Tuesday, June 20, 2017

Aquisições Recentes (Maio)

Costumo separar alguns trocados do meu salário (obtido arduamente depois de aguentar gente reclamona, perrengues, noites em claro, dormindo mal, etc.) para comprar algumas coisinhas para mim (leia-se revistas, mangas, CDs/DVDs, roupas, sapatos, whatever...). Mas procuro ver primeiro se realmente estou precisando ou se realmente vou usar (no caso de roupas e sapatos, se bem que até revistas e mangas estou parando pra pensar se compro ou não). E olha que recentemente fiz uma limpeza no meu guarda-roupa e o que tive de roupa que tive que desfazer...

Sapatos: Tive que desfazer de uns três pares por motivos de que já deu no que tinha que dar, e como eu mencionei uma vez, tenho o peito do pé alto e gordo, não é qualquer sapato que me serve, e pra piorar tenho dois calos que me incomodam pacas (mesmo tirando). E quando o sapato me serve, fica bem e não aperta, eu tenho que pagar o preço que tem, porque pra achar outro...

Como eu uso tênis diariamente para ir trabalhar e sair pra bater perna, nada melhor que um par apropriado para isso. Confesso que eu gosto muito dos modelos do New Balance, mas gostei do modelo Internationalist da NIKE. Além de confortável, é leve (no quesito peso). Outro modelo que adoro, mas tive que dar um tempo (por causa das dores que causavam), é o tradicional Converse All Star. Finalmente achei o modelo de cor branca (até então era a cor crua), que começou a ser vendido em meados de 2011, por causa do álbum "Popcorn" do Arashi, em que eles usavam esse modelo (de cano alto) e branco....

No mês retrasado eu havia comprado um sapato preto na earth music and ecology, mas tive que repassar adiante, acreditem, usei uma vez e quase morri de dores. E engraçado que no dia que experimentei e dei uma andada na loja, estava confortável, vai entender. Aí fui na loja que faz parceria com a mencionada, a Oriental Traffic, tinha um sapato cujo material era bem macio (tipo couro) e maleável. Experimentei e andei um bom tempinho na loja, percebi que não apertou nada, nem doeu, acabei levando. Ok, a cor seria um dourado mas não chama a atenção.



Roupas: Acabei de fazer uma bela "limpa" no guarda-roupa e nos gaveteiros e o que eu tive de roupa pra ser desfeita, dava até medo. Isso porque segui mais ou menos a dica da Lominha sobre como desfazer de roupas sem ter peso na consciência... Quando digo mais ou menos, eu caio no problema de camisetas (sejam elas de manga comprida ou curta) - tenho cerca de CINQUENTA peças e detalhe: uso sempre, porque não sou de usar a mesma camiseta por dois dias seguidos. E parecem novinhas porque conservo hehehe. Eu só desfaço delas quando acabam furando por desgaste.

Outro problema que eu tenho desde que me conheço: calças. Não é qualquer modelo que me serve e quando serve e fica bom, o preço dói na alma. Mas dependendo do que for, eu acabo comprando, porque se esperar pro ano que vem, ou coincidir meu salário com dia de liquidação com descontos maravilhosos...

Uma das marcas que gosto e sei que a maioria de suas roupas possuem caimento perfeito para mim, é a earth music and ecology (acho que eu falei isso antes). Cores bem neutras, ou de tons pastéis ou outonais, se souber combinar, não saem de moda. Por isso evito comprar modelos atuais, porque sei lá quando vão voltar. Mas eu nunca comprei calças nessa loja, por causa da modelagem (tenho quadril largo e coxas grossas, ainda mais que engordei). Mas desta vez resolvi arriscar e experimentei uma bem basicona, corte reto, o maior número que tinha disponível (aka tamanho large). Milagrosamente deu tudo certo, só tenho que me policiar pra não exagerar na comida...

