Sunday, February 28, 2016

Fukuyama Masaharu - Fuyu no Daikanshasai sono 15 - Pacifico Yokohama, 27 de Dezembro de 2015 (II)

Ok, vamos para a parte final porque senão vai virar um livro desse jeito.



O show começava às cinco e meia da tarde, mas pode entrar antes para aguardar, para descansar, para ver os comerciais... Logo que dá a hora de abrir os portões, já com o ingresso em mãos, temos que entregar o mesmo para os staffs que prontamente passam na leitora de código de barras que sai um outro bilhete - é onde vai ser o seu lugar pra sentar.

Como eu havia mencionado desde a turnê HUMAN, de 2014 - o ingresso que a gente compra via FC ou no Lawson Ticket ou no e-plus, tem onde seria o portão de entrada e o código, porque o lugar exato onde você vai sentar, só na hora de entrar no local do show. Não sei dizer quando foi exatamente que a Amuse passou a fazer esse tipo de sistema nos shows do Masaharu (até a turnê "Michishirube", em 2009, ainda era o sistema antigo, que o ingresso já saía com todas as coordenadas, depois só consegui ir no show dele 5 anos depois, portanto, pode ser que a partir daí é que o sistema pode ter mudado.

Assim que você entra no local, para descobrir onde fica seu lugar, em cada portão de acesso ao palco, tem um mapa onde você pode (tentar) se localizar. No caso de ficar muito perdido ou não entendeu, os staffs estão lá pra te levar até seu cantinho.



Uma vez no seu lugar, o negócio é aguardar. Nem foto do palco podia tirar, que os staffs estavam de olho. Já começa que o lugar onde o Masaharu faz o Daikanshasai, cabem 18 mil pessoas sentadas, ou seja, o lugar é pequeno mesmo. O palco foi posicionado no meio do salão, e os telões ficam em cima, dando uma visão de 360 graus, além de ter um corredor em forma de quadrado (onde passa o trolley car) e quatro corredores no meio do público.

Enquanto isso, nos telões de 360 graus, momento jabá: comerciais dos produtos que Masaharu faz, como a maionese da Kewpie, produtos da Shiseido, cerveja Asahi Super Dry, pneus Dunlop... Afinal, essas empresas estão patrocinando o show.

Falando em produtos, logo que a gente entra no local, os staffs entregam panfletos e amostras de shampoo e condicionador do Tsubaki (Shiseido) e um tubo de 250g de maionese (Kewpie).



Cinco horas. As luzes se apagam e logo no telão, uma mensagem escrita pelo próprio. Sinal que o show já iria começar.

"fighting pose", que abriu o show, logo de cara já subiu no trolley car e já passou no meio da platéia (pra minha alegria, pois passou bem atrás da fileira onde eu estava, acho que agora foi o mais perto que vi em toda a minha vida de shows *morre*), fez pole dance (mas foi para a platéia do lado oposto de onde eu estava)...

Se nos shows normais o Masaharu costuma incluir os sucessos de sempre na lista, no Daikanshasai ele resolve colocar tudo que ele quase não coloca no repertório, dividindo em "movimentos", como, por exemplo, "Músicas que não costuma cantar em shows", "No single life" (músicas que nunca colocou em single pra vender), e "Tamariku Time".

Além dos sucessos como "Dear", "sou ~ new love new world", "vs. ~ chikaku to kairaku no rasen" (aka a música-tema da série "Galileo"), "Heart", ele incluiu as "músicas que quase não inclui nos shows", como "Hard Rain", "Kiss and Kill Me"; "no single life", como "Marcy's Song" e "Hard Luck Lover"; a desconhecida "I Love You" (não é a versão cover do Yutaka Ozaki, mas sim, uma das primeiras músicas que gravou, no álbum "Dengon" e regravou para o single somente para quem é do FC BROS, "I Am a HERO").

"Tamariku Time" foi o momento em que ele interpreta covers que fazia durante o (saudoso) programa de rádio, o "Tamashi Radio", que era nas madrugadas de sábado. O álbum "Tamariku" ganhou o prêmio da Gold Disc Japan como o melhor álbum conceitual do ano de 2015, e traz covers como "Zenigata Heiji" (de Kazuo Funaki), "Cafe Rumba" (versão original de Perroni Jose Manzo, o original se chamava "Moliendo Cafe", mas foi traduzido para o japonês e interpretado por Sachiko Nishida) e "Ito" (de Miyuki Nakajima).

