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Sunday, December 29, 2019

Quatorze anos

Atrasado, eu sei, mas antes tarde do que nunca mais.

Dia 3 de dezembro, este lugar completou mais um ano. Ou seja, se eu comecei a postar aqui em 2005, obviamente este ano, o Empório está com quatorze anos no ar!!!

Claro que nesses quatorze anos aconteceu de tudo um pouco comigo nessas postagens - muitas críticas, muitos elogios, postagens que sumiram do nada, tive ano que postava quase todo dia, ultimamente, nem posto nem um quarto do que era antes, perdi emprego, consegui temporários, ganhei dores de cabeça, ganhei antipatia de gente em algumas redes sociais, ganhei amigos, perdi gente boa, segui em frente, consegui um emprego novo, mudei de cidade, fui em concertos e filmes, fui em muitos eventos, comi demais e de menos...

Mas estamos aí, como dizem numa música "vivo e quicando". E sempre enxergar o futuro, vivendo o presente e lembrando das coisas boas do passado.

Que ainda eu continue postando, passando novidades, curiosidades e dicas. Não vou prometer que será com frequência como antes, mas farei o possível para não ser tão relapsa como venho sendo ultimamente.

Bem, se é pra postar, que seja algo bem feito...

E que eu consiga realizar boa parte do que planejo (este ano não posso reclamar, porque a maioria do que planejei, consegui efetuar).

Sunday, December 22, 2019

"Mamãe, obrigado por sempre dar à luz"

Quem é fã do Arashi e acompanha o programa "VS Arashi" vai entender a frase.


Bem, dia 26 de novembro, o líder do grupo, Satoshi Ohno, completou mais um ano de vida, ou seja, 39 anos!!! Não parece, né? Pois é...

O que é impressionante é que, por trás dessa tranquilidade, temos uma pessoa criativa - faz coreografias, desenha, pinta, faz exposições... Mas, e no quesito interpretação? Para quem não sabia e chegou agora, Ohno, antes de entrar no Arashi, por cinco anos atuou em teatro e musicais, sendo que, um dos mais conhecidos era o "KYO TO KYO". Por conta deste espetáculo, ele teve que morar um ano em Kyoto, já que a maioria das apresentações era lá, e por isso ele era menos conhecido nos concertos. E também, por ter trabalhado por meio ano com outro subgrupo, o Musical Academy, aprendeu a dançar e a coreografar (Nota: um dos ex-membros do Musical Academy, Tomoyuki Yara, dirigiu as coreografias do Arashi - "Crazy Moon" e "One Love").

Mesmo integrando no Arashi, Ohno atuou mais em teatro do que na TV. Quando atuou na TV, era em um capítulo aleatório ou em doramas especiais. Mas a coisa mudou depois que protagonizou em "Maou", em 2008.

Então, nesta postagem, vou destacar os doramas que nosso querido Riida (apelido carinhoso do Ohno) protagonizou e sei que muita gente vai lembrar...


- Maou (2008): Refilmagem do drama coreano "The Devil". Ryo Naruse (Satoshi Ohno) é um advogado que tem dupla personalidade - por um lado, ele ajuda os menos favorecidos, e por outro, ele procura vingar a morte de seu irmão. Naoto Serizawa (Toma Ikuta) é um investigador que tenta esconder seu passado negro, e quando um conhecido seu é encontrado morto, e, consequentemente, uma sequência de assassinatos acontecem e que fazem Naoto lembrar desse seu passado.

- Até hoje, muita gente (inclusive esta que vos posta) considera "Maou" como um dos melhores doramas que Ohno já atuou. Além de ter o kouhai Toma Ikuta no elenco, destacam-se atores como Kei Tanaka, Michiko Kichise, Hitori Gekidan, Yuji Miyake, Koji Ishizaka, entre outros.
- Tinha uma história que, se um membro do grupo aparecesse em algum capítulo aleatório, era certeza que na temporada seguinte ele quem protagonizaria o dorama. Kazunari Ninomiya aparece no primeiro capítulo. Na temporada seguinte, protagonizou em "Ryuusei no Kizuna".


- Uta no Oniisan (2009): Kenta Yano (Satoshi Ohno) era um cantor de uma banda de rock que acaba de terminar. Como não bastasse mais nada, sua namorada Akane (Chisa) termina com ele e sua família o considera como inútil. Sem banda e sem namorada, Kenta acaba arranjando trabalho num programa de TV para crianças, o "Minna de Utao". Um porém: ele não leva jeito com crianças. Como Kenta vai conseguir enfrentar esse problema?

- O dorama seria uma paródia do programa da NHK, que tem o mesmo nome.
- Chisa, que interpreta Akane Mizuno, era vocalista da dupla Girl Next Door. Seu nome real é Chisa Maekawa. É casada com o nadador Kosuke Kitajima e tem uma filha.
- Ryuhei Maruyama é baixista do grupo Kanjani Eito e kouhai do Ohno. Coincidência: Ohno e Maru fazem aniversário no mesmo dia, 26 de novembro.
- Yoshino Kimura, que interpreta Kyoko Manabe, a produtora do programa, é casada com Noriyuki Higashiyama. Aparece esporadicamente no programa "Sekai no Hate Made ItteQ!"
- Seishiro Kato (ator mirim que ficou conhecido nos comerciais da Toyota) aparece nos capíutlos 1, 7 e 8 como uma das crianças do programa.
- Tetsuko Koyanagi aparece como ela mesma nos capítulos 5 e 8. Ela possui um programa na TV Asahi, o "Tetsuko no Heya", onde conversa com os convidados. O dorama era transmitido na mesma emissora.
- Sho Sakurai aparece como ele mesmo no capítulo 7. Na época foi para divulgar o filme "Yatterman". Como é que era aquela história em que, se um membro do Arashi aparecia num dorama do outro, na temporada seguinte...? (Na temporada da primavera de 2009, Sakurai protagonizou com You Yokoyama em "The Quiz Show 2009").
- A música de encerramento "Kumori Nochi, Kaisei" foi creditada como "Yano Kenta, estrelando Satoshi Ohno". Era b-side do single do Arashi, "Believe". Tem a segunda versão em que a música virou A-side mas era limitado.

- 0 Goshitsu no Kyaku (2009): Um hotel onde quem se hospedasse no quarto de número 0, seu nível de ser humano era medido conforme suas atitudes ou personalidades. Eram seis histórias, todas elas protagonizadas por algum membro da JA. You Yokoyama (Kanjani Eito) era o gerente do hotel. Satoshi Ohno protagoniza a primeira história, como Hiroyuki Matsuda, um empresário bem sucedido.

- Foi um projeto experimental da Fuji Television, na grade da alta madrugada, para descoberta de novos talentos, como diretores e roteiristas.
- Masahiro Matsuoka (TOKIO) dirigiu a sexta história, em que Shigeru Joshima (do mesmo grupo) protagonizou.
- Dois membros do Kanjani Eito (Ryuhei Maruyama e Shingo Murakami) e dois do NEWS (Keiichiro Koyama e Shigeaki Kato) também protagonizaram no projeto, cada um em uma história.


- Kaibutsu-kun (2010): Baseado no mangá do mesmo nome, escrito e ilustrado por Fujiko Fujio A, é a história de Taro Kaibutsu (Satoshi Ohno), príncipe da terra dos Monstros que, para poder herdar o trono, é enviado para o mundo dos humanos para conviver e enfrentar os monstros que ameaçam a Terra. Kaibutsu convive com os irmãos Hiroshi (Tatsuomi Hamada) e Utako (Umika Kawashima).

- A versão live-action ganhou tanta popularidade, que teve duas sequências e um filme.
- Masahiro Matsuoka, sempai de Ohno, interpreta um dos vilões, o Demokin.
- Jun Matsumoto aparece no último capítulo. (Porque na temporada seguinte, verão de 2010, protagonizou o getsukyu "Natsu no Koi wa Nijiiro ni Kagayaku".)
- Tatsuomi Hamada também ficou conhecido no taiga dorama "Ryomaden", no papel de Ryoma Sakamoto na infância (porque na fase adulta foi o Masaharu Fukuyama. A semelhança dos dois foi tanta na época, que, ambos apareceram no comercial da Dunlop). Recentemente, atuou no dorama "Hana nochi Hare".
- O autor, Fujiko Fujio A, aparece como detetive no primeiro episódio. Foi o co-autor da música "Yukai Tsukai Kaibutsu-kun".


