Tuesday, September 28, 2010

Quando é preciso espairecer

Na sexta-feira da semana da minha folga aproveitei o dia em que estava melhor (e devidamente recuperada do exame médico do dia anterior) e fui para Tóquio. Antes que falem "mas de novo você pro Tokyo Dome, sua doida?", não fui para lá, mas fui em um lugar diferente, acho que muita gente que pensa que Tokyo se restringe a Shibuya-Harajuku-Shinjuku-Akihabara, mas se pegarmos aquela linha que anda em círculos, a linha Yamanote, existem estações que trazem algo mais diferente que as mais conhecidas.

Resolvi aquele dia dar uma passada em Nippori, estação onde fica a "parte baixa" de Tóquio, onde ainda existem ruas com casas bem antigas, comércio da era Showa, os shotengai (商店街), onde as lojas ficam um ao lado da outra com suas construções modernas ou mantendo da época. Onde eu moro, tinha um. Decadente mas dava pra conseguir algumas frutas e verduras baratíssimas, mas demoliram para modernizar a cidade... Voltando. Soube de um lugar em Nippori onde gatos passeiam tranquilamente no lugar e resolvi conhecer.

O bairro se chama Yanaka (谷中), mesmo nome do cemitério que tem logo na saída da estação de Nippori, mas para chegar ao shotengai  tem que andar um pouquinho. E tomar cuidado com a escadaria que tem no final da rua, o Yuyakedandan (夕やけだんだん). E estou falando sério, pois quem vem de Nippori, pra chegar ao shotengai tem que descer uma escadaria. A foto que tirei do alto da escadaria, já diz tudo...

A maioria das lojas lembra aquelas da era Showa, mais nos anos 30-40 desta época. O cheiro de comida caseira, das frituras, dos doces característicos. Além de izakayas, lojas de roupas, artigos típicos e quitandas. Acreditem: eu gosto de ir nesses lugares para ver o que encontro de diferente. O que a gente não encontra em outros lugares.

Antes de conseguir encontrar o shotengai, estava numa rua paralela ao que estava. Descendo a rua, nunca vi tanto templo com cemitério numa única rua, em ambos os lados.


A fama de Yanaka ser bairro dos gatos, vem de muito tempo. Tanto que eles passeiam na maior tranquilidade. Só que no dia que fui, não encontrei um gato sequer, mas muitas lojas relacionadas a esses simpáticos animais (esqueci de dizer: eu gosto de gatos, respeito quem não gosta. Mas sabem porque eu não posso ter um). A medida que eu estava perto do bairro principal, dava para ver as lojas com algum bibelô do animal.
 Uma cafeteria onde a decoração é toda feita com bibelôs dos felinos. Não entrei, apesar o aviso ao lado estar avisando que estava em funcionamento (eigyouchuu ou 営業中).

 Logo na entrada do bairro (de quem vem do lado da estação do metrô linha Chiyoda), a placa de boas vindas devidamente tematizada...
Yanaka no Shippoya ou "Loja de caudas de Yanaka". Calma, gente, isso é uma doceria, o qual falarei em meu roteiro gastronômico em breve.

Bem, se fala que é isso mesmo, vamos experimentar (explicando: é uma padaria, onde o slogan garante que o forno deles é feito das rochas vulcânicas do Monte Fuji). Não pude tirar dentro do local.

Eu li sobre o bairro Yanaka na finada revista Chou Chou, cuja edição falava sobre gatos. Só que a revista eu acabei dando de presente para uma amiga minha que adora gatos e acabei esquecendo onde ficava direito o bairro, tive que apelar pelo seo gugol da vida.

Para chegar até o bairro, existem duas formas - ou pela linha JR Linha Yamanote, descer em Nippori (日暮里) e sair pelo lado Yanaka. Só que temque tomar cuidado nas saídas desta estação - como tem três escadarias, o mais direto seria o lado onde tem a livraria Libro e as docerias. Ou a estação Sendagi (千駄木) da linha do metrô Chiyoda, pela Tokyo Metro, quem vem deste lado, se encontrar um gato em cima do telhado, como na foto que abre o post, está no lugar certo.

Fotos: todas elas tiradas pela autora lesada.

Monday, September 27, 2010

Lembranças pra posterioridade

Muitas vezes caio na contradição de mim mesma: ao mesmo tempo que eu pego um dia todo de folga e dou uma limpada geral no meu ármario e me desfaço de muita coisa que eu sei que não vou usar, não vou precisar mas que outras pessoas poderão fazer bom uso (além de aliviar meu estado de espírito e garantir uns trocos a mais), eu acabo adquirindo outras coisas que vou usar de vez em nunca mas acabo não me desfazendo porque acabo usando.

Nos shows que acabei indo ultimamente, acabo comprando alguma coisa. Geralmente o booklets, que têm fotos do artista, penduricalhos pra identificar seu celular, camisetas (sim, eu uso) e ecobags (contando, eu acho que tenho cinco)...

Paul McCartney ("Flowers in the Dirt", Estádio do Maracanã, abril de 1990): Infelizmente, os souvenires ficaram no Brasil, devidamente guardados - eram uma camiseta e os pôsteres do show. Mas como naquela época eu era uma escraviária estagiária eu nem podia pensar em gastar muito. E era tudo tão caro... Se Sir Macca vier fazer show no Japão novamente, se tiver o booklet eu compro. (Nota: é a foto que encontrei na net, pois os meus originais, do show e o que ganhei logo no lançamento de "Highlights...", ficaram guardados em casa. No Brasil...)

U2 ("Vertigo Tour Japan", Saitama Super Arena, novembro de 2006): Na verdade, nem tinha pensado em ir. Na verdade era um show remarcado, pois em abril foi cancelado e quem comprou teve o dinheiro de volta. Voltando: acabei indo porque as meninas do trabalho insistiram para que eu fosse. Naquela época, estava numa fase terrível em minha vida, sei lá como é que conseguia ir trabalhar mesmo acabada por dentro. Fui para ver se levantava meu ânimo. Não comprei nada, nadica de nada, por motivos em que estava meio sem recursos. Foi um show em que fui espremida, empurrada e quase não vi direito (só se fosse via telão), pois ficar na arena era sinônimo de ficar em pé. E sabe quando as pessoas da tua frente tem mais de dois metros de altura né...

Masaharu Fukuyama ("We Are Bros. - 17 Nen Mono Arena Tour", Saitama Super Arena, janeiro de 2007): Devidamente recuperada do final do ano desastroso, dado a volta por cima, o show do quarentão mais adorado e idolatrado da autora lesada aqui Masaharu Fukuyama veio como uma alegria pra mim. Mesmo sabendo que iria novamente no Saitama Super Arena e o lugar que eu peguei foi na arena (de novo), estava torcendo para que as pessoas da minha frente fossem pessoas mais ou menos da minha altura. Foi quando teve pessoas da comunidade que disseram-me que "show do Masaharu pode ficar tranquila que é tudo reservado e com cadeira". Menos mal. E acabei por comprar a ecobag e um caderninho de capa dura e aveludada para que eu anotasse (porque minha memória muitas vezes falha, lembra de um post que falei que eu não anoto nada e depois fica perdida e acaba passando maiores vexames?) que até hoje guardei e nem usei... A cor é vermelha devido a capa do álbum (edição especial) era também vermelha! Pensei em comprar a xícara, que era muito bonita, mas se eu levasse mais uma destas pra casa, namorido kinguio iria surtar (err... é que só de xícaras e mug cups do Snoopy, eu tenho dez...)

Masaharu Fukuyama ("We Are Bros. - 17 Nen Mono Arena Tour", Yokohama Arena, março de 2007): Quando soube que o show do Masaharu ia ser ao lado de casa no Yokohama Arena, que fica a meia hora de metrô de casa, não pensei duas vezes e fui comprar o ingresso... em cima da hora, o que restou o lugar pra ficar em pé, no alto da arquibancada e da arena. E detalhe: fui no último dia da turnê do seu Masaharu, o que demorou cinco horas pra terminar e ninguém queria deixar ele ir embora (ai dele se terminasse o show sem cantar "Sakurazaka"). Ah, sim: comprei o panfleto - que eram dois livros (um era sobre o ensaio fotográfico do Masaharu e o outro era o lado motociclista e rocker dele) e um calendário que, apesar de ser de 2007, as fotos são muito lindas (tiradas via polaroid no Hawaii). E quem comprasse os panfletos, vinham dentro da sacola que é o logotipo do site oficial dele.
Se o calendário só vai servir em 2000 e alguma coisa, tudo bem, mas as fotos são muito lindas (não, este calendário não está na mesa do meu trabalho nem na mesa onde fica meu Vaio - fica no quarto...)
Masaharu Fukuyama ("20th. Anniversary We're Bros. Tour 2009 - Zankyou", Yoyogi Taishokan, setembro de 2009): Não consegui ir no do Yokohama Arena, devido minha escala de trabalho não ter dado certo - queria ir no domingo, mas me escalaram pra trabalhar, mas quando teve o de Tóquio, marcado em cima da hora, acabei conseguindo via sorteio na internet no site da empresa em que vendia os ingressos (acho que era o Lawson Ticket, não lembro). Uma das coisas que detesto é ir em show em meio de semana - acaba muito cedo e fica com gosto de "quero mais". Comprei uma camiseta (é, passei o maior calor dentro do estádio - quem for comigo, vai se espantar, porque eu pulo, danço, canto junto e só não dá pra levar pra casa porque senão teria que dividir com mais de vinte mil pessoas - então imagine como voltei) e um keitai strap, aqueles penduricalhos que a gente usa no celular para enfeitar, identificar, sei lá...
Acreditem ou não, mas a camiseta que comprei é tamanho médio feminino. E ficou sobrando. Imagine agora que eu emagreci (hoje estou com nove quilos a menos do que quando fui no Yoyogi).
Franz Ferdinand ("Tonight", Tokyo International Forum, novembro de 2009): Pouca gente conhece o grupo porque eles são mais alternativos, e eles costumam fazer shows em lugares menores, exceto Coachella, Fuji Rock e Glastonbury. Pra comprar o ingresso, somente via internet pelo Ticket Pia. Pra chegar, era ao lado da estação Yurakucho da Japan Railway. Foi outro show que não comprei nada, pois o máximo que vendiam eram os CDs e eu já tenho os três. Acho que foi um dos shows que voltei pra casa alguns quilos mais magra por motivos óbvios...

