Sunday, October 31, 2010

Esclarecimentos (ou respondendo alguns comentários passados)

Sim, eu prefiro acreditar na Grande Abóbora que vai trazer docinhos para a criança mais sincera da plantação de abóboras (resta saber onde vou encontrar uma aqui em Yokohama...)

Vamos lá que nem deu para responder nos comentários (alguém sabe como posso responder dentro do comentário de alguém?)...

Sobre "J-Dorama", as Novelas para todas as audiências (dia 23 de outubro): Apesar que respondi todo mundo, vou tentar esclarecer melhor. O fato de eu gostar de assistir aos "doramas" japoneses, é que eu também tenho meu lado tosco e até fútil para alguns. Quem me conhece, pensa que eu vivo lendo artigos científicos, economia e literatura mais profunda. Pode até ser, mas minha mente também precisa ter um lado de entretenimento o que seria assistir filmes leves, românticos, divertidos, e também daqueles de levar as cinco caixas de lenços de papel. Se no Brasil eu assistia as novelas da rede do plim plim? Posso dizer a verdade? Nunca consegui acompanhar uma novela de cabo a rabo nem no "Vale a pena ver de novo", pois dos meus 15 aos 27 anos eu levava jornada dupla: estudava à noite; mesmo depois de ter terminado a faculdade, eu lecionava. A noite. Trabalhava de dia numa empresa e a noite... lecionava. Workaholic?! Quase, mas pelo menos eu ainda conseguia assistir ao Jô Soares e Matéria Prima, Vitrine e Roda Viva no lugar de novelas... E quando vim parar aqui, descobri os "doramas" e como disseram-me que "final de tal estação ano acaba", era isso que eu queria. Sem enrolação, semanais e de vários tipos e canais. Tem um ou outro que você tem vontade de morder o braço e arrancar fora, mas muitos valem sim, a pena perder uma hora (contando comerciais) pra refrescar a mente.

Sobre "A Semana que Passou ou A Volta dos que Não Foram" (dia 24 de outubro): Eu sabia que ia ter muita gente se perguntando "mas será que ela vai dar uma guinada de 360 graus, surtar e virar outra pessoa?" algo assim. Na verdade, até era uma mudança que ia ser muito, mas muito radical mesmo. Depois, conversando muito com namorido kinguio (eis o lado bom de ter uma cara metade nessas horas, perdoem-me, tá?), achei por bem não fazermos as coisas precipitadamente. Depois, pra voltar atrás, nem pensar. Portanto, antes de dar o passo maior que a perna, melhor parar pra refletir e colocar os prós e os contras na balança e tirar as conclusões.

Respondendo quem não tinha respondido:

- Elisa, na verdade, até quinta-feira (28) estava ainda meio desnorteada, colocando os prós e os contras e tirar o balanço final. O que pensei que poderia ser um benefício, poderá mesmo acabar sendo um caminho sem volta, mesmo sem ter experimentado. Só de sentir as primeiras impressões, já senti foi o drama. O que concluí é que, a partir de agora, empenhar-me em melhorar o meu potencial outrora em estado de sonolência, o que significa acordar de vez e batalhar.

- Fabiana (do Sonho Doce, Sonho), existem certas mudanças que a gente acaba fazendo achando que será melhor e no final a gente sofre para melhorar. Mas existem compensações nisso tudo. Quando decidi largar o serviço de auxiliar contábil em um escritório e dedicar-me a lecionar os três turnos, foi pensando em ter mais liberdade de ajustar os horários e fazer outras coisas. Conclusão: em três anos que lecionei, fiz curso de inglês, escrevia artigos para jornal (em troca de assinatura gratuita do mesmo), traduzia textos e ainda tinha tempo para ir ao cinema, teatro e sair com os amigos. Mas a "virada de mesa" mesmo foi ter vindo ao Japão. Não me arrependo de ter vindo, apesar da saudade da família. Só preciso ajustar o tempo para aparar algumas arestas... E você tem tempo sim. Sinceramente? O curso de confeitaria seria uma ótima opção...

- Margarida (a.k.a. lolipop, do Banzai), existem mesmo horas que a rotina se torna tão cansativa que dá vontade de surtar. Só não fiz isso porque ainda estou consciente do que estou fazendo. Eu acho, né? Como eu disse, eu preciso conciliar o tempo para outras coisas. Será meio espinhoso, mas tenho fé.

- Fernanda, quando resolvi juntar as escovas de dente com namorido kinguio, tínhamos muito poucos recursos, mas fomos em frente e chegamos onde estamos. Apesar que atualmente a situação (financeira) não está aqueeeeeeeeelas coisas, pelo menos dando para comer, pagar as contas e uns trocados para o cinema de vez em nunca, já bastam. Já chegamos ao ponto de ter que passar o mês com o mínimo possível, mas nada é fácil neste mundo, não é verdade?

- Cacá, mudança sempre dá aquela impressão de "ai minha nossa, o que virá depois". Pode ser que no começo lhe dê aquela ansiedade, medo e tudo junto. Depois, pode ser que goste. Ou odeie de vez mesmo. O único porém do meu atual trabalho é o horário que às vezes é meio desregulado, mas a gente sempre acaba dando um jeito de controlar tudo. Eu acho... (Não esqueci do e-mail, não, mas se prepare rs)

- Gabriel, se bem que aqui também não está como nos anos 90, mas no quesito segurança, dependendo do terreno que se pisa, pode dormir tranquilo. Pelo menos ainda consigo pegar um trem com o celular na mão lendo as notícias do dia sem ninguém chegar junto e disser "gostei do seu celular, passa pra cá".

- Sobre "O Passado Te Condena. As Vezes" (26 de outubro): Era para ser uma postagem estilo "tosqueiras, toupeirices, diversão e ai minha nossa eu também me submeti a essa pagação de mico", mas sempre tem um que resolve achincalhar, o que eu diria que seria uma falta de humor. Felizmente meus leitores bem identificados sabem levar a postagem numa boa e até a gente compartilha os micos que pagamos.

- Fabiana Yoko, eu sei que você queria ver a barriguinha séquichi do Takuya Kimura, confessa, eu prometo que não "espaio" eheheh. Mas o vídeo de 1995, realmente, não há quem olhe hoje e morra de rir (nem tanto pela coreografia, mas pelas roupas, que, se bobear cabem dois Masahiro Nakai dentro).

- Fabiana (Sonho Doce, Sonho), eu só não usei a tida saia balonê porque eu era meio gordinha e sou baixinha pros padrões de quem poderia usá-la. Ainda bem, um mico a menos para se pagar, mas confesso que a calça santopeito era o pior de todos. E como disse: o lado bom de ter familiar cabelereiro - corte de cabelo na faixa ou a precinho módico pra não ficar chato. O ruim: ser cobaia e não poder dizer não por pura consideração familiar...

- Satie, que fase da Seiko Matsuda você chegou a ter o penteado? Eu tive por alguns meses aquele corte curto com direito a franja batida estilo Lady Diana. Felizmente cabelo cresce, mas a foto vergonhosa fica...

- Desabafando, das calças coloridas, acredita que eu já tive uma amarelo mostarda e laranja cenoura (detalhe: eram da Benetton, acho que explica quase tudo)? Um belo dia, fui dar aula vestida de camiseta branca e calça cenoura. Resultado: minhas colegas me chamaram de Dona Cenoura por uma semana (felizmente os alunos nada falaram... na minha frente, óbvio). Aqui, se eu andasse dessa forma, ninguém ia reparar, porque os jovens (e até distintas senhoras e senhores) fazem uma coordenação de cores que vou te falar...

- Pro anônimo que não se identifica: antes de postar, pense bem antes de receber represálias. Nem vou te responder porque seria perda de tempo.

- Denise (Tabeteimasu): o queêêêê? O santopeito voltou a ser moda??? Aquela cintura que te achata o peito quase no pescoço? Bem, ao menos os clogs não entrou na moda aqui, o que está sendo seriam as ankle boots com customização de polainas de pele falsa, as botas UGG (que a Kate Moss divulgou, lembra?).  Agora, quanto aos cortes de cabelo... Acho que só não passei máquina zero porque tinha a sã consciência. Atualmente, meu cabelo está liso, levemente repicado e com franja e... pintado de castanho, porque a idade avança e o contingente de cabelos brancos aumenta...

- MP Kouhaku, o dia que você montar um blog sobre os j-pop da era Showa e Heisei, pode crer que estarei sempre dando F5 para ver se tem atualização fresquinha, fresquinha!!! Tenho certeza que, se você estivesse no lugar do Atsushi Ito no comercial do café que eu postei nem lembro quando mas eu lembro sim, você levava uma das ex-Onyanko pra casa! O Go Hiromi fez 55 anos na semana passada, o sujeito continua inteiraço (tudo bem, pode ter um esticado ali e aqui ), está no comercial de achocolatados da Morinaga e fez um show de aniversário no Budokan. E pensa que tinha somente mulheres da faixa etária deles? Na-na-ni-na-nãão!!! O que está me deixando apreensiva é o estado de saúde de Nakamori Akina - desde setembro está internada e ninguém fala o que realmente a mulher tem! Coisas daqui mesmo (ou a pedido da própria, talvez para não assustar o pessoal). Agora, o Matchy, se vier pro Brasil, certamente ele vai estar em Interlagos pilotando um carro reserva pra sentir o gostinho do que fazer um show. E pensar que até meu cunhado chegou a ter um visual do Matchy no auge da carreira. Quanto ao trocadalho do Ukyo Katayama, eu sei: namorido tem o mesmo sobrenome, e sabe né?

- Bah, eu também tive a fase da calça pantalona fina nos tempos que trabalhava na cervejaria. Obviamente eu usava quando a gente tinha algum evento, ou alguma viagem a trabalho com direito a coquetel, coisas do trabalho... Mas acho que pior do que isso eu sempre insisto no maledeto item que felizmente desfiz do meu guarda roupa (daqui e no Brasil) que era a calça santopeito e semi baggy pra completar (e pensar que eram "de marca", como a Benetton e Levi's... e a mulherada da minha época adoravam os da Forum, M.Officer, Zoomp... lembra? Ops, melhor falar que não, ou vão denunciar nossa idade...)