- Mou Yukai Nante Shinai (2012): Shotaro Tarui (Satoshi Ohno) era um rapaz que, quando criança, sonhava em ser algum herói. Mas algo inesperado acontece: Erika Hanazono (Yui Aragaki) faz um pedido estranho - fazer de conta que foi sequestrada. O que Shotaro não esperava era que Erika era filha de um dos maiores chefões da máfia, Shugoro Hanazono (Kinya Kitaoji). Shotaro conta com a ajuda de Kazuki (Ryota Sato) para executar o plano.

- O tanpatsu dorama foi transmitido como especial de ano Novo da Fuji Television, fazendo parte da grade de horário especial do Arashi - "Kotatsu no Arashi" e "VSArashi New Year SP".
- Além de Ohno e Aragaki, outros artistas conhecidos estão no elenco - Hiroki Narimiya, Katsumi Takahashi, Shihori Kanjiya, Shota Yasuda (Kanjani Eito), Jun Kaname, Masahiro Takashima, Saki Fukuda, Naoto Takenaka, Katsuhisa Namase, Kei Tanaka.
- Motivos porque Sho Sakurai e Jun Matsumoto aparecem no dorama - por causa do especial "Nazotoki wa Dinner no Ato De", e do dorama "Lucky Seven" respectivamente.
- O dorama foi baseado no livro do mesmo nome de Tokuya Higashikawa, o mesmo autor da série "Nazotoki wa Dinner no Ato de".


- Kagi no Kakatta Heya (2012): Kei Enomoto (Satoshi Ohno) é um proprietário de equipamentos de segurança, cujo hobby consiste em descobrir novas técnicas do sistema. Embora seja hábil em física e arquitetura, Enomoto é péssimo em socializar. Ao aceitar a trabalhar com os advogados Junko Aoto (Erika Toda) e Go Serizawa (Koichi Sato), Enomoto tem o desafio de manter o seu lema de "nunca existirá chave que jamais vou conseguir destravar".

- Foi baseado na série dos livros de Yusuke Kishi - "O Martelo de Vidro", "A Casa da Fogueira" e "Os Assassinos da Sala Fechada".
- Um dos poucos doramas em que não tem envolvimento amoroso entre os protagonistas, e só tinha o trio - Ohno, Toda e Sato - como elenco principal.
- Foi o primeiro getsukyu de Satoshi Ohno.
- Cada capítulo era um caso a ser resolvido, ou seja, um não tinha ligação com outro. E cada um tinha elenco convidado diferente, como Masahiro Takashima, Shido Nakamura, Masayuki Sakamoto (V6), Akito Kiriyama (Johnny's WEST), Koutaro Yoshida, Tsubasa Honda, Hiroshi Tamaki, o autor Yusuke Kishi e os announcers da Fuji Television - Masaharu Miyake, Yoko Shono e Midori Matsuo.
- Em janeiro de 2014, teve o episódio especial.
- O dorama teve índice médio de audiência - 16,0%. O especial, 15,9%.


- Sekaiichi Muzukashi Koi (2016): Reiji Samejima (Satoshi Ohno) é sucessor e presidente de uma cadeia de hotéis. Ele é conhecido tanto por sua capacidade de fazer clientes felizes, como por sua rigidez e atitudes severas, que fazem as mulheres o evitarem. Quando Misaki Shibayama (Haru) aparece para trabalhar com Samejima, tudo muda na vida dele, fazendo de tudo para conseguir conquistá-la, solicitando a ajuda da secretária Maiko Muraoki (Eiko Koike) e do chofer Katsunori Ishigami (Tetta Sugimoto).

- Um dos doramas de boa audiência na temporada de primavera em 2016 (média de 12,6%, sendo que o capítulo final atingiu 16%) e levou os principais prêmios da Nikkan Sports Drama Grand Prix do ano (ator do ano, drama, ator principal, ator e atriz coadjuvantes).
- Momento sempai e kouhai da JA: Nozomu Kotaki, que interpreta Ieyasu Miura, é membro do grupo Johnny's WEST.
- A mascote Swingy, que aparece no dorama, existe. Ela é mascote oficial do distrito Naka, em Yokohama, onde o dorama foi ambientado.
- Sho Sakurai aparece como caster de um programa (fictício) sobre ascenção de jovens empresários e vai entrevistar Samejima para saber qual o segredo de seu sucesso como presidente de uma rede de hotéis.

Feliz 39 aninhos (atrasado)! E vai realizar seu sonho, depois que conseguiu licença para pilotar barcos em alto mar...

(Pescar atum!)

Imagens: dramawiki, matome-naver, fujitv, ntv, asahitv.

Sunday, December 15, 2019

JLPT

Acredito que existem momentos certos para fazer as coisas certas. Por mais que pessoas digam "tem que fazer naquela hora e acabou, ou perderá sua chance", você tem que pensar no seu potencial.


Uma das perguntas mais frequentes que fazem para mim em meados de abril e agosto é


"Vai fazer o Noryuku Shiken¹ este ano?"


Muitas vezes eu ficava na dúvida se respondia na maior empolgação "eu vou" ou no modo apático "talvez sim" ou no maior desânimo "não vou desta vez". Porque para isso necessita um certo preparo, pois ir para fazer um exame que possa garantir a chave para abrir as portas da sua vida, sem ter estudado nada, melhor ter deixado para a outra oportunidade e se dedicar mais.

Eu tenho uma grande dificuldade nesses exames de proeficiência. Por mais tempo que estou aqui, convivo com a língua todo dia, desde que acordo até dormir, chega na hora do exame, muitas vezes bate aquele momento em que tudo que aprendi, foi pro ralo e dá aquele "branco" na mente. Como era? Será que era isso mesmo? Vou arriscar, deixar sem resposta não vale. Essas coisas mesmo que inexplicavelmente acontecem comigo no momento.

Fiquei um bom tempo sem prestar o exame, e olha que aqui é realizado duas vezes no ano. Mas sou daquele tipo de pessoa que, prestar o exame por prestar, melhor deixar para a próxima, do que fazer despreparada e ver o resultado ser pior do que esperava.

Mas a partir do resultado, posso ter uma idéia dos meus pontos fortes e pontos fracos, e começar a me dedicar neles. Se bem que, logo que termina o exame já teria que criar vergonha na cara e retomar os estudos para ver se vai melhor da próxima vez.

Um dos motivos mais óbvios de eu estar tentando pela quinta ou sexta vez esse exame, é trabalho. Exatamente. Se eu quiser ter um emprego melhor e talvez menos cansativo, seria obter ao menos o N2² e quem sabe mudar de vida. Mesmo na idade que eu estou. Vocês não vivem falando que "nunca é velho para mudar"? Mas para eu conseguir chegar a esse ponto, eu tenho que levar isso muito a sério, o que venho falando há anos.

Obter boa pontuação no N2 do JLPT é a garantia de bons empregos e ser "bem vista" aos olhos dos empregadores quando lerem seu currículo na parte "cursos complementares e outras licenças". Não importa se você teve sete, oito anos de experiência na área. Para muitos, o importante é ter comprovação que passou no teste e fim.

Existem pessoas que nem fizeram o teste mas mesmo assim conseguem bons empregos. Sim, nunca vou negar. Como elas conseguem, existem diversas maneiras. Mas não gosto muito de ficar pensando nisso, cada um tem seu modo, e eu tenho os meus.

Fiz o exame este ano, novamente para obter ao menos o N3. Fui razoavelmente preparada, já que passei metade do ano estudando nos horários que davam. E complementando ouvindo rádio pelo aplicativo do meu celular e assistindo a vários programas de TV. Tudo em japonês, claro. Era o que eu tinha disponível no momento... E era chegar no local da prova antes da hora marcada, desligar-se do resto e dar o seu melhor. Sei que tem muito mais gente tentando a mesma coisa, focado no mesmo objetivo. Tentar boa pontuação no JLPT mesmo sendo N3 para ter o carimbo de "aprovado".