Mas sempre tem aqueles momentos de conversa com a platéia. No "Tamariku Time", ele leu alguns e-mails que recebeu, obviamente todos bem humorados para descontrair (como ele sempre faz).

"7月7日" foi gravado especialmente para o álbum do guitarrista Char ("ROCK +", em que doze artistas colaboraram para o álbum, representando os doze signos do horóscopo chinês. Fukuyama é do signo de galo), pouquíssima gente conhecia (a não ser que comprasse o álbum do Char, porque Masaharu não incluiu nem em versão digital pra download).

Depois novamente voltou a agitar a platéia, com a instrumental "vs ~ chikaku to kairaku no rasen", "Gang ★" (quase matando a mulherada do coração, porque estava muito erokakkoii), e as três músicas do último single - "I Am a HERO", "Stage no Mamono" e "Sono egao ga mitai".

Quem pensou que o show terminou, ledo engano - a banda volta ao palco para o primeiro encore - com "Kokoro color ~ a song for the wonderful year" e "Kiss shite".

Mas como todo mundo pediu mais um, Fukuyama deu o segundo encore, com "Nagareboshi", faixa do álbum "Zenkyou".

O show terminou sem problemas e todos felizes.

Nota: nos shows em que foram exclusivos para homens (dia 23) e para as mulheres (dia 24), o público ganhou, na saída, o "dotei gift" (uma moeda de 5 ienes, para dar sorte) e cartão de natal, respectivamente.



Fotos: da autora, exceto a primeira (do site oficial).

Set list via site livefans.jp




Friday, February 19, 2016

Fukuyama Masaharu - Fuyu no Daikanshasai sono 15 - Pacifico Yokohama, 27 de Dezembro de 2015

Na postagem anterior, eu comentei sobre o evento especial que Fukuyama fez em colaboração com duas maiores lojas de departamentos de Yokohama no mês que precedia o seu concerto especial de final de ano, o Fuyu no Daikanshasai.



Agora vamos para o prato principal, que foram os oito concertos que realizou no Pacifico Yokohama, do dia 19 a 31 de dezembro de 2015, sendo que o concerto do dia 23 de dezembro foi exclusivamente para homens (o "Yarouya!! The Second") e o concerto do dia 24 de dezembro foi exclusivamente para mulheres (o "Seijoya!! The Second"). E o concerto do dia 31 de dezembro começou um pouco mais tarde por causa da gravação pro 66o. Kouhaku Utagassen (Masaharu foi se apresentar no segundo bloco do programa, por volta das 21:10).

A venda dos concert goods, comida e tudo o mais começaram no dia 19 de dezembro. Além da mini exposição dos panfletos do FC BROS desde o início (como fizeram no Natsu no Daisougyosai, em agosto), também incluiram TODOS os concert goods do passado. E também os cartazes de todas as propagandas atuais que Masaharu faz - JCB Card, Prius (Toyota), Tsubaki (Shiseido), Kewpie Mayonnaise, Dunlop Tires e Asahi Beer -, de um tamanho ideal para os fãs fotografarem a vontade. 




Logo que chega no Pacifico Yokohama, na passarela já colocaram o banner do concerto pra qualquer transeunte ver. No corredor entre o International Hall e o Exhibition Hall (onde o show foi realizado), bandeiras com os patrocinadores e o logotipo do show deste ano.


Fukuyama Daimeishin, para agradecer a graça alcançada e pedir saúde pra enfrentar mais shows pela frente, se kamisama quiser.


Darumashamaro, com a assinatura do Masaharu desde 2012. Mashamaro é a mascote do site oficial, criado pelo próprio artista mesmo. (Por favor, não subestimem o talento artístico do Fukuyama!)
















