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Saturday, March 31, 2018

What The World Needs Now is Love

☆ Quem me encontrar no FB, vai ver eu postando alguma coisa do Empório, repassando frases fofas, fotos de gatinhos, fotos dos ídalos, alguma receita aleatória, café, e alguma coisa do meu Instagram. No máximo, alguma informação do Outubro Rosa e Pink Ribbon.

☆ Twitter ainda continua sendo meu meio de comunicação nas redes sociais.

☆ Final de ano é época de faxina, certo? Foi o que eu fiz no FB e Twitter, porque não estou a fim de ficar lendo mensagem pessimista e negativa no Ano Novo.

☆ Respeitar opinião alheia não dói. O que dói é desejar até a morte e romper laços de amizade.

☆ Confesso que já fui bem radical ao ponto de perder muitas amizades e tempo. Hoje eu tento equilibrar e separar as coisas. E parar para pensar se posto algum comentário, porque já fui na raiva e o resultado não foi dos melhores...

☆ Falando em postar comentário com raiva porque não gostou do que leu, antes só faltava entrar na porrada mesmo, hoje, ignoro 99,9% do que comentam (mas sempre tem aquele 0,1% que a gente acaba falando umas verdades...)

☆ Prefiro lotar meu feed do FB com imagens fofas e inofensivas, Ok, às vezes escapa uma xícara de café, um prato de comida, algum ídalo aleatório de quem vos posta aqui ...

Antes que muita gente venha me bombardear com mensagens de repúdio, eu explico: não pensem que estou tapando o sol com a peneira. Eu acompanho tudo porque rede social existe pra isso (via fontes confiáveis, claro), mas só observo, porque se for comentar, eu tenho certeza que só não sai porrada porque estou do outro lado da tela e do mundo, literalmente. Eu prefiro acompanhar e interagir com gente que batalha o dia a dia, faz sem reclamar, e põe a mão na massa. E' fácil ficar sentado e reclamar de tudo, mas tomar alguma providência que é bom, cadê?

Eu confesso que às vezes a preguiça me domina, mas nem sempre é cansaço físico. Tem horas que a gente quer desistir de acreditar na humanidade, mas a gente dá aquela refletida de um minuto e arranja forças pra lutar.

O que o mundo precisa agora é amor, doce amor
E' a única coisa que tem um pouco no momento
O que o mundo precisa agora é amor, doce amor
Não, não apenas para alguns, mas para todos...
                        - Jackie DeShannon "What the World Needs Now is Love"

Wednesday, March 21, 2018

Quando Brincar de Cosplay e Crossdresser vira assunto sério... (Parte 3)

(Qualquer dúvida, relembrem a primeira e a segunda partes...)

Na verdade, era para ter feito essa postagem faz algum tempo, e só criei vergonha na cara depois que no FB minha amiga Lene havia postado uma foto de anos atrás sobre o dia da Mulher versão ídolos da JE devidamente caracterizados como uma, com direito a maquiagem e tudo.

(yellowgold via weibo - essa montagem me passaram no FB em 2003, por isso que tá faltando gente aí. E como tem muito idol que não era/sou familiarizada, mesmo pedindo ajuda, a gente ficou sem saber ou tá na dúvida, porque a maioria fez esses ensaios em revistas como myojo, wink up, etc., e tá que a gente compra. Da esquerda pra direita - Yuma Nakayama, Satoshi Ohno, Kento Nakajima, Kazuya Kamenashi, Tomohisa Yamashita, Ryo Nishikido, Tadayoshi Ohkura, Yuta Tamamori, Ryosuke Yamada, Masaki Aiba, Yuya Tegoshi, Ryuhei Maruyama, (o 13o ninguém conseguiu identificar), Fuuma KIkuchi, Taisuke Fujigaya, Kazunari Ninomiya, Marius Yo, (o 18o. também ninguém descobriu), Yuuri Chinen e Toma Ikuta.)

Friday, March 16, 2018

[Lista] Os Gatos de Anime favoritos da Autora

(POR FAVOR MINHA GENTE, ESSE GATO NAO CONTA!!!)

Pouca gente sabe, mas eu gosto muito de gatos, embora nunca tive um de estimação (um dos motivos é que onde moro não posso ter, e mesmo se eu tivesse, acho que morreria de dó de deixar o bichano sozinho devido a minha vida de trabalho, se bem que tem gente que consegue conciliar, mas aí seria outra história). Mas se eu ver um bichano na frente, só falta eu dar uma de Felícia e não largar mais. Mesmo se eu levar uns arranhões do felino.

