Sunday, August 29, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: TUBE - TUBEst II


Postagem Especial de Verão: Adeus Shonan meu amor o caramba!!

Eu deveria ter postado em sequência, mas devido a alguns incidentes, bem, deixa pra lá, vamos que ainda o verão não acabou, está fazendo pra mais de trinta graus - à sombra - e nem mesmo o tempo fechado que fez na sexta, dia 27, ajudou a refrescar um pouquinho (se bem que o ser humano é sempre insatisfeito: chegando o inverno aqui, pode esperar que vai ter um post meu falando que "saudades do calorzinho de junho").

Como muita gente sabe, nós moramos num lugar até que privilegiado: meia hora de carro e estamos em Enoshima, região litorânea de Kanagawa. Determinados trechos, ficam lotados de banhistas. Ou surfistas. Ou os dois juntos. Conheço gente que não gosta das praias daqui do Japão, principalmente na área Shonan-Sagami devido a areia ser escura. Bem, não se pode agradar ninguém.

Voltando: num artigo que mencionei os dois artistas cujas músicas falam de sol, mar e amor, tiveram a região de Shonan como inspiração. No mundo j-pop, costumam dizer que "Yuzo Kayama foi o precursor do Shonan Sound e seus discípulos diretos são Southern All Stars e TUBE", devido ao tema de suas músicas.
Da esquerda pra direita: Hideyuki Kakuno, Nobuteru Maeda, Ryoji Matsumoto e Michiya Haruhata.
Um dos grupos mais populares que surgiu no fim dos anos 80, mas teve seu auge nos anos 90 inteirinho, é o quarteto TUBE. Formado em 1985 por Nobuteru Maeda (vocal), Michiya Haruhata (guitarra), Hideyuki Kakuno (baixo) e Ryoji Matsumoto (bateria), o grupo, apesar de ter muitas músicas inspiradas em sol, mar e amor de verão, nasceu na região central de Kanagawa (Maeda é de Atsugi, Haruhata é de Machida (Tóquio), Kakuno e Matsumo são de Zama (onde fica uma das bases americanas)).

Suas músicas abordam o tema praia, sol e amor de verão, tal como o Southern All Stars, com músicas dançantes e passando por baladas. E tendo o litoral de Enoshima como fonte de inspiração. (E o primeiro que falar que Keisuke Kuwata e Nobuteru Maeda parecem terem saído durante o nascimento, diria que precisará ir ao oftalmologista urgente...)

Em 25 anos de carreira, o grupo continua na ativa. Não parece, mas recentemente fizeram um baita dum show na praia de Enoshima (com a participação do apresentador da Nippon TV e agora está na Fuji TV com um programa jornalístico junto com a carismática Christel Takigawa, o Seiji Miyane) e neste mês de agosto, lotou o Yokohama Stadium (que fica logo na saída da estação de Kannai, linha Keihin-Tohoku da Japan Railway). Posso estar bem enganada, mas de alguns anos pra cá, o grupo raramente aparece em programas de música, como na década de 90, que eles eram figuras carimbadas no "Music Station", "Countdown TV" e por aí vai. Melhor dizendo: estou precisando assistir a mais programas do gênero, mas o horário de meu trabalho não contribui. Em partes.

Se ano que vem, no verão, o Tube fizer show em Enoshima ou no Yokohama Stadium, podem escrever: namorido kinguio vai. (Este ano não deu: tinha que comprar antecipado e como sempre, fiquei sabendo em cima da hora).

Apesar de 25 anos de carreira, 51 singles, 32 álbuns originais, 3 coletâneas e 2 de baladas, vou abordar a fase da década de 90, que foi o auge do grupo, com músicas de verão, baladas, e que puseram o grupo no status de "uma das melhores bandas de verão".

A coletânea "TUBEst II", é a sequência da série das melhores de verão, durante os singles lançados entre 1990 a 1995 ( o álbum saiu em 1996). Até hoje, o grupo tem que incluir quase todas as músicas desta fase, senão o pessoal invade o palco e fazem cantar na marra (seria a mesmo que, show dos Beatles não poderia faltar "Twist and Shout", Rolling Stones com "I Can't Get No Satisfaction", Masaharu Fukuyama com "Sakurazaka"...). Também pudera: as músicas possuem um ritmo que ninguém fica parado, mesmo nas baladas.

Quase todas as músicas falam de verão, a baía de Shonan (Kanagawa), festivais e - claro - romance. Ideal para dançar e se apaixonar.

"Ah, Natsuyasumi", "Natsudane", "Natsudakishimete", "Yuzurenai Natsu" só para terem noção do quanto eles adoram a estação do ano mais quente que já senti até hoje. ( "natsu" - 夏 - significa verão). E falando de verão, sobre praia (especificamente em Kanagawa...) como "Shonan My Love" e "Shonan Bon-Odori". E baladas, como "Melodies and Memories". Sem falar influência latina como "Koishite Mucho!"

O quarteto já participou duas vezes no famoso Kouhaku Utagassen - em 1993 e em 1998 (na verdade, conheci o grupo neste ano com "Kitto Dokokade").

Recentemente, o grupo apareceu no especial "Music Lovers" (programa da Nippon TV, que passa no final da noite de domingo), no "Bokura no Ongaku" (programa da Fuji TV, que passa nas noites de sexta-feira) e até participação especial no programa de segunda (na época do lançamento de "Paradiso", em 2008, incluindo "Season in the Sun", "Ah, Natsuyasumi", "Sayonara Yesterday" e uma pequena modificação na letra de "Bang! Bang! Vacance!").

Fotos: via seo gugol.

Perdão o subtítulo meio brusco, mas nunca se despeça desta praia - ano que vem, acaba voltando pra lá mesmo...

Thursday, August 26, 2010

Mais Pílulas de Conversa Fiada, ou Quando os Assuntos se esgotam numa roda de Bar...


Neste verão, haja chá, água, isotônicos, energéticos hipermegaultragelados... (Nota: este gesto aqui no Japão seria o equivalente ao "Ok" do Brasil. Aqui, se fizer sinal com o polegar, tem outra conotação...)

Este ano parece que o verão está mais intenso que nunca: desde manhãzinha, já faz 30 e poucos graus. Imaginem quando chega ao meio-dia, sol escaldante, a ponto de fritar ovo no asfalto. Resultado: muita gente parando no hospital devido ao netsuchuubyou (熱中病) e vários óbitos, variando de faixa etária... Agora, o primeiro lesado que falar que o calor excessivo leva ao óbito, fica um dia no deserto do Saara mesmo tomando líquido e depois me conte. Nem que seja via mesa branca.

E olha que aqui temos tantas opções de se refrescar: desde leques até roupas que refrescam (sim, estou falando sério! Quem está no Japão e quem já esteve aqui, uma das lojas "fast fashion" mais populares - a Uniqlo - tem uma linha própria pra verão, cujo tecido absorve o calor e mantém o corpo em temperatura ambiente...).

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No twitter, li na mensagem retwittada de Gesiane uma indignação de um outro twitteiro a respeito de salário de jogadores de futebol: "com 18 anos, jogador fulano de tal, ganhará o que eu levaria a vida toda para ter". Bem, não preciso dizer mais nada.

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Li recentemente que o consumo excessivo de cerveja - em mulheres - as chances de desenvolver uma doença dermatológica é grande. Principalmente se essas pessoas já possui algum tipo de problema relacionado a psoríase, que seria um tipo de descamação de pele. Estudos mostraram que, o glúten, contido no amido usado para fermentar a cevada, matéria prima da cerveja, estaria associada a essa doença.

Mas isso se ingerir mais do que cinco copos de cerveja por semana...

Mas por outro lado, comer chocolate traz mais benefícios que malefícios. Por anos, a iguaria foi tida como vilã de quem sofre de acne e vive brigando com a balança, hoje ajuda a queimar gorduras, reduzir a diabetes e melhorar o humor e bem estar. Detalhe: recomendam o chocolate amargo (quanto mais cacau, melhor) e a ingestão de 30 gramas por dia, pois a iguaria já é calórica por natureza. Se bem que, qualquer coisa ingerida em excesso faz mal. Inclusive água.

Eu já falei várias vezes (e assumo mesmo) que sou uma tremenda viciada em café. Só no trabalho, eu chego a tomar quatro xícaras - das grandes - do líquido, puro e sem nada nadica de açúcar. As consequências: têm dias que durmo pra lá das duas da matina, acordo às seis e quinze (mas consigo levar o trabalho normal), como é um poderoso diurético, sabem, né? E ainda responsável - segundo meus registros médicos anuais - pela perda de ferro no sangue. O que até então me condenavam por eu tomar tanto da bebida, hoje eu continuo tomando sem peso na consciência ao ler este post da Fernanda Reali (pessoal, leiam os posts dela: muitas dicas de como comer bem de forma simples e muitas dicas de utilidades pro lar!).

Entendi: desde bebendo café com moderação...

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Aqui também existem pessoas má intecionadas que aproveitam da situação: receber aposentadoria pelo resto da vida. Mas quando a verdade aparece, as consequências são desastrosas. Como é que tem gente que foi capaz de guardar o corpo da mãe dentro de uma bolsa e até deixar o pai mumificado dentro da própria casa por 30 anos??? Leiam mais no artigo postado por Alexandre, que completa também com a fraude de quererem receber o kodomo teate ou ajuda para quem possui filhos menores de idade.

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Eu sei que vai ser notícia passada demais, mas quem esteve no Japão, já ouviu, ou ainda está aqui, vão se lembrar da cantora Hikaru Utada, que desde adolescente já cantava e compunha. Em 1998-1999 foi sucesso nas paradas daqui, pelas suas músicas dançantes com batidas de rhythm and blues e pelo seu inglês impecável (apesar de ser filha de japoneses, ela nasceu em Nova Iorque). Apesar de ter passado um período em baixa - problemas de saúde, queda nas vendas de seus singles e um casamento fracassado - muita gente pensou que Utada pudesse voltar como no inícío de carreira, mas no início deste mês no seu site oficial, declarou que ano que vem interromperá por um tempo indeterminado sua carreira artística para poder pensar no quê fazer na sua vida pessoal. Segundo ela, quer crescer primeiro como pessoa para depois retomar a carreira musical. Mas até o final do ano, pode ser que venha um outro Best Of...