Daí você experimenta uma camisa que gostou do modelito e acaba levando junto. Detalhe: ambas as peças já estavam com desconto, e como levei duas peças, ganhei mais desconto ainda. Resumindo; as duas peças custaram o preço original da calça (que sem desconto custava 4900 ienes).



CDs e DVDs: Um perigo quando a data do lançamento coincide com o do pagamento e meu bolso chora nessas horas. Pior ainda: compro e fica na estante esperando a sua vez de ser assistido, porque falta-me tempo suficiente para sentar na frente da TV e assistir. CD ainda é fácil, porque enquanto tento postar alguma coisa, fazer os afazeres de casa, eu ouço as músicas do CD, mas DVD...

(Nota mental: comprar logo uma TV e HDD recorder o mais rápido possível)

Muita gente poderia pensar - "mas você já não foi no show???". Dependendo, sim, mas a gente quer ter o DVD para rever quando quiser, de repente tem alguma cena que a gente perdeu (por causa do lugar onde sentou), algum bônus extra, quer rever mais vezes, chorar, se não cortaram o MC...

No caso da turnê "Arashi Live Tour 2016~2017 Are You Happy?", obviamente foi gravado no Tokyo Dome (eu fui no de Nagoya), e provavelmente deve ter uma (ou muita) coisa diferente do que ao vivo. Mas vida de fangirl é uma desgraça: não fica contente ter a versão regular - tem que ter a versão limitada também, porque este sim, tem muitos bônus, como o DVD da turnê "Japonism Arena" em 2016 que muita gente implorou, porque a turnê de 2015 se estendeu para as arenas (cuja capacidade são menores que os Domes) e teve muita diferença (fui nas duas turnês - em Nagoya Dome em 2015 e no Yokohama Arena, em 2016). E' que eu ainda não assisti, mas também não sei que dia foi gravado no YokoAri, mas se na música "Bolero" a câmera focalizou o Satoshi Ohno, eu estava na arquibancada bem atrás dele. *vai sonhando*

Mas a JE faz tudo pra lucrar, porque na edição regular, saiu o documentário da turnê (o chamado "backstage"), aí a gente tenta fazer um esforcinho e compra os dois, embora o DVD principal seja igual em ambas as edições.

(O que não acontece nos DVDs live do Masaharu, que a edição regular é só o show em si, enquanto a limitada trazia alguns ótimos bônus, como na turnê "HUMAN" que tinha o extra gravado em Hong Kong e Taiwan).

Daí você acaba encontrando os DVDs e CDs de um outro grupo que você gosta (e um dos motivos de eu ter levado um montão de unfollows, mas e daí?), e tenta achar por um precinho bem camarada, antes que supervalorize. No caso do Hey! Say! JUMP, dependendo do item, sai caro mesmo (especialmente itens da época de 2007~2011), mas felizmente até mesmo single limitado (que vem DVD do PV da música), encontrei quase de graça. O mesmo não acontecia com o DVD Live "JUMPing CARnival", de 2015: o limitado, que vem um DVD extra e o booklet com fotos do show, nunca que baixava o preço na loja de segunda mão (aka Mandarake), tive que esperar uns bons meses para conseguir pelo preço original da época que foi lançado. Um dos motivos de eu querer esse DVD Live, era porque eu tinha visto em partes no fandom. Tirando a meia vergonha alheia (mas que ficou fofo) em "Pet Shop Love Motion", o show em si foi bem mais agitado e menos rebuscado - o figurino era simples mas bonito. Diferente da turnê seguinte ("DEAR.", 2016), que pra mim salvavam (os figurinos) em "Masquerade", "Speed it up", "Konya Anata o Kudokimasu", "Chiku Taku" e "Mr. Flawless". (Gomen, Massu, gosto de você, mas parte dos figurinos que você fez o design, por favor...) OK, se tratando da JE, a gente espera de tudo.