Smap ("We Are Smap! Every Day Love Tomorrow", Tokyo Dome, setembro de 2009): No artigo anterior, falei como foi o show. O que muita gente quer saber se comprei as ditas lembrancinhas do show. Não vou negar: comprei, sim. O indefectível e indispensável panfleto; ecobag, para carregar o que "precisa"; o copo térmico (veio bem a calhar pro frio que vem aí); toalha (tem utilidade, sabiam?); camiseta (no show fui com uma, acabei voltando com outra, tamanho o calor que passei); leques (tem dupla utilidade: pra combater o calor e pra prestigiar o seu favorito, a foto eu já postei pra horror de muita gente, não vou postar de novo, chega); clear file (pra guardar folhas soltas) e o keitai strap que está junto com o meu do Masaharu...

Os keitai straps que ficam fazendo peso no meu aparelho celular - o dourado, à esquerda, é do show do Masaharu Fukuyama do ano de 2009 e à direita, o branco, do show do Smap este ano, tem um pingente lembrando o planeta Terra e conforme onde foi o show, está o nome da cidade (obviamente os outros eram Sapporo, Nagoya, Fukuoka e Osaka). Embaixo, era a camiseta que usei devido ao calor que afetou a cidade - em contribuição com a marca Beams, eram duas cores - menta e branco. Perdão a foto desfocada, mas tive que usar a câmera e ela já está pedindo aposentadoria

O panfleto com as fotos dos cinco e os clear file, pasta que a gente guarda as folhas soltas pra catalogar. Aproveitaram as fotos do panfleto. No meio, o copo térmico, cabe 300 ml de líquido. Vai me ajudar e muito neste inverno (é que costumo tomar líquidos quentes e nas cafeterias, se levar seu próprio copo, ganha de 30 a 50 ienes de desconto!
Sem falar que, quando compro os singles ou CDs, compro no dia do lançamento, pois na Tower Records (onde compro os meus), acabo ganhando um brinde extra. E versão especial, sempre traz um plus a mais, que seriam postcards, adesivos, clear files, canetas, lápis, caderninhos pra anotação... Só que aí eu tenho um lado ruim: acabo guardando mesmo, porque isso sim, eu tenho muita pena de desfazer... As provas do crime estão aí a seguir...

Masaharu Fukuyama - "Milk Tea"/"Utsukushii Hana" e "Tokyo nimo Attanda": Quando comprei o single, foi no dia do lançamento. E quando se compra no lançamento e versão especial, concorre a um sorteio rápido na entrada da loja (no meu caso sempre compro na Tower Records). E na hora eu consegui o clear file que era o ensaio fotográfico da capa do single. Antes que me perguntem, sim, eu tenho um monte de clear files que ganho quando vou em algum evento... Ao lado direito, um kit contendo um caderno, três lápis e borracha e um adesivo, na época em que ele lançou "Tokyo nimo Attanda", música do filme "Tokyo Tower - Boku to Okan tokidoki Oton". O desenho da Torre de Tóquio foi feito pelo Lily Franky, autor do livro do filme citado (que por sinal não assisti até hoje).

Smap - "Sotto, Kyuuto": Quando soube no ano passado que o single finalmente sairia (porque antes "vazou acidentalmente" no encerramento da novela "Ninkyo Helper"), no dia do lançamento logo fui garantir o meu. O lado ruim dos singles do Smap é que no máximo vem as letras e olhe lá (é que a maioria traz um DVD, booklet com fotos e por aí vai), mas se conseguir comprar logo que lança, consegue um brinde extra - no caso foi um cartão postal com a foto dos cinco, que foi a foto da divulgação do single, em agosto de 2009. Não, não vou postar o do último álbum porque todo mundo já viu no post de julho sobre os presentes de aniversário que andei ganhando antecipado...

Bem, eu nem posso nem pensar em reclamar de que estou com tanta coisa em casa que existem coisas que pra muitos podem ser inúteis, mas para outros podem ser uma lembrança de que "como fui ter sorte neste dia".

Sunday, September 26, 2010

Sessão das Nove... da Noite

 Já fazia um bom tempo que estava pensando em ir ao cinema, mas toda vez que pensa em ir, aconteciam várias coisas que no final eu acabava desistindo e esperando ver se saía logo em DVD (só que também pra ir na locadora que fica na estação onde pego o trem todo santo dia...), mas ontem finalmente consegui ir nem que fosse no "night show" com uma amiga dos tempos que estudava língua japonesa (bem, é que namorido detesta cinema, porque dorme no meio do filme, ainda mais se não é legendado).

Eu sei que muita gente acha o ingresso do cinema caro (custa 1800 ienes, ou mais ou menos 20 a 30 reais), mas não vou sempre, como disse. E quando vou, ou eu compro antecipado (sai 1300 ienes), ou eu vou quando é quarta-feira, devido ao "Lady's Day", cujo ingresso para nós, mulheres, custa 1000 ienes (agora, os marmanjos que quiserem também pagar 1000 ienes, vão no dia 1 do mês). Se teve uma vez que paguei o preço normal, foi há muito tempo e não sabia destes descontos. Nem no "night show" ou "late show", que, sessão depois das nove da noite fica 1300 ienes.

Quando vou, geralmente leio a resenha antes para não ficar muito perdida, mas se o filme vai ser bom ou não, eu digo: só assistindo mesmo, afinal a opinião de um diverge de outro e por aí vai, então melhor conferir (se bem que teve filme que assisti que nem valeu o preço do ingresso). E desta vez, como fazia algum tempo que a gente queria assistir, conseguimos justo no dia que o filme estava estreando nos cinemas.

O filme "13 Assassinos" ou "Jyuusan nin no Shikaku", é a refilmagem de 1963, feita por Takashi Miike (conhecido pelos filmes "Crows Zero" e "Yatterman"). Dizem que esta versão é bem mais violenta, mas como não vi a original, então comparar, nem pensar (se bem que quando se trata de refilmagem, a gente fica com um pé atrás). O enredo passa-se na era Edo, onde o shogunato ainda imperava. Um samurai de linhagem nobre, Shinzaemon Shimada, é requisitado para assassinar o lorde Naritsugu Matsudaira, irmão do shogun, que assumiu o poder de forma sangrenta e conhecido pelo seu sadismo. Sabendo que o lorde anualmente saía de Edo (hoje Tóquio) para atravessar o país, o samurai convoca onze colegas de elite e prepara um plano - suicida - para uma emboscada, para isso, transformam uma vila no meio das montanhas em uma enorme armadilha. O que eles descobrem é que o número de guerreiros que acompanha o lorde é maior que eles pensavam o que torna uma batalha de vida ou morte acompanhado de explosões, flechas e golpes de espada.

Pra quem gosta de ação e saber como era o Japão antigo, vale o ingresso. Só não recomendo pra quem possui estômago fraco, pra quem odeia ver sangue jorrando e adora efeitos cheio de tecnologia atual.

A maior parte das filmagens se passa nas montanhas de Yamagata (a paisagem é bonita de se ver), mesma província onde ano passado foi feito o taiga dorama da NHK "Teichijin". O filme também concorreu ao Leão de Ouro no Festival Internacional de Veneza este ano. No elenco os atores principais Kouji Yakusho (no papel do samurai Shinzaemon Shimada), Takayuki Yamada (o sobrinho de Shinzaemon, Shinrouko), Ikki Sawamura (Mitsuhashi), Yusuke Iseya (Koyata, encontrado no meio da floresta), Masachika Ichimura (Hambei, o guardião do lorde), Goro Inagaki (Naritsugu Matsudaira), Koujiro Matsumoto (Makino) e Kazue Fukuishi (faz duplo papel: a companheira de Shinrouko e na vila é a mulher que aparece no lago, vista pelo Koyata).


Acima, o trailer do filme para ter uma amostra do que assisti... Eu sei que vai ter gente achar estranho eu ter ido assistir um filme envolvendo batalha sangrenta, mas variar de vez em quando é bom...

Pessoal, eu sei que isto nada tem a ver com o artigo de hoje, mas meu e-mail foi lido na Radio Monalisa de Pijamas #8, em que comentei sobre "De Louco todo mundo tem um Pouco". Quem conseguir ouvir, acessar, eu recomendo o site Monalisa de Pijamas, uma visão bem humorada do universo feminino mas que homens também podem acessar.

Saturday, September 25, 2010

Para Nós, existirá o Amanhã (*)


Eu tinha mencionado que iria postar isso na quinta-feira, mas esqueci-me que esta semana teria que trabalhar a semana toda, somente folgando no sábado e domingo...

Smap - "We Are SMAP! Every Day Love Tomorrow Tour 2010", Tokyo Dome, 19 de setembro de 2010 - Final.

Depois de muitos leitores lotarem minha caixa de comentários, cobranças via sites de comunidades (só faltou e-mail, mas recebi ligação de meus colegas de trabalho cobrando o post), finalmente estou me recompondo para tentar resumir o tão esperado show do quinteto idolatrado da autora lesada aqui (muito embora em primeiro vem o namorido kinguio, Beatles e Masaharu Fukuyama). Pra quem vai pela primeira vez, nunca esquece.