Por outro lado, depois da cirurgia que retirou um tumor no esôfago, o sempre frontman do Southern All Stars, Keisuke Kuwata, passa muito bem, já teve alta, diz que nada afetou no seu desempenho vocal e não vê a hora de voltar aos palcos e remarcar os shows que cancelou devido a internação. Felizmente, ele foi diagnosticado no estágio inicial e o tumor não se alastrou. Isso porque ele fez um exame de rotina, devido a sua idade (afinal, ele tem mais de 50 anos) e devido ao histórico de câncer na família (ele perdeu a única irmã, vitimada pelo câncer, há dois anos atrás).

Quando ele voltar a velha forma, vai lotar o Nissan Stadium e até Tokyo Dome por dias...
Fotos deste post: via iuchubi (Kimura) e seo gugol (Kuwata).

Wednesday, August 25, 2010

Além do Céu da Noite com Luar de Verão (*)

Ou: Como passar vergonha em uma loja de CDs...

Se existe uma coisa que até hoje não aprendo, é não anotar as descrições de um produto, o endereço de um lugar, alguma coisa que possa lembrar, porque quando chega na hora, fico quebrando a cabeça para lembrar como era. Exemplo clássico em casa é quando alguma lâmpada queima e não anoto as descrições da mesma. Já cheguei a voltar duas vezes porque comprei a medida errada.

Também com isso, já tive meus momentos de "pagação de mico". Quem andar comigo, talvez não tenha uma segunda vez, tamanha a vergonha que poderá passar. Portanto, pensem bem. Exagero? Bem, o que aconteceu comigo muitos anos atrás, felizmente estava sozinha. Ou quase.

Quando morava na vila perdida no meio do arrozal chamada Hikami, quando voltávamos do trabalho, antes de dormir, ficávamos assistindo programas da TV japonesa. Lembrando que, em 1998, internet era sonho meio distante, TV por assinatura só se dividisse em dez pessoas... Foi por aí que comecei o (maldito) vício de assistir doramas japoneses, noticiários, variedades...

Um belo dia, assistindo ao noticiário, durante os comerciais, apareceu um de câmeras fotográficas e ao fundo uma música. Geralmente nos comerciais daqui, aparece o nome da música e quem canta. Pra quê: gostei da música e queria que queria a música. Alternativa: comprar o single, que naquela época, era formato de 8" (pequeno que dava medo de perder). E tá que eu consegui guardar o nome da cantora e da música... ainda mais que estava tuuuuudo em kanji. E eu nem lia direito os kanji...

A única coisa que consegui guardar na cachola foi o produto do comercial (nota: era a câmera da Canon IXY). E fui eu na loja de CDs ( a única da cidade ) pra encontrar o dito cujo single. E na hora só lembrava do comercial e o atendente neca de entender. Falava do comercial e nada. Resultado: tive que cantarolar um trecho do que eu lembrava da música pro atendente. E não é que ele entendeu?

A música? "Natsu no Tsuki" (Lua de Verão) da cantora Anri.

Como toupeirice pouca era bobagem, o segundo episódio quase seguido foi assistindo aos programas musicais, do tipo "top ten". Sabe quando a você ouve a música mas você está fazendo outras coisas e vai ver quem canta depois que terminou? Pois é...

Novamente, fui eu na loja, e como não tinha anotado nome da música e muito menos quem cantava (porque quando passou no "Countdown TV", a tevê estava ligada no quarto e eu estava na cozinha lavando os pratos, alguma coisa parecida, nem lembro, mas eu não estava assistindo, mas ouvindo), na maior cara de pau sem óleo de peroba acabei cantando a primeira frase da música que eu lembrava: "Are kara, bokutachi wa, naniwa shinjetekoretakana..."

Pra quem não sabe, sabia (e vai continuar nem sabendo), era "Yozora no Mukou", do quinteto Smap e olha que estava começando a assistir ao programa semanal deles. Mas nem prestava atenção na parte musical.

E para completar o vexame, o episódio aconteceu na mesma loja da mesma cidade e por azar foi o mesmo atendente da vez anterior. Se era pra amenizar a situação, ao menos fosse um atendente diferente, pô... O vexame só não foi maior porque 1) a loja estava com pouca gente: 2) cantei baixinho e 3) ainda bem que não tinha nenhum conhecido lá dentro, porque, já imaginem no serviço o que sairia de piada interna...

Até hoje, quando vou em lojas de CDs, eu acabo lembrando dos episódios. E pior: quase nunca anoto os dados do que preciso, aí chega na hora, tenho que pensar dez vezes antes de tentar mostrar meus dotes vocais em uma loja quase cheia de gente e ter que ouvir sem pedir.

Da próxima, tentarei ao menos anotar o nome de quem canta, pois o resto é lucro...

(*) Tradução ao pé da letra para "Yozora no Mukou" e "Natsu no Tsuki"...

Fotos: arquivo pessoal da autora, que possui esses singles.

Tuesday, August 24, 2010

Novo Visual...

Mas o conteúdo variado vai continuar o mesmo!

Já fazia algum tempo que estava pensando em mudar o visual deste sítio, pois achava que aquele template estava ficando enjoativo. Gosto de visual simples, mas parecia que estava meio sem sal, murchinho...

Comecei primeiro pelo upgrade  do título do sítio. Como muita gente conhece como "Yokohama", acabei mantendo e "apenas" acrescentei um subtítulo. Empório, como já expliquei, seria aqueles estabelecimentos do interior em que se vende de tudo um pouco. Estava meio em desuso, mas parece que depois que Giorgio Armani meio que ressuscitou o termo...

Com o tempo, fui procurando vários templates em diversos sites, até que encontrasse um que pudesse dar um pouco mais de alegria, ainda mais depois de uma série de incidentes que me ocorreram (chega, né?).

Eis o produto final, mas sempre uma melhoria aqui, outra ali...

Uma das mudanças, além do template foi a inclusão de um menu que facilitará a vida de quem navega. Quem havia sentido falta dos outros sites a serem visitados, estão no "Visite também!" e quem queria saber um pouco mais de mim, está no "A Autora".

Calma que aos poucos vou ajeitando aqui...

A autora avisa que amanhã vai ter postagem nova!

Monday, August 23, 2010

Zatsugakou - Ou: Tudo que você achava que sabia tudo mas sempre acaba aprendendo mais

Devido ao meu horário desregado de trabalho, acabo perdendo a maioria dos programas legais que passam na tevê japonesa. O bom dos programas daqui é que tem um pouco de tudo, variedade é que não falta. Eu sei que vai ter duzentas mil pessoas querendo me esfolar, espancar, colocar num espeto pra assar em rolete pra alimentar metade de uma nação e outras duzentas mil pessoas querendo me ver frita em óleo fervente, mas que posso fazer se onde eu me escondo... ops, onde eu moro, sinal de antena paranóica não pega nem que a vaca tussa? Então vambora assistir o que passa nos canais daqui, uai!

Voltando. Recentemente, ao voltar pra casa (leia-se em Yokohama), sintonizei a tevê para ver o noticiário e navegando nos canais, teve um programa que chamou-me a atenção. Peguei pela metade, mas pelo conteúdo achei muito interessante. Havia muita coisa que eu não sabia. Semelhante ao "Acredite se Quiser".

O programa chama-se Zatsugakou (雑学王), passa as segundas-feiras apos 23:15 horas pela TV Asahi. Apresentado pela dupla de humoristas Bakushoumondai (Hikari Oda e Yuji Tanaka), o programa traz uma série de curiosidades, tanto daqui como do exterior. Seria também um misto de teste de conhecimentos com os convidados do programa.

Alguns exemplos:

1) Por que no Japão, vendem-se bandeja de pudim (ou iogurte ) com três unidades? Por volta da década de 50/60, quando as famílias tinham no máximo dois filhos e o pai era quem trabalhava fora, na hora do lanchinho da tarde, as mães davam iogurte ou pudim para os filhos e acompanhavam também. Como o pai estava no trabalho, então algumas empresas resolveram vender o produto desta forma. Bem, o problema seria quando fossem mais de dois filhos...

2) Sabia que as imobiliárias calculam o tempo/distância do apartamento para a estação através dos passos de uma mulher e usando salto alto? Quem já viu anúncio de imobiliária, sabe do que eu falo: o local da casa/apartamento/escritório fica a tantos minutos andando da estação x do trem/metrô y. Mas como eles calculam esse tempo? Acreditem: baseando nos passos de uma mulher de salto alto. Sei, não, mas acho meio furado esse tipo de cálculo, pois se for basear pelo que ando, de salto alto, de casa até o ponto de ônibus o qual pego o mesmo todo santo dia, levo dez minutos... isso se não tiver que apertar o passo quando o dito cujo se aproxima do ponto!

3) De onde vem o andar rebolando da atriz Marilyn Monroe? Quem prestou atenção nos filmes (antigos) da atriz, ela andava meio rebolando. Mas como ela fazia isso? Simples: um salto era menor que o outro por questão de milímetros...

4) Por que a rede de family restaurants Saizeriya não aceita cartões de crédito? Parece pergunta besta, mas tem explicação: devido ao preço mais em conta de seus pratos, não se vêem vantagens em usar uma operadora de cartões de crédito porque o retorno financeiro será muito baixo.

5) Sabiam que o "crisp sandwich" o sorvete da Haagen-Danz foi desenvolvido a partir da textura igual a das tortillas mexicanas? Para que a casquinha não amolecesse com o sorvete ao comer, a empresa lembrou algo semelhante aos tacos mexicanos - pelo uso de molho e salada e a massa da tortilla, que é rígida, não amolecia mesmo se demorasse a comer.

6) Todo mundo sabe que cerveja a gente compra no supermercado, bares, conveniências, loja de bebidas. Mas no Japão, na era Meiji (1868 a 1912), a cerveja - acreditem - era vendida em... farmácias! Sim, leram bem: em farmácias. Motivo: devido a cerveja possuir vitaminas e nutrientes contidos no aminoacido, a bebida era vendida como se fosse um suprimento energético. (A ressaca ninguém garantia depois...)

O único porém no site oficial é que só aparece as perguntas do último programa, o que faz muita gente querer saber as questões anteriores. O que é uma pena, pois o programa, eu assisto (quando dá), é muito interessante. E vale também pela apresentação da dupla humorística Bakushoumondai, tido como um dos poucos reconhecidos pelo ministério da Cultura daqui.