- Sobre "Aguentando o Tranco desta semana" (29 de outubro): Meu ritmo de trabalho é bem corrido e  estou tentando aos poucos ajustar horário de trabalho, diversão e outras coisas mais. Chega próximo do dia de minha folga, parece que as energias vão se esgotando. Dá-lhe café, por mais que meus exames médicos (sim recebi os resultados, esqueci-me de avisar) indicam que eu preciso diminuir a quantidade, mas que posso fazer se o sono bate e nem dose cavalar de cafeína sem açucar resolve direito? Na foto da postagem, meu tumbler cabe o equivalente a 300 ml de líquido. Digo ecologicamente correto porque as cafeterias daqui, estimulam você a usar seu próprio copo para comprar bebidas, como no Starbucks, Tully's, Excelsior, Doutor Coffee e muitos outros. Além de ajudar a ecologia, evitando o uso excessivo de copos de papel, economiza - cheguei a ter 50 ienes de desconto na bebida. Pouco? Mas no inverno chego a bater cartão no Tully's e no Dean&Deluca três vezes por semana (ganho desconto e acumulo pontos, eita vício). A barra de cereal da Asahi Foods and Health Care já vendia-se em mercados há muito tempo, mas devido ao comercial feito ano passado com o maratonista Kanpei Hazama e recentemente com Tsuyoshi Kusanagi, nunca vi vender tanto cereal na vida. Ao menos no mercado do lado de casa acaba rapidinho (é que os demais seriam a base de biscoito e parece que estou comendo farinha).

- Jo*Chan (do Harajuku News), obrigada pela visita, venha sempre que tiver um tempinho, sim!

- Margarida, de todas as barras de suplementos alimentícios que experimentei, esse da Asahi eu acertei. Costumo comer depois das seis da tarde e olha que sustenta até eu chegar em casa! Só que acabo jantando salada ou frutas. Tá, eu sei que não seria certo, mas salada (seja de verduras ou de frutas ou ambas) faz um bem danado, não pesa e durmo tranquila, tranquila.

- Bah, eu lembro de você quando assisto ao Kisarazu Cats Eye por causa que você falava muito da cidade. E o dorama mostra a cidade inteira, o que atiçou minha vontade de ir pra lá um dia, nem que seja pegar o carro e encarar o Aqualine, ainda mais que no findi o pedágio pra quem tem o ETC paga 1000 ienes!! E teve gente que falava que "ah, Kisarazu é fim de mundo, não tem nada..." Sei... Fico aguardando as fotos de lá, viu? Ah: no dorama, uma das primeiras cenas seria a estação da JR de Kisarazu e o dorama foi inteiramente filmado lá!
Os cinco principais membros do time de beisebol Kisarazu Cats (da esquerda pra direita): Ani (Takeshi Tsukamoto), Bussan (Junichi Okada), Ucchi (Yoshinori Okada), Bambi (Sho Sakurai) e Master (Ryota Sato). De dia, rapazes comuns que trabalham com a família, porque a noite... eles são os Kisarazu Cats Eye, defensores dos fracos e oprimidos... a sua moda, claro. 


- MP Kouhaku, se comer uma barra destas no final do dia, sacia, eu garanto. A não ser que sua fome seja tanta a ponto de precisar de meio quilo!!!


- Satie, na verdade nem é pra emagrecer que como essas barras, é porque eu almoço as duas da tarde e quando chega seis da tarde, o estômago ronca de uma forma que assusta quem tiver o azar de estiver perto na hora. Uni o útil ao agradável: adoro chocolate, adoro cereais e o ippon manzoku bar veio em boa hora!!!

- Cacá, na verdade, é que em matéria de barras de cereais e suplementos alimentícios, muita gente que eu conheço, lembra primeiro da Calorie Mate, da Otsuka. Os da Glico e esse da Asahi pouca gente sabia, a não ser que na hora de comprar prestasse bem atenção na embalagem. No meu caso, eu como por causa que eu adoro chocolate e cereais. O Calorie Mate por exemplo, parece que estou comendo biscoito de farinha, acho que nem sustenta, sei lá. E olha que comi muito disso alguns anos atrás. Agora viciei neste da Asahi...

Nossa, que postagem longa! Espero que não deixei ninguém na mão...

Fotos do post: via seogugol. Da Grande Abóbora porque lembrei que hoje seria dia das Bruxas e até hoje lembro do desenho animado do Snoopy com Linus e a esperança de que a Grande Abóbora aparecesse para ele trazendo doces e presentes. Também tem a famosa parte em que a fala de Charlie Brown ficou marcada para muitos "...e eu, uma pedra". E da cena de "Kisarazu Cat's Eye", um dos doramas que valeu a pena eu ter visto com um certo atraso, pois era um dos poucos doramas que se ambienta totalmente na cidade de mesmo nome (e de tanto que a Romina "Bah" vivia falando da cidade, que agora bateu a vontade de ir conhecer mesmo!).

Saturday, October 30, 2010

[Discoteca Básica do Empório]: "The Beatles/ 1962-1966" e "1967-1970"


Depois de setembro eu ter esquecido completamente da seção mensal dos álbuns que eu ando ouvindo (não significa que eu fico ouvindo o mesmo álbum o mês todo, por favor!), desta vez eu voltei e com dose dupla. E antes que muita gente resolva me assar viva embalada em papel alumínio e espetada num rolete para alimentar metade de uma nação, o motivo de incluir os Beatles na "Discoteca Básica" de hoje seria o relançamento de duas coletâneas mais conhecidas do quarteto.

Lançados em 1973, três anos depois que o quarteto resolveu seguir seu caminho em separado, os dois álbuns seriam as músicas que mais consolidaram a carreira do quarteto desde o primeiro single oficial até a última música lançada. Nem me perguntem como foi que a gravadora (a EMI) fez a seleção, dizem que teve o aval dos quatro, mas na época vendeu bastante, ficou em primeiro lugar nas paradas de sucesso (Billboard e recomendado pela Rolling Stone).

Por que muitos conhecem esses dois álbuns como "Album Vermelho" e o "Album Azul"? Bem óbvio, claro, para diferenciar os álbuns, já que as capas são bem semelhantes. Aliás, na verdade, a do "Album Vermelho" (1962-1966), eram da sessão de fotos feita pelo renomado fotógrafo Angus McBean para o primeiro álbum do quarteto - "Please Please Me", na marquise do prédio da EMI Studios (hoje não existe mais). Em 1969, pensando em fazer um álbum "de volta às raízes", resolveram chamar o mesmo fotógrafo e fazer a sessão de fotos no mesmo lugar, quase na mesma pose. O álbum "Get Back" não vingou (acabou sendo "Abbey Road"), mas as fotos foram reaproveitadas. A foto interna do álbum, de 1968, é a mesma nos dois álbuns.

Relançado em versão digital em 1993, a deste ano quase não teve alterações, exceto quem tiver um ouvido pra lá de apurado, entende-se que fará diferença na remasterização, bem dizendo mais na parte técnica, e para quem quer mais, os booklets com a ficha técnica das músicas, fotos inéditas, notas, etc. Lançado mundialmente em  18 de outubro (nos EUA saiu um dia depois), na Oricon as duas coletâneas já ficaram em 3o. lugar.

As músicas, são as mais conhecidas, como as de início de carreira ("Love Me Do", "Please Please Me"), a que consolidou o rock ("She Loves You", "A Hard Day's Night", "Revolution"), as inocentes ("I Want to Hold Your Hand", "All My Loving"), as baladas ("And I Love Her", "Yesterday", "Michelle", "Something", "Hey Jude"), as confessionais ("Help!", "Ticket to Ride", "We Can Work it Out"), as historinhas ("Paperback Writer", "Eleanor Rigby", "Ob-la-di, Ob-la-da"), com "mensagens subliminares" ("A Day In The Life", "Strawberry Fields Forever"Lucy in the Sky with Diamonds", "I Am The Walrus", "Come Together"), nostalgia ("In My Life", "Penny Lane"), as derradeiras ("Get Back", "Let it Be", "The Long and Winding Road"). 

Para quem ouviu muito pouco dos Beatles, essas duas coletâneas podem ajudar e muito (confesso: foi um dos primeiros álbuns que ouvi em minha vida, tenho o "Red Album", e para horror de muita gente que me conhece, nunca consegui comprar o "Blue Album", o que seria uma bela de uma vergonha).

Os álbuns originais, em vinil, eram duplos. Haviam versões em que o próprio vinil era da cor da capa correspondente, outras, para identificar o lado "A" e lado "B", o selo era a maçã verde (símbolo da gravadora Apple que na época era quem mantinha os direitos das músicas) inteira e cortada ao meio. E melhor: vinham com as letras! A capa de um era o verso da outra e por aí vai. E o CD também é duplo.

As músicas do "Red Album" ("The Beatles 1962-1966"): Disco 1 - "Love Me Do", "Please Please Me", "From Me To You", "She Loves You", "I Want to Hold Your Hand", "All My Loving", "Can't Buy Me Love", "A Hard Day's Night", "And I Love Her", "Eight Days a Week", "I Feel Fine", "Ticket to Ride", "Yesterday"; Disco 2 - "Help!", "You've Got to Hide Your Love Away", "We Can Work It Out", "Day Tripper", "Drive My Car", "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)", "Nowhere Man", "Michelle", "In My Life", "Girl", "Paperback Writer", "Eleanor Rigby", "Yellow Submarine".

As músicas do "Blue Album" ("The Beatles 1967-1970"): Disco 1 - "Strawberry Fields Forever", "Penny Lane", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "With a Little Help From My Friends", "Lucy in the Sky With Diamonds", "A Day In The Life", "All You Need is Love", "I Am The Walrus", "Hello Goodbye", "The Fool on the Hill", "Magical Mystery Tour", "Lady Madonna", "Hey Jude", "Revolution"; Disco 2 - "Back in the U.S.S.R.", "While My Guitar Gently Weeps", "Ob-la-di, Ob-la-da", "Get Back", "Don't Let me Down", "The Ballad of John and Yoko", "Old Brown Shoe", "Here Comes The Sun", "Come Together", "Something", "Octopus's Garden", "Let It Be", "Across The Universe", "The Long and Winding Road".

