a Nissin Lamen fez um sorteio do despertador da raposinha. Algumas semanas atrás, em um de minhas baldeações, acabei sendo "intimada" pelas atendentes que estavam distribuindo amostras grátis de um produto de beleza e era lançamento, toda aquela conversa toda.

Eis que preenchi um cartão postal para concorrer dentre 1000 participantes a uma amostra grátis da linha de cosméticos feito na Suíça e que uma empresa japonesa estaria sendo representante. Se ganhasse, seria milagre, pois pra sorteio, eu sou uma negação, se bem que em todos esses anos já ganhei uma viagem para um onsen, 50 mil ienes em compras em uma loja de departamentos e um carro, mas isso é uma outra história.

Ontem à noite, ao ligar pro namorido vir me buscar na estação (está em casa esta semana, também vai ser outra história), ele comentou comigo que, veio uma encomenda da Suíça via correio, e achou que fosse de uma amiga nossa que mora lá. Depois que lembrei do evento de Shinagawa...

Tudo bem que estava escrito em forma bilingue, mas o máximo que namorido entendeu foi que o produto veio da Suíça. Prova de que realmente, alguns homens pra entender que se tratava de tratamento de pele...

As cinco etapas pra ter uma pele do rosto bonita: amostras pra duas semanas...
Eu sei que vai ter muita gente querendo me bater, estapear, deixar de frequentar este sítio, mas finalmente ontem, na terça, foi o pré lançamento do vigésimo álbum do quinteto Smap - "We Are SMAP! Every Day Love Tomorrow". Como sempre, eu já tinha encomendado e como se trata da primeira remessa, sempre é a edição especial (dois CDs, embalagem feita de papel reciclado, encarte com as letras e um tipo de postcard com as fotos dos cinco autografadas.
Na compra do CD da edição especial, de brinde um clear file para guardar folhas soltas. Antes que me matem, eu digo: sim, eu compro CDs no lançamento pois a edição especial vem tudo e mais um pouco e ainda um brinde extra. Do quarentão vitaminado e querido da autora aqui, Masaharu Fukuyama, já ganhei clear file tamanho ofício (single "Milk Tea"), kit de lápis de cor e caderno (single "Tokyo ni mo attanda"), buttons ("5 nen mono")...

E na Tower Records de Shibuya (onde costumo comprar meus CDs, revistas e DVDs), na compra do CD, ganhei um cupom para um sorteio rápido. Ou eu ganhava o copo ou uma micro bolsinha. Eis o que ganhei... O bom é que, além de prático, é ecologicamente correto...

Fotos: todas elas tiradas pela autora via celular. Não falo que as fotos saem (um pouco) melhor do que o minha câmera propriamente dita?

Monday, July 19, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: Dick Dale, The Ventures e Yuzo Kayama


Postagem especial de verão - Parte 1 - Surf Rock e Instrumental para aqueles que não precisam saber surfar e conseguir sua alma gêmea do pedaço.

Ah, o verão... Este ano parece que veio com a força total: sol, pancadas ocasionais de chuva, alagamentos, calor pior que estar em uma sauna. Nem parece que estou doze anos aqui, sendo quase onze anos em Kanagawa e oito em Yokohama. Como sempre falei, a praia fica quase no quintal de casa, mas o dia que der um tsunami, prazer em conhecer vocês. Tanto tempo aqui e nem lembro como era o verão no Brasil. Se bem que onde nasci, o verão vira um forno. Isso no que dá nascer no auge do inverno, acabo gostando mais do frio que calor.

Voltando: verão, época em que o consumo de líquidos e sorvetes aumenta; as roupas ficam mais leves e toca todo mundo correr atrás de protetor solar, para não virar uma lagosta ambulante. Quem gosta de se esturricar, vai para a praia, para a piscina e sei lá se tem como "tomar sol na laje".

E também temos as músicas de verão. Todo ano tem de baciada. Não exatamente fala sobre o combo "sol-praia-mulher bonita", mas os ritmos que predominam nesta época do ano (aqui) variam entre baladas e ritmos estilo reggae, dance, meio samba, tudo misturado, que seja. Vai ter gente que vai reclamar da minha seleção, querem ver?

Dick Dale: Muita gente, inclusive a autora lesada aqui, começou a ouvir devido a instrumental "Misirlou", que faz parte do filme "Pulp Fiction". Mas muita gente não sabia é que Dick Dale (nascido em 1937) foi o precursor da surf music, e até poderia se dizer do heavy metal, com o estilo de tocar - canhoto, simplesmente tocava o instrumento ao contrário; e suas guitarras foram feitas sob encomenda por Leo Fender, para que tivesse tamanha amplificação acima do normal, tanto que anteriormente, os amplificadores que usava, estouravam tamanho era o volume que tocava. No auge da carreira, em 1964, antes da British Invasion, Dale teve que se submeter a tratamento contra o cancer e quase morreu de infecção generalizada ao sofrer um acidente nadando. Nos anos 80, devido ao filme de Quentin Tarantino, voltou a ser reconhecido e voltou a lançar albuns de rock instrumental. Explica-se o motivo de sua discografia ser parca, mas de boa qualidade. E continua vivo, excursionando e, devido ao acidente que teve, tornou-se ativista ambiental.

Para quem não sabia - "Misirlou" na verdade é uma música tradicional grega. Dale simplesmente musicou a canção tradicionalmente cantada e até hoje é conhecido com esta música, tanto que fez parte do jogo "Guitar Hero II" e o grupo Black Eyed Peas sampleou a música em "Pump It".

Gravou "Pipeline" (foi tema do filme "Back to the Beach") com o falecido guitarrista Stevie Ray Vaughan, o qual foi indicado para o Grammy em 1987.

Apesar de ser descendente de líbanos, russos e poloneses, seu pai não nasceu no Líbano.

Seu apelido "Rei da Surf Guitar" veio devido ao seu segundo álbum. E faz jus ao título.


The Ventures: Um grupo que surgiu no advento da surf music, The Ventures é mais conhecido no Japão que na própria terra natal. Prova de que não era necessário ter algum vocalista para que suas músicas instrumentais ganhassem sucesso - o grupo fazia bom uso de guitarras (Fender Stratocaster, Mosrite, só pra constar), um ótimo baterista e também uso de teclados. Foram os precursores da surf music junto com Dick Dale, mas o grupo foi mais além - foram também os precursores de experimentos musicais, como uso de sons de gravações invertidas, recurso utilizado pelos Beatles circa 1966; foram os precursores do movimento "Group Sounds" no Japão, ao fazerem seu segundo show em 1965 - nunca se vendeu tanta guitarra elétrica naquela época.

