Sunday, November 28, 2010

Mais um ano...

Sempre assim: chegou mês do aniversário do senhor kinguio (que faz aniversário um dia antes do Sir Paul McCartney, qualquer coisa joga no seo gugol - o nome do Paul, claro), digo que o meio do ano chegou. Quando chega o meu dia, então, eu logo digo - Minha nossa! O ano já acabou?

Não fiz desta vez a retrospectiva do meio do ano como fazia. Achei melhor deixar pra ser tudo de uma vez, tentar resumir, o que no meu caso é um desafio. Mal de quem fez Magistério, e tem que ser explicado nos mínimos detalhes....

Este ano, pelo menos pra mim, foi um ano mais corrido. Em partes querer esquecer, como os atentados que fizeram com nosso carro, a dor de cabeça que tive na imobiliária e nossas finanças abaladas. Outra parte ainda tentar nos recuperar, como a fase em que senhor kinguio teve que ficar quatro meses longe daqui e achando que a gente iria finalmente mudar de apertamento, mas quando Murphy resolve agir a favor da gente, nem banho de sal grosso resolveria.

O lado bom foram as amizades que fui adquirindo nas redes sociais, como aqui, acolá. Conheci muita gente boa virtualmente e aos poucos pessoalmente. Infelizmente não pude ir ao 3o. encontro de blogueiros e twitteiros que fizeram em Komaki (Aichi), espero que concretize o 4o. encontro em Tóquio e consiga ir nem que seja debaixo de neve. 

O outro lado bom também das comunidades virtuais é ter algo em comum. Claro, que se entra em alguma comunidade é porque juntam vários doidos, ops, várias pessoas que gostam da mesma coisa. Ou quase. Foi numa dessas que acabei indo três vezes no show do Masaharu Fukuyama (mas infelizmente quem era da comunidade e deu as dicas, estava no Brasil ou morava muito mais longe do que eu) e recentemente no do quinteto Smap (conheci duas pessoalmente e mantenho contato com uma até hoje).

Tudo bem que agora estou na versão 4.0 e precisando fazer um upgrade geral. Conheci gente que, entrou na casa dos 40, entrou em depressão. E perguntaram pra mim se eu também entrei. Sei lá, o máximo que aconteceu foi ter perdido oito quilos (e meio), sendo que muita gente diz que a tendência seria engordar. Controlando a gula? Talvez, mas a cafeína continua correndo nas minhas veias.

Espero que pelo menos ano que vem não tenha problemas. Ou não arranjar problemas.

Nota da autora lesada: quando se está quase meio no sono, noite mal dormida porque ficou até quase duas da matina num bate papo animado com um amigo da gente, ter ido trabalhar e no dia seguinte acordar mais cedo ainda, dá no que dá. Esta semana vai ter as mesmas coisas de sempre... 

Hoje, sem foto.

Friday, November 26, 2010

Filmes, Curiosidades, Gastronomia e tudo o mais...


Página oficial do programa SmaSTATION!!, com Shingo Katori e Yoko Oshita, (quase) todo sábado, das 23:00 as 23:54 pela TV Asahi (às vezes o horário pode alterar...)

Quer saber quais os melhores doces das mais populares lojas de conveniência? E as (in)utilidades domésticas que apareceram no mercado com direito a um test drive ao vivo? Vai passear mas não quer gastar muito com comida? O que as empresas servem de comida aos funcionários? Quais os filmes que marcaram a década? Qual é a música? Que personalidade mundial mais influente? Onde dá pra comer bem pagando com uma moeda de 500 ienes e ainda dá pra bebida?

Assistam "SmaSTATION!!"

No ar desde outubro de 2001, com direito a sete versões diferentes, o programa é apresentado por Shingo Katori (do Smap) e Yoko Oshita (apresentadora da TV Asahi), quase todo sábado, das 23:00 as 23:54 horas ao vivo, exceto quando tem algum programa antes e pode ser que o horário mude e quando nas férias de verão e ano Novo o programa não vai ao ar devido a outras programações especiais da emissora. No início, era um programa em que se debatia vários temas, incluindo com estrangeiros, o que fez com que Katori aprendesse inglês "por conta" e sozinho, o que lhe rendeu seis livros-guia de "como falar bem inglês" ("Berabera book"). Com o tempo, o formato do programa foi mudando, passando por entrevistas até chegar ao formato atual.

O formato atual - que vem desde 2007 - traz um convidado especial e apresentam "o melhor-de-alguma-coisa" e chegam a demonstrar o produto e experimentam a comida (caso o assunto seja disso) no estúdio. Durante o programa, traz questões sobre o assunto, os telespectadores podem enviar e-mail ( acessando pelo site do programa, tem o formulário para o envio ) comentando e dando novas idéias. A quantidade de e-mails recebidos chega a 1800 a 2000 por programa, só que o melhor é lido ao vivo e os mais interessantes são mostrados no decorrer do último bloco.

Fica difícil dizer sobre "o quê" eles abordam, porque semanalmente variam o tema. Se numa semana falam sobre os 20 melhores petiscos preferidos em izakayas, noutra semana falam sobre os 20 produtos novos para facilitar sua vida doméstica. Ou 15 sobremesas novas nas cinco maiores lojas de conveniência no Japão... e por aí vai, desde comida até cinema e música, depende do convidado da semana.
O conteúdo da home page do programa - o resumo do programa anterior via SmaTimes, seção de e-mails, mensagens, arquivos anteriores, e a coluna do Goro Inagaki - o "Tsukiichi Goro" (abaixo, à esquerda)


Mensalmente (sem data certa), tem o bloco "Tsukiichi Goro Best 5", apresentado por Goro Inagaki, que comenta os cinco filmes em estréia (ou a ser lançado) no mês. Muitas vezes, o ranking do Inagaki pode variar com de outros sites, mas como gosto é que nem traseiro... Para quem não sabia, toda primeira edição do mês da revista an-an, Inagaki assina uma coluna sobre filmes. Ganhou pontos comigo quando ele comentou sobre os últimos filmes de Clint Eastwood, "O Mistério de Amelie Poulain" e recentemente "Nowhere Boy", sobre a adolescência de John Lennon.

Semestralmente, o programa faz o "melhor do semestre", fazendo um apanhado geral do que foi destaque nos programas de janeiro a junho e de julho a dezembro. E o convidado especial ao quadrado é o Tsuyoshi Kusanagi. E antes que perguntem "mas e o Takuya Kimura? E o Masahiro Nakai? Pra ficar o quinteto completo??", explicando: Takuya só vem quando tem divulgação de filme ou novela da emissora, caso agora devido ao filme "Space Battleship Yamato". Nakai quando dá mesmo, devido ao programa de rádio que apresenta no mesmo dia e horário do "SmaSTATION" (o programa de Masahiro Nakai - "Some Girl' Smap" - é todo sábado, das 23 as 23:30 horas pelo Nippon Housou AM1242, ao vivo. Qualquer coisa já aproveitam e ouçam também o programa do Masaharu que é logo depois né....).
O formato do programa atual - este foi do dia 26 de junho deste ano, com a atriz Keiko Kitagawa, sobre o assunto "Onde comer bem e à vontade" (sobre sistema de "tabehoudai", pague e coma a vontade), durante o quadro "Tsukiichi Goro" (com os filmes que ele colocou no top five - "Kokuhaku"/"Confissões" - sobre ijime em escolas; "My Brother"; "Double Mission", "Sex and the City 2" (no comentário do site do programa, Goro achou o filme "muito exagerado") e "The Walker"). Bem à esquerda da foto, em cima, o relógio informando a hora certa - prova que o programa é gravado ao vivo.


Quem puder assistir (acredito que muita gente não assista devido ao dia e horário), vale a pena para saber o que tem de interessante e de novidade sobre tudo no Japão. Numa dessas que houve o boom dos produtos pra facilitar a vida doméstica - o abridor de garrafas de vinho via pressão (adeus, sacarrolhas e rolhas de cortiça arrebentadas), a bandeja de silicone que cozinha legumes sem perder o sabor via microondas... Mas quem perdeu o programa, pode encontrar o semanário "SmaTimes", gratuito na HMV em todo o Japão e também direto na emissora.

Algumas curiosidades nestes nove anos que o programa está no ar:

- Embora o programa pertença a TV Asahi, no especial FNS 27 Hour Television da FujiTV em 2004 no qual Masahiro Nakai foi um dos apresentadores e teve a participação do Smap, conseguiram um acordo para fazer um quadro especial do SmaSTATION!!, já que o FNS foi ao ar na noite de sábado e varou até domingo seguinte.

- Ainda sobre acordo entre emissoras, em 2005, devido Shingo Katori ter sido um dos personality announcers do programa anual da Nippon TV - o 24 Hour Television - que começa as oito da noite do terceiro ou quarto sábado de agosto e termina às oito e meia da noite do domingo seguinte, as emissoras também incluiram o programa SmaSTATION como parte do especial.

- Como o programa é gravado ao vivo, algumas vezes foi na base da correria e improviso e fazia o programa na filial da cidade onde estivessem. Durante a turnê "SMAP Live MIJ - Made In Japan", em 2003, estavam em Niigata e não daria nem tempo pro Katori ir para  o estúdio da TV Asahi em Tóquio depois do show - gravou o programa na filial da TV Asahi de Niigata (Niigata Television 21) e foi ao vivo. Em novembro do ano passado, quando Katori esteve em Nova Iorque com a peça "Talk Like Singing", o programa foi gravado lá mesmo. Na turnê recente "We Are Smap!", Katori saiu do Tokyo Dome direto pro estúdio e trocou de roupa no meio do caminho (segundo diz Takuya Kimura).

- A primeira apresentadora, Etsuko Komiya, ficou três meses no programa. Foi substituida por Yoko Oshita em janeiro de 2002 devido a agência a qual Komiya pertencia não ter gostado das performances que ela fazia no programa (como uso de perucas, minissaias e outros acessórios). Oshita continua no programa até hoje (é ela quem fez a vítima no especial do Tomate Envenenado).

- No ano passado, devido a um jogo de beisebol ter demorado muito para terminar, o programa começou a meia noite e vinte, isto é, uma hora e vinte de atraso.