Na parte "Museum of BROS", além de ter TODOS os panfletos que os membros do FC recebem quatro vezes no ano, tem TODOS os concert goods desde o primeiro, incluindo todos os Daikanshasai, Daisougyosai e os eventos especiais, como os exclusivos para membros do FC e o que fez para os adolescentes em agosto de 2015. Os concert goods dos shows do Masaharu vão desde os tradicionais, como camisetas, panfletos e toalhas, passando por relógio de mesa, latas de biscoitos e sembeis, chaveiros, almofadas, jogo de mug cup, kit de banho, capa pra bolsa de água quente (aqui, chamamos de tanbou, geralmente feito de plástico ou metal), molho de salada... (sim, vocês leram certo)



O Cafe de Fukuyama, que ele inventou em 2013, fez tanto sucesso que repetiu nos anos posteriores. O Hatoshi, seria um tipo de misto quente de Nagasaki, com três tipos de recheio: de curry, de camarão e carne. O black curry rice já tinha visto no Daisougyosai, mas não tive coragem de enfrentar a fila que dobrava a esquina, e quando colocou no menu do Cafe, não pensei duas vezes para comer. E' um pouquinho forte, mas sustenta e no verão é recomendado.

O sara udon, bem, era a versão do Nagasaki chanbon com o katayaki soba. Junto com o Maruten soba, era o prato mais popular dos fãs que foram pra experimentar um pouco a comida de Nagasaki. O que deu pena era que não tinha sobremesa.

Daí na parte de CDs, DVDs e o que tiver mais, aí era no mesmo hall onde estava o estande do Museum of BROS. Quem fosse renovar e/ou fazer cadastro no FC, poderia já fazer na hora e ganhava presentinho (era o porta-passe), e se fosse indicação de outro membro, este ganhava outro presente (réplica da palheta de violão do tema conforme o evento). Além dos cartazes que ele faz comerciais, informações sobre as entidades que a Amuse faz parte, como o Act Against Aids e Friends of Rumania.


Campanha faça Masaharu sorrir: Venham comprar o mais novo álbum que acabou de sair do forno. Versões regular, limitado e com toalha. Complete sua discografia adquirindo os relançamentos desde 1990. Doramas, filmes e concertos inclusos. De brinde ganhe uma garrafa de água vinda de Nagasaki e concorra a um brinde extra. 

(Como este post ficou longo de novo, logo eu posto a parte final, prometo... pra breve!!)

Fotos: Da autora, exceto o primeiro e o último (site oficial do Masaharu Fukuyama).




Wednesday, February 10, 2016

Fukuyama Masaharu - Fuyu no Daikanshasai sono 15 ~ Pacifico Yokohama, 19 a 31 de Dezembro de 2015

Antes tarde do que nunca, postando sobre o show de fim de ano do Masaharu Fukuyama, que ele faz (quase) todo ano. Só que, por se tratar da 15a. edição + 25 anos de carreira, terei que fazer essa postagem em duas partes.



Numa postagem, eu havia explicado brevemente o motivo de ele fazer esse show (quase) todo fim de ano, no Pacifico Yokohama. E mesmo depois de ter-se casado, manteve o pique. Acho que até demais, porque o homem não parou quieto.

Desta vez, para comemorar os 25 anos de carreira, as lojas de departamentos em Yokohama - o Yokohama Landmark Tower e o Mark Is... Minato Mirai - fizeram parceria com o Fukuyama - durante os dias 12 de novembro a 31 de dezembro, tinha a campanha "Bright Christmas 2015", onde, nos dois lugares estavam expostos toda a discografia oficial, venda de produtos que tinham no site oficial (alguns produtos eram limitados, quem quisesse comprar, teria que aproveitar durante esse período) e projeção de alguns lives, mas aí tinha que pegar o ingresso um pouco antes da hora marcada. E gratuito.

Além de terem duas árvores de Natal devidamente decoradas e inspiradas de acordo com as músicas que ele fez sucesso.


A árvore "Silver", inspirada nas músicas mais agitadas, estava no primeiro andar do Yokohama Landmark Tower, bem no meio, onde geralmente acontecem eventos e mini lives. As laterais eram adornadas com capas dos singles com as músicas voltadas para o rock (como "Tsuyoku ame no naka" e "I am a HERO", por exemplo).


Já a árvore "White" foi inspirada nas baladas, como "milk tea", "Sakurazaka" e "Heart". A árvore estava bem próxima à entrada principal do MARK IS Minato Mirai.

Ambas as árvores traziam o brasão do 12o. Fuyu no Daikanshasai - as iniciais do nome do artista, o leão (símbolo do fã clube oficial, o BROS., e nome de um dos álbuns) e o Pacifico Yokohama (onde ele passou a fazer o Fuyu no Daikanshasai).