Curiosidades:

- "Yesterday" é, até hoje, a música que tem mais covers desde seu lançamento, em 1965. Possui mais de 3000 versões diferentes, foi a primeira música em que os outros três Beatles não participaram na gravação - era somente Paul McCartney ao violão com um quarteto de cordas.
- "Ticket to Ride" foi a primeira música a passar os três minutos permitidos para que pudesse ser tocada em rádios. Tem três minutos e dez segundos. Foi também o título do último programa de rádio que os Beatles tiveram na BBC - "The Beatles invite You for A Ticket To Ride". Também existe um episódio de 1965 da série inglesa "Doctor Who" onde eles aparecem por 15 segundos na TV interpretando a música. A cover mais conhecida é dos Carpenters, de 1969 (que também acabou sendo o nome do primeiro álbum da dupla).
- "Norwegian Wood" além de ter tornado-se o nome do livro do escritor japonês Haruki Murakami (e filme a ser estreado em dezembro), na verdade era uma canção subliminar de John Lennon sobre seus casos extraconjugais.
- "Strawberry Fields Forever", apesar que no final dá pra ouvir uma voz dizendo "I buried Paul" ("eu enterrei Paul", mas Lennon insistia que era "cramberry sauce", mas vai saber), é o nome do orfanato mantido pelo Exército da Salvação de Liverpool, onde John Lennon costumava ir ver a banda tocar quando criança nas festas de verão (o nome do orfanato se chamava "Strawberry Field"). 
- "Penny Lane" é o nome do bairro de Liverpool. Alguns dos locais mencionados na música realmente existem. Quem ouviu e não entendeu a frase "four of fish and finger pies", explicando: "four of fish" seria uma porção de peixe com batatas fritas (típico na Inglaterra) e "finger pie" seria uma gíria sexual. Tanto "Strawberry Fields Forever" como "Penny Lane" coincidem o fato de serem lembranças da infância/adolescência dos Beatles (especialmente Lennon na primeira e McCartney na segunda) e as duas músicas acabaram sendo lado A e B respectivamente de um single
- "Sgt. Pepper's...", "With a Little Help from My Friends" e "Lucy in the Sky with Diamonds" foram inclusas de uma vez só como no álbum original, pois uma liga a outra, sem intervalo. "With a Little Help from My Friends", muita gente conhece na cover de Joe Cocker - cuja versão era o tema da série "The Wonder Years" (ou "Anos Incríveis", alguém lembra?). "Lucy in the Sky with Diamonds", por mais que Lennon jurava de pés juntos que era um desenho que seu filho fez de uma amiguinha (o que era verdade mesmo), ninguém engole a história e prefere acreditar mais que seriam os efeitos do LSD mesmo: céus de geléia, táxi de jornal... Pelo menos a música teve um mérito - em 1973, uma espécime feminina de um fossil foi batizada de Lucy, pois os arqueólogos estavam ouvindo a música...
- "A Day in the Life" foi banida das rádios pelas inúmeras mensagens subliminares incluindo a erva que passarinho não fuma. Mas tratava-se em partes de um fato real de um fatal acidente de carro. Inclui a orquestra de 40 músicos fantasiados, com direito a som que somente cães poderiam ouvir e até dizem que, rodando o disco ao contrário escutava cada frase (não, não eram mensagens do demo)...
- "Hey Jude" foi a primeira música a ser lançada pela gravadora criada pelos Beatles. O lado B do single de "Hey Jude" - "Revolution" - a versão é bem diferente da que aparece no vídeo promocional de 1968.
- "Back in the U.S.S.R." era um rock influenciado pelo som dos Beach Boys e Chuck Berry. Para quem ainda lembra das disciplinas de História e Geografia, USSR seria a forma em inglês para a hoje desmantelada União Soviética. B.O.A.C. é a atual companhia de aviação British Airways (antes chamava-se British Overseas Aircraft Company). Coincidentemente tanto na Russia como nos Estados Unidos, existe uma cidade chamada Georgia. 
- "While My Guitar Gently Weeps", composição de George Harrison, trouxe um convidado especial - o guitarrista Eric Clapton, na época (1968) era considerado o "deus da guitarra". Apesar de terem dividido a mesma mulher, os dois continuaram mantendo a amizade até o falecimento de Harrison, em 2001.
- Mais Harrison: "Something", foi a primeira (e a única) composição dele a ser lado A de um single. Lançado em 1969, foi tida até por Frank Sinatra como "uma das mais bonitas baladas do mundo" (e olha que ele abominava o rock and roll). Atualmente, é a segunda canção dos Beatles que detém o maior número de covers (o primeiro eu já falei).
- "Across The Universe", a versão original, mais crua e quase acústica, foi lançada em um álbum destinado para a ONG "World Wildlife Fund", na qual tinha uma brasileira no coro - Lizzie Bravo. A música também pode ser ouvida no filme de mesmo nome, em "I Am Sam" e no comercial de 2005 (ou 2006 não lembro) da NTT East Japan (uma das mensagens mais bonitas sobre comunicação).

Perdão a postagem longa pra caramba, mas como são dois álbuns, temos que compensar setembro que não teve esta seção (que seção?). As palavras sublinhadas, seriam os atalhos para os vídeos de algumas músicas, mas não garanto que ainda estarão pra sempre. Os Beatles podem ser eternos, mas os vídeos no iuchubi não sei...

Antes que eu me esqueça (mais do que já estava esquecendo, olha a vergonha!), ontem, dia 29 de outubro foi o aniversário do divertido, carismático e sincerto Alexandre, do blog "Lost in Japan". O que admiro nesse menino é a forma de expressar, doa a quem doer, mas é a verdade. Mostrar o lado desconhecido do Japão, estar em dia com o mundo e as fotos lindas de encher os olhos. E é uma pessoa simples e modesta, sincera e divertida. Suas postagens são de emocionar. Esse menino é um orgulho para todos nós da blogsfera que o acompanham. Alexandre, desculpa a demora e estas mal traçadas linhas, ops, este texto mal digitado, mas saiba que te admiro muito mesmo! Beijão e abração e muitos anos de vida! E continue sempre sendo essa pessoa maravilhosa que você é.

Friday, October 29, 2010

Aguentando o Tranco desta semana....


Café extramegaultra forte, sem açucar mas ecologicamente correto (lembram do tumbler que comprei no show do Smap no Tokyo Dome? Então...) e barra de cereal com chocolate amargo e noz macadamia da Asahi Foods and Health, o ippon manzoku bar (1本満足バー), que ao pé da letra, significa: "uma barra satisfaz". Realmente, esse sustenta, no meu caso, pra quem vai almoçar duas da tarde, chega seis ou sete da noite a Catarina (minha solitária) começa a produzir altos roncos de assustar quem estiver perto de mim...



Detalhe: eu vivia comendo esse cereal muito antes de ser divulgado (também nas versões chocolate com amendoas e chocolate branco com frutas, com cerca de 195 calorias cada...)

Tuesday, October 26, 2010

O Passado Te Condena. As Vezes.


Toda vez que eu (re)vejo alguns vídeos e programas musicais de alguns bons pares de anos passados, eu fico imaginando se hoje eles vêem as fotos e vídeos do passado, eles não devem estar morrendo de vergonha, algo como "Minha nossa, eu tive coragem de usar/ ostentar/ dançar (ou qualquer ato que seja) isso???" Só não dá pra queimar as fotos e os filmes porque na altura do campeonato todo mundo já viu, mas fazer o quê, né?

Experiência própria: meu cabelo já passou por poucas e boas (exceto máquina zero, mas se bem que determinados cortes eu tive vontade de passar a máquina), já usei calça "baggy santopeito", camisetas maiores que a dona, cores "cheguei pra abafar" e nem lembro mais. Mas eu era uma alminha semiperdida nos anos 90, por favor, dêem um desconto, aposto que a maioria também já teve uma situação "meu passado me condena".

Gente famosa também já teve aquela fase "não acredito que já usei/fiz isso" e dependendo do que for, fica difícil tirar aquela mancha no currículo. Ainda mais que agora a internet existe e pra publicar as fotos, videos, que seja, é um pulo e como processar só é mais dor de cabeça, então melhor assumir e rir que vai ser a melhor coisa (muito embora a gente morra de vergonha).

- Catástrofes capilares: E pensar que "naqueeeeeeela época" era a maior febre, todo mundo queria ostentar aquele mesmo penteado que viu na revista/tevê. Passado algumas estações, você queimaria as fotos, faria de tudo pra trocar a foto que consta no seu R.G. ou carteira de trabalho (experiência própria: só vou poder trocar a foto do meu R.G. quando incluir o sobrenome do namorido, mas enquanto isso vai demorar, fazer o quê!) cuja foto saiu estranha, pra dizer pouco. Exemplos famosos de que hoje eu diria "nunca mais ostentarei novamente a não ser que surtei" seriam....

1 - Os mullets do Sir Paul McCartney nos anos 70 a 90: uma das coisas que macula a imagem do ex-Beatle, era o terrível penteado que por duas décadas ele teve a coragem de ostentar (mas nos anos 80 até que ele deixou curtinho), assim como Roberto Carlos e Fábio Júnior e também algumas duplas sertanejas. E alguns cantores também. Sim, aqueles temíveis mullets que a franja era picotada e comprimento o suficiente pra fazer um rabo de cavalo. Macca, eu até posso adorar suas músicas, a forma de tocar, mas pra senso fashion algumas décadas atrás, me perdoe...

2 - O penteado estilo "Lady Diana" nos anos 80 e que muita cantora japonesa dessa década resolveu fazer igual: quem é mais ou menos da minha faixa etária (ou a geração mais nova e gosta de j-pop retrô), vai lembrar das aidorus Seiko Matsuda, Yukiko Okada, Akina Nakamori e outras que agora minha memória falhou e aquele penteado que nem sei como vou descrever. Hoje eu acredito que a maioria delas quer queimar as fotos, velar os filmes... Mas também se não usavam esse penteado, deixavam as madeixas mais lisas que quiabo, parecendo que passaram o cabelo - literalmente - a ferro de passar roupa, tal como a Shizuka Kudo e as meninas do Onyako Club, com direito a franjinha armada com laquê.

Seiko Matsuda, na fase dos anos 80, quando fazia o gênero "boa moça" (caham...) e como teve mulher que queria que queria copiar o penteado dela. Depois queria ser a "Madonna Nipônica" e o resto muita gente que acompanhou a carreira dela, sabe, né?

Onyanko Club - nos anos 80, elas foram o que a Morning Musume foi nos anos 90-2000 e o que o AKB48 é hoje. Detalhe: o empresário do AKB48, foi quem empresariou o Onyanko Club e inclusive casou-se com uma delas...