Aí que no dia 22 de fevereiro, no Japão, nas redes sociais instituiram o "Dia dos Gatos", porque, no japonês, a forma da data 222 vira "ni-ni-ni" ou já adaptam e vira "nya-nya-nya", que é o miado [dos gatos daqui do arquipélago]. Aí que no Twitter a gente floodou imagens de gatinhos fofinhos e meigos.


Foi a partir disso que pensei em fazer um post sobre os gatos que gosto nos animes e quadrinhos que ando lendo. Mas são poucos, porque senão a postagem vai longe demais e sei que muita gente não tem paciência pra ler.

Tá certo, eu deveria ter postado no dia, mas como depois que voltei das férias, eu logo peguei no batente, até eu conseguir ajustar o horário (que ainda está estranho), comer direito e fazer os deveres de casa, acabei postergando o artigo, mas ainda tá valendo.

Só lembrando que não está na ordem de preferência, e vai ser óbvio que vai faltar bichano aqui, mas são os que eu lembro mesmo...



Hello Kitty: Falar dela é chover no molhado, porque é a personagem mais popular do Japão e também em muitos países no Exterior. Embora a Sanrio (empresa que licencia a personagem) tenha diversos caracteres famosos (como My Melody, Little Twin Stars, etc.), a gatinha continua sendo a mais requisitada no assunto merchandise, com direito a várias parcerias com outros personagens (como Doraemon), lojas (Lawson e Mister Donuts) e até com artistas (SMAP e Golden Bomber). E vocês pensam que só as crianças gostam dela? Até senhoras e inclusive rapazes e adultos não resistiram. Tanto que tem um manga e anime relacionado aos personagens da Sanrio - o "Sanrio Danshi" (ou Sanrio Boys), publicado pela Flower Comics, em parceria com a empresa dos personagens.

Recentemente, nas férias no Brasil, soube que a única loja que existia, fechou, devido a uns indivíduos de mente fechada e com muito ódio no coração, relacionaram a Hello Kitty com o demo (vê se pode uma coisa dessas!!!)



Doraemon: Criado nos anos 60 por Fujiko Fujio, é também um dos personagens mais famosos no Japão, ao lado da Hello Kitty (tanto que em 2015, a Sanrio fez parceria com a Fujiko Fujio e sairam um monte de goods do Doraemon com a Hello Kitty, se bem que muitas lojas da Sanrio vendem goods do gato azul). Doraemon seria um gato robô que perdeu as orelhas porque um rato comeu-as, que todo mundo queria ter, especialmente a porta que leva para outros mundos. Por ele ser do futuro, Doraemon traz as bugigangas que nem existem no nosso tempo, para ajudar o atrapalhado Nobita e envolver em muitas aventuras.

 O anime ainda faz tanto sucesso que, quase que anualmente sai um OVA nos cinemas. E sempre tem um artista diferente que faz a música do filme, com direito até participação especial no anime regular, como Gen Hoshino, Perfume, Masaharu Fukuyama, miwa, Motohiro Hata, Ken Hirai, Masayoshi Yamazaki, Kis-My-Ft2, entre muitos.


Nyanko-sensei: Esse foi de tanto as minhas amigas do Twitter, FB e Instagram, a Eli e a Mika, mencionarem MUITO o anime "Natsume Yujincho". Resolvi conferir quando vi no YT alguns episódios aleatórios. Resultado: indo a busca de mangas atrasados, porque é publicado desde 2003 e já está no 22o. volume e continua seguindo. E fora tentar fazer a maratona das seis temporadas e três OVAs (ainda bem que minha operadora de celular tem o aplicativo que dá pra assistir animes antigos e recentes...). O mais engraçado é que, embora o protagonista seja Takashi Natsume, um adolescente que consegue ver espíritos, o gato de estimação (que na verdade também é um espírito) chamado Nyanko-sensei é quem virou o personagem mais popular da história!!! Também pudera - alguém aí já viu um gato branco com mancha laranja e cinza, gordo e gosta de beber, e ainda é como se fosse o guarda-costas do dono mas com segundas intenções (aka tomar posse do tal Livro dos Amigos assim que Natsume ir desta pra melhor)?

Nota mental da autora: vai acabar saindo resenha desse mangá em breve...



Luna: Quem assistiu ao anime Sailor Moon, vai lembrar da gata preta com uma lua na testa que foi salva por Usagi (Serena) Tsukino. Luna, na verdade, seria um dos três gatos guardiões do Reino da Lua e ela tornou-se encarregada em dar tarefas para Usagi, bem como entregou o broche de transformação para ela, e as canetas de transformação para as Sailors Mercúrio, Marte e Júpiter. A gata acreditava que Usagi era a reencarnação da Princesa da Lua, por isso que confiava nela, até dando inúmeros conselhos para a garota, que apesar de ter bom coração, era muito atrapalhada. O mais curioso é que, por alguns capítulos, Luna era tratada como macho, quando foi transmitido em Portugal (e Artemis, o outro guardião, era macho, mas em Portugal era tratado como fêmea).

