Sunday, January 24, 2016

Starman

There's a starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us
But he thinks he'd blow our minds

O que mais me surpreendeu na segunda semana de janeiro foi quando li a notícia de que David Bowie resolveu visitar as estrelas e esqueceu de retornar no quarto dia, tal como Lázaro. Isso porque em meados de novembro/dezembro do ano passado, eu li a notícia de que ele ia retornar com um álbum novo depois de alguns anos ausente, e o álbum seria lançado no dia em que completaria 69 anos, no dia 8 de janeiro.

Ok, promessa cumprida, mas o que eu não esperava era que dois dias depois, ele resolve ir pro espaço e não voltar mais??? Mas como assim? Sim, eu fiquei em estado de choque - mais porque ele nunca havia comentado em entrevista, nem os mais chegados, que estava muito doente. Acredito que ele não queria sensacionalismo em cima de sua doença e foi da forma como chegou - repentino, influenciou muita gente famosa ou não e deixou um legado para que as gerações futuras possam saber quem ele foi.

Não importa se Bowie teve seus momentos de delírio criativo, com temas de viagens espaciais, androginismo, glam, soul music, o que fosse. Todos têm suas fases, mas acho que ele teve de tudo um pouco, até fases bem fracas, como o próprio disse, mas depois retornou renovado com novos admiradores e reconquistando os antigos.

Existem pessoas que começaram a ouvir a música dele na época de "Let's Dance" (1983) ou devido ao filme "Labirinto" (1986), ou até bem antes, época de "Heroes" (1977) ou até em filmes como "Christiane F." (1981) e "Merry Christmas Mr. Lawrence" (1983). Ou até ter ouvido a versão de "Starman" feito pela banda gaucha Nenhum de Nós (quem não lembra de "Astronauta de Mármore"?). Seja como for, esqueçam comentários como "só porque o cara foi desta pra melhor é que vai virar fã", muitas vezes nunca é tarde demais para começar a ouvir o que a maioria pode dizer de "boa música" (depende do ponto de vista).

(Momento confessionário: fui virar fã dos Beatles depois que John Lennon morreu. Antes, ouvia uma música ou outra aleatóriamente, mas na época foram tantas notícias que sairam que fui tentar saber quem era. O resto, nem preciso falar.)

No meu caso, fui saber quem era David Bowie quando saiu o PV "Ashes to Ashes" nos programas "Som Pop" (TV Cultura) e "Super Special" (Band TV, antigamente era Rede Bandeirantes), em 1981 ou 1982. Meu irmão gravou somente a música no gravador de fita cassete (porque naquela época, videocassete era pra poucos) e acho que ouvi nem sei quantas vezes. Aliás, é uma das músicas que volta e meia ouço.

I've never done good things
I've never done bad things
I never did anything out of the blue

Daí na minha adolescência, época que eu ouvia Beatles, felizmente surgiu a revista BIZZ, que trazia tudo o que era novidade no mundo do rock (do tempo que o rock nacional era muito bom e éramos muito felizes e despreocupados), e na época era "Absolute Begginers". MTV nem passava e a gente se contentava com os programas mencionados.

Let's dance
Put on your red shoes and dance the blues

Mas Bowie mostrou pra nós que todos nós podemos ser heróis - nem que seja por um dia.

We can beat them, forever and ever
Then we could be heroes, just for one day.

(Trechos das músicas, na seguinte ordem - "Starman", "Ashes to Ashes", "Let's Dance" e "'Heroes'" - mas existem muito mais músicas que podem ter marcado a vida de muita gente que ouviu, seja como Ziggy Stardust ou nas fases norte americana, Berlim...)

Uma das últimas coletâneas que compreende desde o início até antes do recém lançado "Blackstar"



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