Uma amostra do programa, traz a participação dos atores Yukie Nakama e Hiroshi Abe, protagonistas do filme "Trick 3", que traz uma questão sobre mágicos na Idade Medieval.

Agora, quem possui o Nintendo DS, pode aumentar seus conhecimentos com o jogo "Zatsugakou".

Aconselha a assistir este programa, dona Piggy? Aconselho e vai ser bom para quem quiser também aprender mais a língua japonesa ouvindo. Sem falar também que terão muitos fatos curiosos daqui e do mundo, o que vale a pena.

Programa: Zatsugaku King ou Zatsugakou (雑学王)
Canal: TV Asahi (canal 10 ou pelo sistema digital, 5)
Apresentadores: Bakushoumondai (Hikaru Ota e Yuji Tanaka) e Yuko Yajima
Horário: toda segunda-feira as 23:15 horas.

Sunday, August 22, 2010

Mais presentes e algumas aquisições...

Demorando pra postar aqui, depois de uma sucessão de incidentes, mas vamos indo.

Apesar que, semana retrasada- dependendo da firma onde trabalham - foi o feriado de obon ou Finados aqui no Japão. Não é feriado nacional, como disse, dependendo da empresa pode começar logo na segunda semana de agosto, tido como a semana mais quente aqui. Mas não é feriado porque muito estabelecimento funciona normalmente, como correios, bancos e repartições públicas.

Muita gente aproveita também as férias escolares dos filhos e põe todo mundo pra viagem para a terra natal, pois muitos japoneses vieram de inúmeras partes do Japão para trabalhar em outras cidades e até fixar moradia. Daí quando tem um feriado longo como este que passou, aproveitam mesmo. Daí explica-se congestionamentos onde tudo o que seria lugar.

Não, eu não sequer viajei neste feriado não oficial. Uma série de contratempos nos impediram de tirar uns dias de férias, inclui aí a autora trabalhando direto... (Mas não quer dizer que estou ganhando horrores...)

Mudando de água pra vinagre.

Mesmo meu aniversário já tendo passado, ainda recentemente ganhei alguns presentes e também me auto presenteei, afinal, quem não gosta de auto presentear?

Da minha amiga e vizinha (de distrito) Elisa, ganhei um par de brincos e dois pingentes feitos à mão por ela mesma! E acondicionados em uma linda caixinha forrada e decorada também por ela. Eu digo: ela possui mãos de fada - feito com capricho e com criatividade. Quem tem dom para trabalhos manuais, qualquer coisa vira arte bem feita!
Pingentes de dois tamanhos, um par de brincos e a caixinha: tudo feito à mão! Pessoas criativas, talentosas e amorosas como a Elisa, tudo fica liiiiiiiiiindo!!!
Caixinha feita e forrada pela Elisa, que acondiciona perfeitamente os acessórios! Ela deu-me as dicas de como uma caixa esquecida pode alegrar e ser útil pro seu lar!
Minha ex-professora de japonês, volta e meia envia-me e-mail perguntando o que ando fazendo. Bem, como ela sabe um pouco das minhas preferências musicais, devido às nossas conversas informais no tempo que eu frequentava as aulas em Kaisei-machi, eis a surpresa que tive no dia 3 de agosto a noite:
Não, ninguém viu errado: os três singles trazem a mesma faixa principal, o que varia são as faixas-bonus, o DVD e... a numeração para participar do sorteio pro backstage (o que infelizmente não tive sorte...)

Acho que por isso que ela tinha enviado e-mail para mim avisando: "não compre os singles "This is Love" do Smap hoje"... Apesar de serem da mesma música, o interessante eram os "algo mais" que vinham em cada um deles. Primeiro, o número que aparece depois da letra, seria para um sorteio que teve dia 16 agora para ser um dos 50 felizardos(as) a um ingresso gratuito no show do dia 15 de setembro (o qual completaria em 20 anos de carreira um público de 10 milhões de espectadores), o qual infelizmente não ganhei. Segundo, no CD pink vem o DVD com o vídeo do making of  do comercial da SoftBank (campanha de verão) com a música "Love and Peace Inside?" e no CD branco vem o DVD com o vídeo de "This Is Love" mostrando os bastidores do programa.

Namorido tarda mas não falha: ganhei o single do quarenton mais multiuso da tevê e música japonesa Masaharu Fukuyama, que é tema de novela de sábado ("Mioka"), tema de comercial da Toshiba e também da cerveja Asahi. Calma, não é a mesma música pros três produtos... Mas seo Masaharu continua talentoso como sempre (tirando aquela permanente devido a novela de domingo da NHK, mas novela é novela, e é duro ser gostoso bonitão), mas será que ele fará show final do ano no Pacifico Yokohama ou estará no Kouhaku Utagassen este ano?

Edição especial: o single de "Hotaru" traz também versão em piano das músicas "Hotaru" e "Shounen" e um booklet com fotos dele em Nagasaki, fotos muito bonitas, com o céu bem límpido...

Depois namorido fica me torrando porque seria Deus no Céu e Masaharu no palco (isso quando ele não troca o Masaharu por Takuya Kimura, sendo que o Kimura não é o meu favorito)...

Mas como uma vez disse, que namorido é ruim pra escolher presente, não é exagero. Ele sempre diz que "se é pra comprar errado, melhor dar o dinheiro e comprar o que você quer". Sei que muitos vão dizer "ah, mas que coisa sem graça", "melhor ser de surpresa" ou o complemento: "mas, caramba - que namorido nada romântico você convive hein?" mas como há onze anos que ele me atura, pra que estragar? Que ele acerta algumas coisas, eu sei, como o single do seo Masaharu, por exemplo.
Em cima: o já resenhado "Smap 015: Drink! Smap!" e abaixo, o "Made In Japan", tive que abrir desta forma por causa do design feito pela agência de Kazuya Sato, da agência Samurai, mas o poster que vem junto com as letras no verso, traz a capa completa.

Como ele me ajuda nas despesas de casa, ele dá uma parte a mais para meus gastos pessoais, o que na verdade eu guardo para emergências uma parte e outra eu acabo comprando ou revistas ou mangás ou CDs na Book-Off. Bem, com o dinheiro que namorido deu pra mim, o resto que separo acabei comprando "Smap 015 - Drink! Smap!" e "Smap 016 - Made In Japan". O primeiro, que virou resenha da "Discoteca Básica", eu tinha. Digo "tinha" porque o CD em si quebrou ao meio quando fui tirar da disqueteira do carro... O segundo, traz a versão da conhecida "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana" em versão acústica, e dando início a "álbum duplo" - o CD numero dois traz além da versão dita, as músicas solo dos cinco (na minha opinião, do CD numero dois valem a pena "Thousand Nights", do Inagaki e "La La La Shall We Tap?", do Kusanagi).

Eu cheguei a falar que, às vezes quando compro alguma coisa eu peço pra presente? Mesmo sendo pra mim mesma? Oras, quem não gosta de vez em quando se autopresentear? Ainda mais quando o fator roupa bonita + eu adorei + liquidação + dia que recebi o pagamento = autopresente! Pois sim, semana passada fui no Quarter Bayside (Yokohama, ao lado da loja de departamentos Sogo) e na loja da Levi's vi uma camiseta simples mas fofinha. Ainda mais liquidação de verão em pleno verão (vai entender).
Gostei da estampa: "Felicidade é: siga seu coração". Os detalhes em vermelho, são bordados.

Detalhe: não foi pela marca, mas pelo caimento da peça. Aliás, neste verão, pra trabalhar, uso muita camiseta de cores neutras quase sem estampas (quem me conhece, sabe que a maioria das minhas camisetas ou são as basiconas da Uniqlo ou são as monocromáticas com a flor símbolo da Mary Quant), mas vez ou outra tem uma corzinha...

What's up doc? Afinal, quem não gosta de ganhar presentes e quem não gosta de autopresentear? Têm horas que a gente merece, né?

Nota: a autora esclarece o motivo de porque em pleno domingo estar postando. Quem é mulher, sabe muito bem os dias em que se sair de casa, vá direto ao primeiro toalete que encontrar e dentro da bolsa munida de um pacote de tamanho noturno. Bem, é o que estou passando justamente nestes meus dois dias de folga...

Fotos: do furoshiki, via seo gugol; dos demais, fotografados pela própria autora, usando uma echarpe que comprou em uma liquidação nem lembra mais quando (a marca ela lembra: Rebecca Taylor).

Saturday, August 21, 2010

Desafio: Os Sete Itens da Moda que Eu Não teria Coragem de Usar...

Do meme do ilustríssimo Alexandre, do blog "Lost In Japan"!

Obrigada de coração mesmo, amigos leitores, pelos comentários de apoio dos dois últimos posts desta semana. Felizmente eu e namorido tivemos várias mensagens e recados de apoio positivo, inclusive de nossos pais quando contamos do episódio. Espero que ninguém passe pelo o que passamos. Quanto às críticas que recebemos, entrou pela uma porta e saiu por outra, obrigada.

Chega de falar de desgraças, vamos rir um pouco. Melhor dizendo: rir bastante!

Eu sei que vocês adoraram o episódio do lámen de pimenta vermelha, afinal, pimenta nos olhos dos outros é sanduíche, mas espero que ninguém de vocês sofram o que eu sofri pra comer aquilo. Além da queimação geral do corpo, os efeitos colaterais foram desastrosos.

Recentemente, lendo o post do ilustríssimo Alexandre, do "Lost In Japan", sobre a "Esquadrão da Moda", rachei-me de rir. Acabei por lembrar da moda tosca que vivi alguns pares de anos atrás. Algo que na época usamos e hoje temos vontade de queimar as fotos que aparecemos usando essas roupas, ostentando certos penteados, mas o que vai adiantar se vão ficar eternamente impregnados na nossa memória...

Aqui no Japão, uma das poucas vantagens de usar o que der na telha em matéria de vestuário, é que "quanto mais ridículo ninguém er... repara", mas cá entre nós, existem roupas que vão do clássico, ao simples e beirando ao rídiculo, a ponto de pensar se realmente a pessoa se olha no espelho antes de sair...