Eu sei que tive opiniões bem divididas quando falei que ia - pela primeira vez - ao Tokyo Dome assistir ao show do quinteto Smap. Por mais que metade do povo falem que "não passam de um grupo pré fabricado", que "cantar que é bom, nada", sem falar que perguntaram pra mim se eu não enlouqueci porque entrei nos quarenta, volto a dizer: gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu. Afinal, 10 milhões de espectadores em 20 anos de carreira não estavam errados.
Estação de Suidobashi, da linha Chuo-Sobu da JR, meio-dia de 19 de setembro: querem prova maior do que esse pessoal indo pro show?

Tokyo Dome, o estádio "oficial" do time de beisebol (ou baseball, sei lá o que escrevo certo) Yomiuri Giants, construído no centro da área metropolitana de Tokyo, abriga além de campeonatos de jogos de baseball ou beisebol, que seja, shows de grande porte (exemplo, George Harrison e Paul McCartney lotaram quando fizeram os shows em 1991 e 2002 respectivamente). Afinal, fazer um show no Tokyo Dome (ou qualquer um dos cinco dome) seria proeza para poucos.

Depois de quase dois anos sem fazer apresentações ao vivo (Kouhaku Utagassen não conta), desde o "super.music.artistic.performance" de 2008, além de uma série de incidentes, cancelamento na Expo Shangai, risco do grupo acabar e quando é que iam lançar material novo, sem falar da concorrência "do estrangeiro", um sinal de que álbum novo logo logo viria foi em agosto do ano passado com o single "Sotto Kyutto"/"Superstar", que logo foi uma das mais tocadas em 2009. A coisa só se concretizou quando, logo em meados de junho, no programa semanal deles, "vazou" uma das músicas do album - "Magic Time".
Saída da estação de Suidobashi e deparo com esta cena - normal em qualquer show que se preze aqui - pessoal desesperado por um ingresso a qualquer preço, mas têm algumas muito exigentes que não querem na arquibancada, mas na arena...

E foi aí que, para divulgar o novo álbum, a turnê nacional já foi programada. Na verdade, o "Five Dome", que seriam os cinco maiores estádios (de baseball) que têm no Japão - o Sapporo Dome (Hokkaido), o Tokyo Dome (Tóquio), Fukuoka Yahoo! Dome (Fukuoka), Nagoya Dome (Aichi) e Kyocera Osaka Dome (Osaka). E o Smap foi o primeiro grupo a conseguir ter a proeza de lotar os cinco dome e ainda de quebra ter lotado também o Nissan Stadium, em Yokohama (caso das turnês  "Made in Japan", "Sample Bang!" e "Pop Up"). Motivo por eles não estenderem para mais estádios (menores): outros compromissos, como o programa semanal, divulgar filmes que logo estarão em cartaz, sem falar que muitos artistas já estão com shows marcados.

O dome cabe tranquilo 50 mil espectadores - incluindo a arena, onde fica o palco. Quem foi nos shows anteriores do quinteto - seja dos anos anteriores ou da turnê recente - já avisam: vai ter surpresa, vai ter música que em um show cantaram e neste não vai... Como era a primeira vez que eu ia e ainda mais no último dia, então já teria que estar preparada.

Apesar de ter visto os anteriores via vídeo (leia-se: iuchubi), em que havia muita produção (como o "Made in Japan" e "Pop Up!"), deste show, não tinham tantos aparatos e efeitos, o que importava era a presença do grupo. Antes do show começar, os dançarinos andavam no meio do público, vestidos de túnicas brancas com a Terra na cabeça, para distrair os espectadores. Mas também vai saber se os cinco não estavam no meio, já que naquela altura do campeonato ninguém sabia quem era quem, com aquele baita globão na cabeça cobrindo tudo. Onde estavam os furinhos pros olhos?

Cinco e meia da tarde e no telão - onde tinha um relógio com os ponteiros girando em sentido horário (ou não) - o relógio explode e começa o show. E show do Smap começa sempre assim (segundo os vídeos que eu vi dos shows anteriores): um filme temático - sobre a viagem para uma terra desconhecida - e de repente aparecem cinco astronautas de trajes dourados "voando" pelo meio do palco, misturando-se com os figurantes de túnicas brancas. Adivinhem onde eles estavam...

"This is Love", último single, foi a música de abertura. Daqui por diante, vou ter que dividir em partes, pois fica difícil comentar o show de ponta a ponta e se eu quiser lembrar o que esqueci, vou ter que esperar o DVD, que logo em breve num mês oportuno será lançado, então segue as partes principais...

1 - Dedicação total ao álbum novo: Isso qualquer artista faz: quase sempre, show é pra dar mais corda pro álbum recém lançado. Quando fui no três shows do Masaharu Fukuyama, além de comemorar pra mais de uma década de carreira, foram pra promover álbum novo. No último, tocou todas as músicas do álbum novo (e muito pouco das antigas). Claro que do Smap não poderia ser diferente: além de todas as músicas do álbum novo, de quebra incluiram a dos singles - "This is Love", e os lado "B" - "Superstar", "Glamourous" e "Secret Summer".

2 - Vingança é um prato que se come congelado: Explico porquê. Quando soube que no álbum teria a música "Kaette Kita Yopparai", original do grupo Folk Crusaders, de 1967 (ano que todo mundo ou quase, sei lá, deste sítio nem pensava em vir ao mundo), já vieram na minha mente duas coisas: 1) homenagem ao compositor da música, Kazuhiko Kato, que também era do grupo "Sadistic Mika Band". Kato cometeu suicídio em outubro do ano passado. 2) Como fiquei sabendo da inclusão da música "meio por cima" e a fonte que fiquei sabendo não informou direito quem cantaria o quê no segundo CD que tem as músicas solo dos cinco, pensei no seguinte: se quem fizer a versão de "Kaette Kita Yopparai" (que em bom português seria "A volta do bêbado" e a letra fala de um indivíduo embriagado que vai desta pra melhor e tenta ir pro céu mas acaba voltando) for Tsuyoshi Kusanagi, vai ser a desforra pro caso de abril do ano passado... No show, os cinco aparecem vestidos de anjinhos, com direito a auréolas e asinhas e tudo, inclusive voar pra ir ao céu. Foi uma das partes que eu não sabia se eu ria ou tentava acompanhar a música...

3 - Recordar é viver (ou: se não cantarem, a gente pega vocês na saída!): Pra quem está com vinte anos de carreira nas costas, claro que têm que incluir as antigas (mas não aquelas "nosso passado nos condena", se bem que no show do dia 15, quando completaram a marca de 10 milhões de espectadores desde 1991 (acho que algum post perdido contei um zero a mais...), cantaram "Can't Stop!!! Loving!", essa sim é velha pra caramba). Imaginem se eles não vão incluir os bate-estaca "Dynamite" e "Shake"; as antigas "Kimi Iro Omoi", "Kimi wa Kimi Dayo", "Aoi Inazuma", "Original Smile"; as baladas "Yozora no Mukou", "Celery", "Lion Heart" e "Orange"; as que quase não incluem no show como "Let It Be" (por favor, nada a ver com a música homônima dos Beatles!), "Dear Woman", "Kansha shite". Claro que não pode faltar o recorde de vendas e de execuções e que ninguém vai enjoar mesmo depois de trocentos anos, mas a mensagem é muito linda "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana".

4 - Versões Novas de Músicas Velhas: Ainda continuando o item anterior, eu só fiz um a mais pois como em qualquer show, fazem-se variações da mesma música. Melhor dizendo: um upgrade pra não ficar a mesma coisa. Exemplos: "$10" (Ten Dollars), eles apareceram dirigindo o SegWay", aquele patinete a motor, sabem? "Gambarimashou", ficou em ritmo de teatro kabuki. "Celery" tinha ritmo africano, estilo "Lion King". "Five Respect", em que um apresenta o outro (da forma mais sarcástica impossível, quem vocês acham que compôs a letra original?) e o apresentado faz alguma performance e no telão principal, imagens de cada um desde o início de carreira. Destaque para o a tripla cambalhota de Tsuyoshi Kusanagi (ele é bom nisso!), o rebolado de Shingo Katori (mais séquici do que isso... só faltou a barra pro pole dance haha) e Masahiro Nakai imitando o ex-jogador de beisebol Kouji Yamamoto.

5 - Pausa pra conversa fiada, ops, reposição de energias: Ninguém é de ferro e uma pausa pros comerciais, quero dizer, a conversa entre eles sobre o show. Nos anteriores, falaram dos filmes, do que seria daqui em diante... Claro que entre uma frase e outra, um monte de piadinhas. Nota: até então, estava tudo confirmado pra eles fazerem dois shows em Shangai, tanto que eles falaram que já estavam decorando "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana" em mandarim pra não fazer feio e...

6 - Show é que nem Kinder Ovo, tem uma surpresa: No caso, foram várias, apesar de muitos spoilers que li nos outros blogs e também na comunidade que faço parte. Algumas meninas já tinham ido antes, mas falaram muito por cima. O jeito era eu descobrir as surpresas.

