Friday, March 13, 2015

[J-Dorama Review] "Kazoku Game" (2013)



"Enfrente a si mesmo até a ruína".




Numa vizinhança onde tudo parece perfeito, famílias bem sucedidas com filhos em boas escolas com boas notas, bem, sempre acontece de ter algum empecilho.

Kouya Yoshimoto e a família Numata, completamente normal na sociedade.... ou quase.

Na família Numata, o filho mais novo, que está no ginasial, repentinamente tornou-se uma criança rebelde e reclusa, que recusa-se a ir para a escola e não diz o motivo nem para os seus pais. Para que o filho ao menos volte a estudar e recuperar o tempo perdido, os pais - Kazushige e Kayoko - contratam os serviços de um professor particular, que encontraram consultando via internet.

Entre em contato com o super professor particular Kouya Yoshimoto, um gênio na Todai e tenha uma aula demonstrativa.

"O Super Professor Yoshimoto Kouya, 100% Aprovado na Todai" era o anúncio da home page do professor Kouya Yoshimto, que chamou-lhes a atenção e os Numata contratam esse professor para que ele consiga fazer com que Shigeyuki, o filho recluso, volte a estudar. Se Yoshimoto conseguir fazer com que o menino volte à escola em uma semana, Kazushige pagaria um bônus de adiantamento de 100 mil ienes. O professor aceita, desde que ninguém interferisse na metodologia que ele aplicaria.

Isso era o começo do que viria pela frente - uso de violência física, agressão verbal, propina e encenação. Mas era o início de um jogo que Yoshimoto criou para revelar o lado podre de uma família tida como perfeita.

***



"Kazoku Game" (ou "The Family Game", na versão cinematográfica de 1983, baseado no livro do mesmo nome), na versão para a TV, seria a quinta (contando com um especial). Na época que foi anunciado essa versão para a Fuji Television, antes da primavera de 2013, acabei lendo comentários de tudo o que era tipo e nada positivas, como "vão macular a obra prima de Yusaku Matsuda" (nota: Matsuda foi quem protagonizou a versão cinematográfica de 1983 que fez sucesso inclusive no exterior); "Sakurai não sabe atuar" (nem todo mundo é obrigado a gostar ou não, verdade); "quanto que o jimusho (a JE) pagou para convencer a Fuji Television aceitar essa versão?" e por aí vai.



Sério: teve cada comentário que muitas vezes me perguntava "que raios estou lendo isso?". Não me deixei levar por opiniões alheias e fui conferir em tempo real. E na temporada da primavera pela Fuji Television, foi páreo bem duro para as demais emissoras - na mesma época, a emissora incluiu "Galileo 2" (com Masaharu Fukuyama e Yuriko Yoshitaka), "Kamo, Kyoto e Iku" (com Nao Matsushita e Kippei Shiina), "Kasuka no Kanojo" (com Shingo Katori e Anne), "Last Cinderella" (com Ryoko Shinohara e Haruma Miura). E ainda que na época, marcou o retorno dos doramas no horário de quarta-feira, dez da noite, depois de 14 anos de hiato. (Comentei sobre esses doramas aqui)


A verdade é que a versão de 2013 mostra a face muito mais cruel do sistema educacional e nos valores familiares. E o mais triste disso tudo é que na vida real é isso mesmo que acontece.

Se acompanhar os dez capítulos do dorama, vai entender que, o real motivo de Shigeyuki ter-se tornado hikkomori (pessoa que fica reclusa na casa, vivendo em seu mundo particular), são os próprios pais e o irmão mais velho, Shinichi. O pai que neglicencia até a própria família, a mãe que não consegue enxergar nem a si mesma e o filho mais velho cujos pais fazem de tudo para que seja o "exemplo da família" (mas comete pequenos furtos e delitos) - são motivos o suficiente para que o filho mais novo acabe virando uma pessoa medrosa e alvo fácil para maus tratos na escola.


Que os métodos de Yoshimoto para persuadir Shigeyuki a voltar a estudar e enfrentar os maus tratos são completamente fora do normal, é verdade. Mas se não fosse dessa forma, incluindo interferindo na vida dos Numata, jamais que uma família que vivia de aparências, conseguiria ser uma família verdadeira.

No decorrer da história, vamos entender quem era realmente Kouya Yoshimoto e porque agia dessa forma. O que ele quis dizer "eu já matei alguém", logo no início da história?