- Em abril do ano passado, quando houve o incidente com Kusanagi, no sábado seguinte, o programa começou sem a introdução habitual, nos bastidores do estúdio, com Katori visivelmente abalado (pra não dizer quase chorando) e por mais de dez minutos pedindo aos telespectadores que apoiassem o amigo nessa hora mais difícil, que perdoassem e pediu desculpas pelo transtorno causado. (Não cheguei a ver o programa, mas quem assistiu, todo mundo queria saber como Katori, Oshita e Inagaki conseguiram levar o programa naquele dia).

- O especial "Gambarimasu!!" começou a fazer parte do "SmaSTATION!!" no ano passado, e é um dos poucos especiais que o quinteto vem completo - é gravado ao vivo no domingo, dia em que todos já não tem  quase nada marcado (o programa "Black Variety" é gravado antes).

- Os livros "Bera Bera Book" ainda podem ser encontrados na loja ao lado da emissora, da TV Asahi. São quatro volumes em formato de bolso (a autora lesada aqui possui o primeiro e o 2.5).

Programa: SmaSTATION!! (muita gente conhece como "Sumasute")
Emissora: TV Asahi (em Osaka seria o ABC Television)
Horário: Sábados, das 23:00 as 23:54 mas pode sofrer alterações devido a outros programas.
Apresentação: Shingo Katori e Yoko Oshita (fixos); Katsuya Kobayashi (narração); Goro Inagaki (uma vez por mês com o quadro "Tsukiichi Goro") e Tsuyoshi Kusanagi (a cada semestre quando tem o "Toku Best 20"). Os convidados variam toda semana.
Página oficial: http://www.tv-asahi.co.jp/ss/ (em japonês)

Thursday, November 25, 2010

Esclarecendo (ou respondendo alguns comentários passados) - Parte II

Bichinhos de Jardim - Bichinhos fofinhos de língua afiada, vale a pena!

Amigos leitores de pobre mas limpinho sítio (preciso mudar esse bordão, ano vai, ano chega e continuo falando a meeeeeesma coisa...), aproveitando que hoje a autora aqui está disposta e vamos lá responder de uma vez só neste artigo alguns dos últimos que publiquei e eu acho que esqueci de muita gente. Ou melhor dizendo: estou com preguiça de ficar respondendo hoje nos comentários, mas circulando, circulando, gente...

- Tower Records Shibuya (Postado dia 18 de Novembro deste ano): Uma das melhores lojas especializadas em música, segundo a autora que vos posta, tanto que semanalmente, bate ponto pra ver o que tem de novidades. Alguns pontos legais da loja seriam as promoções que a rede faz - queima de estoque de DVD e CD a precinhos camaradas, livros e revistas estrangeiras com desconto, os dias do "W Point" (double point, onde acima de uma faixa de compra seus pontos dobram) e seu point card tem um ano de validade a contar da data da última compra e pode ser utilizado em qualquer loja da rede, de Hokkaido a Okinawa. Pro Carlos (Tabeteimasu), dependendo do CD, o preço pode encarecer mesmo - principalmente se for edição especial (só pra comparar - o novo "best album" do Masaharu Fukuyama, por ser duplo já custa 4980 ienes. Se for a edição especial, que vem o novo single junto, sai 5980 ienes e com uma toalha de brinde). Mas nas lojas de segunda mão, como a Book Off, consegue albuns novos a precinhos mais baixos. Quanto ao fato de não abrir as revistas e ler sem comprar, se a revista estiver lacrada, nem pensar. Em algumas conveniências, têm o aviso de que não é pra ficar muito tempo lendo. Mas no geral, pelo menos a maioria das livrarias que frequento, tem até bancos para o pessoal sentar e ficar dando uma lidinha. E o mais surpreendente: a maioria lê e compra!


- Requeijão Caseiro (Postado dia 21 de Novembro deste ano): Sério, acabou sendo o artigo mais comentado dentro e fora do sítio. Até no twitter. Agora quero saber se tentaram fazer e no que deu. E olha que a receita nem minha era (quem passou a receita foi a @joyjovi ). Na verdade, eu não sei no Brasil qual seria o queijo semelhante ao utilizado e se daria pra usar o creme de leite convencional que a gente conhece lá (ou se seria o creme de leite fresco direto da leiteria). Ao pessoal que já morou boa temporada aqui e está no Brasil (Fabiana, Bah, Denise) se puderem descobrir, divulguem, porque  eu perdi a noção mesmo. Fernanda, quanto ao artigo sobre como eu e namorido kinguio nos conhecemos, em breve neste bat-sítio, neste bat-canal.... ops, confundi tudo. Hide (do Portal Nippon - visitem o site que ele e sua trupe fazem, recomendo a visita URGENTE...), fala pra _@sayurinha publicar a versão dela no Portal que vai chover comentários e visitas. Falou em comida + praticidade + economia = lota a caixa de comentários e ganha popularidade. Bem, meu post não era beeeeeeem o propósito, nada subliminar...


- De Volta a Programação (A)normal? (Postado dia 24 de Novembro deste ano): Na verdade quem nunca bateu direito dos pinos sou eu (hahaha), por isso sou o que eu sou. Bem, pelo jeito o pessoal que comentou queria saber mesmo de...

- Cacá (The Doramas), os livros do Bistro Smap foram publicados de 1997 a 2004. São as receitas que eles mesmos fazem - sob a devida orientação das escolas de culinária Tsuji e Hattori - durante o programa semanal. Prometo um artigo sobre isso. Quando é ao vivo, vira um deus-nos-acuda, pois as duas duplas (não me pergunte como eles escolhem entre eles) têm vinte a trinta minutos para fazer um prato escolhido pelo convidado - lembrando que o Bistro NAO possui menu. O convidado escolhe o que quer comer na hora. Claro que já houveram algumas gafes (teve uma atriz que, quase no final do preparo, disse que detestava tomate e todos eles colocando tomates na receita), desastres (quase puseram fogo na comida ao invés de flambar) e constrangimentos (muita gente não gostou do que a Madonna comentou quando ela veio).

Quanto ao fato de eu chegar ao ponto de ir dormir quase na hora de acordar, já fiz muito disso... no tempo de faculdade? Não, algo de algumas semanas atrás?

- Fabiana (Sonho Doce Sonho), eu estou tirando o atraso dos j-doramas via torrentagem, alugando na promoção do Tsutaya (lembra da promoção deles, 4 a 5 filmes por mil ienes?) e cheguei a encontrar no iuchubi ("My Girl", com Aiba Masaki, consegui encontrar, mas tem que ver se não retiraram). Quanto as receitas do Bistro Smap, talvez no iuchubi encontre. Como fazem mais de seis anos que eles não publicam as receitas, existem algumas que a gente fica curiosa em saber. No site oficial deles, eles dão algumas dicas, mas até o próximo programa. O que eu deveria ter anotado era o molho tártaro que Goro Inagaki fez para uma receita de peixe e usava a maionese Dijon que você comentou. Pior ainda: era MUITO fácil de fazer... Se eu encontrar o programa nos meus DVDs eu vou anotar e publico (acho que foi no programa do ano passado, vou ver).

- Fabiana Yoko (Yoko e seu Mundo Multicolor): E olha que eu consegui três livros (tem mais, mas pergunta se eu consegui encontrar) e sorte que foram os que têm as receitas mais acessíveis e menos complicadas. Uma das receitas eu consegui fazer, embora faltou um ou outro ingrediente. Publicarei assim que possível. Spoiler: quem quase sempre levava a melhor era a dupla que tivesse o Takuya no meio... Ah, eu vivo em comunhão de pecado com o namorado há onze anos, no mesmo lar apertado lar... Não assinamos os papéis, porque é uma burocracia, então vivemos bem assim. Detalhe: ele é minha cobaia para minhas experiências culinárias...
Em segunda mão (porque a foto já saiu em um post meu de aniversário do ano passado), a autora e a cobaia... ops, o namorido que a atura há quase doze anos, cúmplice na gastronomia, de ter feito a autora adorar Masaharu Fukuyama e incentivado também a mesma ir ao Tokyo Dome tentar ao menos levar o Takuya Kimura pra casa. Foto mal focada, mas não fui eu.

- Bah (BahBlog): Eu confesso: até o almoço ainda como decentemente, como salada, arroz, carne, alguns bons legumes. Mas à noite, desde minha adolescência, sempre fui uma pessoa difícil de jantar. Exceto se eu não almocei, aí eu como à noite. Mas procuro comer algo leve, mas que já cheguei ao cúmulo em várias vezes de me empanturrar de feijoada... A verdade é que eu preciso cuidar mais da saúde, ainda mais que atingi a casa dos "enta". Tomar cuidado para não passar do peso e acarretar problemas no coração, controlar o colesterol, pressão, taxa hormonal... Se bem que minha taxa de colesterol é baixa e minha pressão só falta ser negativa, pois estou pra conhecer gente que tenha pressão sanguínea mais baixa que a minha (8 por 5 estou ainda normal, normal...). Por isso voltei a andar mais de bicicleta e caminhar. Carro somente quando preciso mesmo.

Sobre horário invertido, e olha que não trabalhamos no mesmo lugar, mas acredite se quiser, mas o senhor kinguio diz que trabalhar a noite consegue pensar melhor. Não, longe de pensar que ele quer se ver livre de mim, especialmente em dias de TPM (aka pra muitos homens, "Tou Pronta pra Matar" e outros trocadalhos do carilho infames), imagina...

- Andrea Inoue (Papiando), agora que você está em terra brasilis, conte-nos como está hoje na parte de reciclagem, aproveitamento de materiais. Sei que aí aos poucos estão incentivamento muito na parte de sustentabilidade. Espero que nesse ponto melhore (lembra do meu post sobre "Sustentabilidade", que a Oetker está na campanha?). Bem, quanto ao fato de eu estar mais pilotando o fogão, não é de hoje. Já tive meus desastres culinários, mas pelo menos de fome, a gente não passa (quanto aos livros, foi de tanto assistir - e até hoje assisto - o programa semanal).

Falei pra vocês que estes são os combustíveis para me manterem em pé o dia todo?