3- Suporte pros mancebos: nos anos 70 a início dos 90, teve muito cantor aqui que, para dar mais volume às madeixas, fizeram suporte. Seria um tipo de permanente mas cujo líquido não fica muito tempo no cabelo. Quem já fez deve estar tentando entender como é, porque na verdade fiz a permanente daqueles que deixou minhas madeixas parecendo o Urso do Cabelo Duro. Voltando, se as moçoilas japonesas dos anos 80 quiseram imitar o penteado da Lady Diana, os mancebos aqui queriam imitar... imitar quem mesmo nos anos 80?! Nessas alturas do campeonato, o expoente máximo do suporte capilar é o Masahiko "Matchy" Kondo, grande "ídalo" aqui nos anos 80 (tanto que ele foi ao Brasil e conheci gente que sabia até a coreografia!).

Masahiko "Matchy" Kondo, em 1980 e alguma coisa. O suporte no cabelo e a faixa na testa todos os artistas daquela época usaram. E pensar que ele já foi ao Brasil no auge da fama, deu uma pausa na carreira para dedicar-se ao automobilismo (e voltou a cantar novamente, dando-se a entender que "acabou a grana, vamos ganhar uns trocos cantando?")...

- Roupas que nem brechó aceita e que você jamais usaria nem em festa dos anos 80/90: A gente chegou a fazer uma postagem coletiva sobre "Os Sete Itens da Moda que Eu Não Teria Coragem de Usar", mas uma das roupas que ainda bem que consegui desfazer, senão eu iria continuar morrendo de vergonha, mas não citei na postagem porque, apesar de ter voltado na moda, ainda bem que não pegou, que era a calça baggy e de cintura alta, o que a gente chama carinhosamente de "calça santopeito" (paródia com o modelo "saint-tropez", que é o inverso, isto é, cintura baixa). Confesso sim, eu usei anos a fio esse modelo, na intenção da desculpa furada de que "ah, esse modelo disfarça a tanajura avantajada". Ledo engano, toda vez que vejo foto minha com esse modelito, fico me perguntando "como tive coragem de usar uma roupa dessas". Bem como vestido trapézio e camisetas de cores cítricas (bem, eu tive uma camiseta verde limão que até que era bonitinha... nos anos 90).



Nosso passado nos condena: quando o hoje quinteto Smap eram seis, e neste PV de 1995 - "Shiyouyo" - dá pra sentir o drama do desastre fashion: além das calças estarem sobrando além da conta, põe cintura alta nisso. Dá pra perceber o quanto o cós das calças estão bem no alto quando Masahiro Nakai (de camiseta branca e de suspensórios), Katsuyuki Mori, Takuya Kimura (do tempo que ele tinha cabelo comprido) e Goro Inagaki (de camiseta cinza e curta) levantam os braços enquanto dançam, porque Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori ainda deram uma disfarçada com camiseta comprida...


Fotos: via seo gugol. A que abre a postagem de hoje, foi extraído do comercial da NTT East, num comercial - antigo pra caramba - na promoção de "inscreva-se na provedora NTT Flets e ganhe o boneco 'atarimouse'", com a participação da mascote da época, o Atarimouse e Masahiro Nakai (esse, sim, até hoje o desconfiômetro de coordenação de roupas vive pifado).

Sunday, October 24, 2010

A Semana que Passou ou "A Volta dos Que Não Foram"

Perdido? Com essa sinalização acho meio difícil... (Cruzamento em Yokohama, próximo ao Yokohama Stadium, a alguns metros da estação de Kannai, foto pela própria autora. Via celular mesmo...)

Realmente, uma coisa eu tenho que admitir: quando eu resolvo postar, vai um atrás do outro, chegando ao ponto de postar um artigo nas primeiras horas da madrugada e outro pronto pra ser publicado no meio da tarde (sim, temos uma opção em que podemos programar a hora da postagem, antes que falem pra mim "pô, mas tu não trabalha, não? Fica postando ao meio dia, duas da tarde, sete da noite...") por distração da autora aqui, isso se quando no meio de uma postagem, durante a configuração de um texto, acaba pegando um atalho errado, como, ao invés de usar o CTRL+I para fazer a letra itálica acaba usando o CTRL+P e acaba postando o texto incompleto e aí quem me acompanha e tem este sítio nas atualizações, e quem aguarda alguma toupeirice minha, vai acessar e aparece a tela... "Oops, this page appears broken" ou "This page couldn't be find" e por aí vai...

Bem, vamos lá: a semana passada, realmente fiquei alguns bons dias sem postar, se bem que tive meses que fiquei uma ou duas semanas sem postar nada, motivo do PC pifado e procurando um novo. Agora, se da próxima vez eu ficar mais de uma semana sem postar nada, ou eu estou trabalhando direto, ou deu piripaque na internet de casa ou morri e nem eu fiquei sabendo, então ninguém se abale, se bem que por enquanto não tive problema algum. Espero. Um dos motivos de meu relapso, todo mundo está cansado de saber, seria trabalho. Meu horário de trabalho é mais sortido que pacote de bala Soft - tem dia que entro cedo demais e saio cedo; entro no horário normal e volto tarde pra casa; entro cedo demais e saio tarde também. Quando resolvo postar alguma coisa, as idéias acabam se esvaindo, o que atualmente eu tenho que anotar tudo na agenda e quando dá tempo, eu acabo postando.

Muitas vezes eu penso em mudar meu ritmo de trabalho e quem sabe de vida. Sempre falo "vou pensar em mudar de apertamento, morar mais perto da estação, quem sabe mudar de trabalho, pelo menos para ficar mais ou menos sossegada", mas nunca dá certo devido aos vários imprevistos que aparecem quanto menos se espera - desde mudança de trabalho de namorido, passando por três pneus furados, mudança de horário de trabalho e agora sei lá eu que vai acontecer daqui pra frente.

Uma coisa que realmente preciso perder o medo é de mudanças, por mais que no início a coisa vai ser espinhosa, difícil e tortuosa, mas pra quem passou por tanta coisa na vida, como o fato de eu ter decidido pedir as contas do meu emprego no Brasil e vir pra cá com a intenção de "ficar dois anos e só". E quando perder esse medo, uma coisa podem ter certeza: vai ser algo de virar tudo de cabeça pra baixo e começar do nada, ou de 1/4 em diante. Mas preciso parar de ser muito acomodada e dar um jeito.

Semana passada, durante minha constante ida e volta casa-trabalho, fiquei pondo mentalmente na minha balança o que fiz, que deixei de fazer e o que deveria ter feito. Claro que muita gente deve falar pra mim "mas não pode se arrepender do que fez ou o que deixou de fazer", eu sei disso. Existem coisas que a gente pode recuperar, idade nem seria empecilho.

Ah, sim... Nessas alturas deste artigo já devem estar pensando "mudança radical na sua vida?". Pode ser, mas seria mais de um de meus devaneios que acontecem quando fica muito tempo dentro de um trem indo ou voltando do trabalho, quando passo a semana toda nesse ritmo maluco e quando acontecem alguns fatos no cotidiano que a gente acaba pondo a cabeça pra funcionar. Mas também ficar só nos planos, planos, planos, acabo lembrando de que John Lennon disse tempos antes de morrer "a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".

Se é pra ficar só no papel, vamos ter que fazer na prática.

Calma, pessoal. Não se assustem com o artigo de hoje, é apenas um dito devaneio da autora lesada que muitas vezes surta e acaba tendo essas idéias, nem pra dar conselho e fazer gente pensar refletir eu sirvo, portanto, se eu fosse autora de livros de auto ajuda, estaria falida... A gente volta a programação nada normal, aqui neste mesmo sítio, no mesmo canal... Mas o que estou falando?

Saturday, October 23, 2010

"J-Dorama", as novelas japonesas para todas as audiências

Segundo o Wikipedia, blogs do assunto e concepção furada da autora que vos posta, "J-Dorama" seria a forma romanizada para "drama" (ドラマ - "do-ra-ma"), e o "J" de "Japanese". Seriam novelas, séries, filmes feitos pra TV, casos especiais. Mas não se compara com as do Brasil e as sitcoms norte americanas pois nos "J-Doramas":

1 - Duram uma estação do ano, ou seja, de dez a doze capítulos. Exceções seriam os "Taiga Drama" (que duram um ano, em capítulos semanais), o "Asadora" (novelas matinais da rede NHK, que são capítulos diários - exceto domingos - de quinze minutos cada e duram um ano também), e alguns de outras emissoras que excepcionalmente, acabam tendo também de vinte a quarenta capítulos.

2 - Temas variados em todas as emissoras (NHK, FujiTV, Nippon TV, TBS, TV Asahi, TV Tokyo e alguns de canais pagos, cable channels e até pela internet), pouco elenco (acho que até vinte pessoas sem contar as participações especiais em alguns capítulos) mas todo mundo é creditado. Desde o superstar até quem serviu a comida pra produção.

3 - Eu sei que muita gente mesmo vai querer me pegar na esquina, mas os "J-Doramas" não tem enrola-enrola, fica estendendo a trama, cenas tórridas, calientes, do tipo "pega-aqui-que-eu-aperto-ali" (tá, pode ser que tenha, mas debaixo das cobertas, nada explícito). Nem beijo de desentupidor de pia. Falso moralismo? Whatever mas as novelas daqui não apelam pra isso para ganhar a audiência.

Para ganhar audiência, as emissoras apostam no fator enredo + atores e atrizes + química com o telespectador. Tem novela que foi ruim de doer, mas tem novela que se o enredo não dá certo por mais que os atores sejam muuuuito bons, a audiência despenca. Mas existem os casos sui generis em que o enredo é uma droga, mas se os atores se desempenham, a emenda sai melhor que o soneto. Mas também tem aquela em que o enredo por ser muito bom, mas os atores não dão conta do recado. Bem, nada é perfeito, né?

4 - Quando falei que tem J-doramas para todas as idades, eu não exagero: crianças também podem assistir, se bem que se eu tivesse um(a) filho(a) eu ia assistir desenhos animados com ele(a). Voltando, os temas são variados. Desde aqueles romances água-com-açúcar até de ação, passando por casos reais, ficção e absurdo. Quanto também falo sem enrola-enrola, dez, doze capítulos dá pra contar mais ou menos bem uma trama.