Regrinhas:
1- Listar 7 coisas que você não tem coragem de usar mesmo que esteja na moda ( ou não ) por achar brega ou achar quer não combina com você , não importa o motivo.
De preferência postar foto de cada item ( não é regra ) .
2- Descrever o motivo porque não usaria cada item .
3- Passar a brincadeira a diante no seu blog .

Preparem-se que as fotos poderão chocar, assustar, até mesmo inspirar para um próximo carnaval no salão ou baile do ridículo da faculdade... Mas também vou explicar o porquê de eu não ter coragem de usar...

1 - Sapato (ou sandália ) plataforma com salto de acrílico:

Uma vez comentei num post perdido aqui que talvez eu tenha complexo de ser baixinha (tenho 1,56 metro) e 90% dos meus sapatos são de salto que variam de quatro a dez centímetros de altura. Mas, se um dia eu aparecer com um sapato ou sandália plataforma com salto de acrílico ou eu surtei de vez ou estou querendo ir num programa de variedades para imitar a Haruna Ai (bem, essa tem envergadura para usar algo assim) ou fazer um arbeit (servicinho temporário) numa casa de entretenimento adulto se é que me entenderam. Sandália de salto anabela eu tenho, mas é tão discreto que nem chama a atenção (ainda bem), mas esse tipo de sandália, por favor...
Tem que ter muita coragem como a (ou o, tanto faz) Haruna Ai pra usar uma sandália dessas...

2 - Wire turbant ou arquinho (ou tiara) de orelhas de coelho:

Como sou do interior de São Paulo, esse acessório que as mulheres (e alguns homens, inclui aí até meu irmão caçula nos tempos de Mestrado) usam para prender os cabelos, chama-se arquinho. Pessoal da cidade grande já diz tiara, o que pro pessoal do interior seria o que as noivas usam no cabelo pra prender o véu. Que seja, mas aqui temos acessórios de mais variados temas para enfeitar nossas lindas madeixas. Ou piorar mais do que já fica.

Um belo dia desses de folga, fui em uma loja de departamentos para ver as novidades e vejo na parte de acessórios para cabelos, um pano compriiiiiiido e achei que fosse um lenço para amarrar os cabelos ou fazer de arquinho, mas quando vi uma menina experimentando, pensei: a Páscoa chegou e eu nem sabia?!

Um acessório que ainda estou vendo na cabeça de muita gente - o "wire turbant" ou "turbante de arame" ou "usagimimi" ou "orelhas de coelho". Apenas um arame flexível envolto em tecido. Basta passar por trás dos cabelos e amarrar em cima. Parecendo o coelho Pernalonga.
Como virar uma coelhinha - não da Playboy - em alguns segundos com opção de cor e padronagem...

Quando vi esse acessório, pensei em comprar para usar de outra forma, sei lá, como arquinho mas baixando as "orelhas", invertendo pra esconder as orelhas... digo, o laço por baixo do cabelo. Se eu andasse como mostra a foto acima, das duas uma: iriam me perguntar "cadê meu ovo de Páscoa?" ou diriam: "se andar com uma cenoura e comer a mesma de lado, e falar 'O que que há velhinho', diria que seria o Coelho Pernalonga".
Felizmente esta modelo literalmente usou a cabeça: usar o wire turbant como substituto de elástico de cabelo.

3 - Calça de Cós Baixo:

Daquelas que sei lá como conseguiu entrar nela e se abaixar enxerga o cofrinho. Não recomendado para quem está acima do peso, tudo sobrando e faltando desconfiômetro. O dia que alguém me ver assim, podem me internar num sanatório, porque usar calça faltando dois dedos pra enxergar a Floresta Amazônica, o cofre do Banco Mundial e ainda sandália plataforma de acrílico e com um sutiã branco que mais aparece que segura, nem frequentadora de baile funk encara.

Motivo porque eu teria vergonha de usar uma roupa destas: pra quem está cinco quilos acima do peso ideal, não precisa explicar mais nada.

4 - Sandália-bota:

Os designers que me perdoem, mas ao criarem este tipo de sandália ou bota, ficaram na dúvida e fizeram o dois em um: uma sandália-bota. Pergunta: que roupa combina com esse tipo de calçado? Como não se bastassem, a moda agora é a sandália estilo dos gladiadores. Quem assistiu a filmes estilo "Ben Hur" ou "300 de Esparta", vai entender. Só faltava dizerem que pra combinar seria toga, escudo de ferro e lanças...


Acho que os designers devem ter assistido demais aqueles filmes de gladiadores - desde o clássico "Ben-Hur" até a megaprodução "300"...

5 - Ser Cobaia em Experimentos Capilares: O que macula minha adolescência foi o fato de eu ter feito de tudo um pouco no meu cabelo, que era liso feito quiabo. Hoje, em certos dias, eu tenho que andar com ele preso, senão ele escapa. Sim, eu deixei que fizessem permanente nos meus cabelos por uns dois anos. Pensei que ficaria com aqueles cachos soltos, ajeitados... Ledo engano!!!

Meu cabelo ficava parecendo como se tivesse levado uma descarga elétrica de mil volts! E quanto mais tentava consertar, pior ficava. Felizmente cabelo cresce, mas infelizmente cometi o erro por mais três vezes seguidas em dois anos. Envelhecia 50 anos com essa permanente de quinta idade.

Resolvi assumir de vez minhas raízes e deixar o cabelo liso. Cortava a franja reta e atrás arredondado. Simples, fácil de manter e se quiser variar, bastariam os acessórios, como arquinhos, ramonas, presilhas e fitas. Desculpe, ramona, pra quem não sabe, seria grampo pra prender cabelos...

Aqui, o máximo que fiz foi alisamento. Straight perm ou permanente direta, ao pé da letra. Mas além de durar até seu cabelo crescer era e continua sendo caro pra caramba. Nem posso ter ao luxo de fazer isso, se bem que fiz uma vez só. Fiquei com o cabelo com aspecto de ter sido lambido e passado a ferro. No mais, hoje meu corte é feito pra diminuir o volume. Ah, sim: eu assumo que a cada dois meses tenho que retocar as madeixas...

Agora, permanente propriamente dita, daqueles de deixar o cabelo parecendo o Urso do Cabelo Duro, olha, nem no Masaharu (Fukuyama), Goro-chan (Inagaki) e Matchy (Masahiko Kondo), tá ficando duro de aceitar...

6 - Leggings com "pedaleira" usando sandálias:

Atire a primeira peça de roupa quem nunca usou uma legging em sua vida (pra mulheres). Eu tenho que admitir: eu uso, mas quando uso vestidos até o joelho, com sapatos tipo bailarina. Aqui, é normal. Pra algumas pode ser um terrível atentado fashion mas desde que seja de forma moderada, bom senso... Mas esse tipo de acessório eu uso sem aquele horroroso complemento que seria a pedaleira.

Gente, se existe algo mais aterrorizante que usar uma legging e top a ponto das banhas saírem pra fora, é usar uma legging com pedaleira e com sandália ou escarpim. Se já usar legging normal (é, aquelas pretas bem basiconas, comprada de baciada na última liquidação de queima de estoque) com sandália rasteirinha ou sapatilha o pessoal meio que olha torto...

7 - Laço no cabelo estilo Margarida ou Minnie Mouse:

Definitivamente nãããão dá. Fica ridículo até pra quem tem menos de cinco anos de idade. Quando vi a ex-Morning Musume (quem está no Japão muito muito mas muito tempo mesmo lembra) Nozomi Tsuji paramentando um acessório maior que a cabeça, pensei que se era 1) para captar as ondas intelectuais pra ver se toma tento, porque isso é lá exemplo de ser mãe? e 2) para ver se pega no tranco... Tamanha cabeça de vento, tanto que no funeral da mãe da ex-colega de grupo Maki Goto, foi totalmente maquiada, de vestido curto e um baita dum laço no cabelo, sendo que em velório aqui, tem que ir de cara mais lavada possível, vestido preto até pra baixo dos joelhos e neca de acessório. Se era pra chamar atenção...

Outra que vive com esse laço enorme no cabelo (mas como disse, ela tem envergadura tanto pra usar um sapato plataforma de acrilico) é a já citada Haruna Ai. Bem, no caso dela, é o estilo dela, não tem jeito. Afinal, só de ela aparecer de plumas, sapato de saltão e com esse baita laçarote no meio da cabeça, impossível não rir com ela. Mesmo quando leva um baita dum susto ela vira macho!!!

Eba! Mais gente também encontraram os sete erros da moda! Desde calça santo peito até sandália plataforma de acrílico!! Realmente, tem gosto para tudo mesmo!

Priamelie, do Just a Ride
Nanda, do Vaidosa Ponto Com (a sandalia plataforma foi mera coincidência....)
Angel, do Muito + Glamour

Friday, August 20, 2010

O Resultado

Ou: o que resultou depois da postagem "Maré de Azar".

Quando fiz a postagem de ontem, logo cedo fomos na administradora da imobiliária e eu e namorido perdemos duas horas, paciência e tudo o que sabíamos do nosso parco de conhecimentos em japonês para tentar solucionar o caso de, num espaço de quinze dias terem furado três pneus do nosso carro e um farol de milha no estacionamento do prédio onde moramos. Digo perdemos tudo isso porque saímos de lá com frustação e sensação de que realmente a imobiliária não quer ajudar em nada.

Depois de termos ficado cerca de mais duas horas em Futamatagawa (Yokohama) no Centro de Habilitação (mais conhecido aqui como "Menkyou Center", onde se fazem exames para tirar carteira de motorista) para assistir a palestra quando se renova a carteira de motorista (ninguém mandou tomar multa porque fez uma conversão errada...), fomos novamente à polícia, o mesmo koban que fica perto de casa. Por sorte, falamos com os mesmos policiais que atenderam da primeira vez e imediatamente foram averiguar.

Ficamos na área por mais de duas horas - conversando - para que alguns moradores pudessem ver e saber do incidente e que a polícia já está muito bem a par do assunto. O que eles nos aconselharam seria mesmo tentar filmar o local do incidente para ver se o meliante aparece, o que, sei lá, vai ser meio difícil, já que agora o carro vai ficar temporariamente estacionado.