***

Personagens Principais:




Kouya Yoshimoto/ Yuudai Tago (Sho Sakurai): Professor contratado pela família Numata para que consiga fazer com que o filho mais novo volte a estudar. Em sua home page seu lema era "100% dos alunos aprovados na Todai", o que chamou a atenção da família. Seus métodos de ensino não são nada normais, desde uso de violência física e verbal, coação e stalker, fotografando tudo o que cada um faz no dia a dia. No instante em que conseguiu ganhar a confiança da família, Yoshimoto acaba se instalando no lar dos Numata, o que permitia acompanhar os passos de cada membro da família, inclusive tornando-se tutor também de Shinichi, o filho mais velho.

Um de seus cacoetes seria dizer "ii nee~" (que bom) até de forma sarcástica e seu andar.

(Spoiler): O verdadeiro Kouya Yoshimoto está internado em estado vegetativo. Quem "apossou" do nome, foi o professor e ex-colega de Yoshimoto, Yuudai Tago. Um dos motivos que fez com que Tago deixasse de exercer a profissão de professor de uma escola e tornasse professor particular, foi o suicídio de um de seus alunos - que poderia ter sido evitado caso tivesse dado mais atenção ao fato do aluno ter sofrido maus tratos vindo de um dos professores (no caso, o verdadeiro Yoshimoto). Como professor particular, Tago poderia evitar que aconteçam mais casos como o de seu ex-aluno.



Shinichi Numata (Ryonosuke Kamiki): Filho mais velho da família Numata, que se encontra no segundo ano colegial. Típico filho orgulho da família, com boas notas, bom desempenho na escola e nos esportes. Mas com tanta pressão da família para que ele seja o melhor em tudo, Shinichi começa a praticar furtos em livrarias e furar pneus de bicicleta dos próprios amigos e colegas de escola, "para aliviar o estresse". Não confiava em Yoshimoto, ao ponto de descuidar dos estudos e largar da namorada Asuka Mogami (Rie Kitahara) para saber muito mais da vida do tutor, com a ajuda de Maki Tachibana, uma das ex-alunas de Yoshimoto e que mantina uma home page (falsa) sobre o lado "negro" de Kouya Yoshimoto. De tão obcecado que estava em saber a verdade sobre o tutor, Shinichi esqueceu de si mesmo e a família, ao ponto de Yoshimoto/Tago dizer "não seria melhor cuidar de sua própria vida que está em decadência do que cuidar com a dos outros?". Com a queda da família, Shinichi abandona os estudos e pensa em trabalhar para ajudar a família, mas acaba sendo aceito em outra escola e reata com Asuka.

Mesmo assim, ele procura Yoshimoto para esclarecer alguns pontos que ficaram em dúvida.

Yoshimoto chantageando Shinichi sem que Kazushige perceba o quanto o primogênito seria um aprendiz de terrorista


Shigeyuki Numata (Seishu Uragami): Filho mais novo da família Numata, estudante do último ano ginasial. Devido a um incidente na escola, começou a ser alvo de maus tratos dos próprios colegas, indiferenças de professores e inclusive dos pais, que valorizavam o mais velho. Cansado disso tudo, Shigeyuki resolve viver trancado em casa, saindo somente para necessidades principais. Os pais decidem contratar um tutor para convencer o menino a voltar a estudar. Yoshimoto consegue - através de seus métodos "convencionais" - fazer com que Shigeyuki volte a escola, mesmo ainda sofrendo maus tratos e não ter amigos, até que, com muito esforço, consegue ganhar autoconfiança e voltar a ter amigos. E' fã da cantora e modelo Ami Maejima.

Quando a família se muda, Shigeyuki consegue ser aprovado para o colegial junto com seu colega (e melhor amigo) Sonoda.

Kazushige Numata (Itsuji Itao): Pai de Shinichi e Shigeyuki e esposo de Kayoko. Trabalha no departamento de vendas de uma grande empresa. Por ter uma posição de alto nível, acaba se dedicando ao trabalho que à família, negligenciando todos (incluindo até casos de traição, que passavam batidos aos olhos de Kayoko). Numa tentativa de salvar o patrimônio da família, devido a uma dívida contraíada pela esposa, acaba sendo demitido do emprego sem direito algum. Isso porque anteriormente, tinha recusado ajuda financeira do sogro para evitar o que acabou acontecendo.

Após vender o carro e a casa, e deixando o orgulho de lado devido ao emprego que possuia anteriormente, Kazushige consegue emprego como gerente em uma lanchonete.

Kayoko Numata (Honami Suzuki): Mãe de Shinichi e Shigeyuki e esposa de Kazushige. Dona de casa que mantém as aparências perante às vizinhas, tudo passa despercebido diante de seus olhos. Passa o tempo livre fazendo transações financeiras pela internet (por sugestão das vizinhas). Devido a uma negociação malsucedida, contraiu uma dívida de 10 milhões de ienes, que teria prazo para pagar ou perderia a casa. Diante da recusa do esposo em aceitar a oferta de seu pai, Kayoko tenta o suicídio para que a família recebesse o dinheiro do seguro e não perder a casa, mas é impedida por Yoshimoto.