5 - O bom também dos J-doramas é que muitos se ambientam em lugares diferentes do Japão (e até locações no exterior, diga-se de passagem), o que faz a gente querer ir e conhecer melhor, agora se loja x ou y existir lá, nos créditos finais sempre tem que passar a mensagem: "Esta novela é ficção, quaisquer semelhanças com nomes de pessoas, de lugares, de comércios, etc., é mera coincidência".

6 - O outro lado bom também (pelo menos no meu caso) é que pode-se aprender a entender a língua japonesa. Alguns J-doramas que assisti ao menos melhorou (em partes) minha compreensão em língua japonesa. O resto tem que ser na prática mesmo.

Eu sei, leitores, que muitos dos j-doramas pode não ser 100% da realidade, mas se pararmos para pensar, existem novelas que fazem a gente pensar mais na vida, nos valores e também entreter.

Existem dois bons blogs (em português) que falam sobre o tema, resenhas e novidades, como o "Drama's Inn" e "The Doramas", além do d-addicts, onde eu encontro as novelas do tempo em que eu ainda nem pensava em vir pra cá. Fora ainda que tenho ainda a cara de pau deslavada de ir ao Tsutaya alugar "de baciada quando tem promoção alugue quatro DVDs por 1000 ienes"...

Nota da Autora: Isto é o prenúncio do estrago que vem por aí - em fase experimental neste sítio, estou pensando em dedicar um dia da semana para resenhar alguns J-doramas que assisti com a finalidade de tentar passar um pouco sobre isso aos leitores. Sei que 90% não vão entender, mas quem sabe? Claro que vou aceitar colaborações de leitores que assistiram a outros j-doramas diferentes do que eu assisti, porque gosto é que nem traseiro, cada um tem o seu. Meu e-mail está no item "contato", mas por favor, não me enviem spams (a não ser que seja de presunto light ou de peru), correntes, propagandas de como aumentar o que eu não tenho, dietas milagrosas, mensagens de powerpoint, etc...

Foto: via seogugol, do DVD "Beautiful Life", a novela de maior audiência que já teve no Japão em todos os tempos - último capítulo bateu 46% de audiência e média de 36% .

Thursday, October 21, 2010

O Caminho Que Escolhi para Seguir ( Por Favor, Repasse o Artigo)


Repasse: "As pessoas precisam entender que as crianças com necessidades especiais não estão doentes. Elas não procuram uma cura, apenas aceitação. Esta é a semana da educação especial. Noventa e três por cento das pessoas não vão copiar e colar este texto. Que tal fazer parte das sete por cento e...deixá-lo no seu mural por pelo menos, uma hora?"

Agora há pouco estava lendo o blog do digníssimo e sempre Alexandre, do "Lost in Japan" e um de suas postagens chamou-me muita a atenção. Fala sobre pessoas especiais e o preconceito que elas sofrem por causa disso (leiam "As Lágrimas dos Diferentes - Autismo e Preconceito").

Não somente pessoas autistas ou excepcionais (na minha opinião, pra mim é politicamente incorreto e preconceituoso falar "retardado"!) que sofrem com o preconceito, indiferença e até agressão por parte das pessoas que acham que "esse tipo de pessoa deveria ficar trancado em casa". Pessoas que sofrem de alguma doença (seja genética ou adquirida ou sequelas), também.

Tenho uma colega de trabalho cujo marido sofre de Mal de Parkinson. Teve que pedir aposentadoria por invalidez no trabalho dele e de dois em dois meses faz fisioterapia, o que diminui os tremores, mas para locomover-se depende daquele minicarrinho elétrico, que usa para sair, fazer compras, levar o gato pra tomar um ar... Ele descobriu a doença meses antes de casar-se com minha colega. Ele ficou receoso com a reação da minha colega se contasse. Contou, e sabe o que aconteceu? Ela o aceitou do jeito que estava mesmo e fazem mais de dez anos que estão vivendo juntos e muito bem.

Eu digo que isso é um caso de amor e superação. Superou os comentários maldosos de algumas pessoas e aceitou a mão de quem a estendeu.

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Quatro anos atrás, teve uma novela (aqui no Japão, claro) de onze capítulos semanais que tratava sobre autismo - "Boku no Aruku Michi", traduzindo para o título do artigo de hoje. Na resenha do site Fuji Creative, "o autismo não é fácil de compreender, porque se têm dez pessoas autistas, têm dez casos. Você tem que entender cada caso, do contrário, vai estar completamente perdido. Aqui, tem um caso de um rapaz autista de 31 anos, cujo intelecto seria como de uma criança de 10 anos. Devido à sua falta de compreensão, as pessoas ao seu redor ficam confusas e até irritadas com ele. Sua família cuida dele com dedicação e com a ajuda de sua amiga de infância, aos poucos vai se abrindo de seu mundo, mas continua a seguir seu próprio caminho. Este emocionante drama acompanha sua vida e como as pessoas ao seu redor mudam suas atitudes e acabam aprendendo com ele."

A novela, na verdade, faz parte da trilogia que se iniciou em 2003 com "Boku no Ikiru Michi" ("A Vida que Escolhi") e "Boku to Kanojo to Kanojo no Ikiru Michi" ("A Vida que Escolhemos"), mas não significaria que um estaria ligado ao outro, pois são temas diferentes (apesar que o ator principal é o mesmo), o que pode assistir um ou outro que não perde o fio da meada.

Uma das cenas (que seria o final do primeiro capítulo) é quando Teruaki (interpretado por Tsuyoshi Kusanagi) consegue um trabalho no zoológico onde sua amiga de infância Miyako (interpretada por Karina) trabalha. No meio do caminho, quando comenta a um transeunte o mesmo fica assustado.


Cena final do primeiro capítulo da novela "Boku no Aruku Michi", com créditos finais ao som de "Arigatou".

Uma das novelas que deveria passar (novamente) e devidamente legendado (aconselho também assistirem "Rain Man" e "Forrest Gump", que abordam também sobre o tema).

Foto que abre a postagem de hoje: via d-addicts, site que consigo encontrar a maioria das novelas e programas de variedades do Japão (e de alguns países também) e torrentar...

Atrasada, eu sei

Perdão a demora em ficar postando as novidades pero no mucho mas desde a última postagem estou numa correria só e olha que ainda estou tendo tempo para:

- Ficar respondendo e-mails;
- Ficar respondendo os comentários (e quando dá nos dos amigos também);
- Navegando nas comunidades;
- Navegando na internet procurando sobre conversação formal;
- Atualizar nos noticiários;
- Estudar língua japonesa;
- Ficar ouvindo música;
- Trabalhar...

Sem falar alguns deveres de toda dona de casa.

Talvez nova postagem entre sexta ou sábado, vai depender de muita coisa mesmo. Mas enquanto postagem nova não chega, assistam a alguns vídeos (se ninguém resolver retirar depois...)



Smap - "Oretachi ni Ashita ga Aru" (1995): Era da novela "Jinsei wa Jouda", com Takuya Kimura e Masatoshi Hamada (a metade da dupla humorística DownTown). O título da música era a paródia da tradução em japonês para o filme "Bonnie and Clyde" (que aqui ficou "Oretachi ni Ashita ga Nai", ou "Para nós não existirá o amanhã"). Aqui, o quinteto aparece com os veteraníssimos The Ventures. Mas a versão original consta aqui, quando eles eram seis e visual "nosso passado nos condena".



Masaharu Fukuyama - "Heart" (1996). Da época que ele era novinho, cabelo curto e batendo cartão nos programas de TV. Apesar de estar com quarenta e um anos, cabelo comprido mas continua batendo ponto nos programas de TV, pra essa autora lesada, Masaharu sempre vai ser Masaharu (apesar que quase toda enquete que se preze o coitado sempre fica em segundo), mesmo no bem no início de carreira ter aparecido no Music Station com a calça enfiada na zona do aconchego (desculpa furada: ele sempre alega que no início de carreira, ele mal tinha dinheiro pra comer, tinha que fazer alguns servicinhos e o primeiro show nem mosca apareceu) e ter um single com uma capa pra lá de pervertido, como "Peach!" (que nos shows é um festival de fogos de artificio e serpentina disparada no meio da arena).



Para lembrar de antigamente, eis um dos desenhos que eu adoro: "Donald's Dilemma" (1947, eu acho). Passava ad nauseaum nas manhãs de domingo, de semana, na TV. Só encontrei em inglês, mas quem assistiu nos tempos do programa "Disneylandia", deve lembrar. Quando um vaso cai na cabeça do Pato Donald, uma voz interna sugere que ele vire um grande cantor (na época, quem fazia sucesso era o Frank Sinatra) e acaba esquecendo da Margarida. Ela recorre ao psicanalista para encontrar a solução para ter o namorado de volta. Outro que também lembro, era o desenho em que Pluto acaba virando cantor, mas de uma forma bem inusitada, mas original.

Bem, depois a gente volta com mais novidades... (espero!)

Sunday, October 17, 2010

A Semana Que Passou


Eu sei que quase todo mundo acompanhou o emocionante resgate dos 33 mineiros soterrados no Chile, ainda bem que todos vivos, depois de 69 dias. Duas coisas vão ser inevitáveis depois disso: um livro e um filme. Espera-se que o livro seja por eles mesmos, relatando o que fizeram, o que passaram e como conseguiram sobreviver, assim como foi sobre a tragédia nos Andes (no qual um avião transportando o time uruguaio de rugby e seus familiares caiu no meio das montanhas e os sobreviventes chegaram ao ponto de se alimentar da carne de seus amigos mortos). Quanto ao filme...

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Chega o mês de outubro, pelo menos no Brasil, o confuso horário de verão. Até hoje acabo me confundindo estando aqui, pois enquanto este post for ao ar, muita gente vai estar acordando. E toda vez que telefonava para minha mãe e pros irmãos, tenho que ficar perguntando "que horas são agora aí no Brasil?". Parece besteira, mas desde que estou aqui, nunca consegui acertar direito que horas são no Brasil, mesmo quando tirei meus vinte dias de férias, pois voltei justo no pico do verão...

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A seleção japonesa de futebol ganhar de 1 a zero da Argentina, quando o gerente do pub onde o pessoal do trabalho costumava ir contou pra gente, acreditamos porque vimos no noticiário...

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Dólar aqui abaixo de 100 ienes, juro zero e ver como será a economia daqui por diante.