Sempre achei que, pessoas que tentam o N3, já têm uma certa noção de como é a vida aqui, regras, direitos e deveres, senão nem estariam prestando este nível. Mas nesta prova, meus conceitos caíram por terra. Fico me perguntando como é que existem pessoas de outras nacionalidades que tentam um nível que já era para ter uma boa noção do que é permitido ou não antes, durante e depois da prova.

Pessoas que abrem a folha de testes antes do fiscal avisar o início do teste, conversar depois que termina a prova, não desligar o aparelho celular durante o teste inteiro (inclusive no teste de audição, onde a questão e as alternativas estão na gravação), e um montão de cartões amarelos e vermelhos -  o que anulam o candidato. E o pior que isso, acaba tirando a concentração dos demais candidatos que estavam levando a sério no teste.

Será que somente ser aprovado num teste de proeficiência em qualquer linguagem significa estar adaptado ao cotidiano do país estrangeiro em que vive?

Por isso que eu ainda sou a favor de muitos estrangeiros frequentarem algum curso que além de aprender o idioma local, aprender o modo de viver, o cotidiano, a comida, os costumes. Mesmo ministrados por voluntários, mas são voluntários que já são nascidos e criados no lugar.

... agora é dar prosseguimento aos estudos para os exames de julho.

¹Noryuku Shiken ou JLPT (Japanese Language Proeficiency Test) é um exame mundial que avalia seu nível de conhecimentos em língua japonesa, e ocorre no primeiro domingo de dezembro. Somente no Japão é realizado duas vezes no ano (julho e dezembro).

²Completando o item acima, o JLPT são divididos em 5 níveis, indo do básico (N5 ao avançado N1). Dizem que, se obter aprovação no N2, já é garantia de obtenção de bons empregos.

Foto da autora.



Sunday, December 08, 2019

Para lembrar...


(Do grupo do FB Paul Get Back to SP. Trinta e nove anos que sentimos sua falta, John.)

Wednesday, November 13, 2019

Construindo um novo mundo

No dia 9 de outubro de 2019 (dia do aniversário de John Lennon e do membro do V6 Hiroshi Nagano), no You Tube, eis que repentinamente surge o CANAL OFICIAL DO GRUPO ARASHI e logo de cara CINCO promotion videos - "A.RA.SHI" (a música do debut), "Love So Sweet" (da segunda temporada do dorama "Hana Yori Dango", que catapultou a fama do grupo), "Happiness" (do dorama "Yamada Taro Monogatari"), "Truth" (do dorama "Maou") e "Monster" (da série "Kaibutsu-kun"). Na íntegra, sem cortes. Nem preciso dizer o resultado, né?


Todo mundo sabe que a JA (a agência dos meninos) é restrita em matéria de direitos autorais, ou seja, até 2018, nem foto de divulgação na imprensa podia, se bem que, quando Junichi Okada e Kazunari Ninomiya ganharam os prêmios de melhor ator no Japan Academy Film Prize (que seria o equivalente ao Oscar no Japão), as fotos deles sairam na página oficial. Mas liberação quase geral (três fotos por mídia digital), deveu-se quando Ryo Nishikido apareceu para divulgar o filme "Hitsuji no Ki".

O que ainda faltava, era as bandas divulgarem o trabalho em outras mídias, como You Tube, Apple Music, Spotify, e outros. Aos poucos, novatos como SixTONES, Snow Man, Travis Japan estão divulgando no canal próprio no You Tube (especialmente o SixTONES, que vão finalmente debutar em 2020). Mas o que muita gente queria era que os grupos mais antigos divulgassem logo ao menos para serviços de streaming.







Como dizem aquele ditado "antes tarde do que nunca mais", valeu a pena esperar, porque no dia 2 de novembro, no canal oficial do Arashi, no You Tube, os membros apareceram para informar que, no dia 3 - data em que o primeiro single saiu no mercado -, era para todo mundo ficar ligado no You Tube, que eles iriam fazer um anúncio. Isso porque outubro inteiro, o canal oficial deles só postava as cinco músicas em versão ao vivo (obviamente para que o pessoal acabe sendo forçado a comprar o DVD ou os CDs).


Eis que no dia e hora marcados, os cinco apareceram ao vivo para:

- Contas oficiais do grupo em redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook, TikTok e Weibo (este, seria o SNS da China);
- No mesmo dia, a partir das 19 horas, TODAS as músicas dos singles seriam liberados em serviços de streaming, como Spotify (conta premium), amazon music, apple music e outros;
- Live streaming no Instagram;
- Novo PV e digital single no canal do You Tube;
- JET STORM (era o nome da viagem que fizeram na Asia em 2006 para divulgar a turnê na região, como Taiwan e Coréia do Sul) em quatro países - Indonésia, Tailândia, Taiwan e Cingapura -, em dois dias!!! (10 e 11 de novembro, ou seja, acabou a apresentação para o novo Imperador, pegam o jato e fazem a coletiva de imprensa nestes dois dias e voltar logo pro Japão porque Sho Sakurai tem que aparecer ao vivo no News ZERO, a não ser que façam ele aparecer ao vivo sabe lá onde estiver)
- Duas apresentações no novo Estádio Olímpico (aka Kokuritsu) dias 15 e 16 de maio de 2020, antes dos Jogos Olímpicos;
- Possível apresentação em Pequim ou Shangai (ainda não confirmado).

Com isso, as redes sociais só não travaram por milagre (comigo acontece do Twitter travar quando é dia de Kouhaku Utagassen ou The Music Day). Só o music video de "Turning Up" já bateu quase 7 milhões e meio de visualizações em CINCO dias! Isso porque os cinco primeiros vídeos que lançaram em outubro, já bateram juntos, 10 milhões.

"Turning Up" seria uma resposta (muito bem dada, por sinal) do j-pop para o mundo:

"Nós temos algo para seu guilty pleasure
Dentro do bolso, batidas legais para espalhar
Nós trazemos a festa, vamos começar
Vamos transformar o mundo com J-pop!"

Claro que o music video tem um monte de referências, com direito a locações no terraço do Shibuya Scramble Square (que inaugurou no dia 1 de novembro) e em Los Angeles!!! E quando digo que fã do Arashi deve ter sido fã dos Beatles numa encarnação passada, ninguém acredita em mim, porque elas acharam um monte de pistas e referências em quase quatro minutos de vídeo...


1. Na abertura, o grupo aparece na proa de um barco, que seria referência ao debut em Hawaii, em 15 de setembro de 1999;
2. O grupo subindo a escadaria do Shibuya Scramble Square com os fãs ao lado - o dia em que eles fizeram o hand shake event no Yoyogi Gymnasium em novembro de 1999 para divulgar o single "A.RA.SHI";
3. As roupas brancas do grupo eram da mesma cor da capa do single do debut. Inclusive, a parte em que tem os backdancers, faz lembrar o PV do debut também;
4. O grupo saindo em disparada do carro pro aeroporto, foi semelhante ao dia em que eles foram para Taiwan divulgar a turnê asiática;
5. No passaporte constam as iniciais dos nomes, data de nascimento, data do debut e validade "infinito";
6. Cada mala contém muitas referências de cada membro, além dos chaveiros de ursinhos de pelúcia serem da image color de cada um e com a inicial do sobrenome:


- Do Sakurai: acessórios com estampa de camuflagem, caderno, estojo de canetas, double-parka, mapa, guias de viagem, e uma revista chamada "Find The Answer" (que é o nome de um dos singles do grupo);


- Do Matsumoto: carteira, acessórios (relógio, braceletes, etc.), pantufas, máquina fotográfica, gravata (roxa). Detalhe: quase tudo de couro.


- Do Ninomiya: fones de ouvido, moedeira (pra dizer que tá sem dinheiro e fazer os mais velhos pagarem a janta), pantufas (as mais detalhistas juram que são goods da turnê "untitled"), ukelele, a famosa camiseta mostarda que só falta andar sozinha, cabos de carregadores de bateria, controle de videogame (coisa mais óbvia!!!);


- Do Aiba: despertador, amenity kit, luva e bola de baseball, chaveiro (ou acessório) com a inscrição "Your Eyes" (nome de um dos singles do grupo), um urso de pano (referência a segunda viagem em Hawaii, em 2000, em que ele dormia com um cachorro de pano);


- Do Ohno: kit de desenho, bloco de anotações, carretilha de pesca, isca artificial, camiseta (com estampa de peixe, claro).