- No solo de Masahiro Nakai, antes passava um filme. Pelo que li nos anteriores, era ele "aprontando" no parquinho que tem no Tokyo Dome, mas desta ele estava chegando de trem na estação onde fica o Tokyo Dome, com o uniforme do Yomiuri Giants com o Goro Inagaki a tiracolo. Se eles colocarem essa novelinha no DVD, muita gente vai cair em riso compulsivo, sem exagero. Sem falar a performance de Nakai dançando como o Michael Jackson!! Cá pra nós: Nakai canta mal pra caramba, mas dançando compensa qualquer desafinação...
- Além de Shingo Katori ter trazido via iPad os "depoimentos" de Ichikawa Kanizou (paródia deslavada com o kabukiza Ichikawa Ebizou) e Ryuu-san (do Kochikame), sua apresentação ao vivo trouxe um convidado especial. Aliás, a dupla Love Psychedelico, que compôs "No Way Out" pro Shingo cantar (e "This is Love"). Não é a primeira vez que Shingo traz em sua performance solo um convidado especial pra acompanhar na música - na turnê "Pop Up!", no show do Tokyo Dome, na música "Everybody", trouxe a Kumi Koda.
- Quem pensou que o grupo somente canta, dança e entretem os espectadores, nessas horas que se descobrem o talento adormecido. Não estou exagerando porque gosto deles, mas quem chegou a ver via iuchubi ou emprestado de alguém, os anteriores, já teve o Goro Inagaki tocando guitarra (na turnê "Su", em 1997) e Masahiro Nakai tocando piano (na turnê "Made In Japan", 2003). E o Takuya Kimura? Todo mundo sabe que ele toca violão em "Yozora no Mukou", "Celery" e "Sonomama" mas em especiais na TV ao vivo, mas em concertos, eu confesso, não vi (ou passei batido). Mas nesta turnê, na balada "Migikai Kami", surpreendeu-me ver e ouvir ao vivo Tsuyoshi Kusanagi tocando piano enquanto canta junto com Shingo Katori. E pensam que foi só agora ele aprendeu "na pressa"? Já fazem um bom par de anos que já praticava, mas raras foram as vezes que ele fez ao vivo!!

7 - Simpatia pra dar e vender: No solo de Goro Inagaki, "Ai ya Koi ya", foi bem do estilo dele - elegância e bem estilo anos 30 dos musicais da Broadway. Apesar nas fotos ele sempre aparecer muito sério demais, no show ele também solta as piadinhas (como no talk time ele pega no pé do Masahiro Nakai - "Desta vez sem erros, né?" ou "Milagre, em 'Sekai ni Hitotsu Dake no Hana' não errou!"...) e até tenta dançar samba em "Bang Bang Vacance", o que acaba virando comédia. Er... eu cheguei a mencionar que Inagaki adora gatos? (Explico: no telão, tem uma parte em que ele aparece dando beijinhos para algumas meninas na platéia - via montagem, claro - e sendo beijado. Mas exagera quando aparece com um filhotinho de gato hahaha!) Agora, Takuya Kimura sempre vai ser um espetáculo a parte, todo mundo sabe (nunca vi tanta gente ter o leque tamanho jumbo com a foto dele). Além de ele levantar o público, ter sido a cobaia pra fazer parte do show de magia do Shingo (colocam ele na caixa, é espetado por espadas, desaparece para aparecer do outro lado do palco!) o solo dele em "Kimi no mama de", todo de branco e dançando no intervalo entre uma estrofe e outra, surpreende (pra alegria das Kimura addicts de plantão haha!).

8 - Estava demorando... Todo mundo estava achando que nesta turnê o líder Masahiro Nakai estava muito contido nas piadas (tirando a novelinha do solo dele e ele ter mudado a letra de "Five Respect"), porque quem foi nos shows anteriores, sabe como ele é: acaba sempre aprontando alguma. No "encore" (quase no final do show), ao cantarem "freebird", Nakai aparece cantando a música com a letra na mão ( nos telões mostra mesmo) e quando a "cola" é arrancada da mão dele por Kimura, fica totalmente perdido na parte solo dele, arrancando gargalhadas da platéia (esqueci de mencionar: além de Nakai ser muito mal pra cantar, ele tem a fama de esquecer a letra da maioria das músicas - mas quando é dele, ele lembra direitinho né?).

9 - Gran finale: Depois de quatro horas de muita música, diversão, emoção e ninguém queria que acabasse, mas como todo mundo precisa descansar pois ninguém é de ferro, o espetáculo para encerrar a turnê, sempre acaba com banho de água e champanhe, com todo mundo que participou da turnê até então (o pessoal que fica embaixo do palco, também acaba levando no final, quando todos se recolhem, mas não mostram na hora, mas no vídeo sim) com "Oretachi wa ashita ga aru". E ninguém do palco escapa seco, leva banho, acaba escorregando (pois cobrem o local com plástico para não afetar a parte elétrica, mas nessas horas...) Melhor forma de encerrar uma turnê, ever!

Detalhes:
- Eu fiquei na arquibancada, mas deu pra ver bem melhor quando eles passam na divisão entre a arena e arquibancada quando eles cantam "Original Smile". Pras Kimura addicts de plantão (como a Fabiana Yoko e a Elisa, por exemplo), sim ele é lindão ao vivo mesmo.
- Um dos poucos shows que fui que levar leque com as fotos dos ídolos é permitido. E usar o pen light (lanterninha de luz colorida) dos anteriores também. Pra acompanhar as músicas.
- Não tinha limite de idade: tinham fãs de todas as idades. Só que os homens são mais contidos que as mulheres, por que será?
- Sessão manteiga derretida da autora: em "Love & Peace Inside?" desatei a chorar no meio (as meninas que estavam ao meu lado também). Além da emoção natural de quem vai a um show, a música traz mensagem de paz e amor. Mas se existe uma música que o grupo todo chora e ninguém consegue cantar direito era "Best Friend" (e se cantassem, aí que Nakai não ia conseguir mesmo - ele sempre chora).
- Perdão o artigo longo e a demora. Era pra postar na quinta, e quem disse que deu?
- As fotos (exceto a do lado de fora do Tokyo Dome, do palco antes do show e da autora lesada) tirei via Only Star - a antiga Oricon Style - do meu celular mesmo. Falei antes que dentro não pode tirar fotos (exceto a do palco que saiu meio desfocada, mas tive que tirar correndo antes que descobrissem)?

(*) Tradução mal feita da música "Oretachi ni Ashita ga aru", de 1995, uma das músicas mais agitadas do grupo e que encerrou a noite.
A autora lesada (não, não vou ampliar a foto nem sob tortura!) bem antes dos portões abrirem (eu entrei no número 21), devidamente preparada para quatro horas de alegria, diversão e esquecer pelo menos nessas horas que o mundo está acabando. Na foto não aparece, mas estava com a sacola contendo mais uma camiseta extra, o pen light, toalha (porque lá dentro ninguém aguenta de tanto pular). E antes que me perguntem porque eu não tirei nem os plásticos dos leques tamanho jumbo, é porque a gente quer conservar o que têm. Ah sim: o do Takuya Kimura é pra homenagear as meninas do blog (como a Fabiana e a Elisa, por exemplo) e da comunidade que não puderam ir ao show mas que pediram peloamordeDeus pra eu tentar mandar um beijão pra ele (como se fosse fácil...), mas pra quem ninguém sabia, sempre gostei do Tsuyoshi Kusanagi.

Wednesday, September 22, 2010

Lições de Quem Vai em Um Concerto Qualquer (mas que nunca aprende...)

Não tem jeito mesmo: desde que aqui comecei a ir mais em shows do que no Brasil (porque o fator distância e "tempo" nunca deram certo lá pra mim), acabo tendo muitas lições, acabo passando mas a autora lesada tentar cumprir que era bom...

Quem leu meus artigos sobre o show do dignissímo Masaharu Fukuyama em setembro do ano passado (e ainda, se bobear vai acabar indo no final do ano no Pacifico Yokohama), vai achar que "nossa, a menina deve seguir a risca mesmo". Antes fosse, viu...

Bem, quem acompanha este sítio, leu os artigos anteriores sobre - finalmente, depois de doze anos - a autora lesada aqui conseguir ir pela primeira vez no Tokyo Dome assistir ao show do quinteto Smap. E qual foi a graça? Afinal, a gente está quase na mesma faixa etária, mas estarem com 20 anos fazendo sucesso, ter conseguido atingir a marca de 100 milhões de espectadores desde o "desastroso" show no Seibu em 1991, bem, proeza maior somente o Southern All Stars, com 33 anos de carreira (Nota: os dois grupos pertencem a mesma gravadora ).

Eu sei que muitos de vocês vão querer me assar viva, mas como disse no artigo anterior, deixe-nos ao menos ter um dia de diversão pra esquecer um pouco dos problemas, pode ser? E não importa de que forma seja - cinema, parque, teatro, shows...

Sobre o show: depois de quase dois anos longe de concertos (o último foi em 2008, com o "super music artistic performance"), depois de alguns problemas que até correram boatos de que o grupo ia acabar de vez, a resolução de ano Novo do Shingo Katori se concretizou (alguém lembra no especial do ano Novo, a plaquetinha que ele escreveu - "Quero Concerto"?) - para aproveitar o lançamento do novo álbum "We Are Smap! Every Day Love Tomorrow", agendaram os shows nos cinco maiores estádios do Japão - Sapporo Dome, Nagoya Dome, Yahoo! Fukuoka Dome, Kyocera Osaka Dome e Tokyo Dome - onde além de grandes jogos de beisebol, efetuam-se shows de nivel local e internacional. E lotar os cinco estádios não é proeza pra qualquer um, não (o Southern All Stars conseguiu facinho facinho e de quebra até o Nissan Stadium que é um pouquinho maior).

Eu digo: qualquer show aqui, ingresso se esgota rapidinho. Mesmo quem é membro de fã clube, corre o risco de não conseguir e apelar pra auctions, alguma alminha caridosa que tenha um sobrando... Se fizermos as contas: se eles fizeram quase vinte dias de shows nos cinco estádios e teve mais de 50 mil espectadores por dia...

Quem pensou: "ah, mas quem vai quer ver um quinteto que já está chegando nos quarenta?", pode tirar o cavalinho da chuva. Assim como nos shows do Masaharu, que já tem 41 anos nas costas, vai público de todas as idades possíveis... No Tokyo Dome, no domingo dia 19 de setembro, encontrei de várias faixas etárias (desde crianças até aquela senhora de idade pra ser sua avózinha querida) e - 95% compostas por mulheres. E o Tokyo Dome lotado desde os três andares da arquibancada até a arena onde fica o palco.