Agora, a seção "Album Cover Artwork Exhibition", foi dividido em 4 partes, em ordem cronológica (desde o debut "Dengon" até o último single (na época da exposição, ele ainda não tinha lançado o best album "Fuku no Oto")), sendo que uma parte estava no quarto e quinto andares do Landmark Plaza e outra parte no primeiro e segundo andar do MARK IS Minato Mirai.







A discografia de 1990 a 2000, estavam no Landmark Plaza; a discografia de 2001 a 2015, no MARK IS. (O duro foi encontrar, estavam em um lugar MUITO escondido, exceto no MARK IS, que a discografia de 2001 a 2008 estava num lugar muito fácil de achar, mas o resto...) Mas as capas são da edição regular (porque a partir do single "Tokyo", Fukuyama deu de lançar edição regular e edição limitada, isso quando não deu na louca e lançou quatro edições diferentes numa tacada só, como foi o single "I am a HERO", que além do limitado com DVD e regular, lançou um outro com brinde extra e outro exclusivo pra quem era do FC BROS.. Depois tem gente que reclama que seu ídolo lança três e esgota rápido...)

O projection mapping que dava para ser visto no Dockyard do Landmark Plaza, tinha horário certo e número limitado de pessoas. Pelo que entendi no panfleto da campanha, era como se fosse um show ao vivo, mas via projeção dos melhores lives selecionados.

O "Pop Up Store" é um tipo de loja que é montada em algum espaço de eventos nas lojas de departamentos daqui, por tempo limitado. No Landmark Plaza, foram os itens da loja virtural "Fukuyamaya". Alguns itens que tinha um certo período de venda no site, estavam nessa loja. No MARK IS, eram os itens do Fuyu no Daikanshasai. Como o concerto era dos dias 19 a 31 de dezembro, então essas lojas provisórias só funcionaram nessa data.

Fotos: da autora, exceto a do topo que foi tirada do site oficial do Fuyu no Daikanshasai sono 15.

Sunday, February 07, 2016

Cover Album




Cover, até onde eu entendo, seria regravação de uma música de alguém por outra pessoa, às vezes (ou muitas vezes) mudando o arranjo ou melodia, mas sem mudar a letra e a estrutura da música.

Mas muita gente confunde cover album com tribute album. O segundo, é quando vários artistas interpretam músicas de um artista e/ou uma banda e montam um álbum (Elvis, Beatles e Rolling Stones ganham disparados em relação ao assunto de tribute album). Já o cover album é quando um artista resolve escolher as preferidas e interpreta com outro arranjo. Têm artista que costuma colocar uma ou duas músicas cover no álbum, mas muito antigamente não era bem por aí. Tinha artista que tinha álbum com 14 faixas, sendo metade covers de seus artistas favoritos (oi, Beatles!), mas era uma forma do público saber quem eram os outros artistas...

Acredito que, dessa forma a gente consegue conhecer o trabalho de outros, mesmo quando em alguns casos, a versão cover acaba ficando melhor que o original.

Nem sempre álbuns covers são tão bem recebidos pelo público. Se já quando um artista faz uma versão de tal música, já chove crítica, imagine um álbum recheado delas... Daí saem comentários como "maculou a obra prima do cara", "fulano deve estar se revirando no túmulo", "fulano deve estar espumando de raiva" e por aí vai. Realmente, existem covers que a gente ouve e fica com cara de WTH?...

Existem álbuns para vários os gostos e todos os gêneros. Listarei aos poucos alguns álbuns que merecem dar uma escutada. Daí quem sabe não acaba gostando? (Do artista que interpreta ou o original, tanto faz, acontece.)

Alguns álbuns também podem vir a ser assunto na tag "Discoteca Básica do Empório". Já ouvi alguns covers albuns que depois acabaram nem saindo mais da playlist. Lembrando que não entram álbuns que tenham uma ou duas músicas cover. Menciono pelo menos três bandas que gosto porque possuem covers bons e até ficaram melhores que as músicas originais, mas que não possuem um álbum específico para isso.