- Carlos e Denise (Tabeteimasu), o dito requeijão dinamarquês, eu encontro na loja da rede Kaldi (não sei se vocês chegaram a conhecer, mas a rede é bem antiga), mas se comprei foi muito raro devido ao "precinho". Na "minha época" (faz tempo), em casa não que racionávamos, mas supérfluo era coisa rara em casa. Sabe ovo de Páscoa? Comprávamos o maior que tivesse e teria que dividir em cinco pessoas (pai, mãe e três irmãos com diferença de idade meio estranha). Ultimamente uso o carro na hora da emergência mesmo, mas para ir pegar o trem pro trabalho estou indo de bicicleta. Quando chove, aí não tem jeito, tenho que pegar ônibus mesmo. O hábito de eu acordar cedo vem desde o colegial, que eu levava dupla jornada (cursava Magistério de manhã, estagiava durante a tarde e à noite eu cursava técnico em administração de empresas). Mesmo assim, continuo acordando cedo. Levantar aí seria outra história...

- Gesiane (Suki yo), na medida do possível vou testando e publicar as receitas. Não garanto a indigestão depois haha, brincadeira. Em breve, um ratatouille improvisado por falta de algum ingrediente.

- Desabafando (Desabafando e Sonhando), só pra ter uma idéia, esta semana levei uma hora andando de casa até a estação... E andando em ritmo normal, sem parar para ver vitrines ou outras coisas (exceto na hora de atravessar a rua). Mas chega no final de semana dá vontade de dormir mais, mas o corpo e o organismo já se acostumaram né...

Espero ter tentado esclarecer alguns pontos, mas aos poucos a gente vai se virando.

Fotos: da autora lesada, exceto a tirinha que está no site "Bichinhos de Jardim" e a foto da autora e da cobaia, ops, namorido não lembro mais quem foi.

Wednesday, November 24, 2010

De Volta a Programação (A)normal?!

Nunca pensei que a receita de requeijão do artigo anterior, fornecido pela @joyjovi, minha colega e amiga da Satie fosse fazer TANTO sucesso assim....

Depois que senhor kinguio voltou a rotina normal, isto é, trabalho (depois de alguns meses somente como freelancer ), a minha está sendo meio difícil de voltar. Tudo bem que eu tenho meus horários de acordar (porque de dormir, nem melhor falar), de fazer serviços domésticos e ir pro trabalho. Mas quando kinguio estava disponível, ainda ele me levava para a estação, portanto ainda tinha alguns minutinhos para assistir aos noticiários e dar uma navegada na internet. Agora, com nossos horários invertidos e dias de folga agora vão coincidir aos domingos (e olhe lá), tive que voltar a rotina de alguns bons meses atrás.

- Acordar cedo mesmo no dia de folga: Todo dia, eu acordo seis e vinte da manhã. Mesmo sabendo que é dia de folga e poderia dormir mais, não adianta: foi um hábito que vem desde meu tempo de colegial, que acordava seis e pouco da manhã, tomar o café e ir andando para a escola (e depois na faculdade era acordar cedo pra ir pro estágio e quando me formei, era pro trabalho). Só acordo mais tarde mesmo quando dormi muito tarde, sabendo que é dia de folga e depois de alguns pints da Guinness. Pra piorar e pra desespero de muita gente, inclui aí o kinguio, acordo com o rádio ligado na Tokyo FM pra escutar cinco minutos de previsão do tempo e conversa fiada do programa "Ohayou Smap!!" (A cada quatro semanas, um dos membros do grupo anuncia a previsão do tempo, falam sobre curiosidades, efemérides e outras conversas fiadas, por cinco minutos, com música deles ao fundo - Começa com cada um falando "Tempo claro (Hare). Nublado (Kumori). Neve??? (Yuki). A previsão do tempo hoje é...")


- Voltei a cozinhar muito mais: Não que eu evite panelas e fogão, mas por alguns bons meses, senhor kinguio era quem pilotava fogão à noite, quando estava sem algum freela pra fazer. O bom era que tinha o almoço do dia seguinte garantido, mas o ruim era que eu sou uma pessoa difícil de jantar, e quando eu não jantava, senhor kinguio achava que estava fazendo desfeita com a comida dele... Agora, como senhor kinguio está trabalhando das oito (da noite) às seis (da manhã), a hora que eu chego em casa, por volta das dez e meia da noite, eu tenho que garantir o almoço meu do dia seguinte e do kinguio. Calma, nunca explodi panela de pressão nem queimei comida (mas o que já quebrei de copos ao lavar louça...) E agora tenho que pôr a criatividade em ação. Pra que eu comprei os livros de culinária do Bistro, mesmo?

- Estou contribuindo mais com a ecologia: Leia-se - estou indo de casa à estação onde pego o trem pro trabalho andando ou de bicicleta. Acho que falei uma vez que, da minha casa até a estação, andando eu levo cerca de 50 minutos a uma hora, dependendo do ritmo. E de bicicleta, na ida levo meia hora. Na volta, dependendo do meu ritmo e vontade, levo de quarenta a cinquenta minutos. Falei que no meio do caminho tem uma ladeira? Na ida, uma maravilha, só tem uma subidinha no atalho que pego, e depois na descida todo santo ajuda. O problema é a volta... Peguei esse hábito há oito meses. Quando não chove, claro. Nessa brincadeira toda, foi aí que perdi os oito quilos... e meio! E acreditem, vou mais disposta e volto melhor ainda.

- Assistindo mais j-doramas: Meu problema é que eu gosto de assistir aos j-doramas sozinha, na tranquilidade. Senhor kinguio raramente assiste e quando assiste, dependendo do enredo ou ele critica ou ele fica me torrando. Por isso que eu dormia bem tarde da noite, porque eu assistia enquanto ele estava no freela. E era quase sempre à noite. Com esse nosso horário invertido, imagine como está sendo... (até o final desta semana vai mais uma resenha nova... se der!)

- Dormindo mais tarde do que nunca: E até agora não sei como eu não fico com sono durante o trabalho. Sério: se estou assistindo ao noticiário ou algum filme ou j-dorama, eu não durmo enquanto não termina. Quando vou dar uma olhada no relógio, já está quase na hora de acordar! Muitas vezes, só fui perceber que já estava muito tarde da noite quando o jornaleiro estava passando no prédio onde moro... E quando chega a esse ponto, o jeito é dar uma dormida de duas horas (ainda bem que pra ir pro trabalho não vou de carro).

Pra que mesmo eu comprei estes três livros do Bistro? Ah, sim. Variar no almoço nosso de cada dia e ainda bem que senhor kinguio serve como cobaia...

Sunday, November 21, 2010

Requeijão Caseiro

Requeijão made in casa: com direito a torradinhas da Meiji (esta caixa vem dois pacotes de microtorradas prontas para serem degustadas), para o caso de vierem visitas inesperadas e não ter o que servir como aperitivo. Prato da Andersen Bakery e o pote veio de brinde do queijo Boursin (como quase nem compro esse queijo, acabei aproveitando o pote, oras!). Sorry, cortei a espátula...

Uma das coisas que eu adoro e que aqui é um martírio encontrar (exceto nas lojas de produtos brasileiros mais próximo de sua casa, o que no meu caso levo mais de uma hora de carro pra chegar, isso seria uma outra história), é requeijão. Quando ainda era uma recém formada da Unesp e camelando procurando trabalho ao mesmo tempo que fazia alguns freela em casa traduzindo apostilas e lecionando duas a três vezes por semana numa escola, ainda tinha o privilégio de ao menos ter um copo de requeijão em casa. Explico: minha família nunca foi de ter os tidos "supérfluos", portanto requeijão era artigo que tinha quando dava. Meus pais eram daqueles que viviam falando "pensam que dinheiro dá em árvore?" e "estão achando que somos sócios da Light???", então vão imaginando como era.

Bom, voltando a vaca congelada. Requeijão aqui, dava pra contar nos dedos quantas vezes eu comprei no supermercado daqui. Além de ter muito pouca quantidade, é caro que dói. E quando encontrei um similar numa das minhas lojas favoritas de produtos importados que vale a pena comprar pelo motivo de encontrar produtos bons e baratos, infelizmente o requeijão dinamarquês era exceção no quesito preço. Além de ter também muita pouca quantidade. Cem gramas do produto, pra um casal formado por um kinguio que vive atacando a geladeira e uma leitoa que vive com a solitária gritando, em duas lanchadas era uma vez.

Nuru Cheese Creamy da Koiwai - um potinho destes de 100 gramas custa uma pancada....

Doze anos aqui, existem muitas coisas que eu acabei deixando pra lá por eu encontrar similares. Menos o bendito do biscoito Passatempo, mas isso seria mais uma outra história. Eis que no meu trabalho, conversa vai, conversa vem e eis que ensinaram-me uma receita caseira de requeijão. E melhor: muito mais fácil de se fazer do que imaginava!!! Quem passou para mim foi uma colega minha através da @joyjovi, que volta e meia ela descobre alguma receita nova.

O que precisa:

- Um pacote de queijo já fatiado com oito unidades. Preferencialmente o do tipo plain, que é não derrete tão fácil, geralmente usado para lanches frios, como na foto ao lado. (No Japão, existem dois tipos de queijo fatiado - o plain, usado para lanches frios e o torokeru, que derrete rápido ao pôr no forno - e um pacote desse queijo vem oito fatias embalados individualmente). Por que tem que ser este tipo de queijo? O torokeru torna a mistura com consistência de puxa-puxa, característica do produto, o que não ficaria bem para o requeijão.

- Uma caixa de creme de leite de 200 (ou 240) ml, aqui chamado de nama kuriimu ou creme de leite fresco. Na verdade, usamos aquele tipo mais barato que se usa pra fazer... chantili!!! Ao lado direito, os tipos mais concentrados - quanto maior a numeração, maior a concentração cremosa. Na receita, não precisa ser deste tipo (que aliás, custa mais caro que o utilizado aqui).

Modo de fazer: em uma tigela (de vidro, preferencialmente), coloque as oito fatias de queijo devidamente picadinhas e junte o creme de leite. Misture com uma espátula e coloque no forno microondas e deixe dois ou três minutos em potência alta. Tire e misture para ver a consistência e se achar que está muito aguado, deixe mais dois minutos no microondas e misture novamente. Detalhe: não precisa cobrir a tigela. Detalhe número dois: não precisa pôr sal - o queijo em si já contém sal!