7. Os cinco num carro conversível nas ruas de LA - referência na tour "Are You Happy?" na música "Drive";


8. No palco em frente ao estádio, os mesmos trajes da tour "5X20".


Fora outras referências ocultas (no túnel escuro e correndo diante da luz; os cinco dormindo e porque Ohno foi o primeiro a ser acordado no avião), a música é daquelas que não deixa ninguém parado, com direito ao rap por conta do Sakurai e o vídeo que é bem alegre e divertido.

E ainda a gente pensando que eles iam dar uma "desacelarada" neste ano, pois em 2020 eles serão main supporters durante os Jogos Olímpicos pela NHK antes de tirarem férias, mas pelo visto, acho que vão ter mais trabalho. Daí a gente mal dorme, e já vão participar da abertura do estádio em dezembro...

Bem vindo ao mundo louco dos SNS!

Imagens: arashi5official @ instagram, satanoka_shizuru @ tumblr




Saturday, November 09, 2019

Vida que segue

Dias desses estava conversando com namorido sobre as pessoas que conhecemos, tivemos um grau de amizade e, por n motivos acabaram sumindo, perdendo contato, essas coisas da vida. Pelo menos eu ainda tenho contato com algumas pessoas (se por acaso eu acabo deixando no vácuo, é porque eu acabei dormindo ou voltei ao trabalho e acabei esquecendo), mas outras, acabei perdendo contato (ou elas que perderam o interesse em mim, tanto faz).



 Prova maior disso é quando vou para Tóquio quase todo mês pois costumo ir nos eventos que quase sempre têm lá (isso quando não vou nos concertos que levo maior sorte no Tokyo Dome ou Yokohama Arena) - muita gente descobre que passei por lá depois que cheguei em Nagoya. Claro que não tenho como não postar fotos de onde passei, literalmente, mas eu acabo postando em casa ou dentro do ônibus voltando pra casa.

"Mas você não avisa antes", é o que me dizem. Sim, eu sei que eu teria que avisar com muita antecedência, mas eu me conheço: os eventos que eu vou, são no horário do almoço, fico até perto de terminar e logo eu tenho que voltar para Nagoya, porque no dia seguinte tenho que voltar à vida normal de sempre. Então, nem tenho como encontrar ninguém mesmo se eu quisesse.

E, quando eu tenho tempo sobrando (caso quando eu fico dois dias fora de casa), a situação não muda: "tenho compromisso nesse dia", "fica pra próxima", "hoje não vai dar, desculpa"...

Muitas vezes já cheguei a uma triste conclusão: talvez pelo fato de eu trabalhar numa linha, ganhar o suficiente para pagar as contas e meus hobbies e não fazer parte do padrão imposto pelos outros, as pessoas que eu conheci, perderam o interesse em mim. Mas também tem o óbvio, né...

- Não trabalho em um lugar que não seja linha de produção: Quem me conhece, sabe que estou no mesmo lugar de trabalho quase sete anos, seja fazendo classificação de peças, seja despachando material para outros lugares, mas ao menos estou trabalhando e ganhando o suficiente para pagar as contas e sobrar para comer e meus hobbies. Talvez por isso algumas pessoas me evitam, porque não faço parte da "elite", ou seja, trabalhar num escritório qualquer.


E também para essas pessoas que têm essa linha de pensamento, significa que gente da mesma estirpe que eu, não poderia estar frequentando lugares interessantes como o Starbucks Reserve Roasted, em Meguro, Tóquio.

- Sou completamente mega fail no quesito fitness: Bem que eu tento, na verdade, mas por motivos de trabalho e pós-trabalho, acabo deixando pra depois. Sim, academia. Por três meses ia cinco vezes por semana (três dias depois do trabalho, sábado e domingo), ficava três horas e fazia o máximo para não me acabar num rodízio de carnes ou de doces ou ambos. Depois que peguei um projeto, aí desandou de vez. Mesmo assim, consegui perder 1/3 do peso do que eu estava pretendendo.


O aplicativo que eu tenho no meu smartphone, o My Tracker, configurado com meu peso, altura, idade e tipo de rota - de segunda a sexta nunca passa de 4 a 6 mil passos por dia, porque é de casa até o estacionamento, do estacionamento do trabalho até o local de trabalho, da minha seção até o refeitório, e o caminho de volta. Só passa dos 10 mil quando vou para Nagoya, Gifu ou Tóquio, e nesses lugares eu caminho pra caramba...


Low carb uma ova, nessa salada! Olha quanto carboidrato no molho Caesar! E esses pedaços de pão no meio? E garanto que nesse copo, é café, que te faz inchar feito um balão!!!

Não posso fazer parte da hashtag do Instagram #goodjobgirl porque, bem, já começa pela minha idade que já passei do ponto de garota na casa dos vinte ou trinta faz tempão. E segundo, se consigo fazer mais do que 10 mil passos por dia, é quando eu vou para Nagoya ou Gifu ou Tóquio nos meus dias de folga. Fora isso, esqueçam: não tenho Apple Watch e mesmo se eu tivesse, não posso usar no meu ambiente de trabalho (se nem relógio comum eu posso...)

Outra coisa que já tentei e não funciona comigo, a não ser que seja caso em que o médico me der um ultimato - dieta. Por mais força de vontade e foco que eu tenha, não adianta, sinto muito. Porque se tem uma coisa que meus pais me ensinaram, é nunca economizar em comida, é comer o que te der vontade. "Ah, mas alimentos de baixo carboidrato são comida". Eu sei, mas não quero passar vontade de comer um bolo, uma lasanha, um yakiniku tabehoudai...

- Não tenho amigos mega influentes na comunidade: Se pessoas que conheci numa encarnação passada, davam um recado se, caso eu estivesse em tal lugar, era para marcar pra encontrar, hoje, nem nas redes sociais (nem posso falar muito, porque eu também meio que passo longe disso). Tirando raras exceções. Talvez porque não tenho amigos influentes que possam dar aquela levantada no seu curriculum vitae aka Q.I., e poder abrir as portas para oportunidades melhores.

Trocando em miúdos, elas preferem trocar idéias com essas pessoas do que comigo (se bem que, eu não sou nada interessante, mesmo), pois, para elas, existem coisas muito mais importantes a fazer do que perder uma ou duas horas de suas vidas conversando comigo.

"We're gonna rock the world now", Arashi já chutando o balde em "BRAVE" e disparando em tudo nas redes sociais.

- Nada em comum: Completando o item acima, eu nada tenho em comum com essas pessoas que outrora trocávamos conversas aleatórias. Primeiro, como eu mencionei anteriormente, eu sou uma simples funcionária qualquer numa empresa, que só presta para fazer vistoria em telas ou despachar material. Depois tem mais e desce ladeira abaixo: meu nível de conhecimentos em língua japonesa é de dar vergonha; assisto muita programação japonesa; minhas músicas que estão no meu iPod e no meu aplicativo Docomo Hits, se não é música japonesa (coloquei quase a discografia completa do Arashi no iPod), 10% são músicas de bandas britânicas no aleatório (Beatles e Amy inclusos); leio mais manga e revistas em língua japonesa; frequento muitos eventos de doujinshi; no caso de manga, tem alguns volumes de BL no meio, o que deixa de cabelos em pé a  metade de meus antigos amigos.

Ou seja: quem ainda tem amizade comigo, me aceita como eu sou mesmo.

Nessas alturas do campeonato, vocês devem estar se perguntando: por que eu estou chorando pelo leite derramado? Será que vale a pena ficar se matando por pessoas que nem te dão o valor? É aí que eu quero chegar. Eu não preciso ter um cargo, ser fitness, fazer dieta, ter amigos influentes e ser igual aos outros para poder ser aceita na sociedade que elas impõem. Depois de eu ter levado tanto na cabeça, cheguei a um ponto que, basta ser eu mesma e levar minha vida como sempre fiz, fazendo as coisas que eu mais gosto e que me fazem sentir bem, que eu estarei feliz do mesmo jeito.