O que mais nos decepcionou nessa história toda:

1 - O fato da administradora da imobiliária onde alugamos o apartamento não queria assumir nenhuma responsabilidade sobre o ocorrido, sendo que o mesmo ocorreu no estacionamento de onde eles mantém o prédio;

2 - Se mudássemos de apartamento, eles cobrariam como se fosse contrato novo. Mas não estávamos mudando por puro capricho, e sim, por segurança: hoje é o carro; amanhã poderá ser a gente e aí?

3 - Nenhum funcionário da imobiliária se dispôs a ir ver o ocorrido. O máximo que farão é colocar panfletos para os moradores do prédio, aquela história toda. Nem pra instalar uma câmera de segurança foram capazes.

Nota mental 1: não alugar mais por essa imobiliária e tampouco indicar até para o meu pior inimigo.

Nota mental 2: trabalharmos direto, tentar economizar uma boa grana para mudarmos logo. A desconfiança de que realmente deve ter alguém que não gosta da gente e deve estar fazendo de tudo para que saiamos do prédio. Eu sei que faz algum tempo que a gente pensa em mudar, mas não nessas condições.

O que pelo menos foi um alívio para nós foi o fato dos policiais terem ido no local para averiguar e conversar conosco, foram muito educados e ajudaram muito nessa parte de conselhos e que vão novamente registrar a queixa, pois duas vezes em espaço de tempo muito curto, aí alguma coisa já ficou muito mas muito estranha mesmo.

Esperamos que parem por aí mesmo. Que o dano foi material, eu sei que depois a gente recupera, mas como disse Carlos (tabeteimasu): perde-se agora a tranquilidade de poder voltar pra casa, dormir e acordar e não ter acontecido nada durante a noite.

P.S.: Perdão, leitores, pelos dois posts de conteúdo pesado e até em tom de desabafo, mas se estivessem no nosso lugar, entenderiam bem o que passamos. Em breve a autora volta com as novidades lesadas de sempre. 

Thursday, August 19, 2010

Maré de Azar

Eu sei que estou meio relapsa pra caramba em postar aqui, mas para quem não teve a famigerada, concorrida, merecida semana de folga (natsu yasumi ou dependendo de onde trabalhar, obon yasumi, respectivamente "férias de verão" e "finados"), como esta leitoa rosada que posta, só tive tempo pra fazer compras de supermercado. Tá, exagerei.

Não sei o que está acontecendo, pois o famoso "inferno astral" meu e do namorido foi faz tempo. Será que resolveram atrasar tanto assim?! Explico porquê.

Tudo bem, eu sei que vocês vão me dizer "tanto carro pra resolverem trocar na época e logo compraram um ... importado???". Explico e acreditem se quiserem: a concessionária foi a que mais ofereceu de vantagens e facilidades do que empecilhos. Pelo menos três anos e tanto atrás... O que o carro tem a ver com a maré de azar que estamos tendo desde começo do mês?

Semana retrasada, numa quinta-feira de folga minha e namorido kinguio, resolvemos dar uma saída. Afinal, merecíamos, já que semana toda foi de trabalho, trabalho, trabalho e o quanto engolimos de sapos, desaforos, descascamos cada abacaxi e resolvemos pepinos... Só que ao sair do apertamento e descer ao estacionamento, uma desagradável, terrível surpresa:

Dois pneus do nosso carro furados. A cortes de faca, na lateral, sem condições alguma para reparo!!! Obviamente nossa semana foi constituída entre idas na polícia, imobiliária e posto de gasolina. E o prejuízo.

Na imobiliária, mostrei as fotos de onde fica estacionado nosso carro, perguntamos se tem algum problema, se estaria atrapalhando alguém. Se alguém andou reclamando da gente. Como a atendente disse que não tinha problema algum, tanto que fazem oito anos que moramos no mesmo local, o máximo foi ter trocado de carro, disse-me que teria que prestar queixa na polícia, o que tinha feito antes. Se alguém tivesse reclamado da gente, já teriam ligado para mim (afinal, o aluguel está em meu nome), enviado uma carta... Mas como nada disso aconteceu, só registraram a reclamação.

O que achei o fim da picada.

Esta semana, para continuar a maré de azar, no domingo que passou, ao sairmos de manhãzinha para tentar ir à praia... outra surpresa desagradável: quebraram o farol de milha (fog lamp) do lado direito. Quebrar seria exagero, diria que trincou o vidro. Só que com o impacto, a lâmpada foi pras cucuias. Isso porque no mês passado tivemos que pedir na concessionária para trocar o vidro pois em uma de nossas viagens, provavelmente um pedrisco deve ter acertado durante o percurso. Mas não foi pedrisco coisa alguma desta vez...

Nova ida ao koban e à imobiliária. Afinal, no sábado, ao voltarmos pra casa, estava tudo em ordem.

Nessas alturas do campeonato, namorido já estava com a desconfiança de que alguém que não gosta da gente está fazendo esse tipo de maldade. Afinal, pneu não fura sozinho (ainda mais dois) e farol não quebra de uma noite pra outra. Pior é que não podemos ficar acusando todo mundo que mora no terreno do prédio onde moramos, tal como no koban perguntaram se desconfiamos de alguém. Mas provavelmente seria alguém que deve saber nossos hábitos - horário que a gente sai, volta, se saímos ou não nos finais de semana... (O que na verdade, por quesito de segurança, teríamos que mudar o horário de entrada e saída, mas fica difícil, a não ser que eu chegue muito mais tarde)

Na quarta feira que passou, pela manhã, ao sair de casa (tem dias que eu tenho que sair entre sete ou oito da manhã) para jogar o lixo, nem preciso dizer a desagradável surpresa. Sim, agora tiveram a coragem de fazer um baita de um corte lateral no pneu dianteiro. E pra desgosto nosso, o estepe (nossa situação financeira permitiu a troca somente de um) que estava novinho, sem uso!!! Se fomos pro koban de novo? Acertaram.

Sinceramente, em meus doze anos aqui, nunca me aconteceu isso. E oito anos morando no mesmo lugar foi só agora que vai me acontecer uma sequência de incidentes?!

Fomos registrar nova queixa e pediram para ir na imobiliária. Liguei para lá e foi o suficiente para minha paciência acabar de vez. Só me faltou dizer que "não temos nada a ver". Será que pra solucionar o caso, vai ter que acontecer uma tragédia?!

Na verdade, não sabemos mais o que a gente vai fazer ou o que poderá acontecer daqui pra frente? No que até então nem nos preocupávamos em voltar pra casa meio tarde da noite que no dia seguinte tudo estaria em ordem, hoje a gente não consegue dormir direito. Hoje foi o carro. Amanhã será que conseguirei chegar em casa?

Ou a solução mesmo em breve mudar de casa de vez mesmo?

Saturday, August 14, 2010

Quando se aprende da forma mais drástica possível

Na postagem anterior, falei da cidade perdida no meio do arrozal chamada Hikami (atualmente Tamba). Apesar da cidade ser minúscula, cheia de montanhas, arrozais e construções antigas junto com as modernas, cujo trem passa de meia em meia hora pra ir pra "cidade grande", quase tudo fechava por volta das nove da noite, ainda guardo boas lembranças de lá. Tenho algumas ruins, tal como a chuva que despencou de balde na cidade e inundou o apertamento do - então na época - futuro namorido. Mas também tenho algumas engraçadas, o que vou compartilhar com vocês, afinal, todo mundo comete gafes.

Não faziam três meses que estava morando em Hikami, cuja rotina era trabalho-casa devido horário de trabalho durante a semana, e como quase tudo fechava por volta das nove da noite, nem dava para aproveitar, o que restava voltar pra casa, descansar e assistir aos doramas e programas de variedades (lembrando que, em 1998, internet ainda era sonho distante, quanto mais TV a cabo, daí o motivo porque eu assistir mais doramas japoneses) e estudar um pouco - lembrando que, onde eu morava, se tivesse vinte brasileiros era muito, e tinha que me virar para tudo. Do tipo: o pessoal só dava as dicas de onde ficava tal lugar, mas o resto...

Trocando em miúdos, eu teria que me virar nos 30. Ou, melhor "se vira porque você não é quadrado".

Pelo menos, ao fazer compras no supermercado, não fiz as "clássicas confusões" de comprar sal pensando que era açúcar e vice versa; iogurte ao invés de leite; pasta de polimento ao invés de pasta dental e por aí vai. O que talvez eu possa ter feito, mas não me lembro pois faz muito tempo mesmo, era ter comprado amaciante pensando ser sabão líquido para roupas (daí o motivo porque não fazia espuma e minha roupa ficava cheirando a amaciante...).

Apesar de ter estudado cerca de três anos de língua japonesa em um clube nos tempos de faculdade, o meu fraco - até hoje - é conversação. Entender, até que dá pro gasto - de tanto assistir programas de variedades e novelas japonesas, mas na hora de falar, eu fico pensando muito em falar de forma correta, sabem? E naquela época, em 1998, eu só tinha as noções básicas mesmo, o que não me impediu de ter comprado alguns dicionários e alguns livros de "como aprender a língua japonesa" em uma de minhas idas para Osaka.

O que mais me motivou a pegar mais firme nos estudos, foi uma noite em que conta aí três meninas, uma casa de lámen e um menu inteirinho em kanji.

Uma bela noite, depois do trabalho, sabendo que no dia seguinte era sábado de folga, eu e mais duas meninas que trabalhavam juntas e moravam vizinhas do apartamento onde eu morava, resolvemos ir jantar lamen. Sim, o autêntico lámen, feito na hora, diferente dos famosos instantâneos quebra-galho de quem mora sozinho e bate a preguiça de cozinhar. Fomos no Ohsho (王将), que era uma rede de lamen que tem todo o Japão. Lugar pequeno, mas lotado por ser sexta-feira. E fomos as três jantar lamen.

Como eu disse, eu era recém chegada no arquipélago, tentando me virar na língua local. E era a primeira vez que eu ia num estabelecimento destes. Aí pra cometer um monte de gafes, era um pulo só, mas uma que eu fiz valeu por dez delas.

O cardápio era inteirinho escrito em kanji o que me dificultou na hora de saber que raios de ingredientes esses lamens tinham. Poderia até ter de sapo que sei lá, acho que encararia. O que poderia me salvar eram as fotos que continham. Nem precisam adivinhar como foi, né?

