Tuesday, November 18, 2014

Instagrando por aí... [4]

Da série: quando sai, quer ficar tirando foto de tudo que acha interessante... ou não.

Quem me acompanha no Instagram, ou vê foto de comida, de café, estragos que faço em livrarias e liquidações, mas de vez em quando, conseguem ver algumas coisas interessantes que eu vejo no meu dia de folga.

Monday, November 17, 2014

Ninomiya Town ~ A cidade da saúde e longevidade

Visão das cidades de Ninomiya e Odawara do alto do Azumayama Park (cr: Kenjiro via google)
Um desses muitos dias de semana que costumo folgar, teve um dia que coincidentemente foi num feriado, e, aproveitando o One Day Holiday Pass da Japan Railway, resolvi ir até o interior de Kanagawa.

Sunday, November 16, 2014

Aprender nunca é demais

"Estudar pra quê? Você está aqui pra trabalhar e nunca vai usar isso na sua vida!"

Juro que eu quase soquei a boca do indivíduo quando eu pedi para sair mais cedo do trabalho para eu poder fazer um exame de proeficiência (na época prestei o TOEIC). Só não enchi a cara do indivíduo de porrada porque 1) agressão é crime, mesmo sendo por justa causa e 2) não ia sujar minhas mãos (e meu nome também) de sangue desse indivíduo. Resultado: saí cedo do trabalho, fui fazer a prova (sem dormir e com um litro de café correndo nas veias pra aguentar o tranco), pedi as contas e consegui 660 pontos (nada mau pra quem nem pegou nos livros).

Mesmo eu tendo terminado a faculdade, o que nunca parei foi de estudar - seja fazer um curso de línguas (fui fazer curso de inglês DEPOIS de ter terminado a faculdade e, mesmo sabendo o básico do básico - aka aprendi ouvindo demais músicas dos Beatles - comecei do intermediário e terminei o avançado.), seja fazer até curso de três horas de como se faz um bolo. Embora até então eu não esteja fazendo algum curso, estou tentando estudar por conta própria a língua japonesa.

Mas Kiyomi, você é filha de japoneses e está trocentos anos no Japão e ainda precisa estudar?

Sim, porque nunca é demais aprender. E segundo, eu sou NETA de japoneses. Não é por causa de minha descendência é que eu tenho a obrigação de nascer sabendo. Como qualquer língua estrangeira, a gente ainda acaba aprendendo muita coisa. Até mesmo a língua portuguesa que, confesso, existem palavras que ainda tenho dúvida na escrita e até na concordância e tempo verbal.

Moro aqui há dezesseis anos, morei em lugares onde era necessário saber a língua local pra não morrer de fome. Nem tinha curso pra estrangeiros como tem hoje. Muito do que pouco eu sei, foi na base de "se vira, tu não é quadrado" e carregando bloquinho de anotações para anotar palavras novas. Sem falar que eu só assisto programação japonesa na TV, pelo menos metade da minha CDgrafia é de música japonesa (a outra inclui Beatles e outros artistas), e leio manga. Se isso ajudou a melhorar o meu parco conhecimento de língua japonesa de quando eu cheguei aqui? Sem dúvida.

Um dos motivos que me leva a procurar cursos de conversação é porque, pasmem, eu sou muito travada na hora de conversar. Mesmo nas conversas mais triviais, eu não consigo falar sem engasgar. Mas eu tento. Outro motivo é que sou muito orgulhosa, do tipo, "pô, tem gente que nunca teve contato com a cultura japonesa, sabe mil vezes mais do que eu que tenho sangue nipônico nas veias". Daí pra querer ao menos honrar o nome que tem, bora estudar e aprender mais os costumes daqui, né?


Alguns dos livros que eu consulto na hora da dúvida. Do alto pra baixo:

- Dicionário de kanji da editora Kodansha, com 2230 kanji, a forma de como se escreve passo a passo e seus significados, com tradução em inglês. Foi um dos achados na Book-Off (a tal loja que vende livros, CDs e tudo o mais de segunda mão) que valeu cada centavo, ops, iene investido.

- Livro de fotos que só coloquei pra fazer pressão.

- Livro de expressões japonesas com tradução em inglês, chinês e coreano. Eu tinha visto esse livro na Kinokuniya, cheguei até a incluir na minha lista, mas acabei comprando meses depois. Outro que valeu a pena (paguei o preço original), pois possui todas as expressões e tempos verbais de todos os níveis para o JLPT. A tradução em inglês se limita na explicação de cada termo e no apêndice.