Ir em shows, varia de artista pra artista. Já disse que não precisa chegar tão cedo, mas também não deixar pra comprar as coisas na última hora, ou no final...

1 - Dependendo da linha do trem, melhor chegar cedo: Nos três shows que fui do Masaharu Fukuyama, cheguei com quase duas horas de antecedência. A primeira vez, eu não sabia onde era a entrada que eu ia ficar no Saitama Super Arena, ainda mais que a linha de trem que vai pra lá (o Keihin Tohoku), costuma atrasar ou parar de vez por causa de um lesado que resolve se matar. A segunda vez, no Yokohama Arena, como ia ficar em pé, onde conseguisse era lucro (não era numerado), por isso cheguei bem antes para também comprar as lembrancinhas, ainda mais que no Yokohama Arena era o encerramento da turnê. Agora, no do Smap, pra não variar mais um pouco, era o encerramento, mesmo com o lugar reservado, vai imaginando: onde fica o Tokyo Dome, existem três linhas de trem e metrô, e mesmo assim corre-se o risco do trem atrasar pelo mesmo motivo que já falei. Em resumo: dependendo do trem, chegue duas horas antes do show começar.

2 - Não deixe pra comprar os souvenires em cima da hora: Falei das lembrancinhas do show, né? Nos que fui, comprei antes do show começar devido ao tempo sobrando (exceto no Yoyogi que comprei no final e quase morri espremida), o que garanti uma eco-bag, o panfleto com fotos, caderno de capa dura e penduricalho pro celular. Como muitas meninas da comunidade do Smap já foram em vários, aconselharam-me a comprar bem antes. Bem antes leia-se dois dias antes do show, pois o risco de pegar fila é grande e acabar alguma coisa também. Lembra do famoso exame médico que disse? Foi no segundo dia do show, então aproveitei e fui comprar, sim. Porque no domingo, último dia, as filas davam volta no Tokyo Dome, sem brincadeira. E teve muito item que acabou rápido. Quem pensou que fossem os leques jumbo, panfletos ou posteres, enganou-se: acabaram rapidinho as canetas, as toalhas, o estojo pra lápis e o copo térmico! (Bem.... fui de novo encarar a fila porque esqueci de comprar um item e ainda bem que tinha e uma amiga da comunidade que estava vindo pediu-me a toalha pequena, pois no de Osaka acabou primeiro).

3 - Vá com roupa confortável: Se na quinta-feira deu uma refrescada, no final de semana o sol não deu trégua. Como eu sei que calor aqui é de transpirar mesmo (e lá dentro é pior), desta vez carreguei uma camiseta extra na eco-bag que comprei antes. E como eu me conheço, ficar em pé as quatro horas de show minhas pernas começam a doer muito, fui de tênis mesmo (nada como o bom e velho All Star da vida). Sem brincadeira: tinha gente que foi vestido com o macacão rosa de estrelinhas que Masahiro Nakai canta na parte solo dele até como o Kimura Chef no Bistro!!!

4 - Esconda bem sua câmera no fundo da bolsa: Muita gente vai dizer que é uma baita de uma frescura, mas eu falo sério: qualquer show aqui, é proibido fotografar, filmar que seja, no meio do espetáculo. Exceto os de ar livre, como Fuji Rock ou Summer Sonic, mas dentro de Arena ou Dome a vigilância é marcação cerrada mesmo. E se te pegaram fotografando, corre o risco de perder o resto do show. Há quem consiga pelo menos antes do show tirar uma foto do cenário ou do local todo para saber o quanto de gente estava lotando. Para não correr o risco de confiscarem sua câmera antes de entrar na parte de segurança, se sua bolsa tiver um bolso interno, esconda. Teve gente que teve que ir buscar a câmera depois do show, o que perde um bom tempo.

5 - Curta o espetáculo e dane-se o resto: Confesso: sou muito tímida, tenho vergonha e só dou uma de cara de pau sem óleo de peroba quando realmente precisa. Mas quem for comigo em qualquer show que tenha, ninguém se espante, mas aí eu pulo, canto junto, vibro. Como disse, se até a menina que estava do meu lado só faltou pular no palco... E qual o problema? Ninguém te conhece mesmo e se eu estivesse com algum conhecido, foi me acompanhar pra quê?

6 - Show é que nem kinder ovo - sempre tem uma surpresa... Quem pensa que show aqui são as músicas que podem estar no set list, estão enganados. E a forma que se apresentam pode variar de local pra local. Minhas novas amigas da comunidade foram nos outros da mesma turnê e disseram: teve música que eles não cantaram. Ainda mais que o show do dia 19 era o final, foram quatro horas de muita diversão.

7 - Espere diminuir a contingência na hora de ir embora: Experiência própria depois de ter ido nos anteriores. Na hora de ir embora, todo mundo resolve ir de uma pancada só. Ainda mais que pra ir embora do Tokyo Dome, temos três linhas de trem ou metrô a disposição. Mas dependendo pra que lado ir, todas as linhas foram um congestionamento só. E olha que esperei mais de meia hora pra tentar ir embora... Como eu tinha que fazer baldeação em Tóquio, mesmo assim o trem de volta pra casa estava lotado. E era fácil reconhecer quem foi ao show - pelas sacolas, carregando os leques, os posteres devidamente embalados...

8 - Nunca diga "nunca mais vou a um show qualquer que seja": Apesar de eu ter ido em vários em que já passei um calor dos infernos, fui espremida, quase pisoteada, voltei rouca e com o corpo dolorido e ter que voltar ao trabalho no dia seguinte, nunca falei que jamais irei a um show depois. Sai "caro" o precinho do ingresso, pra muita gente dizem que sim, mas que acaba tirando todo o estresse acumulado de tanto dançar, pular, cantar (digo, tentar cantar) junto, gritar o nome do seu favorito, isso eu garanto e assino embaixo.

Nota 1: Novamente na hora de apertar as teclas pra gravar como rascunho, apertei a tecla errada e acabei fazendo atualização pra muita gente que me acompanha, isso no que dá ficar postando tarde da noite.

Nota 2: Amanhã eu descrevo sobre o show em si, o post de hoje seria as instruções furadas que nem a autora segue.

Nota 3: Lembram que eu tinha mencionado sobre o show que o grupo ia fazer em Shangai em outubro? Infelizmente tiveram que cancelar novamente devido agora a protestos devido a um incidente maritimo nas ilhas Senkaku (que ainda está em disputa entre Japão e China) e para não correrem risco deles e também do público acabarem tendo consequências piores, por segurança de todos, vão ter que pensar em remarcar. Não foi somente eles - os outros grupos japoneses que iam participar do Expo Shangai que termina no final deste mês, cancelaram as apresentações com receio de atentado a vida de todos - não somente dos japoneses, mas também dos espectadores.

Tuesday, September 21, 2010

Desculpa Furada, a Missão

Eu sei e tenho consciência de que, após eu postar isso, metade de um pessoal vai querer me espancar, enfiar um espeto em mim, embalar em papel alumínio e me botar pra assar num rolete para alimentar uma nação faminta e outra metade vai querer além de tudo isso, o que sobrar jogar em algum vulcão ativo para saciar a vontade de entrar em erupção, mas, tirar um dia para se divertir e esquecer dos problemas do dia a dia, do mundo, das dores de cabeça de trabalho, vida e que problemas do mundo nunca se resolveu de um segundo a outro, existe algo errado?

E também sei que a vida não está fácil pra ninguém, em qualquer lugar do mundo. Eu sei o quanto é difícil trabalhar, engolir cada sapo e descascar cada abacaxi para garantir a renda no final do mês para pagar as contas. Sim, pago impostos, seguro e tudo o mais como (quase) qualquer habitante. Isso não vem ao caso.

Alguns me perguntam "porque não abordo temas ótimos pra botar mais lenha na fogueira": já expliquei uma vez e torno a dizer - caramba, a vida da gente não é só desgraça, desgraça, tragédia, desgraça. Tamanho pessimismo assim, chama mais "coisas ruins" mesmo! Acho que um pouquinho de humor, levianidades, nunca matou ninguém, vai.

Acho que acabei postando isto porque já ouvi gente dizendo pra mim (indiretamente): "Diversão? Pra quê? Não está vendo que o país está afundando e você não se preocupa com isso bla bla bla.... E perde um ou dois dias de sua vida só se divertindo?" Dai-me forças para ouvir TANTO disparate...

Tudo porque eu apenas tirei cinco dias de merecidas férias para recarregar minhas baterias...

A autora volta com a programação normal na quarta-feira, se tudo correr bem. Espero.

Sunday, September 19, 2010

Não Esqueci, Não...

Amados pacientes leitores deste sítio (pobre mas limpinho), desculpem-me pela ausência prolongada (sim, dois dias são prolongados), mas tive o tempo todo literalmente tomado na semana das minhas merecidas férias, o que limitou-me somente às redes sociais e olhe lá. Calma, não foi nada de ruim, muito pelo contrário.

Só estou aproveitando este tempinho para avisar que, alguns tópicos vão ser postados com uma certa defasagem de tempo, ou seja: quem estava acostumado como as fofoquinhas de domingo, vai acabar lendo em outro dia e por aí vai.

Motivo, quase todo mundo já sabe, daqui a pouco estarei pegando o trem para enfim esperado show no Tokyo Dome. Sei que nove e tanto da manhã é cedo pra caramba estar lá, sendo que o show começa às cinco e meia da tarde, mas de casa até lá contem uma hora e meia (incluindo uma ida de ônibus e uma troca de trem), quero encontrar amigas da comunidade que vão estar lá e quem sabe tirar uma foto da poltrona do tomate?