Vi a foto de um lamen que me pareceu saboroso. Molho vermelho. Lamen de tomate? Bem, pode ter de tudo, certo? A hora que eu pedi o dito produto, o atendente me olhou com uma cara que não entendi, mas em alguns pares de minutos eis o saboroso, suculento e vermelhíssimo lamen de... tomate. Só que o aroma do caldo não parecia ser de tomate, mas vai saber o quê colocaram a mais, né?

Na hora em que fui comer a primeira bocada do macarrão... Senti algo queimar do esôfago ao estômago, meus lábios começaram a formigar, minha língua parecendo pegar fogo! Imediatamente tomei pelo menos três copos de água cuja jarra estava a disposição na mesa. As duas meninas que estavam comigo estavam assustadas, pois - segundo elas - imeditamente fiquei vermelha feito pimentão. E mesmo assim continuei a tentar comer o resto da iguaria, pois era desperdício não comer e deixar quase tudo. Ainda mais que eu estava na época em que gastar pra comer fora era artigo de luxo.

Depois de uma hora de martírio pra comer tudo aquilo, duas jarras de água e uma garrafa de cerveja (sim, eu apelei pra uma garrafa de um litro e não uma lata pequena), voltamos para casa. Eu, ainda com a língua anestesiada com aquele lamen de que tinha côr de tomate, consistência de tomate, mas necas de gosto de tomate. E completando, estava meio atordoada com a cerveja.

No dia seguinte, contando o episódio para minha colega de trabalho e apartamento, eis que ela disse-me que o lamen que comi não era de tomate, mas de... kimchi e togarashi!!! Pra quem não sabe, kimuchi é da culinária coreana, um molho vermelho, parecendo tomate, mas um pouco mais claro. Mas apimentado demais - pelo menos pra mim. E togarashi é pimenta vermelha. Concentrada. Imagine tudo isso num lamen.

1) As duas meninas que estavam comigo também não sabiam quase nada de japonês, por isso que elas não puderam me alertar do pedido que eu estava fazendo;

2) O cardápio era inteirinho em japonês, em kanji, nem uma tradução em furigana o que me ajudava pelo menos em 20% da situação;

3) Foi a partir daí que passei a estudar ainda mais a língua japonesa inclusive nos intervalos do almoço, comprar alguns mangás e tentar ler através do auxílio dicionário, assistir programas de variedades japoneses e também comecei a ouvir mais j-pop;

4) Mesmo depois deste traumático episódio (desnecessário dizer o efeito colateral do dia seguinte à tragédia, quem come comida muito apimentada sabe muito bem o que acontece), fomos novamente a mesma casa de lamen e a partir daí pedia qualquer um do cardápio, exceto o de kimchi.

Quem pensar "ah, aposto que depois que mudou pra Kanagawa, nunca mais comeu naquela casa de lamen". Muito pelo contrário: perto de onde eu trabalho, tem um Ohsho o qual vez ou outra vou para comer lamen, ou gyouza, pastéis chineses que são a especialidade da casa.

Essa rede de lamen você ainda recomenda, Dona Piggy? Claro. Apesar de algumas lojas da rede parecerem construções antigas, ou muito agitadas ou cheirando a caldo de lamen, o lugar em si é ideal pra quem quiser comer um lamen ou gyouza ou até chahan (pronúncia-se "tcharrã", um arroz temperado contendo ovo mexido, legumes e molho). Já comi vários chahan mas o da rede Ohsho eu achei o mais suculento e o tempero bem agradável.

Para quem quiser saber mais, entre no site oficial de uma das maiores redes de lamen que eu conheci (apesar que devem existir dezenas, mas a mais conhecida é esta), cuja matriz vem de Kyoto: http://www.ohsho.co.jp/, e veja qual o estabelecimento mais próximo da sua casa...

Fotos: via seo gugol pois na época a autora lesada não tinha câmera fotográfica para registrar a tragicomédia...

Wednesday, August 11, 2010

A Cidade Perdida no Meio do Arrozal

Para quem está doze anos morando no arquipélago, até que não mudamos tanto assim de cidade. Por enquanto três cidades e sem previsão de mudar. Talvez somente de apartamento e continuar na cidade de Yokohama - resta saber em qual distrito, já que tem dezoito a escolha do morador e saber as vantagens e desvantagens de cada uma delas (onde eu moro por enquanto está de igual pra igual).

Acho que nunca comentei, mas Yokohama é a terceira cidade que moro desde que estou aqui no Japão. A primeira cidade, logo que cheguei aqui, ficava num lugar o que poderia dizer "a cidade perdida no meio do arrozal" de tão interior que era. Certo que eu queria tranquilidade, mas nem tanto assim a ponto de quase tudo fechar às nove horas da noite.

Hikami, cidade minúscula no meio de Hyogo (sim, a mesma província onde se deu o terremoto de Hanshin-Awaji), era bem típica do interiorzão. E eu que reclamava que no Brasil eu morava numa "vila perdida no meio da cana", fui morar numa "vila perdida no meio do arrozal". Quando você sai da cidade grande e vai pro interior, vai entender o que falo. Fui perceber que Hikami ficava no meio das montanhas quando, o trem [1] que peguei de Osaka para lá, no momento que comecei a ver mato, arrozais e montanhas. Estação onde o trem parava, não dava para ver nada. A cidade ficava onde? Se houvesse cidade.
Estação de Isou, em Hikami (hoje Tamba). Pra terem a noção de como seria a cidade....
Duas horas depois, cheguei ao destino. Estação de Isou. De um lado da saída, montanha. Da outra saída, mais montanha. E um pouco da civilização. Já estava vendo que teria que me virar sozinha numa cidade onde de um lado era montanha, do outro, um monte de arrozal. Digo assim porque 1) a cidade era tão pequena, mas tão pequena que para parecer maior as casas eram espalhadas e 2) a contingência de estrangeiros era menor do que se esperava. Se tivesse vinte brasileiros morando lá, era muito. E trabalhando na mesma empresa.
A cidade, vista do alto de Shinoyama. Exagero que falei das montanhas?

Instalada num apartamento onde se abria a janela dos fundos, tinha o arrozal e ao sair de casa, a montanha. Para ir ao trabalho, era de bicicleta. Pelo menos a cidade era plana, raramente haviam ladeiras. Aliás, usava a bicicleta pra quase tudo: desde trabalho até compras.

O tempo que morei lá, pelo menos um ano e quatro meses, vou contar a verdade: eu era tão medrosa em me perder, não saber chegar e depois voltar de trem, errar estação e perder dinheiro, que eu pouco conheci da cidade, apesar da mesma ser pequena. No máximo que fui foram Fukuchiyama (Kyoto), que era o ponto final (ou inicial) da linha Fukuchiyama, a gente ia pra pegar comércio; Kobe, o qual fui no Illuminarium do final de ano e Osaka, ponto final de quem vinha da cidade perdida no meio do arrozal  de Hikami, onde comecei a frequentar a Tower Records e a loja de departamentos de Umeda.
Miwakare no Koen, lugar ótimo para passear com a família, com o cachorrinho, relaxar, fazer um piquenique...

Daí explica-se que daquela cidade eu tenho muito pouco registro. Fotos, então... Como eu era recém chegada do Brasil, a noção de preço e ainda por seis meses seguidos paguei a minha passagem (devidamente descontada do meu parco salário) a ponto de ter mês que tive dinheiro somente para comida. Naquela época, nem pensava em adquirir telefone celular. Como comunicava com meus pais? Comprava aqueles benditos cartões pré pagos e ligava do telefone público e uma vez por mês quando era algo muito urgente, senão era via carta.

Opções de diversão em Hikami, era o parque Miwakare no Koen, que dava para ver a cidade do alto. Costumava ir aos finais de semana para andar um pouco, esquecer do trabalho durante a semana... Mas como "tudo era novo", comecei a frequentar muito livrarias, bibliotecas e a única loja que vendia e alugava CDs, DVDs (confesso: foi lá que comecei a comprar os primeiros singles, os primeiros CDs...)

Apesar de atualmente estar morando "na cidade grande", às vezes penso em voltar para lá nem que seja pra bater perna e relembrar os tempos em que diversão seria ir ao parque e ir de trem até Fukuchiyama. Muito embora em 2001 fomos para lá, de carro compensa no sentido de que o valor pedágio-combustível saía bem mais barato que duas passagens de trem + shinkansen ida e volta. Mas o que mata foram as doze horas de viagem que não terminavam nunca (sendo que de trem + shinkansen) levaria cerca de três a quatro horas.

Sem contar, que na verdade, foi naquela cidade perdida no meio do arrozal que conheci o namorido que me aguenta até hoje...

Como faz pra chegar, dona Piggy? Se quiserem conhecer a hoje cidade de Tamba (formada pelas "cidades" de Kaibara, Hikami, Ichijima, San-nan, Kasuga e Aogaki), estando na estação de Osaka, pegar o trem da JR West Fukuchiyama Line sentido Fukuchiyama. Se pegarem o trem expresso, pode descer na estação de Kaibara e conhecer a cidade de ponta a ponta.

Fotos: tiradas do seo gugol, pois infelizmente a autora possui muito muito pouco registro de lá, mas quando der na telha, a autora pode surtar e de repente ir passar um dia todo em Tamba pra registrar o que deixou de ir, pois nunca é tarde (ainda mais que, pelo jeito a cidade pouco mudou...)

[1] Fukuchiyama Line: uma das linhas de trem da Japan Railway (JR) que segue no interior de Hyogo. Ficou mundialmente conhecida devido ao ser um dos protagonistas de um dos piores acidentes de linha férrea que o Japão teve em quase 50 anos.

Sunday, August 08, 2010

Do porquê eu falo de amenidades (ou assuntos aleatórios)

Quem me acompanha desde 2005, deve ter percebido que a maioria dos meus assuntos são mais de amenidades ou assuntos aleatórios. Já teve gente enviando e-mail para mim perguntando porque eu não falo tanto do way of life daqui mais do que necessita; porque não abordo temas polêmicos; porque eu falo muito de música, outrora cinema, outrora coisas de passado que nunca voltarão e outras coisas mais. Eu respondo o porquê.