Devido ao seu grande sucesso no Japão, o grupo que até hoje excursiona, já estiveram no arquipélago nada menos que mais de 2000 vezes!!! Mesmo sem material novo (apesar de mais de 130 álbuns no currículo), só pelo fato de deixar grandes sucessos em forma instrumental já nem precisa de mais nada. Músicas como "Walk Don't Run", "Perfídia", "Wipe Out" (essa muita gente ouviu em filmes, trilhas incidentais, comerciais, mas ninguém sabia de quem era), "Pipeline" (que foi regravada por Dick Dale, vide anteriormente), "Hawaii Five-0" (sim, eles quem regravaram o famoso tema de abertura, um ano depois da série ir ao ar. No fim, a emissora acabou usando a versão dos Ventures), "Caravan" (o solo de bateria de Mel Taylor arrasa)...

Tamanha foi sua influência musical - em se tratando em parte instrumental - o grupo ganhou reverência de muita gente famosa, como George Harrison (em uma entrevista declarou que preferia o estilo instrumental do Ventures; Stephen Stills disse que aprendeu a tocar guitarra ouvindo o grupo; outros músicos como Carl Wilson (Beach Boys), Ricky Wilson (B-52's), Keith Moon (Who) também foram influenciados. No Japão, talvez o discípulo direto dos Ventures seria Yuzo Kayama (tanto que usa a mesma marca de guitarras que os Ventures usava no início de carreira), tanto que ambos apareceram em um programa de 2000, com a instrumental mais conhecida de Kayama "Black Sand Beach", misturando com "Wipe Out". E fizeram uma versão - até melhor que a instrumentação original - de "Oretachi ni Ashita ga aru", em 2007.

Yuzo Kayama: Para alguns, fica difícil não falar de Ventures sem incluir Yuzo Kayama, já que ele já se apresentou com o quarteto várias vezes que eles estiveram no Japão. Muito embora hoje ele esteja mais se dedicando a pintura do que cantar (depois dos anos 80, seus álbuns foram mais esporádicos), nos anos 60 ele era mais conhecido como o ator da série "Wakadaisho!", aproveitando o enredo dos filmes para divulgar seu lado musical. Poderia dizer também, talvez sem exageros, que ele seria o precursor da "surf music japonesa", já que a maioria de suas músicas abordasse sobre o famoso combo "sol-praia-amor de verão" e pra isso o fato de ter nascido em Yokohama (e ter vivido em Chigasaki) já ajudava e muito.

Até hoje em suas apresentações, Kayama toca a mesma guitarra feita sob encomenda pra ele pela famosa empresa Mosrite, a mesma que fabricava para os Ventures, tanto que Don Wilson, um dos Ventures remanescentes, presenteou a primeira Mosrite para Kayama, em 1965. Apesar de até hoje muita gente lembrar dele com "Kimi wa Itsumademo" (1965, mas aqui no Kouhaku Utagassen de 1966, com a presença do ator Kiyoshi Atsumi, o eterno "Tora-san"), vale a pena lembrar de "Black Sand Beach" (original, ao vivo em 1966), "Aoi Hoshikuzu", "Yozora no Hoshi" (aqui, junto com o trio The Alfee, que regravaram para o album tributo "60 Candles"), "Tabitoyo" (com Ryoko Moriyama).

Recentemente, lançou um novo single mas no estilo mais folk-country com a participação de Ryoko Moriyama, Shinji Tanimura e The Alfee. Mas anualmente, aparece no programa "24 Hour Television" por ter sido co-autor da canção "Sarai", canção que encerra o programa e a maratona que acontece durante a transmissão. Mantém seus hobbies como pintura e navegação - sim, possui um barco e a devida licença para pilotar.

Curiosidade: embora não tenha sido convidado para fazer parte do show de abertura quando os Beatles vieram em 1966, Yuzo Kayama foi convidado para visitar o quarteto no hotel. E presenteou o grupo com o album "Hawaii no Kyuujitsu", lançado naquele mesmo ano. Provas? Tem, sim: no livro autobiográfico que Kayama lançou recentemente, e também no livro lançado aqui "The Beatles in Japan 1966" (eu possuo). Há algumas semanas, no programa "Smap X Smap", de 14 de junho, Shingo Katori perguntou a Yuzo Kayama, mostrando a foto em que aparece com os Beatles "como é que você conseguiu entrar no quarto onde os Beatles estavam, tamanha era a segurança que tinha naquela época?" Eis que Kayama respondeu: "Bem, naquela época, a gravadora a qual eu pertencia, era subsidiária da dos Beatles aqui no Japão, portanto, consegui o passe graças à diretoria de ambas..."

Nota: Este post não indiquei um álbum em especial, pois fica difícil escolher o melhor para ouvir a obra destes três artistas. O que aconselho seria ouvir o "Best of" de cada um, pois tem as melhores e conhecidas, daí se quiser ir além disso, aí vai por conta e risco.


Dick Dale (com os Del-Tones): King of the Surf Guitar: The Best of Dick Dale & The Del-Tones (1989) - coletânea lançada pela gravadora Rhino, especializada em desenterrar peças históricas e obscuras do rock dos anos 50 e 60.


The Ventures: Na verdade, fica difícil indicar uma coletânea que compreenda a vasta discografia que eles possuem, afinal continuam em ativa há 51 anos! O jeito seria encontrar uma coletânea que tenha os sucessos citados e mais um pouco.


Yuzo Kayama: The Greatest Hits of Yuzo Kayama (1995), compreende desde a famosa "Kimi to Itsumademo" até "Sarai", tema do "24 Hour Television". Outro que merece dar uma escutada seria o álbum tributo que Tatsuya Ishii (líder do Kome Kome Club) fez em homenagem aos 60 anos de Kayama - "60 Candles", de 1997, álbum de covers de seus maiores sucessos, interpretados por artistas conhecidos como Tube, The Alfee, Ryoko Moriyama, Masashi Sada, Koji Tamaki, Naoto Kine (ex-TK Network), Tokyo Ska Paradise Orchestra entre outros.