The Beatles: Quem me conhece, sabe que eles entram em qualquer lista ou assunto aqui, mas desta vez, não tenho um álbum que tenha TODAS as músicas covers que eles fizeram desde 1956 a 1970. O que dá pra informar que, nos álbuns oficiais, de 1963 a 1965 eles interpretaram várias músicas de outros artistas, incluindo no programa de rádio (vide "Live at the BBC"). Mas oficialmente não tem registro de uma coletânea de covers. E se resolverem lançar, haja material, porque volta e meia encontram algum material raro da banda, tal como aconteceu nos três álbuns duplos "Anthology". Talvez, para mim, um dos melhores álbuns contendo covers que os Beatles fizeram, seriam os dois álbuns "Live at the BBC!" e "On Air: Live at the BBC 2", que além de conter a maioria dos covers que gravaram em álbuns oficiais, tem mais um pouco que eles interpretaram na rádio e demorou quase 40 anos para sairem em álbum oficial (porque teve gente que conseguiu ouvir via bootlegs).

Rolling Stones: Outro grupo que daqui a pouco comemora o centenário e eles estão na ativa, também não sei se tem álbum oficial só de covers (se tiver, somente os bootlegs e/ou não oficiais que saem em outros países), mas assim como os amigos rivais Beatles, os Stones no início de carreira, também graavaram muitos covers de artistas de blues. Seria muito exagero dizer que, ao menos nos três primeiros álbuns da banda, eram mais covers que composições próprias. Se os Beatles fizeram uma parte do mundo conhecer os artistas obscuros ou não do rock and roll e do pop, os Rolling Stones trataram de preencher a outra parte com artistas "da raiz", o "blues". De sua vasta discografia, os três primeiros álbuns ("The Rolling Stones", "No. 2" e "Out of our Heads") possuem a maioria em covers. Só depois do álbum "Aftermath" que eles incluiram composições próprias.

Carpenters: A dupla de irmãos interpretou muitas músicas de outros artistas, mesmo na época que eles eram um trio (o Richard Carpenter Trio). Na prática, todos os álbuns contém covers, mas se tem um álbum que fizeram um apanhado geral de covers é o "Interpretations: A 25th Anniversary Celebration", mas se pegar o álbum quadruplo, o "From The Top", possui raridades, como as versões de "Caravan" e "Good Night". O álbum "A Time Goes By" saiu primeiro no Japão, em 2001, e as músicas "Leave Yesterday Behind" e "Rainbow Connection" foram tema da novela "Koi ga Shitai, Koi ga Shitai, Koi ga Shitai". Seria bom juntar as músicas desses três álbuns e fazer um somente de covers, mas daí o assunto "direitos autorais" vem a tona e... (foi o caso do álbum "As Time Goes By", que saiu em 2001 no Japão e demorou 3 anos para ser lançado no resto do mundo)

Outros artistas vão merecer uma postagem a respeito, porque ao longo da carreira, eles lançaram álbuns covers no meio da discografia regular.

Foto que ilustra o post: "The Beatles Live at the BBC", reune  56 músicas, sendo 30 nunca lançadas oficialmente. O álbum foi lançado em 30 de novembro de 1994 e relançado em 11 de novembro de 2013, devido ao lançamento do álbum "On Air: Live at the BBC 2". Um dos poucos álbuns oficiais que pode encontrar boa parte de covers que os Beatles gravaram.



Saturday, February 06, 2016

Quarenta e Sete



Hoje, dia 6 de fevereiro, é dia do matcha (chá verde, mas não sei bem o motivo, e trendou no Twitter hoje), dia do nori (aquela alga preta prensada que a gente usa para fazer sushi), aniversário do Masaharu Fukuyama...

Sim, o cantor, compositor, instrumentista, fotógrafo, produtor musical, ator, radio personality etc., completa hoje 47 anos. O quê? Não parece! Pois é...

Quem pensou que depois que deu tchau ao celibato o homem ia sossegar e/ou mudar de rumo, erraram feio. Mal casou, gravou um programa de TV especial, comerciais, produziu o álbum "Fuku no Oto" com direito até a um concurso de talentos via You Tube no site oficial dele, fez 8 apresentações do Fuyu no Daikanshasai (sendo um dia exclusivo pra homens e um dia só pra mulheres), apresentou-se ao vivo no 66o. Kouhaku Utagassen... e este ano além de protagonizar um filme que estréia neste outono ("SCOOP!"), em abril protagonizará o getsukyu "Love Song". E, claro, gravando os vídeos pro FC BROS., e mensalmente o BROS. TV, onde mostra os bastidores e outras coisas mais, além de ser zoado pelos seus colegas de profissão...