Material de Papelaria: Acho que eu era bem mais, mas ultimamente até que estou me contendo em comprar canetas de todas as cores - compro aquelas de refil e fico feliz, melhor do que eu ter 484288389 canetas diferentes e no fim a tinta secar e jogar fora.

Como eu sempre estou estudando (porque quero sair logo dessa vida de ter que ficar consertando pecinhas e ouvindo comentário de gente ignorante), eu anoto tudo e passo a limpo, tudo bonitinho. Pior que isso vem desde o primário. Claro que procuro não deixar o texto poluído com tanta cor, mas item importante a gente escreve com uma cor diferente para dar maior destaque.

As canetas que geralmente eu uso, são das marcas Zebra (da linha Sarasa, que são mais macias de escrever, e da Prefill, cujas cargas são fáceis de encontrar) e da PILOT (linha Hi-TEC C Coleto, que agora encontram os refis aos montes).

A respeito de lapiseiras, ainda mantenho a minha antiga dos tempos de faculdade (sem marca definida) e a Kurotoga. Pensei em usar grafite colorido para destacar nas anotações, mas na época que eu tinha comprado, sumiram do mercado e nem usei mais. Mas agora surgiram de novo...

Outra coisa que comecei a comprar são as masking tape ou washi tape, que são fitas adesivas feitas de papel encerado mas fáceis de cortar até sem tesoura. Não lembro quando foi que começou essa onda de fitas de tudo o que é padronagem, mas confesso que demorei para saber como se usa. Praticamente, uso em tudo, inclui aí minha agenda, que, quando não escrevo nada, acabo escrevendo alguma coisa e decorando com as fitas.

Aí comecei a seguir algumas no Instagram, e olha, tem que ter muita criatividade para fazer tal coisa, algo que eu preciso voltar a ter urgente.



Reconhecendo que na verdade preciso dar um tempo nessas compras e me concentrar em comprar um PC ou notebook novo, porque o atual anda aos trancos e barrancos e mais dia, menos dia, ele vai me deixar na mão...


Fotos: todas da autora.

Sunday, June 11, 2017

Fatos Aleatórios da Vida que segue



Todo dia eu agradeço pelo dia que passou e pelo dia que chega. Agradeço pelo fato de eu ter saúde e condição para trabalhar e fazer as coisas que eu gosto. Agradeço por eu ter tido a oportunidade de estar aqui no Exterior e não reclamar de tudo, porque tem muita gente que gostaria de estar no meu lugar e não pode/não consegue por uma série de fatores.



Até hoje existem pessoas que se espantam ou fazem troça de mim pelo fato de eu sempre agradecer antes e depois de comer. Qualquer coisa, seja um docinho até um banquete completo. Meus pais sempre me ensinaram a agradecer pela refeição, porque até hoje eles falam o quanto sofreram na pós-guerra.



Faço a egípcia quando tiram sarro dos meu obentobako que trago minha comida diariamente - eles são pequenos, com desenhos fofos, e quem me conhece, eu quase não como tanto assim (como o suficiente para me saciar, jogar fora é mottainai). Já teve gente que chegou a dizer que "se você estivesse no Brasil, eles iam rir da sua cara".



Mesmo estando quase duas décadas aqui, eu me empenho em estudar a língua japonesa quase todo dia, seja em casa, seja fazendo aulas em entidades do governo. Motivo: eu quero mudar de vida, apenas isso.


Um dos motivos de eu querer mudar de vida (por isso estou estudando), é me livrar de gente que vive reclamando de tudo no ambiente de trabalho. Eu sei que nada é perfeito, mas a vida já é difícil, pra que aumentar a dificuldade mais ainda?


Muitas vezes tive vontade de dizer para as pessoas que vivem reclamando do estilo de vida daqui, "pega suas coisas e volta de onde veio", mas conto até vinte, respiro fundo e deixo quieto, porque não vale a pena discutir com gente tacanha.