Quando caiu em si sobre a vida que levava, pensou em divorciar, mas resolveu reatar o casamento depois da ruína.

Maika Asami, quero dizer, Maki Tachibana, ou melhor... Sara Mizukami, a que conhece o passado do Yoshimoto


Sara Mizukami/ Maki Tachibana/ Maika Asami (Shiori Kutsuna): Sara foi aluna de Yuudai Tago. Era amiga de Shota Sonoda (o que se matou). Tornou-se atriz de teatro independente, e, ao aceitar o pedido de seu ex-professor para executar o plano, Sara transforma-se em duas pessoas distintas - Maika Asami, como funcionária da empresa em que Kazushige trabalha, fazendo-se de amante dele (para fins de fazer a esposa abrir os olhos e saber quem o marido era na realidade) e Maki Tachibana, uma das ex-alunas de Yoshimoto, administradora da home page "Sociedade Contra Kouya Yoshimoto", que relata que Yoshimoto foi tutor dela e, no fim acabou "falindo" sua família e os pais acabaram se matando (claro que tudo era armação). Quando Shinichi descobre a verdadeira identidade, Sara conta a verdadeira história de Kouya Yoshimoto e Yuudai Tago.

Kouya Yoshimoto (o verdadeiro) (Shugo Oshinari): Professor recém-chegado na mesma escola em que Tago lecionava. Formado na Todai, a princípio parecia ser cordial e gentil tanto com os colegas de profissão, como para os alunos. Mas assim que o expediente terminava, mostrava o lado cruel e sádico, fazendo uso de violência física e chantagem. Tentou incriminar Tago por algo que nem ele fez. Seu plano era fazer com que Tago perdesse a licença de professor - pois sabia que Yoshimoto estava cometendo maus tratos com um de seus alunos - mas acaba quase em tragédia, pois ao tentar impedir que Yoshimoto coloque uma pasta contendo uma câmera e fotos de Sara na bolsa de Tago, Sonoda derruba o professor da escadaria e acaba sofrendo hemorragia cerebral, o que o deixou em coma.

Shota Sonoda (Hajime Yoshii): Aluno de Tago e amigo de Sara Mizukami. Ao testemunhar as ações de Yoshimoto, e descoberto, Sonoda sofre violência física por parte do professor. Quando revela a Tago o que realmente aconteceu, Sonoda fica cada vez mais apavorado e continua sofrendo nas mãos de Yoshimoto. Após presenciar também Sara ser assediada pelo professor, Sonoda resolve tomar uma medida drástica - segue Yoshimoto que ia se encontrar com Tago e tenta arrancar a bolsa que continha uma pasta com a câmera e fotos de Sara das mãos de Yoshimoto, que perde o equilíbrio da escadaria e cai, batendo a cabeça. Sonoda foge para o meio da floresta, se esconde em uma cabana, destrói a câmera e queima as fotos. Telefona para Tago dizendo que fez tudo isso para salvar a reputação dele e de Sara, mas que estava com medo de ser descoberto do que fez e acaba cometendo suicídio.

Dados sobre o dorama:


Um tranquilo jantar em família, com o tutor e a amante do patriarca.... Tudo normal nesta casa.

- "Kazoku Game" foi transmitido pela Fuji Television, às quartas-feiras, 22 horas, do dia 17 de abril a 19 de junho de 2013.

- Dirigido por Yuichi Sato, o mesmo diretor de "Boku no Ikiru Michi" e "Strawberry Night"; e Kazuyuki Iwata, diretor de doramas como "Shiroi Kyoto" e "Kazoku no Uta".

- A audiência média foi de 13,0% na região de Kanto.

- A música de encerramento "Endless Game", foi o 41o. single do grupo Arashi, lançado no dia 29 de maio de 2013 (mas a música obviamente já tinha sido tocada bem antes do dorama ser exibido).

Curiosidades:


Como é que vamos comer esse ensopado com um pendrive lá dentro (e essa toalha que não caiu?)


- Algumas falas do protaganista Kouya Yoshimoto foram improvisadas pelo próprio Sakurai.

- A personagem Sara Mizukami/Maki Tachibana/Maika Asami (ambas interpretadas por Shiori Kutsuna) não tem no livro original.