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Showbusiness no Japão pra não perder o hábito (nada saudável):

- Lembram do caso do ator (ou ex, nessas alturas do campeonato...) Manabu Oshio, que no ano passado foi detido envolvendo comprimidos suspeitos e morte da acompanhante, passou quase um ano enfurnado, passou pelo júri popular, condenado a 2 anos e meio de reclusão, foi solto mediante fiança de 10 milhões de ienes. Pra dar a volta por cima, vai ter que fazer realmente um milagre, pois além de ter o contrato rescindido na agência a qual pertencia, a esposa (a atriz Akiko Yaida) pediu divórcio logo quando estourou o caso, agora está com problemas de financiamento de um carro por não ter pago as prestações desde fevereiro. E ainda faltavam três anos pra terminar de pagar...

- A cantora Hikaru Utada tinha anunciado que a partir de 2011 estaria afastada por tempo indeterminado de suas atividades artísticas para pensar melhor em sua vida pessoal. Enquanto isso, recentemente está no comercial da Pepsi NEX, interpretando uma música francesa de Edith Piaf, já está com o segundo volume de seus grandes sucessos e dois shows no Yokohama Arena - certamente vai ser disputado, ainda mais que o local comporta cerca de 15 mil pessoas (estive lá e sei como é). E eu pensando que ela ia voltar mas com tudo...

- O grupo de 48 meninas que formam o famoso AKB48, ultimamente seu produtor dá "um jeitinho" de encaixar uma de seus membros em programas de variedades, novelas, e o que for (tá, eu sei que os mancebos do Johnny's Jimusho também dão um jeitinho, mas é ouuuuutra história...), mas o fato de uma de seus membros - no caso a líder do grupo K - ter desistido do cargo devido ao fato de ter deixado um amigo dormir em sua casa, não seria motivo, tanto que sua desistência foi criticado por muitos. Não sei dizer se foi o fato do amigo ser um produtor de multimídia ter apenas 56 anos e ela ter 22...

- Notícia boa : o carismático líder do grupo Southern All Stars, Keisuke Kuwata, vai voltar ao estúdio para finalizar o álbum que era pra ter terminado em agosto e ser lançado em 20 de outubro, mas devido a internação e tratamento do câncer de esôfago detectado em estágio bem inicial, teve que cancelar tudo, exceto o lançamento do single que estava pronto. O programa de rádio que possui todo sábado pela Tokyo FM, foi temporariamente substituido por outros apresentadores durante esse período de recuperação. Apesar que, por enquanto não estar 100% apropriado para uma sessão de gravações, ao menos para retoques finais ele já está fazendo e agradeceu a todos pelo apoio e paciência por ter esperado.

Fontes pesquisadas: Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja, Sankei Sports, Tokyograph e a foto (repetida) via seogugol.

Desculpem, gente: novamente apertei o comando errado na hora de configurar certos formatos e certamente atualizaram a barra de rolagem de muito blog que está o meu como atualizações...

Como Aguentar mais de Doze Horas em uma Viagem

De carro.

Em meus muitos anos de carteira de habilitação, até vir parar aqui, eu cheguei a guiar quase dez horas de estrada, mas como fiquei mais de cinco horas a passo de lesma devido a um enorme congestionamento quando fui para o litoral trocentos anos atrás, poderia dizer que as outras quase cinco horas foram de pisar no acelerador e descer serra abaixo (ô, pleonasmo...), mas aqui, depois que transferi a minha habilitação, tornou-se cansativo ter que pegar o carro nem que for ao mercado que fica a dez quilômetros de casa. E olha que no Brasil eu pegava vinte quilômetros de estrada sem pestanejar.

Confesso: fiquei muito acomodada porque aqui o transporte coletivo funciona bem (exceto quando acontecem acidentes e suicidas) e além disso quem pega mais o carro é o namorido. Eu dirijo, sim, mas quando se trata de pegar uma viagem sozinha, o máximo que fui foi pra Saitama e levei mais de quatro horas pra chegar. E já estava com o traseiro dormente mesmo tendo feito algumas paradas necessárias. Mas, uma das poucas vezes que pegamos uma viagem em que levamos mais de doze horas, hoje a gente pensa vinte vezes se faríamos de novo. E o primeiro que falar fator idade porque estamos na casa dos "enta", cubro de pancada.

Tínhamos um ano morando em Kanagawa (mas não em Yokohama, ainda) e naquela época, nosso carro era um Nissan Skyline ano 1996, em ótimo estado de conservação. Usávamos o carro para trabalho, passeio, compras e duas vezes por mês ir para a cidade vizinha estudar língua japonesa. Viagem mesmo, até aquele ano, no máximo Fujinomiya (Shizuoka) e olhe lá. Nem Yokohama a gente ia direito e quando a gente resolvia ir, era de trem. Um feriado prolongado que pegamos, no primeiro dia, já cumprida a missão de botar a casa em ordem, tínhamos mais cinco dias de folga pensando no quê fazer.

Sabe quando aparece uma lâmpada em cima da cabeça como nos desenhos animados? Pois é: namorido kinguio decidiu no meio da noite pegar a estrada para a Hikami. Sim, aquela cidade no meio do arrozal onde morei, cometi algumas gafes e conheci namorido kinguio. E eram pra mais de doze horas de estrada e quatro estradas expressas. Decidiu isso porque tínhamos alguns colegas do nosso antigo trabalho que moravam lá. Portanto, falta de lugar pra passar a noite, não era.

No meio da madrugada mesmo, arrumamos uma mala com nossas roupas e produtos de higiene pessoal e remédios que namorido toma, passamos num supermercado que ficava aberto 24 horas (não, não era loja de conveniência!) para comprarmos petiscos e bebidas e pegamos a estrada.

Detalhe 1: Bem que pensamos em ligar para alguns amigos nossos que lá moravam, mas ligar para alguém duas ou três horas da madrugada, além de ser falta de educação, sem noção da coisa, seria também um convite pra matar metade do pessoal de infarto e perder a amizade pelo resto da vida.

Detalhe 2: Nosso segundo carro não possuía navegador de bordo que pudesse nos orientar para que direção fosse, pelo menos na cidade de Osaka, pois em determinado trecho, teríamos que entrar no meio da metrópole. Foi a base do mapa mesmo (sim, temos o famoso mapa das estradas do Japão em inglês e de capa laranja - dependendo onde fulano deixa no carro, acaba virando limão).

Detalhe 3: Namorido foi quem dirigiu a viagem toda, com direito a inúmeras paradas nos P.A. (Parking Area) ou S.A. (Service Area) que tinham na estrada para ir ao banheiro, comprar café preto quente e neca de açúcar, tirar um cochilo e fumar (nesse caso, obra do namorido, já que eu não deixo ele fumar dentro do carro para eu não virar porquinha defumada).

O bom de viajar de madrugada é que quase não tem trânsito, mas o ruim é tomar cuidado para ninguém dar cinco segundos de cochilo. Quando acontece, paramos naqueles P.A., damos um cochilo e de volta a estrada. Sem falar de no meio do caminho dá-lhe café, alguns petiscos (leia-se: batata frita, palitos de chocolate - "Pocky" - e balas de menta extraforte) e uma caixa de CDs para ficar ouvindo no meio do caminho, porque admirar a paisagem de madrugada, só quando amanhece, o que vira uma paisagem muito bonita. O nascer do sol, ainda mais na primavera (na época que fomos) era uma visão de encher os olhos.

Claro que ninguém é de ferro, confessamos: depois que passamos por Nagoya, subindo para Shiga, o sono de duas pessoas caiu de uma forma que no primeiro P.A. que encontramos, acabamos por dormir por sei lá quantas horas, mas foi melhor assim - senão não estaria hoje contando essa saga.

Sério: nossa viagem de Minamiashigara (Kanagawa) para Hikami (Hyogo) levou dezessete horas, mas aí contamos pelo menos cerca de seis horas de ronco, paradas constantes nos P.A. para idas ao banheiro, lavar o rosto, comprar mais café e petiscos, um lanchinho rápido, namorido fumar... Conheci gente que fez isso em dez horas, mas aí com certeza deve ter feito revezamento, algo que não fizemos na ida (mas na volta, sim), porque nunca tínhamos dirigido em uma expressa, imaginem ter que pegar quatro!

Apesar de termos encontrado quase todos os nossos amigos do tempo de Hyogo (digo quase, porque alguns já tinham retornado ao Brasil e outros mudaram de cidade), termos lembrado dos bons tempos de morar no meio da montanha, termos naquelas alturas da noite (sim, chegamos quase dez da noite) jantado lamen e jogado muita conversa fiada fora, aprendemos que, dirigir em longas distâncias tem que ter mesmo um certo preparo e resistência, porque depois a volta foi mais rápida (paramos algumas vezes nos P.A. e uma pra cochilar, pois dormimos na noite anterior e seis da manhã estávamos indo embora, depois de dois dias na cidade).

Sobre fotos, naquele ano minha câmera usava ainda filme (sim, aqueles de rolo) e ainda não revelava-se para inserir no CD. E estou por enquanto sem impressora com scanner para que pudesse ter algumas de onde estivemos. A foto do post de hoje foi quando eu e namorido fomos num evento em Gifu, no novembro do ano passado e consegui fotografar do Monte Fuji na hora em que o trânsito deu uma parada. Ficou meio embaçada pois usei o zoom da câmera e estava dentro do carro...

Saturday, October 16, 2010

A Criança que Existe Dentro de Nós

Atrasada, como sempre, para postar alguma coisa, e desta vez foi relapso de minha parte mesmo. Ponto.

Dia 12 de Outubro, no Brasil, além de ter sido o dia de Nossa Senhora Aparecida (quase todo santo ano meus pais e meu irmão mais velho vão até a Basílica, mas este ano devido a fatores chamados um leve resfriado + perigo de chuva + pai com pouca paciência de dirigir no feriadão...), também foi o dia das Crianças. Assim como uma boa parte dos leitores (corajosos) que eu sei que não têm filhos, assim como a autora lesada aqui, vou relembrar os bons momentos da infância. E que ainda existem algumas coisas que eu acabo voltando a ser uma. Oras, quem não tem seu lado infantil?

Pra dizer a verdade, eu tive uma infância muito boa, típica de moradora do interior paulista, que podíamos brincar na rua e voltar pra casa com as pernas todas raladas (é, pra ver como eu era destrambelhada desde antes) de tanto correr, levar cada tombo de bicicleta, pular corda, amarelinha... Comer doces e nem se preocupar em engordar... Assistir desenho animado, ler gibis...