Acho que o mais importante é fazer o que gosta. Sobre amizades, somente aquelas pessoas que, mesmo longe, ainda têm consideração e te aceitam do jeito que você é - o que importa é o bem que elas te trazem.

Fotos: todas da autora, via Smartphone Fujitsu F-01K, que ainda me ajuda e muito.

Saturday, November 02, 2019

Aleatoriedades... Ou: Como tentar parar de procrastinar nesta vida


Quando eu começo a pensar demais, seja o que for, é sinal que eu mesma preciso tomar uma atitude e reverter o quadro, nem que seja a longo prazo. Ou, dependendo do que for, pra ontem. Só que eu tenho um grave problema: procrastino pra caramba. Não pareço, mas para muita coisa, eu demoro muito para executar, exceto as coisas que têm prazo (como renovação de visto e de habilitação).

Acho que depois de levar muita traulitada na cabeça, estou criando vergonha na cara e tomando várias atitudes, porque se eu ficar enrolando [demais], não saio do lugar...

- JLPT ou mais conhecido como Noryuku Shiken, ou Teste de Proeficiência em Língua Japonesa. Pelo tempo que estou aqui, eu era para ter o N1 (o desejado por muitos) e ter um emprego melhor. Se eu tivesse o tempo disponível e grana sobrando, juntos. Ah, mas têm vídeos no iuchubi, por correspondência... A verdade é que eu prefiro ter um professor nativo e ao vivo, numa sala de aula. Recentemente, estou pegando apostilas de uma home page de uma escola de língua japonesa e estudando por conta. Parte de audição, obviamente, assistindo programas de TV ou ouvindo rádio (via internet mesmo). Depois de anos enrolando para fazer a prova (um dos motivos, era que eu esquecia do prazo mesmo. Quando eu lembrava, o prazo já tinha expirado), este ano tentarei. Se eu conseguir, ou não, depois que terminar a prova, levar os estudos muito mais à sério. Felizmente aqui, o JLPT dá pra fazer duas vezes no ano.

- TOEIC ou Teste de Proeficiência em Língua Inglesa. Sete anos atrás, fiz pela primeira vez a prova, mesmo sem ter estudado quase nada, ter saído do trabalho e ido direto no local do teste. Mesmo assim, consegui a pontuação mínima de 660 pontos. Depois disso, era para eu ter feito novamente, para conseguir uma pontuação melhor e, além disso, ter feito os testes de conversação e redação. Vem a pergunta: e eu fiz?! Pior ainda: as provas do TOEIC são realizadas de 9 a 10 vezes no ano, então eu não teria desculpa para não ter feito. Apesar que uns aconselham fazer o teste do IELTS (pelo British Council) embora o preço seja bem salgado. Mesmo assim, TOEIC ou IELTS seriam minhas metas pro ano que vem, eu espero.


Eu bem que tento tirar umas horinhas para estudar, revisar e tentar absorver tudo, mas...

- Traduções. Eu precisaria saber muito mais das técnicas e dicas de traduções, para que eu tenha mais segurança do que eu estaria traduzindo. Recentemente, estou fazendo algumas traduções para um projeto que será lançado em breve, mas o que estaria me matando nem tanto seria o tempo, mas muitas vezes chego exausta em casa que, nem para pegar numa caneta estou prestando. Em dois meses que iniciamos o projeto, eu era para ter deixado pronto, ao menos, uns 60 itens traduzidos. Não traduzi nem um terço disso. Mas, como recentemente meu ânimo voltou com tudo, já adiantei boa parte, agora falta eu revisar, pegar links, fotos e enviar.

Continuando o tópico: tenho intenções de traduzir algumas short stories de alguns mangás só para ir treinando. Cogitaria até uma remota possibilidade de querer trabalhar com isso, nem que seja traduzir mangás, em sistema home office, já que as editoras estariam no exterior. Mas enquanto isso, vou procurando maiores informações - descobri que tem um grupo de tradutores atuando aqui, e tentarei contato com eles. O máximo que poderei ouvir será um não, mas não vou desanimar.

- Fotografia. Pouca gente sabe, mas gosto de fotografar, embora ainda não tenha criado vergonha na cara e ter comprado ao menos uma câmera semiprofissional de segunda mão. Por enquanto, vou me virando com meu smartphone (não, não é iPhone), e fotografar quando vejo algo interessante nos dias que estou de folga. Ou seja, batendo quase quatro anos morando a 10 minutos de Nagoya e mal conheço a província toda (diferente da época que morei em Kanagawa e conheci a província de uma ponta a outra, literalmente). Para completar, já deixei de participar de exposições três vezes por motivos de: procurar uma foto bacana para expôr, enrolar demais no prazo, e falta de fundos. Arrematando: sempre falo para mim mesma que, da próxima viagem que eu fizer, vou fotografar alguma coisa, mesmo no aleatório (se bem que eu faço isso mesmo...)

Quando se fotografa num dia em que tem muita gente, o resultado dá nisso - falta de foco, noção e vergonha na cara porque até hoje não investe nem numa câmera semiprofissional simples de segunda mão e fica usando smartphone antigo...

- Economizar. Por mais que eu tente, eu falho miseravelmente no quesito juntar uns cobres para poder ter uma boa quantia para eu poder viajar. E quando falo viajar, é pra bem longe mesmo. Isso porque eu vivo juntando pontos, participando de promoções, campanhas, eventos para conseguir alguma coisa de graça. E faço isso sem pudor nenhum, fora ir no supermercado quase no final do expediente para garantir o jantar (ou o almoço do dia seguinte) pela metade do preço. E mesmo assim, meu cofrinho de porquinho (literalmente falando mesmo!) anda magro. No que num mês eu consigo juntar, noutro mês acontece um imprevisto, e acabo esvaziando o cofrinho. Pior quando chega no meio do ano, meus artistas favoritos inventam de fazer show no final do ano. E acabo conseguindo, porque nunca se sabe o que pode acontecer...

- Trabalhos manuais. Isso é quase ninguém sabe, mas eu tive uma fase na vida em que eu passava finais de semana em casa, ouvindo música ou assistindo filmes no vídeocassete (entreguei a idade) e ao mesmo tempo, tricotando... Acho que isso durou bons anos e quase uma dezena de blusas, cardigãs e cachecóis feitas por mim para uso próprio (nunca tive coragem de pegar encomenda), fora que eu bordava em ponto cruz (desconsiderem o verso do tecido). Vim parar no Japão, e o que aconteceu, nem preciso falar mais nada. Uns anos para cá, bem que estava tentando fazer um cardigã que vi numa revista (inclusive comprei tudo de novo - agulhas, lãs, a tal revista, acessórios), mas empacava. Bordar, então, estou com um parado no meio e estou tentando criar paciência para descobrir onde foi que parei. Péssima mania que eu tenho de querer fazer duzentas coisas ao mesmo tempo e nada sai completo...


Para que eu diminua minha procrastinação, eu tenho que saber administrar meu tempo livre:

- quando vou para muito longe (geralmente para Tóquio, onde quase todo mês vou para eventos de manga independente), levar ao menos um caderno e um estojo pequeno com lapiseira, caneta três cores básicas, borracha e grafite reserva, pois como vou muito cedo, paro numa cafeteria e fico estudando (anotando dados importantes das apostilas) ou, como estou tentando fazer uns amineko, levar a sacola com o livro e material juntos;

- como ultimamente (lá se vão três meses) estou saindo mais cedo do trabalho, como não jantamos muito (salada e sopa), tenho que aproveitar o tempo vago para sentar em frente ao notebook e pegar firme nas traduções do projeto, ou estudar para o JLPT não somente para este ano, mas para o outro;

- finais de semana que acabo ficando em casa, botar as coisas pendentes em ordem (desde fazer aquela limpeza no quarto até botar os doramas em dia), e, claro, estudar nem que seja duas ou três horas. Já tive sábado (especialmente quando chove) que passei a tarde toda estudando para o JLPT, organizando meu HD externo, traduzindo para o projeto...