Se ficar mais ou menos na consistência de espalhar no pão, bolacha, torradas, etc., já está bom. Pelo menos a tigela que ganhei na troca de pontos do Mister Donuts há dez anos atrás serviu muito bem para misturar o requeijão.

Pode servir quente com torradas, bolachas ou pão...

Quando esfriar, guarde em algum frasco de vidro e bem tampado na geladeira. Não me perguntem quantos gramas deu no final porque eu não pesei, mas deve dar uns 300 ou 350 gramas do produto.

Custo:
- Um pacote de queijo com oito fatias: dependendo do supermercado, já encontrei por 158 ienes (ou 3 reais e 25 centavos) e o mais caro por 298 ienes (ou 6 reais e 15 centavos). Pra isso não precisa ser "de marca", quanto mais barato, melhor.
- Uma caixa de 200 ml de creme de leite, custa entre 138 a 258 ienes (de R$2,48 a R$6,15). Também não precisa ser o mais caro. O mais barato serve.

Total (tirando a energia elétrica): cerca de 296 ienes (ou R$6,10). Uma caixa de 100 ml do Nuru Cheese Creamy da Koiwai, custa de 298 a 398 ienes. E um copo do similar dinamarquês, de 100 ml custa entre 498 a 598 ienes. Calorias? Nem quero saber!!!

Fotos: que abre o artigo de hoje e da mistura, da própria autora. O resto via gugol, pois esqueci-me de tirar as fotos dos ingredientes que usei...

Thursday, November 18, 2010

Tower Records - Shibuya


Costumo dizer às pessoas que saem comigo que, caso a gente for pra Shibuya e acabar se perdendo e nem por telefone conseguir contato, o lugar mais provável de me encontrarem, não seria nem no Hachiko ou do outro lado onde fica a estátua do Moai, mas seria no prédio da Tower Records, mais precisamente no 7o. andar, onde ficam revistas e livros importados (ou não). Ninguém acredita, mas é que por enquanto, quem saiu comigo dificilmente nos perdemos, mesmo naquela multidão que impera todo dia, de domingo a domingo, especialmente no "scramble crossroad", logo na saída da estação de Shibuya ( a saída do Hachiko).

Em vários artigos eu costumava mencionar que compro meus CDs, DVDs e revistas nesta loja. Além de acumular pontos (Nota da Autora: cada vez que faz uma compra a cada 500 ienes, ganha-se 20 pontos para acumular e a validade do cartão é de um ano a contar da data da sua última compra), no dia do lançamento de certo álbum, se levar sorte, pode até ganhar um brinde inesperado, desde clear files até camisetas (quem leu meu artigo sobre isso, vai entender, mas bem que eu queria que queria muito conseguir no sorteio o parka que Masaharu Fukuyama usou na sessão de fotos do single "Milk Tea"/"Utsukushii Hana"). Os pontos, o que eu faço? Dá pra usar no desconto da compra de um CD ou DVD, oras!

Eu conheci essa loja ainda quando morava em Hikami (Hyogo), e numa de minhas (poucas) idas para Osaka, acabei por descobrir essa loja, que ficava (se não me falha a memória) dentro de uma loja de departamentos em Umeda, o Hankyu. Daí para encontrar raridades foi uma maravilha - foi aí que comprei o box-set dos Carpenters, o "Live at The BBC" dos Beatles e alguns livros. Como ir de Hikami pra Osaka era literalmente uma viagem e tinha que voltar logo devido ao horário do trem (sabem como é interior - tudo se encerra cedo), dá pra contar nos dedos quantas vezes eu fui para lá.

Logo que mudamos para Kanagawa, descobri que a Tower Records mais próximo de onde morei (Minamiashigara), ficava em Odawara, mais ou menos vinte minutos de trem (é um trem local), mas como ficava dentro de uma loja de departamentos, teria que me contentar com um andar só. Da mesma forma que descobri - aos poucos - as demais filiais, como a de Fujisawa, Yokohama e Kawasaki. Pra Shibuya e Shinjuku foi uma questão de tempo.
Tower Records Shibuya vista de frente (tive que atravessar a rua pra poder fotografar). O quanto eles aproveitaram pra divulgar os artistas (será que se tivesse em Sampa, iriam deixar?) Foto da autora.

Essa rede começou nos Estados Unidos, em 1960. Foi por mais duas décadas e meia uma das redes mais conceituadas em matéria de música. Mas confesso que não sabia que a rede - lá - fechou em 2006 por motivos financeiros, má administração e advento de download via internet. Mas de alguns países, inclusive o Japão, continuaram firmes. Especialmente, as redes da Tower Records Japan são administradas por uma empresa que não teria nada a ver com a norte-americana, acordo feito em 2002 devido a um sistema empresarial que comprou a franquia, o que tornou a Tower Records Japan independente da hoje finada empresa americana.
O símbolo que fica bem no meio da entrada do prédio de Shibuya - "Tower Records - é uma Coisa Global" (foto tirada pela autora).

A primeira loja da Tower Records Japan abriu em Sapporo, Hokkaido, em 1981. Mas a maior loja fica em Shibuya, constituida de nove andares, identificável pela fachada amarela e no topo a iluminação em neon amarelo com o logotipo da empresa em vermelho. Sem falar que na entrada do prédio, o planeta Terra como símbolo do Universo e quando há lançamentos, um balcão onde ocorrem sorteios. Sem falar dos cartazes anunciando os lançamentos da semana e os futuros lançamentos.
Logo abaixo da fachada do globo, os anúncios dos lançamentos - como tirei a foto dia 14 de novembro agora, o álbum do Masaharu Fukuyama ainda estava a ser lançado. (Pra Gesiane, fã do Mr. Children - o álbum novo só no final do mês e o título ninguém sabe - por isso que está "taitoru mitei" ou "nome a determinar ainda"). Foto da autora.


No subsolo, fica o Stage One, onde ocorrem apresentações de artistas independentes e artistas conceituados para divulgarem os novos álbuns e para um talk show. Geralmente ocorrem nos finais de semana. Do primeiro ao sexto andar, dedicados a vários gêneros musicais, DVDs e até jogos de videogame. Devidamente separados em ordem alfábetica. No caso de artistas japoneses, eles seguem a ordem alfabética deles (quem estudou/estuda língua japonesa, sabe o drama) e pelo sobrenome. E também por gênero. O sétimo andar, somente revistas (infelizmente nunca encontrei revistas e jornais do Brasil vendendo nessa loja) e livros importados (em inglês, alguns em outras línguas). O oitavo andar seria o escritório, acesso permitido somente aos funcionários.
Campanha da Tower Records "No Music, No Life?" muita gente famosa já foi fotografada em poses e roupas estranhas ainda. Até as fofíssimas do trio Perfume também participaram.

O slogan da rede japonesa é "No Music, No Life" (Sem música, sem vida), e muitos artistas famosos (ou não) já fizeram parte da campanha. Atualmente, junto com a famosa empresa de bebidas Suntory, estão com a campanha paralela "No Music, No Life. No Music, No Whisky".
A primeira campanha da Tower Records com colaboração da empresa de bebidas Suntory "No Music, No Life. No Music, No Whisky", teve Masayoshi Yamasaki (na primeira fileira, no meio) e Ryuichi Sakamoto (na segunda fileira, primeiro a esquerda).


Na dita área embaixo do globo, o quinteto Smap também aproveitou para divulgar o 20o. álbum, em julho deste ano. Não deu pra fotografar direito, mas bem ao lado direito de quem veria a foto, tinham duas máquinas automáticas de bebidas - os jidouhanbaiki (自動販売機) com a bebida que levava o nome do álbum, em colaboração com a Asahi Beverage.(Foto da autora)
Nada se perde, tudo se aproveita! Ao lado do globo central, têm duas colunas em que geralmente colocam-se posteres da campanha de pontos. Em outubro, como foi o relançamento das duas coletâneas dos Beatles - o "Album Vermelho" e o "Album Azul", a campanha incluindo "Festival dos Beatles" - comprando o álbum viria um brinde extra, compre dois pelo preço de um, duplicação dos pontinhos... (Foto da autora)
Bem na primeira entrada (de quem vem da estação de Shibuya), ao lado tem mais posteres de divulgação de álbuns, singles e DVDs de artistas, desde o teto ao chão. Quando esta foto foi tirada, dia 14 de novembro, o álbum do Kanjani Eito (o "8 Uppers") já estava vendendo há semanas e o single novo do trio Perfume foi menos de uma semana atrás. Ao lado (que acabei cortando), a loja disponibiliza o vídeo de algum artista - era da campanha da Suntory.(Foto da autora)
Claro que também quando falo que o pessoal aqui aproveita tudo, eu não exagero e provo: esta foto que tirei em maio do ano passado, foi do lançamento do single do dignissimo, vitaminado, lindo, maravilhoso (ai se namorido ler isso, ele me mata!!) Masaharu Fukuyama (nota: a maioria dos artistas costumam lançar até quatro versões de um mesmo álbum! Um contém música-bônus, outro o DVD com o vídeo, outro é o comum do comum mesmo...). Abaixo era o álbum do Kanjani Eito. Estes posteres ficaram abaixo da tal entrada que falei (preciso dizer quem foi que fotografou?).

A loja de Shibuya fica a dez minutos andando da estação de Shibuya. Logo que sai da estação, pela saída do Hachiko (sim, aquela estátua do cachorrinho, que nove entre dez pessoas sabem), atravessar reto o "scramble koussaten" e seguir em frente. A loja fica ao lado da loja Lumine Man e em frente ao correio de Jinnan. 

Horário de Funcionamento: Aberto todos os dias das 10 as 23 horas (eles informam quando eles folgam), possui também revistas gratuitas da rede, como "bounce", "intoxicate" e outras revistas e panfletos com eventos.

Endereço: Página oficial: http://tower.jp/ . Já do local : Tokyo-to Shibuya-ku Jinnan 1-22-14

Fotos: via seogugol, exceto as creditadas que foi a autora quem fotografou.