- Ryonosuke Kamiki já atuava desde os três anos. Ele ficou conhecido nos doramas "Good News", "Namida no Fuite", "Meitantei Gakuen Q", entre muitos. Dublou em animes como "A Viagem de Chihiro" e "O Castelo Encantado". Recentemente esteve nos dois filmes da série "Rurouni Kenshin". Pertence a agência Amuse - já participou dos eventos "Handsome Live" junto com Haruma Miura e Takeru Sato. Além de gostar de fotografia e trens, toca piano e guitarra (nota: seu ídolo é o Masaharu Fukuyama).

- Depois de quase 15 anos sem participar de renzoku doramas, Honami Suzuki voltou a atuar a partir de "Kazoku Game". Pouca gente sabia, mas ela é casada desde 1998 com o humorista Takaaki Ishibashi (da dupla Tunnels).



- Rie Kitahara (que interpreta Asuka Mogami, a namorada de Shinichi) é membro do grupo AKB48, no time K. Por oito meses, Kitahara fez parte do grupo SKE48, depois que mudou-se para Tóquio, entrou no grupo principal.

- O ator Ichirota Miyagawa (aparece no primeiro e último capítulos) foi quem interpretou o aluno Shigeyuki Numata na versão de 1983.

- Um dos poucos doramas em que um membro da JE atuou que não teve co-atuação nem participação especial com algum membro da mesma agência (o que seria costume na maioria dos doramas).


Prêmios e Reconhecimentos:

- 17o. Drama Grand Prix (Nikkan Sports) - Melhor Drama; Melhor Ator (Sho Sakurai); Melhor Ator Coadjuvante (Ryonosuke Kamiki); Melhor Atriz Coadjuvante (Honami Suzuki).

- 77o. The Television Drama Academy - Melhor Drama; Melhor Roteiro; Melhor Direção; Melhor Ator (Sho Sakurai); Melhor Ator Coadjuvante (Ryonosuke Kamiki); Música Tema ("Endless Game").

- 23o. TV LIFE - Melhor Drama; Melhor Ator (Sho Sakurai); Melhor Ator Coadjuvante (Ryonosuke Kamiki); Melhor Atriz Coadjuvante (Honami Suzuki); Música Tema ("Endless Game").

(Nota da Autora: Devido a essas premiações, choveram críticas em alguns blogs alegando que a JE comprou os votos, porque na temporada de primavera de 2013 tiveram realmente excelentes dramas com excelentes atores. Na TV LIFE e The Television, foram de acordo com a votação dos leitores - e boa parte quem votou eram pessoas acima de 30 anos com filhos em idade escolar)

Opinião da Autora: Embora eu seja a pessoa mais suspeita aqui para comentar, vamos lá: assisti em tempo real, tenho o DVD Box e assisti de novo. O que chama a atenção do dorama é que não passa diretamente dentro da sala de aula (o que seria a maioria dos doramas escolares). Mostra que a família é o ponto importante para a formação dos filhos e não deixar tudo a cargo dos professores. Se a família já se encontra quebrada, para consertar, teria que tomar medidas drásticas.

A missão de Yoshimoto/Tago estava aí: era o de fazer com que os pais enxergassem o erro que estavam cometendo com os filhos, bem como eles mesmos - o pai que vive para o trabalho e cobra eficiência dos filhos; a mãe que nada enxerga e vive de aparências; o filho mais velho que sofre pressão da família para que ele seja o melhor em tudo e o filho mais novo que vive à sombra do irmão.

Muitos achariam exagerado a forma que Yoshimoto trata os seus pupilos, usando violência física e verbal; sendo stalker e até pagando outros para que façam parte do seu plano - fazer com que a família se auto destrua e se reerga, tornando-se parte de uma sociedade mais justa.

Tago explica para sua ex-aluna Sara o motivo de ter deixado de ser professor em uma escola para ser professor particular. Ele pode não eliminar as pessoas más da sociedade, mas o pouco que consegue, seria o suficiente para que os outros não repitam o mesmo que o verdadeiro Kouya Yoshimoto havia se tornado - por ter tido uma educação rigorosa, de que teria que ser perfeito em tudo, daí queria que os seus alunos também fossem os mesmos, nem que tivesse que usar métodos sádicos para obter resultados.

Isso mostra também que, até dentro do próprio sistema educacional, os próprios professores chegam a fazer vista grossa com os problemas dos alunos e inclusive com os próprios colegas de trabalho.

Infelizmente, é necessário que aconteça uma tragédia para que tomem providências drásticas.