Vergonha alheia da autora: Por mais que tenha passado, reprisado, e reprisado novamente, eu nunca consegui acompanhar esse anime, e olha que sei mais ou menos o enredo de tanto que minhas amigas comentavam. Na época que passou no Brasil, pela primeira vez, eu acompanhei muito mais "As Guerreiras Mágicas de Rayearth", me julguem.




Jiji: Na animação de Hayao Miyazaki, "Majo no Takkyuubin" (ou "Kiki's Delivery Service"), Jiji era o gato de estimação de Kiki, uma aprendiz de bruxa que faz serviços de entregas expressas

Vergonha alheia da autora parte 2: Até hoje NAO assisti esse anime, e só conheço a história de tanto que comentaram e descobri por causa da música da Yumi Matsutoya, "Rouge no Dengon" (estava creditada como Yumi Arai, seu sobrenome de solteira, porque a música foi lançada em 1975, antes de casar com o produtor Masataka Matsutoya).

Eu sei que tá faltando bichano, eu sei. Mas se eu postar todos que eu lembro, vai ficar muito mais extenso do que já está.


Bem, nem todos morrem de amores pelos simpáticos felinos, né.

Fontes: Wikipedia Japan. Imagens, Twitter, Google de sites aleatórios, que a gente esquece de marcar de onde coletamos, desculpas sinceras.

Thursday, March 15, 2018

Mangás e como fazer bom proveito disso tudo

Uma pequena amostra do que eu tenho, mas como essa foto é de uma encarnação passada, obviamente aumentou e muito, e tenho que fazer mágica nas minhas estantes para caber tudo.

Quem me conhece sabe que eu sou aloka dos mangás, mas não cheguei ao ponto de ser como meus irmãos que tem o cafofo repleto de prateleiras lotadas de mangás, mesmo porque espaço físico nunca foi o forte no meu apartamento, ainda mais no Japão, que a gente tem que dar um de mágico pra fazer caber as coisas, ou seja, quanto menos, mais fácil de achar as coisas.

Eu tenho uma coleção moderada, mas existem mangás que eu não consigo acompanhar nem pedindo (como "One Piece" e "Meitantei Conan", por exemplo, que já passaram de 100 volumes e continuam); nesse caso, eu prefiro já ler os que já encerraram. Apesar de que eu tenho uns três títulos que estão ainda sendo publicados e sei lá quando encerram.

Ultimamente, estou lendo alguns por motivos de 1) recomendação de amigos e 2) gostou do live action ou anime e resolveu saber mais do assunto. O duro que quando se empolga, resolve correr atrás pra saber como começou, como está o andamento...

É fato que existem pessoas que não curtem mangá ou anime ou as duas coisas, mas tenho que respeitar a opinião delas, afinal, gosto nunca se discutiu. (O duro é quando a pessoa generaliza ao ponto de perder a amizade) Mas a gente faz o que pode.

Além dos motivos mencionados, outros fatores contribuem para que eu leia mais e assistir mais ainda (era algo que eu tinha perdido o hábito depois que eu havia mudado de emprego):


Muitas vezes eu tenho que recorrer aos dicionários para tentar entender a frase. Mesmo com furigana junto aos kanji na maioria dos mangas, eu ainda não sei nem 50% do que deveria. Por isso que tenho na estante sempre à mão, o Kodansha Kanji Learner's Dictionary (eu recomendo, tem até os passos de como se escreve o caracter) e o Nihongo Bunkei Shiten Eigo Ban ou Guia de Dicas da Gramática Japonesa com tradução em Inglês, que traz a explicação e exemplos. Em Inglês, porque eu consigo entender melhor (e eu preciso voltar a estudar também).

Auxílio nos meus estudos da língua japonesa: No caso dos mangás, eu consigo ler e tentar entender ao menos boa parte do enredo. As palavras que eu fico com cara de interrogação, chego a anotar e procurar no dicionário. Na maioria das vezes, o dicionário fica ao lado pra qualquer eventualidade. Acreditem, se quiserem: foi lendo muitos quadrinhos quando criança, não tive dificuldades no aprendizado. E leio até hoje. Muito embora os mangás possuam linguagem coloquial demais, muitas vezes vale a pena procurar aqueles chamados "época do xogunato", que a linguagem seria mais formal, mas o duro quando se encontram palavras que ninguém usa mais hoje em dia.