Wednesday, November 17, 2010

Simplicidade


Segunda-feira que passou, em minhas raras idas para almoçar fora, acabei parando num dos melhores fast food que eu conheci. Nem sei se poderia dizer fast food pois toda a comida é natural, sem conservantes e se preocupa com a natureza, o Freshness Burger (um dia eu faço um artigo sobre isso).

Enquanto esperava o desejejum, volto a notar o lugar - lembrando lanchonetes rústicas dos anos 50, dando um ar de nostalgia. E tranquilidade, pois o som ambiente varia entre o blues e jazz, perfeitos para melhor digestão. Gosto também da decoração do local, com flores. Flores simples em vasos simples, o que torna o ambiente mais aconchegante e tranquilo.

Eu gostaria de ter fotografado mais, porém fiquei com receio de que os atendentes achassem ruim. Talvez um outro dia eu tente fotografar um jarro branco esmaltado que foi guarnecido de gerbereas, margaridas e outras flores que agora fugiram-me os nomes. Um arranjo bem original, eu diria.

Na verdade, eu preciso ir em lugares tranquilos, para poder esquecer - por horas - os problemas do trabalho, do cotidiano, de muitas coisas como todo ser humano possui. Quando vou em lugares assim, acabo esquecendo por bons instantes os problemas externos e inclusive de mim mesma. Uma das formas de "limpar" o seu "eu" interior. Quem sabe as coisas conseguem fluir de melhor forma possível.

Por um bom tempo, passamos por um período de que "tudo que é pra dar errado, deu errado". Mas uma das coisas que nunca perdemos foi a fé e a esperança de que uma hora iria melhorar. E, felizmente, aos poucos as peças perdidas no passado, estamos recuperando aos poucos. Agora é não medirmos esforços e seguir adiante pois acredito na força divina desde que a gente também faça a nossa parte (pois não adianta nada pedir, pedir, pedir e não fazer algo em troca).

Na segunda-feira, quando fui almoçar, o local decorado com flores simples, deu-me a sensação de tranquilidade e paz. Gosto de lugares assim. Por mais que determinado lugar possa ser de renome, mas se nada colabora - desde o atendimento até a comida, o ambiente e a música - pense se volta mais uma vez. Mas existem fatos na vida que devemos dar uma segunda chance, mas dependendo muito do que for...

Foto que abre o artigo de hoje: fotografada pela autora, no Freshness Burger, aguardando seu pedido...

Tuesday, November 16, 2010

Desapego

De uns bons tempos para cá, talvez motivado pelo famoso livro indicado pela querida Elisa (do blog Elisa no Blog) e também depois de quase oito anos morando num apertamento (sem exageros, meu apartamento é um apertamento mesmo) já ter tido o desconfiômetro de que pra dar a sensação de "mais espaço", teria que aos poucos desfazer de coisas que sei lá por qual motivo eu andei juntando. Namorido nem conta com isso porque se for analisar, 90% das coisas que temos no apertamento, são minhas.

Desde o começo do ano, comecei aos poucos desfazer de coisas que não têm mais utilidade, validade e que estaria ocupando espaço. Revistas velhas foram uma delas. Contas de telefone e internet de doze anos atrás também. Sem falar de panfletos, receitas culinárias (montei um caderninho e uma pasta com elas), anotações, jornais... Canetas que não funcionam mais, roupas que não me serviram pelo fato de eu ter engordado (mas agora estou com oito quilos a menos), caíram de moda ou furaram...

Até alguns eletrodomésticos foram para o recicle center, como uma cafeteira que queimou (aproveitei somente a jarra e o porta-filtro), ar condicionado de janela que nem funciona mais (estou tentando entender porque a gente acabou trazendo na mudança, sendo que o aparelho pifou), o potto denki (aquele aparelho que esquenta água, esqueci-me o nome em português)...

Cheguei a falar sobre isso em alguns artigos, o que está dando-me um certo alívio. Mas tenho muito o que fazer neste apertamento, pois, quando resolver mudar de vez (algo que muitos anos sempre falo, mas por um motivo e imprevistos acabo adiando), daria menos trabalho, porque quando mudamo-nos de Minamiashigara para Yokohama, tivemos que fazer tudo na pressa - sabe o que seriam apenas quinze dias pra empacotar tudo e levar? E pra encontrarmos as caixas para empacotar? E na época, nem sabia como pedir a um serviço de mudanças!

Sobre as contas de telefone (residencial e celular) e provedora de internet, além das faturas do cartão, eu tive a proeza de, até início deste ano deixar arquivado desde a primeira conta que tive em minha vida. De tanto que namorido falava que "não precisa deixar tanto tempo guardado, ao menos dos cinco últimos anos já bastam, porque, se estivesse com pendência, já teriam te cobrado faz tempo", acabei juntando e coloquei na picadora de papel que eu tenho em casa justamente para esse fim. E o primeiro que falar "porque não rasga", eu tenho um certo cuidado com a privacidade de contas.

Sobre revistas eu contei como dei fim nelas - levei na Book Off para garantir "uns trocados a mais" e o que eles não aceitaram (e não foram poucos exemplares), fiz doação para o Yokohama Josei Forum. Quanto as TV Guide que semanalmente eu comprava devido a programação de TV ( e outras coisas mais), teve uma loja que comprou de bom grado. Motivo: a loja é especializada em revistas de gente jovem e famosa (mais especificamente os mancebos do Johnny's Jimusho, e se tiver o Arashi, NEWS e Kanjani 8 na capa, melhor ainda).

O que esses dias também acabei fazendo foi uma limpeza geral no computador que é usado em comunhão com namorido kinguio. A diferença é que eu costumo "torrentar" j-doramas de encarnações passadas, e o que me interessa eu passo tudo para DVD e depois assistir quando quiser, e o que só pra assistir porque perdi no dia, eu assisto e depois deleto. Na verdade, eu deveria era comprar um HD externo com sei lá quantos terabytes de memória, mas e o medo do aparelho pifar e perder as raridades que andei encontrando e que levou-me mais de um mês pra torrentar tudo? (Caso foram os dez capítulos de "Shiroi Kage" e o especial "Ai to Shi wo Mitsumete", que levaram quase DOIS meses pra completar!!!)

Uma das coisas que eu preciso dar um jeito seriam em bichos de pelúcia. Alguns eu andei comprando (confesso, comprei mesmo porque achei as coisas mais cuti-cuti da minha vida), mas alguns andei ganhando de colegas de trabalho que foram embora ou de aniversário ou também no caso de um amigo lesado do namorido que, numa mudança que namorido ajudou, ele (o amigo lesado) lotou o porta malas do carro com um monte de bonecos de pelúcia que sei lá onde encontrou, também nem estou interessada. Mas agora estão fazendo volume no canto da sala, toda vez que vou fazer faxina, tenho que passar o aspirador neles. Imagine na época de kafunshoo...

Se alguém tiver alguma idéia, estou aceitando. Bem como dicas de como lavar bichos de pelúcia, porque tenho alguns que precisam ser lavados pois quem manda serem brancos?!

Realmente, existem coisas que nós nos apegamos tanto que depois fica difícil querer desfazer. Da mesma forma daquela roupa que traz boas lembranças, por exemplo.

Confesso também que muitas vezes tive vontade de participar dos flea (ou free) markets que tem aqui no Japão, pra ver se conseguia livrar das coisas mais rápido e garantir uns trocados a mais. Uma amiga minha chegou a fazer em Tóquio nem lembramos mais que encarnação foi, mas ela chegou a levantar uma boa grana. Fica o dia todo no ar livre, gritando pior que feirante de domingo, mas ela disse-me que valeu muito a pena. E toda vez que tem, acabo 1) esquecendo mesmo e 2) indo trabalhar justamente neste dia.

Bem, por enquanto, estou fazendo a limpeza das inutilidades aos poucos. Além de dar um alívio na casa, parece que sinto-me mais leve, disposta e que "um peso morto saiu das minhas costas".

Hoje sem foto e desculpem a demora, ninguém manda trabalhar no domingo...

Friday, November 12, 2010

Piggy Sakura Assistiu: "Aishiteru ~ Kaiyou"


Dando prosseguimento aos j-doramas que assisti e quero compartilhar aos mais curiosos que querem saber os enredos das mesmas, eis um que assisti há pouquinho tempo e já cheguei a mencionar em um post ("Pra Tentar Assistir...", em 27 de março deste ano), que passou no ano passado pela Nippon TV - "Aishiteru ~ Kaiyou" (アイシテル ~海容), traduzindo literalmente - "Amar - Perdoar".

Baseado no manga do mesmo nome, de Minoru Ito, o enredo aborda infanticídio, as consequências que trazem aos pais (da vítima e do acusado) e o que levam a fazer determinados atos. Para quem possui filhos, pode ser que a história apresentada possa causar um certo mal estar, mas também seria um alerta, pois tudo o que é apresentado poderia ser evitado.

A história (via DramaWiki): Satsuki Noguchi, uma típica mãe e dona de casa, passa o tempo cuidando do esposo Kazuhiko e do único filho Tomoya, que está no quinto ano primário (Nota da autora: no sistema escolar japonês, o curso primário dura seis anos letivos), que tem muita dificuldade de se comunicar com a própria mãe. No mesmo bairro, vivem outra família - Seiko e Hideaki Ozawa, que possuem dois filhos - a filha Mihoko, que está no ginasial e está em fase "rebelde" e o caçula Kiyotaka, que está no segundo ano primário e muito amado pela mãe. Um dia, Kiyotaka desaparece e logo encontrado morto. Tomoya é levado sob custódia da polícia como principal suspeito, que aos poucos vai revelando os reais motivos que o levaram a cumprir tal ato de crueldade. Satsuki, a mãe do acusado, enfrenta a dura realidade enquanto Seiko, a mãe da vítima fica entre a tristeza e a raiva.

Na novela, retrata como é a rotina de um jovem que acaba passando um bom tempo no Shonen-in ou reformatório, sendo submetido a interrogatórios, disciplina e enfrentar o tribunal. Também o lado dos pais - da vítima e do acusado - que acabam por sofrerem as consequências perante a sociedade - desde retaliações, exageros da mídia e desgraça pública. A raiva e desespero, a procura da saída para o término do pesadelo e iniciar nova vida, mesmo partindo do nada.

