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Sunday, May 27, 2018

A Vida Continua

Acontece quase toda vez que estou trabalhando, eu acabo pensando demais sobre o que postar, o que fazer da vida, o que vou preparar pra janta. Nesse pensar demais, acabo nem fazendo metade do que planejo, o que seria um sinal amarelo pra vermelho, e pode ser tarde demais.

Mas existem muitas coisas que nunca são tarde demais para fazer, tal como estudar, passear, aprender, tirar um dia pra não fazer nada (o que eu quero dizer, não ter afazeres domésticos, só ficar assistindo doramas, ouvindo música, estudando em casa...).

Com muitos eventos acontecendo recentemente, eu só acompanhei, e sequer comentei nas redes sociais. Aí mora o perigo: qualquer coisa que você opinar, acaba voltando contra você. Ou concordo (meio que muito a contragosto) para não acabar com as amizades, ou tenta explicar seu ponto de vista e acaba terminando em choradeira mais término de amizade. O que já aconteceu comigo no passado e quero evitar depois dessa.


Muitas vezes eu me pego pensando: "amigo de verdade é aquele que entende o ponto de vista de outro, argumenta e no final a amizade continua na maior paz", mas isso na terioria, porque na prática a história muda... E para evitar a fadiga, prefiro nem discutir. E' ruim não participar de uma discussão em redes sociais? Dependendo do que for, é melhor. Mas por outro lado, pega a falta de comunicação na vida moderna.

Já mencionei até aqui no Empório que, alguns assuntos eu prefiro nem abordar pra não voar facas e pedras, como religião e política. Mesmo até sobre música corro o risco de terminarem amizade comigo porque, todos sabem, meu gosto musical é bem variado. Do clássico pra guilty pleasure (aka vergonha alheia). Se falar vida no exterior, então...

Confesso que no passado eu já fui uma pessoa que discutia, discordava e muito. Não sei se é que a idade vai avançando, eu paro muito pra pensar no que vou falar (embora algumas vezes já me exaltei), porque de cabeça quente nem pensar direito, eu consigo. Melhor esperar esfriar pra depois ver o que dá.

Conheço gente que se exalta, fala o que quer, o que pensa, o que acha. Mas eu procuro tentar entender o motivo de tanta revolta, tanta exaltação. Ultimamente, fico quieta, nem comento, a vida segue. Nem que for aos poucos, nem que por dentro a gente esteja devastado, mas temos que continuar, porque ficar parado, enferruja, estagna.

No meu tweet de 13 de maio, eu postei o seguinte " Não sei, mas mesmo com tanta coisa que aconteceu, só tenho em mente de que a vida continua e seguirmos em frente e guardar coisas boas do passado e aprendermos com os erros."


Muito porque eu li tantos comentários de raiva e desesperança, que muitas vezes eu parei pra pensar se essas pessoas não estão com algum problema (de qualquer natureza) e querem ajuda (conversar numa boa), mas quando estão num estado de euforia, tenho medo de falar algo que desagrade e eu acabe lendo/ouvindo o que não quero. Ou porque eu não sei como lidar com certas coisas sem que as pessoas levem pelo lado depreciativo.

Nessas horas, é melhor eu ficar no meu canto, somente observando. Porque eu sei que, se eu resolver comentar...

Mas a vida continua, seguimos adiante e enfrentemos as adversidades do dia a dia.

Imagens: facebook e da autora.




Friday, May 18, 2018

Da próxima, vê se me ouve!



Segundo domingo de maio, em (quase) todo o mundo, é dia das mães, e, claro, as redes sociais lotam de mensagens e fotos. Daí vão me perguntar: "você não postou a sua?". Bem, não. A verdade é que minha mãe detesta ser fotografada, e se tenho recente, são poucas...

Mas não condeno ninguém em homenagear a mãe, porque existem muitas formas de expressar nosso amor por elas. Desde que fui morar no exterior, costumo conversar com ela uma vez por mês, porque se eu ligar duas vezes num mês, ela já fica desesperada.