Desejo a todos um bom domingo, um bom descanso e esqueçamos os problemas que tivemos até então, pois como na música dos meus eternos ídalos Beatles "a vida continua" (pra quem não lembra, sabe a música "Ob-la-di, Ob-la-da", cujo refrão tem a frase "life goes on"?).

Estarei daqui a instantes neste local, finalmente depois de doze anos somente vendo o quinteto pela TV, ouvindo via rádio, acompanhando via internet... Pelo menos, uma vez vendo ao vivo nem que seja ao longe, vale a pena, sim...

Thursday, September 16, 2010

No Food, No Drink, No Life ... But With Music!


Em meados de julho, quando recebo o e-mail interno da empresa sobre o exame médico anual e obrigatório (afinal, tenho o seguro saúde descontado pra quê mesmo?) e com o calendário, já entro num misto de pânico, desespero e depois respirar fundo e seja lá que Deus quiser. Por que eu tenho esse tipo de reação??? Quem leu as tragicomédias em 2008 e 2009, vão entender.

Eu sei que é importante cuidar da saúde, que temos que nos prevenir, e tudo o mais. Só que existem exames que eu tenho vontade de sair correndo. Sim, os malfadados "exame gastrointestinal" e "exame-que-somente-mulheres-fazem", mas preciso fazer ainda mais que bati a casa dos quarenta anos.

Foi a mesma história? Pior que foi, desde o jejum na noite anterior até terminar o exame, mas desta vez usaram a cabeça e puseram-me para fazer o exame ginecológico primeiro e o gastrointestinal por último. Mas o upgrade deste ano, foi a mamografia, que na verdade não tinha feito - o que eu fiz foi ultrassonografia. E a última vez que fiz foi sei lá que encarnação e quase saí sem peito (na verdade, perante muitas que conheço, nem tenho direito). Quem fez esse exame, sabe.

Não sei se é porque desta vez eu descansei bem no dia anterior, mas desta vez tudo correu bem, tirando o fato de um exame ou mais sentir um desconforto dos infernos, estou com o meu BMI na média; emagreci nove quilos; finalmente na primeira encontraram minha veia para retirar sangue (sempre a enfermeira "peleja" para encontrar); o malfadado líquido branco consegui expelir logo após ter tomado purgante (foi efeito imediato: mal engoli, foi o tempo de entregar a ficha do exame terminado, trocar de roupa e logo correr ao banheiro). E de quebra, ainda deu para ler a revista CREA com o quarentão mais fofo, vitaminado e lindo Masaharu Fukuyama na capa e com entrevista dele sobre o trabalho que vem fazendo como Ryoma Sakamoto e na época do lançamento do single "Hotaru"/"Shonen".

Tendo uma revista destas na sala de espera de qualquer clínica, qualquer exame passa batido...

Eu falei que a clínica onde faço os exames fica próximo ao Tokyo Dome, né? Pois bem: aproveitando que estava por aqueles lados mesmo, e já totalmente recuperada (acho que foi a recuperação pós exame mais rápida que tive em meus oito anos), fui para lá. Pra quê? Não falei que o quinteto Smap está na última etapa de shows no Japão (e no mês que vem, dois dias em Pequim)? E a última etapa da turnê "We Are Smap!" vai ser no Tokyo Dome. Então...

Visão da parte de trás do Tokyo Dome, de quem vem da estação Korakuen do Tokyo Metro. Detalhe para um dos patrocinadores do estádio...

Ele mesmo: Takuya Kimura (o ídalo da Fabiana, Monica e demais meninas da comunidade), fazendo comerciais de imóveis - o Tama Home. Detalhe: comercial do ano passado...

Mesmo caindo aquele chuvisco chato, e ainda a temperatura deu uma queda brusca (até semana passada, eu reclamava que estava um calor dos infernos, agora esfriou a ponto de, daqui a pouco sair de casa com uma malha amarrada na cintura), tinha fila. Fila pra entrar no show? Calma aí, o show começava às seis da tarde, lembra que eu falei bem anteriormente que ingresso aqui é tudo numerado, não precisa chegar tão cedo assim que seu lugar está garantido? Mas a fila era pra quê?

Quem viu a foto do Tokyo Dome, da visão via Korakuen, o local amarelo abaixo dos cartazes dos patrocinadores do estádio, são os pontos de venda das lembrancinhas do quinteto - posteres, fotos, penduricalhos para celular, chaveiros, canetas, estojo para lápis, toalhas, eco-bags, camiseta, os leques tamanho litro (que postei no artigo anterior)... Oficiais, claro. Os itens mais caros seriam a camiseta e a bolsa plástica com forro, mas não comprei-as.

Aproveitando meu segundo dia de folga e já que estava por aqueles lados mesmo, resolvi encarar a fila (que quase contornava o Tokyo Dome) e enfrentar outra fila para comprar algumas coisas (que depois eu posto em algum artigo posterior), porque se eu for para deixar para comprar "na hora", vai que a fila dobra, ainda mais que vou no último dia do show (19 de setembro).

O melhor daqui é que, mesmo andando pra cima e pra baixo e pegando trem, metrô ou qualquer condução coletiva com a sacola com a estampa do show deste ano, ninguém fica reparando. Inclusive, encontrei algumas alminhas semi perdidas na estação de Yokohama com a sacola dos shows anteriores. (Antes que me perguntem, a eco-bag do show do Masaharu Fukuyama em 2007 no Saitama Super Arena está sendo de uma utilidade quando vou fazer compras com o namorido...)

Verdade seja dita: se as próximas vezes esse exame médico anual for essa tranquilidade, vai deixar de ser tragicomédia para ser rotina. Mas resta saber qual vai ser o resultado este ano, se vai ser a mesma coisa (que eu preciso emagrecer mais, falta de ferro no sangue, pressão sanguinea despencando a ponto de perguntarem "como está viva ainda", taxa de açucar ultra baixíssima...) ou vai ter algum plus a mais.

Fotos: da tirinha do Garfield (o episódio em que pede-se várias pizzas com tudo que engorda e arremata com refrigerante dietético, isso acontece comigo, sim) e da capa da revista CREA, encontrados via seo gugol; do Tokyo Dome e do cartaz do TamaHome foram da autora lesada aqui.

Antes que me perguntem porque já estou plantada no computador em pleno dia de folga, vou avisando: queriam que eu fizesse o quê com um aguaceiro lá fora? Aproveito e dou uma limpada no meu HD do computador que deve estar cheio de novelas torrentadas não assistidas...

Wednesday, September 15, 2010

Diversão Faz Bem

- Como é que é?
- Você endoidou de vez agora? Tira logo suas férias, vai!
- E seu namorido não achou ruim?
- Não acredito, uma mulher como você...
- Realmente, você tem um gosto muito suspeito mesmo!
- Sério??? Tem mais que ir mesmo, você merece!!!

Sim, foram essas e muito mais reações que eu ouvi de muitos conhecidos meus (via pessoalmente e redes sociais) quando eu disse que queria cinco dias de folga justamente por causa disso....

Tokyo Dome, dia 19 (último dia de minha folga), estarei lá!!!

Uma das vantagens de ser associada é o fato de conseguir ingresso garantido e também (tentar) um lugar melhor pra ver. Como todo mundo disse-me que o Tokyo Dome tem espaço pra dar e vender, vai ser um show semelhante ao que eu fui vinte anos atrás no Maracanã, me espremendo e sendo espremida, mas consegui ao menos ver o Paul McCartney ao vivo. E ainda por cima: no gramado, quem foi em show assim, sabe como é.

Fabiana, se você estivesse aqui e eu tivesse a sorte de ganhar no sorteio, poderíamos ver o Takuya no cinema final deste ano, no esperado filme "Battlestarship Yamato"!!! (perdão pela foto desfocada que tirei do celular...)

Dêem-me um desconto, leitores: quem me acompanha este sítio sabe que eu tenho um gosto muito suspeito pra música - ao mesmo tempo que sou fã dos Beatles, a ponto de torcer pra que ao menos o Sir Macca ou Ringo Starr vierem fazer um show aqui no Japão, enquanto eu aqui estiver, eu também vario muito meu gosto musical. Existem alguns gêneros que não consigo digerir nem com aquele chá da Suntory que é ótimo pra queimar o excesso de gordura, mas falando em j-pop, gênero que uma parcela dos leitores desconhecem, depende muito do que estiver surgindo ou relembrando.


Mais chances de uma sessão pipoca: Além do filme do Takuya Kimura, também as chances de conseguir ir ver o filme do Tsuyoshi Kusanagi - "Boku to Tsuma no 1778 no Monogatari" ("História de eu e minha esposa em 1778") - podem ser grandes. Ingresso pra dois, agora pergunta se consigo convencer namorido a ir comigo. De quebra, a refilmagem de 1963 para "Thirteen  Assassins", de Takashi Miike, com desconto. Motivo: Goro Inagaki também faz parte do elenco.

Eu respeito muita gente que vai em shows, não importa de quem for, desde que respeitem o gosto alheio também. Felizmente, o pessoal que trabalha comigo, apesar de quererem me internar, aceitaram meu pedido de folga nos dias em que o show será no Tokyo Dome. Se quando metade do pessoal pediu dois dias de folga num final de semana pra ver a Lady Gaga no Yokohama Arena e eu não falei nada (exceto como chegar lá e as dicas furadas de como ir num show lá)...

Para quem na Comunidade do Smap no Orkut perguntou da lembrancinha: quem é membro do fã clube, em comemoração dos 20 anos do quinteto, um presente: um porta passe do bilhete de trem, metrô ou ônibus (ou crachá de identificação da firma). O meu está devidamente guardado, pois dá uma pena de usar...

Como a partir de hoje estarei de folga do trabalho, a atualização aqui vai ser a mesma de sempre, pois não irei viajar pra lugar algum, motivos de compromissos agendados antes de iniciar a semana. Folga não significa especificamente "viajar para longe", mas ficar longe do estresse do trabalho e dos problemas.