Vamos a mais dez curiosidades sobre o moço. Só lembrando que fofoca da vida privada dele não entra aqui (piada interna - atriz ou apresentadora que quiser desencalhar, trabalhe com o Sho Sakurai - só em 2015, TRES atrizes e uma newscaster que trabalharam com ele, casaram. Para quem não sabia, a atriz Kazue Fukiishi, trabalhou com Sakurai três vezes...).

1. Manteve um programa de rádio por 23 anos quase sem interrupções... O programa de rádio mais famoso de Fukuyama foi o "Fukuyama Masaharu no All Night Nippon Saturday Special - Tamashi no Radio", mais conhecido como "Tamaraji", transmitido pela rádio Nippon Hoso (filiada a Fuji TV), das 23:30 a 1 da manhã, aos sábados. Era uma hora e meia de conversa fiada, entrevista e música ao vivo, tanto que o Masaharu trazia seu violão e interpretava música dele mesmo e covers. Encerrou as atividades no dia 28 de março de 2015. Dez dias depois lançou o álbum de covers "Tamariku", sendo que três delas interpretou no Fuyu no Daikanshasai.



2. Comemorou 25 anos de carreira com seis shows em dois estádios e no pé de monte: Em 2015, Fukuyama comemorou 25 anos de carreira são e salvo. Para agradecer esse feitio, marcou seis shows em dois estádios (em Yokohama e Osaka) e no pé do monte, o Inasa (em Nagasaki). A diferença é que, era a primeira vez em 25 anos que ele fazia show em estádio porque o Yokohama Stadium era pra baseball e foram 3 dias restritos só pra fã clube, que foi pedido. Quando ele disse estádio, eram o Nissan Stadium e o Yanmar Stadium Nagai, pra alegria de muita gente. Em Nagasaki, ele fez no pé do Monte Inasa, depois de seis anos que não fazia show lá. Resultado: tudo lotado, público de quase 400 mil pessoas nos seis shows.

Fez show duas vezes no Kyocera Osaka Dome porque ele pode.

3. Conseguiu fazer o Five Dome Tour depois de 24 anos de carreira... Em 2001, Fukuyama fez 4 shows em dois Domes - dois no Tokyo Dome e dois no Kyocera Osaka Dome. E demorou treze anos para conseguir fazer show nos dois Domes e 24 anos para fazer nos demais (Sapporo, Nagoya e Fukuoka). Motivo porque nunca conseguiu nesse tempo nem mehor comentar, mas que ele estava feliz, isso era inegável. A tour de 2014 "WE'RE BROS. TOUR 2014 HUMAN" foi tão especial que, conseguiu fazer duas vezes no Kyocera Osaka Dome, incluiu três dias no Saitama Super Arena e ainda um show em Taiwan e dois em Hong Kong.

4. Comentarista de programa esportivo: Não somente nas Olimpíadas o Masaharu vai como enviado especial pela TV Asahi. Pelo canal pago WOWOW, ele é comentarista esportivo de luta livre, o UFC Nihon Taikai. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, além de fotografar, participou dos comentários do programa e escreveu artigos especiais para o Asahi Shimbun. As fotos podem ser vistas na edição especial da revista AERA ("AERA London 2012").

5. Continua na lista dos artistas queridos pelo público: Ok, o moço casou mas mesmo assim continua na lista dos preferidos na Oricon, no Goo Site e, na revista SPA!, foi o primeiro lugar na pesquisa dos mais favoritos pelo quinto ano consecutivo... Vamos ver este ano...


Fuyu no Daikanshasai sono 15 - Uma amostra dos concert goods que pôs pra vender - necessaire, porta moedas, toalha, cobertor, sacola, mug cup, petisco made in Nagasaki... (as camisetas estavam ao lado) Tudo planejado e aprovado pelo próprio artista!

6. Participa na confecção dos concert goods e na comida: No site oficial do Masaharu, tem a seção da lojinha dele, o Fukuyamaya (paródia descarada da rede de lojas de departamento, o Takashimaya), onde vende produtos sazonais e limitados, e produtos permanentes. Sem falar que outros itens, como os concert goods das últimas turnês, são vendidos no site da Amuse. A maioria são idéias do próprio Masaharu. Inclusive teve até molho de salada (estou falando sério!!!). Nos últimos shows de verão e inverno, tinha até barraca de comida, como black curry, frango frito e yakisoba, tudo receita dele. Até os cartões de ano Novo que envia para os membros do fã clube ele mesmo desenha (pulemos esse detalhe).