Um conselho: se alguém leu o mangá e depois assistiu a novela (foi o meu caso) ou fez o contrário (como uma colega minha), as comparações, claro, vão ser inevitáveis. Mesmo assim, alerto principalmente mães e pais de família com filhos e pessoas sensíveis como eu, que chora por qualquer coisa, preparar a caixa de lenços, pois chorar vai ser inevitável.

Na novela, alguns nomes dos personagens foram mudados, como o de Tomoya, Hideaki e Kazuhiro; alguns personagens não estão no mangá (como a mãe e a irmã de Satsuki, por exemplo) e o motivo de Tomoya (Yuichi,no mangá) outrora uma criança alegre e ativa, tornou-se fechada e sombria, no mangá foi vítima de estupro - o que os produtores da novela acharam muito forte demais para ser levado ao ar, e resolveram "amenizar" o motivo (o que ficou muito sem sentido). E o tempo que Tomoya ficou no Shonen-in no mangá foram sete anos; na novela foi um ano.

Mesmo ter tido passado num horário meio ruinzinho para uma novela (todas as quartas-feiras, dez da noite), teve uma audiência média final de 14,7% (o último capítulo teve 18,6% de audiência).

- Izumi Inamori (Satsuki Noguchi), pode ser vista na atual novela de quinta-feira pela Fuji TV "Iryu 3 - Team Medical Dragon". Ela também participou na primeira temporada deste j-dorama. Também é uma das seis atrizes que fazem o comercial da cerveja "Jokki nomigotae karakuchi Nama", da Suntory.
- Yuka Itaya (Seiko Ozawa), esteve nas duas temporadas de "Hotaru no Hikari". Faz parte do elenco de "Nagareboshi", que passa todas as segundas-feiras na FujiTV.
- Taro Yamamoto (Kazuhiko Noguchi), antes esteve no j-dorama "Regatta - kimi to ita eien" (com Hayami Mokomichi, Saiki Aibu e Shouta Matsuda) e "Real Clothes" (com Karina e Hitomi Kuroki).
- Shiro Sano (Hideaki Ozawa), recentemente esteve no j-dorama  SPEC, no segundo episódio, mas também no filme "20th Century Boys" e como o gerente do restaurante que promove disputas clandestinas de quem come mais em "Food Fight".
- Umika Kawashima (Mihoko Ozawa), esteve no especial da TBS "Japanese Americans" (como Sachi Hiramatsu), nas duas temporadas de "Bloody Monday", "Kaibutsu-kun" e no taiga dorama do ano passado "Teichijin".
- Para o papel de Tomoya Noguchi, vieram 100 candidatos, e para o de Kiyotaka Ozawa, 1000 candidatos. Os escolhidos, respectivamente, Issei Kakazu está atualmente no j-dorama "Q10" e Shion Sato esteve no asadora "Gegege no Nyoubo".
- As músicas temas da novela foram "Utsuji e" de Yui Aragaki e "Aishiteru", do grupo nipo-canadense MONKEY MAJIK (esta toca nos créditos finais).
- O primeiro e o último capítulos tiveram 15 minutos a mais.

Novela: Aishiteru ~Kaiyou (アイシテル~海容)
Emissora: Nippon TV (NTV)
Data e horário da transmissão: Quartas-feiras, do dia 15 de abril a 17 de junho de 2009, das 10 as 10:54 da noite.
Página Oficial: http://www.ntv.co.jp/aishiteru/ ( em japonês e se não tirarem do ar)


PV da música de encerramento da novela - "Aishiteru", interpretada pelo grupo nipo-canadense MONKEY MAJIK (o nome do grupo foi retirado de uma música de 1974 do grupo Godiego, que interpretava a música-tema de "Saiyuuki", a primeira versão).


Fontes: seogugol, DramaWiki, NTV (página oficial). Foto: da página oficial da novela.

Thursday, November 11, 2010

Como se encontra determinado lugar...


Em meus doze anos no arquipélago, até hoje fico imaginando como é que carteiros, entregadores de encomendas, e de jornais conseguem encontrar o endereço e o destinatário, pois como todo mundo sabe, aqui não tem nome de ruas. Basicamente o endereço constitui-se de código postal, província, cidade, distrito, bairro, quadra e nome do prédio, se houver. Faltou um destes componentes, nem o melhor carteiro encontra.

As casas possuem um número e é necessário identificar o morador, pois os carteiros são instruídos a entregarem as correspondências se estiver com o nome do(s) morador(es) na porta ou na caixa do correio!!! Estou exagerando? O primeiro que falar "ah, mas eu nunca precisei e minha correspondência chega direitinho", então é sorte de principiante, como diria o Mestre Miyagi. E atire a primeira carta quem nunca teve correspondência extraviada ou colocada por engano!!

Muitas vezes fico pensando em fazer um servicinho temporário de entregas só pra matar essa curiosidade (mas como sou estrangeira, tenho que às vezes tirar essa idéia de fazer serviço de carteiro, entregador de encomendas ou de jornais). Mas tenho uma amiga brasileira - descendente de Okinawa - que arriscou a entregar jornais cinco da matina no bairro onde ela mora. Só que esqueci de perguntar como é que conseguia encontrar as casas e saber quem era assinante (ou não). Agora que está chegando final de ano, a procura de temporários nos correios é maior, devido ao hábito dos japoneses enviarem cartões postais desejando feliz Ano Novo (os nengajo, mas digo mais tarde sobre isso).

Uma das coisas que cansei de ouvir de muita gente é que "tal empresa não envia minhas correspondências", "a tal empresa está de complô comigo", "frescura essa de ficar colocando nome na caixa do correio do meu apartamento" e por aí vai. Primeiro que a empresa x, y ou z encaminha as correspondências para o correio, serviço de entrega... O que acontece no meio do caminho - do correio pra destinatário - aí ninguém sabe. Segundo, sobre identificação do morador, é necessário, pois como disse, aqui não tem nome de rua como no Brasil (em Brasília, como Bah mencionou no post dela, por siglas e o carteiro encontra!). Tá, no prédio onde moro, de dez apertamentos, quatro estão vazios e três têm identificação dos moradores (inclui aqui a autora), porque o resto...

E quando muda-se de casa, a primeira coisa que deve-se fazer, é ir na agência do correio mais próxima do bairro e preencher o formulário tenkyo todoke comunicando seu endereço atual e o endereço antigo. Por seis meses (ou dependendo um ano), suas correspondências que iam no endereço antigo, automaticamente são encaminhadas pro atual, mas claro que nesse tempo tem que comunicar sua mudança de endereço para as empresas prestadoras de serviço, jornais, revistas, família, etc., senão depois as correspondências voltam pros destinatários e volta aquela história reclamando que "a empresa tal está de complô comigo".
Modelos diversos de tenkyo hagaki para serem enviados para parentes e amigos mais chegados comunicando o seu endereço novo. Não recomendo para enviar para empresas sérias, como de telefonia, cartão de crédito e até onde você trabalha, a não ser que seu serviço seja fabricante ou distribuidor desses cartões postais...

Falando em tenkyo todoke, se quiser, pra família e amigos mais chegados, pode também enviar um tenkyo hagaki que seria um cartão postal comunicando sua mudança. Além do mais, os desenhos são uma gracinha (mas não vá enviar esse tipo de cartão pra uma empresa que não ficaria bem).

Pra dizer a verdade, até hoje eu fico me perguntando como eu consegui também encontrar certos locais somente com o endereço. Claro que eu obtenho mais informações com os postos policiais (koban), porque perguntar pra lojas ou transeuntes, pra mim - pelo menos - quase nunca deu certo.

Bem que o Wikipedia explique, muitas vezes a gente tem que fazer na prática mesmo. E só morando aqui para tentar entender como funciona o sistema de endereçamento bem como os entregadores (dificilmente) erram. Quem já viu nos postes ou nas paredes de algum prédio (ou casa, ou no muro) uma placa na vertical (alguns lugares pode estar na horizontal, não sei), pela ordem seria o bairro, vizinhança e bloco, respectivamente.
Exemplos de gaiku-hyoujiban (街区表示板) ou placas indicativas da cidade, eis o de Tóquio. Leia-se "Kita-ku Oji Honcho ichoume ni" (a esquerda) e "Kita-ku Oji rokuchoume ichi". Seria o bairro de Ojihoncho, quadra um e bloco dois, por exemplo. Essas placas geralmente ficam em postes, muros ou paredes de prédios.


Exemplo de placa residencial - ao lado esquerdo seria o nome do bairro e vizinhança, o choumei-ban (町名板) e à direita, o número da residência ou joukyo-bangou-ban (住居番号板). No exemplo, seria da cidade de Osaka - Fuchu-machi, ni-choume 7-5.


Portanto, sempre que for procurar algum lugar, tenha sempre o endereço completo em mãos, pois se faltar algum dos itens mencionados, nem o navegador de última geração vai conseguir encontrar.

Fonte de pesquisa: Wikipedia. Fotos: via seogugol, exceto a que abre o artigo de hoje que namorido kinguio me fotografou no Yokohama Bayside Marina.


Update em 13 de Novembro: eu não tinha reparado, depois que a Cacá, do The Doramas comentou que estou parecendo a capa do novo single do Arashi - "Hatenai Sora" - que tinha acabado de ser lançado (e confesso que nem tinha visto a capa ainda!)...
Qualquer semelhança eu juro que foi mera coincidência!!! (Antes que me espanquem, do quinteto, eu gosto muito do Sakurai Sho (o segundo da esquerda pra direita): inteligente, engraçado sem ser irritante e com quase trintinha nas costas mas parece que tem vinte)

Monday, November 08, 2010

Eu Não Sabia, e Vocês?


Em (muitos) programas de TV japonesa, sejam específicos ou até num quadro dentro do noticiário, os repórteres e apresentadores (e até alguns atores e atrizes) mostram alguns fatos do cotidiano (daqui) que podem causar surpresa para os menos avisados. Pelo menos para mim, que estou há doze anos morando aqui.