Fotos: encontrados na santa graça do seo gugol, exceto a primeira foto que inicia o post que é da lesada leitoa rosa que fotografou em maio do ano passado, em algum lugar de Enoshima, que nem ela lembra mais.

Sunday, July 18, 2010

Mais Pílulas de Papo Furado para pôr em Pauta em uma Mesa de Bar quando todos os assuntos se esgotaram...



Amados leitores e leitoras, depois desta Copa que foi um festival de erros, cartões, aquela maledeta corneta atrapalhando a torcida, os jogadoes e a paciência de quem prefere torcer de forma tradicional, vamos voltar a vida normal porque a fila anda.

Pouca gente sabe, mas usar música dos Beatles para ser trilha sonora ou background music de algum comercial, exige muita paciência devido a direitos autorais. Outros artistas interpretando, tudo bem (tal como aconteceu no filme "I Am Sam", por exemplo). No comercial da NTT Communications, de 2007, usaram a cover de "Across the Universe"; recentemente, no comercial da cerveja Kirin, ouve-se "Ob-la-di, Ob-la-da", mas como toca bem ao fundo mesmo e muito rápido, não sei se é realmente a versão original ou cover. Bem, onde quero chegar?

Muitos devem ter ouvido falar de Haruki Murakami, famoso escritor japonês, cujos livros retrata o lado crítico da vida japonesa, quase ganhou o prêmio Nobel de Literatura. Um de seus livros foi o mais traduzido - "Norwegian Wood", que retrata as angústias e dúvidas da vida de um jovem no Japão dos anos 60. O título da obra é nome de uma das músicas dos Beatles, que é uma das preferidas do protagonista. (Por sinal, Murakami costuma basear suas obras em nome de músicas).

Ao passar para a telona, eis que surgiu o impasse: como o nome do livro e do filme foi inteiramente baseado na música dos Beatles, o diretor Tran Ahn Hung insistiu a Apple Records (que detem os direitos das músicas) que deixasse usar a música original como trilha incidental do filme. Depois de muita negociação e alegando que a obra de Murakami teve grande reconhecimento mundial (e parece que um dos responsáveis da Apple era muito fã das obras de Murakami), o filme chega às telas em 11 de dezembro deste ano com a música original. No elenco, Kenichi Matsuyama (recente está no comercial da NTT Docomo) e Rinko Kikuchi (que estava no filme "Babel").





Repercurssão do filme no dia 14 de julho, pelo noticiário da Nippon TV.

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Se era para engordar mais o cofrinho, então avisa! Tudo bem, a única coisa que tenho da Apple (não confundam com a gravadora antiga dos Beatles), é um iPod de segunda geração, e quebra o maior galho pra mim (isso porque ganhei). Mas acompanho sobre o produto pois não tenho nem como sair incólume, pois a maioria dos meus colegas de trabalho possuem o iPhone, o iPod e se for o iPad, bem, estão esperando até hoje.

Quando saiu o iPhone 4G, deu problema na recepção de antena. Bem, isso qualquer aparelho celular, dependendo de onde estiver, o sinal pode ser muito bom como pode ser ruim pacas. (Só pra constar: o meu, quando chega na estação de Gotanda e até Ebisu, o sinal desaparece. Portanto, se ligarem pra mim e der sinal de fora de área, ou estou num túnel ou é que deve estar perdido no fundo da bolsa mesmo) A solução? Capas. Sério, está aqui. Mas se não resolver, sua antena receptora garantida ou seu dinheiro de volta...

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Não ia falar, mas não tem como evitar. Não sei nos outros lugares do mundo, como Argentina, Inglaterra, Alemanha, enfim, mas no Brasil, os jogadores ou são recebidos com pedras ou com pedras quando perdem uma peleja, aqui a coisa é bem diferente. Certo que a Seleção Japonesa, se conseguiu ser um dos dezesseis melhores foi lucro, apesar da campanha pré Copa ter sido desastrosa, ao menos foram recepcionados com aplausos, coletiva de imprensa no hotel do aeroporto e muita descontração depois.

Keisuke Honda, que foi quem marcou mais gols para a seleção durante a Copa, está sendo sondado até pelo Barcelona (atualmente joga para um time da Rússia sem grande expressividade). Yuto Nagatomo recentemente foi convidado para fazer comercial da empresa Lotte junto com a atriz Maki Horikita. Se bem que antes disso, Yuji Nakazawa fazia comercial dos correios e Tulio Tanaka da FujiFilm...

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Quem viu na minha barra de favoritos e atualizações e também que já mencionei, gosto de dois cartunistas argentinos - o Quino (autor de Mafalda) e Ricardo Liniers. Uma das tiras de Liniers que saiu recentemente, não tinha entendido a outra metade. Depois que lendo os noticiários via internet mesmo (infelizmente o Estadão nem tem como chegar em casa de forma impressa), é que eu entendi.
Sim, a Argentina aprovou o casamento entre homossexuais. O quadrinho abaixo foi alguns meses antes, cujos portenhos fizeram uma passeata para solicitar a aprovação no Congresso.
O importante é estar feliz com sua alma gêmea, não importa se for ou não do sexo oposto.

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O pessoal que me perdoe, mas certa vez eu disse que não gosto/não vou com a cara do Jin Akanishi, do sexteto KAT-TUN (eu prefito o Kazuya Kamenashi). Pois bem: realmente, a partir de agora o sexteto virou quinteto e vão ter que pensar como fazer com o nome do grupo, já que foi batizado com as iniciais dos sobrenomes de cada um. Explicando: quem lembra que no ano passado, Jin Akanishi começou a investir em carreira solo nos Isteites, o que meio que comprometeu o grupo nas atividades dentro e fora do Japão. Uma de suas últimas aparições como sexteto foi no finado programa "Cartoon Kat-Tun" que acabou em março.

Em 2007, ele tirou "licença" de seis meses para poder estudar nos Estados Unidos. Retornou ao grupo logo depois. Só que, desta vez, se caso falhasse na investida solo, não poderá mais retornar ao grupo, decisão feita pela agência no dia 16 de julho agora. Especulava-se até anteriormente que Akanishi seria um "membro ausente", que talvez pudesse voltar assim que acabasse os compromissos. Só que marcou as apresentações solo nos Estados Unidos na mesma época que o grupo já tinha os shows agendados aqui e em Taiwan.