Comprem meus CDs e DVDs, ganhe um brinde e participe do sorteio! Faça um Masaharu feliz! (Nota: até a véspera do primeiro show, no dia 19 de dezembro, ninguém sabia se Masaharu estava ou não de bigode, devido às filmagens de SCOOP! e enquete feito pelo próprio staff do BROS. no Twitter)

7. Não tem vergonha de fazer propaganda de si mesmo: No Fuyu no Daikanshasai de 2014, no dia em que era limitado pra homens, ele esperava 18 mil pessoas. Compareceram quase 15 mil. No MC, ele prometeu repetir a dose com a casa cheia, ou seja, 18 mil pessoas no Pacifico Yokohama no ano seguinte. Daí no dia em que abriram as vendas, pelo fã clube, um membro poderia levar mais três com ele; vendas via site oficial pra quem fez cadastro no celular; venda via Lawson Ticket; venda pra quem telefonasse no programa de rádio (no Talking F.M. que passava aos domingos); venda pra quem telefonasse no dia em que passou o BROS. TV no site oficial, que foi ao vivo e aberto para quem não era membro... Do tipo: Masaharu apelou pra tudo pra conseguir lotar no dia 23 de dezembro, dia em que faria o show só pros homens. Dito e feito: conseguiu vender TODOS os ingressos...


Foto da revista AERA London 2012, especial quando Masaharu foi para Londres fazer matéria para a TV Asahi e Asahi Shimbun. A revista esgotou rápido demais ao ponto de terem que fazer nova reprintagem. A revista possui fotos dele próprio e de seus colegas, mostrando não somente os atletas, mas a cidade no geral.

8. Uniu hobby para ser profissão: No período que ficou afastado da música, Masaharu se dedicou a estudar fotografia, inspirado pelo famoso fotógrafo Shoji Ueda (que, inclusive, fez as fotos das capas dos singles "HELLO" e "HEAVEN"). A partir daí, para onde ele ia, a câmera ia junto. Resultado: várias exposições, um livro contendo suas melhores fotos, desde 2000 é fotógrafo pela TV Asahi nas Olimpíadas, já fez capas de álbuns e singles para outros artistas... A ironia é que o próximo filme que estreiará neste outono, ele interpreta um fotógrafo... mas pra revistas de fofocas.


Presentes que ganhei no dia que fui no Daikanshasai, dia 27 de dezembro - amostra do shampoo e tratamento Tsubaki (porque ele faz o CM e a música) e um frasco de 200g da Kewpie Mayonaise, que ele faz CM também.

9. Não basta fazer show, tem que dar presentinho: Sobre o Daikanshasai eu já falei o motivo do Masaharu realizar (quase) todo ano. Como não bastasse somente fazer os shows no fim de ano, ele dá presente para quem vai nos shows. Já teve bolinho (manjyu), catálogo limitado do produto que fazia comercial, maionese, amostra de cosméticos e até relógio de pulso!!! (O relógio era da marca Citizen, pois em 2007 ele fez uma série de comerciais da empresa, inclusive nas lojas tinha um panfleto gratuito, o Real Scale)

10. Ajuda os mais necessitados sem precisar de muita propaganda: Apesar que o evento anual da Amuse, o Act Against Aids, deveria ser bem mais divulgado (porque toda a renda do evento vai para a pesquisa para combater a AIDS tanto no Japão como no mundo), muitas vezes o Masaharu ajuda. Nos shows, além das bancas de vendas de concert goods, CDs, DVDs e inscrição do fã clube, a equipe do AAA está presente divulgando o projeto, além da entidade "Friends of Rumania", que aparece sempre nos créditos de seus álbuns, desde 1998. A entidade foi criada para ajudar a população do país a reerguer a cidade depois da guerra civil, ocorrida em 1989.

Que continue sempre na ativa mas com saúde! Como você sempre diz "Ainda nos encontraremos!!!"


Fotos: (na ordem) montagem da autora; site oficial em junho de 2015; site oficial em janeiro de 2014; da autora; site oficial em dezembro de 2015; da autora via revista AERA; da autora (os dois últimos).