Sim, eu assisto até hoje desenhos animados, e daí que tenho quarenta anos? Mas tem que ser desenhos antigos, aqueles que o pessoal da minha faixa etária ou mais ou menos quase lá assistiram, assistem e fazem questão de rir até doer a barriga, como os desenhos da Disney, do Hanna-Barbera, do Looney Tunes e outros "quanto mais toscos melhor". Até mesmo as Meninas Superpoderosas, o Laboratório de Dexter, Bob Esponja e Simpsons vêm no pacote. Se falarem pra mim "e os animes?", vou confessar: os atuais eu não tenho paciência pra assistir, exceto os antigos, Chibi Maruko-chan e Sazae-san. Desenho animado é pra divertir e descontrair, qual o problema?
Chibi Maruko-chan (A Pequena Maruko), desenho animado que passa aos domingos, seis da tarde, baseado na infância da autora Sakura Momoko, no interior de Shizuoka, com histórias vistas pelas crianças.

Devoro gibis e mangás água com açucar da mesma forma que uma barra de chocolate: Meus dois vícios desde que aprendi a ler (segundo mamãe, comecei a identificar certas palavras com quatro anos), na casa dos meus pais ainda devem estar aquela caixona abarrotada de gibis da Turma da Mônica, da Disney e outros menos cotados, mas meu pai comprava com a desculpa que era pros filhos (porque na verdade ele lia os da Disney). Foi uma das formas mais saudáveis que tive para aprender a ler antes de entrar na escola, do tempo que o politicamente incorreto nem existia e éramos felizes e não sabíamos. Hoje, se deixarem uma pilha de gibis ao lado da minha cama, eu leio todos e com direito a repeteco. Quanto aos mangás, o primeiro que veio em casa foi um exemplar velho pra caramba (1964-1965) do "Shonen Mangá", que foi alguém de meus parentes que trouxe do Japão, acho. Tinha uns doze anos e comecei a aprender - com a ajuda de dicionário - a alguns caracteres japoneses. Só que "Shonen Manga" sabe como é: direcionado a meninos... Foi a primeira vez que conheci algumas obras de Osamu Tezuka e Fujiko Fujio. Detalhe: as histórias deles não eram "Tetsuwan Atomu" nem "Doraemon", mas "Magma Taishi" e "Kaibutsu-kun". Quanto ao chocolate...
Revista Mônica número 1 - da Editora Abril - hoje uma raridade para muitos leitores.

Formiga-mor: Eu adoro doces apesar de eu tomar café, chá e leite sem açucar. Mas nunca resisto aqueles doces de festa (leia-se brigadeiros, beijinhos de coco, balas embaladas naqueles papéis que viravam pompons depois...), confeitos de chocolate (o Confeti, lembram? Pra mim, melhor que os M&M, mas encontrei um genérico aqui, da Meiji Seiyaku que é semelhante) e ainda tenho a coragem de ficar comendo por cor (sabendo que por dentro é tudo igual), biscoito Passatempo (que infelizmente devido a um componente no produto, esse biscoito não pode entrar aqui no Japão. O jeito foi ter trazido um bom estoque na mala quando voltei de férias pra consumo próprio e esperar alguma boa alma caridosa que traga na mala ou mande por correio), e até aquele creme de amendoim da Campineira que muita gente conhece como a "Paçoca Amor". Aquela genérica Paçoquita pra mim serve pra ao menos acalmar a Catarina.
Detalhe: eu ainda como aqueles biscoitos recheados naquele ritual tosco: divido o biscoito em dois e como primeiro o sem recheio e depois o com recheio.

Detalhe 2: o mais surpreendente nisso tudo é que muitas vezes fiz e faço na frente dos meus colegas e/ou enquanto estou no meio do trabalho, concentrada no projeto. Como ninguém fica horrorizado(a), cheguei a conclusão que o pessoal faz a mesma coisa.

Alguns de meus acessórios são de desenho animado ou infantis: Quem me conhece, sabe: um de meus personagens favoritos é Peanuts ( Snoopy, Charlie Brown e seus amigos). Tamanho favoritismo aumentou logo que cheguei aqui, pois encontrar alguma coisa do Snoopy era fácil (e menos caro, vamos dizer). Digamos que começou com um pijama e hoje tenho camisetas, canecas, office appliances (na minha mesa de trabalho meu porta canetas, post-its, até o mouse pad são do simpático beagle) e, claro, o boneco de pelúcia... Pensaram na Hello Kitty? Acreditem, eu tenho muito pouco, mas já tive minha fase de ter agendas da gatinha (atualmente, um de meus pijamas é da Hello Kitty). Uai, pelo menos o ambiente do trabalho fica um pouco mais alegre, por favor...


Ilustrações: via seogugol. A pintura que abre o artigo de hoje é da artista plástica Chihiro Iwasaki (atenção: não tenho parentesco com ela, infelizmente), que trouxe a delicadeza e a inocência das crianças em suas pinturas.

Sunday, October 10, 2010

Mais da Série: Pílulas de Papo Furado para usar quando acabam os assuntos em uma Conversa em uma Roda em uma Mesa Quadrada de Bar...

Eu sei que vocês estavam sentindo falta das fofoquinhas... ops, desta seção do sítio. Que na semana passada foi tudo de uma vez só, eu sei, mas explicado motivo, ao menos se deliciaram com os assuntos. Ou não. Vamos que a fila anda...

E vamos todos pro segundo turno: Eu disse e continuo dizendo - política NUNCA foi o meu forte. Eu sei que deveria saber mais sobre o assunto, mas parece que, quanto mais tento entender, mais me confundo. Não pude votar este ano porque não transferi meu título para cá e agora precisarei justificar PORQUE não fui votar. A última vez que fiz isso, quando viram meu passaporte estava mais do que óbvio... Voltando, dia 3 de outubro foi o dia em que a população brasileira foi escolher os futuros governantes. E como esperado, voltarão todos pro segundo turno.

Muitos que devem conhecer um pouco da história política mundial, vão dizer: "Mas os Estados Unidos já tiveram um ator como presidente (Ronald Reagan) e como atual governador da Califórnia (Arnold Schwaznegger), sem falar que Clint Eastwood foi prefeito de uma cidade no meio do nada." e "... no Japão não tem um governador que foi humorista?" [referindo-se ao Hideo Higashikokubaru, outrora na TV era Hideo Sonomamahigashi] Daí pra alguns dizerem "então por qual motivo não pode-se ter um palhaço como Deputado Federal?", dai-me paciência...

Cuidado, você pode estar sendo filmado: Acho que muita gente sabe sobre o Google Street View, que seria uma ferramenta usada para que ao menos os perdidos se encontrem ou tenha algum ponto de referência. Mas como o carro com a câmera do Google View não escolhe hora, quem estiver naquele momento, acaba sendo flagrado. Mas dependendo, podem ser flagrantes inesperados mas alguns são de pura sacanagem mesmo, como mostram algumas imagens que pegaram aqui (atenção pessoal, contém cenas fortes, portanto, pensem vinte vezes antes de acessar o link).

Novelinhas de Outono na TV Japonesa:  E tá que vou conseguir assistir, mas faz algum tempo que não assisto a uma novela inteira na temporada, sempre acabo assistindo depois, quando alguma boa alma caridosa disponibiliza para torrentar. Que posso fazer se meus horários de trabalho são mais malucos que a própria que vos posta? Alguns destaques que valerão a sentada no sofá e com pipoca ao lado:

- Nagareboshi (ou "Estrela Cadente"): Uma jovem que precisa se prostituir para quitar as dívidas de seu irmão que faz de tudo para que ela não encontre seu "príncipe encantado". Mas por um acaso do destino, ela acaba encontrando alguém que poderá ajudá-la. E essa pessoa também faria de tudo para proteger a quem precisa. Mas nada vai ser fácil. Começa dia 18 de outubro, toda segunda às nove da noite, na Fuji TV. Com Yutaka Takenouchi, Aya Ueto, Goro Inagaki, Kii Kitano e Shota Matsuda. Site oficial, aqui (ainda em construção).

- Freeter, Ie wo Kau (ou "Comprando uma casa"): Um jovem que fracassa no ingresso da faculdade de seus sonhos, acaba por contentar-se em fazer em uma outra, o que leva a futuramente a não parar em serviço algum. Mas, acaba por apelar a trabalhar em construção civil quando a situação familiar "aperta". Freeter seria um termo utilizado aqui no Japão para jovens (ou nem tanto) que não possuem serviço fixo, fazendo quando se tem algum tempo sobrando, sem vínculo com a empresa. Toda terça-feira,  nove da noite, pela Fuji TV. Com Kazunari Ninomiya (Arashi), Karina e Ryuhei Maruyama (Kanjani eito). Site oficial aqui (em japonês).

- Iryu - Team Medical Dragon (ou "Equipe Médica Dragão"): Já a terceira temporada da equipe médica que desafia a ética da medicina no Japão. Com quase o mesmo elenco das duas temporadas anteriores, vale assistir mesmo quem não entende nada de medicina. (Nota: novela favorita da Herika e Hide, fanáticos por novelas aqui). Com Kenji Sakaguchi, Izumi Inamori, Teppei Koike, Sadao Abe e Kuranosuke Sasaki. Toda quinta-feira, dez da noite pela Fuji TV. Site oficial aqui.

Foto: via seogugol
- Guilty Akuma to Keiyakushita Onna: Acusada injustamente por ter assassinado sua irmã e cunhado, uma jovem acaba sendo presa e doze anos depois é posta em liberdade. Outrora uma jovem de bom coração, após sair da prisão acaba por tornar-se uma mulher com sede de vingança, destruindo a vida de quem estiver por perto. Mesmo sendo uma indefesa funcionária de uma loja de animais de estimação. Com Miho Kanno, Hiroshi Tamaki , Toshiaki Karasawa e Megumi Yokoyama. Toda terça-feira, dez da noite pela Fuji TV (depois da novela do Ninomiya. Tá, eu sei que só estou falando das novelas da Fuji, mas tenho culpa se a maioria das boas novelas passam nessa emissora???) Site oficial aqui e a novela já começou.

Saturday, October 09, 2010

O Sonho Não Acabou


Se John Lennon não tivesse deixado este mundo, hoje ele faria setenta anos.