Segundo a agência que administra o grupo, não será posto ninguém no lugar de Akanishi, o grupo vai continuar como quinteto mesmo e o nome não vai mudar, afinal o sobrenome de Kamenashi dá conta.

O pessoal "da minha época" vai lembrar o caso semelhante como Katsuyuki Mori, que saiu do grupo Smap em 1996 para se dedicar ao motociclismo (esporte que pratica até hoje). Detalhe: quando decidiu sair foi logo de imediato, pois teria que ter tempo e não estava conseguindo coincidir agenda de shows e treinos.

Pois é, Akanishi (mais conhecido pelos mais entusiastas, como Bakanishi): tenha muita sorte no estrangeiro, pois estará sendo uma ida sem previsão mesmo de retorno... pro grupo...

Thursday, July 15, 2010

Nascidos em Julho

Se alguém souber como faz um bolo com a figura da Olivia em marzipã, eu agradeço...

Quando eu era criança (tá, eu sei, faz muito muito muuuuuuuito tempo mesmo), eu não gostava do mês que eu nasci, pois quando se está em idade escolar, você queria que os coleguinhas viessem em sua casa pra participar das festinhas de aniversário. Pra dizer a verdade, festa de aniversário eu tinha com a família e os primos, pois quem nasce em julho, a maioria dos coleguinhas já estavam de férias escolares e tinham ido viajar com a família. E ninguém quase lembrava de que você fazia anos.

Mesmo durante toda minha vida escolar (contando meus anos de faculdade), o pessoal pra lembrar do meu aniversário, ou era porque a gente dava as indiretas ou porque coincidências acontecem - algumas alminhas semiperdidas também afligiam do mesmo mal, ops, faziam aniversário no mesmo mês que eu. Só lembrando: no Brasil, até onde lembro, julho era mês de férias, se não tivesse que repôr ou fazer recuperação. Agora deu pra ter uma idéia de quem nasce em mês de férias escolares.

Quando ingressei-me no mercado de trabalho (pois eu precisava pagar as despesas da faculdade, embora era uma universidade pública, os livros e apostilas que eu usava tinha que tirar do bolso, e nos fins dos anos 80, internet só em sonho), os lugares por onde trabalhei, era óbvio que iriam saber data do meu aniversário - lista de aniversariantes e anualmente receber o pagamento do Programa de Integração Social, se é que isso existe ainda. Fora isso...

Com o tempo a gente amadurece e acaba meio se acomodando: se lembrar, tudo bem. Se não lembrar, bem, ou falta de comer muito peixe pra ativar a memória ou porque não está nem aí pra batatinha. Apesar de eu estar doze anos aqui no arquipélago, trabalhando até quando faço mais uma primavera (fazer o quê), minha mãe e minha sogra ainda fazem questão de, quando ligo mensalmente pra elas, no mês em que faço anos, desejar-me feliz aniversário, o que me alegra em dobro. E quando dá certo, no "hospício" onde trabalho, fazemos um happy hour.

E acha que namorido esquece?!

Bem, quem nasceu em julho (eu, Elisa e Herika), dezembro (como a Romina) ou janeiro (meu irmão mais velho) sabe muito bem o que seria fazer aniversário na escola justamente nos meses em que muita gente já entrou em férias. Hoje em dia, não sei, com o crescimento da internet e sites de relacionamento social, ultimamente muita gente manda feliz aniversário via e-mail (eu confesso, eu também). Sinto falta de receber cartões de aniversário, como era um bom par de anos atrás, mas o receio de muita gente de fornecer endereço devido ao alto risco da correspondência ser interceptada e alguns meliantes usarem nossos endereços para ficar enviando mala direta, um pouco parece que a prática ficou meio em desuso, o que é uma pena.

O que me alegra é que, com o tempo fui descobrindo que não é somente eu que faço aniversário em julho - é durante o meu primário-ginásio-magistério, eu era a única da classe que fazia aniversário em época de férias escolares. Tenho duas colegas blogueiras que fazem também em julho (Elisa e Herika - que eu acompanha o blog desde o ano retrasado, mas agora que começamos a seguir no twitter), e além delas e de outros quatro amigos meus (Mako-san, Nando-san, as irmãs Ca e Clau) - que eu lembro - mais gente conhecida e famosa também faz. Querem exemplos?

Mas vou citar poucos, senão a lista fica enorme: Lady Diana (dia 1), Franz Kafka (famoso autor de "A Metamorfose", dia 3), Sanma Akashiya (famoso humorista japonês, desnecessário dizer sua marca registrada, dia 3), Tom Cruise (ator, todo mundo sabe, dia 3), Gina Lollobrigida (atriz italiana, dia 4), Keiko Fuji (cantora e mãe da também cantora Hikaru Utada, dia 5), Yu Yamada (atriz japonesa, dia 5), Frida Kahlo (pintora mexicana, dia 6), Ringo Starr (o baterista dos Beatles, dia 7), Tsuyoshi Kusanagi (o "rapaz legal" do Smap, dia 9), Guido Crepax (cartunista italiano, autor de "Valentina", dia 15), Ana Paula Arósio (atriz brasileira, lembram dela como "Hilda Furacão" e "Os Maias", dia 16), Mick Jagger (o líder dos Rolling Stones, dia 26), Roger Taylor (baterista do grupo Queen, dia 26)...

Esqueci de alguém famoso? Alguém conhecido? Nessas horas, posso dizer "bem, a idade vai chegando e a memória vai indo embora..." Mas desejo feliz aniversário para todos e todas que fazem também em julho.

Desculpa Furada - O Retorno

Eu sei pessoal, estou muito mas muito relapsa de uns tempos pra cá. As atualizações estão meio escassas, mas ressaca pós-Copa nunca foi desculpa.

Deixa eu só me recompôr da semana passada de seis dias de trabalho non-stop, mas afinal, temos contas a pagar, vida aqui nunca foi fácil.

Mesmo a leitoa rosada ter tido dois dias de folga, não foram o suficiente para pôr tudo em ordem, e quinta-feira, daqui a alguns pares de horas estarei eu e namorido indo pra renovar a dita carteira de motorista daqui. Realmente, como cinco anos passam rápido.