- uma das coisas que dificilmente eu faço, mas quando cheguei a fazer, deu mais ânimo, foi tirar uma soneca da tarde no dia de folga que fiquei em casa. Só tive que tomar cuidado para não hibernar (como já aconteceu: fui tirar um cochilo à tarde num sábado e acordei três da manhã num domingo);

- voltar à academia, algo que não faço desde setembro. Embora esteja fazendo mais caminhadas e comecei a consumir menos carboidratos e beber mais água, em dois meses consegui diminuir seis quilos. Se eu voltar aos exercícios na academia, ou me inscrever em hot yoga, talvez consiga eliminar mais peso extra combinando com a alimentação, mas isso vai depender de mim mesma...

Bem dizendo mesmo: tudo isso vai depender de mim mesma, independente se tiver algum fator que possa atrapalhar ou não os planos. Se eu quiser, consigo, nem que eu leve tempo, mas vou atingir os objetivos.

Fotos: da autora, exceto o que abre o post, caption da cena do desenho animado "Charlie Brown e A Grande Abóbora", que, por sinal, esqueci de fazer uma postagem sobre Dia das Bruxas e A Grande Abóbora...

Monday, October 21, 2019

Os produtos que sinto falta aqui no Exterior

Apesar de eu estar morando no Exterior há mais de duas décadas, existem alguns produtos que a gente sente falta e dificilmente encontra aqui, e quando encontra, custa dois rins e metade de seu pâncreas. Mas quando se trata de alimentar a solitária que habita em seu estômago, de vez em quando, não seria a ruína das suas economias (o duro é quando esse "de vez em quando" vira "todo dia").

Certo que eu já estou acostumada aos produtos locais, muitas vezes encontramos produtos importados a precinhos módicos nas lojas especializadas, mas existem alguns produtos que valem a pena tentar trazer na mala ou pedir de presente, porque são produtos que são difíceis de encontrar, quando encontra, é caro, e o similar nem chega a ser 1% do original...

Sim, esta lista só tem comida. 

1. Creme de leite. Embora no Japão tenha, e inclusive diferença da porcentagem da concentração de gordura do leite, prefiro o do Brasil por causa da consistência. Não que os do Japão sejam uma droga, mas a gente só usa quando não tem outra alternativa. Isso quando não tem gente que confunde o nama cream (creme de leite) com o whip cream (nosso famoso chantili).

2. Mandioca. Pouca gente sabe, mas eu adoro mandioca, especialmente cozida na hora (eu amasso ainda fumegante e coloco açucar) ou frita. Eu sei que em lojas de artigos brasileiros tem e congelada, e in natura, descobri um agricultor em Saitama que vende sob encomenda. Fico me perguntando se o cultivo da mandioca (ou cassava, como é no inglês) depende muito do clima e solo (bem, tudo o que vai se plantar depende disso, é óbvio...).

3. Mandioquinha. Ou batata-baroa. Esse eu não encontro em lugar nenhum, já perguntei e a maioria não encontra por ser difícil de achar. Talvez o mesmo problema do cultivo da mandioca. Pra terem uma idéia quanto tempo eu não como algo com mandioquinha: a última vez que comi foi antes de vir pela primeira vez ao Japão, então nem preciso falar mais nada.

4. Salame. Tá, eu sei que tem em qualquer loja de artigos brasileiros, mas veja o preço e depois me conta. É algo que pode dar de presente que aceitamos sem pestanejar. Salame igual ao do Brasil, meio difícil de achar em qualquer supermercado por aí, e quando acha o italiano, dá vontade de chorar pela quantidade e preço...

5. Catupiry. O original somente no Brasil. Das vezes que retornei, não pensava duas vezes em pedir pizza de frango com catupiry (acho que era a única iguaria que comia que tinha esse produto...), mas nunca perguntei para as pessoas se já tentaram trazer catupiry para o Exterior, pois nunca achei nem em lojas de artigos brasileiros, nem mesmo nas lojas de produtos importados. Na verdade, seria requeijão cremoso, pois catupiry é a marca... Talvez tenha alguma boa alma que consegue fazer o requeijão semelhante, só estou precisando criar vergonha na cara e pedir pizza num estabelecimento que muitos recomendam nas redes sociais...

6. Biscoito Passatempo. Como desde que o biscoito foi lançado no mercado e ainda eram os desenhos da Disney. Quando vim parar aqui, trouxe uma boa quantidade na mala (quem abrisse, iria achar que estaria fazendo contrabando, e para explicar que era consumo próprio?), e minhas amigas costumavam me presentear quando voltavam do Brasil, mas como ultimamente ninguém anda tirando férias para lá, vou ter que voltar a me conformar como no início - existem outros biscoitos que talvez possam suprir essa carência... (até parece)

Na verdade, eu cheguei a achar o biscoito vendendo em alguns poucos lugares que fui, mas pagar 700 ienes, nesse ponto, até minhas lombrigas perderam a fome.

7. Pamonha. Eu sei que deve vender em lojas e restaurantes brasileiros aqui, mas comi uma vez e me arrependi, porque o gosto estava meio estranho. Pamonha para mim, tem que ser feita na hora, com direito a todo mundo descascando, ralando, cozinhando e colocando nos saquinhos feitos com a própria palha verde que envolve o milho. A última vez que comi pamonha até enjoar, foi em 2018, na casa dos meus pais.

Depois dessa pequena lista, vão me perguntar se eu não sinto falta dos cosméticos do Brasil, como esmalte para unhas, perfumes, desodorantes, shampoo, condicionador, creme para tratamento de cabelos, creme para o corpo... Para falar a verdade, os cosméticos daqui - pelo menos para mim - nunca deram problema. Vai de cada um. Tem que ir testando até encontrar um que resolva 90% dos seus problemas. Felizmente, podemos encontrar em quantidades bem menores (daqueles pra viagem), não custam caro, pelo menos dá pra ter uma noção se vai dar certo ou não. Já cheguei a comprar esmalte caro e que foi abaixo das minhas expectativas, mas quando posso, compro de uma marca que perde até a noção tamanha a variedade de cores, texturas e complementos.

O mesmo vale para mim quando vou comprar maquiagem (isso quando vou comprar...), porque aqui variedade é o que não falta. Certo que na minha última estada no Brasil, andei comprando alguns (pra presentear azamiga), mas uso quando lembro, apesar que, onde eu trabalho, maquiagem leve não tem problema.

Na verdade, o que sente falta ou não, vai de cada pessoa. Existem pessoas que conseguem viver com o que o país oferece. Existem outras que tem que ser da terra natal, senão enlouquece. (Abro exceção para pessoas do sul e centro-oeste brasileiro, que gostam de um chimarrão e tereré, e erva para essas bebidas só esperando alguma alma bondosa que presenteie.) Mas, a gente vai vivendo como pode e deve.

Thursday, October 10, 2019

Mangá Time

No Instagram, fãs de quadrinhos estão fazendo uma postagem por dia sobre histórias em quadrinhos que estão lendo e podem recomendar, com a hashtag #365HQs. Pensei em fazer com mangá, já que desde 1994 ou 1995 que comecei a me interessar mais no assunto (conseguia os mangás com meu irmão mais velho, que morava e trabalhava em São Paulo e conseguia na livraria especializada), mas tenho o grande problema de que falta tempo suficiente até pra minhas coisas, e tenho certeza que não vou conseguir postar todo santo dia. Além do mais, para eu postar 365 HQs, eu teria que ter uma estante cheia e mais um pouco.

Se bem que, dependendo da história, pode passar de 100 volumes, como "One Piece" e "Meitantei Conan".

Como eu disse muitas vezes, eu leio muito mangá, eu admito e nem me envergonho por isso. Aliás, para mim virou hábito - todo dia, eu leio pelo menos, dez a doze páginas e, se não entender o kanji, anoto num bloquinho e vou procurar (eu carrego um caderninho na bolsa para essas coisas, sério). E foi lendo muito mangá, que aprendi muito mais a língua japonesa gramaticamente falando. Porque, para entender o que falam, só assistindo muito anime.

Enfim, esses dias no trabalho, estava pensando em fazer esse projeto, mas não posso garantir que serão 365 mangás, um por dia, mas vou tentar.


Ok, eu tenho muito mais do que estão na foto e tem mangá que tive que revender (vários motivos), mas a maioria a gente consegue dessa forma, ou se tem algum em andamento, compra assim que sai nas livrarias (isso quando você está na fase extrema e começa a comprar a revista que publica o mangá, sim, aqueles livros grossos com trocentas histórias). E quando eu quero esquecer da vida, já pego um volume pra ler.