Geralmente, costumo assistir ao "Mezamashi Seven" e ao "Tokudane Times", ambos da FujiTV (um dos meus canais preferidos), antes de sair pra trabalhar. Tem um outro programa que passa pela Nippon TV, toda quinta-feira, nove da noite, o "Coming Out Variety! Himitsu no Kenmin Show" que fala sobre particularidades de algumas províncias, apresentado por Mino Monta (que é de Tóquio) e Masami Hisamoto (de Osaka) e semanalmente, várias personalidades nascidas em províncias diversas do Japão (um bom motivo também de saber onde seu artista favorito nasceu) comentam sobre as particularidades de cada local.

Neste programa, eles abordam fatos e curiosidades de duas ou mais províncias. Seja do cotidiano ou gastronômica (geralmente são as duas coisas). No final, um short-dorama de um casal que vive mudando de província por causa do trabalho do marido e bem na hora em que a esposa já acostumou com os hábitos de tal cidade. Mas o short-dorama foi feito para isso: mostrar para quem "vem de fora" o que a província onde vão morar tem a oferecer a mais.

Uns exemplos eu posso citar, mas o interessante seria assistir ao programa, óbviamente:

- Em Osaka, quase todo os moradores costumam colocar pilhas na geladeira, com a crença de que a carga duraria mais. O porém é que fizeram um teste e infelizmente não altera em nada.
- Em Aichi, mais especificamente na região de Mikawa, o palito de sorvete, de yakitori (espetinho de frango) é chamado de "Jose" (mas pronuncia-se "Hose", com som de "ro", de rosa do "ho-ho-ho" da risada do Papai Noel, nos desenhos animados), derivado de "hosoi" (細い), de fino, estreito. O mais desavisado, principalmente os latinos, vão achar que estão chamando tal pessoa... Mas a palavra e seu significado vem desde a era Edo!!!
- Na cidade de Tenshio, Hokkaido, tem um pudim embalado em frascos de maionese e come-se chupando pelo frasco - o nome do produto chama-se "Chu-Chu-Purin", cuja iguaria é vendido em qualquer lugar da cidade e inclusive é vendido também como omiyage (lembrancinha) para os turistas.
- Se todo mundo pensou que curry aqui no Japão é igual de norte ao sul, enganaram-se: fizeram uma pesquisa de Osaka a Tóquio e descobriu-se que o ingrediente principal - carne - varia de região pra região. Na região Kansai (Osaka, Kyoto, Hyogo e Nara) eles fazem a iguaria com carne de boi. Nunca fizeram e/ou ouviram de curry  com carne de porco (comum na região Tokai-Kanto). Conforme indo sentido Tóquio, em Aichi em diante, a predominância de carne de porco é maior. Se em na província de Mie, a carne de boi é mais evidente devido ao famoso bife de Matsuzaka, existe uma cidade que fica bem na divisa entre duas províncias de Mie e Aichi, chamado Nagahama (onde fica o famoso parque) e resolveram tirar a prova. A produção do programa convidou 51 pessoas para fazer o curry da forma que sabiam. Resultado: 26 fizeram com carne de boi e 25 com carne de porco, levando a crer que naquela cidade tanto faz usar carne de porco ou de boi.

No site oficial do programa, só possuem as quatro últimas apresentações, mas vale dar uma passada.

Programa: Coming out Variety!! Himitsu no Kenmin Show (カミングアウトバラエティ!! 秘密のケンミンSHOW)
Emissora: NTV (Nippon Television), coligada com a Yomiuri TV.
Horário: todas as quintas-feiras, nove da noite
Apresentação: Mino Monta e Masami Hisamoto. Os convidados variam a cada programa.
Página oficialhttp://www.ytv.co.jp/kenmin_show/ (em japonês)

Sunday, November 07, 2010

Pro Chá da Tarde...

Nada "ornando" - xícara do Snoopy Town, bule comprado nem lembro onde, prato da Andersen Bakery (confesso: foi numa promoção de todo dia 15 que na compra acima de 600 ienes, leva um brinde), toalha que comprei na Orange House...

Uma das coisas que dificilmente eu posto é receita de alguma coisa, pois geralmente quando faço, muitas vezes o resultado não sai como esperado. Recentemente, acompanhando vários blogs de receitas culinárias e aventuras gastronômicas, sem falar dos blogs das amigas e amigos, resolvi testar algumas receitas.

Na verdade, tinha comprado um pote de iogurte para tentar fazer o iogurte caseiro que a Fernanda Reali fez, testou e aprovou, mas não tinha comprado leite em pó e nem Tang (comprável em diversas lojas de produtos brasileiros, mas o mais perto de casa fica em Tsurumi e olha a preguiça de ir), no fim acabei encontrando na revista Alternativa, na coluna da Laurinda Motizuki, a receita de bolo de iogurte. Mais fácil, impossível, e pode incrementar usando bananas, frutas secas, morangos, passas, o que você achar que vai bem com iogurte. Já é a segunda vez que testo e namorido aprovou (a primeira vez nem deu pra tirar uma foto sequer!).

Bolo de Iogurte (Retirado da revista Alternativa, por Laurinda Motizuki):


Ingredientes:
3 ovos
1 copo de iogurte natural 
A mesma medida de óleo
1 copo e 1/2 de açúcar
2 copos de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó


Modo de fazer: no liquidificador, bater os ovos, o óleo, o iogurte e o açúcar. Colocar em uma tigela. Vá colocando aos poucos a farinha e o fermento. Unte uma assadeira com buraco no meio com manteiga e coloque para assar a forno médio (180゚C). Desenforme frio.


O bolo desenformado. Desculpem, mas nem cobertura eu fiz, pois nem saberia com o quê cobrir já que o bolo já tem as bananas (ou qualquer fruta de sua preferência) querendo aparecer...
Quando fiz, o iogurte que usei foi o desnatado. O copo que uso, acreditem, é o mesmo que uso para medir arroz pra cozinhar. O óleo que usei foi o de canola da Ajinomoto com 0% de colesterol. Na massa, coloquei framboesas congeladas (na primeira vez). Desta vez foram bananas. E como minha forma com buraco no meio é pequena demais, fiz na forma redonda mesmo, polvilhada com canela e açúcar.

Para dar um "plus a mais", para comer junto com o bolo (que saiu fofinho por sinal, mesmo sendo de liquidificador), usei geléia de cereja negra (ou dark cherry) que diz ter pouco açúcar (comprei no mercado Marui, em Totsuka, onde me escondo).

O chá que acompanha esse bolo, é o Chai Tea, a granel, da loja Dean & Deluca (antes que falem que estou esbanjando porque essa loja é meio carinha, não é sempre que compro algum produto de lá). Ideal pra tomar bem quente, ainda mais no inverno. O sabor de especiarias combina com o bolo com bananas.

Desculpa a foto meio desfocada, mas a máquina já está meia ruinzinha e quem fotografou então... (não, o que está no meu dedo anular não é uma aliança, e sim meu anel que uso desde meus quinze anos!!)

Fotos: todas elas tiradas pela autora lesada que agora tenta dar uma de cozinheira...

Saturday, November 06, 2010

Surtos Psicóticos em um Supermercado


Para quem trabalha na "maior cidade do Japão" (Tóquio) e mora na "segunda maior cidade do Japão" (Yokohama), até que consigo levar numa boa os transtornos e o estresse do dia a dia, do contrário acho que estaria cometendo um sem número de ataques por aí. Mas confesso que teve momentos que eu tive vontade de ter um surto psicótico pra ver no que resulta, mas no máximo que faço é mentalmente soltar um monte de palavrões inimagináveis, rogar trocentas pragas e depois fazer aquela cara de cínica de "ah, nada não..." Pior que se essa vontade calha no mesmo dia que a TPM ataca e que tudo dá errado, espero estar longe, senão nem respondo por mim.

Se existe um lugar que é perfeito para eu ter facinho facinho um surto psicótico, é supermercado. Qualquer um. Pior que não tenho como evitar de ir, porque afinal, a gente precisa se alimentar, limpar e cuidar. Tudo bem que agora existem as compras via internet, mas sou daquelas que precisa "ver com a mão" mesmo, como saber o que tem de algo mais numa lata de molho de tomate ou ver se as batatas estão boas, por exemplo. E ver se tem algum produto novo para experimentar (e quem sabe, comprar de novo ou nunca mais), provar as amostras que  têm em certas gôndolas...

Aí que vem a hora que tenho vontade de surtar quando vou a um lugar destes. Tirando segurar a nossa vontade (minha e de namorido kinguio) de encher o carrinho de tudo o que ver pela frente, o que presencio acho que todo mundo já viu e teve vontade de surtar também... Tá, confesso que também certas coisas eu também fiz, mas pra descontar no que já aprontaram comigo, mas antes que me chamem de psicótica e me internem num sanatório mais próximo de casa, digam que no fundo a gente não tem razão:

1 - Ofertas relâmpago e salve-se quem puder! Volta e meia, alguns supermercados que frequentamos, em determinada hora tem o "Time Service", onde naquela hora certo produto fica bem abaixo do preço normal e uma unidade por pessoa. Dificilmente eu pego essas promoções porque geralmente eles fazem durante a semana e bem no finzinho da tarde, e todo mundo sabe que eu trabalho nesse horário. Uma vez que folguei durante a semana (normalmente folgo às quintas), tive a desdita de ir ao supermercado e claro, aproveitei o "time service", no qual eu fui literalmente estapeada pelas donas de casa porque o pacote de açucar estava muito barato demais e como açúcar é algo que preciso ter em casa. Fico impressionada como as donas de casa aqui adoram uma oferta do gênero e dá-lhe cupons e panfletos para saberem o dia que tem oferta. Tudo bem, quando eu assinava jornal eu também recebia.
- O que dá vontade de fazer nessas horas? O pior que eu fiz: num surto de dois segundos, peguei na cara deslavada o produto que a madame do meu lado ficava pensando se levava ou não. Pior que foi bem na hora que ela foi esticar a mão. Acho que era uma caixa com dez ovos. Devo ter ouvido um monte de impropérios, mas ninguém mandou pensar muito...