Se eu não tivesse levado uma senhora duma multa devido a uma conversão errada, do tipo: a emenda foi pior que o soneto, era fazer o exame e aguardar a data de pegar a carteira e só. Mas nãããão... Além de fazer o exame, temos que ir na data marcada no Menkyo Center (onde fica o local de fazer exame para tirar carteira de motorista na província onde se esconde) pra além de ir pegar a carteira, ficar UMA HORA ouvindo discurso sobre trânsito e afins. Pelo menos quem pegou infração levinha como a gente, pois quem teve até carta suspensa...

Assim que sobrar algum tempinho, a leitoa volta!

Sunday, July 11, 2010

Tentando Voltar a Normalidade

Dupla utilidade: promover o novo álbum que dia 20 de julho já vai estar a venda e repôr as energias perdidas, principalmente da autora que estava non-stop desde domingo passado.

Mas está difícil. Semana que passou, trabalhei numa semana de seis dias, se postei alguma coisa, foi muito. Nem no twitter está aquela frequência, porque todo mundo está com o horário tão desregulado pior que regra de mulher na pré adolescência. Tudo por causa da Copa na Africa, que este ano, sinto muito, acompanhei muito mal. Teve a disputa do terceiro e quarto lugares e eu nem lembrei que foi no sábado. E também a minha ponte férrea que eu espero que logo em breve termine, assim que tiver uma boa grana pra poder sair de um apertamento para mudar pra outro. Custa caro, sabiam?

Bem, voltando. Numa semana que a gente dispensa comentários porque a peleja já está no fim mesmo, tirando aquelas e aqueles que a todo custo tiveram seus quinze minutos de fama, agora o assunto seria o polvo Paul que vive no aquário na Alemanha, que dizem que ele está acertando todos os jogos que a Alemanha estava disputando, inclusive a derrota contra a Espanha e o terceiro lugar que teve no sábado. Dizem que seria tudo montagem, pois como é filmado, vai saber?

Detalhe: o polvo não é alemão. E sim, inglês. E dizem que ele errou uma vez na Copa Européia, ao dizer que a Alemanha seria campeã (foi a Espanha). Agora estão fazendo uma campanha "Salvem o Paul de virar Paella", pois, acham que vai continuar adivinhando até pra Copa de 2014. Se ele não virar paella, takoyaki e salada marinada antes, quem sabe. Sempre há doido pra tudo, e desta vez tem oito braços, ops tentáculos.

O caso do apertamento novo, estou preparando uma novela em alguns suaves capítulos semanais ou a cada duas semanas, vai depender do ânimo e resultado desastroso da autora aqui. Por enquanto estou fazendo consultas via revistas e panfletos e também pela internet, felizmente uma ferramenta que pode evitar pra mim muitos constrangimentos.

Quanto ao trabalho, semana passada fui reta e direta, só tendo folga sábado e domingo. Como nestes dois dias resolvi dar um tempo na minha cabeça, que já estava mais pra lá do que pra cá devido a dois copos de cerveja - não era a Guinness, acho que explica tudo -, realmente fiquei desconectada a internet e até pelo celular. A começar que acho que perdi o conector do carregador do celular e estou procurando outro...

Estou tentando aos poucos diminuir a taxa de cafeína que está no meu organismo. O que consegui nesses últimos dois meses foi perder sete quilos. Leiam bem: sete quilos perdidos desde abril ou maio deste ano. O fato de eu estar andando, deixando de comer muito fora de hora, dar um tempo nos petiscos durante o trabalho (confesso que têm horas que não resisto a uma barra de chocolate inteira), tentando fazer o esquema "tome café da manhã como Rainha e jante como uma mendiga" (muitas vezes nem funciona direito). Tinha dias que no trabalho chegava a tomar uma jarra de café sozinha...

Devido a esse tempo maluco, só se eu estiver com sono daqueles que nem vitamina funciona é que eu apelo para doses cavalares de café puro sem açúcar nem leite, pois com um clima que mais parece uma sauna, o jeito é comprar dois litros de bebida isotônica e ir tomando na ida, durante e volta do trabalho. Se não muito, chá. Eu sei que chá preto deve ter índices assustadores de cafeína, mas também é um poderoso diurético, que eu sei.

Realmente, estou precisando logo tirar minha semana merecida de férias, pois a última vez que tive isso foi no final do ano e o mesmo passou que nem um tiro, senão acabo postando coisas sem sentido e agosto ainda está longe...

Thursday, July 08, 2010

Around 40 - Parte 2

Ou: Minha nossa, postagem de número 600 e nem percebi ?


Ano passado, aqui saiu uma novela (de doze capítulos) chamado "Around 40" ou mais conhecido na pronúncia nipônica "arafou". Trata-se de uma mulher, solteira, bem resolvida, bem sucedida em matéria de trabalho, carreira... mas na parte amorosa, um desastre, do tipo: não encontra a sua cara metade que possa acompanhar o ritmo que ela mantém. Lembro da novela por dois motivos: 1) foi a novela que impulsionou a carreira da ex-Takarazuka Yuki Amami, que na vida real tem mesmo quarenta e tantos anos e ... solteira! E 2) passou na época em que eu já estava chegando nos quase quarenta.

E que isso tem a ver? Pra quem está chegando na quarta década de idade, tem e muito.

Tirando parte amorosa (pois consegui um doido que me aturasse antes dos trinta), a respeito de trabalho, não tenho o que reclamar. O ruim quando os outros descobrem que você chega na casa dos quarenta anos, já tem que se preparar pras piadas internas. Se bem que eu nunca escondi a idade que tenho, apesar de 50% dos meus conhecidos não acreditarem que realmente tenho 39 anos e 50% acreditam, mas acham que estou aumentando a idade para ganhar mais respeito...

Quem me conheceu pessoalmente, dizem que não aparento a idade que tenho. Exceto alguns que realmente acertaram ou deram alguns anos a mais. Querem saber onde fica a farmácia onde compro o formol que tomo, pois, modéstia a parte, dizem que tenho " a pele boa, sem espinhas, rugas, pés de galinha" e por aí vai. Pra dizer a verdade: eu sou meio desleixada pra ficar cuidando do rosto sempre. Certo que toda santa manhã, lavo, hidrato, tonifico e besunto meu rosto com cremes e protetor solar (devido as minhas sardas), e à noite retiro o "reboco" (como namorido diz quando eu me maquio), lavo, hidrato, tonifico e dá-lhe creme antirrugas. Mas tem dias que a paciência se esgota e fica só na cara lavada mesmo. Tirando uma espinha que resolveu aparecer semana passada...