No caso de anime, eu treino muito a audição, para entender o que falam. Se eu conseguir entender metade da frase, já seria lucro. Claro, o certo seria entender tudo para não entrar em desespero no próximo exame JLPT, mas vamos por doses homeopáticas. O mesmo eu faço com filmes: som original sem legendas, se bem que quando assisto meus doramas, eu costumo colocar com legendas (em japonês mesmo) para não ficar tão perdida mais do já fica (especialmente doramas médicos e doramas jurídicos). Agora, treinar como falar fluentemente que seria bom, necas, porque o mais chato nisso tudo é não ter gente pra conversar sobre o assunto, aí sobram as redes sociais e no fim acabo ficando mais fluente escrevendo e lendo do que ouvindo e falando...

Estimula a memória: Não sei vocês, mas eu consigo treinar minha memória com tudo isso - lendo, assistindo, ouvindo -, porque se eu memorizo, eu acabo guardando muitas palavras que podem ser muito úteis no meu cotidiano. Mas isso tem que ser um hábito diário, não de vez em quando quase nunca como aconteceu nos últimos anos, que até pra ler mangá eu tava num desânimo daqueles.


Japão não é só Tóquio - alguns mangas que andei lendo, fogem dessa área. "Sakamichi no Apollon", quase toda a história se passa em Sasebo, Nagasaki (algumas partes se passam em Tóquio). "Kamisama no Karute" (baseado no livro do mesmo nome, na foto, é a versão do filme. A história se passa em Nagano) e "Natsume Yujincho" (embora não mencione exatamente onde se passa a história, pelo cenário, e segundo que li em alguns sites relacionados, a história foi inspirada na cidade de Hitoyoshi, Kumamoto - aliás, é a cidade natal do artista Teruyoshi Uchimura)

Viagens: Existem muitos doramas, animes e mangás que fogem do cenário Tóquio. Quando existe alguma cena marcante, acaba virando ponto turístico (aka o famoso ponto de encontro entre Makino e Doumyoji em HanaDan, que fica em Ebisu), isso quando o ponto turístico já existente acaba virando parada obrigatória quando vai viajar para determinado lugar.

Confesso que tem muitos lugares que eu morro de vontade de conhecer, embora nos quadrinhos alterem muita coisa ou é criação do autor, e em filmes a maioria é cenografia, mas existem lugares que são reais e que valerá muito a pena conferir de perto, como o lado "velho" de Tóquio ("San-gatsu no Lion"), Nagasaki ("Sakamichi no Apollon") ou Fukui ("Ao no Honoo"), entre muitos.

Eventos Históricos: O filão mais explorado pelos mangakas, autores de doramas e na literatura, seria o período do xogunato, era Meiji até a Segunda Guerra Mundial. Muito embora muitas histórias colocam como pano de fundo esses eventos históricos, nunca é demais saber sobre o que aconteceu e o que mudou na história atual.

O mais engraçado é que eu quase nem leio esse tipo de mangá e olha que li o Rurouni Kenshin inteiro, mas se for contar filmes, pelo menos três ou quatro. Daí o pessoal quer saber mais sobre as cidades onde ambientam as histórias - típico no caso dos taiga dorama da NHK, onde geralmente a história se passa em província X. E por ser baseado em fatos reais, aí que a coisa esquenta. Uma dica pra taiga dorama: tem que ter paciência pra assistir, porque dura o ano todo, com capítulos semanais. Pra quem quiser algo mais levinho, assistam assadora da mesma emissora - são capítulos diários de quinze minutos cada e depois se transformam em dois ou quatro DVDs no final.

Voltando ao manga histórico: também pode ser útil para quem estiver estudando para pesquisar mais sobre o que realmente aconteceu nas eras passadas. Ou também conhecer a cidade onde se passa a trama (vide item anterior).

Baseado em Fatos Reais: Falando nisso no item anterior, existem aqueles mangás que adaptam de livros para melhor compreensão (confesso que estou tentando ler alguns livros literalmente falando, mas tenho que ter paciência e um dicionário de kanji ao lado, ou se viajo, usar os recursos no smartphone). Embora eu já tenha lido alguns comentários que no manga muita coisa acaba se perdendo ou mudando algum item ou outro, pra mim seria normal, já que quando faz um live action, a coisa fica mais diferente ainda, mas vamos tentar relevar e imaginar que seria uma história em universo [muito mais do que] alternativo. Porém, nos casos de mangas baseados em fatos reais, nem tem como a gente imaginar no universo alternativo. Em outras palavras, eu tento evitar ler esse tipo de manga.

Seja como for, para mim manga é uma das formas que eu tenho para me distrair e aprender. Também é tratado como hobby, tanto que em enquetes, perguntam "que tipo de hobby você tem", tem o item manga no meio das alternativas.

Mas, para quem não curte muito o assunto, não vou forçar ninguém a gostar. Vai de qualquer um, desde que respeite o gosto alheio.

Fotos: todas do acervo pessoal da autora.