Friday, November 20, 2015

Por que eu acredito na Grande Abóbora

Para quem não lembra ou não sabe, tem um filme do Peanuts que passa todo ano, no dia 31 de outubro, que se chama - "E' a Grande Abóbora, Charlie Brown" -, onde Charlie Brown e seus amigos comemoram o Dia das Bruxas, fantasiados para pedir doces na vizinhança (uma das frases mais conhecidas - "E eu, uma pedra"), enquanto Linus fica na plantação de abóboras.

O motivo pelo qual Linus passava a noite na plantação, ao invés de ir com seus amigos pedir doces e participar da festinha, era que ele acreditava na Grande Abóbora, que viria na plantação trazendo presentes para a criança mais fiel e boazinha. Ok, pode ser que o Linus tenha misturado as datas e eventos, mas eu entendo que aí está a inocência do menino.

A gente costuma dizer que Linus é um paradoxo - ao mesmo tempo que ele dá conselhos como adulto para Charlie Brown, ele não separa do seu cobertorzinho de segurança. Da mesma forma que ele acredita na Grande Abóbora. Se teria uma explicação para isso, eu imagino que seria uma forma de esquecer um pouco a vida real, que muitas vezes é cruel conosco.

Existem muitas teorias sobre a Grande Abóbora, já que essa história vem desde uma tira lançada em 1959. E todo mês de outubro, nas semanas que antecedem o Dia das Bruxas, Charles Schulz criava tiras em que Linus mencionava sobre a Grande Abóbora. Uma das citações mais conhecidas de Linus era "Existem três coisas que aprendi a não discutir com as pessoas - religião, política e a Grande Abóbora."

Sim, eu assisti o filme "It's the Great Pumpkin, Charlie Brown" (no Brasil teve o título "Charlie Brown e a Grande Abóbora"), quando passava em canal aberto. Nem sei quantas vezes. E eu cheguei a conclusão de que, diante de tantos dilemas que passamos todo santo dia na nossa vida, acreditar em algo que pode ser o impossível, seria uma forma de escapar dessa pressão toda. Acreditar que existe alguém nos vigiando e que, quando chegasse o seu dia, seríamos recepcionados de acordo com seu comportamento durante o ano.

"Ah, mas aí você estaria entrando no quesito religioso, que a gente tem que ter crença em algo blablabla..." Ué, mas até fazer pedido pras estrelas cadentes, a gente faz. Mas não quero entrar nesse ponto agora.

Enfim, acreditar na Grande Abóbora que trará presentes para a pessoa mais sincera no dia das Bruxas, pelo menos faz a gente esquecer - nem que seja um pouco - do mundo exterior, porque ultimamente, o que anda faltando para todos nós, seria empatia, tolerância e amor (e isso não somente nas redes sociais, não.)


Linus, podemos te acompanhar na recepção da chegada da Grande Abóbora no ano que vem?

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