Dizem também que "a vida começa aos quarenta". E eu achava que começava logo que a velha história da sementinha plantada na mamãe era germinada... Nossa, por que será que a gente tem esperar completar quarenta anos para dizerem que a vida começa a partir daí? E o que fizemos antes seria tempo perdido? Blééééééé!

Pior ainda quando muita gente chega e fala: "quarenta anos, hein? Nossa! Agora que vai começar a dor de cabeça... Exame médico disso, daquilo..." Tive esta constatação quando, no mês passado recebi um comunicado sobre exame médico anual (aquele temido que todo ano eu comento), que como estou chegando na quarta década de vida, posso optar para fazer um exame mais completo. Mas quando vi a lista, era a mesma que contém os exames que todo ano tenho que encarar, então deixei por isso mesmo. Na minha idade, eu sei que até colesterol e osteoporose também preciso me cuidar, mas o bendito exame de sangue acusa tudo. Inclusive a falta de ferro no organismo. Mas tendo a mamografia, está bem.

Pra falar a verdade: estou tentando entender até agora porque muita gente encafifa com a idéia de fazer quarenta primaveras, quarenta anos, quatro décadas... Querem saber? Tirando o fato de eu estar com algumas madeixas desbotadas (sim, admito que eu pinto o cabelo todo mês ou quando está em caso de calamidade pública) e estar perdendo peso (ao invés de ganhar: dizem que na casa dos "enta", a tendência é ganhar alguns quilos extras), não sinto - por enquanto - o peso da idade.

Muito embora ainda esteja empenhando em melhorar meus níveis de entendimento em língua japonesa e inglesa e criar vergonha na cara e ver se encontro um lugar para um curso de web design pois, nunca se sabe o dia de amanhã...

E o primeiro que disser que, na idade que eu estou, ainda gostar de ler gibi, assistir desenho animado e ainda encarar show e vibrar como se ainda tivesse vinte anos, na verdade, eu ainda tenho vinte anos....

Monday, July 05, 2010

Da Série: Mais pílulas de conversa fiada numa mesa de bar quando todos os assuntos se esgotam...

Os "Samurais Azuis": apesar da pré estréia duvidosa, esforçados até o fim (foto: do blog da Fabiana Yoko - "Yoko e seu mundo multicor")

Apesar de eu não estar acompanhando os jogos da Copa, devido o fator horário (e falta de interesse também), ao menos por algum tempinho vamos ter assunto pra uma conversa fiada no bar - isso porque faz um bom tempo que eu não estou saindo com o pessoal para tomar uma Guiness e comer petisco... Isso porque esta semana seriam as quartas de final...

Que a seleção brasileira não teve seu torneio de sorte, isso ficou duvidoso quando jogaram contra a Coréia do Norte. Goleada, não precisava, mas o rendimento poderia ter sido melhor. Pancadaria com direito até a expulsão do "bom mocinho" Kaká (lembrando que, desde que jogava pelo Tricolor, seria o terceiro cartão vermelho em sua carreira...) no jogo contra a Costa do Marfim e empate sem gols contra Portugal. Ganharam do Chile mas ao enfrentar o famoso Carrossel Laranja que é a Holanda... Bem, veremos em 2014.

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Mais Copa: o desempenho da França e Itália nesta peleja foi tão decepcionante que, obviamente sairia piada interna, mas a mais criativa que vi no twitter foi "Em 2006, França e Itália se encontraram na final... agora, em 2010 novamente se encontrarão: no aeroporto de volta pra casa!"

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Ninguém é 100% perfeito, mas o "frango" do goleiro inglês (o Robert Green) e o gol contra do Felipe Melo, faça o favor... Ah, vão dizer que a seleção japonesa também fez (e por falta de um, foram dois), mas foi antes da Copa. Bem, mas pelo menos os Samurais Azuis chegaram entre os dezesseis melhores, pelo menos...

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Além dos Samurais Azuis terem ido a Africa do Sul totalmente desacreditada até pelos próprios compatriotas (a ponto de vaiarem o time durante uma partida, antes da Copa), outra seleção que muita gente achava que só veio pra ser "saco de pancadas" era a da Nova Zelândia. Ledo engano: os kiwis (como eles são chamados lá, mas não é a fruta, e sim um passarinho sem asas) apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam uma partida sequer, só no empate e marcaram mais pontos que Itália, França e Camarões juntos... Detalhe: os jogadores não vivem de futebol, eles ainda mantém os mesmos empregos, tanto que um deles é bancário e o chefe só soube que ele jogava pela seleção neozelandesa quando o time foi classificado...

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Como disse num artigo anterior, sim, eu torci contra a Argentina, quem me acompanhou no twitter, eu não fui a única. Que o Brasil não foi pras quartas de final, eu estou tentando entender até hoje, como cargas d'água no segundo tempo a seleção me faz gol contra, desperdiça jogada e nem pra manter empate, mas uma coisa que não suporto na seleção argentina é o Maradona. Se ele fosse menos prepotente, mais humilde e mais discreto, ainda a gente tenta digerir, mas nem com doce de leite vai. Quando no sábado peguei o segundo tempo, não acreditei que os alemães estavam com dois tentos de vantagem e ainda vi mais dois. Acho que no twitter nunca vi tanta piada interna em cima dos hermanos, mas também, desta vez a gente pode pôr a culpa em cima do técnico - quem manda entrar de salto alto, com prepotência e ainda pôr Deus no meio, que nada tem a ver com a história?

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Já que muita gente está dizendo que o rolling stone Mick Jagger está dando azar pro time que torce... Há de convir uma coisa: ao menos ter torcido pra Argentina, ao menos teve um mérito. Só não torcendo pro Tricolor caso ele resolva ir assistir no Morumbi, agradeço - que se for pra ir lá, então faça um show de arromba.

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Como se não bastassem as promessas esdruxúlas de Maradona (se a Argentina levasse a taça, correria pelado no Obelisco), da torcedora paraguaia Larissa Riquelme (aquela que aconchegou o celular nos air bags totalmente turbinados e disse que, se o Paraguai levasse a taça, ficaria pelada), agora até o Enrique Iglesias - filho do cantor Julio Iglesias (sabiam que Julio foi goleiro do Real Madrid no final dos anos 50? Pois é...) - declarou que, se a Espanha levar a taça... vai esquiar como veio ao mundo. Isso porque a Espanha está nas quartas de final e encara a Holanda nesta semana...
Uma coisa vão ter de concordar: antes Enrique Iglesias do que o Maradona, né?