Tenho um defeito deveras grave que é discordar de muitas coisas que as pessoas falam. Dependendo do que for, mas eu já perdi muita amizade dessa forma. Mas tem gente que não dá pra ficar concordando com tudo a contragosto e deixá-la com ar cínico de que "sou a última bolacha do pacote".


Tem gente que acha que ser educado é a mesma coisa que ser idiota. Se a gente é mal educada, acham ruim. Se a gente pede com educação, acham ruim do mesmo jeito, então como ficamos?



Apesar de tudo que enfrento no meu cotidiano, tento seguir meu caminho, trabalhando, estudando, lendo, me distraindo da forma que eu posso, porque a pior coisa, pelo menos para mim, é você ficar na modorra sem fazer nada e depois chegar a conclusão que perdeu anos de sua vida sem ter feito nada.

Fotos: Todas da autora.

Saturday, June 03, 2017

Chegamos na metade do ano

Quando entra o mês de junho, eu sempre digo: o tempo voou e daqui a pouco o ano acaba, e no final penso se fiz muita coisa nesse tempo todo ou eu fiz tudo por osmose, porque até semana passada ainda era ano Novo...

Janeiro

Passei a virada do ano num lugar que detesto (numa danceteria) e passei o restante do feriado prolongado de cama, graças a 38 graus de febre e cabeça estourando de tanta dor. Nota mental: inventar algum evento aleatório na virada do ano para não passar nervoso depois, como Johnny's Countdown ou Fuyu no Daikanshasai. Trabalhei nos dois últimos sábados, garanti ingresso pro show do Paul McCartney em abril, fui pra Kyoto visitar a Mina depois de muito tempo, conheci Fujimi Inari, o centro financeiro e o Museu do Mangá. Nevou o suficiente pra ficar em casa

Fevereiro

Mudei o corte de cabelo, atendente supersimpática. Family Damashi em Tóquio. Masaharu completando 48 anos. Mais dois sábados de trabalho e restando domingo pra dormir, fazer algo aleatório, que seja.

Março

Dois eventos de doujinshi no mesmo mês, pegar encomenda de CD, encomenda de calendário, mais dois sábados quase morrendo de trabalhar. Renovação de passaporte que me levou quase o dia todo, mas recomendo o pequeno restaurante de comida brasileira que fica em frente ao Consulado em Nagoya que vale o iene investido. Dia de ir ao cinema no dia que foi em um evento pra aproveitar o tempo livre, "Karera ga Honki de Amutoki wa," que eu amei.

Abril

Novamente retocar a cor das madeixas. Inicio do curso de Língua Japonesa. A Páscoa veio e eu perdida nas datas. Dois sábados de trabalho e eu querendo matar alguém. Entrada de renovação de visto de permanência. Show do Sir Paul McCartney no Tokyo Dome!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Maio

Cinco dias de merecidas folgas. Mais uma inscrição de FC. Ida em Outlet pra encontrar azamiga e gastar o que não pode. Waku Waku Gakkou. Arena Tour. DVD de tour. Dia de ir ao cinema no dia de estréia porque comprou antecipado, "Peach Girl", filme bem shoujo daqueles bem bobinhos mas cheio de amor pra dar e esquecer os problemas. Osaka e evento Family Damashi. Novamente cinema, a convite da amiga pra assistir "Guardiões da Galáxia 2". Nunca ri tanto na minha vida. Passeio em Nagoya com os colegas de curso e quase morrendo de sono a semana toda no trabalho. Não, não trabalhei nos sábados, mas ainda quero dar uns tapas em algumas pessoas pra ver se tomam tento na vida.

Agora entramos em junho, mês do namorido, do Paul, do gamer addict e do hakumai lover. E eu pensando como realmente o ano voou e nem percebi. Agora, manter o ritmo, planejar o que fazer daqui pra frente e tentar mudar aqui e ali, porque ficar na modorra não dá mesmo.