Hoje, nem parei para contar quantos títulos eu tenho, fora os que eu já tive e acabei desapegando. Mas se eu fizer isso, vou me perguntar porque eu comprei mesmo?

Seja como for, para mim é forma de passar o tempo e ver se meu nível de compreensão em língua japonesa melhora.



Wednesday, October 09, 2019

Sunday, October 06, 2019

Meu contato com mangás BL

Toda vez que alguém menciona sobre BL (Boys Love, depois vou tentar explicar), eu lembro desse episódio do programa TOKIO Kakeru em que foi o Koichi Domoto (KinKi Kids), em que o próprio conta que uma vez ele, o parceiro de dupla Tsuyoshi Domoto e Tomoya Nagase foram parar num motel (no Japão, é chamado de "Love Hotel").

Koichi: Foi a primeira e a última vez que fomos num motel sem ser a trabalho...

Koichi contando que, um dia, ele, Tsuyoshi Domoto e Tomoya Nagase acabaram dormindo num motel porque ficou muito tarde para ir embora e não tinham como voltar. E descrevendo que a cama era redonda e girava toda hora.

Yamaguchi: Vocês dois são BL (Boys Love)?

Nagase: BL?! Bacon Lettuce?! (*Na verdade seria BLT, um sanduíche de bacon, alface e tomate)
O episódio em questão, foi apresentado no dia 17 de setembro de 2014, no formato em que eles tinham que adivinhar o kanji de algum produto (a autora aqui foi descobrir esse episódio porque alguma boa alma caridosa postou a caption do Nagase num grupo de doramas no FB).

Piadas à parte, BL aqui no Japão, é a abreviatura de "Boys Love", gênero usado para designar a mídia de romances homossexuais [masculinos] voltados para o público feminino. (A tirinha do site Blyme Yaoi explica melhor a origem e porque aqui no Japão raramente o termo yaoi é usado). Acreditem ou não, as livrarias daqui têm uma prateleira inteira dedicado a BL sem pudor nenhum, tanto que nas lojas de segunda mão muita gente já vai direto para lá. E pensam que a faixa etária seria jovens mulheres na casa dos 20~30? Já vi muita quarentona em diante comprando "de baciada". Fora os eventos de doujinshi privados que a maioria do público que vai é quase 100% feminino. Mas isso não impede que rapazes frequentam e leiam BL (têm poucos, mas têm).

Vão me perguntar se eu leio mangás do gênero BL numa boa. Vou falar a verdade: eu conheci o termo BL num fórum (embora elas usassem muito o termo yaoi), e para quem frequenta até hoje os Comic Market e suas variantes, nem preciso estender muito o que encontro lá. Mas mangá mesmo, comecei a ler de uns cinco ou seis anos para cá, porque muita gente só indicava "os de sempre", tentei ler um volume (obviamente comprado na loja de segunda mão) e acabei repassando, porque não foi do meu agrado. Mas ainda continuava indo nos eventos como de sempre para me distrair um pouco.

Um tempinho atrás, eu acabei comprando um, mas embora eu tenha gostado da historinha, acabei repassando (pra não variar, mas ao menos posso fazer uma leitora feliz). Tá, eu sou muito exigente na leitura, e isso não se aplicava somente nos mangás BL não...

Mas foi a partir do ano passado, talvez mais incentivada pelo anime "Wotaku ni Koi wa Muzukashii", que realmente acabei comprando um exemplar, lendo e gostei. Tudo porque foi indicação de muita gente no Twitter durante o Desafio dos 32 Dias de BL 2018 promovido pela conta @blymeyaoi e no site, e deu que muita gente recomendou o mangá "Doukyusei" ("Colegas", em tradução literal), da mangaká Asumiko Nakamura. Só que achar esse mangá era muito difícil, pois tinha sido lançado em 2008 (época que nem ligava para isso) e nem era toda livraria que tinha, e no máximo era na Village Vanguard, e nem era o primeiro, somente as sequências. No final das contas, encontrei numa livraria de segunda mão em uma de minhas idas para Osaka. Acabei levando além de "Doukyusei", as sequências "Sotsugyosei ~ Fuyu" e "Sotsugyosei ~ Haru", e as spin-offs "O.B. I e II" numa paulada só.

Bem que me disseram que, uma vez que você entra nesse mundo do BL, você não sai mais (esse recado também é válido para quem frequenta muito evento de doujinshi, se me entenderam).

Mesmo eu lendo alguns volumes, a verdade que eu ainda sou muito exigente em matéria de mangá de qualquer gênero. Se for BL, agora piorou. Para terem uma idéia, e para horror de muita gente, eu não tive paciência para ler "Sekaiichi Hatsukoi" e "Junjou Romantica" (ambos da mesma autora, Shugiku Nakamura) e na época que eu estava num fórum, 90% do pessoal recomendava esses dois mangás. Resultado: não passei do primeiro volume.

O inverso ocorreu com "Doukyusei" e posteriormente "JOY" (da Etsuko). Quem eu conheço, ninguém recomendou os mangás, foi no Twitter, como mencionei. E quando muitas comentaram que o enredo do mangá de Asumiko Nakamura era completamente diferente dos demais BL, fui conferir - e não me decepcionou. Agora, surpresa minha foi descobrir que a autora de "JOY" era uma artista que eu já conhecia nos eventos aleatórios que eu frequentava anos atrás (por causa do traço e do tema - ela ama um angst que até a gente chora).

Resultado - da Asumiko Nakamura, foi o que eu mencionei. Só não comprei a spin-off  "Sora to Hara" porque não achei em lugar algum, ainda. E da Etsuko, encontrei todos que ela publicou antes de "JOY" (menos as novels, porque infelizmente ainda não estou num nível de conhecimento de língua japonesa para enfrentar kanjis que não conheço, mas aos poucos chego lá). Claro que para quem manja do assunto vai falar para mim que seria quase nada, mas para mim já seria um bom começo. Isso porque no desafio proposto no Twitter, eu nunca imaginei o quanto o pessoal tem de material!!! Contando os conhecidos batidões passando para os desconhecidos.

Anime BL existe, mas são transmitidos em canais fechados e em horário tido como ingrato para mim (madrugada adentro e no meio da semana), mas na seção de anime da Fuji Television, o Noitamina, na temporada de verão, passou a versão animada do manga BL "Given", da autora Natsuki Kizu. O manga ainda está em andamento, embora tenha começado na primavera de 2013, publicado bimestralmente e tem cinco volumes (até o presente momento). O que surpreendeu muita gente era que no Noitamina, era a primeira vez que era transmitido um anime BL nessa grade, o que levou muita revista especializada em anime, como PASH!, Animage, animate times e outras conhecidas neste universo.

Confesso que foi por causa do anime que acabei aproveitando os pontos acumulados na operadora do meu celular e troquei na livraria conveniada...


Foi sem dó nem piedade, porque meus pontos têm validade muito curta.

Mesmo eu lendo esse gênero, junto com outros (a maioria dos mangas que eu tenho variam do shoujo para josei), nada muda em mim. Leio normalmente nos meus (poucos) horários de folga e em casa. Quem me conhece, sabe que eu leio muito manga e, se algum me prende a atenção, acabo procurando os volumes anteriores e aguardando os seguintes (a livraria que fica a dez minutos de casa, agradece). Eu sei que existem as webcomics (caso de "Doukyonin wa Hiza, tokidoi Atama no Ue", que eu já mencionei aqui), mas eu ainda sou adepta do manga impresso mesmo. Aliás, manga vende muito bem aqui, tanto que dificilmente alguma livraria de médio porte, fecha.

Fonte: site e twitter Blyme Yaoi

Créditos da imagem do programa TOKIO Kakeru: kenko.koredayou.net, @a_bikke (twitter)
Créditos da imagem do manga "given": da autora, via instagram @nanekiyomi

Saturday, October 05, 2019

O Quê Colocar numa Mala

A finalidade desta postagem é para ver se algumas (pra não dizer muitas) pessoas tentem entender o que a gente, que mora muito mais tempo do que se imagina no exterior.