Sunday, July 04, 2010

Sobre a Copa 2010...

Uma das coisas que teria que evitar de falar seria sobre a Copa do Mundo de 2010, mas como até no twitter acabei entrando nessa, bem, ninguém sai incólume (nem eu), afinal, trata-se de um evento mundial, que acontece a cada quatro anos, move uma nação inteira e, quem sabe, alguns trocos a mais.

Assistir aos jogos da Seleção Brasileira e da Japonesa nos horários ingratos, só mesmo a base de muita cafeína. Deixa eu explicar porque também estava torcendo pros Samurais Azuis: primeiro, pra quem chegou agora, tudo bem que nasci no Brasil, mas minha família e incluindo aí namorido kinguio, é 100% descendente nipônico, então, nada mais justo torcer pela seleção japonesa, só que se enfrentasse o Brasil caso chegasse nas oitavas ou nas quartas de final (como aconteceu em 2006)...

E também outra: o time comandado por Okada chegou tão desacreditada, mas tão desacreditada, que se ganhasse apenas um jogo na primeira fase seria lucro. Eu entendo que o forte dos japoneses sempre foi o beisebol (jogo que até hoje nunca entendi, mas um dia preciso assistir para tentar entender), mas convenhamos: até que ficar entre os dezesseis foi melhor do que nem ter saído da primeira fase. Ou nem ter vindo pro evento.

Confesso que jogos do Brasil eu assisti a três jogos: o inteiro contra a Costa do Marfim (só meu organismo sabe como aguentei ficar acordada a madrugada toda), o segundo tempo contra Portugal e segundo tempo contra a Holanda. Porque contra o Chile que foi no dia 28 de junho, tá que eu conseguiria ficar acordada a madrugada toda sabendo que no dia seguinte teria que encarar o trabalho.

Depois de ontem, dia 2 de julho, eu já previa: se o Brasil não for pras quartas de final, metade de um país vai descer o malho no técnico, nos jogadores, na comissão, na organização, nos juízes, na formiga que passeava no gramado e por aí vai. Vai ter seleção suspensa, técnico pedindo as contas ou sendo convidado a se retirar, jogador se aposentando, outros tentando se empenhar pra daqui a quatro anos... Como já disseram: tudo na vida tem que saber ganhar, mas também saber perder. Quatro anos passam rápido, e quem sabe o time melhora (ou piora de vez), ainda mais que vai ser na casa.

Espero que a seleção tenha aprendido mais uma lição e que os torcedores, pelo amor de nossos ouvidos, não resolvam trazer na bagagem a chamada poluição sonora e detonador de ouvidos vuvuzela. Nem show de rock tem tanta potência assim. Pior que a vuvuzela, seria tiroteio, em matéria de decibéis... e também em matéria de danos, principalmente humanos.

Bem, como muita gente diria: a vida continua, seguiremos em frente. E a final será daqui a uma semana.

Update: Antes que me espanquem, explicando porque eu também estava torcendo contra a Argentina nesta Copa. Nada contra os argentinos, tanto que eu gosto dos alfajores, do doce de leite, de Quino (autor de Mafalda) e Liniers (Macanudo, que está na barra de atualizações), mas não suporto tamanho convencimento por parte do técnico deles. Que não gosta da seleção brasileira, tudo bem, não se agrada a todos, mas a ponto de insultar, pisar em cima, rebaixar e outros atos mais... Também, bem feito: quis cantar de galo antes da hora, acabou levando quatro gols dos germânicos sem direito a um gol de honra...

Thursday, July 01, 2010

Tem Uma Floresta no Apartamento

Ou: Meus vizinhos são O terror - Parte 3 e espero parar por aqui!


Pra quem riu das situações constrangedoras na primeira parte, e quem se revoltou na segunda, esta agora, vai ter muito ecologicamente correto que vai querer me botar num processador e me transformar em adubo orgânico, mas só vendo as fotos pra tentar entender o drama que eu vou contar. Depois vocês pensam se me transformam em adubo ou me põe pra assar embalada em papel alúminio espetada num rolete, vocês decidem (e não estou desenterrando programa da "Grobo").

Quem já leu alguns artigos meus, sabem que eu e namorido gostamos de flores. Tanto que confessamos: exageramos na quantidade de tulipas que plantamos e agora ficaram um monte de vasos vazios esperando novas flores, o que estou vendo o quê plantar, mas sem exagero. E olha que nosso terraço não é tão espaçoso para tanta flor assim. Já plantamos amor perfeito, julian, tulipas, maria sem vergonha... Folhagens, bem, nunca tentamos, mas porque nunca encontramos alguma que pudesse dar menos trabalho.
Julian, ciclamen e algumas plantas não identificadas, no terracinho do nosso apertamento, em 2004, quando a gente ainda tinha meio que paciência pra plantar (somos assim: ou a gente planta e segue adiante, pois se é pra plantar e deixar a "seja lá o que Deus quiser", então a gente nem planta)

Só que, de três anos e tanto pra cá, no andar de baixo, mais exatamente na ponta, temos uma vizinha que com o tempo virou a maior dor de cabeça da gente. E talvez do vizinho ao lado. Se não fosse o fato da distinta senhora entupir a varanda, a entrada da casa e até o canteiro de flores, folhagens e uma pequena árvore que sei lá eu se é uma, parece mais um monte de galhos secos espetados na terra, não estaria escrevendo este texto.
As inocentes tulipas da varanda do nosso apertamento, na primavera deste ano. Abaixo, o jardim bem cuidado do prédio vizinho. Lembram do episódio do pacote de tulipas sortidas que na verdade de sortida não tinha nada? Então...

Olha, como eu disse: nós gostamos de flores, mas para deixar a ponto de uma mini floresta, seria melhor alugar uma casa com um canteirinho que ficariam todos felizes. E muito espaço pra plantar flores e quem sabe, um canteiro de tomates (parece que essa fruta está virando sucesso do momento). Mas não parece que a distinta senhora do 101 pensou (é que nunca soubemos o nome dela, portanto entre eu e o namorido a gente fala "a mulher do 101", como talvez muita gente deve referir da gente como "o casal maluco da BMW preta que mora no andar de cima").