- Dois livros da série "Faça 500 questões em 4 semanas" - bom pra revisar o kanji, vocabulário e gramática, com direito a exemplos e explicações. Falta o de cor azul, que seria o avançado. (Thanks Gesiane por ter me indicado essa série! <3 i="">).

- "Entendendo a Gramática Japonesa - Básico". Outro livro que gostei e consulto sempre que eu preciso (bem dito - "sempre"!!!) porque traz o básico na gramática, uso das partículas, tempos verbais, etc.



Desconsiderem minha letra pavorosa.

Quando estou em casa ou antes de entrar no serviço ou até em meus dias de folga, estou eu lendo algum manga, ou revista ou até estudando. Uma das coisas que também estou fazendo antes de entrar no trabalho (chego muito cedo por causa do transporte e, pra não ficar sem fazer nada, acabo unindo o útil ao agradável).

Sim, resolvi tentar traduzir algumas entrevistas de revistas de TV e similares. Os mais fortes (e quem me conhece também) entenderão. Mas é uma das formas que encontrei em aprender um pouco mais, incluindo palavras novas. Lado bom é que dá pra aprender a gramática também. Lado ruim: dependendo do entrevistado, ou chega a usar dialeto local ou muito formal demais.




Falando em conversação formal, desde o final de outubro até metade do mês de dezembro, estou estudando conversação japonesa voltado para negócios. Ou seja: uso de vocabulário muito formal demais.

Descobri esses cursos de extensão uns bons anos atrás, com uma ex-colega de trabalho, que tinha comentado comigo sobre curso intensivo de língua japonesa no Joshi University (aka Sophia University), mas eu estava impossibilitada de cursar por causa do horário (segunda a sexta-feira, das 9 as 12 horas) e quando eu achei que daria pra levar o curso, estava sem fundos pra bancar.

Um belo dia desses, lembrei do curso e entrei no site da universidade - que para minha surpresa, além do curso intensivo de língua japonesa, tinham cursos de extensão, que vinham desde o japonês básico até conversação formal. Só que a lesada aqui foi ver isso depois que os cursos da primavera já estavam no fim.

Quando abriram as turmas de outono, não pensei duas vezes: fui fazer a inscrição diretamente na universidade, que tinham vários orientadores para diversos cursos, em vários idiomas (incluindo o de língua portuguesa). Acreditem ~ foi uma conversa BEM informal, perguntaram qual era o propósito e te indicam o curso ideal.

Daí você preenche uma ficha confirmando sua inscrição pra curso X, e em uma semana chega o boleto para ser pago ou em banco ou em loja de conveniência, e junto informações do curso e material a ser comprado.

O curso tem duas horas e meia de duração, em oito módulos (estou fazendo o curso às terças-feiras). Dá trabalho, cansa, mas vale muito a pena. Sem falar que poderá abrir as portas para novas oportunidades.

Pode ser que este ano não prestarei o exame de proeficiência em língua japonesa (motivos eu tenho, um deles é que nem me preparei adequadamente pra prestar o N2), mas no próximo ano, farei um curso preparatório, porque só assim eu conseguirei manter o foco nas metas que estou traçando. Se eu me disciplinar mais, eu conseguirei. O que não posso é desanimar e nem dar ouvidos às pessoas querendo impor regras na sociedade, assunto que postarei oportunamente.

Para quem quiser saber mais informações dos cursos de extensão em língua japonesa, podem dar uma olhada no site da Sophia University (em inglês).

Livrarias que costumo adquirir livros e revistas (existem outras, mas se eu ficar citando aqui, vou levar a eternidade):

- Kinokuniya Book Store: para mim, uma das melhores livrarias onde posso encontrar livros didáticos, em outros idiomas, revistas nacionais e estrangeiras. Costumo ir nas lojas de Shinjuku (ao lado da loja de departamentos Takashimaya) e de Yokohama (dentro do Colette-Mare). Eu confundia com a rede de supermercados Kinokuniya. A rede de livrarias também tem em vários países, como Cingapura, Austrália e Emirados Arabes.

- Yurindo: uma das melhores redes na província de Kanagawa (mas tem unidades em Tóquio e Chiba). Costumava frequentar quando morei em Yokohama.

- Sanseido: outra rede que comecei a frequentar aqui na região de Chiba. Junto com outra rede, Kumazawa Book Store, que às vezes compro mangas e revistas, a Seibunkan (fica ao lado de casa, mas lá vou pra comprar revistas e material de papelaria, me julguem) e Tsutaya.

