Sunday, February 15, 2015

Dias Cinzas que aos poucos viram Coloridas

O que vou comentar aqui, vai doer muito mais em mim do que quem estiver lendo. Mas ressalto que, as opiniões que eu tenho, não influem na opinião alheia e vice versa.

Se bem, um bom tempo atrás, acabei me levando (muito) pela opinião alheia e com isso, acabei me ferrando lindamente. Posso ter ganhado boas amizades, mas acabei perdendo outras. Mas depois parei pra pensar e não valia a pena discutir com gente com mentalidade muito infantil demais para a idade real que possui. Porque aí era perder tempo na sua vida.

No momento que você entra numa comunidade qualquer, se não tomar cuidado, acabam fazendo você perder sua opinião própria e se levar pela opinião alheia. E ai se você jogar água fora da bacia.

Aconteceu comigo. Sério. E quando caí em si, no momento que passei a discordar de muitas coisas, passei a ser a "ovelha desgarrada do rebanho" e pedi minha exclusão. Mesmo assim, volta e meia, as pessoas que saíram da comunidade (inclui a pessoa que vos posta aqui), acabam virando tópico de discussão seja no Twitter ou no FB ou na própria comunidade. Mas como eu venho dizendo ultimamente, eu não ligo mais. O que essa pessoa tem a ver com minha vida? Nada, né.

"Ai, sua ingrata, na hora que você precisou, veio correndo", vão dizer. Uma das coisas que eu precisava na época, era me distrair diante de muitos problemas que vieram de uma pancada só. A gente entra em tal comunidade pra se distrair, se divertir, contar piadas, trocar informações. Mas não virar lugar de discussão calorosa ao ponto de usar palavreado de baixo nível como eu vi. Pior de tudo: acabei entrando nessa e hoje me arrependo até o último fio de cabelo. Por isso que hoje estou fazendo uma revisão de tudo o que passei.

Quem hoje ainda mantem contato comigo, são pessoas que me aceitam como eu sou, não importa quantos anos eu tenho, que vida eu levo aqui, se gosto ou não de tal comida, artista, música. Muita coisa eu passei a pensar melhor quando a gente conversa com outra pessoas fora do seu mundinho particular. Sair mais, conhecer mais. 

Tento ao máximo controlar minha fangirlice nas redes sociais, mas no Twitter fica meio difícil. Aprendi que, se as pessoas não reclamam dos meus retweets de um certo pairing, não posso reclamar dos retweets delas em matéria de seus ídolos também, porque, afinal, temos gostos para tudo, de repente, vai que a gente acaba se interessando. Acontece.

Uma das coisas que eu deixei de fazer porque me deixei levar pela opinião dos outros, acreditem, mas foi assistir doramas. Mesmo quando eu tinha um tempo muito apertado, eu não ligava de passar na locadora - tarde da noite - e varar madrugada assistindo aqueles que eu gostava porque eu gostava. Era simples: eu assistia porque queria me distrair, nem ligava se tal ator era cara de pastel (oi, YamaPi!) ou se a atriz era a maior barraqueira do pedaço. Por causa daquela comunidade que entrei, comecei a ter ojeriza mortal de muitos artistas que antes eu gostava. E pra reparar isso? Voltando a maratona de assistir doramas que eu perdi naquela época cinzenta. Pra não dizer pior.

Sabe aquelas? "Ai, aquela atrizinha de quinta categoria está atuando com meu ídolo", bem por aí pra baixo? Pois é.

Confesso: uma das atrizes que eu admiro muito e só não caí na conversa das outras fanáticas porque acompanho o trabalho dela desde "Shiroi Kage", é a Yuko Takeuchi. Por que ela? Tudo porque o eterno 17 anos que é ator internacional Kazunari Ninomiya é fã declarado sem vergonha e admite mesmo sem pudor que é fã da Takeuchi. E muita fã do Nino ODEIA a Takeuchi só porque ele é fã dela (maior sonho dele seria atuar com ela, apesar que no "Natsu no Koi wa Nijiiro ni Kagayaku" Nino faz uma ponta). Caramba, nenhum ídolo pode ser fanboy/fangirl de outro/a??? Daí eu cheguei a ler comentários detratantes a respeito dela e me deixou muito chateada.

Isso é um dos exemplos que eu costumo citar. Pra ver o quanto existe gente com mente tão fechada e retrógrada. Foi aí que dei um basta em muita coisa, mandei meio mundo ir passear e voltei a minha vidinha sem graça mas feliz. E estou pouco me lixando para o que os outros pensam de mim, se eu vou em eventos assim ou assado, se vou em concertos, cinemas, se compro tal livro, revista ou manga, o importante é que eu me sinta bem e acabou.

Também estou pouco me lixando se o PV (promotion video) de artista X "tá muito simples demais", "tá muito carregado", "mas que WTF esse video", e por aí vai, porque bem, há opinião pra tudo. Infelizmente, discutir pra tentar mostrar o contrário, é perder tempo. Dou meu ponto e vista e dane-se o resto.

Mas o mundo seria muito sem graça se todo mundo gostasse / detestasse das mesmas coisas. Isso é verdade. Então, melhor ignorar as críticas destrutivas, analisar as construtivas e animar com as positivas. E sermos felizes seja de que forma for.

E muito mais amor nessa vida minha gente.



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