2 - Gente que empaca no corredor com o carrinho. Essa todo mundo sofre. Toda vez que vou fazer compras, dá nisso: os corredores com os produtos lotados. De produtos? Não. De gente. Tudo bem, entendo que os supermercados daqui não são são ultramegahiper espaçosos como os Carrefour da vida (bem, perto de casa tinha, mas fechou...), mas o pessoal bem que poderia ter um desconfiômetro e não fazer fila dupla. O corredor já é estreito e ficam dois carrinhos um do lado do outro, empacados, aí é que ninguém passa. Pior do que isso, é quando você está na direção contrária e na hora de sair de ré, outra indivídua fecha sua saída e você não vai e nem vem. Detalhe: tem tanta hora pra pôr a fofoca em dia e resolvem fazer no supermercado...
- O que dá vontade de fazer nessas horas? Já fiz: fiz uma cara de emburrada e fui andando na direção com o carrinho dizendo "sumimaseeeeeeeeeeeeeeeen" (sim, desse jeito mesmo) pra ver se as donas de casa se tocam.

3 - Gente que atropela. Ok, muitas vezes fiz isso no namorido kinguio, mas juro que 90% nunca foi intencional (porque os outros 10% é porque ele pára de repente na minha frente e acabo acertando o calcanhar dele com o carrinho). Mas claro que um dia acabo tendo o troco. Já fui diversas vezes atropelada por um carrinho de supermercado. Como disse, os corredores daqui são estreitos, não tem como evitar. Mas  eu fico danada da vida quando vai pro fila do caixa! Eu sei que também quero logo pagar as compras e ir embora rapidinho, mas o ruim é quando você vai perto do caixa porque certas gôndolas ficam ali e as madames (e os madamos também) resolvem correr em disparada achando que vai tomar o lugar dela (ou dele, tanto faz). Numa dessas, acertaram minha perna em cheio e nem pra pedir desculpas.
- O que dá vontade de fazer nessas horas? Já fiz: naquela vez dei um grito de dor bem alto que até o funcionário do terceiro andar deve ter ouvido. Pra completar, justo naquele dia estava com aquela calça "pescando siri" e minha canela ficou raspada. Bem, é que a parte de baixo do carrinho é um pouco mais comprida e na hora acertou justo na canela... (Felizmente estava sozinha.)

4 - Trazendo a prole a tiracolo - CUIDADO! ITEM COM GRANDE GRAU DE POLEMICA ADIANTE!!! Antes que vocês me chamem de insensível, desnaturada porque não tenho filhos e praguejem "tomara que o(s) seu(s) seja(m) aquela(s) peste(s)", eu sou contra levar os filhos junto para fazerem compras. Bem, só se não tiver jeito mesmo, pois eu sei o quanto é difícil encontrar alguém para cuidar dos filhos se quiser fazer outras atividades sem eles. Sou a favor dos pais ficaram com os filhos, acompanharem os filhos, para viverem melhor. Mas confesso: não creio que levar criança ao supermercado seria uma diversão. Se você estiver com o orçamento mais apertado que calça de funkeira, então... Se não educar os filhos dos limites do consumismo, está perdido. Quando tenta explicar que "hoje não dá pra comprar por tal motivo", aí o berreiro é maior do que o dia que me acertaram a canela. E haja fôlego pra tanto berreiro...
- O que dá vontade de fazer nessas horas? Nada. Se meter o bedelho no meio, aí que a emenda ficará pior que o soneto, então...

5 - Cuidado senão vovó atira! Espero que eu ainda mantenha minha sanidade em dia quando atingir a idade de muitas consumidoras dos supermercados, mercados e mercadinhos. Se vocês pensam que aquela simpática senhorinha que fica na varanda de casa cuidando das plantinhas, com o gatinho no colo, tomando chá é frágil de dar dó, é que vocês nunca sentiram o drama quando elas vão fazer compras. Lugares que temos que tomar cuidado seriam as ofertas relâmpago, produtos tradicionais e hortifrutigranjeiros. Pra não dizer o mercado todo. Elas não perdoam nem os próprios netos que a acompanham. Falo sério: cortam a sua frente, pegam o produto na base do empurrão, te atropelam, furam sua fila, reclamam do caixa quando o código de barras dá erro na hora de ler, reclamam da atendente porque quer o produto pra ontem...
- O que dá vontade de fazer nessas horas? Tentar fazer compras no horário em que elas não costumam fazer compras ou seja, faltando uma hora pra fechar. Ou então, desviar o mais rápido possível, porque nunca se sabe se as distintas senhoras também estão naqueles dias em que acordaram de pá virada e resolveram descontar...

Um supermercado talvez perfeito. O álbum, altamente recomendado!!!


Fotos, via seogugol. 

Thursday, November 04, 2010

Nada Rápida e Nem Rasteira


Bem, voltando a nossa programação (a)normal, tal como a leitoa rosada aqui.

- Como você vai regularizar sua situação eleitoral se você nem votou nessas eleições? Assim que eu retornar (de férias) pro Brasil, a primeira coisa será ir justificar na sua zona eleitoral, com o passaporte em mãos. O mais estranho foi quando eu fui renovar o meu passaporte há algumas semanas, esqueci o título eleitoral, mas mesmo assim, na verificação da minha situação eleitoral, a atendente ficou espantada. Por que faziam quatro anos que não votava? Não - situação regular sendo que meu título de eleitor ficou nos meus documentos originais no Brasil e a última vez que regularizei tudo foi há quatro anos atrás! Tá, meu pai é quem pôs a papelada em dia...


- Novos supporters para o 61o. Kouhaku Utagassen deste ano! Quem leu meus artigos do 60o. Kouhaku Utagassen (leiam aqui o início, a parte I e aqui a parte II), já devem ter sentido o quanto o do ano passado transcorreu sem problemas nem incidentes. Acho que foi o melhor Kouhaku que assisti (se bem que a de 2003, tendo o Smap encerrado com "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", sendo a primeira vez que um grupo de não-enka a encerrar o festival, foi um dos mais bonitos). Quem achava que os supporters (personalidades que animam os dois grupos) voltariam a ser novamente a dupla Masahiro Nakai e Yukie Nakama, desta vez a surpresa (talvez nem tanto, para alguns) foi a NHK terem escolhido o quinteto Arashi e a atriz Nao Matsushita para representarem os grupos branco e vermelho respectivamente. Motivos eram o que não faltavam: este ano, Nao Matsushita protagonizou uma dos asadora (novela matinal) de maior audiência da emissora, como a esposa devotada do cartunista Shigeru Mizuki (criador de "Ge-Ge-Ge no Kitaro") em "Ge-Ge-Ge no Nyoubou", que teve um dos índices mais altos para um asadora. Por favor, eles merecem...

Nao Matsushita (como Nunoe Mura) e Osamu Mukai (Shigeru Mizuki), os protagonistas do "asadora"  de grande audiência da NHK "Ge Ge Ge no Nyoubou".


Já os cinco meninos (bem, não tão meninos assim, afinal todos eles faltam pouco pra entrarem na casa dos trinta, mas passem-me o endereço da farmácia onde vocês compram o formol) do grupo Arashi, quem acompanha, sabe que desde o ano passado andam com a agenda abarrotada - shows, especiais na TV, programas de variedades e até avião da empresa JAL. Com onze anos de carreira, foi somente no ano passado que eles tiveram a chance de - pela primeira vez - aparecerem no Kouhaku Utagassen, pois como disse anteriormente, eles teriam que logo ir para o Tokyo Dome fazer o "Countdown" da agência a que eles pertencem. Bem que tentaram escapar do compromisso (do "Countdown") no ano passado, mas não deu. Agora, sendo supporters do time branco, eles têm o dever de fazer de tudo para a equipe Shirogumi ganhar novamente. E eles sabem para quem eles pegarem as dicas (afinal, Masahiro Nakai seria o sempai do grupo e pra quem apresentou cinco vezes o Kouhaku...).
Da esquerda pra direita, em sentido horário: Satoshi Ohno ( o líder), Kazunari Ninomiya (fanático por games), Sho Sakurai (esse sim, que deveria ser o líder), Jun Matsumoto (o galã das novelas) e Masaki Aiba (amigo dos animais) - eles vão ter o dever de levantar a audiência do Kouhaku Utagassen e fazer o Shirogumi (time branco) levar de novo o estandarte.

- Tudo boato! Quem me conhece, sabe que eu sou admiradora do quarentão mais desejado pela mulherada Masaharu Fukuyama. Que ele seria a personalidade mais desejada pela mulherada pra casar (Takuya Kimura nessas horas não entra nesta lista), todo mundo aqui sabe. Mas surpresa foi a notícia que vi hoje cedo de que ele estaria de casamento marcado com a atriz Manami Konishi, que desmentiu tudo, dizendo que não tem nada a ver, aqueeeeeeela história toda. Bem, vamos ver as cenas dos próximos capítulos, pois até antes de completar quarenta anos, Fukuyama sempre dizia nas entrevistas que a intenção era "casar-se aos quarenta anos e ter dois filhos" e a esposa "fosse japonesa e que gostasse muito de cozinhar". Pois é, quarenta e um anos e nada (mas também ele não procura, ué... Mas também duvido que tenha mulher que aguente as piadas meio safadas, andar de moto e quase nem parar em casa...)

- Um ótimo início de nova carreira! Quem lembra que em setembro o ator Hiro Mizushima (que era o assistente lesado em "Mr. Brain"; o investigador aloprado em "Tokyo Dogs" e casado com a cantora Ayaka) tinha se desligado da agência que era empresariado, para dedicar a literatura. Ninguém sabia, mas sob pseudônimo de Satoshi Saito (seu nome verdadeiro na verdade é Tomohiro Saito), Mizushima enviou seus manuscritos para o Poplar Publishing, que era um concurso literário aberto para amadores, famosos ou não. Mizushima ganhou o prêmio máximo, o que poderá impulsionar sua carreira literária e pensar se levará a adaptação para o teatro (o que estaria em vista). O livro - "Kagerou" - narra a história de um homem que salva outro de cometer suicídio.
Os vencedores do 5o. Concurso Literário pela editora Popular, da esquerda para direita Kazue Furuuchi, Hiro Mizushima (como Satoshi Saito) e Rantaro Hamaguchi.