Os leques tamanho litro que o pessoal vai usar no show para acompanhar as músicas. Na foto (que encontrei no livejournal), os do Takuya Kimura e Shingo Katori. Pra Fabiana (Yoko), pode deixar: vou garantir o Kimura procê!

- Antes que nos esqueçamos, Iwa(saki): boa semana de folga e... divirta-se MUITO no show, mas deixa o Kimura inteiro! (Foi o que o pessoal do meu trabalho disse quando encerrei o expediente e comecei meu dia de folga. Só que eles se esquecem que não é o Kimura o meu número um favorito...)

Fotos: do início do post, tirada pelo namorido kinguio quando fomos passear nos arredores do Tokyo Dome City em dezembro de 2006 (estava frio pra caramba, por isso o baita do casacão, e foi a época que tinha emagrecido horrores). O restante (menos os dos leques tamanho litro), da própria autora lesada via celular que no dia resolveu se revoltar e ficaram meio embaçadas...

Monday, September 13, 2010

Calmaria



Finalmente, depois de agosto ter sido um dos piores meses que já passei em minha vida, ao menos este mês está sendo de uma tranquilidade e até digo um pouco de sorte. Não, não ganhei sozinha na Loto 6, mas de que agora parece que as coisas estão melhorando. Aos poucos, mas melhor assim.

Por enquanto ninguém mais atentou contra nosso carro. Mas também deixamos como está pra ver no que daria. A polícia por enquanto não descobriu quem foi. Agradeço pelas mensagens de apoio, de ajuda e de preserverança deixados nas caixas de comentários, deixou-nos mais fortes e passaram por cima de um único comentário infeliz que deixaram. Isso porque não foi com ele, o que deixou-nos a impressão de que, ele aceita a atitude que fizeram conosco. Bom, deixamos as coisas tristes para trás.

De alguns dias para cá, como o tempo deu uma pequena refrescada, fui para a estação de bicicleta. Eu evitava de ir por causa da volta: como onde eu moro fica no alto da cidade, na ida, toda descida o santo ajuda, e como toda ida que tem descida, a volta né... E claro, andando de bicicleta, você acaba descobrindo outros caminhos e outras curiosidades que nem de ônibus ou carro a gente viria. Sem falar de manter a forma e dar mais disposição. Será que por isso estou postando quase todo dia?!

O bairro onde moro é mais residencial, apesar da estrada principal cortar a cidade, com o trânsito de manhã, ao final da tarde e nos feriados prolongados quebrar o silêncio do local e da construção de um túnel (para facilitar o fluxo). Não digo não ter lojas ou supermercados, o que obviamente possui uma loja ali um restaurante aqui durante o percurso. Mas não ser congestionado como o centro da cidade, onde fica a estação.

Nas próximas semanas, namorido será transferido de trabalho. Embora vai ter que pegar um ônibus e um trem, pelo menos relação custo x benefício sairá mais em conta do que antes. O que vai ajudar mais ainda na procura de um outro apertamento, algo que estou sempre comentando, mas está sendo difícil de correr atrás. Espero mesmo que até o final do ano as coisas já se normalizem (bem disseram: pra procurar um apertamento aqui, sofre...).

Onde estaria a calmaria nisso tudo? Eu diria que dentro de mim mesma. Tentando ter paz comigo mesma para que eu possa levar adiante muitas coisas para que as coisas continuem a dar certo. Não faço meditação (algo que eu deveria fazer alguns minutos por dia) tampouco mudei de religião (respeito a escolha religiosa de cada um, desde que não fiquem me torrando), mas diariamente, ao acordar, faço orações agradecendo pelo dia que passou e pelo dia de hoje. E sinto-me mais leve e renovada.



"Love & Peace Inside?", de Noriyuki Makihara. Se ninguém retirar o vídeo...

"Certamente meu coração será mudado / assim como o mundo também / de forma inesperada/  eu posso mudar o mundo / Não é preciso brigar com os outros por coisas banais/ para mudar / do fundo do coração continue a perguntar / existe paz e amor dentro da gente?"

Foto: tirada da própria autora em uma de suas caminhadas em Yokohama, perto do Minato Mirai, em maio deste ano (esqueci de anotar quem foi o autor da estátua).

Sunday, September 12, 2010

Mais do Mesmo: A Semana que Passou Voando

Depois de semanas o tempo abafado, quente, a ponto de mandar metade de uma população pro hospital e outra metade pro descanso eterno (tá, exagerei), ao menos na quarta que passou, o que passou foi um taifu, o número nove, mas como estava enfurnada no trabalho, nem vi sinal de vento. Só chuva. Por um lado foi bom, pois refrescou um pouco este tempo esturricante. Mas todo mundo sabe que quando vem taifu ou ciclone, furacão, vento forte, que seja, escreva embaixo: se a ventania passar, melhor ficar em casa...

Por eu ter um horário maluco de trabalho, muitas vezes acabo deixando de assistir aos programas que gosto, noticiários que acompanho e depois eu tenho que ficar procurando na internet ou ver a sinopse da semana no sábado ou domingo. Por isso que algumas vezes acabo de não fazer as "Pílulas de Conversa Fiada", item que começou na falta de publicar e acabou virando quase fixo tal como "Piggy Sakura Ouve..." aka "Discoteca Básica" (que aliás vira básica pra quem quiser por sua conta e risco haha). E esta semana, tive dias que tive que entrar mais cedo pro trabalho e outros sair muito mais tarde, até agora estou tentando me entender como é que eu ainda continuo tendo forças pra ficar postando algumas coisas, acompanhar blogs e comentar e de quebra tentar ver o noticiário. Vai entender mesmo...

Quem me conheceu pessoalmente, já me viu levemente roliça. Algo que raramente comento nos meus posts é minha proporção desfavorável de uma mulher de metro e meio (minto: tenho 1,56 cm de altura) e com BMI (Body Mass Index ou Indice de Massa Corporal ou qualquer interpretação ótima pra infinitas piadas internas) um pouco acima da média tolerável, e raramente posto foto minha (mesmo porque fotogenia nunca foi meu forte), então muita gente nem imagina como eu sou em carne, osso e piadas infames. Mas de meio ano pra cá, mesmo mantendo o mesmo ritmo de vida desregada e nada saudável, emagreci nada mais nada menos que oito quilos! Quando digo vida nada saudável, é que eu fico beliscando guloseimas fora de hora, mesmo no meu ambiente de trabalho ( vai um biscoitinho ali, um chocolatinho aqui...), tomo café por litro...

Percebi essa mudança no meu corpo no momento em que uma calça que pra entrar em mim, eu tinha até medo de respirar com receio da costura arrebentar, hoje fica sobrando demais e preciso fazer mais um furo extra no cinto. Detalhe: as calças eu comprei na seção especializada para quem está um pouquinho acima do peso... Tá, pode ser os fatores de eu estar fazendo mais caminhadas, fazendo mais uso de bicicleta e controlando a Catarina perante as guloseimas fora de hora... Mas o café, infelizmente não diminuí o consumo.
Alguém assistiu ao desenho animado "Ratatouille"? Eu assisti e... adorei tudo!

Falando em comida, estava vendo em blogs sobre o assunto, em São Paulo hoje termina o São Paulo Restaurant Week. Amigos do Brasil, alguém foi em alguma edição para poderem me explicar melhor como funciona, pois, quem sabe quando eu voltar de vez eu irei em um evento destes?

Até hoje meus amigos perguntam: "Iwa(saki), quando é que vai fazer um upgrade no seu celular?" Pra quem já está cansado de saber, tenho um HTC da NTT DoCoMo (Atenção: NAO estou ganhando cachê para divulgar o produto, viu?). Aquele que eu vivo falando "meu celular com ambições de ser um iPhone", mas ele está me ajudando e bem. Apesar de eu quase não fazer (nem receber) ligações, mas recebo meus e-mails e acesso algumas notícias (e os blogs), isso quando a conexão não cai. E ouço música e rádio também. Na verdade, a maioria de quem eu conheço possuem celulares de outra operadora e para ligar para mim, obviamente tem que pagar. Da mesma forma que eu pago inclusive quando faço para a mesma operadora, mas tenho meus minutos gratuitos que sempre acumulam pro mês seguinte. E por isso estão me convencendo a eu trocar de operadora. Sorry pessoal, mas no máximo posso trocar pelo Xperia, e eu troquei o atual há menos de um ano (nota: costumo ficar mais de quatro a cinco anos com o mesmo aparelho).
Vale a pena relembrar: este é o modelo que está aguentando bravamente a usuária.

Um dos cartuns que pensei que não chegaria ao Brasil devido ao conteúdo não muito aconselhável para quem sofre de depressão profunda (êêêêêêêêê pleonasmo...) e pode incitar muita gente lesada ao infinito a praticar o suicídio, mas chegou através da revista Piauí via Estadão. Do que falo? Dos "Coelhinhos Suicidas" (Do original de Andy Riley: The Book of Bunny Suicides: Little Fluffy Rabbits Who Just Don't Want to Live Any More ). O que fazem coelhinhos fofinhos e inocentes a levarem ao suicídio? Eu li dois exemplares originais aqui no Japão mesmo, via amostra na Tower Records, e a prova de que ainda estou aqui é que não pratiquei nada do que os coelhinhos fizeram. Mas que é uma boa amostra de humor negro, made in England eu tenho que reconhecer. Veja uma amostragem aqui e também aqui. Mas adverto: veja por sua conta e risco.

Tem até calendário e agenda deste cartum pro ano que vem! Fico imaginando eu ter um destes na minha mesa de trabalho e a cara que o pessoal faria quando passasse na minha mesa e visse a cena...