Sim, isso mesmo que leram: setenta anos. Muitas vezes penso como seria hoje se Lennon estivesse vivo. Será que ainda estaria fazendo as canções de conteúdo de crítica social mas de forma ácida e irônica como nos anos 70 ou estaria aposentado? Estaria fazendo concertos ou shows mais intimistas? Há quem diga que, os anos passam, os artistas que outrora no passado revolucionavam as gerações, escandalizavam os conservadores, hoje alguns servem de inspiração para as futuras gerações (será?), outros mudaram radicalmente de estilo e de vida, outros mantiveram o mesmo pique e até fizeram um upgrade.

Voltando a Lennon: desde que ele nos deixou de forma abrupta em 8 de dezembro de 1980, até hoje muitos e muitos prestam homenagens a ele, seja em forma de músicas, referências, quadrinhos, literatura, cinema... Podem achar exagero, mas volta e meia algum programa ou alguma reportagem, ou até mesmo no cenário artístico, sempre menciona ou o quarteto Beatles ou John Lennon.

Inclusive o site Google (ou o "Oráculo" como diz a Fabi ou "seo gúgol" como a Desabafando) prestou uma homenagem a Lennon pelo seu septuagésimo aniversário - os famosos Google Doodle (lembram do post que mencionei dos Cinquenta Anos dos Flintstones?), que tematiza o logotipo do site de forma subliminar, mas é um show de criatividade (no YouTube também). Se clicasse no botão vermelho, toca 30 segundos da canção "Imagine" com a animação do logotipo do Google. Ah, desculpem - é que eu acesso o Google Japan em casa (e no trabalho também uso para caso de pesquisas, traduções...)

Confesso um pouco que falar de Lennon dá assunto pra inúmeros posts e posts. Não tem como evitar. Há quem lembre muito de Lennon devido a "Imagine" ou a militância em "Working Class Hero", o pacifismo em "Give Peace a Chance", o amor em "Love" e "Woman", o rocker em "Stand By Me" (muito embora o original não seja de Lennon, foi com ele que a música ficou conhecida)... Têm muitas composições, desde a época dos Beatles até 1980. Sem falar do lado artístico dele - pouca gente sabe, mas antes de ele entrar de vez na carreira de músico, estudou artes no Liverpool Art College. E quando criança, fazia pequenos jornais com desenhos, colagens e contos.

Lennon publicou - em vida - dois livros: "Escrito por ele mesmo" ("In His Own Write", 1964) e "A Spaniard in the Work" (1965), que seriam contos beirando o non sense com ilustrações dele próprio. Os dois livros saíram no Brasil em um volume só, traduzido por Paulo Leminski, em 1985.

Sem falar que, para a data, a gravadora EMI (com o aval da segunda esposa Yoko Ono) lançou a obra completa de Lennon devidamente remasterizada, com material inédito, como demos de estúdio por exemplo.

Claro que a blogsfera vai estar postando artigos sobre Lennon, porque ele sempre será eterno. Um deles que chamou-me a atenção, é a da Margarida, do Banzai - vale a leitura com direito a ilustração do artista plástico japonês Tadanori Yokoo.

No site oficial do youtube, também estarão disponíveis os vídeos de mensagens de Yoko Ono, Ringo Starr, Brian Wilson entre muitos outros. E em dezembro de 2000, Takuya Kimura interpretou uma das músicas mais tocantes de Lennon ainda fase dos Beatles - "In My Life".

Fotos do artigo de hoje, via seogugol, salvador dos perdidos.

Antes que me perguntem, eu respondo: de outubro de 2000 a 30 de setembro de 2010, ao lado do estádio Saitama Super Arena, tinha o John Lennon Museum. Eram três andares contendo mais de 170 itens pessoais de John Lennon, que Yoko Ono disponibilizou para o público, além de ter um espaço para cerimônias matrimoniais. Devido a um acordo que o espólio e a mantedora do local, o museu fechou este ano - o acordo era de dez anos. Mas Yoko não descarta a possibilidade de um dia o museu poder ser aberto em outro lugar no Japão.

Thursday, October 07, 2010

Desculpa Furada, o Retorno - Parte sei lá qual

Novamente, pela enésima vez, vai. Devido a algumas correrias da semana, postagem nova dentro de alguns dias, portanto, ninguém se descabele.

Qualquer coisa, estou de vez em quando dando sinal de vida no twitter em @kiyomiiwasaki ou nas comunidades de sempre.

Calma, não aconteceu nada de grave, não. Superamos os atentados (ainda bem que ninguém veio nos atentar), a virada de estação e a garganta coçando (calma, gente, eu não fumo), mas é que realmente esta semana estou com o tempo mais ou menos corrido, e falta de inspiração bateu justo esta semana!!! Desculpa mais furada que esta, só aqueles escorredores de macarrão.

Mas estarei voltando com algumas novidades, claro que serão boas, do estilo leitoa rosada de ser.

Monday, October 04, 2010

Se Aconteceu com Você(s), Não Foi Coincidência, Aconteceu Mesmo!

Dificilmente eu abordo um tema chamado "amor e relacionamento", pois eu acho deveras complicado e varia de pessoa pra pessoa, de caso pra caso, mas recentemente assistindo aos episódios passados da série "Honto ni Atta Koi no Hanasu" (ほんとにあった恋の話), ou em inglês "Love Actually" ou em tradução tosca da leitoa rosada aqui "Histórias Reais de Amor", existem casos que deve ter acontecido com qualquer um de nós em alguma encarnação passada (ou atual mesmo). Podem achar que algumas histórias podem ter um certo exagero, mas eu não duvido muito, não.

Assistindo (com mais de meses de atraso), foram escolhidos dez histórias que os telespectadores enviaram para o programa e devidamente passados em forma de drama (dependendo do episódio e de quem fez acaba virando comédia, mas se for pensar bem, algumas situações tornam-se cômicas a ponto de "rir pra não chorar de decepção"). Se ninguém conseguir assistir aqui, pelo iuchubi vai ser pior, pois volta e meia eles tiram.

- A história que a mulher acaba voltando pro ex-namorado, é meio "batida", mas sempre acontece.

- Sempre é um risco gostar de um(a) colega de trabalho - o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro.

- Ataques cibernéticos existem - sabe aquela história que a (o) ex-namorada (o) entra no seu orkut, facebook, blog, etc., e começa a enviar n e-mails, comentários em represália a sua antiga cara-metade.

- Atenção: quando fala-se em dividir o lar doce lar com sua cara metade, pode se preparar que dependendo de quem for, divide-se tudo. Inclusive o leite dele(a) que você acabou bebendo sem saber.

E por aí vai. Inclui aí também a recusa de pedido de casamento, quase toda filha tem um pai que é uma fera e gostar de quatro ao mesmo tempo...

Quem conseguir acessar o vídeo (obtive pelo site tudou, já que pelo iuchubi sempre acabam tirando), e quem conseguir entender (pois está em japonês e entendi uma boa parte dos episódios a custa de assistir muitas vezes), depois digam-me (pelos comentários, obrigada) se aconteceram mesmo ou se seria algo meio que impossível de acontecer.

Perdão o artigo meio resumido, mas em breve eu poderei abordar melhor sobre o assunto.

Sunday, October 03, 2010

Yanaka Shippoya (ou: "Loja de Rabos de Gatos")

Quem leu meu artigo sobre o bairro Yanaka e a procura frustrada de encontrar os simpáticos felinos andando tranquilamente nas ruas e no comércio (acho que porque no dia que fui, estava um calor de fritar ovo no asfalto), tem uma foto da fachada de uma loja que vendem-se rabos de gatos.

Calma que eu explico.

Na verdade é uma doceria local que vendem um tipo de "bolinho de chuva" no formato de um rabo de gato. Com ou sem recheio. Com gotas de chocolate, misturado... Podem achar estranho o formato, mas a loja ganhou notoriedade (aqui) graças a uma reportagem que saiu na TV Tokyo e também no matinal da TBS, o "Hanamaru Market", devido a simplicidade da iguaria. Seria como se estivéssemos comendo um bolinho de chuva, mas ele não é frito, e sim, utilizado uma chapa de ferro, onde se coloca a massa em um tipo de "prensa" e sai no formato de um rabo de gato. Por isso o nome da loja - Yanaka Shippoya (Shippo = rabo ou cauda de algum animal).

A loja fica no bairro Yanaka, mas como tem muitas lojas um ao lado da outra, tem que encontrar uma loja de cara "de novo", com cores pastéis com um desenho de um gatinho conforme a foto que abre o post.
Foto que tirei meio as pressas do meu celular, pois nem sei se poderia fotografar os quitutes. Ah, sim: os nomes são derivados dos ingredientes que vão. Devidamente escritos tudo em bom japonês...


As variedades dos "donuts" em forma de cauda de gato - na primeira fileira, da esquerda pra direita - Shiro (o comum); Kuro (de chocolate); Koko (café); Kiki (açúcar de cana - "satokibi", com a marca de uma patinha); Choco (metade de baunilha e metade de chocolate). Na segunda fileira, da esquerda pra direita - Mike (de kinako, um tipo de farelo de soja); Tama (de gergelim preto); Nana (de banana); An (de feijão azuki); Tora (de chocolate branco e chocolate meio amargo). Na última fileira, Kyameru (caramelo, com marca de duas patinhas); Puchi (baunilha e gotas de chocolate); Leo (com biscoito Oreo) e Kimagure (o sabor varia conforme a estação ou temporada).

 As embalagens, dá pena de jogar fora de tão fofinhas que são...

Comprei dois "Kiki", de açúcar de cana. Qual o espanto? Sabia que aqui, o açúcar não é de cana, como no Brasil, mas de um tipo de beterraba? Por isso que aqui, os doces não são tãããããão doces como em outros lugares...

Mas é fácil chegar? Se não errar a saída da estação de Nippori, não. Mas há a alternativa de descer em Nishi-Nippori, mas eu achei mais complicado (tem que andar mais e fazer um monte de atalhos).

Dica: se encontrou a escadaria de Yuyakedandan, é descer e seguir reto a rua.
Um bom oyatsu (aperitivo pro café da tarde) ou levar de omiyage para quando visitar algum amigo. Não sai tão caro (entre 100 a 130), tem também sorvetes, petiscos estilo tradicional como karinto, warabi mochi e biscoitos. Detalhe: se pedir para colocar em uma caixa, paga-se 100 a mais.