Tuesday, September 17, 2019

5X20 - Feliz 20 Anos de Muita Alegria

(Cinco anos atrás eu fiz uma postagem dos 15 anos do Arashi, das 15 músicas mais conhecidas deles. E em janeiro, fiz uma série de postagens dos singles que lançaram de 1999 a 2018.)


Quando a gente menos espera, já se foram 20 anos! Sim, o quinteto Arashi completa 20 anos de formação no dia 15 de setembro (ou 16, já que o debut do grupo se deu no Hawaii, aí fica aquela confusão até pra eles mesmos, por causa do fuso horário), e com isso, até quando eles tirarem suas merecidas férias, estão com mais trabalho pela frente. Além da turnê em andamento (o "5X20 Anniversary Tour", que termina em dezembro), eles serão navigators durante as Olimpíadas pela emissora NHK (quero ver como Sho Sakurai vai fazer, já que desde 2008 ele é enviado especial pela NTV) e, recentemente, foram convidados a fazer uma apresentação durante a posse do Príncipe Naruhito como Imperador, em novembro. Fora gravações de programas semanais em grupo e solo.

Tudo começou quando Johnny Kitagawa (antigo presidente da agência) resolveu debutar mais um grupo, para fazer campanha de divulgação do Campeonato Mundial de Voleibol que realiza anualmente no Japão. Como tinham feito anteriormente com o sexteto V6. Só que resolveram fazer diferente - debutaram o grupo no Hawaii!!!


Só que para chegarem até onde chegaram até hoje, o grupo penou para conseguir o que são atualmente (quem pensou que foi sucesso imediato, enganaram-se. Até 2005-2006, o grupo era "meio" apagado perante até quem debutou depois deles!), mas a virada de jogo deu-se mais quando Jun Matsumoto atuou em "Hana Yori Dango", como Tsukasa Doumyoji. Daí muita gente queria saber quem era o grupo, e o resto todo mundo sabe.

Alguns fatos que aconteceram com o grupo no passado, poderiam desanimar qualquer um, mas o grupo trabalhou muito para reverter a situação e hoje são considerados ídolos nacionais.


Fato 1: Quando Arashi foi chamado para ser o main personality do programa 24 Hour Television em 2004, muita gente foi pessimista, dizendo que o programa iria ser um fracasso, ainda mais que coincidiu com a Olimpíada de Atenas. 



Resultado: o grupo ainda foi main personality nos anos de 2008, 2012, 2013 e 2019.

Fato 2: Por alguns anos, o grupo tinha apenas cinco minutos num programa de rádio. Não tinham programa próprio - eles participavam de alguns, mas não eram principais. 



Desde 2002, quando tiveram seu programa próprio - "Mayonaka no Arashi" -, eles já comandaram 13 programas. Os mais duradouros são VS Arashi (desde 2008) e Arashi ni Shiyagare (desde 2010).

Fato 3: Os primeiros álbuns do Arashi nunca tiveram vendagem alta. Devido à baixa venda do álbum "one", resolveram não lançar o single e PV de "Subarashii Sekai" e o DVD do show ao vivo de "one", com receio de não vender nada. 

A coletânea 5X20, lançada em junho de 2019, já atingiu a marca de 2 milhões de cópias vendidas.
(E ainda na lista da Billboard, ficou em 2o. lugar dos álbuns mais vendidos no mundo, sendo que cerca de 90% das vendas foram somente no Japão).

Fato 4: Uma famosa empresa de fast-food terminou o contrato com Arashi antes do prazo, alegando mudança de estratégia.



Com o hiato anunciado para 2021, economistas prevêem uma perda anual de 100 bilhões de ienes devido ao grupo ter grande popularidade na venda de vários produtos. (Adendo: uma famosa empresa de fast-food recentemente contratou Satoshi Ohno para divulgar sobre o imposto de consumo que mudará em outubro.)

Fato 5: Os primeiros programas de TV que Arashi tiveram, só eram transmitidos na região de Kanto, ou seja, mais da metade do Japão nem sabia que eles tinham programa próprio de TV. Por um bom tempo, o grupo era chamado de "ídolos da região de Kanto".

Atualmente, em quase todo o Japão, existem posteres do grupo - seja nas estações de trem e metrô, e até em aeroportos.

Fato 6: Para que Arashi conseguisse um programa especial durante o Golden Week, a agência chegou até a dar atum (!!!) para o diretor-chefe da seção de variedades.



O grupo ficou conhecido por ser o único a conseguir três programas em horário nobre numa semana (VS Arashi, Arashi ni Shiyagare e Himitsu no Arashi-chan!!)

Fato 7: Os próprios membros do Arashi chegaram a dizer que "a prioridade do Arashi na agência está em oitavo lugar".

O número de membros associados no fã clube do Arashi atualmente chega a 2,8 milhões de inscritos.

Fato 8: A produção dos shows do Arashi, em meados de 2002, chegou a dizer que "se continuarem se apresentando dessa forma, em cinco anos ninguém mais vai querer ir nos shows".



A turnê atual 5X20 Anniversary Tour já bateu o recorde de ter 50 apresentações com público com mais de 2,37 milhões de pessoas.

Fato 9: Haviam planejado para que Arashi fizesse show no Yokohama Arena, que tinha 17 mil lugares, mas resolveram mudar para um menor, o Yoyogi Gymnasium, com capacidade de 10 mil lugares.



De 2008 a 2013, Arashi se tornou o único grupo a fazer 6 shows consecutivos no Estádio Nacional (Kokuritsu) que tinha 70 mil lugares.


Isso porque o grupo tem grande popularidade em território nacional. Mas, quando fizeram shows em Seul, em 2008 (na tour "Arashi Around Asia"), os ingressos para as quatro apresentações em dois dias, foram vendidos em tempo recorde. E teve grande receptividade positiva nos dois shows em Hawaii, em comemoração dos 15 anos do grupo, em 2014.

Para comemorar os 20 anos do grupo, o jornal Yomiuri Shimbun vem publicando mensalmente - desde novembro de 2018 - uma página inteira dedicada a eles, o tema conforme o mês, como em janeiro foi no Seinen no Hi (Dia da Maioridade); em junho, quando foi o lançamento da coletânea "All the BEST 5X20" (três dias antes do lançamento, o jornal postou pequenas imagens de como seria o processo de "fabricação" do álbum) e no dia 15 de setembro, quando comemoram-se os 20 anos de formação.

Da esquerda pra direita - em novembro de 2018, quando foi a data do lançamento do primeiro single; em dezembro de 2018; e em janeiro de 2019, que lembrava o Seinen no Hi, ou Dia da Maioridade.

Três dias antes do dia 26 de junho de 2019, dia em que a coletânea "All the BEST! 5X20" ia ser lançada, o jornal fez uma sequência do processo de fabricação, embalagem e envio do álbum. As cores marrom, azul e rosa eram respectivamente as cores das edições limitada, com o Live DVD e regular.

A edição do dia 15 de setembro de 2019, que comemorava os 20 anos de formação, era formada com as fotos do grupo quando estiveram em Hawaii, em 1999. Houve fã que descobriu que, juntando todas as mensagens contidas nas páginas publicadas, dava "5 and you x 20" (depois quando falo que fã do Arashi foi fã dos Beatles numa encarnação passada, ninguém acredita...)

Mesmo durante o período em que vão tirar o merecido descanso por tempo indeterminado, nós, fãs, vamos continuar apoiando. Porque fã de verdade é aquele que apoia o artista até em decisões cruciais (bem, depende muito do caso), e aprende que artista é um ser humano como qualquer um, que sabe a hora que precisa dar um tempo para colocar as idéias em ordem.

E vinte anos em atividade, somente os mais fortes conseguem superar isso.

"O que faremos depois?
Não precisa se preocupar com isso
Não é mentira, nós iremos contar tudo para vocês
Então, um pouco mais de tempo agora,
Muito obrigado de nossa parte para todos vocês..." 
                                                                        - "5X20" (tradução do inglês via twosen.livejournal

Fontes: Página do grupo "Arashi Phillipines" e ars_translations (twitter)

Imagens: abema blog, yomiuri shimbun, Shukkan the Television, 24 Hour Television HP, JAL, twitter.