Apesar de eu estar aqui no arquipélago nipônico há mais de uma década (pra ser mais exatamente chata, estou há exatos doze anos, dois meses e dezoito dias, só não coloco as horas porque nem eu lembro que horas cheguei aqui), eu levo minha vida da forma mais normal possível, de acordo com a etiqueta local. Ou quase, porque toupeirices existem e Murphy [1] sempre acompanha. Se perguntarem para mim como é meu dia a dia aqui, eu diria que seria normal como quase sempre levei no Brasil. Hábitos daqui, como tirar os sapatos ao entrar na casa, não fazer barulho em tal hora, vêm desde minha criação. Só que a pergunta de "como é sua vida aqui" teria que dar um exemplo.

Não gosto muito de abordar temas polêmicos. Tenho meu ponto de vista e opinião pra muitas coisas, mas não gosto muito de ficar expondo em um blog. A última vez que fiz um artigo, não lembro qual, bastou um comentário infeliz ou mal interpretado, que seja, para derrubar vinte que entenderam a lógica do assunto. Se é pra dar dor de cabeça entre os participantes, prefiro nem postar para não dar prejuízo depois com farmácia. Ou acabar fechando o blog. Que eu posto sobre assuntos aleatórios, tudo bem o pessoal comentar, aceito críticas mas de forma construtiva, como "só existe um ponto que há divergência assim, assim e assado, mas cada um tem a opinião formada, a minha pode ser diferente da sua, da forma que a nossa pode ser diferente dos demais. Se todo mundo fosse igual, o mundo em si perderia a graça."

A princípio, quando comecei o blog, pensei "postarei sobre o quê? Dia a dia? Trabalho? O que a gente vê? Coisas do passado que a gente acaba lembrando? Como passar tudo isso sem chocar alguém?" Acabei foi fazendo uma salada disso tudo. Mais um pouco. Do cotidiano banal até resenhas; indicando assuntos de outros blogs que eu conheço; algumas particularidades do que presencio; tudo bem: variedades de entretenimento.

Que eu falo pouco do local onde moro, é vero. Mas para isso, quando vou em determinado local, eu acabo perdendo um certo tempo pra pesquisar a fundo (sim, existem pessoas que depois ficam perguntando "como, quando, porquê). E acaba sempre faltando alguma coisa. Na medida do possível, eu posto. Como fotos.

Muitas vezes, quando vou postar alguma coisa, fico pensando: "será que os poucos leitores vão gostar?", "que assunto vou abordar hoje?", "utilidade pública?", "discoteca básica?". Não é fácil atualizar aqui, com meu tempo tomado pra trabalho, casa e também preciso repôr as energias.

Daí acabo falando sobre cotidiano, sobre entretenimento (no meu caso, como gosto de assistir noticiários, alguns programas de variedades, ouvir música, ler livros e revistas, já sabem,né?), sobre alguns lugares. Pra descontrair um pouco também os leitores. Lembro sempre de uma coluna fixa da revista "Seleções de Reader's Digest" - rir é o melhor remédio. Tento às vezes (quando não sempre) expôr de uma forma bem humorada, pra ficar mais fácil de digerir. Eu penso: o mundo já está difícil de viver, cheio de problemas, dos problemas já bastam os meus, a troco de quê ficarei postando de desgraças, polêmicas, problemas? Vamos rir um pouco, já que é natural e faz bem.

Tá, eu sei que às vezes posto sobre algumas fofoquinhas, sobre o que acontece, óbvio que ninguém sai incólume. Mas também não ficaria postando o mesmo assunto o mês inteiro, o que afastaria os poucos leitores que eu possuo. Procuro no máximo possível ao menos fazerem os leitores se entreterem, tentar ouvir (ou ver ) as músicas, trechos de programas - antes que o iuchubi retire do ar, tal como fizeram com os tomates, com o karaokê, com a muralha da China.

Escrevo sobre amenidades (ou como queiram: assuntos aleatórios) porque como disse: o mundo já anda cheio de problemas, pra que aumentar mais? Por que não tirar algumas horas que seja, para esquecer um pouco dos problemas, como sair de casa, dar uma volta, ler um bom livro, assistir a um bom filme, ouvir música...

Ou fazer um bolo, tentar fazer aquela receita que queria tentar mas nunca teve coragem, tricotar, bordar, fazer algum curso relâmpago de algumas horas de artesanato, culinária, dança...

Ou visitar aquela(e) amiga(o) que faz um bom tempinho que não se vêem, combinar de ir tomar um café, caso ambos tiverem tempo sobrando e sem o quê fazer, bater um papo, rir, até um ser ombro amigo de outro, com conselhos...

Mesmo fazendo uso da internet, tecnologia que em determinadas horas nos salvam, que possibilita ler artigos interessantes, descobrir novos blogs, assistir a alguns programas do fundo do baú...

Apesar de estar sempre me atualizando sobre o que acontece, aqui e acolá, existem assuntos que evitemos de abordar a fundo sob risco de alguma represália, mas que existem pessoas que podem fazer tal matéria. No meu caso, como sei que o assunto por fim acaba sendo top trends no twitter (o qual de vez em nunca dou as caras por lá) e em quase todos os blogs possíveis, prefiro ler, se possível comentar no(s) blog(s) e, sei lá, podem me chamar de naïve, estranha, esquisita, que seja, mas prefiro a um certo ponto tentar fazer os leitores se divertirem.

Para não dizerem que quase nem apareço nas fotos (mesmo porque fotogenia nunca foi meu forte e não quero ninguém morrendo de medo depois), eis um self-portrait improvisado que fiz em 2006, em uma de minhas andanças em Tóquio. Mais exatamente, em Roppongi, onde de dia é um bairro pra bater perna, mas a noite de lá, bem, quem já foi, sabe. Descobri um prédio espelhado e olha o (desastroso) resultado.
Fotos: da própria autora. O que abre o post é de um templo (Hetsumiya) que fomos em Fujisawa há quatro anos atrás. Fica em Enoshima, mas numa ilha e em cima de uma montanha, onde pra chegar no Enoshima Jinja, tem que subir uma escadaria que haja pernas... A segunda foto, tirada do alto do mirante deste morro, é do pier de Enoshima, e ao fundo a praia famosa, que neste verão deve estar megaultrahiper lotada...

[1] Murphy, ou "Lei de Murphy" - tudo o que tem que dar errado, dá errado.

Friday, August 06, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: Smap 015: Drink! Smap!


Postagem Especial de Verão Parte 4 - Verão = Shows nos Cinco Estádios + Album Novo</></>

Um dia que eu torrentei[1] o arquivo "Pop Up! Smap!" sobre os bastidores do show que o quinteto mais atrapalhado legal que já vi fizeram em 2006, lembro que Shingo Katori respondeu sobre "o que o verão significa pra você": "Verão é sinônimo de shows. E eu gosto."

Antes que muita gente comece a enviar e-mails de pedido de minha internação num hospício ou comentários piores, eu explico o motivo de incluir o quinteto no especial de verão. Desde que iniciaram a carreira, em 1991, o grupo faz os shows no verão - iniciando em julho e terminando em setembro. Antes disso tem o preparatório do álbum novo a ser lançado junto com a turnê, divulgação e tudo o mais. Isso sem contar o programa semanal, as participações regulares, programas de rádio, novelinhas... E no final do ano, se nenhum incidente acontecer, eles participam do famoso Kouhaku Utagassen.

O quinteto - outrora sexteto ate 1996 - formado por Masahiro Nakai, Takuya Kimura, Goro Inagaki, Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori, a cada quase dois anos costumam fazer uma turnê nacional, de Hokkaido a Fukuoka, durando quase o verão. Eu sei que fica um calor de matar, se a gente que fica no público, passa o maior calor que haja isotônico, imaginem eles que ficam no palco dançando, pulando e cantando.

Eles foram os primeiros a conseguirem ter a proeza de fazerem shows nos cinco maiores estádios do Japão - Sapporo Dome (Hokkaido), Tokyo Dome (Tóquio), Nagoya Dome (Aichi), Kyocera Dome (Osaka) e Fukuoka Yahoo Dome (Fukuoka), por isso que os shows deles são chamados de "Go Dai Dome" (os cinco grandes estádios). De quebra, ainda conseguiram lotar o Nissan Stadium, em Yokohama.

O álbum lançado em 24 de julho de 2002 - "Smap 015: Drink! Smap!" - foi antes de eles começarem a iniciar a turnê nacional que terminou em 3 de novembro do mesmo ano. Durou quase quatro meses pelo fato de além de terem incluido os cinco maiores estádios, os de Shizuoka, Miyagi, Hyogo e Niigata fizeram parte do roteiro. E claro, ninguém faz show quase todo dia... Junto com o lançamento do álbum, a venda de bebidas com a lata inspirada na capa do álbum, em colaboração da empresa Kirin Beverage.

Um pouco antes do álbum sair, dois meses antes já tinham lançado o single "freebird", o que estava fazendo o grupo voltar ao ritmo normal, depois do desastroso ano de 2001, no qual tiveram que fazer os shows com o grupo com um a menos, quase que o programa semanal termina e não participaram do Kouhaku Utagassen. O que gerou inúmeros boatos de que o grupo terminaria no ano seguinte. Mas foi pelo álbum e a turnê - "Live Drink! Smap!" - que deram a volta por cima, dissipando qualquer boato que houve no passado.

Como quase de costume, a primeira faixa geralmente é instrumental com o título "Theme of (número do álbum)", e do álbum foi composta por Yasuharu Konishi (ex-Pizzicato Five), baseado em samplers e batidas eletrônicas. Os background vocals eram de Masahiro Nakai.

"GO NOW!" (não confundam com a do Wings, que é o mesmo nome), embora foi menos tocada em rádios, foi a mais pedida pelos telespectadores do programa semanal via carta, o que o quinteto fazia semanalmente: no final do programa, dez minutos de conversa fiada, carta dos leitores e o quadro musical, geralmente pedido dos telespectadores ou lançamento ou convidado especial.

"Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", composta por Noriyuki Makihara, não ficou muito conhecida logo de imediato, embora tivessem cantado na turnê inteira. Mas acabou virando million seller assim que saiu em single no ano seguinte pelo fato de ter sido incluida no encerramento da novela "Boku no Ikuru Michi". Só que as duas versões são bem diferentes, tanto na ordem de quem canta como na instrumentação. Resultado: até hoje o quinteto tem que incluir a música no setlist de shows e apresentações, senão o público vai reclamar e muito. Pudera: a música além de cativante, traz mensagem de paz para o mundo de hoje.

