Friday, April 10, 2009

Quando a versão fica melhor que a original

Um dos exemplos em que se consegue fazer uma música ruim ficar menos pior ou mais hilária:



Existem casos que certas versões de músicas ficam entre o menos pior para o melhor que a original. Um dos exemplos mais clássicos desde que o mundo é mundo, é a versão dos Beatles para "Twist and Shout" dos Isley Brothers, que muito desavisado jurava que o original era mesmo dos Beatles, de tão boa que ficou.



A voz rouca de Lennon deveu-se a 48 horas ininterruptas de sessões de gravações para o primeiro LP "Please Please Me". E como faltava uma música pra tapar buraco... ops, para completar o álbum, não pensaram duas vezes e deu no que deu - a música era obrigatória em quase todos os shows. Se não tivesse essa música no repertório, não teria uma segunda volta.

Mais Beatles: depois que os quatro resolveram cada um seguir seu caminho, surgiram muita gente famosa (ou não) fazer suas versões das músicas mais conhecidas do grupo. Casos que o cover de um era na verdade cover de outro, confundia muita gente. Caso de "Please Mister Postman", cuja versão dos Carpenters superou a versão dos Beatles (com todo o respeito...) que fizeram a versão da original das Marvelettes:

Versão original, de 1961, das Marvelettes.

Versão dos Beatles, de 1963.

Versão dos Carpenters, de 1974.

No meio dos anos 90, foi lançado um album-tributo aos Carpenters - "If I Were a Carpenter", no qual vários artistas fizeram suas versões (que a maioria já era versão) para os maiores sucessos. O álbum não é de todo ruim (nem tudo é 100% perfeito), mas três interpretações merecem ser ouvidas (muito embora eu já citei um).

A versão de "Superstar", de 1972, original de Leon Russell, ganhou uma versão muito bem mais sombria do quarteto americano Sonic Youth. Pensei que, antes de ouvir, a música fosse interpretada pela baixista Kim Gordon (fã confessa da dupla), mas quem canta é o vocalista e líder Thurston Moore.

"Top of The World", de 1972, original dos próprios Carpenters, teve a versão quase semelhante das japonesas (sim, leram muito bem) Shonen Knife - quando eram as irmãs Naoko e Atsuko Yamano e Michie Nakatani. Pra quem estava em Marte e voltou agora, esse grupo (agora uma dupla "de dois", como diriam) segue o estilo Ramones de ser: três acordes e de duração curta. Se no início elas tinham o inglês tropegante, nesta versão, feio não fizeram!

"(They Long To Be) Close To You", teve várias versões que fica difícil saber qual seria de destaque, inclusive de Hikaru Utada antes de fazer sucesso. Mas a versão dos irlandeses Cramberries é bem mais sensível e tocante, na voz de Dolores O'Riordan.

Agora, quando a versão era morna e puseram pra entornar o caldo, nem vale a pena escutar, nem por curiosidade (se quiserem, procurem nao site goear). As (a)versões para as músicas "Hey Jude" de Kiko Zambianchi (perdoem-me os fãs, mas quando fui no show do Paul, teve gente do meu lado que cantou a versão piorada ao invés da original), "Eu Não Acredito", de Lulu Santos e "Astronauta de Mármore" do Nenhum de Nós, se não beiram a cortar os pulsos de raiva, ao menos os dois últimos você fica entre "como foi possível inventar tanta besteira junta???".

Primeiro, que a versão original de "Eu Não Acredito" era dos Monkees e se chamava "I'm a Believer" e falava de um cara que antes não acreditava no amor e só acreditou quando encontrou a sua alma gêmea. Só que o seô Lulu errou na interpretação e bem, deu no que deu. Só queria saber o que o requeijão tem a ver com o amor...

Segundo, que a versão de "Astrounata de Mármore" feita pelo grupo Nenhum de Nós, eles pegaram a música "Starman" de David Bowie, nos aureos tempos em que ele dizia que cortava dos dois lados, e por aí vai. Se o original já era uma música porra-louca, a versão ficou uma coisa sem pé nem cabeça, só pra sentirem o drama, o refrão original de "this is a starman..." ficou "sempre estar lá"... (segundo dizem que, quem foi no show do David Bowie não me lembro o ano, quando ele cantou "Starman", a platéia cantou a versão do Nenhum de Nós e ninguém entendeu mais nada).

Na verdade, existirão versões e (a)versões. Se vai ser boa ou não, vai depender da aceitação de quem ouve. A última mais conhecida foi da Britney Spears, da música "maiomeno" de "Womanizer", que ganhou ao menos cinco versões diferentes, uma mais diferente que a outra (a primeira está no início do post), mas vale ouvir as duas que encontrei:

- Versão da inglesa Lily Allen
- Versão de Ladyhawke.

Músicas postadas via site goear: http://www.goear.com/index.php

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