Mesmo eu quase entrando na versão 4.8 da vida, morando no exterior e já tocando a vida, ainda escuto as mesmas broncas que eu ouvia quando criança. Como não pensamos em ter herdeiros, às vezes me pego descontando no namorido (que também dá o troco, essas coisas acontecem), mas certamente, se tivéssemos filhos, eles iam ouvir as mesmas frases que a gente ouvia quando na tenra idade. Pois é, essas coisas a gente acaba herdando, não tem jeito...

(Observação: essa postagem foi inspirada no saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", no texto "Vou contar até três!". Quem tiver o livro "E' Impossível Ler Um Só", esse texto está lá.)

Tá pensando que sou dona da Eletropaulo?  Ou da Light, ou qualquer companhia fornecedora de energia elétrica onde mora. Desconsidere o erro de sociedade civil, pois minha mãe não estudou essas coisas, mas a frase até hoje perdura em casa, quando eu esqueço a luz acesa onde não precisa, especialmente do banheiro. Uma variante, era o do saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", que as autoras ouviam das mães "sócia da Light".

Da próxima vez, vê se me ouve! Mãe nem precisa assistir noticiário pra ver a previsão do tempo, pelo menos a minha, sempre acertava. Guarda-chuva e casaco eram itens que eu só lembrava deles quando chovia ou esfriava. E quando saía de casa, era minha mãe dizer "leva o casaco que vai esfriar", "leva o guarda-chuva", e era batata. Perdi as contas de quantas vezes eu voltava pra casa ensopada ou reclamando do frio ou as duas coisas, e minha mãe "eu avisei".

Doce só depois da janta! Ou almoço. Se tinha sobremesa, a gente só podia comer depois da refeição. Se a gente comesse antes, era minha mãe avisando "depois não vai conseguir comer nada". Isso ficou na minha memória que até hoje eu deixo pra comer a sobremesa depois do almoço ou janta. Mas isso não se aplica até hoje pro namorido, porque ele come a sobremesa primeiro e depois a refeição principal.

Esse é pra(s) Visita(s)! Pelo menos em casa era assim: era minha mãe fazer bolo diferente e algo mais, era certeza que vinham visitas. Normalmente, eram meus tios de cidade distante ou o ojisan que vinha fazer a missa em casa (quem é descendente de japoneses sabe do que eu estou falando). E nada de comer antes delas, tinha que esperar as visitas comerem primeiro, pra depois a gente tentar comer. Mas minha mãe sempre deixava feito a mais para nós, caso não sobrasse. Porém, essa frase vinha com um complemento...

... e não me faça passar vergonha, viu? Acho que de tanto que minha mãe falava isso, até hoje, quando vou na casa de outras pessoas, eu ainda tenho vergonha até de pedir um copo de água. Se o anfitrião não fala nada, bem provável que eu passe sede. Toda vez que vinham visitas ou a gente ia na casa dos outros (aka parentes), a gente tinha que tentar se comportar, evitar de falar alguma bobagem, porque no final era uma senhora de uma bronca...

Um dia, você vai me agradecer por isso!

Com certeza, mãe, com certeza.... ❤

Imagem: Snoopy FB page

Saturday, May 12, 2018

[J-Dorama] Tokio ~ Chichi e no Dengon (トキオ~父への伝言, 2004)

Relação entre sempai - kouhai da JE em Doramas (Parte 7)

Caramba, passou um ano e pouco depois que eu postei o último da saga que sei lá se vai ter fim???

Thursday, May 03, 2018

[Manga Time] Hagane no Renkinjutsushi



Hagane no Renkinjutsushi (2001~2010). A saga dos irmãos alquimistas Edward e Alphonse Elric em busca da Pedra Filosofal, que seria essencial para trazer seus corpos de volta, já que numa tentativa desastrosa de trazer a falecida mãe de volta, Edward perdeu a perna esquerda e, para recuperar a alma do irmão, sacrificou o braço direito. Mas para conseguir o tal artefato, Ed, que conseguiu o título de Alquimista Federal, tem que enfrentar os homúnculos, que também querem dominar o território.