Fotos: da própria autora, via smartphone, que muitos já viram no Instagram.


Friday, November 14, 2014

Vizinhos

"Vizinhos que se tornam estranhos, 
Que se tornam vizinhos,
O que você faz pra si mesmo?

E' de se admirar, admirar, admirar
Que brigamos e discutimos"

("Neighbors", Rolling Stones)


Saturday, November 08, 2014

Experiências Culinárias: Bolo Inglês de Maçã e Canela

Acervo pessoal


Depois de ter visto a receita (e foto) de um bolo de maçã, postada pela Bah, fiquei com vontade de tentar fazer um. Mesmo porque veio a calhar em boa hora, pois tinha duas maçãs na geladeira e, antes que passassem do ponto...

Só que eu queria tentar fazer em forma de pound cake ou bolo inglês. Fiz algumas vezes, seja na versão feita com massa de panqueca, seja na forma normal mesmo, mas era com frutas secas.

Aí navegando na internet, encontrei um no site japonês Cookpad (algumas receitas já testei, incluindo uma geléia de morango caseira), semelhante ao bolo inglês que costumo fazer, via caixa da margarina pra bolo da Snow Brand.

Bem, tentei, mas como minha assadeira de bolo não é do tamanho grande, em menos de meia hora nem as migalhas restaram. Ao menos minha cobaia... ops, namorido não reclamou. Mesmo o bolo ter saído meio solado... (acho que da próxima vez, bater mais a margarina e NAO usar leite)

Bolo Inglês de Maçã e Canela (Apple Cinnamon Pound Cake)

Ingredientes:

50 gramas de manteiga ou margarina para bolo
30 gramas de açucar
2 ovos
15 a 20 gramas de amendoa em pó
100 gramas de farinha de trigo
5 gramas de fermento em pó
20 a 30 gramas de uva passa
1/2 maçã
1/2 colher (café) de canela em pó
1 colher (sopa) de mel ou açucar

Modo de preparo:

1. Para fazer a compota. Pique a maçã em pedacinhos e coloque em um recipiente que possa ir no microondas. Junte o mel ou açucar.

2. Coloque a compota no forno microondas e deixe em potência média por 2 minutos. Retire o caldo e junte a canela em pó e volte ao microondas por um minuto.

3. Reserve a compota e prepare o bolo. Em uma vasilha, bata a margarina amolecida em temperatura ambiente com o açucar.

4. Assim que ficar um creme liso e esbranquiçado, junte os ovos um por um e bata novamente. Junte a amendoa em pó e misture levemente, sem bater.

5. Junte a farinha peneirada com o fermento na massa e misture sem empelotar. Coloque a compota de maçã, misture bem e coloque na forma. Asse em forno preaquecido a 160 graus por 30~35 minutos.

Notas:

- Unte a forma com azeite de oliva. Não recomenda-se usar papel manteiga, pelo menos para essa receita (Depois que eu coloquei a massa na forma que ja tinha colocado papel manteiga é que fui ver esse detalhe. Isso no que dá não ler a receita inteira antes).

- Assim que colocar a massa na forma, dê algumas pancadinhas na forma em cima de uma mesa. Isso faz com que evite que bolhas se formem enquanto o bolo estiver assando (devido ao fermento).

- Retire o excesso de líquido que se formar durante o cozimento da compota de maçã para que o bolo não fique "solado" (um dos motivos porque meu bolo saiu um aspecto meio estranho).

- A amendoa em pó faz com que o bolo continue macio no dia seguinte.

- A Snow Brand não está me pagando pra divulgar o produto. Mencionei porque aqui eu só encontro margarina pra bolo desta marca. Se alguém no Japão conhecer outra, agradeceria se informar (porque vai que em outro lugar, não tem dessa marca, mas de outra, vai saber)

- E não, não demorei meia hora pra descascar meia maçã (quem me conhece, os mais fortes entenderão).

O famoso episódio do desafio do Rocambole de maçã com cobertura de frutas... (via tumblr, por FiveXTen)








Tuesday, November 04, 2014

[Roteiro Gastronômico] Tentando variar...

Quase toda vez que vou para Tóquio (seja pra ir nos eventos de doujinshi, seja pra encontrar azamigas), fico naquele dilema "o quê e onde vou almoçar/jantar/petiscar/que seja". Se estou sozinha, normalmente acabo indo em alguma cafeteria ou fast food que encontrar.