Em tempo: na semana que passou, anunciou-se a vinda do Sir Paul McCartney no Brasil no final do ano. Logo a seguir, o próprio desmentiu os boatos. Quem tinha informado a vinda do ex-Beatle, foi o jornal Clarin. Até o Estadão anunciou que três empresários estavam sondando o Estádio do Morumbi para ser o local dos shows em Sampa. Maaaaaaaaaas... Muita gente vai ter que esperar mais um pouquinho... (Se nem no Japão ninguém cogitou de marcar um local pra fazer...)

Ilustrações do post de hoje: com a ajuda do são gugol, santo para os desesperados que querem encontrar mas não sabe por onde começar...

Saturday, September 11, 2010

Falta Pouco...

Acho que mencionei nem lembro se foi aqui ou no twitter que semana que vem tirarei cinco dias de folga seguidas. Folga do trabalho, vamos dizer, porque em casa vou ter trabalho, afinal, também tenho que cuidar do apertamento por mais que os problemas que tivemos (vide agosto), mas a gente tem que superar e seguir adiante (leia-se: juntar um bom montante para mudar para outro apertamento, pois sair de um e entrar em outro, acham que custa barato?).

A última vez que tive férias mesmo, daqueles de tirar um mês e ficar longe de quase tudo, foi quase cinco anos atrás, porque coincidiu do meu irmão caçula acabar a faculdade e eu ter juntado um mês de férias remuneradas a qual tenho direito. Depois, foram folgas a moda do esquartejador, ou seja, picadas, estilo "um mês tirava além dos oito a dez dias obrigatórias, mais duas remuneradas" e por aí ia.

Quando meu chefe perguntou. dois meses atrás, quando é que eu gostaria de tirar meus dez dias de férias, eu disse "na semana de 15 a 19 de setembro". "Mas por que não quer tirar em agosto?" Quando falei os motivos, ele virou pra mim e disse: "realmente, você precisa mesmo de férias, os outros cinco dias você me fala depois".

Quem me acompanha neste sítio, sabe que mais ou menos nesta época, tenho o famoso,  nada esperado e temível exame médico anual e obrigatório o que empresa todo ano nos despacha a fazer (releiam as tragicomédias em 2008 e no ano passado). E coincidiu este ano ser na semana que marquei minha folga e também, ser na semana em que estarei dentro do Tokyo Dome pela primeira vez na minha vida.

Explicando: a clínica onde fazemos o exame, fica a algumas quadras do Tokyo Dome, famoso estádio do Yomiuri Giants (time de beisebol), onde além dos jogos, efetuam-se eventos, desde palestras a shows de grande capacidade (pra mais de 50 mil pessoas). Toda vez eu passava perto, mas nunca entrei dentro para saber como era. No máximo, no final do ano de 2006, eu e namorido kinguio tiramos fotos dos enfeites que eram as mais fofas possíveis.

Este mês, dia 19, finalmente mato mais duas vontades numa pancada só: depois de doze anos somente assistindo aos programas, ouvindo músicas mas neca de tentar ir em show algum, finalmente (depois de ter a cara de pau e coragem pra se associar) estarei no Tokyo Dome para o show do quinteto preferido da autora lesada depois dos Beatles e Masaharu Fukuyama - sim, o Smap. (Daí entendido porque o meu chefe logo cedeu-me as férias.) E isso vai ser assunto na próxima semana explicando porquê.

Mesmo sendo cinco dias, para mim já estão de bom tamanho. Só o fato de ir pegar o trem para ir passear, espairecer a cabeça e ver o quê tem de novidade, já valerá a pena. Ou pegar um cinema no lady's day ou o que der para fazer, já que pelo menos durante as manhãs eu costumo dar um trato na casa (leia-se: estender roupa lavada, tirar o pó da casa, jogar lixo...). Encontrar os amigos, só se coincidirem as folgas, pois assim como tenho dias que nem estarei em casa, os amigos podem estar trabalhando ou terem compromisso também. Compreendo.

Embora este mês de setembro, depois que eu voltar das minhas merecidas folgas, terei duas semanas de trabalho direto, ao menos aos finais de semana terei folga. E o melhor: vai dar pra ir assistir ao lançamento do filme "Juusan Nin no Shikyaku", que está agora no Festival Internacional de Veneza, que vai estrear nos cinemas daqui a partir do dia 25 de setembro, num sábado.

Lei de Murphy: quanto mais espera seu dia de folga, mais as horas custam a passar.

Tira que ilustra o post: Garfield, o gato gordo laranja mais famoso dos quadrinhos (via seo gugol)

Thursday, September 09, 2010

Sustentabilidade

Em uma de minhas navegadas pela internet durante uma folga que precisei ficar mesmo em casa (leia-se: cólica violenta a ponto de nem poder pôr o nariz pra fora), entre postagens, leituras de e-mails e uma assistida a vídeos de programas perdidos, um artigo sobre sustentabilidade no site Monalisa de Pijamas, chamou-me a atenção. Resolvi acessar o site e ver sobre o que o Brasil estaria fazendo a respeito de melhor qualidade de vida.

O site, feito pela equipe dos produtos alimentícios Oetker (sim, aquela marca da "cabeça branca"), o "Faça Crescer", aborda temas de "como viver melhor sem prejudicar o meio em que vivemos". Melhor dizendo: aproveitamento melhor de alimentos, reciclagem de materiais, alternativas de economia doméstica...

(Aí vai ter trocentos leitores lotando minhas caixas de comentários e meu e-mail dizendo que "eu vivo numa realidade alternativa, que vivo num mundo de ilusão, que reciclagem e o diabo-a-quatro é coisa de gente podre de rica" e por aí vai.)

Eu reconheço que moro num país onde hoje a reciclagem é levada a sério. Ainda mais que aqui falta espaço e quando tem, é disputado no tapa e aproveitam o máximo que puder. Do espaço. Estou falando sério: aqui no Japão, sobre aproveitamento, eles levaram às últimas consequências, como hortas subterrâneas e no terraço. Pode ser que os legumes e verduras possam sair um pouco mais caras se vendesse no mercado, mas essas hortas alternativas são feitas para a alimentação dos funcionários dos prédios onde trabalham. Eu cheguei a ver uma reportagem sobre uma horta destas em um prédio em plena Marunouchi (Tóquio).
Hortas verticais - uma alternativa para seu lar caso falte espaço e também decorar a casa (e quando falta algum tempero na hora de fazer o almoço ou jantar...)

O lado bom é que os funcionários podem comer no próprio local, sem precisar gastar muito e ficar queimando pestana para procurar um lugar com menos fila para almoçar. Quem trabalha em grandes centros, sabe do que eu falo.

Ainda sobre aproveitamento: ouvi casos e casos aqui de empresas alimentícias que, por questões de que o produto saiu defeituoso (leia-se: cozimento passou do ponto, queimou um pouco a mais, rachou), eles jogam fora no lixo!!! Como cada caso é um caso, mas vai saber o destino desta comida "desperdiçada" - pode ser que eles jogam fora mas para finalidade de alimentação de animais, virar adubo... Por que não repassar para consumo da própria empresa? Dizem que seria "questão de saúde do funcionário", pois, como é sabido, as indústrias alimentícias usam alguns conservantes e produtos químicos para preservar a comida. Vai saber.

Conheci uma panificadora que aproveitava o máximo dos pães - se sobrava MUITO pão de forma, eles transformavam em farinha de rosca (ou "panko") para empanar os croquetes ou separavam para vender na própria lojinha por um preço bem módico - do tipo 2 pelo preço de um, desconto de 10 a 20%, enfim, mais barato do que comprar no supermercado (nota: até hoje compro nessa padaria, mas é um pouco longe de casa).

Quem chegou a ver alguns comerciais aqui, existe um aparelho que transforma os restos de comida em... adubo orgânico! Desde os domésticos até em escala industrial.

Uma das novidades em matéria de aproveitamento dos recursos naturais, são as bolsas com bateria solar. Coisa de ficção científica? Hoje, não. No meio deste ano, a empresa de bebidas daqui, a Suntory, lançou uma campanha do estilo "compre o six-pack de cerveja e junte pontos para concorrer a bolsas com bateria solar". A campanha acabou, mas vale o registro, pois, além dos "garotos propaganda" serem os simpáticos veteranos do programa "Shoten" (todo domingo, as 17:00 pela Nippon TV), eram dezoito bolsas a escolha do sorteado.

As bolsas vinham acopladas um painel solar, que captava a energia solar e com isso nunca ficaria na mão, caso a bateria do celular acabasse (ou do seu game portátil). Além do mais, o material utilizado nas bolsas eram material reciclado. Neste verão que passamos, o painel solar foi uma boa pedida.

O site da Oetker começou com a campanha do fermento - na compra do fermento, vinham sementes de algumas árvores. O pote do fermento, depois de usado, claro, serve como vaso provisório para fazer a muda até a planta atingir o tamanho ideal para a transferência pro lugar definitivo.

Se não tiver um lugar para plantar, não se preocupem, que o site indica os lugares que aceitam sua árvore (detalhe: no Brasil).
Fermento pode crescer bolos e pães e também crescer plantas e conscientização das pessoas.

Se vocês souberem mais sobre sustentabilidade e formas de melhorar a vida, aproveitar os recursos e novidades para ter um mundo melhor (nem que seja a partir de sua própria casa ), podem participar do forum do site do Faça Crescer ou também publicar nos blogs...

Fotos: NTT via iuchubi (campanha da Nihon Telecomunications), da revista Epoca (sobre hortas verticais), site da Suntory (campanha das bolsas solares), site da Oetker (campanha das sementes).

A autora lesada pede desculpas se o artigo entrou antes do esperado no feeds e updates de muitos blogs, e quem acessou - cadê??? -, mas ao invés de dar um ctrl+b para dar negrito, acabei dando um ctrl+p e acabou publicando pela metade. E minhas férias que demoram a chegar...