Não estou exagerando, pessoal, até tive que fotografar para provar até pr'um funcionário da imobiliária sobre o exagero que a senhora do 101 fez. Eu sei que, cada um é dono do seu cantinho, mas se o cantinho pode trazer perigo ao vizinho, melhor prevenir do que remediar. Ou antes que seja tarde demais. O problema da senhora do 101 é que, além de manter a selva no apartamento dela, não satisfeita alugou o apartamento do prédio em frente ao nosso para entupir mais plantas e adubo e ainda por cima não cuida direito de ambos os lados, o que criou mais matagal, ervas daninhas e tudo o que imaginar.
A floresta da vizinha do 101 (andar térreo do prédio, da vista da vaga onde deixamos nosso carro). Detalhe: o terreno NAO é de concreto, é de terra batida com pedriscos para reter a água quando chove.

Antes, nem mosquito vinha em casa. Agora, nem posso deixar a janela aberta por muito tempo para arejar a casa, senão o risco de entrarem alguns bichinhos incômodos, como mosquitos, pernilongos e até aranhas é enorme. Se descuidar, bem provável aparecer uma cobra por esses lados. Pior que quando anoitece, nem pensar em abrir a janela. O que também dificilmente, quando não raro, era aparecer algum gato SRD (sem raça definida, como o pessoal diz) no local. Agora, quase toda noite, quando volto pra casa, encontro um que corre em disparada no meio do matagal. Da senhora do 101.

Além de entupir a varanda de vasos de tudo o que folhagem, no grade da varanda ela colocou mais vasos suspensos e ainda em cima da grade meia dúzia de vasos, o que pra nós virou uma dor de cabeça enorme. Explicando: a varanda dela, fica bem na direção do estacionamento, justamente onde fica a vaga do nosso carro!!! O que significa que, cedo ou tarde, um vaso poderia cair bem cima do porta malas do nosso carro, e nosso seguro nem cobre esse tipo de acidente. Alguém iria acreditar de um carro amassado por um vaso ter caído em cima?
Estou brincando? Nosso carro (que deixamos de frente, pois se deixar de ré, o perigo do vaso de cima (não o pendurado) cair no porta-malas é grande) comprado com grande custo e muita dor de cabeça. Detalhe: onde está o vaso bem ao alto, antes era um bem maior, bem mais pesado e bem mais perigoso, que foi retirado devido ao nosso vizinho japonês que foi bem mais radical que a gente e despachou o vaso pra nem sei onde. Ah, sim: ao lado a grade verde que falarei a seguir, onde a vizinha do 101 costuma tirar o pó dos futons e tapetes e deixar a poeira no nosso carro...

E olha que várias vezes fui falar com a senhora do 101 que os vasos um dia vão cair no carro e vai ser um prejuízo enorme, fora a dor de cabeça. E a dita senhora falava "uma hora eu tiro", "não tem perigo" e por aí vai. Eu é que não ia mudar de lugar sendo que estamos no apartamento e a vaga do carro há muito mais tempo que ela.

Sabe dia de tufão? Foi numa noite destas em que, no meio da madrugada, a gente acordou com o barulho do vento - e olha que a gente dificilmente acorda com algum barulho - e namorido foi correndo tirar o carro do estacionamento pois sabíamos que "aí vem m#$%@". Nossa sorte foi que, naquela época, as vagas da frente estavam vazias e até a época dos tufões passar deixamos provisoriamente na vaga da frente.

No dia seguinte, coincidentemente foi minha folga e do namorido, e fomos ver o resultado: onde estava nosso carro, um monte de vasos quebrados. Obviamente chamei a senhora do 101 e mostrei o estrago que aconteceria com o carro se namorido não tivesse tirado no meio da noite. Ela não falou nada e eu e namorido, os dois com a cara de que, se falasse alguma coisa, iriamos estourar naquela hora mesmo. Mais coincidência ainda, um dos funcionários do escritório da imobiliária onde alugamos o apertamento, apareceu e fui explicar tudo o ocorrido e mostrando "a cena do desastre". E olha que o coitado do funcionário só veio para deixar os panfletos informativos. Mas paciência também tem limite, oras!

Por um tempo, ela não manteve nenhum vaso em cima da grade, porém de uns dias pra cá, ela voltou a colocar mais vasos ainda, e será que vou ter que esperar outro tufão pra explicar tudo de novo a mesma novela???

Mais radical ainda, foi o nosso ex-vizinho de estacionamento. Dificilmente ele saía com o carro (ele possuia uma Mercedes conversível), mas no dia do tufão, ele teve que tirar a cobertura do carro e deixar na vaga da frente pelo mesmo motivo que a gente. Ele contou depois para o namorido que, naquela noite, no meio do vento e da chuva, ele pegou o vaso enorme da senhora do 101, pegou o carro e levou para bem longe. O vaso. O motivo? Risco do dito cujo também cair no carro dele, da mesma forma que o nosso.

Detalhe: nosso ex-vizinho era japonês...
Os vasos da vizinha do 101 no estacionamento onde costumamos deixar nosso carro...

Como ainda não bastasse, toda vez que namorido lavava o carro, a senhora do 101 tinha o favor de estender os futons, cobertores e tapetes na cerca que divide o terreno do nosso prédio com o do vizinho e bater para tirar a poeira. O que tem a ver? A vaga onde deixamos nosso carro fica perto desta cerca... E quando a gente ia sair, o carro todo empoeirado, pra desgosto do namorido, que perde quase duas horas para lavar e secar o carro. Quando chove, até a gente engole, mas lavar o carro e depois a senhora do 101 encher de poeira, isso ninguém merece...

Se um dia um de nossos vizinhos do andar de baixo (e de cima também) encontrar uma cobra no apertamento, a gente sabe de quem vai ser a culpa...

Vista do corredor do andar de baixo do prédio (moramos no andar de cima). Todos os vasos presentes na foto, são todos da vizinha do 101. E detalhe: no contrato que eu assinei ao mudar para este prédio, lembro-me claramente que não era permitido colocar vasos, ou qualquer objeto no corredor para evitar obstrução de passagem de moradores e visitantes, pois em caso de emergência, pode sair pior do que o incêndio ou terremoto...