"Jikan yo tomare", solo de Goro Inagaki, é uma balada composta por Osamu Suzuki (hoje diretor do programa deles), inclui cordas (violino, violoncelo, viola...), o que combina bem com ele. Quem prestar atenção na introdução da música, os mais radicais vão dizer "plagiou a introdução de "Let It In" de Paul McCartney", mas quem tiver relógio que toca a cada hora, vai lembrar daqueles carrilhões antigos como eu tinha sim, em casa.

"Over Flow", tem um ritmo dançante, misturando balada e rap, lembra música de verão. No programa semanal, quando eles tinham o quadro final de conversa fiada, carta de telespectadores e pedidos, um(a) telespectador(a) perguntou aos cinco "que música vocês gostam de ouvir dirigindo de janelas abertas?" e a resposta de Masahiro Nakai foi esta música.

"Zutto Zutto", solo de Takuya Kimura, foi composta por Ryoji (do Getsumeishi). Mistura um pouco de reggae, com coral lembrando o blues americano, mas com ritmo lento, porém agradável pra quem gosta de verões calmos.

"Jive" e "People Song - Minna no Uta" são as mais animadas do álbum: próprias pra dançar, com uso de metais ( leia-se: trumpete, saxofone e similares).

"Shiawase no Hate ni", balada que traz Masahiro Nakai e Tsuyoshi Kusanagi nos vocais principais. Os demais fazem acompanhamento. Quem já ouviu a voz de Nakai (dispensa comentários), vai estranhar nesta música. Quando quer, ele capricha. Perfeito pra ouvir ao cair da tarde, vendo o pôr do sol ao fundo, com o mar refletindo e... Ué, não acabei de falar que o álbum foi lançado no verão?!

"It Can't Be", composta por Shingo Katori, é inteirinha em inglês. No ano anterior, Katori resolveu aprender inglês por conta mesmo, sozinho, com auxílio de CDs e vídeos, devido ao programa que apresenta até hoje - o "SmaStation". Quem ouvir pela primeira vez, não dá pra perceber que é um japonês cantando, porque sai sem sotaque algum...

"freebird", saiu primeiro como single, marcando a volta como quinteto. O PV (promotion video) foi filmado pelo quinteto, como se fosse vídeo caseiro (se bem que foi mesmo). No final de 2002, eles apresentaram-se no Kouhaku Utagassen com a versão "freebird '02", o que acrescentava "Yozora no Mukou". Nota: o PV que a autora lincou, não é o original, mas do programa semanal.

"FIVE RESPECT", composição de Masahiro Nakai (ele assina como N.Mappi), mistura rap, com pop, coreano, dance e um pouco de tudo. A letra seria uma descrição - irônica - de cada um dos membros do grupo. Quando a música foi lançada, Nakai estava para fazer 30 anos; Chonan é o nome em coreano de Kusanagi (na época ele estudou coreano devido ao início de artistas coreanos ingressarem no mercado japonês); "Yosho" era a novela que Inagaki estreiava naquele ano; Shingo Mama era o alter ego de Katori. Nota: o vídeo apresentado foi do programa "Music Station Super Live", de dezembro de 2002.

Ah sim: a bebida, vendida em tudo o que era máquina de refrigerante e na divulgação do álbum, foi distribuido gratuitamente nas lojas de CDs. Lembro do sabor: parecia que eu estava tomando aquelas vitaminas que costumo tomar pra aguentar o trabalho durante a semana, só que de forma gasosa...

O post de hoje também é dedicado a uma nova amiga nova, que sabe decor e salteado "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana" e próxima semana, completa mais um ano de vida, mas uma vida muito especial e que a cada dia poderá ser bem melhor!

Fotos: do grupo, tirado do cartaz promocional do lançamento do novo álbum, em Shibuya, via celular mesmo da autora; do álbum, acervo pessoal.

[1] Torrentar: verbo improvisado pela autora lesada aqui que significa utilizar o programa BitTorrent para ... hã... baixar os programas de TV que a autora perde todo dia...

Monday, August 02, 2010

Resultado da Enquete

Na enquete que coloquei ao lado esquerdo deste sítio, era para eu saber como é que vocês encontraram este pobre mas limpinho sítio, e o resultado foi que, de quinze pessoas que responderam...

- 10 pessoas juram que descobriram meu sítio porque sutilmente coloquei o link para visitar o meu nos comentários de algum blog que visitei. Confesso, fiz isso pois se não fizesse, jamais iria conhecer tanta gente legal, e confesso que eu também descobri alguns blogs desta forma;
- 2 pessoas estão fazendo o Tico e o Teco funcionarem pra entrar no tranco para lembrar como é que vieram parar aqui. Eu também, em relação a inúmeros que frequento;
- 1 pessoa diz que jogou "Yokohama" em algum site de procura e já sabem, né? Acho que esta resposta formulei errada: deveria ter acrescido as palavras "Beatles", "Enoshima", "Masaharu Fukuyama" e "Smap" pra ver no que dava...
- 1 pessoa acredita ainda na propaganda boca-a-boca, ops, site-a-site, pois diz que foi indicação de alguém...
- Agora, a pessoa que escolheu que por me conhecer pessoalmente antes de eu ter este sítio...

Seja de que forma for, a gente acaba descobrindo o site de um através de outro porque comentou no seu e deixou o endereço e visitou os outros que até agora tenta descobrir como é chegou até aqui...

Yokohama

Landmark Tower, um dos símbolos e cartão postal da segunda maior cidade do Japão...

Por mais que a gente pensou em mudar de apartamento e de cidade, aos poucos estamos chegando à conclusão de que seria melhor mesmo continuar morando na mesma cidade e mudar de apartamento, mas desde que o prédio fique perto da estação. Melhor dizendo: que não precise perder de vinte a trinta minutos dentro do ônibus para chegar até a estação, que fica no centro.

Quando fomos na imobiliária no centro de Yokohama, em fins de 2002 devido mudança de emprego (no caso, fui eu quem mudou radicalmente de vida: de responsável pela vistoria de cartuchos de copiadoras reciclados para funcionária de um escritório em Tóquio), já assustei-me com a cidade. Isso porque fomos de carro e tivemos que percorrer o centro todo. 

Ninguém manda nascer e ser criada no interior de São Paulo, onde a cidade possui um jardim com coreto para a banda local, onde semáforo chamamos de farol, onde ter sotaque de caipira é a coisa mais natural do mundo (quem já conversou comigo, logo na primeira frase já dá pra perceber que não sou da capital). Daí vai a caipira do interior pra cidade grande e fica toda assustada.

Assustada o quanto existem prédios altos, rodovias, inúmeras opções para passeio, compra e gastronomia. E o trânsito: será que conseguiria dirigir em uma cidade que era três ou quatro vezes maior onde morávamos? E que, quando estava no Brasil, tentou guiar em um bairro da Capital e se perdeu? Será que também conseguiria se adaptar morando em "cidade grande"?

Com o tempo, essas dúvidas foram se dissipando. Apesar de até hoje ainda não conhecer nem 40% da cidade - acho que nem mesmo as pessoas que moram na cidade não conhecem de ponta a ponta - pois falar "moro em Yokohama" você tem que especificar onde você se esconde, mora. Tem muita gente que acha que Yokohama se limita onde fica o Landmark Tower, ou onde fica o Chinatown (Chukagai), ou onde fica o Nissan Stadium...

Quando estou de folga, costumo ir no complexo Minato Mirai 21, onde fica o famoso Landmark Tower, o Pacifico Yokohama, o Akarenga, Osambashi Pier e o Parque Yamashita. Se perguntaram se é para ver as novidades em matéria de cultura, moda, gastronomia, e (in)utilidades, acertaram. Eu sei que Yokohama tem mais lugares para serem conhecidos, mas tenho no máximo dois dias de folga na semana e quando folgo, pelo menos um dia tenho que levar namorido pra passear (ou vice versa, como queiram), e muitas vezes acabamos por ir aos mesmos lugares de sempre ou quase.

Eu sei que existem pessoas que preferem morar no interior devido ao custo de vida e também pela tranquilidade. Existem pessoas que preferem morar perto de lugares badalados. Dependendo do que deseja, diria que a cidade de Yokohama, no geral, poderia suprir (quase) todas as necessidades. Digo quase, pois sei lá o que tem em Tóquio e falta em Yokohama e vice versa. Bairro tranquilo (diria até com ares de interior), seria mais ou menos onde me escondo moro. Shows, tem-se no Blitz Yokohama, no Promenade, Yokohama Arena e Nissan Stadium, sem falar em casas noturnas de pequeno porte. Gastronomia, tem desde aquele izakaya (equivalente ao boteco brasileiro) da esquina até restaurantes três estrelas classificados no famoso Guia Michelin de Restaurantes...

Costumo comprar minhas roupas e acessórios (quando meu pagamento coincide com liquidações) em lojas da cidade mesmo. Tudo bem que meus CDs, DVDs e alguns livros costumo comprar na Tower Records de Shibuya (devido ser a matriz japonesa, o prédio tem sete andares repletos de CDs, DVDs, livros e revistas estrangeiras, até raros), mas frequento as lojas da cidade também.

Pelo fato da cidade ser (um tanto) receptativa com estrangeiros devido a abertura dos portos em 1859, encontramos praticamente quase todas as nacionalidades na cidade. Se a gente for para Chinatown, bem isso vai ficar muito óbvio; pra mais além de Isesaki-cho, tem uma comunidade coreana; os americanos se espalham (a concentração deles fica em Yokosuka); os brasileiros em Tsurumi... Mas no geral, eles estão espalhados em toda a cidade. Só dá mesmo pra perceber a diversidade quando vamos na Imigração para renovar o visto...

Eu sei que vocês vão dizer que eu possa estar "puxando a sardinha pro arenque de Yokohama", mas cada um tem sua preferência. Já falei diversas vezes e continuo repetindo: gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu (pra não falar outra coisa). Mas no momento que a gente acaba gostando do local e começa a ver o lado bom que a cidade oferece, vale a pena continuar morando. Mesmo quando morava na vila perdida no meio do arrozal que era Hikami, eu via as vantagens, mas isso seria outra história.

Foto: Da própria autora lesada durante um de suas inúmeras andanças no Landmark Tower....