Sobre críticas a respeito do enredo e atuações, eu ignorei. Quem estava acostumado em ver Sakurai e Kamiki interpretando personagens de boa índole, ver eles interpretando um professor sádico e um aluno rebelde, seria um choque. Ou não, porque a gente que costuma assistir doramas temos que esperar por tudo. Inclusive ler alguns comentários sem noção que pipocaram na minha timeline do Twitter e do FB...

Sobre recomendar assistir ou não: vai de cada pessoa. Apenas comento a respeito, mas quem quiser ou não assistir, tanto faz. Porque nossas opiniões não interferem nas dos outros e vice-versa.

ii ne ~


Fontes: site oficial do drama pela Fuji Television: DramaWiki, Wikipedia; The Television: TV Guide, TV Life, Hatenai Arashi.

Imagens: Live Journal Kazoku Game, Fuji Television; matome naver; tumblr



2 comments:

  1. Hoe, Kiyomi-chan! Ohisa~! ^_^

    Nossa, confesso que não cheguei a assistir o filme de 1983, mas está na minha lista de prioridades para assistir assim que tiver mais tempo livre. XD

    É revoltante como algo que foi escrito entre as décadas de 70 e 80 continua tão atual, principalmente no Japão, local que vemos como referência de educação e sociedade na nossa vã ignorância de seus detalhes "sombrios", por assim dizer, em sua própria inversão de valores: a manutenção das aparências e do dito "status quo" são prioridade em detrimento da saúde mental e espiritual de cada indivíduo ou da família como unidade. Para ver como a omissão e a complacência são tão nocivas quanto tomar atitudes deveras drásticas ou violentas.

    Esse quadro me lembrou a loucura daquele caso do grupo de garotos que assassinou um menino brutalmente aí no Japão. Três foram os principais suspeitos e, no "diz que me disse", chegou-se a mencionar que estavam se "espelhando" nos atos do Estado Islâmico. Nada justifica tamanho absurdo, mas me faz pensar se o ato não é fruto de uma grande bola de neve, formada pela falta de uma orientação adequada, a situação de uma família desestruturada ou um estresse desgovernado diante de exigências por todos os lados na infância e na adolescência...

    Centrando no drama em si, "Kazoku Game" foi bastante forte, um tapa na cara bem dado em quem a carapuça servir, e eu tenho uma relação de amor e ódio com esse "ii ne~"... XD Acho que os comentários relacionados à interpretação do Sho-chan são descabidos, vez que ele mostrou a eloquência necessária para o Yoshimoto em "The Quiz Show 2" - razão pela qual não fiquei "chocada" com essa sua faceta. Quanto a ser o melhor drama da temporada ou não, bem... Quem decide é o público, né, queridos, e garanto que não foi o "Não Salvo" que fez campanha para fraudar a votação. XD

    Ótima resenha, Kiyomi-chan! ♥
    Beijos~

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    1. Karupin, eu também não assisti ao filme, mas ambos possuem esse requinte de crueldade para cairem no mundo real.

      Verdade: quando assisti ao drama, não era exagero. Muita gente faz vista grossa em tudo. Vejo isso com muitas pessoas aqui. São raras as famílias que conseguem educar seus filhos e que eles consigam superar as dificuldades que encontram, especialmente na barreira linguagem.

      Sobre o caso ocorrido em Kawasaki, teve reportagens na TV local que os três estariam se "espelhando" no EI. Mas ainda não esclareceram o motivo que levaram a cometer tal atrocidade que choca a sociedade - esta que também fecha os olhos perante muita coisa.

      Sobre o drama "Kazoku Game": realmente foi um tapa... melhor dizendo, um belo dum soco na cara na sociedade. O conteúdo foi forte? Concordo, mas na vida nem tudo são maravilhas, são raros os dramas que mostram o lado cruel da vida (vide "Mother" e "Kaseifu no Mita").

      Os comentários sobre a atuação do Sho-chan em "Kazoku Game" eu li bem antes do drama entrar no ar, durante e depois. Até gente que é fã do grupo caiu matando em cima, dizendo que o papel do Yoshimoto deveria ser de outro membro, essas coisas... (nada contra, mas tem gente que ainda fica naquelas que "quem atua melhor no grupo são o Jun e o Nino" quando sai drama/especial/filme com o Ohno ou o Sho-chan ou o Aiba-chan).

      Eu esqueci do "The Quiz Show 2" (aquele drama que poucas amaram e muitas odiaram), tanto o Sho-chan como o Yoko, mostram que eles sabem interpretar também pessoas desequilibradas emocionalmente.

      Pois é, eu vi um longuíssimo comentário de um anonimo (ou anônima, tanto faz), reclamando da premiação da TV LIFE. Mas como quem escolhe é o público...

      Arigatou sempre!!!! ♥

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